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TEXTOS FUNDAMENTAIS

DA FÍSICA MODERNA

IIl volume
FUNDAMENTOS DA FÍSICA NUCLEAR

Colectânea de artigos tais como foram originalmente


publicados em revistas científicas
com uma introdução e bibliografia por
ROBERT T. BEYER

Nota de Abertura de
FERNANDO BRAGANÇA ÜlL

Tradução de
CARLOS FIOLHAIS
FERNANDO DOS AIDOS
PAULO MENDES
RUI MARQUES

SERVIÇO DE EDUCAÇÃO E BOLSAS


FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
Tradução do original inglês
fOUNDAT!ONS OF NUCLEAR PHYSICS
Facsimiles ofthirteen fundamental studies
as they were originally reported in the Scientif Journals

Reservados todos os direitos


de harmonia com a lei
Edição da
Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna/Lisboa
2004

ISBN 972-31-1070-9
Nota de Abertura

O presente volume é a versão portuguesa de uma colectânea


de treze artigos científicos que relatam investigações pioneiras
no domínio da Física Nuclear, cruciais para o seu posterior
desenvolvimento. Designada, no originai, por Foundations of
Nuclear Physics, os seus limites cronológicos são os anos de
1911 - com a publicação do artigo em que Ernest Rutherford
apresenta a sua análise teórica dos resultados experimentais que
lhe permitiram concluir pela existência do núcleo atómico - e
1939, quando Otto Hahn e Fritz Strassmann relataram os
primeiros resultados experimentais que, convenientemente inter-
pretados, levaram à descoberta do fenómeno da fissão nuclear.
A colectânea, publicada em 1949, é constituída por fac-
-símiies dos originais dos trabalhos escolhidos e foi organizada
por Robert T. Beyer, então professor auxiliar da Universidade de
Brown (E. U.A.) que lhe acrescentou uma copiosa bibliografia:
ao longo de 118 páginas a duas colunas reúnem-se as referên-
cias bibliográficas dos trabalhos de investigação mais rele-
vantes para o conhecimento do estado de desenvolvimento da
Física Nuclear em 1947. Estava-se, então, a dois anos do fim
dessa horrorosa hecatombe que· tinha sido a Segunda Guerra
Mundial, a qual veio abalar profundamente a produção cientí-
fica europeia, não só pela desfn!ição de uma boa parte das suas
infra-estruturas, como pela emigração, para os Estados Unidos,

[v]
de um número substancial dos seus mais brilhantes cérebros,
nomeadamente no que concerne à Física Nuclear, então um dos
mais novos e promissores domínios da investigação em Física.
Esse êxodo tinha começado no início da década de 30, com
a expulsão (ou prudente fuga ...) da Alemanha e da Itália dos
mais proeminentes fisicos nucleares desses países, em conse-
quência das perseguições movidas, por motivos étnicos ou
ideológicos, pelos regimes nazi e fascista - totalitários e fanáti-
cos - que então dominavam esses países.
Também a Física Quântica, o enquadramento teórico da
Física Atómica e Subatómica, foi uma construção essencial-
mente europeia. Primeiro, a antiga teoria dos quanta, que teve a
sua origem na explicação teórica obtida por Max Planck para
a distribuição espectral da radiação do corpo negro observada
experimentalmente, incompreensível no quadro teórico da
Termodinâmica e Electromagnetismo clássicos, cuja aplicação
conduziu a resultados absurdos que ficaram conhecidos como
a "catástrofe do ultravioleta". Esse facto obrigou Max Planck a
admitir - com relutância - a existência de descontinuidade nas
trocas entre a matéria e a energia, introduzindo o conceito
inteiramente novo e revolucionário dos quanta de energia.
Estava, assim, aberto o caminho para uma nova fisica que
permitiu a Albert Einstein utilizar o fotão ou quantum de radia-
ção (com o qual explicou, com toda a clareza e simplicidade, o
efeito fotoeléctrico) ; e a Niels Bohr estabelecer os fundamentos
da teoria quântica da estrutura da matéria, com a plena consciên-
cia, aliás, que ela violava princípios básicos da Mecânica e
Electromagnetismo clássicos.
Na realidade, a antiga teoria dos quanta, desenvolvida
durante o primeiro quartel do século xx; constituiu o suporte
teórico possível na época, para procurar a compreensão dos
diversos fenómenos que, ao nível da microfisica, a investigação
experimental ia descobrindo. De facto, essa teoria, embora com

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numerosos sucessos na explicação da natureza à escala atómica,
apresentava graves contradições que só vieram a ser ultrapas-
sadas com o aparecimento da Mecânica Quântica que começou
a ser construída a partir de 1925, sob a forma de dois formalis-
mos independentes (posteriormente mostrados equivalentes): o
de Werner Heisenberg, com a sua mecânica das matrizes, e o de
Erwin Schrodinger que edificou a mecânica ondulatória a partir
da dualidade onda-corpúsculo, introduzida, no movimento dos
electrões, por Louis de Broglie que, com a sua célebre equação,
relacionou a massa da partícula - conceito essencialmente
corpuscular - com o comprimento de onda associado a esse movi-
mento. Estava encontrado o enquadramento cujo desenvolvi-
mento tem permitido construir a Física Nuclear teórica de que,
nesta colectânea, estão incluídos quatro trabalhos fundamentais,
três dos quais elaborados no quadro da Mecânica Quântica.
Nascida e sobretudo desenvolvida na Europa (o que expres-
sivamente se reflecte na presente colectânea), o "centro de gra-
vidade" da Física Nuclear foi-se progressivamente deslocando
para a outra margem do Atlântico Norte, à medida que os meios
técnicos indispensáveis a uma parte substancial da sua investi-
gação experimental eram cada vez mais exigentes. Na realidade,
o objectivo essencial da Física Nuclear fundamental é o conhe-
cimento e compreensão da estrutura do núcleo atómico: inicial-
mente estudada apenas a partir da Radioactividade, através da
interpretação dos dec/ínios dos núcleos instáveis, aquele conhe-
cimento deu um salto qualitativo assaz significativo quando se
passou a dispor de reacções nucleares, isto é, de interacções de
partículas com núcleos em que estes sofrem modificações
conduzindo à criação de outros núcleos e à eventual emissão de
uma ou mais partículas.
As primeiras reacções nucleares foram obtidas usando, como
projécteis, partículas alfa provenientes do declínio de núcleos
radioactivos naturais. Utilizando este método, em 1919, Ernest

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Rutherford, ao bombardear azoto com aquelas partículas, obteve
protões, um dos constituintes dos núcleos. Trabalho de funda-
mental importância pelo seu carácter pioneiro no estudo da
estrutura do núcleo e sua abordagem através do uso de reacções
nucleares, ele encontra-se incluído nesta colectânea.
Para que uma reacção nuclear ocorra, é evidentemente indis-
pensável que a partícula bombardeante penetre no núcleo-alvo.
Isso exige que ela tenha a energia cinética suficiente para que
seja vencida a barreira de potencial que o núcleo, positivamente
carregado, opõe à aproximação da partícula, também portadora
de carga eléctrica positiva. As energias disponíveis eram as que
se podiam obter a partir dos declínios dos elementos radioac-
tivos naturais. Depressa se conclui que o conhecimento que se
poderia obter do estudo experimental das reacções nucleares,
usando como projécteis as partículas libertadas nos declínios
radioactivos, estava limitado pelas energias disponibilizadas por
estes. Surgiu, assim, naturalmente, a ideia de acelerar artificial-
mente as partículas bombardeantes (protões, deuterões, partí-
culas alfa, .. .) usando campos eléctricos (aceleradores de alta
tensão) ou a combinação de campos eléctricos e magnéticos
(ciclotrão e seus derivados), tirando partido do facto de essas
partículas serem electricamente carregadas. Para o conseguir,
os problemas a resolver não eram de natureza estritamente cien-
tifica, mas tecnológica: o movimento de partículas carregadas
sob a acção de campos eléctricos e magnéticos era já bem
conhecido e descrito a partir das equações de Maxwell. Na reali-
dade, os progressos da ciência e da tecnologia, em todos os
domínios, interpenetram-se: o avanço da ciência origina novas
aplicações (mesmo não sendo esse, em geral, o seu objectivo
primário) cujos produtos tecnológicos permitem alargar os hori-
zontes do conhecimento científico, que dependem da investigação
experimental, fornecendo-lhes novos e mais aperfeiçoados meios
técnicos de observação.

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A construção dos primeiros aceleradores de partículas foi
ainda iniciada, nas suas variantes básicas atrás referidas, antes
da Segunda Guerra Mundial: o primeiro acelerador de alta
tensão, construído na Grã-Bretanha por J. D. Cockroft e E. T. S.
Walton, e o quase contemporâneo ciclotrão de Ernest Lawrence
do Laboratório de Berkeley (Universidade da Califórnia); a
estes aceleradores de partículas pioneiros se referem dois
trabalhos incluídos nesta colectânea.
Os aceleradores de partículas vieram trazer um insuspeitado
avanço ao nosso conhecimento do núcleo, através da utilização,
em reacções nucleares de partículas animadas com energias
cada vez mais elevadas; para isso, o ciclotrão e os aceleradores
dele derivados (o sincrociclotrão e o sincrotrão) deram contri-
buições particularmente relevantes. Este facto tem conduzido
alguns autores afazer coincidir a história da Física Nuclear com
o desenvolvimento dos aceleradores de partículas, o que, em
nossa opinião, é demasiado redutor.
O progresso na construção dos aceleradores, que deu origem
à chamada Física das Altas Energias, exigiu a montagem de
laboratórios de dimensões sem precedentes na investigação
científica, servidos por elevado número de cientistas e técnicos,
com orçamentos inimagináveis uma década atrás.
Devido a esse "gigantismo ", que já se anunciava antes da
Segunda Guerra Mundial, bem como às gravosas consequências
deste nefasto acontecimento para a ciência europeia, os Estados
Unidos tomaram a dianteira na investigação experimental em
Física Nuclear. Na realidade, na época imediatamente a seguir
àquele pesadelo, apenas aquele pais e a União Soviética dis-
punham de potencial económico e tecnológico necessários à cons-
trução de instalações sucessivamente mais grandiosas, como o
exigia a "corrida " à produção de partículas com energias sempre
em aumento. Assim, enquanto na década iniciada em 1930 as
energias que se conseguiam comunicar às partículas, por meio

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de aceleradores, situavam-se entre menos de um megaelectrão-volt
(Me V) e valores da ordem de grandeza de dez Me V, entre 1940 e
1950 (isto é, na Segunda Guerra Mundial e naquela que imedia-
tamente se lhe seguiu) as energias atingidas situaram-se entre
aqueles valores e as centenas de megaelectrão-volt, encami-
nhando-se rapidamente para o GeV (milhar de Me V) .
Os "pequenos " países em que a Europa se encontrava dividida
(situação que, em muitos aspectos, continua a persistir) - debi-
litados técnica e economicamente, bem como pela "sangria " de
cérebros que o nazi-fascismo, primeiro, e a guerra que provocou
depois - pareciam irremediavelmente condenados a ficar para
trás nos domínios de "ponta " da investigação experimental em
Física Nuclear e, sobretudo, em Física das Partículas Elemen-
tares, a que ela deu origem como mais um capítulo individuali-
zado de investigação em Física Subatómica.
Contudo, os fisicos que permaneceram na Europa, mesmo
sob ocupação nazi e lutando contra ela na clandestinidade,
procuraram manter viva, neste continente, a investigação cientí-
fica fundamental. Entre eles, é justo destacar Frédéric Joliot e
sua mulher Irene Joliot-Curie que, nessa época, eram os dois
mais proeminentes fisicos nucleares franceses descobridores da
radioactividade artificial, cuja comunicação à Academia das
Ciências de Paris está incluída nesta colectânea. Antes dessa
descoberta já F Joliot e I. Joliot-Curie tinham dado importante
contribuição à identificação do neutrão que acabou por ser
inequivocamente obtida por James Chadwick, como se encontra
descrito em artigo também aqui transcrito. Ambos estes traba-
lhos foram decisivos para o progresso da Física Nuclear funda-
mental, bem como para a produção de nuclídeos radioactivos
artificiais aplicados em diversificados domínios da ciência e da
tecnologia. Com a descoberta do neutrão deu-se um passo deci-
sivo no conhecimento da estrutura do núcleo, que até aí se
pensava ser constituído por protões e electrões, as únicas

[X]
partículas elementares conhecidas até então. Esta estrutura era
incompreensível, quer do ponto de vista da Mecânica Quântica,
como do princípio da conservação do momento angular.
O conhecimento da existência do neutrão veio permitir
ultrapassar mais uma dificuldade com que se deparava a Física
Nuclear; ele foi obtido em 1932, o primeiro de três anos parti-
cularmente fecundos. Na realidade, logo no ano seguinte, Carl
Anderson descobria a antipartícula do electrão - o positrão- (cuja
comunicação constitui o primeiro artigo desta colectânea) para,
em 1934, se descobrir a radioactividade artificial, como atrás
referimos.
Enquanto Irene Joliot-Curie era professora da Universidade
de Paris, onde sucedeu a sua mãe Marie Curie, dirigindo igual-
mente o quase mítico Institut du Radium que esta criou, F Joliot
estava à frente do ensino e investigação em Física Nuclear no
altamente prestigiado College de France, onde construiu o pri-
meiro ciclotrão europeu, mais tarde transferido para o Institut
de Physique Nucléaire de Orsay que criara em colaboração com
sua mulher, na década de 50. Entretanto, apesar da lenta e
penosa reconstrução europeia do pós-guerra, os países do velho
continente com maior tradição de pesquisa em Física Nuclear
procuravam construir os seus próprios aceleradores de par-
tículas. Entre os primeiros contou-se o ciclotrão de Copenhaga,
instalado no celebérrimo instituto de investigação em Física
Fundamental dirigido por Niels Bohr que, já antes da guerra,
constituía um dos "santuários " de primeiríssimo importância
onde se construía a Física teórica.
. Começam então a surgir, na debilitada Europa do pós-guerra,
os primeiros centros de investigação em Física Nuclear com uma
escala - em dimensões e meios - que pouco tinha de comum
(para além da actividade intelectual...) com aqueles laboratórios
universitários que, sobretudo em França, na Grã-Bretanha, na
Alemanha e na Itália, tinham visto nascer e afirmar-se esse novo

[XI]
domínio da Física. Contudo, nenhum desses países dispunha de
potencial económico que lhes permitisse montar laboratórios
comparáveis aos maiores existentes nos Estados Unidos, como
Berkeley ou Brookhaven. A única solução para a Europa, de
modo a não perder irremediavelmente a "corrida " da investi-
gação "de ponta " em Física das Altas Energias, seria os países
do velho continente ultrapassarem ancestrais preconceitos e
reunirem esforços para, em conjunto, construírem um grande
laboratório europeu de investigação experimental do universo
subatómico.
A ideia surgiu em Dezembro de 1949 na Conferência
Europeia de Cultura reunida em Lausana, vindo a ser aprovada
na Conferência Geral da UNESCO que teve lugar em Florença
no mês de Junho do ano seguinte, uma resolução nesse sentido
apresentada pelo fisico Isaac Rabi. Depois de diversas conver-
sações de cientistas e políticos, os primeiros interessados em
colmatar as carências europeias no que respeita a grandes labo-
ratórios de investigação fundamental, e os segundos procurando
contribuir para o projecto da unidade europeia, foi provisoria-
mente criado o Conselho Europeu para a Investigação Nuclear
(CERN), numa reunião, em Genebra (Fevereiro de 1952), de
onze países europeus. Depois da necessária ratificação por nove
desses Estados, ocorrida em Setembro de 1954, o CERN passou
a ter existência de facto e de direito, iniciando-se imediatamente
a construção do que é hoje um imenso laboratório de investi-
gação em Física das Altas Energias, localizado nos arredores de
Genebra junto à fronteira francesa.
O seu primeiro grande acelerador de partículas foi um
sincrocic/otrão de 600 Me V, que entrou em funcionamento em
1957; pouco depois, osfisicos do CERN puderam observar, por
meio dele, pela primeira vez, a desintegração do mesão 1C num
electrão e num neutrino, resultado importante para a elaboração
da teoria das interacções fracas. A Europa dava, assim, um

[XTI]
passo decisivo para sair da situação de suba/ternidade em que
se encontrava, no que respeita à Física Nuclear e à Física das
Partículas Elementares, desde os finais da década de 30.
Mas voltemos atrás, pois muito de importante ficou por
referir no que se refere aos primórdios da Física do núcleo
atómico.
Após o reconhecimento da existência dessa muito pequena
fracção do átomo, onde se situa a quase totalidade da sua
massa e toda a sua carga eléctrica positiva - a que foi dado o
nome de núcleo -, evidenciado em 1911 pela análise de
Rutherford já atrás mencionada, o primeiro trabalho teórico que
se lhe segue cronologicamente nesta colectânea é a teoria quân-
tica do núcleo atómico realizada por G. Gamow. Neste trabalho,
o autor constrói uma teoria para a emissão de partículas alfa por
certos núcleos, conhecida desde a descoberta da Radioactividade
como um dos processos de declínio dos núcleos instáveis, mas
inexplicável tomando como base a chamada Física clássica.
Utilizando o fenómeno designado por efeito túnel, previsto pela
Mecânica Quântica, Gamow (e, independentemente, Condon
e Gurney) explicariam, com grande elegância conceptual e
formal, a emissão de partículas alfa dos núcleos, justificando a
validade da teoria pela comparação com os resultados experi-
mentais já conhecidos, nomeadamente no que respeita aos
valores das constantes de declínio, ou seja, as probabilidades de
emissão por unidade de tempo. Esta teoria data de 1928, apenas
três anos após o surgimento da Mecânica Ondulatória, em que
ela se baseia, constituindo, aliás, uma das primeiras brilhantes
verificações da validade dessa Mecânica que, pelo seu carácter
inovador e em rotura epistemológica com a denominada Física
clássica, era então ainda olhada com desconfiança pela maioria
dos fisicos.
Depois da descoberta da radioactividade, em 1896, por
Antoine Henri Becquerel, os raios alfa dele resultantes foram

[XIII]
identificados por Rutherford como sendo núcleos de átomos de
hélio, cada um deles constituído por dois protões e dois neutrões.
Na realidade, essa identificação foi efectuada antes de o próprio
Rutherford ter evidenciado a existência do núcleo atómico.
Assim, ao relatar as suas conclusões sobre a natureza das
partículas alfa, Rutherford, com assinalável precisão e rigor,
escreveu:

"(...) Podemos concluir que uma partícula alfa é um


átomo de hélio ou, para ser mais preciso, a partícula alfa,
após ter perdido a sua carga positiva é um átomo de hélio "
(destaque nosso).

Além da emissão alfa, outro processo de declínio, logo des-


coberto em 1896 por A. H. Becquerel, é a emissão de partículas
beta, rapidamente identificadas como sendo electrões. Também
aqui, os físicos nucleares se esforçaram por construir a teoria
que permitisse descrever este processo de emissão: a tarefa
revelou-se muito mais árdua do que a explicação do declínio
alfa, pois aqui, uma vez encontrado o enquadramento teórico
adequado - a então recém-construída Mecânica Quântica -, a
explicação procurada surgiu naturalmente, sem "entorses "
para as ideias e princípios básicos em que a Física tem sido
construída.
Nada de semelhante se passou com a teoria do declínio beta,
pelo facto de o espectro de energia das partículas beta emitidas
por um dado nuclídeo ser contínuo, ao invés dos espectros alfa
em que as partículas emitidas têm uma energia bem definida.
Aquele facto violaria os princípios da conservação da energia e
do momento linear, admitindo que no processo de declínio apenas
intervêm dois corpos, a partícula beta emitida e o núcleo resi-
dual, o que era realmente observado com os meios experimentais
disponíveis.

[XIV]
Só havia, portanto, duas hipóteses: ou admitir que esses
princípios "sagrados ", sempre respeitados na construção da
Física, tinham aqui perdido a sua validade; ou admitir a inter-
venção de uma terceira partícula, ainda não observada. Perante
a tragédia que significaria a adopção da primeira hipótese para
a explicação da natureza até então arduamente conseguida, W.
Pauli tomou a segunda, em 1933, introduzindo essa terceira
partícula que foi designada por neutrino. A sua existência só foi
experimentalmente comprovada vinte anos depois por Cowan e
Reines que, para isso, tiveram que utilizar poderosos meios de
produção e detecção das partículas, atendendo à sua pratica-
mente nula interacção com a matéria.
Um ano depois de Pauli ter apresentado a sua hipótese da
existência do neutrino, Enrico Fermi (provavelmente o último
"monstro sagrado" da Física que reunia, numa só pessoa, as
mais notáveis qualidades de experimentador e a fina argúcia de
um teórico da mais alta categoria) apresentava a primeira teoria
para o declínio beta, pressupondo a validade da hipótese de
Pauli. Esse trabalho pioneiro também se encontra na presente
colectânea.
Ainda no domínio da Física Nuclear teórica, apresenta-se
nesta obra o primeiro trabalho de Hideki Yukawa sobre a
interacção de partículas elementares, posteriormente usado
para explicar a coesão dos núcleos. Com efeito, pouco depois da
descoberta do neutrão por J. Chadwick, já anteriormente assi-
nalada, W. Heisenberg sugeriu que o protão e o neutrão - os dois
constituintes dos núcleos - poderiam ser considerados como
estados de carga diferente de uma mesma partícula fundamental
que designou por nucleão (estava-se ainda longe das teorias que
introduziram os quarks como constituintes dos protões e
neutrões).
Na concepção de Heisenberg, o nucleão no interior do núcleo
seria considerado como constituído por um core (ou "caroço'')

[XV]
envolvido por uma "nuvem " de partículas então desconhecidas
- designadas por mesões -, cujas massas se situariam entre a do
electrão e a do protão (daí o nome de mesão). As forças de
ligação entre os nucleões eram então concebidas como sendo
devidas a uma permuta de mesões entre eles. Esta concepção da
força de ligação nuclear inspirou-se na explicação quântica das
forças electromagnéticas, as quais são devidas a uma troca de
fotões entre as partículas carregadas; ou na ligação covalente
dos compostos químicos, interpretada como sendo devida a uma
permuta de electrões entre atómos de uma mesma molécula.
A concepção de Heisenberg foi utilizada por Yukawa para
interpretar as forças responsáveis pela estabilidade nuclear,
visto que forças de atracção de tipo gravitacional entre nucleões
seriam manifestamente insuficientes para compensar as forças
de repulsão electrostática entre os protões que entram na
composição do núcleo.
Com base no princípio da indeterminação de Heisenberg e
no alcance das forças nucleares, foi possível calcular o valor da
massa dos mesões de Yukawa (posteriormente designados por
mesões n ou piões): 270 vezes a massa do electrão, valor em
excelente acordo com o valor experimental que posteriormente
se mediria para a massa destas partículas, 273 vezes a massa do
electrão!
Como fizemos notar no início desta nota de abertura, o
último artigo, em data, desta colectânea é o de Otto Hahn e Fritz
Strassmann. Ele relata um trabalho que se enquadra no
numeroso grupo de investigações experimentais que foram reali-
zadas nos anos 30, após a identificação do neutrão, nomeada-
mente no domínio da sua interacção com a matéria. A vantagem
da utilização dos neutrões para provocar reacções nucleares
situa-se no facto de se tratar de uma partícula electricamente
neutra (ao contrário das restantes usadas, até então, como
projécteis), não sofrendo, portanto, a repulsão coulombiana dos

[XVI]
núcleos. De facto, como Fermi refere num outro trabalho
também incluído nesta colectânea:

"( ..)demonstra-se que um grande número de elementos


(47 dos 68 examinados até agora) de peso atómico variado
pode ser activado com fontes de neutrões constituídas por um
pequeno tubo de vidro cheio de berílio em pó e de radão até
800 milicuries. Esta fonte tem uma actividade de cerca de um
milhão de neutrões por segundo ".

Na realidade, os neutrões são aqui produzidos por uma reacção


nuclear provocada nos núcleos de berílio pelas partículas alfa
emitidas pelo radão.
A maior parte das reacções nucleares provocadas por
neutrões são do tipo (n, ')j, isto é, reacções em que o núcleo
absorve o neutrão ficando excitado e perdendo o excesso de
energia por emissão de radiação gama. O núcleo resultante é,
em geral, radioactivo devido a esse neutrão excedentário em
relação à sua estrutura inicial:

"Um estado estável é então geralmente obtido pela trans-


formação de um neutrão num protão, a qual está relacionada
com a emissão de uma partícula {3 ",

como esclarece Fermi no mesmo artigo de onde foi transcrita a


citação anterior.
Ora a adição de um protão a um núcleo faz aumentar de uma
unidade o número atómico, Z, deste e, portanto, do elemento a
que pertence. Como o elemento do número atómico mais elevado
existente na Natureza é o urânio (Z =92), pensou-se imediata-
mente na eventualidade de produzir artificialmente, por meio
daquela reacção nuclear, elementos de número atómico supe-
rior: captura de um neutrão dando origem a um isótopo radioac-

[XVII)
tivo, declínio deste por emissão beta e obtenção de um novo
núcleo de número atómico aumentado de uma unidade. No
elemento urânio existem diversos isótopos dos quais o mais
abundante é o 23BU; capturando um neutrão obtém-se o 239U que
é um emissor beta, dando origem a um novo núcleo deZ =93, o
qual, sendo também um emissor beta, produz um outro núcleo
com número atómico Z =94: originaram-se, assim, os dois
primeiros elementos transuranianos a que foram dadas as desig-
nações de neptúnio e plutónio, respectivamente.
O trabalho de Hahn e Strassmann, bem como o último de
Fermi aqui citado, enquadram-se justamente nesta linha de pes-
quisa experimental dos elementos de número atómico superior
ao do urânio. A isso fazem explicitamente referência o título
do artigo de Fermi e as primeiras linhas do de Hahn e
Strassmann, em que mencionam um trabalho anterior de ambos,
em colaboração com Lise Meitner, que trata de elementos
transuranianos.
Entretanto, o texto de Hahn e Strassmann incluído nesta colec-
tânea teve um alcance que transcendeu largamente a pesquisa
daqueles elementos: ele constituiu a descrição da primeira
experiência em que se observou o fenómeno, pouco depois desig-
nado por fissão nuclear, no qual a irradiação com neutrões de
núcleos de urânio pode dar origem à cisão ou fraccionamento
destes em dois fragmentos, libertando-se simultaneamente uma
enorme quantidade de energia, quando comparada com os res-
tantes processos nucleares então conhecidos. Assim, enquanto
nestes, como o declínio alfa, a energia envolvida não excede a
dezena de MeV, nafissão essa energia é de cerca de 200 MeV!
Foi este processo que, desenvolvido à escala macroscópica
(depois de se ter descoberto que, sob certas condições, ele dá
origem a uma reacção em cadeia), culminou num projecto indus-
trial-militar sem precedentes - o projecto Manhattan - no qual
os Estados Unidos produziram, com o apoio de numerosos

[XVIll]
físicos e radioquímicos europeus imigrados, as tristemente céle-
bres bombas atómicas, que não hesitaram em utilizar em dois
bombardeamentos sobre populações civis do Japão, com horro-
rosas consequências.
O fenómeno da fissão nuclear por irradiação do urânio com
neutrões foi provocado, pela primeira vez, por O. Hahn e F
Strassmann, como referimos. Contudo, estes investigadores não
souberam interpretar os resultados que obtiveram. Foi a antiga
discípula e assistente de Otto Hahn, Lise Meitner, que o
conseguiu, com a colaboração de um sobrinho, O. R. Frisch.
Lise Meitner era austríaca mas foi na Alemanha que desenvol-
veu intensa actividade científica. De origem judaica, embora
baptizada, a sua situação na Alemanha nazi tornou-se insusten-
tável qu.ando a Austriafoi anexada e ós seus cidadãos passaram
a ser abrangidos pelas disposições anti-semitas que, há anos,
vigoravam naquele país. Hóspede de Niels Bohr em Copenhaga,
onde já se encontrava o seu sobrinho, veio a aceitar o convite de
Manne Siegbahn para trabalhar no Instituto Nobel de Física
Experimental da Real Academia Sueca das Ciências.
Foi em Estocolmo, logo após a sua chegada, que Lise Meitner
e O. R. Frisch interpretaram correctamente os resultados expe-
rimentais obtidos por Hahn e Strassmann nas suas experiências
de irradiação de urânio com neutrões. Meitner e Frisch,
baseando-se no modelo nuclear da "gota líquida", proposto por
Niels Bohr, sugeriram que o núcleo de urânio, ao absorver um
neutrão, sofre uma perturbação na sua estrutura, deixando-o
suficientemente excitado para se cindir em dois fragmentos, em
geral de massas próximas. Deste processo sobra uma certa
quantidade da massa nuclear inicial, isto é, a soma das massas
dos núcleos resultantes da fissão é inferior à massa do núcleo de
urânio inicial. Este excesso de massas surge sob a forma de uma
enorme quantidade de energia, em acordo com a célebre equação
de Einstein que estabelece a equivalência entre esta e aquela.

[XIX]
Quando as grandes descobertas da Física exp erimental dos
nossos dias, particularmente em Física Nuclear e Física das
Partículas Elementares, se caracterizam pela complexidade
e enormidade das instalações utilizadas, é comovente observar a
simplicidade e as dimensões da instalação usada por Hahn
e Strassmann - hoje exposta no Deutsches Museum em Munique -,
a qual ocupa, na sua totalidade, uma pequena bancada de
laboratório.
A descoberta da fissão nuclear é atribuída, pela generali-
dade dos historiadores da ciência, a Hahn e Strassmann.
Pensamos que é uma irijustiça histórica deixar Lise Meitner na
sombra; afinal foi ela quem soube interpretar o fenómeno,
extraindo dele as implicações que lhe deram futuro científico e
tecnológico: as já referidas bombas atómicas, que recordamos
com horror, mas também a produção de energia para fins pací-
ficos, por meio de reactores nucleares de fissão, tendo o primeiro
- então ainda conhecido por pilha atómica - sido construído, em
Chicago, por Enrico Fermi.
Lise Meitner foi, entre diversos destacados fisicos nucleares
e radioquímicos europeus, convidada a colaborar nos trabalhos
de desenvolvimento da bomba atómica: recusou! Isto foi, certa-
mente, um reflexo do seu humanismo que, entretanto, fez com
que, muitos anos antes - durante a Primeira Guerra Mundial -,
colaborasse com o exército austro-húngaro, não na produção
de engenhos destruidores, mas fazendo funcionar instalações de
raios X, usadas como meio de diagnóstico médico-cirúrgico.
Refira-se, de passagem, que o mesmo acontecia então do outro
lado das trincheiras, onde Marie Curie ia para a frente de
batalha com um camião dos serviços de saúde do exército
francês transportando uma instalação de raios X Duas
mulheres - ambas com uma actividade científica relevante,
embora mais ex tensa com Marie Curie - com destinos

[XX]
históricos bem diferentes : enquanto Marie Curie é univer-
salmente conhecida entre a generalidade dos detentores de
uma cultura geral mediana, quem conhece hoje, mesmo no
seio da comunidade científica, a personalidade e a obra de
Lise Meitner?
Como tivemos ocasião de destacar no início desta nota de
abertura, o organizador de Foundations of Nuclear Physics,
Dr. Robert T. Beyer, compilou uma extensa bibliografia, actua-
lizada até 1947. Do nosso ponto de vista, julgamos importante
salientar que nela estão incluídos alguns trabalhos de investi-
gadores portugueses, não só efectuados em centros científicos
estrangeiros, mas também - o que é mais significativo - conce-
bidos e realizados em Portugal, no único centro de investigação
em Física então existente entre nós, anexo à Faculdade de
Ciências da Universidade de Lisboa, cuja actividade foi quase
extinta, justamente naquele ano quando, por iníqua e retrógrada
decisão governamental, foram compulsivamente afastados da
Universidade muitos dos seus mais brilhantes colaboradores,
complementando um processo repressivo contra a inteligência
universitária portuguesa, iniciado mais de uma dezena de anos
antes.
A "escola " de investigação em Física que se estava paciente
e resolutamente formando, desde o início da década de 30,
realizando trabalhos de investigação experimental de nível
internacionalmente aceite, foi brutalmente interrompida.
Portugal detinha, nessa ocasião, uma interessante posição, no
que respeita à investigação em Física, entre os pequenos países.
Pensamos que constitui um bom indício do que acabámos de
afirmar, o facto de a revista Portugaliae Physica, criada pelo
centro de investigação em Física atrás referido para publicação
de trabalhos de investigação, ter sido incluída na lista dos
periódicos científicos seleccionados pelo organizador da
presente colectânea de trabalhos pioneiros em Física Nuclear.

[XXI]
Ainda mais significativo da posição que teve a actividade cien-
tífica daquele centro no panorama internacional é o facto de só
a Portugaliae Physica - entre as publicações da Península
Ibérica - ter sido incluída naquela lista e ser uma das três únicas
seleccionadas provenientes de todo o espaço ibero-americano.

Lisboa, 30 de Agosto de 2002

Fernando Bragança Gil

Nota do Editor: O Editor agradece as autorizações concedidas para a repro-


dução dos textos e está disponivel para regularizar a situação nos casos em
que, apesar de todos os esforços, não tenha sido possível identificar os respec-
tivos detentores.

[XXII]
Prefácio

A compilação dos artigos deste livro foi preparada com o


objectivo de reunir, num único volume, os relatos originais de
estudos fundamentais de Física Nuclear, tal como foram apre-
sentados pelos próprios investigadores.
A descoberta da bomba atómica conduziu à publicação de
muitos textos em que o conhecimento actual do núcleo é descrito em
pormenor. O objectivo deste volume é um pouco diferente- nomea-
damente proporcionar uma visão histórica da Física Nuclear ao
leitor, e colocá-/o em contacto directo com as ideias dos mento-
res deste ramo de investigação.
Algumas palavras devem ser referidas acerca do método de
selecção. Estes artigos são as apresentações originais do que o
editor considera as hipóteses, descobertas e invenções mais
importantes na Física Nuclear. Como critério da sua importân-
cia, prestou-se particular atenção à frequência com que estes
artigos são citados por outros investigadores e à quantidade de
investigação estimulada por eles.
A selecção de artigos teóricos foi particularmente difici/,
uma vez que os progressos neste ramo foram realizados, a maior
parte das vezes, por pequenos passos e grande número de cien-
tistas.
O editor está consciente de que haverá, com certeza,
possíveis desacordos com a presente selecção, em especial no

[XXIII]
que diz respeito a artigos que não foram incluídos. O editor crê
ser este facto uma consequência natural da rapidez com que a
Física Nuclear se desenvolveu, bem como uma condição edito-
rial em geral. Um ponto em sua defesa é a dimensão limitada
deste volume.
Junta-se em apêndice uma bibliografia de artigos que está
razoavelmente completa até aos primeiros meses de 1947.
Faz-se notar que, devido a necessidades de composição, usou-se
o itálico em vez do negrito, para os números dos volumes dos
vários periódicos. Além disso, o idioma do artigo original é o
mesmo que o usado no título do periódico, a menos que se dê
indicação em contrário.

Robert T Beyer

Universidade de Brown
Julho 1947

[XXIV]
O Electrão Positivo
CARL D. ANDERSON, California Institute ofTechnology. Pasadena, California
(Recebido a 28 de Fevereiro de 1933)

[Physical Review, 43 (1933), 491-494


copyright 1933 by the American Physica1 Society]

Num total de 1300 fotografias de traços de raios cósmicos


obtidos numa câmara vertical de Wilson, foram encontrados 15
traços correspondentes a partículas de carga positiva cuja
massa não pode ser tão grande como a do protão. Uma análise
da energia perdida pelas partículas e da ionização produzida
permite concluir que a respectiva carga é inferior ao dobro da
carga do protão. É provável que essa carga seja, de facto, exacta-
mente igual à carga do protão, o que leva a que, após análise das
curvaturas das trajectórias e das ionizações produzidas, a corres-
pondente massa tenha que ser inferior a vinte vezes a massa do
electrão. Essas partículas serão chamadas positrões. Uma vez
que elas aparecem em grupos, associados a outros traços,
conclui-se que devem ser partículas secundárias emitidas por
núcleos atómicos.

Editor

No dia 2 de Agosto de 1932, durante uma sessão fotográfica


de traços produzidos por raios cósmicos numa câmara vertical
de Wilson (campo magnético de 15 000 gauss) concebida pelo
Professor R. A. Millikan e pelo autor durante o Verão de 1930,
foram obtidos os traços representados na Fig. I. Procedendo à

[ I ]
Fig. I - Um positrão de 63 milhões de volts (Hp = 2, 1 x lOSgauss-cm) atra-
vessa uma placa de chumbo com 6 mm de espessura e emerge como um positrão
de 23 milhões de volts (Hp = 7,5 x 1(}4 gauss-cm). O comprimento deste último
traço é, pelo menos, dez vezes superior ao comprimento que poderia ter o traço
de um protão com esta curvatura.

interpretação desta fotografia, parece ser necessário admitir a


existência de uma partícula de carga positiva, mas cuja massa
seja da mesma ordem de grandeza da massa normalmente
atribuída ao electrão negativo livre. Esta foi também a opinião
de todo um grupo de colaboradores do Laboratório Norman
Bridge que efectuou posteriormente um estudo da fotografia .
O motivo por que esta interpretação parece ser tão inevitável é o
traço que aparece na metade superior da figura não poder, de
modo nenhum, corresponder a uma partícula com uma massa tão
grande como a do protão. De facto, conhecida a massa, a energia
é imediatamente determinada pela curvatura da trajectória, o que

[ 2]
implicaria para o protão com a curvatura representada neste caso
uma energia de 300 000 voJts<ll. Porém, um protão com esta ener-
gia, de acordo com resultados bem estabelecidos e univer-
salmente aceites<2>, tem um alcance total de cerca de 5 mm no ar
e a porção da trajectória visível neste caso excede os 5 cm sem
que haja uma alteração apreciável da curvatura. O único modo de
fugir a esta conclusão seria admitir que, por coincidência, exac-
tamente no mesmo instante (e a nitidez dos traços determina esse
instante com uma precisão de cerca de I quinquagésimo de
segundo), dois electrões independentes produzissem dois traços
dispostos de modo a darem a impressão de uma única partícula a
atravessar a placa de chumbo. Esta hipótese foi posta de lado por
motivos probabilísticos, uma vez que um traço nítido, com uma
curvatura desta ordem de grandeza e nas condições experimen-
tais verificadas, ocorreu na câmara apenas em uma fotografia de
entre cerca de 500, não havendo, portanto, praticamente qualquer
hipótese de dois destes traços se alinharem desse modo. Foi
também posta de lado a hipótese, completamente irrealista, de
um electrão de 20 milhões de volts entrar por um lado da placa
de chumbo e sair pelo outro com uma en~rgia de 60 milhões de
volts. Uma quarta hipótese é um fotão entrar na placa de chumbo
pela parte de cima e expulsar duas partículas de um núcleo de
um átomo de chumbo, uma das quais é lançada para cima e a
outra para baixo. No entanto, neste caso, a partícula que se
movesse para cima teria que ter carga positiva e massa pequena,
pelo que qualquer das duas hipóteses conduz à existência do
electrão positivo.

<'l N. do T. : No original a energia é frequentemente medida em volts em vez


de electrões-volt.
<'l Rutherford, Chadwick e Ellis, Radiations from Radioactive Substances,
p. 294. Supondo R a tP e usando valores aí referidos, o alcance de um protão de
300 000 volts no ar em condições P. T. N . é de cerca de 5 mm .

[3]
Durante as semanas seguintes foram obtidas mais fotografias,
que só podiam ser logicamente interpretadas com base na
hipótese da existência do electrão positivo e foi , então, publicado
um breve relatório(3), com a devida reserva quanto à interpretação,
em virtude da importância e da natureza surpreendente da comu-
nicação.

VALORES DA CARGA E DA MASSA

Com os resultados experimentais de que presentemente se


dispõe é apenas possível estabelecer limites relativamente amplos
para os valores da carga e da massa da partícula. A ionização
específica para estes casos não foi medida. No entanto, é muito
provável, a partir do conhecimento das condições experimentais
e da comparação com muitas outras fotografias tiradas a electrões
lentos e rápidos nas mesmas condições, que a carga não difira,
em módulo, da carga do electrão de um factor superior a dois.
Além disso, se se considerar que a fotografia representa uma
partícula positiva que penetra numa placa de chumbo com 6 mm de
espessura, então a energia perdida por unidade de carga é aproxi-
madamente de 38 milhões de electrões-volt, valor este que é prati-
camente independente da massa própria da partícula, desde que
esta não seja muitas vezes superior à do electrão negativo livre.
Considerou-se razoável comparar este valor de 63 milhões de volts
por cm para a energia perdida da partícula positiva com o valor
experimental médio de aproximadamente 35 milhões de volts<•J
para electrões negativos com uma energia de 200-300 milhões de
volts, uma vez que se supõe que a taxa de energia perdida, para
partículas de pequena m~sa, varia muito pouco numa gama de

(>l C. O. Anderson, Science 76, 238 (1932).


!' l C. O. Anderson, Phys. Rev. 43, 381 A ( 1933).

[ 4]
energias que vai desde os milhões até às centenas de milhões de
volts. Tomando em linha de conta as incertezas experimentais, é
possível concluir que a taxa de energia perdida pela partícula
positiva é inferior a quatro vezes a do electrão. Assim, em virtude
da relação usual entre taxa de ionização e carga, fica automatica-
mente fixado para o valor da carga um limite superior que é
menor do que o dobro da carga do electrão negativo. Conclui-se,
portanto, que o valor da carga do electrão positivo, que designa-
remos a partir de agora por positrão, é muito provavelmente igual
à do electrão negativo livre, o qual, por motivos de simetria,
deveria naturalmente passar a ser chamado de negatrão (Fig. 2).
De notar que a profundidade efectiva da câmara ao longo da
direcção de observação, que coincide com a direcção das linhas
de força do campo magnético, é de I cm e o seu diâmetro útil
perpendicularmente a essa direcção é de 14 cm, ficando assim
assegurado que a partícula atravessa a câmara segundo uma
direcção que é praticamente normal às linhas de força. A mudança
de direcção ao atravessar a placa de chumbo<5>, que é, neste caso,
de cerca de 8° medidos no plano da câmara, corresponde a um
valor provável para uma partícula com esta energia, embora seja
inferior ao valor mais provável.
O valor da massa própria não pode ainda ser determinado
com precisão, sendo apenas possível estabelecer um limite
superior de vinte vezes a massa do electrão. Se se considerar
que a Fig. I representa uma partícula de carga unitária a atra-
vessar a placa de chumbo, então, baseando-nos nas informações
disponíveis sobre ionização, as curvaturas fornecem um valor
demasiado pequeno . para a perda de energia a menos que a
respectiva massa seja inferior a vinte vezes a massa do electrão
negativo. É possível melhorar os valores limite para a massa

'" C. D. Anderson, Phys. Rev. 43, 381A ( 1933).

[5]
Fig. 2 - Um positrão com uma energia de 20 milhões de volts {Hp = 7, 1 x 1(}4
gauss-cm) e um negatrão com uma energia de 30 milhões de volts {Hp = 10,2 x 1(}4
gauss-cm) projectados de uma placa de chumbo. O alcance da partícula positiva exclui
a possibilidade de ela ser identificada com um protão com a curvatura observada.

através da determinação do HrJ6> para partículas de energia rela-


tivamente baixa antes e depois de terem atravessado uma quanti-
dade de matéria conhecida, juntamente com o estudo de efeitos
balísticos, tais como choques com electrões envolvendo transfe-
rência de grandes quantidades de energia.
Até à data, de um total de 1300 fotografias de traços de iões
cósmicos, 15 representam partículas positivas a atravessar o
chumbo, cuja massa não pode ser tão grande como a do protão,

<'l N. do T: Produto do campo magnético H pelo raio de curvatura p; esta


grandeza é frequentemente utilizada no estudo do movimento de partículas
carregadas sob a acção de um campo magnético.

[ 6]
ficando assim estabelecida a existência de partículas positivas de
carga unitária e massa pequena comparada com a do protão. Em
muitos outros casos, devido ou à pequena dimensão do traço
disponível para medição, ou à elevada energia da partícula, não
é possível distinguir com segurança protões de positrões. No
entanto, um estudo das seis ou sete centenas de traços de raios
positivos que nós obtivemos é ainda consistente com a hipótese
de a partícula positiva arrancada ao núcleo pelo raio cósmico
primário incidente ser, em muitos casos, um protão (Fig. 3).

Fig. 3 - Um grupo de seis partículas projectadas de uma região da parede da


câmara. O traço da esquerda do grupo central de quatro traços é um negatrão com uma
energia de cerca de 18 milhões de volts (Hp = 6,2 x I()4 gauss-cm) e o traço da direita
um positrão com urna energia de cerca de 20 milhões de volts (Hp = 7,0 x 1()4 gauss-
-cm). Não é possível identificar os dois traços no meio. À esquerda aparece um nega-
Irão de cerca de 15 milhões de volts. Este grupo representa traços formados algum
tempo antes de ser tirada a fotografia e que foram alargados pela difusão de iões.
A uniformidade deste alargamento para todos os traços mostra que as partículas
entraram na câmara ao mesmo tempo.

[ 7]
Do facto de os positrões ocorrerem em grupos associados a outros
traços conclui-se que eles devem ser partículas secundárias arran-
cadas ao núcleo atómico. Mantendo a hipótese de o núcleo ser
constituído por protões e neutrões (e partículas a) (Fig. 4) e de o
neutrão representar a combinação de um protão com um electrão,
então, da teoria electromagnética sobre a origem da massa, a
hipótese mais simples parece ser a da possibilidade de uma colisão
entre o raio primário incidente e um protão, de modo a expandir
o diâmetro deste último até ao mesmo valor do do negatrão. Este

Fig. 4 - Um positrão com uma energia de cerca de 200 milhões de volts


(Hp = 6,6 x I osgauss-cm) penetra na placa de chumbo com li mm de espessura
e emerge com uma energia de cerca de 125 milhões de volts (Hp = 4,2 x JOs
gauss-cm). A hipótese de o traço representar um protão a atravessar a placa de
chumbo não é consistente com as curvaturas observadas. As energias seriam
então de cerca de 20 milhões e 8 milhões de volts respectivamente acima e abaixo
do chumbo, energias estas demasiado baixas para que o protão tivesse um alcance
que lhe permitisse atravessar a placa de chumbo de li mm de espessura.

[ 8]
processo libertaria uma energia de um bilião de electrões-volt
que seria emitida sob a forma de um fotão secundário. Uma segunda
possibilidade seria o raio primário desintegrar um neutrão (ou
mais do que um) no núcleo, com emissão de um negatrão ou de
um positrão, dando assim origem, consoante o caso, a um protão
positivo ou negativo que ficaria alojado no núcleo no lugar do
neutrão, ocorrendo todo este processo, desta vez, sem emissão de
fotões. No entanto, esta alternativa postula a existência de um
protão de carga negativa no núcleo, o qual nunca foi encontrado.
Porém, a maior simetria entre cargas positivas e negativas,
decorrente da descoberta do positrão, constituirá certamente um
estímulo para investigar a possível existência de protões nega-
tivos. Se se chegar à conclusão de que o neutrão é uma partícula
fundamental de um novo tipo em vez da combinação de um
protãô com um negatrão, as hipóteses acima aventadas terão de
ser abandonadas, pois então o protão tem toda a probabilidade
de vir a ser representado por uma partícula complexa constituída
por um neutrão e um positrão.
Durante a preparação deste artigo, alguns relatos anunciaram
que P. M. S. Blackett e G. Occhialini, num extenso estudo de
traços de raios cósmicos, também obtiveram provas da existência
de partículas positivas leves, confirmando assim a nossa comuni-
cação anterior.
Desejo exprimir a minha imensa dívida para com o Professor
R. A. Millikan por ter sugerido este trabalho e por muitas conver-
sas proficuas durante a sua evolução. Agradeço igualmente o
competente auxílio do Sr. Seth H. Neddermeyer.

[Tradução de Fernando dos A idos]

[ 9]
A Existência de um Neutrão
Por J. CHADWICK, F. R. S.
(Recebido em lO de Maio de 1932)

[Proceedings Royal Society ofLondon, AJ36, ( 1932), 692-708]

§ 1. Bothe e Becker<'>mostraram que alguns elementos leves,


quando bombardeados pelas partículas-a do polónio, emitem
radiação que parece ser do tipo y. Observou-se este tipo de efeito
de modo particularmente nítido no berílio, e observações poste-
riores feitas por Bothe, pela Sr.3 Curie-Joliot<2>e por Webster<3>
mostraram que a radiação excitada no berílio possui um poder de
penetração distintamente maior que o de qualquer da radiação
y de radio-elementos conhecida. Nas experiências de Webster, a
intensidade da radiação foi medida por meio de um tubo de
Geiger-Müller e por uma câmara de ionização de alta pressão.
Este investigador descobriu que a radiação do berílio possui um
coeficiente de absorção para o chumbo de 0,22 cm- I, medido nas
condições experimentais disponíveis. Efectuando as correcções
devidas a estas condições e usando os resultados de Gray e
Tarrant para calcular as contribuições relativas à dispersão,
absorção fotoeléctrica e absorção nuclear na absorção desta
radiação tão penetrante, Webster conclui que esta radiação pos-
sui uma energia de 7 x I ()6 electrões-volt. Do mesmo modo, desco-
briu que a radiação do boro provocada pelo bombardeamento com

111
Z. Physik, vol. 66, p. 289 ( 1930).
''' I. Curie, C.
R. Acad. Sei. Paris, vol. 193 , p. 141 2 ( 1931 ).
m Proc. Roy. Soe., A, vol. 136, p. 428 ( 1932).

[ 11 ]
partículas-a. do polónio consiste, em parte, numa radiação mais
penetrante que a do berílio, e estimou que a anergia desta compo-
nente é de 7 x 1()6 electrões-volt. Estas conclusões estão de acordo
com a suposição de que a radiação tem origem na captura da
partícula-a. pelo núcleo do berílio (ou boro), e posterior emissão
da energia em excesso sob a forma de um quantum de radiação.
Estas radiações mostram, no entanto, algumas peculiaridades
e, a meu pedido, deixou-se entrar a radiação do berílio numa
câmara de expansão e tiraram-se várias fotografias. Não se obser-
varam nenhuns fenómenos imprevistos, embora, como se verá
mais tarde, experiências semelhantes agora realizadas tenham reve-
lado a existência de alguns acontecimentos notáveis. O insucesso
das experiências iniciais foi devido, em parte, à fraca intensidade
da fonte de polónio e, em parte, ao dispositivo experimental que,
é agora claro, não era o mais apropriado.
Muito recentemente, a Sr.a Curie-Joliot e o Sr. Joliot<4, fizeram
a observação surpreendente de que a radiação do berílio e do
boro pode ejectar protões, com velocidades consideráveis, de maté-
ria contendo hidrogénio. Na sua experiência, a radiação do berí-
lio passou através de uma janela fina para uma câmara de
ionização contendo ar à pressão atmosférica. Quando se colo-
cava parafina, ou outra matéria contendo hidrogénio em frente da
janela, a ionização na câmara aumentava e, em alguns casos,
duplicava. Este efeito pareceu ser devido à ejecção de protões e,
a partir de outras experiências, eles mostraram que estes protões
tinham alcances no ar de até 26 cm, correspondendo a velocida-
des de quase 3 x 109 cm por segundo. Os Srs. Joliot sugeriram que
a energia transferida da radiação do berílio para o protão é feita
por um processo semelhante ao efeito do Compton para os elec-
trões, e calcularam que a radiação do berílio possui uma energia de
cerca de 50 x l ()6 electrões-volt. O alcance dos protões ejectados

• Curie e Joliot, C. R. Acad. Sei. Paris, vol. 194, p. 273 ( 1932).

[ 12]
pela radiação do boro foi estimada em cerca de 8 cm no ar, cor-
respondendo num processo Compton a uma energia de cerca de
35 x 106 electrões-volt para o quantum efectivo<s>.
Há dois obstáculos importantes a esta explicação do fenómeno .
Em primeiro lugar, está bem estabelecido que a frequência de
desvio de quanta de elevada energia por electrões é dada, com
precisão suficiente, pela fórmula de Klein-Nishina. Esta fórmula
também se deve aplicar ao desvio de quanta por protões. A fre-
quência observada no desvio por protões é, no entanto, muitos
milhares de vezes maior que a prevista por esta fórmula. Em
segundo lugar, é dificil justificar a produção de um quantum de
50 x I 06 electrões-volt a partir da interacção de um núcleo de
berílio e de uma partícula-a de energia cinética igual a 5 x 106
electrões-volt. O processo que pode fornecer a maior quantidade
de energia para a radiação é a captura da partícula-a pelo núcleo
de berílio, Be9, e a sua incorporação na sua estrutura nuclear for-
mando um núcleo de carbono, Cl3. O excesso de massa do núcleo
de Cl3 é conhecido pelos dados obtidos nas medidas de desin-
tegração artificial do BIO e nas observações do espectro de ban-
das do carbono; é cerca de I O x 106 electrões-volt. O excesso de
massa do Be9 não é conhecido, mas, supondo-o igual a zero, per-
mite-nos obter um valor máximo para a possível variação de
energia na reacção Be9 + a~ CI J + quantum. Desta hipótese
segue-se que a energia do quantum emitido nesta reacção não pode
ser maior do que cerca de 14 x 1Q6 electrões-volt. É claro que se
deve admitir que este argumento dos defeitos de massa se baseia na
hipótese de que o núcleo é formado , tanto quanto possível,
por partículas-a; que o núcleo Be9 é formado por 2 partículas-
-a+ 1 protão + 1 electrão e que o núcleo do Cl3 é formado por
3 partículas-a + 1 protão + 1 electrão. No que diz respeito aos

' Muitos dos argumentos utilizados na discussão subsequente aplicam-se de


igual modo a ambas as radições, de modo que o termo "radiação do berílio"
deve ser frequentemente considerada como incluindo a radiação do boro.

[ 13 ]
núcleos mais leves, esta suposição é corroborada por experiências
de desintegração artificial, mas não se dispõe de uma prova genérica.
Por consequência, realizei experiências adicionais a fim de
estudar as propriedades da radiação excitada no berílio. Descobriu-
-se que esta radiação ejecta partículas não só do hidrogénio mas
também de todos os elementos leves estudados. A explicação dos
resultados experimentais, admitindo a hipótese de que a radiação
do berílio seja radiação quântica, é muito dificil, no entanto estes
podem compreender-se facilmente se se supuser que esta radia-
ção é formada por partículas de massa quase igual ao protão e sem
carga eléctrica, ou seja, neutrões. Um pequeno relato circunstan-
ciado destas observações foi publicado na Natunf- 6>. Neste artigo
faz-se uma descrição mais completa das experiências que sugeri-
ram a existência dos neutrões, e que permitiram determinar algu-
mas das propriedades destas partículas. Num artigo seguinte, o
Dr. Feather fará uma descrição de algumas observações, feitas
com a câmara de expansão, sobre colisões entre a radiação do berí-
lio e núcleos de hidrogénio, seguindo-se a descrição, pelo Dr. Dee,
de experiências em que se observa a colisão com electrões.

§ 2. Observação de Atamos de Recuo. As propriedades da


radiação do berílio foram examinadas, em primeiro lugar, por
meio do contador de válvulas utilizado no trabalho sobre a desin-
tegração artificial por partículas-a<1l, podendo aí encontrar-se uma
descrição completa do aparelho. De um modo resumido, consiste
numa pequena câmara de ionização ligada a um amplificador de
válvulas. A produção súbita de iões na câmara pela entrada da
partícula ionizante é detectada por meio de um oscilógrafo ligado
ao circuito de saída do amplificador. As deflexões do oscilógrafo
são registadas fotograficamente num filme de papel brometo.

<'l Nature, vol. 129, p. 312 ( 1932).


<7l Chadwick, Constable e Pollard, Proc. Roy. Soe., A, vol. 130, p. 463
( 1931 ).

[ 14]
Para Bomba

r==ttJ___ Para o
~kplificador .. Osctlógra 0
. r.

Fonte de Po Be

Fig. l

A fonte de polónio foi preparada a partir de uma solução de


rádio (D + E + f)Cs> depositada num disco de prata. Este disco, com
um diâmetro de I cm, foi colocado perto de um disco de berílio
puro com 2 cm de diâmetro, sendo ambos colocados num
pequeno recipiente que pode ser evacuado, Fig. 1. A primeira
câmara de ionização utilizada possuía uma abertura de 13 mm,
fechada por uma folha de alumínio com espessura de ar equiva-
lente de 4,5 cm e uma espessura de 15 mm. Esta câmara possuía
um efeito naturalc9> muito baixo dando, em média, cerca de 7 defle-
xões por hora.
Quando se colocou o recipiente da fonte em frente da câmara de
ionização, o número de deflexões aumentou imediatamente.
Para uma distância de 3 cm entre o berílio e o contador, o número
de detlexões era de quase 4 por minuto. Uma vez que o número de
deflexões permanecia aproximadamente constante quando se inter-
punham folhas espessas de metal, mesmo com espessuras de até

''l Proc. Roy. Soe., A, vol. 136, p. 428 ( 1932).


19l N. do T. : O tenno moderno para "efeito natural" é "ruído de fundo" .

[ 15]
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. • • • .~ " .
Alcance em cm equivalente de ar

Fig. 2

2 cm de chumbo, entre o recipiente da fonte e o contador,


tomou-se claro que estas deflexões eram devidas a uma radiação
muito penetrante provinda do berilio. Mais tarde mostrar-se-á
que estas deflexões são devidas a átomos de azoto deslocados
pelo impacto da radiação do berílio.
Quando se interpôs uma folha de parafina, com cerca de 2 mm
de espessura, no trajecto da radiação mesmo em· frente do conta-
dor, o número de deflexões registadas pelo oscilógrafo aumentou
consideravelmente. Este aumento é devido a partículas ejectadas
da parafina que entram no contador. Colocando folhas de alumí-
nio de absorção entre a parafina e o contador obteve-se a curva
de absorção representada na Fig. 2, curva A. A partir desta curva
pode concluir-se que, considerando que uma folha de alumínio
de 1,64 mg por centímetro quadrado é equivalente a 1 cm de ar,
estas partículas têm um alcance máximo de pouco mais de 40 cm

[ 16]
no ar. Comparando os tamanhos das deflexões (proporcionais ao
número de iões produzidos na câmara) devidas a estas partículas,
com as deflexões provocadas por protões com aproximadamente
o mesmo alcance, é óbvio que as partículas em causa são protões.
A partir da curva alcance-velocidade para protões deduzimos
então que a velocidade máxima comunicada a um protão pela
radiação do berílio é de cerca de 3,3 x I Q9 cm por segundo, cor-
respondendo a uma energia de cerca de 5,7 x J06 electrões-
-volt.
Foi, em seguida, investigado o efeito da exposição de outros
elementos à radiação do berílio. Utilizou-se urna câmara de ioniza-
ção com a abertura coberta por uma folha de ouro com espessura
igual a 0,5 mm de ar equivalente. O elemento a ser examinado
foi fixado numa placa de latão limpa colocada muito perto da
abertura do contador. Deste modo testou-se lítio, berílio, boro,
carbono e azoto (sob a forma de para-cianogénio). Em todos os
casos, o número de deflexões no contador aumentava quando o
elemento era bombardeado com a radiação do berílio. Os alcan-
ces das partículas ejectadas destes elementos eram muito peque-
nos, da ordem de alguns milímetros no ar. As deflexões por elas
produzidas tinham tamanhos variados, mas muitas delas eram
grandes em comparação com a deflexão produzida até por um
protão lento. Estas partículas têm, portanto, um grande poder de
ionização e são provavelmente devidas, em cada caso, a átomos
de recuo destes elementos. Foram também investigados gases
fazendo-os circular na câmara durante vários minutos. Deste modo
examinou-se o efeito devido ao hidrogénio, hélio, azoto, oxigénio
e árgon. Foram novamente observadas deflexões em cada caso,
atribuídas à produção de átomos de recuo nos diferentes gases.
Para a mesma posição da fonte relativamente ao contador, o
número de átomos de recuo era aproximadamente o mesmo para
todos os gases. Este ponto será considerado mais tarde. Toma-se
claro que a radiação do berílio pode comunicar energia aos átomos

[ 17]
constituintes da matéria que atravessa, e a probabilidade de
interacção não varia muito de um elemento para outro.
Mostrou-se já que os protões ejectados da parafina têm ener-
gias até um máximo de cerca de 5,7 x 106 electrões-volt. Se se
atribuir este processo a um recuo de Compton de um quantum de
radiação, então a energia desse quantum deve ser 55 x I 06 elec-
trões-volt, uma vez que a energia máxima transmitida por um

quantum hv a uma massa m é


2
+ m~ 1 hv hv. As energias dos
2
átomos de recuo, que esta radiação produz noutros elementos
pelo mesmo processo, podem também ser calculadas facilmente.
Por exemplo, os átomos de recuo de azoto deveriam ter energias
até um máximo de 450 000 electrões-volt. Considerando que a
energia necessária para formar um par de iões no ar é 35 elec-
trões-volt, os átomos de recuo de azoto devem produzir cerca de
13 000 pares de iões. Muitas das deflexões observadas com o
azoto correspondem, no entanto, a muitos mais iões; alguns dos
átomos de recuo produziam entre 30 000 e 40 000 pares de iões.
Para os outros elementos, observou-se uma discrepância seme-
lhante entre as energias e alcances dos átomos de recuo observados
e os valores calculados, supondo que estes átomos são colocados
em movimento por um quantum de 55 x I 06 electrões-volt. As ener-
gias dos átomos de recuo foram calculadas a partir do número de
iões produzidos no contador, obtido a partir da amplitude das
oscilações do oscilógrafo. Uma medida suficientemente boa dos
alcances foi feita, quer variando a distância entre o elemento e o
contador, quer por interposição de folhas finas de ouro entre o ele-
mento e o contador.
Os átomos de recuo de azoto foram também examinados, por
meio da câmara de expansão, em colaboração com o Dr. Feather.
O recipiente da fonte foi colocado imediatamente acima de uma
câmara de expansão do tipo Shimizu, de modo a esta ser atra-
vessada por uma fracção apreciável da radiação do berílio. Num

[ 18]
período de algumas horas observou-se um grande número de
traços. O seu alcance, estimado a olho, atingia por vezes 5 ou
6 mm dentro da câmara ou, corrigindo para a expansão, cerca de
3 mm no ar normal. Estas estimativas visuais foram confirmadas
por uma série de experiências preliminares, realizadas pelo
Dr. Feather, com uma câmara de expansão automática maior, na
qual se obtiveram fotografias dos traços de recuo dos átomos de
azoto. As medidas dos alcances de átomos de azoto de veloci-
dades diferentes foi já feita por Blackett e Lees. Utilizando os
seus resultados, os átomos de recuo do azoto produzidos pela
radiação do berílio podem ter velocidades de até 4 x I os cm
por segundo, correspondendo a uma energia de cerca de 1,2 x 106
electrões-volt. Para que um núcleo de azoto adquira uma tal
energia, numa colisão com um quantum de radiação, se houver
conservação da energia e quantidade de movimento na colisão,
é necessário que a energia do quantum seja cerca de 90 x I 06
electrões-volt. Mostrou-se atrás que é necessário um quantum
de 55 x 106 electrões-volt para explicar as colisões com o hidro-
génio. De um modo geral, os resultados experimentais mostram
que, se o recuo dos átomos é explicado por colisões com um
quantum, temos de admitir uma energia desse quantum cada vez
maior à medida que aumenta a massa do elemento bombardeado.

§ 3. A Hipótese do Neutrão . Evidentemente que, para


explicar este processo, devemos ou renunciar a aplicar a conser-
vação da energia e quantidade de movimento nestas colisões, ou
adoptar uma outra hipótese quanto à natureza desta radiação.
Se considerarmos que não é uma radiação de origem quântica,
mas é formada por partículas de massa quase igual à do protão,
as dificuldades relativas à explicação das colisões desaparecem,
quer em relação à sua frequência , quer em relação à transferên-
cia de energia para diferentes massas. Para explicar o grande
poder de penetração desta radiação devemos admitir, além disso,

[ 19]
que estas partículas não têm carga eléctrica. Podemos supor que
é formada por um protão e um electrão combinados, o "neutrão"
discutido por Rutherford<'o>na sua Lição Bakeriana de 1920.
Quando estes neutrões passam através da matéria colidem
ocasionalmente com os núcleos dos átomos e dão origem aos áto-
mos de recuo observados. Uma vez que a massa do neutrão é
igual à do protão, os átomos de recuo produzidos quando os neu-
trões atravessam matéria contendo hidrogénio terão toda uma
gama de velocidades até um valor máximo que é igual à veloci-
dade máxima dos neutrões. As experiências mostraram que a
velocidade máxima dos protões ejectados da parafina é de cerca
de 3,3 x 1Q9 cm por segundo. Esta é, portanto, a velocidade
máxima dos neutrões emitidos do berílio quando bombardeado
por partículas-a do polónio. A partir deste valor podemos cal-
cular a energia máxima que pode ser transmitida por uma
colisão de um neutrão com outros átomos, encontrando um
acordo razoável com as energias observadas nas experiências.
Por exemplo, um átomo de azoto adquirirá numa colisão frontal
com o neutrão de massa I e velocidade 3,3 x I Q9 cm por
segundo, uma velocidade de 4,4 x I os cm por segundo, corres-
pondendo a uma energia de 1,4 x 1Q6 electrões-volt, um alcance
de 3,3 mm no ar, e cerca de 40 000 pares de iões produzidos.
Do mesmo modo, um átomo de árgon pode adquirir uma energia
de 0,54 x I Q6 electrões-volt, e produzir cerca de 15 000 pares de
iões. Quer um, quer o outro destes valores estão em bom acordo
com a experiência<">.

1' 01 Rutherford, Proe. Roy. Soe., A, vol. 97, p. 374 (1920). Experiências para

detectar a formação de neutrões num tubo de descarga de hidrogénio foram rea-


lizadas por J. L. Glasson, Phil. Mag., vol. 42, p. 596 (1921), e por J. K. Roberts,
Proe. Roy. Soe. , A, vol. 102, p. 72 (1922). Desde 1920 um grande número de
experiências para busca destes neutrões têm sido realizadas neste laboratório.
1" 1 Fez-se notar que alguns dos átomos de recuo de azoto produziram cerca

de 50 a 60 000 pares de iões. Estes correspondem, provavelmente, aos casos de


desintegração descobertos por Feather e descritos no seu artigo.

[ 20]
É possível provar que a massa do neutrão é aproximadamente
igual à do protão, combinando os resultados das colisões com o
hidrogénio e das colisões com o azoto. No artigo seguinte, Feather
apresenta experiências em que se registaram cerca de 100 traços
de recuos de átomos de azoto que foram fotografados na câmara
de expansão. A medida do comprimento dos traços mostra que o
alcance máximo dos átomos de recuo é 3,5 mm no ar a 15 °C e
760 mm de pressão, correspondendo a uma velocidade de
4, 7 x 1os cm por segundo de acordo com Blackett e Lees. Se M
e V forem a massa e a velocidade do neutrão, então a velocidade
máxima comunicada a um átomo de hidrogénio é

e a velocidade máxima transmitida ao átomo de azoto é

2M
un= M+ 14 V,

donde
M+ 14 ....!!E_= 3,3xl09
M+ 1 un 4,7 X 108
e

M= 1,15.

O erro total na estimativa da velocidade do átomo de recuo de


azoto pode atingir facilmente os 1Opor cento, o que permite con-
cluir que a massa do neutrão é aproximadamente igual à massa
do protão.
Devemos agora considerar a produção de neutrões no berílio
pelo bombardeamento com partículas-a. Devemos supor que
uma partícula-a é capturada por um núcleo de Be9 com a for-
mação de um núcleo de CI 2 e a emissão de um neutrão. O processo

[ 21 ]
é análogo à bem conhecida desintegração artificial, com a emis-
são de um neutrão em vez de um protão. As relações de energia
para este processo não podem ser deduzidas com precisão, pois
as massas do núcleo de Be9 e do neutrão não são conhecidas com
precisão. É, no entanto, fácil mostrar que um tal processo se
ajusta aos factos experimentais. Temos

Be9 + He4 + energia cinética da partícula-a. =


= CI2 + nl +energia cinética do CI2 +energia cinética do nt

Se considerarmos que o núcleo de berílio é formado por duas


partículas-a. e um neutrão, então a sua massa não pode ser maior
do que a soma das massas dessas partículas, uma vez que a ener-
gia de ligação corresponde a uma diminuição da massa. A equação
de energia transforma-se em
(8,00212 + nl) + 4,00106 + E.C. da a.> 12,0003 + ni +
+ E.C. do CI2 + E.C. do nl
ou

E.C. do nl < E.C. da a.+ 0,003- E.C. do C12.

Uma vez que a energia cinética da partícula-a. do polónio é


5,25 x 106 electrões-volt, segue-se que a energia de emissão do
neutrão não pode ser maior do que cerca de 8 x 1()6 electrões-volt.
A velocidade do neutrão deve ser menor do que 3,9 x 109 cm por
segundo. Como vimos, a velocidade actual do neutrão é cerca de
3,3 x 109 cm por segundo, de modo que o processo de desinte-
gração proposto é compatível com as observações experimentais.
Um teste adicional desta hipótese do neutrão foi realizado
observando a radiação emitida pelo ben1io na direcção oposta à
das partículas-a. incidentes. O recipiente da fonte, Fig. 1, foi
invertido de modo a expor à radiação do berílio emitida para trás
uma folha de parafina colocada em frente do contador. O alcance
máximo dos protões ejectados da parafina foi determinado do

[ 22]
mesmo modo, contando o número de protões que atravessam
diferentes espessuras de alumínio colocado entre a parafina e o
contador.
Na Fig. 2, curva B, mostra-se a curva de absorção obtida.
O alcance máximo dos protões era de cerca de 22 cm no ar, cor-
respondendo a uma velocidade de cerca de 2,74 x 109 cm por
segundo. Uma vez que a fonte de polónio se encontrava somente
a cerca de 2 mm do berílio, esta velocidade deve ser comparada
com a de neutrões emitidos, não a 180°, mas num ângulo pouco
maior do que 90° em relação à direcção incidente das partículas-a.
Um cálculo simples mostra que a velocidade do neutrão emitido
a 90°, quando uma partícula-a de energia máxima é capturada
por um núcleo de berílio, deve ser 2, 77 x I 09 cm por segundo,
considerando que a velocidade do neutrão emitido a 0° no mesmo
processo é 3,3 x I 09 cm por segundo. A velocidade encontrada
na experiência anterior deveria ser menor que este valor, uma vez
que o ângulo de emissão é ligeiramente maior do que 90°. O acordo
dos valores experimentais com os valores calculados é razoavel-
mente bom.

§ 4. A Natureza do Neutrão. Mostrou-se que a origem da radia-


ção emitida pelo berílio quando bombardeado por partículas-a e
o comportamento desta radiação, no que diz respeito à sua
interacção com núcleos de átomos, explica-se de um· modo sim-
ples considerando que esta radiação é formada por partículas de
massa quase igual à do protão e sem carga. A hipótese mais sim-
ples que se pode fazer acerca da natureza desta partícula é supor
que é formada por um protão e um electrão combinados, dando
uma carga total O e urna massa que deve ser pouco menor que a
massa do átomo de hidrogénio. Esta hipótese é apoiada pela
informação que se pode obter acerca da massa do neutrão.
Como já vimos, uma estimativa grosseira da massa do neu-
trão foi obtida nas medidas das suas colisões com átomos de
hidrogénio e azoto, mas estas medidas não podem ser feitas com

[ 23 ]
a elevada precisão desejada. É necessário passar a considerar as
relações de energia no processo em que se liberta um neutrão
do núcleo de um átomo; se as massas dos núcleos envolvidos
no processo são conhecidas com precisão, pode fazer-se uma
estimativa precisa da massa do neutrão. No entanto, a massa do
núcleo de berílio não foi ainda medida e, como se mostrou no
§ 3, só se podem extrair conclusões de ordem geral desta
reacção. Resta-nos, felizmente, o caso do boro. Como foi afir-
mado no § I , o boro, quando bombardeado por partículas-a. do
polónio, também emite radiação que ejecta protões de materiais
que contêm hidrogénio. Observações adicionais mostraram que
esta radiação se comporta sob todos os aspectos cor,no a que se
obtém do berílio, podendo concluir-se que também é formada por
neutrões. É provável que os neutrões sejam emitidos do isótopo
Bll , pois é bem conhecido que o isótopo B 10 se desintegra com a
emissão de um protão(l 2>. O processo de desintegração será então

As massas do BII e do NI4 são conhecidas das medidas deAston,


e os dados que ainda faltam para deduzir a massa do neutrão
podem ser obtidos por experiência.
No recipiente da fonte da Fig. I , o berílio foi substituído por
um alvo de boro depositado numa placa de grafite. O alcance dos
protões ejectados pela radiação do boro foi medido do mesmo modo
que para a radiação do berílio. Os efeitos observados são muito
menores do que com o berílio, e foi dificil medir, com precisão,
o alcance dos protões. O alcance máximo é cerca de 16 cm no ar,
correspondendo a urna velocidade de 2,5 x I Q9 cm por segundo.
Esta é, pois, a velocidade máxima dos neutrões libertados do
boro pelas partículas-a. do polónio com velocidade I ,59 x I Q9 cm

cm Cbadwick, Constable e Pollard, loc. cit.

[ 24]
por segundo. Considerando que há conservação da quantidade de
movimento na colisão, a velocidade do núcleo de Nl 4 que recua
pode ser calculada, e ficamos a saber todas as energias cinéticas
de todas as partículas envolvidas no processo. A equação de ener-
gia deste processo é

Massa de BI I + massa do He4 + E.C. do He4 =


= massa do Nl4 + massa do n l + E.C. do Nl 4 + E.C. do nl.

As massas envolv idas são : B II =· li ,00825 ± 0 ,00 16;


He4 = 4,00106 ± 0,0006; N14 = 14,0042 ± 0,0028. As energias
cinéticas, em unidades de massa, são: partícula-a = 0,00565;
neutrão = 0,0035 ; e núcleo de azoto = 0,00061. Assim determi-
namos para a massa do neutrão o valor de 1,0067. Os erros cita-
dos para os valores das rnassas são os dados por Aston. São os
erros máximos permitidos nas suas medidas e o erro provável
pode ser considerado como um quarto destes valores03>. Tomando
em consideração os erros possíveis nas medidas de massas, a
massa do neutrão não pode ser menor do que 1,003 e, provavel-
mente, está compreendida entre I ,005 e 1,008.
Este valor para a massa do neutrão é o esperado se ele for real-
mente formado por um protão e um electrão, suportando este ponto
de vista. Uma vez que a soma das massas do protão e do electrão
é I ,0078, a energia de ligação, ou excesso de massa, do neutrão é
cerca de 1 a 2 milhões de electrões-volt, o que é um valor razoável.
Pode supor-se que o protão e o electrão formam um pequeno
dipolo, ou considerar o ponto de vista mais atraente do protão que
se encontra embebido num electrão. Em qualquer dos pontos de
vista, o "raio" do neutrão deve ser de poucos I Q-13 cm.

11 '> A massa relativa do 8 " relativamente ao 8 •o foi veri ficada por métodos

ópticos por Jenkins e McKellar [Phys. Rev., vol. 39, p. 549 ( 1932)]. Os seus
valores estão de acordo com os de Aston até I parte em I05, o que assegura a
confiança nas medidas de Aston.

[ 25]
§ 5. A Passagem do Neutrão através da Matéria. O campo
eléctrico de um neutrão destes será, com certeza, extremamente
pequeno, excepto a distâncias muito pequenas, da ordem de
J0- 12 cm. Na sua passagem pela matéria, o neutrão não sofrerá
deflexões, a menos que colida com um núcleo. O potencial de
um neutrão no campo de um núcleo pode ser representado
aproximadamente pela Fig. 3. O raio da área de colisão para se
obter uma deflexão sensível do neutrão será pouco maior do que
o raio do núcleo. Por outro lado, o neutrão deve penetrar facil-
mente no núcleo, e pode suceder que a deflexão de neutrões seja,
em grande parte, devida ao campo interno do núcleo ou, por outras
palavras, que os neutrões desviados sejam aqueles que pene-
traram a barreira de potencial. Sob este ponto de vista, deve
esperar-se que as colisões de neutrões com núcleos sejam muito
pouco frequentes, e que a deflexão seja aproximadamente igual
em todas as direcções, ao contrário do que sucede com a deflexão
de partículas carregadas por efeito de Coulomb.
Confinnámos estas conclusões do seguinte modo. O recipiente
da fonte, com o alvo de berílio, foi colocado a pouco mais de uma
polegada de distância da entrada de um contador fechado com ar,
Fig. I. O número de deflexões, ou o número de átomos de azoto
que recuam na câmara foram registados durante um certo tempo.

Fig. 3

[ 26]
Observaram-se 190 deflexões por hora, depois de subtrair o
efeito natural. Em seguida, introduziu-se um bloco de chumbo,
com I polegada de espessura, entre a fonte e o contador. O número
de deflexões observadas foi de 166 por hora. Uma vez que o
número de átomos de recuo deve ser proporcional ao número de
neutrões que passam pelo contador, estas observações mostram
que 13 por cento dos neutrões foram absorvidos ou desviados ao
atravessar I polegada de chumbo.
Suponhamos que um neutrão é desviado e removido do feixe
quando passa a uma distância p do centro de um núcleo de
chumbo. Então, a fracção de neutrões removidos do feixe ao
atravessar uma espessura t de chumbo será 1t plnt, onde n é o
número de átomos de chumbo por unidade de volume. Deste
modo 1t plnt = O, 13, e p = 7 x I Q-1 3 cm. O valor do raio de coli-
são para o chumbo assim obtido parece bastante pequeno, mas
não é absurdo. Podemos compará-lo com o raio dos núcleos
radioactivos calculados a partir das constantes de desintegração
por Gamow e Houtermans<1•>, ou seja, cerca de 7 x I Q-1 3 cm.
Foram (eitas experiências semelhantes em que a radiação de
neutrões passava através de blocos de latão e cobre. Os valores
de p deduzidos do mesmo modo foram 6 x I Q-1 3 cm e 3,5 x I Q-1 3
cm respectivamente.
As áreas de colisão(IS) do alvo para elementos leves foram
comparadas por outro método, utilizando a segunda câmara de
ionização que podia ser enchida com gases diferentes. A posição
do recipiente da fonte foi mantida fixa relativamente ao contador,
e observou-se o número de deflexões com o contador cheio, suces-
sivamente, de hidrogénio, azoto, oxigénio e argon. Uma vez que
o número de neutrões que passa através do contador permaneceu
constante, o número de deflexões devia ser proporcional à área

( ~<> Z. Physik, vol. 52, p. 453 ( 1928).

"" N do T. : O termo moderno para "área de colisão" é "secção efi caz".

[ 27]
de colisão do alvo, desprezando o efeito do material do contador
e entrando em conta com o facto de o argon ser monoatómico.
Verificou-se que o azoto, o oxigénio e o argon deram origem a
aproximadamente o mesmo número de deflexões; as áreas de coli-
são para o azoto e oxigénio são portanto aproximadamente iguais,
e a área de colisão do argon é quase o dobro destas. As medições
foram muito dificeis de realizar com o hidrogénio, pois muitas
das deflexões eram muito pequenas devido ao pequeno poder de
ionização do protão e à baixa densidade do gás. Os resultados
experimentais indicam que a área de colisão do hidrogénio é,
provavelmente, dois terços das do azoto ou oxigénio, mas pode
ser maior do que este valor.
Não existe por enquanto muita informação acerca da dis-
tribuição angular dos neutrões deflectidos. Em algumas expe-
riências que o Dr. Gray e o Sr. Lea tiveram a amabilidade de rea-
lizar a meu pedido, foi comparada a deflexão para a frente e para
trás no chumbo, utilizando a ionização numa câmara de alta
pressão para medir os neutrões. Verificou-se que a quantidade de
deflexões era aproximadamente a que se esperava das medidas
acima citadas, e que a intensidade por unidade de ângulo sólido
era aproximadamente a mesma entre 30° e 90° no sentido para a
frente e entre 90° e 150° no sentido para trás. A deflexão pelo
chumbo não é, portanto, nitidamente anisotrópica.
Há dois tipos de colisões que se revelam de especial interesse,
a colisão com um protão e a colisão com um electrão. O estudo
detalhado destas colisões com uma partícula elementar tem
grande interesse, uma vez que proporcionará informação acerca
da estrutura e do campo do neutrão, ao passo que as outras coli-
sões dependem essencialmente da estrutura dos núcleos dos áto-
mos. Algumas experiências preliminares realizadas pelo Sr. Lea,
usando a câmara de alta pressão para medir a deflexão de neu-
trões pela parafina e pelo hidrogénio líquido, sugerem que a coli-
são com protões é mais frequente do que com outros átomos
leves. Estes resultados não estão de acordo com as experiências

[ 28]
descritas acima, mas eles ainda não são decisivos. Estas colisões
podem ser investigadas em maior pormenor utilizando a câmara
de expansão ou por métodos de contagem, o que se espera
realizar em breve.
A colisão de um neutrão com um electrão foi examinada de
duas maneiras: usando a câmara de expansão e o contador. Um
relato detalhado das experiências da câmara de expansão será
dada pelo Sr. Dee no terceiro artigo desta série. O Sr. Dee
procurou observar a ionização geral produzida por um grande
número de neutrões ao passarem pela câmara de ionização, e
também os traços pequenos devidos aos electrões resultantes das
colisões entre um neutrão e um electrão. Os seus resultados mos-
tram que as colisões com electrões são extremamente raras
quando comparadas mesmo com as colisões com os núcleos de
azoto, e estima que um neutrão não produz, em média, mais do
que um par de iões ao passar por 3 metros de ar.
Nas experiências com o contador, um feixe de neutrões atra-
vessa um bloco de latão, com 1 polegada de espessura, e o alcance
máximo dos protões ejectados da parafina pelo feixe emergente
foi medida. Do valor deste alcance obtém-se a velocidade
máxima dos neutrões depois de atravessarem o latão, podendo
comparar-se com a velocidade máxima do feixe incidente. Não
se conseguiu detectar nenhuma diferença de velocidade dos neu-
trões após a sua passagem através do latão. A precisão da expe-
riência não é muito elevada, pois a estimativa do alcance dos pro-
tões foi bastante difícil. Os resultados mostram que a perda de
energia de um neutrão ao passar através de I polegada de latão é
menor que cerca de 0,4 x l 06 electrões-volt. O trajecto através de
I polegada de latão corresponde, no que diz respeito a choques
com electrões, a um trajecto de quase 2 x 1()4 cm no ar. De acordo
com este resultado, a energia que um neutrão perde, devido a coli-
sões com electrões, ao atravessar o ar, é menor que 20 electrões-
-volt por centímetro. Assim, esta experiência corrobora de modo

[ 29]
geral as realizadas com a câmara de expansão, embora a sua pre-
cisão seja menor. Concluímos deste modo que a transferência de
energia de neutrões para electrões ocorre muito raramente. Este
facto não é muito imprevisto. Boht'6' mostrou, baseado em ideias
muito gerais, que as colisões de neutrões com electrões devem
ser muito pouco frequentes quando comparadas com as colisões
nucleares. Massey<' 7' efectuou cálculos detalhados da perda de
energia para electrões, baseado em considerações plausíveis
sobre o campo do neutrão, encontrando também um efeito muito
pequeno, menos de 1 par de iões por metro de ar.

Considerações Gerais

Interessa verificar se outros elementos, para além do berílio e


do boro, emitem neutrões quando bombardeados por partículas-a..
Nas experiências realizadas até agora não se encontrou nenhum
caso comparável a estes dois. Obteve-se alguma evidência de
emissão de neutrões para o flúor e o magnésio, mas o efeito
observado é muito pequeno, menos de 1 por cento do efeito obtido
com o berílio nas mesmas condições. Existe, além disso, a pos-
sibilidade de alguns elementos emitirem neutrões espontanea-
mente, como, por exemplo, o potássio, que emite, como se sabe,
radiação ~ acompanhada de uma radiação mais penetrante. Mais
uma vez não se encontrou qualquer evidência da presença de
neutrões, sendo quase certo que o tipo de radiação mais pene-
trante é radiação y.
Embora só se tenha provas da emissão de neutrões em dois
casos de transformações nucleares, deve, todavia, supor-se que o
neutrão é um constituinte importante dos núcleos dos átomos.

,,., Bohr, discussões de Copenhaga, não publicado.


<"1 Massey, Nature, vol. 129, p. 469, corrigido p. 691 (1932).

[ 30]
Podemos então construir os núcleos com partículas-a., neutrões e
protões, podendo evitar-se a presença de electrões não combina-
dos no núcleo. Isto apresenta algumas vantagens pois, como é
conhecido, os electrões no núcleo perdem algumas das proprie-
dades que possuem fora dele, por exemplo, o seu spin e momento
magnético. Se as partículas-a., neutrões e protões são as únicas
unidades de construção do núcleo, podemos calcular o excesso
de massa ou energia de ligação de um núcleo como a diferença
entre a massa do núcleo e a soma das massas das partículas que
o constituem. Não é, no entanto, certo que a partícula-a. e o neu-
trão sejam as únicas partículas complexas no núcleo e, portanto,
os defeitos de massa calculados deste modo podem não correspon-
der à energia de ligação real. Relacionado com isto deve notar-se
que os exemplos de desintegração discutidos pelo Dr. Feather no
próximo artigo não são todos do mesmo tipo, e ele sugere que,
em alguns casos, uma partícula de massa 2 e carga 1, o isótopo
do hidrogénio recentemente descrito por Urey, Brickwedde e
Murphy, possa ser emitido. É, com efeito, possível que esta par-
tícula também ocorra na estrutura nuclear.
Temos considerado até agora que o neutrão é uma partícula
complexa formada por um protão e um electrão. Esta é a hipótese
mais simples e é suportada pela indicação de que a massa do neu-
trão é cerca de 1,006, somente um pouco menos que a soma das
massas de um protão e de um electrão. Uma tal partícula parece
ser o primeiro passo na combinação de partículas elementares na
formação do núcleo. Obviamente este neutrão pode ajudar-nos a
visualizar a construção de estruturas mais complexas, mas não
prosseguiremos mais esta discussão, pois tais especulações, embora
não sejam inúteis, não são no presente muito frutuosas . É natu-
ralmente possível supor que o neutrão pode ser uma partícula
elementar. Este ponto de vista é pouco atraente actualmente,
excepto pela possibilidade de explicar as estatísticas de certos
núcleos como, por exemplo, o Nl4.

[ 31 ]
Falta ainda discutir as transformações que têm lugar quando
uma partícula-a é capturada por um núcleo de berílio, Be9.
Os resultados apresentados indicam que o principal tipo de trans-
formação é a formação de um núcleo de CI2 e a emissão de um
neutrão. As experiências de Curie-Joliot e Joliot<'8>, de Auger'9>, e
de Dee mostram definitivamente que existe radiação emitida
pelo berílio que causa a ejecção de electrões rápidos ao passar
pela matéria. Realizei experiências usando um contador Geiger
para investigar esta radiação e os resultados sugerem que os elec-
trões são produzidos por radiação y. Dois processos distintos
podem dar origem a esta radiação. Em primeiro lugar, podemos
supor que a transformação do Be9 em C 12 ocorre algumas vezes
com a formação de um núcleo de CI2 num estado excitado, que
emite radiação y ao passar para o estado fundamental. Estas trans-
formações são semelhantes às que se pensa ocorrerem em alguns
casos de desintegração com emissão de um protão, por exemplo,
BIO, fi 9, AJ27; a maioria destas transformações ocorrem com a for-
mação de um núcleo excitado, o estado final do núcleo residual só
é atingido num passo em um quarto dos casos. Deveríamos
observar então dois grupos de neutrões com energias diferentes
e uma radiação y de energia igual à diferença dos dois grupos de
neutrões. A energia desta radiação deve ser menor que a energia
máxima dos neutrões emitidos, cerca de 5,7 x 106 electrões-volt.
Em segundo lugar, podemos supor que, ocasionalmente, o núcleo
de berílio se transforma num núcleo de C 13 e que todo o excesso
de energia é emitido como radiação. Neste caso, a energia do
quantum da radiação pode ser cerca de 10 x 106 electrões-volt.
É interessante observar que Webster observou a emissão de urna
radiação fraca, com uma energia de cerca de 5 x 1os electrões-volt,
do berílio, quando é bombardeado por partículas-a do polónio. Esta

'"' C. R. Aead. Sei. Paris, vol. 194, p. 708 e p. 876 ( 1932).


"" C. R. Aead. Sei. Paris, vol. 194, p. 877 ( 1932).

[ 32]
radiação pode ser atribuída ao primeiro dos processos discutidos,
tendo a sua intensidade a ordem de grandeza correcta. Por outro
lado, alguns dos electrões observados por Curie-Joliot e Joliot
possuíam energias da ordem de 2 a IO x IQ6 electrões-volt, e
Auger registou um caso de um electrão com uma energia de
6,5 x I ()6 electrões-volt. Estes electrões podem ser devidos a uma
radiação 'Y dura produzida pelo segundo tipo de transformação<20>.
Deve notar-se que, aparentemente, não se observam electrões
com energia maior que a acima referida. Isto é confirmado por
uma experiência realizada neste laboratório pelo Dr. Occhialini<2 '>.
Dois tubos de contagem foram colocados num plano horizontal e
o número de coincidências registadas entre eles foram obser-
vadas utilizando um método desenvolvido por Rossi. A fonte de
berilio foi então colocada no plano dos contadores de modo a que
a radiação por ela produzida passe através dos dois contadores.
Não se conseguiu detectar qualquer aumento no número de coin-
cidências. Segue-se, portanto, que só haverá muito poucos, ou
mesmo nenhuns, raios ~ com energia suficiente para passar
através das paredes de ambos os contadores, num total de 4 mm
de latão; ou seja, com energias superiores a 6 x 106 electrões-volt.
Esta experiência mostra, além disso, que os neutrões não produzem
coincidências em condições normais.
Como conclusão, podemos apresentar de novo, de modo breve,
os argumentos para supor que a radiação, cujos efeitos foram
examinados neste artigo, é constituída por partículas neutras e
não por quanta de radiação. Em primeiro lugar, não se encontrou
qualquer evidência de colisões com electrões indicando a
existência de quanta com a energia necessária para dar conta das
colisões nucleares. Em segundo lugar, a hipótese dos quanta de

1201 Embora a presença de electrões rápidos possa ser expl icada facilmente
deste modo, a possibilidade de alguns poderem ser devidos a efeitos secundários
dos neutrões não deve ser posta de lado.
1" 1 Cf também Rasetti, Naturwiss., vol. 20, p. 252 ( 1932).

[ 33]
radiação só se pode manter pondo de lado a conservação da ener-
gia e da quantidade de movimento. Por outro lado, a hipótese da
existência do neutrão produz explicações simples e imediatas
dos factos experimentais; é autoconsistente e lança uma nova luz
sobre os problemas de estrutura nuclear.

Sumário

Foram examinadas as propriedades da radiação penetrante emi-


tida pelo berílio (e pelo boro), quando bombardeado por partículas-
-a. do polónio. Conclui-se que esta radiação é formada, não por
quanta, como se supunha, mas por neutrões, partículas de massa
1 e carga O. Mostra-se que a massa do neutrão se encontra,
provavelmente, entre I ,005 e I ,008. Isto sugere que o neutrão é
formado por um protão e um electrão combinados, com uma
energia de ligação de aproximadamente I ou 2 x 1()6 electrões-volt.
A frequência das colisões de neutrões com os átomos é discutida
com base em experiências da sua passagem pela matéria.

Desejo exprimir os meus agradecimentos ao Sr. H. Nutt pela


sua ajuda na realização das experiências.

[Tradução de Paulo Mendes]

[ 34]
Experiências com Iões Positivos de Velocidade Elevada
U. -A Desintegração dos Elementos por Protões
de Velocidade Elevada
1. D. CocKCROFT, Ph. D., Membro do St. John 's College, Cambridge,
e E. T. S. WALTON, Ph. D.
(Comunicado por Lord Rutherford, O. M., F. R. S. - Recebido
em 15 de Junho de 1932)
[Chapa 12]
[Proceedings Royal Society ofLondon, A137, ( 1932), 229-242]

I . Introdução

Num artigo anterior<'> descrevemos um método para a


produção de iões positivos de elevada velocidade com energias
até 700 000 electrões-volt. Este método foi inicialmente utilizado
com o fim de determinar o alcance de protões de alta energia
no ar e em hidrogénio, sendo os resultados obtidos descritos
num artigo posterior. Nesta comunicação descrevemos expe-
riências que demonstram que protões com energias acima de
150 000 electrões-volt são capazes de induzir a desintegração
de um número considerável de elementos.
As experiências de desintegração artificial têm sido reali-
zadas até agora com feixes de partículas-a como partículas
incidentes; as transformações resultantes são, em geral, acom-
panhadas pela emissão de um protão e, nalguns casos, por
radiação y2>. As presentes experiências mostram que, devido
ao bombardeamento com protões, são emitidas partículas-a
de vários elementos; este processo de desintegração é, de certo
modo, o inverso do processo de transformação devido às par-
tículas-a.

1' 1 Proc. Roy. Soe., A, vol. 136, p. 619 ( 1932) referido como (1) a partir daqui .
1' 1 Rutherford, Chadwick e Ellis, Radioactive Substances.

[ 35 ]
2. O Método Experimental

Iões positivos de hidrogénio, obtidos a partir de uma


válvula termiónica de hidrogénio, são acelerados por meio de
voltagens até 600 kilovolts no tubo experimental descrito em (I),
emergindo, através de um tubo de latão com 3 polegadas de
diâmetro, numa câmara bem blindada com chumbo e isolada
de campos electroestáticos. A este tubo de latão é acoplado, por
meio de uma junta plana e plasticina, o dispositivo que se mostra
na Fig. I. Um alvo, A, do metal a ser investigado é colocado
fazendo um ângulo de 45 graus em relação à direcção do feixe de
protões incidente. Em frente ao centro deste alvo encontra-se um
tubo lateral na extremidade do qual se cola, em B, ou um cinti-
lador de sulfureto de zinco ou uma janela de mica.
Nas nossas primeiras experiências usámos um alvo redondo
de lítio com 5 cm de diâmetro e selámos o tubo lateral com um

Feixe de protões rápidos

_ ___.u.IO c
B

Fig. I.

[ 36]
cintilador de sulfureto de zinco com a superficie sensível voltada
para o alvo. A distância desde o centro do alvo ao cintilador era
de 5 cm. Foi colocada entre o alvo e o cintilador uma folha de
mica, C, com poder de paragem 1,4 cm, sendo perfeitamente
adequada para evitar que protões desviados do alvo atinjam o
cintilador, pois as nossas determinações do alcance de protões(J>,
bem como as experiências de Blackett<•> mostraram que o alcance
máximo de protões acelerados por 600 kilovolts é da ordem de
1O mm no ar. O cintilador é observado através de um microscó-
pio de abertura numérica 0,6, cobrindo uma área de 12 mm2. Esta
disposição, com a superficie sensível do lado do vácuo, é em
geral utilizada nas investigações preliminares dos elementos e
quando é necessário detectar a presença de partículas de curto
alcance.
A corrente recebida no alvo é medida com um galvanó-
metro e controlada fazendo variar a velocidade do motor uti-
lizado para movimentar o alternador que faz a excitação da
válvula de descarga (ver o Artigo I). É possível obter correntes
até 5 microamperes. Uma vez que os metais, quando bombar-
deados com iões positivos de elevada velocidade, emitem um
número elevado de electrões secundários por cada ião inci-
dente, para uma medida precisa do número de iões incidentes
é necessário suprimir a emissão destes electrões. Isto foi conse-
guido aplicando um campo magnético da ordem de 700 gauss
ao alvo. Como é bem conhecido que a maioria dos electrões
secundários têm energias abaixo de 20 electrões-volt, um
campo desta grandeza deve ser adequado a fim de evitar que
a emissão de electrões secundários constitua uma fonte de erro
importante.

tJl Em publ icação.


t•l Proc. Roy. Soe., A, vol. 134, p. 658 ( 1931 ).

[ 37]
A determinação precisa da composição exacta do feixe de
iões ainda não foi realizada; no entanto, experiências de deflexão
com um campo magnético num aparelho suplementar mostraram
que aproximadamente metade da corrente do feixe é transportada
por protões e metade por iões H;. O número de átomos neutros
parece ser pequeno.
A voltagem de aceleração utilizada nas experiências foi
controlada variando o campo do alternador que excita o trans-
formador principal de alta tensão. A voltagem secundária
deste transformador é medida pelo método de rectificação da
corrente que passa através de um condensador, descrito num
artigo anterior 5>. Um microamperímetro na mesa de controlo
permite obter uma leitura contínua desta voltagem. O valor do
potencial estático produzido pelo sistema rectificador varia de
acordo com o brilho dos filamentos do rectificador, entre 3 e
3,5 vezes o máximo da voltagem do transformador. O valor real
da voltagem é determinado usando um condensador esférico
formado por duas esferas de alumínio, com 75 cm de diâmetro,
uma das quais se encontra ligada à terra. O factor de multipli-
cação do sistema de rectificação é determinado, em cada expe-
riência, para um determinado conjunto de voltagens, determi-
nando-se os valores para pontos intermédios por interpolação.
A precisão das medidas da voltagem usando o condensador
esférico foi verificada medindo a deflexão dos protões num
campo magQético. Concluiu-se que pode ser necessário efec-
tuar correcções da ordem dos 15 por cento devido à proxi-
midade de vários objectos ou à disposição pouco favorável
dos cabos de ligação. As voltagens indicadas neste artigo
foram todas corrigidas em função das experiências de deflexão
magnética.

<ll Proc. Roy. Soe., A, vol. 129, p. 477 ( 1930).

[ 38]
3. A Desintegração do Lítio

Quando a corrente recebida no alvo era da ordem de I microam-


pere e quando se aumentava o potencial até 125 kilovolts, obser-
varam-se cintilações brilhantes no cintilador lateral, sendo o seu
número proporcional à corrente recebida e da ordem de 5 por
minuto e por microampere a 125 kilovolts.
Não se observaram cintilações quando a corrente de protões
era cortada desligando a excitação da válvula de descarga ou
pela interposição de uma chapa de latão entre o feixe e o alvo.
Uma vez que as cintilações possuíam uma aparência e brilho
muito semelhantes às de partículas-a, modificou-se o apare-
lho de modo a permitir a determinação do seu alcance. Com
este fim fixou-se ao tubo lateral uma janela de mica, com um
poder de paragem de 2 cm, no lugar do cintilador que é agora
colocado do lado de fora desta. Deste modo, é possível inserir
folhas de mica, de poder de paragem conhecido, entre a janela
e o cintilador. Tomou-se então evidente que as cintilações eram
produzidas por partículas de alcance bem definido com um
valor de cerca de 8 cm. Este alcance não é alterado significati-
vamente variando a voltagem de aceleração entre 250 e 500
kilovolts.
A fim de verificar estas conclusões, fez-se incidir estas partí-
culas numa câmara de expansão de Shimizu, através de uma janela
de mica com um poder de paragem de 3,6 cm. Quando se apli-
cou a voltagem de aceleração ao tubo acelerador observaram-se
imediatamente na câmara rastos discretos, cujos comprimentos
estão em excelente acordo com as anteriores determinações de
alcance. Considerando a aparência dos rastos e a intensidade das
cintilações, pareceu-nos evidente que se estava a observar par-
tículas-a ejectadas dos núcleos de lítio devido ao bombardea-
mento com protões, e que o isótopo do lítio de massa 7 se parte
em duas partículas-a.

[ 39]
A fim de obter provas adicionais acerca da natureza destas
partículas, repetiram-se as experiências com uma câmara de
ionização, um amplificador e um oscilógrafo do tipo descrito
por Wynn Williams e WardC6>. A espessura da janela de mica no
tubo lateral foi reduzida para um valor correspondendo a um
poder de paragem de I ,2 mm, tendo uma área de cerca de I cm2
e sendo suportada por uma rede. Simultaneamente, a fim de
diminuir a dispersão angular das partículas à entrada do conta-
dor, o alvo de lítio foi reduzido a um círculo com I cm de
diâmetro . A câmara de ionização utilizada era do tipo de pla-
nos paralelos, com uma profundidade total de 3 mm, sendo
fechada por uma janela de alumínio com um poder de paragem
de 5 mm. A resolução do amplificador e oscilógrafo permitia
registar com precisão até 2000 partículas por minuto. Com o
potencial total aplicado ao aparelho, mas sem feixe de protões,
o número de detlexões espúreas no oscilógrafo era da ordem
de 2 por minuto, enquanto, com um potencial acelerador de
500 kilovolts e uma corrente de 0,3 microamperes, o número
de partículas que entram na câmara de ionização por minuto
era da ordem de 700.
Nas Figs. 8, 9, 10 e II , Chapa 12, mostram-se os registos
obtidos no oscilógrafo à medida que se inserem folhas adicionais
de mica. Pode observar-se que o tamanho das detlexões aumenta
à medida que se adiciona mica, enquanto o seu número diminui
muito rapidamente quando a espessura total do absorvente ultra-
passa 7 cm. Na Fig. 2, encontra-se representado o número de
partículas que entram na câmara, por minuto e por microampere,
em função do aumento da espessura do absorvente e para poten-
ciais aceleradores de 270 kilovolts e 450 kilovolts. O poder de
paragem das folhas de mica utilizadas nas janelas foi verificado

<'l Proc. Roy. Soe. , A, vol. 132, p. 39 1 ( 193 1).

[ 40]
800
~
0

"~
0
2 400

z080
Gpl
600

200
V'
~

ib
·~

o2
<Al
.. 6 8
i
cm.

Absorvente em cm equivalentes de ar
270 kilovolts

8 000

7 - ~
6 --·
·-
5

·-
1

000

000

000

o2
( B)

6 Bem. •
Absorvente em cm equivalentes de ar
450 kilovolts

Fig. 2.

[ 41 ]
e fez-se a determinação final do alcance destas partículas por
comparação com as partículas-a do tório C. O alcance máximo
encontrado é de 8,4 cm. Observações preliminares mostraram
que, entre os valores mais baixos e os mais elevados da voltagem
utilizada, o alcance permanece aproximadamente constante. É, no
entanto, do maior interesse verificar se toda a energia do protão
é comunicada às partículas-a, sendo nossa intenção debruçarmo-
-nos com maior atenção sobre este ponto. A forma geral da curva
de absorção, associada ao tamanho das deflexões, sugere que
a grande maioria das partículas deve ter uma velocidade inicial
uniforme. É, no entanto, necessário efectuar mais investigações
com absorção total menor a fim de excluir a possibilidade da
existência de partículas de curto alcance.
Como é bem conhecido, o tamanho dos impulsos do osciló-
grafo dá uma medida da ionização total produzida pelas partículas.
Para alcances pequenos, o tamanho dos impulsos observados é
muito uniforme, ao passo que o tamanho médio dos impulsos
varia com o alcance das partículas correspondendo à ionização
dada pela curva de Bragg. Na Fig. 3 mostra-se a variação da
ionização das partículas mais numerosas em função do alcance.
As amplitudes das deflexões foram, em seguida, comparadas
com as deflexões produzidas na mesma câmara de ionização por
partículas-a de uma fonte de polónio. Na Fig. 12, Chapa 12,
mostra-se um registo destas deflexões para fins de comparação.
Demonstra-se deste modo que a deflexão máxima para os dois
tipos de partículas é o mesmo. Este resultado, simultaneamente
com a uniformidade da ionização produzida pelas partículas, é
suficiente para excluir a possibilidade de algumas destas par-
tículas serem protões, uma vez que a ionização máxima pro-
duzida por um protão é menor que 40% do máximo da ionização
produzida por uma partícula-a.
A variação do número de partículas em função da voltagem
de aceleração foi determinada a partir dos registos do osciló-

[ 42]
8

~
ª
e...

6
v
a
.
:2
.õ 4
J
o
o
"'
~ ~
o
"""...
o;:: 2
I...
I"
/ \

\
...
o

4 5 6 7 8 cm . . 9
Absorvente em cm equivalentes de ar

Fig. 3.

grafo, para valores entre 200 kilovolts e 500 kilovolts, sendo


evidente a sua modificação, como se pode ver nas Figs. 13, 14
e 15, Chapa 12. Para voltagens entre 70 kilovolts e 250 kilovolts,
o número de partículas que entram na câmara de ionização
foram contadas por um contador tiratrão de um estágio do tipo
descrito por Wynn Williams e Ward(7>. Os resultados encontram-se
representados na Fig. 4. O número de partículas-a aumenta
de um modo aproximadamente exponencial com a voltagem
para voltagens baixas e, linearmente, com a voltagem acima de
300 kilovolts<8>.

Pl Proc. Roy. Soe. , A, vol. 131 , p. 191 (1931).


''l Estão representadas na figura todas as medidas de um único ensaio no qual
foram contadas mais de 2000 partículas. A dispersão dos pontos da parte cen-
tral da curva é, provavelmente, devida a variações no vácuo e, portanto, na
voltagem aplicada durante a experiência. Esta dispersão não foi observada em
outros ensaios.

[ 43]
4000

2 000 I "'
~

.88.e 1600 I
·§
8. I ZOO
v.
./
u

~
"8"

e
8.
~
•::l
z
800

400
v
~
/
o 100 200 300 400 soo
Kilovolts

Fig. 4.

É de elevado interesse estimar o número de partículas produzi-


das ao bombardear uma camada espessa de lítio com um número
fixo de protões. Ao fazer esta estimativa, consideramos que as
partículas são emitidas uniformemente em todas as direcções, e
que os iões moleculares não produzem nenhum efeito. Com estas
considerações, o número de desintegrações para uma voltagem
de 250 kilovolts é de l por l 09 protões, e para uma voltagem de
500 kilovolts é de lO por l 09 protões.
Ao ter em consideração a variação do número de partículas
com a voltagem devemos, naturalmente, ter presente que com
um alvo espesso estes efeitos são devidos a protões com todas as
energias, desde a energia máxima até zero. Será muito impor-

[ 44]
tante determinar a probabilidade de desintegração para protões
com uma energia bem definida, sendo necessário, para este fim,
utilizar alvos finos . Experiências preliminares usando filmes de
lítio, obtidos por evaporação, mostram que a função probabili-
dade ou função "excitação" não aumenta tão rapidamente com a
voltagem como para o alvo espesso, mas, devido ao pequeno
número de partículas obtidas, estas experiências ainda não foram
completadas.

4. A Interpretação dos Resultados

Como já foi afirmado, a interpretação mais óbvia dos nossos


resultados é assumir que o isótopo de massa 7 do lítio captura
um protão e que o núcleo de massa 8 resultante se desintegra
em duas partículas-a. Se houver conservação da quantidade de
movimento neste processo, as partículas-a resultantes devem
ter energias iguais e, do alcance observado para estas partí-
culas, concluímos que neste processo de desintegração se liber-
tam 17,2 milhões de electrões-volt. A massa do núcleo de Li 7,
determinada por Costa, é 7,0104 com um erro provável de
0,003 . A diminuição de massa no processo de desintegração
é então 7,0104 + 1,0072 - 8,0022 = 0,0154 ± 0,003 . Esta
redução de massa é equivalente a uma libertação de energia de
( 14,3 ± 2,7) x l 06 electrões-volt. Concluímos, portanto, que as
energias observadas para as partículas-a são consistentes com a
nossa hipótese. Pode, no entanto, efectuar-se um teste adicional.
Se a quantidade de movimento é conservada na desintegração, as
duas partículas-a devem ser ejectadas em direcções praticamente
opostas e, portanto, se dispusermos dois cintiladores de sulfureto
de zinco diametralmente opostos em relação a um pequeno alvo
de lítio, como se mostra no diagrama da Fig. 5, deveríamos

[ 45]
observar uma grande proporção de cintilações nos dois cintila-
dores coincidentes no tempo. O lítio utilizado nestas experiências
foi evaporado num filme fino de mica com uma área de l mm2 e
um poder de paragem de l, I cm, para que as partículas-a. ejectadas
do lítio passem facilmente pela mica e atinjam o cintilador do
lado oposto da camada de lítio.

Feixe de protões rápidos

1
- - - - - ZnS

-B~'~ ~ ~
ZnS

O..n---1 .-~
Alvo fino de lítio

Fig. 5.

Os dois cintiladores foram observados através de microscó-


pios, cada um cobrindo uma área de 7 mm2, e utilizou-se um
gravador de som para registar as cintilações, tendo-se instalado
um vibrador eléctrico na câmara de observação para evitar que
o ruído das teclas de gravação fosse ouvido pelos observadores.
Foram observadas quinhentas e sessenta e cinco cintilações no
microscópio A (que se encontrava mais perto do alvo) e 288
cintilações no microscópio B. A análise dos registos mostrou
que os resultados são consistentes com a hipótese de cerca de
25% das cintilações registadas em B terem uma cintilação
correspondente em A. Se calcularmos a probabilidade de uma
cintilação ser registada em B dentro de x segundos do registo
duma cintilação em A, considerando uma distribuição perfeita-
mente aleatória das cintilações, e a compararmos com o registo

[ 46]
das observações, obtém-se a curva que se mostra na Fig. 6.
Note-se que, à medida que o intervalo x diminui, a razão entre
as coincidências observadas e as aleatórias aumenta. Mostra-se,
também, para fins de comparação, a curva teórica (linha a
tracejado) que se obteria se houvesse 25% de coincidências.
Pode ver-se que há uma boa concordância entre as duas
curvas. O número de coincidências observadas é aproximada-
mente igual ao valor esperado a partir da nossa teoria do
processo de desintegração, quando se tem em consideração a
geometria do dispositivo experimental e a eficiência dos cinti-
ladores de sulfureto de zinco. Existe portanto um forte suporte

..
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4
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2Q.

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~ I
~
.,;zE 1

o 2 6 8 sec. lO
Tempo definindo uma coincidência

Fig. 6.

[ 47]
experimental para a hipótese de que as partículas-a são emi-
tidas aos pares. Uma investigação mais detalhada será feita
posteriormente, usando maiores áreas para os dispositivos de
contagem, e espera-se obter um aumento da fracção de coin-
cidências.

5. Comparação com a Teoria de Gamow

Num artigo que estimulou largamente a presente investigação,


Gamow(9) calculou a probabilidade W1* de uma partícula de
carga Z e, massa m e energia E, penetrar num núcleo de carga
Z' e. A fórmula de Gamow é

- 41t ~ ZZ'e2 J
Wi* =e h · ~ ·k

em que Jk é uma função que varia lentamente com E e Z.


Utilizando esta fórmula calculámos W1*, a probabilidade de
um protão entrar num núcleo de lítio, para 600, 300 e I 00 kilo-
volts, encontrando os valores 0,187, 2,75 x IQ-2 e 1,78 x IQ-4.
Usando estes números, a variação do alcance dos protões com
a velocidade observada para um alvo espesso, e considerando
urna área de I Q-25 cm2 para o alvo, pode calcular-se o número
de protões N necessários para produzir uma desintegração. Para
600 kilovolts o valor de N é da ordem de l 06 e, para 300 kilo-
volts, da ordem de 2 x 107.
A ordem de grandeza dos números observados é, portanto,
menor que os valores previstos pela teoria de Gamow, mas

m Z. Physik, vol. 52, p. 5 1O ( 1928).

[ 48]
uma comparação mais completa deve ser adiada até estarem
disponíveis resultados com alvos finos .

6. A Desintegração de outros Elementos

Investigações preliminares foram efectuadas a fim de veri-


ficar se alguma evidência de desintegração, sob a acção do bom-
bardeamento por protões, podia ser obtida para os seguintes
elementos: Be, B, C, O, F, Na, AI, K, Ca, Fe, Co, Ni, Cu, Ag, Pb,
U. Utilizando o cintilador de fluorescência como detector, obser-
vámos cintilações intensas para todos estes elementos, verifi-
cando-se que o seu número varia nitidamente de elemento para
elemento. As ordens de grandeza relativas ao número de desinte-
grações para 300 kilovolts estão indicadas na Fig. 7. Os resulta-
dos do método de cintilação foram confirmados pelo contador
electrónico para oCa, K, Ni, Fe eCo, e o tamanho das deflexões
do oscilógrafo sugere que a maioria das partículas ejectadas são
partículas-a..
O número de partículas contadas até ao momento não é sufi-
ciente para considerar estes valores mais do que como indicadores
simples de ordens de grandeza. Deve ter-se presente, em espe-
cial, a possibilidade de algumas das partículas observadas serem
devidas a impurezas. Tem, no entanto, algum interesse uma des-
cpção breve dos efeitos observados em alguns dos casos mais
interessantes.

Berílio - Foram observados dois tipos de cintilações com o


berílio, algumas muito intensas com a aparência de cintilações de
partículas-a., simultaneamente com um grande número de cintila-
ções fracas que aparecem a cerca de 500 kilovolts. O número destas
cintilações aumenta rapidamente com a voltagem. Não nos foi
possível observar as cintilações fracas fora da câmara de vácuo, de
modo que estas parecem ser devidas a partículas de curto alcance.

[ 49]
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30 10 50 60 70
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so !10
!

i
Número atómico

Fig. 7.

Boro - Depois do litio, o boro foi o elemento que deu origem


a maior número de cintilações, tendo a maioria das partículas
emitidas um alcance de 3,5 cm. As cintilações surgiram primeiro
a voltagens da ordem de 115 kilovolts, e o seu número aumentou
mais de 100 entre esta voltagem e 375 kilovolts. O problema
interessante de distinguir se o boro se divide em três partículas-a
ou em Be8 mais uma partícula-a deve esperar por uma resposta
que investigações mais detalhadas sejam efectuadas.

Flúor- O flúor foi investigado sob forma de uma camada de


fluoreto de cálcio pulverizado. Foram observadas algumas cinti-
lações inicialmente a uma voltagem de 200 kilovolts, o seu
número aumentou por um factor de cerca de I 00 entre este valor
e 450 kilovolts. O alcance destas partículas foi medido e é de
cerca de 2,8 cm. Considerando que se trata de partículas-a, a sua

[50]
energia seria 4, 15 x I 06 electrões-volt. Se considerarmos que a
reacção observada é

mostra-se de particular interesse comparar as energias obser-


vadas com as energias esperadas a partir das variações de massa,
uma vez que todas as massas envolvidas são conhecidas, pelo
trabalho de Aston, com razoável precisão.
Utilizando os dados de Aston, a energia libertada deveria ser
5,2 x 106 electrões-volt. Considerando a energia retirada pelo
recuo do núcleo de oxigénio e a energia do protão de bombardea-
mento, a energia da partícula-a. deveria ser cerca de 4,3 milhões
de electrões-volt, dando um alcance de 2,95 cm no ar, o que se
encontra em bom acordo com os alcances observados experi-
mentalmente.

Sódio - Um pequeno número de cintilações intensas foram


observadas a partir de 300 kilovolts, correspondendo a partículas
com alcances entre 2 e 3,5 cm. Além das cintilações intensas foram
também observadas cintilações fracas semelhantes às observadas
no caso do berílio. Estas cintilações fracas são presumivelmente
devidas a partículas de curto alcance, uma vez que não são obser-
vadas fora do tubo. A reacção mais provável será

Potássio - O potássio é particularmente interessante devido a


possuir radioactividade natural. Os efeitos muito pequenos obser-
vados podem ser facilmente devidos a urna impureza. A reacção
mais plausível

tem provavelmente um balanço energético negativo.

[ 51 ]
Ferro, Níquel, Cobalto, Cobre - Estes elementos são conse-
cutivos na tabela periódica, de modo que o pequeno resultado
obtido para o ferro, quando comparado com os obtidos para os
elementos seguintes, é de especial interesse. O efeito para o
ferro é da mesma ordem de grandeza do obtido para o potássio,
podendo novamente ser devido a impurezas. Para estes elemen-
tos, a maioria das partículas tem um alcance de cerca de 2,5 cm,
mas foram observadas algumas partículas com um alcance ligei-
ramente maior.

Urânio -Usando potenciais de até 600 kilovolts e com


correntes de protões elevadas, o número de cintilações obser-
vadas foi de cerca de quatro vezes o efeito da radioactividade
natural, e as partículas produzidas artificialmente parecem ter
um alcance maior do que as naturais. Os números de partículas
obtidos não parecem variar significativamente com a voltagem.
Esperamos, no futuro próximo, investigar os elementos referi-
dos, bem como outros elementos, em maior detalhe e, em espe-
cial, determinar se algum dos efeitos observados são devidos a
impurezas. Parece, no entanto, não haver dúvida de que a maio-
ria destes efeitos são devidos a transformações que dão origem à
emissão de partículas-a. Uma vez que é muito pequena a proba-
bilidade de um protão com uma energia de 500 kilovolts penetrar
a barreira de potencial de núcleos mais pesados por qualquer
processo senão um processo de ressonância, o mais provável é
que os efeitos observados nos elementos mais pesados sejam
devidos a este tipo de processos.
Verificou-se que o lítio, boro e flúor são os três elementos que
dão origem a maiores emissões de partículas, variando estas de
modo semelhante quando se eleva a voltagem. Estes elementos
são todos do tipo 4n + 3, e, presumivelmente, os núcleos são
constituídos por partículas-a com a adição de três protões e dois
electrões. É natural supor que a adição de um protão capturado dá
origem à formação de mais uma partícula-a no núcleo. No caso

[52]
,1L.w • • • • • ,
Fig. 8 - 270 kV, absorvente de 4 cm.
Fig. 9 - 270 kV, absorvente de 5 cm.
Fig. 10-270 kV, absorvente de 6,6 cm.
Fig. 11 - 270 kV, absorvente de 7,9 cm.
Fig. 12 - Partículas-a do polónio, absorvente de 4 cm.
Fig. 13 -250 kV, absorvente de 3,1 cm.
Fig. 14 - 210 kV, absorvente de 3,1 cm.
Fig. 15 - 175 kV, absorvente de 3,1 cm.

Chapa 12

[53 ]
do Lítio parece provável que a captura do protão, a formação da
partícula-a; e a desintegração do núcleo resultante em duas partí-
culas-a; deva ser considerado como um único processo, em que a
energia em excesso aparece sob a forma de energia cinética das
partículas-a; emitidas<10>. Enquanto não se dispuser de mais resul-
tados e com maior qualidade, não parece ser desejável discutir,
nesta fase, as possíveis implicações destas observações para os
problemas de astrofísica e para a questão da abundância dos
elementos.
Em conclusão, desejamos expressar os nossos agradecimen-
tos a Lord Rutherford pelo seu encorajamento e conselhos cons-
tantes. Somos devedores ao Dr. Wynn Williams pela assistência
considerável ao dispositivo de registo eléctrico, e aos membros
do corpo de investigação da Metropolitan-Vickers Electrical Com-
pany pela sua assistência ao fornecer a maior parte dos disposi-
tivos utilizados neste trabalho. Um de nós (E. T. S. W.) está a
usufruir de uma bolsa de pesquisa do Departrnent of Scientific
and Industrial Research.

[Tradução de Paulo Mendes]

<" >Este ponto de vista não exclui a possibilidade de, em alguns casos, parte
da energia poder aparecer sob outra forma, por exemplo, radiação y.

[54]
Física Nuclear- Um Novo Tipo de Radioactividade
Comunicação breve da Sr.• IRENE CURJE e SR. F. JouoT
Apresentada pelo SR. JEAN PERRIN

[Comptes Rendues de L 'Académie de Science, 198, 254 (1934)]

Mostrámos recentemente pelo método de Wilson<'>que certos


elementos leves (glucínio(2), boro, alumínio) emitem electrões
positivos quando são bombardeados com os raios a do polónio.
De acordo com a nossa interpretação, a emissão de electrões
positivos por parte do Be seria devida à materialização interna
da radiação y; enquanto os electrões positivos emitidos pelo B e
pelo AI seriam os electrões de transmutação que acompanham a
emissão dos neutrões.
Ao investigar o mecanismo dessas emissões, descobrimos o
seguinte fenómeno:
A emissão dos electrões positivos por parte de certos elemen-
tos leves irradiados pelos raios a do polónio subsiste durante um
certo tempo, mais ou menos longo, após o afastamento da fonte
de raios a, podendo esse tempo exceder a meia hora no caso
do boro.
Colocámos uma folha de alumínio a I mm de uma fonte de
polónio. Após uma irradiação de cerca de I O minutos, colocámos
o alumínio sobre um contador de Geiger-Müller com um orifício
tapado por uma janela de alumínio com 7/ 100 de milímetro de

1' 1 Comptes rendues, 196; 1933, p. 1885 ; J. de Phys. et Rad., 4, 1933, p. 494.

"' N. do T. : Outro modo de designar o berílio.

[55 ]
espessura. Verificámos que a folha emite uma radiação cuja
intensidade decresce exponencialmente em função do tempo
com um período de 3 minutos e 15 segundos. Obtém-se um
resultado análogo para o boro e o magnésio, mas os períodos de
decaimento são diferentes: 14 minutos para o boro e 2 minutos e
30 segundos para o magnésio.
A intensidade da radiação (imediatamente após a exposição
aos raios a.) aumenta com o tempo de irradiação até um certo
valor limite. Utilizando uma fonte de polónio de 60 milicuries,
têm-se então intensidades iniciais idênticas para o B, o Mg e o AI
de cerca de 150 impulsos por minuto no contador.
Com os elementos H, Li, C, Be, N, O, F, Na, Ca, Ni e Ag não
foi observado qualquer efeito0 >. É provável que, para alguns
destes elementos, o fenómeno não se produza, ao passo que, para
outros, o período de decaimento é demasiado curto.
As experiências efectuadas usando o método de Wilson ou o
método da trocóide introduzido por Thibaud mostraram que a
radiação emitida pelo boro e pelo alumínio é constituída por
electrões positivos. É provável que o mesmo se passe com a
radiação do magnésio.
Introduzindo folhas de cobre entre o contador e a folha irra-
diada, verifica-se que a maior parte da radiação é absorvida em ·
0,88 g/cm2 para o AI e 0,26 g/cm2 para o B e o Mg, o que corres-
ponde, admitindo as mesmas leis de absorção que para os electrões
negativos, a uma energia de 2,2 x 1()6 e V para o AI e O,7 x l ()6 e V
para o B e o Mg (Fig. l).
Quando se diminui a energia dos raios a. que irradiam o
alumínio, o número de electrões positivos diminui, mas o período
de decaimento não parece sofrer modificações. Quando a energia
dos raios a. é reduzida de l 06 e V, esses electrões deixam prati-
camente de ser observados.

<>> Este fenómeno não pode, portanto, ser devido a uma contaminação pela
fonte de polónio.

[56]
Fig. I.

Estas experiências demonstram a existência de um novo tipo


de radioactividade com emissão de electrões positivos. Pensamos
que, para o alumínio, o processo de emissão seja o seguinte:

27 4 30 I
13 AI + 2 He = IS P +o n.

O isótopo ~~ P do fósforo deve ser radioactivo com um


período de 3min 15s, emitindo electrões positivos segundo a reacção

30 30 . +
15 p= 14 SI + E.

Poder-se-ia agora imaginar uma reacção análoga para o


boro e o magnésio, sendo os núcleos instáveis o ; N e o ~~ Si.
1

O motivo para não se terem encontrado os isótopos ; N, ~~ Si e


1

[ 57]
i~ P na natureza seria o facto de eles existirem apenas durante
um intervalo de tempo bastante curto.
Consideramos pouco razoável a explicação segundo a qual

21 AI + 4 He= 30 8 I. + 1I H• 3o
8 I. _- 3o .+ + + _
13 2 14 14 14 8 I E E ,

estando o isótopo i~ Si num estado excitado que decai ao longo


do tempo, a energia se materializaria num par de electrões. Não
se observa a emissão de electrões negativos e, teoricamente, é
altamente improvável que a diferença de energia entre os elec-
trões seja suficiente para que os electrões negativos não sejam
observados<•>. Por outro lado, este processo suporia um estado
excitado com uma duração extraordinariamente longa e com um
coeficiente de materialização interna unitário.
Foi em suma possível, pela primeira vez, criar em certos
núcleos atómicos, com o auxílio de um agente exterior, radioac-
tividade que pode subsistir durante um intervalo de tempo
mensurável na ausência da causa excitadora.
Radioactividades duráveis análogas às que nós observámos
podem, sem dúvida, existir no caso do bombardeamento com
outras partículas. Um mesmo átomo radioactivo pode, evidente-
mente, ser criado por diversas reacções nucleares. Por exemplo,
o núcleo 1 ~ N, que é radioactivo segundo a nossa hipótese, pode-
ria ser obtido pela acção de um deuterão sobre o carbono, com
emissão de um neutrão.

<•>Nedelsky e Oppenheimer, Phys. Rev., 44, 1933, p. 948.

[58]
ERRATA.

(Sessão de 15 de Janeiro de 1934.)

Comunicação breve da Sr.a Irene Curie e do Sr. F. Joliot,


Um nO\:o tipo de radioactividade:

A figura representada na página 255<s> deve ser suprimida.

[Tradução de Fernando dos Aidos]

(>l N. do T. : No original, a página 255 é a página que contém a Fig. I.

[59]
Possibilidade de Produçio de Elementos
de Número Atómico Superior a 92
Pelo PROF. E. FERMI, Universidade Real de Roma

[Nature, 133, 898 (1934)]

Até há pouco tempo, era opinião geral que um átomo que


resulta de uma desintegração artificial deveria normalmente
corresponder a um isótopo estável. O Sr. e a Sr.• Joliot foram os
primeiros a verificar que tal não é necessariamente o caso; pode
acontecer que o átomo produzido seja radioactivo, com uma vida
média mensurável, e que só se transforme num átomo estável
após a emissão de um positrão.
O número de elementos que podem ser activados, seja por
incidência de uma partícula a (Joliot), de um protão (Cockcroft,
Gilbert, Walton) ou de um deuterão (Crane, Lauritsen, Henderson,
Livingstone, Lawrence), está necessariamente limitado pelo
facto de apenas elementos leves poderem ser desintegrados, em
virtude da repulsão coulombiana.
Esta limitação não é efectiva no caso do bombardeamento
com neutrões. A grande eficácia destas partículas no provocar de
desintegrações compensa francamente a pequena intensidade das
fontes de neutrões disponíveis comparadas com as fontes de
partículas a e de protões. De facto, demonstrou-se<tl que um
grande número de elementos (47 dos 68 examinados até agora)

1' 1 E. Fermi, Ricerca Scientifica , 1, 5, 283; 6, 330. Nature, 133, 757, 19 de

Maio de 1934. E. Amaldi, O. D' Agostino, E. Fermi, F. Rasetti, E. Segre, Ricerca


Scientifica, 8, 452; 1934.

[ 61 ]
de peso atómico variado pode ser activado com fontes de
neutrões constituídas por um pequeno tubo de vidro cheio de berílio
em pó e de radão até 800 milicuries. Esta fonte tem uma activi-
dade de cerca de um milhão de neutrões por segundo.
Verificou-se que todos os elementos activados por este
método com uma intensidade suficientemente grande para possi-
bilitar uma análise magnética do sinal da carga das partículas
irradiadas emitiam apenas electrões negativos. Teoricamente isto
é razoável, pois a absorção do neutrão incidente produz um
excesso no número de neutrões no núcleo; um estado estável é
então geralmente obtido pela transformação de um neutrão num
protão, a qual está relacionada com a emissão de urna partícula {3.
Em alguns casos foi possível efectuar uma separação química
do elemento com actividade f3 pela técnica usual de adicionar à
substância irradiada pequenas quantidades dos elementos vizi-
nhos. Estes elementos eram então separados por análise
química e a actividade f3 de cada um medida com um contador
de Geiger-Müller. Verificou-se que a actividade estava sempre
associada a um só elemento, com o qual o elemento activo podia
então ser identificado.
Em três casos (alumínio, cloro, cobalto) o elemento activo
formado após o bombardeamento do elemento de número atómico
Z tem número atómico Z- 2. Em quatro casos (fósforo, enxofre,
ferro e zinco), o número atómico do produto activo é Z- l. Em
dois casos (bromo, iodo), o elemento activo é um isótopo do
elemento bombardeado.
Estes resultados parecem indicar a existência de três tipos
principais de reacções possíveis: (a) captura de um neutrão com
emissão instantânea de urna partícula a; (b) captura do neutrão
com emissão de um protão; (c) captura do neutrão com emissão
de um quantum-r a fim de se Libertar da energia excedente. De um
ponto de vista teórico, a probabilidade de ocorrência dos proces-
sos (a) e (b) depende, em grande parte, da energia da partícula a

[ 62]
ou H emitida; tanto mais quanto mais elevado é o peso atómico
do elemento. A probabilidade de ocorrência do processo (c) pode
ser apenas vagamente estimada, tendo em conta o actual estado
de desenvolvimento da teoria nuclear; no entanto, esperava-se
que ela fosse inferior ao valor observado de um factor de 100 ou
de 1000.
Pareceu que valia a pena estudar, em particular, os elementos
radioactivos pesados tório e urânio, uma vez que a instabilidade
geral dos núcleos nesta gama de pesos atómicos poderia dar
lugar a transformações sucessivas. Foi este o motivo que levou o
autor, em colaboração com F. Rasetti e O. D' Agostino, a efectuar
o estudo destes elementos.
Verificou-se experimentalmente que, após eliminadas as
impurezas activas usuais, ambos os elementos podem ser forte-
mente activados pelo bombardeamento com neutrões. A activi-
dade induzida inicial correspondeu, na nossa experiência, a cerca
de 1000 impulsos por minuto num contador Geiger feito a partir
de uma folha de alumínio com 0,2 mm de espessura. As curvas de
decaimento destas actividades mostram que o fenómeno é bastante
complexo. Uma breve análise da actividade do tório mostrou a
existência de, pelo menos, dois períodos neste elemento.
O caso do urânio foi mais bem estudado; está perfeitamente
estabelecida a existência de períodos de cerca de I O s, 40 s,
13 mio, e ainda, pelo menos, dois períodos entre 40 mio e um
dia. A grande incerteza nas curvas de decaimento devido às
flutuações estatísticas toma muito difícil averiguar se esses
períodos representam processos de desintegração sucessivos ou
alternativos.
Têm sido efectuadas tentativas para identificar quimicamente
o elemento com actividade f3 com o período de 13 min. O plano
geral desta investigação consiste em adicionar à substância irra-
diada (solução concentrada de nitrato de urânio purificado dos
seus produtos de decaimento) um outro elemento com actividade f3

[ 63 ]
em quantidade suficiente para produzir umas centenas de impul-
sos por minuto no contador. Se então for possível provar que a
actividade induzida, reconhecível pelo seu período característico,
pode ser quimicamente separada da actividade adicionada, é
razoável supor que as duas actividades não correspondem a dois
isótopos.
O produto de 13 min pode ser separado da maior parte dos
elementos pesados através da seguinte reacção: a solução de
urânio irradiada é diluída em ácido nítrico a 50 por cento;
adiciona-se uma pequena quantidade de um sal de manganésio e
precipita-se o manganésio sob a forma de um dióxido (Mn0 2) a
partir da solução em ebulição por adição de clorato de sódio.
Verifica-se que o precipitado de dióxido de manganésio arrasta
então uma grande percentagem da actividade.
Esta reacção prova de imediato que a actividade de 13 min
não é isotópica com o urânio. Para testar a possibilidade de ela
ser devida ao elemento 90 (tório) ou 91 (paládio), repetimos a
reacção pelo menos dez vezes, adicionando uma quantidade
de urânio X 1 + X 2<2> correspondente a cerca de 2000 impulsos
por minuto; foram igualmente adicionados cério e lantânio a fim
de suster o urânio X. Verificou-se que, nestas condições, o preci-
pitado de manganésio continha apenas a actividade de 13 min;
não foram encontrados no precipitado quaisquer vestígios dos
2000 impulsos do urânio X 1 (período 24 dias), nem do urânio
X2 , muito embora a operação tivesse demorado menos de
2 min a partir da precipitação do dióxido de manganésio e as
várias centenas de impulsos de urânio x2 (período 75 s),
porventura ainda presentes, pudessem ter sido facilmente
reconhecidas.

<'1 N. do T. : O urânio X 1 e o urânio X2 correspondem respectivamente aos


nuclídeos 234Th e 234 Pa, que constituem os primeiros elementos da cadeia radioac-
tiva que tem início com o mu (série do urânio).

[ 64]
Experiências semelhantes pemuttram excluir os números
atómicos 88 (rádio) e 89 (actínio). Para isso foram utilizados os
mesotórios -1 e -2<3>adicionando-se bário e lantânio; o resultado
foi completamente negativo, tal como no caso anterior. Uma
eventual precipitação de urânio-X 1 e mesotório-1, que não
emitem radiação f3 suficientemente penetrante para ser detectável
pelos nossos contadores, teria sido revelada pela subsequente
formação de, respectivamente, urânio-X2 e mesotório-2.
Por fun, adicionámos à solução de urânio irradiada chumbo e
bismuto inertes e provámos que as condições da reacção do
dióxido de manganésio podiam ser reguladas de maneira a obter
a precipitação de dióxido de manganésio com a actividade de
13 min sem arrastar chumbo ou bismuto.
Assim, parece que excluímos a possibilidade de a activi-
dade de 13 min ser devida a isótopos de urânio (92), paládio (91 ),
tório (90), actínio (89), rádio (88), bismuto (83) e chumbo (82).
O seu comportamento exclui igualmente o ecacénio (87) e a
emanação (86)<•>.
Este insucesso da tentativa de identificar a actividade de 13 min
com um grande número de elementos pesados sugere a possibi-
lidade de o número atómico do respectivo elemento ser supe-
rior a 92. Se se tratasse do elemento 93 , seria quimicamente
homólogo ao manganésio e ao rénio. Esta hipótese é apoiada,
até certo ponto, igualmente pelo facto de a actividade de 13 min
ser arrastada por um precipitado de sulfureto de rénio insolúvel
em ácido clorídrico. No entanto, isto não constitui um argu-
mento decisivo pois alguns elementos são facilmente precipitá-
veis desta forma .

1' J N. do T: O mesotório-1 e o mesotório-2 correspondem respectivamente

aos nuclídeos 22BRa e 228Ac, que constituem os primeiros elementos da cadeia


radioactiva que tem início com o 232Th (série do tório).
<•J N. do T. : Hoje conhecidos respectivamente por frâncio e radão.

[ 65 ]
Um número atómico 94 ou 95 não é fácil de distinguir do
anterior, pois as respectivas propriedades químicas são provavel-
mente bastante semelhantes. Uma possibilidade de obter infor-
mações relevantes acerca dos processos envolvidos reside na
investigação de uma possível emissão de partículas pesadas.
Ainda não se procurou detectar estas partículas porque é
necessário que o produto activo esteja na forma de uma camada
muito fina para que elas possam ser observadas. Presentemente
parece-nos, portanto, prematuro emitir quaisquer hipóteses
definitivas acerca da cadeia de desintegrações envolvida.

[Tradução de Fernando dos Aidos]

[ 66]
Ensaio de uma Teoria da Radiação fi J<'>
Por E. FERMI , Roma
Com 3 Figuras (manuscrito recebido em 16 de Janeiro de 1934)

[Zeitschriftfiir Physik, 88, 161 ( 1934)]

É proposta uma teoria quantitativa do declínio /3, na qual se


supõe a existência do neutrino e se trata a emissão de electrões e
neutrinos de um núcleo, no processo de declínio /3, com métodos
semelhantes aos usados na teoria da radiação para a emissão de
quanta de luz de um átomo excitado. São deduzidas e compara-
das com a experiência fórmulas para o tempo médio de vida e
para a forma do espectro de radiação f3 contínuo.

I . Suposições Fundamentais da Teoria

É sabido que se deparam duas dificuldades à tentativa de


construir uma teoria dos electrões do núcleo assim como da
emissão {3. A primeira está relacionada com o espectro de radia-
ção f3 contínuo. Se queremos manter o teorema da conservação
da energia, temos de supor que uma parte da energia libertada no
declínio f3 escapa às nossas possibilidades actuais de observação.
De acordo com a proposta de W. Pauli, pode por exemplo aceitar-se
que no declínio f3 é emitido não apenas um electrão mas também
uma nova partícula, o chamado "neutrino" (cuja massa é da
ordem de grandeza ou menor que a massa do electrão e que tem

1' 1 Ver a comunicação preliminar: La Ricerca Scientifica 2, 12, 1933.

[ 67]
carga eléctrica nula). Na presente teoria vamos partir da hipótese
do neutrino.
Uma outra dificuldade para a teoria dos electrões do núcleo
consiste no facto de as actuais teorias relativistas de partículas
leves (electrões ou neutrinos) não serem capazes de explicar, de
um modo convincente, corno é que tais partículas podem ser
ligadas em órbitas com dimensões nucleares.
Parece por isso adequado aceitar a proposta de Heisenberg<2>
de que um núcleo é constituído apenas por partículas pesadas,
protões e neutrões. Para, apesar disso, conseguirmos compreen-
der a possibilidade de emissão /3, pretendemos ensaiar uma
teoria da emissão das partículas leves de um núcleo por analo-
gia com a teoria da emissão de um quantum de luz de um átomo
excitado, no processo de radiação usual. Na teoria da radiação,
o número total de quanta de luz não é constante: surgem quanta,
na emissão de luz por um átomo, e desaparecem, na absorção da
luz. Por analogia com este facto, queremos partir das seguintes
suposições para a teoria da radiação /3:

a) o número total de electrões, assim como de neutrinos, não


é necessariamente constante. Os electrões (ou os neutrinos)
podem surgir ou desaparecer. Esta possibilidade não tem,
porém, qualquer analogia com a criação ou aniquilação
de um par composto por um electrão e um positrão; no
caso de se interpretar o positrão como um "buraco" de
Dirac, pode de facto considerar-se este último processo
simplesmente como um salto quântico de um electrão de
um estado de energia negativa para um estado de energia
positiva, havendo conservação do número total (infinito)
de electrões.

121 W. Heisenberg, Zeit. f Phys. 77, I, 1932.

[ 68]
b) As partículas pesadas, neutrões e protões, podem, tal
como propôs Heisenberg, ser consideradas como dois
estados quânticos internos da mesma partícula pesada.
Formulamos esta hipótese, introduzindo uma coordenada
e
interna da partícula pesada, a qual só pode assumir dois
valores: e= 1, no caso de a partícula ser um neutrão e
e = - 1 no caso de a partícula ser um protão.

c) O hamiltoniano do sistema composto pelas partículas leve


e pesada tem de ser escolhido de tal forma que cada tran-
sição de um neutrão para um protão esteja associada à
criação de um electrão e de um neutrino. O processo
inverso, transformação de um protão num neutrão, deve,
pelo contrário, ser associado ao desaparecimento de um
electrão e de um neutrino. Note-se que este facto garante
a conservação da carga.

2. Os Operadores da Teoria

Um formalismo matemático da teoria de acordo com estas


três exigências pode facilmente ser construído com a ajuda do
método de Dirac-Jordan-Klein<J> da " segunda quantização".
Vamos, portanto, considerar como operadores as amplitudes de
probabilidade ljl e <p dos electrões e dos neutrinos, assim como as
grandezas que lhes são complexas conjugadas VI* e <p* ; para
a descrição das partículas pesadas vamos, pelo contrário, utilizar a
representação usual no espaço de configuração, onde natural-
e
mente a coordenada tem também de ser incluída.

(>> Ver, por exemplo, P. Jordan e O. Klein, Zeit. f Phys. 45, 751 , 1927; W.
Heisenberg, Ann. d. Phys. lO, 888, 193 1.

( 69 1
Introduzimos primeiro dois operadores Q e e Q*, os quais
e
actuam nas funções da variável (que pode tomar dois valores)
como substituições lineares:

(I)

Vê-se imediatamente que Q corresponde a uma transição de um


protão para um neutrão e Q* a uma transição de um neutrão para
um protão.
O significado das amplitudes de probabilidade 'I' e qJ, que
foram consideradas operadores, é, como se sabe, o seguinte. Seja

ll't 11'2 ··· ll's ···

um sistema de estados quânticos individuais para os electrões.


Faz-se ainda

(2)

a
As amplitudes 5 e as grandezas complexas conjugadas a;
são operadores que actuam nas funções dos números de
ocupação NI> N 2 , •.• , N 5 , •• • dos estados quânticos individuais. No
caso em que se aplica o princípio de Pauli, cada um dos Ns
apenas pode tomar os valores O ou l. Os operadores as e a; são
então definidos do seguinte modo

[ 70]
O operador as• corresponde à criação e o operador as à des-
truição de um electrão no estado quântico s.
Analogamente a (2), faz-se para os neutrinos

(4)
" "
As grandezas complexo-conjugadas b" e b•" são operadores,
que actuam nas funções dos números de ocupação M~o M2 , ••• ,
M0 , • • • dos estados quânticos individuais 'P~o(/)J. ,... , cp0 , ••• dos
neutrinos. Se se aceitar que o princípio de Pauli também se aplica
aos neutrinos, os números M" só podem tomar os valores O e l .
Mais ainda, tem-se

Os operadores b" e b~ correspondem à destruição ou à


criação de um neutrino no estado quântico a.

3. Construção do Hamiltoniano

A energia do sistema total que consiste de partículas pesa-


das e leves é a soma das energias: H-pesa00 das partículas pesadas
+ Hteve das partículas leves + energia de interacção H entre par-
tículas pesadas e leves.
Escrevemos o primeiro termo, considerando temporaria-
mente uma única partícula pesada, na forma

t+e t-e
H pesado = -2- N + -2- P, (6)

[ 71 ]
onde N e P representam os operadores de energia do neutrão e do
protão. Para e= 1 (neutrão) (6) reduz-se de facto a N; para e= -1
(protão) (6) reduz-se a P.
A energia H 1eve das partículas leves toma a forma mais
simples quando se tomam para estados quânticos '1'1 '1'2 ... 'l's ... e
cp 1 'P2 ... cp0 ••• como estados estacionários dos electrões e neutrinos.
Para os electrões devem escolher-se os estados estacionários no
campo coulombiano do núcleo, considerando o efeito de blindagem
dos electrões. Para os neutrinos, podem simplesmente tomar-se
ondas de Broglie planas, uma vez que as forças que actuam sobre
os neutrinos não desempenham nenhum papel essencial. Sejam
H 1 H 2 ... Hs ... e K 1 K2 ... K0 ••• as energias dos estados estacionários
dos electrões e dos neutrinos; temos então:

Hleve = ~ Hs Ns + ~ Ko Mo (7)
s o

Só falta escrever a energia de interacção. Esta consiste em


primeiro lugar na energia de Coulomb entre protão e electrões; no
caso de núcleos pesados a atracção por um único protão desem-
penha apenas um papel secundário, não contribuindo nunca
para o processo de declínio {}4>. Não iremos, portanto, por razões
de simplicidade, considerar este termo. Temos, pelo contrário, de
somar ao hamiltoniano um termo que satisfaz a condição c) da
secção 1.
Um termo que liga necessariamente a transformação de um
protão num neutrão, com o desaparecimento de um electrão e de
um neutrino, tem agora, de acordo com a secção 2, a forma

(8)

<•>A acção coulombiana dos restantes protões (que são numerosos) tem natu-
ralmente de ser considerada como um campo estático.

[ 72]
O operador complexo conjugado

(8 ')

Liga, pelo contrário, o processo inverso (transformação de um


neutrão num protão, com criação de um electrão e de um neutrino).
Um termo de interacção, que satisfaz a condição c), pode
portanto ser escrito na seguinte forma

SCJ SCJ

onde C5 0 e c5 ; representam grandezas, que podem depender das


coordenadas, quantidades de movimento, etc., da partícula pesada.
Para uma determinação mais precisa de H temos de recor-
rer a critérios de simplicidade. A conservação da quantidade
de movimento assim como a condição de que (9) tem de
permanecer invariante para uma rotação ou translação das
coordenadas espaciais colocam restrições muito importantes à
escolha de H.
Começando por ignorar as correcções relativistas e o efeito
do spin, a escolha mais simples para (9) é certamente a seguinte

H = g {Q Vt(x) q(x) + Q• yl (x) cp• (x)} , (10)

onde g representa uma constante com as dimensões L5M T-2;


x representa as coordenadas da partícula pesada; e 'lf, cp, 'lf", cp•
são dados por (2) e (4), devendo ser tomados na posição x, y, z da
partícula pesada.
A expressão (I O) não representa de maneira nenhuma a única
escolha de H. Qualquer expressão escalar, como por exemplo

L (p) V' (x) M (p) cp (x) N (p) + complexo conjugado,

[ 73]
onde L(p), M(p), N(p) representam funções adequadas da quanti-
dade de movimento da partícula pesada, seria tão possível como
aquela que escolhemos. Como porém as consequências de ( 10)
parecem estar, até agora, de acordo com a experiência, é certa-
mente preferivel limitarmo-nos provisoriamente à escolha mais
simples.
O essencial é, no entanto, generalizar a expressão (I O) de tal
maneira que, pelo menos, as partículas mais leves possam ser
tratadas relativisticamente. Também nesta generalização não é
naturalmente de excluir uma certa arbitrariedade. A solução mais
simples do problema deve ser a seguinte:
Relativisticamente em vez de 'I' e cp surgem respectiva-
mente quatro funções de Dirac '1' 1 '1'2'1'3 '1'4 e cp 1 fP2cp 3cp4. Consi-
deramos agora as 16 combinações bilineares independentes a
partir de '1' 1 '1'2 '1'3 '1'4 e cp1 'P2 'PJ cp4. Numa transformação de
Lorentz das coordenadas, estas 16 quantidades são sujeitas a uma
transformação linear que é uma representação de ordem 16 do
grupo de Lorentz. Esta representação decompõe-se em várias
representações mais simples; em particular, as quatro combi-
nações bilineares transformam-se

Ao = - 'I' 1 'P2 + '1'2 cp, + '1'3 cp4 - 'I'4 cp3, }


A,= '1'1 cp3- '1'2 cp4- '1'3 cp, + '1'4 fP2, ( li)
A2 = i '1'1 cp3 + i '1'2 cp4 - i '1'3 cp, - i'1'4 fP2,
A3 = - '1'1 cp4 - '1'2 cp3 + '1'3 'P2 + '1'4 cp, ,

como as componentes de um tetravector polar, portanto como as


componentes de um tetrapotencial electromagnético . Isto
sugere-nos agora tomar, no hamiltoniano da partícula pesada, no
lugar que corresponde ao das componentes do tetrapotencial, as
seguintes grandezas

g (QA; + Q* A;).

[ 74]
Aqui deparamos com uma dificuldade, que provém do facto
de não ser conhecida a equação de onda relativista para as
partículas pesadas. No caso de a velocidade da partícula pesada
ser pequena comparada com c, podemos, no entanto, limitar-nos
ao termo análogo a e V (onde V é o potencial escalar) e escrever

H = g [Q (- 'l't Ch + '1'2 <i>t + '1'3 <~>r '1'4 <i>J) +


0 0 (12)
+ Q. (- 'l't Ch. + '1'2° <i>t + '1'3° <1>4°- '1'/ <1>3.)] .

A este termo devem ainda ser adicionados outros cuja ordem


de grandeza é vlc. Uma vez que a velocidade dos neutrões e
protões nos núcleos é normalmente pequena em comparação
com a velocidade da luz, queremos desprezar por enquanto estes
membros (ver sobre este assunto a secção 9).
O hamiltoniano (12) pode ser abreviado, utilizando notação
simbólica

H= g [Q 'if õcp + Q• \jT õcp•], (13)

onde 'I' e <p são matrizes - colunas verticais: o símbolo - trans-


forma uma matriz na sua transposta conjugada; tem-se

õ= ( ~ -~ ~ ~
O O O I
) . (14)

O O -I O
Com estas designações obtém-se por comparação com (9)

onde 'l's e 'Pa representam as funções próprias normalizadas com


quatro componentes do estado s (do electrão) e a (do neutrino).
'\jle 'P devem ser tomadas em (15) na posição da partícula pesada,
portanto como funções de x, y e z.

[ 75 ]
4. Matriz de Perturbação

A teoria do declínio p pode ser desenvolvida, com a ajuda do


hamiltoniano indicado, de um modo completamente análogo à
teoria da radiação. Nesta última, o hamiltoniano consiste, como
é sabido, da seguinte soma: energia do átomo + energia do
campo de radiação livre + energia de acoplamento. O último
termo é considerado uma perturbação dos dois outros. Por analo-
gia, vamos considerar no nosso caso a soma

H pesado + Hleve (16)

como bamiltoniano não perturbado; a este acrescenta-se a pertur-


bação representada pelo termo de acoplamento ( 18). Os estados
quânticos do sistema não perturbado podem ser enumerados do
seguinte modo

onde o primeiro número p toma um dos valores ± l, indicando se


a partícula pesada é um neutrão ou um protão. O segundo
número n refere-se aos estados quânticos do neutrão ou do
protão. Para e= I (neutrão) seja a função própria correspondente

(18)

onde x representa as coordenadas da partícula pesada (a menos


de e). Para e = -l (protão) seja a função própria correspondente

(19)

Os números restantes N 1 N2 ... Ns ... M 1 M2 ... M0 só podem tomar


os valores O ou l, indicando se está ocupado o estado em causa
de electrão ou de neutrino.
Se agora se considerar a forma geral (9) da energia de pertur-
bação, vê-se que ela só possui elementos não nulos para as

[ 76]
transições nas quais a partícula pesada passa de um estado de
neutrão para um estado de protão surgindo, ao mesmo tempo, um
electrão e um neutrino, ou vice-versa.
Com a ajuda de (1), (3), (5), (9), (18), ( 19) encontra-se facil-
mente o elemento de matriz em causa

(20)

onde a integração tem de ser efectuada no espaço de configu-


ração da partícula pesada (a menos da coordenada e). O sinal ±
significa mais precisamente

e não será apresentado nos cálculos seguintes. A transição recíproca


corresponde a um elemento de matriz que é o complexo conju-
gado deste.
Se se introduzir para c5; o valor ( 15), obtém-se

(21)

onde, por uma questão de simplicidade de notação, não são


representados no primeiro membro os índices iguais.

5. Teoria do Declínio f3

Um declínio f3 consiste num processo em que um neutrão do


núcleo se transforma num protão e, ao mesmo tempo, segundo o
mecanismo indicado, são emitidos um electrão, que é observado
como radiação /3, e um neutrino. Para calcular a probabilidade

[ 77]
deste processo, aceitamos que no instante t = Oum neutrão existe
num estado nuclear cuja função própria é u0 (x) e N s = Mcr = O,
i. e., o estado electrónicos e o estado de neutrino a estão vazios.
Então a amplitude de probabilidade do estado (I , n, Os, Ocr) é para
t =o

aln Os O(J = I (22)

e a do estado (-1, m, I 5 , I cr), onde o neutrão se transformou num


protão, cuja função própria é vm (x) , com emissão de um electrão
e de um neutrino, é zero.
Aplicando as fórmulas de perturbação usuais tem-se agora
para um tempo suficientemente pequeno, de modo a que (22)
seja ainda aproximadamente válida,

2 7t i
• - 21ti (23)
a- 1 I I - -
m s CJ
--H
h
lnO O
s cr
- lm Is I(J
e
- - (-W+ Hs+ Kcr)t
h

onde W representa a diferença de energia entre os estados de


neutrão e de protão.
De (23) obtém-se (uma vez que para t = O, a_1m I s 1cr = O)

2 7t i
- - (- W+Hs+Kcr)t
e h -! (24)

A probabilidade da transição considerada é portanto no


instante t

sin2 ..!!.!_ (- W + Hs + Kcr)

a - lm I s I cr
2
= 4
I HlnOs OCJ
- 1m I s lcr
12 h . (25)
I 1 (- W+ Hs + Kcr'fl

[ 78]
Para calcular o tempo de vida do estado de neutrão um temos
de somar a expressão (25) para todos os estados de electrão e de
neutrino livres.
Uma simplificação essencial na realização da soma obtém-se
a partir da observação de que o comprimento de onda de De
Broglie para electrões e neutrinos com energias de alguns
milhões de electrões-volt é bastante maior do que as dimensões
nucleares. Em primeira aproximação, podem considerar-se
portanto as funções próprias VIs e <f>cr no interior do núcleo como
constantes. A expressão (21) toma-se então

(26)

onde aqui e no que se segue VIs e <f>cr devem ser tomadas na


posição do núcleo (ver a secção 8). De (26) tem-se

Os estados cr do neutrino são identificados pela sua quanti-


dade de movimento Pcr e pela orientação do seu spin. Se, para
efeitos de normalização, efectuarmos a quantificação num
volume D, cujas dimensões fazemos depois tender para o
infinito, as funções próprias normalizadas do neutrino são
ondas planas de Dirac, com densidade 1/D. Uma manipulação
algébrica simples permite então em (27) tomar o valor médio
sobre todas as direcções de Pcr e todas as orientações de spin do
neutrino. (Apenas se devem considerar os valores próprios posi-
tivos; os negativos podem ser tratados com a ajuda de um método
análogo ao da teoria dos buracos de Dirac.) Encontra-se:

[ 79]
onde 11 é a massa em repouso do neutrino e pé a matriz de
Dirac

ol oo oo ) (29)
O -I O
O O -I

Repare-se agora que:


- o número de estados de neutrino de energia positiva com
quantidade de movimento entre Pa e Pa + dpa é 8 1t D p 2 dp ·
h3 (J (J >

- ~Ka = Va, onde Va é a velocidade do neutrino no estado


cr; 'Pa
- (25) tem um máximo pronunciado nas proximidades do
valor de Pa para o qual a variação da energia não perturbada é
nula, i.e.

- W + Hs + Ka = O (30)

Assim, pode efectuar-se, como é sabido<1>, a soma de (25)


sobre cr, encontrando-se

onde Pa significa o valor da quantidade de movimento do


neutrino, para o qual a eq. (30) é válida.

c>l Para a descrição precisa do método de realizar essas somas, ver qualquer
obra sobre teoria da radiação, por exemplo, E. Fermi, Rev. Mod Phys. 4, 87,
1932.

[ 80]
6. Determinação da Probabilidade de Transição

A eq. (31) dá a probabilidade de que, durante o tempo t,


tenha lugar um declínio f3 com transição do electrão para o
estado s. Como era de esperar, esta probabilidade é propor-
cional ao tempo t (supõe-se que t é pequeno em comparação
com o tempo médio de vida); o coeficiente de t dá a probabili-
dade de transição para o processo em causa. É

(32)

Note-se que:

a) Para os estados livres de neutrino tem-se sempre K 0 > Jlc2.


Para que (30) possa ser satisfeita, é portanto necessário que

(33)

O símbolo = corresponde ao limite superior do espectro de


radiação f3 contínuo.

b) Uma vez que para os estados de electrão livre se tem


H 5 > mc2, obtém-se a seguinte condição necessária para a possi-
bilidade de declínio f3

W?. (m + Jl) c2. (34)

Para que o processo f3 se possa realizar, um estado de neutrão n


ocupado no núcleo tem portanto de ter uma energia suficiente-
mente maior do que um estado de protão não ocupado m.
c) De acordo com (32) Ps depende das funções próprias um
vm da partícula pesada no núcleo por meio do elemento de
matriz

[ 81 ]
Q•mn= Jv•m un d -r . (35)

Este elemento de matriz desempenha na teoria da radiação


{3 um papel semelhante ao do momento eléctrico de um átomo
na teoria da radiação. A ordem de grandeza do elemento de
matriz (35) é normalmente I ; devido a propriedades especiais
de simetria de une vm pode, porém, acontecer muitas vezes que
Q•mn se anule. Falamos então de transições {3 proibidas. Não
se tem evidentemente de esperar que as transições proibidas
sejam totalmente inexistentes, uma vez que (32) é uma
fórmula aproximada. Discutiremos na secção 9 este tipo de
transições.

7. A Massa do Neutrino

A forma do espectro {3 contínuo fica determinada por meio da


probabilidade de transição (32). Queremos discutir em primeiro
lugar como é que esta forma depende da massa em repouso ~ do
neutrino, para poder determinar esta constante por comparação
com a curva empírica. A massa está contida no factor p20 /v0 .
A dependência da forma da curva de distribuição de energia em
~ é mais pronunciada perto do ponto terminal da curva de
distribuição. Se E 0 for a energia limite da radiação {3, vê-se facil-
mente que a curva de distribuição para energias E nas proximi-
dades de E 0 se comporta como

p:: = :3 ~c2 + E0 - E) Y(E 0- E) 2 + 2~c2 (E0 -E) (36)

a menos de um factor independente de E.


A Fig. I representa o fim da curva de distribuição para ~ = O
e para valores um pequeno e outro grande de ~· A grande seme-
lhança com as curvas empíricas é mostrada pela curva teórica
para~ = O.

[ 82]
Eo

Fig. I.

Chegamos, portanto, à conclusão de que a massa em repouso


dos neutrinos ou é zero ou é muito pequena em comparação com
a massa dos electrões<6l . Nos cálculos seguintes vamos introduzir
a hipótese mais simples de 11 = O. Então (30) fica

v0 = c; K0 = Pa c ; p 0
Kc,
=-=
W- H.
(37)
c c

As inequações (33), (34) tomam-se agora

H. ~ W ; W~mc2 . (38)

E a probabilidade de transição (32) toma a forma

(39)

16> Numa nota publicada recentemente (C. R. 197, 1625, 1933), F. Perrin

chegou à mesma conclusão usando raciocínios qualitativos.

[ 83]
8. Tempo de Vida e Forma da Curva de Distribuição para
Transições "Permitidas "

De (39) pode deduzir-se uma fórmula que indica quantas


transições se realizam por unidade de tempo, nas quais a
particula f3 recebe uma quantidade de movimento compreendida
entre mCT) e mc(T) + dT)). Para isso, tem de ser deduzida uma
fórmula para a soma de 'lfs'l's• na posição do núcleo, sobre todos
os estados quânticos do intervalo em causa, que se situam no
espectro contínuo.
Note-se que as funções próprias relativistas no campo coulom-
biano para os estados comj = lf2 (2 s 1; e 2 p 1;) se tomam infini-
2 2
tamente grandes para r = O. Agora, porém, a atracção nuclear
para os electrões obedece à lei de Coulomb apenas até r> onde e,
e representa o raio nuclear. Um pequeno cálculo mostra que, se
se fizerem suposições plausíveis sobre a forma do campo eléctrico
dentro do núcleo, a quantidade 'iís 'l's terá no ponto central um
valor muito próximo do que seria tomado por 'iís 'l's no caso da
lei de Coulomb à distância edo centro.
Utilizando as fórmulas conhecidas(7J para as funções próprias
relativistas do contínuo no caso semelhante do hidrogénio encon-
tra-se portanto, depois de um cálculo bastante longo,

~,
I 'iís'l' = <hl- 321t m3 c3 (41t me e ) ll2+2S e
2S
Ir'( --'11-
dl] s h3 [r(3 + 2S)]2 h

~)1 ,
2

lr(l+S+iy (40)

onde
y= i
1 7
;S= Yl-y - l
2
(41)

l7l R. H. Hulme, Proc. Roy. Soe. London (A) 133,381 , 1931.

[ 84]
A probabilidade de transição para um estado electrónico com
uma quantidade de movimento no intervalo mcd11 toma-se então,
de acordo com (39)

-1l 2 +2s e ~
1t"'f --11- I r ( 1+ 112 )
1 +S+ty ·Vr.-:-::::,
11
1
2

(v + ,~ - v
1 I+ 112 ) ' (42)

onde 1lo representa a quantidade de movimento máxima da radia-


ção f3 emitida, medida em unidades me.
O cálculo numérico de (42) pode ser efectuado, por exemplo,
para y = 0,6, i. e., Z = 82,2, uma vez que os números atómicos da
matéria radioactiva não se afastam muito deste valor. Para y = 0,6
tem-se, segundo (41 ), S = - 0,2. Encontra-se ainda que para 11 < I O
a seguinte fórmula é aproximadamente válida:

A fórmula (42) toma-se, assim, quando se faz e= 9.1Q-13 :

(44)

[ 85]
O tempo de vida recíproco é obtido a partir de (44) inte-
grando de 11 = Oa 11 = 110; obtém-se:

onde

F(110) =~ (~ - 1) + 11~- 11õ + 0,355


3 o 12 3

Para pequenos argumentos F(11o) comporta-se como 11g /24;


para argumentos maiores os valores de F encontram-se
reunidos na seguinte Tabela:

Tabela 1
11o F (11o) 11o F (11o) 11o F (11o) 11o F (11o)
o 11g/24 2 1,2 4 29 6 185
1 0,03 3 7,5 5 80 7 380

9. Transições Proibidas

Antes de passarmos à comparação com a experiência,


pretendemos ainda discutir algumas características das tran-
sições f3 proibidas.
Como já foi referido, uma transição é proibida quando se
anula o elemento de matriz correspondente (35). No caso da
representação do núcleo por estados quânticos individuais de

[ 86]
neutrões e de protões ser uma boa aproximação, O •mn anula-se
sempre por razões de simetria, quando não se tem

i = i' ' (47)

onde i e i' representam os momentos da quantidade de movi-


mento (em unidades 2~ ) do estado neutrónico une do estado
protónico vm. A regra de selecção (47) corresponde, no caso em
que os estados individuais não são uma boa aproximação, à
regra mais geral

1 = 1' , (48)

onde I e I' significam os momentos da quantidade de movi-


mento do núcleo antes e depois do declínio {3.
As regras de selecção (47) e (48) estão muito longe de ser tão
bem definidas como as regras de selecção da óptica. Existem
principalmente dois processos que permitem uma quebra destas
regras de selecção:

a) A fórmula (26) foi obtida desprezando as variações de 'l's


(/)0 no interior do núcleo. No caso de 'l's e (/)0 não serem

considerados constantes no interior do núcleo, tem-se que


são possíveis transições f3 também em casos onde Q •mn se
anula.

É fácil ver que a intensidade de tais transições está aproxi-


madamente para a intensidade dos processos permitidos como
(e/}..)2, onde À. representa o comprimento de onda de De Broglie
das partículas leves. Note-se ainda que, para igual energia, a
energia cinética dos electrões nos núcleos é, em virtude da
atracção electroestática, bastante maior do que a dos neutrinos; a
maior acção provém portanto da variação de 'l's· Uma estimativa
da intensidade destes processos proibidos mostra que eles têm de

[ 87]
ser cerca de l 00 vezes mais fracos do que as transições permiti-
das por (48), das quais são emitidas partículas f3 da mesma
energia.
Uma propriedade das transições proibidas deste tipo é não
apenas o seu tempo de vida comparativamente maior, mas também
a forma diferente da curva de distribuição de energia da radiação
{3; verifica-se nomeadamente que, para tais transições, a curva de
distribuição para pequenas energias tem de ser mais baixa que no
caso normal.

b) Uma segunda possibilidade de transições proibidas por (48)


segue-se do facto referido no final da secção 3 de que, no
caso de não ser desprezável a velocidade dos constituintes
nucleares em comparação com a velocidade da luz, se
acrescentam novos termos, cuja ordem de grandeza é v/c,
ao termo de interacção (12). No caso, por exemplo, de
também se tomar uma equação de onda relativista do tipo
de Dirac para as partículas pesadas, podia por exemplo
somar-se a (12) termos como

gQ (CX.A 1 + t;A 2 + azA 3) +complexo conjugado, (49)


onde a. c; lXz são as matrizes de Dirac para a partícula
pesada e A I> A 2 , A 3 as componentes espaciais do tetravec-
tor definido por (II). O termo (49) estaria para ( 12) na
mesma relação que os termos e V ou e (a, U) (V = poten-
cial escalar; U = potencial vectorial) para o hamiltoniano
de Dirac.

Um termo de interacção como (49) possibilitaria também


transições proibidas, com uma intensidade relativa da ordem de
grandeza (v/c)2 em relação às transições permitidas. Isto dá,
portanto, uma outra possibilidade para a existência de transições
que são cerca de l 00 vezes mais fracas do que as normais.

[ 88]
I O. Comparação com a Experiência

A fórmula (45) fornece uma relação entre a quantidade de


movimento máxima da radiação f3 emitida e o tempo de vida da
substância que radia {3. Nesta relação aparece, de facto, ainda um
elemento desconhecido, nomeadamente o integral

(50)

para cujo cálculo seria necessário um conhecimento das funções


próprias do protão e do neutrão. No caso das transições permiti-
das a ordem de grandeza de (50) é porém 1. Pode portanto
esperar-se que o produto

't F (1'\o) (51)

tenha a mesma ordem de grandeza para todas as transições permi-


tidas. Contudo, no caso de a transição correspondente ser proibida,
o tempo de vida é cerca de I 00 vezes maior do que no caso normal,
sendo o produto (51) também correspondentemente maior.
Na Tabela 2 estão reunidos os produtos (51) referentes aos
elementos radioactivos, para os quais existem dados suficientes
sobre o espectro f3 contínuo.
Tabela 2
Elemento -r (horas) 1'\o F (1'\o) -r F (1'\o)
u x2 0,026 5,4 115 3,0
RaB 0,64 2,04 1,34 0,9
Th B 15,3 1,37 0, 176 2,7
Th C" 0,076 4,4 44 3,3
Ac C" 0, 115 3,6 17,6 2,0
RaC 0,47 7,07 398 190
RaE 173 3,23 10,5 1800
ThC 2,4 5,2 95 230
Ms Th 2 8,8 6,13 73 640

[ 89]
Da Tabela reconhecem-se imediatamente os dois grupos
esperados; uma tal divisão já foi, aliás, assinalada por Sargent<8>,
seguindo uma via empírica. Os valores de Tio são tomados do
trabalho referido de Sargent (para comparação, repare-se que:
Tio = (He)max / 1700). Os valores de Tio considerados por Sargent
como incertos não se adequam bem à divisão; para uxl tem-se
't = 830; Tio= 0,76; F (Tio) = 0,0065; 't F (Tio)= 5,4; este elemento
parece portanto adequar-se ao primeiro grupo. Para AcB têm-se os
seguintes dados: 't = 0,87; Tio = I ,24; F (Tio)= O, I02; 't F (TJ 0) = 0,09,
portanto um valor de 't F cerca de I Ovezes mais pequeno do que
os do primeiro grupo. Para RaD tem-se 't = 320 000; Tio = 0,38
(muito incerto); F (TJo) = 0,00011 ; 't F (TJo) = 35. RaD está,
portanto, aproximadamente entre ambos os grupos. Não encon-
trei nenhuns dados sobre os outros elementos emissores de radia-
ção f3 MsTh 1, UY. Ac, AcC, UZ, RaC".
A partir dos dados da Tabela 2 pode fazer-se uma estimativa,
ainda que grosseira, da constante g. Se se aceitar que em casos
onde (50) é igual a um, se tem 't F (TJo) = I (i. e. , em segundos = 3600),
obtém-se de (45)
g = 4.JQ-50 cm3 erg.

Este valor apenas dá evidentemente a ordem de grandeza de g.

2 3 4 5 6 7 I)

Fig. 2.

1' 1 8. W. Sargent, Proc. Roy. Soe. London (A) 139, 659, 1933.

[ 90]
Em resumo, pode dizer-se que desta comparação entre teoria
e experiência resulta uma concordância tão boa quanto se pode-
ria esperar. Os desvios que se manifestam nos elementos experi-
mentalmente incertos Rad e AcB podem ser explicados em parte
por imprecisão das medidas e em parte, também, por flutuações
anormalmente grandes mas não totalmente implausíveis dos
elementos de matriz (50). Deve ainda notar-se que se pode
concluir, a partir da radiação y que acompanha o declínio /3, que
a maior parte dos processos de declínio f3 poderiam conduzir a
vários estados finais do protão. Assim, mais uma vez flutuações
do valor 't F(Tio) podem ser explicadas.
Viramo-nos agora para a questão da forma da curva de
distribuição de velocidades da radiação /3. Para o caso das tran-
sições permitidas, a curva de distribuição como função de TI {i. e.
a menos do factor 1700, de H e) é dada por (44). A Fig. 2 mostra
curvas de distribuição para vários valores de Tio, onde por como-
didade de desenho a unidade de ordenadas foi escolhida de forma
adequada nos vários casos. Estas curvas mostram uma seme-
lhança satisfatória com as curvas reunidas por Sargent<9>. Só na
parte da curva a baixas energias é que as curvas de Sargent são
um pouco mais baixas do que as teóricas. Isto pode ver-se mais
claramente na Fig. 3, onde foi tomada como abcissa a energia em
vez da quantidade de movimento. Tem-se aqui, no entanto, de
notar que o conhecimento experimental da lei de distribuição é
particularmente inseguro a baixas energias00>. De resto, deve
esperar-se para transições proibidas, também teoricamente,
curvas que, na região das pequenas energias, sejam mais baixas
do que as das Figs. 2 e 3. Este último ponto deve ser atendido em
especial para o caso da curva do RaE, bem conhecida do ponto

!'l B. W. Sargent, Proc. Cambridge Phil. Soe. 28, 538, 1932.

(")Ver, por exemplo, E. Rutherford, B. Ellis e J. Chadwick, Radiations from


Radioactive Substances, Cambridge, 1932. Ver em especial a p. 407.

[ 91 ]
de vista experimental. Da Tabela 2 vê-se nomeadamente que RaE
tem um ·grande valor de t F (11 0) ; o declínio f3 do RaE é portanto
certamente proibido, sendo apenas permitido possivelmente em
segunda aproximação. Espero numa próxima comunicação poder
afirmar algo mais preciso sobre a forma das curvas de
distribuição de energia para as transições proibidas.

2 3 4 5 6E/mc1

Fig. 3.

Em resumo, pode dizer-se que a teoria na forma aqui dada


está de acor9o com os dados experimentais que, todavia, nem
sempre são muito precisos. De resto, se resultarem paradoxos de
uma comparação mais pormenorizada entre teoria e experiência,
seria ainda possível modificar a teoria, sem tocar nos seus
conceitos fundamentais. Poder-se-ia, nomeadamente, conservar
a equação (9) e fazer uma outra escolha dos C80 • Isto poderia em
especial conduzir a uma modificação da regra de selecção (48)
e resultar numa outra forma da curva de distribuição de energia
assim como da dependência do tempo de vida na energia
máxima. Contudo, a necessidade de uma tal modificação só
pode ser evidenciada por meio de um maior desenvolvimento da
teoria e, talvez também, por um maior refinamento dos dados
experimentais.

[Tradução de Carlos Fiolhais]

[ 92]
Sobre o Desvio de Moléculas de Hidrogénio
num Campo Magnético e o Momento Magnético do Protão. I
(Trabalhos de investigação acerca de métodos de feixes moleculares no Instituto
de Química-Física da Universidade de Hamburgo. N.• 24)<'1

Por R. fRISCH e O. STERN, de Hamburgo


(Submetido em 27 de Maio de 1933)

[Zeitschrift for Physik, 85, 4( 1933)]

Usando o método de Gerlach e Stern, separaram-se num campo mag-


nético feixes de moléculas de hidrogénio, tendo-se assim determinado
os seus momentos magnéticos. No caso do para-hidrogénio, as medidas do
momento magnético resultante da rotação molecular forneceram um
valor de cerca de I magnetão nuclear (l/1840 do magnetão de Bohr) por
quantum de rotação. As medidas realizadas em orto-hidrogénio deram
corno resultado para o momento magnético do protão valores de 2 a 3
magnetões nucleares (e não de 1 magnetão nuclear como até aqui se
supunha).

Nos trabalhos anteriores deste Instituto, desde sempre<2> se fez


notar que o método dos feixes moleculares abre a possibilidade
de medir momentos muito pequenos, não acessiveis por outras
técnicas. O trabalho de Knauer e Stern<3> representa a primeira
tentativa neste sentido, tendo obtido para o momento magnético
da molécula de H20 um valor da ordem de grandeza esperada
(~111 000 do magnetão de Bohr). Mas enquanto naquela altura a

<'1N. do T.: Esta série de relatórios internos tem o nome alemão "Untersuchun-
gen zur Molekularstrahlmethode", de que resulta a abreviatura "U. z. M." usada
nas referências e no texto.
<'J Já no trabalho de O. Stern, U. z. M. Nr. I; publicado em Zeit.f Phys. 39,
751, 1926.
<'1 F. Knauer e O. Stern, U. z. M. Nr. 3; publicado em Zeit. f Phys. 39, 780,
1926.

[ 93 ]
simples medida da ordem de grandeza só foi possível recorrendo
a um artificio (o multiplicador de intensidade), o desenvolvimento
entretanto conseguido no domínio dos feixes moleculares, em
particular o método da medida de intensidades<•>, veio abrir a pos-
sibilidade de realizar medidas quantitativas desses pequenos
momentos.
O estudo da molécula de H 2 tinha sido sugerido há já muito
tempo pelas razões que a seguir se expõem. Em primeiro lugar, a
medida no H 2 deveria ser, do ponto de vista experimental, par-
ticularmente fácil de executar: de facto, podem utilizar-se feixes
moleculares de H 2 a muito baixa temperatura, do que resultam
desvios muito grandes, pois tais desvios são inversamente pro-
porcionais à temperatura absoluta; além disso, existia neste
Instituto um método quantitativo de alta sensibilidade, justa-
mente adequado à medida das intensidades de feixes de hidrogé-
nio, bem conhecido e muitas vezes testado. Em segundo lugar, as
medidas com hidrogénio são também particularmente interes-
santes do ponto de vista teórico, nomeadamente a partir da
descoberta do oito-hidrogénio e do para-hidrogénio. Em espe-
cial, trata-se da oportunidade de realizar uma medida do
momento magnético do protão, grandeza até agora não acessível
experimentalmente e que desperta um interesse muito particular,
dada a sua natureza de propriedade da carga positiva elementar.
O spin<s> do protão é conhecido com grande precisão, sendo o
seu valor igual ao do electrão, _l_ _h_ . O momento magnético
2 2n
do electrão é 2 .....!!.._·_!_·...!!_(um magnetão de Bohr= 0,9.1G-20
2mc 2 2n
unidades CGS para um electrão, ou = 5600 unidades CGS por

1'l F. Knauer e O. Stern, U. z. M. Nr. 10; publicado em Zs. f Phy s. 53, 766,

1929; J. B. Taylor, U. z. M. Nr. 14; publicado em Zs. f Phys. 57,242, 1929.


l'l N. do T: Note-se a nomenclatura do original : "Das mechanische Moment

des Protons", à letra "momento mecânico do protão".

[ 94]
mole); admitindo que esta fórmula é válida para o momento
magnético do protão (uma hipótese que é sugerida pela teoria de
Dirac do electrão), este seria multiplicado por um factor igual à
razão das massas, ou seja, 1840 vezes menor (0,5.1 Q-23 unidades
CGS para um protão, ou 3 unidades CGS por mole). No que se
segue mantemos a designação anterior (U. z. M. Nr. 1) de mag-
netão nuclear.
O objectivo imediato do presente trabalho era, portanto, o
estudo do hidrogénio, tendo como meta a determinação do
momento do protão. Para tanto, tornou-se necessário desenvolver
uma aparelhagem capaz de medir momentos da ordem de gran-
deza do magnetão nuclear. As medidas de tais momentos mag-
néticos são importantes, em primeiro lugar para dar resposta a
questões sobre a estrutura nuclear, podendo ainda servir para
controlar, e até melhorar, as determinações da estrutura hiperfina
de linhas espectrais. Existem, além disso, outros casos em que
surgem momentos da mesma ordem de grandeza, como, por
exemplo, a rotação de moléculas, os momentos diamagnéticos,
etc.
O Sistema Experimental. O dispositivo experimental usado foi o
que é comum utilizar-se para o estudo dos desvios magnéticos de
feixes moleculares. Porém, atendendo ao pequeno momento
magnético do feixe em causa, o conjunto era particularmente
longo e estreito, ao mesmo tempo que a inomogeneidade do campo
magnético era especialmente elevada, sendo portanto muito
pequena a altura do feixe, de modo a obterem-se desvios facil-
mente mensuráveis. A Fig. I dá-nos uma vista geral esquemática
do conjunto. O comprimento total do feixe é de 30 cm, sendo de
escassos 15 cm a distância entre a fenda colimadora do forno e a
fenda de entrada na zona do campo magnético; a região de
campo magnético estende-se por 1Ocm e a distância entre o fim
desta região e a fenda de entrada no detector é de 5 cm. As peças
polares do magnete que produzem o campo inomogéneo têm as

[ 95 ]
Fenda do fomo I I Detector I
v
campo magnético
111
Fenda de entrada no Campo
magnético'
I
u
Corte transversal
dos pólos do magnete
e do feixe
Fig. I.

formas habituais, gume-sulco, sendo de 1 mm a largura do sulco e


de 0,5 mm a distância do gume ao plano superior do sulco. A ino-
mogeneidade assim conseguida aH/as é de 2,2.1os gauss por cen-
tímetro.
O desvio calcula-se a partir destes dados, através da relação:

S = l. (2 = _! M aH ..!!._ = _M_ aH (l ( M = 3 CGS )


a 2 g 2 M as a2 4RT as R = 8,3 • J0-7 •
(l = 200

Sendo a temperatura do feixe de 90 graus absolutos, as moléculas


com a velocidade mais provável a sofrem um desvio de 0,044 mm
por magnetão nuclear. Usaram-se feixes de diferentes larguras, até
um mínimo de 0,03 mm. Uma vez que os feixes não eram
monoenergéticos, antes apresentando uma distribuição de Maxwell,
e que a imagem obtida é bastante complicada, não se conseguiu
uma verdadeira separação de feixes, havendo assim que deduzir,
a partir da distribuição de intensidade das moléculas desviadas, o
valor do momento magnético procurado.
Devido ao percurso longo e à pequena altura do feixe, a sua
intensidade era extraordinariamente pequena: num detector com
uma fenda ideal, o aumento de pressão causado pela incidência
directa do feixe era de 2.1o-smm, correspondendo a uma elonga-
ção de 1,6 cm do galvanómetro. Foi por isso necessário usar o
habitual artificio de fazer incidir o feixe sobre a fenda do detector
segundo um canal, tendo-se feito particularmente grande a relação

[ 96]
entre o comprimento e a largura do canal. O factor x de que por este
meio se fez aumentar a pressão foi de cerca de 50, resultando numa
elongação de 80 cm, o que é suficiente mesmo para as moléculas
desviadas. Contudo, o valor elevado do factor x conjugado com a
reduzida abertura da fenda fez com que aumentasse demasiado o
tempo necessário para atingir a pressão de equilíbrio no manóme-
tro. Em manómetros vulgares, com um volume de cerca de 20 cmJ,
esse tempo era de cerca de meia hora, pelo que foi necessário cons-
truir manómetros de muito menor volume. Os manómetros por nós
utilizados tinham apenas 1/2 cm3, o que permitiu diminuir aquele
tempo de um factor de 40, reduzindo-o a 3/4 de minuto.
Detalhes Experimentais (ver Figs. 2 e 3). O "forno", fonte do
feixe, era constituído por um tubo de cobre em cuja base anterior
estava instalada a fe~~:da através da qual as moléculas de H 2 saíam
para o vácuo. O abastecimento de H2 fazia-se pela outra extremi-

Fole

Recipiente
de congelação

de vidro .

Bomba de vazio

Bomba de vazio
Fig. 2 -Corte longitudinal no plano da separação.

[ 97]
Fenda de entrada no
campo magnético
Peça de pressão

Placa de vidro

Zona do detector Zona do magnete Zona do magnete Zona do fomo

Fig. 3 - Corte longitudinal no plano perpendicular ao da separação.

dade do cilindro, através dum tubo de cristofle fino (para isola-


mento térmico do fomo) fixo numa extremidade à caixa do apa-
relho. Um ramo lateral, em tubo de chumbo maleável, fazia a liga-
ção à garrafa de H2. Na outra extremidade do tubo de cristofle
estava colada uma janela de vidro que permitia iluminar a fenda
do fomo por detrás. A elasticidade do tubo de cristofle tomava
possível a transmissão de pequenos deslocamentos laterais ou
verticais ao fomo por meio de dois parafusos micrométricos.
Para possibilitar o arrefecimento do fomo , estava-lhe soldado
um conjunto de fios de cobre (com uma secção total de ~ 20 mm2
e um comprimento de cerca de 2 cm). A outra extremidade encon-
trava-se soldada com "metal de Wood''<6> a um receptáculo de
cobre que, por sua vez, se encontrava ligado ao fundo de um reci-
piente de cristofle que se podia encher com ar líquido. Era o "metal
de Wood" fundido que garantia o bom contacto térmico necessário.
A cerca de 6 mm da fenda do fomo encontrava-se a f enda
colimadora, pelo que as moléculas saídas do fomo só tinham de
percorrer essa pequena distância na zona do fomo, onde a

<•> N. do T : Metal de Wood é a designação genérica usada para ligas metáli-


cas de baixo ponto de fusão.

[ 98]
pressão era relativamente elevada (algumas vezes I Q-4 mm).
Na zona intermédia, por detrás da fenda colimadora, o vácuo era
bastante melhor (I a 2 . lo-s mm). Como a fenda colimadora tinha
a mesma largura da fenda do fomo, apenas 0,02 mm, um even-
tual alargamento do feixe devido à dispersão dentro da zona do
fomo não tinha consequências. De certo modo pode imaginar-se
a fenda colimadora como a verdadeira fonte do feixe; de facto,
dado o valor ínfimo da pressão na zona intermédia, o feixe nessa
região não é afectado. Mercê desta técnica, foi possível obter
feixes cuja distribuição de intensidades ("forma") correspondia
quase exactamente à disposição geométrica das fendas e, sobre-
tudo, era praticamente isenta de caudas. Para que o feixe fosse o
menos perturbado possível por moléculas reflectidas, deu-se a
forma de bico à fenda colimadora (Fig. 4). As lâminas de aço
polidas apertadas uma contra a outra, que constituíam a fenda,
eram mantidas à distância correcta (0,02 mm) por pedaços de folha
de platina; lateralmente essas peças eram fechadas por folha de alu~
mínio betumada com Picein(7). Uma vez colocada na sua posição
correcta (ver adiante, onde se referem os ajustes) e aparafusada,
a fenda não podia depois deslocar-se durante as experiências.
A fenda de entrada na região do campo magnético estava
construída de modo a poder-se alterar a sua largura durante as

Fig. 4 - Fenda colimadora.

<n N. do T. : Picein: nome de uma gordura pastosa usada na época para vedar
ligações de vácuo.

[ 99]
Fig. 5 - Fenda de entrada no capo magnético.

experiências. Isso facilitava a localização do feixe. Por outro lado,


veio a revelar-se muito útil, uma vez que se podiam fazer experiên-
cias de separação com feixes de diferentes larguras sem grande
perda de tempo. As duas faces da fenda foram montadas sobre
uma lâmina metálica em mola (Fig. 5), podendo ser pressionadas
uma contra a outra por meio duma peça adequada, até se tocarem.
A mola e a peça de pressão estavam paradas, para deixarem pas-
sar o feixe. Essa peça encontrava-se na extremidade duma ala-
vanca interfixa, sobre cujo braço maior actuava um parafuso
micrométrico. Podia assim fazer-se um ajuste muito fmo entre os
0,2 mm e um valor ínfimo de abertura da fenda.
A fenda de entrada no detector, tal como a fenda do fomo,
tinha 0,02 mm de largura e 0,5 mm de altura. Tinha porém a
forma de um canal com 4 mm de comprimento, conforme mostra
a Fig. 6. Com estes dados pode calcular-se o factor .x<8>

X=_!_ 1 ~ 45
b 0,5 + 2,3 log (2alb)

Invólucro de aperto

~ Folha de platina
Fig. 6 - Fenda do detector desmontada. Fig. 7 - Manómetro de medida.

<•l Calculado segundo M. v. Smoluchowski, Ann. d. Phys. 33, 1559, 1910.

[ 100]
(b = largura; a = altura; l = comprimento da fenda) . O valor
invulgarmente elevado deste factor x (até aqui raramente se
usaram valores maiores que 10), conjugado com a pequena aber-
tura da fenda, exigiu a construção de manómetros de volume
muito pequeno, como já atrás se referiu.
O manómetro de medida era constituído por um tubo de
latão de 2 mm de diâmetro e cerca de 11 cm de comprimento, ao
longo de cujo eixo se encontrava esticada uma tira de níquel de
3 x 50 f.l, com 1Ocm de comprimento, que, aquecida, funcionava
como fio sensor. As ligações deste fio, feitas em fio de platina
(uma delas enrolada, constituindo uma mola que esticava o fio
sensor), saíam para o exterior através de rolhas cónicas de latão
enfiadas em ambas as extremidades do tubo de latão e isoladas
deste por anéis finos de Galalith. A fenda colimadora de entrada
no detector encontrava-se adaptada a um orifício lateral do manó-
metro. O manómetro de medida e o habitual manómetro de com-
pensação, exactamente iguais, estavam soldados um ao outro a
todo o comprimento, a fim de garantir o seu equilíbrio térmico.
Os manómetros estavam aparafusados ao fundo de um recipiente
de arrefecimento em cobre que se enchia de ar líquido para rea-
lizar as medidas, a cuja parte superior estava ligado um tubo com-
prido de cristofle. Para os proteger do calor irradiado pelo exte-
rior, os manómetros encontravam-se envolvidos por um tubo em
cobre, também aparafusado ao fundo do mesmo recipiente, munido
de um orifício para permitir a chegada do feixe à fenda do detector.
Para se poder medir a distribuição de intensidade do feixe,
era necessário deslocar-se o detector lateralmente através dele;
como esse deslocamento era de apenas alguns décimos de
milímetro, foi possível tirar partido da pequena elasticidade do
tubo de cristofle. O deslocamento era realizado através de um
parafuso micrométrico e de uma pequena cavilha, aguçada nas
duas pontas para diminuir o atrito e a transmissão de calor. Para
evitar um possível desvio dos manómetros perpendicularmente

[ 1OL ]
àquele deslocamento (na direcção do feixe, portanto), eles moviam-
-se apoiados numa pequena barra de vidro de extremidades afiadas.
Para compensar a contracção do recipiente de arrefecimento
e dos próprios manómetros (cerca de I mm), resultante do arre-
fecimento, era possível deslocá-los segundo a sua altura. A peça
exterior, em tubo de latão, que servia de suporte ao recipiente de
arrefecimento era, por isso, constituída por duas partes ligadas por
um fole metálico. A parte superior estava ligada por quatro peque-
nas barras a um anel que se podia deslocar livremente ao longo da
parte inferior; este anel apoiava-se por sua vez sobre uma grande
porca que ao rodar o deslocava segundo a altura (ver Fig. 2).
O campo magnético inomogéneo era criado por duas peças pola-
res cuja forma e dimensões se mostram na Fig. 8. Nos topos estas
peças estavam aparafusadas a dois pratos de latão, onde por sua
vez se encontravam também aparafusados os invólucros das partes
adjacentes; por cima e por baixo as peças polares estavam fecha-
das por placas de vidro betumadas com Picein; todas as outras
juntas foram igualmente fechadas com Picein fundido. Com esta
construção simples conseguiu-se uma estanquicidade conveniente,
com a vantagem adicional de, através das placas de vidro, se
poderem observar as peças polares em todo o seu comprimento.
Os invólucros restantes (ver Figs. 2 e 3), nomeadamente os da
zona do forno, da zona intermédia e da zona do detector tinham

Fig. 8 -Campo magnético.

[ 102]
rebordos, providos de anéis de vedação de borracha, através dos
quais se ligavam entre si e à zona do campo magnético. A zona
do forno continha o fomo acima descrito com os dispositivos de
arrefecimento e de deslocamento, bem como um recipiente para
fixar vapores por congelação; esta zona era bombeada com uma
bomba mecânica de três estágios (velocidade de bombeamento
com o tubo de ligação, 1O litros por segundo para o ar, corres-
pondendo a 36 litros por segundo de H2). A zona intermediária
estava concebida de modo a permitir a realização de experiências
com um feixe "monoenergético"; para tal podia até instalar-se
um sistema de discos dentados rodando a velocidade elevada,
que apenas permitia a passagem de moléculas dentro de uma
gama estreita de velocidades. Esta zona era por isso bastante
espaçosa (9 cm de diâmetro) passando o feixe muito perto da
parede (a cerca de 1 cm). Na presente experiência trabalhou-se
sem esse "monocromador"; em seu lugar instalou-se apenas uma
placa em que estava montada a fenda colimadora. Esta fenda
penetrava na zona do fomo através de um orificio aberto na
parede intermediária; o espaço entre esta parede e a placa que
suportava a fenda colimadora foi vedado com "gordura de
Ramsay"<9>de modo que a fenda colimadora era a única abertura
entre a zona intermédia e a zona do forno. A zona intermédia
também continha um recipiente de arrefecimento. Esta zona era
evacuada por outra bomba (velocidade de bombeamento, com a
tubagem e a trapa, cerca de I litro por segundo para o ar). A zona
do campo magnético e a zona do detector eram bombeadas por
uma terceira bomba, de velocidade de bombeamento semelhante;
como estas duas zonas comunicavam com a zona intermédia por
um pequeno canal (cerca de I mm de diâmetro e 2 mm de com-
primento) podia manter-se um certo diferencial de pressão

<•l N. do T : A gordura de Ramsay é uma outra gordura de vácuo, de ponto de


fusão elevado.

[ 103 ]
durante as medidas. A fenda de entrada na região do campo mag-
nético encontrava-se mesmo junto ao magnete. Além dos manó-
metros já atrás descritos, existia na zona do detector uma lingueta
accionada electromagneticamente e destinada a interromper o
feixe ; esta lingueta estava instalada na extremidade de uma ala-
vanca, existindo na outra extremidade, a uma distância suficiente
do campo magnético, uma massa de ferro.
Os ajustes fizeram-se em parte por meios ópticos e em parte
com o próprio feixe molecular. Em primeiro lugar fixou-se a
fenda de entrada ao magnete, de modo que a sua linha média se
encontrasse entre o plano do sulco e o cutelo, cerca de O, I mm
acima do plano do sulco; esta operação realizou-se com a ajuda
de um microscópio. Procedeu-se depois à montagem da zona
intermédia e da fenda colimadora; enviou-se um feixe de luz de
uma lâmpada pontual de tungsténio através dessa fenda e da fenda
de entrada na zona do campo, deslocando-se a primeira até con-
seguir que o feixe de luz estivesse exactamente paralelo às ares-
tas dos pólos do magnete. Deixando a lâmpada pontual na mesma
posição, montou-se a zona do fomo e deslocou-se este até que
o feixe de luz tivesse a máxima intensidade. Obteve-se assim o
alinhamento das três fendas e o seu perfeito ajuste com o campo
magnético. O paralelismo relativo das fendas garantiu-se pondo
cada uma delas na vertical. Embora o resultado não pudesse ter
sido muito exacto uma vez que o feixe tinha apenas I /2 mm de
altura (ou seja, uma relação altura sobre largura de cerca de 25),
mesmo um erro de I0 no posicionamento vertical, que decerto se
não cometeu, não teria trazido grandes prejuízos.
O ajuste do detector e o ajuste fino do fomo foram realizados
com o próprio feixe molecular. Em particular teve que se posi-
cionar o detector de modo que as moléculas pudessem realmente
passar através do canal sem tocarem nas paredes; uma vez que o
comprimento do canal era 200 vezes maior que a sua largura,
uma rotação de apenas 1/200 = 0,3° provocava já um abaixa-
mento para metade da pressão no detector. Tomou-se portanto

[ 104]
indispensável obter uma precisão de poucos minutos, para o que
se utilizou um braço comprido, com deslocamento micrométrico,
fixado ao detector.
Resultados. Estudaram-se primeiramente feixes de H2 vulgar
a baixa temperatura (ar líquido). Para perceber o significado
desta medida deve dizer-se que o hidrogénio é constituído por
25% de para-hidrogénio e 75% de orto-hidrogénio. No para-H 2
os dois protões orientam-se antiparalelamente, pelo que não
deverá apresentar qualquer momento magnético proveniente do
spin nuclear. Pelo contrário, já é de esperar que a rotação da molé-
cula produza um momento magnético. À temperatura do ar líquido,
porém, quase todas as moléculas de para-hidrogénio (99%) terão
número quântico de rotação zero, pelo que a esta temperatura o
para-H 2 não deverá ter momento magnético. Confirmámos isto
mesmo em experiências com para-H2 puro.
No orto-H2 os dois protões orientam-se paralelamente, do que
deverá resultar um momento magnético com um valor de 2 vezes
o momento do protão. Além disso a rotação também contribui
para o momento magnético, mas neste caso essa contribuição não
se elimina pelo abaixamento de temperatura, uma vez que o
estado de rotação mais baixo do orto-H 2 tem número quântico I.
Como o acoplamento entre os dois momentos (rotacional e de spin
nuclear) é muito pequeno e deverá anular-se totalmente sob a
acção dos campos magnéticos utilizados para a separação (cerca
de 20 000 gauss), é de esperar uma distribuição como a da Fig. 9,
no caso do feixe monoenergético do orto-H 2. Cada um dos dois
momentos terá três possíveis orientações no campo, de acordo com

Fig. 9 - Separação dos feixes do orto-hidrogénio.

[ 105]
o número quântico 1; na figura admite-se que o momento devido
à rotação é muito menor que o momento do núcleo. Nos feixes
reais utilizados, com uma distribuição maxwelliana de velocida-
des, cada traço da figura (excepto o do meio) corresponde a uma
curva de Maxwell e a distribuição de intensidades que se mede é
uma sobreposição destas curvas. SR e Sp representam o desvio
observado para as moléculas com a velocidade mais provável.
Em princípio, é possível obter os valores de SR e Sp a partir
da distribuição de intensidades observada (ver Fig. 9); contudo,
isso pressupõe uma precisão muito elevada da medida. Proce-
demos, por isso, da maneira que a seguir se descreve para deter-
minar SR. Estudámos o para-H2 puro<10> à temperatura do ar líquido
e também a temperaturas mais elevadas (195 graus absolutos,
temperatura do co2sólido e 292 graus absolutos, temperatura
ambiente). À temperatura do ar líquido, tal como seria de esperar, a
amostra era não magnética<11 >; a temperaturas superiores apresen-
tava porém um momento magnético resultante dos estados quân-
ticos de rotação de ordem superior produzidos. Calculámos a dis-
tribuição de probabilidade desses estados quânticos de acordo
com a lei de Boltzmann. Designando por n o número quântico de
rotação, resulta do cálculo que, para a temperatura de 195 graus
absolutos, 73% das moléculas terão n = O e 27% n = 2; à tempera-
tura ambiente (292 graus absolutos) encontram-se 52,5% com
n =O, 46,1% com n = 2 e 1,4% com n = 4. Admitindo que as com-
ponentes presentes do momento magnético (ver Fig. 10) são todas
múltiplos inteiros de um valor fundamental correspondente a
n = 1, pode extrair-se da medida esse valor fundamental do
momento magnético J1R; o valor resultante é ligeiramente inferior
a um magnetão nuclear.

<oo> Produzido pelo Sr. I. Estennann, pelo que lhe estamos muito gratos.
<">Estava presente uma pequena quantidade de moléculas magnéticas, pos-
sivelmente provenientes de impurezas (3 a 4%) de orto-H 2 •

[ 106]
Fig. I O- Separação dos feixes do para-hidrogénio; em cima n = 2, em baixo n = 4.

Convém analisar um pouco mais de perto este processo de


calcular o momento magnético. Procedeu-se primeiro à medida
da forma do feixe não desviado. Por forma do feixe entendemos
aqui a forma da curva que se obtém quando o detector é movido
transversalmente através do feixe e se representa a intensidade
medida em função da sua posição; veja-se, por exemplo, a
Fig. 11 . Com o campo magnético remanescente anulado
(fazendo-se para tal passar através do magnete uma pequena cor-
rente de 0,2 A e de sentido oposto), a forma do feixe obtida
estava em perfeito acordo com a forma esperada. Mediu-se nova-

Fig. II - Exemplo dwna medida realizada com hidrogénio vulgar a 95 graus


absolutos; Forma do feixe com (o) e sem (•) campo magnético.

[ 107]
Fig. 12- Imagem completa do espectro obtido com hidrogénio vulgar a
95 graus absolutos; a assimetria é de origem instrumental.

mente o feixe com o campo magnético ligado (Figs. 11 e 12).


O modo como a partir daqui se calculoJ.l o momento exemplifica-se
com o caso do "para-H2 a 195 graus absolutos".
Toma-se um ponto qualquer da curva medida cuja distância
ao ponto médio seja (na prática é suficiente uma distância igual
à largura do feixe). Sabe-se que 73% das moléculas têm número
quântico de rotação n = O, sendo portanto não magnéticas, pelo
que não contribuem para a intensidade neste ponto. Das restantes
27%, um quinto também não é desviado (ver Fig. 10, em cima),
enquanto dois quintos, correspondentes à rotação de moléculas
de H 2 com número quântico de rotação um, se separam em dois
feixes (tal como um feixe de átomos de prata, pese embora o
valor muito menor de momento JlR) e os restantes dois quintos se
separam também em dois feixes, mas correspondendo a um valor
duplo de momento magnético.
Podemos agora atribuir tentativamente um valor qualquer ao
momento da rotação, por exemplo um magnetão nuclear; a par-
tir daí podemos calcular s a> o desvio observado para moléculas
com a velocidade mais provável, e obter então, admitindo uma

[ 108]
distribuição de Maxwell, a intensidade à distância que estamos a
considerar do centro do feixe<'2>. Para este cálculo admitimos que
o feixe original tinha forma rectangular, com uma largura igual à
largura a meia altura do feixe observado; comprovámos com
cálculos que nas nossas condições esta aproximação não traz incon-
venientes. Variou-se então JlR até que a intensidade calculada
coincidisse com o valor medido.
Verificámos este valor por uma segunda via que consistiu em
medir a intensidade no meio do feixe com e sem campo mag-
nético. Também aqui introduzimos nos cálculos a aproximação
de o feixe não desviado ser considerado rectangular, o que uma
vez mais não trazia inconvenientes, já que aplicámos o método a
feixes muito largos, que na verdade se aproximavam bastante da
forma rectangular.
As medidas com hidrogénio vulgar foram analisadas, em
princípio, do mesmo modo. Admitimos que JlR é também o
momento magnético de rotação unitário do orto-H2. Analisando
com este valor do momento de rotação as nossas medidas com
hidrogénio vulgar, obtém-se para o momento resultante dos
protqes cerca de 5 magnetões nucleares por molécula de orto-H 2.
O momento magnético do protão seria assim de 2 a 3 magnetões
nucleares e não de um magnetão nuclear. Embora os valores obti-
dos não sejam muito exactos, as medidas não parecem com-
patíveis com um valor da ordem de uma unidade.
Deve ainda acrescentar-se o seguinte acerca do momento de
rotação: de início fizemos medidas apenas com hidrogénio
vulgar e procurámos utilizar para o momento da rotação um
valor resultante de um cálculo teórico. A pedido do Sr. Fermi, o
Sr. Bethe teve a amabilidade de estimar o momento de inércia
da molécula de H2. Admitindo que a molécula de H2 rodava

1"> Ver, por exemplo, O. Stern, U. z. M. Nr. 5; publicado em Zeit.f Phys. 41 ,

563, 1927.

[ 109]
como um corpo rígido, resultou dos seus cálculos um momento
de rotação de cerca de 3 magnetões nucleares (para número
quântico de rotação um). Só mais tarde é que notámos que as
medidas em para-hidrogénio puro podiam fornecer directamente
um valor experimental para o momento de rotação. Conforme foi
referido resultou um valor de, no máximo, um magnetão nuclear.
Como esta discrepância estava muito para além das margens de
erro, quer da estimativa teórica, quer das nossas medidas, recor-
remos uma vez mais ao Sr. Fermi, que nos disse o seguinte: é
errado admitir que a molécula de hidrogénio roda como um
corpo rígido, devendo sim imaginar-se que a nuvem electrónica
não acompanha a rotação mas fica para trás ("desliza"). Por
sugestão do Sr. Fermi, o Sr. Wick(lll fez uma estimativa deste efeito,
da qual resultou que o momento de rotação deveria situar-se
entre 0,35 e 0,92 magnetões nucleares. Este resultado está de
acordo com as nossas medidas e parece-nos de admitir que o valor
verdadeiro se situe mais próximo do limite superior referido.

[Tradução de Rui Marques]

111, Zeil. f Phys. 85, 25, 1933.

[ 11 o ]
Sobre a Teoria Quântica do Núcleo Atómico
G. ÜAMOW, actualmente em Gottingen
(Manuscrito recebido em 2 de Agosto de 1921)

[Zeitschriftfiir Physic, 51, 204 (1928)]

Tenta-se neste trabalho examinar em pormenor os processos


de radiação a, com base na mecânica ondulatória, e obter teori-
camente a relação estabelecida experimentalmente entre a cons-
tante de declínio e a energia da partícula-a.

§ 1. Já várias vezes<1>foi avançada a suposição de que as forças


de atracção não coulombianas desempenham um papel bastante
importante no núcleo atómico. Podemos formular muitas hipóte-
ses sobre a natureza dessas forças .
Pode tratar-se da atracção entre momentos magnéticos dos
constituintes nucleares ou de forças provenientes de polarizações
eléctricas e magnéticas.
Qualquer que seja o caso, estas forças diminuem muito rapi-
damente à medida que aumenta à distância ao núcleo. Só na
vizinhança imediata do núcleo se sobrepõem à influência da
força coulombiana.
A partir de experiências de dispersão de partículas a pode-
mos concluir que, para elementos pesados, as forças de atracção
não se tornam evidentes até uma distância de -10- 12 cm. Pode-
mos assim aceitar a representação da energia potencial dada
na Fig. 1.

1' 1
J. Frenke1, Zeit. F. Physik. 37, 243, 1926; E. Rutherford, Phil. Mag. 4,
580, 1927; D. Enskog, Zeit.f Phys. 45, 852, 1927.

[ 111 ]
u \
\
\
\

'

.
_____ .,___
!
-;----------
1 I I · t
I I 1 I
!I :I :I II

Fig. I.

A constante r" significa a distância máxima até onde se provou


experimentalmente que existe exclusivamente atracção coulom-
biana. A partir de r' começam os desvios (o valor de r' é desconhe-
cido, sendo talvez muito menor do que r'') e em r0 a curva U tem
um máximo. Para r < r0 dominam as forças de atracção. Nesta
região a partícula deve orbitar à volta do resto do núcleo, tal
como um satélite.
Contudo, este movimento não é estável, uma vez que a
sua energia é positiva e, ao fim de algum tempo, a partícula a.
é emitida (radiação a.). Aqui encontramos uma dificuldade
essencial.
Para ser emitida, a partícula a. tem de ultrapassar uma
barreira de potencial de altura U0 (Fig. 1), pelo que a sua ener-
gia não pode ser menor do que U0 . Mas foi provado experi-
mentalmente que a energia da partícula a. é muito menor.

[ 112 ]
Encontra-se!2>, por exemplo, na investigação da dispersão no
urânio de raios a provenientes do Ra C' (estas partículas são
muito rápidas), que para o núcleo de urânio a lei de Coulomb é
válida até uma distância de 3,2 x lQ-1 2 cm. Por outro lado, as
partículas a emitidas pelo mesmo urânio têm uma energia que na
curva de repulsão corresponde a uma distância de 6,3 x 1Q- 12 cm
(r2 na Fig. 1). Se for emitida uma partícula a , que provenha do
interior do núcleo, esta tem de atravessar a região entre r 1 e r2,
onde a sua energia cinética seria negativa, o que é claramente
impossível, de acordo com as suposições clássicas.
Para ultrapassar esta dificuldade, Rutherford!3>supôs que a
partícula a no interior do núcleo é neutra, uma vez que aí deve
conter dos electrões. Segundo Rutherford, só a uma certa distân-
cia do núcleo para além do potencial máximo ela perde os seus
dois electrões, os quais regressam ao núcleo, enquanto a partí-
cula a continua o seu processo de fuga, sob a acção da força
de repulsão coulombiana. No entanto, esta suposição parece
muito pouco natural, pelo que dificilmente deve corresponder
aos factos.

§ 2. Se examinarmos a questão do ponto de vista da mecâ-


nica ondulatória, a referida dificuldade cai naturalmente. De
facto, na mecânica ondulatória uma partícula tem uma proba-
bilidade não nula de transitar de uma região para outra com a
mesma energia, que está separada da primeira por uma barreira
de potencial, arbitrária mas finita!•>.
Como veremos de seguida, a probabilidade de uma tal tran-
sição é contudo muito pequena e, de facto, tanto menor quanto

<'• Rutherford, I. c., p. 581 .


<•• lbid, I . c., p. 584.
<•• V., por exemplo, Oppenheimer, Phys. Rev. 31 , 66, 1928; Nordheim, Zeit.
f Phys. 46, 833 , 1927.

[ 113]
maior for a barreira de potencial a ultrapassar. Para esclarecer
este facto, vamos examinar um exemplo simples.

I V, 11
E {----------+f'"'''·~~---------
9'

Fig. 2.

Consideremos uma barreira de potencial rectangular. Preten-


demos encontrar a solução da equação de Schroedinger, que
descreve a passagem da partícula da direita para a esquerda. Para
a energia E, escrevemos a função de onda 'I' na seguinte forma

+2!ti E 1
v='l'(q)e h '

onde a amplitude 'I' (q) satisfaz a equação

~+ 81t2m (E-U) '1' = 0.


aq2 h2 (1)

Para a região I tem-se a solução

'1'1 = A cos (kq +a) ,

onde A e a são duas constantes arbitrárias e

k = 21t&
h
u. (2a)

[ 114]
Na região II a solução é dada por

com

k' = 27t & -.Jv0 -E .


h (2b)

Na fronteira q = O são válidas as condições

'VI (O) = 'l'u (O) e - [a'aqPI] q=o = [à'~~u]


-
aq q=o
,

de onde obtemos facilmente

B1 = -4--
2 sme
sin (a+ 8); B 2 = - -4--
2 sme
sin (a - 8),

com
.e I
sm = -~r=l=+=(=:=)==2 .

A solução na região II é portanto

'Pn 2-4--
=
sme
[sin (a+ 8) e- Kq - sin (a - 8) eH'q].

Em III voltamos a ter

'Pm = C cos (kq + ~)

[ 115 ]
A partir das condições de fronteira tem-se na fronteira q = I

-~- (sin (a. + 8) e- IK- sin (a. - 8) e+ IK J= C COS (k/ + ~)


2 sm8

---4--
2sm8
K [- sin (a.+8) e- IK - sin(a. - 8) e + IK ] = - kCcos (kl+~) .

Assim

C2 = A2 { [1 + ( Kk ) 2 ] sin2 (a. - 8). e2 IK


4 sin28

- [ 1 - ( ~ ) ] 2 sin (a. - 8) sin (a. + 8)


2

+ [1 + ( ~) 2 ] sin2 (a. - 8) sin (a. - 8) e-2 IK } .


(3)

Não nos interessa o cálculo de ~· Apenas nos interessa o caso


de IK ser muito grande, pelo que só temos de considerar o
primeiro termo de (3).
Temos portanto a seguinte solução:
Esquerda: Direita:

A cos (kq +a.) ... A s~n ~:;:) [1 + ( ~) 2 ] w. e+IK cos (kq + ~).
Se agora escrevermos a. - ~ em vez de a., multiplicarmos a
solução obtida por i e somarmos as duas soluções, obtemos à
esquerda

'P = A ei(/cq + a.) (4a)

[ 116 ]
e à direita

'I'= ---4---e [t + (K)


2 sm k
2
]
112
e+tK {sin (a-9) cos (kq + ~)

- i cos (a - 9) cos (kq + W) }, (4b)

onde Wé a nova fase.


Se multiplicarmos esta solução por e(2niEtlhJ, obtemos para 'I'
à esquerda uma onda progressiva (que caminha da direita para
a esquerda). À direita obtemos, porém, um processo oscilatório
complicado, que se desvia pouco da onda estacionária, com uma
grande amplitude (eK'). Isto não tem outro significado a não ser
que a onda proveniente da direita é em parte reflectida e em parte
transmitida.
Vemos assim que a amplitude da onda transmitida é tanto
menor quanto menor for a energia total E. Com efeito, o factor

desempenha o papel mais importante nesta dependência.

§ 3. Podemos agora resolver o problema de duas barreiras de


potencial simétricas (Fig. 3). Vamos procurar duas soluções.
Uma solução deve ser válida para q positivo e dar para
q > q0 + I a onda

A e ;e~Et-kq+a)

A outra solução é válida para q negativo e dá para q <- (q 0 + 1)


a onda

A e '
. (21t
h Et - q:<'+a )

[ 117]
.. . IJ

Fig. 3.

Não podemos então ligar de maneira contínua ambas as solu-


ções na fronteira q = O, uma vez que temos de satisfazer duas con-
dições de fronteira e apenas temos à disposição uma constante a..
A razão ·fisica desta impossibilidade é que a função 'I' cons-
truída a partir destas duas soluções não satisfaz a lei de conservação

+(qo+ l)

aat f 'VW c1q = 2.


- (qo+ f)
-=1!---- ["' grad w- wgrad "']
41t 1 m
1.

Para ultrapassar esta dificuldade, temos de aceitar que as


oscilações são amortecidas, pelo que consideramos E complexo

E = E0 +i hÃ
41t '

onde E0 é a energia usual e À é o decréscimo de amortecimento


(constante de declínio). Vemos então a partir das relações (2a) e
(2b) que k e K têm também de ser complexos, isto é, que a ampli-
tude das nossas ondas também depende exponencialmente da
coordenada q. Por exemplo, para a onda progressiva, a amplitude
cresce na direcção da propagação da onda. Isto apenas significa

[ 118 ]
que, quando a oscilação é amortecida no ponto de partida da
onda, a amplitude da parte da onda que partiu antes tem de ser
maior. Podemos agora escolher a. de modo a satisfazer as condi-
ções de fronteira. No entanto, não nos interessa a solução exacta.
Quando À é pequeno em comparação com E/h (para RaC' tem-se

E JQ-5
- - - = JQ +22 s - 1 e À = JQ +Ss - 1), a modificação de
h IQ-27 s

'P (q) é também muito pequena e podemos multiplicar simples-


mente a solução antiga por e - 1•i
Então, a lei de conservação escreve-se

a ÀJ
-e- J 'Pu<vrn· 'Pu<vm dq
+(qo + l)
=- 2. -A2h . e - ÀJ ,
-. 21k.
at - (qo: /) • 41t im

pelo que

onde x é um número, cuja ordem de grandeza é um.


Esta fórmula fornece a dependência da constante de declínio
na energia de decaimento no nosso modelo nuclear simples.

§ 4. Podemos agora passar para o caso do núcleo real.


Não podemos resolver a equação de onda correspondente
uma vez que não conhecemos a forma exacta do potencial na
vizinhança do núcleo. Mas alguns resultados obtidos no nosso
modelo simples podem ser aplicados ao núcleo real sem ser
necessário conhecer a forma exacta do potencial.

[ 119]
Como é usual no caso da força central, vamos procurar a
solução em coordenadas polares, na forma

'I' = u (9,<p) X (r).

Para u obtemos as funções harmónicas esféricas e X tem de


satisfazer a seguinte equação diferencial

onde n é a ordem da função esférica. Podemos tomar n = O, uma


vez que quando n > O tudo se passaria como se a energia poten-
cial tivesse sido aumentada sendo, por isso, o amortecimento
para essas oscilações muito menor. A partícula tem primeiro de
passar para o estado n = O, antes de poder fugir.
É bem possível que tais transições provoquem a radiação y,
que acompanha sempre a emissão a.. A curva provável de U está
indicada na Fig. 4.
Para valores grandes de r vamos supor a seguinte solução
para X

A I. ( -27th- E 1- kr)
XL =--;:- e

Fig. 4.

[ 120]
Apesar de não podermos obter a solução exacta do problema
neste caso, podemos, no entanto, dizer que nas regiões I e III
em média X não diminui rapidamente (no caso tridimensional,
com llr.
Na região III, porém, X decresce exponencialmente e, de
facto, podemos esperar por analogia com o caso simples anterior
que a relação entre a diminuição de amplitude e E pode ser
aproximada pelo factor:

e
- 21te
h
& f ' 2 . r::--:
'J
'l U- E dr

Na aplicação da lei de conservação podemos novamente


escrever a fórmula

Â.=D. e - 211 &


h
f r
r1
2
~U-Edr
(6)

onde D depende das caracteristicas especiais do modelo nuclear.


Podemos desprezar a dependência de D em E em comparação
com a dependência exponencial do segundo factor.
Podemos também em vez do integral

escrever aproximadamente o integral

2Ze2
I;e~ 2Z/2 - E. dr

[ 121 ]
O erro relativo, que cometemos então, é da ordem de grandeza

I
Uma vez que!_ é pequeno, esse erro não será muito grande.
r2
Uma vez que nos diferentes elementos radioactivos E não tem
valores muito diferentes, escrevemos aproximadamente

2Ze2
4
logÂ.=lgD- 1t ~ { fo Eo-v ~e2 -E dr+ 0

ou

log À= ConstE + BE. ô.E

onde

B= - 41t -{2;, _E_


h aE
f~-v
0
2Z e2

2Z
r
e2 - E dr=

2Z e2

41t & _E_ f ~ ~=dr===


=
2h aE o -v 2~e2 _ E dr.

[ 122]
Se fizermos
E
p = 2Z e2 r
tem-se
(7)
b= 4rt&2ze2J 1 ~ rt2&. 2Ze2
2hE312
o "1p _1 h E312

Queremos agora comparar esta fórmula com os factos expe-


rimentais. É conhecido<5> que, quando registamos como abcissa a
energia da partícula a e como ordenada o logaritmo da constante
de declínio, todos os pontos para uma certa família radioactiva
estão sobre uma mesma recta. Para várias famílias, obtêm-se
várias rectas paralelas. A fórmula empírica é

log Â. = Const + b E,

onde b é uma constante comum a todas as famílias radioactivas.

Fig. 5.

<" Geiger e Nuttall, Phil. Mag. 23, 439, 1912; Swinne, Phys. Zeit. 13, 14, 1912.

[ 123 ]
O valor experimental de b (calculado a partir deRa A eRa) é

b exper = 1,02. 10+7.

Se, porém, introduzirmos na nossa fórmula o valor da energia


paraRa A, o cálculo dá

b teór = 0,7 X 10+7 (6J

O acordo na ordem de grandeza mostra que a suposição


fundamental da teoria deve estar certa. De acordo com a nossa
teoria, têm de existir certos desvios da lei linear: à medida que a
energia cresce, b tem de diminuir, isto é, log À. tem de diminuir
um pouco mais lentamente do que E. As medidas de Jacobsen<7J
estão de acordo com este facto. Para Ra C', cuja radiação <X é
muito energética, obtém-se para a constante de declínio o valor
8,4. lOS, enquanto da lei linear resulta o valor 5. 107.

A concluir, gostaria de agradecer ao meu amigo N. Kotschin


pela discussão amigável de algumas questões matemáticas.
Também quero agradecer muito cordialmente ao Sr. Prof. Bom
pela autorização que concedeu para eu poder trabalhar no seu
Instituto.

Gõttingen, Instituto de Física Teórica, 29 de Julho de 1928

[Tradução de Carlos Fiolhais]

,., Para outros elementos obtemos aproximadamente o mesmo valor, uma vez
que Z varia pouco para vários elementos radioactivos.
m Jacobsen, Phil. Mag. 47, 23, 1924.

[ 124]
Sobre a Verificação e o Comportamento
dos Metais Alcalino-Terrosos Resultantes da Irradiação
do Urânio com Neutrões 0 >
Por 0 . HAHN e F. S TRASSMANN, Berlin-Dah/em

[Die Naturwissenschaften, 27, li ( 1939)


copyright Springer-Verlag]

Numa comunicação provisória recentemente aparecida nestas


colunas<2> foi referido que, além dos elementos transuranianos
descritos em pormenor por Meitner, Hahn e Strassmann - os ele-
mentos 93 a 96 - , resultava ainda da irradiação de urânio
com neutrões um grande número de outros produtos de transmu-
tação, cuja produção se deve evidentemente ao duplo decaimento
alfa sucessivo de urânio 239 transitoriamente formado. Um tal
decaimento deve formar a partir do elemento de carga nuclear 92
o elemento de carga nuclear 88, isto é, o rádio. Na citada comu-
nicação, num esquema de decaimento proposto ainda como pro-
visório, eram apresentados três isómeros de rádio desse tipo, com
os seus períodos estimados de modo aproximado, e os respec-
tivos produtos de decaimento, a saber, três isótopos do actínio
que, por sua vez, decaem evidentemente para isótopos do tório.
Simultaneamente chamava-se também a atenção para a ines-
perada observação de que estes isótopos de rádio, criados por
separação de partículas a e mediante a formação intermédia de
tório, não se produzem apenas com neutrões rápidos mas igual-
mente com neutrões moderados.

(1) Recebido do Kaiser Wilhelm-lnstitut filr Chemie, Berlin-Dahlem, em 22

de Dezembro de 1938.
(ll O. Hahn e F. Strassmann, Naturwiss. 26, 756 ( 1938).

[ 125]
A conclusão de que os membros inicbis destas três novas
séries de isótopos eram rádio baseou-se no facto de esta subs-
tância se deixar separar com sais de bário e todas as reacções
mostrarem que eles são idênticos ao bário. Todos os outros ele-
mentos conhecidos, desde os transuranianos, passando pelo
urânio, protactínio e tórico, até ao actínio, têm propriedades quí-
micas diferentes do bário e são fáceis de separar dele. O mesmo
se passa com os elementos abaixo do rádio, tais como o bismuto,
o chumbo, o polónio e o "ecacénio"(l>. Excluindo então o próprio
bário, resta apenas o rádio.
No que se segue descreve-se rapidamente a separação da mis-
tura de isótopos e a extracção de cada um dos componentes. É a
partir do comportamento da actividade dos isótopos individuais
que se determinam os seus periodos e se consegue investigar os
produtos resultantes. Contudo, os produtos finais não se
descrevem ainda individualmente nesta comunicação porque, em
virtude da grande complexidade dos processos - trata-se de
pelo menos 3 e provavelmente 4 séries, com três substâncias
cada uma - , não foi ainda possível determinar com segurança os
respectivos períodos.
Naturalmente o bário serve sempre como substância de trans-
porte para os isótopos de "rádio". A primeira escolha recaiu no
bário precipitado na forma de sulfato de bário que, com o cromato,
é o sal de bário mais difícil de solubilizar. Mas, de acordo com
experiências anteriores e após alguns testes, pôs-se de lado a ideia
de fazer a separação dos isótopos de "rádio" com sulfato de
bário, uma vez que os seus precipitados retiram da mistura, além
de quantidades diminutas de urânio, quantidades não desprezáveis
de isótopos de actínio e de tório, também eles pressupostamente

n> N do T.: "ecacénio" (em alemão "ekacaesiwn') era a designação usada na época
para o elemento 87. O frâncio só foi descoberto em 1939 no Instituto Curie, em Paris.

[ 126]
produtos do decaimento dos isótopos de "rádio", não permitindo,
portanto, uma extracção dos produtos finais num estado de pureza
adequado. Em vez da precipitação do sulfato, capaz de criar uma
superficie muito grande por precipitar num grande estado de divi-
são, escolheu-se um método que se mostrou muito bom: usou-se o
cloreto de bário, um precipitado muito dificilmente solubilizável
em ácido clorídrico concentrado.
Era indispensável uma determinação básica das característi-
cas químicas destes novos radioelementos produzidos artificial-
mente em resultado do bombardeamento do urânio com neutrões
lentos, neste processo energeticamente dificil de entender.
Através da separação de cada um dos grupos químicos de ele-
mentos a partir da solução de urânio irradiada, encontrou-se sem-
pre radioactividade nos alcalino-terrosos (Ba como substância de
transporte), nas terras raras (La como substância de transporte) e
em elementos do quarto grupo da tabela periódica (Zr como subs-
tância de transporte), para além do grupo dos transuranianos. Estu-
daram-se então aprofundadamente os precipitados de bário que,
evidentemente, continham os termos iniciais das séries isoméri-
cas observadas. Pretendia-se mostrar que os transuranianos, o urâ-
nio, o protactínio, o tório e o actínio eram sempre e completa-
mente separáveis do material radioactivo precipitado com o bário.

1. Com este objectivo tomou-se uma amostra de urânio irra-


diada, separaram-se os transuranianos e o sulfureto de platina con-
juntamente com auxílio do ácido sulfidrico e solubilizaram-se
com água régia. Nesta solução precipitou-se o cloreto de bário com
o ácido clorídrico. Filtrou-se o precipitado de bário e separou-se
dele a platina, novamente com auxílio do ácido sulfidrico. Verifi-
cou-se que o cloreto de bário estava inactivo enquanto o sulfureto
de platina apresentava uma actividade de cerca de 500 partículas/
/minuto. As experiências correspondentes com os transuranianos
de período longo deram os mesmos resultados.

[ 127]
2. Uma precipitação de cloreto de bário a partir de lO g de
nitrato de uranil não irradiado, que se encontrava em equilíbrio
com ux. + ux2(isótopos do tório e do protactínio) com uma
actividade de cerca de 400 000 partículas/minuto, apresentava
uma actividade de aproximadamente 14 partículas/minuto, ou
seja, estava praticamente inactiva; concluiu-se, portanto, que
nem o urânio, nem o protacínio, nem o tório precipitavam com o
cloreto de bário.

3. Por fim, um precipitado de cloreto de bário, produzido a


partir de uma solução contendo um preparado de actínio (MsTh 2)
com uma actividade de 2500 partículas/minuto, apresentou uma
actividade de cerca de 3 partículas/minuto, estando portanto tam-
bém praticamente inactivo.
De modo análogo se procedeu com uma amostra de urânio
irradiado, verificando-se que o precipitado de cloreto de bário era
muito activo; por sua vez os precipitados de sulfureto, obtidos
das soluções do bário radioactivo, neutras, em ácido acético
diluído ou em ácidos inorgânicos diluídos, eram praticamente
inactivas, enquanto os precipitados de La e de Zr tinham uma
actividade cuja proveniência da actividade dos precipitados de
bário se pôde facilmente comprovar.
A simples precipitação de BaCl2 a partir duma solução de
ácido clorídrico concentrado não permite qualquer distinção
entre o bário e o rádio. Perante as reacções aqui sumariamente
referidas, a actividade dos sais de bário poçierá apenas resultar do
rádio, uma vez que o bário propriamente dito não é de considerar,
por ser demasiado improvável.
Analisemos de seguida rapidamente a curva de actividades do
cloreto de bário, a partir da qual se tiram por um lado conclusões
sobre o número dos "isótopos de rádio" e por outro se determi-
nam os respectivos períodos.

[ 128]
I
,
I

I \

I ;\,

,.
I
I
,
s
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Escala para a curva a
Fig. I Os três isótopos de rádio depois de uma irradiação longa: a = Ra (irra-
diação durante 4 dias), curva medida ao longo de 70 h; b = a mesma curva medida
ao longo de 800 h, representada numa escala diferente (I : I 0).

A Fig. I mostra a evolução da actividade do cloreto de bário


após a irradiação do urânio durante quatro dias. A curva a indica
as medidas das primeiras 70 horas, enquanto a curva b representa
os resultados obtidos para a mesma amostra durante 800 horas.
A escala em que se representa a curva inferior é obviamente dez
vezes menor. O decréscimo, inicialmente rápido, da actividade é
gradualmente travado e, após cerca de 12 horas, observa-se mesmo
um ligeiro crescimento. Depois de cerca de 120 horas assiste-se
novamente a um progressivo decréscimo da actividade, com um
comportamento exponencial correspondente a um período de
cerca de 13 dias .
O comportamento das curvas mostra claramente que estamos
na presença de várias substâncias. Contudo, não podemos dizer
imediatamente quais elas são: o comportamento observado tanto

[ 129 ]
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Escala para a curva e
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I _,.,

Escala para as curvas c e b

Fig. 2 - Determinação do período (7) do Ra II [irradiação curta]: a = Ra


após 6 min de irradiação: curva medida; b = curva teórica do aumento da activi-
dade do Ac (2,5 h) resultante do Ra II (T ::: 14 min); c= a [Ra) - b [subida
com 2,5 h) ; d = Ra II (resultado: T = 14 min).

pode ser determinado por um conjunto de isótopos de rádio,


como por um só isótopo de rádio com a cadeia de produtos resul-
tantes a determinar.
Antecipemos desde já que numa anterior comunicação se
comprovou a existência de três isómeros de "rádio". Designemo-los
agora porRa ll, Ra me Ra IV (isto pela suspeita de um Ra I, como
adiante se verá).
A sua verificação e a obtenção dos seus períodos explica-se
aqui rapidamente com base nas figuras seguintes.
A Fig. 2 mostra os cálculos da curva de decaimento do "rádio"
após 6 minutos de irradiação do urânio.
A curva a representa a actividade directamente medida durante
215 minutos. Ela compõe-se da actividade de dois isótopos de

[ 130]
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Escala para as curvas a e b
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Escala para a curva c min

Fig. 3 - Determinação do T do Ra III, após 2,5 horas de irradiação.


a = Ra III [irradiação de 2,5 h]; o Ac separou-se 3 h após a irradiação; b =curva
aproximada do aumento da actividade do Ac de vida longa proveniente do
Ra li (T "' 86 min); c = a - b = Ra III (resultado: (T "' 86 min).

"rádio", Ra Il eRam (comparar com a Fig. 3), e de uma pequena


actividade do actínio resultante do Ra II. Esta substância desig-
nada por Ac II apresenta um período de cerca de 2,5 horas, con-
forme resultados duma experiência que aqui se não descreve.
A curva teórica dum tal isótopo de actínio resultante do Ra II é
representada pela curva b. Como o período do Ra II antecipou-se
já o valor de 14 minutos. Subtraindo os valores da curva b dos da
curva a resulta a curva c também representada na figura. Essa
actividade resulta, pois, praticamente de isótopos de rádio,
principalmente do Ra II de período curto e, de modo secundário,
do Ra III de período mais longo. Este último, conforme resulta
da Fig. 3, tem um período de aproximadamente 86 minutos.
A evolução da actividade do Ra III representa-se na curva d da
Fig. 2. Subtraindo a curva d da curva c obtém-se finalmente a

[ 131 ]
curva e que corresponde à actividade do Ra II puro. O decaimento
é exponencial, com um período de 14 minutos, valor que deverá
estar correcto dentro de ± 2 minutos.
Vejamos agora a questão da verificação da existência do
Ra III e da determinação do seu período. Irradiando durante uma
hora ou algumas horas uma amostra de urânio, obtém-se, além de
uma actividade inicial rapidamente decrescente, uma actividade
considerável que se reduz a metade em cerca de I 00 a II Ominu-
tos e que depois decresce ainda mais lentamente. Procedeu-se do
seguinte modo para provar que também esta actividade se deve
essencialmente atribuir a um isótopo de rádio. Com o auxílio de
cloreto de bário separou-se o "rádio" da amostra de urânio irra-
diada; 2,5 horas depois dissolveu-se novamente o cloreto de
bário que de seguida se fez de novo precipitar. O Ra II, de período
curto, desapareceu completamente durante aquele tempo e o Ac II
que dele resultou (com 2,5 horas de período) foi completamente
removido na recristalização do cloreto de bário. O cloreto de bário
permanecia contudo com uma actividade considerável existindo
portanto um outro isótopo de "rádio". Procedeu-se aqui de acordo
com o método usado por Meitner, Strassmann e Hahn na deter-
minação dos produtos resultantes da transmutação artificial do
tório<4J. A evolução da actividade assim obtida está representada
na curva a da Fig. 3.
Durante a primeira hora o decaimento é quase puramente
exponencial, com ::::: 86 minutos de período; permanece uma
pequena actividade que não segue esta lei. Ela deve-se sem
dúvida a um isótopo de "actínio" de período longo, resultante do
Ra III, cuja evolução da actividade se traduz aproximadamente
pelo desvio da curva a relativamente à exponencial pura. Essa
curva de actividade é a que se representa na Fig. 3 pela curva b.

<•> L. Meitner, F. Strassmann e O. Hahn, Z. Physik, 109, 538 (1 938).

[ 132]
(Também quimicamente se provou que do decaimento do Ra III
resultava um isótopo de "actínio" de período relativamente
maior). Subtraindo a curva b de a, resulta a curva c que referire-
mos daqui em diante como correspondendo ao Ra III puro. Ela
apresenta um decaimento muito próximo de exponencial, com
um período de 86 minutos, que deverá estar correcto dentro de
± 6 minutos.
Consideremos agora o terceiro isótopo de "rádio" aqui desig-
nado por Ra IV. O comportamento da última parte da curva b
da Fig. l indicava um período da substância activa de aproxi-
madamente de 12 a 13 dias. Foi de uma maneira semelhante à
que se usou para o Ra III que se pôde provar que este
decréscimo lento da actividade era essencialmente devido a um
isótopo de " rádio". Se deixarmos de lado durante cerca de
um dia uma amostra de urânio previamente activada durante muito
tempo por uma fonte de neutrões, os isótopos Ra II e Ra III
decairão completamente. Se de seguida se produzir uma pre-
cipitação com bário e se proceder, por razões de segurança, a
uma recristalização, a actividade do cloreto de bário resultante
só poderá dever-se a um outro isótopo de "rádio". Observou-se
sempre uma tal actividade, mesmo após dias de repouso, sendo
a sua evolução temporal bastante característica. A actividade
cresce continuamente ao longo de vários dias, atinge um máximo
e desaparece depois com um período de cerca de 300 horas
( 12,5 dias) .
Na Fig. 4 representam-se algumas daquelas curvas. A amostra
da curva c foi obtida a partir de urânio moderadamente irradiada,
enquanto as outras correspondem a precipitados de bário resul-
tantes de urânio fortemente irradiado. (Acerca do factor de inten-
sidade nada se pode concluir destas curvas, uma vez que foram
obtidas em condições geométricas diferentes; em condições
iguais, com quantidades iguais do urânio, etc., encontrámos um
factor de cerca de 7.) O comportamento das três curvas é muito

[ 133]
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Fig. 4 - Determinação do T do Ra IV usando irradiações diferentes em
intensidade e duração.
a = Ra IV [irradiação intensa :::: 4 dias)
b = Ra IV [irradiação intensa ::: 2,6 dias] , Ra separado 15 h após o fi nal da
irradiação
c= Ra IV [irradiação moderada "' 2,6 dias]
T "' 311 h T "' 31 O h T ::: 300 h

semelhante. O crescimento da actividade processa-se com um


período de menos de 40 horas, sendo cerca de 300 horas o valor
correspondente ao decréscimo. Sem dúvida que o período deste
"Ra IV" há-de ser um pouco menos de 300 horas, pois, além da
produção do Ac IV responsável pelo aumento inicial da activi-
dade, este Ac IV produz ainda um isótopo de "tório" de longa
duração, o que não permite determinar com exactidão o período
do Ra IV. Um valor entre 250 e 300 horas deverá contudo
aproximar-se da realidade. Com o auxílio das curvas a, b e c
vê-se claramente que a radiação ~ do Ra IV é bastante mais
absorvida que a dos produtos dele resultantes; de outro modo
não poderia ocorrer um aumento tão grande da actividade da
amostra.
Resumindo os resultados até aqui apresentados, podemos
dizer que foram identificados três isómeros de metais alcalinos

[ 134]
que designámos por Ra II, Ra III e Ra IV. Os seus períodos são
respectivamente 14 ± 2 minutos, 86 ± 6 minutos e 250 a 300 horas.
É notório que não designámos a espécie com 14,2 minutos de
período porRa I e as outras porRa II e Ra III. A razão para tal está
em que acreditamos que existe um outro "Ra" instável, se bem
que não tenha sido comprovada a sua presença. Na nossa
primeira comunicação acerca dos novos produtos da transmu-
tação, referimos um actínio de cerca de 40 minutos de período e
admitimos como hipótese mais razoável que esse isótopo mais
instável de actínio provinha do isótopo mais instável do rádio.
Verificámos entretanto que o "actínio" resultante do rádio com
14 minutos (anteriormente 25 minutos) de período apresenta
um período de 2,5 horas (anteriormente de 4 horas). O isótopo
de actínio mais instável acima referido também existe. O seu
período é um pouco mais curto do que anteriormente indicado,
bem abaixo dos 30 minutos. Uma vez que este isótopo de
"actínio" não pode resultar nem dos isótopos de 14 minutos,
nem dos de 86 minutos, nem tão-pouco do "Ra" de vida longa,
e como, além disso, este isótopo de "actínio" é identificável
logo nas amostras de urânio irradiadas durante 5 minutos, a
hipótese mais simples é admitir que ele provém dum isótopo de
"rádio", cujo período terá de ser inferior a I minuto. Se ele
tivesse um período superior a um minuto tínhamo-lo identifi-
cado; e fizemos urna investigação cuidada. Designamos, pois, a
partir daqui por "Ra I" esta espécie anteriormente desconhecida,
fácil de identificar inequivocamente com a ajuda de uma fonte
radioactiva forte e que é "substância-mãe" do isótopo de "actínio"
mais instável.
O esquema proposto na nossa primeira comunicação deverá,
pois, sofrer urna correcção. O esquema seguinte tem já em conta
essa alteração e indica para os termos iniciais das séries os valo-

[ 135]
res dos períodos considerados a partir de agora como os mais
correctos:

"Ra I" ? ·· · ... ~ > Ac I . t > Th ?


<1 mio <30 mio

"Ra II" } > Ac II · ~ · > Th ?


14 ± 2 mio ::::2,5 h

"Ra III" · ........~ · ·> Ac III ······ ·····~··· > Th ?


86 ± 6 mio alguns dias?

"Ra IV" ........ ..~ .. > Ac IV } > Th ?


250-300 h <40 h

Até agora não foi estabelecida qualquer relação entre estas


séries e o grande grupo dos "transuranianos".
Os esquemas de transmutação aqui propostos devem tomar-se
como totalmente correctos no que diz respeito às relações
"genéticas" que estabelecem. Pudemos tirar já algumas con-
clusões acerca dos últimos termos destas séries de isómeros que
designámos por "tório". Porém, limitamo-nos a indicá-los, por
não podermos dar ainda informações precisas sobre os valores
dos seus períodos.
De seguida, cabe ainda falar de algumas investigações recen-
tes, cujos estranhos resultados tomamos públicos com alguma
reserva. Para demonstrarmos, sem margem pa_ra dúvida, a natu-
reza química dos termos iniciais das séries que designámos por
isótopos de "rádio" e que são separáveis com bário, procedemos
a recristalizações fraccionadas e a precipitações fraccionadas dos
sais de bário, conforme é usual para conseguir o enriquecimento
(ou empobrecimento) em rádio dos sais de bário.
O brometo de bário enriquece muito em rádio por cristaliza-
ção fraccionária e o cromato de bário enriquece ainda mais se os
cristais não crescerem muito rapidamente. O cloreto de bário

[ 136]
enriquece menos fortemente do que o brometo e o carbonato de
bário empobrece um pouco. As experiências correspondentes
que realizámos com amostras activas de bário, limpas dos pro-
dutos subsequentes, resultaram negativas sem excepção: a
actividade permaneceu igualmente repartida por todas as
fracções de bário, pelo menos tanto quanto é possível garantir
face aos erros experimentais, que não são totalmente desprezáveis.
Procedeu-se então a alguns testes com os isótopos de rádio ThX
e MsTh 1. Como seria de esperar, eles decorreram de acordo com
todas as experiências realizadas anteriormente com rádio .
Utilizou-se então o "método do indicador" numa mistura de
"Ra IV" purificado (de período longo) com MsTh 1 purificado e
isento de rádio: a mistura foi sujeita a uma cristalização frac-
cionáría usando o brometo de bário como substância de trans-
porte. A mistura foi enriquecida em MsTh 1 mas não em "Ra IV",
mantendo-se esta actividade igual em fracções com o mesmo
conteúdo de bário. Chegámos assim à conclusão de que os nos-
sos isótopos de "rádio" têm as mesmas propriedades do bário.
Como químicos diríamos mesmo que se trata de bário e não de
rádio; de qualquer modo não podem estar em causa outros ele-
mentos além do rádio e do bário.
Procedemos finalmente a um outro teste com indicador
usando o "Ac Ir' (de período 2,5 horas) separado e purificado e o
isótopo puro MsTh 2• Se os nossos isótopos de "rádio" não fos-
sem rádio, os isótopos de "actínio" não seriam actínio mas sim
lantânio. De acordo com o procedimento da Sr.3 Curie<s>, realizá-
mos uma separação fraccionada de oxalato de lantânio que
continha ambas as substâncias activas, a partir de uma solução
de ácido azótico. De acordo com as informações da Sr.3 Curie,
a fracção final encontrava-se muito enriquecida em MsTh 2.
No nosso caso não foi possível notar qualquer enriquecimento

<SJ Sr.• Pierre Curie, J. Chim. physique, etc. 27, 1( 1930).

[ 137]
final com o "Ac II". Em perfeito acordo com o que referem
Curie e Savitch<6>relativamente à sua substância com 3,5 horas
de período, verificámos também que o metal alcalino resul-
tante do decaimento Pdo metal alcalino-terroso activo não era
actínio. Gostaríamos de ter melhores provas experimentais
para o resultado referido por Curie e Savitch de que a activi-
dade em lantânio era enriquecida (e que, portanto, contradizia
a hipótese de se tratar de lantânio ), uma vez que na mistura
com que trabalharam podia ter parecido que havia um enrique-
cimento.
Não está ainda perfeitamente provado que os termos finais
das nossas séries, produzidos a partir das amostras de "Ac-La" e
que designámos por "tório", não sejam cério.
No que diz respeito aos "transuranianos", embora eles sejam
quimicamente semelhantes aos seus homólogos de número
atómico inferior (rénio, ósmio, irídio e platina), não são propria-
mente idênticos a eles. Contudo, não está ainda provado que não
sejam quimicamente idênticos aos outros homólogos de número
atómico ainda mais baixo, tais como "masurium"(7>, ruténio,
ródio e paládio. De início, não se pôs essa hipótese: a soma dos
números de massa Ba +Ma (138 + 101), por exemplo, é 239!
Como químicos deveríamos alterar o esquema atrás apresen-
tado, escrevendo em vez de Ra, Ac e Th os símbolos Ba, La e Ce.
Como físicos, de certo modo próximos de "químicos nucleares",
não podemos dar esse passo que negaria toda a experiência ante-
rior da Física Nuclear. Talvez que uma série de acontecimentos
estranhos e improváveis tenha feito com que acreditássemos nos
nossos resultados ...

c•J I. Curie e P. Savitch, C. r. Acad Sei. Paris 206, 1643 ( 1938).


1'l N. do T. : O elemento 43 foi supostamente descoberto em 1925, tendo-lhe
sido atribuído o nome de "masurium". O tecnécio só foi efectivamente
descoberto, em 1937.

[ 138]
Está previsto realizarmos mais testes com indicadores para os
novos produtos de transmutação. Em especial dever-se-á tentar a
separação fraccionada de uma mistura contendo, além do isótopo
de rádio resultante da irradiação do tório com neutrões rápidos,
já investigado por Meitner, Strassmann e Hahn<8>, os metais
alcalinos que produzimos a partir do urânio. Estes testes serão
fáceis de realizar em locais onde se disponha de fontes radioac-
tivas artificiais de grande intensidade.
Por último, queremos agradecer às meninas Cl. Lieber e I.
Bohne a ajuda eficiente que nos deram na execução das numero-
sas precipitações e medidas.

[Tradução de Rui Marques]

c•> L. Meitner e F. Strassmann e O. Hahn, /. c.

[ 139]
A Produção de Iões Leves Rápidos sem Utilizar Altas Voltagens
Por ERNEST 0 . LAWRENCE e M. STANLEY LIVINGSTON,
Universidade da Califórnia
(Recebido em 20 de Fevereiro de 1932)

[Physical Review, 40, 19-35 (1932)


copyright 1932 by The American Physical Society]

Resumo

O estudo do núcleo seria muito facilitado se se dispusesse de


fontes de iões de elevada velocidade, em particular protões ou
iões de hélio com energias cinéticas superiores a 1 000 000 de
electrões-volt, pois parece que partículas com estas veloci-
dades são as mais apropriadas para a excitação dos núcleos.
O método directo de acelerar os iões, através de diferenças de
potencial apropriadas, apresenta grandes dificuldades experi-
mentais associadas aos campos eléctricos elevados necessaria-
mente envolvidos. O presente artigo descreve o desenvolvimento
de um método que evita essas dificuldades através de uma múlti-
pla aceleração dos iões até altas velocidades sem usar altas vol-
tagens. Este método baseia-se no seguinte: placas ocas semicir-
culares, não muito diferentes das placas de um electrómetro, são
montadas, com as arestas diametrais adjacentes, no vazio e num
campo magnético uniforme que é normal ao plano das placas.
Oscilações de alta frequência são aplicadas a estes eléctrodos
produzindo um campo oscilatório eléctrico na região diametral
entre elas. Como resultado, durante um meio ciclo do campo
eléctrico este acelera os iões, formados na região diametral, para
o interior de um dos eléctrodos onde eles são deflectidos numa tra-
jectória circular pelo campo magnético acabando por emergir

[ 141 ]
novamente na região entre os eléctrodos. O campo magnético
é ajustado de modo a que o tempo requerido para a travessia
da trajectória semicircular dentro dos eléctrodos seja igual a
meio período das oscilações. Como consequência, quando os
iões voltam à região entre os eléctrodos, o campo eléctrico inver-
teu a sua direcção, e os iões recebem um segundo incremento de
velocidade ao passar para o eléctrodo. Devido ao facto de o raio
da trajectória dentro dos eléctrodos ser proporcional à velocidade
dos iões, o tempo necessário para a travessia de uma trajectória
semicircular é independente das suas velocidades. Deste modo,
se os iões demoram exactamente um meio ciclo no seu primeiro
semicírculo, procedem da mesma maneira em todos os semicír-
culos seguintes e, portanto, percorrem uma espiral em ressonância
com o campo eléctrico até atingirem a periferia do aparelho. A sua
energia cinética final é tantas vezes maior que aquela que cor-
responde à voltagem aplicada aos eléctrodos, como o número de
vezes que passarem de um eléctrodo para o outro. Este método
destina-se essencialmente à aceleração de iões leves e, nas pre-
sentes experiências, foi dada particular atenção à produção de
protões de elevada velocidade devido à sua utilidade, presumi-
velmente única, em investigações experimentais do núcleo
atómico. Utilizando um magnete em que as faces dos pólos têm
um diâmetro de II polegadas, produziu-se uma corrente de
I 0-9 amperes, de protões de I 220 000 electrões-volt, num tubo
ao qual se aplicou a voltagem máxima de 4000 volts. Há duas
características importantes do método experimental desenvolvido
que contribuíram largamente para o seu sucesso. Em primeiro
lugar, existe uma acção de focagem dos campos eléctrico e mag-
nético que evita perdas sérias de iões à medida que eles são ace-
lerados. Em consequência, as intensidades de corrente de iões de
elevada velocidade, obtidas por este método indirecto, são com-
paráveis com as que, concebivelmente, se podem obter por méto-
dos directos de alta voltagem. Além disso, a acção de focagem dá

[ 142]
origem a feixes de iões muito estreitos - menos de 1 mm de secção
transversal - , o que é ideal para realizar estudos de processos de
colisão. De não menor importância é a segunda característica do
método que é o modo simples e altamente eficaz como se faz a
correcção do campo magnético ao longo do percurso dos iões.
Assim, é possível, e mesmo fácil, utilizar o tubo eficazmente com
um ganho elevado (isto é, razão entre a voltagem equivalente
final dos iões e a voltagem aplicada). Por consequência, este
método, no seu presente estádio de desenvolvimento, constitui
uma fonte altamente fiável e experimentalmente conveniente de
iões de elevada velocidade, que requer um equipamento de labo-
ratório relativamente modesto. Além disso, estas experiências
indicam que este método de múltipla aceleração torna praticável,
actualmente, a produção em laboratório de protões com energias
acima de 1O 000 000 electrões-volt. Com este objectivo está a ser
instalado no nosso laboratório um magnete em que as faces dos
pólos têm um diâmetro de 114 cm.

Introdução

As experiências clássicas de Rutherford e colaboradores<1> e


de Pose(2) sobre a desintegração artificial, e as de Boethe e Becker3>
sobre a excitação de radiação nuclear, demonstram que o núcleo
é sensível aos mesmos métodos gerais de investigação que têm
sido tão bem sucedidos a revelar as propriedades extranucleares
dos átomos. Em especial, os resultados destes trabalhos revelam
a grande utilidade dos estudos de transições nucleares excitadas
no laboratório. Revela-se assim um problema de grande interesse

<ll Ver o Capítulo 10 de Radiations f rom Radioactive Substances por


Rutherford, Chadwick e Ellis.
<ll H. Pose, Zeits. f Physik 64, I (1930).
<'> W. Boethe e H. Becker, Zeits. f Physik 66, 1289 ( 1930).

[ 143 ]
desenvolver extensivamente métodos artificiais de excitação nuclear;
a sua solução pode conduzir a todo um novo mundo de fenómenos,
o mundo do núcleo.
Mas é um problema tão difícil quanto interessante, pois o
núcleo resiste a estes ataques experimentais como uma barreira
formidável de elevadas energias de ligação. Os níveis energéti-
cos nucleares encontram-se muito separados e, por consequên-
cia, os processos de excitação nuclear envolvem quantidades enor-
mes de energia - milhões de electrões-volt.
É, portanto, de grande interesse pesquisar os métodos de exci-
tação nuclear mais promissores, apresentando-se-nos dois méto-
dos de carácter geral; excitação por absorção de radiação (radia-
ção gama), e excitação por colisão nuclear com partículas de
velocidade elevada.
Acerca do primeiro método, podemos referir que estudos
experimentais recentes<•~ <s) da absorção de radiação gama pela
matéria mostram, para os elementos mais pesados, variações
com o número atómico que indicam um efeito nuclear apre-
ciável. Estes resultados sugerem que a excitação nuclear por
absorção de radiação é, talvez, um processo frequente, e o desen-
volvimento de uma fonte artificial muito forte de radiação gama
de vários comprimentos de onda terá, portanto, muito interesse
para os estudos nucleares. O desenvolvimento de tal fonte está a
ser tentado no nosso e noutros laboratórios.
Mas como consequência das pesquisas de Rutherford e de outros
acima citados, o método de colisões parece ser ainda mais promis-
sor. As investigações pioneiras destes investigadores devem ser
encaradas como grandes proezas experimentais, pois determi-
naram informação importante e definitiva acerca de processos
nucleares bastante raros, excitados por feixes extremamente fracos

<•> G. Beck, Naturwiss. 18, 896 (1930).


<>> C. Y. Chao, Phys. Rev. 36, 1519 ( 1930).

[ 144]
de partículas incidentes - partículas-alfa de fontes radioactivas.
Além disso, e é este ponto que se pretende realçar aqui, os seus
trabalhos mostraram de modo admirável a utilidade do método
de colisão cinética e a importância do desenvolvimento de fontes
artificiais de partículas-alfa. Naturalmente não se pode inferir
destas experiências que as partículas-alfa são os projécteis
nucleares mais apropriados: levanta-se naturalmente a questão de
quais as partículas com a mesma energia, as mais leves ou as
mais pesadas, que serão mais eficientes na produção de tran-
sições nucleares.
Já foram iniciados estudos teóricos do núcleo que permitiram
obter uma resposta parcial a esta questão. Gurney e Condon<6>e
GamowP> aplicaram independentemente, e com considerável
sucesso, as ideias da mecânica ondulatória à radioactividade.
Gamow< 8> considerou do mesmo modo a penetração num núcleo
de partículas rápidas (tendo em mente a excitação de transições
nucleares), e concluiu que, para determinada energia cinética,
quanto mais leve for a partícula maior será a probabilidade de ela
penetrar a barreira de potencial nuclear. Este resultado está, com
certeza, ligado à menor quantidade de movimento e, conse-
quentemente, maior comprimento de onda das partículas mais
leves; é bem conhecido que a transmissão de ondas de matéria
através de barreiras de potencial aumenta com o aumento do
comprimento de onda.
Se a probabilidade de excitação nuclear por uma partícula car-
regada só dependesse da sua capacidade de penetrar a barreira de
potencial nuclear, então os electrões seriam as partículas mais
eficazes para este fim. Há, no entanto, numerosas indicações de
que a excitação nuclear por electrões é negligenciável. Basta

") Gurney e Condoo, Phys. Rev. 33, 127 (1929).


<') Gamow, Zeit.f Physik 51,204 (1928).
") Gamow, Zeit.f Physik 52, 514 (1929).

[ 145 ]
referir que, do ponto de vista actual, a densidade média de elec-
trões extranucleares é muito elevada na região nuclear, ou seja,
o núcleo é muito transparente aos electrões; por outras palavras,
estes não encontram estados disponíveis energeticamente favo-
ráveis.
Por outro lado, há evidência de que existem estados nuclea-
res bem definidos para protões, bem como para partículas-alfa<9>;
efectivamente, parece justificar-se o ponto de vista de que os
princípios gerais da mecânica quântica são aplicáveis aos protões
e partículas-alfa no núcleo. Não é possível actualmente estimar
as probabilidades relativas de excitação de protões e partículas-
-alfa necessárias para penetrar o núcleo. Contudo, parece
plausível que a maior penetrabilidade dos protões<10> é uma van-
tagem que compensa quaisquer diferenças nas suas característi-
cas de excitação. Assim, os protões parecem ser as partículas
mais apropriadas para provocar excitações nucleares.
Embora presentemente a eficiência relativa entre protões e
partículas-alfa não possa ser estabelecida com grande certeza,
parece ser, no entanto, seguro concluir que os projécteis nuclea-
res mais eficazes serão iões rápidos, provavelmente de baixo
número atómico. Em consequência, é importante desenvolver
métodos para acelerar iões até velocidades muito maiores do que
as que têm sido produzidas até agora no laboratório.
A importância deste facto tem sido reconhecida estando vários
laboratórios a desenvolver técnicas para gerar altas voltagens
aplicando-as a tubos de vazio com o fim de gerar iões de elevada
velocidade. Progressos significativos neste campo têm sido feitos

<•> J. Chadwick, J. E. R. Constable, E. C. Pollard, Proc. Roy. Soe. Al30, 463


(1930).
<"> De acordo com a teoria de Gamow um protão com um milhão de volts
possui um poder de penetração igual ao de uma partícula-alfa com dezasseis
milhões de volts.

[ 146]
por Coolidge(' '), Lauritsen<' 2), Tuve, Breit, Hafstad, Dahl<ll), Brasch
e Lange<' 41, Cockcroft e Walton<u), Van de Graaff' 6) e outros, que
desenvolveram diversas técnicas diferentes tendo sido aplicadas
a voltagens da ordem do milhão de volts.
Estes métodos, envolvendo a utilização directa de altas volta-
gens, estão sujeitos a certas limitações de ordem prática. As difi-
culdades experimentais crescem rapidamente com o aumento da
voltagem; existem dificuldades ligadas a descargas e isolamentos
e há o problema do desenvolvimento de válvulas de alta tensão
apropriadas.
Em face destas dificuldades, considerámos desejável desen-
volver métodos de aceleração de partículas que não requeiram a
utilização de altas voltagens. Procurámos atingir dois objectivos:
em primeiro lugar, tomar a produção de partículas com energias
cinéticas da ordem do milhão de electrões-volt uma técnica que
pode ser realizada com equipamento relativamente modesto e
com uma conveniência experimental que, esperamos, conduza
a uma vasta actividade neste importante domínio dos fenómenos
físicos; e, em segundo lugar, tornar praticável a produção de
partículas com energias cinéticas superiores às produzidas por
métodos directos de alta voltagem - possivelmente na gama de
I O 000 000 electrões-volt e acima deste valor.
Um método de aceleração múltipla de iões a altas velocidades,
desenvolvido em primeiro lugar para iões pesados, foi recente-
mente descrito neste jomal0 7) . No presente artigo descreve-se o

'"' W. D. Coolidge, Am. Ins. E. Eng. 47, 212 (1928).


'"' C. C. Lauritsen e R. D. Bennett, Phys. Rev. 32, 850 (1928).
'"' M. A. Tuve, G. Breit, L. R. Hafstad e O. Dahl, Phys. Rev. 35, 66 (1930);
M. A. Tuve, L. R Hafstad e O. Dahl, Phys. Rev. 39, 384 (1932).
''" A. Brash e J. Lange, Zeit. f Physik70, lO (1931).
'"' J. J. Cockcroft e E. T. S. Walton, Proc. Roy. Soe. Al29, 477 (1930).
'"' R. S. Van de Graaff, Schenectady Meeting American Physica1 Society,
1931.
'"' D. H. Sloan e E. O. Lawrence, Phys. Rev. 38,2021 (1931).

[ 147]
desenvolvimento de um método de múltipla aceleração de iões
leves<18>. Foi dada particular atenção à aceleração de protões
devido à sua utilidade única em estudos nucleares. Neste trabalho
foram geradas correntes relativamente elevadas de protões de
I 220 000 electrões-volt e está previsto no futuro próximo a pro-
dução de protões de I O 000 000 electrões-volt.

O Método Experimental

No método, recentemente descrito, para a aceleração múltipla


de iões a velocidades elevadas<19>, os iões atravessam uma série de
tubos de metal em sincronia com um potencial eléctrico oscilante
aplicado aos tubos. O dispositivo está construído de modo que
um ião ao passar do interior de um tubo para o próximo sofre
sempre a acção de um campo acelerador, e a velocidade final do
ião ao sair do sistema corresponde aproximadamente a uma vol-
tagem que é o produto da voltagem aplicada entre tubos adjacentes
pelo número de tubos. Este método é particularmente apropriado
para a aceleração de iões pesados; os iões leves movem-se a velo-
cidades maiores e requerem, portanto, tubos mais longos quais-
quer que seja a frequência aplicada.
O método experimental agora apresentado utiliza o mesmo
princípio de aceleração repetida de iões com um processo de res-

1111 Este método foi descrito em primeiro lugar em Setembro, 1930, no encon-

tro da National Academy ofSciences [Lawrence e Edlefsen, Science 72, 376-377


( 1930)). Mais tarde, os resultados de um estudo preliminar acerca da praticabili-
dade do método foram apresentados à American Physical Society [Lawrence e
Livingston, Phys. Rev. 37, 1707 ( 193 1)]. Um trabalho posterior foi apresentado
numa carta ao editor da Physical Review [Lawrence e Livingston, Phys. Rev. 38,
834 ( 1931)].
!19J D. H. Sloan e E. O. Lawrence, Phys. Rev. 38, 2021 ( 1931 ).

[ 148]
tf .... tf

I '~::.;:_+~: ::--~-<-' -' t-~"""'~ "~f=-=----_,_, I

Fig. I - Diagrama do método experimental para a múltipla aceleração de iões.

sonância semelhante, mas ultrapassa a dificuldade da necessi-


dade de um sistema de aceleração muito longo fazendo com
que os iões, por meio de um campo magnético, circulem
alternadamente do interior de um_eléctrodo para o interior de
outro.
Pode compreender-se mais facilmente o funcionamento do
método através de urna descrição geral do dispositivo experi-
mental (Fig. 1). Dois eléctrodos A e B, com a forma de placas
ocas semicirculares, são montados num tubo vazio, coplanares
entre si, e com as suas arestas diamet(ais adjacentes. Colocando
este sistema entre os pólos de um magnete é aplicado um campo
magnético normal ao plano das P.lacas. Aplicando oscilações de
al~ frequência às placas cria-se um campo eléctrico oscilante na
região diametral entre as placas.
Com esta disposição compreende-se que, se em determinado
instante existir um ião na região entre os eléctrodos, e o eléc-
trodo A estiver negativo em relação ao eléctrodo B, então esse
ião será acelerado para o interior do primeiro eléctrodo. Dentro

[ 149]
deste o ião percorre uma trajectória circular devido ao campo
magnético, emergindo finalmente de novo entre os dois eléc-
trodos; isto está indicado no diagrama pelo arco a.b. Se o tempo
gasto pelo ião para percorrer a trajectória semicircular for igual
a metade do período da oscilação eléctrica, o campo eléctrico
terá entretanto invertido e o ião recebe uma segunda aceleração,
entrando no interior do eléctrodo B como uma velocidade maior.
De novo percorre uma trajectória semicircular (b.c), mas, desta
vez, o raio de curvatura é maior devido à maior velocidade. O raio
da trajectória é proporcional à velocidade para todas as veloci-
dades (desprezando variações de massa com a velocidade), de
modo que o tempo necessário para percorrer uma das trajec-
tórias semicirculares é independente da velocidade do ião.
Portanto, se o ião percorrer o primeiro semicírculo em meio ciclo
das oscilações, comportar-se-á do mesmo modo em todas as
sucessivas trajectórias. Deste modo, o ião irá percorrer semicír-
culos de raio cada vez maior, passando do interior de um eléc-
trodo para o interior do outro, e ganhando um incremento de
energia, correspondente à diferença momentânea do potencial
eléctrico entre os eléctrodos, cada vez que atravessa a região
diametral. Assim, se se aplicar aos eléctrodos oscilações de alta
frequência com um valor máximo de 4000 volts, como foi feito
na presente experiência, e se se obrigar os protões a circular em
150 vezes da maneira referida, eles receberão 300 incrementos
de energia, adquirindo, portanto, uma velocidade correspondente
a I 200 000 electrões-volt.
Recapitulemos estas observações de um modo quantitativo.
Ao longo das trajectórias circulares dentro dos eléctrodos, a força
centrifuga do ião é equilibrada pela força magnética, ou seja, na
notação usual,

mv2 Hev
(I)
r c

[ 150]
E o tempo que o ião demora a percorrer uma trajectória semi-
circular é
1tr 1tmc
t =-v-= He (2)

que é independente do raio r da trajectória e da velocidade v do


ião. Pode, assim, obrigar-se uma partícula de massa m e carga e
a deslocar-se em fase com o campo oscilatório eléctrico ajus-
tando o campo magnético H de modo apropriado: a relação entre
o comprimento de onda À das oscilações e o campo magnético de
sincronização correspondente H é, portanto,

À= 2rtmc2 .
(3)
He
Para protões e um campo magnético de I O 000 gauss, o compri-
mento de onda correspondente é 19,4 metros; para partículas
mais pesadas, o comprimento de onda apropriado será propor-
cionalmente maior20>.
Pode mostrar-se facilmente que a energia V em electrões-volt
das partículas carregadas quando chegam à periferia do aparelho
num círculo de raio r é
H2r2 e
V = 150---. (4)
c2 m
Assim, a energia máxima que se pode produzir varia, teorica-
mente, com o quadrado do raio e o quadrado do campo magnético.

120' Deve notar-se que, para um determinado comprimento de onda, os iões

entram em ressonância com as oscilações quando são utilizados campos mag-


néticos de grandeza 1/3, 1/5, etc., da grandeza dada pela Eq. (3). Estes tipos de
ressonância foram já observados nos trabalhos experimentais anteriores. No
entanto, nas presentes experiências, os iões de elevada velocidade resultantes da
ressonância original só conseguiam passar através do sistema de fendas para o
colector devido às elevadas voltagens de deflexão utilizadas.

[ 151 ]
Dispositivo Experimental

O dispositivo experimental encontra-se representado esque-


maticamente na Fig. 2. Na Fig. 3, mostra-se uma fotografia da

,__ fj~--nniO volts A.C.


I
!i Bomba de vazio

Filamento - 12 volts. D.C.

Fig. 2 - Diagrama do aparelho utilizado para a múltipla aceleração de iões.

Fig. 3 - Tubo para a múltipla aceleração de iões - com a tampa removida.

[ 152]
Fig. 4 - Vista externa do aparelho para a geração de protões de I 220 000 volts.

câmara de vazio em latão com a tampa removida e mostrando o


filamento, o eléctrodo de aceleração, as placas de deflexão e fen-
das, a amostra, em frente da primeira fenda montada numa arti-
culação, e o colector de Faraday atrás da última fenda . Na Fig. 4
mostra-se uma vista externa do aparelho. Pode ver-se o tubo,
entre os pólos do magnete, ligado ao oscilador, ao sistema de vazio
e ao gerador de hidrogénio. Deste modo, pode ter-se uma ideia da
quantidade modesta de equipamento envolvida na aceleração de
protões até energias um pouco acima de I 000 000 electrões-volt.

[ 153 ]
Por se encontrarem do outro lado do aparelho, não se vê nesta
figura o electrómetro e o painel de controlo. Apresenta-se, em
seguida, uma descrição do aparelho.
O Sistema de Aceleração. Embora haja vantagens óbvias na
aplicação do potencial de alta frequência, relativamente à terra,
aos dois eléctrodos de aceleração, achou-se conveniente, nestas
experiências, aplicar a tensão de alta frequência a apenas um dos
eléctrodos, como se mostra na Fig. 2. Este eléctrodo é uma placa
semicircular e oca de latão com 24 cm de diâmetro e I cm de espes-
sura. As paredes laterais da placa oca são de latão fino, de modo
que as dimensões interiores da placa têm aproximadamente aque-
las dimensões. Esta placa foi montada num tubo de cobre arrefe-
cido a água, que passa por uma ligação cobre-vidro. O eléctrodo,
assim isolado, foi montado numa caixa de latão, onde se faz o
vazio, com dimensões internas 2,6 cm por 28,6 cm por 28,6 cm,
deixando, portanto, um espaço livre entre o eléctrodo e as pare-
des da câmara de 8 mm.
O outro eléctrodo do sistema é constituído pela própria caixa
de latão. Ao longo da secção média da câmara de latão e paralela
à aresta diametral do eléctrodo A colocou-se uma parede divisória
de latão S com fendas de dimensões iguais à abertura do eléc-
trodo vizinho. Esta montagem dá origem aos mesmos campos
que seriam produzidos por dois eléctrodos semicirculares isola-
dos e com as suas arestas diametrais adjacentes e paralelas.

A Fonte de Iões. Uma fonte de iões ideal produziria na zona


diametral entre os eléctrodos grandes quantidades de iões com
componentes de velocidade normal ao plano dos aceleradores
muito pequenas. Este requisito foi preenchido nas presentes expe-
riências, colocando simplesmente um filamento acima da região
diametral gerando um feixe de electrões que seguem as linhas do
campo magnético e gerando iões dos gases no tubo. Os iões for-
mados são puxados lateralmente pelo campo eléctrico oscilatório.

[ 154]
Os electrões não são retirados devido ao pequeno raio da cur-
vatura das suas trajectórias no campo magnético. Deste modo, o
feixe de electrões é colimado e os iões são formados com veloci-
dades iniciais desprezáveis na região em que são necessários.
O campo eléctrico oscilante retira-os imediatamente dessa região
e fá-los iniciar a sua trajectória em espiral para a periferia, como
se mostra esquematicamente na parte superior da Fig. 1.

O Campo Magnético. Este método experimental requer um


campo magnético normal ao plano do sistema acelerador bas-
tante uniforme. Se os iões devem circular 100 vezes, por exem-
plo, com um ganho em energia de 200 vezes a voltagem aplicada,
é necessário que as variações na uniformidade do campo magné-
tico sejam bastante menores que um por cento. Considerações
genéricas deste assunto permitem-nos concluir que o campo mag-
nético deve ser, se possível, mantido constante a menos de O, 1
por cento do centro para a periferia. Embora este requisito, aparen-
temente difícil, tenha sido facilmente preenchido usando um
método empirico de correcção do campo, as faces das peças
polares do magnete utilizado foram trabalhadas com a maior pre-
cisão possível. Estas peças são muito semelhantes às utilizadas
por Curtis<21 >. As peças polares têm 11 polegadas de diâmetro e o
intervalo entre elas é de 11/2 polegadas. Para fechar o circuito
magnético usou-se ferro Armco. A força magnetomotriz foi gerada
por duas bobines de fio número 14 de cobertura dupla de algo-
dão, com 2000 espiras cada uma. Não se incorporou arrefeci-
mento a água pois não se pretende obter campos elevados com
este magnete. Em funcionamento o magnete gera campos de
14 000 gauss por períodos consideráveis sem sobreaquecer.
As faces das peças polares foram alinhadas de modo a estarem
paralelas a menos de 0,2 por cento, esperando-se assim um campo

<"> L. F. Curtis, Jour. Op. Soe. Am. 13, 73 ( 1926).

[ 155 ]
magnético de grande uniformidade. Esta uniformidade foi con-
firmada por testes com uma espiral de bismuto, não se detectando
nenhuma variação apreciável do campo magnético na região entre
os pólos, excepto na região a menos uma polegada da periferia.
O Sistema de Recolha de Iões. Ao planear um dispositivo
apropriado para a recolha dos iões de elevada velocidade na peri-
feria do aparelho, desejava-se obter um dispositivo que somente
recolhesse os iões de alta velocidade e que, simultaneamente,
medisse as suas velocidades. Pode pensar-se que seria legitimo
supor que o próprio campo magnético e a distância do colector
de iões ao centro do sistema iria determinar as velocidades dos
iões recolhidos. Isto seria verdade se não houvesse dispersão e
reflexão dos iões recolhidos. Com o fim de eliminar estes efeitos
espúreos, dispôs-se um conjunto de fendas com I mm num cír-
culo a.a, como mostra a Fig. 2, com um raio cerca de 12 por
cento maior que o do círculo indicado pela linha a ponteado na
figura, cujo centro coincide com o centro do tubo e com um raio
de II ,5 cm. Como se pode ver na figura, os dois círculos são
tangentes na primeira fenda . Os iões, ao chegar à primeira fenda,
devem estar a percorrer uma trajectória coincidente com o cír-
culo a ponteado, e não poderiam passar pelas segunda e terceira
fendas para o colector de Faraday C. Colocou-se entre as duas
primeiras fendas as placas de deflexão electrostática D , separadas
por 2 mm, o que torna possível a aplicação de campos elec-
troestáticos com o fim de aumentar o raio de curvatura das trajec-
tórias dos iões de alta velocidade permitindo-lhes entrar no colec-
tor. Aplicando altas voltagens apropriadas às placas deflectoras,
somente iões com determinadas velocidades serão contados.
As correntes obtidas no colector de Faraday foram medidas
por meio de um electrómetro acoplado a uma resistência de deri-
vação elevada.
O oscilador. As oscilações de alta frequência aplicadas ao
eléctrodo foram geradas por uma fonte de alimentação Federal

[ 156]
Telegraph de 20 kilowatts, arrefecida a água, num circuito do
tipo "placa sintonizada grelha sintonizada" cujo funcionamento
pode ser facilmente compreendido através do exame do dia-
grama apresentado na Fig. 2.

Os Mecanismos de Focagem

Quando se considera a circulação dos iões neste dispositivo


ao serem acelerados um grande número de vezes, ocorre-nos
pensar se, na prática, será possível fazer com que uma fracção
apreciável dos iões formados no centro cheguem à periferia e
passem por um conjunto de fendas apenas com 1 mm de largura
e 1 cm de comprimento. A trajectória completa dos iões teria
vários metros de comprimento e seria de esperar que, devido aos
efeitos inevitáveis de distribuição de carga espacial, velocidades
de agitação térmica e forças electromotivas de contacto, bem como
a não completa homogeneidade dos campos aplicados, o ângulo
sólido efectivo das fendas periféricas fosse muito pequeno.
Felizmente não é este o caso. Os campos eléctricos e mag-
néticos estão dispostos de tal modo que se obtém uma acção de
focagem nos iões em circulação bastante forte e que os obriga a
manterem-se perto do plano médio do sistema acelerador:
Na Fig. 5 mostra-se o mecanismo de focagem do campo
eléctrico. Pode ver-se, neste diagrama, uma secção transversal da

Fig. 5- Diagrama indicando a acção de focagem do campo eléctrico entre os


eléctrodos de aceleração.

[ 157]
região diametral entre os eléctrodos de aceleração com a distri-
buição do campo eléctrico indicada pelas linhas de força. A linha
a ponteado representa qualitativamente uma trajectória de um ião
quando passa do interior de um eléctrodo para o outro. Pode veri-
ficar-se que, estando fora do plano médio do eléctrodo A, ao
entrar no eléctrodo B recebe uma impulsão na direcção do plano
médio deste. Este impulso é devido à existência da curvatura do
campo, que possui uma componente apreciável normal ao plano
numa região extensa. Se a velocidade do ião for muito grande com-
parada com o ganho em velocidade ao passar da placa A para a
placa B, o seu deslocamento para o centro será relativamente
pequeno e, em primeira aproximação, pode considerar-se que o
ião foi acelerado para dentro na primeira metade da sua trajec-
tória entre os eléctrodos, e acelerado para fora na segunda parte da
trajectória, resultando num deslocamento do ião para o centro sem
adquirir uma componente apreciável de velocidade transversal.
No entanto, em geral, a aceleração para fora na segunda metade
da trajectória não compensa exactamente a aceleração para o
interior da primeira metade, resultando num aumento da veloci-
dade para o interior, bem como um deslocamento também para o
interior. De qualquer modo, à medida que o ião viaja em espiral
irá deslocar-se para um lado e outro do plano médio e não será
perdido nas paredes do tubo.
Também o campo magnético possui uma acção de focagem.
A Fig. 6 mostra esquematicamente a forma do campo produzido

Fig. 6 - Diagrama indicando a acção de focagem do campo magnético.

[ 158]
pelo magnete. Na região central das faces polares o campo é
muito uniforme e normal ao plano destas; mas, na periferia do
dispositivo, este apresenta uma curvatura. Os iões, ao viajar em
círculos na periferia, sofrem a acção de forças magnéticas, indi-
cadas pelas setas na figura. Se a trajectória se encontra no plano
médio, então a força magnética actua na direcção do centro desse
plano. Se o ião viaja num círculo fora do plano médio, aparece
então uma força magnética que o acelera na direcção desse
plano, criando uma acção efectiva de focagem.
Examinámos experimentalmente estas duas acções de foca-
gem usando um detector, em frente da primeira fenda, que podia
ser movido para cima e para baixo no feixe por meio de uma arti-
culação (ver a Fig. 3). Verificou-se que as duas acções de foca-
gem são tão eficazes que o feixe de iões de alta velocidade pos-
sui uma largura de menos de um milímetro. Um feixe de iões tão
estreito é, naturalmente, o ideal para um grande número de expe-
riências.
Efectuámos um teste adicional à acção de focagem dos dois
campos baixando o plano médio do sistema de aceleração 3 mm
em relação ao plano de simetria do campo magnético. Observou-se
que, na periferia, o feixe de iões de elevada velocidade viaja num
plano intermédio entre os planos de simetria dos dois campos,
mostrando a actuação das duas acções de focagem, e que a sua
grandeza na periferia da trajectória é muito semelhante.

Resultados Experimentais

Na Fig. 7 mostra-se um exemplo típico da dependência da


corrente iónica no colector de Faraday em função do campo
magnético aplicado, para oscilações de comprimento de onda de
28 metros e com hidrogénio no tubo. Pode verificar-se que só
há duas gamas muito estreitas da intensidade do campo magné-
tico nas quais se observam correntes de iões conforme era

[ 159]
À = 2 .O metros
D = 1200 volts
614 000 volts
o. ·
o
H+
X 307.000 volts 2
<I

~
8o
c
"
]
6930 13 860
Campo magnético - gauss

Fig. 7 - Corrente de iões no colector de Faraday em função do campo mag-


nético para oscilações de 28 metros de comprimento de onda aplicada aos eléc-
trodos de aceleração.

esperado: a de 6930 gauss envolvendo a ressonância de protões,


e a outra, a ressonância de moléculas de hidrogénio.
Para todos os comprimentos de onda utilizados, o campo mag-
nético que produzia a maior corrente no colector concordava
exactamente com o valor teórico esperado. Este facto é ilustrado
na Fig. 8, onde se mostram as curvas parabólicas que relacionam
o comprimento de onda e o campo magnético (Eq. 3) para pro-
tões e moléculas de hidrogénio, representando os círculos as
observações experimentais. Os campos magnéticos foram medi-
dos com uma espiral de bismuto e o comprimento de onda das
oscilações foi determinado com um medidor General Radio. Não
se procurou obter estas medidas com exactidão, de modo que a
sua precisão não é melhor que um por cento.
A variação das larguras dos picos de ressonância com a vol-
tagem de alta frequência aplicada também concorda com as pre-
visões teóricas. Observou-se que, à medida que a voltagem era

[ 160]
70
g
"E u
I
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Campo magnético - gauss

Fig. 8 - Campos magnéticos produzindo ressonâncias de iões para vários


comprimentos de onda: as curvas sólidas correspondem às relações teóricas
[Eq. (3)] para os iões H+ e H2+. Os círculos correspondem aos pontos experi-
mentais.

reduzida, as larguras dos picos de ressonância diminuem e, com


efeito, com voltagens que obriguem os iões a circular 50 vezes
ou mais antes de atingir a periferia, a corrente iónica varia até
zero quando se varia o campo magnético de algumas décimas de
um por cento do seu valor ideal. A precisão com que esta resso-
nância é definida pode ser facilmente compreendida, pois o tempo
que um ião demora a percorrer uma das trajectórias semicirculares
é inversamente proporcional ao campo magnético. Se, por
exemplo, o campo magnético for um por cento maior ou menor
que o valor da ressonância, os iões ficam completamente des-
fasados das oscilações após somente 50 ciclos no tubo. Na Fig. 7,
os picos de ressonância exibem uma largura apreciável, esten-
dendo-se numa gama que é maior que um por cento do campo
magnético. No entanto, na maioria das experiências, os iões cir-

[ 161 ]
culavam um número muito maior de vezes dando origem a picos
tão estreitos que não seriam discerníveis num diagrama deste
tipo.
Evidentemente que o número máximo de vezes que os iões
podem circular é determinado pelo grau de uniformidade do
valor médio do campo magnético ao longo da trajectória em
espiral. De facto, parece dificil construir um magnete com pólos
fornecendo campos suficientemente uniformes que permitam
mais de 100 acelerações dos iões. Mas, felizmente, é possível
corrigir a não uniformidade do campo de um modo semiempí-
rico, permitindo amplificações de voltagem surpreendentemente
maiores. Esta correcção é efectuada inserindo folhas finas de
ferro entre o tubo e o magnete; quer na região central quer na
periferia, conforme necessário. Se o campo magnético for, em
média, ligeiramente mais fraco na periferia de modo que a fase
dos iões se atrasa cada vez mais relativamente à das oscilações à
medida que estes circulam na espiral, podemos sincronizá-los
novamente inserindo na periferia uma folha de ferro de espes-
sura, largura e extensão apropriadas. Se, por outro lado, os iões
tiverem tendência para se adiantar nesta região, pode corrigir-se
essa diferença de fase inserindo uma folha de ferro na região cen-
tral.
É importante frisar, em relação a este ponto, que não é essen-
cial que o campo magnético seja absolutamente uniforme em toda
a região das placas, desde que o valor médio do campo ao longo
das trajectórias dos iões seja tal que estes efectuem revoluções
sucessivas em intervalos de tempo iguais. Assim, pequenos
ajustes do campo magnético podem ser obtidos de modo simples,
aumentando ou diminuindo o campo em pequenos segmentos das
sucessivas trajectórias circulares dos iões. Nas nossas experiências,
o ajuste mais satisfatório foi obtido quando se inseria uma folha
de ferro com 0,025 cm de espessura e com uma forma semelhante
a um ponto de exclamação estendendo-se radialmente com o

[ 162]
extremo mais largo, de 8 cm de largura, na região central e o
extremo mais estreito, de 3 cm de largura, na periferia. A intro-
dução deste "calço" de correcção aumentou o factor de ampli-
ficação (ou seja, a razão entre a voltagem equivalente dos iões
que atinjem o colector e a voltagem de alta frequência máxima
aplicada ao tubo) de cerca de 75 para cerca de 300. Estes valo-
res são estimativas um pouco grosseiras, pois não dispúnhamos
de meios convenientes para medir as tensões de alta frequência
aplicadas ao tubo. As estimativas apresentadas são baseadas
nas distâncias a que se libertam descargas no ar e, por isso, é
provável que a amplificação de voltagem tenha valores ainda
maiores.
O maior factor de amplificação de voltagem foi obtido ao
gerar os iões de maior velocidade, protões de 1 220 000 elec-
trões-volt. Ao longo do desenvolvimento dos trabalhos, verificá-
mos que, em relação a este aspecto, bem como em relação a
outros, a eficiência deste método experimental aumenta à medida
que se utilizam voltagens cada vez maiores.
Determinou-se, por exemplo, que a pressão óptima para o
hidrogénio dentro do tubo aumenta de menos de I~ mm de Hg,
quando se geram protões de 200 000 electrões-volt, para mais de
1Q-3 mm de Hg, quando se produzem protões de 1 000 000 elec-
trões-volt. Entende-se por pressão óptima aquela que dá origem
à maior corrente no colector para uma mesma emissão de elec-
trões do filamento. Tal está ligado ao facto de o percurso médio
livre das partículas aceleradas aumentar com a voltagem.
Na Fig. 9, mostram-se exemplos da variação da corrente
de iões no colector em função da voltagem aplicada às placas de
deflexão. As diferentes curvas referem-se a diferentes condições
particulares de ressonância; por exemplo, a curva A foi obtida na
primeira fenda do sistema colector, quando protões entram em
ressonância com oscilações de 37,5 metros de comprimento de
onda num campo magnético de 5180 gauss resultando, teorica-

[ 163 ]
A - À= 37,5 m, iões H+ 172 000 volts O - À = 28,0 m, iões H; 614 000 volts
B - À = 28,0 m, iões H+ 307 000 volts E - À = 15,3 m, iões H+ 1 035 000 volts
C - À = 37,5 m, iões H ; 344 000 volts F - À = 14, 1 m, iões H+ 1 220 000 volts

~
X IJ

<
I
~

B
u li
..!!
o
u
oc
.!l .s
c
~
o
u

o 1000 1000 .1000


Potencial deflector - volts

Fig. 9 - Correntes de iões no colector de Faraday em função da tensão apli-


cada às placas de deflexão. Verifica-se que as voltagens de deflexão óptimas são
proporcionais às energias cinéticas dos iões calculadas teoricamente (indicadas
em volts na figura), provando assim que os iões recolhidos no colector de Faraday
possuem as velocidades esperadas teoricamente.

mente, na recolha de protões de 172 000 electrões-volt na pri-


meira fenda do sistema colector. Na figura, indicam-se os com-
primentos de onda e os valores teóricos esperados para a voltagem
equivalente dos iões para cada caso. Pode ver-se que, quanto
maior é a voltagem equivalente dos iões, maior é a voltagem de
deflexão necessária para obter a corrente máxima no colector.
Com efeito, a voltagem de deflexão óptima é, dentro do erro
experimental, proporcional à energia cinética dos iões [calculada
a partir da Eq. (4)] e é independente da grandeza da tensão de alta
frequência aplicada ao eléctrodo de aceleração. Estas obser-
vações demonstram, de modo inequívoco, que os iões que chegam
ao colector possuem realmente as altas velocidades previstas
teoricamente. As grandezas das voltagens de deflexão obser-

[ 164]
vadas também estão de acordo com as prev1soes teóricas
dentro da incerteza experimental nas trajectórias dos iões ao
atravessarem o sistema de deflexão. Devido à largura considerável
da fonte de iões (o filamento tem o comprimento de 2,5 cm) o cen-
tro real das trajectórias circulares dos iões na periferia era muito
largo. Este facto em conjunto com as larguras das fendas são
responsáveis pela gama de voltagens de deflexão que chegam ao
colector.

Discussão

Nas presentes experiências atingiu-se um dos objectivos pro-


postos na introdução, nomeadamente, o desenvolvimento de um
método conveniente para a produção de protões com energias
cinéticas da ordem de grandeza de I 000 000 electrões-volt.
Devem realçar-se dois aspectos que contribuiram de modo essen-
cial para o sucesso do método: a acção de focagem dos campos
eléctrico e magnético, e o meio empírico de correcção do campo
magnético pela introdução de tiras de ferro apropriadas. O primeiro
resolveu o problema de gerar feixes intensos de iões de alta velo-
cidade com uma secção muito pequena, necessários para estudar
processos de colisão. O segundo eliminou o problema da uniformi-
dade do campo magnético, tomando possíveis amplificações de
voltagem de mais de 300 vezes. Isto eliminou, por sua vez, quais-
quer dificuldades associadas à geração e aplicação aos eléctrodos
das altas voltagens de alta frequência necessárias. Dispomos, por-
tanto, de uma fonte de iões leves de elevada velocidade que pode
ser facilmente construída e montada numa área restrita de labo-
ratório e a partir de equipamento relativamente modesto. O feixe de
iões produzido possui valiosas características de conveniência e
flexibilidade para muitas experiências de investigação; as vanta-
gens de se obter um feixe estável de iões de elevada velocidade

[ 165]
somente com um milímetro de diâmetro, e gerado num aparelho
colocado numa mesa vulgar de laboratório, são óbvias. Além disso,
o aparelho desenvolvido neste trabalho não apresenta de modo
nenhum características caprichosas, mas funciona sempre de um
modo satisfatoriamente previsível. Isto pode ser ilustrado pelo facto
de poder desmontar-se e remontar-se o tubo de aceleração e, no
prazo de algumas horas após refazer-se o vazio, se poder obter
facilmente feixes estáveis de 1 220 000 electrões-volt.
Mas é talvez ainda mais interessante indagar quais são os
limites práticos deste método, com o fim de estabelecer as exten-
sões e desenvolvimentos que podem prever-se a partir das pre-
sentes experiências.
A limitação de maior importância é o limite provável da ener-
gia máxima dos protões que podem produzir-se. Este limite é
determinado pelas dimensões do magnete disponível; pois a vol-
tagem equivalente final dos iões na periferia é proporcional ao
quadrado da intensidade do campo magnético e ao quadrado do
raio da trajectória. Para protões, não é praticável o uso de campos
magnéticos muito maiores que os empregues no presente tra-
balho (cerca de 14 000 gauss), devido aos problemas colocados
na aplicação de oscilações de alta frequência apropriadas - ou
seja, não é desejável descer muito abaixo de comprimentos de
onda de 14 metros. É, no entanto, praticável usar magnetes muito
maiores do que o utilizado nas presentes experiências. Está actual-
mente a ser instalado no nosso laboratório um magnete com
pólos cujas faces têm 114 cm de diâmetro. Como se pode ver a
partir da Eq. (4), um campo magnético de 14 000 gauss numa
região tão extensa torna possível a produção de protões de
25 000 000 electrões-volt.
É claro que pode argumentar-se que outras dificuldades
podem impedir que se atinja alguma vez uma tal gama de ener-
gias. Pode, por exemplo, ser duvidoso que se consiga obter um
factor de amplificação tão grande que permita realizar na prática

[ 166]
voltagens de alta frequência suficientemente baixas. Nas presentes
experiências, obteve-se, sem grande esforço, um factor de ampli-
ficação de 300, e parece ser possível, através de uma melhor cor-
recção do campo, aumentar consideravelmente esta amplificação
para tensões mais altas. Nas gamas de velocidades mais elevadas
a variação da massa com a velocidade toma-se apreciável, mas a
correcção deste efeito não apresenta grande dificuldade, pois pode
ser obtida alterando o campo magnético do mesmo modo
empírico que foi usado para corrigir a sua falta de uniformidade.
Considerando, assim, um factor de amplificação da voltagem
de 500, a produção de protões de 25 000 000 electrões-volt
necessita de uma tensão de 50 000 volts com um comprimento
de onda de 14 metros aplicados entre as placas aceleradoras; ou
seja, 25 000 volts aplicados a cada placa aceleradora relativa-
mente à terra. É perfeitamente possível fazer isto, embora certa-
mente tivesse que estar disponível uma quantidade enorme de
potência devido à capacidade do sistema.
Interessa também considerar qual é a intensidade máxima do
feixe que se pode obter. Nas experiências actuais não se fez
nenhum esforço a fim de obter intensidades de corrente muito
elevadas. As correntes no colector tinham, em geral, valores· da
ordem de grandeza de 1o-9 A. Com o actual gerador de iões, há
dois factores que podem ser melhorados a fim de aumentar a
produção de iões de alta velocidade - a emissão electrónica e a
pressão do hidrogénio no tubo. A emissão electrónica pode ser
facilmente aumentada de um factor de I O ou 100 vezes em
relação à usada nas presentes experiências. O percurso médio
livre dos protões aumenta com a voltagem de modo que, como se
verificou experimentalmente, a pressão máxima do hidrogénio é
controlada pelo aparecimento de descargas de alta frequência no
tubo devidas à voltagem aplicada aos aceleradores. Estas descar-
gas surgem a uma pressão maior que Io-3 mm de Hg; o motivo
por que a pressão crítica é tão alta deve estar associado à acção
inibidora do campo magnético. Estas considerações levam-nos a

[ 167]
esperar que, com a fonte de iões actual, feixes de iões de alta
velocidade com correntes de até 0,1 microampere possam ser
obtidos facilmente.
Em qualquer caso, a focagem dos iões na trajectória em espi-
ral parece ser tão eficaz que a maior parte dos iões que são forma-
dos chegam ao colector e a intensidade do feixe é determinada,
em grande parte, pela fonte de iões. Este método de aceleração múlti-
pla de iões pode apresentar rendimentos da mesma ordem de gran-
deza dos apresentados por métodos de aplicação directa de alta
voltagem.
Para um determinado dispositivo experimental, a energia dos
iões que chegam ao colector varia inversamente com as suas mas-
sas e directamente com a carga. Deste modo, o magnete de 114 cm,
referido acima, torna possível produzir iões de hidrogénio mole-
cular e iões duplamente carregados de hélio (partículas alfa) de
12 500 000 electrões-volt, e também protões de 25 000 000 elec-
trões-volt. Além disso, toma-se mais fácil gerar o valor teórico
máximo de energia para iões de peso atómico crescente uma vez
que o comprimento de onda das oscilações de alta frequência
aumenta com uma taxa semelhante. Por exemplo, usando um
campo magnético de 14 000 gauss numa região de 114 cm de
diâmetro, poderiam gerar-se iões de azoto com 2 800 000 elec-
trões-volt aplicando oscilações com 123 metros de comprimento
de onda. De um modo geral, este aparelho está adaptado à pro-
dução de iões de todos os elementos, até à massa atómica 25,
com energias cinéticas superiores a 1 000 000 electrões-volt.
Desejamos exprimir o nosso reconhecimento e agradecer ao
Committee-on-Grants-in-Aid do National Research Council, à
Federal Telegraph Company através do Dr. Leonard F. Fuller, seu
vice-presidente, à Research Corporation e à Chemical Founda-
tion, pela sua generosa ajuda que tomou possível a realização
destas experiências.

[Tradução de Paulo Mendes]

[ 168]
A Dispersão de Partículas a e p
pela Matéria e a Estrutura do Átomo
Pelo Professor E. RUTHERFORD, F R. S., Universidade de Manchester'-' 1

[The London, Edinburgh and Dublin Philosophical


Magazine and Journal ofScience, 61h series, 21, 669 (1911)]

§I. É um facto bem conhecido que as partículas a e f3 sofrem


desvios relativamente ao seu movimento rectilíneo devido a coli-
sões com os átomos da matéria que atravessam. Estes desvios são
muito superiores para o caso das partículas /3, uma vez que estas
transportam uma energia e uma quantidade de movimento muito
mais pequenas do que as das partículas a. Parece não haver
dúvida de que estas partículas rápidas passam através dos átomos
ao longo do seu percurso e de que as deflexões observadas são
devidas ao forte campo eléctrico que elas atravessam dentro do
sistema atómico. Tem sido geralmente aceite que a dispersão de
um feixe paralelo de raios a ou /3, quando atravessam urna placa
fina de matéria, é o resultado de uma série de pequenas colisões
com os átomos da matéria atravessada. Contudo, as experiências
de Geiger e Marsden<2l de dispersão de raios a indicam que algu-
mas das partículas a devem sofrer uma deflexão superior a um
ângulo recto numa única colisão. Eles verificaram, por exemplo,
que uma pequena fracção das partículas a incidentes, cerca de I
em 20 000, era desviada de um ângulo médio de 90° quando

1" Comunicação apresentada pelo autor. Um breve resumo deste artigo foi

comunicado à Manchester Literary and Philosophical Society em Fevereiro de


1911.
1' 1 Proc. Roy. Soe. lxxxii. p. 495 ( 1909).

[ 169]
atravessavam uma folha de ouro com cerca de 0,00004 cm de
espessura, o que equivale, em poder de paragem de partículas
a, a I ,6 milímetros de ar. Posteriormente, Geiger(l) mostrou
que o ângulo de deflexão mais provável para um feixe paralelo
de partículas a que atravessa uma folha de ouro com esta
espessura é de cerca de 0,87°. Um pequeno cálculo baseado
em teoria de probabilidades mostra que a probabilidade de uma
partícula a ser deflectida de 90° é perfeitamente desprezável.
Além disso, veremos mais tarde que a distribuição das partículas
a pelos vários ângulos de deflexão grandes não está de acordo
com a lei probabilística que seria de esperar se esses grandes des-
vios fossem o resultado de um elevado número de desvios
pequenos. Parece razoável supor que uma deflexão de um ângulo
grande é devida a uma só colisão atómica, pois a probabilidade
de se dar uma segunda colisão de modo a produzir um desvio
grande deve ser, na maior parte dos casos, extremamente
pequena. Um pequeno cálculo mostra que o átomo tem que criar
um campo eléctrico intenso para produzir desvios tão grandes
numa só colisão.
Recentemente, Sir J. J. Thomson<•) apresentou uma teoria
para explicar a dispersão das partículas carregadas que atraves-
sam placas finas de matéria. Esta teoria pressupõe que o átomo
consiste num número N de corpúsculos com carga negativa,
juntamente com uma quantidade igual de electricidade positiva
distribuída uniformemente e com forma esférica. A deflexão de
uma partícula com carga negativa que passa através do átomo
é então o efeito de duas causas - (I) a repulsão dos corpúsculos
disseminados no átomo e (2) a atracção da electricidade positiva
do átomo. Supõe-se que a deflexão da partícula ao passar pelo

(3) Proe. Roy. Soe. lxxxii. p. 492 (1910).


<•> Camb. Lit. & Phil. Soe. xv. pt. 5 (1910).

[ 170]
átomo é pequena e que a deflexão média após um número ele-
vado m de colisões é de Vm.(} , em que (} é a deflexão média
devida a um único átomo. Foi demonstrado que o número N de
electrões num átomo pode ser deduzido a partir dos resultados
experimentais provenientes da dispersão de partículas car-
regadas. Esta teoria de colisões múltiplas foi testada experimen-
talmente por Crowthd5> num artigo posterior. Aparentemente os
seus resultados confirmaram as conclusões principais da teoria e
ele deduziu, pressupondo que a electricidade positiva era con-
tínua, que o número de electrões num átomo é de cerca de três
vezes o seu peso atómico.
A teoria de Sir J. J. Thomson é baseada na hipótese de
um pequeno desvio causado por uma única colisão atómica
e pressupõe para o átomo uma estrutura tal que uma par-
tícula a que o atravesse não sofra uma deflexão grande, a
menos que o diâmetro da esfera de electricidade positiva seja
minúscula comparada com o diâmetro da esfera de influência
do átomo .
Uma vez que as partículas a e f3 atravessam o átomo, deveria
ser possível, a partir de um estudo minucioso da natureza da
deflexão, formar uma ideia da constituição do átomo de maneira
a produzir os efeitos observados. De facto, a dispersão de par-
tículas carregadas a alta velocidade pelos átomos da matéria é
um dos métodos mais prometedores para atacar este problema.
O desenvolvimento do método de contagem de partículas a uma
a uma por cintilação trouxe grandes vantagens para a investi-
gação, tendo os trabalhos de H. Geiger, que usou este método,
aumentado substancialmente o nosso conhecimento sobre a
dispersão dos raios a pela matéria.

''1 Crowther, Proc. Roy. Soe. lxxxiv. p. 226 ( 1910).

[ 171 ]
§2. Primeiro vamos estudar, de um ponto de vista teórico, as
colisões simples<6> com um átomo de estrutura simples capaz de
provocar deflexões grandes de uma partícula a. Em seguida
vamos comparar as deduções da teoria com os resultados experi-
mentais disponíveis.
Considere-se um átomo constituído por uma carga ± Ne no
centro rodeada por uma esfera de electrificação com uma carga
+ Ne que se supõe estar uniformemente distribuída numa esfera
de raio R e é a unidade fundamental de carga que, neste artigo, se
considera igual a 4,65 x I Q-10 unidades E. S.(7). Vamos supor que,
para distâncias inferiores a I ü- 12 cm, tanto a carga central como
a carga da partícula a podem considerar-se como pontuais. Mais
tarde ver-se-á que os resultados principais desta teoria não
dependem do sinal atribuído à carga central. Por uma questão de
conveniência, admitiremos que esse sinal é positivo. O problema
da estabilidade do modelo atómico proposto não necessita de ser
abordado nesta altura, pois isso dependerá obviamente da estru-
tura detalhada do átomo e do movimento das partes carregadas
que o constituem.
Para se ficar com uma ideia da força necessária para
deflectir uma partícula a de um ângulo grande, considere-se
um átomo constituído por uma carga positiva Ne colocada no
seu centro e rodeada por uma distribuição de electricidade
negativa Ne uniformemente distribuída numa esfera de raio R.
A força eléctrica Xl8> e o potencial V num ponto dentro do
átomo a uma distância r do seu centro são dados por

<'l A deflexão de uma partícula de um ângulo considerável devido a uma


colisão com um único átomo será chamada, neste artigo, colisão " simples".
A deflexão de uma partícula causada por uma série de pequenos desvios será
designada por colisão " múltipla".
1' 1 N. do T: Unidades E. S. correspondem às unidades electrostáticas de carga

(u.e.c.). O valor actual de e é 4,80 x 1o-1o u.e.c.


1' 1 N. do T : O autor refere-se à força eléctrica por unidade de carga, i. e., ao

campo eléctrico.

[ 172]
1
X= Ne ( - -
r2
_!_)
R3

V=Ne ( - -__+~).
1 3
r 2R 2R3

Seja uma partícula a, de massa m, velocidade u e carga E, dis-


parada directamente em direcção ao centro do átomo. Ela
atingirá o repouso a uma distância b do centro dada por

1 3
_I_ mu2 = NeE ( - - -- + _!!!__) ·
2 b 2R 2R3

b é uma grandeza importante, como se poderá verificar em cál-


culos posteriores. Pressupondo para a carga central um valor de
I 00 e, pode determinar-se que, para uma partícula a com uma
velocidade de 2,09 x 109 cm por segundo, b virá igual a cerca de
3,4 x I Q-1 2 cm. Neste cálculo supôs-se que b era muito pequeno
quando comparado com R. Como se considera que R é da ordem
de grandeza do raio do átomo, cerca de I o-s cm, é óbvio que a
partícula a, antes de voltar para trás, penetra até tão perto da
carga central que o campo devido à distribuição uniforme de
electricidade negativa pode ser desprezado. Um simples cálculo
mostra que, em geral, para todas as deflexões superiores a um
grau, se pode supor que a deflexão é devida apenas ao campo
criado pela carga central sem cometer um erro apreciável.
Possíveis desvios devidos a colisões simples com a electrici-
dade negativa, admitindo que esta se distribui sob a forma de
corpúsculos, não são, para já, incluídos na teoria. Mostrar-se-á,
posteriormente, que o seu efeito é, em geral, pequeno quando
comparado com o do campo central.
Considere-se a passagem de uma partícula de carga positiva
perto do centro de um átomo. Supondo que essa passagem
através do átomo não vai causar nenhuma alteração apreciável na

[ 173 ]
Fig. I.

velocidade da partícula, o percurso que ela segue sob a influên-


cia de uma força repulsiva que varia inversamente com o
quadrado da distância será uma hipérbole, cujo foco exterior
coincide com o centro do átomo S. Suponha-se que a partícula
penetra no átomo segundo a direcção PO (Fig. I) e sai segundo
a direcção OP'. OP e OP' fazem ângulos iguais com a linha SA,
em que A é o vértice da hipérbole. p = SN = distância na per-
pendicular entre o centro do átomo e a direcção do movimento
inicial da partícula.
Seja o ângulo POA = 8.
Seja V= velocidade da partícula ao entrar no átomo e v a sua
velocidade em A. Então, considerações acerca do momento
angular levam a que
pV= SA.v.

[ 174]
Da conservação da energia vem

1 1 NeE
-mV2=-mv2+ - - ,
2 2 SA

v2= V2 ( 1- s~) .

Como a excentricidade é sec O,

SA = SO + OA = p cosec O(1 + cos 8)


= p cot 012,
p2 = SA (SA- b) = p cot 012 (p cot 012- b),
:. b = 2 p cotO.

O ângulo de desvio tp da partícula é 1r - 2 Oe

2 (9)
cot (tf>/2) = _.P_ (I)
b

Esta expressão permite calcular o ângulo de desvio da


partícula em termos de b e da distância, na perpendicular, entre o
centro do átomo e a direcção de incidência.
A título de exemplo, mostra-se seguidamente uma tabela com
os ângulos de desvio tp correspondentes a diversos valores de
p/b:

p/b ... lO 0,5 0,25 0, 125


tp.. .... 5,7° 90° 127° 152°

<•l Facilmente se pode verificar que se obtém a mesma expressão para a


deflexão se as forças forem atractivas em vez de repulsivas.

[ 175 ]
§3 . Probabilidades de Deflexão Simples de um Ângulo Arbitrária.

Suponhamos um feixe paralelo de partículas carregadas que


incide sobre uma placa fina de matéria de espessura t, segundo a
perpendicular. As partículas do feixe deverão então passar
através da placa praticamente segundo a normal, sofrendo apenas
uma ligeira alteração na sua velocidade, com excepção de umas
poucas que sofrem uma deflexão grande. Seja n = número de áto-
mos por unidade de volume do material. O número de colisões
de uma partícula com os átomos de raio R ao atravessar a espes-
sura t será então de 1r R2 nt.
A probabilidade m de essa partícula incidir num átomo a uma
distância do seu centro inferior a p é dada por

m = np2 nt.

A probabilidade dm de incidir a uma distância entre p e p + dp


vem dada por

1r
dm = 2n pnt.dp =
4 ntb2 cot ( ~2) cosec2 ( 1/)/2) di/), (2)

uma vez que

cot (~2) = 2 plb.

O valor de dm corresponde à proporção do número total de


partículas que sofre um desvio entre os ângulos tP e tP + di/).
A proporção p do número total de partículas que é deflectida
de um ângulo superior a tP é dada por

1r
p= ntb2 cot2 ( ~2).
4 (3)

[ 176]
A proporção p que é deflectida entre os ângulos <PI e 4>2 vem
dada por

n
p = 4ntb2 ( cot2 2<f>I - cot2 24>2 ) . (4)

É conveniente escrever a equação (2) de outra forma a fim de


facilitar a sua verificação experimental. No caso dos raios a,
conta-se o número de cintilações numa área constante de um
detector de sulfureto de zinco para vários valores diferentes do
ângulo com a direcção de incidência das partículas. Seja r = dis-
tância ao ponto de incidência dos raios a no material deflector.
Então, se Q for o número total das partículas incide.ntes sobre o
material deflector, o número y das partículas a que são deflecti-
das de um ângulo <P e vão incidir sobre a unidade de área é dado
por

Q dm ntb2.Q.cosec4(<Pf2) (5)
Y = 2nr2 sincp. dcp = 16 r2

2NeE
Como b = ~· esta equação mostra que o número de par-
tículas a (cintilações) por unidade de área do detector de sul-
fureto de zinco colocado a uma certa distância r do ponto de
incidência dos raios a é porporcionál a

(l) cosec4(<Pf2) ou 1/cp4 se <P for pequeno;

(2) espessura do material deflector t, desde que seja pequena;

(3) grandeza da carga central Ne;

(4) e é inversamente proporcional a (mu2)2, ou à quarta potên-


cia da velocidade se m for constante.

[ 177]
Nestes cálculos, supôs-se que as partículas a deflectidas de
um ângulo grande sofrem uma única deflexão grande. Para que
esta hipótese se verifique, é essencial que a espessura do material
deflector seja tão pequena que a probabilidade de uma segunda
colisão envolvendo outra deflexão grande seja muito pequena.
Se, por exemplo, a probabilidade de uma única deflexão 1/J, ao
passar por uma espessura t, é de 1/1000, a probabilidade de duas
deflexões sucessivas, cada uma de valor 1/J, é de 1/106 sendo, por-
tanto, completamente desprezável.
A distribuição angular das partículas a dispersadas por uma
folha metálica fina constitui um dos métodos mais simples de
testar, na generalidade, a validade desta teoria de colisão simples.
Experiências deste género com raios a foram recentemente efec-
tuadas pelo Dr. Geiger< 10l, que verificou que a distribuição das
partículas deflectidas entre 30° e 150° por uma folha de ouro fina
está substancialmente de acordo com a teoria. Uma descrição
mais detalhada desta e de outras experiências que testam a vali-
dade da teoria será publicada posteriormente.

§4. Alteração da Velocidade numa Colisão Atómica

Até agora, tem-se partido do princípio de que uma partícula


a ou f3 não sofre uma alteração apreciável na sua velocidade
devido a uma colisão atómica simples que origine uma grande
deflexão. A variação da velocidade da partícula causada por uma
colisão deste tipo pode ser calculada desde que se admitam cer-
tas hipóteses. Supõe-se que se trata de um problema que apenas
envolve dois corpos, como é evidente, a partícula que se dirige
rapidamente para o alvo e o átomo que ela atravessa e que se

<"> Manch. Lit. & Phil. Soe. 1910.

[ 178]
B

Fig. 2.

supõe estar inicialmente em repouso. Supõe-se que o princípio de


conservação da quantidade de movimento e da energia se man-
tém válido e que não há perda apreciável de energia nem de
quantidade de movimento por radiação.

Sejam a massa da partícula,

v1 = velocidade de aproximação,

v2 = velocidade de afastamento,

M = massa do átomo,

V = velocidade comunicada ao átomo em virttide da colisão.

Representemos por OA (Fig. 2), a quantidade de movimento


mv 1 da partícula incidente, em dire~ção , sentido e módulo, e
por OB a quantidade de movimento mv2 da partícula deflectida,
a qual se desviou de um ângulo AOB = !p. Então BA representa
a quantidade de movimento MV do átomo no seu movimento de
recuo, em direcção, sentido e módulo.

[ 179]
Pela conservação da energia

(2)

Seja Mim = K e v2 = pvl> em que p < I.


De (I) e (2),

(K + 1) p2 - 2p cos 1/J = K- 1,

ou
cosljJ 1 ,----
p = K+T + K + 1 y' K2 - sin2 1/J.

Considere-se o caso de uma partícula a de peso atómico 4,


deflectida de um ângulo de 90° por colisão com um átomo de
ouro de peso atómico 197.
Como praticamente K = 49,

-\~
p= v K+T = 0,979,
ou seja, a velocidade da partícula é reduzida de apenas cerca de
2 por cento pela colisão.
No caso do alumínio K = 27/4 e, para ljJ = 90°, p = 0,86.
Vê-se que, de acordo com esta teoria, a redução da veloci-
dade da partícula a se toma importante para colisões com os áto-
mos mais leves. Como o alcance das partículas a no ar ou noutra
matéria é aproximadamente proporcional ao cubo da velocidade,
uma partícula a com um alcance de 7 cm verá este valor
reduzido a 4,5 cm após sofrer um único desvio de 90° ao atra-
vessar um átomo de alumínio. A ordem de grandeza destes valores
permite uma fácil verificação experimental. Como o valor de K é

[ 180]
muito elevado para a colisão de uma partícula f3 com um átomo, a
diminuição da velocidade dada por esta fórmula é muito pequena.
Quando se considera a alteração da velocidade e a dis-
tribuição das partículas deflectidas na colisão de uma partícula a
com um átomo leve, como por exemplo um átomo de hidrogénio
ou de hélio, surgem alguns casos teóricos muito interessantes.
Um tratamento destes e de outros casos semelhantes fica adiado
até esta questão ter sido abordada experimentalmente.

§5 . Comparação das Colisões Simples e Múltipla

Antes de comparar os resultados teóricos com os experimen-


tais, é conveniente avaliar a importância relativa da colisão sim-
ples e da colisão múltipla na determinação da distribuição das
partículas deflectidas. Uma vez que se supõe que o átomo é cons-
tituído por uma carga central, rodeada por uma distribuição uni-
forme de sinal oposto com a forma de uma esfera de raio R, a
probabilidade de colisão correspondente a deflexões pequenas é
muito elevada comparada com a probabilidade correspondente a
uma única deflexão grande.
Este problema da colisão múltipla foi abordado por Sir J. J.
Thomson no artigo referido anteriormente (§I). Nesse artigo é
deduzida uma expressão para a deflexão média 1/>1 devida ao
campo da esfera de electricidade positiva de raio R e valor Ne
que, na notação aí usada, é

tr NeE 1
lf>t=4 · mu2 ·R ·

A deflexão média 1/>2 devida aos N corpúsculos de carga


negativa que se supõe estarem uniformemente distribuídos na
esfera vem dada por

[ 181 ]
_ _!i eE _I_" !3fT
~ - 5 mu2 · R V----::;--2- ·

Tomou-se para a deflexão média devida à electricidade positiva


e negativa

A deflexão média originada pelo átomo com uma carga cen-


tral referida neste artigo pode ser facilmente calculada de um
modo semelhante.
Como o campo eléctrico radial X a qualquer distância r do
centro é dado por

X= Ne (...!._-...!:.),
r2 R3

não é difícil demonstrar que a deflexão (supostamente pequena)


de uma carga eléctrica causada por este campo é dada por

(}= .!!.__( 1- p2 ) 3/2


p R2 '

em que p é a distância na perpendicular entre o centro e a trajec-


tória da partícula e b tem o mesmo significado que anterior-
mente. Verifica-se que o valor de (}aumenta com a diminuição de
p e torna-se elevado para pequenos valores de q,<11 ).
Uma vez que já vimos que as deflexões se tornam muito
grandes para uma partícula que passe perto do centro do átomo,
não é, obviamente, correcto tirar a média com base na hipótese
de (} ser pequeno.

<" 1 N. do T. : Certamente uma gralha no original. 8 toma-se elevado para


pequenos valores de p .

[ 182]
Tomando para R valores da ordem de I o-s cm, o valor de p para
deflexões grandes é, para partículas a e /3, da ordem de I o-11 cm.
Como a probabilidade de uma colisão correspondente a uma
deflexão grande é pequena quando comparada com a probabili-
dade correspondente a deflexões pequenas, facilmente se pode
concluir que a pequena deflexão média permanece praticamente
inalterada se as deflexões grandes forem omitidas. Isto é equiva-
lente a integrar na região da secção eficaz do átomo correspon-
dente às deflexões pequenas e a desprezar a pequena área central.
Deste modo pode facilmente demonstrar-se que a pequena
deflexão média vem dada por

31t b
t/>1 =8/f ·

Este valor de 4> 1 para o átomo com uma carga central concentrada
é três vezes superior à deflexão média para o mesmo valor de Ne
no modelo do átomo estudado por Sir J. J. Thomson. Combinando
as deflexões produzidas pelo campo eléctrico e pelos corpús-
culos, a deflexão média vem dada por

( 12)

(t/>~ + ~ i ou _!_ ( 5 54+ 15,4 )1/2


2R ' R ·

Ver-se-á mais tarde que o valor de N é aproximadamente pro-


porcional ao peso atómico e é de cerca de I 00 para o ouro. O efeito
causado pela colisão com os corpúsculos, representado pelo
segundo termo da equação, é, consequentemente, pequeno para áto-
mos pesados quando comparado com o efeito causado pelo campo
eléctrico central.

''" N. do T: Trata-se claramente de uma gralha no original. A expressão


para a deflexão média deverá evidentemente ser ( q,~ + ~) 112 •

[ 183 ]
Desprezando o segundo termo, a deflexão média por átomo é
. - d e const.derar os etiettos
J1tb E stamos agora em postçao
d e 8R. . re Ia-
tivos devidos à colisão simples e à colisão múltipla na dis-
tribuição das partículas. De acordo com a argumentação de J. J.
Thomson, a deflexão média 01, após passagem por uma espessura
t de matéria, é proporcional à raiz quadrada do número de coli-
sões e é dada por

o,-- 3rtb
8R
v 2
trR .n.t-
- 31tb ... ; -
8
V 1rnt,

em que n representa ainda o número de átomos por unidade de


volume.
A probabilidade p 1 de colisão múltipla correspondente a uma
deflexão da partícula superior a tfJ é igual a
2
/ e-' e: .
Consequentemente

tfJ2 = - -9rt3 b2 nt Iogp 1•


64

Suponhamos seguidamente que apenas ocorrem colisões sim-


ples. Já vimos (§3) que a probabilidade p 2 de uma deflexão supe-
rior a t/J é dada por

p 2 = ~ b2.n.t cot2 (t/J/2).


4

Comparando estas duas equações

p 2 logp 1 = --0,181, qilcot2 (t/J/2),

t/J é suficientemente pequeno para que

tan ( t/J/2) = t/J/2,


p 2 logp 1 = --0,72.

[ 184]
Se supusermos p 2 = 0,5, então p 1 = 0,24.

Se P2 = 0, 1, p 1 = 0,0004.

É evidente, como ilustra esta comparação, que a probabili-


dade de uma certa deflexão é sempre maior para a colisão sim-
ples do que para a colisão múltipla. Esta discrepância é espe-
cialmente marcada quando apenas uma pequena fracção das
partículas é deflectida de qualquer ângulo. Daqui resulta que a
distribuição das partículas devida a colisões com os átomos
seja, para pequenas espessuras, essencialmente governada pela
colisão simples. Não há dúvida de que a colisão múltipla produz
um certo efeito de uniformização da distribuição das partículas
deflectidas; no entanto, este efeito toma-se, relativamente, tanto
mais pequeno quanto menor for a proporção das partículas
deflectidas de qualquer ângulo.

§6. Comparação da Teoria com a Exp eriência

Na teoria apresentada neste artigo, a grandeza da carga


central Ne é uma constante importante, pelo que é conveniente
determinar o seu valor para os diferentes átomos. A maneira mais
fácil de o fazer consiste em dete_rminar a pequena proporção
das partículas a e {3 incidentes numa folha metálica fina com
velocidade conhecida, que são deflectidas entre cp e cp + dcp,
sendo cp o ângulo de deflexão . A influência das colisões
múltiplas deverá ser pequena desde que esta proporção seja
pequena.
Experiências neste sentido estão presentemente em curso,
mas é conveniente proceder, desde já, à interpretação dos resul-
tados experimentais já publicados acerca da dispersão de partí-
culas a e {3 à luz da teoria aqui apresentada.

[ 185 ]
Considerar-se-ão os seguintes pontos:

(a) A "reflexão difusa" de partículas a, i. e., a deflexão de


partículas a correspondente a ângulos grandes (Geiger e
Marsden).

(b) A variação da reflexão difusa com o peso atómico do


material deflector (Geiger e Marsden).

(c) A dispersão média de um feixe paralelo de partículas a


que atravessa uma placa metálica fina (Geiger).

(d) As experiências de Crowther de dispersão de raios f3 com


diferentes velocidades por vários metais.

(a) O artigo de Geiger e Marsden (loc. cit.) sobre a reflexão


difusa das partículas a que incidem sobre várias substâncias
mostra que cerca de 1/8000 das partículas a de rádio c cll> que
incidem numa placa grossa de platina são deflectidas para trás na
direcção de incidência. Esta proporção foi deduzida a partir da
hipótese de as partículas a serem uniformemente difundidas em
todas as direcções, tendo as observações sido feitas para uma
deflexão de cerca de 90°. O tipo de experiência não é muito apro-
priado à obtenção de resultados rigorosos, mas é possível
mostrar, a partir dos resultados disponíveis, que a dispersão
observada é aproximadamente a que será de esperar da teoria se
se supuser que o átomo de platina tem uma carga central de cerca
de 100 e.

(b) Nas suas experiências neste domínio, Geiger e Marsden


determinaram o número relativo de partículas a difusamente
reflectidas por camadas grossas de vários metais diferentes, em

cm N. do T.: O rádio C corresponde ao nuclido "'Bi da série radioactiva do


urânio.

[ 186]
condições semelhantes. Os números que eles obtiveram figuram
na Tabela seguinte, onde z representa o número relativo de partí-
culas deflectidas medido pelo número de cintilações por minuto
num detector de sulfureto de zinco.

Tabela I
Metal Peso atómico z zfAJ12

Chumbo .. 207 62 208


Ouro .. 197 67 242
Platina . 195 63 232
Estanho 119 34 226
Prata . 108 27 241
Cobre . 64 14,5 225
Ferro . 56 10,2 250
Alumínio . .... 27 3,4 243
Média 233

Na teoria de colisão simples, e pressupondo que a carga cen-


tral é proporcional ao peso atómico A, a fracção do número total
de partículas a deflectida de um ângulo arbitrário ao passar
através de uma espessura t é proporcional a nA2 t. No caso pre-
sente, a espessura de matéria da qual as partículas a deflectidas
são capazes de emergir e afectar o detector de sulfureto de zinco
depende do metal. Uma vez que Bragg mostrou que o poder de
paragem de um átomo para uma partícula a é proporcional à raiz
quadrada do seu peso atómico, o valor de nt para os diferentes
elementos é proporcional a 1/W. Neste caso, t representa a pro-
fundidade máxima da qual as partículas a deflectidas podem
emergir. O número z de partículas a deflectidas para trás por uma
placa grossa é, consequentemente, proporcional a A312, ou seja,
zfA312 deve ser constante.

[ 187]
Para comparar esta dedução com os resultados experimentais,
dão-se, na última coluna, os valores relativos deste quociente.
Considerando a dificuldade das experiências, a concordância
entre a teoria e a experiência é razoavelmente boa<'•>.
A colisão simples de partículas a correspondente a deflexões
grandes irá obviamente afectar, até certo ponto, a forma da curva
de ionização de Bragg para um feixe paralelo de raios a. Este
efeito das deflexões grandes deve ser acentuado quando os raios
a atravessam folhas de metais de elevado peso atómico, mas
deve ser pequeno para átomos leves.
(c) Geiger efectuou uma determinação cuidada, pelo método
das cintilações, da deflexão das partículas a que atravessam
folhas metálicas finas e deduziu o ângulo de deflexão mais
provável para as partículas a que atravessam espessuras conhe-
cidas de diferentes tipos de matéria.
A fonte utilizada era constituída por um fino feixe paralelo
homogéneo de raios a. Foi efectuada a medição directa do
número total de partículas a deflectidas de vários ângulos dife-
rentes após atravessarem a folha deflectora. Tomou-se para
ângulo mais provável o ângulo para o qual o número de partículas
deflectidas era máximo. Foi igualmente calculada a variação do
ângulo mais provável com a espessura da matéria, embora o cál-
culo efectuado a partir destes resultados seja um tanto dificultado
pela variação da velocidade das partículas a ao atravessarem o
material deflector. Uma análise da curva de distribuição das par-
tículas a apresentada nesse artigo (loc. cit., p. 496) mostra que o
ângulo segundo o qual metade das partículas são deflectidas<ll> é
cerca de 20 por cento superior ao ângulo mais provável.

1" 1 Neste cálculo é desprezado o efeito da variação da velocidade numa

colisão atómica.
1" 1 N. do T. : O autor refere-se ao ângulo tal que metade das partículas sofre

urna deflexão superior a ele.

[ 188]
Já vimos que a colisão múltipla se pode tornar importante
quando cerca de metade das partículas é deflectida de um certo
ângulo<'6> e é difícil destrinçar, nesses casos, os efeitos relativos
devidos a cada um dos tipos de colisão. É possível efectuar um
cálculo estimativo do seguinte modo: de (§5) a relação entre as
probabilidades PI e p 2, para a colisão múltipla e a colisão simples
respectivamente, é dada por

p 2 logpi =- 0,721.

Em primeira aproximação, pode tomar-se para a probabilidade q


dos dois efeitos combinados

Para q = 0,5, tem-se

PI = 0,2 e p 2 = 0,46.

Já vimos que a probabilidade p 2 de ocorrência de uma deflexão


simples superior a tP é dada por

p2 =
n n.t.b2 cot2 (tP/2).
4
Como tP é comparativamente pequeno nas experiências conside-
radas,

2NeE
=b=--·
mu2

<"1 N. do T : O autor refere-se ao ângulo tal que metade das particulas sofre
uma deflexão que lhe é superior.

[ 189]
Geiger obteve o valor de I 0 40' para o ângulo de deflexão
mais provável dos raios a que atravessam uma espessura de
ouro equivalente, em poder de paragem, a cerca de 0,76 cm
de ar. O ângulo lP correspondente à deflexão de metade das par-
tículas a é, portanto, de quase 2°.

t= 0,00017 cm; n= 6,07 x 1022;


u (valor médio)= 1,8 x 109.
Elm = 1,5 x 1014 unidades E. S.; e= 4,65 x lQ-10.

Considerando a probabilidade de colisão simples = 0,46 e


substituindo estes valores na fórmula, o valor de N para o ouro
vem igual a 97.
Com uma espessura de ouro equivalente, em poder de para-
gem, a 2, 12 cm de ar, Geiger obteve para o ângulo mais provável
o valor de 3°40'. Neste caso t = 0,00047, lP= 4,4° e o valor médio
deu = I ,7 x 109, vindo então N igual a 114.
Geiger mostrou que o ângulo de deflexão mais provável para
um certo átomo é aproximadamente proporcional ao seu peso
atómico. Consequentemente, o valor de N para os diversos átomos
deve ser aproximadamente proporcional ao respectivo peso
atómico, pelo menos para pesos atómicos entre o ouro e o aluminio.
Como o peso atómico da platina é quase igual ao do ouro,
estas considerações mostram que a intensidade da reflexão difusa
das partículas a pelo ouro correspondente a ângulos superiores a
90°, e o valor do pequeno ângulo de deflexão médio de um feixe
paralelo de raios que atravessam uma folha de ouro, são ambos
explicados pela hipótese de colisão simples, desde que se admita
que o átomo de ouro tem uma carga central de cerca de l 00 e.

(d) Experiências de dispersão de raios f3 de Crowther. Vamos


agora ver até que ponto os resultados experimentais de Crowther

[ 190]
de dispersão de partículas f3 com diferentes velocidades por
vários materiais podem ser explicados pela teoria geral de coli-
são simples. Segundo esta teoria, a proporção p de partículas f3
desviadas de um ângulo superior a iP é dada por

p =-
n n.t.b2 cot2 (4>/2).
4

Na maior parte das experiências de Crowther, iP é suficiente-


mente pequeno para que se possa substituir tan ( q,/2) por q,/2 sem,
com isso, se recometer um erro apreciável. Consequentemente

iP2 = 2n n.t.b2 se p = 1/2.

Vimos já que, de acordo com a teoria de colisão múltipla, a pro-


babilidade PI correspondente a uma deflexão das partículas
superior a iP é dada por

9n3
iP 2 I logpi =- n.t.b 2.
64

Como nas experiências de Crowther a espessura t da matéria foi


ajustada de modo a que PI = 1/2,

iP 2 = 0,96n ntb2.

Assim, para uma probabilidade de l/2, as teorias de colisão


simples e de colisão múltipla assumem uma forma idêntica,
diferindo embora de um factor constante. É, portanto, evidente
que os resultados essenciais da teoria de colisão múltipla de Sir
J. J. Thomson que foram verificados experimentalmente por
Crowther são igualmente válidos na teoria de colisão simples.
Por exemplo, se tm for a espessura para a qual metade das
partículas são deflectidas de um ângulo iP, Crowther mostrou
que as quantidades iPI v't;; e .mf.
v't;; permanecem constantes

[ 191 ]
para um certo material desde que tfJ permaneça fixo<17). Estes
resultados também são válidos na teoria de colisão simples.
Apesar desta aparente semelhança na forma, as duas teorias são
fundamentalmente diferentes. Num caso, os efeitos observados
são devidos a uma acção cumulativa das deflexões pequenas,
enquanto, no outro, se supõe que as deflexões grandes são devi-
das a uma única colisão. Quando a probabilidade de deflexão
superior a tfJ é pequena, a distribuição das partículas deflectidas
é completamente diferente nas duas teorias.
Já vimos que Geiger verificou que a distribuição das partí-
culas a pelos diversos ângulos de deflexão está substancial-
mente de acordo com a teoria de colisão simples, não podendo,
além do mais, ser explicada pela teoria de colisão múltipla por
si só. Como há todos os motivos para acreditar que as leis que
regem a dispersão das partículas a e f3 são muito semelhantes,
a lei de distribuição das partículas f3 que atravessam matéria de
pequena espessura deverá ser a mesma que a das partículas a.
Uma vez que o valor de mu2JE para as partículas f3 é, na maior
parte dos casos, muito mais pequeno do que o valor correspon-
dente para as partículas a, a probabilidade de as partículas f3
sofrerem uma deflexão grande numa única colisão, quando pas-
sam através de uma certa espessura de matéria, é muito maior do
que a das partículas a. Como na teoria de colisão simples, a pro-
porção do número de partículas que são deflectidas de um certo
ângulo< 18) é proporcional a kt, em que t é a espessura, que se supõe
ser pequena, e k é uma constante, o número de partículas que não

0 ' 1 N do r: Trata-se de uma gralha no original. Crowther mostrou que,

para um certo material, ~ !VI;, permanece constante para diversos valores


de ~, e mu 2 permanece constante para ~fixo.
EYÇ
do r: O autor refere-se às partículas que são deflectidas de um ângulo
1" 1 N.

superior a esse.

[ 192]
são deflectidas desse ângulo<'9>é proporcional a I - kt. De con-
siderações baseadas na teoria de colisão múltipla, Sir J. J.
Thomson deduziu que a probabilidade de deflexão inferior a l/J é
proporcional a I - e-JII1 em que ).l é constante para qualquer valor
de l/J.
A validade desta última fórmula foi testada por Crowther
através da medição eléctrica da fracção 1110 das partículas {3 que
foram deflectidas e passaram pela abertura circular que subtende
o ângulo de 36° com o material deflectot20>. Se

1110 = I - e-JIIt,

o valor de I deve inicialmente decrescer muito lentamente com o


aumento de t. Crowther, usando o alumínio como material
deflector, afirma que a variação de 1110 está em bom acordo com
esta teoria para pequenos valores de t. Por outro lado, se a coli-
são simples tem, de facto, lugar, como acontece sem dúvida para
os raios a, a curva que descreve a relação entre 1110 e t deverá ser
quase linear no estádio inicial. As experiências de dispersão de
raios {3 de Marsdsenc2 '>, embora não tenham sido realizadas com
uma espessura de alumínio tão pequena como as de Crowther,
corroboram certamente esta conclusão. Considerando a importân-
cia do ponto em causa, seria vantajosa a realização de mais expe-
riências sobre esta questão.
Os valores da carga central Ne podem ser calculados pela teo-
ria de colisão simples a partir da tabela de valores de l/J I '\/T,; para
vários elementos e para raios {3 com a velocidade de 2,68 x I0 10 cm/s,

1" 1N. do T. : O autor refere-se ao número de partículas que são deflectidas

de um ângulo inferior a esse.


1201 N. do T.: O autor refere-se às partfculas com um ângulo de defl exão infe-

rior a 18°.
<m Phil. Mag. xviii. p. 909 ( 1909).

[ 193 ]
fornecida por Crowther. Supõe-se, tal como para o caso dos
raios a, que, para cada valor de 1/J I V"i;,, a proporção das partí-
culas f3 deflectidas por colisão simples de um ângulo superior a
1/J é de 0,46 em vez de 0,5.
Os valores de N calculados a partir dos resultados de Crowther
são os seguintes

Tabela 2
Elemento Peso atómico 1/J!Vf, N
Alumínio .. 27 4,25 22
Cobre ······· ---····- 63,2 10,0 42
Prata ... ·-- -·-- ...... 108 15,4 78
Platina . 194 29,0 138

Recorde-se que os valores de N para o ouro, obtidos de


dois cálculos baseados na dispersão de partículas a, foram 97 e
114. Estes números são um pouco mais pequenos do que o valor
dado acima para a platina (evidentemente, 138) cujo peso
atómico não é muito diferente do do ouro. Tendo em conta o
efeito das incertezas dos resultados experimentais nos cálculos, a
concordância é suficientemente boa para constituir uma indi-
cação de que as leis gerais de dispersão para as partículas a e f3
são as mesmas, apesar das grandes diferenças na velocidade rela-
tiva e na massa dessas partículas.
Tal como no caso dos raios a, o valor de N para qualquer ele-
mento pode ser muito simplesmente determinado pela medida da
pequena proporção das partículas f3 incidentes que são deflecti-
das de um ângulo grande. Deste modo evitam-se possíveis erros
devidos a deflexões pequenas.
Os resultados experimentais para a dispersão de raios {3, tal
como para a dispersão de raios a, indicam que a carga central
dum átomo é aproximadamente proporcional ao seu peso

[ 194]
atómico. Isto está de acordo com as verificações experimentais
de Schmidt<22 '. Na sua teoria de absorção de raios /3, ele supõe que
uma pequena proporção a das partículas que atravessam uma
folha fina de matéria é detida e uma pequena proporção f3 é
reflectida ou desviada para trás na direcção de incidência.
Comparando as curvas de absorção de vários elementos, ele
deduziu que o valor da constante f3 para os diferentes elementos
é proporcional a nA2 em que n é o número de átomos por unidade
de volume e A é o peso atómico do elemento. Esta é exactamente
a relação que seria de esperar da teoria de colisão simples se a
carga central de um átomo for proporcional ao seu peso atómico.

§7. Considerações Gerais

Ao comparar a teoria resumida neste artigo com os resul-


tados experimentais, supôs-se que o átomo consiste numa carga
central concentrada num ponto e que os valores elevados das
deflexões simples das partículas a e f3 são essencialmente
devidos à sua passagem através do forte campo central. O efeito
da carga de compensação igual e oposta, que se supõe estar dis-
tribuída uniformemente numa esfera, foi desprezado. Ir-se-ão
agora fazer umas breves considerações acerca de alguns dos argu-
mentos a favor destas hipóteses. Concretamente, considere-se a
passagem de uma partícula a a alta velocidade através de um
átomo com uma carga central positiva Ne rodeada de uma carga
de compensação de N electrões. Recordando que a massa, a
quantidade de movimento e a energia cinética da partícula a
assumem valores muito elevados quando comparados com os
respectivos valores para um electrão animado de um movimento

<m Annal. d. Phys. i v. 23, p. 67 1 ( 1907).

[ 195 ]
rápido, não parece possível, por considerações de ordem
dinâmica, que uma partícula a possa ser deflectida de um ângulo
grande devido a uma colisão de curto alcance com um electrão,
ainda que este último se desloque a grande velocidade e esteja
limitado pela acção de forças eléctricas muito intensas. Parece
razoável supor que a probabilidade de ocorrer uma deflexão sim-
ples correspondente a um ângulo grande por este motivo, se não
for nula, deve ser extremamente pequena comparada com a pro-
babilidade de deflexão devido à carga central.
É interessante examinar até que ponto os resultados experi-
mentais clarificam a questão do tamanho da distribuição da carga
central. Suponha-se, por exemplo, que a carga central é consti-
tuída por N cargas unitárias distribuídas por um volume tal que
as grandes deflexões simples são essencialmente devidas às car-
gas constituintes e não ao campo externo produzido pela dis-
tribuição. Foi demonstrado (§3) que a proporção das partículas a
deflectidas de um ângulo grande é proporcional a (NeE)2 , em que
Ne é a carga central concentrada num ponto e E é a carga da
partícula deflectida. No entanto, se esta carga está distribuída por
unidades elementares, a proporção das partículas a deflectidas
de um certo ângulo é proporcional a Ne2 em vez de N2e2. Neste
cálculo desprezou-se a influência da massa da partícula consti-
tuinte, tendo apenas sido considerado o efeito do seu campo eléc-
trico. Como se viu que o valor da carga central pontual para o
ouro deve ser de cerca de 100, o valor da carga distribuída
necessária para produzir a mesma proporção de deflexões sim-
ples de ângulos grandes deverá ser de, pelo menos, 10 000.
Nestas condições, a massa da partícula constituinte terá que ser
pequena comparada com a da partícula a e levanta-se a questão
de ser possível a ocorrência de qualquer deflexão grande. Para
além disso, com uma distribuição de carga tão elevada, o efeito
da colisão múltipla é relativamente mais importante do que o da
colisão simples. Por exemplo, o pequeno ângulo de deflexão

[ 196]
provável de um feixe paralelo de partículas a que atravessa uma
folha fina de ouro seria muito superior ao valor encontrado
experimentalmente por Geiger (§b-c). A dispersão segundo
ângulos grandes e segundo ângulos pequenos não poderia então
ser explicada pela hipótese de uma carga central com o mesmo
valor. Considerando os resultados como um todo, afigura-se mais
simples supor que o átomo contém uma carga central distribuída
por um volume muito pequeno e que as grandes deflexões sim-
ples são devidas à carga central como um todo e não aos seus
constituintes. Simultaneamente, os resultados experimentais não
são suficientemente precisos para negar a possibilidade de uma
pequena porção da carga positiva poder ser transportada por
satélites até uma certa distância do centro. Esta questão pode ser
esclarecida verificando se é necessária a mesma carga central
para explicar as grandes deflexões simples das partículas a e /3;
uma vez que, para sofrer a mesma deflexão grande, uma
partícula a tem de se aproximar muito mais do centro do átomo
do que uma partícula f3 com uma velocidade mediana.
A generalidade dos resultados experimentais disponíveis
indicam que o valor desta carga central para os diversos átomos
é aproximadamente proporcional aos respectivos pesos atómi-
cos, pelo menos para átomos mais pesados do que o alumínio.
Seria muito interessante verificar experimentalmente se esta
relação tão simples é também válida para os átomos mais leves.
Nos casos em que a massa do átomo deflector (por exemplo,
hidrogénio, hélio, lítio) não difere muito da da partícula a, a teo-
ria geral da colisão simples terá que ser modificada, pois será
necessário entrar em linha de conta com o movimento do próprio
átomo (ver §4).
É interessante notar que Nagaoka<23 > estudou matematica-
mente as propriedades de um átomo "saturniano" que ele supôs

"'>Nagaoka, Phil. Mag. vii , p. 445 (1904).

[ 197]
consistir de uma massa central atractiva rodeada por anéis de elec-
trões em rotação. Ele mostrou que este sistema é estável se a força
atractiva for forte. Do ponto de vista considerado neste artigo, a
probabilidade de se verificarem deflexões grandes seria pratica-
mente a mesma, quer se considere que o átomo tem a forma de um
disco quer de uma esfera. De notar que o valor aproximado encon-
trado para a carga central do átomo de ouro (100 e) é idêntico ao
que seria de esperar se o átomo de ouro consistisse em 49 átomos
de hélio, cada um com carga 2e. Isto pode ser apenas uma coin-
cidência, mas é certamente sugestivo, tendo em vista a emissão de
átomos de hélio com duas cargas unitárias pela matéria radioactiva.
As deduções da teoria consideradas até agora são indepen-
dentes do sinal da carga central e não foi possível, até agora,
obter resultados que determinem definitivamente se ele é posi-
tivo ou negativo. A questão do sinal pode ser resolvida através do
estudo da diferença das leis de absorção das partículas f3 obtidas
a partir de cada uma das hipóteses, uma vez que o efeito da radia-
ção ao reduzir a velocidade da partícula f3 deverá ser muito mais
marcado para um centro positivo do que para um centro nega-
tivo . Se a carga central for positiva, facilmente se compreende
que uma massa carregada positivamente e emitida pelo centro
dum átomo pesado adquira uma grande velocidade ao atravessar
o campo eléctrico. Poder-se-ia assim compreender a alta veloci-
dade de emissão das partículas a sem supor que elas estão ini-
cialmente animadas de um movimento rápido dentro do átomo.
Outras considerações acerca das aplicações desta teoria a
estas e outras questões ficarão para um próximo artigo, quando
as principais deduções da teoria tiverem sido testadas experi-
mentalmente. Experiências neste sentido estão já a ser preparadas
por Geiger e Marsden.

Universidade de Manchester,
Abril de 1911.

[Tradução de Fernando dos Aidos]

[ 198]
Colisão de Partículas a com Átomos Leves.
IV. Um Efeito Anómalo no Azoto
Pelo Professor Sir E. R UTHERFORD, FR.s.<n, Universidade de Manchester
(Abril de 1919)

[The London, Edinburgh and Dublin Philosophical Magazine


andJournalofScience, 61h series, 37, 581 (1919)]

No artigo I, viu-se que uma fonte metálica, recoberta com um


depósito de rádio c (2>, dá sempre origem a um certo número de
cintilações num ecrã de sulfureto de zinco colocado muito para
além do alcance das partículas a. Os átomos rápidos que causam
estas cintilações possuem carga positiva e são deflectidos por um
campo magnético, tendo um alcance e uma energia semelhantes
aos dos átomos rápidos de H produzidos pela passagem de partí-
culas a através de hidrogénio. Pen~a-se que estas cintilações
"naturais" são principalmente devidas a átomos rápidos de H da
fonte radioactiva, mas é dificil decidir se eles são expelidos pela
própria fonte radioactiva ou se são devidos à acção das partículas
a em hidrogénio dissolvido.
A aparelhagem experimental utilizada no estudo destas cinti-
lações "naturais" é igual à descrita no artigo L A fonte intensa de
rádio C foi colocada dentro de uma caixa metálica a cerca de 3 cm
da sua extremidade, a qual continha uma abertura coberta com uma
placa de prata com um poder de paragem igual a cerca de 6 cm de
ar. O ecrã de sulfureto de zinco foi montado no lado de fora,
a cerca de I mm de distância da placa de prata a fim de permitir a
inserção de folhas absorventes entre eles. Toda a aparelhagem

''' Comunicação apresentada pelo autor.


''' N. do T: O rádio C correspondente ao nuclido 2>4Bi.

[ 199]
12r-----~~----~------~-------r--~

14 18 22 28
Absorção em cm de ar

Fig. I.

estava imersa num forte campo magnético a fim de desviar os


raios f3. A curva A na Fig. l representa o número destas cintila-
ções "naturais" em função da absorção, em unidades de cm de ar.
Neste caso, extraiu-se o ar da caixa e utilizaram-se folhas
absorventes de alumínio. Quando se introduzia oxigénio ou dió-
xido de carbono secos na caixa, o número de cintilações diminuía
para um valor próximo do que seria de esperar devido ao poder
de paragem da respectiva quantidade de gás.
Contudo, a introdução de ar seco deu origem a um efeito sur-
preendente. O número de cintilações aumentou em vez de diminuir e,
para uma absorção correspondente a cerca de 19 cm de ar, o número
foi de cerca do dobro do que se verificava quando o ar era evacuado.
Desta experiência resultou claramente que as partículas a , na sua

[ 200]
passagem através do ar, davam origem a cintilações de longo
alcance()) que pareciam, a olho nu, ser praticamente tão brilhantes
como as cintilações de H. Realizou-se uma série sistemática
de observações para investigar a origem destas cintilações. Em
primeiro lugar, vimos que a passagem de partículas a através do
azoto e do oxigénio dá origem a numerosas cintilações brilhantes
com um alcance de cerca de 9 cm no ar. O alcance destas cinti-
lações é aproximadamente o que será de esperar, se elas foram
causadas por átomos rápidos de N ou O com uma carga unitária
positiva produzidos por colisão com partículas a. Todas as expe-
riências foram consequentemente efectuadas com uma absorção
superior a 9 cm de ar, de modo a estes átomos serem detidos na
sua totalidade antes de atingirem o ecrã de sulfureto de zinco.
Verificou-se que estas cintilações de longo alcance não podiam
ser devidas à presença de vapor de água no ar, uma vez que o seu
número sofreu apenas um ligeiro decréscimo com uma secagem
cuidadosa do ar. Isto é de esperar, atendendo a que, em média, o
nfunero de cintilações adicionais devidas ao ar era equivalente ao
número de átomos de H produzidos pela mistura de hidrogénio a
6 cm de pressão com oxigénio. Como a pressão do vapor de água
no ar não excede, em média, I cm, o efeito de uma secagem com-
pleta não produziria uma redução superior a um sexto. Mesmo
quando se introduziram oxigénio e dióxido de carbono saturados
com vapor de água a 20 °C em vez de ar seco, o número de cin-
tilações foi muito inferior ao obtido no caso do ar seco.
É bem sabido que a quantidade de hidrogénio, ou de gases que
contêm hidrogénio, é geralmente muito pequena no ar atmosférico .
Não se detectou qualquer diferença, quer o ar proviesse directa-
mente da sala ou de fora do laboratório, quer tivesse sido arma-
zenado em água durante alguns dias.

1'> N. do T : Em todo este artigo, o autor utili za a expressão "alcance das cin-

tilações" e outras similares com o sentido de "alcance da radiação que produz as


cintilações no detector".

[ 201 ]
Havia a possibilidade de o efeito, no caso do ar, ser devido à
libertação de átomos de H dos núcleos de poeira do ar. No entanto,
não se observou qualquer alteração apreciável com a filtragem
do ar seco através de longas cápsulas de algodão-em-rama ou
com a armazenagem em água durante alguns dias, a fim de
eliminar os núcleos das poeiras.
Como este efeito anómalo foi observado com o ar e não com
o oxigénio nem com o dióxido de carbono, então ele deve ser
causado, ou pelo azoto, ou por qualquer outro dos gases que
constituem o ar atmosférico. Esta última possibilidade foi excluída
pela comparação dos efeitos produzidos com ar e com azoto
quimicamente preparado. O azoto foi obtido pelo conhecido
método de adicionar cloreto de amónio a nitrito de sódio e foi
armazenado em água, tendo-se procedido a uma secagem cuida-
dosa antes de o introduzir no aparelho. No caso do azoto puro, o
número de cintilações de longo alcance em condições semelhan-
tes foi mais elevado do que no caso do ar. Experiências cuida-
dosas permitiram concluir que a razão é de I ,25, que é o valor
esperado se as cintilações forem causadas pelo azoto.
Os resultados encontrados até agora mostram que as cinti-
lações de longo alcance obtidas no caso do ar devem ser atribuí-
das ao azoto, mas é importante mostrar igualmente que elas são
devidas a colisões de partículas a com átomos de azoto ao longo
de todo o volume do gás. Em primeiro lugar, verificou-se que o
número de cintilações variava com a pressão do ar do modo que
era de esperar resultando elas da colisão de partículas a ao longo
de todo o volume de gás. Além disso, verificou-se que, se um
ecrã absorvente de ouro ou alumínio fosse colocado perto da
fonte, o alcance das cintilações era reduzido do valor que seria de
esperar se se admitir que o alcance dos átomos expelidos é pro-
porcional ao alcance das partículas a incidentes. Estes resultados
mostram que as cintilações estão relacionadas com todo o volume
do gás e não com qualquer efeito de superficie na fonte radioactiva.

[ 202]
Na Fig. I, a curva A mostra os resultados de uma experiência
típica e representa o número de cintilações naturais em função da
quantidade de matéria absorvente colocada no seu percurso,
medida em unidades de centímetros de ar para partículas a.
Nestas experiências, introduziu-se dióxido de carbono a uma
pressão calculada para corresponder à mesma absorção de raios
a que o ar normal. A curva B corresponde ao caso em que se
introduziu ar em condições P. T.N. em vez do dióxido de carbono.
A curva C corresponde à diferença entre estas duas curvas, e
representa a variação do número de cintilações devido ao azoto
do ar. Observou-se, em geral, que a razão entre o efeito com o
azoto e o efeito natural é um pouco maior para uma absorção de
19 cm do que para urna absorção de 12 cm.
A fim de se obter uma estimativa para a intensidade deste
efeito, encheu-se o espaço entre a fonte e o ecrã com dióxido de
carbono a baixa pressão juntamente com hidrogénio a urna
pressão conhecida. Ajustou-se a pressão do dióxido de carbono e
do hidrogénio de modo a que a absorção total de partículas a na
mistura gasosa fosse igual à do ar. Desde modo, verificou-se que
a curva de absorção dos átomos de H produzida nestas circuns-
tâncias era um tanto mais inclinada do que a curva C da Fig. I.
Consequentemente, a quantidade de hidrogénio misturada com
dióxido de carbono necessária para produzir um número de cin-
tilações igual ao do ar aumentava com o aumento da absorção.
Por exemplo, o efeito do ar era igual a cerca de 4 cm de hidro-
génio para urna absorção de 12 cm e a cerca de 8 cm para uma
absorção de 19 cm. Para um valor médio da absorção, o efeito era
igual a cerca de 6 cm de hidrogénio. Esta maior absorção dos áto-
mos de H em condições idênticas indicava que, ou ( I) os átomos
rápidos no caso do ar tinham um alcance um tanto superior ao dos
átomos de H, ou (2) os átomos, no caso do ar, eram projectados
mais para a linha de voo das partículas a.
Embora o alcance máximo das cintilações no caso do ar, usando
rádio C como fonte dos raios a , fosse aparentemente o mesmo,

[ 203]
como é evidente 28 cm, que para átomos de H produzidos com o
hidrogénio, era difícil determinar o limite máximo do alcance
com segurança, em virtude do pequeno número de cintilações
observadas e da sua fraca intensidade. Fizeram-se experiências
especiais para testar se, em condições favoráveis, era possível obser-
var cintilações devidas ao azoto para além de 28 cm de absorção
de ar. Colocou-se, para este fun, uma fonte intensa (actividade de
60 mg deRa aproximadamente) a cerca de 2,5 cm do ecrã de sul-
fureto de zinco, sendo o espaço intermédio preenchido com ar seco.
Ao encurtar ainda mais a distância, o ecrã tomou-se demasiado
brilhante para se poderem detectar cintilações muito fracas. Não
foi possível ter a certeza de se observarem cintilações com um
alcance superior a 28 cm. Parece, portanto, que a hipótese (2)
acima referida é a explicação mais provável.
Num artigo anterior (lll), viu-se que o número de átomos rápi-
dos de azoto ou de oxigénio produzidos na colisão com partí-
culas a por unidade de percurso é aproximadamente o mesmo
que o número correspondente de átomos de H no hidrogénio.
Como o número de cintilações de longo alcance no ar é equiva-
lente ao produzido em circunstâncias idênticas num volume de
hidrogénio a uma pressão de 6 cm, podemos, portanto, concluir
que, para cada 12 colisões a curta distância, que dão origem a um
átomo rápido de azoto com um alcance máximo de 9 cm, apenas
um átomo de longo alcance é produzido.
É de interesse mostrar resultados correspondentes ao número
de cintilações de longo alcance produzidos no caso do azoto à
pressão atmosférica e em condições bem definidas. Para uma
coluna de azoto com 3,3 cm de comprimento e para uma absorção
total de 19 cm de ar medidos a partir da fonte, o número devido
ao azoto é de 0,6 por minuto e por miligrama de actividade, num
alvo com uma área de 3,14 mm2.
No que respeita ao alcance e à intensidade das cintilações, os
átomos de longo alcance no caso do azoto parecem muito idênti-

[ 204]
cos aos átomos de H e são, com toda a probabilidade, átomos de
hidrogénio. No entanto, para resolver definitivamente este ponto
importante, é necessário medir a deflexão destes átomos num
campo magnético. Foram feitas algumas experiências prelimina-
res por um método idêntido ao que se empregou para medir a
velocidade do átomo de H (ver artigo II). A dificuldade principal
é obter uma deflexão do fluxo de átomos suficientemente grande
mantendo, no entanto, um número de cintilações por minuto sufi-
cientemente elevado para a contagem. Os raios a de uma fonte
intensa passaram através de ar seco entre duas placas paralelas
horizontais com 3 cm de comprimento e separadas por uma dis-
tância de I ,6 mm e observou-se o número de cintilações no ecrã
colocado perto da extremidade das placas para diferentes valores
do campo magnético. Nestas condições, quando as cintilações
são devidas a todo o comprimento da coluna de ar entre as pla-
cas, o campo magnético mais intenso de que se dispunha reduziu
o número de cintilações de apenas 30 por cento. Substituindo
o ar por uma mistura de dióxido de carbono e hidrogénio com o
mesmo poder de paragem para os raios a, obteve-se uma redução
aproximadamente idêntica. Tanto quanto esta experiência nos
pode indicar, estes resultados mostram que as cintilações são
devidas a átomos de H; no entanto, o número efectivo de cinti-
lações e a grandeza da redução foram demasiado pequenos para
se poder ter confiança neste resultado. A resolução definitiva
desta questão irá, provavelmente, obrigar à utilização de um
composto de azoto sólido sem hidrogénio como fonte e a usar
fontes de raios a muito mais intensas. Nessas experiências será
importante distinguir entre as deflexões devidas a átomos de H e
a possíveis átomos de peso atómico 2. Dos cálculos efectuados
no artigo III, vê-se que a colisão de uma partícula a com um
átomo livre de massa 2 deve dar lugar a um átomo com cerca de
32 cm de alcance no ar e com uma energia inicial de cerca de 0,89
da do átomo de H produzido em condições semelhantes. A defle-
xão do feixe destes raios num campo magnético deveria ser de
cerca de 0,6 vezes a de um feixe correspondente de átomos de H.

[ 205]
Discussão dos Resultados

Dos resultados obtidos até ao momento torna-se difícil evitar


a conclusão de que os átomos de longo alcance provenientes da
colisão de partículas a com o azoto não são átomos de azoto mas,
provavelmente, átomos de hidrogénio ou átomos de massa 2.
Se for este o caso, então devemos concluir que o átomo de azoto
se desintegra, devido às forças intensas inerentes a uma colisão a
curta distância com uma partícula a rápida, e que o átomo de
hidrogénio que é libertado correspondia a uma parte constituinte
do núcleo de azoto. No artigo III, chamou-se a atenção para o
resultado bastante surpreendente de o alcance dos átomos de
azoto no ar ser aproximadamente idêntico ao dos átomos de oxigé-
nio, embora se devesse esperar uma diferença de cerca de 19 por
cento. Se, em colisões que dão origem a átomos rápidos de azoto,
o hidrogénio for simultaneamente arrancado, tal diferença poderá
ser explicada, pois então a energia é dividida por dois sistemas.
É de interesse notar que, enquanto a maioria dos átomos
leves, como é bem conhecido, tem pesos atómicos representados
por 4n ou 4n + 3, em que n é um número inteiro, o azoto é o
único átomo representado por 4n + 2. A partir de resultados já
obtidos por radioactividade, seria de prever que o núcleo de
azoto consistisse em três núcleos de hélio, com uma massa
atómica de 4 cada um, e, ou dois núcleos de hidrogénio, ou ape-
nas um de massa 2. Se os núcleos de hidrogénio acompanharem
o sistema principal de massa 12, o número de colisões a curta
distância com os núcleos ligados de H será menor do que se estes
forem livres, pois a partícula a irá sofrer a influência do campo
combinado do núcleo de H e da massa central numa colisão.
Nestas condições, seria de esperar que só ocasionalmente a
partícula a se aproximasse o suficiente do núcleo de H para
lhe transmitir a velocidade máxima, embora em muitos casos lhe
possa fornecer energia suficiente para quebrar a sua ligação com
a massa central. Este ponto de vista explicaria por que razão o
número de átomos rápidos de H no caso do azoto é inferior ao

[ 206]
número correspondente no caso do hidrogénio livre e também
inferior ao número de átomos rápidos de azoto. Os resultados
gerais indicam que os núcleos de H que são libertados distam
do centro do átomo principal de cerca de duas vezes o diâmetro do
electrão (7 x lG-13 cm). Sem conhecer as forças que actuam a
distâncias tão pequenas, é dificil estimar a energia necessária
para libertar o núcleo de H ou calcular a velocidade máxima que
pode ser fornecida ao átomo de H emitido. A priori, não se espera
que os valores para a velocidade ou para o alcance do átomo de
H libertado do átomo de azoto devam ser idênticos aos valores
relativos a colisões no hidrogénio livre.
Tendo em conta a grande energia do movimento da partícula
a expelida pelo rádio C, uma sua colisão a curta distância com
um átomo leve parece ser o processo mais indicado para con-
seguir a desintegração deste último, pois as forças entre os
núcleos produzidas por tais colisões parecem ser superiores a
quaisquer outras produzidas por outros meios presentemente
disponíveis. Considerando a enorme intensidade das forças inter-
venientes, é menos surpreendente o átomo de azoto sofrer uma
desintegração do que a partícula a escapar, ela própria, a um
processo de desintegração nas partículas suas constituintes.
Globalmente, os resultados sugerem que, se se pudesse realizar
experiências com partículas a - ou projécteis idênticos - com
uma energia ainda superior, se esperaria partir a estrutura dos
núcleos de muitos dos átomos mais leves.
Desejo expressar os meus agradecimentos ao Sr. William Kay
pela sua inestimável colaboração na contagem de cintilações.

Universidade de Manchester,
Abril de 1919.

[Tradução de Fernando dos Aidos]

[ 207]
Sobre a Interacção entre Partículas Elementares. I.
Por HIDEKI YUKAWA

(Lida em 17 de Novembro de 1934)


(Recebido em 30 de Novembro de 1934)

[Proceedings ofthe Physico-Mathematica/ Society ofJapan (3) 17, 48 (1935))

§ 1. Introdução

Na situação em que se encontra presentemente a teoria


quântica, pouco se sabe acerca da natureza da interacção entre
partículas elementares. Heisenberg considerou a interacção
"Platzwechsel''<ll entre o neutrão e o protão importante para a
estrutura nuclear<2>.
Recentemente, Fermi tratou o problema da desintegração {3
com base na hipótese do "neutrino''<3>. De acordo com esta teoria,
o neutrão e o protão podem interactuar, emitindo e absorvendo um
par neutrino e electrão. Infelizmente, a energia de interacção cal-
culada a partir desta hipótese é de~asiado pequena para descrever
as energias de ligação de neutrões e protões no núcleo<•>.
. P;rra eliminar es~ deficiência, o mais natural parc::ce ser modi-
ficar a teoria de Heisenberg e Fermi do seguinte modo. A tran-
sição de urna partícula pesada do estado de neutrão para o estado
de protão nem sempre é acompanhada pela emissão de partículas

<•>N. do T.: Em alemão no original. Significa "troca de lugar".


<•>W. Heisenberg, Zeit.f Phys. 77, I (1932); 78, 156 (1932); 80,587 (1933).
Designaremos o primeiro destes artigos por I.
m E. Fermi, ibid. 88, 161 ( 1394). (N. do T. : Trata-se de uma gralha no origi-
nal. O ano da publicação é 1934.)
<•>Ig. Tamm, Nature 133, 981 ( 1934); D. Iwanenko, ibid. 981 (1934).

[ 209]
leves, i. e., um neutrino e um electrão, mas, por vezes, a energia
libertada pela transição pode ser absorvida por outra partícula
pesada, que, por sua vez, será transformada do estado de protão
para o de neutrão. Se a probabilidade de ocorrência deste último
processo for muito superior à do primeiro, a interacção entre o
neutrão e o protão será muito maior do que no caso de Fermi,
enquanto a probabilidade de emissão de partículas leves não será
essencialmente afectada.
Assim, esta interacção entre as partículas elementares pode
ser descrita por intermédio de um campo de força, do mesmo
modo que a interacção entre partículas carregadas é descrita pelo
campo electromagnético. As considerações acima efectuadas mos-
tram que a interacção das partículas pesadas com este campo é
muito superior à das partículas leves.
De acordo com a teoria quântica, este campo deverá ser acom-
panhado por um novo tipo de quantum, do mesmo modo que o
campo electromagnético é acompanhado pelo fotão.
As possíveis naturezas deste campo e o quantum que o acom-
panha serão brevemente considerados neste artigo, assim como a
sua correlação com a estrutura nuclear.
Além desta força de permuta e das forças eléctrica e mag-
nética usuais, poderão existir outras forças entre as partículas ele-
mentares, as quais não serão, por agora, consideradas.
Um tratamento mais completo será efectuado no próximo
artigo.

§2. Campo que Descreve a Interacção

Por analogia com o potencial escalar do campo electromag-


nético, introduz-se uma função U (x, y, z, t) para descrever o
campo entre o neutrão e o protão. Esta função satisfará uma
equação semelhante à equação de onda para o potencial electro-
magnético.

[ 210]
Ora a equação
1
{ â - -c2 __!!___
arz
} U =O (I)

só tem a solução estática com simetria central ; , excepto pelas


constantes aditiva e multiplicativa. O potencial da força entre o
neutrão e o protão não deveria, no entanto, ser do tipo de Coulomb,
mas sim decrescer mais rapidamente com a distância. Poderia,
por exemplo, ser expresso por
e-Ar
+ ou-g2 -r- ' (2)

em que g é uma constante com as dimensões de carga eléctrica, i. e.,


cm3/2 s- • gl/2 e .ít uma constante com as dimensões de cm- •.
Como esta função é uma solução estática com simetria cen-
tral da equação de onda
1 _ .ít2 } u =o '
{ â - -c2 __!!___
arz
(3)

consideremos, por hipótese, que esta é a equação correcta para U


no vácuo. Na presença de partículas pesadas, o campo U interac-
tua com elas e causa a transição do estado de neutrão para o estado
de protão.
Introduzindo as matrizes<s)

~ =(·o o)
-1

e designando os estados de neutrão e de protão por ~ = I e ~= -I


respectivamente, a equação de onda vem dada por

1
{
â - - _.!!___ - ').,2 }
c2 at2
u= - 4trgíií -r. ; Í'l"z '1', (4)

., Heisenberg, loc. cit., I.

[ 211 ]
em que 'P designa a função de onda das partículas pesadas e é
função do tempo, da posição e do spin além de -r 3 , que pode
tomar os valores 1 ou - 1.
Seguidamente, introduz-se a função complexa conjugada
D (x, y, z, t) que satisfaz a equação
1 a2 } _ - -r1 + i~ (5)
{ ~ -~ at 2- f...2 V = - 4ng'P 2 'P,

e que corresponde à transição inversa de um estado de protão


para um estado de neutrão.
Obtém-se uma equação idêntica para a função vectorial, que
é o correspondente ao vector potencial do campo electromag-
nético. Por ora, nós vamos, no entanto, desprezá-lo, pois não existe
nenhuma teoria relativista correcta para as partículas pesadas.
Assim, usar-se-á, para a partícula pesada, uma equação de onda
simples, não relativista, em que se despreza o spin, do seguinte
modo

.em que h é a constante de Planck divida por 2tr e MN, Mp são


respectivamente as massas do neutrão e do protão. A razão para
a escolha do sinal negativo antes do g será dada mais tarde.
A equação (6) corresponde ao hamiltoniano

[ 212]
em que p é a quantidade de movimento da partícula. Definindo
MfVC2- Mpe2 = De MN + Mp = 2M, a equação (7) tomará a forma
aproximada
___i!_g ~ D
H=
2
M + 2{U (-ri - i't2) + U (TI + i't2)} + -r3, 2 (8)

onde se omitiu o termo constante Mc2.


Consideremos agora duas partículas pesadas situadas nos
pontos (xl> y 1, z 1) e (x2,Y2, z2) , respectivamente, e suponhamos que
a sua velocidade relativa é pequena. Os campos em (xl> Y1> z 1)
criados pela partícula em (x2,y2, z2) são, de acordo com (4) e (5),

e
(9)

em que ( -r1(1), 12<1>, -ri 1>) e ( -r1(2), -ri 2>, 13(2)) são as matrizes rela-
tivas à primeira e segunda partículas, respectivamente, e r 12 é a
distância entre elas.
Então, o hamiltoniano do sistema na ausência de campos
externos é dado por
2 22 2
H -- E_!_+
2M 2M P +L 4 {( -r1<1>_;-r_( r~
I})( -r1<2> + i-r-<2>)
r~

+ (-rl (l) + i't2(1))(-rl<2) - i't2<2>)} e-ÀI-.z + (-rp> + 13(2)) D (10)


r l2
2 2 2
PIp2 g ~
= 2M+ 2M + 2 (-r1 <1>-r1 <2>+ -r2< 1>'l2<2>) r + (-r3< 1>+ -rp>) D,
12
em que P1> p 2 são as quantidades de movimento das partículas.

"l N. df!. T. : Trata-se de uma gralha no original. Falta o índice I em x no argu-


mento de U.

[ 213 ]
Este hami ltoniano é equivalente ao hamiltoniano de
Heisenberg (I Y7
>, se tomarmos para o "Platzwechselintegral''<8>,
e -N-
J(r) =- g2-r- · (li)

excepto que a interacção entre os neutrões e a repulsão elec-


trostática entre os protões não estão incluídas. Heisenberg tomou
o sinal positivo para J(r), pelo que o spin do estado de energia
mais baixa de H 2 era O, enquanto, no nosso caso, devido ao sinal
negativo antes do g2, o estado de energia mais baixa tem spin I,
como é exigido pela experiência.
As duas constantes g e À. que aparecem nestas equações são
determinadas por comparação com resultados experimentais. Por
exemplo, usando o hamiltoniano ( 1O) para partículas pesadas,
podemos calcular a diferença de massa para H 2 e a probabilidade
de deflexão de um neutrão por um protão, desde que a velocidade
relativa seja pequena comparada com a velocidade da lu:t 9>.
Uma estimativa por alto indica que os valores calculados
estão de acordo com os resultados experimentais, se tomarmos
para À. um valor entre 1012 cm- 1 e I 01 3 cm- 1 e para g um valor
algumas vezes superior à carga elementar e, embora não tenha sido
sugerida nas considerações anteriores qualquer relação directa
entre g e e.

§ 3. Natureza dos Quanta que Acompanham o Campo

O campo U acima considerado deve ser quantificado de acordo


com o método geral da teoria quântica. Uma vez que tanto o neutrão

<n Heisenberg, I.
<•>N.do T.: Em alemão no original. Tem o significado de "integral de permuta".
<•> Estes cálculos foram previamente efectuados a partir da teoria de
Heisenberg pelo Sr. Tomonaga, a quem o autor muito deve. No nosso caso, é
necessário efectuar uma pequena modificação. Uma explicação detalhada será
exposta no próximo artigo.

[ 214]
como o protão obedecem à estatística de Fermi, os quanta que
acompanham o campo U dev~m obedecer à estatística de Bose e
a quantificação pode ser efectuada de um modo semelhante ao
utilizado para o campo electromagnético.
A lei da conservação da carga eléctrica exige que o quantum
tenha uma carga de +e ou de -e. A variável de campo U corres-
ponde ao operador que aumenta o número de quanta com carga
negativa e diminui o número de quanta com carga positiva de
uma unidade respectivamente. U, que é o complexo conjugado
de U, corresponde ao operador inverso.
Seguidamente, designado por

.h a W= ih _E_
Px= - z h ' etc.,
at '
mue = Âh,
a equação de onda para U no vazio pode ser escrita na forma

pelo que o quantum que acompanha o campo tem massa

própria mu = ~ . Tomando para Â. o valor Â. = 5 x 1012 cm- I,

obtemos para mu um valor 2 x I 02 vezes mais elevado do que o da


massa do electrão. Como um tal quantum com uma massa elevada
e carga positiva ou negativa nunca foi encontrado experimental-
mente, a teoria descrita parece estar no caminho errado. Podemos
demonstrar, no entanto, que, nas transformações nucleares usuais,
esse quantum não pode ser emitido para o espaço exterior.
Consideremos, por exemplo, a transição de um estado de neu-
trão com energia WN para um estado de protão com energia Wp,
em que ambas incluem as respectivas energias próprias. Estes
estados podem ser expressos pelas funções de onda

[ 215 ]
'I'N (x, y, z, t, l) = u(x, y, z)e-iW"'"h, 'I'N (x, y , z, t, - I) = O
e
'l'p(x,y, z, t, l) =O, 'l'p(x,y, z, t, - l) = v(x, y, z)e-iWPtfh,

de modo que aparece o termo


_ 4 ngiíue - it(Wr Wp)lh

no membro direito da equação (4) .


Fazendo U = U'(x, y, z)eiwt, podemos obter, a partir de (4),

{ ~- ( )) - ~: ) } U' = -4trgVU, (13)

WN- WP
em que w= h . Integrando, obtemos uma solução

U'(r) = g !!! ~:~~;I V(r')u(l) dv', ( 14)

emquefJ. = R.
Se À > J.QUou m(./:2 > IWN- Wpl , fJ. é real e a função J(r) de
c
Heisenberg toma a forma - g2 e-; , em que fJ., no entanto, depende

de IWN- Wpl , tomando valores cada vez mais pequenos à medida


que o módulo desta diferença se aproxima de m(/:2. Isto significa
que o alcance da interacção entre um neutrão e um protão
aumenta à medida que IWN- Wpl aumenta.
Assim, a colisão (elástica ou inelástica) de um neutrão com um
núcleo pode ser considerada como o resultado do seguinte pro-
cesso duplo: o neutrão passa para um nível de protão no núcleo
e um protão deste salta para um estado de neutrão com energia
cinética positiva, sendo a energia total conservada em todo o pro-
cesso. O argumento anterior mostra então que a probabilidade de
colisão pode, nalguns casos, aumentar com a velocidade do neutrão.

[ 216]
De acordo com a experiência de Bonner< 10>, a secção eficaz para
a dispersão de neutrões aumenta efectivamente com a velocidade
para o caso do chumbo, enquanto para os casos do carbono e do
hidrogénio ela diminui, sendo a taxa de diminuição menor para o
primeiro do que para o segundo. A origem deste efeito não é clara,
mas as considerações feitas mais acima pelo menos não o con-
tradizem, uma vez que, se a energia de ligação do protão no núcleo
for comparável a mc_~:2, o alcance da interacção do neutrão com o
protão aumentará consideravelmente com a velocidade do neutrão,
pelo que a secção eficaz diminuirá mais lentamente neste caso do
que no caso do hidrogénio, i. e., protão livre. A energia de liga-
ção do protão no Cl2, calculada a partir da diferença de massas
entre o CI2 e o Bll , é
12,0036 - II ,Oll O= 0,9926.
Isto corresponde a uma energia de ligação de 0,0152 em unida-
des de massa, o que corresponde a trinta vezes a massa do elec-
trão. Assim, no caso do carbono, será de esperar o efeito observado
por Bonner. Estes argumentos são apenas uma tentativa de expli-
cação, não se pondo de parte, evidentemente, outras explicações.
Seguidamente, se Â. < M ou mc_~:2 < IWN- Wpj , então J.L é um
c
imaginário puro e U toma a forma de uma onda esférica não amor-
tecida, pelo que um quantum com energia superior a mu c2 pode
ser emitido para o espaço exterior através da transição da partí-
cula pesada de um estado de neutrão para um estado de protão,
desde que IWN- Wpl > muc2.
A velocidade da onda U é superior à velocidade da luz c mas a
velocidade de grupo é inferior, tal como acontece com a onda do
electrão.
O motivo por que estes quanta massivos, se é que eles exis-
tem, ainda não foram descobertos, pode ser atribuído ao facto de

"" T. W. Bonner, Phys. Rev. 45, 606 ( 1934).

[ 217]
a massa mu ser tão grande que a condição IWN- WPI > mu c 2 não
se verifica nas transformações nucleares usuais.

§4. Teoria da Desintegração f3


Até agora temos considerado apenas a interacção dos quanta
U com partículas pesadas. No entanto, de acordo com a nossa teo-
ria, o quantum emitido quando uma partícula pesada passa de um
estado de neutrão para um estado de protão pode ser absorvido
por uma partícula leve que, devido à absorção de energia, passará
de um estado de neutrino de energia negativa para um estado de
electrão de energia positiva. Assim, o núcleo emitirá simulta-
neamente um antineutrino e um electrão. Esta intervenção de um
quantum massivo não altera substancialmente a probabilidade de
desintegração {3, que foi calculada a partir da hipótese de acopla-
mento directo de uma partícula pesada com uma partícula leve, do
mesmo modo que, na teoria da conversão interna de raios a r.
11
intervenção do protão não afecta o resultado final< >. A nossa teo-
ria não difere, portanto, essencialmente, da teoria de Fermi.
Fermi considerou que um electrão e um neutrino são emitidos
simultaneamente do núcleo radioactivo, mas isto é formalmente
equivalente a supor que uma partícula leve salta de um estado de
neutrino de energia negativa para um estado de electrão de ener-
gia positiva.
Assim, se as funções próprias para o electrão e o neutrino forem
rflk e ({Jk respectivamente, onde k = l, 2, 3, 4, é necessário adicionar
ao membro direito da equação (5) para Ü um termo da forma

(15)

em que g' é uma nova constante com as mesmas dimensões de g.

1" l H. A. Taylor e N. F. Mott, Proc. Roy. Soe. A, 138, 665 ( 1932).

[ 218]
A função própria do estado de neutrino com energia e quantidade
de movimento opostos aos do estado ({)k é dada por ({)Íc = - 8k1<P1e
reciprocamente ({)k = ~(p'" em que

o= (! -i ~ !) '
o o -l
de modo que (15) tomará a forma

- 4ng' L ífík8k,êp',. (16)

Das equações (13) e (15) obtemos para o elemento de matriz da


energia de interacção entre a partícula pesada e a partícula leve
uma expressão

gg' f .... f V(r 1)u(r1) ±ífík (r2)({)~r2) ~~


t - 1
12
dv 1dv2, (17)

que corresponde ao seguinte processo duplo: uma partícula pesada


passa do estado de neutrão cuja função de onda é u(r) para o estado
de protão cuja função de onda é v(r) e, simultaneamente, uma par-
tícula leve passa do estado de neutrino ({)~r) de energia negativa
para o estado de electrão 1/J~r) de energia positiva. Em (17) usa-se
).. em vez de J.L uma vez que a diferença de energia entre os estados
de neutrão e de protão, que é igual à soma do limite superior do
espectro de energia dos raios f3 com as energias próprias do elec-
trão e do neutrino, é sempre pequena quando comparada com mu c2.
Como À é muito maior do que os números de onda do estado de
t.r 11
electrão e do estado de neutrino, a função tr pode ser aproxi-
rl 2

mada por uma função 8 multiplicada por ~~ relativamente às


. ~ ., . x , y , z . O~1actor -4n vem de
mtegraçoes nas vanavets 2 2 2
).2

!!! ~~11 dv2 = ~~ .


[ 219]
Assim, ( 17) toma a forma

4n:~g '!!''
J V(r)u(r) -
~ 1/1,/..r)<p,/..r) dv (18)

ou, atendendo a ( 16),

4
~g' Jff V(r)u(r) ~ ;jJ(r)ô'kl(p'1(r) dv,<' >2
(19)

que é idêntica à expressão (21) de Fermi, correspondente à emissão


de um neutrino e de um electrão de estados de energia positiva
4n: g'
<pí/._r) e 1/1,/..r), com excepção do factor ~ que aparece aqui

em vez do factor g na expressão de Fermi.


Assim, o resultado é o mesmo que o da teoria de Fermi, nesta
aproximação, desde que se faça

4ngg'
---:v- = 4 x 1o--so cm3 erg,

de onde a constante g' pode ser determinada. Tomando, por exem-


plo, À.= 5 x 101 2 e g = 2 x IQ--9, obtemos g' "" 4 x 1Q--17, que é
cerca de 1Q--8 vezes mais pequeno do que g.
Isto significa que a interacção entre o neutrino e o electrão é
muito mais pequena do que a interacção entre o neutrão e o pro-
tão, pelo que o neutrino tem um poder de penetração muito supe-
rior ao do neutrão e é, consequentemente, mais dificil de observar.
A diferença entre g e g' pode ser devida à diferença de massas
entre as partículas pesadas e as partículas leves.

"'' N. do T.: Trata-se de uma gralha no original. Falta o índice k no ;j;.

[ 220]
§5. Sumário

Descrevem-se as interacções entre partículas elementares


considerando um quantum hipotético com a carga elementar e com
a massa própria e que obedece à estatística de Bose. A interacção
deste quantum com uma partícula pesada deve ser muito superior
à sua interacção com uma partícula leve a fim de descrever a
forte interacção entre o neutrão e o protão, assim como a pequena
probabilidade do decaimento /3.
Esses quanta, se na verdade existirem e se aproximarem da
matéria a uma distância suficientemente curta para serem
absorvidos, transmitir-lhe-ão a sua carga e a sua energia. Então,
se houver quanta com carga negativa em excesso, a matéria
ficará carregada e a um potencial negativo.
Estes argumentos, com certeza de carácter meramente espe-
culativo, estão de acordo com a opinião de que as partículas posi-
tivas com alta velocidade nos raios cósmicos são geradas pelo
campo electrostático da Terra, que está carregada, e a um poten-
cial negativo<13>.
Os quanta massivos 'podem ainda ter a ver com os chuveiros
produzidos por raios cósmicos.
Em conclusão, o autor deseja expressar os seus cordiais agra-
decimentos ao Dr. Y. Nishina e ao Prof. S. Kikuchi pelo apoio
prestado ao longo de todo este trabalho.
Departamento de Física,
Universidade Imperial de Osaka.

[Tradução de Fernando dos Aidos]

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