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SUMÁRIO

• Teoria dos Conjuntos


• Relações e Funções
• Fundamentos de Lógica
• Técnicas Elementares de Prova

CONJUNTOS

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A NOÇÃO DE CONJUNTO COMO DEFINIR UM CONJUNTO

• O que têm em comum as seguintes entidades? • Listar seus elementos entre chaves.
um grupo de pessoas Exemplos: A = {1, 3, 5, 7, 9};
um rebanho de animais V = {a, e, i, o, u};
um buquê de flores F = {laranja, banana, abacaxi}.
uma dúzia de ovos • Utilizar a forma A = {x : P (x)}.
• Conjunto Exemplo: A = {x : x é um inteiro positivo,
Coleção não ordenada de objetos (denominados elementos ou ı́mpar e menor que 10}.
membros do conjunto). • Fazer uma definição recursiva.
• Notação Exemplo: (a) 1 ∈ A,
(b) se x ∈ A e x + 2 < 10, então x + 2 ∈ A.
x ∈ A: x pertence a A
x 6∈ A: x não pertence a A

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OBSERVAÇÕES ALGUNS CONJUNTOS IMPORTANTES

• Conjuntos podem ser definidos por meio de operações sobre outros • ∅: ∅ = {}, o conjunto vazio (observe que φ 6= {φ}).
conjuntos previamente definidos. • N: números naturais: {0, 1, 2, 3, . . .}.
• Z: números inteiros: {. . . , −3, −2, −1, 0, 1, 2, 3, . . .}.
Exemplo: A = {1, 9} ∪ B. • Q: números racionais: {x/y : x ∈ Z e y ∈ Z e y 6= 0}.
• Nem sempre é possı́vel utilizar todos os tipos de definições. • R: números reais.
Exemplo: {x : x é um número real entre 0 e 1}
não pode ser definido recursivamente.
• P (x) não pode ser “qualquer” propriedade.
Exemplo (paradoxo de Russel): S = {x : x 6∈ x};
S ∈ S?

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OPERAÇÕES SOBRE CONJUNTOS OPERAÇÕES SOBRE CONJUNTOS

• União: • Interseccão:
A ∪ B = {x | x ∈ A ou x ∈ B}. A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}.

Diagrama de Venn: Diagrama de Venn:


A B A B

A∪B A∩B

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OPERAÇÕES SOBRE CONJUNTOS ALGUMAS PROPRIEDADES DAS OPERAÇÕES

• Diferença: • Idempotência: A ∪ A = A ∩ A = A.
A − B = {x | x ∈ A e x 6∈ B}. • Comutatividade: A ∪ B = B ∪ A; A ∩ B = B ∩ A.
• Associatividade: (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C);
Diagrama de Venn: (A ∩ B) ∩ C = A ∩ (B ∩ C).
A B • Absorção: A ∪ (A ∩ B) = A; A ∩ (A ∪ B) = A.
• Distributividade: A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C);
A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C).
• De Morgan: A − (B ∪ C) = (A − B) ∩ (A − C);
A−B A − (B ∩ C) = (A − B) ∪ (A − C).

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MAIS TRÊS OPERAÇÕES RELAÇÕES ENTRE CONJUNTOS

• Complemento: • Continência:
Ā = U − A (U é o conjunto universo). A está contido em B se, e somente se, todo elemento de A é
• União generalizada: elemento de B. Ou seja:
n
Ai = A1 ∪ A2 ∪ . . . ∪ An
[

i=1 A ⊆ B ⇔ ∀x (x ∈ A ⇒ x ∈ B).
• Interseção generalizada: • Igualdade:
n A = B ⇔ A ⊆ B e B ⊆ A.
Ai = A1 ∩ A2 ∩ . . . ∩ An
\

i=1
• Subconjunto próprio:
A ⊂ B ⇔ A ⊆ B e A 6= B

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ALGUMAS PROPRIEDADES DA CONTINÊNCIA CONJUNTOS DISJUNTOS

• Reflexividade: A ⊆ A. • A e B são disjuntos se, e somente se, A ∩ B = ∅.


• Transitividade: A ⊆ B e B ⊆ C ⇒ A ⊆ C.
• A ⊂ B ⇒ A 6= B e B 6⊆ A.
• A ⊆ B e A 6⊆ C ⇒ B 6⊆ C.

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PARTIÇÃO CONJUNTO POTÊNCIA

Uma partição de um conjunto A é um conjunto • P(A) = {X : X ⊆ A}.


{X1, X2, . . . , Xn} • Exemplo: P({a, b}) = {φ, {a}, {b}, {a, b}}.
tal que: • Quantos elementos tem o conjunto potência?
• Xi 6= φ, para 1 ≤ i ≤ n;
• Xi ∩ Xj = φ, para 1 ≤ i 6= j ≤ n; e
• Sn
i=1 Xi = A.

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PRODUTO CARTESIANO

• Par ordenado: (x, y).


Propriedade fundamental: (a, b) = (c, d) ⇔ a = c e b = d.
• Produto cartesiano de A e B:
A × B = {(x, y) : x ∈ A e y ∈ B}
• Exemplos: {a, b} × {1, 2} = {(a, 1), (a, 2), (b, 1), (b, 2)}. RELAÇÕES E FUNÇÕES
{a, b} × {a, b} = {(a, a), (a, b), (b, a), (b, b)}.
• Notação: A2 denota A × A = {(x, y) : x, y ∈ A}

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RELAÇÕES BINÁRIAS PROPRIEDADES DE RELAÇÕES BINÁRIAS

Uma relação binária sobre A e B é um subconjunto de A × B. Seja R uma relação binária sobre A. Então:
• Notações alternativas para (x, y) ∈ R: xRy e R(x, y). • R é reflexiva ⇔ xRx para todo x ∈ A.
• Exemplo: Relação < sobre N: – Exemplos: ≤ e = sobre N.
<= {(0, 1), (0, 2), . . . , (1, 2), (1, 3), . . .} • R é simétrica ⇔ xRy ⇒ yRx para todo x, y ∈ A.
– Exemplos: = sobre N, e irmãos sobre Pessoas.
• R é transitiva ⇔ xRy e yRz ⇒ xRz para todo x, y, z ∈ A.
– Exemplos: <, ≤ e = sobre N.

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RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA

Relação de equivalência: aquela que é reflexiva, simétrica e transitiva. Proposição: Seja uma relação de equivalência R sobre um conjunto
não vazio A. Então {Ea : a ∈ A} é uma partição de A.
• Exemplo: R = {(x, y) : x, y ∈ N e x + y é par}
Seja R uma relação de equivalência sobre A, e a ∈ A. A classe de
equivalência de a é: Prova: basta mostrar que:
Ea = {b : b ∈ A e aRb}. • Ea 6= φ para todo a ∈ A;
• Exemplo: para a relação • Sa∈A Ea = A; e
R = {(x, y) : x, y ∈ N e x + y é par} • Ea ∩ Eb = φ se Ea 6= Eb.
tem-se: 



{0, 2, 4, 6, . . .} se n é par
En =






 {1, 3, 5, 7, . . .} se n é ı́mpar

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FUNÇÕES FUNÇÕES

Uma função f , de A para B, é uma relação sobre A e B tal que: Notação e terminologia:
• para cada a ∈ A existe exatamente um b tal que (a, b) ∈ f .
• f : A → B significa que f é uma função de A para B.
• Exemplos:
• b = f (a) significa (a, b) ∈ f .
– pai de Pessoas para Pessoas.
• Se b = f (a), então b é a imagem de a.
– + de R × R para R.
• Seja f : A → B. Então:
– domı́nio de f : A;
– contra-domı́nio de f : B;
– imagem de f : {b : existe a tal que f (a) = b}.

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FUNÇÕES

Três tipos de funções:


• f é injetiva (“one-to-one”) se
f (a1) = b e f (a2) = b ⇒ a1 = a2.
• f é sobrejetiva (“onto”) se
a imagem de f é o contra-domı́nio de f . FUNDAMENTOS DE LÓGICA
• f é bijetiva (correspondência um-para-um) se
é injetiva e sobrejetiva.

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O CONCEITO DE PROPOSIÇÃO PROPOSIÇÃO SIMPLES E COMPOSTA

• Proposição: afirmação que é verdadeira ou falsa. • Proposição simples: representada por meio de variável
• Exemplos: proposicional (p, q, r, s, . . .).

Belo Horizonte é a capital de Minas Gerais. (verdadeira) • Proposição composta: combinação de proposições por meio de
Campinas é a capital de São Paulo. (falsa) conectivos lógicos.
2 + 2 = 4. (verdadeira) • Conectivos lógicos:
1 + 1 = 1. (falsa) Negação: ¬
Conjunção: ∧
Disjunção: ∨
Implicação: ⇒
Bicondicional: ⇔

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EXEMPLOS DE PROPOSIÇÃO SIMPLES E COMPOSTAS TABELAS DA VERDADE:

• Proposições simples: • Negação:


p: você fez mais de 80 km/h. α ¬α
q: você foi multado. V F
• Proposições compostas: F V
¬p: você não fez mais de 80 km/h.
p ∧ ¬q: você fez mais de 80 km/h, mas não foi multado.
¬p ∨ q: você não fez mais de 80 km/h ou foi multado.
¬p ⇒ ¬q: se você não fez mais de 80 km/h,
então não foi multado.

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TABELAS DA VERDADE: TABELAS DA VERDADE:

• Conjunção: • Disjunção:

α β α∧β α β α∨β
V V V V V V
V F F V F V
F V F F V V
F F F F F F

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TABELAS DA VERDADE: TABELAS DA VERDADE:

• Condicional: • Bicondicional:

α β α⇒β α β α⇔β
V V V V V V
V F F V F F
F V V F V F
F F V F F V

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EXPRESSÕES PARA A CONDICIONAL EXPRESSÕES PARA A BICONDICIONAL

•α ⇒ β •α ⇔ β
• se α então β • α se e somente se β
• α implica β • α é necessário e suficiente para β
• se α, β • se α então β, e vice-versa
• α somente se β
• α é suficiente para β
• β se α
• β caso α
• β é necessário para α

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TIPOS DE FÓRMULAS EXEMPLOS

contingência tautologia contradição


• Tautologia: proposição que é sempre verdadeira.
p q p⇔q (p ∧ (p ⇒ q)) ⇒ q p ∧ ¬(p ∨ q)
• Contradição: proposição que é sempre falsa. V V V V F
• Contingência: proposição que não é tautologia nem contradição. V F F V F
F V F V F
F F V V F

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CONSEQUÊNCIA LÓGICA CONSEQUÊNCIA LÓGICA

• α é consequência lógica de β, β |= α, se e somente se α é Teorema: β |= α se, e somente se, β ⇒ α é tautologia.


verdadeira sempre que β é verdadeira. Exemplos:
• Exemplo: p ∧ (p ⇒ q) |= q, pois: • [(p ⇒ q) ∧ (q ⇒ r)] ⇒ (p ⇒ r) é tautologia. Logo,

(p ⇒ q) ∧ (q ⇒ r) |= p ⇒ r.
p q p ⇒ q p ∧ (p ⇒ q)
=⇒ V V V V ⇐= • (p ∧ ¬p) ⇒ q é tautologia. Logo,
V F F F
F V V F p ∧ ¬p |= q.
F F V F

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EQUIVALÊNCIA LÓGICA EQUIVALÊNCIA LÓGICA

• α e β são logicamente equivalentes, β ≡ α, se e somente se α |= β Teorema: α ≡ β se, e somente se, α ⇔ β é tautologia.


e β |= α Exemplos:
• Exemplo: ¬(p ∧ q) ≡ ¬p ∨ ¬q, pois: • (p ⇒ q) ⇔ (¬p ∨ q) é tautologia. Logo,

p ⇒ q ≡ ¬p ∨ q.
p q p ∧ q ¬(p ∧ q) ¬p ¬q ¬p ∨ ¬q
V V V F F F F • [p ⇒ (q ⇒ r)] ⇔ [(p ∧ q) ⇒ r] é tautologia. Logo,
V F F V F V V
F V F V V F V p ⇒ (q ⇒ r) ≡ (p ∧ q) ⇒ r.
F F F V V V V

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PREDICADOS E QUANTIFICADORES PROPOSIÇÕES SIMPLES

Exemplos de fórmulas atômicas: Uma proposição simples é representada por uma fórmula atômica.
• irmãos(Abel, Caim) Exemplos:
•2+2 = 4 • irmãos(Abel, Caim) (verdadeira)
•x ≥ 0 • 2 + 2 = 4 (verdadeira)
•x = y+1 • −1 ≥ 0 (falsa)

• irmãos, = e ≥ são predicados. • 0 = −1 + 1 (verdadeira)

• Predicados denotam relações.

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PROPOSIÇÕES COMPOSTAS OS QUANTIFICADORES

Representadas a partir de fórmulas atômicas, utilizando-se conectivos Dois conectivos lógicos adicionais:
lógicos. • Quantificador universal: ∀
Exemplos: • Quantificador existencial: ∃
• irmãos(Abel, Caim) ∧ irmãos(Caim, Abel) Exemplos de fórmulas quantificadas:
• 2 + 2 = 4 ∨ −1 ≥ 0 • ∀x x ≥ 0
• ∀x∀y (irmãos(x, y) ⇒ irmãos(y, x))
• ∃x x ≥ 0
• ∀x∃y x = y + 1
• ∃x∀y x = y + 1

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EXEMPLO EXEMPLO

Sejam: Representação de algumas afirmações:


• A(x): x é uma arara. • Todas as araras são multicores.
• M (x): x é multicor. ∀x (A(x) ⇒ M (x))
• Q(x): x é pequena. • Nenhum pássaro pequeno faz ninho em árvores altas.
• G(x): x faz ninho em árvores altas. ¬∃x (Q(x) ∧ G(x))
• Pássaros que não fazem ninhos em árvores altas não são multicores.
∀x (¬G(x) ⇒ ¬M (x))
• Conclusão: Araras são grandes.
∀x (A(x) ⇒ ¬Q(x))

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ALGUMAS EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS LÓGICAS

• ∀x P (x) ≡ ¬∃x ¬P (x) • ∀x P (x) |= P (A)


• ∃x P (x) ≡ ¬∀x ¬P (x) • P (A) |= ∃x P (x)
• ¬∃ xP (x) ≡ ∀x ¬P (x) • ∀x P (x) ∨ ∀x Q(x) |= ∀x (P (x) ∨ Q(x))
• ¬∀ xP (x) ≡ ∃x ¬P (x) • ∃x (P (x) ∧ Q(x)) |= ∃x P (x) ∧ ∃x Q(x)
• ∀x (P (x) ∧ Q(x)) ≡ ∀x P (x) ∧ ∀x Q(x) • ∃x∀y P (x, y) |= ∀y∃x P (x, y)
• ∃x (P (x) ∨ Q(x)) ≡ ∃x P (x) ∨ ∃x Q(x)

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TÉCNICAS ELEMENTARES DE PROVA TÉCNICAS PARA IMPLICAÇÃO (α ⇒ β)

Serão vistas técnicas de prova para proposições das formas:


• Prova por vacuidade:
•α ⇒ β – Base:
• ∃x α(x) contradição ⇒ β é tautologia.
• ¬∃xα(x) – Método:
• ∀x α(x) Provar que α é falsa.
• ¬∀x α(x) – Exemplo:
∅ é subconjunto de qualquer conjunto.
além de raciocı́nio por casos e por absurdo.

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TÉCNICAS PARA IMPLICAÇÃO (α ⇒ β) TÉCNICAS PARA IMPLICAÇÃO (α ⇒ β)

• Prova trivial: • Prova direta:


– Base: – Base:
α ⇒ tautologia é tautologia. Se α |= β então α ⇒ β é sempre verdadeira.
– Método: – Método:
Provar que β é sempre verdadeira. a) supor que α é verdadeira;
– Exemplo: b) mostrar que, neste caso, β é verdadeira.
Se x e y são números irracionais então xy é um número – Exemplo:
racional ou irracional. Se n é um número ı́mpar, então n2 é um número ı́mpar.

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TÉCNICAS PARA IMPLICAÇÃO (α ⇒ β) TÉCNICA PARA A UNIVERSAL (∀x α(x))

• Prova indireta: • Prova para a universal:


– Base: – Base:
α ⇒ β ≡ ¬β ⇒ ¬α. Se β |= α(c) e c não ocorre em β, então β |= ∀x α(x).
– Método: – Método:
Provar ¬β ⇒ ¬α, utilizando um dos métodos acima. a) Supor a existência de um c arbitrário;
– Exemplo: b) provar α(c).
O princı́pio da casa de pombos (pigeonhole principle): se
n + 1 objetos são distribuidos em n caixas, então alguma
caixa conterá pelo menos dois objetos.

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TÉCNICAS ELEMENTARES DE PROVA TÉCNICAS ELEMENTARES DE PROVA

• Prova por Casos: • Prova por Contradição (redução a absurdo) de α:


– Base: – Base:
(α1 ∨ · · · ∨ αn) ∧ (α1 ⇒ β) ∧ · · · ∧ (αn ⇒ β) |= β Se β ∧ ¬α |= contradição, então β |= α.
– Método para provar β dado que α1 ∨ · · · ∨ αn: – Método:
1. provar α1 ⇒ β; a) Supor que α é sempre falsa;
2. provar α2 ⇒ β; b) derivar uma contradição.
..
– Exemplo:
n. provar αn ⇒ β. √
2 é irracional.
– Exemplo:
min(x, y) + max(x, y) = x + y para quaisquer x, y ∈ R.

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PROVA DE NÃO EXISTÊNCIA (prova de ¬∃x α(x)) PROVA DE EXISTÊNCIA (prova de ∃x α(x))

• ¬∃xα(x) é frequentemente provado por contradição: • Prova construtiva:


– supor que existe um c tal que α(c); – Base:
– derivar uma contradição. α(c) |= ∃x α(x).
– Método:
Provar α(c), para um elemento especı́fico c.
– Exemplo:
Para qualquer n ∈ N existem pelo menos n naturais
consecutivos não primos.

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PROVA DE EXISTÊNCIA (prova de ∃x α(x)) CONTRA-EXEMPLO (para provar ¬∀x α(x))

• Prova não construtiva: • Prova por contra-exemplo:


– Método: – Base:
Provar ∃x α(x), sem exibir um x especı́fico (por absurdo, por ¬α(c) |= ¬∀x α(x)
casos,. . . ). – Método:
– Exemplo: Exibir, ou construir, um elemento c para o qual α(c) é falsa.
Existem dois irracionais x e y tais que xy é racional. – Exemplo:
Todo número primo é ı́mpar.

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INDUÇÃO MATEMÁTICA

• Prova por Indução Matemática


para provar ∀x α(x), quando o universo é N:
– Base:
α(0) ∧ ∀x (α(x) ⇒ α(x + 1)) |= ∀xα(x).
– Método:
a) Passo Base: provar α(0);
b) Passo Indutivo: provar ∀x (α(x) ⇒ α(x + 1)).

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