Você está na página 1de 273

NEUROPSICOLOGIA

NEUROPSICOLOGIA
Reabilitação e Intervenção
Neuropsicológica I

PROFESSORA:
Fernanda Afiune
Fernanda Guedes Afiune
• Graduada em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás
• Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da
Universidade Federal de Goiás (UFG- GO)
• Especialista em Neuropsicologia pelo Instituto de Doenças
Neurológicas de São Paulo (Inesp-SP)
• Especialista em Psicologia Hospitalar pela Associação do
Sanatório Sírio (São Paulo – SP)
• Especialista em Reabilitação Cognitiva pelo Nepneuro (Goiânia-
Goiás)
Conteúdo Programático
 Conceitos de Reabilitação
 Diferenciação dos tipos de Abordagem
 A importância das metas no programa de reabilitação
 Prevenção e estimulação. Reabilitação e neuroplasticidade.
 Introdução à reabilitação dos transtornos psiquiátricos, neurológicos e
neuropsiquiátricos
 O desenvolvimento do programa de reabilitação a partir de uma
avaliação.
 Elaboração de um programa de reabilitação
 Instrumentos de intervenção
Sugestões de Literatura
2020
2019
2019
2017
2014
2012
2011
2008
REABILITAÇÃO COGNITIVA /
NEUROPSICOLÓGICA
Reabilitação
Aplica-se a todos os indivíduos que sofreram perdas nas
funções cognitivas ou que não as desenvolveram,
independente de sua natureza.

Será necessário empreender estratégias terapêuticas


específicas para cada tipo de deficiência detectada
Conceito

Reabilitação Cognitiva
• O paciente e familiares fazem parte desse processo
interativo
• O foco da reabilitação é na melhora de aspectos da vida
diária

Wilson, B
Reabilitação
Reabilitação Cognitiva: se caracteriza por um
conjunto de práticas em que o profissional de
saúde, familiares e membros da sociedade atuam
junto com o paciente para reduzir o efeito de
déficits cognitivos que se constituem como
obstáculos funcionais ao desempenho adequado
em tarefas do cotidiano.
PARADIGMA DE TRATAMENTO

(RE)HABILITAÇÃO
X
READAPTAÇÃO
Terminologia Uniforme
• Primeira edição: 1979 AOTA
Contextos
• Apresenta três domínios: do desempenho
Área de desempenho
Componentes
do desempenho
Componentes de Desempenho
São capacidades humanas fundamentais que são necessárias
para o engajamento bem sucedido nas áreas de desempenho.

São os componentes sensório-motores, cognitivos,


psicossociais e psicológicos.
Áreas de desempenho
 “São amplas categorias de atividade que fazem parte
tipicamente da vida cotidiana”

São divididas em:


• Atividades de vida diária
• Trabalho
• Lazer
Terminologia Uniforme
As áreas de desempenho, os componentes do desempenho e os
contextos do desempenho estão em relacionamento dinâmico e
interativo!
Componentes
Áreas do
do
desempenho
desempenho

Contexto
do
desempenho
Classificação Internacional de Funcionalidade

Função Corporal
Deficiência
Estrutura do Corpo ou doença

Atividade Social
Inabilidade
e incapacidade
Participação Social

Impacto sobre a
Ambiente incapacidade
OMS, 2001
Classificação Internacional de Funcionalidade

AVC na região
Deficiência Temporal afetando a
ou doença Memória

Inabilidade Esquecer de tomar os


e incapacidade remédios nas horas
certas
Deixar de ir para a escola
Impacto sobre a por apresentar déficits de
incapacidade memória
OMS, 2001
Abordagem Clínica
 Interdisciplinaridade e plano de intervenção individualizado

 Interdependência e Autodeterminação
Abordagem Interdisciplinar

 Os serviços se estruturam baseados em programas, não em


especialidades (não existem setores).

 Todas as especialidades interagem, centrados nos objetivos do


paciente, visando o benefício do mesmo.
Mutidisciplinaridade X Interdisciplinaridade
 Análise individual de uma  Compreensão comum de
pessoa uma pessoa

 Objetivos e intervenções  Intervenções


fragmentadas de cada complementares
disciplina resultantes de um
entendimento
 Comunicação entre a
equipe sobre a forma de  Contribuição de cada
relatórios profissional aos objetivos
do cliente
O modelo de Interdependência
 Objetivo: autogestão o mais rápido possível

 Avaliação do ambiente social

 Interação entre fatores pessoais e ambientais

 Avaliação do contexto

 Readaptação do contexto

 Investir nas capacidades do Indivíduo

 Paciente protagonista do processo de reabilitação


O modelo de Interdependência
 A busca apenas pela independência pode causar isolamento

 A pessoa deve ser capaz de se relacionar

 O processo visa a auto-determinação/autonomia

 Avaliado não pela quantidade de ações mas pela qualidade de vida.

 O processo termina quando o indivíduo é capaz de dominar o ambiente social


no máximo de suas capacidades.
Modelo Tradicional Modelo de Interdependência

Problema Lesão Apoio Social

Fonte do Problema Dentro do Indivíduo Meio Ambiente

Foco de Intervenção As incapacidades As capacidades

Solução Categorizar, isolar , Reparar Desenvolvimento Social,


Autodeterminação, Apropriação,
Inclusão

Pessoa Responsável O profissional Indivíduo e pessoas importantes


para o mesmo

Resultados Visados Cura ou Aceitação dos Limites Relações Interpessoais, Participação


Social, Nova Identidade.
Independência
do Individuo

Reabilitação

Qualidade de
Vida
 Normalmente separamos:

Atenção

Memória
Função
Executiva
 Para assistir aula o indivíduo deve:
• Prestar atenção na professora ATENÇÃO

• Não deve levantar toda hora CONTROLE


INIBITÓRIO PERCEPÇÃO
• Observar as informações que estão no quadro
VISUAL
• Escutar o que a professora fala PERCEPÇÃO
AUDITIVA
• Ignorar a conversa dos colegas ATENÇÃO
SELETIVA
• Relacionar o que está vendo com o que já aprendeu MEMÓRIA

• Fazer anotações pertinentes LINGUAGEM E


PRAXIA
Neurocircuitos interdependentes

Memória
Atenção

Função Executiva
Memória
Memória operacional
Memória perspectiva
Consciência/Percepção

Função
Atenção Atenção
Seletiva
Atenção Executiva
Dividida
Atenção
Alternada
Persistência
na Tarefa
Interdependência cognitiva
 As dificuldades cognitivas são também influenciadas por:
– Dificuldades emocionais (p.ex: raiva, ansiedade, depressão)
Interdependência cognitiva
– Comportamentais (ex: impulsividade, frustração, comportamento inadequado)
Interdependência cognitiva

– Físicas (retardos motores, alterações sensoriais, dores de cabeça e


musculoesqueléticas)
Interdependência cognitiva

Indivíduo

Equipe transdisciplinar
Problemas Cognitivos

Problemas emocionais
e Comportamentais

Problemas Físicos
Avaliação para a reabilitação
 É extremamente importante para verificarmos forças e fraquezas cognitivas.

 Pode ser feita de diferentes maneiras.


Avaliação Neuropsicológica
Funções Cognitivas
 Atenção

 Função Executiva

 Memória

 Linguagem

 Percepção visual

 Praxia

 Personalidade e Humor
Observação Comportamental

• Role Playing – Simulação de uma


atividade do seu cotidiano pré mórbido
para observação do comportamento.
MIF
7 – Independência

1 – Dependência
máxima

Escores:
Mínimo = 18
Maximo = 126
PEDI (Pediatric Evaluation of
Disability Inventory)
PEDI
(Pediatric
Evaluation of
Disability
Inventory)
Escala Rancho Los Amigos
 Nível Cognitivo I – Não responsivo
 Nível Cognitivo II – Resposta generalizada
 Nível Cognitivo III – Resposta localizada
 Nível Cognitivo IV – Confuso e agitado
 Nível Cognitivo V – Confuso e inapropriado
 Nível Cognitivo VI – Confuso e apropriado
 Nível Cognitivo VII – Automático e apropriado
 Nível Cognitivo VIII – Intencional e apropriado
• I - SEM RESPOSTA - O paciente parece estar em sono profundo e está completamente não-
responsivo a qualquer estímulo.
• II - RESPOSTA GENERALIZADA - O paciente reage de modo inconsistente e não-intencional
aos estímulos de uma maneira inespecífica. As respostas são limitadas e freqüentemente as
mesmas, independentemente do estímulo apresentado. As respostas podem ser alterações
fisiológicas, movimentos grosseiros do corpo e/ou vocalizações.
• III - RESPOSTA LOCALIZADA - O paciente reage de modo específico porém inconsistente aos
estímulos. As respostas estão diretamente relacionadas ao tipo de estímulo apresentado.
Pode seguir comandos simples num modo inconsistente e retardado, como fechar os olhos
ou apertar a mão.
• IV - CONFUSÃO-AGITADO - O paciente está em um estado intensificado de atividade. O
comportamento é bizarro e despropositado, relativamente ao ambiente imediato. Não
discrimina entre pessoas ou objetos; é incapaz de cooperar diretamente com esforços do
tratamento. Frequentemente as verbalizações são incoerentes e/ou inapropriadas para o
ambiente; pode estar presente a confabulação. A atenção geral ao ambiente é muito breve;
frequentemente inexiste a atenção seletiva. O paciente não possui lembranças a curto e a
longo prazo.
• V - CONFUSO-INADEQUADO - O paciente é capaz de responder a comandos simples de
modo bastante consistente. Contudo, com a crescente complexidade dos comandos, ou
com a ausência de qualquer estrutura externa, as respostas são despropositadas, aleatórias
ou fragmentadas. Demonstra atenção geral ao ambiente, mas é altamente desatento, e não
tem a capacidade de focalizar a atenção em uma tarefa específica. Em circunstâncias
estruturadas, pode ser capaz de conversar num nível automático social por breves períodos
de tempo. Frequentemente a verbalização é inadequada e confabulatória. A memória está
gravemente prejudicada; frequentemente exibe um uso inadequado dos objetos; pode
desempenhar tarefas que tenham sido aprendidas previamente, mas é incapaz de aprender
novas informações.
• VI - CONFUSO-APROPRIADO -O paciente exibe um comportamento dirigido para as metas,
mas é dependente de informações ou orientações externas. Acompanha orientações
simples consistentemente, e exibe transferência para problemas reaprendidos, mas
apropriados para a situação; as memórias passadas revelam maior profundidade e detalhes
que a memória recente.
• VII - AUTOMÁTICO-APROPRIADO. O paciente parece apropriado e orientado nas instalações
hospitalares e domiciliares; passa pela rotina diária automaticamente, mas frequentemente
assemelhando-se a um robô, com confusão mínima ou ausente, e tem recordações
superficiais das atividades. Revela transferência para novos aprendizados, mas numa
velocidade reduzida. Com estrutura, é capaz de iniciar atividades sociais ou recreativas; o
julgamento permanece prejudicado.
• VIII- PROPOSITAL-APROPRIADO. O paciente é capaz de lembrar-se e integrar eventos
passados e recentes percebendo e reagindo ao ambiente. Exibe transferências para novos
aprendizados, e não necessita de supervisão, uma vez que tenham sido aprendidas as
atividades. Pode continuar a exibir uma capacidade diminuída relativamente às capacidades
pré-morbidez, raciocínio abstrato, tolerância ao estresse, e julgamento em emergência ou
circunstâncias peculiares.
Check – List
Você esquece de:
Compromissos Levar suas coisas com você Objetos pessoais
( ) raramente ( ) raramente ( ) raramente
( ) às vezes ( ) às vezes ( ) às vezes
( ) com freqüência ( ) com freqüência ( ) com freqüência
( ) sempre ( ) sempre ( ) sempre

Pagar contas Comprar certas coisas no Dar recados


supermercado ( ) raramente
( ) raramente
( ) raramente ( ) às vezes
( ) às vezes
( ) às vezes ( ) com freqüência
( ) com freqüência
( ) com freqüência ( ) sempre
( ) sempre
( ) sempre
Check – List
Com que frequência a criança:
Bate nos irmãos Joga objetos Enfrenta/ Responde as
( ) raramente ( ) raramente figuras de autoridade
( ) às vezes ( ) às vezes (pai, mãe, professores...)
( ) com freqüência ( ) com freqüência ( ) raramente
( ) sempre ( ) sempre ( ) às vezes
( ) com freqüência
( ) sempre
Perde o controle É ansioso para agradar Mudanças de humor
( ) raramente rápidas
( ) raramente
( ) às vezes ( ) raramente
( ) às vezes
( ) com freqüência ( ) às vezes
( ) com freqüência
( ) sempre ( ) com freqüência
( ) sempre
( ) sempre
Reabilitação
Apoia em um diagnostico neuropsicológico que considera a
natureza da desordem:
– Diferencia déficit primário de secundário;
– Estabelece o padrão de habilidade e debilidade;
– Recompensar / compensar
Avaliação

Sugestões sobre quais provavelmente serão os meios mais


efetivos para facilitar o aprendizado e funcionamento
cognitivo.
Reabilitação

Individuo
com lesão ou Família
disfunção
cerebral

Fatores
Externos

Reabilitação
(O que você faz e como você faz-
Funcionalidade)
Reabilitação
A reabilitação sempre vai atuar na funcionalidade, na atividade
que o individuo faz no dia-a-dia.
 A reabilitação serve para aliviar os sintomas não só do
indivíduo mas também da família.
O processo de reabilitação sempre deve incluir a família!!!
Abordagens em Reabilitação Cognitiva

Estimulação e pratica de exercícios.

Modelo de neuropsicologia cognitiva

Abordagem combinada

Abordagem holística
Treinamento Cognitivo
 Prática através de exercícios;
 Acreditava-se que a mente funcionava com o músculo, e que como a prática
de exercícios haveria uma restauração do dano sofrido.
 Tratamento sem evidencias de eficácia.
 Únicas funções que melhoram é a atenção e a linguagem.

 Criticas :
• Não generaliza para o cotidiano do individuo.
• Não considera aspectos emocionais e sociais.
Modelo da Neuropsicologia Cognitiva
Tem a avaliação neuropsicológica como entrada para a
intervenção.

Está focalizada na performance do individuo (medidas nos


testes), e na nas atividades do cotidiano.

Tendem a identificar e explicar a natureza do déficit, porém


trazem pouca informação de como tratar.
Treinamento Combinado
Utiliza-se da Psicologia Cognitiva e Neuropsicologia.

A analise do comportamento é bastante usada neste


tratamento para observar o problema do dia a dia do paciente
e inserir estratégias de reabilitação.

Crítica: Não leva em consideração aspectos emocionais .


Abordagem Holística
 Família inserida no processo de reabilitação.
 Terapeuta, paciente e família trabalham juntos no processo de
reabilitação.
 Tratamento que considera aspectos cognitivos e emocionais do
paciente.
 Trabalha com o planejamento de METAS.
 Trabalha visando promover a funcionalidade.
 Pode mesclar intervenções em grupo e individuais.
Modelo global de reabilitação
neuropsicológica
Nos últimos 30 anos = série de mudanças importantes na reabilitação
neuropsicológica.

1. 1- Evidencias de melhoras com a reabilitação

2. 2- Família e paciente são ativos no processo de reabilitação.

3. 3 - A reabilitação mudou para além da abordagem de treinos e exercícios

4. 4 - Definição de metas no planejamento dos programas de reabilitação.


Rumo a um modelo global de reabilitação
neuropsicológica
5. as consequências emocionais, cognitivas, sociais e comportamentais estão
interligadas e todos devem ser abordados no processo de reabilitação.
6. não há um modelo, teoria ou quadro suficiente para lidar com as complexas e
diversas dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiências
neuropsicológicas.
Rumo a um modelo global de reabilitação
neuropsicológica
• Os principais objetivos da reabilitação são permitir que as
pessoas com deficiência ou limitações cognitivas atinjam seu
nível ótimo de bem-estar, para reduzir o impacto de seus
problemas na vida cotidiana e para ajudá-los a interagir com o
ambiente, da forma mais apropriada possível.
Uma abordagem do tipo “receita de bolo” não funcionará ...

... pois diferentes famílias e diferentes indivíduos apresentam


diferentes respostas.
Processo de
pensamento (memória,
concentração,
planejamento)

Individuo
Comunicação
Humor e com lesão
Comportamento (ling. corporal, leitura,
ou disfunção escrita, fala)
cerebral

Habilidades Físicas
Plano de Intervenção Individualizado
 Proposta onde os objetivos a serem alcancançados partem do paciente-
indivíduo e familiares;

 Objetivos são baseados nos hábitos de vida/significados;

 Proporciona maior aderência do paciente ao tratamento.


Reabilitação

Atividade;
Participação;
Pré – Maior
Pós-
independência
Lesão possível; Lesão
Qualidade de
vida.
Modelo de Plano de Intervenção Abordagem
Interdependência Individualizado Interdisciplinar
PACIENTE

Avaliação
Check List
Entrevista Obs.
Familiar ANP Comportamental Av Funcional

Interpretação dos Dados

Levantar Metas

Elaborar um programa
Estabelecimento de Metas
O estabelecimento de metas refere-se ao processo de discussão e
negociação das prioridades a serem dadas ao tratamento.
Nem sempre é fácil estabelecer metas !!!
Metas
Não são os sonhos , desejos ou vontades; são resultados que se
espera conquistar em uma determinada situação.
Planejamento de metas
 Na reabilitação o estabelecimento de metas é a razão para todas as atividades
a serem feitas.

 É necessário um estabelecimento de metas formal quando o problema do


paciente for complexo a ponto de :
• necessitar de 2 ou mais profissionais;
• e o processo tiver que ser seguido por mais de alguns dias.
As metas
 Assegura que todos os membros da equipe trabalhem em consonância !
 Motiva os envolvidos.
 Direciona o foco e o esforço
 Aumenta a persistência (sabemos onde queremos chegar)
 Permitem o monitoramento da intervenção e a substituição de estratégias
não efetivas
 Possibilita verificar a eficácia da reabilitação.
As metas
Determinam o momento da alta

São estabelecidas com o paciente e familiares.


As metas
– S (specific) – Específicas
– M (measurable) – Mensuráveis
– A (achievable) – alcançáveis
– R (relevant) – relevantes
– T (timed) – devem ter um tempo determinado
As metas
As metas são individuais! Cada individuo tem um meta
especifica. Pacientes com mesmo tipo de lesão não terão
necessariamente as mesmas metas.

Embora a meta trazida pelo paciente nem sempre seja


especifica cabe ao terapeuta deixá-la.

Toda meta deve ser mensurada!


Planejamento de metas

Gostaria de melhorar tudo!

Quero 100% de melhora!

Quero ficar bom!

Gostaria que ele fosse mais independente!


Planejamento de Metas

Ser como as outras crianças

Ele comer sem derrubar a


O que as outras crianças fazem comida
Que ele não faz?
Ele conseguir amarrar
Ele conseguir esperar a O cadarço
Vez dele de falar
Planejamento de Metas

Melhorar a Memória

Lembrar os nomes
Lembrar das pessoas
dos meus compromissos

Lembrar de tomar
Lembrar o que eu meus remédios
fiz na semana
Planejamento de Metas

Maior independência

Colocar roupa

Tomar banho sozinho

Arrumar a mochila
Planejamento de metas

Ter bom rendimento escolar

Conseguir prestar
Conseguir copiar a matéria Atenção por 30
do quadro Minutos

Não atrapalhar o
Conseguir ficar sentado na Colega do lado
Sala de aula
Metas

Curto prazo Longo prazo

Voltadas as incapacidade
Etapas a serem atingidas
e desvantagens.
para se alcançar as metas Propósito da reabilitação:
a longo prazo Melhorar o funcionamento
na vida diária
Exemplo de Metas Concretas
 Lembrar nomes dos amigos da escola
 Organizar rotina de atividades diárias
 Conseguir chegar na terapia sozinho
 Aumentar o nível de alerta e o tempo de sustentação atencional para
20 minutos por exemplo.
 Aprender técnica de deglutição
 Melhorar a busca visual
Determinar padrões e
Identificar experiências
intensidade de suporte às
de vida e METAS
necessidades

Desenvolver o plano individualizado


• Utilizar os resultados e informações da avaliação para priorizar as
preferências e identificar apoios necessários
• Tomar a decisão com relação ao foco
• Escreva um plano individualizado com base nas teorias de
aprendizagem

Monitorando o Progresso

Até que ponto os Até que ponto os O plano


objetivos estão objetivos ainda implementado foi
sendo realizados são relevantes individualizado

Avaliação do plano individualizado


Voltar ao estágio 1 e 2 se necessário
Fatores de Interferência
Demanda especifica do paciente envolvendo sua vida cotidiana
e ambiente do trabalho,
Anosognosia,
Apoio disponível a pessoa em cada ambiente
Fatores pré-mórbidos da personalidade
ATIVIDADE 1
Estratégias para levantar
metas na prática clinica
Sou não sou
Escada -
Escorregador

Jogo Escada /
Escorregador
Tipos de Intervenções
Reabilitação
 O objetivo é reabilitar e remediar os processos cognitivos que
foram prejudicados após lesão cerebral.

TCE, AVC, Tumores Cerebrais, Encefalopatias, Meningites.


Habilitação
 A intervenção ocorre diante de casos onde ocorreu menor
oportunidade de estimulação cognitiva natural ou diante de
alterações do desenvolvimento.

Está relacionada à atuação frente à crianças com transtornos do


neurodesenvolvimento.
Propõe auxiliar na aquisição e no desenvolvimento de
habilidades que ainda não foram adquiridas pelo individuo ou
que se encontram abaixo do esperado frente às demandas
ambientais .
Estimulação
 São intervenções precoce- preventivas.

O objetivo é de promover estimulação cognitiva em períodos um


pouco antes ou no momento em que se esperam janelas ótimas
do desenvolvimento abertas.
Modalidades de intervenções precoce – preventivas
CARACTERISTICAS TREINO COMPUTADORIZADO ADAPTAÇÃO CURRICULAR ABORDAGEM
METACOGNITIVA
MODALIDADE Individual Grupo Grupo ou Individual
MEDIAÇÃO Profissional Professor (a) Professor (a)
FORMATO DAS TAREFAS Estimula Componentes Estimula a autorregulação Estimula a metacognição
específicos – tarefas especificas (tarefas globais)
VANTAGENS - Programas atraentes, gera - Ganhos mais generalizáveis - Propõe estratégias
motivação no participante e na funcionalidade sistemáticas de como
- Aumenta de forma - Melhora das habilidades ensinar as habilidades
automática o nível de acadêmicas e mudanças cognitivas para as crianças
dificuldade das tarefas comportamentais
- Pouco investimento

DESVANTAGENS - Investimento econômico - Difícil determinar a relação - Não há um programa


relativamente alto para as entre as atividades e o sistematizado, com analise
escolas ( licença por aluno) componente cognitivo de efetividade, são dicas e
- Achados controversos quanto estimulado, pois as tarefas são orientações.
ao efeito de transferência mais amplas e globais
EXEMPLOS DE Cogmed Piafex Método Glia
INTERVENÇÃO
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
 Pesquisas já mostram que medidas especificas podem
contribuir para o desenvolvimento de habilidades cognitivas,
metacognitivas e de autoregulação em sala de aula (Bierman
et al. 2008; Dias e Seabra, 2016).

Tais ações e medidas podem assumir o papel de intervenções


preventivas.
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades físicas:
• Atividade física contribui para um melhor desempenho executivo
(Diamond, 2012).
• Exercícios aeróbicos estão mais relacionados à melhora/
incremento da velocidade de processamento mental,
flexibilidade cognitiva e maior habilidade em estratégias
cognitivas para a solução de problemas .
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades físicas:
• Artes marciais: processos cognitivos, emocionais e adaptação às
regras sociais.
• Atividades coletivas (vôlei, futebol, basquete): habilidades
executivas e autorregulação, habilidades socioemocionais,
adaptação à regras, e estimulação da tomada de decisão.
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades com música , canto e dança:

• Aulas de música : estimulam habilidade executivas, de


automonitoramento, atenção seletiva, linguagem, memória de
trabalho, flexibilidade cognitiva e controle inibitório (Center on
the Developing Child at Harvard University, 2011).
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Meditação:
• São de fácil adaptação no meio escolar e estimulam habilidades
executivas e autorregulação.

• Habilidade de mindfulness vem sendo relacionada ao melhor


controle executivo e habilidades atencionais (Diamond, 2012).
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades narrativas:
• Atividades de conto, reconto e criação de histórias: atenção
seletiva e concentrada, memória episódico-semântica, memória
de trabalho e habilidades linguísticas ( fluência verbal,
compreensão e expressão verbal, capacidade de síntese).
• A implementação de atividades narrativas, aumentando o nível
de complexidade conforme as crianças forem atendendo às
demandas apresentadas, pode incrementar processos cognitivos
importantes para a aprendizagem.
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades lúdicas:
Estimulam:
Jogos de cartas e tabuleiro - Habilidades
executivas como a
flexibilidade
cognitiva.
- –Envolvem estratégia
e faz com que a
criança planeje em
cima de uma meta e
mantenha na mente
os passos
necessários para
atingir sua meta.
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades lúdicas:
Jogos com músicas
Jogos com músicas normalmente envolvem
habilidades motoras e exigem
capacidade de rapidez e
autocontrole nas crianças.

-Trabalha ainda atenção e


respeito às regras do jogo.
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades lúdicas:
Para resolver suas metas
Jogos de estratégia e reflexão nos jogos as crianças
precisam:

- Atenção concentrada;
- Memória operacional;
- Flexibilidade cognitiva.
Como potencializar as habilidades cognitivas
em sala de aula?
Atividades lúdicas:
Jogos de adivinhação
Estimulam:
- atenção;
- Memória episódico-semântica;
- Memória de trabalho;
- Flexibilidade cognitiva.
REABILITAÇÃO HABILITAÇÃO ESTIMULAÇÃO

Prejuízo estrutural Prejuízo Funcional Sem prejuízo

Remediação Remediação Prevenção


Plasticidade e Reorganização
Neuronais
Plasticidade Cerebral
 Plasticidade – do grego plaiticós = capacidade de algo ser
esculpido e moldado.

Plasticidade cerebral é vista como uma mudança adaptativa na


estrutura e na função do sistema nervoso , que ocorre em
qualquer fase do desenvolvimento, como função de interações
com o ambiente interno e externo.
Neuroplasticidade
 É a capacidade que o sistema nervoso tem de reorganizar sua
estrutura , suas funções e conexões em resposta a estímulos
externos ou internos, com o objetivo de aprimorar o
funcionamento de suas redes de modo a fazer face às
necessidade do cotidiano.
Neuroplasticidade
 Atualmente sabe-se que o sistema nervoso é extremamente
plástico, mesmo em idades mais avançadas.

No idoso essa capacidade é reduzida em função das


transformações decorrentes do próprio processo de
envelhecimento, como a mudança no volume cerebral, na
substância branca , na função celular ou nas mudanças ligadas
a doenças neurodegenerativas.
Plasticidade Cerebral
 Ocorre em vários níveis:
• Neuroquímico : modificação de neurotransmissores e
neuromoduladores durante o crescimento e desenvolvimento.

• Hedológico: envolve diferentes padrões de conexão entre os


neurônios e números de sinapses ativas.

• Comportamental: modificando estratégias cognitivas de


acordo com os desafios ambientais.
Tipos de Plasticidade Cerebral
 Plasticidade do desenvolvimento = padrões de modulação
neuronal espontâneas durante o ciclo do desenvolvimento
( envolvem morte neuronal programada por desuso – apoptose;
arborização dendrítica e novas sinapses). Podas neurais: 2,4,6 e
13 anos.
• Períodos sensíveis – há maior grau de modelização levando a
respostas de maior eficiência (ex. estímulos de linguagem –
período sensível nos 4 primeiros anos de vida).
Tipos de Plasticidade Cerebral
 Plasticidade dependente de experiências = Diferentes desafios
e situações tem a capacidade de mudar determinados
circuitos, que são traduzidos em mudanças comportamentais.
• Há a criação de novas sinapses e recrutamento de novos
neurônios que leva à expansão do mapa funcional.
• Reabilitação com exposição a treinos programados e
constantes, leva a alterações estruturais nas áreas envolvidas
com a habilidade treinada.
Tipos de Plasticidade Cerebral
 Plasticidade após dano cerebral = Reorganização cerebral após
prejuízos funcionais em decorrência de lesões cerebrais. Pode ser
por:
• Plasticidade de área homologas : uma área homologa compensa a
função perdida pela lesão (ex. crianças com lesão precoce na área
de Broca transfere a função pro lobo frontal do hemisfério direito).
• Mascara compensatória: Usa mecanismos externos priorizando
áreas intactas para contornar desempenhos frágeis.
Neuroplasticidade ou Plasticidade Neuronal
 As mudanças decorrentes desses processos podem ser
positivas (aumento da arborização dendrítica ou neurogênese)
ou negativas ( diminuição das conexões dendríticas ou
supressão de dendritos e sinapes) , sendo influenciadas pelo
meio ambiente.
Conceitos Importantes

RESERVA CEREBRAL RESERVA COGNITIVA


É um tipo de reserva passiva, que Capacidade do cérebro reagir
geralmente se refere ao substrato ativamente a uma lesão , por
neural estrutural (ex. o tamanho meio da implementação de
do cérebro e o número de processos cognitivos alternativos,
neurônios) que dá suporte ao maior esforço aplicado nos
funcionamento cognitivo. circuitos remanescentes ou ainda
por meio dos processos
compensatórios.
Reserva Cognitiva
 Constitui um conjunto de recursos de processos cognitivos e
redes neurais subjacentes ao desempenho em tarefas que
possibilitem ao indivíduo , após uma lesão cerebral, melhor
manejar as consequências e possíveis limitações decorrentes do
acometimento neurológico.

 Fatores que contribuem para a reserva cognitiva: alta e


qualificada escolaridade; alta frequência de hábitos de leitura e
escrita; sistemática e prolongada realização de atividades físicas,
entre outros .
Reserva
Cerebral
semelhante

LESÃO

IMPACTO DIFERENTE EM
DECORRÊNCIA DA RESERVA
COGNITIVA
Reserva Cerebral e Reserva
Cognitiva não são mutuamente
exclusivos e parecem ser
modificáveis pelo ambiente e por
manipulação externas. (Stern, 2009)
Efeito de Transferência
 Tem sido apontado como um dos principais objetivos em
intervenções cognitivas.

Esse efeito ocorre quando um domínio cognitivo, tarefa ou


habilidade não treinados durante uma intervenção, melhora
como resultado do treinamento de outro domínio , tarefa ou
habilidade.
Efeito de Transferência
 Dois principais fenômenos são mencionados:

1) Transferência de domínios cognitivos , com desempenho


mensurado por tarefas ou testes: a transferência é
caracterizada pela melhora secundária não prevista em provas
por exemplo de praxia construtiva diante de um treinamento
para memória operacional.
Efeito de Transferência
 Dois principais fenômenos são mencionados:

2) Transferência de comportamentos funcionais: a transferência


é caracterizada pela melhora em tarefas do cotidiano não
especificamente treinadas. Podem acarretar em retorno ao
ambiente acadêmico e reintegração social.

 Tem sido empregado como sinônimo de “generalização.”


Reabilitação nos transtornos
psiquiátricos, neurológicos e
neuropsiquiátricos
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
 Neurologia- estuda a relação do cérebro com os demais
órgãos do corpo .
Psiquiatria – considera também a relação do indivíduo com o
ambiente externo e as demais pessoas.
Neuropsiquiatria- estuda a relação entre processos neurais e
transtornos psiquiátricos . Busca entender a relação entre
psicopatologia e sintomas associados a lesões ou disfunções
cerebrais.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
• Ansiedade • Traumatismo Cranioencefálico
• Depressão • Demências
• Transtorno Bipolar • Epilepsia
• Esquizofrenia
• Transtorno Obsessivo
Compulsivo
• Acidente Vascular Cerebral
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento Cognitivo / abordagem holística
 Paciente família ativos no processo ;
 Tem objetivos e metas claramente estabelecidos.

O planejamento se fundamente nos dados da avaliação


neuropsicológica , e na investigação detalhada junto ao
paciente e familiares ( feito através de entrevistas).
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento Cognitivo/ abordagem holística
 Tenta investigar principais dificuldades encontradas no
momento bem como interesses prévios.

O Objetivo é promover a reconstrução do dia-a-dia do


paciente.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Organização e Planejamento da Rotina
 Objetivo inserir o paciente em uma rotina regular e
organizada.

Isto evita a ociosidade do paciente e o auxilia quanto à


previsibilidade dos eventos de seu dia-a-dia.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Organização e Planejamento da Rotina
 A possibilidade de prever o que fará no dia marca um
aprendizado importante, pois incentiva a iniciativa para realizar
tarefas.

Tal estratégia ainda auxilia na organização interna do paciente;


diminui a sensação de dependência bem como a necessidade
de questionar um familiar repetidamente; além da ansiedade e
baixa auto-estima em função da ociosidade e das perdas
funcionais.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Organização e Planejamento da Rotina
 A médio prazo é possível inserir atividades programadas para
que o paciente adquira hábitos novos.

Os principais objetivos: ocupar o paciente com tarefas que


sejam prazerosas para ele, uteis na rotina de casa, ou ainda
que permitam ao paciente verificar seu desempenho.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento de atividades especificas
 O alvo do trabalho deve ser em atividade especificas e não na
melhora geral de uma função intelectual (Wilson, 1997).

Tratamento baseado em metas objetivas.

Para desenvolver essa abordagem a equipe deve ficar atenta a


alguns aspectos.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento de atividades especificas
 Qual é exatamente o problema?
• Fazer a analise da atividade, desmembrando-a passo a passo.
• Verificação direta do desempenho do paciente ou através do
cuidador.
• Ex.: dificuldade de vestir-se sozinho= prejuízo motor, executivo,
iniciativa ou vários fatores?
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento de atividades especificas
 O paciente pode voltar a realizar a atividade sozinho?
• Retreinamento da atividade ( através da repetição) ou uma
nova aprendizagem para que o paciente desenvolva novas
formas de cumprir a tarefa.
• Uso da aprendizagem sem erro, apoiando-se nas funções
preservadas; bem como fazendo uso de adaptações no meio e
auxílios externos.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento de atividades especificas
 Quais são as maneiras mais eficientes de ajudar o paciente?
• Sempre pensar em funções preservadas para identificar que
tipo de pistas são mais adequadas para o paciente.
• A partir daí desenvolver estratégias que facilitem para cada
paciente.
• Família como “co-terapeuta” verificando a eficácia das pistas e
estratégias.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Treinamento de atividades especificas
 Quando a família deve ajudar e quando deve assumir a
tarefa?
• Em alguns casos a independência do paciente em uma
atividade especifica é impossível devido a gravidade do
quadro.
• Equipe e família definem quais as atividades a família assume.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Aprendizagem do uso de estratégias compensatórias
 Principio da compensação:
a) ensinar o paciente a usar suas habilidades preservadas de
forma mais eficiente;
b) encontrar maneiras alternativas para se alcançar um objetivo.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Aprendizagem do uso de estratégias compensatórias
 Dificuldades para o uso de estratégias compensatórias:
• Pobre autopercepção e introspecção autocritica .

Quanto mais o paciente compreende suas limitações mais ele


se envolve no tratamento.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Adaptação e aprimoramento na vida produtiva (escola ou
trabalho)
 Retorno e independência às suas atividades fora de casa
dependem:
• gravidade da lesão;
• Ter conseguido organizar a rotina
• Conseguir lidar com estratégias compensatórias.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Psicoterapia
 Indicação para pacientes dos mais leves aos graves.
Objetivo compreender, aceitar e se adaptar a sua condição.
Mudanças de papeis que ocupam na vida ( caso das lesões
neurológicas) trazem impacto significativo.
 Ajuda o paciente a se engajar mais no tratamento, bem como
aceitar melhor o uso de estratégias compensatórias.
Reabilitação nos transtornos psiquiátricos,
neurológicos e neuropsiquiátricos
Orientação familiar
 O impacto de um transtorno acomete não só o paciente, mas
também sua família desde o momento que ocorre,
estendendo-se por tempo indeterminado.
 Psicoeducação
 Adequar expectativas
Auxiliar na reestruturação familiar ( quando necessário).
A estruturação de um programa de
reabilitação neuropsicológica a partir da
avaliação neuropsicológica
Neuropsicologia Clínica

Avaliação
Neuropsicológica

Reabilitação
Neuropsicológica
Avaliação Neuropsicológica
 Processo de investigação por meio de uma série de testes e de
outras técnicas , que permite a analise das funções cognitivas
preservadas e deficitárias.
Permite inferir sobre as consequências do perfil cognitivo
apresentado pelo paciente na realização das atividade de vida
diária.
Propicia o conhecimento a cerca do funcionamento emocional
e comportamental.
Avaliação Neuropsicológica
• Entrevista;
• Seleção dos Instrumentos ( incluindo instrumentos ecológicos);
• Aplicação dos instrumentos;
• Correção e analise clínica (quantitativa e qualitativa);
• Sessão de Devolutiva.
Sessão de Devolutiva
 Momento das indicações terapêuticas , incluindo a
reabilitação.

Os resultados da ANP são importantes para planejar o


programa de reabilitação .

O enfoque da intervenção depende da abordagem teórica do


terapeuta e da equipe envolvida no caso, bem como das
demandas que surgirem ao longo do caso.
Planejando a Reabilitação ....
Enfoque na Saúde – Doença
 Baseado na CIF
Interferência dos Prejuízo nas funções Restrições para O grau de
processos físicos e Cognitivas, realizar as participação social,
fisiológicos por causa emocionais ou
atividades de e a resposta à
da lesão ou doença fisiológicas
vida diária sociedade

Limitações nas
Patofisiologia Deficiências atividades ou Participação
funções
Planejando a Reabilitação ....
Enfoque na Saúde – Doença
 Baseado na CIF :

• Verificar todos os níveis contemplados pela CIF


• Verificar em quais níveis a intervenção deve ser programada
Planejando a Reabilitação ....
Enfoque na Neuropsicologia Cognitiva:
 Enfoque é dado nas deficiências

• As deficiências são identificadas a partir dos escores dos


testes.
• Ex. ao verificar que o paciente tem baixo desempenho em uma
prova de nomeação , esta função cognitiva será “treinada” e
posteriormente reavaliada para verificar sua evolução.
Planejando a Reabilitação ....
Enfoque na Neuropsicologia Cognitiva:
 Enfoque é dado nas deficiências

• O profissional orienta-se ainda pelos modelos cognitivos de


processamento deficitário , sendo o modelo escolhido o
fornecedor de ideias que sustentam as técnicas utilizadas.
• Ex.: o terapeuta pode verificar os déficits na escrita de palavras
de acordo com o modelo teórico que explica essa função e
tratar a disgrafia adquirida.
Planejando a Reabilitação ....
Enfoque na Abordagem Holística
 Propõe uma visão mais ampla do tratamento.
Profissionais, família e paciente trabalham juntos.
Não se busca tratar somente as deficiências, e sim as
limitações nas atividades diárias e na participação social do
individuo.
Planejando a Reabilitação ....
Enfoque na Abordagem Holística
 Principal objetivo:
Possibilitar que as pessoas voltem a seus ambientes mais
adequados, propondo a elas metas significativas que devem ser
definidas nas áreas de educação, lazer, trabalho, relações sociais
e uma vida independente.
COMO MONTAR UM PROGRAMA DE
REABILITAÇÃO SEGUINDO O MODELO
HOLÍSTICO
Identificar os problemas do indivíduo

Formular e testar hipóteses que explicam o


problema

Definir metas

Mensurar as dificuldades

Identificar reforçadores
Elaborar estratégias de intervenção

Iniciar a intervenção

Monitorar o progresso

Mudar estratégias se necessário

Planejar a generalização
Etapa 1 – Identificar o problema
• São as dificuldades apresentadas no dia a dia !!!

O que ele não faz e


O que ele faz que não
gostaria de fazer?
gostaria de fazer?
Etapa 1 – Identificar o problema
 O que fazer para facilitar a definição do problema?
- Seguir um cronograma com as atividades diárias/
semanais/ mensais para verificar o que acontece
ocasionalmente .
- Listar para o paciente e cuidador anotar as dificul-
dades em casa.
- Simular situações reais.
Etapa 2 – Formular e testar hipóteses que
explicam o problema
Hipóteses que justificam o problema :
• Quando , onde e como ele acontece?
• Que tipo de apoio é necessário?
Etapa 2 – Formular e testar hipóteses que
explicam o problema

Devemos considerar Social

todos os
comprometimentos que Biológico
possam influenciar o
desempenho funcional
Psicológico
de um individuo
Etapa 3 – Definir Metas
 A definição vai ser baseada nos problemas e sustentada pela
hipótese .

Basear-se sempre na meta SMART.


Etapa 4 – Mensurar as dificuldades
 Como vou avaliar o sucesso da intervenção?
- Linha de base.
- Avaliação funcional
- Mensuração das intervenções.

 A mensuração deve ser simples, resumida,


mas contendo tudo o que for necessário.
Etapa 4 – Mensurar as dificuldades
 A mensuração das metas são importantes pois é a partir delas que poderemos
saber sobre o sucesso ou não da intervenção.

 Importantes elementos para a mensuração:


• Linha de base – é o comportamento inicial do paciente antes da intervenção.
• Avaliação funcional- a meta sempre é avaliada através de uma avaliação funcional
( como ele executa a atividade – funcionalidade).
• Mensuração das intervenções – em todas as sessões e muitas vezes em casa
durante o cotidiano as intervenções devem sem mensuradas.
Etapa 4 – Mensurar as dificuldades

 A mensuração muitas vezes também será feita pelo paciente e pela


família ; então NÃO COMPLIQUE DEMAIS ESSE PROCESSO!
Etapa 4 – Mensurar as dificuldades

 Passo 1:
Especificar: comportamento alvo; quantificar desempenho; especificar tempo para
alcançar a meta.

 Passo 2:
• Ponderar as metas (dar peso)
• Importância : deve ser feita junto com o paciente.
• Dificuldade: Critérios clínicos + opinião do paciente
Metas – Mensuração
Na literatura é sugerido :
 Definição de níveis:
+2 – muito melhor que o esperado
+1 – melhor do que o esperado
0 – Meta!!
-1 – pior do que o esperado
-2 – muito pior do que o esperado

Obs.: O paciente sempre saí do -1 visto que ele pode piorar de acordo com o que ele
está no momento.
Exemplos de fichas de mensuração
Etapa 5 – Identificar Reforçadores
 Como identificar?

Lembrar que o que é reforçador pra um pode não ser para o


outro.
Etapa 6 – Elaborar as Estratégias de
Intervenção
 Como vai ser minha atuação?
• Estimular o funcionamento?
• Usar suas habilidades preservadas de forma mais
Eficiente?
• Encontrar um meio alternativo para a meta final?
• Modificar o ambiente ?
• Utilizar um combinado de opções acima?
IRÁ FOCAR AONDE?
Age/ Reage sobre

FATORES PARTICIPAÇÃO
(total até restrição) FATORES AMBIENTAIS
Função e Estrutura do
Corpo ATIVIDADE (barreiras- facilitadores)
(intacto – deficiência) (completa até limitada)

Fonte de Feedback
Classificação Internacional de Funcionalidade

Função do Corpo • TREINO COGNITIVO

Estrutura do Corpo • TREINO COGNITIVO

• Estratégias Compensatórias
Atividade Social • Adaptação Ambiental

• Estratégias Compensatórias
Participação Social • Adaptação Ambiental

• Estratégias Compensatórias
Ambiente • Adaptação Ambiental
Etapa 7 – Iniciar a Intervenção
Etapa 8 – Monitorar o Progresso
Etapa 8 – Monitorar o Progresso
 A abordagem holística não deve ser conduzida para melhorar
os escores nos testes , pois a relação entre o desempenho nos
testes e na vida diária ainda é superficial.

Para verificar a eficácia da reabilitação: os testes devem ser


complementados com as etapas conquistadas no plano de
metas.
Etapa 8 – Monitorar o Progresso
 Um bom resultado é observado através da porcentagem de
metas alcançadas (por exemplo: copiar a tarefa do quadro),
verificando-se dessa forma que o paciente consegue realizar
uma atividade que no inicio do tratamento era vista como
inviável.
Etapa 9 – Mudar de Estratégia se necessário
Etapa 10 – Planejar a generalização
 Deve-se ensinar e estimular o uso de estratégia aprendida em outros contextos de
desempenho ( outros locais, diante de outras pessoas).

 Os familiares devem ser ensinados a favorecer ou auxiliar o uso de um recurso


específico, inclusive orientando o paciente na ausência do terapeuta.
Etapa 10 – Planejar a generalização
 Sessões de follow-up e revisão são importantes para acompanhar e verificar se as
estratégias estão sendo mantidas.

 A generalização deve ser abordada conscientemente.

 Não se deve aguardar a ocorrência da mesma de forma espontânea.


Outro fator importante que irá determinar as
estratégias e técnicas a serem usadas é
determinar qual a sua perspectiva de
intervenção.
Perspectiva de Intervenção

• Definir diante de qual perspectiva se quer trabalhar.

Adaptação

Compensação Reaprendizagem

Perspectiva
Compensação

 Abordagem que busca tratar ou amenizar as sequelas do dano cerebral descritas


como “deficitárias”, conforme foi proposto pela Organização Mundial de Saúde
(OMS) em 1980, e reformulado em 2001.

 Consiste na utilização de diferentes mecanismos alternativos e/ou de habilidades


preservadas .

 É importante lembrar que mesmo que a restauração da função prejudicada seja


possível em acometimentos neurológicos, na maioria dos casos essa meta não é
atingida.
Compensação
 Nesta abordagem o paciente passa a ser beneficiado por recursos externos a sua
cognição, que para atuarem recrutam funções mais preservadas do encéfalo.

 O uso de estratégias compensatórias ou os chamados auxílios externos é uma técnica


extremamente usada na reabilitação neuropsicológica, atuando principalmente nos
déficits mnemônicos , atencionais e executivos.

 Inclui o uso de aparelhos eletrônicos (pagers, computadores, alarmes eletrônicos,


relógios, gravadores), agendas, planner, bloco de anotações, quadro de rotina,
calendários, placas de sinalização, entre outros.
Compensação
 Vantagens: torna possível que pacientes com prejuízos cognitivos
possam relembrar fatos e organizar suas vidas, tendo melhora na
qualidade de vida. É adequável às necessidades do paciente e
contextualizada ao ambiente.

 Desvantagens: Exige algumas habilidade cognitivas preservadas.


Adesão nem sempre é fácil e rápida.
Compensação
 Fatores que influenciam na adesão ao uso de auxílios externos:

 Déficits focais: pacientes com déficits focais compensam melhor que


os pacientes com prejuízo em várias funções.
 Idade: quanto mais novo melhor é a aderência.
 Aspectos de saúde geral e potencial cognitivo pré-mórbido.
Auxílio Externo- Estruturação de Rotina
Segunda Terça Quarta Quinta sexta Sábado Domingo

08:00

10:00

12:00

14:00

16:00

18:00
Adaptação
 Abordagem favorece a (re)inserção social e, quando possível o retorno ao ambiente
acadêmico e laboral.

 São feitas adaptações no meio ambiente para evitar que déficits cognitivos ocorram,
e o individuo possa continuar com suas atividades de forma mais independente
possível.

 Estratégias como simplificar tarefas e aumentar o tempo de execução das atividades


podem ser exemplos de adaptação.
Reaprendizagem

 Abordagem que visa (re)aprender novas informações ou


reconsolidar informações antigas .

 Utiliza-se muito da técnica de aprendizagem sem erro.


Estratégias de Reabilitação
 Técnicas para reabilitação cognitiva
• Apraxia
• Agnosia
• Afasia
• Função executiva
• Memória
• Atenção
Intervenção
Psicoeducação
Metacognição
Técnicas de auto-controle
Organização do ambiente
Uso de auxílios externos
Treino cognitivo-comportamental
Criar um hábito
Estratégias organizacionais
Vamos ver algumas estratégias e técnicas de
intervenção.....
Psicoeducação
 Intervenção que visa educar paciente, familiares, e escola sobre temas
relacionados à psicologia como diagnósticos clínicos, construtos e
técnicas.

 Educar indivíduos quanto aos tipos e funções da atenção é altamente


importante e contribui para o desenvolvimento da metacognição e
autoconsciência.
Psicoeducação
 É importante educar e ensinar sobre conceitos que envolvem:
 Inibição de estímulos irrelevantes internos (pensamentos e
emoções);
 Atenção executiva (seleção da atenção e inibição de estímulos
irrelevantes) ;
 Inibição do comportamento;
 Controle dos esforços (ou processos mentais controlados);
 Autorregulação (emoção, motivação e cognição);
 Dificuldades executivas e mnemônicas.
Psicoeducação

 A apresentação desses conceitos pode ser feita de forma lúdica, por


meio de brincadeiras, livros e desenhos.

 A criança ou adolescente deve compreender o que ele tem.


Psicoeducação
 Lembrar que a psicoeducação não tem objetivo de redução dos
sintomas em si, mas auxilia de forma importante nos problemas de
comportamento e sintomas internalizantes.

 A reestruturação cognitiva para pais também é indicada, para que


os mesmos possam desconstruir as distorções cognitivas sobre o
funcionamento das crianças no âmbito escolar, comportamentos de
falta de cooperação e desmotivação.
Automonitoramento do desempenho
 A autorregulação pode ser feita por meio do automonitoramento do
desempenho com o uso de recurso de dispositivo eletrônico ou de
formulários impressos que monitoram o desempenho da criança ou do
adolescente.

 Os formulários podem ser preenchidos pelo paciente ou escola.


Automonitoramento do desempenho

 Por exemplo Para automonitoramento da atenção formulário


onde deve marcar se estava prestando atenção no momento que o
despertador ou dispositivo tocou.
Data Horário Quando o O que estava Com o que se distraiu?
despertador tocou fazendo?
estava atento?
( ) Sim ( ) Fatores Internos
( ) Não ( ) Fatores Externos
( ) Sim ( ) Fatores Internos
( ) Não ( ) Fatores Externos
( ) Sim ( ) Fatores Internos
( ) Não ( ) Fatores Externos
( ) Sim ( ) Fatores Internos
( ) Não ( ) Fatores Externos
( ) Sim ( ) Fatores Internos
( ) Não ( ) Fatores Externos
( ) Sim ( ) Fatores Internos
( ) Não ( ) Fatores Externos
Automonitoramento do desempenho

 Para automonitoramento da produtividade a criança ou


adolescente pode responder quantos exercícios fez, quantas páginas
conseguiu ler ou quantos acertos realizou a cada intervalo de tempo.
Data Horário Blocos de 20 minutos Quantas páginas
leu ?

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

Bloco 5

Bloco 6
Automonitoramento do desempenho

 Para que as atividades de automonitoramento funcionem é importante


observar o papel da família no estabelecimento de rotinas que auxiliem
esse tipo de estratégias.

 Os pacientes precisam de suporte para a construção da autonomia


desejada pelos familiares.
Técnica Pomodoro

 Cronometro em forma de tomate.


 Auxilia na Procrastinação.
 Auxilia no aumento da Produtividade com
menor sensação de cansaço.
 A técnica consiste em programar 4 blocos de tempo de 25 minutos
(Pomodori).
Técnica Pomodoro

 A cada bloco (pomodori):


• Realizar apenas uma única tarefa;
• Neste tempo que é curto é mais difícil perder o foco, e o paciente sabe
que logo a atividade vai acabar;
• EVITAR INTERRUPÇÕES SEMPRE!!!

 A cada pomodori concluído são obrigatórios 5 minutos de


DESCANSO!!! Neste tempo não fazer atividades de esforço mental.
Técnica Pomodoro
 Materiais necessários:
• cronometro;
• Inventário (onde devem ser listados as tarefas atuais e futuras);
• Lista de tarefas atuais ( lista das atividades que deve realizar no dia e a
estimativa de quantos pomodoris serão necessários).
Ex.: pagar contas – 1 pomodori
apresentação do trabalho – 12 pomodori (tarefas longas devem ser
fragmentadas)
Pesquisa : 2 pomodori ...
Estratégias comportamentais
 Estratégias comportamentais já são descritas como efetivas .

 As mais utilizadas são da usadas na TCC:


• solução de problemas;
• Sistema de recompensas;
• Sistema de fichas;
• Treinamento em autoinstruções.
Solução de Problemas
 Auxilia no autogerenciamento e autorregulação; melhora a flexibilidade e diminui as
respostas por tentativas e erros.

 Modelo proposto por Barkley (2002):


1. Definir o problema;
2. Identificar qual é o objetivo;
3. Listar as possíveis alternativas para resolver o problema;
4. Avaliar de 1 a 10 cada alternativa, desde a mais negativa até a mais positiva;
5. Selecionar a melhor alternativa e coloca-la em prática (caso a melhor não dê certo,
tentar as outras até resolver o problema);
6. Aceitar as falhas e buscar outras opções para solucionar o problema;
7. Cumprir o plano e avaliar os resultados.
Sistema de recompensa de fichas
 Tem como objetivo premiar comportamentos adequados por meio de
recompensas ou reforçadores para que a frequência do comportamento
esperado aumente.

 Essa técnica exige inicialmente um estimulo externo para que depois a


criança desenvolva motivação intrínseca.

 É importante ter listado o comportamento que se quer atingir e a lista de


recompensas.
Estratégias de metacognição
 Metacognição , incluindo o monitoramento cognitivo ou o controle da
cognição, promove a previsão, a verificação, o monitoramento, a
coordenação e o controle das operações cognitivas.

 Inclui capacidades que permitem que uma pessoa se envolva com


sucesso em comportamentos independente e intencional.
Estratégias de metacognição
 Em relação à atenção por exemplo, a metacognição quer dizer o
conhecimento que as pessoas tem sobre suas habilidades atencionais
(ex. eu consigo me concentrar por 10 minutos), sobre estratégias
cognitivas (e.: para me concentrar eu tenho que ficar focada nesta
atividade) e sobre tarefas (ex.: está tarefa é longa , mas posso dividi-la
em algumas partes).

 Inclui capacidades que permitem que uma pessoa se envolva com


sucesso em comportamentos independentes e intencional.
Estratégias de metacognição
 Técnica “ Se- então”
“Se a situação X ocorrer, então eu farei Y.”

 Pode usar cartões que contenham as autoinstruções construídas com


o terapeuta ou o professor no ambiente clinico ou escolar.
 Ex.: “ Se a professora está dando aula , então eu tenho que me
esforçar para prestar atenção.”
Estratégias de metacognição

 A metacognição tem sido utilizada como ferramenta valiosa para


mehorar a atenção com crianças com TDAH (Alvarado, Puente,
Jimenez; Arrebillaga, 2011).
Autoinstrução
 A técnica de autoinstrução é eficaz , pois com o treino a criança aprende a
direcionar seu pensamentos às ações, permitindo que permaneçam
atentos a seu comportamento, avaliem e estabeleçam novas metas.

 Trata-se de um guia de controle externo e interno manifesto, já que


promove um dialogo interior que organiza e prepara os pensamentos e
comportamentos.
Autoinstrução
 Facilita o desenvolvimento de comportamentos adequados e a inibição
daqueles inadequados por meio de estratégias como o autocontrole e a
autorregulação.

 No inicio o terapeuta é o modelo do desenvolvimento da técnica até que


a criança internalize o procedimento.
Uso de Suportes Ambientais
 Podem ser usadas junto com outros treinamentos, ou em uma fase mais
tardia da reabilitação.

 Uma avaliação cuidadosa do ambiente é necessária.

 Existem dois tipos de suportes ambientais: estratégias de controle da


tarefa e modificações ambientais.
Uso de Suportes Ambientais- Estratégias de
Controle da Tarefa
 Primeiro o terapeuta deve descobrir quais são as atividades afetadas
pelos déficits cognitivos e então criar estratégias para lidar com essas
questões.

 Ex.: selecionar com as crianças e adolescentes quais os estímulos


distratores e facilitadores no seu quarto ou ambiente de estudo; ou uma
lista de ambiente gerador de dificuldade ou facilidade para estudar.
A partir daí a criança pode eliminar os estímulos distratores do seu quarto
por exemplo, ou escolher estudar no quarto ao invés da sala pois vê que no
quarto seu rendimento é melhor por ser um ambiente facilitador.
Uso de Suportes Ambientais- Modificações
Ambientais
 Aqui entram:
- Organizar espaço físico de estudo e/ou quarto;
- Organiza sistema de arquivos;
- Organizar mochila e quadro de tarefas a serem entregues;
- Colocar lembretes nas paredes ou livros .

 A diminuição da desordem e eliminação de distratores visuais pode ser


realmente útil para indivíduos com prejuízos atencionais, executivos e
até mnemônicos.
Uso de Suportes Ambientais- Modificações
Ambientais
 Os suportes ambientais darão certo desde que:

• tenha uma boa avaliação do contexto;


• tenha uma forma de mensurar o sucesso ou fracasso do mesmo;
• seja possível integrar o paciente nesses recursos;
• seja proporcionado tempo para que o paciente se habitue à esse
suporte ambiental.
Uso de Dispositivos Externos
 Aqui entram:
- Lista de atividades a serem realizadas;
- Quadro de rotinas;
- Lista de verificações;
- Agenda e planner;
- Despertador ;
- Gravadores .
Suporte Psicossocial
 Já sabemos da interação entre aspectos cognitivos e emocionais, por isso
essa abordagem é tão importante.
 Aqui incluem:
- Psicoterapia,
- Apoio para ouvir;
- Treino de relaxamento;
- Técnicas de diminuição de ansiedade;
- Educação sobre seu quadro.
Abordagens para intervenção da memória
Treino mnemônico para informação específica
Treino de orientação a realidade – orientação temporal
Aprendizagem sem erro
Métodos de ensaio expandido
Desaparecimento de dicas
Reminiscência
Temos ainda...
Realidade Virtual
 Realidade virtual que utiliza avançadas tecnologias de interface tendo como
principal característica a imersão ( o usuário fica imerso em um mundo
tridimensional artificial gerado pelo computador).
 Através da realidade virtual o paciente percebe, através de um ou mais sentidos,
dados gerados em dispositivos especiais através de uma simulação interativa.
Cogmed
 Treinamento Cognitivo:
• Protocolo de 20 ou mais sessões ao longo de 5 semanas
• Três versões especificas : JM para pré escolares (4 a 7 anos) ;
RM e QM para crianças, adultos e idosos.

 O treinamento deve ser contínuo e intenso, acompanhado de um tutor que orienta


e monitora o progresso.
PEI (Programa de Enriquecimento
Instrumental)
 O PEI é um programa de intervenção multidimensional que compreende uma
fundamentação teórica, um repertório rico de instrumentos práticos e um conjunto
de ferramentas analítico-didáticas, focalizando em cada um dos três componentes
de uma interação: o aprendiz, o estímulo e o mediador, com o objetivo de aumentar
a eficiência do processo de aprendizagem.
 O programa completo é composto de 14 instrumentos (14 conjuntos de tarefas de
diversos conteúdos e modalidades, contendo 20 a 30 páginas cada). Seu crescente
nível de complexidade favorece a construção sistemática e estrutural de funções
cognitivas e operações mentais necessárias à aprendizagem.
PIAFEX
 É um Programa de Intervenção em Autorregulação e Funções Executivas.

 Foi criado com o proposito de promover o desenvolvimento das funções


executivas em crianças.
PIAFEX
 O programa reúne um conjunto de atividades que visam estimular o
desenvolvimento de habilidades em crianças pré- escolares e no inicio do Ensino
Fundamental incluindo habilidades como organização, planejamento, inibição de
impulsos, atenção, memória de trabalho, metacognição e regulação emocional.
PIAFEX
 Pode ser aplicado por professores, psicólogos, psicopedagogos e profissionais
ligados a área educacional

 Público alvo: Foi criado inicialmente para crianças


de 5 anos (Educação Infantil) e 6 anos (Primeiro ano).
 Porém é possível adaptar as atividades e expandir a
faixa etária.
PIAFEX
 Foi evidenciado sua eficácia para ser usado em sala de aula , porém é
possível aplica-lo no contexto clínico, porém sugere-se a aplicação em grupo,
pois a interação é extremamente importante em muitas atividades.

 Foi desenvolvido como recurso preventivo mas pode ser


usado em crianças com alterações de Funções executivas.
Pence – Programa de Estimulação
Neuropsicológica da Cognição em Escolares
 Instrumento planejado para que estratégias cognitivas e metacognitivas sejam
ensinadas e, a partir de atividades cognitivas e lúdicas, elas possam ser consolidadas
e utilizadas em outras situações.

 Desenvolvido como um programa de intervenção


precoce- preventiva que visa estimular as funções
executivas e processos cognitivos , em crianças
Cena – Programa de Capacitação de Educadores
sobre Neuropsicologia com ênfase em funções
executivas e atenção
 Instrumento que traz um programa especifico de capacitação de educadores para
estimulação das funções executivas em crianças no Ensino Fundamental.

 Ele contempla uma etapa de psicoeducação para


educadores sobre neuropsicologia e sua aplicação
no âmbito escolar; e traz estratégias que podem ser
adotadas em sala de aula para estimulação das
funções executivas e funções cognitivas relacionadas a
atenção concentrada, memória e linguagem.
Pay Attention
 Programa de Intervenção dos Processos Atencionais para Crianças

 Público Alvo: crianças de 4 a 14 anos de idade

 Aplicação : Individual

 Contexto recomendado: Clínico , Educacional e neuropsicológico.


Pay Attention

 O programa foi modelado de acordo com programa de Treinamento


do Processo de Atenção de Sohlberg & Mateer.

 Inclui atividades adequadas à reabilitação dos processos de


atenção de crianças.
Pay Attention
 Os materiais são projetados para remediar dificuldades em habilidades
de atenção sustentada, seletiva, alternada, dividida; auditiva e
visual.

 Materiais: conjunto de 24 cartões de família; três estímulos de


casa com três distratores, um pen card contendo os áudios e as
fichas de registro em formato PDF, uma campainha, duas canetas e
um apagador.
Pay Attention
 Vantagens:
• Fornece um guia de intervenções para crianças;
• Permite verificar qual processo atencional necessita de intervenção;
• Possibilita avaliar melhoras durante o programa.
Pay Attention
 Estudos em crianças de 4 a 14 anos de idade com TDAH apontaram que o
uso do programa associado ao tratamento medicamentoso propiciaram:
• Melhora da orientação da atenção ( número de erros);
• Melhora da velocidade;
• Melhora da consistência do tempo de reação e adaptação às
exigências de mudança da resposta;
• Melhora habilidade executiva (memória operacional)
Atividades neuropsicológicas
 São aquelas que são construídas com base em fundamentos teóricos
da Neuropsicologia cognitiva e nas quais as funções estimuladas ou
avaliadas são claramente separáveis.

 Atividades como estas de lápis e papel podem contribuir para a


melhora da atenção.
Atividades neuropsicológicas

 Muitas das tarefas de atenção deste tipo utilizam paradigmas de


cancelamento de estímulos visuais com diferentes níveis de
complexidade de distratores ou números alvos.
Atividades neuropsicológicas
 Atividades comercializadas:
• Piafex (Programa de Intervenção em Autorregulação e Funções
executivas – Dias e Seabra, 2013)
• Pence (Programa da Estimulação Neuropsicológica da Cognição em
Escolares: Ênfase nas funções executivas – Cardoso e Fonseca, 2016) :
à procura do alvo (atenção visual seletiva e dividida); Controlando a
Vontade (atenção seletiva visual).
Atividade Procura do Alvo – Pence
Atividades neuropsicológicas
 Atividades comercializadas:
• Cena (Programa de Capacitação de Educadores em Neuropsicologia
da Aprendizagem com ênfase em funções executivas e atenção –
Pureza e Fonseca, 2016): Ligando caminhos (atenção visual
alternada); atividade de cancelamento (atenção visual seletiva); Ora
sim , Ora Não (atenção visual seletiva) ; se ligue no que fala (atenção
visual e auditiva seletiva).
• Pay Attention (Barbosa, Miranda, e Bueno 2014; Thompson, Kerns,
Seidenstang, Sohlberg e Mateer, 2018).
Atividade CENA- ligar os gatos do menor ao maior
Treinamentos computadorizados
 O treinamento computadorizado é um processo para a melhora do
funcionamento cognitivo por meio de instruções práticas e
intencionais.

 Vantagem: mais individualizado de acordo com o perfil


neuropsicológico do individuo.
Programa: Pedro no Acampamento
 Desenvolvido por Santos , Prando, Frison e Casarin em 2015.
 Tem o objetivo de estimular diversas funções como : atenção
( concentrada , seletiva, divida e alternada); percepção; planejamento
espacial; memória episódico-semântica visuoverbal; memória de
trabalho; linguagem e funções executivas.
 Tem 10 jogos.
 Para indivíduos maiores que 5 anos.
Plataforma NeuronUp
Plataforma NeuronUp
CUIDADO!!!
 As atividades neuropsicológicas e atividades de treinamentos podem ser
pouco funcionais.

 Elas são em geral uma série repetitiva de exercícios e instruções


aplicadas com base na possibilidade de aumentar as habilidades
atencionais.
CUIDADO!!!
 Dentro de um programa de reabilitação o terapeuta pode escolher
atividades desse tipo para realizar. Para um melhor aproveitamento e
organização do programa deve-se lembrar de alguns itens:
- Qual o componente cognitivo esta tarefa ativa?
- Quais as outras tarefas que poderiam ser agrupadas para me permitir simular o mesmo
tipo de procedimento?
- Quais são os métodos de pontuação dos parâmetros de desempenho objetivo e
subjetivo, tais como precisão, velocidade e tipos de erros?
- Como posso alterar a administração dos procedimentos para fazer a tarefa mais fácil ou
mais difícil, ou quais outras tarefas poderiam formar uma hierarquia com esta atividade?
OBRIGADA
fernanda_guedesa@hotmail.com
neuropsi_fernandaafiune
descomplicaneuro1

Você também pode gostar