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E.E.

VISCONDE DE MAUÁ

GUILHERME JONAS TEIXEIRA Nº16


3ºG

VANGUARDAS BRASILEIRAS:

1. Movimento Pau-brasil
2. Movimento Antropofágico
3. Movimento Verde-amarelo
4. Semana de Arte Moderna de 1922

MAUÁ
Noturno
Maio/2020
VANGUARDAS BRASILEIRAS

MOVIMENTO PAU-BRASIL

Influenciado pelas vanguardas europeias decorria a Semana de Arte Moderna,


em 1922 e com ela várias formas de expressão artística inovadoras vieram à
tona.

Na sua sequência, Oswald de Andrade publica o “Manifesto da Poesia Pau-


Brasil”, que viria a ser criticado pelo grupo que veio a seguir, o Movimento
Verde-Amarelo, de 1926.

O Movimento do Pau-Brasil é um movimento nativista, que defendia a poesia


brasileira de exportação. Tal como o pau-brasil foi o primeiro produto brasileiro
a ser exportado, Oswald de Andrade desejava que a poesia brasileira se
tornasse um produto cultural de exportação; daí a escolha do nome do
movimento.

Oswald de Andrade ficou conhecido pela figura de irreverência e de crítica ao


academicismo e à burguesia. Assim, defendia, ao mesmo tempo que criticava,
o nacionalismo a sua maneira, a qual veio a ser alvo de julgamento pelo
Movimento Verde-Amarelo formado por Menotti del Picchia (1892-1988), Plínio
Salgado (1895-1988), Guilherme de Almeida (1890-1969) e Cassiano Ricardo
(1895-1974).

O patriotismo defendido pelo Verde-amarelismo contrapunha o do Pau-Brasil,


dado que é especialmente ufanista, bem como racista.

MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO

O Movimento Antropofágico foi uma corrente de vanguarda que marcou a


primeira fase modernista no Brasil.

A proposta do movimento era a de assimilar outras culturas, mas não copiar. A


marca símbolo do Movimento Antropofágico é o quadro Abaporu (1928)
de Tarsila do Amaral, o qual foi dado de presente ao marido, Oswald de
Andrade.

A divulgação do movimento era realizada na Revista de Antropofagia,


publicada em São Paulo. Já o primeiro número trazia o Manifesto
Antropofágico.

A ideia do movimento teve início na Europa, quando Oswald de


Andrade assiste ao Manifesto Futurista, do italiano Felippo Tomaso Marinetti.

Oswald estava em Paris quando Marinetti anuncia o compromisso da literatura


com a nova civilização técnica, marcada sobretudo, pelo combate o
academismo.

Os ideais modernistas ganham força e juntamente com Menotti del Picchia


(1892-1988) e Mário de Andrade (1893-1945) eles passam a escrever para os
jornais brasileiros. Apoiados nos ideais do Futurismo, eles rompem com o
tradicionalismo e o conservadorismo.

MOVIMENTO VERDE-AMARELO

O Movimento Verde-Amarelo ou Movimento Verde-Amarelismo é um grupo que


surgiu na primeira fase do Modernismo e foi constituído por Menotti del Picchia
(1892-1988), Plínio Salgado (1895-1988), Guilherme de Almeida (1890-1969) e
Cassiano Ricardo (1895-1974)

Após a Semana da Arte Moderna, em 1922 - marco do Modernismo no Brasil -


os artistas começaram a apresentar novas propostas de arte disseminadas
através de publicações, especialmente os manifestos que marcaram a Primeira
Fase do Modernismo: Pau-Brasil, Verde-Amarelo, Regionalista e Antropofagia.

Crítico e sarcástico, Oswald de Andrade (1890-1954) frequentemente satirizava


as suas raízes tanto sociais - burguesas - como acadêmicas. Ao mesmo
tempo, pregava o nacionalismo numa linha primitivista, de valorização do nosso
passado histórico, mas sempre temperado pela crítica.

Decorrente dessas suas características, em 1924 Oswald de Andrade escreve


o Manifesto da Poesia Pau-Brasil - afrancesado - conforme foi apontado pelo
Movimento Verde-Amarelo que despontava em São Paulo.

Assim, o surgimento do Movimento Verde-Amarelo decorre como forma de


reação ao modelo nacionalista preconizado pelo escritor Oswald de Andrade. O
Movimento Verde-Amarelo defendia o patriotismo em excesso e teve clara
tendência nazifascista.

Em 1927 o Movimento Verde-Amarelo transformou-se na Escola da Anta, ou


Grupo Anta e, em 1928 é a vez de Oswald de Andrade, em parceria com
Tarsila do Amaral (1886-1973) e Raul Bopp (1898-1984), lançarem o
movimento Antropofagia.

SEMANA DA ARTE MODERNA 1922

A Semana de Arte Moderna foi uma manifestação artístico-cultural que ocorreu


no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 11 a 18 de fevereiro de 1922.

O evento reuniu diversas apresentações de dança, música, recital de poesias,


exposição de obras - pintura e escultura - e palestras

O evento chocou grande parte da população e trouxe à tona uma nova visão
sobre os processos artísticos, bem como a apresentação de uma arte “mais
brasileira”.
O evento foi aberto ao público, que durante toda a semana pôde visitar o
saguão do teatro e conferir uma exposição de artes plásticas com obras de
Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Di Cavalcanti, Harberg,
Brecheret, Ferrignac e Antonio Moya. Além da exposição, foram realizados
saraus com apresentação de conferências, leitura de poemas, dança e música,
participação dos escritores Graça Aranha, Menotti del Picchia, Guilherme de
Almeida e Ronald de Carvalho, com execução de músicas de Ernâni Braga e
Villa-Lobos.

Como toda inovação, sobretudo quando essa está inserida em um contexto


ultraconservador, o modernismo não foi bem recebido pela crítica, que à época
respaldava o parnasianismo, escola literária que pregava o retorno aos ideais
clássicos e, assim, alcançava prestígio também entre os leitores (sobretudo
entre as elites).

A Semana de Arte Moderna não teve grande repercussão, tampouco recebeu a


devida atenção dos jornais da época, que se limitaram a dedicar poucas
colunas em suas páginas sobre o evento. Entretanto, aos poucos, a Semana
foi ganhando uma enorme importância histórica, uma vez que reuniu entre os
dias 13 e 18 de fevereiro de 1922 várias tendências de renovação, cujo
principal objetivo, embora não houvesse um projeto artístico em comum que as
unisse, era o de combater a arte tradicional.

Conforme dito por Mário de Andrade em uma conferência realizada em 1942


por ocasião dos vinte anos da Semana de Arte Moderna de 1922, “o
Modernismo, no Brasil, foi uma ruptura, foi um abandono de princípios e de
técnicas consequentes, foi uma revolta contra o que era a Inteligência
nacional”. Os reflexos da Semana foram sentidos em todo o decorrer dos anos
1920, romperam a década de 1930, influenciaram toda a literatura produzida no
Brasil durante o século XX e alcançaram a literatura contemporânea. De certa
forma, tudo que é feito no país hoje, seja na literatura, seja nas artes plástic as,
está indelevelmente relacionado com o Modernismo.