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FETICHISMO

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eendo
rece
elas coincidem perfeitamente nesta per- mento do ser). Mas do
pasao que não coincidem o ser
fenômeno, embora
cepção,
do objeto exterr
intuição
o qual não se identifica nunca
na
seja coextensivo ao fenömeno, deve fugir à con-
suas arições à consciencia mas permanece dição fenomênica que é a condição pela qual
com
algo só existe ma medida em que se manifesta
além dela (Ibid., S 38). e por conseguinte transcende e fundamenta o
Nem todos estes princípios são aceitos pelos conhecimento que se tem dela" (L'être et le néant,
nensadores contemporaneos que se prevalecem da Intr., § 2). A relação entre a aparência e o ser,
hesquisa fenomenológica: somente o primeiro deles, na ontologia fenomenológica, pode ser definida
eto é, o reconhecimento do caráter intencional da ou analisada de maneiras diferentes, mas não se
consciência, pelo qual o objeto é transcendente amolda à tradição que relaciona aparência e
relação a ela e todavia presente "em carne
em realidade.
e osso" acha créd1to não somente naqueles pensa-
FENOMENO ORIGINÁRIO. V. URPHÄNO-
dores mas num grande número de filósofos con- MENON.
temporâneos. Da pesquisa fenomenológica valeu-se
Nicolau Hartmann para fundar seu realismo (v.)
FERIO. Palavra mnemônica usada pelos Es-
colásticos para indicar o quarto modo da primeira
metafisico; Scheler para sua análise das emoções
figura do silogismo, mais precisamente aquële que
(v.) e Heidegger como mtodo para sua onto-
consta de uma premissa universal negativa, de
logia. Este último expressa com tôda clareza o uma premissa particular afirmativa e de uma con-
caráter próprio da F. quando atirma "A expressão clusão particular negativa como no exemplo "Ne
F' significa antes de mais nada um conceito de nhum animal é pedra; Alguns homens são ani-
método. Ela não caracteriza a consistência de mais, Logo alguns homens não são pedra" (PE-
fato do objeto da indagação filosófica, mas seu DRO HISPANO, Summul. logic., 4.07).
como... O termo expressa um lema que poderia FERISON. Palavra mnemônica usada pelos
ser formulado assim: às próprias coisas! e isto em Escolásticos para indicar o sexto dos seis modos
oposição às construções projetadas para o ar e do silogismo de terceira figura, e mais precisa-
aos achados causais; em oposição à aceitação de mente aquele que consta de uma premissa uni-
conceitos apenas aparentemente justificados e aos
versal negativa, de premissa particular afir-
uma

problemas aparentes que se impõem de uma gera- mativa e de uma concluso particular negativa,
ção para a outra como verdadeiros problemas" Como no exemplo: "Nenhum homem é pedra
(Sein und Zeit, § 7), portanto o que a F. mostra Algum homem é animal; Logo, algum animal não
é que antes de mais nada e na
o
maior parte dos é pedra" (PEDro HisPANO, Summul. logic.,
casos n o se manitesta, o que é escondido;
mas
4.15).
sentido e o fun- FESPAMO. Palavra mnemônica usada pela
que todavia é tal que expressa
o

que, antes de mais nada, e na oitavo modo


damento do lógica de Port-Royal para indicar o
E neste é Fapesmo),
maior parte dos casos, se manitesta. do silogismo de primeira figura (isto
sentido a F. é a única ontologiaé possível (/bid.. com amoditicação que consiste em por tomar

entendida a F. que está contido


S C). De
7 maneira análoga premissa maior a proposição em

Intr. §S 1-2) da conclusão. O exemplo é o seguin-


por Sartre (L'être et le néant, o predicado
e por Merleau-Ponty (Phénoménologie de la per uma qualidade natural;
te: "Nenhuma virtude é
A empostação fenomenológica da Toda qualidade natural tem a Deus por primeiro
ception, Pref.). autor; Logo há qualidades
naturais que têm Deus
filosofia não implica portanto a reduçáo da exis- são virtudes" (ARNAULD,
tencia à aparência e não pode ser confundida de por autor, que n o
(v.). O pro- Logique, II, 8).
maneira alguma com o fenomenismo faz alusão FESTIN0. Palavra mnemônica usada pelos
de fenômeno a que se
proconceito não dos 4 modos da
neste Por outro lado, ela Escolásticos para indicar o 3.°
e diterente caso.
mais precisamente aquêele
mplica tampouco a eliminação da diferença entre 2. figura do silogismo, e
universal negativa, de
parecer e o ser, embora seja sumariamente el- queconsta de uma premissa
afirmativa de uma con-

velho dualismo. Diz, por exemplo, Sar uma premissa particular


e
exemplo:
minado o
transtenomenal-
clusão particular negat1va, como no

re: O fenômeno de ser exige a


animal, Algum se homem é ani-
dade do ser. Isto não quer "Nenhuma pedra éé
dizer que o ser
não é pedra" (PEDro
(vimos algum homem
dos mal, Logo
fenômenos
Cncontre escondido atrás 4.11).
HisPANG, Summul. logic.,
nem
mascarar o ser)
que o tenômeno não pode
aparência que levaa FETICHISMO (ingl.
Fetishism; franc. Féti-
que o fenôme seja uma o Propriamente a crença
aparencia Felichismus).
chisme; al.
ser distinto (somente enquanto
um sôbre o funda
enomeno é, isto é. ele se indica

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