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15/11/2010 Benefícios da atividade física na melh…

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Benefícios da atividade física na melhor idade


Faculdades Integradas Toledo de Araçatuba Sandra Regina da Silva Takahashi
Curso de Educação Física Prof. Ms. Sérgio Tumelero (Orientador)
(Brasil) tumelero.prof@toledo.br

http://w w w .efdeportes.com/ Rev ista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 74 - Julio de 2004

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Introdução
Conforme atesta (SILVA & BARROS, 1998; BARBOSA, 2001), a expectativa média de vida vem
sofrendo um acréscimo. Isto se dá, devido à melhora da qualidade de vida, que "e a satisfação
harmoniosa dos objetivos e desejos de alguém, além de implicar numa idéia de felicidade, ou seja,
a ausência de aspectos negativos", afirma BERGER & MCINMAN apud BORGUETTI et al. (2000).

Assim, para se obter essa qualidade de vida é necessária que haja um equilíbrio e um bem-estar
entre o homem como ser humano, a sociedade em que vive e as culturas existentes.

Devemos sempre estar cientes de que, "uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto
beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos, alimentação saudável, espaço para o
lazer, bom relacionamento familiar, enfim, é preciso investir numa melhor qualidade de vida" PIRES
et al. (2000, p. 2). Com isso, este estudo vem buscar a qualidade de vida e a longevidade, pela
atividade física na água - "hidroginástica". Esta modalidade aquática que traz grandes benefícios,
devido ao meio, para uma população muito especial que é a 3ª idade.

Por outro lado, sabe-se que o processo de envelhecimento é acompanhado por uma série de
alterações fisiológicas ocorridas no organismo (LEITE, 1990; WEINECK, 1991; SKINNER, 1991;
FEDERIGHIL, 1995; FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996a; ZOGAIB, BITTAR & BICARRELO,
1996), bem como pelo surgimento de doenças crônico - degenerativas advindas de hábitos de vida
inadequados (tabagismo, ingestão alimentar incorreta, tipo de atividades laboral, ausência de
atividade física regular, etc.).

Em virtude desses aspectos, acredita-se que a participação do idoso em programas de exercício


físico regular poderá influenciar no processo de envelhecimento, com impacto sobre a qualidade e
expectativa de vida, melhoria das funções orgânicas, garantia de maior independência pessoal e um
efeito benéfico no controle, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidades
cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, distúrbios
mentais, artrite e dor crônica (MATSUDO & MATSUDO, 1992; SHEPHARD, 1991).

Afirmam (BARBOSA, 2001; SILVA & BARROS, 1996 e BONACHELA, 1994) que, a hidroginástica
protelará o processo de envelhecimento e trará benefícios anatomo-fisiológicos, cognitivos e sócio-
afetivos aos idosos, tornando-os mais sadios (ausência de doenças), independentes, sociáveis e
eficientes, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida.

Por esses motivos, diversos estudos nessa área têm procurado descrever os benefícios,
dificuldades e peculiaridades do condicionamento físico, visando prevenir e atenuar o declínio
funcional decorrente do processo de envelhecimento (LEITE, 1990; YAZBEK & BATIATELLA, 1994;
ACSM, 1994; FEDERIGHI, 1995; MATSUDO & MATSUDO, 1993); outros trabalhos analisaram o risco
à saúde decorrente da participação do idoso em programas de exercícios (WEINECK, 1991), ou os
critérios mínimos de aptidão cardiorrespiratória e motora para sustentar o programa sem risco à
saúde (LEITE, 1990). O treinamento esportivo para os idosos, não como campo de realização de
altas performances, mas como meio para manutenção e alcance da saúde, tem sido estudada por
APELL & MOTA (1991); outros trabalhos procuraram enfocar a capacidade de desempenho ou
treinamento do idoso verificando os declínios funcionais e comparando-os aos de outros indivíduos
(atletas, sedentários, pessoas jovens, etc.) (SKINNER, 1991; WEINECK, 1991).

De acordo com PIRES et al. (2002), com o declínio gradual das aptidões físicas, o impacto do
envelhecimento e das doenças, o idosos tende a ir alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias
por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos associados à inatividade e a má
adaptabilidade são muito sérios. Podem acarretar numa redução no desempenho sérios, na
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adaptabilidade são muito sérios. Podem acarretar numa redução no desempenho sérios, na
habilidade motora, na capacidade de concentração, de reação e de coordenação, gerando
processos de auto-desvalorização, apatia, insegurança, perda da motivação, isolamento social e a
solidão.

Assim, segundo (PIRES et al., 2002; BARBOSA, 2001; BONACHELA, 1994; KRASEVEC & GRIMES;
POWERS & HOWLEY, 2000; SILVA & BARROS, 1996) as capacidades físicas, as modificações
anatomo-fisiológicas, as alterações psicos-sociais e cognitivas, são regredidas ao decorrer do
processo de envelhecimento, bem como:

Capacidades Físicas - há uma diminuição de: coordenação motora grossa e fina, habilidades,
equilíbrio, esquema corporal, visão e audição;

Modificações Anatomo-fisiológicas - hipotrofia cerebral e muscular, diminuição da


elasticidade vascular e muscular, concentração de tecido adiposo, tendência à perda de
cálcio pelos ossos, desvios de coluna, redução da mobilidade articular, altura, densidade
óssea, volume respiratório, resistência cardio-pulmonar, freqüência cardíaca máxima, débito
cardíaco, consumo máximo de oxigênio e mecanismos de adaptação (hermodinâmicos,
termorreguladores,imunitários e hidratação), insuficiência cardíaca;

Função Cognitiva - é expressa pela velocidade de processamento das informações, assim


influenciadas pela quantidade de motivação e estimulação. Com isso, só sofrerá negativas se
não for estimulada.

Alterações Psicossociais - ocorre, a diminuição da sociabilidade, a depressão, mudanças no


controle emocional, isolamento social e baixa auto-estima, ocasionadas pela aposentadoria,
pela dificuldade auditiva, visual e motora, pela síndrome do ninho vazio (saída dos filhos, de
casa), pela impotência sexual, entre outras.

Além do mais, essas alterações podem ocasionar várias patologias físicas e psíquicas. Cabe a
nós, educador físico, usarmos da nossa profissão, como um dos meios de minimizar e prevenir
estas, tornando-os indivíduos/idosos mais saudáveis, mais aptos, bem dispostos, independentes,
reintegrados, com melhores condições de vida, valorizando-se e sendo valorizado.

PIRES et al. (2002) consideram que, a velhice sempre é vista como um período de decadência
física e mental. É um conceito equivocado, pois muitos cidadãos que chegam aos 65 anos, já que
esta é a idade oficializada pela Organização das Nações Unidas, como limite entre fase adulta e
velhice, ainda são completamente independentes e produtivos. Acreditamos na decadência sim, mas
da sociedade que perde, não dando valor ou criando espaços adequados para as necessidades de
nossos velhos. A população idosa, em nosso país, cresce a cada dia e com ela as dificuldades e as
necessidades de adequar soluções eficientes, junto aos órgãos públicos, com o objetivo de tornar
digna a vida de nossos idosos.

Na elaboração de um programa de exercícios físicos é importante ter o conhecimento específico


sobre a faixa etária em que o indivíduo está inserido e sobre as modificações que ocorrem neste
período, além de considerar também as peculiaridades individuais. Neste sentido, diversos autores
têm procurado apontar alterações decorrentes do processo de envelhecimento, bem como as
implicações dessas alterações na elaboração e supervisão desses programas.

O envelhecimento é um processo que, do ponto de vista fisiológico, não ocorre necessariamente


em paralelo ao avanço da idade cronológica, apresentando considerável variação individual; este
processo surge acompanhado por uma série de modificações nos diferentes sistemas do organismo,
seja a nível antropométrico, muscular, cardiovascular, pulmonar, neural ou de outras funções
orgânicas que sofrem efeitos deletérios, além do declínio das capacidades funcionais e modificações
no funcionamento fisiológico (FARO JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996a, 1996b; YAZBEK &

BATISTELLA, 1994; MATSUDO & MATSUDO, 1993; SKINNER, 1991; MCARDLE,, KARTCH &
KARTCH, 1986).

O envelhecimento é marcado por um decréscimo das capacidades motoras, redução da força,


flexibilidade, velocidade e dos níveis de VO2 máximo, dificultando a realização das atividades diárias
e a manutenção de um estilo de vida saudável (MARQUES, 1996). Ocorrem alterações fisiológicas
durante o envelhecimento que podem diminuir a capacidade funcional, comprometendo a saúde e
qualidade de vida do idoso. Essas alterações acontecem: ao nível do sistema cardiovascular; no
sistema respiratório com a diminuição da capacidade vital, da freqüência e do volume respiratório;
no sistema nervoso central e periférico, onde a reação se torna mais lenta e a velocidade de
condução nervosa declina e; no sistema músculo-esuqelético pelo declínio da potência muscular,
não só pelo avanço da idade mas pela falta de uso e diminuição da taxa metabólica basal (FARO
JR., LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c; MATSUDO & MATSUDO, 1992; SKINNER, 1991).

Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o idoso seja submetido a
uma avaliação médica cuidadosa, constando preferencialmente de um teste de esforço para
prescrição do programa, quanto a essa recomendação é importante levar em conta alguns critérios
que deverão influenciar a seleção do protocolo e servem, também, para ilustrar algumas das
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que deverão influenciar a seleção do protocolo e servem, também, para ilustrar algumas das
importantes restrições impostas pelo envelhecimento quanto à realização de exercícios: a
diminuição de VO2 máximo pode requerer que se opte por um teste de baixa e moderada
intensidade e maior duração, isso se deve também a um maior tempo requerido para que se
alcance o stead - stead; usar maior período de aquecimento e pequenos incrementos nas cargas ou
incremento em intervalos de tempo maior; em função da maior fadigabilidade deve ser diminuída a
duração total do teste; a diminuição dos níveis de equilíbrio e força indica o uso prioritário da
bicicleta (ergômetro); a redução na coordenação muscular exige, muitas vezes, a realização de
mais de um teste que se chegue a um resultado confiável; outros fatores como o uso de
dentaduras, a diminuição da acuidade visual e auditiva, devem ser também considerados
(MATSUDO & MATSUDO, 1993).

A partir do reconhecimento desses fatores é possível compreender que o idoso é relativamente


mais fraco, mais lento e menos potente; verificando-se com o avanço da idade uma redução no
desempenho que requer regulação do sistema nervoso, como no caso do equilíbrio e do tempo de
reação (SKINNER, 1991).

Hidroginástica na terceira idade

Como diz o nome, hidroginástica é a ginástica na água, a qual se diferencia das outras
atividades, realçando alguns benefícios, devido às propriedades físicas que o meio oferece.
BONACHELLA (1994) classifica as propriedades físicas da água em densidade, flutuação, pressão
hidrostática e viscosidade.

Relatam (ROCHA, 1994; BONACHELA, 1994; MARQUES & PEREIRA, 1999), que as propriedades
físicas da água irão auxiliar, ainda mais os idosos, na movimentação das articulações, na
flexibilidade, na diminuição da tensão articular (baixo impacto), na força, na resistência, nos
sistemas cardiovascular e respiratório, no relaxamento, na eliminação das tensões mentais, entre
outros. Em suma, a piscina para o trabalho com a terceira idade, deve obter diferente plano de
acesso como, degraus, rampas, barras de apoio ao redor das paredes das bordas,
preferencialmente um piso antiderrapante, água bem tratada, profundidade crescente (não
ocorrendo quedas bruscas) e variação da temperatura entre 28° a 30° C, RAUCHBACH,1990).

È importante considerarmos que, antes de incluirmos o idoso nas aulas de hidroginástica, é


necessário que o educador físico, tenha em mãos uma avaliação médica, para uma maior
segurança do programa da atividade e do idoso, a fim de verificar a real capacidade funcional do
aluno e de possível existência de problemas físicos.

Segundo HARRIS apud KRASEVEC & GRIMES "o exercício adequado pode adiar ou menos
retardar as alterações associadas à idade nos sistemas músculo-esquelético, respiratório,
cardiovascular e nervoso central". Com isso, considera-se importante o conhecimento da população
em que iremos desenvolver nosso trabalho (no nosso caso, o idoso), para podermos prescrever os
exercícios adequados atendendo as necessidades morfológicas, orgânicas e emocionais do grupo,
assim colhendo bons resultados, tornando a atividade mais produtiva e lúdica, para a terceira idade.

Objetivos do programa de exercícios dirigidos a idosos

Existe um consenso, que os objetivos de um programa de exercícios devem estar diretamente


relacionados com as modificações mais importantes e que são decorrentes do processo de
envelhecimento. Desse modo, um programa de exercícios para idoso deve estar direcionado: a) ao
melhoramento da flexibilidade, força, coordenação e velocidade: b) elevação dos níveis de
resistência, com vistas a redução das restrições no rendimento pessoal para realização de
atividades cotidianas; c) manutenção da gordura corporal em proporções aceitáveis. Esses aspectos
irão influenciar na melhoria da qualidade de vida (MATSUDO & MATSUDO, 1992; APELL & MOTA,
1991; MARQUES, 1996) e poderá atenuar os efeitos da diminuição do nível de aptidão física na
realização de atividades diárias e na manutenção de um maior grau de independência (MARQUES,
1996).

O programa de exercícios para idosos deve proporcionar benefícios em relação às capacidades


motoras que apóiam a realização das atividades da vida diária, melhorando a capacidade de
trabalho e lazer e alterando a taxa de declínio do estado funcional (MARQUES, 1996; FARO JR.,
LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c; ACSM, 1994).

Afirmam (MATSUDO & MATSUDO apud SILVA & BARROS, 1998; PIRES et al., 2002; BARBOSA,
2001; BONACHELA, 1994; KRASEVEC & GRIMES), que os objetivos de um programam de atividade
física, como hidroginástica, para a terceira idade, deve obter exercícios diretamente relacionados
com as modificações mais importantes e que são decorrentes do processo de envelhecimento. Tais
como:

a. Promover atividades recreativas (para a produção de endorfina e andrógeno responsável


pela sensação de bem-estar e recuperação da auto-estima);

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b. Atividades de sociabilização (em grupo, com caráter lúdico);

c. Atividades moderadas e progressivas (preparando gradativamente o organismo para


suportar estímulos cada vez mais fortes);

d. Atividade de força, com carga (principalmente para os músculos responsáveis por


sustentação/postura, evitando cargas muito fortes e contrações isométricas);

e. Atividades de resistência (com vista a redução das restrições no rendimento pessoal);

f. Exercícios de alongamento (ganho de flexibilidade e de mobilidade) e

g. Atividades de relaxamento (diminuindo tensões musculares e mentais).

Também (KRASEVEC & GRIMES; BONACHELA, 1994), aconselham aos educadores físicos, a
obterem de cada aluno idoso um exame médico, a freqüência cardíaca máxima, o período de
ausência das atividades físicas, o nível de aptidão, sua idade atual, seus objetivos, suas
insatisfações e satisfações emocionais, entre outras, para e por uma avaliação, assim podendo
aplicar a aula respeitando a individualidade de cada aluno e as capacidades do grupo.

Por conseguinte, atesta BONACHELA (1994) que a prática da hidroginástica, metódica e freqüente
na terceira idade, é capaz de promover modificações morfológicas, sociais fisiológicas, melhorando
as funções orgânicas e psíquicas.

Segundo WEINECK (1991 e ACSM (1994) devem estar incluídos em um programa de exercícios
para idosos o treino da força muscular, da mobilidade articular e da resistência; a preocupação
quanto a essas variáveis se deve a notável diminuição da força muscular após os 60 anos de idade
(PHILLIPS & HASKEL apud MARQUES, 1996), do mesmo modo, a flexibilidade e a resistência
diminuem com a idade, sabe-se, porém, que este perda e maior quando os indivíduos não fazem
qualquer atividade física. Desse modo, mesmo que se verifique uma redução da capacidade de
trabalho com o avanço da idade, a atividade física e o treino podem contrabalançar estas alterações
já mencionadas (MARQUES, 1996)).

A composição do programa deverá observar os resultados obtidos em testes e medidas da


aptidão física e dependerá dos objetivos, necessidades, estado de saúde e condicionamento do
indivíduo, assim como do tempo, equipamentos e instalação disponíveis. O programa deverá conter
basicamente um período de aquecimento e esfriamento, uma atividade de predominância aeróbia e
outra de predominância neuro muscular. No aquecimento devem ser realizados alongamentos e
movimentos articulares para evitar lesões e contribuir para a manutenção da mobilidade articular. A
atividade física bem estruturada e elaborada para os idosos, pode recuperar o ritmo e a
expressividade do corpo, agilizar os reflexos e adequar os gestos a diferentes situações (SKINNER,
1991; LEITE, 1990; MATSUDO, 1992). São recomendados exercícios que estimulem a melhora
cardiovascular (exercícios de endurance), devendo ser incluídos nos programas exercícios de
aquecimento e volta à calma além de um trabalho de força muscular. Para YAZBECK & BATISTELLA
(1994) o programa de exercícios para idosos deve ser composto basicamente por exercícios
dinâmicos (predominantemente isotônicos) para gerar benefícios ao sistema cardiovascular e
respiratório. Em síntese o programa de exercícios deverá ser constituído por partes que estão
relacionadas a objetivos específicos e, conseqüentemente, visando promover melhorias quanto à
sensação de bem estar e nível de saúde.

Cuidados e restrições

A participação do idoso em programas de exercícios físicos deve observar os cuidados e


restrições indicadas abaixo:

Restrições

Altas intensidades de exercícios (MARQUES, 1996; MATSUDO & MATSUDO, 1993; FARO JR.,
LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c)

Solicitação do sistema anaeróbico deve ser evitada (MARQUES, 1996, LEITE, 1990; FARO JR.,
LOURENÇO & BARROS NETO, 1996c)

Exercícios isométricos (MARQUES, 1996, LEITE, 1990; FARO JR., LOURENÇO & BARROS
NETO, 1996c)

Movimentos rápidos e bruscos (MATSUDO & MATSUDO, 1992)

Cuidados

Não ultrapassar a amplitude máxima dos movimentos (MARQUES, 1996)

Não prolongar exercício na presença de dor (MARQUES, 1996)

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Uso de medicamentos (YAZBECK & BATISTELLA, 1994)

Não levar a exaustão (MATSUDO & MATSUDO, 1992)

Exercícios de elevada intensidade e a conseqüente solicitação do sistema anaeróbio devem ser


evitados, por conduzirem a um maior desgaste muscular e aumentarem o risco de lesões nessas
estruturas, além de produzirem efeitos sobre o VO2 máximo, limiar anaeróbio e respostas
cardiorrespiratórias, que são muito similares àqueles obtidos através de exercícios de baixa e
moderada intensidade (MARQUES, 1996; MATSUDO & MATSUDO, 1993; FARO JR., LOURENÇO &
BARROS NETO, 1996c). Os exercícios nunca devem ser realizados até a exaustão, fadiga e na
presença de dor, pois esses são fatores que podem indicar a realização de atividades intensas,
resposta dessa natureza, recomendam a interrupção da sessão de exercícios e a necessidade de
redimensionamento da prescrição (MARQUES, 1996; MATSUDO & MATSUDO, 1992).

Existem indicações de que os exercícios estáticos (MARQUES, 1996) e utilização da manobra de


valsalva (MATSUDO & MATSUDO, 1992) são contra indicados em programas dirigidos para idosos,
devido as suas implicações sobre a elevação da pressão arterial. Da mesma maneira, movimentos
abruptos, transições entre altas e baixas intensidades, mudanças bruscas de posição e movimentos
rápidos da cabeça são atividades que podem representar um risco desnecessário em programas
destinados a esse tipo de público.

Os movimentos podem se realizados com extensão completa, mas a amplitude máxima de uma
articulação não deve ser ultrapassada, pois os movimentos de hiper extensão afetam a estabilidade
das articulações e podem ter como conseqüência, danos e dores mais ou menos permanentes
(MARQUES, 1996).

Objetivos
Quantificar alguns efeitos da atividade física para pessoas com faixa etária superior a 60
anos.

Oportunizar melhor qualidade de vida para pessoas com idades mais avançadas.

Metodologia
Participaram destas avaliações 30 pessoas com faixa etária superior a 60 anos. Estes voluntários
foram avaliados sem duas ocasiões, uma em março de 2003 e outra em setembrode2003,
caracterizando as avaliações iniciais e finais.

Utilizamos nestas avaliações uma balança para controle do peso corporal e a pista de atletismo
do estádio Municipal de Guararapes - SP.

Resultados
O gráfico 1 mostra a faixa etária dos indivíduos participantes das atividades, onde 70% dos
mesmos tem idades entre 60 e 70 anos, 26,6% entre 71 e 80 anos e 3,3% acima de 81anos.

Quando observamos o peso corporal apresentado pelos voluntários observamos que: 10% delas
aumentaram o peso corporal, 60% mantiveram o peso corporal durante este período e que 30%
reduziram o peso corporal quando comparamos a avaliação inicial e final. Estes valores estão
representados no gráfico 2.

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Gráfico 1: Representa a idade dos v oluntários participantes.

Gráfico 2: Representa o peso corporal dos avaliados.

Para avaliação da flexibilidade, utilizamos a técnica de sentar e levantar e ainda separamos os


indivíduos por grupos: Pessoas que não conseguiam fazer atividades de sentar e levantar (grupo 1),
13,3% na primeira avaliação e 0% na segunda avaliação. Grupo 2 (pessoas que apresentavam
muita dificuldade em fazer atividades de sentar e levantar do chão, precisavam de ajuda) 23,3% na
primeira avaliação e 0% na segunda avaliação. Para as pessoas que apresentavam alguma
dificuldade, mas conseguiam realizá-las sem ajuda (grupo 3) o percentual da primeira avaliação era
de 40%, passando para 26,6% na segunda avaliação. No grupo 4 (pessoas que não apresentavam
dificuldades para a atividade) na primeira avaliação era de 23,3%, passando, na segunda avaliação
para um percentual de 73,3%. Todos estes valores estão representados no gráfico 3.

Gráfico 3: Representa a flexibilidade no teste de sentar e levantar.

No gráfico 4 representamos a resistência através da caminhada com duração de 30 minutos,


numa pista com 405 metros, onde encontramos no início 4 pessoas (15%) dando apenas 2 voltas na
pista. Após este período nenhuma pessoa foi classificada com duas voltas de percurso. Para 18
pessoas (60%) a distância percorrida na primeira avaliação foi de 3 voltas, já na segunda avaliação
apenas 3 pessoas (10,2%) deram somente 3 voltas na pista. 20% delas (6 pessoas) deram 4 voltas
na pista em 30 minutos na primeira avaliação, na segunda avaliação estes valores foram de 26,6%
(8 pessoas). Duas pessoas (5%) deram 6voltas na primeira avaliação, comparados com 14 pessoas
(46,6%) na segunda avaliação. Na segunda avaliação, ainda, 5 pessoas (16,6%) caminharam mais
de 6 voltas, quando no início nenhuma pessoa atingiu esta distância. Todos estes valores estão
representados no gráfico 4.

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Gráfico 4: Representa a resistência nas ativ idades de caminhada num tempo de 30 minutos.

Além disso, todos os avaliados relataram que houve uma diminuição no uso de medicamentos,
diminuição da taxa de colesterol e trigicéris no nível do diabetes.

Conclusões
O declínio das capacidades físicas e as modificações fisiológicas decorrentes do envelhecimento
são aspectos fundamentais para a elaboração de programas de exercícios para idosos. Viu-se que
os objetivos desses programas deverão estar diretamente relacionados com as alterações
decorrentes do processo de envelhecimento, assim as metas associadas à prática de exercícios
deveriam ser: melhoria da qualidade de vida, retardamento das alterações fisiológicas, melhoria das
capacidades motoras e benefícios sociais, psicológicos e físicos.

Quanto à composição da sessão de exercícios existem referências, nos trabalhos consultados, em


relação aos seguintes componentes:

a. Aquecimento - incluindo exercícios de alongamento e atividades físicas de baixa intensidade;

b. Parte principal - incluindo exercícios de resistência aeróbia, força e resistência muscular e;

c. Volta à calma - incluindo exercícios de alongamento. Quanto a esse assunto, uma grande
lacuna observada diz respeito a disposição seqüencial adequada, do mesmo modo, falta um
maior esclarecimento sobre a função e organização das atividades em cada um desses
componentes.

Não foram verificadas divergências quanto ao tipo e freqüência semanal, contudo, observou-se
grandes variações na indicação da duração e intensidade recomendada em programas de exercícios
dirigida para idosos. Existiu uma abordagem diversificada quanto ao modo de progressão dos
exercícios, além de existirem poucas referências na literatura a respeito das atividades visando
desenvolvimento da força muscular e flexibilidade.

A maioria das idosas começou a praticar atividade física e não parou mais. Relatam que hoje
coisas mínimas que antes não conseguiam fazer, já fazem com facilidade, como o ato de sentar no
chão.

Uma aluna relatou que com a hidroginástica não sentiu mais dores lombares e na cervical e
diminuiu o uso de medicamentos. Que antes tinha muita insônia e que isso melhorou muito depois
que começou a praticar atividade física.

Enfim, com a prática de qualquer atividade física, a terceira idade se sentirá mais útil,
independente, com mais esperança e vontade de viver, mais auto-estima, com maior vitalidade e
disposição, tornando-se seres mais saudáveis, sociáveis e felizes.

Que a atividade física proporciona bem estar, além de proporcionar em alguns casos diminuição
do peso corporal, aumento da flexibilidade, aumento da resistência e diminuição do uso de
medicamentos.

Referências bibliográficas

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rev ista digital · Año 10 · N° 74 | Buenos A ires, Julio 2004


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