Você está na página 1de 32

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

AULA 4

Prof. Paulo Seixas


CONVERSA INICIAL

Nesta aula veremos como é feita a melhoria energética de alguns


componentes elétricos em instalações elétricas, em sistemas de iluminação,
em motores elétricos, transformadores e sistemas de ar condicionado.
O assunto abordado é bem extenso, por isso, procuramos trazer os
pontos principais para nortear o projeto de eficiência em seu local de trabalho.

TEMA 1 – MELHORIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM INSTALAÇÕES


ELÉTRICAS

Segundo o Senai (2001, p. 7), muitos de nossos projetos são feitos para
atender exigências solicitadas por nossos clientes, especificamente fiações,
disjuntores etc., que irão atender ao consumo de energia de cada um dos
equipamentos. São dimensionamentos específicos que têm que ser feitos para
suprir cada um deles. Ao iniciarmos projetos visando a eficiência energética,
temos que levar em conta o consumo de energia e como podemos realizá-lo
de acordo com os requisitos que nosso cliente deseja. Algumas situações
encontradas pelos projetistas elétricos são:

 O cliente solicitou um projeto que atualmente pode estar com


consumo superior ou inferior ao projetado.
 O cliente informou que trabalharia 100% em todos os setores, e o
projeto não previu o desligamento de certas áreas, que não
necessitariam estar constantemente ligadas, pois seriam de
trabalho contínuo. Não foi pensado que com o tempo o sistema
necessitaria de mais sensores ou chaves para desligamentos
parciais. Nos projetos antigos os custos com energia não eram tão
relevantes, atualmente os equipamento e sistemas necessitam de
um projeto muito mais elaborado procurando minimizar as perdas
de energia além dos custos de implantação e manutenção;
 Os projetos, por vezes, necessitavam ser econômicos e não
previam uma fiação elétrica ou lógica suficientes para a atualização
do sistema e dos equipamentos. Essa evolução iniciou-se nos anos
90 e com a virada do século expandiu-se procurando torná-la o mais
eficiente.
 Por vezes, devido ao equipamento estar a pleno funcionamento, os
operadores deixavam de fazer manutenções devidas, que
acabavam por serem esquecidas e o equipamento continuava sua
operação normal mesmo com perdas em sua eficiência.
 Todas essas práticas que eram boas ou ruins, mantendo os
sistemas e equipamentos foram sendo realizadas por muitas
empresas que operavam sem até ter monitoramento dos níveis de
consumo de energia, acreditando que não havia como melhorar
esse quesito.

2
Tais situações podem ser abordadas de uma maneira sistemática e
lógica. Considere a seguinte sequência de avaliação crítica, começando no
ponto final de uso onde a exigência é atendida e prosseguindo ao ponto onde
a energia é obtida ou comprada:

 Comece com as exigências de energia da fábrica ou instalação;


 Certifique-se de que a exigência é válida atualmente, avaliando qualquer
mudança quanto às necessidades de energia.
 Certifique-se de que o sistema está o mais próximo possível do requerido
em termos de tempo e magnitude de fornecimento de energia.

Considerando-se a maneira pela qual o equipamento/sistema é operado:

 Primeiro, devemos procurar maneiras mais eficientes de operar e fazer


a manutenção dos equipamentos em cada um dos setores;
 Depois, observar se a tecnologia existente pode ser modificada para que
a operação possa ser mais eficiente;
 Então, podemos verificar se na indústria moderna existe uma tecnologia
disponível que apresente maior eficiência;
 Finalmente, devemos verificar se podemos utilizar fontes de energia
alternativas, e que possam ser mais econômicas.

1.1 Economia

Para alcançarmos economia de energia, podemos optar principalmente


por reduções na demanda e/ou consumo de energia. Essa situação complica-
se quando estudamos as estruturas de tarifação ou as condições de tempo e
utilização da demanda contratada, pois devemos elaborar planilhas de
viabilidade econômica vinculadas aos dados de engenharia.
O método mais confiável para se estimar essa economia é uma
comparação de contas mensais e anuais, com base nos dados de como era
antes e depois de as ações propostas serem implementadas, mesmo que
parcialmente.

1.2 Norma IEC 60287-3-2 – NBR 5410:2004

Um dos métodos para se determinar a seção econômica de um condutor


se baseia nas perdas por efeito joule. A norma IEC 60287-3-2, publicada pela

3
ABNT em 2009, está baseada na norma internacional IEC 60287-3-2:1995
(Electric Cables – Calculation of the current rating – Part 3-2: Sections on
operating conditions – Economic optimizations of power cable size). IEC
significa International Eletrotechnical Comission (citado por CU, 2019).
Para o dimensionamento correto da seção do condutor, deve-se seguir
as orientações da NBR 5410:2004. São seis os critérios para dimensionamento
da seção: seção mínima, capacidade de condução de corrente, queda de
tensão, proteção contra sobrecargas, contra curto-circuito e contra contatos
indiretos.

1.3 Resistência e resistividade

Para iniciarmos uma análise comportamental do sistema elétrico, temos


que levar em conta os custos dos materiais e sua relação com a resistência
total de nosso sistema. Uma fórmula clássica, que relaciona resistência e
comprimento de fiação, é a equação 1, que qual serve para ambientes
perfeitos, homogêneos, de seções uniformes, e com a aplicação de tensão em
sua extremidade:
L
𝑅=𝜌 (𝑆𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝐿𝑒𝑖 𝑑𝑒 𝑂ℎ𝑚)
𝐴

Em que:

 L = comprimento do condutor (m)


 A = área da seção transversal (m²)
  = resistividade = valor intrínseco do material usado (.m). Ex.: Cu =
1,69 10-8 .m (t = 20ºC)
 R = resistência ()

Para efeitos práticos, considera-se frequências da ordem de 60 Hz, que


são utilizadas nos sistemas de trabalho; desprezamos, nesse caso, os efeitos
de harmônicas que ocorrem em alguns equipamentos.

1.4 Método para o dimensionamento econômico de condutores

A norma NBR IEC 60287 descreve um método para aplicação em uma


série de dados e parâmetros conhecidos, para assim obter o valor ideal da

4
seção dos condutores. Obtido esse valor, é feita uma análise econômica dos
resultados.

1.5 Norma IEC 60364-8-1 - ISO 50001

Hilton Moreno em seu Guia de Aplicação da Norma Técnica IEC 60364-


8-1 – Eficiência Energética das Instalações Elétricas (CU, 2019, p. 5), traz uma
excelente explanação sobre a Norma IEC.
A Norma IEC 60364-8-1: Lowvoltage electrical installations – Part 8.1:
Energy efficiency (Instalações elétricas de baixa tensão – Parte 8-1: Eficiência
energética), publicada em outubro de 2014, em sua versão 1.0, inclui as
instalações elétricas de baixa tensão como contribuinte para a eficiência
energética e para a sustentabilidade.
Ela apresenta os requisitos e recomendações dentro do sistema de
gerenciamento de energia da Norma ABNT ISO 50.001, para que o projeto de
uma instalação seja feito de forma adequada; desse modo, é possível que o
seu desempenho seja gerenciado pelos responsáveis da edificação ou pelo
gerenciador de energia.
Todos os requisitos e recomendações da parte 8-1 complementam as
prescrições das partes 1 a 7 da série de normas IEC 60364. Dessa forma, a
série IEC 60364 serviu como documento base para a elaboração da norma
ABNT NBR 5410, que é a base de todas as instalações elétricas de baixa
tensão. Através dessa norma, temos todos os elementos para um projeto de
instalação elétrica eficiente, com um processo de gerenciamento de energia
que atende às necessidades dos usuários, com investimentos acessíveis. As
medidas para uma instalação com eficiência energética têm como base a
redução do consumo de energia, com o retorno de investimentos.
A IEC 60364-8-1 contém 12 partes e 2 anexos, conforme descrito a
seguir.

1.5.1 Escopo da norma

Apresenta requisitos adicionais, medidas e recomendações para os


projetos. Nas instalações elétricas de baixa tensão, esclarece como fazer a
verificação, e inclui itens de produção e armazenamento local de energia,
visando a otimização da eficiência energética.

5
A norma não é aplicada aos produtos, somente às instalações elétricas.
Apesar de a norma abordar maneiras de gerenciamento de energia, ela não
trata dos sistemas de automação predial.

1.5.2 Referências normativas

A parte 2 faz referência a duas outras normas: a IEC 60034-30 e a IEC


60287-3-2, que são normas de eficiência energética em motores elétricos e de
dimensionamento econômico de condutores elétricos. A primeira tem somente
o padrão IEC, a segunda já tem a ABNT NBR 15920.

1.5.3 Termos e definições

Nesta parte, são trabalhados termos e definições, que devem ser lidos e
entendidos para uma adequada interpretação, como: perfil de energia da carga;
perfil da eficiência da energia elétrica; utilização racional da energia;
gerenciamento e eficiência da energia elétrica; medidas ativas de eficiência de
energia elétrica; e as medidas passivas de eficiência de energia elétrica.

1.5.4 Generalidades

Traz os princípios fundamentais de:

 Segurança das instalações elétricas;


 Disponibilidade da energia elétrica e decisão do usuário;
 Requisitos de projeto e recomendações.

1.5.5 Setores e atividades

No tocante à eficiência energética, a norma identifica quatro setores,


com suas características e metodologias específicas para a implementação
da eficiência energética:

 Edificações residenciais (habitações)


 Edificações comerciais;
 Edificações industriais;
 Infraestrutura.

6
1.5.6 Requisitos do projeto e recomendações

Na parte 6, são apresentados os requisitos técnicos que devem ser


considerados nos projetos realizados pela norma.

1.5.7 Determinação de zonas, utilização e malhas

É estabelecido que uma zona é uma área, ou superfície, que delimita


uma parte da instalação.

1.5.8 Sistema de gerenciamento de carga e eficiência energética

Essa parte traz um texto detalhado da implementação de um sistema de


gerenciamento de cargas e de eficiência energética. Dessa maneira, otimiza a
energia elétrica utilizada, considerando-se as cargas, a produção e o
armazenamento, os locais de energia e os requisitos estabelecidos pelo
usuário.

1.5.9 Manutenção e aumento do desempenho da instalação

A manutenção é necessária para uma operação segura, pois com ela


mantém-se a instalação em condições aceitáveis. Para isso, a manutenção
deve ser feita com base na eficiência econômica e energética, com o aumento
do desempenho dessa instalação.

1.5.10 Parâmetros para a implementação de medidas de eficiência

Nessa parte, o projetista/gerente de uma instalação elétrica analisa os


meios que devem ser utilizados para implementar medidas de eficiência e
alcançar a eficiência energética com aumento de desempenho. As medidas e
os níveis são usados para construir o Perfil da Instalação (PI), e por conseguinte
a classe de eficiência da instalação elétrica desejada. Tais requisitos estão
organizados em três tópicos:

 Medidas da eficiência dos equipamentos;


 Medidas de eficiência do sistema de distribuição;
 Instalação de sistemas de monitoramento de energia.

7
1.5.11 Ações

A parte 11 trata de ações a serem tomadas, depois de analisadas, que


podem ser diretas ou programadas.

1.5.12 Processo de avaliação de instalações elétricas

Na última parte da IEC 60364-8-1, vemos os processos de avalições das


instalações elétricas novas e as modificações/ampliações ou adaptações das
instalações existentes:

 Anexo A (Informativo): determinação da localização do transformador


e painéis de distribuição, o que faz parte do item 6.3 do normativo.
 Anexo B (Informativo): exemplo de um método para avaliar a eficiência
energética de uma instalação elétrica.

TEMA 2 – MELHORIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS DE


ILUMINAÇÃO

Viana (2012, p. 121) aponta que aproximadamente 23% do consumo de


energia elétrica do setor residencial, 44% do setor comercial e serviços
públicos, e 1% do setor industrial refere-se à iluminação.
Para redução de consumo de energia na parte de iluminação, devemos
realizar uma combinação simples de lâmpadas, reatores e refletores eficientes,
em associação a uma mudança comportamental na sua utilização.
O bom desempenho do sistema de iluminação depende de alguns
cuidados, que são iniciados no projeto elétrico, que envolve informações sobre
luminárias, perfil de utilização, tipo de atividade exercida no local, entre outros
aspectos, conforme a NBR-5413.
Os novos projetos de iluminação devem considerar os pontos a seguir
para que se obtenha uma maior eficiência:

 Máximo aproveitamento da luz natural;


 Determinação das áreas de efetiva utilização;
 Níveis de iluminação adequados ao trabalho, conforme recomenda a
Norma NBR-5413, que trata da iluminância de interiores;

8
 Circuitos independentes para utilização de iluminação (parcial e por
setores);
 Iluminação deve conter pontos localizados e especiais como: máquinas
operatrizes, pranchetas de desenho etc.;
 Sistemas que permitam desviar o calor gerado pela iluminação para fora
do ambiente, visando assim a redução da carga térmica dos
equipamentos de ar condicionado;
 Seleção cuidadosa de lâmpadas e luminárias, buscando conforto visual
com mínima carga térmica ambiental;
 Utilização de luminárias espelhadas, pois apresentam alta eficiência;
 Seleção cuidadosa de reatores, buscando a redução das perdas e o
aumento do fator de potência;
 Utilização de sensores fotoelétricos para o controle de lâmpadas acesas,
em função de luz natural ou movimentação de pessoas no local.

O sistema de iluminação deve prevenir os riscos físicos e ergonômicos.


Em um local de trabalho, deve proporcionar:

 Iuz uniforme sobre todos os planos de trabalho;


 Iuz suficientemente difusa, bem dirigida e distribuída, para evitar
sombras e contrastes nocivos;
 Iluminação adequada, prevenindo ofuscamentos, diretos ou refletidos;
 Reprodução de cor compatível com a natureza do trabalho.

2.1 Unidades fotométricas

Vejamos as unidades fotométricas mais usuais:

 Fluxo luminoso: é o fluxo de energia luminosa emitido em todas as


direções por uma fonte no espaço, em lúmens.
 Eficiência luminosa: é a relação entre a quantidade de lúmens
produzidos por uma lâmpada e a potência (watts) da lâmpada.
 Iluminância: é o fluxo luminoso incidente por uma unidade de área de
uma superfície iluminada, medida em lux.

9
2.2 Políticas atuais de conservação de energia em Iluminação

Sampaio, Botura e Junior (2013, p. 113) apontam que muitas empresas


tiveram um aumento de eficiência energética na iluminação, pois tecnologias
de iluminação mais eficientes foram introduzidas no Brasil na última década.
Trazendo um grande potencial de economia em relação às tarifas de
eletricidade, com a iluminação eficiente podemos compensar em muito o custo,
para consumidores comerciais, industriais e do setor público.
Hoje em dia, lâmpadas LED e fluorescentes compactas com reatores
eletrônicos são opções comuns para elevar a eficiência dos sistemas, além de
serem frequentemente utilizados também sensores de presença, tanto em
instalações novas quanto nas reformas das já existentes.
Apesar do uso de componentes de alta eficiência e de controladores ter
apresentado progressos substanciais, ainda há espaço para novos
aperfeiçoamentos.
Segundo dados do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações
de Florianópolis (citado por Sampaio; Botura; Junior, 2013, p. 17), foram feitos
testes e medições em laboratório com produtos disponíveis no mercado. Os
resultados indicam que a iluminação com tecnologia LED teve uma qualidade
inapropriada para uma série de usos. Entre eles, está o uso para atividades
visuais em escritórios e residências. Além da eficiência luminosa, 12 modelos
foram testados nos quesitos: fluxo luminoso, fidelidade de cores, temperatura
de cor, iluminância, intensidade luminosa, entre outros critérios. As medições
foram feitas após a troca das lâmpadas tubulares fluorescentes T8 em um
escritório por LED T8, sem, no entanto, a troca dos suportes dessas luminárias.
A conclusão obtida é de que as lâmpadas fluorescentes não podem ser
arbitrariamente substituídas por LED:

O consumo de energia foi reduzido em aproximadamente 70%,


porém a iluminância também foi, em aproximadamente 50%. O valor
médio do fluxo luminoso dos tubos LED é de 1479 lumens, o que
representa apenas 44% do fluxo luminoso das fluorescentes
tubulares convencionais T8 36W/830 (cerca de 3350 lm) de mesmas
dimensões. [...] Como a potência real da maioria das lâmpadas LED
é inferior a 25W, pode-se esperar uma corrente não-senoidal. Os
componentes de corrente extra-harmônica causam perdas maiores
em cabos e transformadores, o que é um problema para as
distribuidoras de energia. Para os clientes residenciais, o impacto
negativo dessas correntes é geralmente insignificante. No entanto,
para os clientes comerciais, essa distorção pode causar problemas,
principalmente quando muitos tubos fluorescentes são substituídos
pelos de LED, que possuem um alto conteúdo harmônico. As maiores

10
preocupações são o aumento das perdas que causa possível
sobrecarga nos transformadores e cabos, principalmente no condutor
neutro. (Ryckaert et al., 2012, citados por Sampaio; Botura; Junior,
2013)

Como a eficácia luminosa dos novos tipos de LED ainda está


aumentando, a eficácia do driver da lâmpada dos tubos de LED excederá em
breve a eficácia do reator das lâmpadas fluorescentes padrão.
A primeira geração de projetos de iluminação normalmente preocupava-
se com a economia de energia, não contemplando a qualidade da iluminação.
As exigências quanto à qualidade da iluminação se intensificaram no
final do primeiro decênio, pela falta de conforto ambiental e as exigências em
segurança nas instalações elétricas causavam redução de produtividade, pelos
baixos níveis de iluminação.
As inovações em iluminação e a evolução tecnológica promoveram
enormes mudanças na indústria de iluminação. O mercado exigiu alta eficiência
energética de muitos componentes, que estão a cada dia sendo desenvolvidos
para serem empregados em larga escala. A qualidade das luminárias e dos
controles foi inovada para que os sistemas se tornassem eficientes, sendo
capazes de atender as exigências de iluminação das empresas.
A norma NBR 5413 traz uma metodologia para a análise do sistema de
iluminação, fornecendo dados para que possamos avaliar a qualidade de luz
de que determinado ambiente necessita, com tabelas que são tratadas levando
em consideração o tipo de tarefa desenvolvida no ambiente, além de fatores
como idade das pessoas, precisão e refletância das tarefas, além de índices de
iluminância com fatores baixo, médio e alto para cada setor. Vários softwares
foram lançados para a aplicação da norma de forma eficiente, seja quanto à
rapidez nos resultados ou quanto à eficiência energética.
Essas melhorias em eficiência trazem benefícios em qualidade de vida,
ergonomia e economia para o usuário. A qualidade faz com que haja interação
entre o ambiente e a pessoa, principalmente quando o sistema é bem pensado
e executado.
Assim sendo, esse ambiente:

 Cria boas condições para manutenção da acuidade visual;


 Facilita a execução das tarefas;
 Melhora a interação e a comunicação entre as pessoas;

11
 Torna o ambiente menos insalubre, com isso as condições da saúde
melhoram;
 Torna o ambiente mais acolhedor com uma iluminação esteticamente
correta.

2.3 Utilização de produtos com tecnologias mais eficientes em


iluminação

Muitas vezes, para se obter eficiência na área de iluminação, temos que


alterar os tipos de lâmpadas, calhas, receptáculos, lustres etc., não somente
par deixar os ambientes bonitos, mas para garantir maior eficiência luminosa,
o que pode ser feito trocando lâmpadas de vapor de mercúrio, ou de vapor de
sódio para as de tecnologia LED, que comprovadamente, se bem produzidas,
fornecem maior eficiência.
A crise energética brasileira trouxe incentivos, como a substituição das
lâmpadas incandescentes pelas lâmpadas fluorescentes compactas em
residências e estabelecimentos comerciais ou administrativos.
A eficiência luminosa é a relação entre o fluxo luminoso emitido pela
lâmpada e a potência consumida. Símbolo: w (ou K, conforme IES). Unidade:
lm/W (lúmen/watt).

Gráfico 1 – Comparativo de eficiência energética de lâmpadas

Mínimo Máximo

160
140
120
100
80
60
40
20
0

Fonte: Elaborado com base em Empalux, 2019.

As lâmpadas que foram citadas se diferenciam pelos diferentes fluxos


luminosos, além das diferenças de consumo de energia. Por exemplo, em uma

12
lâmpada LED da Taschibra, verificamos em seu invólucro que, para uma
potência de 9 W, ela apresenta um fluxo luminoso de 803 lm, com eficiência
luminosa de 89 lm/W (que pode ser obtida pela divisão simples dos dados
anteriores, ou seja, 803 por 9). Comparando com qualquer lâmpada em nossos
projetos, podemos fazer essa leitura ou cálculo obtendo êxito em termos de
eficiência.

2.4 Substituição do sistema de iluminação por tecnologias mais


eficientes

Atualmente, o termo retrofitting é bastante utilizado, ligado à atualização


dos equipamentos. Com novas tecnologias, melhoramos a eficiência
energética dos sistemas. Para isso, necessitamos de uma análise minuciosa
de nossas alternativas e da mensuração de quais serão os investimentos
necessários à sua execução.
Os cálculos têm que ser feitos de modo a minimizarem os erros de
retorno de investimentos, procurando também diminuir o seu tempo de retorno
financeiro. Também temos que considerar em nossos projetos a vida útil de
lâmpadas e reatores utilizados, para minimizar os custos.
Em indústrias ou empresas que estejam no Grupo A de fornecimento de
energia, os seus custos da energia com demandas e consumos de ponta e fora
de ponta, mencionados anteriormente, com a substituição do sistema de
iluminação (lâmpadas e reatores), podem sofrer variação de preço e custo nas
lâmpadas e reatores.

2.5 Considerações finais

Para realizarmos o retrofitting, devemos conhecer com detalhes o


sistema a ser otimizado. Com isso, o novo sistema de iluminação elétrica será
mais eficiente (em termos de consumo de energia) e terá melhor qualidade.
Para que isso ocorra, devem ser realizadas auditorias no sistema, que
consistem em um levantamento dos projetos existentes (pranchas) e
diretamente no sistema de iluminação local, verificando a iluminação utilizada
e suas características técnicas, com o desempenho atual desse sistema.
Na auditoria, devem ser considerados a quantidade de lâmpadas, a
potência de cada lâmpada, o fator de potência e de demanda, além do valor

13
gasto em iluminação por setor da indústria. De posse desse levantamento,
efetuam-se melhorias com substituição do sistema, parcial ou totalmente, de
forma a obter a melhor eficiência energética da iluminação.

TEMA 3 – MELHORIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM MOTORES


ELÉTRICOS

Sola e Mota (2015, p. 498), nos informam que “os sistemas industriais
de energia fornecem o processo de aquecimento, refrigeração ou de energia
elétrica necessário para a conversão de matérias-primas e fabricação de
produtos finais”.
A eficiência energética de motores no Brasil é tratada pela série de
normas ABNT NBR 17094 sobre motores de indução trifásicos, sendo
regulamentada pela Portaria do Inmetro n. 488, de dezembro de 2010. A
portaria define os níveis mínimos de eficiência energética de motores elétricos
trifásicos de indução rotor gaiola de esquilo, nacionais ou importados, para uso
ou comercialização no Brasil. Leva em conta também a Portaria Interministerial
n. 553, de dezembro de 2005, assinada pelos Ministérios do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, da Ciência e Tecnologia e pelo de Minas e
Energia, que contempla o Programa de Metas dos motores elétricos de indução
trifásicos, estabelecendo que os níveis mínimos de rendimento nominal não
tenham distinção entre linhas padrão e alto rendimento.

3.1 Ações para uso eficiente de energia

Diversos países têm utilizado estratégias para a eficiência energética em


seus setores industriais, tais como Programa de Gerenciamento de Energia e
o de Uso de Tecnologias Energéticas Eficientes. O primeiro inclui auditoria
energética e treinamento e conscientização de pessoal. Políticas
Governamentais estão sendo feitas para que o setor industrial utilize
eficientemente seus equipamentos no setor industrial. Acordos com metas e
índices de eficiência, bem como incentivos fiscais com crédito para
financiamento de melhorias, são ofertados pelos governos, inclusive com
orientação à indústria para que sejam adotadas práticas de eficiência.
As ações de renovação tecnológica dos equipamentos, com o objetivo
de uma melhoria de eficiência, ainda não ocorrem em todas as empresas; por

14
isso, as oportunidades de melhoria são grandes na indústria. Em motores, essa
melhoria pode ser conseguida com o uso de motores de alta eficiência ( 
100%), cargas de acordo com a capacidade dos motores, correções de fator
de potência (cos   0,92), uso de inversores de frequência para a partida dos
motores, plano de manutenção preventiva/preditiva, equilíbrio da tensão de
alimentação, entre outras.
Além do que foi exposto, em termos de política energética e melhorias
de eficiência dentro da indústria, temos algumas barreiras que devem ser
transpostas.

3.2 Barreiras para melhoria da eficiência energética em indústrias

As empresas devem apresentar, em suas metas de crescimento para o


futuro, os investimentos em eficiência energética. Ainda assim, muitas
empresas não os têm como prioridade, e não analisam os investimentos que
podem ser feitos para obter melhorias, por mais viáveis que sejam.

3.2.1 Barreiras econômicas e financeiras

Tem-se que romper as barreiras de investimento para a substituição e


adequação de ambientes para tecnologias energeticamente eficientes nas
indústrias. A maioria dos projetos está sendo rejeitada financeiramente, devido
à falta de capital pelo valor do investimento inicial, que pode ser alto, porém
com um retorno de investimento a curto prazo.

3.2.2 Barreiras de gestão

A gestão de energia nas empresas ainda é nova, e poucas empresas a


adotam. As grandes empresas, que contam com uso intensivo de energia, já
apresentam esse sistema de gestão energética.
Atualmente, a ABNT-ISSO 50001:2011) tem especificado os requisitos
de eficiência energética. As empresas devem reduzir a emissão de gases
tóxicos à natureza, para evitar o efeito estufa; essa norma, assim como as
internacionais, tem se atentado a esse objetivo da gestão energética. A NBR
em questão especifica todos os requisitos, com orientações para uso de
Sistemas de Gestão de Energia, incluindo: planejamento energético;
implementação e operação; monitoramento, medição e análise.

15
De acordo com essa norma, a empresa deve assegurar que as pessoas
tenham competência, treinamento e conscientização do uso de energia, assim
como desenvolver e manter uma documentação de controle do processo de
eficiência energética.

3.3 A mudança tecnológica

Quando pensamos em mudança do sistema visando a eficiência


tecnológica, temos que levar em conta que o foco principal de uma empresa é
a produção, com seus diversos setores de almoxarifado, compras, montagens,
entre outros. Dessa maneira, todos os projetos que envolvam a eficiência
energética devem ser discutidos entre as equipes da empresa, revelando os
impactos, que devem ser bem considerados, de forma a tornar viável aqueles
decorrentes da mudança tecnológica.
Na indústria, o setor de produção está preocupado com as metas
estabelecidas no setor, que envolvem principalmente produtividade e qualidade
de produtos. O setor de pessoal já está preocupado com a mão de obra quanto
a capacitação, possíveis contratações e remanejamentos. Quando pensamos
na área financeira, já se busca o retorno financeiro dos investimentos feitos. Na
área de engenharia e na de manutenção, o foco maior é na confiabilidade do
sistema e nos impactos ambientais que podem ser gerados quando da
produção.
Todos os dias, existem projetos para implantação das novas tecnologias,
os quais têm sido aceitos ou rejeitados pelas razões supramencionadas, que
mudam todo ou parte do cenário já balizado pelos setores, ou ainda por conta
de inviabilidade econômica. Nesse último aspecto, temos um custo inicial da
aquisição de tecnologia, sendo necessário considerar o tempo de retorno de
investimentos (payback), além de outros valores considerados em
administração, como o valor presente líquido (VPL) e as taxa internas de
retorno (TIR), que são parâmetros de decisão amplamente utilizados em
empresas (Jackson, 2010; Lefley, 1996).

3.4 Tecnologias a serem substituídas

Os motores elétricos são casos de sistemas de conversão de energia,


pois neles a energia útil é dada pela multiplicação da energia final (consumida)

16
pelo rendimento, , da conversão, ou ainda eficiência da conversão, que é a
diferença entre a energia total consumida e as perdas da conversão. O Decreto
n. 4.508/2002 regulamenta o indicador de eficiência energética: rendimento
nominal para os motores de indução, que são usados em larga escala nas
indústrias.
A eficiência de um motor de indução é determinada utilizando-se o
carregamento em operação, que obedece a uma curva característica de correte
em função desse carregamento.
O carregamento é obtido pela Equação 1 e o parâmetro da curva obtido
pela Equação 2.
1 𝐼𝑅
𝛾 = 1+ ln ( ) (1)
𝛼 𝐼𝑁

𝐼0
𝛼 = − ln ( ) (2)
𝐼𝑁

Sendo:

 Corrente de linha (IR) (medida no motor)


 Corrente a vazio (I0) e
 Corrente nominal (IN)

O percentual de energia economizada (PEE) e a quantidade de energia


economizada (QEE) são dados pelas Equações 3 e 4, respectivamente:

𝜂𝑅
𝑃𝐸𝐸 = (1 − ) × 100% (3)
𝜂𝑃

1 1
𝑄𝐸𝐸 = 𝑃𝑁 × 𝛾 × 𝑡 × ( − ) (𝑘𝑊ℎ⁄𝑦𝑟 ) (4)
𝜂𝑅 𝜂𝑃

Em que:

 PN = Potência nominal do motor (kW);


 t = Tempo de operação do motor (horas/ano);
 𝛾 = Carregamento (%);
 𝜂𝑅 = Eficiência real do motor em operação (%);
 𝜂𝑃 = Eficiência do motor Premium (%).

A eficiência real do motor em operação será dada pela relação existente


entre potência de saída e a potência de entrada, conforme a Equação 5.

17
𝑃𝑠𝑎í𝑑𝑎 𝑃𝑁 × 𝛾
𝜂𝑅 = = (%) (5)
𝑃𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑃𝑅

3.5 Eficiência energética de motores

A eficiência dos motores (máquinas rotativas) é normalmente bem


elevada. Há uma exceção, quando as cargas são leves, pois os parâmetros
envolvem uma produção alta (carga alta). Os rendimentos, determinados a
partir de medições de perdas, podem variar.

Tabela 1 – Motores

Motores (plena carga)  (%)


1 a 10 kW 80-90
11 a 100 kW 90-95
acima de 200kW  99

Os valores de eficiência variam conforme a categoria de eficiência das


máquinas, segundo o que é determinado pelas normas ABNT NBR17094-1 e
IEC60034-2-1. Elas fornecem a maneira de como deve ser feita a medição,
quantificação e qualificação das perdas em máquinas elétricas. Além da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a American National
Standards Institute (ANSI) e a National Electrical Manufacturers Association
(NEMA) podem ser utilizadas quando da falta de normatização brasileira.

3.6 Exemplos de melhorias em sistemas motrizes industriais

Borne (2010), em seus estudos, afirma que bombas, ventiladores e


sistemas de ar comprimido correspondem a cerca de 70% do consumo total de
energia elétrica na indústria. Estudos da International Energy Agency (IEA), de
2006, apontam um potencial de melhoria de 25% para os sistemas motrizes
industriais, desconsiderando-se melhoria dos processos e a demanda marginal
de economia resultante dessas mudanças. O Quadro 1 aponta melhorias para
essas situações.

18
Quadro 1 – Exemplos de economia de energia em sistemas de acionamento
de motores

Tipo de aplicação Melhoria sugerida


Dimensionamento adequado do motor, reduzir os vazamentos de ar,
Ar comprimido otimizar o sistema de pressão de ar, melhorar o sistema de controle
do compressor
Dimensionamento adequado do motor, instalar um controle de
Ventiladores
demanda (inversor de frequência), otimizar a escala de operação.
Bombas Uso de acionamentos de velocidade variável
Dimensionamento adequado do motor, motores de alto rendimento,
Acionamentos
transmissão de alta eficiência

É preciso considerar, quando realizamos nossos projetos de eficiência


energética, as fugas de ar em sistemas de ar comprimido, que podem
desperdiçar 30% a 50% de todo esse ar. Um compressor de ar rodando em
vazio consome aproximadamente 25% da energia que consumiria a plena
carga. Dependendo do ciclo, o tempo de operação sem carga corresponde
entre 30 a 70% do tempo total de trabalho. Para corrigir isso, recomenda-se o
uso de sistemas de controle inteligente, acoplados a máquinas de diferentes
tamanhos. O potencial de economia varia conforme o porte da indústria e o tipo
de carga instalada.

TEMA 4 – MELHORIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM


TRANSFORMADORES

A eficiência dos transformadores, em geral, é muito alta, devido à


ausência de partes rotativas, como as encontradas em motores de indução, o
que permite que as eficiências fiquem na ordem de 96 a 99%. Os
transformadores acabam sendo empregados em várias fases do processo de
produção, com uso de energia elétrica.
Praticamente toda a energia elétrica gerada no país passa
necessariamente por um ou mais transformadores, na transmissão e
distribuição de energia, de tal modo que, mesmo com a alta a eficiência, o
processo de repetição para tornar as tensões compatíveis para uso resulta em
perdas que acabam sendo significativas. Tivemos o caso de utilização de um
Trafo com 96% de eficiência de transformação, requerido para ajustar os níveis
de tensão em um projeto fotovoltaico, que inviabilizou o projeto quando são
consideradas ainda as perdas de geração no passar dos anos, que têm que ser

19
levadas em conta (por sujeira ou desgaste das placas), o que eleva o tempo de
retorno de investimento.
Os transformadores mais conhecidos são os de distribuição, que variam
até 500 kVA, e os de transmissão, que partem desse patamar. Com uma curva
de consumo, o transformador de distribuição opera com aproximadamente 50%
de sua potência nominal, na maior parte do tempo; entre 17 e 22 horas, opera
em plena carga. Já o transformador de transmissão opera em plena carga.
Devido a essas características, os critérios de projeto diferem para esses
transformadores. No primeiro, é interessante um rendimento máximo próximo
a 40% da potência nominal, já no segundo esse rendimento deve estar se
aproximar da potência nominal do transformador.

4.1 Normatização das perdas do transformador pela ABNT

As principais normas que tratam de transformadores são:

 NBR 5356 Transformadores de potência – especificação


 NBR 5440 Transformadores para redes aéreas de distribuição –
padronização, e
 NBR 5380 - Transformadores de potência – método de ensaio.

Essas normas padronizam e estabelecem valores mínimos e máximos


de diversas características dos transformadores.

4.2 Rendimento e regulação

Em um transformador, com a transferência de energia elétrica do


primário para o secundário, ocorrem perdas por efeito Joule (enrolamentos),
por correntes parasitas no núcleo ou histerese (correntes de Foucault). A
potência útil do secundário vem a ser menor que do que a do primário. O
rendimento é idêntico ao apresentado na fórmula para motores:
𝑃𝑠𝑎í𝑑𝑎 𝑃𝑁 × 𝛾
𝜂𝑅 = = (%) (5)
𝑃𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑃𝑅

De acordo com a ABNT, o rendimento nominal de um transformador é


encontrado nas condições de tensão e corrente nominal, e fator de potência da
carga unitário.

20
A equação do rendimento é dada por (6), e o Gráfico 2 ilustra a curva de
rendimento de um transformador.
Vs . Is. cosφ 𝑃2
η% = = × 100 (6)
Vs . Is. cosφ + PFe + PCu 𝑃1

𝐼2
𝐹𝐶 = (7)
𝐼2𝑛

Em que:

 η% = rendimento (%)
 P1 = potência no primário (W)
 P2 = potência no secundário (W)
 FC = fator de carga
 I2 = corrente no secundário (A)
 I2n = corrente nominal no secundário (A)
 PFe = perdas no núcleo ferromagnético (W)
 PCu = perdas nos enrolamentos (na corrente nominal) (W)

Gráfico 2 – Curva de rendimento do transformador

Fonte: Borne, 2010, p. 79.

Segundo Borne (2010, p. 79), como pode ser visto no Gráfico 2, o


rendimento de um transformador tem o seu valor máximo quando P Fe (perdas
ferromagnéticas no núcleo – em azul) são iguais às Pcu (perdas no cobre – nos
condutores – em vermelho), ou seja, quando o fator de carga FC se mantém em
torno de 75% (3/4). Aqui vemos que as perdas no núcleo ferromagnético (PFe)
são praticamente constantes (linha azul), qualquer que seja a carga do

21
transformador, enquanto as perdas nos condutores (Pcu) dependem do fator de
carga (FC) – que depende da resistência e da corrente no primário e da
resistência e da corrente do secundário. As perdas não sofrem um aumento
exponencial com a carga.
Para que tenhamos o máximo de rendimento, teremos que ter um
transformador com a menor perda possível nos condutores, e assim projetamos
de maneira adequada a potência de acordo com sua curva de carga.

4.3 Perdas e eficiência

Como dito anteriormente, a eficiência dos transformadores de


distribuição a plena carga é alta. A Tabela 2 mostra que as perdas dos
transformadores variam não-linearmente conforme sua potência nominal.

Tabela 2 – Perdas máximas de um transformador definidas pela NBR 5440

Potência do Corrente de Perdas a Perda Total Tensão de curto-


transformador excitação vazio (W) (W) circuito a 75º C (%)
(kVA) (%)
15 4,8 100 440
30 4,1 170 740
45 3,7 220 1.000
3,5
75 3,1 330 1.470
112,5 2,8 440 1.990
150 2,6 540 2.450
225 2,3 765 3.465
4,5
300 2,2 950 4.310
A seguir, temos um gráfico esboçando a curva de rendimento de um
transformador típico, que de acordo com a Carga (VA) comporta-se, entre 17
kVA e 45 kVA, com um rendimento aproximado de 96%.

Gráfico 3 – Curva padrão de rendimento do transformador

Fonte: Dias; Pinto, 2018, p. 3.

22
Há o caso de transformadores de áreas rurais, que possuem uma baixa
eficiência, devido a duas características: as propriedades utilizam pequenas
cargas e o fato de a distância da rede até a chácara/fazenda ser grande. Na
área rural, temos vários pontos de utilização desses transformadores, e com
isso teremos um aumento nas perdas reais do sistema (Dias; Pinto, 2018, p. 6):

Com a análise detalhada das cargas e um estudo de crescimento


futuro da demanda pode-se reduzir consideravelmente as perdas em
transformadores com cargas muito baixas. Um estudo econômico é
importante para avaliar a viabilidade de remanejamento dos
transformadores e trocas ao decorrer da vida do empreendimento,
como pode ser verificado em Resende, 2018. A avaliação econômica
pode levar à indicação de transformadores com capacidade de carga
diferentes dos valores preestabelecidos nas normas da Distribuidora,
podendo se apresentar como uma possível solução para melhoria no
rendimento dos transformadores.

4.4 Soluções para melhorar a eficiência de transformadores

A melhoria de eficiência começa no projeto e construção do


transformador. O núcleo deve ser feito de um material com alta indução de
saturação, ferromagnéticos (permeabilidade magnética, ), de alta resistividade
(impedindo a condução de corrente elétrica no núcleo) e com baixas perdas na
frequência de operação. As bobinas em contrapartida devem ter a menor
resistividade possível (alta condutância).
Belmans (2005, p. 18, tradução nossa) esclarece:

Ao lado da escolha do aço, o modo como os núcleos dos


transformadores de distribuição são projetados, cortados, fabricados
e montados desempenha um papel importante na eficiência
energética. Aumentar o tamanho do núcleo reduz a densidade do
campo magnético e, dessa maneira, melhora a eficiência energética.
O ferro amorfo merece uma menção especial. Os transformadores de
distribuição construídos com núcleos de ferro amorfo podem ter
perdas sem carga mais de 70% menores em comparação aos
melhores projetos convencionais e alcançar eficiência de até 99,7%
para unidades de 1000 kVA. O ferro amorfo tornou-se
comercialmente disponível no início dos anos 80. Esses
transformadores têm núcleos enrolados com fita amorfa feita de uma
liga de metal férrico produzida por têmpera muito rápida para evitar a
cristalização. Essa tecnologia foi usada em centenas de milhares de
transformadores de distribuição nos EUA, Japão, Índia e China. A
tecnologia amorfa foi demonstrada para tamanhos de transformador
de até 10 MVA, e sua gama de aplicações está se expandindo.

Como vimos o material do núcleo que melhor atende a esses requisitos,


além do ferro amorfo (liga de ferro, níquel, fósforo e boro, desenvolvida em
1976 por Liebermann e C. Graham) são o aço silício (que é de grão orientado,
com propriedades magnéticas otimizadas na direção de sua laminação) e o

23
ferrite, também conhecido como ferro alfa, -Fe (adequado para altas
frequências).
O incentivo de transformadores eficientes deve ser feito através de
portarias e normas de eficiência energética regulatórios do governo, com
incentivos financeiros para uma melhor eficiência.

4.5 Fator de potência em máquinas elétricas

Os transformadores, assim como qualquer máquina elétrica alimentada


por corrente alternada, trazem uma característica indutiva (bobinas), que
produz um atraso da corrente em relação à tensão da rede. Esse atraso gera o
fator de potência (FP), que é o quociente da potência ativa (kW) pela potência
aparente (kVA). Relações básicas (8) a (11):
𝑃
𝐹𝑃 = = cos 𝜑 (8)
𝑆

𝑃 = 𝑉 × 𝐼 × cos 𝜑 (9)

𝑄 = 𝑉 × 𝐼 × sen 𝜑 (10)

𝑆 = √𝑃2 + 𝑄 2 (11)

Em que:

 FP = Fator de Potência (varia de 0 a 1)


 P = Potência ativa (W)
 S = Potência aparente (VA)
 V = tensão quadrática média (V)
 I = corrente quadrática média (A)
 Q = Potência reativa (Var)

A potência reativa, além de não produzir potência útil, gera perdas por
aquecimento dos condutores, quando o FP é muito baixo; devido a essa
potência, há uma penalidade. O art. 64 da Resolução n. 456, de 2000, da
ANEEL, estabelece um valor máximo para a utilização de energia reativa, em
função da energia ativa consumida, isto é, FP  0,92 que não gera cobrança,
sendo o cosseno do ângulo formado entre a Potência Ativa (W) e a Potência
Aparente (VA). Os valores inferiores a 0,92 indicam excedente de reativo, que
será onerado na conta de energia elétrica. Na conta convencional, a energia e
24
a demanda reativas excedentes são precificadas através do fator de potência
médio mensal – além do excesso de demanda por consumo, é tarifado também
esse excesso de potência reativa, matematicamente calculado com as
equações 8 a 11.

4.6 Vantagens da correção do fator de potência

Com a correção do fator de potência, obtemos vantagens tanto para o


consumidor como para a concessionária:

 Redução do custo de energia elétrica, sem o ônus do baixo FP;


 Aumenta a eficiência energética do consumidor (empresa);
 Melhora a tensão (há uma menor flutuação do nível médio de tensão);
 Aumenta a capacidade e a vida útil das instalações e dos equipamentos
(menos perdas);
 Redução do efeito Joule e consequente menor aquecimento do
ambiente pela redução da corrente reativa na rede elétrica.

4.7 Métodos para correção do fator de potência

Como vimos devemos reduzir o consumo de energia reativa, para


melhorarmos o FP. As opções seriam:

 Medidas operacionais: visam eliminar as distorções que existam na


instalação. São feitas por medições do nível de tensão presente na
instalação, com a elevação do consumo de potência ativa da instalação
(como consequência diminui o consumo de potência reativa), verificando
o dimensionamento de motores, transformadores e outras máquinas, e
melhorando os quadros de comando de equipamentos, motores e
transformadores (de preferência uma atualização desse sistema).
 Banco de capacitores: trata-se de um conjunto de capacitores que tem
encapsulamento, manobras, proteções e controle, com vantagens
econômicas e de segurança. A ABNT NBR 5060:1977 traz a
regulamentação a ser aplicada nesses bancos capacitivos. As
concessionárias também possuem uma série de requerimentos que
devem ser atendidos pelo usuário (consumidor). Esses bancos podem
ser instalados em sistemas monofásicos, bifásicos e trifásicos.

25
Segundo a WEG (2009, p. 10), a correção do fator de potência pode ser
feita instalando os capacitores de cinco maneiras diferentes, tendo como
objetivos a conservação de energia e a relação custo/benefício:

a) Correção na entrada da energia de alta tensão – corrige-se o fator


de potência visto pela concessionária, permanecendo internamente
todos os inconvenientes devido ao baixo fator de potência, sendo o
custo elevado;
b) Correção na entrada da energia de baixa tensão - permite uma
correção bastante significativa, normalmente colocamos bancos de
capacitores automáticos;
c) Correção por grupos de cargas: nesse caso o capacitor é instalado
de forma a corrigir um setor ou um conjunto de máquinas pequenas
(< 10 cv). É instalado junto ao quadro que alimenta esses
equipamentos.
d) Correção localizada: é obtida instalando-se os capacitores junto ao
equipamento que se pretende corrigir o fator de potência.
e) Correção mista: no ponto de vista ¨Conservação de Energia¨,
considerando aspectos técnicos, práticos e financeiros, torna-se a
melhor solução.

Para a correção mista, instala-se um capacitor diretamente no lado


secundário do transformador, aplicando-se as medidas constantes na Tabela
3, dentro da instalação a ser regulada e conforme o caso. Após o acerto de
todos os locais, instala-se na entrada de energia um banco automático de
pequena potência para a equalização final.

Tabela 3 – Metodologias de bancos de capacitores (correção mista)

Caso Correção
Motor (potência  10 CV) Correção local
Motor (potência < 10 CV) Correção por grupos
Rede de iluminação - (reatores de baixo FP) Correção na entrada da rede
Fonte: WEG, 2009, p. 10.

Com isso, ocorre o aumento de potência aparente disponível, e há


também uma queda significativa da corrente. Por exemplo, deseja-se corrigir o
FP para 0,92 em uma carga de 1030 kW, tensão de 380 V e FP = 0,68:
Sem a correção:

1030
Potência Aparente Inicial: 𝑆= = 1.515 𝑘𝑉𝐴
0,68

1.030.000
Corrente Inicial 𝐼𝑖 = = 2.301 𝐴
√3×380 ×0,68

Com a correção:

1030
Potência Aparente Final: 𝑆= = 1.120 𝑘𝑉𝐴
0,92

26
1.030.000
Corrente Final 𝐼𝑖 = = 1.701 𝐴
√3×380 ×0,92

Como podemos ver, com a correção do FP, a instalação poderá ter


aumento de carga em até 35%
Ao efetuar a correção do fator de potência, haverá redução da cobrança
de reativos na conta de energia. Os demais benefícios dessa regulagem, como
melhoria da tensão e aumento da vida útil de instalações e equipamentos,
devido à diminuição dos reativos, são mais difíceis de calcular.

TEMA 5 – MELHORIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS DE AR


CONDICIONADO

Os sistemas de ar condicionado são utilizados para manter temperatura


e umidade em um ambiente, atendendo as condições de conforto estabelecidas
em normativos, ou em ambientes domiciliares.
O custo de operação do sistema de ar condicionado é um dos maiores,
principalmente se tratamos de centros comerciais e de algumas indústrias,
como as têxteis e gráficas. Nesses locais, o consumo pode chegar a 60% do
consumo total de energia. Deve ser observado nesses locais sempre a limpeza
e manutenção para evitar um consumo maior de energia.
Para o uso racional de energia, devemos pensar em um bom projeto de
implantação ou de renovação de instalações, com equipamentos pensados em
eficiência energética. Quanto melhores esses equipamentos em termos de
eficiência, melhor será o nível de conforto oferecido – e, melhor ainda, com um
menor consumo de energia.
Segundo Moreira Santos et al. (2007, p. 131), para a redução de
consumo de energia nos sistemas de ar condicionado, devemos:
 Fazer seleção de componentes e sistemas, observando seus dados
técnicos, tabelas de consumo para que essas instalações se tornem
econômicas e eficientes;
 Pensar no modo como foi projetada a edificação, para que seja mantida,
dentro dos limites requeridos, tabelados ou regulamentados, a
temperatura e a umidade dos ambientes, controlando-as e monitorando
para que fiquem dentro dos limites estabelecidos;
 Manter a qualidade do ar interno (QAI), com fornecimento e quantidades
adequados de ar externo para a sua renovação;
27
 Utilizar equipamentos e sistemas com baixa relação kW/TR (quilo watt
por tonelada de refrigeração);
 Minimizar a liberação de substâncias que contribuam para o
aquecimento global ou agridam a camada de ozônio;
 Estabelecer programas de manutenção, de tal forma que as condições
dos equipamentos e sistemas permaneçam próximas às condições de
projeto.

Geralmente as melhorias de economia de energia em instalações de ar


condicionado podem ser agrupadas em duas categorias: melhorias relativas à
estrutura e melhorias relativas ao sistema de ar condicionado.

5.1 Melhorias relativas à estrutura

A estrutura é composta por um conjunto de elementos dos edifícios ou


locais servidos pelo sistema de ar condicionado. Podemos então tomar
medidas para minimizar os ganhos ou perdas de calor por:

 Transmissão térmica;
 Insolação;
 Infiltração de ar e umidade;
 Geração interna.

5.2 Melhorias relativas ao sistema de ar condicionamento

Os sistemas de ar condicionado possuem suas instalações, os


ventiladores, bombas, tubulações, dutos, que são os equipamentos mecânicos,
e motores de potência, manobra e regulagem que são os equipamentos
elétricos. Todos esses componentes devem ser analisados antes de se efetuar
modificações, pois estas podem aumentar o consumo de energia se não passar
por um novo cálculo.

5.3 Rendimentos dos equipamentos de ar condicionado

O rendimento de um equipamento pode ser expresso pelo seu COP,


“EER”, ou através da relação kW/TR. O COP, Coefficient Of Performance, ou
Coeficiente de Desempenho, em português, representa a relação entre a
energia térmica fornecida por uma bomba de calor e a energia elétrica

28
consumida pelo sistema. O índice EER é expresso em Btu/W.h e representa a
relação entre o efeito útil, que é a capacidade de refrigeração da instalação, e
a quantidade de trabalho requerida para produzi-lo. kW/TR é o quilowatt por
tonelada de refrigeração.
Quanto maiores forem o EER e o COP, mais eficiente é o equipamento.
Esses índices nos indicam o nível de eficiência de um aparelho de ar
condicionado. O nível de consumo energético depende da relação entre a
quantidade de frio ou calor obtida e a energia elétrica consumida. Portanto, o
COP e o EER significam basicamente a mesma coisa, porém o EER está
associado à eficiência dos sistemas para o resfriamento, enquanto o COP está
associado à eficiência dos sistemas para o aquecimento.
Vejamos o Índice de Eficiência de Energia no modo refrigeração
(esquerda) e aquecimento (direita) versus o Selo de Eficiência Energética na
figura.

Figura 1 – Comparação EER x COP

A EER > 3,20 A COP > 3,60


B 3,20  EER > 3,00 B 3,60  COP > 3,40
C 3,00  EER > 2,80 C 3,40  COP > 3,20
D 2,80  EER > 2,60 D 3,20  COP > 2,80
E 2,60  EER > 2,40 E 2,80  COP > 2,60
F 2,40  EER > 2,20 F 2,60  COP > 2,40
G 2,20  EER G 2,40  COP

5.4 Métodos para calcular o COP e EER de um ar-condicionado

As duas medidas são calculadas da seguinte forma:


𝐶𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑎𝑟𝑟𝑒𝑓𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (𝑘𝑊)
𝐸𝐸𝑅 =
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 (𝑘𝑊)

𝐶𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑎𝑞𝑢𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (𝑘𝑊)


𝐶𝑂𝑃 =
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 (𝑘𝑊)

Temos que EER  Resfriamento e COP  Aquecimento.


Exemplo: Um ar-condicionado que gera uma potência térmica de
aquecimento de 4kW e ao mesmo tempo possui um consumo de energia
elétrica de 1kW, seu Coeficiente de Desempenho, COP = 4.
E se esse ar-condicionado gera uma potência térmica em resfriamento
de 4kW para o mesmo consumo de energia de 1kW, seu EER = 4.

29
FINALIZANDO

Tratamos aqui da melhoria da eficiência de instalações elétricas.


Destacamos as normas ABNT e IEC, pois elas norteiam o engenheiro de
projetos sobre o que pode ser feito para efetuar essas melhorias.
Depois, tratamos das melhorias de eficiência luminosa, com conceitos
de melhorias de lâmpadas, que tenham melhor desempenho e reformulação no
ambiente, de modo que haja um ganho para o usuário.
Estudamos também as melhorias de eficiência de motores elétricos, com
cálculos mais precisos, possibilitando rendimentos de 80 a 95%, em
conformidade com normas ABNT como a NBR 17094, entre outras.
Na sequência, tratamos das melhorias energéticas de transformadores,
com mudanças sensíveis, inclusive de montagem do núcleo, com melhores
continuidades, o que garante rendimentos próximos a 100%. Destacamos
também melhorias nos fatores de potência, que devem ter cos = 0,92, no
mínimo.
Por fim, trabalhamos a eficiência energética em sistemas de ar
condicionado, mostrando os vários itens que têm que ser observados para a
melhor eficiência dos equipamentos.

30
REFERÊNCIAS

BELMANS, R. et al. The Potential for Global Energy Savings from High
Eficiency Distribution Transformers. Leonardo Energy Transformers, 2005.
Disponível em: <http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.549
.3044&rep=rep1&type=pdf>. Acesso em: 4 out. 2019.

BORNE, L. S. Eficiência energética em instalações elétricas. Projeto


(Diplomação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
2010.

CU – International Copper Association Brazil. Guia de aplicação da norma


técnica IEC 60364-8-1: eficiência energética das instalações elétricas. 2019.
Disponível em: <https://www.procobre.org/pt/wp-
content/uploads/sites/4/2019/06/bwi-guia-procobre-iec-60364-8-1-eficiencia-
instalacoes-eletricas-mar19.pdf>. Acesso em: 4 out. 2019.

DIAS, A. L.; PINTO, S. S. Eficiência energética em transformadores de


distribuição instalados em loteamentos com baixa taxa de ocupação. In:
ENCONTRO LATINO AMERICANO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 22., Anais...,
São José dos Campos, 2018. Disponível em:
<http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2018/anais/arquivos/0922_0798_01.pdf>.
Acesso em: 4 out. 2019.

INFORMAÇÕES luminotécnicas. Empalux. Disponível em:


<http://www.empalux.com.br/?a1=l>. Acesso em: 4 out. 2019.

JACKSON, J. Promoting energy efficiency investments with risk management


decision tools. Energy Policy, n. 38, p. 3865-3873, 2010.

LEFLEY, F. The payback method of investment appraisal: A review and


synthesis. International Journal of Production Economics, n. 44, p. 207-224,
1996.

MANUAL para correção do fator de potência. Weg, 2009. Disponível em:


<https://static.weg.net/medias/downloadcenter/hea/h8b/WEG-correcao-do-
fator-de-potencia-958-manual-portugues-br.pdf>. Acesso em: 4 out. 2019.

MOREIRA SANTOS, A. H. et al. Energia elétrica: teoria e prática. Itajubá:


Eletrobrás, 2007. Disponível em: <http://www.mme.gov.br/documents/10584/1

31
985241/Efic%20En-Teoria%20e%20Pratica-Eletr-Procel-Unifei%20-07.pdf>.
Acesso em: 4 out. 2019.

SAMPAIO, H. C.; BOTURA, C. A.; JUNIOR, J. L. Conservação de Energia em


Sistema de Iluminação. Revista de Gestão & Tecnologia, v. 1, n. 1, dez. 2013.

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Sete passos para a


eficiência energética: ênfase em sistemas elétricos. Belo Horizonte:
Departamento Regional de Minas Gerais, 2001.

SOLA, A. V. H.; MOTA, C. M. de. M. Melhoria da eficiência energética em


sistemas motrizes industriais. Production, v. 25, n. 3, p. 498-509, jul./set. 2015.

VIANA, A. N. C. Eficiência energética: fundamentos e aplicações. Campinas:


Fupai, 2012.

32

Você também pode gostar