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TRABALHO FINAL DO

CURSO/ 2019 PROJECTO


TECNOLÓGICO
REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT
DE 630KVA

Trabalho Final do Curso/ 2019


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS..................................................................................................................................... VII
ABREVIATURA .............................................................................................................................................. IX
SIMBOLOGIAS ............................................................................................................................................ XIII
AGRADECIMENTO ..........................................................................................................................................1
DEDICATORIA .................................................................................................................................................2
INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................3
OBJECTIVO GERAL..........................................................................................................................................4
OBJECTIVO ESPECÍFICO..................................................................................................................................5
MEMÓRIA DESCRITIVA ..................................................................................................................................1
1. DIMENSIONAMENTO POSTO DE TRANSFORMAÇÃO ...........................................................................6
1.1. POSTOS DE TRANSFORMAÇÃO AÉREOS (PTA) ...............................................................................6
1.2. CLASSIFICAÇÃO DE POSTES DE TRANSFORMAÇÃO ..........................................................................7
1.2.1. Quanto ao tipo de construção...................................................................................................7
1.2.2. Quanto à instalação, os PTs podem ser .....................................................................................7
1.2.3. Quanto ao modo de alimentação, serão dos tipos ....................................................................7
1.2.4. Quanto ao tipo de serviço prestado, dividem-se em .................................................................7
1.2.5. Quanto ao modo de exploração, poderão ser de condução......................................................7
1.2.6. Quanto ao tipo de Transformador .............................................................................................7
1.2.7. Quanto ao tipo de entrada .........................................................................................................7
2. FUNÇÃO DE CADA CELA DO POSTO DE TRANSFORMAÇÃO .................................................................8
3. TRANSFORMADORES.............................................................................................................................9
3.1. TIPOS DE TRANSFORMADORES ....................................................................................10
3.1.1. Transformador de corrente:.....................................................................................................10
3.1.2. Transformadores de potêncial: ................................................................................................10
3.1.3. Transformador de distribuição:................................................................................................10
3.1.4. Transformadores de Força: ......................................................................................................10
3.1.5. Transformador elevador e abaixador de tensão: .....................................................................10
4. CONDUTORES ELÉTRICOS ....................................................................................................................11
4.1. Tipos de fios e cabos ....................................................................................................................11

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 V


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

4.1.1. Fio sólido ..................................................................................................................................12


4.1.2. Cabo flexível e cabo rígido .......................................................................................................12
4.1.3. Cabos PP ...................................................................................................................................13
4.1.4. Cabos paralelos ........................................................................................................................14
4.1.5. Cabos de torçada ......................................................................................................................14
4.2. CONDUTORES NUS ..........................................................................................................................15
5. LIGADORES ...........................................................................................................................................18
MEMÓRIA JUSTIFICATIVA .............................................................................................................................6
6. CÁLCULOS.............................................................................................................................................19
7. CALCULO DA REDE ELÉCTRICA UM ......................................................................................................22
8. CALCULO DA REDE ELÉCTRICA DOIS....................................................................................................28
CONCLUSÃO .................................................................................................................................................33
ORÇAMENTO................................................................................................................................................19
 Conversão em Dólar .........................................................................................................................19
 Mão de Obra ....................................................................................................................................19
 Gastos Diversos ................................................................................................................................19
 Orçamento Geral ..............................................................................................................................19
BIBLIOGRAFIA ..............................................................................................................................................19

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 VI


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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 – PT aéreo do tipo AI, com saída também aérea do lado da BT. .....................................................6
Figura 2– Esquema unifilar de um PT público para 15kV. ..............................................................................8
Figura 3– Ilustração de um transformador. ...................................................................................................9
Figura 4– Fio sólido......................................................................................................................................11
Figura 5– Cabo flexível e cabo rígido............................................................................................................12
Figura 6– Cabos PP .......................................................................................................................................13
Figura 7– Cabos paralelos ............................................................................................................................13
Figura 8– Cabo ACSR ....................................................................................................................................15
Figura 9– Cabo AL4 .......................................................................................................................................15
Figura 10– Cadeias de isoladores de amarração ..........................................................................................16
Figura 11– Cadeias de isoladores de suspensão ..........................................................................................16
Figura 12– Cabo OPGW ................................................................................................................................17
Figura 13-Ligador bimetálico ........................................................................................................................18
Figura 14-Representação gráfica da rede Eléctrica 1 ...................................................................................22
Figura 15-Representação gráfica da rede Eléctrica 2 ...................................................................................28

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 VII


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ABREVIATURA

𝑀𝑇 − 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑎 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜
𝐵𝑇 − 𝐵𝑎𝑖𝑥𝑎 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜
𝑃𝑇 − 𝑃𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑇𝑟𝑎𝑛𝑠𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎çã𝑜
𝑄𝐺𝐵𝑇 − 𝑄𝑢𝑎𝑑𝑟𝑜 𝐺𝑒𝑟𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝐵𝑎𝑖𝑥𝑎 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜
LVS – Alma em Alumínio
LXS – Torçada com Alma em Alumínio
PTS – Posto de Transformação e Seccionamento
AL – Alumínio
EN – Norma Europeia
ACSR - Alumínio Cable Steel Reinforced
PVC – Policloreto de Vinilo
OG – Orçamento Geral
GD – Gasto Diverso

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 IX


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SIMBOLOGIAS

Sn − Potência nominal em Kilo volte Amper [KVA]


Uc − Tensão composto [V]
IP − Intensidade da corrente no primario em Amper [A]
Sn − Potência do transformador em Kilo volte Amper [KVA] .
Ucc − Tensão de curto − circuito em percentagem [%]
Ip − Corrente na media tensão [A]
In − Intensidade da Corrente nominal [A]
Iccp − Corrente de curto − circuito no primario [A]
SC - Potência contratada por consumidor [KVA]
IS – Intensidade de corrente de serviço [A].
IZ – Intensidade de corrente máxima admissível na canalização [A]
If – Intensidade de corrente convencional de funcionamento do aparelho de proteção [A]
US − tensão simples entre condutores [V]
pf e pN − são as resistividades dos condutores de fase e neutro para a temperatura média durante o
curto-circuito;
Lf e LN − são os comprimentos dos condutores de fase e neutro;
Sf e SN − são as secções dos condutores de fase e neutro.
K − Constante que depende das características do material isolante do material condutor.
𝐒 − Secção do condutor
Icc − Corrente de curto-circuito.
t ap − Tempo de atuação de proteção [s]
t ft − Tempo de fusão térmica [s]
ρ − Rô
S − Secção
L − Comprimento
I − Intensidade da Corrente em baixa tensão [A]
ΔU – Queda de Tensão [V]

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 XIII


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AGRADECIMENTO

O presente trabalho só foi possível graças à colaboração que várias pessoas e instituições
prestaram. A todos gostaria de agradecer.

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Deus todo-poderoso por mas um dia de vida que
ele me concebeu, muitos queriam mas não poderão e agradeço ao meu supervisor e orientador,
Pedro Sebastião Cani pela orientação sábia, pela atenção e por estar sempre perto durante esse
tempo todo na organização desse projecto, e aos meus pais por tudo q eles têm feito por mim.

Pretendo, também, agradecer ao Eng.º Pedro Morais, orientador na EU, por toda a atenção
e compreensão disponibilizada.

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DEDICATORIA

Dedico este trabalho ao meu irmão Andre Upongo Gunji em memória, e aos meus Pais!

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INTRODUÇÃO

O meu trabalho é estudar a instalação de uma Rede de BT Aérea para um PT de 630KVA


que é um dos tópico fundamentais do programa da disciplina de “Projecto Tecnológico que está
integrado no 3º ano do curso de Electricidade. Está disciplina aborda um conjuto de temas que
correspondem a uma Rede de BT.
No dia dia verifica-se com bastânte facilidade a constante necessidade de energia eléctrica
nos mas variados aspectos, desde as necessidades mas básica de luz passando pelos variados
dispositivos eletrônicos q temos a disposição.

Por outro lado, esta rede é suportada por cabos aéreos, no caso da rede aérea.

Os cabos aéreos (cabos torçados) utilizados na rede aérea são constituídos por materiais
condutores em cobre (Cu) ou em Alumínio (Al), sendo suportados por apoios que podem ser de
betão armado, madeira ou metálicos. A rede aérea é a mais frequentemente utilizada nas zonas
rurais e suburbanas.

Para que tal seja possível é essencial o processo de distribuição de energia eléctrica
correspondente a etapa final do fornecimento da mesma.
Para fazer chegar a electricidade a cada quilhente existem um conjunto de elementos
característicos do processo de distribuição tas como:
 Posto de transformação
 Armário de distribuição
 Quadros eléctricos e de forma a garantir a segurança de todos a de vida aparelhagem de
proteção (fusiveis)

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OBJECTIVO GERAL

Este Projecto tem como objectivo fixar os critérios básico para o projectos de redes de
distribuição aéreas de modo a garantir as minimas condições tecnicas económicas, de segurança
necessaria a um adequado fornecimento de energia electrica, bem com as suas protecções.

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OBJECTIVO ESPECÍFICO

 Apresentar os critérios básico para dimencionamento, protecção, seccionamento de rede


primária e secundária (MT, BT)
 Apresentar a instalação e dimencionamento de apoio e estruturas
 Apresentar a metodologia de elaboração e apresentação do projeto
 Dimensionamento de um Posto de Transformação
 Calcular a secção dos cabos
 Calcular a potência de cada ramo

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MEMÓRIA DESCRITIVA
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1. DIMENSIONAMENTO POSTO DE TRANSFORMAÇÃO


É uma instalação que contem varios transformador com o objectivo de reduzir de média
para baixa tensão, nele ainda encontramos os aparelhos de protecção, de cortes, de medida, etc.

O principal elemento do poste de transformação é o transformador que tem, como missão


reduzir os valores de tensão da red de distribuiçao de média tensão a valores de tensão de rede de
distribuição de baixa tensão.

1.1. POSTOS DE TRANSFORMAÇÃO AÉREOS (PTA)

Estes postos, montados em postes normalizados de betão, são identificados pelo modo
como é feita a sua ligação à rede aérea de Média Tensão.
No caso de ligação directa estaremos na presença de um PT do tipo A; se se fizer através
de seccionador, teremos um tipo AS e se essa ligação for estabelecida mediante interruptor-
seccionador será um PT AI.

Figura 1 – PT aéreo do tipo AI, com saída também aérea do lado da BT.

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1.2. CLASSIFICAÇÃO DE POSTES DE TRANSFORMAÇÃO

1.2.1. Quanto ao tipo de construção

 Poste de transformação em Alvenaria


 Poste de transformação em monobloco
 Poste de transformação Rural
1.2.2. Quanto à instalação, os PTs podem ser
 de interior em edifício próprio ou em edifício para outros usos
 de exterior, ou à intempérie
1.2.3. Quanto ao modo de alimentação, serão dos tipos
 radial
 em anel aberto
 com dupla derivação
1.2.4. Quanto ao tipo de serviço prestado, dividem-se em
 públicos
 privados
1.2.5. Quanto ao modo de exploração, poderão ser de condução
 manual
 automática
1.2.6. Quanto ao tipo de Transformador
 Á seco
 Á óleo
1.2.7. Quanto ao tipo de entrada
 Áera
 Subterrânia

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2. FUNÇÃO DE CADA CELA DO POSTO DE TRANSFORMAÇÃO

Cela de entrada ou saida: É encarregada a receber os condutor da linha de alimentação do


PT ou de permiter a saida para o outro PT.
Cela de proteção: É encaregado a deixar sem serviço e proteger o PT, deste modo permitira
ligar e desligar o transformador do lado de media tensão.
Cela de transformação: É onde está colocado transformador com a função de transferir os
parametros dos primario para o secundario.
Cela de medida: É onde é colocado as 𝐼𝑠 para alimentar os dispositivos de medida do PT,
em alguns caso os reles de protecção que atuam nos equipamentos da sela de protecção.
Cela do quadro geral de baixa tensão ou sela do QGBT: A função dessa é fazer a
distribuição de energia em baixa tensão para diversos alimentador. Nesta sela encontramos os
equipamento de protecção e de corte de BT.

Figura 2– Esquema unifilar de um PT público para 15kV.

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3. TRANSFORMADORES
Os transformadores de tensão, chamados de transformadores são dispositivos que
aumentam ou diminuem determinado valor de tensão. O transformador é constituído por um núcleo
e por duas bobinas. O núcleo do transformador é feito de um material altamente imantável, e as
bobinas são compostas por um número diferentes de espiras, isoladas eletricamente entre si,
chamadas de primária e secundária. A primária é a bobina que recebe a tensão da rede, e a
secundária é a bobina em que sai a tensão transformada, ou seja, com um valor diferente.

A grande maioria dos equipamentos eletrônicos empregam transformadores, seja como


elevador ou abaixador de tensão. Quando a bobina é conectada a uma fonte de CA (corrente
alternada) surge um campo magnético variável ao seu redor. Aproximando-se outra bobina à
primeira, o campo magnético variável gerado na primeira bobina ”corta” as espiras da segunda
bobina. Como consequência da variação de campo magnético sobre suas espiras surge, na segunda
bobina, uma tensão induzida. Sendo que as bobinas são eletricamente isolas entre si, a passagem
de energia é feita de uma para a outra exclusivamente através de força magnética. A tensão no
secundário de um transformador é proporcional ao número de linhas magnéticas que cortam a
bobina secundária. Por essa a razão, o primário e o secundário de um transformador são montados
sobre um núcleo de material ferromagnético. O núcleo diminui a dispersão do campo magnético,
fazendo com que o secundário seja cortado pelo maior número de linhas possível, obtendo uma
melhor transferência de energia entre o primário e secundário.

Figura 3– Ilustração de um transformador.

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3.1. TIPOS DE TRANSFORMADORES


Os transformadores podem ser classificados de acordo com vários parâmetros, tais como
finalidade, tipo, material do núcleo, quanto ao número de fases, etc.
3.1.1. Transformador de corrente:
Transformador de corrente, ou TC, tem por finalidade detectar ou medir a corrente elétrica
que circula em um cabo ou barra de alimentação, e transforma-la em outra corrente de valor menor,
para ser transmitida a um instrumento de medição ou circuito eletrônico. O TC é muito usado para
abaixar a corrente elétrica da rede para alimentar dispositivos eletrônicos que não suportam grandes
níveis de corrente.
3.1.2. Transformadores de potêncial:
O nome transformador de potêncial (ou TP) denota que está máquina muda os valore de
potencia, mas na verdade ela muda os valores de tensão que entram na bobina primária. A espira
primária recebe a tensão primária e conduz uma corrente primária. Por essa corrente ser alternada,
ela gera uma variação no fluxo magnético no seu interior. Esse fluxo é canalizado pelo núcleo
ferromagnético, e na espira secundária, induzindo uma tensão nesta espira. Se não houver um
circuito fechado ligado à espira secundária, uma corrente induzida será estabelecida.
3.1.3. Transformador de distribuição:
Esse tipo de transformador é empregado principalmente pelas concessionarias
distribuidoras de energia e em usinas geradoras de energia. São usados para distribuir a energia
gerada até os consumidores, com valores diferentes do que o gerado, adequado a cada tipo de
consumidor. Podem ser auto protegidos contra sobrecargas e curto circuitos.
3.1.4. Transformadores de Força:
São usados para geração e distribuição de energia por concessionárias e usinas, e
subestações de distribuição de energia elétrica, e subestações de grandes indústrias, incluindo
aplicações especiais como fornos de indução e a arco, e retificadores.
3.1.5. Transformador elevador e abaixador de tensão:
O valor a qual a tensão será apos sair do transformador está diretamente ligado ao numero
de espiras que cada bobina possui. No caso de um transformador elevador de tensão o número de
espiras da segunda bobina é maior do que o número de espiras da primeira bobina. E no
transformador abaixador, o número de espiras da segunda bobina é menor do que o número de
espiras na primeira bobina.

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4. CONDUTORES ELÉTRICOS
Quando se fala em materiais elétricos, é comum que as pessoas se lembrarem de itens como
lâmpadas, interruptores, e etc.
Existem outros materiais elétricos tão importantes e essenciais quanto estes, e são os
condutores elétricos, mais conhecidos como fios e cabos.
Qualquer aparelho que necessite de eletricidade para funcionar precisa de um condutor de
eletricidade, pois são eles os responsáveis por conduzir a corrente elétrica.
Em uma construção ou reforma, nem sempre será o técnico eletricista o responsável pela
compra dos materiais elétricos.
Seja para a sua residência ou empresa, é importante entender quais os tipos de fios e cabos
elétricos são mais adequados para cada ambiente antes sair comprando.
Existe uma grande variedade de modelos, e como não estão visíveis fica difícil saber a
diferença e a funcionalidade de cada um.
Os fios e cabos se diferem de acordo com a sua resistência à corrente elétrica, milimetragem
e cor, e a escolha deles depende das necessidades de seu projeto e da instalação a ser realizada

4.1.Tipos de fios e cabos

Figura 4– Fio sólido

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4.1.1. Fio sólido

Esse tipo de fio é feito de cobre e PVC 750V – material que isola a tensão elétrica, evitando
que o cabo transfira eletricidade para outros materiais. É mais utilizado em quadros elétricos,
tomadas, chuveiros e em instalações residenciais e industriais mais simples, em que não são
necessárias a flexibilidade do fio.
Justamente por ser pouco flexível não deve ser dobrado, uma vez que se esse fio romper,
pode causar a interrupção da corrente elétrica. Por esse motivo também é que os fios sólidos
normalmente não são a primeira opção de compra – apenas caso o profissional que está cuidando
da instalação ou do projeto recomende este modelo.
O tamanho da seção nominal dos fios sólidos – também chamado de bitola – que seria a espessura
do fio, varia de 1,5mm² a 10mm². Quanto maior a bitola, maior a capacidade de corrente elétrica,
em ampères, que o fio ou cabo irá aguentar.
Assim, independentemente do tipo de fios e cabos, você precisa escolher condutores que
suportem essa corrente. Fios de 10mm², por exemplo, suportam em média 50 ampères. Essa
informação você encontra na especificação do produto ou perguntando no momento da compra. Já
se você quer descobrir quantos ampères o aparelho que você quer ligar precisa para funcionar, é
possível fazer o seguinte cálculo: Watts (W) do equipamento, dividido por Volts (V), ou seja, a
voltagem – 110V ou 220V. Se tiver dúvidas sobre isso, você pode entrar em contato com a equipe
da Decorwatts pelo chat!

Figura 5– Cabo flexível e cabo rígido

4.1.2. Cabo flexível e cabo rígido

Assim como os fios sólidos, estes cabos também são feitos de fios de cobre e isolados em
PVC. Os cabos rígidos e flexíveis são os mais habituais e usados em diversas instalações elétricas
– internas e fixas de luz, em residências, industriais, comerciais, entre outras. Possuem a mesma
capacidade de condução de energia e indicações de uso que o fio sólido, no entanto, eles se
diferenciam em sua flexibilidade.
Os tipos mais comuns de espessura são até 750V e até 1000V. Para você comparar melhor:
quanto maior a espessura do PCV, maior a capacidade de isolar a tensão elétrica. Cabos com 1KV
(1000V), por exemplo, são mais usados em indústrias e entradas de rede predial.
Cabos de materiais como Afumex são alternativas também eficientes de materiais isolantes
desses condutores, com a vantagem da baixa emissão de fumaça e gases tóxicos. O que os difere

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do PVC, que em sua queima libera uma alta quantidade de gases, inclusive o clorídrico em contato
com o fogo – a inalação dessa fumaça pode ser bem perigosa à saúde, inclusive sendo uma das
causas de óbitos em incêndios.
Os cabos flexíveis, por exemplo, são mais fáceis de serem manuseados, uma vez que eles
deslizam nos eletrodutos. O que pode ser uma facilidade no momento da instalação, dependendo
do caso e necessidade. Eles são compostos por fios mais finos e podem ser dobrados. Os tamanhos
da bitola mais utilizados variam entre 1mm² e 25mm², mas podem chegar até 300 mm². Já os cabos
rígidos são feitos da junção de fios de cobre torcidos. Possuem uma seção nominal de até 35mm².

Figura 6– Cabos PP

4.1.3. Cabos PP
Esse modelo possui grande flexibilidade e é muito usado para ligações de eletrodomésticos,
como aspirador, e outros aparelhos mais profissionais, como furadeiras e máquinas de solda. São
utilizados também no mercado automotivo. Os Cabos PP são formados por condutores de fios de
cobre. Possui esse nome por ter duas capas de PVC, uma dentro da outra, podendo ter duas ou
mais pontas internas para fazer a ligação. São bem resistentes e seguros.
Esse cabos também podem fazer parte da decoração da sua casa, através de luminárias
pendentes – bem em alta nesse segmento de iluminação. As medidas da bitola variam de 1 a 10mm².
Seu revestimento pode ter a cor preta ou branca, mas as capas internas levam as cores de acordo
com a norma – falaremos disso ao final do post!

Figura 7– Cabos paralelos

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4.1.4. Cabos paralelos

Esses tipos de fios e cabos são recomendados para a instalação de aparelhos pequenos e
portáteis e objetos de iluminação como abajures e lustres. Os cabos paralelos também são
constituídos por fios de cobre e são considerados flexíveis. Sua espessura varia entre 2×0,5mm² a
2x4mm².
É importante entender as diferenças dos tipos de fios e cabos elétricos e escolher o ideal
para cada instalação, seja uma casa, um prédio ou indústria. Cada projeto tem suas especificações,
não é mesmo? A fiação elétrica, além de garantir que “as coisas funcionem”, precisa também ser
segura e adequada. Por isso, é sempre recomendado também que um profissional o acompanhe ou
ajude nessas decisões de compra! E principalmente no momento da instalação.
Os fios e cabos de alumínio são mais utilizados para alta temperatura e linhas de alta tensão.
São usados em situações mais extremas e suas especificações também são mais técnicas.
Dificilmente você vai usar em sua residência, por exemplo. Por isso, nos modelos que
apresentamos nesse post, foram abordados os que são feito de cobre.
Fique atento também com a metragem necessária que o projeto exige, para não errar no tamanho
da extensão do fio ou cabo. Vale lembrar aqui que em relação à bitola desses materiais, o ideal é
que para circuitos de iluminação, a seção mínima seja de 1,5mm². Para tomadas de uso geral,
mínima de 2,5mm².
Já sobre as cores dos tipos de fios e cabos elétricos, existe uma norma padrão para evitar
confusões e dar mais segurança para quem trabalha com eles durante a instalação. A cor
azul representa os condutores neutros – não possuem tensão elétrica e funcionam para o retorno da
corrente elétrica, ou seja, fecham o circuito fazendo com que a corrente elétrica flua. A cor
verde para proteção – o popular “fio terra”. As outras cores – vermelho, amarelo, branco e cinza –
são usadas para as diferentes fases da rede elétrica, ou seja, é um condutor que possui carga, tensão.

4.1.5. Cabos de torçada


Os condutores dos cabos de torçada utilizados nas instalações de chegada, serão em cobre
(cabo XS).
Nas restantes situações, os condutores serão de alumínio (cabo LXS), isolados a polietileno
reticulado de cor preta, de elevada resistência à abrasão e à degradação pela exposição aos raios
ultravioletas.

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4.2. CONDUTORES NUS

Os cabos e condutores nus são utilizados nas linhas aéreas (MAT, AT, MT e BT), em
barramentos e na ligação dos equipamentos nas subestações e nas redes de terras das instalações.

Inicialmente, nas linhas aéreas e nas subestações, foram utilizados condutores em cobre nu,
que vieram a ser substituídos por condutores em liga de alumínio (sendo a liga Al-Mg-Si –
alumínio-magnésio-silício – a mais utilizada) e condutores cableados concêntricos em alumínio-
aço, designados por ACSR (da sigla inglesa Aluminium Cable Steel Reinforced), constituídos por
uma alma de aço zincado de alta resistência, revestida por uma ou mais camadas de fios de alumínio
do tipo AL1, obedecendo às normas EN 50189, 50889, 61232 e 50182, que ainda em algumas
linhas se encontram em serviço.

Figura 8– Cabo ACSR

Actualmente são utilizados cabos de liga de alumínio, com condutores cableados


concêntricos, compostos de uma ou mais camadas de fios de liga de alumínio do tipo AL2, AL3,
AL4 ou AL5, obedecendo às normas EN 50182 e 50183.

São usados normalmente em substituição dos cabos ACSR quando se pretende igualmente
uma maior resistência à corrosão.

Estes cabos são designados por AL4, que veio substituir a antiga designação ASTER.

Figura 9– Cabo AL4

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A determinação da secção dos cabos é feita de acordo com a corrente nominal da instalação
e as condições ambientais e os esforços térmicos e electrodinâmicos de curto-circuito, conforme
definido na Norma IEC 60865.

Os cabos utilizados nas redes de terras são em cobre electrolítico (pureza ≥ 99,9%) duro,
habitualmente com as secções de 70 mm2, 95 mm2, 120 mm2 e 150 mm2, dependendo do
respectivo cálculo de acordo com a corrente de curto-circuito fase-terra.

Nas linhas aéreas os cabos são fixados aos postes através de cadeias de isoladores de
amarração ou de suspensão (Figura 10 e 11, respectivamente) por intermédio de pinças de pinças
de amarração ou suspensão. No caso das subestações os cabos são fixados aos pórticos através de
cadeias de isoladores de amarração por intermédio de pinças de pinças de amarração.

Figura 10– Cadeias de isoladores de amarração

Figura 11– Cadeias de isoladores de suspensão

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Outra aplicação dos cabos ACSR é a protecção contra descargas atmosféricas das linhas
aéreas MAT e AT e do parque exterior das subestações (cabos de guarda). Os cabos são fixados
nas cabeças dos postes da linha ou dos pórticos da subestação.

Actualmente, nas linhas MAT é utilizado o cabo tipo OPGW (Optical Power Ground
Wire), um cabo que contém uma estrutura tubular com um ou mais cabos de fibra óptica destinados
à comunicação entre subestações, rodeada por camadas de fio de aço ou alumínio, que serve de
protecção contra as descargas atmosféricas. A Figura 12 mostra um exemplo de um cabo OPGW.

Figura 12– Cabo OPGW

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 17


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5. LIGADORES

Nas linhas aéreas a ligação dos cabos e condutores é feita por ligadores de cravar, com o
recurso a uma prensa de cravação, hidráulica ou pneumática, devidamente calibrada.

Nas subestações os ligadores destinam-se à ligação entre os cabos e os terminais dos


equipamentos ou à execução de derivações.

A escolha de cada ligador é feita tendo em consideração os seguintes parâmetros:

 Tipo de material a ligar (cobre-cobre; cobre-alumínio; alumínio-alumínio).


 Diâmetro exterior dos cabos e forma e dimensões dos terminais dos equipamentos.

Para a ligação “cobre-cobre” os ligadores são em bronze, e para a ligação “alumínio-Nenhuma


entrada de índice remissivo foi encontrada.alumínio” os ligadores são em liga de alumínio.

No caso de ligação entre metais diferentes, os ligadores devem ser “ bimetálicos”, de forma a
evitar a corrosão electrolítica, provocada em meio húmido, pela passagem da corrente eléctrica em
dois metais diferentes.

Figura 13-Ligador bimetálico

O aperto dos parafusos dos ligadores deve ser realizado por meio de uma chave
dinamométrica calibrada.

As ligações e derivações entre os condutores da rede de terra subterrânea podem ser


executadas utilizando soldaduras aluminotérmicas ou ligadores em “C”.

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 18


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

MEMÓRIA JUSTIFICATIVA
REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

6. CÁLCULOS

A análise da rede foi dividida por ramos, e em cada ramo foram considerados vários pontos,
para o cálculo da queda de tensão, com o objectivo de obter valores o mais rigorosos possíveis. A
possibilidade de considerar a concentração das cargas no ponto mais distante do ramo, embora
sendo a situação mais desfavorável, não será a análise mais correcta da situação real. O cálculo da
queda de tensão no ramo A, será apresentado de seguida, como exemplo ilustrativo dos cálculos
efectuados para todos os ramos.

 Calculo da Intensidade da corrente em MT e BT

𝑆𝑛
𝐼𝑃 = (𝐴)
√3 ∗ 𝑈𝑐
630 𝐾𝑉𝐴
𝐼𝑝 =
√3 ∗ 15 𝐾𝑉𝐴
𝐼𝑝 = 24,24 𝐴
Onde:
𝑆𝑛 𝑃𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑒𝑚 𝐾𝑉𝐴
𝑈𝑐 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑞 é 15𝑘𝑣
𝐼𝑃 𝐼𝑛𝑡𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑜 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑎𝑟𝑖𝑜 𝑒𝑚 𝐴𝑚𝑝𝑒𝑟(𝐴)

Intensidade da corrente de baixa tensão com a tensão de 𝑈𝑐 = 400𝑣


𝑆𝑛
𝐼𝑆 = (𝐴)
√3 ∗ 𝑈𝑐
630.000𝑉𝐴
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 400𝑉
𝐼𝑆 = 909,3 𝐴

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 19


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

 Intensidade da corrente de curto-circuito


A intensidade de curto-circuito é calculada em função da potencia do circuito da rede da
tensão do curto-circuito do transformador.
A identidade distribuidora neste caso a ENDE é quem fornece o valor da potencia de
curto-circuito da rede.
 Intensidade da corrente de curto-circuito em media tensão
Para calculo de 𝐼𝐶𝐶 utilizaremos a seguinte expresão
𝑆𝑐𝑐𝑟 = 350𝑀𝑉𝐴
𝑆𝑐𝑐𝑟
𝐼𝑐𝑐𝑝 =
√3 ∗ 𝑈𝑐
350 ∗ 106 𝑉𝐴
𝐼𝑐𝑐𝑝 =
√3 ∗ 15 ∗ 103 𝑉
𝐼𝑐𝑐𝑝 = 13,47𝐾𝐴

 𝑰𝒄𝒄 para baixa tensão


Para calculo de 𝐼𝑐𝑐 de baixa tensão utilizaremos a seguinte expresão
𝑆𝑛
𝐼𝑐𝑐𝑠 =
𝑈𝑐𝑐
√3 ∗ 𝑈𝑐 ∗ 100
630 ∗ 103 𝑉𝐴
𝐼𝑐𝑐𝑠 =
4%
√3 ∗ 400𝑉 ∗ 100

𝐼𝑐𝑐𝑠 = 22,73 𝐾𝐴

Onde:
𝑆𝑛 𝑃𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑑𝑜𝑟 𝑒𝑚 𝐾𝑉𝐴.
𝑈𝑐𝑐 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑡𝑜 − 𝑐𝑖𝑟𝑐𝑢𝑖𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑒 é 4%

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 20


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

 Escolha dos fusivel em media tensão


𝐼𝑐𝑐
1,4 ∗ 𝐼𝑝 ≤ 𝐼𝑛 ≤
6
13,47𝐾𝐴
1,4 ∗ 24,24 ≤ 𝐼𝑛 ≤
6
33,936 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 2,245
Onde:
𝐼𝑝 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑎 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎 𝑡𝑒𝑛𝑠ã𝑜
𝐼𝑛 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑝𝑢𝑙𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑓𝑢𝑠𝑖𝑣𝑒𝑙
𝐼𝑐𝑐𝑝 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑡𝑜 − 𝑐𝑖𝑟𝑐𝑢𝑖𝑡𝑜 𝑛𝑜 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑎𝑟𝑖𝑜
𝐼𝑠 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑧
𝐼𝑓 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝑧
Sendo que,
𝐼𝑆 Corrente de serviço
𝐼𝑛 Corrente nominal
𝐼𝑧 Corrente máxima admissivel

 Calculo da potencia total


0,8
𝑆𝑇 = (𝑛 ∗ 𝑆𝑐 ) ∗ (0,2 + )
√𝑛
0,8
𝑆𝑇 = [(20 ∗ 10,35 ∗ 103 ) + (310 ∗ 6,9 ∗ 103 )] ∗ (0,2 + )
√330
𝑆𝑇 = 572,5𝐾𝑉𝐴
O nosso PT de 630KVA tera 4 saidas ou 4 circuitos na qual cada circuito alimentara 82
casas.

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 21


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

7. CALCULO DA REDE ELÉCTRICA UM

Figura 14-Representação gráfica da rede Eléctrica 1

A nossa rede está dividida por dois Ramos em que:


𝑅𝑎𝑚𝑜𝐴 vai alimentar 40 casas monofásicas e 3 casas trifásicas
𝐿𝐴 = 320𝑚
𝑅𝑎𝑚𝑜𝐵 vai alimentar 39 casas monofásicas e 2 casas trifásicas
𝐿𝐵 = 380𝑚
7.1.𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨: Escolha da secção
0,8
𝐶 = 0,2 +
√𝑁
0,8
𝑆𝑇1 = (𝑛 ∗ 𝑆𝐶 ) ∗ (0,2 + ) (𝑉𝐴)
√𝑁

onde, n é o numero de consumidores


𝑆𝐶 é a potência contratada por consumidor
0,8
𝑆𝑇𝐴 = [(40 ∗ 6,9. 103 ) + (3 ∗ 10,35. 103 )] ∗ (0,2 + )
√43
𝑆𝑇𝐴 = 98,87𝐾𝑉𝐴

Calculo da corrente de serviço (𝐼𝑆 )

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 22


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

𝑆𝑇𝐴
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 𝑈𝐶
98,87 ∗ 103
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 400𝑉
𝐼𝑆 = 142,7𝐴

 Proteção contra sobre-carga


O artigo 128 do Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em
Baixa Tensão estabelece as condições que deverão ser satisfeitas para que um aparelho de
protecção proteja uma instalação contra sobrecargas. As condições são as seguintes, sendo que
deverão verificar-se em simultâneo

 𝐼𝑆 ≤ 𝐼𝑁 ≤ 𝐼𝑍
 𝐼𝑓 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝑍
𝐼𝑁 = 200𝐴
𝐼𝑓 = 320𝐴
𝐼𝑍 = 230𝐴
 142,7 ≤ 200 ≤ 230
 320 ≤ 1,45 ∗ 230
320 ≤ 333,5

Em que:
𝐼𝑆 – Intensidade de corrente de serviço da canalização.
𝐼𝑁 – Intensidade estipulada do aparelho de protecção (calibre).
𝐼𝑍 – Intensidade de corrente máxima admissível na canalização (no máximo até ao tempo
convencional).
𝐼𝑓 – Intensidade de corrente convencional de funcionamento do aparelho de protecção.
 Calculo da corrente de curto-circuito (𝐼𝑐𝑐 )

Protecção contra curto-circuitos: A condição a verificar para assegurar a protecção contra


curto-circuitos encontra-se detalhada no artigo 130 do R.S.R.D.E.E.B.T.. O numero 1 deste artigo
indica, de forma genérica, que esta condição de protecção fica assegurada se a intensidade nominal
dos aparelhos de protecção contra curto-circuitos for determinada de modo a que a corrente de
curto-circuito seja cortada antes de a canalização poder atingir a sua temperatura limite admissível.
O numero 2 do artigo referido indica que esta verificação se deverá realizar comparando a
característica de funcionamento tempo/corrente do aparelho de protecção com a característica de
fadiga térmica da canalização.

𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 23


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

𝑡𝑎𝑝 ≤ 5𝑠

As condições 𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡 e 𝑡𝑎𝑝 ≤ 5𝑠 terão de se verificar em simultâneo.

A intensidade de corrente de defeito, 𝐼𝑐𝑐 , corresponde a um defeito fase-neutro no ponto


extremo da canalização desde que o condutor neutro esteja distribuído. O defeito fase-terra e,
encontrando-se o neutro distribuído, é este defeito que provoca menores valores de 𝐼𝑐𝑐 . A utilização
desta intensidade de corrente corresponde à situação mais desfavorável do ponto de vista da
verificação das condições 𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡 e 𝑡𝑎𝑝 ≤ 5𝑠. De entre os possíveis pontos de localização deste
defeito, 𝐼𝑐𝑐 assume o valor mínimo se a impedância desde o ponto de alimentação até ao local de
defeito for máxima. A expressão que permite o cálculo desta corrente é a seguinte,

0,95 ∗ 𝑈𝑆
𝐼𝑐𝑐
𝐿𝑓 𝐿
𝑃𝑓 𝑆 + 𝑃𝑁 𝑆𝑁
𝑓 𝑁
𝑃𝑓 = 𝑃𝑁
𝑃𝑓 = 0,026
𝑃𝑁 = 0,026

Cabo injector é LXS=4 ∗ 70𝑚𝑚2 + 16


Normalizando=95𝑚𝑚2

0,95 ∗ 230
𝐼𝑐𝑐 =
320 320
0,026 + 0,026
95 95
𝐼𝑐𝑐 = 1247,4𝐴

sendo que,
𝑈𝑆 representa a tensão entre condutores
𝑝𝑓 𝑒 𝑝𝑁 são as resistividades dos condutores de fase e neutro para a temperatura média durante o
curto-circuito;
𝐿𝑓 𝑒 𝐿𝑁 são os comprimentos dos condutores de fase e neutro;
𝑆𝑓 𝑒 𝑆𝑁 são as secções dos condutores de fase e neutro.

𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡
𝑆 2
𝑡𝑓𝑡 = (𝐾 )
𝐼𝑐𝑐

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 24


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

95 2
𝑡𝑓𝑡 = (87 ∗ )
1247,4
𝑡𝑓𝑡 = 43,90𝑠

Sendo que,
𝐾 é uma constante que depende das características do material isolante do material
condutor, neste caso toma o valor de 87;
𝑺 é a secção do condutor;
𝐼𝑐𝑐 é a corrente de curto-circuito.
𝑡𝑎𝑝 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑢𝑎çã𝑜
𝑡𝑓𝑡 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑠ã𝑜

 Calculo da queda de tensão, 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨.


𝜌
∆𝑈 = ∗𝐼∗𝐿
𝑆
0,026
∆𝑈 = ∗ 142,7 ∗ 320
95
∆𝑈 = 12,5𝑉
∆𝑈
∆𝑈 = ∗ 100%
𝑈𝐶
12,5
∆𝑈 = ∗ 100%
400
∆𝑈 = 3,1%

Sendo que,
𝜌: 𝑅ô
𝑆: 𝑆𝑒𝑐çã𝑜
𝐿: 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
𝐼: 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑒𝑚 𝑏𝑎𝑖𝑥𝑎 𝑡𝑒𝑛𝑠ã𝑜

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 25


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

7.2.𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 : Escolha da secção


0,8
𝐶 = 0,2 +
√𝑁
0,8
𝑆𝑇 = (𝑛 ∗ 𝑆𝐶 ) ∗ (0,2 + ) (𝑉𝐴)
√𝑁

onde, n é o numero de consumidores


𝑆𝐶 é a potência contratada por consumidor
0,8
𝑆𝑇𝐵 = [(39 ∗ 6,9. 103 ) + (2 ∗ 10,35. 103 )] ∗ (0,2 + )
√41
𝑆𝑇𝐵 = 94,16𝐾𝑉𝐴
 Calculo da corrente de serviço (𝑰𝑺 ) 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩
𝑆𝑇𝐴
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 𝑈𝐶
94,16 ∗ 103
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 400𝑉
𝐼𝑆 = 135,9𝐴
 Proteção contra sobre-carga 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩
 𝐼𝑆 ≤ 𝐼𝑁 ≤ 𝐼𝑍
 𝐼𝑓 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝑍
𝐼𝑁 = 200𝐴
𝐼𝑓 = 320𝐴
𝐼𝑍 = 230𝐴
 135,9 ≤ 200 ≤ 230
 320 ≤ 1,45 ∗ 230
320 ≤ 333,5

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 26


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

 Protecção contra curto-circuitos 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩


0,95 ∗ 𝑈𝑆
𝐼𝑐𝑐
𝐿𝑓 𝐿
𝑃𝑓 𝑆 + 𝑃𝑁 𝑆𝑁
𝑓 𝑁
𝑃𝑓 = 𝑃𝑁
𝑃𝑓 = 0,026
𝑃𝑁 = 0,026

Cabo injector é LXS=4 ∗ 70𝑚𝑚2 + 16


Normalizando=4 ∗ 70𝑚𝑚2

0,95 ∗ 230
𝐼𝑐𝑐 =
380 380
0,026 + 0,026
95 95
𝐼𝑐𝑐 = 1050𝐴

𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡
𝑆 2
𝑡𝑓𝑡 = (𝐾 )
𝐼𝑐𝑐
95 2
𝑡𝑓𝑡 = (87 ∗ )
1050
𝑡𝑓𝑡 = 61,9𝑠

 Calculo da queda de tensão, 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 .


𝜌
∆𝑈 = ∗𝐼∗𝐿
𝑆
0,026
∆𝑈 = ∗ 135,9 ∗ 380
95
∆𝑈 = 14,13𝑉
∆𝑈
∆𝑈 = ∗ 100%
𝑈𝐶
14,13
∆𝑈 = ∗ 100%
400
∆𝑈 = 3,5%

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 27


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

8. CALCULO DA REDE ELÉCTRICA DOIS

Figura 15-Representação gráfica da rede Eléctrica 2

A nossa red está dividida por dois Ramos em que:


𝑅𝑎𝑚𝑜𝐴 vai alimentar 38 casas monofásicas e 3 casas trifásicas
𝐿𝐴 = 355𝑚
𝑅𝑎𝑚𝑜𝐵 vai alimentar 39 casas monofásicas e 2 casas trifásicas
𝐿𝐵 = 380𝑚
8.1. 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨: Escolha da secção
0,8
𝐶 = 0,2 +
√𝑁
0,8
𝑆𝑇1 = (𝑛 ∗ 𝑆𝐶 ) ∗ (0,2 + ) (𝑉𝐴)
√𝑁
onde, n é o numero de consumidores
𝑆𝐶 é a potência contratada por consumidor
0,8
𝑆𝑇𝐴 = [(38 ∗ 6,9. 103 ) + (3 ∗ 10,35. 103 )] ∗ (0,2 + )
√43
𝑆𝑇𝐴 = 95,28𝐾𝑉𝐴

 Calculo da corrente de serviço (𝑰𝑺 )

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 28


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

𝑆𝑇𝐴
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 𝑈𝐶
95,28 ∗ 103
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 400𝑉
𝐼𝑆 = 137,5𝐴

 Proteção contra sob-carga 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨


 𝐼𝑆 ≤ 𝐼𝑁 ≤ 𝐼𝑍
 𝐼𝑓 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝑍
𝐼𝑁 = 200𝐴
𝐼𝑓 = 320𝐴
𝐼𝑍 = 230𝐴
 137,5 ≤ 200 ≤ 230
 320 ≤ 1,45 ∗ 230
320 ≤ 333,5

 Protecção contra curto-circuitos 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨


0,95 ∗ 𝑈𝑆
𝐼𝑐𝑐
𝐿𝑓 𝐿
𝑃𝑓 𝑆 + 𝑃𝑁 𝑆𝑁
𝑓 𝑁
𝑃𝑓 = 𝑃𝑁
𝑃𝑓 = 0,026
𝑃𝑁 = 0,026

Cabo injector é LXS=4 ∗ 70𝑚𝑚2 + 16


Normalizando=95𝑚𝑚2

0,95 ∗ 230
𝐼𝑐𝑐 =
355 355
0,026 + 0,026
95 95
𝐼𝑐𝑐 = 1124,4𝐴

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 29


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

 Tempo de fusão térmica

𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡
𝑆 2
𝑡𝑓𝑡 = (𝐾 )
𝐼𝑐𝑐
95 2
𝑡𝑓𝑡 = (87 ∗ )
1124,4
𝑡𝑓𝑡 = 54𝑠

 Calculo da queda de tensão, 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨.


𝜌
∆𝑈 = ∗𝐼∗𝐿
𝑆
0,026
∆𝑈 = ∗ 137,5 ∗ 355
95
∆𝑈 = 13,35𝑉
∆𝑈
∆𝑈 = ∗ 100%
𝑈𝐶
13,35
∆𝑈 = ∗ 100%
400
∆𝑈 = 3,3%

8.2.𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 : Escolha da secção


0,8
𝐶 = 0,2 +
√𝑁
0,8
𝑆𝑇 = (𝑛 ∗ 𝑆𝐶 ) ∗ (0,2 + ) (𝑉𝐴)
√𝑁

onde, N é o número de consumidores


𝑆𝐶 é a potência contratada por consumidor
0,8
𝑆𝑇𝐵 = [(39 ∗ 6,9. 103 ) + (2 ∗ 10,35. 103 )] ∗ (0,2 + )
√41
𝑆𝑇𝐵 = 94,16𝐾𝑉𝐴

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 30


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

 Calculo da corrente de serviço (𝑰𝑺 ) 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩


𝑆𝑇𝐴
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 𝑈𝐶
94,16 ∗ 103
𝐼𝑆 =
√3 ∗ 400𝑉
𝐼𝑆 = 135,9𝐴

 Proteção contra sob-carga 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩


 𝐼𝑆 ≤ 𝐼𝑁 ≤ 𝐼𝑍
 𝐼𝑓 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝑍
𝐼𝑁 = 200𝐴
𝐼𝑓 = 320𝐴
𝐼𝑍 = 230𝐴
 135,9 ≤ 200 ≤ 230
 320 ≤ 1,45 ∗ 230
320 ≤ 333,5

 Protecção contra curto-circuitos 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩


0,95 ∗ 𝑈𝑆
𝐼𝑐𝑐
𝐿𝑓 𝐿
𝑃𝑓 + 𝑃𝑁 𝑁
𝑆𝑓 𝑆𝑁
𝑃𝑓 = 𝑃𝑁
𝑃𝑓 = 0,026
𝑃𝑁 = 0,026

Cabo injector é LXS=4 ∗ 70𝑚𝑚2 + 16


Normalizando=95𝑚𝑚2

0,95 ∗ 230
𝐼𝑐𝑐 =
380 380
0,026 + 0,026
95 95
𝐼𝑐𝑐 = 1050𝐴

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 31


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

 Tempo de fusão térmica

𝑡𝑎𝑝 ≤ 𝑡𝑓𝑡
𝑆 2
𝑡𝑓𝑡 = (𝐾 )
𝐼𝑐𝑐
95 2
𝑡𝑓𝑡 = (87 ∗ )
1050
𝑡𝑓𝑡 = 61,9𝑠

 Calculo da queda de tensão, 𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 .


𝜌
∆𝑈 = ∗𝐼∗𝐿
𝑆
0,026
∆𝑈 = ∗ 135,9 ∗ 380
95
∆𝑈 = 14,13𝑉
∆𝑈
∆𝑈 = ∗ 100%
𝑈𝐶
14,13
∆𝑈 = ∗ 100%
400
∆𝑈 = 3,5%

Como exemplo ilustrativo os resultados de outras redes serão representados na tabela a


baixo visto que o raciocínio é o mesmo:
Saida 1 𝑰𝑺 (𝑨) 𝑰𝑵 (𝑨) 𝑰𝒁 (𝑨) 𝑰𝒇 (𝑨) 𝟏, 𝟒𝟓𝑰𝒁 (𝑨) 𝑰𝑪𝑪 (𝑨) 𝒕𝒇𝒕 (𝒔) 𝒕𝒂𝒑 (𝒔)
𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨 142,7A 200A 230A 320A 333,5A 1247,4A 43,90s 4
𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 135,9A 200A 230A 320A 333,5A 1050A 62s 4

Saida 2 𝑰𝑺 (𝑨) 𝑰𝑵 (𝑨) 𝑰𝒁 (𝑨) 𝑰𝒇 (𝑨) 𝟏, 𝟒𝟓𝑰𝒁 (𝑨) 𝑰𝑪𝑪 (𝑨) 𝒕𝒇𝒕 (𝒔) 𝒕𝒂𝒑 (𝒔)
𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨 137,5A 200A 230A 320A 333,5A 1124,4A 54s 4
𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 135,9A 200A 230A 320A 333,5A 1050A 61,9s 4
Saida 3 𝐼𝑆 (𝐴) 𝐼𝑁 (𝐴) 𝐼𝑍 (𝐴) 𝐼𝑓 (𝐴) 1,45𝐼𝑍 (𝐴) 𝐼𝐶𝐶 (𝐴) 𝑡𝑓𝑡 (𝑠) 𝑡𝑎𝑝 (𝑠)
𝐑𝐚𝐦𝐨𝐀 137,5A 200A 230A 320A 333,5A 1124,4A 54s 4
𝐑𝐚𝐦𝐨𝐁 135,9A 200A 230A 320A 333,5A 1050A 61,9s 4

Saida 3 𝑰𝑺 (𝑨) 𝑰𝑵 (𝑨) 𝑰𝒁 (𝑨) 𝑰𝒇 (𝑨) 𝟏, 𝟒𝟓𝑰𝒁 (𝑨) 𝑰𝑪𝑪 (𝑨) 𝒕𝒇𝒕 (𝒔) 𝒕𝒂𝒑 (𝒔)
𝑹𝒂𝒎𝒐𝑨 137,5A 200A 230A 320A 333,5A 1124,4A 54s 4
𝑹𝒂𝒎𝒐𝑩 135,9A 200A 230A 320A 333,5A 1050A 61,9s 4
Tabela 1-Resultados de cálculos de outras redes

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 32


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

CONCLUSÃO

A realização deste trabalho foi importante na medida em que permitiu compreender melhor
como se caracterizam as redes aérea de baixa tensão e aparelhagem de corte típicas do dia-a-dia,
bem como a sua necessidade.
Após um intensivo estudo teórico, e, com base no mesmo, foi elaborado um projeto de redes
BT aerea. Para tal, inicialmente, foi fornecida pelo orientador um mapa do BºNelito Soares. foram
implementados os respetivos elementos de baixa tensão (postos de transformação, cabos, armários
de distribuição), e, posteriormente, com recurso ao software Excel procedeu-se ao cálculo das
potências e correntes de cada rede, das secções normalizadas, bem como à verificação dos critérios
de aquecimento, queda de tensão e proteção de curto-circuitos. Concluído este estudo, verificou-se
que as proteções e secções de cabo obtidas são as ideais para o loteamento, uma vez que todos os
critérios mencionados foram cumpridos.
Por fim, eu considera que este projeto foi crucial na minha vida tanto a nível pessoal como
académico/profissional, uma vez que permitiu pôr à prova os meus variados conhecimentos, bem
como as suas diferentes capacidades. Foi um trabalho que resultou de bastante dedicação, esforço
e, sobretudo, de muita resiliência. Ao longo desta jornada, eu considero, igualmente, ter ampliado
os meus conhecimentos e, atualmente, ser capaz de resolver diversos tipos de problemas com maior
facilidade e eficácia no dia-a-dia. Deste modo, eu reconheço este trabalho como meritório por tudo
aquilo que desenvolve, ficando, assim, bastante satisfeito e com o sentido de dever cumprido.

TRABALHO FINAL DO CURSO/ 2019 33


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

ORÇAMENTO
Designação dos Materias Quantidade Preço Unitário (KZ) Preço Total
PT 630Kva 15KV 1 34.729.354,00 34.729.354,00
Pinça de amarração 10 3.500,00 35.000
Pinça de Suspenção 10 4.500,00 45.000
Cabo LXS 4 × 95𝑚𝑚2 + 2 × 16 5 8.750,00 24.500,000
Cabo LVAV 4 × 150𝑚𝑚2 5 4.500,00 12.600,000
Armario de Distribuição 1 757.500,00 757.500,00
Fusivel 200ª 12 5.750,00 69.000,00
Poste de Betão B400 8m 90 180.000,00 16.200.000
Ligadores 660 400,00 264.000,00
TOTAl 134 Total em Kwanzas 51.872.954

 Conversão em Dólar
PM=51.872.954,00KZ
100𝑈𝑆𝐷 − − − −62.000𝐾𝑧
𝑋 − − − − − 51.872.954,00𝐾𝑧
100𝑈𝑆𝐷 × 51.872,954𝐾𝑧
𝑋
62.000𝐾𝑧
𝑋 = 83.666.05484𝑈𝑆𝐷
PM=83.666.05484USD
 Mão de Obra
PM________100%
MO________50%
𝑃𝑀 × 50%
𝑀𝑂 =
100%
83.666.05484 × 50%
𝑀𝑂 =
100%
𝑀𝑂 = 4.183.302.742𝑈𝑆𝐷
 Gastos Diversos
PM________100%
GD________5%
𝑃𝑀×5% 83.666.05484×5%
GD= => 𝐺𝐷 = => 𝐺𝐷 = 418.330.274,2𝑈𝑆𝐷
100% 100%

 Orçamento Geral
OG=PM+MO+GD
OG=83.666.05484+4.183.302.742+418.330.274,2
OG=16.733.210.968USD
REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA PARA UM PT DE 630KVA

BIBLIOGRAFIA

1.Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa


Tensão (R.S.R.D.E.E.B.T)
2.Regulamento de segurança de Instalações de Utilização de Energia Eléctrica (RSIUEE).
3.Caderno de Instalações Eléctrica da 12ª classe.
4.Google
5.Wikipédia