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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

Discente: Rayane Mendonça Frias


Docente: Christiano Britto Monteiro
Disciplina: Práticas Educativas I
Semestre: 2020.1

Resenha 1:
https://www.youtube.com/watch?v=vrwLeUwP4ho&ab_channel=Prof.Andr%C3%A9Azeved
odaFonseca

No capítulo 2 do livro A Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire explicita que ensinar


não é transferir conhecimentos, mas criar meios ao educando para a construção do seu próprio
conhecimento, visando dessa forma o progresso dos mesmos. Sendo assim, os educadores e
educandos devem praticar e vivenciar essa mediação à construção do ensino-aprendizagem
em todas as suas dimensões éticas, políticas, epstemológicas e pedagógicas.
É essencial que o educador seja crítico, em relação aos moldes estabelecidos da
educação, sensível e estar disposto a aceitar mundanças e o diferente, usar recursos para que o
educando seja “fisgado” e fique interessado pelo assunto. Fazendo com que o interesse dos
educandos gere o introzamento dos mesmos com o assunto e sua participação na aula.
Paulo Freire salienta que o educador, além de formular meios para a construção do
conhecimento do educando, também age como preparador do educando para a vida,
mostrando-os como a linguaguem, comunicação e cultura são fundamentais para sua
“existência”, como todos devem ser críticos, mas tendo em vista que somos seres em
constante transformação e não seres moldados.
Para Paulo Freire, o ato de pensar certo não tem relação com regras pré moldadas e
autoritárias, mas também não se pode concluir que o que se tem de pensamentos sem regras e
indiciplinas não é o correto. Sendo assim tem que ser usado o rigor metódico para que se
supere a ideia de que qualquer coisa é correta ou que o que qualquer um diz é correto. Isso faz
com que educador e educando vão expandindo seus conhecimentos e vivências no processo
de ensino-aprendizagem.
Resenha 2: https://www.youtube.com/watch?v=4ztIgNQA0ww&ab_channel=TVCPP

O livro Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, nos faz refletir sobre a contrução do
processo de ensino-aprendizagem. Como educador e educando estão em processo de
formação a todo momento e como ambos se ajudam nessa construção, de forma que
entendamos que o educador não transmite conhecimento, mas cria meios para que o educando
possa trabalhar na construção do seu próprio conhecimento. Tendo em vista também que
ambos são fundamentais para a formação do outro. Para (FREIRE, 2004, p.25), não há
docência sem discência, as duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças que os
conotam, não se reduzem a condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar,
e quem aprende ensina a aprender.
A prática pedagógica se inicia no Ser professor, sua sensibilidade, seu senso crítico,
sendo se fundamentando na ética pedagógica, que trata o educador como um ser em constante
transformação através do convívio social e como um ser afetivo, que também deve ser
ajudado na sua preparação para a vida.
Paulo Freire explicita que o respeito é fundamental para o processo de ensino-
aprendizagem, de forma que o educador deve ser sensível e saber como proceder em
determinadas situações em que o educando depende da sensibilidade do educador, e ter
abertura para agir e se expressar. O respeito, para o autor, independe de sexo, raça ou religião
e a autonomia do educando deve ser respeitada. Juntos, educadores e educandos podem
ensinar, aprender, produzir, dialogar e mudar.
Resenha 3: https://www.youtube.com/watch?v=SxCudt3QDd4

A estruturação de uma aula a ser dada é fundamental para a organização e interação


educador e educando dentro da dinâmica de ensino-aprendizagem. Para Santana (2014),
planejar, praticar e avaliar são passos primordiais para os educadoress, sendo o planejamento
o primeiro passo para a construção de uma aula. Libâneo (1994) enfatiza, em seu livro
“Didática”, a importância de se produzir um bom planejamento em todos os seus objetivos,
sendo eles geral ou específicos devem ser bem planejados e bem executados durante a aula
para que aconteça uma boa dinâmica de ensino-aprendizagem. Tendo a construção do plano
de aula como parte primordial do planejamento, tem a função de roteirizar e sistematizar o
conteúdo a ser trabalhado durante a aula, auxiliando o educador sobre os conteúdos e
atividades que serão trabalhados com os educandos.
A partir do plano de aula, o educador tem esquematizado todos os passos e como serão
dados os conteúdo, tendo em vista que serão mediados debates para que haja a percepção de
entendimento e fixação do conteúdo por parte dos educandos. O avanço da aula, dentro do
plano de aula, pode ser seguido, de maneira que não sejam ultrapassados os limites do ensino-
aprendizagem, para que os educandos e o educador tenham total aproveitamento do conteúdo.
A partir disso é de total percepção que um bom planejamento é fundamental para o sucesso no
trabalho de um educador e dos objetivos propostos para a turma.
Os componentes de um plano de aula são os Objetivos, sendo eles geral ou específicos,
mostra onde o educador quer que o educando chegue, estando ligado ao campo da
compreensão. O Conteúdo demonstra os assuntos que serão tratados durante a aula. A
Metodologia nos possibilita saber quais métodos serão utilizados pelo educador para o
andamento da aula. Recursos didáticos são materiais usados para auxílio durante a aula.
Avaliação aponta quais são os meios usados para demonstrar para o educador se os educandos
tem alguma dúvida ou não sobre o conteúdo ministrado nas aulas. E Referências
bibliográficas que mostram as fontes usadas para a construção do plano de aula.
Para que se tenha êxito na aula dada, esses componentes devem ser usados para auxiliar
o educador, roteirizando e fazendo com que em sua montagem, o educador reflita sobre o
conteúdo, sobre as leituras feitas antes de iniciar o planejamento e vá econtrando maneiras de
sanar as possíveis dúvidas que possam surgir para os educandos no decorrer da aula.
Resenha 4:
https://www.youtube.com/watch?v=GRAmT2RcTkA&ab_channel=EmanoelAzevedo

Os livros didáticos ainda hoje tem sido considerado, em debates, um tema um tanto
quanto polêmico por educadores, bibliógrafos e intelectuais de vários setores. O seu uso ou
não uso têm sido debatido para que se entenda sua funcionalidade e seus aspectivos
educativos. O valor mercadológico de produção e venda dos livros didáticos influenciam
negativamente a perspectiva sobre o uso dos mesmos. Tendo isso lado a lado com debates que
colocam sob reflexão a forma com que os conteúdos são explicitados nos livros didáticos e os
retirando somente do contexto escolar, colocando-os também como um produto cultural.
Juntamente com toda essa discussão, existe também o debate acerca da baixa qualidade dos
livros didáticos, fator combatido a partir da construção do Programa Nacional do Livro
Didático (PNLD).
Com a criação do PNLD, são incorporadas melhorias à produção dos livros didáticos.
De acordo com a professora Ana Maria Monteiro, no vídeo Grupo de Pesquisa Oficinas de
História: Ensino de História e Políticas Educacionais no Brasil, a partir de 2017 já é
perceptível a incorporação pela PNLD aos livros didáticos as políticas de ações afirmativas,
entrando em algumas coleções dos mesmos com maior força e em outras menos, mas que por
enquanto tem deixado a desejar a abordagem das questões étnico raciais, história da África
etc. Uma dessas melhorias também foi a entrada de documentos como fontes nos livros
didáticos de história, saindo da perspectiva somente de ilustração ou foto e entrando em vias
de fato para serem usadas como fonte para os conteúdos trabalhados nesses livros.
Em 2017 o Programa Nacional do Livro Didático passa a se chamar Programa do Livro
e do Material Didático, mas continuando com a mesma sigla PNLD. Sendo assim, entre
outras mudanças, uma das propostas seria avaliar e disponibilizar materiais para a prática
educativa, não subsidiando apenas os livros didáticos, mas abrindo fendas para que sejam
usados outros materiais didáticos, como apostilas. A professora Ana Maria Monteiro aponta
essa mudança como um impulso para a desproficionalização do professor, que passa a estar
em situação de vulnerabilidade quando se tem a aprovação de recursos como cd com aulas
gravadas, apostilas etc.
Resenha 5: https://www.youtube.com/watch?v=-Pv0RTnsJak&ab_channel=PretaRara

Em 09 de janeiro de 2003 foi sancionada a lei que “Altera a Lei no 9.394, de 20 de


dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no
currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-
Brasileira", e dá outras providências.”, dando direito aos educandos a conhecer sobre a cultura
afro-brasileira. De acordo com Preta Rara, na criação dessa lei a ideia era que servisse de
instrumento de combate ao racismo, mas infelizmente sem muita eficácia.
Desde a educação infantil deve ser implantada o estudo da história afro-brasileira não só
pelo reconhecimento pessoal como uma criança negra, mas para que essas crianças saibam
suas origens, sua cultura e entender que na África não existe somente miséria e doenças, como
era retratado e generalizado. Na história da África existe uma infinidade de riquezas culturais
que devem ser mostradas e fazer com que essa história seja realmente um mecanismo contra o
racismo, de forma que demonstre que o negro é “humano”, tem sentimentos etc., tendo em
vista que o racismo desumaniza o negro.
A criança negra excluída não deve somente ser protegida, mas deve também entender e
conhecer a cultura em que faz com que ela seja discriminada, pensando dessa forma, também
devemos entender que as crianças brancas também devem aprender sobre a cultura afro-
brasileira e permanecer em luta para que não seja encorajada a reprodução do racismo. A
educação deve ser plural, no sentido de que não são só os professores que devem ensinar e
conversar com os alunos sobre a cultura afro-brasileira e sobre a luta contra o racismo. Todos
nós devemos estar em luta para que a sociedade não reproduza o preconceito e não
deslegitimem a luta dos negros, que não tiveram a retratação de todo o sofrimento durante os
350 anos de escravidão.
A Lei Áurea não foi uma lei que defendia nos negros da escravidão, foi uma lei que
simplesmente tirou o negro de uma margem da sociedade e o colocou em outra margem, sem
direitos, sem educação, fazendo com que mais e mais o recismo fosse se difundindo até
chegarmos a sociedade de hoje em dia, em que ainda não vemos os negros serem tratados de
forma justa pelo Estado e pela sociedade.
Referências Bibliográficas

CAPÍTULO 2 - Ensinar Não é Transferir Conhecimento - Pedagogia da Autonomia, de Paulo


Freire. Direção de André Azevedo da Fonseca. Intérprete: André Azevedo da Fonseca. 2015.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=vrwLeUwP4ho&ab_channel=Prof.Andr%C3%A9Azeved
odaFonseca.

DICAS para a Prova Mérito: Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire. Intérprete: Vivian
Navajas. Tv Cpp, 2018. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=4ztIgNQA0ww&ab_channel=TVCPP.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa.


Capítulo 2. São Paulo: Paz e Terra, 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa.


São Paulo: Paz e Terra, 2004

GRUPO de Pesquisa Oficinas de História: Ensino de História e Políticas Educacionais no


Brasil. Intérprete: Ana Maria Monteiro. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=GRAmT2RcTkA&ab_channel=EmanoelAzevedo.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Capítulo X. 29. ed. São Paulo:Cortez Editora, 1994. 263 p.
NOSSA VOZ ECOA | EP 09 - "LEI 10.639". Direção de Cibele Appes. Intérpretes: Preta
Rara. São Paulo - Sp: Fuzuê Filmes, 2018. (16:46 min.). Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=-Pv0RTnsJak&ab_channel=PretaRara.

PLANO de aula Como fazer um plano de aula com todos os critérios. Intérprete: Ivan Guedes.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=SxCudt3QDd4&ab_channel=Prof.Dr.IvanGuedes.

SANTANA, Sayonara Rodrigues do Nascimento. Fundamentos de Estágio Supervisionado


II. Aula 10. São Cristóvão/se: Universidade Federal de Sergipe / Cesad, 2014.
SOUSA, Paulina Barbosa de; OLIVEIRA, Wellington de. As Politicas Públicas do
Programa Nacional do Livro Didático do Campo no Brasil. Revista Científica das áreas de
História, Letras, Educação e Serviço Social do Centro Universitário de Belo Horizonte, vol. 9,
n.º 2, Agosto/Dezembro de 2016 - www.http://revistas.unibh.br/index.php/dchla/index.

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