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SISTEMA COLÉGIO MILITAR DO BRASIL

MATEMÁTICA 3º ano/EM
Sequência Didática 01
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 02
Matemática Financeira
Conjunto dos Números Naturais
Sequência Didática 02
Geometria Analítica: ponto e reta
1º Trimestre

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA 01
Matemática Financeira
DETALHAMENTO DOS OBJETOS DO CONHECIMENTO:
1) Acréscimos e descontos
2) Juros simples e compostos
3) Situações-problema envolvendo Juros Compostos
4) Sistemas de Amortização

Material produzido colaborativamente pelos docentes do Sistema Colégio Militar do Brasil.


Colaborador(es): Prof. Leiria, Cap Adriana, Profª Marília (CMPA)
TC Genebaldo (CMS)

Caro Aluno,
Este material foi construído visando auxiliar seu preparo intelectual. Abaixo, você encontrará
alguns ícones que orientarão seu estudo:

- parte teórica

- exercícios - desafios

- tome nota - links de vídeos


complementares

- aprofundando

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Documentos revelam que os Sumérios (habitantes da Suméria, sul da Mesopotâmia, onde
atualmente se localiza o Iraque e o Kuwait) já trabalhavam com juros simples e compostos. Em
1780 a.C, o código de Hamurabi já autorizava a cobrança de juros na região. No ano 531 d.C, o
código de Justiniano limitava os juros anuais em 33% no Império Romano. Em 1228, juros
compostos eram proibidos por lei pelo rei de Aragão (leste da Espanha), Jaime I.

O acréscimo e o desconto causam a oscilação do preço de venda de um produto. Antes


de alterar o valor de um produto, algumas variáveis são levadas em consideração, tais como:
inflação, oferta e procura.
O acréscimo e o desconto percentual são aplicados sobre o preço de venda de um produto.

Exemplos

1. O salário mínimo no Brasil, em 2019 era de R$ 998,00. Em 14 de janeiro de 2020


ocorreu o anúncio do seu reajuste, sendo de 4,71%, que valerá a partir de 01 de
fevereiro. Qual o novo valor do salário mínimo?

2. No início do ano, uma loja anunciou a liquidação de seus calçados: “Todos os pares de sapatos
com 25% de desconto sobre o preço registrado na etiqueta”. Qual o valor a ser pago por um
par de sapatos que tinha R$ 229,00 registrado na etiqueta?

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3. (ENEM 2011) Um jovem investidor precisa escolher qual investimento lhe trará maior retorno
financeiro em uma aplicação de R$ 500,00. Para isso, pesquisa o rendimento e o imposto a ser
pago em dois investimentos: poupança e CDB (certificado de depósito bancário). As informações
obtidas estão resumidas no quadro:

Para o jovem investidor, ao final de um mês, a aplicação mais vantajosa é


a) a poupança, pois totalizará um montante de R$ 502,80.
b) a poupança, pois totalizará um montante de R$ 500,56.
c) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,38.
d) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,21.
e) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 500,87.

4. Nos últimos três anos, as taxas de inflação no Brasil foram as seguintes: em 2017 foi de 2,95%, em
2018 foi de 3,75% e em 2019 foi de 4,31%. Determine a taxa de inflação no último triênio.

5. Em uma liquidação, certo modelo de fogão está com 20% de desconto em relação ao preço da
etiqueta, que é R$ 1250,00. Se o pagamento for à vista, é concedido um desconto de 10%, calculado
após o desconto de 20%. Se o cliente deseja comprar esse modelo de fogão pagando à vista, quanto
vai desembolsar?

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1

1. Uma caixa de laranjas de 23kg, é vendida na CEASA por R$ 34,00 no início da manhã. À tarde,
a caixa de laranjas é oferecida com um desconto de 10% sobre o preço anterior e, à noite, com
8% de desconto sobre o preço praticado à tarde.

a) Determine o percentual de desconto acumulado à noite em relação ao preço praticado pela


manhã.
b) Determine o preço da caixa de laranjas no final do dia.

2. A tabela a seguir mostra a variação nos últimos cinco anos do Índice Bovespa (Índice da Bolsa
de Valores de São Paulo, o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do
mercado de ações brasileiro) e do rendimento anual da Poupança (aplicação financeira mais
utilizada pela população brasileira).

Ano Índice Bovespa Poupança

2015 -13,31% 8,07%

2016 38,93% 8,07%

2017 26,86% 6,57%

2018 15,03% 4,55%

2019 31,58% 3,85%

Fonte: http://bvmf.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoVariacaoAnual
https://blog.rico.com.vc/rendimento-da-poupanca

Calcule a variação do Índice Bovespa e da Poupança nos últimos cinco anos.


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3. Uma pessoa investiu certo montante em ações. Ao final do primeiro mês, ela perdeu 25% do
valor investido; no mês seguinte, recuperou 18% do que havia perdido e decidiu resgatar o
montante de R$ 7950,00 gerado por esse investimento. Podemos concluir que o montante inicial
investido por essa pessoa em ações foi de
a) R$ 1000,00.
b) R$ 2950,00.
c) R$ 7950,00.
d) R$ 10000,00.
e) R$ 12500,00.

4. Para atrair mais clientes, uma loja fez a promoção de 10% de desconto em todos os seus
produtos, acrescidos de mais 5% de desconto no valor da promoção para pagamento à vista.
Após os descontos, um cliente pagou, à vista, R$ 2052,00 por um aparelho de TV. Qual era o valor
desse aparelho de TV antes da promoção?

a) R$ 1744,20 b) R$ 2199,00 c) R$ 2400,00d) R$ 2414,20 e) R$ 2700,00

5. (UEL-PR) Em uma liquidação os preços dos artigos de uma loja são reduzidos em 20% de seu
valor. Terminada a liquidação, e pretendendo voltar aos preços originais, de que porcentagem
devem ser acrescidos os preços da liquidação?

a) 27,5% b) 25% c) 22,5% d) 21% e)20%

6. Um aparelho de telefone celular foi comprado a prazo com um desconto de 4% sobre o preço
da etiqueta. Se a compra tivesse sido efetuada à vista, o valor pago pelo aparelho seria de R$
1300,00. Qual é a taxa de desconto que incide sobre o preço da etiqueta no caso do pagamento
à vista, tendo o cliente, pago a prazo um total de R$ 1560,00?

7. Gisele pagou o condomínio do apartamento onde mora com três dias de atraso. Sobre o valor
inicial foi cobrado 0,1% de acréscimos sucessivos por dia de atraso. Sabendo que Gisele pagou
R$ 181,08, qual o valor do condomínio até o dia do vencimento?

6
8. Um veículo novo custa R$ 30000,00 e sofre depreciações de 20% e 15% nos dois primeiros anos,
respectivamente, e certa depreciação 𝑥 nos anos posteriores. Determine a taxa 𝑥 de depreciação
depois do segundo ano, sabendo que após três anos de uso o valor do veículo é de R$ 19380,00.

9. Uma loja reajustou o preço de certo produto em 25%. Na semana seguinte, colocou o produto
em promoção, dando um desconto de 30%. Sabendo que na promoção o produto era vendido por
R$ 31,50, determine o preço do produto antes do reajuste.

10. Certo produto recebeu dois descontos sucessivos de 10% e 20% e depois um acréscimo de 30%.
Pode-se dizer que o seu preço final, em relação ao inicial

a) permaneceu o mesmo.
b) aumentou em 6,4%.
c) decresceu em 6,4%.
d) decresceu em 3,2%.
e) aumentou em 3,2%.

Respostas: 1.a) 17,2% b) R$ 28,15 2. Bovespa: 131,25% e Poupança: 35,14% 3. D


4. C 5. B 6. 20% 7. R$ 180,54 8. 5% 9. R$ 36,00 10. C

O juro simples incide sempre sobre o capital inicial. O tempo e a taxa devem estar na mesma
unidade.
J=
C=
i=
n=
M=

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EXEMPLOS

1. Douglas fez uma aplicação de R$ 2500,00 a uma taxa de juro simples de 1,5% a.m. Sabendo que
Douglas deixou o dinheiro aplicado durante 4 meses, qual o montante recebido ao final desse
período?

2. Juliana tomou emprestada certa quantia a ser paga ao final de 1 ano e 2 meses a uma taxa de juro
simples de 2,5% a.m. Sabendo que ao final desse período Juliana pagou R$ 1822,50, determine a
quantia emprestada a Juliana.

3. Por quanto tempo um capital de R$ 3500,00 deve ser aplicado a uma taxa de juro simples de 12%
a.a. para que renda R$ 280,00?

4. Patrícia aplicou, durante 6 meses, R$ 2800,00 a juro simples. Ao final do período, retirou o
montante de R$ 3052,00. A que taxa mensal de juro rendeu a aplicação de Patrícia?

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O sistema de juro composto consiste em um caso particular de acréscimos sucessivos, onde
as taxas de acréscimos são todas iguais.
O juro composto é um acréscimo somado ao capital, ao final de cada período, formando com esta
soma um novo capital.

EXEMPLOS

1. Uma pessoa aplicou R$ 3200,00 durante 3 meses a uma taxa de juro composto de 2% a.m. Ao
final desse período, qual foi o montante dessa aplicação?

2. Qual deve ser a taxa de juro composto de uma aplicação para que um capital de R$ 8000,00 renda
R$ 1261,00 em três meses?

3. (UEL-PR 2001) O valor de um automóvel (em unidades monetárias) sofre uma depreciação de 4%
ao ano. Sabendo-se que o valor atual de um carro é de 40000 unidades monetárias, depois de
quantos anos o valor desse carro será de 16000 unidades monetárias? Use o valor 0,3 para log 2 e
o valor 0,48 para log 3.

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 2

1. Taxa percentual

a) 25% de 200 =

b) 120% de 60 =

c) 30% de 40% de 75 =

d) No primeiro dia de aula, numa determinada classe, o professor de Matemática constatou


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que naquela turma a razão entre o número de moças e o número de rapazes é 12 . Qual é a
porcentagem de rapazes nessa turma?

2. Lucro e prejuízo

a) Um produto tem preço de custo de R$ 160,00 e é vendido por R$ 200,00. Qual é a


porcentagem do lucro sobre o preço de custo? E sobre o preço de venda?

b) Ao vender uma mercadoria, um indivíduo teve lucro de 40% em relação ao preço de


venda. Qual foi a porcentagem do lucro em relação ao preço de custo?

3. Aumentos e descontos sucessivos

a) Entre os especialistas do mercado automobilístico, é consenso que um automóvel zero-


quilômetro sofre uma depreciação de 15% ao ano nos 3 primeiros anos, estabilizando-se num
patamar inferior a esse nos anos seguintes. Se hoje um veículo zero quilômetro custa R$
34.000,00, qual será seu valor daqui a 3 anos, segundo a opinião desses especialistas?

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b) Um produto teve aumento total de preço de 61% por causa de dois aumentos sucessivos.
Se o primeiro aumento foi de 15%, qual foi a taxa percentual do segundo aumento?

4. Juro simples e juro composto

a) Um investidor aplica R$ 1.000,00 a juro simples de 2% ao mês. Determinar a taxa


equivalente ao ano, o juro recebido após 1 mês, após 5 meses e o montante após 8 meses.

b) Com um capital de R$ 1.500,00 foi feita uma aplicação que rende juro composto de 1,2%
ao mês. Qual será o saldo (montante) dessa aplicação após 6 meses se, durante esse período
não houver nenhuma outra movimentação na conta?

c) Uma dívida contraída a juro composto aumenta 69% em dois meses. Qual é a taxa mensal
de juro?

d) O valor de uma máquina sofre depreciação anual de 25%. Se ela custa hoje R$ 2.000,00,
daqui a quantos anos valerá metade do que vale hoje? (Adotar: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48)

Fonte: Exercícios da obra Conexões com a Matemática, volume único, obra coletiva concebida, desenvolvida e
produzida pela Editora Moderna; 1ed. – São Paulo: 2012

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1. João adquiriu uma caixa de som dando uma entrada de R$ 250,00 mais uma parcela de R$ 378,56
dois meses após a compra. Sabendo que o preço à vista da caixa de som é de R$ 600,00, qual a taxa
mensal de juros?

2. Paulo solicitou um empréstimo no Banco Garança no valor de R$ 5000,00 a uma taxa mensal de
3%. Após 3 meses, fez um pagamento de R$ 2000,00 e, após mais 2 meses, quitou sua dívida. Qual
foi o valor do último pagamento?

3. João aplica R$ 2000,00 em uma caderneta de poupança, que rende 0,5% ao mês. Após 2 meses,
faz um novo depósito no valor de R$ 1000,00. Um mês após o último depósito faz uma retirada de
R$ 500,00 e, após mais um mês, retira todo o valor restante. Qual o valor da última retirada?

4. (ENEM 2018) Um contrato de empréstimo prevê que quando uma parcela é paga de forma
antecipada, conceder-se-á uma redução de juros de acordo com o período de antecipação. Nesse
caso, paga-se o valor presente, que é o valor, naquele momento, de uma quantia que deveria ser
paga em uma data futura. Um valor presente P submetido a juros compostos com taxa i, por um
período de tempo n, produz um valor futuro V determinado pela fórmula:
𝑉 = 𝑃 . (1 + 𝑖)𝑛
Em um contrato de empréstimo com sessenta parcelas fixas mensais, de R$820,00, a uma taxa
de juros de 1,32% ao mês, junto com a trigésima parcela será paga antecipadamente uma outra
parcela, desde que o desconto seja superior a 25% do valor da parcela.
4
Utilize 0,2877 como aproximação para ln ( 3 ) e 0,0131 como aproximação para ln (1,0132).

(A) 56a (B) 55a (C) 52a (D) 51a (E) 45a

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5. (CFTMG 2019) Um pai abriu uma conta poupança para seu filho e depositou nela R$ 100,00. O
filho disse que deixaria esse dinheiro na poupança, a uma taxa fixa de 1% ao mês, a juros
compostos, até que tivesse o dobro dessa quantia. Considerando que ele não fará outro depósito
no período, o número de meses necessários para receber essa quantia em dobro é

Obs.: Use log2 1,01  0,014.


(A) 12. (B) 24. (C) 60. (D) 72.

6. (IFCE 2019) Certo capital foi aplicado a uma taxa de juros simples de 3% ao mês. Considerando
o mês comercial (30 dias), o montante será o triplo do valor inicial ao final de

(A)4 anos, 4 meses e 20 dias.


(B)5 anos, 10 meses e 10 dias. (D)5 anos, 6 meses e 20 dias.
(C)4 anos, 5 meses e 5 dias. (E)3 anos, 10 meses e 5 dias.

Respostas:

1. 4% a.m 2. R$ 3674,58 3. R$ 2547,834. C 5. D 6. D

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AMORTIZAR é devolver o capital que se tomou emprestado.

Ao tomarmos um capital emprestado ou ao fazermos um financiamento, poderemos devolver


esse capital ou o valor do financiamento em parcelas ou em um pagamento único.

Sistema de Amortização Constante (SAC)

Esse sistema tem as parcelas de amortização constantes durante todo o período de


pagamento da dívida. Para calculá-la, portanto, basta dividir o capital devido pelo número de
parcelas de amortização.
No SAC, as prestações diminuem ao longo do período contratado, uma vez que, sendo a
parcela de amortização constante e sendo o juro calculado sobre o saldo devedor, a cada parcela
paga, o saldo devedor diminui, diminuindo, assim, o juro da parcela seguinte.

Exemplos:
1. Uma dívida de R$ 100,00 é paga, com juros de 15% ao mês, em 5 meses, pelo SAC. Faça a planilha
de amortização.

MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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2. Faça a planilha de amortização, pelo sistema SAC, de uma dívida de R$ 20.000,00 a ser paga em
8 prestações mensais, com juros de 5% ao mês.

MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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3. Um apartamento no valor de R$ 100.000,00 foi financiado pelo SAC, sem correção monetária,
nas condições foram:

 entrada de R$ 10.000,00;
 dez parcelas mensais, vencendo a primeira em um mês após a assinatura do contrato;
 taxa de juro composto de 1,8% ao mês.
Preencha a tabela de amortização da dívida.

MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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4. Um empréstimo no valor de R$ 50.000,00 foi feito pelo SAC, sem correção monetária, nas
seguintes condições:
 carência de 4 meses;
 4 parcelas mensais, vencendo a primeira um mês após a carência;
 taxa de juro composto de 30% ao ano;
 o juro será incorporado ao capital durante o período de carência, mas não será pago durante
o período.
Preencha a tabela de amortização da dívida (utilize a aproximação 12√1,3 = 1,02)
MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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Sistema de Amortização Francês (PRICE)

Esse sistema tem as parcelas periódicas, iguais e sucessivas, com o primeiro pagamento ao
fim do primeiro período contratado.

À medida que as parcelas são pagas, o saldo devedor vai diminuindo. Como o juro é calculado
sempre sobre o saldo devedor, ele também irá diminuir ao longo do contrato. Logo, os valores
correspondentes à amortização irão aumentar ao longo do tempo, uma vez que as parcelas são
fixas.

Para determinar o valor das parcelas, utilizaremos a seguinte fórmula:

(1 + 𝑖 ) 𝑛 . 𝑖
𝑃 = 𝐶. ( )
(1 + 𝑖 ) 𝑛 − 1

Exemplos:

1. Uma dívida de R$ 100,00 é paga, com juros de 15% ao mês, em 5 meses, pelo Sistema PRICE. Faça
a planilha de amortização. Utilize a aproximação (1,15)5 = 2,011.

MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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2. Faça a planilha de amortização, pelo sistema PRICE, de uma dívida de R$ 20.000,00 a ser paga em
8 prestações mensais, com juros de 5% ao mês. Utilize a aproximação (1,05)8 = 1,48 .

MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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3. Um apartamento no valor de R$ 100.000,00 que foi financiado pelo PRICE, sem correção
monetária, e cujas condições foram:
 entrada de R$ 10.000,00;
 dez parcelas mensais, vencendo a primeira em um mês após a assinatura do contrato;
 taxa de juro composto de 1,8% ao mês.
 Utilize a aproximação (1,018)10 = 1,2.

MÊS PARCELA JURO AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR

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1) Matemática Financeira. Conceitos Básicos. 3º ano/EM
Equaciona Matemática. Prof. Paulo Pereira. Duração: 12:30 min
https://youtu.be/vxKV2UZkKm8

2) Matemática Financeira. Introdução. Juros e Juros simples. 3º ano/EM


Matemática em exercícios. Prof. Gui. Duração: 15:30 min
https://youtu.be/YExQ10soiJg

3) Amortização. Sistema SAC. 3º ano/EM


Partiu ser rico. Duração: 14:00
https://youtu.be/EWIGVq01GUU

Referências bibliográficas
BARROSO, Juliane Matsubara. Conexões com a Matemática, volume único. São Paulo: Moderna,
2012.
DANTE, Luiz Roberto. Contexto & Aplicações. São Paulo: Ática, 2015.
IEZZI, Gelson et al. Matemática: ciência e aplicações. São Paulo: Saraiva, 2015.
VIANA, Fernando. PAIVA, Manoel. Matemática Plus. São Paulo: Moderna, 2015.

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SEQUÊNCIA DIDÁTICA 02
Geometria Analítica: ponto e reta.
DETALHAMENTO DOS OBJETOS DO CONHECIMENTO:
1) Distância entre dois pontos
2) Ponto Médio de um segmento
3) Baricentro
4) Área de polígonos
5) Condição de Alinhamento de três pontos
6) Equações da reta
7) Coeficiente Angular
8) Posições entre duas retas
9) Ângulo entre duas retas
10) Distância entre ponto e reta
11) Distância entre retas

Material produzido colaborativamente pelos docentes do Sistema Colégio Militar do Brasil.


Colaborador(es): Prof. Leiria, Cap Adriana (CMPA)
TC Genebaldo (CMS)
Caro Aluno,
Este material foi construído visando auxiliar seu preparo intelectual. Abaixo, você encontrará
alguns ícones que orientarão seu estudo:

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complementares

- aprofundando
- tome nota

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Geometria analítica é a área da Matemática responsável pelo estudo
das geometrias plana e espacial usando processos algébricos. Por meio da geometria
analítica, os conceitos da geometria clássica puderam ser compreendidos de uma forma
inteiramente nova, com novos métodos para a demonstração, uso e criação de
propriedades ainda não imaginadas.
O estudo da geometria analítica no ensino médio é dividido em: estudo analítico
do ponto, estudo analítico da reta, estudo analítico da circunferência, vetores e cônicas.

Estudo analítico do ponto


É nesse estudo que se encontram os principais conhecimentos
da geometria analítica. Primeiramente, a ideia de ponto que fundamenta toda a
geometria é:
O ponto é uma noção primitiva da geometria.
Em outras palavras, não há como definir um ponto, sua existência somente é
comprovada por meio de axiomas ou postulados (definições ou propriedades que são
aceitas como válidas sem demonstração).
Não há definição para ponto, mas podemos explicá-lo: um ponto é uma figura
geométrica que não possui dimensão nem formato e pode ser usado para marcar com
precisão a localização no espaço.
É a partir da ideia de ponto que definimos retas, semirretas e segmentos de reta.
Usando a definição de retas, podemos estabelecer o plano cartesiano, sobre o qual é
possível delimitar a distância entre dois pontos, uma das mais importantes medidas
da geometria analítica.

Um plano cartesiano é um plano formado por duas retas


numéricas perpendiculares que se encontram em suas origens. A localização de um
ponto qualquer nesse plano é dada pela coordenada da reta horizontal, chamada de eixo
x, seguida da coordenada da reta vertical, chamada de y. Assim, o ponto A, por exemplo,
possui localização (x, y).
Dados os pontos A(xA, yA) e B(xB, yB), a distância (dAB) entre A e B é o comprimento
do segmento de reta que os liga, que pode ser obtido pela seguinte fórmula:

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Esse conceito é tão importante porque, por meio dele, são definidos quase todos os
conceitos da geometria analítica, como a definição de circunferência.

Estudo analítico da reta


A reta é uma figura geométrica que não faz curva, formada por infinitos pontos.
Na geometria analítica, uma reta pode ser representada por uma equação. Na realidade,
esse é o grande avanço da geometria analítica e é aquilo que faz com que os conceitos
geométricos sejam estudados algebricamente. Uma das possíveis equações da reta é:
ax + by + c = 0
Nessa equação, a, b e c são números reais chamados coeficientes e x e y são
números reais desconhecidos, chamados de incógnitas.
Por meio dessas equações, é possível identificar quando duas retas são paralelas,
concorrentes e perpendiculares. No caso em que são concorrentes, é possível determinar
a localização do ponto de encontro entre elas por meio de suas equações.
Além disso, também é possível determinar a inclinação da reta com relação ao eixo x. Para
isso, usamos a tangente. Digamos que uma reta r possui dois pontos A(xA, yA) e B(xB, yB). A
inclinação dessa reta é dada por:
tgα = yB – yA
xB – x A

Nessa relação, α é o ângulo entre a reta r e o eixo x.


(Fonte: Mundo Educação. Disponível em https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/o-que-e-
geometria-analitica.htm)

Distância entre dois pontos


Dizemos que a distância entre os pontos A e B é a medida do segmento de
reta que liga o ponto A ao ponto B. Dessa forma, a distância entre dois pontos é um
comprimento.
Essa medida pode ser obtida de diversas formas. As mais comuns são duas: medir o
segmento de reta que liga os pontos distintos A e B utilizando alguma ferramenta que
possui esse fim ou utilizar um resultado proveniente da Geometria Analítica.
Os instrumentos mais conhecidos que são utilizados para medir segmentos de reta
são: régua, trena e fita métrica.

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Já o resultado proveniente da Geometria Analítica depende da localização dos
pontos A e B e baseia-se no cálculo do comprimento da hipotenusa de um triângulo
retângulo.
Cálculo da distância entre dois pontos
Para calcular a distância entre os pontos A e B, devemos escolher pontos que
possuem coordenadas quaisquer A (x1, y1) e B (x2, y2). Essas coordenadas representam a
localização dos pontos A e B em um plano. A distância entre esses dois pontos é igual
ao comprimento do segmento de reta na cor lilás na imagem a seguir.

Exemplo de pontos A e B, com suas localizações e coordenadas no plano


O cálculo dessa distância é feito por meio da seguinte fórmula:

Para utilizá-la, basta substituir os valores numéricos das coordenadas dos pontos A
e B nos locais indicados na fórmula e realizar os cálculos.
25
Exemplos
Exemplo 1 – Calcule a distância entre os pontos A(1,1) e B(1,4).
Primeiramente, mostraremos por meio do plano cartesiano que dAB = 3. Observe a figura
a seguir:

Exemplo de cálculo entre os pontos A(1,1) e B(1,4)

Agora, vamos mostrar que, utilizando a fórmula para o cálculo de distância entre dois
pontos, encontraremos que a distância entre A e B (dAB) é igual a 3. Observe:

Cálculos feitos a partir das coordenadas dos pontos A e B resultando na distância entre A e B

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Exemplo 2 – Calcule a distância entre os pontos A(– 2, 4) e B(2,2).
Não é necessário fazer qualquer desenho para calcular a distância entre dois pontos,
pois basta ter em mãos as coordenadas de dois pontos quaisquer do plano e utilizar a
fórmula proposta acima. Observe:

Cálculo utilizado para encontrar a distância entre os pontos A e B

(Fonte: Escola Kids. Disponível em https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/o-que-e-geometria-analitica.htm

Ponto médio de um segmento

O ponto médio de um segmento de reta é o ponto que separa o segmento em


duas partes com medidas iguais.
O segmento de reta possui inúmeros pontos alinhados, mas somente um deles
divide o segmento em duas partes iguais. A identificação e a determinação do ponto
médio de um segmento de reta serão demonstrados com base na ilustração a seguir:

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O segmento de reta AB possui um ponto médio (M) com as
seguintes coordenadas (xM, yM). Observe que os triângulos AMN e ABP são semelhantes e
possuem três ângulos iguais. Dessa forma, podemos aplicar a seguinte relação entre
os segmentos que formam os triângulos. Veja:

AM = AN
AB AP

Podemos concluir que AB = 2 * (AM), considerando que M é


o ponto médio do segmento AB.
AM = AN
2AM AP
AN = 1
AP 2
AP = 2AN

xP – xA = 2*(xM – xA)
xB – xA = 2*(xM – xA)
xB – xA = 2xM – 2xA
2xM = xB – xA + 2xA
2xM = xA + xB
xM = (xA + xB)/2

Por meio de um método análogo, conseguimos demonstrar que yM = (yA + yB )/2.


Portanto, considerando M o ponto médio do segmento AB, temos a seguinte expressão
matemática para determinar as coordenadas do ponto médio de qualquer segmento no
plano cartesiano:
28
Percebemos que o cálculo da abscissa xM é a média aritmética entre as abscissas dos
pontos A e B. Assim, o cálculo da ordenada yM é a média aritmética entre as ordenadas dos
pontos A e B.

Exemplos
→ Dadas as coordenadas dos pontos A(4,6) e B(8,10) pertencentes ao segmento AB,
determine as coordenadas do ponto médio desse segmento.

XA = 4
yA = 6
xB = 8
yB = 10
xM = (xA + xB) / 2
xM = (4 + 8) / 2
xM = 12/2
xM = 6
yM = (yA + yB) / 2
yM = (6 + 10) / 2
yM = 16 / 2
yM = 8

As coordenadas do ponto médio do segmento AB são xM (6, 8).

→ Dados os pontos P(5,1) e Q(–2,–9), determine as coordenadas do ponto médio do


segmento PQ.
XM = [5 + (–2)] / 2
xM = (5 – 2) / 2
xM = 3/2
yM = [1 + (–9)] / 2
yM = (1 – 9) / 2
yM = –8/2
yM = –4

Portanto, M(3/2, –4) é o ponto médio do segmento PQ.


29
Baricentro de um triângulo

O triângulo é uma figura geométrica muito importante, bastante utilizado na


construção civil. No estudo analítico dos triângulos, quando conhecemos as coordenadas
dos seus vértices, conseguimos determinar qual é o tipo de triângulo, qual a sua área e
quais as coordenadas de seu baricentro. Faremos o estudo de como obter as coordenadas
do baricentro do triângulo. Antes, precisamos definir o que é baricentro.

Considere o triângulo de vértices A, B e C abaixo. Os pontos M, N e P são os pontos


médios dos lados AB, BC e AC, respectivamente. Os segmentos de reta MC, AN e PB são
as medianas do triângulo. Denominamos baricentro (G) de um triângulo o ponto de
encontro das medianas.

Agora vamos considerar um triângulo no plano cartesiano de vértices A(xA, yA),


B(xB, yB) e C(xC, yC) e baricentro G(xG, yG).

30
As coordenadas do baricentro do triângulo ABC serão dadas por:

Exemplo 1. Determine as coordenadas do baricentro do triângulo de vértices A(2, 7), B(5,


3) e C(2, 2).

Solução: Vamos calcular as coordenadas do Baricentro do triângulo separadamente, para


não haver confusão no entendimento da fórmula, que é muito simples.
Sabemos que:

Portanto, o baricentro do triângulo ABC tem coordenadas G(3, 4).

Exemplo 2. Determine as coordenadas do vértice B do triângulo ABC sabendo que seu


baricentro tem coordenadas G(5, 8) e que os outros dois vértices são A(5, 8) e C(7, 6).

Solução: Como conhecemos as coordenadas do baricentro do triângulo e as coordenadas


de dois vértices, vamos utilizar a fórmula para a determinação do baricentro para
determinar as coordenadas de B.

Segue que:

31
Temos também que:

Portanto, o vértice B tem coordenadas B(3, 10).

Área do polígono regular

A área de um polígono regular é obtida por meio de uma fórmula que relaciona
essa medida ao apótema e ao lado dessa figura geométrica.

Polígonos regulares são aqueles que possuem lados e ângulos internos


congruentes. Para calcular a área desse tipo de polígono, é possível usar uma fórmula que
relaciona a medida de seu apótema e lado com a medida da área. A demonstração dessa
fórmula é uma alternativa para esse cálculo, uma vez que se pode obter também a área de
um polígono regular qualquer por meio dela.

32
A seguir, demonstraremos a fórmula para calcular a área do polígono regular e
apresentaremos um exemplo resolvido desse cálculo.
Área do polígono regular
A área de um polígono regular pode ser obtida pela seguinte fórmula:
A = P·a
2
Na qual, A é a área do polígono, P é o perímetro e a é o apótema desse polígono.
Se essa fórmula for reorganizada, podemos dizer que a área do polígono regular é igual à
metade do perímetro – também chamada semiperímetro – multiplicada pelo apótema.
Assim, essa fórmula pode ser interpretada da seguinte maneira:
A área do polígono regular é igual ao produto do semiperímetro
desse polígono pela medida de seu apótema.

Demonstração da fórmula
Dado um polígono regular de lado l e que possui n lados, encontre seu centro P e
construa os segmentos que ligam cada um de seus vértices a esse ponto. Para tanto, basta
construir as mediatrizes de dois lados quaisquer. Essas retas encontrar-se-ão no centro do
polígono.
A imagem a seguir representa uma parte de um polígono que possui n lados e que cada
um desses lados tem medida representada pela letra l.

Nesse polígono, foram formados n triângulos e todos eles são isósceles e


congruentes. Para ter certeza disso, basta construir
a circunferência que circunscreve esse polígono e notar que todos os segmentos
construídos são raios dela e, por isso, possuem a mesma medida. Além disso, todos os
ângulos centrais formados são congruentes e medem 360°/n.
33
Como os triângulos são congruentes, para calcular a área do polígono, basta
calcular a área de um dos triângulos e multiplicar esse resultado por n, que é tanto o
número de lados do polígono como o número de triângulos obtidos. Portanto,
calcularemos a área do triângulo ABP.

O apótema é um segmento de reta que liga o centro de um polígono ao ponto


médio de um de seus lados. Como o triângulo ABP é isósceles, o apótema também é altura
e bissetriz nesse triângulo. Sendo assim, base e altura desse triângulo já são conhecidos:
respectivamente, lado do polígono e apótema do triângulo.
A área do triângulo ABP, portanto, é:
At = l·a
2
E, como dito anteriormente, a área do polígono é igual a n vezes a área do triângulo
ABP:
A = n·At = n·l·a
2
Note apenas que o número de lados multiplicado pelo comprimento dos lados é
igual ao perímetro P do polígono. Assim, podemos substituir n·l por P:
A = P·a
2
Exemplo:
Um eneágono regular tem lado igual a 6 centímetros. Qual a medida de sua área?

Solução: O perímetro desse polígono é igual a 6·9 = 54 cm. Em seguida, será necessário
encontrar a medida do apótema desse polígono. Para isso, faremos a mesma construção
anterior em um eneágono:
34
Construindo o apótema que divide o lado AB em duas partes iguais e que também
é altura e bissetriz, teremos o triângulo retângulo OKB. Observe que o ângulo AÔB é igual
a 360°/9, pois o eneágono é regular.
360° = 40°
9
Observe também que o apótema é bissetriz desse ângulo. Assim, β = 20°. Para
descobrir o comprimento do apótema a, basta calcular a tangente de β nesse triângulo.
tg β = 3
a
tg 20° = 3
a
No texto Tabelas de razões trigonométricas, há uma aproximação de tg 20° =
0,364. Substituindo esse valor na fórmula, teremos:
0,364 = 3
a
a= 3
0,364
a = 8,24 cm, aproximadamente.
Usando a fórmula para área do polígono regular, teremos:
A = P·a
2
A = 54·8,24
2
A = 444,96
2
A = 222,48 cm2
35
Observe que o maior trabalho desse exercício foi encontrar a medida do apótema.
Caso essa medida fosse dada, todo o cálculo deveria resumir-se a essa última parte.

Exemplo de eneágono regular com destaque para um triângulo, que pode ser usado para calcular a área
dessa figura

Condição de Alinhamento de três pontos

O alinhamento de três pontos pode ser determinado aplicando o cálculo do


determinante de uma matriz de ordem 3x3. Ao calcular o determinante da matriz
construída utilizando as coordenadas dos pontos em questão e encontrando valor igual a
zero, podemos afirmar que existe colinearidade dos três pontos. Observe os pontos no
plano cartesiano a seguir:

36
As coordenadas dos pontos A, B e C são:
Ponto A (x1,y1)
Ponto B (x2,y2)
Ponto C (x3,y3)
Através dessas coordenadas iremos montar a matriz 3x3, as abscissas dos pontos
constituirão a 1ª coluna; as ordenadas, a 2ª coluna e a terceira coluna será complementada
com o número um.

Aplicando Sarrus temos:

x1*y2*1 + y1*1*x3 + 1*x2*x3 – (y1*x2*1 + x1*1*y3 + 1*y2*x3) = 0


x1y2 + y1x3 + x2*x3 – y1x2 – x1y3 – y2x3 = 0

Exemplo 1 - Vamos verificar se os pontos P(2,1), Q(0,-3) e R(-2,-7) estão alinhados.


Resolução:
Vamos construir a matriz através das coordenadas dos pontos P, Q e R e aplicar Sarrus.

2*(–3)*1 + 1*1*(–2) + 1*(–7)*0 – [1*(–3)*( –2) + 1*0*1 + 2*(–7)*1] = 0


– 6 – 2 – 0 – [6 + 0 – 14] = 0
– 8 – 6 +14 = 0
–14 + 14 = 0
0=0
Podemos verificar que os pontos estão alinhados, pois o determinante da matriz
das coordenadas dos pontos é nulo.

37
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1) Verifique se os pontos A(0, 4), B(–6, 2) e C(8, 10) estão alinhados.

2) Determine o valor de y de maneira que os pontos P(1, 3), Q(3, 4) e R(y, 2) sejam os
vértices de um triângulo qualquer.

3) (PUC-MG) Calcule o valor de t sabendo que os pontos A(1/2, t), B(2/3, 0) e C(–1, 6) são
colineares.

4) (UFMG) Determine o valor de m para que os pontos A(2m+1, 2), B(–6, –5) e C(0, 1)
sejam colineares.

38
Equação da reta

Equação geral

Podemos estabelecer a equação geral de uma reta a partir da condição de


alinhamento de três pontos.

Dada uma reta r, sendo A(xA, yA) e B(xB, yB) pontos conhecidos e distintos de r e P(x,y)
um ponto genérico, também de r, estando A, B e P alinhados, podemos escrever:

Fazendo yA - yB = a, xB - xA = b e xAyB - xByA=c, como a e b não são simultaneamente


nulos , temos:

ax + by + c = 0

(equação geral da reta r)

Essa equação relaciona x e y para qualquer ponto P genérico da reta. Assim, dado
o ponto P(m, n):

 se am + bn + c = 0, P é ponto da reta;
 se am + bn + c 0, P não é ponto da reta.

Acompanhe os exemplos:

 Vamos considerar a equação geral da reta r que passa por A(1, 3) e B(2, 4).

Considerando um ponto P(x, y) da reta, temos:

39
 Vamos verificar se os pontos P(-3, -1) e Q(1, 2) pertencem à reta r do exemplo
anterior. Substituindo as coordenadas de P em x - y + 2 = 0, temos:

-3 - (-1) + 2 = 0 -3 + 1 + 2 = 0

Como a igualdade é verdadeira, então P r.


Substituindo as coordenadas de Q em x - y + 2 = 0, obtemos:

1-2+2 0
Como a igualdade não é verdadeira, então Q r.

Coeficiente angular de uma reta

Sabemos que o valor do coeficiente angular de uma reta é a tangente do seu


ângulo de inclinação. Através dessa informação podemos encontrar uma forma prática
para obter o valor do coeficiente angular de uma reta sem precisar fazer uso do cálculo da
tangente.
Vale ressaltar que se a reta for perpendicular ao eixo das abscissas, o coeficiente
angular não existirá, pois não é possível determinar a tangente do ângulo de 90º.
Para representarmos uma reta não vertical em um plano cartesiano é preciso ter no
mínimo dois pontos pertencentes a ela. Desse modo, considere uma reta s que passa pelos
pontos A(xA, yA) e B(xB, yB) e possui um ângulo de inclinação com o eixo Ox igual a α.

40
Prolongado a semirreta que passa pelo ponto A e é paralela ao eixo Ox formaremos
um triângulo retângulo no ponto C.

O ângulo A do triângulo BCA será igual ao da inclinação da reta, pois, pelo Teorema
de Tales, duas retas paralelas cortadas por uma transversal formam ângulos
correspondentes iguais.

Levando em consideração o triângulo BCA e que o coeficiente angular é igual à


tangente do ângulo de inclinação, teremos:

tgα = cateto oposto / cateto adjacente

tgα = yB – yA / xB – xA

Portanto, o cálculo do coeficiente angular de uma reta pode ser feito pela razão da
diferença entre dois pontos pertencentes a ela.

m = tgα = Δy / Δx

41
Exemplo 1
Qual é o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (–1,3) e B (–2,4)?

m = Δy/Δx

m = 4 - 3 / (-2) - (-1)
m = 1 / -1
m = -1

Exemplo 2
O coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (2,6) e B (4,14) é:

m = Δy/Δx

m = 14 – 6/4 – 2
m = 8/2
m=4

Exemplo 3
O coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A (8,1) e B (9,6) é:

m = Δy/Δx

m = 6 – 1/9 – 8
m = 5/1
m=5

42
Posições e ângulos entre duas retas

Em matemática, a geometria analítica estuda equações e suas representações


por meio de um sistema de coordenadas cartesianas. Concentrando-se no estudo das
retas, algumas propriedades e condições são elementares para interpretar o seu
comportamento.

Equações lineares

Seguem abaixo algumas opções da representação de uma equação linear:


1) Uma equação linear pode ser representada no plano por uma linha, ou uma reta,
no plano cartesiano em duas dimensões, onde na forma reduzida é descrita por:

y = mx+b
Onde:

 m é o coeficiente angular da reta


 b é o ponto de intersecção com o eixo y (coeficiente linear)
 x é a variável aleatória

2) Relembrando brevemente o conceito de funções do primeiro grau, uma equação de


reta pode ser escrita como uma função f, do tipo:

f(x) = mx+b
3) Temos também o que chamamos de forma geral da equação da reta, onde:

ax+by+c = 0
Onde:

 −ab é o coeficiente angular da reta;


 −cb é o ponto de intersecção com o eixo y (coeficiente linear);
 x é a variável aleatória;

4) Podemos obter o coeficiente angular de uma reta dados dois pontos, ou duas
coordenadas no plano A = (x1, y1) e B = (x2, y2). Sendo dois pontos distintos temos:

m=y2−y1x2−x1
43
Onde uma outra forma de equação geral da reta pode ser obtida, dados dois pontos:

y2−y1=m(x2−x1)

5) Supondo que já possuímos dois pontos distintos e queremos saber qual é a reta que
passa por estes dois pontos. Podemos representar a equação geral da reta a partir do
determinante da matriz, que será dada por:

Representação gráfica

Podemos descrever uma equação de reta graficamente da seguinte maneira:

No ponto em que y=0, encontramos a intersecção da reta com o eixo x. O ponto b é


a intersecção da reta com o eixo y e a tangente do ângulo α formado entre a reta e o eixo
x é o nosso coeficiente angular m. Ou seja:

tgα=m

44
Exemplos de retas

Reta: y = x
Coeficiente angular: m = 1
Coeficiente linear: b = 0

Reta: y = -x
Coeficiente angular: m = -1
Coeficiente linear: b = 0
45
Equação reduzida: y = -x+1
Coeficiente angular: m = -1
Coeficiente linear: b = 1

Equação reduzida: y = x+1


Coeficiente angular: m = 1
Coeficiente linear: b = 1
46
Equação reduzida: y = -x+1
Coeficiente angular: m = -1
Coeficiente linear: b = 1

Equação reduzida: y = 3x-1


Equação geral: -3x+y+1=0
Coeficiente angular: m=3
Coeficiente linear: b=-1
47
Posição relativa entre retas

Dadas duas retas, ou equações de retas, as suas classificações em relação a posição


entre elas irão assumir algumas classificações, estas são:

Paralelas
Duas retas são consideradas paralelas quando o coeficiente angular de uma é igual
ao da outra e traçando uma reta perpendicular que passe pelas duas retas, o ângulo
formado é de 90º. Em outras palavras, duas retas que são paralelas nunca se interceptam
no plano. Em notação, escrevemos que // (r é paralela a s).
Exemplo 1) Dadas duas retas r e s distintas, tal que {r:y=2x+3s:y=2x−1, elas são paralelas
pois:
mr=ms
Veja graficamente:

Pela definição, podemos também dizer que se duas retas são paralelas, então o ângulo
formado entre a reta e eixo x de r (ar) será igual ao da reta s (as). Então:

ar=as↔tgar=tgas

48
Concorrentes
Dizemos que duas retas são concorrentes quando dadas duas retas distintas, os seus
coeficientes angulares são diferentes:
Exemplo 2): Sejam as retas {r:s:x+y−4=0−5x+2y+4=0, vemos que:

mr≠ms
Graficamente, temos:

Perpendiculares
Duas retas são perpendiculares quando o ângulo formado entre elas é de 90º o que em
notação significa que r⊥s. Ou seja:
mr⋅ms=−1

Exemplo 3) Sejam as retas {r:s:x−y=1x+y−3=0 temos que r⊥s:

Se duas retas são perpendiculares, então vale dizer que:

tg αr⋅tg αs=−1↔tg αr=−cotg αs


49
Se duas retas são perpendiculares, então vale dizer que:

tg αr⋅tg αs=−1↔tg αr=−cotg αs

Distância entre ponto e reta

Considere um ponto A (x0, y0) e uma reta s: ax + by + c = 0 pertencente a um mesmo


plano, a distância desses pontos poderá ser calculada através da fórmula:

50
Exemplo 1:
Calcule a distância da reta P à reta r, em cada um dos casos:
• P(1,3) e r: 5x + 12y – 2 = 0
Iremos substituir 1 = x0; 3 = y0; a = 5; b = 12; c = -2.

d = 39
13

• P(-2,-4) e r: y = x – 8

Nesse caso a reta está na forma reduzida, portanto é preciso transformá-la para a forma
geral.
y=x–8→x–y–8=0

Assim, iremos substituir -2 = x0; -4 = y0; a = 1; b = -1; c = -8.

d = |-6|
√2

d = 6 . √2 = 6√2 = 6√2 = 3 √2
√2 . √2 (√2)2 2

51
Exemplo 2:
Sabendo que os vértices de um triângulo são A(1,3), B(5,0) e C(0,5), responda:

a) Qual é a equação geral da reta AB?


Os pontos A(1,3) e B(5,0) pertencem à reta AB e com eles podemos encontrar o
coeficiente angular dessa reta e aplicá-lo na equação fundamental.

mAB = 0 – 3 =-3
5–1 4
y – y0 = m (x – x0)
y – 0 = -3/4 (x – 5)
y = -3/4x + 15/4

4y = - 3x + 15
4
3x + 4y – 15 = 0

b) Calcule a medida da altura relativa ao vértice C.


Nesse caso iremos calcular a distância do ponto C à reta AB. Substituindo os valores 0 =
x0; 5 = y0; a = 3; b = 4; c = -15 na fórmula:

d = |20 – 15|
√25
d=5=1
5
52
Distância entre retas

Quer saber como calculamos a distância entre retas paralelas?


Falaremos um pouco sobre esse importantíssimo tópico da geometria
analítica.
Vamos rapidamente recordar a equação geral de uma reta:
ax + by = c, onde a,b e c são números reais.
A condição para que duas retas sejam paralelas e não coincidentes é possuírem os
mesmos valores de a e b, e diferentes valores de c. Observe um exemplo de duas retas r
e s paralelas:

r: 2x + 3y = 4
s: 2x + 3y = 10

Agora que recordamos a equação geral da reta e a condição para que duas retas sejam
paralelas, vamos conhecer a fórmula que calcula a distância entre duas retas paralelas.
Lembrando que se as retas não são paralelas, elas são coincidentes e a distância é zero.
Sejam duas retas r e r’, paralelas:
r: ax + by = c
r’: ax + by = c

A distância entre r e r’ é dada por:

Exemplo:
Calcular a distância entre as retas:
r: 2x + 3y = 4
r’: 2x + 3y = 1

Temos:
a=2
b=3
c=4
c’ = 1

53
Aprofundando: mapa conceitual.

Antes de resolver a bateria de exercícios e desafios, revise a matéria


observando o mapa conceitual da Geometria Analítica:

(Fonte: studymaps.com.br)

54
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. (EEAR 2016) O triângulo determinado pelos pontos A (–1, –3), B (2, 1) e C (4, 3) tem
área igual a
a) 1
b) 2
c) 3
d) 6

2. Dado o segmento AB, em que A(– 3, 4) e B(6, 7), e seja P(x, y) um ponto de AB de modo
que AP é o dobro de PB. O valor de x + y é igual a
a) 5
b) 6
c) 9
d) 12

3. (Ibmec RJ 2009) Considere o triângulo ABC, onde A(2, 3), B(10, 9) e C(10, 3) representam
as coordenadas dos seus vértices no plano cartesiano. Se M é o ponto médio do lado AB,
então, a medida de MC vale:
a) 2 3
b) 3
c) 5
d) 3 2
e) 6

4. (EEAR 2016) Considere os segmentos de retas AB e CD onde A(0, 10), B(2, 12), C(–2, 3)
e D(4, 3). O segmento MN , determinado pelos pontos médios dos segmentos AB e CD é
dado pelos pontos M e N, pertencentes respectivamente a AB e a CD .
Assinale a alternativa que corresponde corretamente a esses pontos.
a) 1 
M  , 1 e N(1, 3)
2 
b) M(2, 10) e N(1, 3)
c) M(1,  2) e N(1, 3)
d) M(1, 11) e N(1, 3)
55
5. (ITA 2000) A área de um triângulo é de 4 unidades de superfície, sendo dois de seus
vértices os pontos A(2, 1) e B(3, -2). Sabendo que o terceiro vértice encontra-se sobre o
eixo das abcissas, pode-se afirmar que suas coordenadas são
a) (-1/2, 0) ou (5, 0).
b) (-1/2, 0) ou (4, 0).
c) (-1/3, 0) ou (5, 0).
d) (-1/3, 0) ou (4, 0).
e) (-1/5, 0) ou (3, 0).

6. (UEA 2014) Num plano cartesiano, sabe-se que os pontos A, B(1, 2) e C(2, 3) pertencem
a uma mesma reta, e que o ponto A está sobre o eixo Oy. O valor da ordenada de A é
a) 0.
b) 3.
c) – 1.
d) 2.
e) 1.
_______________________________________________________
7. (ENEM 2016) Em uma cidade será construída uma galeria subterrânea que receberá uma
rede de canos para o transporte de água de uma fonte (F) até o reservatório de um novo
bairro (B). Após avaliações, foram apresentados dois projetos para o trajeto de construção
da galeria: um segmento de reta que atravessaria outros bairros ou uma semicircunferência
que contornaria esses bairros, conforme ilustrado no sistema de coordenadas xOy da
figura, em que a unidade de medida nos eixos é o quilômetro.

56
Estudos de viabilidade técnica mostraram que, pelas características do solo, a construção
de 1m de galeria via segmento de reta demora 1,0 h, enquanto que 1m de construção de
galeria via semicircunferência demora 0,6 h. Há urgência em disponibilizar água para esse
bairro.
Use 3 como aproximação para π e 1,4 como aproximação para 2. O menor tempo
possível, em hora, para conclusão da construção da galeria, para atender às necessidades
de água do bairro, é de
a) 1.260.
b) 2.520.
c) 2.800.
d) 3.600.
e) 4.000.

8. (UFMG 2010) Os pontos A(0, 3), B(4, 0) e C(a, b) são vértices de um triângulo equilátero
no plano cartesiano.
Considerando-se essa situação, é CORRETO afirmar que
a) b
4
a.
3
4 7
b) b  a  .
3 6
c) b
4
a  3.
3

d) 4
b  a .
3
3 2

9. (PUC-Camp 1997) Sabe-se que os pontos A(0; 0), B(1; 4) e C(3; 6) são vértices
consecutivos do paralelogramo ABCD. Nessas condições, o comprimento da BD é
a) 2
b) 3
c) 2 2
d) 5
e) 5

57
10. (ENEM 2015) Devido ao aumento do fluxo de passageiros, uma empresa de transporte
coletivo urbano está fazendo estudos para a implantação de um novo ponto de parada em
uma determinada rota. A figura mostra o percurso, indicado pelas setas, realizado por um
ônibus nessa rota e a localização de dois de seus atuais pontos de parada, representados
por P e Q.

Os estudos indicam que o novo ponto T deverá ser instalado, nesse percurso, entre as
paradas já existentes P e Q, de modo que as distâncias percorridas pelo ônibus entre os
pontos P e T e entre os pontos T e Q sejam iguais. De acordo com os dados, as
coordenadas do novo ponto de parada são
a) (290; 20).
b) (410; 0).
c) (410; 20).
d) (440; 0).
e) (440; 20).
11. (UEL 1995) Seja AC uma diagonal do quadrado ABCD. Se A = (- 2, 3) e C = (0, 5), a
área de ABCD, é
a) 4
b) 4 2
c) 8
d) 8 2
e) 16

58
12. (UFRGS 2008) Sendo os pontos A(-1, 5) e B(2, 1) vértices consecutivos de um quadrado,
o comprimento da diagonal desse quadrado é
a) 2.
b) 2 2 .
c) 3 2 .
d) 5.
e) 5 2 .

13. (FGV 2012) Em um paralelogramo, as coordenadas de três vértices consecutivos são,


respectivamente, (1, 4), (–2, 6) e (0, 8). A soma das coordenadas do quarto vértice é:
a) 8
b) 9
c) 10
d) 11
e) 12

14. Dados A(–13, –1) e B(3, 5), a soma das coordenadas do ponto P que divide o
segmento AB na proporção AP/PB = 1/4 é
a) - 49/5
b) - 48/5
c) - 1/5
d) - 10

59
15. (Unicamp 2011) A figura a seguir apresenta parte do mapa de uma cidade, no qual
estão identificadas a catedral, a prefeitura e a câmara de vereadores. Observe que o
quadriculado não representa os quarteirões da cidade, servindo apenas para a localização
dos pontos e retas no plano cartesiano.
Nessa cidade, a Avenida Brasil é formada pelos pontos equidistantes da catedral e da
prefeitura, enquanto a Avenida Juscelino Kubitschek (não mostrada no mapa) é formada
pelos pontos equidistantes da prefeitura e da câmara de vereadores.

Sabendo que a distância real entre a catedral e a prefeitura é de 500 m, podemos concluir
que a distância real, em linha reta, entre a catedral e a câmara de vereadores é de
a) 1500 m.
b) 500 5 m.
c) 1000 2 m.
d) 500 + 500 2 m.

16. (UFG 2004) Para medir a área de uma fazenda de forma triangular, um agrimensor,
utilizando um sistema de localização por satélite, encontrou como vértices desse triângulo
os pontos A(2,1), B(3,5) e C(7,4) do plano cartesiano, com as medidas em km. A área dessa
fazenda, em km2, é de
a) 17
2
b) 17
c) 2 17
d) 4 17
e) 17
2

60
17. (PUC-RJ 2000) Os pontos (0,8), (3,1) e (1,y) do plano são colineares. O valor de y é
igual a:
a) 5
b) 6
c) 17/3
d) 11/2
e) 5,3

GABARITO:

1. A 2. C 3. C 4. D 5. C 6. E 7. B 8. B
9. D 10. E 11. A 12. E 13. B 14. B 15. B 16. A

17. ?

DESAFIOS

QUESTÃO 01

61
QUESTÃO 02

QUESTÃO 03

QUESTÃO 04

62
QUESTÃO 05

QUESTÃO 06

63
QUESTÃO 07

QUESTÃO 08

QUESTÃO 09

QUESTÃO 10

64
QUESTÃO 11

QUESTÃO 12

QUESTÃO 13

65
QUESTÃO 14

QUESTÃO 15

QUESTÃO 16

QUESTÃO 17

QUESTÃO 18

66
QUESTÃO 19

QUESTÃO 20

QUESTÃO 21

67
QUESTÃO 22

QUESTÃO 23

68
QUESTÃO 24

QUESTÃO 25

69
1) G.A: distância entre ponto e reta. 3º ano/EM
Equaciona Matemática. Prof. Paulo Pereira. Duração: 9:49 min
https://youtu.be/FSfwY1fM4EI

1) G.A: equação geral da reta. 3º ano/EM


Equaciona Matemática. Prof. Paulo Pereira. Duração: 9:49 min
https://youtu.be/pRNnguDcR6Y

Referências bibliográficas
DANTE, Luiz Roberto. Contexto & Aplicações. São Paulo: Ática, 2015.
IEZZI, Gelson et al. Matemática: ciência e aplicações. São Paulo: Saraiva, 2015.
VIANA, Fernando. PAIVA, Manoel. Matemática Plus. – São Paulo: Moderna, 2015.

Fontes:
Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/matematica
Escola Kids. Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/matematica
Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/area-
poligono-regular.htm
Saber Matemática. Disponível em: https://sabermatematica.com.br/distancia-entre-retas-
paralelas.html

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