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A atividade proposta centra-se no envio de uma síntese sobre as ressonâncias da BNCC no

ensino de língua e literatura, a partir dos textos propostos em diálogo com os vídeos da
unidade. Observe que o gênero solicitado dispensa discurso direto, detalhamentos e deve ser
escrito em terceira pessoa, destacando-se as principais ideias encontradas por você nos textos
da semana e no vídeo sobre:
- A BNCC e o ensino: fundamentação legal.
- A BNCC e o ensino de língua e literatura: impactos positivos e negativos na sala de aula.
- As habilidades e competências nos currículos escolares de Língua Portuguesa.
Observe: como o arquivo da BNCC disponibilizado é muito extenso, utilize-o como consulta
para qualquer referência ou citação direta que fundamente a sua síntese. 
- O texto poderá ser escrito em parágrafos organizados nos eixos de discussão propostos
acima.

Serão observados os critérios na correção do


seu texto:
- Observação do gênero "síntese" ou "resumo";
- A relevância dos trechos destacados, considerando os eixos sugeridos.
- A adequação gramatical em seu texto (coesão, coerência, ortografia, concordância e outros
aspectos relativos ao padrão culto da língua).
- A organização e apresentação do seu texto.
Bom trabalho!
O primeiro vídeo apresenta a Base Nacional Comum Curricular -BNCC- um documento que
estabelece os direitos, os conhecimentos e os objetivos de aprendizagem de todos os
estudantes desde a educação infantil até o ensino médio. A BNCC é apresentada como
referência obrigatória para elaboração dos currículos em todas as redes de ensino.

O segundo vídeo temos Carlos Abicali fazendo críticas a BNCC e a reforma do Ensino médio,
pois segundo ele a BNCC tem apenas um objetivo que é esvaziar as escolas de profissionais de
qualidade e empobrecer o currículo.

A BNCC é fundamentada legalmente pelo PNE (Plano Nacional da Educação) que afirma a
importância de uma base nacional comum curricular para o Brasil, tendo como foco a
aprendizagem para melhorar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e
modalidades.
Geraldi em seu artigo faz uma linha do tempo onde relembra a elaboração dos parâmetros
curriculares e critica a BNCC pela visão mercadológica e impositiva que está longe da realidade
das escolas, dos professores e das necessidades dos alunos.

De acordo com Geraldi a BNCC, na área de linguagens, mantém coerência com os PCNs, de que
é uma extensão, o qual assumimos oficialmente uma concepção de linguagem como forma de
ação e interação no mundo, concepção essa, tributária dos estudos procedentes do que se
convencionou chamar de Linguística da Enunciação.

O autor preocupa-se com a gama de gêneros textuais que estão previstos na BNCC para os
alunos os quais estão fora de sua realidade, pois segundo ele “o problema da introdução de
novos gêneros discursivos alheios à realidade do estudante merece enfrentamento, pois a
escola é um espaço de trabalho e como tal de ampliação dos horizontes de todos os
estudantes.”(Gerladi, p.388).
Alcântara e Stieg fazem inicialmente um panorama histórico, onde procuraram problematizar
“O que quer a BNCC?” e em seguida, discutem a questão: “O que quer a BNCC com o
componente curricular Língua Portuguesa?”.

De acordo com os autores, a BNCC tem toda uma intenção política, ou seja está formulada de
maneira que seja alcançada através de sua execução a meta 7 do PNE (Fomentar a qualidade
da educação básica em todas as etapas e modalidades), ou seja visa toda uma estrutura, que
venha preparar os alunos para fazerem as provas oficiais, que já vem sendo cobrada nas
avaliações de longa escala, e que segundo eles acaba por ser excludente.

Os autores ainda afirmam que a BNCC na língua Portuguesa vem delimitar o ensino em nosso
pais, e citam Giraldi:

De acordo com Geraldi (2016), “ impele à necessária reflexão de que o excessivo quantitativo
do número de objetivos e gêneros textuais a serem trabalhados em cada ano – referentes a
cada campo de atuação, com o acréscimo, na 2ª versão, de conteúdos ao encontro de um
trabalho com a metalinguagem – acabará por engessar a prática docente do professor de
Língua Portuguesa, tendo em vista a crença do inescusável trabalho de acordo com o prescrito.

E Por fim, Alcantra e Estieg finalizam seu artigo afirmando que se “todos os aspectos
mencionados nos dizem que, se o texto da BNCC – referente ao componente curricular Língua
Portuguesa – for aprovado tal como se encontra nas duas versões pesquisadas,
lamentavelmente, veremos os estudantes da escola brasileira desviados da oportunidade de
vivenciarem, efetivamente, práticas discursivas de língua materna.”

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