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Tópico de parágrafo, ou tópico frasal, é a informação mais importante do parágrafo.

Normalmente é
colocado no início do parágrafo e é desenvolvido por meio de exemplos, de alusões e de detalhamentos.
Nos textos em prosa, as frases e os períodos se organizam em eixos denominados parágrafos.
O parágrafo é, portanto, uma estrutura superior à frase que desenvolve uma única ideia.
Isso implica que o parágrafo contém um processo de raciocínio completo, ou seja, uma ideia principal e seu
necessário desenvolvimento. Assim, toda vez que concluímos um raciocínio e queremos começar outro, iniciamos
um novo parágrafo.
Não existem um, dois ou mais modos corretos de se iniciar um parágrafo. Essa escolha dependerá, na
verdade, da intenção que se tem ao escrevê-lo.
Ainda que haja uma variação muito grande de como iniciá-lo, os especialistas em texto são unânimes em
apontar a importância do tópico frasal, para garantir a coerência textual.

Tipos de tópico frasal


Os tipos mais comuns de tópicos de parágrafos são:
1. Declaração inicial
2. Definição
3. Alusão histórica
4. Interrogação
5. Misto

O primeiro tipo, e o mais comum deles, é a declaração inicial. Esse tópico é o mais utilizado por ser,
simplesmente, uma afirmação sobre algo do mundo.

Os conhecimentos acumulados sobre a leitura constituem hoje, provavelmente, um dos domínios mais vigorosos da
psicologia. Temos não só uma ideia relativamente precisa do que supõe o ato de ler, como também do processo –
longo e complexo – que nos permite chegar a ser leitores competentes.
[…]

Outro tipo de tópico de parágrafo é a definição, em que o autor do texto emite um conceito, uma fórmula,
uma regra. Seu uso é mais didático e, quando o assunto pode ter mais de um ponto de vista, auxilia a esclarecer a
posição do autor.

O horror e o terror
A palavra “horror” deriva do latim horrere: fazer o cabelo se arrepiar. Ou seja, horripilar: horrorizar, eriçar os
cabelos, arrepiar.
[…]

Outra maneira de se realizar um tópico de parágrafo é por meio da alusão histórica. Nesse tipo de tópico, o
autor narra uma situação ocorrida na história da humanidade, a fim de conferir mais seriedade àquilo que será
demonstrado.

Saiba mais sobre José de Anchieta, o primeiro professor no Brasil


Em 1553, chegava ao Brasil aquele que viria a se tornar o primeiro professor no país: o padre José de Anchieta,
que dava aulas para índios na época da Colônia.
[…]

O tópico de parágrafo pode, ainda, ser realizado por meio da interrogação. Dessa maneira, o autor define
um ponto de vista a ser abordado e transforma-o em pergunta. O que não se deve esquecer é de responder a esse
questionamento ao longo do desenvolvimento do parágrafo.

Retrato de um gigante
Como explicar tudo isso? Como explicar, no fundo, que tivesse sido um conservador a depositar uma fé tão otimista
nos marginais do sistema?
[…]
Ainda que sejam os mais comuns, não podemos afirmar que estes são os únicos modos possíveis de se
introduzir um parágrafo. A seguir, leia um exemplo em que o autor mistura uma suposição com uma interrogação.

Literatura melhora percepção dos sentimentos alheios, diz estudo.


Digamos que você esteja se aprontando para um encontro romântico às cegas ou para uma entrevista de
emprego. O que você deve fazer para se preparar? Além de tomar banho e se barbear, é claro, seria o caso de ler –
mas não qualquer coisa. Algo de Tchekhov ou de Alice Munro ajudará você a navegar pelo novo território social e
a interpretar emoções melhor do que com a ficção popular ou a não ficção.
[…]

O autor do texto é o responsável por escolher o tópico frasal, pois uma mesma oração pode desempenhar duas
funções – principal ou secundária – dependendo do contexto em que está inserida. Escolher o que deseja evidenciar
no texto para o leitor fica a critério do emissor.

Atividades
Leia o parágrafo a seguir e responda:

“Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se
excluem, se repulsam mutualmente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras
morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses
pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal
das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento
crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos
países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.” - Rui Barbosa.

O tópico frasal deste parágrafo é:


a) (  ) A política é a higiene dos países moralmente sadios.
b) (  ) Constitui a política uma função.
c) (  ) Política e politicalha não se confundem.
d) (  ) A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação
de parasitas inexoráveis.
e) (  ) Antes se negam, se excluem, se repulsam mutualmente.

Questão 2
Qual é a ideia que o tópico frasal transmite?
a) (  ) uma definição de política e politicalha.
b) (  ) uma declaração quanto à diferença entre política e politicalha e, por isso, não se confundem.
c) (  ) uma retomada do processo histórico que levou à prática da politicalha no contexto político.
d) (  ) uma enumeração dos malefícios da politicalha.

Questão 3
(IFCE – 2014 - Administrador) O texto apresenta como ideia central:

COMO PROCESSAR QUEM NÃO NOS REPRESENTA?


Não somos vândalos. E deveríamos ganhar flores. Cidadãos que respeitam as regras são diariamente maltratados por
serviços públicos ineficientes. Como processar o prefeito e o governador se nossos impostos não se traduzem no
respeito ao cidadão? Como processar um Congresso que se comporta de maneira vil, ao manter como deputado, em
voto secreto, o presidiário Natan Donadon, condenado a 13 anos por roubo de dinheiro público?
Se posso ser multada (e devo ser) caso jogue no chão um papel de bala, por que não posso multar o prefeito quando a
cidade não funciona? E por que não posso multar o governador, se o serviço público me provoca sentimentos de
fúria e impotência? Como punir o vandalismo moral do Estado? Ah, pelo voto. Não, não é suficiente. Deveríamos
dispor de instrumentos legais para processar quem abusa do poder contra os eleitores – e esse abuso transcende
partidos e ideologias. […] (Texto retirado do artigo de Ruth Aquino. Revista Época, 02/09/2103.)
a) (  ) Inúmeros questionamentos e dúvidas que demonstram a falta de informação da autora sobre o modo de punir o
serviço público de má qualidade.
b) (  ) Questionamentos retóricos que refletem a indignação da autora diante dos desmandos de políticos e de
instituições públicas contra os cidadãos que não têm como punir os que deviam representá-los.
c) (  ) A ideia de que o cidadão que não é vândalo tem que ser bem tratado pelos políticos e pelos servidores
públicos.
d) (  ) A discussão de que é pelo voto que podemos punir os políticos e seus partidos pelo desrespeito imposto aos
cidadãos.
e) (  ) A ideia de que abusos contra os cidadãos que não são eleitores ocorrem todos os dias e devem ser punidos.

Questão 4
Sobre a organização de parágrafo em um texto, é INCORRETO:
a) (  ) Cada parágrafo deve apresentar uma ideia central, sendo que a ideia principal do texto é colocada no parágrafo
introdutório.
b) (  ) Os parágrafos devem ter obrigatoriamente até cinco linhas.
c) (  ) Os parágrafos podem possuir uma introdução, desenvolvimento e conclusão. Se possuírem, são chamados de
parágrafo-padrão.
d) (  ) A mudança de parágrafo deve ocorrer quando não há mais desenvolvimento da ideia-núcleo, ou seja, quando
houver um novo aspecto do texto a ser desenvolvido.

5- Separe este parágrafo em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Bicicleta híbrida usa sistema da formula 1 Embora não tenha produzido resultados expressivos no combate
ao aquecimento global, a reunião dos líderes mundiais em Copenhague, nas últimas duas semanas, serviu de cenário
para o lançamento de uma simpática novidade tecnológica. Um aparelho em forma de disco desenvolvido pelo
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, em parceria com o governo italiano,
transforma a bicicleta comum num veículo híbrido, com um pequeno motor movido a energia elétrica. Para isso,
basta encaixá-lo na roda traseira da bicicleta, ligando-o à coroa dentada menor. A adaptação resulta num veículo bem
diferente das bicicletas elétricas tradicionais, com seu emaranhado de fios e baterias. O aparelho permite que a
bicicleta atinja a velocidade de 25 quilômetros por hora sem o auxílio dos pedais - e ajuda bastante a enfrentar
ladeiras íngremes. Os idealizadores do protótipo apresentado na Dinamarca, batizado de Roda de Copenhague,
esperam que o veículo incentive o uso dos meios de transporte não poluentes no dia a dia.

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