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QUEM SOMOS ...............................................................................................................

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NOSSO CREDO ................................................................................................................ 04
1. DEFINIÇÃO E CONCEITOS ………………………………………………………..……. 07
2. MINISTÉRIO DIACONAL ………………………………………………………….....…. 09
3. AS QUALIFICAÇÕES BÍBLICAS DO DIÁCONO…………………………….………….... 13
4. AS FUNÇÕES DIACONAIS REGISTRADAS NA BÍBLIA ……………………….…...…… 16
5. O DIÁCONO E A LITURGIA DO CULTO CRISTÃO ……………………………….…….. 17
6. COMO SERVIR A CEIA DO SENHOR …………………………………………………… 20
7. . O DIÁCONO COMO PORTEIRO …………………………………………………….… 24
8. COMO RECOLHER AS OFERTAS ………………………………………………….…… 26
9. A ÉTICA DIACONAL ……………………………………………………………………. 29

Referências Bibliográficas ……………………………………………………………..… 33

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QUEM SOMOS:

Somos uma igreja simples e muito acolhedora. Ensinamos a Bíblia com


profundidade e clareza. Cremos que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, fonte
de toda doutrina ensinada na igreja.

Isto tem nos proporcionado uma vida de transformação segundo o caráter de


Cristo, levando-nos a viver a Plenitude de DEUS. (Efésios 3.18 e 19), vivenciando assim
relacionamentos saudáveis e duradouros.

NOSSA VISÃO:

Poderíamos resumir bem nossa visão em uma frase apenas... “A Cruz de Cristo ainda
é a nossa mensagem”.

Com essa visão trabalhamos a cada dia para ser uma Igreja missionária, que prioriza
o estudo da Palavra de Deus, a oração, a comunhão e a ação social, refletindo o Reino
de Deus na sociedade.

NOSSA MISSÃO:

Promover o Reino de Deus, Proclamando Através do Evangelho; Mostrando a


Decadência Do Homem e Total Dependência de Jesus Cristo.

NOSSOS VALORES:

Nosso maior valor como instituição á o nosso povo, ou seja a família Batista
Plenitude. Por isso a frase que é sempre repetida pela liderança e precisa estar no
coração de cada obreiro que almeja fazer parte desse ministério.

“O Maior patrimônio de uma Igreja é o seu povo”.

Pensando nisso definimos cinco valores principais, que através dos quais tem como
princípio orientar nossos objetivos, esforços e relacionamentos. São eles:

1. Relacionamento com Deus


2. Relacionamento familiar
3. Relacionamento com os irmãos
4. Serviço ao próximo
5. Treinamento e Capacitação

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NOSSO CREDO

Deus é o Criador e Governante de todo o universo.

Ele existiu eternamente como o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os três são
iguais e são um só Deus.

• Gênesis 1: 1 , 26 , 27 , 3:22
• Salmos 90: 2
• Mateus 28:19
• 2 Coríntios 13:14

Jesus é o filho de Deus.

Ele é igual ao Pai e ao Espírito Santo. Jesus viveu uma vida humana sem
pecado e se ofereceu como o sacrifício perfeito pelos pecados de todas
as pessoas ao morrer na cruz. Ele ressuscitou dos mortos após três dias
para demonstrar seu poder sobre o pecado e a morte. Ele ascendeu ao
Céu e retornará novamente à terra para reinar como Rei.

• Mateus 1:22 , 23
• Isaías 9: 6
• João 1: 1-5
• Hebreus 4: 14-15
• 1 Coríntios 15: 3-4
• Romanos 1: 3-4
• Atos 1: 9-11
• Colossenses 2: 9-10
• 1 Timóteo 6: 14-15

O Espírito Santo vive em cada cristão da salvação.

O Espírito Santo é igual ao Pai e ao Filho de Deus. Ele está presente no


mundo para conscientizar as pessoas de sua necessidade de Jesus Cristo.
Ele fornece aos cristãos, poder para viver, compreensão da verdade
espiritual e orientação para fazer o que é certo. Ele dá a cada crente, dons
espirituais quando eles são salvos. Como cristãos, procuramos viver sob
Seu controle diariamente.

• Atos 1: 8
• João 14: 16-17 , 16: 7-13
• Gálatas 5:25

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• 1 Coríntios 2:12 , 3:16
• Efésios 1:13
• 2 Coríntios 13:14
• 1 Pedro 1: 2

A Bíblia é a Palavra de Deus para nós.

A Bíblia foi escrita por autores humanos, sob a orientação sobrenatural


do Espírito Santo. É a suprema fonte da verdade para as crenças cristãs
sobre a vida. Porque é inspirado por Deus, é verdade sem erro.

• 2 Timóteo 3:16
• 2 Pedro 1: 20-21
• Salmo 119: 105 , 160 , 12: 6
• Provérbios 30: 5
• Isaías 55:11

As pessoas são o objetivo supremo da criação de Deus.

As pessoas são feitas a imagem espiritual de Deus, para serem


semelhantes a Ele em caráter. Embora toda pessoa tenha um tremendo
potencial para o bem, este bem aos olhos de Deus é manchado por uma
atitude de desobediência a Ele, chamada "pecado". O pecado nos separa
de Deus e é suficiente para condenar as nossas almas.

• Gênesis 1:27
• Isaías 53: 6
• Romanos 3:23
• Isaías 59: 1-2
• Salmo 139: 13-16
• Colossenses 2: 13-15

A salvação é um dom gratuito de Deus para nós, mas devemos aceitá-


lo.

Nós nunca podemos compensar nosso pecado por auto aperfeiçoamento


ou boas obras. Somente confiando em Jesus Cristo como a oferta de
perdão de Deus, alguém pode ser salvo da penalidade do pecado.
Quando nos afastamos de nossa vida autogovernada e nos voltamos para
Jesus em fé, somos salvos. A vida eterna começa no momento em que
alguém recebe Jesus Cristo em sua vida pela fé.

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• Romanos 6:23
• Efésios 2: 8-9
• João 14: 6
• Romanos 5: 1 , 5: 8 , 10: 9-10

As pessoas existirão eternamente com Deus ou sem Deus.

Pessoas foram criadas para existir para sempre. Nós ou existiremos


eternamente separados de Deus pelo pecado ou eternamente com Deus
através do perdão e da salvação. Estar eternamente separado de Deus é o
inferno. Estar eternamente em união com Ele é a vida eterna no céu. O
céu e o inferno são lugares reais da existência eterna.

• João 3:16 , 14:17


• Romanos 6:23
• Apocalipse 20:15
• Filipenses 2: 5-11
• Mateus 25: 31-34 , Mateus 25:41

O batismo simboliza a morte, o sepultamento e a ressurreição de


Cristo.

Uma vez que aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, o batismo
é uma maneira de declarar publicamente nossa nova vida em Cristo. É
também um passo de obediência baseado nos mandamentos de Deus e
nos permite seguir o exemplo de Jesus, que se submeteu ao batismo para
"cumprir toda a justiça".

• Mateus 3: 16-17 , 28: 18-20


• Atos 2:41 , 8:12
• Romanos 6: 4
• Colossenses 2:12

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1. DEFINIÇÃO E CONCEITOS

Definição - A palavra ministro vem do latim minister e significa o menor dentre os


menores.

1.1. CONCEITO DE MINISTÉRIO E MINISTRO

Para iniciarmos esse trabalho daremos algumas definições e conceitos de algumas


palavras para compreender melhor o estudo. São palavras que se usam normalmente e,
às vezes, fora de seu contexto, observemos:

➢ MINISTÉRIO – é o conjunto de ministros em um governo; é o exercício de um


cargo ou função. (dic. HostDime).

➢ MINISTRO – Aquele que tem um cargo, ou está incumbido de uma função ou


ofício em um ministério; nesse caso (eclesiástico) se refere ao serviço que todo o
povo de Deus é chamado a cumprir, ou seja, partindo dessa definição todos os
membros do corpo de Cristo têm um ministério, seja de intercessão, louvor, obra
social, administrativa, etc. (dic. HostDime). Porém dentro do seguimento
denominacional é entendido como aquele que tem função específica para
trabalhar em prol da obra de Deus quer em cargos eclesiásticos, quer em funções
administrativas.

➢ MINISTRO EVANGÉLICO - dirige o culto, administra as ordenanças, ora e assume a


responsabilidade pelo cuidado pastoral do povo. (dic. HostDime). Nessa ordem
podemos elencar os diáconos, pois são tratados como ministros das causas
materiais, conforme Atos 6.2,3, enquanto o pastor é o ministro ordenado das
causas espirituais no exercício de seu pastoreio, Atos 6.4.

➢ MINISTÉRIO ORDENADO – refere-se às pessoas que, tendo um chamado


específico, recebem uma ordenação por invocação do Espírito de Deus para
capacitação mediante imposição de mãos. Isso ocorre porque a Igreja precisa de
pessoas que respondam publicamente pela tarefa de enfatizar a sua dependência
fundamental de Jesus Cristo, a multiplicidade de dons e sua unidade. Sempre
existiram pessoas que detiveram uma autoridade e uma responsabilidade
específica em prol do Reino de Deus; essas pessoas aparecem como Sacerdotes
no Antigo Testamento e como presbítero e pastor no Novo.

O cargo ministerial é dado pelo Senhor, como argumenta Paulo: “E ele mesmo deu
uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para
pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério,
para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11); esse ministério que o apóstolo menciona é
independente de cargo denominacional, ou seja, existem os cargos denominacionais em
que as pessoas que estão no exercício deles, ou gestão, nem sempre têm a vocação e o
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chamado para exercê-los. Paulo fala que se trata de um “charisma”, um dom dado por
Deus para o homem com a finalidade de edificar e aperfeiçoar o corpo de Cristo e não
para trazer status. Nem todos os que são pastores são doutores, ou profetas e nem
apóstolos. Precisamos desmistificar a visão de que o ministro pastor tem que ter todos os
dons e todos os ministérios; isso mostra muita simplicidade de nossa parte frente à
exposição clara de Paulo aos irmãos de Efésios. Quanto mais preparado o pastor estiver
para o exercício de seu ministério melhor será, todavia, não caracteriza que uma pessoa
deva ter respostas para tudo, ou todos os dons. O pastor é uma pessoa que cuida de
ovelha, que se importa com o que ela sente, que alimenta e “tira carrapicho”; é o que a
leva para pastos verdejantes e águas tranquilas e para que isso seja uma realidade é
necessária a chamada vocacional e a ordenação do ministério.

1.2. CONCEITO DE DOUTRINA E DOGMA

➢ Doutrina – todo e qualquer conjunto de ensino. No contexto religioso se refere


aos escritos sagrados, sendo um conjunto de ensinamentos que podem ser
discutidos dentro de um conceito hermenêutico, quando analisado de forma
sistemática. No cristianismo, doutrina se refere aos ensinamentos bíblicos como
regra de fé e conduta pessoal.

➢ Dogma – Revelação e interpretação particular imposto pela organização ou


denominação que, com o passar do tempo, é entendido e aceito pelos adeptos
como doutrina; geralmente está ligado a princípios denominacionais como RI
(regimento interno), usos e costumes, interpretações,etc; deve ser obedecido sem
questionamento, ou seja, é imposto e não aceita discussão nem proposta
contrária; é fechado no sistema ideológico.

1.3. CONCEITO DE DISCIPLINA E MORAL

O que é disciplina?

Esse também é um tema polêmico a ser abordado, não pelo conteúdo real, mas pela
maneira equivocada com que tem sido apresentado ao longo dos anos, gerando uma
impressão negativa, por exemplo: quando falamos que alguém foi disciplinado, logo cria
uma expectativa em quem ouve e alguns chegam a questionar rapidamente “o que ele
fez para ser disciplinado?”. O pastor Enéas Tognini, em seu livro “Eclesiologia”, comenta
que a disciplina na Igreja não pode ser entendida simplesmente como amputação de
membros do corpo de Cristo, pois esse termo, em sua amplitude, abrange muito mais.
Um dos problemas está na falta de conhecimento dos conceitos e da própria etimologia
da palavra, que raramente é ensinada de forma sustentável. Estaremos meditando em
alguns dos seus significados ao longo desse item para um maior esclarecimento e
aplicabilidade.

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➢ Disciplina – conforme relatos do Dr. Russel Shedd, em seu livro Disciplina na Igreja,
esse vocábulo tem um sentido mais restrito à palavra discípulo no aspecto de ser
moldado ao estilo do mestre, ter uma cosmovisão ampliada como um aluno e é a
expressão grega matheteuo. Disciplinar, nesse caso, é instruir uma pessoa na
palavra de Deus, ensinando-a (didaskalia) a guardar tudo quanto Jesus ensinou
que é o que chamamos de doutrinas fundamentais. O pastor Enéas Tognini é
enfático em suas palavras quando argumenta sobre o que é realmente doutrina;
sua fala é clara para mostrar que uma pessoa disciplinada nos ensinos das
Escrituras não está instruída simplesmente por um RI (Regimento Interno), ou
seja, usos e costumes denominacionais que, por sua vez, devem ser respeitados,
porém não colocados como verdade acima da palavra de Deus.

➢ Moral – Alguns dicionários definem moral como “conjunto de regras de conduta


consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo
ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada” (dic.Aurélio Buarque de
Hollanda), ou seja, regras estabelecidas e aceitas pelas comunidades humanas
durante determinados períodos de tempo. Moral deriva do latim mores, que
significa “relativo aos costumes”, ou seja, ética, comportamento, conduta da
sociedade na comunidade.

2. MINISTÉRIO DIACONAL

2.1. ORIGEM DO MINISTÉRIO DIACONAL

Temos no livro de Atos no capítulo 6.1-7, a fonte reveladora da origem do


“Ministério Diaconal”, vejamos o texto:

Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos
gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério
cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável
que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos,
dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria,
aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na
oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e
elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e
Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram
ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de
Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte
dos sacerdotes obedecia à fé. (At. 6.1-7).

Pela narrativa bíblica transcrita, observa-se que a instituição do ministério diaconal


teve origem na igreja cristã primitiva, com a nítida finalidade de solucionar um problema
de grande vulto administrativo que surgiu pela falta de atendimento diário e regular às

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viúvas dos gentios, fato resultante do “... crescimento do número dos discípulos...”. Visava
evitar consequências maiores, tal qual até a possível divisão da igreja entre os Hebreus
(judeus criados na Palestina que falavam o aramaico) e os Helenistas (judeus que falavam
o grego).

Verifica-se que o surgimento da DIACONIA fora para atender e fazer frente a uma
grande necessidade material emergente no seio da Igreja Cristã primitiva, uma vez que as
viúvas dos Helenistas “... eram desprezadas no ministério cotidiano”.

No comentário da BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA, temos o seguinte registro:


“viúvas... estavam sendo esquecidas”. O Antigo Testamento requeria cuidado pelos
pobres e necessitados (Sl. 9.18, nota). Esta solicitude é vista na ação social que acontece
em 2.44-45; 4.34-47. Aqui o velho problema da discriminação tinha emergido: as viúvas
dos judeus gregos (ou de fala grega) eram consideradas forasteiras pelos judeus nativos e
assim não estavam recebendo sua porção na distribuição de alimentos, provavelmente
derivada em parte da generosa doação de 4.34-47.

O TÍTULO DE DIÁCONO - É bom notar que nenhum dos sete varões escolhidos pela
igreja e consagrados pelos Apóstolos, receberam de pronto o título de DIÁCONO, (isto
por volta de 32 d.C), o que somente ocorreu pela primeira vez quando o Apóstolo Paulo
escrevera aos irmãos em Filipos (1.1), “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os
santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os Bispos e Diáconos.” (cerca de 63 d.C.),
fazendo menção da existência dos DIÁCONOS e PRESBITEROS (BISPOS) como obreiros
do Senhor, integrantes da liderança da Igreja local e do seu oficialato. Irineu chama
Estevão como o primeiro diácono.

2.2. DEFINIÇÕES

Vejamos algumas definições da palavra DIÁCONO(ISA):

➢ Conforme o dicionário da língua portuguesa Michaellis – “aquele que, tendo


recebido o grau ou ofício do diaconato, desempenha as respectivas atribuições”.

➢ No dicionário da Bíblia de Almeida – “Pessoa que ajudava nos trabalhos de


administração da Igreja e cuidava dos pobres, das viúvas e dos necessitados em
geral. O diácono também pregava o evangelho e ensinava a doutrina cristã” (At.
6.1-8; ITm 3.8-13).

➢ No Novo Testamento vem do grego “DIAKONOS” que é definido como – “garçom,


servo ou serva, administrador, ministro”.

Duas são as palavras gregas que são usadas no Novo Testamento para designar a
FUNÇÃO DIACONAL:

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✓ DIAKONIA - que é definido como - “distribuição de comida, socorro, serviço,
ministério, administração, ministração”.

✓ DOULOS - que significa - “como escravo, sujeito ao serviço”.

FUNÇÕES BÁSICAS DOS(AS) DIÁCONOS(ISAS) - Assim podemos sintetizar as


funções básicas do diácono em:

a) Prestar assistência aos necessitados;


b) Manter a boa ordem do culto em todas as áreas materiais;
c) Pregar a palavra de Deus.

2.3. DIÁCONO (ISA) E COOPERADOR(A)

A palavra do grego “SUNERGOUS” significa: “cooperador” (Rm. 16.3). No grego


koiné “ferramenta”.

Vejamos algumas referências de cooperadores:

➢ “Saúdam-vos Timóteo, meu COOPERADOR, e Lúcio, e Jason, e Sosípatro, meus


parentes.” (Rm. 16.21; Its. 3.2).
➢ “Quanto a Tito, é meu companheiro e COOPERADOR para convosco; quanto a nossos
irmãos, são embaixadores das Igrejas e glória de Cristo.” (II Co. 8.23).
➢ “E Jesus, chamado Justo, os quais são da circuncisão; estes unicamente os meus
COOPERADORES no reino de Deus e para mim tem sido consolação.” (Cl 4.11).
➢ “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres
que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com outros
COOPERADORES, cujos nomes estão no livro da vida.” (Fl. 4.3).
➢ “Marcos, Aristarco, Demas e Lucas meus COOPERADORES.” (Fm. 24).

2.4. AS MULHERES PODEM SER DIACONISAS?

A Bíblia não somente indica que a função diaconal na Igreja Cristã Primitiva era
exercida pelo homem, bem como, também, pelas mulheres:

➢ “Recomendo-vos, pois Febe, nossa irmã, a qual SERVE (gr. diakonon) na Igreja que
está em Cencreia.” (Rm. 16.1).

Da mesma forma havia cooperadoras, conforme a palavra do apóstolo Paulo aos


Filipenses:

➢ “Saudai a Priscila e Áquila, meus COOPERADORES (gr.sunergous) em Cristo Jesus”

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A expressão registrada no texto de I Tm 3.11A “Da mesma sorte as mulheres...”, usada
logo após a orientação dada aos diáconos (I Tm. 3.8), demonstra fundamento para a tese
que as mulheres serviam a Deus na Igreja primitiva como “diaconisas”, ou seja, no serviço
diaconal.

Sobre essa temática, o entendimento de uma grande corrente de comentaristas da


Bíblia aceita que “Diaconisa” era designação da mulher que se ativava e exercia o ofício
diaconal na igreja primitiva.

RUSSELL NORMAN CHAMPLIN, ph.D, em sua obra literária, o Novo Testamento


Interpretado Versículo por Versículo, faz menção das “Constituições Apostólicas” (que
refletem as práticas cristãs dos primeiros séculos de nossa era), as quais aludem ao ofício
das diaconisas e apresentam as exigências para esse cargo. Em tempos posteriores,
naturalmente, esse ofício foi firmemente estabelecido. Na História da Igreja, observamos
quando Crisóstomo era pastor de Constantinopla, contava com quarenta diaconisas e
com oitenta diáconos, como seus assistentes.

O comentário da BÍBLIA PENTECOSTAL, sobre a referência de Romanos 16.1 diz:


“FEBE”. Provavelmente, foi Febe a portadora desta epístola. Ela era uma servidora (ou
que fazia o trabalho de diaconisa) na igreja em Cencreia, próximo a Corinto. A construção
linguística do versículo em apreço, no original, indica que ela desempenhava a função de
diaconisa, talvez porque no momento havia falta, ali, de elementos masculinos para o
diaconato. Febe ministrava aos pobres, aos enfermos e aos necessitados, além de prestar
assistência a missionários tais como Paulo. As saudações de Paulo a nada menos de oito
mulheres neste capítulo, indicam que as mulheres prestavam serviços relevantes às
igrejas.

Se, para alguns, torna-se difícil aceitar a existência do ofício diaconal feminino na
Igreja hodierna (de hoje), torna-se ainda mais difícil dobrar-se ao reconhecimento oficial
dessa ordem eclesiástica por parte das denominações que o aceita; tarefa que requer,
obviamente, uma análise acurada e despretensiosa desse tema bíblico, deixando de lado
o ponto de vista dogmático e denominacional.

É bom ressaltar que o objetivo desse ofício diaconal feminino é facilitar a tarefa de
atendimento às necessidades materiais da Igreja, principalmente voltadas para o lado
feminino, área que, para o homem, tornar-se-ia, no mínimo, constrangedor. Como faria
um homem, ou seja, um diácono, para dar atendimento adequado a uma irmã enferma,
assisti-la em suas necessidades básicas, visitar as viúvas, lidar com o ensino das crianças?

Vejamos alguns exemplos específicos de mulheres cooperadoras no Novo


Testamento:

➢ “...que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com


Clemente, e com os outros cooperadores...” (Fil 4.3).

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➢ “Saudai a Maria que muito trabalhou por vós.” (Rm. 16.6)
➢ “Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside,
que também muito trabalhou no Senhor”. (Rm. 16.12).

3. AS QUALIFICAÇÕES BÍBLICAS DO DIÁCONO

AS QUALIFICAÇÕES BÍBLICAS DO DIÁCONO

As qualificações Bíblicas inseridas em Atos 6.3, são chamadas de “primeiras


qualificações”, porquanto foram indicadas por ocasião da instituição do ministério
diaconal. Na nossa ótica, são tão importantes que podem ser consideradas como
requisitos imprescindíveis e com poder de eliminar eventuais candidatos ao diaconato
que não as possuam. Também são “primeiras qualificações”, porque, mais adiante, em I
Tm. 3.7-11, o Apóstolo Paulo designa outras qualificações para o diaconato, não de menor
importância, numa espécie de adição àquelas “primeiras qualificações”. Observemos os
dois textos:

“Escolhei pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito
Santo e de sabedoria...” (At. 6.3)

“Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito
vinho, não cobiçosos de torpe ganância, guardando o mistério da fé em uma pura
consciência. E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem
irrepreensíveis. Da mesma sorte as mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis
em tudo.” (ITm. 3.7-11).

Analisemos agora estes atributos diaconais:

3.1. BOA REPUTAÇÃO

Conforme o dicionário “Michaellis”, reputação é “Ato ou efeito de reputar fama,


renome, conceito em que uma pessoa é tida; ou seja, bom ou mau nome”.

Vejamos alguns comentários sobre a boa reputação: “Isso tanto no aspecto positivo
como no negativo. Não deveriam ter-se envolvido em qualquer escândalo que lançasse
qualquer reflexo adverso sobre sua moralidade ou honestidade. Deveriam ser conhecidos
como homens de interesses humanitários, que promovessem o seu ofício e
apresentassem soluções equitativas aos muitíssimos problemas. A palavra ...reputação...
dá-nos a entender que teriam de ser indivíduos testados, ou, segundo o que o seu sentido
original entende, que lhes tivesse sido dado testemunho. Outras pessoas precisam
conhecê-los em seus negócios e em seu caráter passado, testificando favoravelmente
acerca deles.” (R. N. Champlin, Ph.D - J. M. Bentes, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e
Filosofia, pg. 135, 136, volume 2).

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3.2. CHEIO DO ESPÍRITO SANTO

Aqueles diáconos, pois, deveriam ter sido participantes da experiência pentecostal


não menos que os apóstolos (At. 2). Devem ter experimentado pessoalmente a
promessa feita pelo Senhor Jesus de que, aos seus seguidores, seria dado o divino
“paracleto” ou Consolador. É bem provável que os dons espirituais também
estivessem em foco. Os diáconos precisavam ser homens dotados de habilidade,
sendo homens destacados na comunidade Cristã, como homens de Deus, ativos e
poderosos no ministério. Deve-se notar que um dos indivíduos assim selecionado foi
Estevão, homem cheio de graça e poder (At. 6.8), que “fazia prodígios e grandes
sinais entre o povo”. Visto que tais dons espirituais eram tão comuns na igreja
primitiva, não somente entre os apóstolos, mas também no caso de outros líderes da
segunda linha, é bem provável que a igreja primitiva tenha encarado esses sinais
visíveis dos dons espirituais como características necessárias para alguém ser
nomeado a qualquer ofício mais elevado, como deve ter sido inicialmente
considerado o diaconato.

Além disso, o Espírito Santo, que neles estava, sem dúvida instilava-lhes graças cristãs
especiais de fé, de amor, de mansidão, as quais seriam úteis para o correto exercício
de suas funções, porquanto essas qualidades não são menos operações do Espírito
Santo, no íntimo do crente, do que os sinais dos dons miraculosos. (R. N. Champlin,
Ph.D - J. M. Bentes, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, pg. 135, 136, volume 2).

3.3. CHEIO DE SABEDORIA

Obviamente, essa qualidade era resultado direto do poder habitador do Espírito


Santo. Trata-se de uma qualidade ao mesmo tempo negativa e positiva, terrena e
celestial. Era mister que soubessem como rejeitar as murmurações e como cuidar
delas, sabendo também cuidar dos que eram dados à fraude, à calúnia e à traição por
palavras, pois, em seu trabalho de administração do dinheiro naturalmente se
encontravam com muitas pessoas dessa natureza; especialmente visto que tinham de
tratar com pessoas mais idosas, nas quais, com frequência, talvez por motivos físicos,
se encontra um espírito de partidarismo radical, além de ideias fechadas e
preconcebidas.

A sabedoria dos diáconos precisava ser terrena e prática, dando eles exemplos de
discrição e poupança, além da aptidão pelas coisas e soluções práticas. Contudo, essa
sabedoria também teria de ter um aspecto espiritual, fazendo com que olhassem
para seus semelhantes com espírito de amor, de ternura e de bondade, sempre
considerando seu destino espiritual e eterno, visando o avanço e o desenvolvimento
espiritual de suas almas. Falando de maneira geral, teriam de ser homens que
cuidassem tanto das necessidades físicas como das necessidades espirituais de
muitíssimas pessoas, motivo pelo qual teriam de ser indivíduos altamente
qualificados. (R. N. Champlin, Ph.D - J. M. Bentes, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e
Filosofia, pg. 135, 136, volume 2).

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3.4. HONESTO

A palavra para honesto no original grego é “semnós” que significa: sério, digno de
respeito, dignidade, honradez. O dicionário de “Michaellis” assim descreve o homem
honesto: “Honrado, probo, reto, consciencioso, sério, digno de confiança, justo,
escrupuloso, imparcial, veraz, decente, decoroso, virtuoso, casto, pudico, recatado”. Essa
honestidade diz respeito em todos os aspectos da vida pessoal.

3.5. NÃO DE LÍNGUA DOBRE

Na Bíblia, versão Vida Nova, temos “... de uma só palavra...”. No original grego
temos o termo “dilogos” que significa: dobre em palavras, dado a duplicidade. O sentido
é: aquele que tem língua dobre ou dupla. Literalmente, o de duas línguas, o insincero. O
diácono deve ser uma pessoa que age com transparência, com sinceridade e verdade no
trato das coisas de Deus e com as pessoas. O diácono é o obreiro cristão que está em
primeiro contato com o povo e deve conduzir-se com inteireza e verdade, aborrecendo a
duplicidade de conduta (Sl. 119.113; Tg. 1.8), focando as questões com uma só palavra.

3.6. NÃO DADO A MUITO VINHO

O termo grego usado no original para “dado” é “prosecho” que significa: “voltar a
mente para, dar atenção, dedicar-se a”. A bebida alcoólica tem sido a desgraça de muitas
vidas e a destruição de muitos lares.

O diácono, bem como o obreiro cristão em geral, deve se abster de bebidas


alcoólicas no afã de fugir da aparência do mal, justamente pela falta de controle a limites
morais estabelecidos por Deus em sua palavra.

3.7. NÃO COBIÇOSO DE TORPE GANÂNCIA

A palavra “torpe”, no grego original é “aischrokerdes” que significa: “cobiça pelo


ganho desonesto”. O diácono, sendo uma pessoa que deveria cuidar das viúvas e pobres,
inclusive na administração do dinheiro arrecadado para essa finalidade, era advertido a
não agir com cobiça ou desonestidade. Nenhum obreiro cristão terá sucesso na vida
ministerial agindo com cobiça e ganância, usando o ministério sagrado como meio para
obter lucro pessoal e enriquecimento ilícito e de satisfação de sua torpeza material. (I Pe.
5.2). A cobiça leva o homem a se desviar da fé. (I Tm. 6.10).

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4. AS FUNÇÕES DIACONAIS REGISTRADAS NA BÍBLIA

Fazendo uma análise mais acurada da Bíblia, no intento de identificar as funções


diaconais, parece-nos que elas não ficavam restritas tão somente ao campo material, mas
também ao campo espiritual, ou seja, o Diácono era um homem bivalente (aquele que
vale por dois), isto é, era um homem preparado para o atendimento material e espiritual.
Daí porque se exigia grandes qualificações para a consagração do diácono. É claro que o
enfoque maior do ofício diaconal é o aspecto material.

4.1. AS FUNÇÕES MATERIAIS DO DIÁCONO

Era, em suma, a de ajudar os pastores no cuidado dos assuntos temporais e


materiais da igreja, de tal maneira que os pastores pudessem dedicar-se à oração e ao
ministério da palavra (At. 6.4) (Bíblia Pentecostal, pg. 1869).

Exigir do Pastor ou do responsável pelo rebanho do Senhor uma vida de ORAÇÃO e


sucesso na MINISTRAÇÃO da Palavra de Deus, sem dar a necessária condição material ao
obreiro, é uma grande incoerência. Note-se que essa função era desempenhada pelo
DIACONATO. Lembre-se, DIÁCONO não é só para ficar em pé na porta da Igreja ou no
interior do Templo, ele deve fazer muito, muito mais que isso. Vejamos os exemplos da
igreja primitiva:

➢ O Diácono – os pobres, as viúvas e os enfermos, atendendo-os em suas


necessidades básicas. “...porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério
coditiano.” (At. 6.1).

➢ O Diácono administrava – os recursos (alimentos e dinheiro) que eram coletados e


doados pelos discípulos (At. 2.44,45; 4.32-37).

➢ O Diácono servia as mesas – “...Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus
e sirvamos às mesas.” (At. 6.2). Atendia as necessidades, material e espiritual em
geral. O significado da palavra “mesas” aqui deve ser entendido no sentido
figurado.

➢ O Diácono era um assessor do Apóstolo – “Mas nós perseveraremos na oração e no


ministério da palavra” (At. 6.4). Isso significa dizer, o diaconato primitivo
PROPICIAVA CONDIÇÃO AO APOSTOLADO PARA DEDICAR-SE MAIS À ORAÇÃO E À
PALAVRA.

4.2. AS FUNÇÕES ESPIRITUAIS DO DIÁCONO

Sabe-se que o ministério diaconal não ficou adstrito ao desempenho desse ofício só
na parte “material”, mas também avançou na parte espiritual, como veremos a seguir:

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➢ O Diácono trabalhava para o crescimento – Agia de forma a possibilitar o
crescimento da igreja em dois aspectos básicos: qualitativamente e
quantitativamente. “E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava
muito o número de discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé”. (At.
6.7).

➢ O Diácono era ativo no ministério – Fazia obras e prodígios entre o povo. “E


Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At.
6.8), não só os apóstolos possuíam os dons espirituais mas os diáconos também.

➢ O Diácono agia como um evangelista – fazendo a obra de um pregador do


evangelho por toda parte. “Mas os que foram dispersos, iam por toda a parte,
anunciando a palavra. E descendo FILIPE à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo”.
(At. 8.4-5).

➢ O Diácono era um homem espiritual – (cheio do Espírito Santo, de Sabedoria, de


fé, e poder) qualidade inerente a todo o homem de Deus que almeja ter sucesso
no seu ministério e influenciar o crescimento material e espiritual da igreja do
Senhor (At. 6.8; ITm. 3.8).

Nos dias atuais, o corpo diaconal deverá continuar exercendo as responsabilidades


materiais e espirituais da igreja primitiva, bem como uma série de outras atividades, tais
como: recepção, segurança, distribuição da ceia do Senhor, o recolhimento de ofertas,
hospitalidade, arrumação e organização da igreja, abertura e fechamento do templo,
limpeza, etc.. “A igreja que possui uma diaconia organizada, é uma igreja viva, e seus
Diáconos, tais como: Estevão, Filipe, Febe... e outros estarão conscientes e
entusiasmados pelo trabalho que o Senhor lhes confiou” (Cartilha do Conselho Diaconal
da IEAD-Utinga).

5. O DIÁCONO E A LITURGIA DO CULTO CRISTÃO

Como boa parte das atividades diaconais hodiernas se desenvolve durante os Cultos
Cristãos, faremos uma abordagem acerca deste tema.

5.1. DEFINIÇÃO DE CULTO

Para alcançarmos uma visão correta sobre o culto cristão, é mister examinarmos
alguns termos usados pelos escritores: “Latreía”, cujo significado principal é “serviço” ou
“culto”. Denota o serviço prestado a Deus, pelo povo inteiro ou pelo indivíduo. Em outras
palavras, é o serviço que se oferece à divindade através do culto formal, ritualístico, e
através do oferecimento integral da vida (Ex 3.12; Dt 6.13; Mt 4.10; Lc 1.74; 2.37; Rm 12.1).
“Proskyneo”, originalmente, significava “beijar”. No Antigo Testamento significa “curvar-
se”, tanto para homenagear homens importantes e autoridades, como para “adorar” a
Deus. (Gn 24.52; II Cr 7.3; 29.29; Sl 95.6). No Novo Testamento denota adoração exclusiva
a Deus (At 10.25-26; Ap 19.10; 22.8-9, etc).

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5.2. A LITURGIA DO CULTO

“Leitourgia”; composto por duas palavras gregas “povo” (Laós) e “trabalho”


(érgon), significa “serviço do povo”. No Antigo Testamento aplicava-se ao serviço
oferecido a Deus pelo Sacerdote, quando apresentava o holocausto sobre o altar de
sacrifícios. (Js 22.27; I Cr 23.24,28), etc. No Novo testamento refere-se aos procedimentos
sequenciais em determinado período para adoração a Deus.

A FUNÇÃO DIACONAL NO CULTO CRISTÃO

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem
doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para
edificação”. (ICo. 14.26).

“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”. (ICo. 14.40).

Nas duas referências acima, o Apóstolo Paulo orienta a igreja de Corinto a preservar
no culto cristão três coisas de suma importância com relação ao objetivo central e
finalidade do ato de adoração cristã, ou seja, precisa ter: EDIFICAÇÃO, DECÊNCIA E
ORDEM.

➢ Edificação – Do grego “oikodomeo” que significa: edifico, re-edifico, promovo


aumento de sabedoria, afeto, graça, virtude, santidade e bem aventurança cristã.
Na Bíblia Pentecostal encontramos a seguinte definição para edificação
“fortalecer e promover a vida espiritual, a maturidade e o caráter santo dos
crentes. Essa edificação é uma obra do Espírito Santo através dos dons espirituais,
pelos quais os crentes são espiritualmente transformados, mais e mais, para que
não se conformem com este mundo”. Segundo Russel Norman Champlin, Ph.D,:
“O apóstolo como que estava obcecado com a necessidade de “edificação”, como
a grande finalidade dos cultos cristãos. A igreja necessita ser edificada, corrigida,
consolada e instruída, a fim de que todos os seus membros se conformem mais
intimamente à imagem de Cristo”.

➢ Decentemente – No grego “eushemonos” que significa: decentemente,


honestamente, dignamente. Tem sentido de decoroso, formoso, elegante, ilustre.
É do texto e da própria palavra “decentemente”, que o sentido do culto cristão
primitivo devia ter, na prática, ação de decoro, honestidade e dignidade por parte
de todos os seus participantes. É importante registrar que uma reunião de
adoração ou um culto cristão que não segue apropriadamente um roteiro
decente, diga-se, decoroso, digno, honesto, por aqueles que o promovem,
descaracteriza, certamente, essa sagrada reunião que deve ser promovida com a
máxima reverência e a decência de todos.

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➢ Com ordem – No grego “taziz” que significa: ordem determinada, sucessão fixa,
regulamento, regra, ordem, atitude ordeira. O culto cristão e tudo que se fazia
nele, precisava de disciplina rígida, no que tange a afastar os excessos e abusos,
principalmente, no cerimonial do “ágape” e até mesmo à desordem que existia
quanto ao exercício dos dons espirituais.

Desse modo, compete diretamente também ao DIÁCONO, sem dúvida alguma,


propiciar, através de seu serviço e atuação, que o culto cristão seja instrumento de
EDIFICAÇÃO, DECÊNCIA e ORDEM, para o crescimento espiritual da igreja de Cristo.

Igualmente, compete ao DIACONATO posicionar-se com extrema atenção e cada


diácono, de per si, no seu posto de atuação previamente definido no interior do templo,
durante o momento de adoração, evitar que haja surgimento dos fatores de
desestabilização do culto cristão, tais como: DESVIO DE ATENÇÃO, FALTA DE
REVERÊNCIA, PERTURBAÇÃO, INTROMISSÃO DE TERCEIRO, ETC.

Vejamos as SUGESTÕES DIACONAIS PARA SE CULTUAR BEM.

✓ Não entre durante o momento de oração ou leitura devocional da Bíblia.


✓ Não mude de um lugar para outro, depois de assentado no interior do Templo.
✓ Não se assente na extremidade de um banco desocupado, de maneira a impedir a
entrada de outros.
✓ Ao entrar no Templo, tome lugar e espere o início do culto silenciosamente, em
atitude de oração.
✓ Chegue cedo e espere o culto terminar.
✓ Fale durante o culto somente o necessário para o bom andamento.
✓ Os diáconos devem estar a disposição, sempre que forem chamados ou julgar
necessário atender.
✓ Não leia revista, jornal ou qualquer outra coisa durante o culto, senão a Bíblia junto
com a Igreja.
✓ Não desvie sua atenção durante uma oração, nem a do seu irmão ao lado. Se
estiver de serviço ou escala ore com olhos abertos para ter controle de eventuais
surpresas.
✓ Preste atenção às músicas, à mensagem e aos louvores a Deus.
✓ Ajude o visitante ao lado a participar do culto oferecendo-lhe a harpa cristã e a
Bíblia Sagrada.
✓ Nunca permita que o visitante dirija-se “sozinho” à frente (para receber oração
e/ou aceitar a Jesus).
✓ Ore continuamente e louve a Deus com glórias e aleluias.
✓ Não saia do Templo durante o culto para ficar ocioso do lado de fora, nem antes
da “Benção apostólica”.
✓ Terminando o culto, abrace seu irmão e transmita a ele o seu calor cristão,
convidando-o a voltar sempre como um servo que tem cordialidade.

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6. COMO SERVIR A CEIA DO SENHOR

6.1. O QUE É A CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor é a cerimônia mais solene da Igreja. Durante a sua celebração,


relembramos as duas principais doutrinas do Novo Testamento: a encarnação e a morte
vicária do Senhor Jesus. Ato contínuo, somos alertados quanto à proximidade da volta do
Senhor.

A Ceia do Senhor, pois, é tanto um memorial quanto uma profecia:

✓ Dos sofrimentos e morte de Cristo, um memorial (I Co. 11.26);


✓ De sua segunda vinda, uma vívida profecia (I Co. 11.26).

É uma ordenança que todos devemos observar “até que ele venha”.

Consistindo na distribuição do pão e do vinho, a Ceia do Senhor evidencia já sermos


participantes da natureza divina do Redentor (II Pe. 1.4). É por isso que a Ceia é conhecida
ainda como a comunhão; é a comunhão entre o crente e o Senhor Jesus, e entre o crente
e a sua congregação.

Símbolos - O pão simboliza o corpo do Senhor Jesus que foi partido por nós; o cálice,
o seu precioso sangue que foi vertido no Calvário a fim de que sejamos purificados de
todo o pecado (I Jo. 1.7).

6.2. MANTENDO A SOLENIDADE NA CEIA DO SENHOR

Do capítulo 11 da Epístola de Paulo aos Coríntios, depreende-se que a igreja


localizada nessa importante cidade grega quase nenhuma importância emprestava à Ceia
do Senhor. Quando os irmãos se reuniam a fim de participarem do pão e do cálice, boa
parte da igreja assim fazia para a própria condenação. Enquanto uns se empanzinavam, e
até se embriagavam, outros passavam fome. O que deveria ser uma festa ordeira e
espiritual, degenerara-se; proporcionando um ajuntamento tonificado pela desordem.

Diante de tais abusos, vemo-nos constrangidos a perguntar: Não havia diáconos em


Corinto? Se os havia, eram bem orientados pelos pastores? Isto porque todo diácono bem
orientado tem como princípio zelar pelo caráter solene da Ceia a fim de que esta não
perca a sua finalidade: manter a comunhão entre o crente e o Senhor, e entre o crente e a
Igreja.

6.3. CUIDADOS QUE O DIÁCONO DEVE TER DURANTE A CELEBRAÇÃO DA CEIA

Sendo a Ceia do Senhor a mais solene reunião da Igreja, deve o diácono atentar às
seguintes recomendações:

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➢ Observe, antes de mais nada, se o templo está limpo, e os bancos alinhados.
Qualquer modificação do arranjo do mobiliário deve ser feita antes do início da
Ceia.
➢ Certifique-se de que a mesa da Ceia esteja devidamente preparada.
➢ Verifique se os elementos – o pão e o suco de uva – foram providenciados. Não os
deixe faltar. Procure saber com antecedência se, no dia da Ceia, haverá alguma
igreja visitante. Em caso positivo, faça uma provisão extra.
➢ Constate se as vasilhas estão limpas.
➢ Antes da celebração da Ceia, busque saber, junto ao seu pastor, se há alguma
recomendação especial.
➢ Se você for o chefe dos diáconos, reúna-se com os seus pares, e transmita-lhes as
últimas instruções. Lembre-se: o diaconato é um trabalho em equipe. Requer-se,
pois, de cada diácono(isa), entrosamento, disciplina e espírito de cooperação.
➢ Assegure-se de que toda a igreja esteja devidamente acomodada.
➢ Não permita que as crianças circulem no santuário. Mantenha-as num lugar
seguro, arejado e tranqüilo. E que sejam vigiadas por um adulto responsável.
➢ Havendo visitantes de outras igrejas e denominações, identifique-os para que
também usufruam da comunhão. No que tange aos incrédulos, que estes sejam
alertados quanto à exclusividade da cerimônia.
➢ Dê toda a assistência ao celebrante a fim de que este, no transcorrer do ato, não
venha a se sentir isolado ou estressado. Esteja sempre atento; ao menor sinal de
seu pastor, ou do celebrante, apresente-se.
➢ Conscientize-se de sua responsabilidade. Você verá que, com a sua ajuda e
prontidão, a Ceia do Senhor alcançará seu principal objetivo: edificar o povo de
Deus e guindá-lo às regiões celestiais.

6.4. O CUIDADO COM A VESTIMENTA DO DIÁCONO

Durante a Ceia do Senhor, o diácono estará envergando uma roupa sóbria e que
reflita a sua condição de oficial da igreja e auxiliar direto do pastor. Devem-se evitar as
cores fortes e espalhafatosas. Que nada desvie a atenção dos presentes; que todos se
concentrem na importância da celebração.

Não é necessário dizer que a roupa do diácono haverá de estar impecavelmente


limpa e passada.

Recomenda-se que, durante o partir do pão, os diáconos estejam com os paletós


fechados a fim de que suas gravatas não toquem os elementos da Ceia. Se não estiverem
de paletó, que usem um prendedor adequado. Evitar-se-á também que a gravata fique
roçando as pessoas.

Não nos esqueçamos de que a rainha de Sabá louvou a Deus pela forma como os
servos de Salomão se portavam na Casa do Senhor.

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A adoção de um uniforme para toda diaconia é o mais aconselhável, bem como a
utilização de crachás de identificação.

6.5. CUIDADOS PESSOAIS

Que o diácono também esteja atento para o asseio pessoal durante a celebração da
Ceia do Senhor. Embora não estejamos no Antigo Testamento, faríamos bem se
atentássemos para o cuidado que os levitas tinham com o próprio corpo. Observemos,
pois, estas recomendações:

➢ Não somente os diáconos, mas, os crentes de uma forma geral, deveriam sempre,
ao ir à casa de Deus, tomar banho e se arrumar com esmero. Afinal, estaremos
dirigindo-nos ao lugar mais importante desta terra.

➢ Mantenha as unhas sempre cortadas e limpas. Lembre-se: você estará a manusear


os elementos da Ceia. A higiene das mãos, pois, é um requisito indispensável. Não
as perfume; pode impregnar as vasilhas e os elementos a serem distribuídos.

➢ Evite desodorante e fragrâncias muito fortes. Certamente levará muitas pessoas a


terem reação alérgica.

➢ Esteja sempre barbeado. De outra forma: dará a impressão de estar, inclusive, sem
banho.

Se estiver resfriado, não sirva a Ceia.

Observe todos esses cuidados. Seja um exemplo também no asseio pessoal,


principalmente quando estiver assistindo à mais solene das reuniões da Igreja.

6.6. A PREPARAÇÃO DOS ELEMENTOS

O diácono tem a responsabilidade de preparar com antecedência os elementos da


Ceia do Senhor: o pão e o suco de uva. Nada mais desagradável do que chegar a hora da
Ceia e se verificar que os elementos não foram ainda providenciados.

Em algumas igrejas, o pão é feito pelas irmãs. Nesse caso, entre em contato com
estas e certifique-se de que esteja tudo em ordem. O suco de uva deve ser novo; nada de
utilizar o que restou da ceia passada. Verifique sempre a validade dos produtos a serem
utilizados.

Atenção às vasilhas! Estejam, estas, sempre limpas. Acondicione-as num lugar


apropriado. Tratemos as coisas de Deus com esmero e cuidado.

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6.7. A DISTRIBUIÇÃO DO PÃO E DO CÁLICE

Já com as mãos devidamente lavadas, aproximar-se-á o diácono do púlpito, ou da


mesa da Ceia, e receberá do pastor a bandeja com o pão. Nas igrejas onde são
necessários vários diáconos para distribuir o primeiro elemento da Ceia, recomenda-se
que o responsável dos diáconos indique aos seus pares onde estes devem distribuir o
pão. Evitar-se-á assim que, numa fileira de bancos, haja diáconos em demasia, e noutra,
falta.

Eis alguns cuidados que devemos observar na distribuição dos elementos da Ceia:

➢ Já de posse da bandeja de pão, evite cantar em cima dos elementos por razões
óbvias.

➢ Aproximando-se de alguém para servir o pão, recite-lhe, de forma solene: “Comei


em memória do corpo do Senhor”, ou ainda “Disse Jesus, este é o meu corpo que
foi partido por vós”.

➢ Ao distribuir o vinho recite: Este é o símbolo da nova aliança, ou ainda, “Este cálice
é o Novo Testamento no meu sangue[...] bebei em memória de mim”.(ARC)

➢ Havendo três ou quatro pedaços de pão na bandeja, volte ao púlpito, ou à mesa da


Ceia, e pegue mais do elemento. Em seguida, retome a distribuição a partir do
ponto interrompido. Se por acaso alguém deixar o pão cair, pegue-o, envolva-o
num guardanapo, leve-o de volta à mesa da Ceia e entregue-o ao celebrante.

➢ Deve-se tomar especial cuidado para que a bandeja do cálice não entorte. Mas se
isso acontecer, e o suco cair no chão, absorva-o num guardanapo.

6.8. CUIDADOS POSTERIORES

Servidos o pão e o cálice, certifique-se de que as bandejas sejam recolhidas, e que as


sobras dos elementos estejam bem acondicionadas. Cada igreja tem um modo próprio de
lidar com as sobras da Ceia. O ideal é que sejam usados o pão e o vinho na medida certa
de maneira que nada venha a faltar ou a sobrar.

O bom diácono estará também atento a esses detalhes. Que todas as coisas saiam a
contento, e que nada comprometa a solenidade da Ceia do Senhor.

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7. O DIÁCONO COMO PORTEIRO

A função hodierna de porteiro exige dele a difícil arte de tratar as pessoas, de


conviver com pessoas heterogêneas, com diferentes temperamentos, no entanto é uma
ótima oportunidade para o diácono(isa) desenvolver uma dose redobrada de paciência,
delicadeza, docilidade, sorriso, e presteza.

7.1. O QUE É O PORTEIRO?

Porteiro é o que guarda a porta. É o obreiro especialmente treinado para vigiar as


portas do templo e recepcionar os adoradores de Deus. Esta função, via de regra, é
exercida pelos diáconos, ou na sua ausência, pelos auxiliares; cabe a estes manter a boa
ordem na casa de Deus.

Na Igreja Católica, havia uma ordem especialmente designada para guarnecer as


portas dos santuários – o ostiriado. Ostiário, por conseguinte, era o clérigo encarregado
dessa função. No Antigo Testamento, este mister cabia aos levitas.

7.2. OS LEVITAS COMO PORTEIROS

Além dos ofícios sacrificiais, encarregavam-se também os levitas das portas do Santo
Templo. Em santo temor e provada reverência, guardavam as entradas e saídas da Casa
de Deus a fim de que nenhum intruso nela se esgueirasse, e para que nada imundo viesse
a contaminá-la.

Esta função era de tal forma considerada que os filhos de Levi tinham-na como um
ministério (I Cr. 23.5). Atuar como porteiro era uma honra que só haveria de ser usufruída
pelos sacerdotes (I Cr. 26.12).

7.3. O MINISTÉRIO DE PORTEIRO NO ANTIGO TESTAMENTO

Os porteiros do Santo Templo formavam uma classe nobilíssima em Israel. Em


virtude de sua função, que também incluía a custódia das ofertas e do tesouro sagrado,
constituíam-se eles numa eficientíssima organização paramilitar.

Eram divididos em turnos regulares, pois as portas da Casa de Deus tinham de ser
vigiadas dia e noite. O capitão do Templo estava sempre atento a fim de supervisionar o
trabalho dos porteiros. Eram estes nomeados por sorteio.

7.4. RECOMENDAÇÕES AO PORTEIRO

Embora os diáconos que atuem como porteiros não sejam levitas nem estejam a
guardar o Santo Templo, em Jerusalém, devem eles observar as seguintes
recomendações, pois o seu trabalho é igualmente importante:

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➢ Tenha sempre em mente que, na função de porteiro, você estará lidando com
pessoas de diferentes temperamentos e índoles. Portanto, esteja preparado para
enfrentar as mais diversas situações.

➢ Vista-se com discrição e elegância. Lembre-se: é através do porteiro que a igreja


começa a impressionar os visitantes.

➢ Apresente-se de barba rapada e cabelos penteados. Nada de perfumes fortes.

➢ Mantenha-se continuamente em oração e vigilância. Não se deixe surpreender


pelo adversário.

➢ Jamais fique de costas para a rua, para não ser pego de surpresa, ou ainda para
que as pessoas não entrem sem que você veja. Não permita que animais entrem
no templo.

➢ Sempre cumprimente com discrição e educação quem está chegando na igreja,


crentes, não-crentes, etc., todos merecem o mesmo trato.

➢ Jamais fique conversando na porta com outros diáconos; seja sempre exemplo,
além de evitar distração.

➢ Esteja atento a tudo o que ocorre durante o culto; trabalhe em harmonia com
quem está na direção do culto.

➢ Reserve sempre estacionamento próximo da igreja para o pastor, ou pastores que


são convidados, pois normalmente eles são os últimos a ir embora e, se seus
veículos estiverem estacionados muito longe, o perigo de furto aumenta à medida
que a rua vai ficando deserta.

➢ Jamais deixe a porta sem um obreiro; se necessitar se ausentar, ainda que por
alguns minutos, solicite a outro diácono ou auxiliar que tome posse do seu posto
até você voltar.

➢ Ao recepcionar um visitante, procure saber o nome dele; trate-o com civilidade;


busque-lhe um lugar adequado.

➢ Tratando-se de um visitante não-crente, arrume-lhe um lugar perto de alguém que,


durante o culto, preste-lhe a devida assistência. Providencie-lhe Harpa Cristã e uma
Bíblia a fim de que ele não se sinta deslocado.

➢ Se o visitante for crente, procure saber qual é a sua igreja para que ele seja
devidamente recepcionado. É de bom alvitre apresentar também os visitantes
não-crentes, dando-lhes as boas-vindas.

➢ Esteja atento às crianças. Não as deixe sair à rua; não permita que elas fiquem
entrando e saindo do templo, levando a irreverência à casa de Deus. Cuidado com
os raptores e molestadores de crianças. Se vir alguma criança deixar o templo com
pessoas que não sejam seus pais, consulte a estes imediatamente.

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➢ Tenha autocontrole. A função de porteiro exige bom senso, iniciativa, coragem e
muita prudência. Não se esqueça: você é um atalaia do povo de Deus.

➢ Enquanto a congregação estiver orando, permaneça atento; não feche os olhos.


Vigiar enquanto os outros estão orando é um piedoso exercício.

➢ Durante a coleta, verifique se algum aproveitador introduziu-se furtivamente no


templo para roubar os fiéis. Em caso positivo, procure discretamente o auxílio de
outros diáconos. Evite tumultos na casa de Deus.

➢ Mantenha-se atento ao que ocorre fora do recinto do templo. Não se distraia com
o culto. Embora isso seja custoso, é necessário para que os outros adoradores
possam cultuar a Deus em segurança.

➢ É bom que haja obreiros na recepção e manobra de veículos. Se houver algum


local que seja proibido estacionar, avise o motorista antes que ele faça toda a
manobra, não espere o motorista parar o carro, sair dele, trancá-lo, para então
avisar que o local é proibido; fazendo assim você evitará problemas posteriores
com os vizinhos.

➢ Esteja sempre preparado para ajudar as pessoas enfermas, deficientes e idosas,


principalmente se houver escadas no templo.

Outras situações há que, aqui, não foram consideradas. Mantenha-se, por isso,
sempre atento. Em caso de dúvida, procure a orientação de seu pastor.

8. COMO RECOLHER AS OFERTAS

Muitos Diáconos supõem que o ato de recolher as ofertas é algo muito simples de se
fazer. No entanto, esta atividade demanda cuidado, discrição e cortesia. Se assim não for,
estas perderão seu caráter de adoração, tornando-se um ato meramente mercantil.

8.1. O ESPÍRITO DO DIÁCONO NO ATO DA CONTRIBUIÇÃO

No momento de se recolher os dízimos e as ofertas, o diácono deve conscientizar-se


de que está a desempenhar uma função nobilíssima. Ele estará a receber os haveres que
os santos consagraram ao Senhor.

Porte-se o diácono, pois, de maneira reverente e santa. Nada de brincadeiras nem


inconveniências. Esteja também preparado às mais diversas situações. Nesse momento,
deparar-se-á com pessoas que não poderão contribuir; outras que não quererão
contribuir; e ainda outras que ignoram o porquê do contribuir.

Recolha as ofertas em oração, agradecendo sempre a Deus por este grande


privilégio. Você estará arrecadando recursos que serão usados para expandir a obra

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missionária, incrementar o evangelismo pátrio e para que não falte mantimento na casa
de Deus (Ml. 3.10). Encare o recolhimento de ofertas como um ato de adoração. É um
momento de ações de graças, no qual os santos reafirmam os seus compromissos para
com o senhorio de Cristo.

Este é um ato cultual, não um rito mercantilista.

Você não está num estabelecimento comercial nem numa agência bancária. Você
encontra-se no santuário do Deus Vivo, onde os santos estarão consagrando ao Senhor o
fruto de seu labor. Por isso, aja com redobrado temor e tremor.

Torna-se agradável ouvir do recolhedor no momento da oferenda palavras de


bênçãos como, por exemplo:

“Que Deus o abençoe!”


“Que Deus lhe multiplique os bens”
“Que Deus lhe prospere”

Estes dizeres refletem as palavras proféticas de Malaquias aos contribuintes da casa


de Deus.

8.2. COMO SE DEVE RECOLHER AS OFERTAS

Vejamos alguns conselhos práticos para melhor proceder na coleta das ofertas:

➢ Não constranja ninguém a contribuir. Ao passar por uma pessoa, e verificar que
esta não se acha com a oferta na mão, não insista. Desvie discretamente a salva.
Ore para que essa pessoa tenha condições de contribuir da próxima vez.

➢ Se o banco for muito grande, recolha as ofertas juntamente com outro diácono.
Evite passar por entre as pernas dos irmãos (principalmente das moças e
senhoras). Afinal, uma das características do diácono é a cortesia e o
cavalheirismo.

➢ Não existe uma regra definida sobre o local de início para recolher a oferta, porém
o ideal é que se comece a recolher as ofertas a partir da púlpito central do
santuário em direção à porta, para estar de frente com quem irá contribuir.

➢ Feita a oração, ou dada a ordem para o recolhimento, encaminhar-se-ão os


diáconos(isas) em direção ao púlpito central do templo;

➢ Enquanto a congregação está a cantar, os diáconos(isas), desde o púlpito da


igreja, começarão a recolher as ofertas.

➢ Chegando ao púlpito ou a porta, e já encerrada a coleta, dirigir-se-ão os diáconos à


tesouraria, onde entregarão as ofertas e os dízimos ao tesoureiro.

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➢ É de bom alvitre que os diáconos entreguem as salvas ao tesoureiro, e que este se
encarregue de contabilizar as ofertas. Além do mais, o pastor haverá de necessitar
de seus diáconos para outros afazeres.

➢ Caso os diáconos também sejam encarregados da contagem das ofertas, que esta
tarefa seja feita por, pelo menos, dois ou três, a fim de que nenhuma suspeita seja
levantada contra os servidores da igreja.

➢ Em havendo troco a ser entregue, faça-o imediatamente ao recolhimento, e da


forma mais discreta possível, sem chamar a atenção dos demais.

8.3. CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS

Durante o recolhimento das ofertas, os diáconos deverão estar atentos a fim de que
nenhum mau elemento aproveite-se da ocasião para roubar o povo de Deus. Que estas
recomendações sejam seriamente consideradas:

➢ Enquanto uma parte do diaconato estiver recolhendo as ofertas, a outra


permanecerá de vigia em cada porta e corredor. Isso evitará surpresas
desagradáveis.

➢ Detectado o intruso, este deverá ser abordado por, pelo menos, dois diáconos.
Contudo, deve-se tomar especial cuidado para que tumulto algum perturbe a boa
ordem do culto.

➢ No momento em que a oferta estiver sendo levada à tesouraria, o cortejo dos


diáconos deve ser devidamente reforçado.

➢ Enquanto estiverem encaminhando as ofertas à tesouraria, os diáconos devem


certificar-se de que não estão sendo seguidos. Em caso positivo, retornem ao
santuário.

➢ No caso de uma abordagem à mão armada, não reaja. Porte-se com prudência e
vigilância. De sua atitude sábia, depende a vida de muitos inocentes.

Além desses lembretes, haverá o diaconato de estar sempre atento às condições de


segurança do templo. E reforçará, sempre que possível, os pontos tidos como
vulneráveis.

Antes de entrarmos a ver o que é a ética diaconal, é necessário que busquemos uma
definição de ética.

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9. A ÉTICA DIACONAL

9.1. O QUE É ÉTICA

Numa primeira instância, podemos dizer que a ética é uma ciência moral, ou, o
conjunto de comportamentos de um indivíduo. Também podemos dizer que é o:

Estudo sistemático dos deveres e obrigações do indivíduo, da sociedade e do


governo. Seu objetivo: estabelecer o que é certo e o que é errado. Ela tem como fonte a
consciência, o direito natural, a tradição e as legislações escritas; mas, acima de tudo, o
que Deus estabeleceu em Sua Palavra – a Ética das éticas. A essência da ética acha-se
registrada nos Dez Mandamentos – a única legislação capaz de susbstituir a todas as
legislações humanas (Dicionário Teológico, Edições CPAD).

9.2. O QUE É ÉTICA DIACONAL

Ética diaconal, por conseguinte, é a norma de conduta que o diácono deve observar
no desempenho de seu ministério. Através desse código de procedimentos, ele terá
condições de discernir, diante de várias situações, o procedimento adequado.

a) AS FONTES DA ÉTICA DIACONAL

Do que já vimos até o presente instante, não é difícil inferir quais são as fontes da
ética diaconal. São estas: a Bíblia, os regulamentos da igreja local e a consciência do
próprio diácono.

• Bíblia – Os evangélicos têm a Bíblia como a infalível e inspirada Palavra de Deus. É


a nossa inapelável regra de norma e conduta. Quaisquer estatutos ou
regulamentos eclesiásticos têm de emanar da Bíblia, e não pode, sob hipótese
alguma, contrariar a esta.

O diácono, portanto, orientar-se-á, espiritual e eticamente, através da Bíblia. Quanto


ao seu cargo específico, terá em conta as seguintes passagens: At. 6.1-6; I Tm. 3.8-13. Leia
sempre estes textos; tenha-os em sua mente; inscreva-os na tábua do seu coração.
Agindo assim, jamais tropeçará.

• Regulamento da igreja local – Além das Sagradas Escrituras, o diácono deverá


estar atento aos regulamentos, estatutos e convenções da igreja local, chamados
de ética denominacional. É claro que, conforme já dissemos, estes têm de estar
em perfeita consonância com a Palavra de Deus.

Esteja atento, pois, às particularidades culturais e estatutárias de sua igreja. Aja de


conformidade com estas; não as despreze nem as fira. Se não contrariam a Palavra de
Deus, por que não observá-las? Lembre-se: é melhor obedecer do que sacrificar. Tenha a

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necessária sabedoria para não ferir as convenções locais. Quem no-lo recomenda é a lei
do amor.

• Consciência do próprio diácono – A consciência é aquela voz secreta que temos na


alma que, de conformidade com os nossos atos, aprova-nos. O apóstolo Paulo dá
como válido o testemunho da consciência:

Pois não são justos diante de Deus os que só ouvem a lei; mas serão
justificados os que praticam a lei (porque quando os gentios, que não têm lei,
fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si
mesmos são lei, pois mostram a obra da lei escrita em seus corações,
testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer
acusando-os, quer defendendo-os (Rm. 2.13-15).

Por conseguinte, mantenha sempre a sua consciência em absoluta consonância com


a Palavra de Deus. Não a deixe cauterizar-se. Permita que o Espírito Santo domine-a por
completo. E, todas as vezes que, quer em sua vida particular, quer no exercício do
ministério, sentir que ela o acusa, dobre os joelhos e ore como o rei Davi: “Sonda-me, ó
Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em
mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl. 139.23,24). O Senhor,
então, mostrar-lhe-á como agir, e corrigir-se, se for necessário. Lembre-se: a sua
consciência, posto que necessária, não é a autoridade última de sua vida. Ela somente
será válida se estiver em conformidade com os reclamos e demandas da Palavra de Deus.

Já que sabemos quais as fontes da ética diaconal, vejamos a seguir quais os


principais direcionamentos éticos que o diácono deve observar no exercício de seu
ministério.

b) SÍNTESE DA CONDUTA ÉTICA DO DIÁCONO

Por conduta ética do diácono, entendemos o seu irrepreensível proceder de


conformidade com a Palavra de Deus, conforme os regulamentos, estatutos e visão
cultural da igreja em que ele estiver lotado, e segundo o testemunho de sua consciência
que, em hipótese alguma, pode contrariar as Sagradas Escrituras.

• Quanto ao seu ofício – Conscientize-se de que foi separado para servir a mesa de
Cristo; a mesa da igreja de Cristo; e a mesa do anjo da igreja de Cristo.

Portanto, exerça o seu ministério de acordo com a ordenação que lhe confiou o
Senhor Jesus. O seu principal mister é servir e não pregar. Ainda que você pregue melhor
que o seu pastor, não se prevaleça disso. Dê-lhe todo o suporte a fim de que ele se
dedique à oração e à exposição da Palavra.

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Caso você tenha outra chamada específica, não se exaspere; no devido tempo ela
acontecerá. Até lá, cumpra rigorosamente o seu diaconato. Se houver oportunidade para
pregar, pregue. Mas não se esqueça: por enquanto, sua obrigação é servir à mesa.
Quando você for ministro da Palavra, outra função mais nobre ser-lhe-á dada: lavar os pés
aos que se encontram nessas mesas.

Não se ausente para pregar; esteja presente para servir.

• Quanto a sua lealdade – Lembre-se: é você, como diácono, o melhor amigo de seu
pastor. Portanto, não se junte aos revoltosos nem faça oposição ao anjo da igreja.
Antes, ore por ele; sirva-o amorosa e sacrificialmente.

Se o seu pastor equivocar-se em alguma coisa, converse com ele, mostrando-lhe,


humildemente, porque você acha estar ele equivocado. Não se esqueça de que ele pode
estar certo. Por isso, saiba como falar-lhe. E que ninguém mais saiba do teor dessa
conversa.

• Quanto às críticas – Não critique o seu pastor nem os membros de seu ministério
para não denegri-los. Quando alguém o fizer, desestimule-o. Mostre aos críticos
acérrimos e pertinazes que, ao invés de críticas, ocupem-se em orar pelo anjo da
igreja e pela expansão do Reino de Deus.

• Quanto a ministração particular da ceia do Senhor – Se for designado a levar a


Ceia para alguém do sexo oposto, no domicílio deste(a), faça-se acompanhar de
seu cônjuge ou de outras pessoas.

Seja prudente e vigilante. Fuja sempre da aparência do mal. Não brinque com o
pecado.

• Quanto ao dinheiro – O ideal é que todos os dízimos e ofertas sejam entregues na


casa do tesouro. Se alguém quiser entregar-lhe o dízimo, ou oferta, peça-lhe
gentilmente que o faça na tesouraria da igreja. Se for imprescindível que receba a
oferta e o dízimo, leve-os imediatamente a igreja. Não os esqueça consigo nem os
tome emprestados. O dinheiro não é seu; pertence a Jesus.
• Quanto à discrição – A discrição é uma das qualidades essenciais para o exercício
do diaconato. É a qualidade de quem é prudente, sensato e que sabe guardar
segredo. O homem discreto é alguém em quem se pode confiar.

No exercício do diaconato você certamente presenciará muitos casos graves e


comprometedores. Se você não for prudente, poderá arruinar preciosas vidas e
reputações que vêm sendo construídas há décadas. Portanto, saiba controlar a própria
língua. Em casos graves, procure diretamente o seu pastor. Não vá sair por aí segredando,
pois o segredo, quando compartilhado com pessoas erradas, deixa de ser segredo para

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tornar-se notícia. Leia o Livro de Provérbios diariamente e certifique-se de quão valiosa é
a discrição.

➢ Quanto às arbitrariedades – Exerça o seu ministério no poder do Espírito Santo.


Deixe de lado as ameaças e arbitrariedades. Você não precisa lembrar a ninguém
que é diácono, mas todos precisam saber que você é, de fato, um homem de Deus.
➢ Quanto à pontualidade – Chegue antes de o culto iniciar; não se apresse a sair. O
seu pastor está sempre a precisar de sua ajuda.
➢ Quanto à obediência – Não discuta as ordens de seu pastor. Se não estiver de
acordo com elas, indague sobre as razões destas. Se não puder cumpri-las,
justifique-se. Mas não saia resmungando nem murmurando.
➢ Quanto ao amor – Se você exercer o seu ministério com amor, estará cumprindo a
Lei, os Profetas e todo o Novo Testamento. E será, em todas as coisas, bíblica e
eticamente correto. Portanto, não se esqueça da Palavra de Deus. Tenha-na bem
junto de si.

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Referências Bibliográficas

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Candeia, 1997.

CROCE, Elias. Ética Cristã. 5 ed. São Paulo. IETEB, 2009.

GEISLER, Norman. Ética cristã: alternativas e questões contemporâneas.. Vida Nova, 1986

GILES, James. Bases Bíblicas de la etica. Casa Bautista de Publicaciones, 1966


HOLMES, Arthur F. Ética, as Decisões Morais à Luz da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

KESSLER, Nemuel. Ética Pastoral, 4 ed.. Rio de Janeiro: CPAD,1994.

KNUDSON, Albert C. The Principles of christian ethics. Cokesbury Press, 1943

LANGSTON, Alvah B. Notas sobre ética prática. Casa Publicadora Baptista do Brasil, Rio de Janeiro,
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MULLER, Harry. Relacionamentos em ação. Curitiba, Paraná: Evangélica Esperança, 2000.

LEITE, Sergio Gonçalves. Éclesiologia. São Paulo. IETEB, 2009.

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TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre ética. Rio de Janeiro: Vozes, 1981

WHITE, Jerry. Honestidade, moralidade e consciência. Rio de Janeiro:Juerp, 1984

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Pr. Silas e Prª Cida são fundadores da Igreja Batista Plenitude de Deus e
responsáveis pelo Ministério de Casais, Família e Ensino, sempre realizando
Palestras aonde há edificações para seus Obreiros e Membros.

Reflexão:

“Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. ‘Por esta razão, o
homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só
carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus
uniu, ninguém o separe”. Marcos 10:6-9

Aqui está o fundamento da existência da família. Há quantos anos foi escrita


a bíblia? Há milhares de anos, não é? Deus já instituía e protegia a família antes
mesmo de serem criadas as leis humanas sobre ela.

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Diretor Administrativo
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