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Bowen -Grau de diferenciação do self, Projeção familiar,

transmissão multigeracional.
Rompimento emocional. Triangulação, posição entre
irmãos. Processo emocional da sociedade.

Bowen teve a intuição de compreender os sistemas de


relação familiar horizontais, como, por exemplo, o
matrimônio ou a relação entre irmãos; em reciprocidade
com o sistema vertical da família de origem. A partir desta
visão integral da família (transmissao multigeracional).
Alguns dos conceitos fundamentais desta teoria são a
diferenciação, o corte emocional, a transmissão
multigeracional e o triângulo emocional.

A diferenciação de si próprio -Para Bowen, o indivíduo


deverá diferenciar-se e contrapor-se às forças emotivas
que tentam manter um estado excessivo de coesão
familiar, designado por massa indiferenciada do eu familiar
ou de identidade emocional conglomerada, sendo
impossível distinguir onde começa e termina o outro.No
processo de diferenciação, a pessoa poderá assumir-se
como um ser humano com ideias e decisões próprias,
diferente de todos os outros. Poderá criar relações
interpessoais com os membros da família e enfrentar os
problemas da vida de forma responsável e madura. Bowen
apresentou uma escala de diferenciação de zero a cem,
representada na figura 2.1., numa tentativa de
conceptualizar todos os modos de funcionamento da
humanidade num continuum, de um estado muito
indiferenciado de fusão extrema, a um estado de completa
diferenciação e responsabilidade de si próprio
Diferenciação significa projetar o caminho pessoal através
do próprio sistema interno de guia, pelo que se refere mais
a um processo do que a um objetivo. Tipicamente, uma
pessoa com alta diferenciação tem a capacidade de manter
uma presença não ansiosa perante uma pessoa ansiosa,
sendo também capaz de definir de modo claro os próprios
valores e objetivos pessoais e de assumir a
responsabilidade sobre o próprio ser e sobre o destino
emocional. A pessoa diferenciada afirma o que pensa sem
atribuir as próprias crenças a outros, assumindo igualmente
a responsabilidade da própria felicidade sem culpabilizar os
outros dos próprios insucessos.

O corte emocional -O corte emocional refere-se, portanto,


a uma falta de pertença familiar, às vezes disfarçada de
falsa autonomia, que se manifesta no paradoxo de sentir,
por um lado, uma necessidade imperiosa de proximidade
afetiva e, por outro, uma rejeição quase alérgica às
relações mais próximas. Corteemocional, marcada por uma
aparente falta de pertença e por uma negação da
intensidade emocional dos vínculos não resolvidos com os
próprios pais Esta vulnerabilidade afetiva, mascarada de
autonomia e segurança, pode, em particular, ser reativada
quando se passa da condição de filho para a de pai. A
pessoa sente que tem de oferecer afeto aos filhos, mas
pensa que não o pode dar porque nunca o recebeu.

A transmissão multigeraciona l- Todas as gerações


pertencem a um processo natural contínuo, em que cada
geração está presente na sucessiva, de forma que o
presente e o passado passam a ser uma falsa dicotomia.
Nesta perspetiva, o passado não é uma influência para o
presente, como defendem outras teorias. Passado e
presente formam antes parte da trama duma mesma
entidade indivisível.A família assemelha-se a uma escola,
onde se aprendem os conhecimentos fundamentais a partir
dos quais cada pessoa constrói a maneira própria de ver o
mundo. A família será caracterizada por processos
transmitidos pelas respetivas estirpes ou antepassados,
mas também pela posição de força ou debilidade que
ocupa cada membro na árvore genealógica. Essas
transmissões podem ser positivas ou negativas, tendo em
conta o tipo de valores e de estilos relacionais funcionais
ou disfuncionais transmitidos.
O triângulo emocional -O conceito de triangulação, como
unidade mínima de relacionamento familiar, mostrando que
não se pode pensar no indivíduo sem contar, pelo menos,
com outros dois elementos. Este triângulo é formado a
partir da ansiedade sistémica de duas pessoas que, para
manter uma relação estável, recorrem a um terceiro
elemento. Quando uma pessoa inclui uma relação difícil já
estabelecida entre outras duas pessoas, ela também
sofrerá o stress dessa relação .Um triângulo está em
movimento constante e estes movimentos são previsíveis
pelos reflexos emocionais. Os triângulos, quando são
examinados nos genogramas familiares, podem ajudar a
compreender como se produz a transmissão
multigeracional e a explicar porque há sistemas que não
mudam. Na terapia boweniana, trabalha-se a
destriangulação, para produzir movimentos e mudanças
nos diferentes membros da família, designadamente
através da entrada no triângulo do terapeuta ou da
estimulação de um dos membros. Anos mais tarde,
Maurizio Andolfi utilizará a triangulação boweniana, mas
ampliando-a a uma terceira geração, a partir de uma visão
transgeracional, que enriquece muito a compreensão
longitudinal das relações familiares

O ponto central da terapia de Bowen é a passagem do


indivíduo da compulsão a reagir à liberdade de responder.
O terapeuta procura descobrir os padrões repetitivos e
inadequados transmitidos de geração em geração na vida
familiar.  Se empenhar em ensinar o funcionamento do
sistema emocional dos pacientes e no desenvolvimento de
um self forte em cada membro da família.   
Nagy - Lealdades invisíveis: débitos, méritos, expectativas
e obrigações, justiça e eqüidade como fonte de conflitos.
A relação dialógica como estruturante da individuação,
levando à aceitação da autonomia, e liberdade existencial.
Nagy , Desenvolveu a abordagem contextual de
psicoterapia familiar e individual, envolvendo as dimensões
individual, interpessoal, existencial e sistêmica da vida
familiar.Voltou seu interesse para o impacto causado pelas
lealdades intergeracionais no aparecimento dos sintomas.
Deu ênfase a questões de justiça, lealdade, mitos,
dividas.....
Considera o diálogo como estruturante do processo de
individuaçãoo, relacional baseado em autonomia aceita e
liberdade existencial. O objetivo da terapia existencial é
facilitar o processo de autonomia, que é inseparável do
compromisso pessoal assumido nas suas relações e do
reconhecimento das necessidades dos outros.
O estudo da transgeracionalidade implica na compreensão
dos padrões familiares que se repetem de uma geração a
outra. E esse padrão é definido a partir dos fenômenos de
lealdades, valores, mitos, ritos e legados; esses fatores são
considerados como uma força invisível que maneja as
pessoas.
Na família, a lealdade marca o pertencimento a um grupo e
aparece tanto como uma característica grupal, como
também, sob forma de uma atitude individual; o seu grau
irá depender da posição de cada indivíduo dentro do seu
universo, o que se deve ao papel que foi delegado a cada
membro da família, transgeracionalmente.
O membro leal procura alinhar os seus interesses com os
do grupo familiar, participando do delineamento dos
objetivos da sua família e compartilhando o seu ponto de
vista. Todas as pessoas da família adquirem um
compromisso em relação às expectativas estruturadas do
grupo, com um forte componente de obrigação ética. Pode-
se dizer, então, que a lealdade é uma força que coloca o
sujeito como um membro efetivo do seu grupo mas, que
exige, em troca, o compromisso de obedecer às regras
desse sistema, cumprindo com os mandatos que lhe são
delegados. Assim, para ser um membro leal a um grupo, o
indivíduo deve interiorizar as expectativas grupais e
assumir uma série de atitudes a fim de cumprir os seus
mandatos.
Outro conceito desenvolvido por Boszormenyi-Nagy é o da
parentificação que consiste na atribuição do papel parental
a um ou mais filhos no sistema familiar. É uma atitude de
um adulto transformando uma criança em alguém cujas
exigências estão acima da sua capacidade cronológica.
Essa ação implica uma inversão de papéis que pode
perturbar a fronteira A parentificação pode fazer a criança
perder a confiança em si mesma, quando não consegue
realizar as expectativas apresentadas pelos adultos.
Andolfi
Individuo se torna elemento potencial de entrada de
estímulos – trocas circulares entre estrutura do individuo e
família (Escola de Milan, Bowen, Haley, Hoffman, Liotti,
etc). Intervenção , exploração circular entre os membros e
entre a realidade social mais ampla. O terapeuta é diretivo
e estratégico – guia e dirige a sessão, desenha e propõe
tarefas para que o cliente possa aprender novos
significados e comportamentos alternativos.
O modelo de terapia trigeracional de Andolfi ajuda-nos a
olhar para a criança e o seu sintoma como uma parte para
todo o sistema familiar. O sintoma, ao chamar para si toda
a atençãoo e preocupaçãoo familiares, contém muitas
vezes uma função protetora dos conflitos nao resolvidos ao
longo da historia passada e presente da família. Com a
presença de 3 gerações na sala de terapia pode iluminar-
se, por um lado, o papel que os sintomas têm na
manutençãoo das lealdades e mandatos familiares ao
longo das gerações e, por outro lado, construir a mudança
estrutural e experiencial que permite restabeleceros papéis
adequados a cada elemento, dissolvendo o bloqueio
evolutivo da família.
Relacao Diadica na Terapia e Relacao Triadica Interativa
(Bowen, Zuk, Haley, Selvini Palazzoli, etc)
Aliancas/Coalizoes em famílias (Bowen).
Importancia da Relacao Triadica em terapia.
Traingulacao como unidade de observação, em família
nucelo ou geracional.
Mitificacao de terceira pessoa – na maioria criança – ou de
uma pessoa de gerações anteriores que vive em memoria.
Pertinencia e Separacao Emocional

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