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Manuel Francisco Alberto

Derivação de funções de variável Real

Licenciatura em Ensino de Física com habilitação em Ensino de Matemática

Universidade Púnguè

Tete

2020
Manuel Francisco Alberto

Derivação de funções reais de variável real

Trabalho a ser apresentado no Departamento de


Ciências Naturais e Matemática no curso de
Licenciatura em Ensino de Física como um
requisito parcial de avaliação na cadeira de Calculo
Infinitesimal.

O docente: Jorge Alberto Camisola

Universidade Púnguè

Tete

2020
Índice
Introdução...................................................................................................................................3

Derivação das Funções reais de variável Real............................................................................4

Definição da derivada de uma função real de variável real....................................................4

Regras de derivadas.................................................................................................................6

Derivadas laterais de uma função...............................................................................................9

Derivada de Função Composta - Regra da Cadeia...................................................................10

Derivadas de Funções Implícitas..............................................................................................11

Derivada das funções trigonométricas inversas........................................................................12

Derivadas de funções na forma paramétrica.............................................................................15

Aplicação da derivada de uma função para o cálculo de mínimos e máximos de uma função 16

Aplicação das derivadas na Física............................................................................................18

Interpretação física da derivada.............................................................................................18

Conclusão..................................................................................................................................21

Referências bibliográficas.........................................................................................................22
3

Introdução
Neste presente trabalho iremos falar das derivadas de funções reais de variável real.
Começaremos pela definição da derivada de uma função real de variável real. Definiremos o
conceito da derivada como um valor do limite de uma função num certo intervalo como
estivéssemos calculando a taxa de variação da velocidade instantânea de uma partícula n certo
instante.

Apresentaremos as regras de derivação de varias tipologias das funções e os respectivos


exemplos para esclarecimento das mesmas regras de derivação.

Faremos as derivadas de funções implícitas, as funções trigonométricas inversas, as funções


paramétricas. Mas também, iremos falar da aplicação das derivadas no cálculo de extremos de
uma função como os pontos mínimos e máximos de uma função real de variável real. E por
último faremos uma interpretação física da derivada e sua aplicação no cálculo da rapidez que
uma partícula pode adquirir num certo intervalo de tempo.
4

Derivação das Funções reais de variável Real

Definição da derivada de uma função real de variável real


Seja f : D ( f ) ⊂ IR → IR uma função real, a derivada de f no ponto de abscissa x=x o é definida
como o numero

f ( x 0 +∆ x )−f (x 0 )
f ´ ( x o ) = lim
∆ x→ 0 ∆x

Se este limite existir. ∆ x representa uma pequena variação em x, próximo de x 0, ou seja,


tomando, x=x 0 +∆ x (∆ x=x −x o) a derivada de f em x 0 pode também se expressa por

f ( x )−f (x 0)
f ´ ( x o ) = lim
x → xo x −x o

df df
Notações: f ´ ( x o ) ,
dx |
x=x o
; (x )
dx 0

Interpretação Geométrica

A derivada de uma função f em um ponto a fornece o coeficiente angular (inclinação) da recta


tangente ao gráfico de f no ponto (a , f (a)).Vejamos: Dada uma curva plana que representa o
gráfico de f, se conhecermos um ponto P(a , f (a)), então a equação da recta tangente r à curva
em P é dada por y−f (a)=m( x−a), onde m é o coeficiente angular da recta. Portanto, basta
que conheçamos o coeficiente angular m da recta e um de seus pontos, para conhecermos a
sua equação. Mas como obter m para que r seja tangente à curva em P?

Consideremos um outro ponto arbitrário sobre a curva, Q, cujas coordenadas são


(a+ ∆ x , f (a+ ∆ x)). A reta que passa por P e Q que é chamada recta secante à curva.
5

Fonte: https://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/derivadas.pdf

Indicando-se a abscissa do ponto Q por x=a+ ∆ x (∆ x=x−a) e sabendo-se que a abscissa de


P é expressa por a, então, se Q → Ptemos que ∆ x →0, o que é equivalente a x → a. Assim:

f ( a+ ∆ x )−f (a) f ( x )−f (a)


m=lim mPQ = lim =lim
x →a ∆ x→ 0 ∆x x →a x−a

f ( a+ ∆ x )−f (a) f ( x )−f (a)


lim =lim =f ´ (a)
∆ x→ 0 ∆x x→ a x−a

Logo, m=f ’(a), ou seja, a derivada de uma função em um ponto, de fato, fornece o
coeficiente angular da recta tangente ao gráfico desta função, neste ponto.

Exemplo:

Se f (x)= x2 , vamos determinar a equação da recta tangente ao gráfico de f , no ponto P(2 , 4)


.

f ( 2+ ∆ x ) −f (2) ( 2+ ∆ x )2−22 4+ 4 ∆ x +∆ x 2
Solução: m= = = =4 +∆ x ; n se ∆ x ≠ 0
∆x ∆x ∆x

Portanto, coeficiente angular m da recta tangente, quando x 0=2, é dado por:

m= lim ( 4+ ∆ x )=4 . Logo, a equação reduzida para a recta tangente no ponto P ¿) é dada por:
∆ x →0

y – 4=4 ( x – 2)ou y=4 x – 4, a qual é ilustrada na figura a seguir:

Fonte: https://lemas.furg.br/images/Apostilas/derivadas_2016.pdf
6

Regras de derivadas
Derivada da função constante

d
Seja f (x)=c. A derivada da função constante é nula, isto é: [ c ]=0
dx

Exemplos

Vamos calcular as derivadas das seguintes funções: f ( x )=9 e g ( x ) =π

1) f ( x )=9, 9 é constante por isto, f ´ ( x )=0

2) g ( x )=π, π=3 , 14, pi é constante e por isto, g ´ ( x )=0

Derivada de uma potência

Para qualquer constante racional n, a derivada da função f (x)= xn é

d n
[ x ]=n x n−1
dx

Exemplos

Seja f ( x )=x 3, vamos determinar a derivada e escrever a equação da recta tangente ao gráfico
de f (x) no ponto de ordenada 8

a) f ´ ( x )=3∗x 3−1=3 x 2
b) O ponto de ordenada 8 tem abscissa 2. Logo, a inclinação da recta tangente é:
f ´ ( 2 ) =3.22=322 =12, a equação da recta tangente é escrita como:

y−8=12 ( x−2 ) ↔ y−8=12 x−24 ↔ 12 x− y +16=0

Derivada da multiplicação de uma função por uma constante.

Seja c uma constante e u=f ( x ) uma função derivável em x, então:

d
dx
[ cf ( x ) ]=cf ´ (x )
7

Exemplos: Determinemos a derivada das seguintes funções em relação a x:

3 1
3 3 −1
a) f ( x )=4 x 2 ; f ´ ( x )=4. x 2 =6 x 2
2
b) g ( x )=7 x; f ´ ( x )=7. x 1−1 =7. x 0=7.1=7

Derivada da função exponencial de base a

d x
Seja a função exponencial f ( x )=ax , definida ∀ x ∈ R , a> 0 , a≠ 1, então [ a ]=a x . ln ( a )
dx

Exemplo

d ( ex )
Seja f ( x )=4 e x , a derivada da função é f ´ ( x )=4 =4. e x .lne
dx

Derivada da função logaritmo de base a

A derivada da função logaritmo de base a> 0 , a≠ 1 é:

d 1 1
[ log a ( x ) ]= log a e=
dx 2 xln ( a )

d 1
[ ln ( x ) ] = . (x ´ )
dx x

Exemplos:

Dadas as seguintes funções: log 2 ( t ) e ln ⁡( z). Determinemos as derivadas

d 1 1
[log 2 ( t ) ]= log 2 ( e )=
dt t tln ( 2 )

d
dz
[ ln ( z ) ] = 1z ln ( e )= 1z

Derivada da função seno

d
A derivada da função seno é: [ sen ( x ) ] =cos ⁡( x ). x ´
dx
8

Derivada da função co-seno

d
A derivada da função co-seno é definida por: [ cos ( x ) ]=−sen ⁡( x) . x ´
dx

Derivada da soma algébrica de funções

Sejam u=f ( x ) e v=g ( x) duas funções de x, então:

d
[ f ± g ]= d f ± d g
dx dx dx

Exemplo

f ( x )=5 x 4 +6 x 3−20 ;

f ´ ( x )=20 x 3 +18 x2 +0=20 x 3+18 x 2

Derivada do produto de funções

Sejam u=f ( x ) e v=g ( x) duas funções de x, então:

d d d
[ u . v ] =u ( v ) +v (u)
dx dx dx

Exemplo

f ( x )=x 3 e x

f ´ ( x )=x 3 . e x + e x .3 x 2=e x x2 (x +2)

Derivada para o quociente de funções

Sejam u=f ( x ) e v=g ( x) duas funções de x, então:

d u v . u´ −u . v ´
dx v[]
=
v2
,v≠0
9

x+ 1
Exemplo: f (x)=
2 x+1

Sejam u=x+1 e v=2 x+ 1

d u ( 2 x +1 ) ( x+1 ) ´ −( x+1 ) ( 2 x+1 ) ´ ( 2 x +1 )−( 2 x +2 ) ( 2 x+ 1 )−2 x−2 1


[]
dx v
=
( 2 x+1 ) 2
=
( 2 x +1 ) 2
=
( 2 x +1 ) 2
=
( 2 x +1 )2

Derivadas laterais de uma função


Uma função y=f (x ) tem derivada lateral à direita de um ponto de abscissa x=x 0 se o limite
lateral à direita de x=x 0 da razão incremental

f ´ ¿ , se existir. Neste caso, diz-se que a função f é derivável à direita em x=x 0.

Uma função y=f (x ) tem derivada lateral à esquerda de um ponto de abscissa x=x 0 se o
limite lateral à esquerda de x=x 0 da razão incremental

f ´ ¿ . Se existir, neste caso, diz-se que a função f é derivável à esquerda em x=x 0.

Uma propriedade importante, que relaciona a derivada com as derivadas laterais de uma
função f (x) em x=x 0 , afirma que f é diferenciável em x 0 se, e somente se, as derivadas laterais
em x 0 existem e são iguais. Neste caso, tem-se que

f ´¿

Exemplos

Ex.1. Vamos mostre que a função f (x)=¿ x −2∨¿ não possui derivada em x = 2

x−2 , se x ≥ 2
Notemos que f ( 2 ) =0 e f ( x )={2−x , se x <2

Pela definição das derivadas laterais temos: f ´ ¿

Para a esquerda f ´ ¿

Portanto, f ´ ¿

Ex.2 : Verifiquemos se a função f (x)=sen (x) possui derivada em x=0.

Pela definição, temos: f ´ ¿


10

f ´¿

Como as derivadas laterais existem e são iguais, temos que a função é derivável em

x=0 e f ´ ( 0)=1.

Derivada de Função Composta - Regra da Cadeia


A regra da cadeia permite derivar funções complicadas utilizando derivadas de funções mais
simples.

d y du
Se y=f ( u ) ,u=g(x ) e as derivadas e Existem, então a função composta fog possui
du dx
derivada representada por

dy dy du
= .
dx du dx

Ou y ´ ( x ) =f ´ ( u ) . g ´ ( x) ou ainda y ´ ( x ) =f ´ ( g ( x ) ) . g ´ (x )

4 10
Exemplo: f ( x )=( x2−2 ) ( x 2+ 2 )

Sejam u ( x )=x 2−2 e v ( x )=x 2 +2. Então u ´ =2 x e v ´ =2 x. A função f (x) pode ser escrita como
4 10 4 10
f ( x )=u 4 ( x ) v 10 ( x ) f ´ =u ( x) ( v ( x )) ´ + ( u ( x ) ) ´ v (x)

( v 10 ( x ) ) ´=10 v 9 ( x ) v ´ ( x ) e ( u 4 ( x ) ) ´ =4 u3 ( x ) u´ ( x )

f ´ ( x )=4 u3 10 v 9 ( x ) v ´ ( x )+ 4 u3 ´ ( x ) u ´ ( x ) v 10(x )

Fazendo as substituições, teremos:

2 4 2 9 2 3 2 10 2 3 2 9 2
f ´ =( x −2 ) 10 ( x +2 ) 2 x + 4 ( x −2 ) 2 x ( x +2 ) =4 x ( x −2 ) ( x +2 ) ( 7 x −6)
11

Derivadas de Funções Implícitas


Quando não é possível escrever uma equação do tipo F (x , y )=0 na forma y=f (x ) para

dy
derivá-la de maneira usual, pode-se determinar por intermédio do processo de derivação
dx
chamado derivação implícita.

O processo de derivação implícita consiste:

1. Derivar os dois membros da equação em relação a x, considerando y como uma


função dependente de x.
dy
2. Agrupar os termos que contém em um membro da equação.
dx
dy
3. Determinar .
dx

Se f ( x )= y, então ao longo do texto a derivada da função f(x) será denotada por:

dy d
y ´= = [f ( x ) ]
dx dx

Exemplos

dy
a) Derivando implicitamente, determinemos se y 2=x
dx

dy dy
Derivando implicitamente y 2=x em relação a x, obtém-se: 2 y =1; isolando , vamos ter
dx dx

dy 1
= .
dx 2 y

dy 1 dy −1
Como y=± √ x , então = ou =
dx 2 √ x dx 2 √ x

dy 2 2
b) , x + y −25=0
dx

Derivar os dois membros da equação em relação a x, considerando y como uma função

dy
dependente de x. 2 x+2 y −0=0
dx
12

dy dy
Agrupar os termos que contém y ´= em um membro da equação, 2 y =−2 x
dx dx

dy
→ =−2 x
dx

Derivada das funções trigonométricas inversas


Derivada da função arco seno

Seja u=f (x ). Aplicando a regra da cadeia, a derivada da função arco seno é:

d 1 du
[ arcsen ( u ) ] = . ,|u|<1
dx √ 1−u dx
2

d 1
[ arcsen ( x ) ]= ,|u|<1
dx √1−x 2
Exemplos

a) f ( x )=arcsen(x 2+ 8) ,

2x
Seja u(x )=x 2+ 8. Então u ´ (x )2 x e a derivada de f (x) é f ´ (x)= 2
√ 1−( x +8 )
2

b) f ( x )=4 arcsen( √3 x +3)

1
Seja u ( x )=√3 x+3. Então u ´ ( x )= 3 2 e a derivada de f(x) é
3 √ ( x +3 )

4 1 1
f ´ ( x )= .3
3 √1−( x+ 3 ) √ ( x+ 3 )2
3 2

Derivada da função arco cosseno

Seja u=f (x ). Então, aplicando a regra da cadeia tem-se para a derivada da função arco
cosseno:

d
¿
dx
13

Exemplos

a) f ( x )=arccos ⁡(sen ( 2 x ) )

Seja u ( x )=sen ( 2 x ) ;u ´ ( x )=2 cos ⁡(2 x) e a

−2cos ( 2 x )
f ´ (x)= 2
√ 1−( sen ( 2 x ) )
b) f ( x )=3 x arccos ( x )

Aplicando a regra de produto teremos:

3x
f ´ ( x )=3 arccos ( x )−
√1−x 2
Derivada da função arco tangente

Seja u=f (x ). Então, aplicando a regra da cadeia, a derivada da função arco tangente é
definida por:

d
¿
dx

d
¿
dx

Exemplos

a) f ( x )=artg ( 6 x +3 )

Seja u ( x )=6 x+ 3, u ´ ( x )=6 ,logo

6
f ´ ( x )= 2
1+ ( 6 x+ 3 )

b) g ( x )=ln [ artg ( x ) ]

1
Seja u ( x )=artg( x ); u ´ ( x )= , então
1+ x 2

1
g ´ ( x )=
artg ( x ) [ 1+3 ]
14

Derivada da função arco cotangente

Seja u=f (x ). Aplicando a regra da cadeia, a derivada da função arco cotangente é

d
[ arccotg ( u ) ]= −1 2 . du
dx 1+u dx

d
[ arccotg ( x ) ]= −1 2
dx 1+ x

Exemplos

a) f ( x )=arccotg(3 e 5 x )

Seja u ( x )=3 e 5 x ,u ´ ( x )=15 e 5 x

−15 e 5 x
f ´ ( x )=
1+9 e 10 x

b) g ( x )=arccotg [x 2 ln ( x ) ]

Seja u ( x )=x 2 ln ( x ) e u ´ ( x )=2 xln ( x )+ x= x ¿

−x ( 2 ln ( x )+1 )
g ´ ( x )=
2 √ x (1+ x)

Derivada da função arco cossecante

Seja u=f (x ). Aplicando a regra da cadeia, a derivada da função arco cossecante é:

d −1 du
[ arccosec ( u ) ] = . ,|u|<1
dx u √u −1 dx
2

d −1
[ arccosec ( x ) ] =
dx x √ x 2−1

Exemplos

a) f ( x )=arccosec ( x 3 )

Seja u ( x )=x 3; u ´ ( x )=3 x2


15

−3
f ´ ( x )=
x √ x 6−1

b) g ( x )=ln ⁡[arccosec ( x ) ]

−1
Seja u ( x )=arccosec ( x ) ; u ´ ( x )=
x √ x2−1

−1
g ´ ( x )=
( x (√ x 2−1) arccosec ( x ) )

Derivadas de funções na forma paramétrica


Uma curva parametrizada x=f (t) e y =g (t) será derivável em t se x e y forem deriváveis em
t. Em um ponto de uma curva parametrizada derivável, onde y também é função derivável de

dy dx dy dy dy dx
x, as derivadas , e estão relacionadas com a regra da cadeia: = ·
dt dt dx dt dx dt

dx
Se ≠ 0, segue que:
dt

dy
dy dt
=
dx dx
dt

Exemplos

dy
Calculemos para as funções escritas na forma paramétrica
dx

a) { x=2 t+1 , t ∈ IR
y=4 t+3

dy
dy dt 4
= = =2
dx dx 2
dt

x=a(t−sen ( t ) ) , 0 ≤t ≤2 π
b) { y=a (1−cos ( t ) )
16

dy
dy dt asen ( t ) sen ( t )
= = =
dx dx a−acos ⁡(t ) 1−cos ⁡( t)
dt

x=ln ⁡(t) , t >0


c) { y =t
3

dy
dy dt 3 t 3
= = =3 t 3
dx dx 1
dt t

Aplicação da derivada de uma função para o cálculo de mínimos e máximos de uma


função
Extremos de uma função (Máximos e Mínimos)

Na figura abaixo apresenta o gráfico de uma função, onde as abscissas x 1 , x 2 , x 3 e x 4 estão


assinaladas.

Os pontos ( x i , f ( x i)), onde i = 1, 2, 3, 4 são chamados pontos extremos da função. Os valores


f (x 1)e f ( x 3) são chamados valores máximos relativos (ou locais) e f (x 2)e f ( x 4 ) são
chamados valores mínimos relativos (ou locais)

Os pontos de máximo ou mínimo de uma função são chamados de pontos de extremo.


Geometricamente, um determinado ponto é identificado como ponto de máximo relativo se
nele ocorre um pico. Analogamente, um ponto é identificado
17

Fig: Máximos e mínimos relativos da f (x)

Fonte: https://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/derivadas.pdf

Extremos locais ou relativos.

Pode-se formalizar as definições de pontos de extremo como segue.

Uma função f(x) tem um ponto de máximo relativo ou máximo local em x = c, se existir um
intervalo aberto I, contendo x = c, tal que f (c )≥ f (x ) para todo x ∈ I ∩ D(f ). Neste caso,
representa-se por: P ML (c , f ( c)).

Uma função f(x) tem um ponto de máximo relativo ou máximo local em x = c, se existir um
intervalo aberto I, contendo x = c, tal que f (c )≤ f ( x ) para todo x ∈ I ∩ D(f ). Neste caso,
representa-se por: PmL ( c , f (c )).

Diz-se que um ponto (c , f ( c)) é um ponto crítico para a função f quando f é definida em
x=c e f ´ ( c ) =0 ou f ´ ( c)=∞, ou não existe f ´ (c).
18

Condição necessária para extremos relativos

Se a função f possui um extremo relativo em um valor x=c, então (c , f (c)) é um ponto


crítico para f.

 Todo ponto de máximo ou mínimo relativo é um ponto crítico, no entanto,


 Nem todo ponto crítico é um ponto de máximo ou mínimo relativo.

Exemplo

Seja f ( x )=x 3, determinemos os pontos críticos de f ( x )

A abcissa x = 0 é tal que (0 , f (0)) é ponto crítico de f. Para determinar o ponto crítico de f
basta igualar a primeira derivada a zero, ou seja,

f ´ ( x )=0→ 3 x2 → x =0

Entretanto, (0 , f (0)) não é ponto de máximo ou mínimo local da função f (x), podemos ver na
seguinte Figura.

(Gráfico função f ( x )=x 3)

Fonte: https://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/derivadas.pdf

Aplicação das derivadas na Física

Interpretação física da derivada


A derivada de uma função f em um ponto x 0 Fornece taxa de variação instantânea de f em x 0.
19

Suponha que y seja uma função de x, ou seja, y=f (x ). Se x variar de um valor x 0 até um
valor x 1, Representaremos esta variação de x, que também é chamada de incremento de x,

por∆ x=x 1−x 0, e a variação de y é dada por ∆ y =f ( x 1 )−f (x o ), o que é ilustrado na figura a
seguir:

Fonte: https://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/derivadas.pdf

∆ y f ( x 1 )−f ( xo )
O quociente das diferenças, dado por = , é dito taxa de variação média de y
∆x x 1−x o
em relação a x, no intervalo [ x0 , x 1]. O limite destas taxas médias de variação, quando∆ x →0,
é chamado de taxa de variação instantânea de y em relação a x, em x=x 0. Assim, temos:

lim f ( x 1 )−f ( x o )
x 1 → x0 f ( x 0+ ∆ x )−f (x 0)
Taxa de variação instantânea= = lim
x1 −x o ∆ x→ 0 ∆x

f ( x 0 +∆ x ) −f ( x 0 )
Porem, lim =f ´ (x 0 )
∆ x→ 0 ∆x

Portanto, a taxa de variação instantânea de uma função em um ponto é dada pela sua derivada
neste ponto.

Exemplos

1.Suponha que a posição de uma partícula em movimento sobre uma recta r seja dada por
p(t)=t 2 −6 t , onde p(t) é medida em pés e t em segundos.

a) Determine a velocidade em um instante t = a qualquer.

b) Determine a velocidade da partícula em t = 0 e t = 4.


20

c) Determine os intervalos de tempo durante os quais a partícula se move no sentido positivo


e negativo sobre r.

d) Em que instante a velocidade é nula?

Resolução

a) A velocidade instantânea é o limite da velocidade média, quando consideramos um


intervalo de tempo tendendo a zero, o que é fornecido pela derivada da função
posição, no instante desejado. Portanto, temos:

Velocidade média da partícula no intervalo de tempo ∆t:

p ( a+ ∆ t ) −p ( a ) 2 2 ¿ a2 +2 a ∆ t ∆ t 2−6 a−6 ∆ t−a2 +6 a 2 a ∆ t +∆


V m= =[ a+∆ t ] −6 a+ ∆ t −( a −6 a) ¿ =
( ) ( ) =
∆t ∆t ∆t ∆

lim p ( a+∆ t )− p ( a )
∆ x→ 0
Velocidade instantânea= = lim (2 a+ ∆ t−6 ) =2 a−6
∆t ∆ x →0

b) t=0 → v ( 0 )=2∗0−6=−6 pes /s

t=4 → v ( 4 ) =2∗4−6=2 pes /s

c) P se move para a direita quando a velocidade é positiva.

P se move para a esquerda quando a velocidade é negativa.

Assim: ¿

Portanto o objecto

 Se movimenta para a esquerda se t ∈(−∞ , 3)


 Se movimenta para a direita se t ∈(3 ,+ ∞) .
d) V (a)=0 quando 2 a−6=0, o que ocorre quando a=3, ou seja, após 3 segundos, a
velocidade é nula (o objecto está parado).
21

Conclusão
O cálculo de derivadas da diversidade das funções tem varia aplicações na matemática mas
também em Física.

Na matemática para alem das outras aplicações que as derivadas tem, neste trabalho falamos
do cálculos dos extremos de uma função que são os pontos mínimos e máximos da função ou
mesmo os pontos críticos da função que podem ser encontrados aplicando o calculo de
derivada de primeira ordem e depois igualar a zero.

Em física são aplicadas as derivadas para encontrar as variáveis físicas partindo de outras.
Essas grandezas em física, chamamos de grandezas derivadas como no caso da velocidade e
aceleração de uma partícula. Os cálculos da deriva possibilitam para encontrar a velocidade
dada uma equação da trajectória descrita por uma partícula. No caso de aceleração, é
encontrada aplicando a derivada de segunda ordem que é a segunda derivada. Mas tendo a
expressão da velocidade, é possível aplicar a primeira derivada para achar a aceleração.
22

Referências bibliográficas
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz, Um curso de cálculo, Universidade de São Paulo, 5ª edição,
V.1. 2001

N. PISKOUNOV, Calculo diferencial e integral, Edições Lopes da Silva-PORTO, 11ª Edição,


volume 1.

STUART, James, Calculo diferencia e integral das funções reais de variável rael,
Universidade de São Paulo, 2ª edição, V.3. 2004

B.DEMIDOVITCH, Problemas e Exercícios de Analise Matemática, Editora Mir Moscou, 4ª


edição.

https://lemas.furg.br/images/Apostilas/derivadas_2016.pdf

https://wwwp.fc.unesp.br/~arbalbo/arquivos/derivadas.pdf

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