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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

CURSO: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

Profª Danielle Casillo


 Nome: Automação e Controle
 Créditos: 4 – 60 horas
 Período: 2010.2
 Horário: quartas e sextas das 20:40 às 22:20
 Professora: Danielle Simone S. Casillo
 Página: www.ufersa.edu.br
 Sigaa: www.sig.ufersa.edu.br
 Contato: danielle@ufersa.edu.br

Aula 01 - Introdução à Automação 2


 Proporcionar ao estudante de Ciência da
Computação as tecnologias de
desenvolvimento para automação,
programação de Controladores Lógicos
Programáveis (CLP) e Sistemas
Supervisórios permitindo-lhe atuar sobre
estes sistemas de forma corretiva ou para
execução de melhorias, bem como no
desenvolvimento de novas aplicações.

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 Introduzir os conceitos de automação e controle;
 Introduzir a linguagem de programação Grafcet e ladder
e desenvolver aplicações práticas;
 Conhecer a ferramenta SPDSW para desenvolvimento de
aplicações industriais;
 Aplicar os recursos da ferramenta SPDSW de maneira
correta e otimizada;
 Implementar a comunicação do software com sistemas
equipamentos de automação (CLPs, Interface Homem
Máquina - IHM, etc.);
 Desenvolver aplicações (sistemas supervisórios) para
interface com sistema controlado por CLP.
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 Ensino:
 Aulas teóricas, práticas e trabalhos usando kits de
treinamento em CLP e IHM.

 Avaliação:
 Trabalhos escritos e de laboratório
 Experiências práticas
 Provas escritas e/ou práticas

 Data das avaliações:


 17/09/2010 - 1ª avaliação
 22/10/2010 - 2ª avaliação
 26/11/2010 - 3ª avaliação
 01/12/2010 – Reposição
 08/12/2010 - 4ª avaliação

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 Primeira Unidade:
 Introdução
 Automação Industrial: objetivos, histórico;
 Introdução ao CLP: definição, histórico,
aplicações, componentes e linguagens de
programação;
 Método Grafcet-SFC: conceitos básicos, regras de
transição e aplicações;
 Introdução à linguagem Ladder;
 Experiências introdutórias.

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 Segunda Unidade:
 CLP ZTK 900 – HI Tecnologia
 Características básicas;
 Software de programação SPDSW;
 Linguagem Ladder: instruções básicas,
instruções matemáticas, instruções lógicas e
experiências.

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 Terceira Unidade:
 Sistemas Supervisórios
 Introdução
 Interface Homem Máquina

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 BÁSICA:
 Notas de aulas (SIGAA)
 Automação Aplicada – Descrição e
Implementação de Sistemas
Sequenciais com PLCs. Marcelo
Georgini. 9ª Edição. Ed. Érica. 2009.
 COMPLEMENTAR:
 Controladores Lógicos Programáveis -
Sistemas Discretos. Claiton M. Franchi e
Valter L. A. de Camargo. 2ª Edição. Ed.
Érica. 2009.
 Automação Industrial. Francesco
Prudente. 1ª Edição. Ed. LTC. 2010.
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 É um conceito amplo que pode ser aplicado
em qualquer ambiente, seja predial,
comercial ou industrial.
 Baseia-se
fundamentalmente na
aplicação de
dispositivos que visam
substituir o trabalho
braçal, insalubre ou
repetitivo.
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 A palavra automação está diretamente ligada ao
controle automático, ou seja ações que não
dependem da intervenção humana.


 Este conceito é discutível pois a “mão do homem”


sempre será necessária, pois sem ela não seria
possível a construção e implementação dos processos
automáticos.

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 Historicamente, o surgimento da automação
está ligado com a mecanização.
 O objetivo era sempre o mesmo, o de
simplificar o trabalho do homem.
 Nos tempos modernos,
entende-se por automação
qualquer sistema apoiado
em microprocessadores
que substitua o trabalho
humano.
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 A história da automação industrial começa
na década de 20 quando Henry Ford cria a
linha de produção para a fabricação de
automóveis.
 Porém, o grande impulso para a automação
se deu com o aparecimento dos transistores
na década de 60.

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 Até então, tal programação era feita utilizando relés, e a
complexidade dos processos produtivos envolvidos
exigia, instalações em painéis de controle com centenas
de relés.
 Além de uma operacionalidade muito baixa, existiam
outros problemas:
 alto consumo de energia;
 difícil manutenção;
 modificações de comandos dificultados e onerosos com muitas
alterações na fiação;
 ocasionando número de horas paradas;
 dificuldades em se manter a documentação atualizada dos
esquemas de comando modificados.
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 No final da década de 60, surgiu o Controlador
Lógico Programável.
 Seu desenvolvimento foi incentivado pela GM,
que enfrentava problemas com a programação
de sua linha de produção.

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 Automação industrial é muito aplicada para
melhorar a produtividade e qualidade nos
processos considerados repetitivos, estando
presente no dia-a-dia das empresas.

 A automação industrial pode ser definida


como um conjunto de técnicas destinadas a
tornar automáticos vários processos na
indústria, substituindo o trabalho muscular
e mental do homem por equipamentos
diversos.
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 O conceito de automação varia com o
ambiente e experiência da pessoa envolvida.
 Para uma dona de casa, a máquina de lavar
roupa ou lavar louça.
 Para um empregado da indústria
automobilística, pode ser um robô.
 Para uma pessoa comum, pode ser a
capacidade de tirar dinheiro do caixa
eletrônico.

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 Classificação da Automação
 Automação Industrial
 Automação Comercial
 Automação Predial
 Automação Residencial
 Automação Bancária
 Automação Agrícola

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 Qualquer grandeza física pode ser controlada;
 Controle manual
 operador presente;
 válvulas, alavancas, chaves, ...
 que produz alterações naquela variável
 Produção seriada
 início da industrialização
 produção composta por etapas ou estágios
 máquinas específicas a determinada aplicação

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 ... com o passar do tempo ...
 valorização do trabalhador
 a máquina passou a fazer o trabalho mais pesado
 o homem, a supervisioná-la
 Controle
 automático: as funções do operador é realizada
por um equipamento
 automático por realimentação: age sobre o
elemento de controle, baseando-se em informações
de medida da variável controlada

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 O conceito de automação inclui a idéia de
usar a potência elétrica ou mecânica para
acionar algum tipo de máquina.

 Deve acrescentar à máquina algum tipo de


inteligência para que ela execute sua tarefa
de modo mais eficiente e com vantagens
econômicas e de segurança.

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 Tecnologia Integradora:
 Eletrônica: Hardware
 Mecânica: Atuadores
 Inteligência: Software (Informática)

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 Sensores
 fornecem informações sobre o sistema
 entradas do controlador
 indicam variáveis como temperatura, pressão, ...
 Atuadores
 agem a partir do processamento das informações
coletadas pelos sensores
 tipos: magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos
 Controlador
 aciona os atuadores levando em conta o estado das
entradas (sensores)
 instruções do programa inserido em sua memória

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 Automatizar um sistema, tornou-se muito
mais viável à medida que a Eletrônica
avançou.
 Com este avanço, o controlador, os sensores
e os atuadores passaram a funcionar em
conjunto, transformando processo em um
sistema automatizado, onde o próprio
controlador toma decisões em função da
situação dos sensores e aciona os atuadores.

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 Com o avanço da eletrônica....
 memórias ganharam maior capacidade de
armazenamento
 os circuitos lógicos tornaram-se mais rápidos
 microcontroladores
 a lógica de acionamento pode ser
desenvolvida através de software, que
determina ao controlador a seqüência de
acionamento a ser desenvolvida. Este tipo de
alteração da lógica de controle caracteriza um
sistema flexível.
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 Existem, basicamente, dois segmentos da
automação industrial, segundo a
manipulação das variáveis a serem
controladas.
 Controle de Processo do tipo contínuo
(Controle de Processos, Controle
Regulatório)
 Controle do tipo discreto (Controle
Discreto).

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 Processos discretos
 Indústrias manufatureiras de fabricação por
lote
 Ex: indústria automobilística
 Processos contínuos
 Indústrias de processo de manipulação
 Ex: indústria química, farmacêutica,
petroquímica

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 A forma básica de programação é oriunda
da lógica de programação dos diagramas
elétricos a relés.

 Próprio para ambientes industriais, os


controladores realizam uma rotina cíclica de
operação, o que caracteriza seu princípio de
funcionamento, e operam apenas variáveis
digitais, efetuando controle discreto.
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 Quando os equipamentos manipulam
variáveis analógicas.
 Efetuam técnicas de ação de controle dos
mais diversos tipos:
 Proporcional – Integral – Derivativo (PID)
 Adaptativo (não linear)
 Lógica Fuzzy (lógica nebulosa)
 Controle Preditivo
 entre outros ....
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 Avanço das técnicas de transmissão;
 Salas de controle distribuídas geograficamente foram
interligadas e conectadas a uma única central de
supervisão;
 Controle Hierárquico - > Distribuído;
 Surge então o Sistema Digital de Controle
Distribuído – SDCD;
 Padronização dos equipamentos (sensores, controle e
atuação nos mais diferentes níveis).

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Aula 01 - Introdução à Automação 31
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 Qualidade
 controle de qualidade eficiente.
 compensação automática de deficiências do processo.
 Flexibilidade
 facilidade e rapidez nas alterações nos parâmetros dos
processos.
 Produtividade
 uso eficiente da matéria prima, energia, equipamentos e
instalações.
 Viabilidade técnica
 execução de operações impossíveis de se realizar por métodos
convencionais (processamento imediato de informações,
limitações o homem, condições desumanas de trabalho).

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 Estudar sistemas automatizados até o nível do
elemento “controlador”.

 Devido a esta grande variedade de conhecimentos,


como já dito anteriormente, o foco deste curso será
na programação dos Controladores Lógico
Programáveis (CLPs) que são o cérebro de todo o
processo.

 A Automação Industrial compreende um campo de


atuação amplo e vasto.

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 A disciplina de Instrumentação: tem o objetivo
de estudar cada elemento sensor ou atuador,
seus funcionamentos.
 Para os atuadores, só para os motores de
indução, existe uma grande quantidade de
bibliografia disponível, e ainda tem-se os
Motores de Passo e os Servomotores.
 A cadeia de automação ainda consiste na
comunicação de dados entre os elementos, o
que leva um estudo a parte das Redes
Industrias.
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 Benefícios
 Redução de custos
 Aumento da produtividade
 Reduz a exposição de trabalho monótonos,
repetitivos e até mesmo perigosos
 Mais tempo livre
 Aumento de salários

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 Benefícios
 Na regularidade da qualidade de um
produto
 Na economia de energia
 Flexibilidade
 Segurança de funcionamento

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 Problemas
 Experiência de um empregado tem vida
curta
 Fim de alguns tipos de emprego (ex.
telefonista)
 Problemas sociais e psicológicos em
decorrência da submissão ao ritmos das
máquinas

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AUTOMAÇÃO
GERA
DESEMPREGO?

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