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ESCOLA ESTADUAL PARQUE DOS SERVIDORES

Secretaria da Educação – Diretoria de Ensino da Região de Sumaré


Rua Shirlei Ramos Maia de Souza, 733, Paulínia – SP – CEP 13142-208 – Fone: (19) 3844-3838

ROTEIRO DE ESTUDO PARA CASA

Professor (a): Marcio O. Lima Disciplina: Filosofia Série/Turma(s): 3º, A, B


Semana: De 04/05/2020 a 08/05/2020 Quantidade de Aulas: 02 Quantidade de Minutos: 100
Prazo de Entrega da Atividade: Até o dia 08/05/2020 Forma de Entrega Para o Professor: E-mail do professor.
E-mail do Professor: Filosofiaoliveira@yahoo.com
Habilidades a serem desenvolvidas:
 Identificar a presença da filosofia no cotidiano;
 Estabelecer distinção entre o filosofar espontâneo, próprio do senso comum e o filosofar propriamente dito,
típico dos filósofos especialistas
Atividades:
Senso comum
O senso comum possui uma importância enorme na história dos problemas filosóficos, sobretudo por estar associado
à experiência tradicional.
Na história da filosofia, o problema do senso comum sempre foi um ponto de enorme importância e grandes debates.
Os filósofos clássicos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, dedicaram-se a refletir sobre isso e situar esse tema dentro
dos problemas que interessam à reflexão filosófica.
Grosso modo, o sentido mais profundo da expressão “senso comum” remete ao tipo de experiência que é
propriamente humana, isto é, a experiência do sofrimento ou a experiência tradicional. Um dos elementos que tornam
o homem diferente das outras criaturas é a sua capacidade de refletir sobre o sofrimento, de saber que vai morrer que
pode ser acometido por catástrofes, doenças, etc. A experiência tradicional nos dá os elementos para a compreensão
de nossa condição de seres falíveis. As tragédias antigas (tão valorizadas por Aristóteles) davam conta dessa
experiência. A literatura moderna e contemporânea também o faz.
Sendo assim, o senso comum é o tipo de saber que busca fornecer orientação ao homem e não deixá-lo repetir os erros
do passado. Por intermédio da experiência, o homem pode exercer virtudes, como a prudência e a paciência, e
aprender a não se deixar levar por aventuras emocionais, que o desviam para a irracionalidade, bem como não se
deixar levar por “sonhos racionais” de progresso a qualquer custo. Como disse o pintor espanhol Goya, “O sonho da
razão produz monstros”.
O conceito de senso comum sofreu certa desvalorização após o período do Renascimento. O humanismo renascentista
foi a última corrente de reflexão que levava em conta o potencial orientador do senso comum. A partir do século XVII,
sobretudo com o desenvolvimento da ciência moderna e da filosofia racionalista cartesiana, o senso comum passou,
de forma geral, a ser identificado como “falta de rigor metodológico” e a ser rivalizado com o “senso crítico” ou “senso
científico”. Dessa forma, até o início do século XX, eram poucas as defesas filosóficas que se faziam do senso comum,
haja vista que a expressão havia sido alijada de seu sentido tradicional.
Os filósofos ligados à fenomenologia e à hermenêutica do século XX, como Heidegger e Gadamer, passaram a refletir
novamente sobre o senso comum, colocando-o diante do problema da historicidade, isto é, da experiência histórica
humana. Autores de outras tradições, como o católico leigo G. K. Chesterton, também passaram a fazer, ao seu modo,
a defesa do senso comum, sobretudo recuperando o seu sentido tradicional.
O senso comum suscita o equilíbrio entre os elementos racionais e irracionais (ou emocionais), presentes em todos os
seres humanos.
O senso comum suscita o equilíbrio entre os elementos racionais e irracionais (ou emocionais), presentes em todos os
seres Humanos.
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/senso-comum.htm

ATIVIDADES: responda e justifique.


1- A filosofia, por outro lado, trata de problematizar o porquê das coisas de maneira universal, isto é, na sua totalidade,
buscando estruturar explicações para a origem de tudo nos elementos naturais e primordiais (água, fogo, terra e ar),
por meio de combinações e movimentos. Enquanto o mito está no campo do fantástico e do maravilhoso, a filosofia
não admite contradição, exige lógica e coerência racional e a autoridade destes conceitos não advém do narrador como
no mito, mas da razão humana, natural em todos os homens.
CARDOSO, O. et al. Filosofia. Curitiba: SEED-PR, 2007.

Ao refletir sobre os procedimentos da filosofia, o autor do texto a caracteriza como:


a) exame do senso comum em busca de respostas.
b) análise crítica da realidade através do uso da razão.
c) prática de narrativa religiosa com ênfase no narrador.
d) uso da imaginação para construção de narrativas míticas.
e) emprego do pensamento fantasioso para explicar a realidade.
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2- Sócrates é um dos personagens mais conhecidos e influentes do pensamento ocidental. Embora não tenha deixado
nada escrito, suas ideias foram redigidas por um de seus discípulos, Platão, que lhe atribui a seguinte máxima: “a única
coisa que sei é que nada sei”. Com essa máxima, Sócrates expressa que o caminho do conhecimento. Assinale a correta:
a) é impossível e todo o saber possível é uma ilusão.
b) depende da experiência e não de proposições teóricas.
c) desconsidera a opinião sobre assunto que se ignora.
d) pressupõe dar opinião sobre assunto que se ignora.
e) é limitado porque a razão humana não pode saber tudo.
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3-Leia atentamente as frases abaixo.
“Ouvi dizer que as verduras crescem mais quando plantadas sob lua cheia”; “Dizem que pasta de dente é boa para
queimaduras”; “O fio de lã na testa de um bebê cura soluço”;
“Comer bolo quente dá dor de barriga”; “Comer manga com leite faz mal”.
Estas frases podem ser atribuídas a um tipo de conhecimento denominado:
a) Religião.
b) Ciência.
c) Filosofia.
d) Mito.
e) Senso comum.
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Bons Estudos! Até logo! Márcio Professor


Observação: Ao enviar as repostas por e-mail, você deverá: colocar o nome completo, a série, e a data e o nome da
atividade.
Avaliação do Desenvolvimento das Habilidades: Entender e perceber como a filosofia é praticada no dia-a-dia.