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TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO

PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE ROTINAS DE


DEPARTAMENTO PESSOAL

1º MÓDULO

Elaborada por: Prof. Carlos Hingst Corrá

Profª Sueli Maria de Menesez Lima


e-mail: sueli.lima@etec.sp.gov.br

Profª Vanessa Barroso Cortes

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CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é norma legislativa referente ao Direito do
Trabalho e ao Direito Processual do Trabalho. Ela foi criada através do Decreto-Lei nº
5.452, de 1º de maio de 1943 e sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas durante o
período do Estado Novo, entre 1937 e 1945, unificando toda legislação trabalhista então
existente no Brasil.
Regulamenta as relações trabalhistas, tanto do trabalho urbano quanto do rural. Desde sua
publicação já sofreu várias alterações, visando adaptar o texto às nuances da modernidade.
Apesar disso, ela continua sendo o principal instrumento para regulamentar as relações de
trabalho e proteger os trabalhadores.

JUSTIÇA DO TRABALHO

Tribunal Superior do Trabalho - TST


O Tribunal Superior do Trabalho - TST, com sede em Brasília-DF e jurisdição em todo o
território nacional, é órgão de cúpula da Justiça do Trabalho, nos termos do artigo 111,
inciso I, da Constituição da República, cuja função precípua consiste em uniformizar a ju-
risprudência trabalhista brasileira.
O TST é composto de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de
trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República
após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo:
I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e
membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício,
observado o disposto no art. 94;
II - os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura
da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior.

Tribunais Regionais do Trabalho- TRT


Constituem a 2ª Instância da Justiça do Trabalho no Brasil. São 24 (vinte e quatro) Tribu-
nais Regionais, com um mínimo de sete juízes cada um, que estão distribuídos pelo territó-
rio nacional.
O estado de São Paulo possui dois Tribunais Regionais do Trabalho: o da 2ª Região, sedi-
ado na capital do estado e o da 15ª Região, com sede em Campinas.
Os Tribunais Regionais do Trabalho tem competência para apreciar recursos ordinários e
agravos de petição e, originariamente, apreciam dissídios coletivos, ações rescisórias,
mandados de segurança, entre outros.

Varas do Trabalho
É a primeira instância das ações de competência da Justiça do Trabalho, sendo competente
para julgar conflitos individuais surgidos nas relações de trabalho. Tais controvérsias che-
gam à Vara na forma de Reclamação Trabalhista.
A Vara é composta por um Juiz do Trabalho titular e um Juiz do Trabalho substituto.

Sorocaba conta, atualmente, com quatro varas do trabalho

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CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDENCIA SOCIAL (CTPS)

O QUE É
Documento para habilitação do trabalhador brasileiro e estrangeiro no mercado de trabalho
formal. É o principal instrumento para garantir o acesso aos direitos trabalhistas garantidos
em lei ao trabalhador.

QUEM PODE UTILIZAR


1) Cidadão brasileiro (nato ou naturalizado) com 14 anos ou mais de idade
2) Estrangeiro com visto permanente, cidadão de pais que faz parte do Acordo do Merco-
sul ou que seja residente refugiado e tenha 14 anos ou mais de idade.
3) Estrangeiro com visto temporário que tenha 14 anos ou mais de idade.
4) Estrangeiro com processo de pedido de refúgio que tenha 14 anos ou mais de idade.

DOCUMENTAÇÃO COMUM PARA EMISSÃO


1) Cadastro Pessoa física – CPF;
2) Comprovante de residência com CEP;
3) Foto 3x4, com fundo branco, com ou sem data, colorida e recente, que identifique ple-
namente o solicitante, para o caso de ser necessária a emissão manual da CTPS.
4) Documento oficial de identificação civil que contenha o nome do interessado; data, mu-
nicípio e estado de nascimento; filiação; nome e número do documento com órgão emissor
e data de emissão;
5) comprovação obrigatória do estado civil por meio de Certidão de Nascimento (se soltei-
ro) ou Casamento (se casado); com averbação, se for ocaso (se separado, divorciado ou
viúvo).

4) Estrangeiro com processo de pedido de refúgio que tenha 14 anos ou mais de idade.

PREENCHIMENTO
É facultativa a adoção de sistema de preenchimento manual, mecânico ou eletrônico, con-
forme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.

1) Preenchimento do Contrato de Trabalho: nesta página devem constar os dados do em-


pregado (empresa) e as informações referentes à admissão do empregado como: cargo,
data de admissão, remuneração entre outras informações.

2) Alterações de Salários: Deve ser anotado sempre que o empregado tiver aumento de
salário ou alteração de função.

3) Anotações Gerais: esta página pode ser utilizada em diversas situações:


a) Contrato de experiência (se existir);
b) Inscrição no Pis;
c) Contrato por prazo determinado
d) Afastamentos: doenças, licença maternidade, entre outros.
e) Contribuição sindical: quando ocorrer o desconto (não mais obrigatório)

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4) Anotação de Férias: referente aos períodos aquisitivos e de gozo.

5) FGTS: todos os dados correspondentes a esta ação devem ser anotados na Carteira de
Trabalho na página do FGTS.

DIGITAL

A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ganhou uma versão digital desenvol-
vida pela Dataprev. Lançado dia 21.11.17 pelo governo, o aplicativo do Ministério do
Trabalho permite ao trabalhador acessar todos os dados disponíveis no documento impres-
so, como informações da identificação civil e dos contratos de trabalho.
O novo aplicativo faz parte do conjunto de soluções desenvolvidas pela Dataprev para le-
var mais comodidade e conveniência no acesso aos serviços prestados pelo governo.

CONCEITOS APLICADOS À GESTÃO DE PESSOAS

EMPREGADOR
Art. 2º da CLT: é a empresa, individual ou coletiva, que assumindo os riscos da atividade
econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Ainda, complementa
a norma celetista, que se equiparam ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recre-
ativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitem trabalhadores como empre-
gados.

GRUPO ECONOMICO
Define-se grupo econômico à luz da legislação trabalhista, quando uma ou mais empresas,
embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, con-
trole ou administração de outra.

EMPREGADO
Art. 3º da CLT: toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a em-
pregador, sob a dependência deste e mediante salário. Nesta definição encontraremos
cinco requisitos essenciais para a caracterização da figura jurídica em cotejo: pessoa física,
não eventualidade na prestação dos serviços, dependência, pagamento de salário e presta-
ção pessoal de serviços.

TRABALHADOR
É um termo amplo que inclui todo aquele que vive do seu trabalho. Na atualidade, o traba-
lhador é considerado legalmente (formalmente) como todo aquele realiza tarefas baseadas
em contratos, com salário acordado e direitos previstos em lei. Temos diversos tipos de
trabalhadores:
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1) Autônomo: é o profissional que trabalha por conta própria, ou seja, desempenha
uma atividade remunerada sem ter vínculo empregatício com alguma empresa, por
exemplo. Um exemplo de profissional autônomo é a pessoa física que possui a sua
própria atividade econômica. Neste caso, o trabalhador tem maior independência fi-
nanceira e não pode ser subordinado.

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


Desde que haja um contrato formal e cumpridas todas as formalidades legais, um traba-
lhador autônomo que preste serviço continuamente e com exclusividade não será consi-
derado como empregado.

2) Eventual: é aquele que realiza um trabalho de reparo hidráulico, por exemplo, exe-
cutando uma tarefa eventual, não ligada a finalidade econômica da empresa tomado-
ra de serviços.

3) Avulso: é conceito mais completo que se relaciona ao trabalhador da atividade fim


do tomador de serviços, mas sem estabelecer vínculo empregatício. O trabalho avul-
so ocorre sempre com uma triangulação: Empresa – Sindicato – Trabalhador Avul-
so. Hoje, embora continue com o conceito da prestação de serviços a vários tomado-
res de serviços, não se confunde com o trabalho eventual porque sempre é executa-
do com intermediação (sindicato) de mão de obra.

4) Temporário: atividade reconhecida legalmente com a Lei nº 6.019/74, sendo regu-


lamentada pelo Decreto nº 73841/74, recentemente alterada pela Lei 13.429/17 (31
de março de 2017). Pela nova redação, a Lei nº 6.019/74, passa a regular tanto o
trabalho temporário como a terceirização de serviços. O trabalho temporário só
pode ser praticado pela empresa de trabalho temporário, nas seguintes hipóteses:
substituição provisória de pessoal regular e permanente (doença, acidente de traba-
lho, férias, licença-maternidade, licença, treinamentos e outros) ou acréscimo extra-
ordinário de serviços (elevação do volume de trabalho, por exemplo). O prazo má-
ximo de contratação é de 180 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, totalizando 270
dias.

TERCEIRIZAÇÃO
É uma forma de organização estrutural que permite a uma empresa privada ou governa-
mental transferir a outra empresa suas atividades, reduzindo a estrutura operacional, di-
minuindo os custos, economizando recursos e desburocratizando a administração para as
empresas. A nova Lei da Terceirização (13.429 de 31 de março de 2017), de certa forma,
atualiza a legislação trabalhista, cobrindo algumas lacunas na regulamentação trabalhista
e podendo melhorar a qualidade de trabalho.

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


O Terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendi-
mento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de
equipamentos.

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O que muda com a nova Lei da Terceirização?

1. O que permite a nova lei


Todas as atividades da empresa podem ser terceirizadas, abrindo um leque para contrata-
ção inclusive para a atividade-fim. Um hospital, por exemplo, poderá contratar médicos e
enfermeiros, enquanto que uma escola poderá contratar professores no novo formato.
Antes, somente atividade-meio, como limpeza e segurança, podiam ser terceirizados.

2. O que não é permitido pela nova lei


Todos os direitos trabalhistas permanecem iguais, como férias, décimo terceiro salário e
horas extras, que devem ser pagos conforme a lei.

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


QUARENTENA DE DEZOITO MESES que impede que a empresa demita o trabalhador efe-
tivo para recontratá-lo como terceirizado.

3. Direitos trabalhistas
Pela nova lei, existe a responsabilidade solidária e, caso a empresa prestadora de serviços
não pague os direitos do empregado, a empresa contratante será acionada na Justiça para
honrar com os compromissos.

COOPERATIVAS DE TRABALHO – LEI 12690/2012

É a sociedade constituída por trabalhadores para o exercício de suas atividades laborativas


ou profissionais com proveito comum, autonomia e autogestão para obterem melhor quali-
ficação, renda, situação socioeconômica e condições gerais de trabalho. Pode ser:
I - de produção, quando constituída por sócios que contribuem com trabalho para a produ-
ção em comum de bens e a cooperativa detém, a qualquer título, os meios de produção; e
II - de serviço, quando constituída por sócios para a prestação de serviços especializados a
terceiros, sem a presença dos pressupostos da relação de emprego.

Ex. Unimed Sorocaba Cooperativa Trabalho Médico – Uniprime Cooperativa de Crédito

ESTAGIÁRIOS – LEI 11.788/2008

O estágio é comumente PRESTADO POR ESTUDANTES, NAS EMPRESAS OU REPARTIÇÕES PÚ-


BLICAS, VISANDO O APRIMORAMENTO PROFISSIONAL NA SUA ÁREA DE ESTUDO. O contrato é
celebrado entre o estudante e o tomador, com a interveniência da instituição de ensino, que
deve zelar para que o contrato seja cumprido fielmente. A função do estágio é oferecer aos
aprendizes o conhecimento prático das funções profissionais, e possibilita aos estudantes
um contato empírico com as matérias teóricas que lhes são passadas em sala de aula. Tra-
ta-se do entendimento, hoje consolidado pelos educadores, de que a teoria, sem a prática, é
incompleta, prejudicando o acesso imediato ao mercado de trabalho.

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O estágio de estudantes é regido pela LEI Nº 11.788/2008 E NÃO CONFIGU-
RA RELAÇÃO DE EMPREGO. Ainda que não possuam os direitos trabalhistas (CLT),
OS ESTAGIÁRIOS POSSUEM ALGUNS DIREITOS, COMO POR EXEMPLO, O RE-
CEBIMENTO DE UMA BOLSA (SEM VALOR MÍNIMO), O CUMPRIMENTO DE
UMA CARGA HORÁRIA PREFIXADA (MÁXIMA DE SEIS HORAS DIÁ-
RIAS/TRINTA HORAS SEMANAIS, NO MÁXIMO DURANTE DOIS ANOS), a reali-
zação de seguro obrigatório contra acidentes, além de trinta dias remunerados de recesso
(sem abono e sem terço constitucional) após um ano de estágio. Pela facilidade na contra-
tação de um estagiário, e pela completa ausência de encargos sociais, o estágio, por muitas
vezes, é utilizado em fraude à regulamentação instituída, servindo como meio para
o trabalho informal.

MENOR APRENDIZ – ART. 428 CLT

Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e


por prazo determinado, em que o empregador se compromete A ASSEGURAR AO
ADOLESCENTE OU AO JOVEM ENTRE 14 E 24 ANOS DE IDADE, INSCRITO EM
PROGRAMA DE APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO TÉCNICO-PROFISSIONAL ME-
TÓDICA, COMPATÍVEL COM O SEU DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MORAL E
PSICOLÓGICO, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência, as tarefas necessárias a
essa formação. O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado POR MAIS DE 2
(DOIS) anos.

CONTRATO DE TRABALHO

1. Definição: “Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspon-


dente à relação de emprego” (art. 442 da CLT).

2. Conceito: O contrato de trabalho é o acordo expresso (escrito ou verbal) ou tácito fir-


mado entre uma pessoa física (empregado) e outra pessoa física, jurídica ou entidade (em-
pregador), por meio do qual o primeiro (empregado) se compromete a executar, pessoal-
mente, em favor de segundo (empregador) um serviço de natureza não eventual, mediante
salário e subordinação jurídica.

3. Classificação: temos diversas classificações, mas ficaremos focados no seu tempo de


duração, tendo dois tipos:

 Contrato por Prazo Indeterminado: é aquele realizado entre o empregado e em-


pregador sem predeterminação de seu fim. É a forma comum de contratação, a qual
será sempre presumida se houver dúvida. Assim, aquele que alegar a determina-
ção do prazo deverá prová-la, na forma e pelos meios admitidos em direito, caso não
tenha êxito, considerar-se-á que o contrato é por prazo indeterminado.

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 Contrato por Prazo Determinado: a CLT define: “o contrato de trabalho cuja vi-
gência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda
da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada” (art. 443).

 A CLT, TAMBÉM, FIXA O PRAZO MÁXIMO DE DOIS ANOS PARA OS


CONTRATOS A PRAZO DETERMINADO EM GERAL (ARTS. 445 E 451).
ADMITE-SE UMA ÚNICA PRORROGAÇÃO, QUE DEVE SER FEITA
DENTRO DOS PRAZOS QUE A LEI FIXOU. Havendo uma segunda prorro-
gação, ainda que dentro do prazo legal, o contrato passará a ser considerado por
prazo indeterminado. Ainda mais, deverá haver um interstício de 6 meses,
 entre um contrato e outro, com o mesmo contratado. Em seguida, fixa as hipó-
teses que autorizam sua celebração válida, ou seja, “o contrato por prazo deter-
minado só será válido em se tratando”. Vejamos:

a) SERVIÇO TRANSITÓRIO OU DE NATUREZA TRANSITÓRIA:


Entende-se por atividade laboral transitória a execução de um serviço de breve duração,
contrastando, portanto, com as atividades normais da empresa.

Exemplo 1: contratação, por prazo determinado, de um professor de Espanhol para minis-


trar aulas durante dois ou três meses, visando a transmitir noções básicas da língua aos
empregados de uma agência de turismo especializada em viagens.

Exemplo 2: no caso de uma fábrica de peças que tivesse produção normal de 100.000 uni-
dades e, num dado momento, excepcionalmente, recebesse um grande pedido que fugisse
à sua rotina e à sua capacidade normal de produção. Essa empresa poderia contratar em-
pregados por prazo determinado para atender a essa necessidade transitória.

b) ATIVIDADE EMPRESARIAL DE CARÁTER TRANSITÓRIO:


Outra hipótese para a contratação a prazo determinado é a própria atividade normal da
empresa ter caráter transitório. Portanto, aqui, a transitoriedade será da própria empresa,
cuja existência limitar-se-á no tempo, pelos próprios fins a que se destina. São exemplos:
uma empresa constituída somente para a venda de chocolate na Páscoa de um determinado
ano; ou para a venda de fogos juninos, desconstituindo-se após o mês de junho.

c) CONTRATO DE EXPERIÊNCIA (CLT - ARTs. 443, §2º, 445 e 451):


A última hipótese prevista pela CLT para a contratação a prazo determinado é o contrato
de experiência, que é aquele destinado a permitir que o empregador, DURANTE O PRA-
ZO MÁXIMO DE 90 (NOVENTA) DIAS, verifique as aptidões do empregado e decida
sobre a conveniência de contratá-lo por prazo indeterminado.
Portanto, o contrato de experiência é uma espécie de contrato a prazo determinado,
com o que todas as regras aplicáveis aos demais contratos a prazo certo valem também
para o período de experiência, vale dizer, mesmo durante o período de experiência o traba-
lhador é empregado da empresa.

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Exemplo 1
Contrato de Experiência 30 dias
Prorrogação 60 dias
Total 90 dias
Foi atingido o máximo em vigência de contrato de
experiência noventa dias, com uma prorrogação.

Exemplo 2
Contrato de Experiência 30 dias
Prorrogação 30 dias
Total 60 dias
Não foi atingido o máximo de vigência de contrato de ex-
periência, mas como é permitida somente uma prorroga-
ção, o prazo máximo, neste caso, é de sessenta dias.

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


- Contrato Intermitente: possibilidade de contratar trabalhadores sem carga horária fi-
xa. O EMPREGADOR DEVERÁ CONVOCAR O EMPREGADO COM TRÊS DIAS
DE ANTECEDÊNCIA, E ELE PODERÁ RECUSAR O TRABALHO. Se aceitar e faltar
sem motivo justo, deve pagar multa de metade do valor que receberia.

-“Teletrabalho”: prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do


trabalhador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por
sua natureza, não se constituam como trabalho externo. Tudo o que o trabalhador pre-
cisar usar fora das dependências do empregador, formalizado via contrato, será de res-
ponsabilidade do empregador.

-“Tempo parcial”: amplia a duração do contrato a tempo parcial de 25 horas para 30


horas semanais, sem a possibilidade de realização de horas extras, e traz a alternativa
para contrato com duração de 26 horas, com a possibilidade de realização de 6 horas
extras.

a) Não poderão prestar horas extras: se a jornada normal semanal


for de até 30 horas semanais;

b) Poderão prestar horas extras: se a jornada normal semanal for de


até 26 horas semanais, limitada a 6 horas extras por semana;

c) Poderão prestar horas extras: se a jornada normal semanal for in-


ferior a 26 horas semanais, limitada a 6 horas extras por semana.

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PRATICA 1

Assinale a alternativa mais correta:

1. A empresa “X” contratou Mirtes para a função de secretária executiva. Inicial-


mente foi elaborado um contrato de experiência de 30 dias. No último dia do contrato
a empresa “X” o prorrogou por mais 60 dias. Neste caso, a prorrogação é:
a) válida, mas a sua validade depende da anuência dos sindicatos da categoria.
b) inválida, uma vez que o contrato de experiência não poderá ser prorrogado.
c) inválida, uma vez que o prazo máximo previsto em lei para o contrato de experiência é
60 dias.
d) válida, uma vez que a empresa X obedeceu às determinações legais existentes.
e) inválida, uma vez que o contrato de experiência só pode ser prorrogado por 30 dias e
não 60 dias.

2. A sigla CLT significa:


a) Consolidação das Leis de Transito.
b) Consolidação das Leis Tributárias.
c) Consolidação das Leis do Trabalho.
d) Convenção das Leis Trabalhistas.
e) n.d.a.

3. Quando existem conflitos nas relações de trabalho, o órgão federal competente pa-
ra resolver se chama:
a) Justiça Criminal
b) Justiça Cível
c) Justiça do Trabalho
d) Justiça Federal
e) n.d.a.

4. O órgão federal competente para resolver os conflitos trabalhistas tem três instan-
cias. São elas:
a) Varas do Trabalho, TRT e TST
b) Varas do Trabalho, TRT e STF
c) TRT, TST e STF
d) Varas do Trabalho, STF e STJ
e) Varas do Trabalho, STJ e TRT

5. Documento para habilitação do trabalhador brasileiro e estrangeiro no mercado


de trabalho formal, se chama:
a) CPF
b) RG
c) CNH
d) CCT
e) CTPS

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6. Com relação ao contrato de trabalho por prazo determinado, considere:
I. Os contratos por prazo determinado não tem fim previsto.
II. Em regra, o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por
mais de dois anos.
III. O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser prorrogado sob pena de
ser considerado contrato por prazo indeterminado.
IV. Em regra, considera-se por prazo indeterminado todo contrato por prazo determinado
que suceder, dentro de seis meses, outro contrato também por prazo determinado.

Está correto o que consta APENAS em:


a) I, II e IV. b) I, II e III. c) II, III e IV. d) II e IV. e) I e II.

7. A empresa “FIGA PARA O SÃO BENTO” celebrou contrato de experiência com


Ana pelo prazo de 30 dias. Antes de terminar o prazo contratado, a empresa preten-
de prorrogar o referido contrato. Neste caso, a empresa:
a) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 60 dias.
b) não poderá prorrogar o contrato sob pena de ser considerado o contrato por prazo inde-
terminado.
c) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça ao pra-
zo máximo total de 120 dias.
d) poderá prorrogar o contrato uma única vez pelo prazo máximo de 90 dias.
e) poderá prorrogar o contrato quantas vezes forem necessárias desde que obedeça ao pra-
zo máximo total de 90 dias.

8. A empresa “São Bento Campeão Ltda.” necessita contratar empregado para a exe-
cução de serviço específico, ou seja, técnico especializado na implantação de equipa-
mento altamente sofisticado. Nesse caso, a empresa:
a) poderá elaborar um contrato individual de trabalho com prazo determinado, desde que
pelo prazo máximo de dois anos, sendo vedada qualquer prorrogação contratual dentro
deste período.
b) poderá elaborar um contrato individual de trabalho com prazo determinado, desde que
pelo prazo máximo de um ano, permitida uma única prorrogação contratual dentro deste
período.
c) poderá elaborar um contrato individual de trabalho com prazo determinado, desde que
pelo prazo máximo de dois anos, permitida uma única prorrogação contratual dentro deste
período.
d) poderá elaborar um contrato individual de trabalho com prazo determinado, desde que
pelo prazo máximo de um ano, permitida no máximo duas prorrogações contratuais dentro
deste período.
e) não poderá elaborar um contrato individual de trabalho com prazo determinado por ex-
pressa vedação legal, caracterizando típica contratação de empregado por prazo indetermi-
nado.

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9. A empresa “Azulão Sorocabano” prorrogou duas vezes o contrato de trabalho por
prazo determinado de seu empregado Tício, dentro do período de dois anos. A em-
presa “Canarinho” celebrou segundo contrato pelo prazo determinado de um ano
com Zeus, após oito meses da extinção do contrato celebrado anteriormente. De
acordo com a CLT:
a) nenhum dos contratos de trabalho será considerado por prazo indeterminado.
b) os dois contratos de trabalho serão considerados por prazo indeterminado.
c) somente o contrato de trabalho de Zeus será considerado por prazo indeterminado.
d) somente o contrato de trabalho de Tício será considerado por prazo indeterminado.
e) o contrato de trabalho de Tício será prorrogado por mais dois anos e o contrato de Zeus
será considerado por prazo indeterminado.

11. Não é cabível contrato de trabalho por prazo determinado em:


a) serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.
b) atividades empresariais de caráter transitório.
c) contrato de empreitada.
d) contrato de experiência.
e) n.d.a.

12. CLT:
a) Norma legislativa referente ao Direito do Trabalho e ao Direito Processual do Trabalho.
b) Criada através do Decreto-Lei nº 5.452/43 e sancionada pelo presidente Getúlio Vargas.
c) Regulamenta as relações trabalhistas, tanto do trabalho urbano quanto do rural.
d) Principal instrumento para regulamentar as relações de trabalho e proteger os trabalha-
dores.
e) Todas as alternativas estão corretas.

13. Contrato individual de trabalho:


a) O referido contrato somente poderá ser acordado de forma expressa.
b) É exigida forma especial para a validade e eficácia do contrato em apreço, motivo pelo
qual não é permitida a forma verbal.
c) Um contrato de trabalho por prazo determinado de dois anos poderá ser prorrogado uma
única vez, por igual período.
d) No contrato mencionado, o contrato de experiência poderá ser prorrogado uma única
vez, porém não poderá exceder o prazo de noventa dias.
e) n.d.a.

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14. O Hotel “Fazenda” celebrou contrato de trabalho, com Denise, por tempo deter-
minado por 2 meses (Dez e Jan), pela necessidade de um número maior de emprega-
dos (férias escolares, Natal e Ano Novo). No Carnaval, pelo mesmo motivo, celebrou
outro contrato de trabalho com prazo determinado com Denise por 1 mês (Mar). De
acordo com a CLT, neste caso, a sucessão de contratos de trabalho com prazo deter-
minado é:
a) inválida tendo em vista que os dois contratos de trabalho ultrapassaram o prazo máximo
de 60 dias permitidos pela legislação.
b) inválida tendo em vista que entre a celebração dos contratos não tinha decorrido mais
de 6 meses do término do primeiro contrato, prazo legal previsto na legislação.
c) inválida em razão da celebração de dois contratos com prazo determinado com o mesmo
empregado dentro do período de um ano.
d) válida tendo em vista que a contratação ocorreu em razão da realização de certos acon-
tecimentos.
e) inválida tendo em vista que é vedada a celebração de mais de um contrato de trabalho
com prazo determinado com a mesma pessoa.

15. O contrato de trabalho por prazo determinado, em nenhuma hipótese, poderá ser
estipulado por prazo superior a:
a) 120 dias.
b) 180 dias.
c) 2 anos.
d) 3 anos.
e) n.d.a.

16. Em relação às regras legais alusivas à duração do contrato de trabalho:


a) Quando celebrado de forma tácita, o contrato terá vigência indeterminada, ainda que
justificado pelo notório caráter transitório da atividade empresarial.
b) Os contratos por prazo determinado apenas podem ser prorrogados uma única vez, sob
pena de se transformarem em contratos por prazo indeterminado.
c) Quando firmado de modo expresso, mas sem os registros devidos na CTPS do trabalha-
dor, o contrato não poderá ter caráter experimental.
d) Será sempre por prazo determinado o contrato que suceder, dentro de seis meses, a ou-
tro contrato por prazo determinado.
e) O contrato de trabalho resultante do aumento periódico das atividades patronais será
firmado por prazo determinado, devendo observar o limite máximo de seis meses.

17. A lei considera empregado a pessoa física que, em caráter não eventual e median-
te relação de subordinação e contraprestação salarial, presta serviços a outrem, de-
nominado empregador.
( ) Certo
( ) Errado

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18. Adriana submete-se a um ato educativo supervisionado, desenvolvido no ambien-
te de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo daqueles que este-
jam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, educação
profissional, ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino funda-
mental.
Logo, pode-se dizer que Adriana é uma
a) Estagiária
b) Aprendiz
c) Cooperativada
d) Empregada
e) n.d.a.

19. Acerca do contrato de trabalho:


a) A submissão a etapas de avaliação de desempenho é condição legal inerente ao contrato
de experiência.
b) O contrato por prazo determinado não pode ser estipulado por prazo superior a 90 dias,
salvo situação excepcional expressamente avençada pelas partes acordantes.
c) O contrato de experiência, como comporta possibilidade de prorrogação, pode ser esti-
pulado inicialmente para perdurar por 90 dias e, com a prorrogação, não poderá extrapolar
180 dias.
d) Por ser de natureza institucional, a presunção é a de que o contrato de trabalho tenha
duração por prazo indeterminado.
e) O contrato de experiência, enquanto contrato a prazo determinado, traz, como uma das
suas condições essenciais, a inserção em atividade empresarial de caráter transitório.

20. Luciano é um adolescente de 13 anos de idade. Nessa situação, a Constituição da


República veda o trabalho de Luciano, salvo na condição de aprendiz.
( ) Certo
( ) Errado

21. O empregado que não recebe os salários da empresa empregadora poderá pleite-
ar o pagamento por parte de outra empresa que pertença ao mesmo grupo econômi-
co de sua empregadora, embora não tenha prestado serviços a essa empresa?
a) Não, porque o empregado não prestou serviços para a outra empresa do grupo econômi-
co.
b) Sim, desde que essa responsabilidade esteja expressamente prevista no contrato de tra-
balho.
c) Não, visto que são empresas com personalidade jurídica própria, não havendo previsão
legal para tal responsabilidade.
d) Sim, respondendo a empresa do grupo de forma solidária, por força de dispositivo legal
trabalhista.
e) Sim, havendo apenas a responsabilidade subsidiária da empresa do grupo que não foi
empregadora.

Página 14
22. Com a reforma trabalhista recente surgiram dois novos tipos de contrato de tra-
balho (não previstos na legislação anterior). São eles:
a) Prazo curto e prazo longo.
b) Intermitente e Prazo determinado.
c) Intermitente e “Teletrabalho”.
d) “Home Office” e Prazo Indeterminado.
e) A reforma trabalhista recente não trouxe novas modalidades de contrato.

23. “Pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador, sob a
dependência deste e mediante salário”. Essa é a definição de:
a) Trabalhador
b) Empregador
c) Estagiário
d) Menor aprendiz
e) Empregado

24. “Todo aquele que realiza legalmente (formalmente) tarefas baseadas


em contratos, com salário acordado e direitos previstos em lei, é considerado:
a) Trabalhador
b) Empregador
c) Estagiário
d) Menor aprendiz
e) Empregado

25. “Empresa, individual ou coletiva, que assumindo os riscos da atividade econômi-


ca, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço”. Essa é a definição de:
a) Trabalhador
b) Empregador
c) Estagiário
d) Menor aprendiz
e) Empregado

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JORNADA DE TRABALHO

“A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, NÃO


EXCEDERÁ DE OITO HORAS DIÁRIAS, desde que não haja fixado expressamente ou-
tro limite”.
(Artigo 58 da CLT).

Nota
Existem profissões que tem jornada de trabalho especial. Exemplos: médicos (4h), cirur-
giões-dentistas (4h), cabineiros de elevador (6h), telefonistas (6h), jornalistas (5h), etc.

Artigo 7º, inciso XIII da Constituição Federal/88, preceitua:


“Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro se-
manais, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo
ou convenção coletiva de trabalho”.

Artigo 59, parágrafo 2º da CLT, preceitua:


“Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção co-
letiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente di-
minuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à so-
ma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo
de dez horas diárias.

Exceção: Jornada 12 x 36
Art. 59-A (CLT): Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado as
partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de tra-
balho, estabelecer horário de trabalho de DOZE HORAS SEGUIDAS POR TRINTA E SEIS
HORAS ININTERRUPTAS DE DESCANSo, observados ou indenizados os intervalos para
repouso e alimentação. (Incluído pela Lei 13.467/2017).

Segundo esses dispositivos, a duração normal do trabalho não poderá ser superior a oito
horas diárias, quarenta e quatro semanais e, conseqüentemente, duzentas e vinte ho-
ras mensais. A lei, porem, faculta a compensação de horários e permite que o emprega-
dor opte, por exemplo, por qualquer dos horários a seguir expostos:

a) Oito horas diárias de segunda a sexta-feira e quatro horas aos sábados, perfa-
zendo um total de quarenta e quatro semanais.
* 05 dias (segunda a sexta-feira) x 8 horas = 40 horas
01 dia (sábado) x 4 horas = 4 horas
44 horas

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b) Se o empregador necessitar da mesma quantidade de horas de trabalho de se-
gunda a sábado, poderá optar por uma jornada diária de 7 horas e 20 minutos:
 6 dias (segunda a sábado) x 7 h ............................................................ = 42 h
 6 dias (segunda a sábado) x 20 min. (120 min.) .................................. = 2 h
44 h

b) 06 dias (segunda a sábado) x 7h 20 min ou 7,33 centesimal = 44 horas

Com a jornada de quarenta e quatro (44) horas semanais, o numero de horas


mensais totalizam duzentas e vinte (220).

Exemplo:
7h20min por dia = 440 min. x 30 dias = 13.200 min. por mês
13.200 min. / 60 min. = 220 h.

c) No caso de compensação de horário semanal, deverá o empregador fazer acor-


do (individual ou coletivo) por escrito a fim de não trabalhar aos sábados. Para
cumprimento das 44 horas semanais, poderá optar pelos seguintes horários:
 De segunda a sexta-feira, 8horas e 48 minutos diários:
8h48 min. x 5 dias ................ = 2.640 min.
2.640 min. / 60 min. .............. = 44 h

 De segunda a quinta-feira, nove (9) horas diárias (oito horas normais e


uma de compensação) e na sexta-feira oito horas:
4 dias x 9 h ....................... = 36 h
1 dia (sexta-feira) ............. = 8 h
44 h

 Segunda e terça-feira, dez (10) horas diárias (oito normais e duas de


compensação) e de quarta a sexta-feira, oito horas diárias normais:
2 dias x 10 h ..................... = 20 h
3 dias x 8 h ....................... = 24 h
44 h

 Dez horas diárias em dois dias da semana, de acordo com a necessidade


do empregador, e outros dias com oito horas diárias semanais.

Nota
Nesta fase de aprendizagem trabalharemos, apenas, com duas jornadas de trabalho:
7h20min. e 8h48min.

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PERIODOS DE DESCANSO

1. Repouso Semanal Remunerado (RSR) ou Descanso Semanal Remunerado (DSR):


 Art. 1º da Lei 605/49 - "Todo empregado tem direito ao repouso semanal remune-
rado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos li-
mites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acor-
do com a tradição local".
 Art. 7, Inciso XV da CF/88 - "repouso semanal remunerado, preferencialmente aos
domingos".
 Art. 67 da CLT - "Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24
(vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública
ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou
em parte".
 Nos serviços em que é permitido o trabalho em feriados civis e religiosos, a empre-
sas deve determinar outro dia de folga na semana, estabelecido através de uma ES-
CALA DE REVEZAMENTO, com a obrigação de que, pelo menos em um período
máximo de sete semanas de trabalho, cada empregado (tanto homem como mulher)
usufrua pelo menos de um domingo de folga (art. 2º, letra b, e art. 3º da Portaria nº
317, de 10.06.66).

Nota
Art. 11 do Decreto nº 27048/49 – “Perderá a remuneração do dia de repouso o trabalha-
dor que, sem motivo justificado ou em virtude de punição disciplinar, não tiver trabalhado
durante toda a semana, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.”

2. Intervalo interjornada: entre duas jornadas diárias de trabalho haverá um período


MÍNIMO DE ONZE HORAS CONSECUTIVAS (Art. 66 da CLT).

3. Intervalo intrajornada: em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de seis


horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso e alimentação, o qual será,
no mínimo, de uma hora e, salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário, não
poderá exceder duas horas (Art. 71 da CLT).

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha pelo
menos trinta minutos. Além disso, se o empregador não conceder o intervalo mínimo
para almoço ou concedê-lo parcialmente, a indenização será de 50% do valor da hora
normal de trabalho apenas sobre o tempo não concedido.

Não excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de quin-
ze minutos quando a duração ultrapassar a quatro horas (Art. 71, §1º, da CLT).

4. Limite diário de horas trabalhadas: a legislação (Art. 7º, inciso XIII da CF/88 c/c Art.
59, parágrafo 2º da CLT) prevê uma jornada de OITO HORAS DIÁRIAS E QUAREN-
TA E QUATRO HORAS SEMANAIS, podendo ser realizada até DUAS HORAS EX-
TRAS POR DIA, desde que o total NÃO ULTRAPASSE DEZ HORAS DIÁRIAS.

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Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)
Art. 59-A: “Em exceção ao disposto no art. 59 da CLT, é facultado às partes, mediante
acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer
horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de des-
canso...”

5. Intervalo semanal: A duração é de VINTE E QUATRO HORAS (DSR/RSR) que,


acrescido das onze horas de intervalo interjornada, perfaz trinta e cinco horas seguidas
de descanso.

TRABALHO DA MULHER
O Artigo 5º da CF/88 preceitua que todos são iguais perante a lei e que não deve haver dis-
tinção de qualquer natureza. Assim, ante aos dispositivos constitucionais aplica-se a mu-
lher os dispositivos que regulam o trabalho masculino.

Licença à gestante: o art. 7º inciso XVII da CF/88 preceitua: “Licença à gestante, sem
prejuízo do emprego e do salário, COM A DURAÇÃO DE CENTO E VINTE DIAS”.

Salário-maternidade: durante o afastamento da mulher por gravidez, ela terá direito a


salário integral, bem como os direitos e vantagens adquiridos, que deve ser PAGO PELA
EMPRESA OU PELA PREVIDÊNCIA SOCIAL.

Descansos especiais: a mulher tem direito, durante a jornada de trabalho, A DOIS DES-
CANSOS ESPECIAIS DE MEIA HORA CADA UM “para amamentar o próprio filho,
até que este complete seis meses de idade”.

Estabilidade Provisória: o artigo 10, inciso II, letra b da CF/88 determina que fica veda-
da a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante DESDE A CONFIR-
MAÇÃO DA GRAVIDEZ ATÉ CINCO MESES APÓS O PARTO.

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


- Será permitido o trabalho de mulheres grávidas em ambientes de baixa ou média insa-
lubridade, exceto se apresentarem atestado médico que recomende o afastamento.
- MULHERES DEMITIDAS TEM ATÉ TRINTA DIAS para informar a empresa sobre
a gravidez.

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TRABALHO DO MENOR
Art. 402 da CLT: “Considera-se menor para efeitos desta Consolidação o trabalhador de
quatorze até dezoito anos”.

Art. 403 da CLT: “É proibido qualquer trabalho a menores de 16 anos de idade, salvo na
condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos"

Restrições:
a) É proibido exigir horas extraordinárias do menor.

b) É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo:


I) Jornada semanal compensada, mediante convenção ou acordo coletivo.
II) Excepcionalmente, por motivo de força maior, até o máximo de 12 horas extras.

c) É proibido trabalho noturno (das 22 horas de um dia até as 5 horas do dia seguinte)

d) O empregado estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terá direito a fazer coincidir suas
férias com as férias escolares (Art. 136, &2º, da CLT).

EMPREGADO DOMESTICO
Aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finali-
dade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, POR MAIS DE 2
(DOIS) DIAS POR SEMANA.
Regulado pelo artigo 7º da CF/88 e pela Lei Complementar nº 150 de junho de 2015, onde
contempla os SEGUINTES DIREITOS: SALÁRIO MÍNIMO, JORNADA DE TRABA-
LHO, HORA EXTRA, BANCO DE HORAS, INTERVALO PARA REFEIÇÃO E/OU
DESCANSO, ADICIONAL NOTURNO, REPOUSO SEMANAL REMUNERADO, FE-
RIADOS CIVIS E RELIGIOSOS, FÉRIAS, 13º SALÁRIO, LICENÇA-
MATERNIDADE, VALE-TRANSPORTE, ESTABILIDADE EM RAZÃO DE GRAVI-
DEZ, FGTS, SEGURO-DESEMPREGO, SALÁRIO-FAMÍLIA, AVISO PRÉVIO, RE-
LAÇÃO DE EMPREGO PROTEGIDA CONTRA DESPEDIDA ARBITRARIA OU
SEM JUSTA CAUSA, ENTRE OUTROS.

LEI 13.467 DE 13.07, EM VIGOR A PARTIR DE 11/11/17


OUTROS ASPECTOS

Contribuição Sindical
Art. 545: “os empregadores ficam DESOBRIGADOS A DESCONTAR DA FOLHA DE
PAGAMENTO DE SEUS EMPREGADOS, desde que por eles devidamente autoriza-
dos, as contribuições devidas ao sindicato, quando por eles notificados”.
Torna facultativo o pagamento da contribuição sindical laboral e patronal. Exigência de
autorização previa para cobrança.

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Negociado sobre o legislado
Art. 611-A: “A Convenção Coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho tem prevalência
sobre a Lei, quando entre outros, dispuserem sobre: ...”
Poderá ser negociado:
- Jornada de Trabalho
- Participação nos lucros
- Banco de horas
- Troca de dia de feriado
- intervalo intrajornada
- entre outros
Não poderá ser negociado:
- Direito a seguro desemprego
- Salário Mínimo
- 13º Salário
- FGTS
- Férias Anuais
- Licença maternidade/paternidade
- Normas de saúde, seguro e higiene do trabalho.
- Salário Família
- Adicional de hora extra
- Aviso Prévio
- DSR/RSR
- entre outros

ADMISSÃO DE EMPREGADOS

1. Admissão de Candidatos: partindo do principio de que uma empresa tem necessidade


de obter informações a respeito daqueles que se candidatam à obtenção dos empregos que
oferece o recrutamento do pessoal, obedecem às seguintes etapas: inicialmente faz-se o
anuncio através de jornais, internet, revistas especializadas, agencias de emprego, site ele-
trônico etc.

1.1. Grande Empresa: tem seu departamento de recrutamento e seleção (Departamen-


to de Recursos Humanos – DRH), onde trabalham psicólogos, entrevistadores, aplica-
dores de testes psicotécnicos etc. Esses profissionais cuidarão das etapas seguintes.

1.2. Pequenas e médias empresas: precisam adotar outros meios, pois não tem um
departamento especifico. O candidato é entrevistado pelo responsável pelo DP (Depar-
tamento Pessoal) e pelo superior imediato da seção onde irá trabalhar. Buscam-se mai-
ores informações através da “solicitação de emprego”, “curriculum vitae” etc.

Página 21
2. Registro de empregados: a empresa regida pela CLT, ao admitir o empregado, deverá
registrá-lo:

2.1. Livro ou Ficha Registro de Empregados: serão autenticados pelo Fiscal do Tra-
balho quando da fiscalização no estabelecimento empregador; ou

2.2. Sistema Eletrônico: não é necessária a autenticação.

2.3. Registro na CTPS: PRAZO DE 48 HORAS (Art. 29 da CLT).

2.4. Documentação: sempre mediante recibo de recebimento e devolução. São eles:


 Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
 Cédula de Identidade.
 Titulo de Eleitor.
 Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
 Certificado de Reservista.
 “Menor estudante”: declaração da escola que confirme estar frequentado algum
curso (at. 427 da CLT).
 Cadastro de Pessoa Física (CPF) – titular e dependentes.
 Exame médico admissional (Art. 168 da CLT e NR 7).
 Fotografias: as necessárias (Livro, carteira de identificação pessoal, carteira de
identificação médica, caso algum convenio, etc.).
 Certidão de nascimento ou casamento.
 Certidão de nascimento de filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer
idade, necessária para o pagamento de salário-família.
 Caderneta de Vacinação: até seis anos de idade.
 Comprovação escolar: a partir de sete anos de idade, comprovação semestral de
frequência à escola para pagamento de salário-família.

 Comprovante de residência atualizado (água, luz, gás ou telefone).


 Carteira de Habilitação Profissional expedida por órgãos de classe - CRC (para
admissão de contabilistas), OAB (para admissão de advogados), CREA (para
admissão de engenheiros) etc.

2.5. Outros documentos: além dos documentos acima elencados, no ato do Registro,
o Departamento Pessoal ou o RH, deverá preencher os seguintes documentos:
 Contrato de Experiência (quando for conveniente).
 Declaração de Dependentes para fins de Imposto de Renda.
 Cartão ou livro de ponto, ou confeccionar cartão magnético (crachá), ou cadas-
tro digital para registro biométrico.
 Ficha de salário-família se tiver direito ao salário-família.
 Termos de Responsabilidade para concessão de salário-família.
 Cadastramento no PIS; se não foi cadastrado por outra empresa.
 Assinar Declaração e Termo de Compromisso do vale-transporte.

Página 22
PRATICA 2

Assinale a alternativa mais correta:


01. Dentre os documentos necessários para o registro de empregados, encontramos:
a) CTPS.
b) Certificado de Reservista, se do sexo feminino.
c) Exame médico admissional (Art. 168 da CLT e NR 7).
d) Caderneta de Vacinação: a partir dos sete anos de idade.
e) Somente as alternativas “a” e “c” estão corretas.

02. Além dos documentos necessários ao registro do empregado, o DP ou o DRH da


empresa, deverão preencher os seguintes outros documentos:
a) Livro, ficha ou sistema eletrônico de Registro de Empregados.
b) Em qualquer hipótese, contrato de por prazo determinado.
c) Em qualquer hipótese, cadastramento no PIS.
d) Em qualquer hipótese, termo de responsabilidade salário-família.
e) n.d.a.

03. No que se refere à contratação de empregados, a “grande empresa” e a “pequena


e média empresa” tem, respectivamente:
a) Departamento Pessoal e Departamento de Recursos Humanos.
b) Departamento Financeiro e Departamento Pessoal.
c) DRH e DP.
d) Departamento Pessoal e DRH.
e) DP e Departamento de Recursos Humanos.

04. O DSR tem, no mínimo:


a) 35 horas consecutivas.
b) 24 horas consecutivas.
c) 11 horas consecutivas.
d) 10 horas consecutivas.
e) 8 horas consecutivas.

05. O intervalo entre uma jornada diária e outra deve ser de, pelo menos:
a) 35 horas consecutivas.
b) 24 horas consecutivas.
c) 11 horas consecutivas.
d) 10 horas consecutivas.
e) 8 horas consecutivas.

06. O limite máximo diário de horas trabalhadas é de:


a) 35 horas consecutivas.
b) 24 horas consecutivas.
c) 11 horas consecutivas.
d) 10 horas consecutivas.
e) 8 horas consecutivas.

Página 23
07. O intervalo entre uma jornada semanal e outra deve ser de, pelo menos:
a) 35 horas consecutivas.
b) 24 horas consecutivas.
c) 11 horas consecutivas.
d) 10 horas consecutivas.
e) 8 horas consecutivas.

08. O intervalo para repouso e alimentação, para jornada acima de seis (6) horas, se-
rá:
a) no mínimo de trinta minutos
b) inferior a uma, desde que a empresa cumpra as exigências do MTE e SSMT.
c) uma hora.
d) duas horas
e) As alternativas “a” e “b” estão corretas.

09. A quantidade máxima de horas permitidas pela legislação brasileira, na composi-


ção da jornada de trabalho de um empregado é de:
a) oito horas diárias.
b) quarenta e quatro horas semanais.
c) duzentas e vinte horas mensais.
d) oito horas diárias, quarenta e oito horas semanais e duzentas e quarenta horas mensais.
e) As alternativas “a”, “b” e “c” estão corretas.

10. A empresa “Morte Certa”, que presta serviços de saúde, contratou um médico,
com uma jornada diária de 4h, uma telefonista e um profissional de contabilidade,
ambos, com uma jornada diária de 8h, cada um. O DRH ou o DP da referida empre-
sa:
a) está correto: agiu dentro da legislação.
b) não está correto: contratou o medico com uma jornada diária inferior às 8h.
c) não está correto: a telefonista tem jornada especial, não podendo ultrapassar 6h diárias.
d) não está correto: a jornada de 8h diárias faz com que as jornadas semanal e mensal ex-
trapolem os limites máximos permitidos pela legislação.
e) n.d.a.

11. A empresa “Curintia Rebaixado Ltda.”, contratou um profissional da contabili-


dade com a jornada diária de 8h48min. O DRH ou o DP da referida empresa:
a) não está correto: jornada máxima diária é de 8h.
b) está correto: não há limite legal para uma jornada de trabalho.
c) não está correto: jornada de trabalho deve ser estipulada somente com hora cheia.
d) está correto: desde que o empregado tenha sido contratado em regime de compensação,
através de acordo escrito ou convenção coletiva.
e) n.d.a.

Página 24
12. A empresa “Tânia Meu Amor Ltda.”, contratou um empregado para trabalhar
de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, com uma (1) hora de intervalo para repouso e
alimentação. O DRH ou o DP da referida empresa:
a) não está correto: extrapolou o limite diário de horas de trabalho de 10 horas.
b) não está correto: o intervalo intrajornada, neste caso, deve ser de 2 horas.
c) não está correto: o intervalo interjornada deve ser de no mínimo de 11 horas.
d) não está correto: a jornada máxima diária é de 8h, não podendo ser extrapolada em hi-
pótese nenhuma.
e) Todas as alternativas estão corretas.

13. A empresa “São Bento O Melhor S.A.”, contratou um empregado com a seguinte
jornada diária de trabalho: segunda e terça-feira – 10h; quarta a sexta-feira – 8h. O
DRH da referida empresa:
a) não está correto: essa jornada extrapola os limites das jornadas semanal e mensal.
b) está correto: desde e o empregado tenha sido contratado em regime de compensação
através de acordo escrito ou convenção coletiva.
c) não está correto: o máximo de jornada diária é de 8 horas.
d) está correto: basta constar no contrato de trabalho por prazo determinado.
e) n.d.a.

14. Os empregados da administração de uma empresa cumprem uma jornada diária


de 8h48min. Para esses empregados, os sábados e os domingos são considerados,
respectivamente:
a) DSR e dia útil (compensado).
b) DSR e DSR.
c) DSR e RSR.
d) RSR e DSR.
e) Dia útil (compensado) e DSR/RSR.

15. Numa determinada empresa em que é permitido o trabalho em domingos e em


feriados civis e religiosos e que utiliza a escala de revezamento:
a) O DSR deve ser sempre nos domingos e feriados, para a mulher.
b) O DSR pode ser em qualquer dia da semana, para o homem.
c) O DSR deve ser nos domingos e feriados, tanto para o homem como para a mulher.
d) O DSR pode ser em qualquer dia semana, desde que, pelo menos, “um” em cada “sete”
caia no domingo, tanto para o homem como para a mulher.
e) n.d.a.

16. Diarista que preste serviços em residência particular em apenas um dia na sema-
na não é considerada trabalhadora doméstica, mas, sim, autônoma.
( ) Errado
( ) Certo

17. A respeito do empregado doméstico, assinale a opção correta.

Página 25
a) As normas de trabalho do empregado doméstico são regidas pela CLT.
b) O seguro-desemprego não se estende aos empregados domésticos
c) Um empregado que trabalhe em uma casa de cômodos para aluguel não pode ser consi-
derado empregado doméstico, em razão da configuração da atividade lucrativa do empre-
gador.
d) É obrigatório o pagamento do FGTS para os empregados domésticos.
e) n.d.a.

18. O estudante com menos de dezoito anos de idade que mantenha vínculo emprega-
tício terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares.
( ) Errado
( ) Certo

19. O trabalho noturno é proibido aos menores de:


a) 12 anos
b) 14 anos
c) 16 anos
d) 18 anos
e) 21 anos

20. A estabilidade provisória da gestante tem duração desde a


a) concepção até cinco meses após o parto.
b) confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
c) confirmação da gravidez até cento e vinte dias após o parto.
d) confirmação da gravidez até cento e oitenta dias após o parto.
e) concepção até cento e vinte dias após o parto.

21. Para amamentar seu filho até que este complete seis meses de vida, a mulher em-
pregada tem direito a dois intervalos de descanso especial durante a jornada de tra-
balho, de meia hora cada um.
( ) Errado
( ) Certo

22. Com a Reforma Trabalhista foi reconhecida, por lei e como exceção, uma nova
jornada de trabalho. Essa jornada é:
a) 36 x 12
b) 12 x 24
c) 24 x 12
d) 12 x 44
e) 12 x 36.

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FOLHA DE PAGAMENTO
O uso da folha de pagamento é obrigatório para o empregador, conforme preceitua a Lei
8212/91, art. 32, inciso I, da Consolidação da Legislação Previdenciária. Pode ser feita à
mão (manuscrita), ou por meio de processos mecânicos ou eletrônicos.
Algumas empresas fazem o pagamento de seus empregados no ultimo dia do mês; neste
caso é necessário fechar a folha de pagamento alguns dias antes, ganhando-se assim tempo
necessário para cálculo dos devidos proventos e descontos. Outras empresas realizam o
pagamento no limite máximo exigido por lei, ou seja, o quinto dia útil do mês subsequente
ao vencido, se o pagamento for mensal, ou o quinto dia subsequente, quando o pagamento
for semanal ou quinzenal.
A folha de pagamento divide-se em duas partes distintas: proventos e descontos.

A parte de proventos engloba:


 Salário.
 Horas Extras.
 Adicional noturno.
 Adicional de insalubridade.
 Adicional de periculosidade.
 Salário-família.
 Outros proventos previstos em lei.

A parte de descontos engloba:


 Quota de Previdência (INSS).
 Imposto de Renda (IRRF).
 Adiantamentos.
 Faltas e atrasos.
 Vale-transporte.
 Outros descontos previstos em lei.

PROVENTOS

SALÁRIO
É a contraprestação devida e paga diretamente pelo empregador a todo empregado. Ele
pode ser pago mensal, quinzenal, semanal ou diariamente, por peça ou por tarefa.
Nunca pode ser inferior ao salário mínimo (federal ou estadual, o maior).
O pagamento de salário, qualquer que seja a modalidade de trabalho, não deve ser estipu-
lado por período superior a um (1) mês (atenção: há exceções!!!!).
Quando se estabelece que o pagamento será mensal, deverá ser efetuado o mais tardar até
o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido (Art. 459, §1º da CLT, alterado pela
Lei 7855/89). Ressalte-se que o sábado é considerado dia útil.

Página 27
O pagamento pode ser em:

 Dinheiro.

 Cheque: o empregador deve proporcionar o empregado:


- horário que permita o desconto do cheque, imediatamente após a emissão;
- possibilidade de evitar qualquer prejuízo, inclusive com transporte;
- condição que impeça qualquer atraso no recebimento do salário.

 Depósito em conta bancária:


- tem força de recibo.

Nesta fase de aprendizado trabalharemos com, apenas, dois tipos de salário:

1. Mensalista: é aquele que recebe o salário (já incluso o DSR) uma vez por mês. Assim,
o salário pactuado com o empregado mensalista, será o percebido por ele independente-
mente da quantidade de dias do mês (28/29/30/31). Sempre serão considerados trinta (30)
dias para o cálculo de dias trabalhados por mês (Art. 64, parágrafo único, da CLT).

Exemplo: empregado com salário mensal de R$ 1.760,00 e jornada de 7h20min.

Salário
DSR *** ***
Total Proventos

 Calculo do Salário hora normal: será obtido dividindo-se o salário mensal, sem-
pre, por 220 horas.
Exemplo:

Um empregado recebe salário mensal de R$ 1.760,00, trabalha 7h20min. de segunda a sá-


bado, totalizando 44 horas semanais.

7h20min. por dia = 440m x 30 dias = 13.200 min. por mês


13.200 min. / 60 min. = 220 h
R$ 1.760,00 / 220 h = 8,00
Salário hora normal = R$ 8,00

2. Horista: é aquele em que o empregado tem seu salário calculado por hora.

 Salário: será obtido através da soma das horas trabalhadas no mês multiplicado pelo
valor do salário hora.

 DSR: será obtido através da soma das horas de descanso, sempre utilizando
7h20min., mesmo que a jornada seja de 8h48min.

Página 28
Exemplo 1: Um empregado, no mês de Janeiro de 2020, com uma jornada de 7h20min.,
recebe o salário hora de R$ 10,00. Ao se fechar a folha de pagamento, assim será a com-
posição de seu provento:

Salário 190h40m 1.906,70


DSR 36h40m 366,70
Total Proventos 2.273,40

26 dias trabalhados x 7h20min. = 190h40min. x R$ 10,00 = R$ 1.906,70


05 domingos/feriados x 7h20min. = 36h40min. x R$ 10,00 = R$ 366,70
31 dias 227h20min. R$ 2.273,40

Página 29
Exemplo 2: Um empregado, no mês de Janeiro de 2020, com uma jornada de 8h48min.,
recebe o salário hora de R$ 10,00. Ao se fechar a folha de pagamento, assim será a com-
posição de seu provento:

Salário 193h36m 1.936,00


DSR 36h40m 366,70
Total Proventos 2.302,70

22 dias trabalhados x 8h48min. = 193h36min. x R$ 10,00 = R$ 1.936,00


04 sábados compensados
05 domingos/feriados x 7h20min. = 36h40min. x R$ 10,00 = R$ 366,70
31 dias 230h16min. R$ 2.302,70

Página 30
HORAS EXTRAS

“A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número


não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou
mediante contrato coletivo de trabalho” (Art. 59 da CLT).

Segundo a CF/88, o empregador deverá, obrigatoriamente, pagar, pelo menos, mais 50%
sobre a hora normal.

Exemplo:
Salário hora normal = R$ 8,00 x 50% = R$ 4,00
R$ 8,00 + R$ 4,00 = R$ 12,00
Hora extra = R$ 12,00

Exceções
Art. 61 CLT:
Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou
convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realiza-
ção ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo
manifesto.

§ 1º O excesso, nos casos deste artigo, pode ser exigido independentemente de convenção
coletiva ou acordo coletivo de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 13.7.2017)

§ 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração da hora
excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste
artigo, a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora
normal, e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei não fixe ex-
pressamente outro limite.

Página 31
Integração das horas extras no DSR/Feriado (Reflexo HE/DSR)
De acordo com a Lei 605/49, art. 7º, alínea b, com redação dada pela Lei 7.415/85, com-
putam-se no cálculo do descanso semanal remunerado (DSR/RSR) as horas extraordiná-
rias habitualmente prestadas.

Exemplo 1: um empregado, com um salário mensal de R$ 1.760,00, com jornada de


7h20min., que fez 25 horas extras (não habituais), teria a seguinte composição de seus
proventos, em Janeiro de 2020:

não tem reflexo da H.E. no descanso

Salário
DSR *** ***
Horas Extras
Total Proventos

Página 32
Exemplo 2: um empregado, horista, com jornada de 7h20min., com um salário hora de R$
8,00, que fez 25 horas extraordinárias (habituais), teria a seguinte composição de seus
proventos, em Janeiro de 2020:

Salário
DSR
Horas Extras
Reflexo HE/DSR
Total Proventos

Página 33
ADICIONAL NOTURNO
Tem direito ao adicional noturno o empregado que trabalha no período entre as 22 horas
de um dia e às 5 horas do dia seguinte, tendo os seguintes adicionais:
 Adicional noturno: pelo menos 20% sobre a hora diurna.
 Redução da hora: hora do trabalho noturno tem 52 minutos e 30 segundos.

Exemplo 1: um empregado trabalha das 22h às 5h, perfazendo um total de 8 horas (7 ho-
ras x 60min. = 420min. / 52,5 = 8 horas), com um salário mensal de R$ 1.760,00. Os
seus proventos, em Janeiro de 2020, seriam:

Salário
DSR *** ***
Adicional Noturno
Total Proventos

Página 34
Exemplo 2: empregado, horista, com jornada noturna de 7h20min., com um salário hora
de R$ 8,00. Os seus proventos, em Janeiro de 2020, seriam:

Salário
DSR
Adicional Noturno
Total Proventos

Página 35
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
Serão consideradas atividades ou operações insalubres aqueles que, por sua natureza, con-
dições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, aci-
ma dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do
tempo de exposição aos seus efeitos (Art. 192 da CLT e NR 15 do MTE).

1) Graus: há três graus de insalubridade:


 Máximo: no mínimo, adicional de 40% (quarenta por cento).
 Médio: no mínimo, adicional de 20% (vinte por cento).
 Mínimo: no mínimo, adicional de 10% (dez por cento).

2) Base de Cálculo: a sua aplicação é muito controversa (cuidado!!!). Vejamos:


 Salário Mínimo: quando a categoria não tiver piso salarial.
 Piso Salarial: quando a categoria tiver piso salarial na CCT.
 Salário Básico: quando houver previsão na CCT. (Muito cuidado!!)

Nota
Para efeito de cálculo do adicional de insalubridade iremos considerar a existência de
Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com a determinação que:
a base de cálculo seria o salário base.

Exemplo 1: um empregado, com um salário mensal de R$ 1.760,00, com atividade insa-


lubre de grau médio, teria a seguinte composição de seus proventos, em Janeiro de 2020:
Salário
DSR *** ***
Adicional de Insalubridade
Total Proventos

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Exemplo 2: um empregado, horista, com jornada noturna de 8h48min., com um salário
hora de R$ 8,00, com atividade insalubre grau máximo, teria a seguinte composição de
seus proventos, em Janeiro de 2020:
Salário
DSR
Adicional de Insalubridade
Adicional Noturno
Total Proventos

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ADICIONAL DE PERICULOSIDADE
Serão consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da NR 16 da regulamen-
tação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aquele que, por sua natu-
reza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição perma-
nente do trabalhador a:
I – Atividades e operações perigosas com explosivos, inflamáveis, radiações ionizantes ou
substâncias radioativas.
II – Atividades e operações perigosas com exposição a roubos ou a outras espécies de vio-
lência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial.
III – Atividades e operações perigosas com energia elétrica.
IV - Atividades perigosas em motocicletas.

1. Adicional: no mínimo, 30% sobre o salário básico. Segundo a Sumula 191 do TST, o
adicional de periculosidade incide, apenas, sobre o salário básico, e não sobre este, acres-
cido de outros adicionais.

Nota
Se o empregado trabalhar em serviço insalubre e perigoso, deverá optar pelo adicional de
um dos dois (entendimento jurisprudencial – “cuidado”)

Exemplo: um empregado, com um salário mensal de R$ 1.760,00, com atividade perigo-


sa, teria a seguinte composição de seus proventos, em Janeiro de 2020:

Salário
DSR *** ***
Adicional de Periculosidade
Total Proventos

Página 38
SALÁRIO FAMILIA
É uma importância (fixada pela previdência social) paga mensalmente pela empresa (e
descontada, posteriormente, do INSS) junto com o salário do empregado. É devido ao se-
gurado empregado para cada filho (ou equiparado: menor sob guarda ou tutela, enteado)
com até quatorze (14) anos de idade ou inválidos, desde que se cumpram as seguintes con-
dições:
1. Apresentação da certidão de nascimento do filho ou da documentação relativa ao
equiparado;
2. Elaboração e assinatura do termo de responsabilidade;
3. Apresentação anual de atestado de vacinação obrigatória, até seis (6) anos de idade;
4. Comprovação semestral de atestado de frequência escolar, a partir dos sete (7) anos
de idade; e
5. O empregado tenha renda mensal (total de proventos) até R$ 1.425,56 (valor fixado
pela Portaria SEPRT nº 3659 de 10 de fevereiro de 2020).

Página 39
PRATICA 3

1. Assinale a alternativa mais correta:

1.1. A partir do momento que uma empresa admite seu primeiro empregado ela pas-
sa a ser obrigada a emitir:
a) Nota Fiscal.
b) Folha de Pagamento.
c) Cheque.
d) Recibo de Pagamento.
e) nada.

1.2. A legislação que obrigada à empresa usar folha de pagamento, está contida na
(o):
a) Consolidação das Leis do Trabalho.
b) Código Civil.
c) Consolidação da Legislação Previdenciária.
d) Código Tributário Nacional.
e) Código Nacional de Transito.

1.3. Proventos e Descontos, são partes que compõem:


a) Livro Diário
b) Livro Razão.
c) Balancete de Verificação.
d) Folha de Pagamento.
e) Livro Caixa.

1.4. São itens que compõem a parte de proventos e descontos, de uma folha de paga-
mento, respectivamente:
a) salário, salário-família e adicional noturno; e, INSS, IRRF e adiantamento.
b) Adiantamento, INSS e IRRF; e, salário, salário-família e adicional noturno.
c) Horas extras, insalubridade e periculosidade; e, adiantamento, falta e vale-transporte.
d) Horas extras, atrasos e periculosidade; e, adiantamento, falta e vale-transporte.
e) As alternativas “a” e “c” estão corretas.

1.5. O pagamento do salário mensal deve ser efetuado até:


a) o último dia do mês.
b) o primeiro dia útil do mês seguinte.
c) o quinto dia útil do mês subsequente, não considerando o sábado como dia útil.
d) o quinto dia útil do mês subsequente, considerando o sábado como dia útil.
e) o dia dez (10) do mês subsequente.

Página 40
1.6. Conforme CLT e CF/88, as horas extraordinárias NÃO podem exceder de:
a) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior a hora normal.
b) seis e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior a hora normal.
c) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 50% superior a hora normal
d) duas e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior a hora normal.
e) três e devem ser pagas com adicional de, no mínimo, 25% superior a hora normal.

1.7. Para que as horas extras passem a integrar o DSR/Feriado, é necessário que se-
jam:
a) Constantes.
b) Diurnas.
c) Noturnas.
d) Legais.
e) Habituais.

1.8. Um empregado que trabalha das 22h às 5h, deve ter seu salário calculado com
base em:
a) 7 horas.
b) 8 horas.
c) 9 horas.
d) 10 horas.
e) n.d.a.

1.9. O trabalho no horário considerado noturno dá ao empregado o direito aos se-


guintes benefícios:
a) redução da hora para 52min.
b) redução da hora para 52mim e 30 segundos.
c) adicional, máximo, de 20% sobre a hora diurna.
d) adicional, mínimo, de 20% sobre a hora diurna.
e) As alternativas “b” e “d” estão corretas.

1.10. Quando um empregado fica exposto a agentes nocivos à saúde e tem atividades
consideradas perigosas, ele tem direito, respectivamente, a:
a) Adicional de insalubridade e de periculosidade, cumulativamente.
b) Adicional de insalubridade.
c) Adicional de periculosidade.
d) Adicional de insalubridade ou de periculosidade, por opção do empregado.
e) n.d.a.

1.11. Um empregado recebe um salário mensal de R$ 3.000,00. O valor dos salários


(já incluso o DSR) nos meses Janeiro, Fevereiro e Março, seriam, respectivamente:
a) R$ 3.000,00; R$ 3.000,00; R$ 3.000,00.
b) R$ 3.100,00; R$ 2.800,00; R$ 3.000,00.
c) R$ 2.800,00; R$ 3.000,00; R$ 3.100,00.
d) R$ 2.800,00; R$ 3.100,00; R$ 3.000,00.
e) R$ 3.100,00; R$ 3.000,00; R$ 2.800,00.

Página 41
1.12. Um empregado, com uma jornada diária de 7h20min., recebe um salário hora
de R$ 20,00. O valor do SALÁRIO e do DSR, do mês de Fevereiro de 2020, seriam,
respectivamente:
a) R$ 3.520,00 e R$ 733,40.
b) R$ 3.696,00 e R$ 586,60.
c) R$ 3.520,00 e R$ 586,60.
d) R$ 586,60 e R$ 3.520,00.
e) R$ 733,40 e R$ 3.520,00.

1.13. Um empregado, com uma jornada diária de 8h48min., recebe um salário hora
de R$ 20,00. O valor do SALÁRIO e do DSR, do mês de Fevereiro de 2020, seriam,
respectivamente:
a) R$ 3.520,00 e R$ 733,40.
b) R$ 3.520,00 e R$ 586,60.
c) R$ 3.666,60 e R$ 586,60.
d) R$ 586,60 e R$ 3.520,00.
e) R$ 733,40 e R$ 3.520,00.

2. Calcule:

2.1. Um empregado, com um salário mensal de R$ 3.520,00, com jornada de


7h20min., que fez 25 horas extras (habituais), teria a seguinte composição de seus
proventos, em Fevereiro de 2020:

Salário
DSR
Horas Extras
Reflexo HE/DSR
Total Proventos

Página 42
2.2. Um empregado, com um salário hora de R$ 18,00, com jornada de 8h48min., que
fez 25 horas extras (habituais), teria a seguinte composição de seus proventos, em Fe-
vereiro de 2020:
Salário
DSR
Horas Extras
Reflexo HE/DSR
Total Proventos

2.3. Um empregado, com um salário hora de R$ 18,00, com jornada de 7h20min.,


com atividade insalubre no grau mínimo, teria a seguinte composição de seus proven-
tos, em Fevereiro de 2020:

Salário
DSR
Adicional de Insalubridade
Total Proventos

Página 43
2.4. Um empregado, com um salário mensal de R$ 3.520,00, com jornada de
8h48min., com atividade perigosa, teria a seguinte composição de seus proventos, em
Fevereiro de 2020:

Salário
DSR
Adicional de Insalubridade
Total Proventos

Página 44
DESCONTOS
Art. 462 da CLT – “Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do
empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou conven-
ção coletiva.”
Veremos em seguida, alguns descontos legais.

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS


A contribuição de cada segurado empregado, filiado ao INSS, que deve ser descontada
pelo empregador na folha de pagamento, é de 8%, 9% e 11%, de acordo com o salário-de-
contribuição determinado pela previdência social.
O INSS incide sobre o salário mais horas extras, adicionais de insalubridade, periculosida-
de e noturno, e outros valores admitidos em lei pela previdência social.
Há um limite máximo (teto) para desconto do INSS. Quando o salário-de-contribuição do
empregado for superior ao limite máximo (teto), só se poderá descontar-lhe do salário o
limite estabelecido.

Notas:
1) Em nosso caso e para efeito de aplicação efetiva em aula, o salário-de-contribuição
será sempre o total de proventos, ou seja: total de proventos = salário-de-contribuição

2) Tabela de contribuição dos segurados empregados, empregados domésticos e traba-


lhador avulso se encontra no final da apostila (“tabelas”).

Exemplo: um empregado, com um salário mensal de R$ 3.000,00, teria a seguinte compo-


sição de seus proventos, em Janeiro de 2020:

PROVENTOS DESCONTOS
Salário INSS
DSR *** *** ***
Total Proventos Total Descontos
Liquido a Receber:

Página 45
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
A Tributação do Imposto de Renda sobre rendimentos do trabalho assalariado incide so-
bre: salários, adicionais e extraordinários, e outros rendimentos admitidos em lei pela Re-
ceita Federal.

1. Base de cálculo: em nosso caso e para efeito de aplicação em aula, a base de cálculo
será assim composta:
Total de Proventos menos as deduções

2. Deduções: a base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda na fonte


é determinada mediante a dedução das seguintes parcelas do rendimento tributável:

a) Pensão Alimentícia: importâncias pagas em dinheiro em face às normas do Direito


de Família, quando em cumprimento de decisão judicial, inclusive a prestação de
alimentos provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura públi-
ca a que se refere o artigo 1.124-A da Lei n° 5.869/1973 - Código de Processo Civil;

b) Contribuições para a Previdência Social da União (INSS), dos Estados, do Distri-


to Federal e dos Municípios.

c) Dependentes: “vide tabela progressiva mensal”

Notas:
1) Tabela Progressiva Mensal se encontra no final da apostila (anexos).
2) Valor e condições de dependência se encontram no final da apostila (“tabelas”).

Exemplo Prático: pagamento de um empregado em Janeiro de 2020, com dois dependen-


tes (para efeito IRRF), pensão alimentícia no valor de R$ 2.000,00 e um total de proventos
de R$ 5.100,00.

2 dependentes a R$ ________ = R$_________ Renda Bruta = R$ _________


INSS – ___% s/ R$ ________ = R$_________ (-) Deduções = R$ _________
Pensão Alimentícia = R$_________ Base de Cálculo = R$ _________
Total Dedução = R$ _________

A base de cálculo é de R$ _________ sobre a qual incide a alíquota de ____,

Portanto temos:

R$ __________ x ____ = R$ ________


(-) Parcela a Deduzir = R$ _________
Imposto de Renda (IRRF) = R$ _________

Página 46
A retenção mensal na Fonte é R$ _________

PROVENTOS DESCONTOS
Salário INSS
DSR *** *** IRRF
Total Proventos Total Descontos
Liquido a Receber:

Página 47
EXERCICIO DE FIXAÇÃO DE CONCEITOS

Calcular o INSS e IRRF a ser descontado dos funcionários abaixo relacionados, considerando que, apenas, os funcionários 1, 5, 10 e 15
possuem 1 (um) dependente com idade entre 15 a 18 anos, os demais não.
VALOR HORAS EXTRAS TOTAL DESCONTO INSS DESCONTO IRRF LÍQUIDO A
FUNC SALÁRIO Nº ADICIONAL VALOR PROVENTOS SAL. CONTR. ALIQ % VALOR BASE CALC ALIQ % VALOR RECEBER
1 R$1.950,00 20 50%
2 R$2.354,00 20 50%
3 R$3.580,00 25 50%
4 R$1.700,00 25 50%
5 R$6.400,00 15 50%
6 R$11.000,00 30 70%
7 R$4.670,00 12 70%
8 R$2.390,00 30 70%
9 R$2.800,00 30 70%
10 R$5.000,00 10 70%
11 R$2.065,00 15 100%
12 R$3.720,00 25 100%
13 R$7.000,00 25 100%
14 R$3.150,00 20 100%
15 R$6.300,00 20 100%

Página 48
ADIANTAMENTO
A legislação trabalhista não impõe a obrigatoriedade do empregador conceder adiantamen-
to salarial aos empregados. Entretanto, convenção coletiva de trabalho (CCT) ou acordo
coletivo de trabalho poderá determinar a obrigatoriedade de pagamento de adiantamento
salarial. Em que pese não haver obrigação legal de fornecer adiantamento, este poderá ser
pago por mera liberalidade do empregador.

Exemplo: um empregado, com um salário mensal de R$ 2.000,00, que tirou um “vale” no


dia 20.01 no valor de R$ 600,00, teria a seguinte composição de seus proventos, em Janei-
ro de 2020:
PROVENTOS DESCONTOS
Salário INSS
DSR *** *** Adiantamento

Total Proventos Total Descontos


Liquido a Receber:

FALTAS E ATRASOS
Quando o empregado, sem motivo justificado, faltar ou chegar atrasado ao trabalho, o em-
pregador poderá descontar-lhe do salário quantia correspondente à falta; poderá descontar
inclusive o descanso semanal remunerado (DSR), quando empregado não cumprir inte-
gralmente seu horário de trabalho semanal.

Exemplo: um empregado, com um salário mensal de R$ 1.500,00, tendo uma falta injusti-
ficada, no dia 10, teria a seguinte composição de seus proventos, em Janeiro de 2020:
PROVENTOS DESCONTOS
Salário INSS
DSR *** *** Falta (dia 10)
*** *** *** DSR
Total Proventos Total Descontos
Liquido a Receber:

VALE-TRANSPORTE
O Vale-Transporte (Lei 7418/85 e alterações posteriores) constitui benefício que o empre-
gador antecipará ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento resi-
dência/trabalho/residência.
Entende-se como deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do benefi-
ciário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de trabalho.

1. Utilização: é utilizável em todas as formas de transporte coletivo público urbano ou,


ainda, intermunicipal e interestadual com características semelhantes ao urbano, operado
diretamente pelo poder público ou mediante delegação, em linhas regulares e com tarifas
fixadas pela autoridade competente.

Página 49
2. Beneficiários: trabalhadores em geral.

3. Desobrigação: o empregador que proporcionar, por meios próprios ou contratados, em


veículos adequados ao transporte coletivo, o deslocamento, residência/trabalho/residência,
de seus trabalhadores, está desobrigado do Vale-Transporte.

4. Não cobertura de todo o trajeto: o empregador que fornece ao beneficiário transporte


próprio ou fretado que não cubra integralmente todo o trajeto deverá fornecer Vale-
Transporte para os segmentos da viagem que não foram abrangidos pelo transporte forne-
cido.

5. Requisitos para o exercício do direito de receber: o empregado deverá informar ao


empregador, por escrito:
 Seu endereço residencial;
 Os serviços e meios de transporte mais adequados ao eu deslocamento residên-
cia/trabalho/residência.
 Número de vezes utilizados no dia para o deslocamento da residência para o traba-
lho e vice-versa.

6. Custeio:
 Pelo beneficiário: parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário básico,
excluídos quaisquer adicionais e vantagens.
 Pelo empregador: no que exceder à parcela referida no item anterior.

Exemplo 1: um empregado, com um salário mensal de R$ 1.500,00, que recebeu de vale-


transporte a quantia de R$ 80,00, teria a seguinte composição de seus proventos, em Janei-
ro de 2020:

PROVENTOS DESCONTOS
Salário INSS
DSR *** *** Vale Transporte

Total Proventos Total Descontos


Liquido a Receber:

Exemplo 2: um empregado, com um salário mensal de R$ 1.500,00, que recebeu de vale-


transporte a quantia de R$ 120,00, teria a seguinte composição de seus proventos, em Ja-
neiro de 2020:
PROVENTOS DESCONTOS
Salário INSS
DSR *** *** Vale Transporte

Total Proventos Total Descontos


Liquido a Receber:

Página 50
OUTROS DIREITOS DO TRABALHADOR

FÉRIAS
1. Período aquisitivo: após cada período de doze (12) meses de vigência do contrato de
trabalho, o empregado terá direito ao gozo de um período de férias, sem prejuízo da remu-
neração, na seguinte proporção (Art. 130, incisos I a IV, da CLT):
 Trinta dias corridos, quando não houve faltado ao serviço mais de cinco vezes;
 Vinte e quatro dias corridos, quando houver tido de seis a quatorze faltas;
 Dezoito dias corridos, quando houver tido de quinze a vinte e três faltas;
 Doze dias corridos, quando houve tido de vinte e quatro a trinta e duas faltas.

2. Período Concessivo (ou de gozo): A legislação dá ao empregador o direito de marcar a


época da concessão das férias aos seus empregados, mas dentro do limite de doze (12) me-
ses subsequentes ao período aquisitivo, sob pena de pagá-las em dobro.

Exemplo:
PERIODO AQUISITIVO PERIODO CONCESSIVO (GOZO)
01.01.20X1 a 31.12.X1 01.01.20X2 a 31.12.20X2
01.01.20X2 a 31.12.X2 01.01.20X3 a 31.12.20X3

Notas:
- O empregado estudante, menor de 18 anos, terá o direito a fazer coincidir suas férias
com as férias escolares.
- Os membros de uma família que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa te-
rão direito a gozar férias no mesmo período, se assim o desejarem e se disso não resultar
prejuízo para o serviço.

Reforma Trabalhista (Lei 13.467 de 13.07, em vigor a partir de 11/11/17)


- Desde que haja concordância do empregado, as férias poderão ser fracionadas em até
três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a quatorze dias corridos e os
demais não poderão ser inferiores a cinco dias corridos, cada um.
- As férias não podem começar nos dois dias anteriores de um feriado ou do dia do
DSR/RSR

3. Terço Constitucional: de acordo com o disposto no inciso XVII do artigo 7º da CF/88,


ficou instituído o pagamento de um terço a mais do que o salário normal, por ocasião do
gozo de férias anuais remuneradas.

Exemplo Cálculo:
Um empregado ganha R$ 1.200,00 por mês. Férias de 01 a 30.06:
Valor a receber em 30.05 (R$ 1.200,00 + R$ 400,00) = R$ 1.600,00

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4. Pagamento da remuneração de férias: deve ser efetuado até dois dias antes do início
do respectivo período.

5. Comunicação ao empregado: a concessão das férias deverá ser comunicada ao empre-


gado, por escrito, com antecedência mínima de trinta (30) dias, mediante "aviso de férias"
em duas (2) vias, mencionando o período aquisitivo a que se referem e os dias em que se-
rão gozadas, dando ao empregado ciência.

6. Perda de Direito: não terá direito a férias o empregado que, no curso do período aquisi-
tivo (Art. 133, incisos I a IV, da CLT):
 Deixar o emprego e não for readmitido dentro dos sessenta (60) dias subsequentes à
sua saída;
 Permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de trinta (30)
dias;
 Deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de trinta (30) dias em virtu-
de de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa; e
 Tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de au-
xílio-doença por mais de seis (6) meses, embora descontínuos.

7. Férias Proporcionais: são calculadas na base de 1/12 por mês de serviço ou fração su-
perior a quatorze (14) dias.

Exemplo Prático: Férias Normais de 30 dias (mensalista)

Empresa: São Bento Campeão Ltda.


Empregada: Rosana Rodrigues
CTPS nº 062.691 – 00034 – SP
Período Aquisitivo: 01.02.2018 a 31.01.2019
Período de gozo de férias: 01.03.2019 a 30.03.2019
Remuneração: R$ 5.760,00
Teve cinco faltas não abonadas (descontadas) no período aquisitivo
Não tem dependentes
Incidência de INSS E IRRF sobre o valor total das férias

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8. Abono Pecuniário: todo empregado que quiser poderá converter 1/3 (um terço) do pe-
ríodo de férias a que tiver direito em abono pecuniário, no valor da remuneração de férias,
já acrescida de um terço (1/3). Para isso é necessário que o empregado requeira tal abono
até quinze (15) dias antes do término do período aquisitivo. O pagamento do abono pecu-
niário das férias será efetuado até dois dias antes do início do respectivo período

Há controvérsia de entendimento sobre o abono pecuniário mais 1/3 do salário nor-


mal. Fica, pois, a critérios de cada empregador solicitar ao departamento jurídico de
sua organização a apreciação da matéria.

Daremos como exemplo um dos entendimentos, que em tese, seria correto.

Exemplo:
Um empregado ganha R$ 1.200,00 por mês. Férias de 01 a 30.03
Gozo de Férias: de 01 a 20.03
Abono Pecuniário: de 21 a 30.03

Cálculo:
Férias de 20 dias (de 01 a 20.03)
(+) 1/3 da remuneração (Art. 7º da CF)
Remuneração de Férias

Abono Pecuniário de 10 dias (de 21 a 30.03)


(+) 1/3 da remuneração (Art. 7º da CF)
Remuneração do Abono Pecuniário

PAGAMENTO ATÉ O DIA 27.02


20 dias do período de gozo de férias de 01 a 20.03
1/3 do período
10 dias de Abono pecuniário de férias (de 21 a 30.03)
1/3 do período
Total a ser pago até o dia 27.02

PAGAMENTO NO DIA 05.04


Saldo de salário de 10 dias via folha de pagamento (de 21 a 30.03)

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13º SALÁRIO – GRATIFICAÇÃO NATALINA

1. Previsão legal: Lei 4090/62 (alterada pela Lei 4749/65) e art. 7º, inciso VIII, da CF/88.

2. Valor: correspondente a 1/12 (um doze avos) da remuneração por mês, ou fração supe-
rior a quatorze dias, trabalhado. Ou seja, consiste no pagamento de um salário extra ao tra-
balhador no final de cada ano.

3. Cálculo: divide-se o salário integral do trabalhador por doze e multiplica-se o resultado


pelo número de meses trabalhados, durante o ano (de 01 de Janeiro a 31 de Dezembro).

4. Férias: se o trabalhador desejar, ele pode receber a primeira parcela por ocasião de su-
as férias, mas, neste caso, ele deve solicitar por escrito ao empregador no mês de janeiro
do respectivo ano.

5. Pagamento: deve ser paga pelo empregador em duas parcelas:


 1ª. parcela (50% do salário): entre o dia 1º de fevereiro até o dia 30 de novembro.
 2ª. parcela: deve ser paga até o dia 20 de dezembro, tendo como base de cálculo o
salário de dezembro menos o valor adiantado na primeira parcela.

Exemplo:
Salário de um mensalista em Novembro é de R$ 1.000,00.
1ª. Parcela (até 30.11): (R$ 1.000,00 / 2) = R$ 500,00

Em dezembro o salário aumenta para R$ 1.200,00.


2ª. parcela (até 20.12): (R$ 1.200,00 – R$ 500,00) = R$ 700,00

Exemplo Prático 1: 13º Salário do ano de 2016 (mensalista)


Empresa: São Bento Campeão Ltda.
Empregada: Rosana Rodrigues
Data de admissão: 01.06.2016
Remuneração: R$ 5.760,00
Dois dependentes para efeito de retenção do IRRF

1ª PARCELA
Valor a ser pago até 30.11.16 R$

2ª PARCELA
13º Salário de 2016 R$
(-) INSS (R$ )
(-) IRRF (R$ )
(-) 1ª. Parcela (R$ )
Valor a ser pago até 20.12.2016 R$

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Exemplo Prático 2: 13º Salário do ano de 2017 (mensalista)
Empresa: São Bento Campeão Ltda.
Empregada: Rosana Rodrigues
Data de admissão: 01.06.2016
Remuneração: R$ 6.420,00
Três dependentes para efeito de retenção do IRRF

1ª PARCELA
Valor a ser pago até 30.11.17 R$

2ª PARCELA
13º Salário de 2017 R$
(-) INSS (R$ )
(-) IRRF (R$ )
(-) 1ª. Parcela (R$ )
Valor a ser pago até 20.12.2017 R$

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FGTS

1. Previsão legal: O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, foi instituído pe-
la Lei 5.107/1966, sendo regido pela Lei 8.036/1990 e alterações posteriores.

2. Valor: todos os empregadores ficam obrigados a depositar, em conta bancária vincula-


da, a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou devida (total dos proven-
tos), no mês anterior, a cada trabalhador.
Exemplo:
Salário de um mensalista em Novembro é de R$ 1.000,00.
FGTS (R$ 1.000,00 x 8%) = R$ 80,00

3. Vencimento: os depósitos do FGTS devem ser efetuados mensalmente até o dia 7 (sete)
do mês subsequente ao de sua competência.

4. Obrigação: FGTS não é descontado do salário, é obrigação do empregador.

5. Conectividade Social: Conectividade Social é um canal eletrônico de relacionamento,


utilizado para troca de informações entre a CAIXA e as empresas, escritórios de contabili-
dade, sindicatos, prefeituras e outros entes. É moderno, ágil, seguro e facilmente adaptável
ao ambiente de trabalho. O canal dispõe de diversas funcionalidades para os usuários, co-
mo a transmissão do arquivo do Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informa-
ções à Previdência Social - SEFIP, envio das informações relativas ao CAIXA
PIS/Empresa, encaminhamento do arquivo da Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS
- GRRF, obtenção de extrato da conta vinculada aos trabalhadores, entre muitos outros.

 A quem se destina: às empresas, escritórios de contabilidade etc.

 Benefícios:
- Simplifica o processo de recolhimento do FGTS;
- Reduz custos operacionais;
- Disponibiliza um canal direto de comunicação com a CAIXA;
- Aumenta a comodidade, segurança e o sigilo das transações com o FGTS;
- Reduz a ocorrência de inconsistências e a necessidade de regularizações futuras;
- Aumenta a proteção da empresa contra irregularidades;
- Facilita o cumprimento das obrigações da empresa relativas ao FGTS e INSS.

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AVISO PRÉVIO
Qualquer das partes (empregado ou empregador) que, sem justo motivo, quiser rescindir o
contrato deverá avisar a outra com antecedência mínima de 30 dias; sendo de iniciativa do
empregador serão acrescido 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa
até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de 90 dias (art. 487 da CLT).

Tempo de Serviço na mesma empresa Aviso Prévio


Menos de 01 ano 30 dias
01 ano completo 33 dias
02 anos completos 36 dias
03 anos completos 39 dias
04 anos completos 42 dias
05 anos completos 45 dias
06 anos completos 48 dias
07 anos completos 51 dias
08 anos completos 54 dias
09 anos completos 57 dias
10 anos completos 60 dias
11 anos completos 63 dias
12 anos completos 66 dias
13 anos completos 69 dias
14 anos completos 72 dias
15 anos completos 75 dias
16 anos completos 78 dias
17 anos completos 81 dias
18 anos completos 84 dias
19 anos completos 87 dias
20 anos completos ou mais 90 dias
Nota Técnica 184/12 do MTE

Aplicações: o aviso prévio, regra geral, é exigido nas rescisões sem justa causa dos contra-
tos de trabalho por prazo indeterminado ou pedidos de demissão. Exige-se também o aviso
prévio, nos contratos de trabalho por prazo determinado que contenham cláusula assecu-
ratória do direito recíproco de rescisão antecipada.

Aviso Prévio Trabalhado: quando o funcionário é dispensado com aviso prévio, ele tem
direito a escolher entre duas opções: reduzir duas horas de sua jornada diária ou faltar sete
dias corridos mantendo o salário integral (art. 488, da CLT). “O objetivo da lei é que ele
possa procurar novo emprego, fazer entrevistas etc. Por isso, esse direito não existe quan-
do é ele quem pediu demissão, pois, aí, imagina-se que já tenha para onde ir, pois a inicia-
tiva do rompimento foi do trabalhador”.

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Aviso Prévio indenizado: Considera-se aviso prévio indenizado quando o empregador
determina o desligamento imediato do empregado e efetua o pagamento da parcela relativa
ao respectivo período. Considera-se também aviso prévio indenizado quando o empregado
se desliga de imediato e o empregador efetua o desconto do valor respectivo em rescisão
de contrato.

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PRATICA 4

1. Assinale a alternativa mais correta:

1.1. Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários dos empregados,
salvo quando:
a) desejar, desde que o empregado dê motivo.
b) resultar de adiantamento.
c) resultar de dispositivos legais ou de convenção coletiva.
d) resultar de autorização escrita do empregado.
e) As alternativas “b”, “c” e “d” estão corretas.

1.2. A contribuição de cada empregado ao INSS tem como base de cálculo:


a) Salário-de-contribuição.
b) Salário.
c) Hora extra.
d) Vale-transporte.
e) n.d.a.

1.3. O salário-de-contribuição é constituído de salário, mais horas extras, adicionais e


outros valores admitidos em lei pela previdência social. Para efeito de nossa aula e
para simplificar, o salário-de-contribuição será sempre:
a) Somente o salário.
b) Somente adicionais.
c) O total de proventos.
d) O IRRF.
e) O Vale-transporte.

1.4. Tem direito ao salário-família o empregado que tem filho (ou equiparado) com
até 14 anos de idade e:
a) Cumpre as condições impostas pela legislação previdenciária.
b) Tem salário-de-contribuição (total de proventos) acima de R$ 1.425,56.
c) Tem salário-de-contribuição (total de proventos) até R$ 1.425,56.
d) É isento do IRRF.
e) As alternativas “a” e “c” estão corretas.

1.5. A base de cálculo do IRRF, para efeito de nossa aula, é:


a) Somente o salário.
b) Somente a hora extra.
c) Total dos proventos menos as deduções.
d) Pensão alimentícia.
e) n.d.a.

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1.6. Para efeito de folha de pagamento e de se calcular a base de cálculo do IRRF, é
permitido utilizar como dedução:
a) Pensão alimentícia, dependentes e previdência social.
b) Pensão alimentícia, despesas médicas e previdência social.
c) Contribuição sindical, dependentes e previdência social.
d) Vale-transporte, contribuição sindical e despesas médicas.
e) Adiantamento, dependentes e previdência social.

1.7. Um empregado no mês de Abril de 2020 faltou injustificadamente nos dias 3, 11,
12, e 18. A empresa poderá descontar do salário desse empregado:
a) Quatro (4) dias.
b) Cinco (5) dias.
c) Seis (6) dias.
d) Oito (8) dias.
e) Dez (10) dias.

1.8. Um empregado foi admitido no dia 14.02.2018. Os períodos aquisitivo e concessi-


vo das férias seriam, respectivamente:
a) De 14.02.2018 a 14.02.2019 e de 15.02.2019 a 15.02.2020.
b) De 01.02.2018 a 31.01.2018 e de 01.02.2019 a 31.01.2020.
c) De 01.01.2018 a 31.12.2018 e de 01.01.2019 a 31.12.2019.
d) De 14.02.2018 a 13.02.2019 e de 14.02.2019 a 13.02.2020.

1.9. Os prazos a serem cumpridos pelo empregador com relação à “comunicação” e o


“pagamento” das férias são os seguintes, respectivamente:
a) no mínimo: dois dias e trinta dias antes.
b) no máximo: dois dias e trinta dias antes.
c) no mínimo: trinta dias e dois dias antes.
d) no máximo: trinta dias e dois dias antes.
e) n.d.a.

1.10. Um empregado durante o período aquisitivo de férias teve trinta e três (33) fal-
tas descontadas. Esse empregado:
a) Tem direito a trinta (30) dias de férias.
b) Tem direito a vinte e quatro (24) dias de férias.
c) Tem direito a dezoito (18) dias de férias.
d) Tem direito a doze (12) dias de férias.
e) Não tem direito ás férias.

1.11. Um empregado foi admitido no dia 19.10.2018. Nesse caso o décimo terceiro sa-
lário do ano de 2018 seria proporcional a:
a) 1/12 (um doze avos).
b) 2/12 (dois doze avos).
c) 3/12 (três doze avos).
d) Integral.
e) n.d.a.

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1.12. Caso um empregado deseje receber a primeira parcela do décimo terceiro salá-
rio por ocasião de suas férias, deve:
a) Solicitar por escrito ao empregador.
b) Solicitar ao empregador o mês de janeiro do respectivo ano.
c) Solicitar por escrito ao empregador a qualquer tempo.
d) Solicitar por escrito ao empregador no mês de janeiro do respectivo ano.
e) n.d.a.

1.13. O FGTS é uma obrigação do empregador que consiste em depositar em conta


vinculada do empregado um percentual que incide sobre o total de proventos. Esse
percentual é de:
a) 8,5% (oito e meio por cento).
b) 9% (nove por cento).
c) 11% (onze por cento).
d) 10% (dez por cento).
e) 8% (oito por cento).

1.14. O aviso prévio ao empregado é proporcional ao tempo de serviço, sendo, nos


termos legais, no mínimo de:
a) 10 dias.
b) 15 dias.
c) 25 dias.
d) 30 dias.
e) 60 dias.

1.15. João foi dispensado, em Fevereiro de 2020, sem justa causa da empresa em que
trabalhava desde 1999. No caso de João, seu aviso prévio deverá ser de:
a) trinta dias na mesma empresa, uma vez que o seu contrato de trabalho data de 1999.
b) trinta dias acrescidos de três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa.
c) sessenta dias acrescido de três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até
o máximo de noventa dias.
d) trinta dias acrescido de três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o
máximo de sessenta dias, podendo perfazer o máximo de noventa dias.
e) sessenta dias acrescido de três dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até
o máximo de trinta dias.

1.16. Em Fevereiro de 2019, Artêmis e Hera, empregadas da empresa XX, receberam


aviso prévio de rescisão injustificada de contrato individual de trabalho por prazo
indeterminado. Considerando que Artêmis possuía três anos de serviço na empresa
XX e Hera dez anos, elas terão direito ao Aviso Prévio de:
a) 30 dias.
b) 45 dias.
c) 33 dias e 51 dias, respectivamente.
d) 36 dias e 57 dias, respectivamente.
e) 39 dias e 60 dias, respectivamente.

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1.17. Quando o empregado rescindir o contrato de trabalho por prazo indeterminado
por sua iniciativa:
a) deverá conceder aviso prévio ao empregador, sob pena de ser descontado o período cor-
respondente de seu salário.
b) deverá conceder o aviso prévio ao empregador, porém terá o direito de ter a sua jornada
diária de trabalho reduzida em duas horas, sem prejuízo do salário integral.
c) deverá conceder o aviso prévio ao empregador e pagar indenização de um salário pelos
prejuízos eventualmente sofridos com a rescisão do contrato de trabalho.
d) poderá exigir o pagamento indenizado do aviso prévio, pelo princípio da proteção do
empregado.
c) não deverá conceder aviso prévio ao empregador, pois este é direito exclusivo do em-
pregado despedido sem justa causa.

1.18. Após treze meses de contrato de trabalho, Bruna recebeu aviso prévio de sua
empregadora comunicando que o seu contrato seria extinto sem justa causa. Ao re-
ceber o aviso, Bruna ficou com dúvidas a respeito de seu horário de trabalho durante
este período. Assim, dirigiu-se ao departamento de recursos humanos de sua empre-
gadora, que respondeu que ela:
a) poderia optar em ter seu horário de trabalho reduzido em duas horas diárias ou faltar ao
serviço um dia por semana trabalhada.
b) deveria cumprir normalmente seu horário de trabalho, sem qualquer redução de sua car-
ga horária.
c) poderia optar em ter seu horário de trabalho reduzido em duas horas diárias ou faltar ao
serviço por sete dias corridos.
d) teria obrigatoriamente seu horário de trabalho reduzido em uma hora diária.
e) teria obrigatoriamente seu horário de trabalho reduzido em duas horas diárias.

1.19. Pedro celebrou contrato de experiência por 60 dias com uma empresa de cons-
trução civil, findos os quais lhe foi proposta, e aceita, a prorrogação desse período
por mais 30 dias. Nessa situação, atingido o termo final previsto e optando a empresa
pela rescisão do contrato, não será devido o pagamento do aviso prévio.
( ) Certo
( ) Errado

1.20. O aviso prévio será de trinta dias, independentemente do lapso de tempo em


que tenha perdurado o contrato de trabalho.
( ) Certo
( ) Errado

2. Resolva e assinale a alternativa mais correta:

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2.1. Um empregado teve em determinado mês o salário-de-contribuição (total de pro-
ventos) no valor de R$ 7.000,00. Utilizando a tabela de contribuição para o ano de
2020 do INSS, o valor a ser descontado na folha de pagamento pelo empregador, é
de:

a) R$ 480,00.
b) R$ 540,00.
c) R$ 660,00.
d) R$ 713,10.
e) R$ 621,04.

2.2. Um empregado teve em determinado mês o salário-de-contribuição (total de pro-


ventos) no valor de R$ 2.500,00. Utilizando a tabela de contribuição para o ano de
2020 do INSS, o valor a ser descontado na folha de pagamento pelo empregador, é
de:
a) R$ 200,00.
b) R$ 225,00.
c) R$ 275,00.
d) R$ 205,00.
e) R$ 250,00.

2.3. Um empregado teve em determinado mês do ano de 2020 o salário-de-


contribuição (total de proventos) no valor de R$ 1.200,00. Tem dois filhos menores de
quatorze (14) anos e cumpriu todas as exigências para efeito do salário-família. Nesse
caso o valor a ser recebido de salário-família é de:
a) R$ 65,60.
b) R$ 46,54.
c) R$ 32,80.
d) R$ 97,24.
e) não tem direito.

2.4. Caso o empregado acima tivesse o salário-de-contribuição (total de proventos) no


valor de R$ 900,00, o valor a ser recebido de salário-família seria de:
a) R$ 65,60.
b) R$ 48,62.
c) R$ 32,80.
d) R$ 93,08.
e) não tem direito.

2.5. Um empregado no mês de Abril de 2020 faltou no dia 20. Considerando que esse
empregado tem uma jornada diária de 7h20min e ganha por hora R$ 10,00, o valor a
ser descontado na folha de pagamento seria de:
a) R$ 72,00.
b) R$ 216,00.

Página 64
c) R$ 73,30.
d) R$ 153,30.
e) R$ 220,00.

2.6. Um empregado recebeu da empresa no início do mês vale-transporte no valor de


R$ 120,00. Considerando que esse empregado ganha R$ 1.500,00 por mês e fez R$
100,00 de horas extras, o valor a ser descontado na folha de pagamento seria de:
a) R$ 120,00.
b) R$ 90,00.
c) R$ 144,00.
d) R$ 80,00.
e) n.d.a.

2.7. Um empregado recebeu da empresa no início do mês vale-transporte no valor de


R$ 80,00. Considerando que esse empregado ganha R$ 1.500,00 por mês e tem mais
R$ 300,00 de adicional noturno, o valor a ser descontado na folha de pagamento seria
de:
a) R$ 120,00.
b) R$ 90,00.
c) R$ 144,00.
d) R$ 80,00.
e) n.d.a.

2.8. Um empregado ganha R$ 2.100,00 por mês. Com base nesse salário, o valor de
suas férias de 30 dias (desconsiderando os descontos legais) seria:
a) R$ 2.100,00.
b) R$ 2.800,00.
c) R$ 3.150,00.
d) R$ 2.500,00.
e) n.d.a.

2.9. Um empregado que ganha R$ 3.300,00 por mês, converteu dez (10) de suas férias
em abono pecuniário. Com base nessas informações o valor total das férias, do abono
pecuniário e do saldo de salários seriam (desconsiderando os descontos legais), res-
pectivamente:
a) R$ 2.200,00, R$ 1.100,00 e R$ 1.100,00.
b) R$ 1.466,66, R$ 2.933,33 e R$ 1.466,66.
c) R$ 1.100,00, R$ 2.200,00 e R$ 1.100,00.
d) R$ 4.400,00; R$ 1.466,66 e R$ 1.466,66.
e) R$ 2.933,33, R$ 1.466,66 e R$ 1.100,00.

2.10. Um empregado, ganha R$ 1.200,00 por mês e foi admitido no dia 16.10.2018.
Com essas informações o valor a ser pago de décimo terceiro salário (desconsideran-
do os descontos legais), em 2018, foi de:
a) R$ 100,00.
b) R$ 200,00.

Página 65
c) R$ 300,00.
d) R$ 1.200,00.
e) n.d.a.

2.11. O empregado acima deve receber a sua gratificação natalina em duas parcelas.
O valor da 1ª. e da 2ª. parcela (desconsiderando os descontos legais), seria respecti-
vamente:
a) R$ 50,00 e R$ 50,00.
b) R$ 100,00 e R$ 100,00.
c) R$ 150,00 e R$ 150,00.
d) R$ 600,00 e R$ 600,00.
e) n.d.a.

3. Resolva e complete:

3.1. Um empregado ganha R$ 4.950,00 por mês e fez R$ 750,00 de horas extras. Tem
dois filhos menores de quatorze anos e paga R$ 500,00 de pensão alimentícia. Com
essas informações e considerando ser o mês de Janeiro de 2020, calcule:

INSS R$

IRRF R$

FGTS R$

SALÁRIO-FAMÍLIA R$

3.2. Com os seguintes dados do mês de Janeiro de 2020:


SALÁRIO R$ 798,00
DSR/RSR R$ 200,00
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE R$ 95,00

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ADICIONAL NOTURNO R$ 209,00
HORAS EXTRAS R$ 162,00
REFLEXO H.E./DSR R$ 30,00
VALE-TRANSPORTE R$ 75,00
DEPENDENTES 3 FILHOS MENORES 14 ANOS

Calcule

INSS R$

IRRF R$

VALE-TRANSPORTE R$

FGTS R$

SALÁRIO-FAMÍLIA R$

3.3. Com os dados abaixo calcule o 13º Salário dos anos 2019 e 2020:

2019
Empresa: São Bento na Série B S.A.
Empregado: Eduardo Cunha
Data de admissão: 20.10.19
Remuneração: R$ 4.950,00
Dois dependentes para efeito de retenção do IRRF

1ª PARCELA
Valor a ser pago até 30.11.19 R$

2ª PARCELA
13º Salário de 2019 R$
(-) INSS (R$ )
(-) IRRF (R$ )
(-) 1ª. Parcela (R$ )
Valor a ser pago até 20.12.2016 R$

2020
Empresa: São Bento na Série B S.A.
Empregado: Eduardo Cunha
Data de admissão: 20.10.16
Remuneração: R$ 5.150,00
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Dois dependentes para efeito de retenção do IRRF

1ª PARCELA
Valor a ser pago até 30.11.19 R$

2ª PARCELA
13º Salário de 2019 R$
(-) INSS (R$ )
(-) IRRF (R$ )
(-) 1ª. Parcela (R$ )
Valor a ser pago até 20.12.2017 R$

3.4. Com os dados abaixo calcule as férias, elaborando o demonstrativo:


Empresa: São Bento na Série A S.A.
Empregado: Michael Temer
CTPS nº 000.171 – 00043 – SP
Período Aquisitivo: 01.02.2018 a 31.01.2019
Período de gozo de férias: 01.04.2019 a 30.04.2019
Remuneração: R$ 6.025,00
Teve três faltas não abonadas (descontadas) no período aquisitivo
Dois dependentes para efeito retenção do IRRF.

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DESENVOLVIMENTO

A) Calcule e Elabore a Folha de Pagamento – Mês: Maio de 2020

1) Empregado A 2) Empregado B
Salário Mensal: R$ 998,00 Salário/Hora: R$ 15,00
Jornada diurna: 7h20m Jornada diurna: 7h20m
Dependentes: dois filhos menores de 14 Dependentes: cônjuge
anos. Vale Transporte: R$ 120,00
Vale-transporte: R$ 50,00

3) Empregado C 4) Empregado D
Salário/Hora: R$ 8,80 Salário Mensal: R$ 3.500,00
Jornada diurna: 8h48m Insalubridade: grau médio
Dependentes: três filhos menores de 14 Jornada noturna: 8h48m
anos e cônjuge. Dependentes: um filho menor de 14 anos.
Vale-transporte: R$ 100,00 Vale transporte: R$ 250,00

5) Empregado E 6) Empregado F
Salário/Hora: R$ 5,00 Salário Mensal: R$ 4.400,00
Periculosidade Jornada diurna: 8h48m
Jornada noturna: 7h20m Horas Extras diurnas habituais: 32 horas
Dependentes: um filho menor de 14 anos Dependentes: cônjuge

7) Empregado G 8) Empregado H
Salário Mensal: R$ 7.480,00 Salário/Hora: R$ 25,00
Jornada noturna: 8h48m Jornada diurna: 7h20m
Horas extras diurnas habituais: 25 horas Dependentes: dois filhos menores de ida-
Dependentes: cônjuge de, um filho com 23 anos cursando curso
técnico e cônjuge.

9) Empregado I 10) Empregado J


Salário Mensal: R$ 1.000,00 Salário/Hora: R$ 40,00
Jornada diurna: 7h20m Jornada noturna: 8h48m
Falta: dias 08 e 09 Faltas: dias 03 e 30
Horas Extras diurnas habituais: 35h20m Dependentes: cônjuge
Dependentes: cinco filhos menores de 14 Pensão Alimentícia: R$ 2.600,00
anos Vale Transporte: R$ 350,00
Vale-transporte: R$ 35,00

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PROVENTOS
Nº NOME
ORDEM ADICIONAL ADICIONAL ADICIONAL HORAS REFLEXO
SALARIO DSR INSALUBRIDADE PERICULOSIDADE NOTURNO EXTRAS HE/DSR FALTAS TOTAL

TOTAIS

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Nº DESCONTOS
SALARIO LIQUIDO A
NOME PENSÃO VALE LIQUIDO FAMILIA PAGAR FGTS
ORDEM
INSS ALIMENTICIA IRRF TRANSPORTE TOTAL

TOTAIS

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COTA PATRONAL (INSS, SAT E TERCEIROS)


INSS RAT TERCEIROS
20% 1%, 2% ou 3% 5,8%
Para as empre- O Risco de Acidente do Trabalho (RAT) é o seguro obrigatório, instituído por lei, mediante uma Salário /educação = 2,5%
sas não optantes contribuição a cargo exclusivo da empresa, sobre a folha de pagamento, que se destina à cober- Senac/Sesc = 1,5%
do Simples tura de eventos resultantes de acidente do trabalho. A alíquota aplicada sobre o valor da Folha Senai/Sesi = 1,0%
Nacional de Pagamento para a cobertura deste seguro pode ser: Sebrae = 0,6%
- 1% para a empresa em cuja atividade o risco de acidente do trabalho seja considerado leve; Incra = 0,2%
- 2% para a empresa em cuja atividade o risco de acidente do trabalho seja considerado médio; Total = 5,8%
- 3% para a empresa em cuja atividade o risco de acidente do trabalho seja considerado grave.
A partir de janeiro/2010 entrou em vigor o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).
O Fator Acidentário Prevenção (FAP) consiste em um multiplicador variável num intervalo
0,5000 a 2,0000, aplicado com quatro casas decimais, a ser aplicado sobre a alíquota RAT de
1%, 2% ou 3%.
Neste sentido, as alíquotas do RAT poderão ser reduzidas em até 50% ou majoradas em até
100% em razão do desempenho da empresa em relação à sua respectiva atividade, aferida pelo
FAP.
Não há tabela divulgada do FAP, dessa forma, cada empresa deve acessar o sítio da Previdência
Social e verificar qual a sua alíquota de majoração.

TABELA DE CONVERSÃO
MINUTOS PARA DECIMAIS E
DECIMAIS PARA MINUTOS
MIN DEC MIN DEC MIN DEC
1 2 21 35 41 68
2 3 22 37 42 70
3 5 23 38 43 72
4 7 24 40 44 73
5 8 25 42 45 75
6 10 26 43 46 77
7 12 27 45 47 78
8 13 28 47 48 80
9 15 29 48 49 82
10 17 30 50 50 83
11 18 31 52 51 85
12 20 32 53 52 87
13 22 33 55 53 88
14 23 34 57 54 90
15 25 35 58 55 92
16 27 36 60 56 93
17 28 37 62 57 95
18 30 38 63 58 97
19 32 39 65 59 98
20 33 40 67

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TABELA (PARCIAL) DE INCIDENCIAS


REVISTA E ATUALIZADA EM 06/2018

DESCRIÇÃO DAS VERBAS INSS FGTS IRRF


13º Salário - 1º Parcela (Artigo nº 15 da Lei nº 8036 de 1990) NÃO SIM NÃO
13º Salário – 2º Parcela (Artigo nº 15 da Lei nº 8036 de 1990) SIM SIM SIM
Abonos em geral pelo trabalho (Artigo nº 457, § 2º, da CLT, Art. nº 28, § 9º, letra “z”, da Lei nº 8.212/91) NÂO NÃO NÃO
Adicional de Insalubridade (Artigo nº 457, § 1º, da CLT) SIM SIM SIM
Adicional de Periculosidade (Artigo nº 457, § 1º, da CLT) SIM SIM SIM
Adicional noturno (Súmula nº 60 da Jurisprudência do TST) SIM SIM SIM
Adicional por tempo de serviço (Súmula nº 63 da Jurisprudência do TST) SIM SIM SIM
Adicional de transferência (Súmula nº 63 da Jurisprudência do TST) SIM SIM SIM
Afastamento doença ou acidente Trabalho - 15 primeiros dias (Art .75, Lei 3048/99) SIM SIM SIM
Afastamento militar (Artigo nº 15, § 5º, da Lei nº 8036 de 1990) NÃO SIM NÃO
Aviso-prévio indenizado todo (Art. nº 39, XX, Decreto 3000/99, Solução de consulta COSIT nº 249/2017) NÃO SIM NÃO
Aviso-prévio trabalhado todo (Súmula 305 da Jurisprudência do TST) SIM SIM SIM
Comissões (Artigo nº 457, § 1º, da CLT) SIM SIM SIM
DSR– Descanso semanal remunerado (Artigo nº 1 da Lei nº 605 de 1949) SIM SIM SIM
Diárias para viagens (independente do valor) (Artigo nº 457, § 2º, da CLT) NÃO NÃO NÃO
Férias na vigência do contrato de trabalho + 1/3 de férias (Artigo nº 142, § 5º, da CLT) SIM SIM SIM
Gorjetas (natureza compulsória) (Artigo nº 457, § 3º e § 6º, da CLT) SIM SIM SIM
Gorjetas (natureza espontânea) (Artigo nº 457, § 7º, da CLT) NÃO NÃO NÃO
Hora extra (inclusive reflexos) (OJ-SDI1-242 da Jurisprudência do TST) SIM SIM SIM
PLR – Participação nos lucros e resultados (Artigo nº 3 da Lei nº 10101 de 2000) NÃO NÃO SIM
Quebra da caixa (Artigo nº 457, § 1º, da CLT, Súmula nº 247 da Jurisprudência do TST) SIM SIM SIM
Salário - na vigência ou na rescisão de contrato de trabalho (Artigo nº 457 da CLT) SIM SIM SIM
Salário-família (Artigo nº 70 da Lei nº 8213 de 1991) NÃO NÃO NÃO
Salário “in natura” ou salário utilidade (em bens ou serviços) (Artigo nº 458 da CLT) SIM SIM SIM
Vale-transporte (Artigo nº 2 da Lei nº 7418 de 1985) NÃO NÃO NÃO

Referências Bibliográficas:

OLIVEIRA, Aristeu de. Manual de Prática Trabalhista. 50. Ed. - São Paulo: Atlas, 2015.

OLIVEIRA, Aristeu de. Cálculos Trabalhistas. 28. Ed. - São Paulo: Atlas, 2016.

LEI 13.467 DE 13.07.17, EM VIGOR A PARTIR DE 11.11.17

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