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CERIMONIAL

I FESTIVAL CULTURAL DE JUSSARI


As mãos que fazem cultura

1. ABERTURA

A cultura é o que nos pluraliza. Nela, há toda a potência de criação,


imaginação e arte. A cultura pulsa dentro de cada um de nós e nos move,
nos leva, nos chama, nos provoca. Cada povo e cada território é marcado
pela cultura que ali se desenvolve, cria vida e se expande misteriosamente
para outras fronteiras. Pela cultura criamos identidades, sabemos que
pertencemos a algum lugar.
É por isso que nessa noite celebramos artistas e agentes que fazem
do cenário cultural dessa cidade algo valoroso e vívido. E também
prestamos um memorial para as pessoas que deixaram suas
contribuições para que esse legado cultural se firmasse e chegasse até
nós.
Num esforço colossal, artistas, agentes e trabalhadores culturais
se movimentaram para reivindicar a valorização da cultura no nosso país,
sobretudo nesses tempos pandêmicos, e assim conquistaram a Lei de
auxílio emergencial cultural, batizada por Lei Aldir Blanc, em
homenagem a esse grande nome da música popular brasileira. Na nossa
cidade, o acompanhamento, fiscalização e execução da Lei Aldir Blanc foi
conduzida pela Diretoria Executiva de Cultura, composta pelos seguintes
nomes: Tales Santos Pereira, presidente e representante das expressões
lítero-artísticas; Marcelo Piloto Oliveira, coordenador de cultura de
Jussari e representante do executivo; Roberto Sena de Carvalho,
assessoria jurídica; e Emanuele dos Santos Monteiro, representante das
expressões culturais afro-brasileiras.
No intuito coletivo de articular os diversos seguimentos da cultura
no município, afim de revitalizar e valorizar as ações, projetos e atividades
culturais aqui desenvolvidas, é que construímos o I Festival Cultural de
Jussari. Entre sabores, cores, aromas, melodias, versos, formas e ritmos,
vamos tecendo nossa tapeçaria cultural, com as mãos fortes e
determinadas daqueles e daquelas que fizeram e fazem a cultura de
Jussari acontecer!

1.1 Execução do hino

Para oficializarmos a abertura do I Festival Cultural de Jussari,


os cantores e músicos da nossa cidade irão executar o Hino de Jussari.

2. APRESENTAÇÕES

A programação planejada para este momento é um acervo vivo e


material de todo o potencial cultural que circula e se faz latente no nosso
meio. Artesãos, artistas, cantores, poetas, músicos, gastrônomos,
escritores, atores, dançarinos e outros agentes envolvidos irão nos
enriquecer com produções de altíssima qualidade e inestimável valor
imaterial. Por isso, não deixe de valorizar os artistas, agentes, grupos e
trabalhadores da cultura e da arte do nosso município. Curta,
compartilhe, consuma, valorize, recomende. Se movimente e faça
movimentar a cultura que existe ao nosso redor.

2.1 Sambarylove
Para começarmos, nada melhor que um bom samba. Afinal de
contas, é como cantava Doryval Caimmi: “Quem não gosta de samba bom
sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé”. E de samba essa
turma entende. O grupo Sambarylove foi formado há dois anos, por um
grupo de amigos que se identificam com o samba, e desde então já se
apresentou em algumas cidades do sul e extremo sul da Bahia. Sua
formação atual conta com: Diego Soares (voz), Danilo (pandeiro), Senirray
Sales (cavaco), Marcos Sena (surdo), Leonardo Lorenzo (rebolo), Natal do
Cavaco (vocal), Marcelo (tamborim), Iago (reco-reco).

2.2 Grupo No Styllo


Dançar é pôr o corpo e a alma em movimento, é materializar as
vibrações da arte em cada passo e gesto. Com o único objetivo de levar a
magia da dança para a comunidade, é que o Grupo de Dança No Styllo
foi fundado, em 02 de fevereiro de 2017, por Eder Hust.
Com o intuito de ser uma extensão do grupo de Dança No Styllo de
Porto, o grupo em Jussari revitalizou a cultura artística da dança e suas
potencialidades. O pagodão baiano é o prato principal do No Styllo. Além
de trabalhos autorais, o grupo conta com trabalhos de grupos parceiros
de Porto Seguro como o No Styllo Porto, Swingueita Nativa e Ballet
Estilizado.

2.3 Tabata Petruce


Desde muito cedo Tabata Petruce canta, aos 04 anos emitia suas
primeiras notas musicais. Passou pelo ministério da igreja, participou de
várias bandas e atualmente já se somam 23 anos de experiências com a
música. Adepta incondicional do formato voz e violão, ela vem nos
mostrar a beleza inconfundível do seu timbre.

2.4 Dan Santos


Viver várias vidas, encarnar muitas emoções, fazer de tudo um
palco. Esse é o universo que contempla as artes dramáticas. E por falar
em atuação, não poderíamos esquecer desse jovem que faz sucesso nas
redes sociais. Dan Santos interpreta peças de teatro desde os 16 anos e,
de tanto afeiçoar-se ao ofício, em 2017 também passa a dirigir peças
dentro do projeto do Colégio Estadual Amélia Amado. Tendo predileção
pela comédia, Dan Santos irá nos divertir com o monólogo em três atos
chamado Terapia em Grupo. O primeiro desses personagens é Douglas,
um jovem de 25 anos que foi a uma terapia de grupo alegando não ter
plena necessidade de estar lá, mas no decorrer da conversa os outros
membros começaram a ter dúvidas em relação a essa afirmação

2.5 Stand – Alanna Art’s


Alanna Conceição Amador Nascimento, ou simplesmente Alanna
Art's, atua como artesã há mais de cinco anos paralelo à outras
atividades. Entretanto, o artesanato é a sua principal atividade
atualmente. O material base para a realização dos seus trabalhos é o
E.V.A (emborrachado) associado a outros materiais tais como: papelão,
fitas, tintas, isopor, etc. Alanna confecciona painéis para aniversário em
temas diversos, bem como enfeites para mesa, decoração para quarto
infantil, kit higiene para recém-nascido, lembranças em e.v.a., caixas em
e.v.a., dentre outras coisas. Sendo os painéis para aniversário um dos
trabalhos em destaque. Com uma atuação focada nos detalhes, a artesã
cria seus trabalhos a partir de modelos trazidos pelos clientes e de moldes
que possui em seu mostruário. Seu trabalho é reconhecido não só pela
dedicação e riqueza nos detalhes, mas pelo amor ao que faz. Sua maior
alegria se dá na satisfação dos clientes a cada entrega. Alanna Art's,
artesanato em E.V.A. é tudo de bom. Fica a dica.

2.6 La Pankka
Nascido em 11 de junho de 1995, na cidade de Jussari-BA, Ramon
Oliveira teve suas primeiras experiências profissionais no mundo da
música como backing vocal e produtor de eventos e bandas.
Consequência direta de sua atuação na produção musical, a banda La
Pankka nasce com vocação descontraída, criativa e humorística.
O primeiro EP do grupo foi lançado em agosto de 2018, contendo
seis faixas inéditas, notabilizando-se pela repercussão das músicas
“Ritmo do pam, pam” e “Me solta porra”, versão que ficou conhecida no
ritmo da Arrochadeira e Bregadeira. Em 2019 foi lançado o álbum “Mais
quente que a Lua”, incluindo músicas autorais e sucessos nacionalmente
conhecidos. O novo disco promete, já são ao todo mais de cem mil
visualizações no YouTube e dez mil downloads no site SuaMúsica.com
O vocalista da Banda La Pankka tem como referência os
integrantes da Banda Mamonas Assassinas, se identificando com a
ousadia e irreverência na apresentação do grupo. Com energia
exuberante e contagiante, a Banda La Pankka está conquistando o Sul e
Extremo Sul da Bahia, avançando no cenário estadual e nacional por
possui diferença artística notória.

2.7 Grupo No Styllo

2.8 Arleth Marinho


Reconhecemos sua voz toda vez que ouvimos os versos do hino da
cidade. Ela constitui a história do nosso município e em seus movimentos
também traz as linhas de uma memória dedicada à cultura de Jussari.
Poetiza, cantora, intérprete e compositora, Arleth Marinho foi a primeira
secretária de cultura nos anos de 1993 a 1995, no governo de Valdenor
Cordeiro. Já participou de oficinas de música percussiva, teatro de rua,
literatura e dança. Aqui nesta noite, representa a tradição cultural afro-
brasileira pela Associação Religiosa, Cultural e Beneficente das Filhas e
Filhos de Omiró e do Obá.

2.9 Dan Santos


O próximo personagem que passará pela sessão de terapia é
Dannyylloo, um jovem que está confuso sobre o mercado de trabalho,
com 36 anos ele não sabe mais o que fazer para conseguir trabalho, mas
descobre que sua chance foi por água a baixo no meio da conversa.

2.10 Milenna Ballet


O ballet Milena Araújo foi iniciado em Jussari-Ba, no ano de 2016,
no colégio Verissimo Silva Leite, com a professora Milena Araújo, que é
formada pela Royal Academy of Dance, Técnica em Dança SUPORT-Ba
2018, e discente em Licenciatura interdisciplinar em artes e suas
tecnologias na UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia).
Esse projeto tem como objetivo promover o conhecimento artístico
e corporal, na modalidade dança, sendo (Ballet/Jazz/Sapateado
/Moderno). São claros os benefícios da dança no desenvolvimento de
crianças e adolescentes, trabalha a musculatura, fortalece e estimula a
coordenação, melhora a postura, consciência corporal noções de espaço,
impulsiona a integração social, ritmo e criatividade.
Sabores, gostos, diversão e emoções são característica do CIRCO,
e o Ballet Milena Araújo estará transmitido todas essas sensações em
forma de dança.

2.11 Stand- Macraleh Nó Arte


A marca Macraleh Nó Arte é uma criação do artesão Alessandro
Lisboa. Seus trabalhos são feitos com linhas de polipropileno, cordão
encerado e barbantes; com uma técnica de tecelagem manual
denominada Macramê, que consiste no enredamento de nós em vários
estilos de amarrações, podendo ser utilizada em peças que vão desde
tapetes até pulseiras. Alessandro aplica a técnica exclusivamente na
confecção de filtros dos sonhos, usados na decoração de quartos e outros
locais interiores. Não deixe de encomendar a sua peça e favorecer a
decoração de sua casa com esses lindos filtros dos sonhos.

2.12 Joh Souza


Joadson Souza Mota, conhecido hoje como Joh Souza, deu os
primeiros passos na carreira musical com sete anos, começando com o
cavaquinho, seu primeiro instrumento musical. Essa base foi
fundamental para expandir seus horizontes, sendo determinante para
sua atuação em grupos de pagode romântico em sua cidade natal.
Durante o percurso, foi constituindo-se como compositor e cantor,
integrando alguns grupos regionais de pagode e arrochadeira.
Influenciado por seus companheiros de trabalho, além de artistas
como Sorriso Maroto, Zezé de Camargo e Luciano etc, Joh Souza, em
2016, resolve apostar na carreira solo, com uma identidade musical
voltada ao Arrocha Romântico ligado ao sertanejo.
Sem recursos financeiros para a produção e gravação do seu
primeiro trabalho, ele partiu para o aprendizado de engenharia do áudio,
recurso que lhe permitiu gravar o próprio álbum em casa. Daí em diante,
junto com uma equipe de profissionais, Joh Souza fez vários shows,
participou de programas de rádio, produziu 04 Cd’s com músicas
autorais e a cada dia espera aprimorar o desenvolvimento da sua
carreira.

2.13 Johne Passos e Escola de Capoeira Nação Iorubá


Importante legado trazido pelo movimento da diáspora negra para
o Brasil, a capoeira é uma representação cultural que mistura esporte,
luta, dança, cultura popular, música e brincadeira. Caracteriza-se por
movimentos ágeis e complexos, onde são utilizados os pés, as mãos e
elementos ginástico-acrobáticos. Diferencia-se das outras lutas por ser
acompanhada de música.
Em Jussari, Johnny Capoeira é um potente nome que atua na
cidade há mais de 15 anos com a prática dessa arte marcial. Professor
da Escola de Capoeira Nação Iorubá, ele começa sua trajetória em 2000,
em Ilhéus. Além da capoeira, trabalha com outras tradições afro-
brasileiras como samba de roda, maculelê, puxada de rede, confecções
de instrumentos como berimbau e pandeiro artesanal. Hoje a capoeira
faz parte de sua vida e é sua filosofia de existência.

2.14 Stand – Associação Cultural Cores da Terra


A Associação Cultural Cores da Terra foi criada aos 28 de novembro
do ano de 2003, contando portanto 17 anos de existência em nosso
município, inspirada no projeto Cores da Terra, representando as artes
diversificadas de Jussari em várias modalidades e manifestações
culturais, tendo promovido anteriormente diversas exposições culturais
de arte, através de iniciativa própria. Nosso objetivo é promover a arte e
cultura locais como forma de desenvolvimento no protagonismo dos
artistas da terra e dar-lhes condições de produzir, manifestar, expor e
comercializar o fruto de seus dons artísticos para que não se perca ou
morra nenhum desses, pois entendemos a cultura e a arte como meios
de libertação, autonomia e alimento para todos os segmentos da
sociedade. À prova disso trazemos alguns de nossos membros para
demonstrar na prática nossos esforços.
2.15 Cecília e banda
Não há nada melhor que juntar amigos para fazer um som especial.
É com essa vibe que Cecília e banda se apresenta hoje. Juntos, eles
objetivam entreter as pessoas com a música, trabalhando com vários
gêneros musicais e dedicando-se especialmente à Música Popular
Brasileira. O grupo é composto por: Cecília (cantora e participante de
eventos culturais na cidade, foi ganhadora do FACE em 2018); Weviton
(músico local e cantor participante de cultos e eventos da banda); Marcelo
(guitarrista e professor de violão, além de agente ativo na cultura da
nossa cidade, toca com outras bandas locais) e Iago (baterista atuante
em shows de bandas de diferentes estilos, também é bastante atuante
nos eventos culturais da cidade e já ministrou aulas de percussão na
cidade). Como artistas da terra, objetivam fazer da arte fonte de alegria
individual e para todos aqueles que apreciam a música como um
manifesto de amor, paz e fonte de conhecimento!

2.16 Grupo No Styllo

2.17 Wilson

2.18 Dan Santos


João Vitor é um jovem que tem um temperamento incontrolável,
um verdadeiro duas caras que ama se basear em signos do Zodíaco para
dar características as pessoas ao seu redor.

2.19 Sandro Oliveira


Sandro Oliveira é tecladista e, junto com mais quatro componentes,
tem uma banda com mais de 06 anos de história. Em virtude da
pandemia, tiveram que parar as apresentações, mas o artista espera que
essa situação passe mais rápido e anseia por dias melhores. É com esse
espírito que Sandro que hoje se apresenta neste Festival.
2.20 Stand – Elma
A artesã Elielma Barbosa da Silva, conhecida como Elma Silva
Biscuit, deu os seus primeiros passos na área do artesanato em 2007,
ocasião na qual iniciou um curso no CRAS, mas por problemas adversos
a professora não teve como concluir as atividades, fato que levou Elma a
realizar de forma autônoma sua formação em artesanato. Com o apoio
incondicional da família, ela tem como grandes referências os perfis Faby
Rodrigues, Sah Biscuit e Biscuit da Pati. Para conhecer mais o trabalho
de Elma Silva Biscuit, acesse as redes sociais no Instagram
@ElmaArtes&Biscuit e no Facebook Elma Barbosa Silva.

2.21 Del Vasconcelos


Natural de Aracaju-Se, tem sempre o forró como base do seu
repertorio musical em qualquer época do ano. Com uma proposta de “voz
e violão” mais ritmado e dançante, nos convida a um bom papo na roda
de amigos, enquanto disfrutamos seus shows.
Com o slogan “Tocando e recordando”, Dell Vasconcelos nos
apresenta o melhor da tradição de som de barzinho e mostra uma
versatilidade incrível em seu repertório que tem de tudo um pouco:
seresta, anos 60, pop rock nacional e sucessos de ontem e da atualidade.
A partir desse repertório variado, ele nos traz hoje canções dos
nossos expoentes da MPB. E vamos curtir Dell Vasconcelos, “Tocando e
recordando”.

2.22 Dentinho

3. ENCERRAMENTO
A cultura se faz e se constitui com as mãos de todos nós. Como um
grande rio que corre e se desenvolve seguindo o curso misterioso das
águas, a cultura manifesta-se potência que explode em cada fazer e ação,
em cada expressão popular, em cada técnica e saber. Tudo isso compõe
o inventário cultural que atravessa as nossas existências, que marca
profundamente uma assinatura, tal como o DNA.
Hoje, vimos o brilho e a força do cenário cultural de Jussari. Seus
artistas, artesãos, músicos, cantores, poetas, pintores, dançarinos,
atores, demonstraram que o talento, na nossa cidade, é grandioso e
merece ser visto e reconhecido.
Desse modo, esperamos que momentos como esse sejam
motivadores e que nos façam avançar no sentido da garantia de políticas
públicas culturais na nossa cidade. Essa é uma luta e um anseio de
todos, e não poderia ser de outro modo, pensando na cultura como
poderoso instrumento de transformação social. Parafraseando o poeta
Ferreira Gular, a arte e a cultura existem porque a vida sozinha não
basta.
Agradecemos a todas e a todos envolvidos no intuito da realização
desse momento, a expressão coletiva desse trabalho abriu caminhos para
pensarmos na cultura de Jussari de forma responsável, criativa e
propositiva.
Agora, num momento de silêncio, iremos prestar uma homenagem
às vítimas da Covid-19 no nosso país, que já chegam a marca de 150 mil
mortes. Que os sonhos desses e dessas brasileiras, estejam vivos dentro
do nosso desejo de fazer um país mais justo, menos desigual e menos
violento, sobretudo para o que são mais vitimados pelas mazelas sociais.