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Departamento de

Engenharia
Engenharia Química

Operações Unitárias 1

Professor. MSc: Raul Santos

Salvador/BA
Agosto 2020

04.01.2
Emulsão
ASSOCIAÇÕES DAS FASES:
• Durante as operações de produção, o óleo e a
água podem se misturar intimamente,
tornando-se difíceis de separar e assim
provocando dificuldades operacionais:
Um lembrete:

• A água de formação pode ser levada pelo gás


na forma de vapor. Quando no estado líquido,
pode ser produzida como água livre,
dissolvida ou emulsionada como gotículas
dentro do óleo. Mesmo a água livre separada,
além dos sais presentes, contém sedimentos,
gases dissolvidos e óleo arrastado.
• A água livre é relativamente fácil de separar,
por decantação enquanto que a água
dissolvida normalmente não é removida da
corrente de petróleo por ser relativamente
baixos os seus teores (da ordem de 0,02% a
20oC). Por outro lado, a água emulsionada
requer tratamentos especiais para sua
remoção.
O que emulsão ?

• Emulsão
• Delsemulsificação
• Desalinização
O que emulsão ?

• Emulsão é quando se mistura de maneira


homogênea duas substâncias que não são solúveis
uma na outra.
O que emulsão ?
• Uma emulsão é a mistura de dois líquidos
imiscíveis, sendo um dos quais disperso no
outro, sob a forma de gotículas, que mantém-
se estabilizada pela ação de agentes
emulsificantes. Há, de um modo geral
emulsões do tipo óleo-em-água (O/A), onde a
água é a fase externa; e emulsões do tipo
água-em-óleo (A/O), onde o óleo é a fase
externa.
O que emulsão ?
• A figura abaixo mostra a imagem de uma
emulsão A/O formada por diminutas gotas de
água dispersa no petróleo.
O que emulsão ?

• Emulsão é uma dispersão coloidal em que tanto a


fase dispergente como a fase dispersa estão na fase
líquida. Então, as emulsões consistem num colóide
no qual pequenas partículas de um líquido são
dispersas em outro líquido.
É uma mistura de dois líquidos imiscíveis (que não se
misturam). O líquido que está em maior quantidade
é o dispergente e o líquido que encontra-se em
menor quantidade é o disperso, distribuindo-se em
gotículas muito pequenas difundidas em suspensão
O que emulsão ?
O que emulsão ?
• As emulsões
são instáveis termodinamicamente e, portanto
não se formam espontaneamente, sendo
necessário fornecer energia para formá-las
através de agitação, de homogeneizadores, ou
de processos de spray. Com o tempo, as
emulsões tendem a retornar para o estado
estável de óleo separado da água.
A.Dois líquidos imiscíveis separados
em duas fases (I e II).
B. Emulsão da fase II dispersa na
fase I.
C. A emulsão instável
progressivamente retorna ao seu
estado inicial de fases separadas.
D. O surfactante se posiciona na
interface entre as fases I e II,
estabilizando a emulsão
Desemulsificantes
• Atualmente, a solução usada para separar óleo e água é o uso
de desemulsificantes – aditivos químicos responsáveis pela
quebra de emulsões (termo que os químicos usam para se
referir à mistura de dois líquidos como o óleo e a água). No
entanto, essa é uma estratégia de alcance limitado, pois
resíduos dos desemulsificantes permanecem junto do
petróleo após a separação e comprometem sua qualidade.
• Os pesquisadores mineiros desenvolveram um material em
escala nanométrica para separar óleo e água
• “Para a produção de derivados, o petróleo não pode estar
contaminado com desemulsificantes. Por isso é preciso um
tratamento secundário para a retirada dessa substância e para
encaminhamento para as refinarias.
EMULSÕES
• A separação da água emulsionada ao óleo é
lenta. Por esta razão, são necessárias técnicas e
equipamentos especiais para que esta separação
possa ser feita nos tempos relativamente baixos
disponíveis nas instalações de produção de
petróleo.
EMULSÕES
• Tipos mais comuns de emulsões:
• Emulsão água em óleo (A/O)
Fase contínua: óleo
Fase dispersa: água
Ex.: emulsões de petróleo

• Óleo em água (O/A)


• Fase contínua: água
• Fase dispersa: óleo
• Ex.: água oleosa, alguns fluidos de perfuração
• Nas emulsões de petróleo o teor de água emulsionada pode
atingir valores da ordem de 70 % v/v.
• Nas águas oleosas o teor de óleo emulsionado dificilmente
atingirá valores maiores do que 1 % v/v.
EMULSÕES
• Tipos mais comuns de emulsões:
• Considere a dispersão de 1 barril de água em
petróleo, formando uma emulsão com gotas
de de diâmetro. Calcule a área da
superfície água-óleo formada.
• No reservatório as fases água e óleo
encontram-se separadas. No entanto, em
função da forte agitação imposta ao longo do
processo de elevação e do intenso
cisalhamento causado pela forte
despressurização através da válvula choke,
podem-se formar emulsões do tipo A/O. A
válvula choke é utilizada para regular e limitar
a vazão de produção dos poços. Cada poço
possui sua válvula choke que se encontra
instalada na linha de chegada do poço na
Unidade de Produção
Formação das emulsões na produção de petróleo: As seguintes
condições são necessárias para que tenhamos uma emulsão estável:

1. Líquidos imiscíveis em contato: o contato entre água e óleo é


inevitável durante a maior parte da vida produtora de um campo, seja
pela própria água do reservatório, seja pela água injetada.
2. Energia mecânica (turbulência) para misturá-los intimamente: Os
métodos de elevação, o escoamento dos fluidos através da tubulação,
manifolds e bombas e o diferencial de pressão em chokes e demais
válvulas criam condições de cisalhamento e divisão das gotas de água.

→ Quanto maior a energia cisalhante envolvida, menor será o


tamanho resultante das gotas.

→ A presença de um tensoa vo no meio, diminui a força necessária


para romper a gota. Ou seja, para um mesmo cisalhamento, menor
será o diâmetro de gota formada.

→Quanto menor o tamanho da gota, mais lenta será sua separação da


fase contínua.
3. Presença de agentes emulsionantes:
Os agentes emulsionantes atuam de duas formas diferentes:
1°) alguns deles (aqueles que têm ação tensoativa) reduzem a tensão
interfacial óleoágua facilitando a ruptura das gotículas e favorecendo a
“convivência” das gotículas de água na fase óleo.

2°) alguns agentes emulsificantes formam também uma repulsão


elétrica e/ou barreira física (película) ao redor das gotículas de água, o
que dificulta a coalescência (união e crescimento) das gotículas
formadas.
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:

Os principais agentes emulsionantes naturais são:


Ácidos naftênicos;
Resinas e asfaltenos;
Sólidos finamente divididos:
Produtos de Corrosão;
Finos (areia, argilas, produtos de incrustação, etc.);
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:
1- Formação de polaridades na água
Repulsão elétrica
Materiais particulados (argilas, produtos de corrosão, etc) e
compostos polares podem interagir eletricamente com a água,
induzindo a formação de uma dupla camada elétrica.
Isso gera uma repulsão eletrostática entre as gotículas, dificultando a
sua coalescência e, consequentemente, estabilizando a emulsão.
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:
Repulsão elétrica
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:
2- Impedimento esférico ou isolamento esférico
A presença de sólidos ou tensoativos com cadeias longas nas emulsões
de A/O dificultam a aproximação das gotas promovendo a sua
estabilização por repulsão estérica.
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:
Impedimento esférico
A presença de sólidos ou tensoativos com cadeias longas nas emulsões
de A/O dificultam a aproximação das gotas promovendo a sua
estabilização por repulsão estérica.
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:
3- Quebra do isolamento do fluído dominante;
Tensão Interfacial
Tensão Interfacial
Quanto maior a tensão interfacial mais difícil a
formação de uma emulsão e menos estável ela
será.
Para que se consiga um emulsão estável é
necessário reduzir a tensão interfacial entre os
líquidos utilizando os chamados agentes
emulsificantes.
• Emulgente está na interface O/A, em volta das gotas
da fase interna, como fina camada de filme
adsorvido na superfície  O filme evita o contato e a
coalescência da fase interna, e quanto mais
resistente e flexível ele for maior estabilidade da
emulsão.
Substâncias Tensoativas
• Tensoativos substâncias que reduzem a tensão
superficial.
Estabilidade das emulsões:
A velocidade com que as gotículas de água emulsionada decantam (se
separam do óleo) é proporcional ao quadrado do seu diâmetro,
conforme a equação de Stokes:

Assim, gotas pequenas demoram muito para separar do óleo (é o


que ocorre nas emulsões).
Se os agentes emulsionantes não deixam as gotas crescerem em
tamanho (coalescerem) então a sua velocidade de separação do óleo
permanece muito baixa.
→Portanto, o tratamento do óleo consiste em buscar formas de
aumentar o tamanho médio das gotas de água, de forma a aumentar
a sua velocidade de separação do óleo.
Os principais agentes emulsionantes naturais são:
Ácidos naftênicos:
São ácidos carboxílicos de médio peso molecular com elevada
afinidade pela interface óleo-água. São os principais responsáveis pela
redução da tensão interfacial;
Mecanismos de ação dos agentes emulsificantes:
4- Formação de película aumentando a durabilidade da
emulsão, assim blinda a interface, dificultando a
coalescência;

Asfaltenos:
Asfaltenos são compostos de alto peso molecular
formados por anéis aromáticos condensados e cadeias
alifáticas. Podem conter metais e heteroátomos, como O, S
e N.
→Os asfaltenos apresentam baixa atuação sobre a tensão
interfacial, entretanto uma vez na interface são capazes de
blindar a superfície das gotas sendo em grande parte
responsáveis pela elevada estabilidade das emulsões de
petróleos pesados.
Os principais agentes emulsionantes naturais
são:
Atuação dos Asfaltenos:
Os principais agentes emulsionantes naturais são:
5- Adsorção e redução da tensão interfacial, propiciando a
estabilidade das emulsões
Sólidos finamente divididos:

Partículas sólidas com diâmetro pelo menos uma ordem de


grandeza inferior às gotas (principalmente sólidos coloidais).
Adsorvem-se na interface e tendem a estabilizar as emulsões,
dando maior rigidez à película superficial. Devem ter molhabilidade
mista (tanto pelo óleo quanto pela água).
Agentes emulsionantes na produção de petróleo:

Os principais agentes emulsionantes naturais são:


Sólidos finamente divididos:
Os principais agentes emulsionantes naturais são:

FeS: produto da corrosão do aço pelo H2S. Pó muito fino com


afinidade pela interface. Blinda a interface, dificultando a
coalescência.

6- Aumenta a condutividade do meio, diminuindo a


eficiência do tratamento eletrostático.
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

RESUMINDO TIPOS DE EMULSÕES


→1) Formação de polaridades na água;
→ 2) Isolamento esférico;
→ 3) Quebra do isolamento do fluído dominante;
→ 4) Formação de película aumentando a durabilidade da
emulsão, assim blinda a interface, dificultando a
coalescência;
→ 5) redução da tensão interfacial, propiciando a estabilidade
das emulsões
→ 6) Aumenta a condutividade do meio, diminuindo a eficiência
do tratamento eletrostático.
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→1) floculação;
→ 2) coalescência;
→ 3) decantação , sedimentação;
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→1) floculação;
É a aglomeração das gotas devido a forças de Van der Walls. A
floculação faz com que as gotas de água fiquem próximas, facilitando
a etapa subsequente de coalescência.
→ A floculação é reversível, podendo os aglomerados se dispersarem
por agitação.
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→2) Coalescência:
É a etapa de quebra da emulsão propriamente dita. Ocorre com a
ruptura do filme interfacial e a fusão das gotas em outra de maior
tamanho.
→ O uso de desemulsificante é fundamental para a etapa de
coalescência.
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→3) Decantação ou Sedimentação :
É a decantação das gotas pela ação da força gravitacional, devido à
diferença de massa específica entre o óleo e a água. A aceleração
sofrida pela gota é a resultante das forças que atuam na
sedimentação das gotículas: a força peso, o empuxo e o arrasto
viscoso do meio contínuo.
Aplicações:

 Retirada de sólidos valiosos de suspensões, por


exemplo: a separação de cristais de um licor-mãe;
 Separação de líquidos clarificados de suspensões;
 Decantação de lodos obtidos em diversos processos
(ex.: tratamento de efluentes e de água potável, etc.).

49
Sedimentação versus Decantação
• Quando a queda da partícula não é afetada pela proximidade
com a parede do recipiente e com outras partículas, o processo é
chamado Decantação Livre. Aplica-se a modelagem simples do
movimento de partículas em fluídos.

• A decantação livre ocorre quando as concentrações volumétricas


de partículas são menores que que 40% (de 0,2% a 40% tem-se
Decantação Influenciada)
• A operação de separação de um lodo diluído ou de uma
suspensão, pela ação da gravidade, gerando um fluido claro e
um lodo de alto teor de sólidos é chamada de Sedimentação.
Neste caso, se usam equações empíricas (deve-se evitar o uso
das equações de movimento de partículas sólidas isoladas em
fluídos).
• A sedimentação ocorre quando a concentração volumétrica
das partículas é maior que 40% 50
 Se as partículas forem
muito pequenas, existe o
Movimento Browniano.
 Ele é um movimento
aleatório gerado pelas
colisões entre as moléculas
do fluido e as partículas.
 Nesse caso, a teoria
convencional do movimento
de uma partícula em um
fluido não deve ser usada e
recorre-se a equações
empíricas.
Movimento Browniano de uma partícula

http://www.youtube.com/watch?v=74RL_FlYJZw&feature=related
51
• O processo é gradual, indo da menor para a
maior concentração que favorece a
coalescência.
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


RELEMBRANDO:
Destino da água produzida:
 O tamanho das gotas dispersas do emulsionado em uma fase
contínua produzida depende das condições de cisalhamento pelas
quais a fase contínua passa.

Efeito da
intensidade de
cisalhamento
(queda de pressão
em uma válvula) no
diâmetro médio das
gotículas geradas
Destino da água produzida:
 Quanto menor o tamanho médio das gotículas de dispenso, mais
difícil é a sua remoção.
• O processo é gradual, indo da menor para a
maior concentração que favorece a
coalescência.
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


OPERAÇÕES DE SEPARAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO

Objetivo...
Clarificação do líquido: tem-se inicialmente uma suspensão com
baixa concentração de sólidos para obter um líquido com um
mínimo de sólidos.
Espessamento da suspensão: inicialmente se tem uma
suspensão concentrada para obter os sólidos com uma
quantidade mínima possível de líquido.
Lavagem dos sólidos: é a passagem da fase sólida de um líquido
para outro, para lavá-la sem filtrar (operação mais
dispendiosa). Esse processo pode ser realizado em colunas
onde a suspensão alimentada pelo topo é tratada com um
líquido de lavagem introduzido pela base. ..são operações
instáveis, pois existem escoamentos preferenciais...
OPERAÇÕES DE SEPARAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO

Tipos de Decantação...livre ou retardada

Na decantação livre... as partículas encontram-se bem


afastadas das paredes do recipiente e a distância entre cada
partícula é suficiente para garantir que uma não interfira na
outra.

A decantação retardada ou ainda decantação com interferência


ocorre quando as partículas estão muito próximas umas das
outras, sendo muito freqüente o número de colisões
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• Ao se estudar as separações gás-líquido e líquido-líquido há duas
abordagens teóricas complementares a serem adotadas:

• 1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio);

• 2°) Abordagem Fluidodinâmica (físico química):


SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• Ao se estudar as separações gás-líquido e líquido-líquido há duas
abordagens teóricas complementares a serem adotadas:

• 1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):


• permite prever, para uma dada carga de processo bem caracterizada
(Composição, T, P), quais serão volumes (massas) e composições das
fases líquida e vapor obtidas nas condições de separação. É relevante
principalmente na separação gás-líquido.

• Limitações:
• →admite-se o estabelecimento do equilíbrio (o que não é
rigorosamente verdade);
• → não são levadas em consideração ineficiências inerentes ao contato
entre as fases:
• - físicas: hidrodinâmica
• - físico-químicas: fenômenos interfaciais
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• Ao se estudar as separações gás-líquido e líquido-líquido há duas
abordagens teóricas complementares a serem adotadas:

• 2°) Abordagem Fluidodinâmica (físico química):


• Leva em consideração as interações entre as partículas (gotícula ou
bolha dispersa) com o fluido que a cerca (fase contínua) e os
fenômenos interfaciais envolvidos. Baseia-se no estudo do escoamento
de sistemas particulados.

• Permite otimizar a separação das fases reduzindo a contaminação de


uma fase com outra devido ao carreamento cruzado entre as fases.

• É relevante tanto na separação gás-líquido (névoas) quanto na


separação óleo-água (dispersões).
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• Ao se estudar as separações gás-líquido e líquido-líquido há duas
abordagens teóricas complementares a serem adotadas:

• 1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):


• Dois casos diferentes podem ser estabelecidos para a separação gás-
líquido:

• Separação flash ( destilação):


• Separação diferencial:
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• Ao se estudar as separações gás-líquido e líquido-líquido há duas
abordagens teóricas complementares a serem adotadas:

• 1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):

• Separação flash:
• o gás liberado do óleo à medida que a pressão é reduzida é mantido em
contato com o óleo.
→ a composição total do sistema permanece constante;
→ assume-se que o equilíbrio termodinâmico é atingido
→ todo o vapor dissolvido passa para a fase gasosa.
FLASH
O caso mais simples de uma separação por destilação é a Destilação Flash.
Normalmente, a corrente de alimentação (líquido) é aquecida num permutador de calor,
passando depois por um “flash” adiabático (despressurização rápida) que dá origem a
duas correntes saturadas, uma de líquido e outra de vapor, em equilíbrio. O tanque
“flash” permite facilmente a separação e remoção das duas fases.
FLASH
Destilação flash (ou, também
chamada, destilação de, ou em
equilíbrio) é uma técnica de
separação em um único estágio,
sendo considerada uma expansão
isoentálpica. Como exemplo,
uma mistura líquida é bombeada
através de um aquecedor para
aumentar sua temperatura e entalpia.
Esta mistura flui então através de
uma válvula e a pressão é reduzida,
causando a vaporização parcial do
líquido.
Exmplo:
Perfuração de Poços
Sistema de Circulação

•Os principais elementos que os


compõe são:

– Tanques de lama
– Bombas de lama
– Manifold
– Tubo bengala / mangueira de lama
– Saída de lama
–Sistema de tratamento de lama
Tubo Bengala Mangueira

Swivel
Bomba

Kelly

Interior da Coluna

Anular
Jatos da Broca
SISTEMA DE CIRCULAÇÃO
DIQUE DE FLUIDO DE PERFURAÇÃO-LAMA
PERFURAÇÃO DE POÇOS
SISTEMAS DE PERFURAÇÃO
Componentes de um Tanque
Tanque de Lama
Tratamento químico-físico do fluido de
perfuração

1 Peneira Vibratória
2 Desgaseificador
3 Desareiador
4 Dessiltador
5 Centrífuga
6 Misturadores
Tratamento da Lama
1 Peneira Vibratória
2 Desgaseificador
3 Desareiador
4 Dessiltador
4.b Mud Cleaner
5 Centrífuga
6 Misturadores
7 Funil de Mistura
Tratamento da Lama
2- Desgaseificador
2- Desgaseificador
Desgaseificadores
Desgaseificador por princípios de choque de fluidos de diferentes
densidades

Bernardão PA-60
SEPARADOR ATMOSFÉRICO BIFÁSICO
degasseificador SC-94 (BERNARDÃO)
2- Desgaseificador
Desgaseificadores

• Atmosférico •A vacuo
2- Desgaseificador
Desgaseificador
Desgaseificadores

Serve para separar a parte


gasosa da parte líquida
quando necessário; como
por exemplo durante a
perfuração de uma
formação portadora de gás.

Desgaseificador por princípios de


descompressão
Desgaseificador

Degaseificador por princípio de descompressão PA-60


SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• Ao se estudar as separações gás-líquido e líquido-líquido há duas
abordagens teóricas complementares a serem adotadas:

• 1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):

• Separação diferencial:
• o gás liberado do óleo à medida que a pressão é reduzida vai sendo
retirado do contato com o óleo.
→a composição da mistura sob separação vai se alterando;
→ não se estabelece equilíbrio termodinâmico entre as fases;
→ parte dos vapores permanecem dissolvidos.
→ o processo pode ser levado até a pressão atmosférica.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
• 1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):

• Separação flash X separação diferencial:


• → Os dois processos citados levam a resultados diferentes no que diz
respeito à quantidade total de líquido e gás produzida.
• Separação flash → maximiza a produção de gás.
• Separação diferencial → maximiza a produção de líquido.

→ Em um sistema de produção real, o processo situa-se em um ponto


intermediário entre o caso puramente flash e puramente diferencial.
• Durante o processamento primário na planta de processo o sistema
pode se aproximar mais ou menos de uma separação diferencial, a
depender do número de estágios de separação empregados.
• Etapa de remoção do vapor em contato com o líquido após uma etapa
de redução da pressão.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
• Condições ótimas de separação:
• Um estudo termodinâmico do sistema de produção permite a
determinação das condições ótimas de separação. As condições de
separação mais importantes a serem determinadas são:
1. →Número de estágios de separação
2. →Pressão ó ma de separação
3. → Temperatura de separação

• IMPORTANTE: Tanto pressão, como temperatura, como número de


estágios de separação normalmente não são variáveis operacionais.
São características definidas no projeto da unidade, através de
simuladores de processo e análise econômica.
Lista de características de liquidação sobre as quais o
processo de sedimentação é dependente.

a - Temperatura da água
d - Liquidação gravitacional
k - Carga elétrica da partícula
b - tamanho de partícula
f - forma de partícula
l - condições ambientais
h - Relação de movimento descendente de partículas
para velocidade de fluxo para a frente
91
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
1. Pressão ótima de separação:
2. Temperatura de separação:
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
1. Pressão ótima de separação:
Em princípio, a pressão ótima de separação é aquela que fornece uma maior
quantidade de hidrocarboneto líquido (maior volume de óleo no tanque).

→ Durante o projeto de uma nova unidade, esta pressão ó ma pode ser


obtida a partir de simulações que utilizam dados PVT de um poço
representativo do reservatório que se vai produzir.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
1. Pressão ótima de separação:

→Apesar de haver uma pressão ó ma de separação do ponto de vista


termodinâmico, dependendo do dimensionamento do método de elevação
necessário para atingir tal pressão, pode ser anti-econômico trabalhar na
pressão ótima de separação.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
2. Temperatura de separação :

→ Apesar de afetar fortemente os equilíbrios de fase gás-líquido, a


temperatura de separação é normalmente definida em função da viscosidade
da fase óleo necessária para uma velocidade adequada de decantação das
gotas de água dispersas no óleo. Portanto, é definida por um aspecto
fluidodinâmico da separação.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
2. Temperatura de separação :

→Equipamentos de separação que operam com baixos tempos de residência


(separadores gravitacionais e tratadores eletrostáticos) exigem que a
viscosidade do fluido seja baixa. Normalmente se empregam temperaturas
de separação nas quais a viscosidade do óleo fique na faixa de 10 a 20 cSt
(centistoke [cSt]). Assim, quanto mais pesado e viscoso for o óleo,
temperaturas de separação mais altas serão requeridas.

→ Em campos marí mos, normalmente é necessário o aquecimento do


petróleo antes da separação das fases. Isso ocorre devido ao resfriamento do
petróleo nas linhas submarinas e risers
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
2. Temperatura de separação :

→ Com uma elevação da temperatura ocorre:


• menor formação de espuma;
• maior facilidade de desemulsificação;
• maior eficiência na dispersão dos produtos químicos adicionados.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
3. Temperatura de separação :

→ Entretanto, temperaturas elevadas também causam:


• maior consumo de energia (para aquecimento E resfriamento);
• necessidade de permutadores de maior capacidade;
• maiores taxas de corrosão;
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
1°) Abordagem Termodinâmica (estado de equilíbrio):
3. Temperatura de separação :
→ Problemas associados ao aquecimento excessivo: Além dos problemas
mencionados, o aquecimento aumenta a solubilidade, dificultando a sua
separação.

Por exemplo, a 140 °C


apenas a quantidade de água
dissolvida em alguns tipos de
petróleo já fica próxima do
limite de BS&W para
comércio internacional.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
No Processamento geral de separação de fases é o gravitacional, baseado na
segregação de fases por diferença de massa específica.
Considerando-se um sistema de diferentes fases
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
De um modo geral, tanto a decantação das gotas de água no óleo como a
decantação de gotas de líquido no gás podem ser aproximadas pela
decantação de uma partícula sólida em um fluido sob efeito da força
gravitacional. Nessas condições, a partícula será acelerada pela força da
gravidade, à qual se opõe uma força de arrasto devida ao fluido:

A força de arrasto é dependente da velocidade relativa entre a partícula e o


fluido. Assim, a partícula será acelerada até que a força de arrasto
contrabalance a força gravitacional, após o que a partícula cairá com uma certa
velocidade terminal constante.
Velocidade Terminal: definição
As partículas ao cair no seio de um
fluido, sob ação de uma força constante,
por exemplo a força da gravidade,
sofrem aceleração durante um período
de tempo muito curto e depois disso se
movem à uma velocidade constante.

Essa máxima velocidade que as


aceleração
partículas podem alcançar é
chamada de velocidade terminal,
e depende da densidade, tamanho e
Velocidade
forma da partícula, além das constante
propriedades do fluido e do campo. (terminal)
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
W= F
Velocidade constante
aceleração=0
Quem é CD?
• CCoeficiente de resistência aerodinâmica, também chamado
coeficiente de arrasto e por vezes apelidado simplesmente
coeficiente aerodinâmico, é um número adimensional que é usado para
quantificar o arrasto ou resistência de um objeto em um meio fluido tal
como o ar ou a água, ou, noutras palavras permite quantificar a força de
resistência ao ar ou outro fluido por parte de uma dada superfície. É
usado na equação do arrasto, onde um coeficiente de arraste mais baixo
indica que o objeto terá menos arraste aerodinâmico ou hidrodinâmico. O
coeficiente de arraste é sempre associado com uma área de superfície
particular.[1]
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
Há uma forte dependência do coeficiente de arrasto CD (e, portanto, da força
de arrasto) em função do número de Reynolds da partícula. Apenas para
baixos valores de número de Reynolds (Rep <0,1), a curva do coeficiente de
arrasto é linear:

10
Cd 
Re p

C D  0,2
Escoamento Laminar

• Ocorre quando as partículas de um fluido movem-se ao longo de


trajetórias bem definidas, apresentando lâminas ou camadas
(daí o nome laminar) cada uma delas preservando sua
característica no meio. No escoamento laminar a viscosidade
age no fluido no sentido de amortecer a tendência de
surgimento da turbulência. Este escoamento ocorre geralmente
a baixas velocidades e em fluídos que apresentem grande
viscosidade.
Escoamento Turbulento
• Ocorre quando as partículas de um fluido não movem-se ao
longo de trajetórias bem definidas, ou seja as partículas
descrevem trajetórias irregulares, com movimento aleatório,
produzindo uma transferência de quantidade de movimento
entre regiões de massa líquida. Este escoamento é comum na
água, cuja a viscosidade e relativamente baixa.
Visualização de Escoamentos Laminar e
Turbulento em Tubos Fechados
Número de Reynolds Re
• O número de Reynolds (abreviado como Re) é
um número adimensional usado em mecânica
dos fluídos para o cálculo do regime de
escoamento de determinado fluido dentro de
um tubo ou sobre uma superfície. É utilizado,
por exemplo, em projetos de tubulações
industriais e asas de aviões. O seu nome vem de
Osborne Reynolds, um físico e engenheiro
irlandês. O seu significado físico é um quociente
entre as forças de inércia e as forças de
viscosidade.
• Número de Reynolds em Tubos
• Re<2000 – Escoamento Laminar.
• 2000<Re<2400 – Escoamento de Transição.
• Re>2400 – Escoamento Turbulento.

Forças de inercia
Força de viscosidade

• ρ = massa específica do fluido


• μ = viscosidade dinâmica do fluido
• v = velocidade do escoamento
• D = diâmetro da tubulação
Importância do Número de Reynolds

• A importância fundamental do número de Reynolds é a


possibilidade de se avaliar a estabilidade do fluxo podendo obter
uma indicação se o escoamento flui de forma laminar ou
turbulenta. O número de Reynolds constitui a base do
comportamento de sistemas reais, pelo uso de modelos
reduzidos. Um exemplo comum é o túnel aerodinâmico onde se
medem forças desta natureza em modelos de asas de aviões.
Pode-se dizer que dois sistemas são dinamicamente semelhantes
se o número de Reynolds, for o mesmo para ambos.
4
Diagrama de Moody
• O diagrama de Moody é a representação gráfica em escala duplamente logarítmica
do fator de atrito em função do número de Reynolds e a rugosidade relativa de
uma tubulação.
• Na equação de Darcy-Weisbach aparece o termo que representa o fator de atrito
de Darcy, conhecido também como coeficiente de atrito. O cálculo deste
coeficiente não é imediato e não existe uma única fórmula para calculá-lo em todas
as situações possíveis.
• Pode-se distinguir duas situações diferentes, o caso em que o fluxo seja laminar e o
caso em que o fluxo seja turbulento. No caso de fluxo laminar se usa uma das
expressões da equação de Poiseuille; no caso de fluxo turbulento se usa a equação
de Colebrook-White.
Diagrama de Moody
• No caso de fluxo laminar o fator de atrito depende unicamente do número de Reynolds.
Para fluxo turbulento, o fator de atrito depende tanto do número de Reynolds como da
rugosidade relativa da tubulação, por isso neste caso é representado mediante uma família
de curvas, uma para cada valor do parâmetro , onde k é o valor da rugosidade absoluta, ou
seja, o comprimento (habitualmente em milímetros) da rugosidade diretamente medível na
tubulação.
5
O coeficiente de arraste (Cd) é função do número de
Reynolds da Partícula:
d p vR  f
C d  f (Re) , onde Re p 
f
Regime Laminar Re p  0,1 24
Cd 
(Eq. de Stokes) Re p
10
Regime 0,1  Re p  500 Cd 
Intermediário Re p

Regime Turbulento
500  Re p  2 x 105 Cd  0,44
(Eq. Newton)

Regime Alta
Turbulência
Re p  2 x 105 Cd  0,2
Gráfico do Coeficiente de Atrito
2(p   f )Vp g 24
Cd  Regime laminar C d 
Ac  f vR2 Re p
Lei de Stokes
1000
Região camada Região camada Região alta
quase laminar turbulenta turbulência
100
10 Cd  0,44 Cd  0,2
Cd 
Re
10

0.1
0.1 1 10 102 103 104 105 106 107
Reynolds da Partícula
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
Assim, no caso específico de uma partícula rígida, esférica, sem interação com
partículas vizinhas e em condições de baixo número de Reynolds para a
partícula (Rep < 0,1) o fenômeno de decantação é regido pela Equação de
Stokes:
OPERAÇÕES DE SEPARAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO

Para aumentar a velocidade de decantação...


... aumento da temperatura...pois a viscosidade do
fluido é influenciada pela temperatura...
... Porém, o diâmetro e as densidades são fatores mais
importantes.
...é possível, antes da decantação, realizar uma etapa
visando o aumento das partículas.
De forma análoga para os outros regimes tem-se:
Re p  0 ,1

p g ( p   f )
Regime laminar 2
1 d
vR  .
24 18 f
Cd 
Re p
0,1  Re p  500 1
Regime de transição  4 ( p   f ) 2 
2 3

10 vR   g  dp
Cd   225  f  f 
Re p

500  Re p  2,5 x 10 5 Regime turbulento  ( p   f ) 


2

sem oscilações vR  4 g dp


Cd  0,44  3C D  f 

Mas como saber o regime se Rep depende de vr?


SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
Separação líquido-líquido :
Os princípios básicos da separação de duas substâncias imissíveis são regidos
pela Eq. de Stokes. Entretanto esta equação assume que não há interferência
entre as partículas, o que normalmente não ocorre na prática.
→ A Eq. de Stokes só fornece resultados válidos para sistemas em que a fase
particulada está diluída (menos de 5 % em volume em relação à fase contínua).

→ Quando as go culas encontram-se muito próximas, a fluxo de fluido


ascendente criados pelas gotículas em decantação aumenta o arrasto das
demais.
Assim, o dimensionamento de equipamentos de separação líquido-líquido
deve ser feito a partir de dados experimentais (quando possível) ou a partir de
correções do modelo teórico a partir de dados experimentais.
SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL BIFÁSICA
TEORIA DA SEPARAÇÃO GRAVITACIONAL:
2°) Abordagem Fluidodinâmica:
Há uma forte dependência do coeficiente de arrasto CD (e, portanto, da força
de arrasto) em função do número de Reynolds da partícula. Apenas para
baixos valores de número de Reynolds (Rep <0,1), a curva do coeficiente de
arrasto é linear:

10
Cd 
Re p

C D  0,2
Separação (quebra) das emulsões de petróleo:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→1) FLOCULAÇÃO - COAGULAÇÃO;
→ 2) COALESCÊNCIA;
→ 3) SEDIMENTAÇÃO - DECANTAÇÃO;
Separação (quebra) das emulsões:

RESUMINDO TIPOS DE EMULSÕES


→1) Formação de polaridades na água;
→ 2) Isolamento esférico;
→ 3) Quebra do isolamento do fluído dominante;
→ 4) Formação de película aumentando a durabilidade da
emulsão, assim blinda a interface, dificultando a
coalescência;
→ 5) redução da tensão interfacial, propiciando a estabilidade
das emulsões
→ 6) Aumenta a condutividade do meio, diminuindo a eficiência
do tratamento eletrostático.
FLOCULAÇÃO
• Processo em que um soluto sai da solução sob
a forma de flocos ou flocos.
• Partículas mais finas que 0,1 µm em água
permanecem continuamente em movimento
devido a eletrostática impedir a junção o que
os leva a repelir um ao outro.
• Uma vez que sua carga eletrostática é
neutralizada (uso de coagulante) as partículas
mais finas começam a colidir se combinar .
• As partículas maiores e mais pesadas são
chamadas flocos. 138
FLOCULAÇÃO
• Processo em que um soluto sai da solução sob
a forma de flocos ou flocos.
• Partículas mais finas que 0,1 µm em água
permanecem continuamente em movimento
devido a eletrostática impedir a junção o que
os leva a repelir um ao outro.
• Uma vez que sua carga eletrostática é
neutralizada (uso de coagulante) as partículas
mais finas começam a colidir se combinar .
• As partículas maiores e mais pesadas são
chamadas flocos. 139
COAGULAÇÃO
• Fluido de processo + agente floculante
• (alto cisalhamento em um tanque agitado) -
coagulação, seguido de agitação suave – floco
se formação e crescer em tamanho.

140
COAGULAÇÃO
• Agentes floculantes para bactérias, leveduras
ealgas:
• Alumínio , sais de cálcio, sais férricos;
• Ácido tânico, tetracloreto de titânio;
• Agentes catiônicos, como quaternário
• Compostos de amónio,
• Alquilaminas e sais de alquilpiridio.

141
Separação (quebra) das emulsões :

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→1) floculação;
É a aglomeração das gotas devido a forças de Van der Walls. A
floculação faz com que as gotas de água fiquem próximas, facilitando
a etapa subsequente de coalescência.
→ A floculação é reversível, podendo os aglomerados se dispersarem
por agitação.
Separação (quebra) das emulsões:

Ocorre através uma sequencia de etapas:


→2) Coalescência:
É a etapa de quebra da emulsão propriamente dita. Ocorre com a
ruptura do filme interfacial e a fusão das gotas em outra de maior
tamanho.
→ O uso de desemulsificante é fundamental para a etapa de
coalescência.
Tratamento de água :
As principais tecnologias empregadas no tratamento de água produzida
em unidades marítimas são:
 Hidrociclones e
 Flotadores;

Além desses equipamentos, o enquadramento da água para descarte é


conseguido através de:
 uso de produtos químicos de forma adequada (desemulsificante,
polieletrólitos); e
 otimização das condições de processo;
EXEMPLO - TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água
As correntes de água oleosa, separadas nos vasos separadores e nos
tratadores eletrostáticos são encaminhadas para seus respectivos
conjuntos de hidrociclones e destes para os flotadores.
• Saída dos equipamentos de separação: TOG máx típico de 1000
mg/L

• Saída dos hidrociclones: TOG máx típico de 100 a 200 mg/L Saída do
flotador: TOG máx 29 mg/L (ou temporariamente 42 mg/L)
TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água produzida :
DESCRIÇÃO:

1) Normalmente se faz uso de separadores água-óleo (SAO).


2) grandes tempos de residência: possibilidade de tanques de mistura
para dispersão do polieletrólito.
3) O Flotador pode ser aberto e com ar.
4) Frequentemente se faz uso de uma ou mais etapas de filtração
TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água para descarte
TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água
DESCRIÇÃO:
1) As correntes de água contaminada são encaminhadas para seus
respectivos conjuntos de hidrociclones. Nestes equipamentos, óleos e
impurezas mais levas são separadas daa água , gerando uma corrente
de água tratada e um rejeito no processo.
TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água
DESCRIÇÃO:
2) A água tratada (ainda com TOG desenquadrado) pode ou não receber
dosagem de um produto químico (polieletrólito) e, em seguida, é
enviada para um flotador, que tem a função de enquadrar o TOG para
descarte.
TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água
DESCRIÇÃO:
4) No flotador, bolhas de ar ou gás aderem-se às gotas de óleo,
acelerando seu movimento em direção à superfície da água. O resíduo
oleoso acumulado na superfície é então removido.
TRATAMENTO DE ÁGUA
TRATAMENTO DE ÁGUA PRODUZIDA
Tratamento de água
DESCRIÇÃO- flotação é natural (não acelerada):
1) Este sistema é mais simples e pode ser utilizado em plataformas em
que se preveja produção de baixas vazões de água, por exemplo,
unidades afretadas por períodos específicos no início da produção
de um campo.
2) A água separada é enviada para tanques específicos (tanques de
slop) em que ocorre flotação natural do óleo, o qual é separado da
água.
3) Após a separação, o óleo é reciclado para o processo e a água tem
seu TOG medido. Caso esteja enquadrado nas especificações, a água
pode ser descartada.
TRATAMENTO DE ÁGUA
Tratamento de água para descarte em unidades marítimas:
DESCRIÇÃO:
OBS 1: neste caso não se recomenda a utilização de polieletrólito.

OBS2: como neste sistema a flotação é natural (não acelerada), são


necessários grandes tempos de residência da água nos tanques de slop,
razão pela qual só é viável com baixas vazões de água produzida.
TRATAMENTO DE ÁGUA
Tratamento de água para descarte em unidades marítimas:
TRATAMENTO DE ÁGUA
Tratamento de água para descarte em unidades marítimas:

DESCRIÇÃO- flotação acelerada (não natural):


Equipamentos que normalmente iniciam o tratamento da água
produzida em unidades marítimas de produção. Usam o princípio
ciclônico- centrífugo(hidrociclones) para separar o óleo de água a partir
da diferença de densidade entre estes fluidos. Têm por objetivo reduzir
o TOG de cerca de 1000 mg/L para cerca de 100-200 mg/L.
(dependendo do projeto);
Normalmente opera combinado com o uso de produtos químicos e
flotadores a fim de enquadrar a água nos padrões de descarte exigidos
pelo órgão ambiental.
São constituídos por conjuntos (baterias) de liners que, individualmente,
tratam pequenas vazões de água (cerca de 5 m3/h).
TRATAMENTO DE ÁGUA

Hidrociclones

(Esquema de fluxo de fluidos no hidrociclone)


TRATAMENTO DE ÁGUA
INTRODUÇÃO
Os hidrociclones são equipamentos compactos empregados nas separações
sólido/líquido, sólido/sólido, líquido/líquido e gás/líquido. Sua geometria é
basicamente constituída por uma parte cilíndrica, que define o diâmetro do
hidrociclone, acoplada a uma parte cônica, como mostra a Figura 1.

Figura 1 - Desenho esquemático de um hidrociclone.


HIDROCICLONES

• Embora a existência dos hidrociclones reporte a 1890, somente a partir de


1940 iniciou-se a fabricação desse equipamento com tecnologias avançadas.

• Hidrociclones são equipamentos separadores simples que separam as fases


envolvidas através da diferença de densidade.

• O fluido entra no hidrociclone tangencialmente girando com intensidade na


seção cônica.

Figura 2. Princípio de funcionamento de um


hidrociclone (Husveg, 2007).
• A separação por hidrociclones apresenta o mesmo princípio utilizado pelas
centrífugas, isto é, a sedimentação centrífuga, em que as partículas em
suspensão são submetidas a um campo centrífugo que provoca a separação
do fluido (SOUZA et al., 2000)

Figura 3 - Trajetória da suspensão no interior do hidrociclone


• Teoria de funcionamento: A água produzida entra no
liner através de entradas tangenciais onde a energia
potencial da água é transformada em energia
centrífuga. Esta força centrífuga direciona o fluido
mais denso (água) para as paredes do liner e o fluido
menos denso (óleo) para o centro do corpo do liner.
A manutenção da pressão da corrente de rejeito, por
onde sai o óleo recuperado, sempre abaixo da
pressão de saída de água garante o direcionamento
do cone de óleo no sentido oposto ao da saída da
água.
HIDROCICLONE
• É um equipamento projetado para separação de substâncias de diferentes
densidade (líquido-líquido, ou sólido- líquido). Com uma alimentação
tangencial, o equipamento gera um vórtex descendente o que faz com que
as partículas de maior densidade relativa sejam projetados contra a parede
e sejam arrastadas até a saída underflow (de menor diâmetro). Já as
partículas de menor densidade são arrastadas para o centro do
equipamento formando um vórtex ascendente saindo pelo overflow
(orifício de maior diâmetro).
TRATAMENTO DE ÁGUA
TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
1) Liners com vaso de pressão
2) Liners sem vaso de pressão

hidrociclone com vaso de pressão hidrociclone sem vaso de pressão


TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
1) Liners em vaso de pressão: um único vaso contém vários liners em
seu interior. O vaso onde estão instalados os liners é divido em três
câmaras, separadas por placas horizontais: câmara de alimentação,
câmara de rejeito e câmara de água tratada.
TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
1) Liners em vaso de pressão:
TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
1) Liners em vaso de pressão:
TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
1) Liners em vaso de pressão:
TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
1) Liners em vaso de pressão:

Vantagens: ocupa menos espaço; redução de custos.


Desvantagens: dificuldade de acesso para remoção, substituição,
manutenção e limpeza. Em caso de falha, dificuldade para detectar
qual liner está com problema
TRATAMENTO DE ÁGUA
Arranjo dos hidrociclones:
2) Liners abertos ou separados: os liners são conectados
individualmente, através de flanges, a headers comuns. Há um
header para entrada de água, um para saída da água e normalmente
se usa “tubings” ou mangueiras para a saída do rejeito. Configuração
“Petrobras”.

Vantagens: facilidade de acesso para inspeção, manutenção, substituição e


limpeza. Maior facilidade de diagnóstico de problemas operacionais.
Desvantagens: ocupa mais espaço, maior peso, maior custo.
TRATAMENTO DE ÁGUA
Hidrociclones – princípio de funcionamento:

 A água oleosa entra no liner tangencialmente à involuta, adquirindo movimento


espiral.
Ocorre a transformação da energia potencial (pressão) em energia cinética
(aceleração centrífuga). Podem ser alcançadas acelerações de até 1000 G.
A água oleosa é dirigida da involuta para a câmara cilíndrica de turbilhonamento,
onde o fluxo é estabilizado e posteriormente acelerado através das seções cônicas
seguintes.
5TRATAMENTO DE ÁGUA
Hidrociclones – problemas de operação:
TRATAMENTO DE ÁGUA

Observações:
Os hidrociclones são mais eficientes para remover gotas de óleo de
maior tamanho. Por isso, deve-se evitar ao máximo o cisalhamento
das gotículas de óleo presentes na água.
 Por esta razão, os hidrociclones devem ser instalados
preferencialmente a montante de válvulas de controle (ex. LV) de
modo a minimizar o cisalhamento das gotículas de óleo e também
a liberação de gás.

 Também deve-se evitar, sempre que possível ,o uso de bombas


para movimentar a água antes da sua passagem pelos
hidrociclones, bem como curvas na tubulação, derivações e pontos
de turbulência em geral.
TRATAMENTO DE ÁGUA

Operação e controle dos hidrociclones:


 Há uma faixa ótima de vazão por liner para uma boa operação do
hidrociclone. Em vazões muito baixas, a aceleração radial no
interior do liner é insuficiente para formar o ciclone com a
intensidade necessária para a separação água-óleo. A partir de
uma certa vazão, máxima a eficiência começa a cair.
TRATAMENTO DE ÁGUA

Exercício:
Determinar o número de liners a serem alinhados em uma bateria de
hidrociclones de um fabricante X que opera com as eficiências
mostradas na figura abaixo e deve tratar uma vazão de 15.000 bpd de
água produzida.
• 1 barril por día = 0.006624 metros cúbicos por hora
• 1 metro cúbico por hora = 150.955 barriles por día

• Logo 15000bpd= 99.3671 metros cúbicos por hora


• Q rej=2 metros cúbicos por hora
TRATAMENTO DE ÁGUA

Operação e controle dos hidrociclones:


 Uma vez permanecendo na faixa ótima de vazão – definida pelo
fabricante de cada tipo de liner – pode-se otimizar o desempenho
do hidrociclone minimizando-se o rejeito produzido.
TRATAMENTO DE ÁGUA

Operação e controle dos hidrociclones:


 Assim, a fim de garantir a máxima eficiência de separação e
minimizar o reprocessamento da água é necessário que o FS se
mantenha constante e no menor valor possível acima do platô da
figura anterior.
 FS típicos costumam ficar entre 1 e 3 %.
 O controle desta relação de vazões é feito através da chamada
Relação de Pressão (RP) entre Entrada/Rejeito e Entrada/Saída:
TRATAMENTO DE ÁGUA
O sistema de controle do hidrociclone deve:

1) garantir que a vazão se mantenha entre Qmin e Qmax


Embora nos sistemas de produção normais a válvula que controla a
vazão através do hidrociclone tenha como prioridade o controle de
nível do vaso a montante, é importante que o esquema de controle
leve em conta também a faixa de vazão adequada para o
hidrociclone, de forma que este opere entre Qmin e Qmax.

2) garantir que um Flow Split adequado seja estabelecido e mantido.

 Isto é feito através de um controlador diferencial de pressão


atuando na válvula de pressão da saída de rejeito.
TRATAMENTO DE ÁGUA
Eficiência do hidrociclone:
 Fatores que influenciam no desempenho do hidrociclone:
 Diâmetro das gotas Da fase dispersa ;
 Diferencial de densidade líquido da fase contínua e da fase dispensa;
 Viscosidade da fase contínua
 temperatura

 Outros:
 Presença de sólidos;
 Gás livre e dissolvido;
 Produtos químicos.
TRATAMENTO DE ÁGUA
Eficiência do hidrociclone:
 Exercício: Uma bateria de hidrociclones trata 160 m3 de água produzida por dia.
O TOG na entrada é de 1000 mg/L e na saída é de 100 mg/L. A vazão de rejeito
é de 2%. Calcule a concentração de óleo no rejeito.
• No caso de partículas sólidas, as menores são arrastadas por um movimento
ascendente, saindo junto com um fluxo de líquido consideravelmente maior
pelo duto da suspensão diluída.

Figura 4 – Esquema com a disposição dos componentes de um hidrociclone


APLICAÇÃO NA INDÚSTRIA DO
PETRÓLEO
• Devido ao tamanho reduzido em relação aos tradicionais separadores e pelas
vantagens citadas anteriormente, sistemas compactos de hidrociclones já
estão sendo utilizadas em plataformas offshore.

Figura 5. Exemplo de um sistema compacto de hidrociclones em plataforma offshore


CLASSIFICAÇÃO DOS HIDROCICLONES
Segundo Castilho e Medronho (2000), existem três grupos bem conhecidos de
hidrocilones, são os de Kresbs, Rietema e de Bradley. Os de Rietema e de
Bradey são hidrociclones geometricamente semelhantes. A Tabela 1 apresenta as
principais relações geométricas de cada grupo.

Tabela 1 - Relações Geométricas para Hidrociclones das famílias Krebs, Rietema e Bradley
• Eficiência do Hidrociclone em Separação Líquido-Líquido

• Perfis de Velocidade

Figura 6. Componentes da velocidade global do hidrociclone.

• Variáveis relevantes no estudo de hidrociclones


Exemplo de aplicação de
hidrociclones na indústria

189
Sistema de Circulação em um poço
PERFURAÇÃO DE POÇOS
•Os principais elementos que os
compõe são:

– Tanques de lama
– Bombas de lama
– Manifold
– Tubo bengala / mangueira de lama
– Saída de lama
–Sistema de tratamento de lama
DIQUE DE FLUIDO DE PERFURAÇÃO-LAMA
Tubo Bengala Mangueira

Swivel
Bomba

Kelly

Interior da Coluna

Anular
Jatos da Broca
SISTEMA DE CIRCULAÇÃO
SISTEMAS DE PERFURAÇÃO
Componentes de um Tanque
Tanque de Lama
•Fase de injeção- O fluído é succionado do tanque...

Tanques de lama
Tubo Bengala e Mangueirade lama

Tubo Bengala - PA-60


10 Saída de lama (FLOWLINE)

198
Tratamento químico-físico do fluido de
perfuração

1 Peneira Vibratória
2 Desgaseificador
3 Desareiador
4 Dessiltador
5 Centrífuga
6 Misturadores
Tratamento da Lama
4.4.11.1 Peneira Vibratória
4.4.11.2 Desgaseificador
4.4.11.3 Desareiador
4.4.11.4 Dessiltador
4.4.11.4.b Mud Cleaner
4.4.11.5 Centrífuga
4.4.11.6 Misturadores
4.4.11.7 Funil de Mistura
Tratamento da Lama
Desareiador
É um conjunto de dois ou três hidrociclones de 8” ou
10”, é cônico e possui duas saídas:
• Inferior - para as partículas sólidas descartadas;
• Superior - para o fluxo de lama.

202
Dessiltador

Compõe-se de uma bateria de


8 a 12 hidrociclones de 4” ou
5”. Sua função é descartar
partículas menores que 74
microns que tenham passado
pelo desareiador ( partículas
de dimensões equivalestes ao
silte).
Dessiltador

Dessiltador com
peneiras
o que permite
recuperar fluido e
baritina

Mud Cleaner

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