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CURSO DE G.

RH

Professor: CAUNGA

LUENA - 2020

ESTUDO DAS CONTAS DO PLANO DE GERAL DE CONTABILIDADE

5.1 – Meios fixos e investimento

6.1 – Existências

7.1 – Terceiros
5.1 – Meios Fixos e Investimento

Nesta classe de conta compreende-se um conjunto variado de elementos


patrimoniais corpóreos e incorpóreos, sendo característica agrupadora o facto
de se destinarem a permanecer ou a ser utilizados na empresa durante vários
exercícios económicos sucessivos.

O activo fixo pode ser separado nas seguintes categorias, de acordo com a
natureza dos seus elementos constitutivos. Assim, há a considerar:

5.1.1 - Imobilizações corpóreas

Esta, conta regista todos os valores referentes a compra de terreno,


equipamentos fabris e administrativos e meios de transportes.

5.1.2 - Imobilizações incorpóreas

Integra elementos patrimoniais não matérias, isto é, abstractos, que se mantém,


na empresa, com caracter de permanência.

5.1.3 - Investimento financeiro

Diz-se, de uma maneira geral, que há investimento do ponto de vista financeiro


quando uma sociedade adquiri uma parte de capital de outra, obrigações ou
outros títulos para rendimento ou controlo de outas sociedade, com caracter de
permanência ou ainda imoveis que não estejam afecto à actividade operacional.

É o momento oportuno para fazer a distinção entre o investimento financeiro e


títulos negociáveis.

Estamos perante um investimento financeiro quando a empresa adquirir titulo


com o objectivo fundamental de assegurar o controlo ou participar na
exploração de outra empresa.

Estamos perante título negociáveis quando a empresa investe fundo de


tesouraria na aquisição de título com objectivos especulativos, isto é, para,
através da sua revenda, obter ganho a curto prazo do capital aplicado.

5.1.3. 1- Aquisição ou subscrição do capital ou títulos de outras unidades


económicas

A aquisição de acções, quotas, ou titulo das divida pública pode ser feita:

A) A pronto pagamento.

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Nesta caso, o registo contabilístico a efectuar será:
Debita-se: a conta investimento financeiro.
Credita-se: a conta caixa/ Deposito a ordem.
B) A prazo

No caso de a empresa ter subscrito quota, acções, obrigações e outros títulos e


não os ter pago de imediato será preciso creditar, em contrapartida da
respectiva subconta de investimento financeiro, uma conta divisionária de outro
valores a receber e a pagar designadas por compra de imobilizado.

Debita-se: as conta investimento financeiro

Credita-se: a conta outros valores a receber e a pagar.

5.1.4 - Imobilizações em curso

Esta conta, regista todos os valores referentes a obras em cursos dos


imobilizados corpóreos.

Assim, regista-se como imobilizações em curso:

 As obras em curso para o imobilizado, feitas pela própria empresa e que à


data da elaboração do balanço não se encontra concluída.

Produção de imobilizado pela própria empresa

As imobilizações podem emergir de obras, trabalhos, estudos e projectos


realizados no seio da empresa, utilizando para o efeito meios próprios ou
adquiridos especialmente para sua consecução. Quando o imobilizado não se
encontrar concluído até ao final do execicio económico, é preciso proceder:

Registo do proveito na conta – trabalho para a própria empesa correspondente


ao aumento do imobilizado na conta – imobilizações em curso.

Debita-se: a conta 14 - imobilizações com curso

Credita-se: a conta 65 – trabalho para a própria empresa.

No exercício em que se conclui o imobilizado transfere-se o seu valor final para a


conta do imobilizado respectiva:

Debita-se: a conta 11 – imobilizações corpórea.

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Credita-se: a conta 14 – imobilizações em curso.

5.1.5 - Amortização acumulada

Esta conta, regista todos valores referentes a depreciação dos imobilizados


corpóreos e incorpóreos.

5.1.6 - Provisões para investimento financeiro

A capitalização dos investimentos financeiros, tem um caracter imprevisível, no


que concerne a recuperação do capital investido e os seus respectivos juros.

5.1.1 - IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

5.1.1.1 - ABATES DOS IMOBILIZADOS CORPÓREOS

O abate o imobilizado corpóreo é a eliminação total do imobilizado na


contabilidade da empresa.

Os imobilizados podem ser abatidos pelas seguintes razões:

A. Pela amortização ou depreciação total do imobilizado.


B. Pela avaria ou acidentes sem recuperação do imobilizado.
C. Pelo roubo do imobilizado corpóreo.
D. Pela venda do imobilizado corpóreo.

A. ABATE PELA AMORTIZAÇÃO TOTAL DO IMOBILIZADO CORPÓREO

O processo de amortização tem um determinado fim. Todavia, o imobilizado


corpóreo, deixa de amortizar a partir do momento que, o valor da
amortização acumulada é igual ao valor de aquisição do imobilizado. Isto
significa que o imobilizado já atingiu o seu limite máximo de amortização;
logo deve ser abatido da contabilidade da empresa.

Exemplo: Nota de regularização ao abate de uma viatura, de marca Toyota,


pela amortização total do imobilizado, cujo valor de aquisição é de 10.000,00.

Contabilização

a) Pelo valor de aquisição = 10.000,00

Debita-se: a conta 11 – imobilizados corpóreos, na sua subconta 11.4 –


equipamentos de carga e transporte.

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Credita-se: a conta 45 – caixa.

b) Pelo valor da amortização acumulada = 10.000,00


Debita-se: a conta 73 – amortização do exercício, na sua subconta 73.1.4 –
equipamento de carga e transporte .
Credita-se: a conta 18 – amortização acumulada, na sua subconta 18.1.4 –
equipamento de carga e transporte.
c) Pelo abate do imobilizado
Para o abate do imobilizado, deve-se saldar a sempre a conta 18 –
amortização acumulada na subconta respectiva. Assim deve-se.
Debita-se: a conta 18 - Amortização acumuladas
Credita-se: a conta 11 – imobilizações corpóreas

11.4 – equipamento de carga e transporte 18.4 – equipamento de carga e transporte

A. 10.000,00 C. 10.000,00 C. 10.000,00 B. 10.000,00

73.4 – equipamento de carga e transporte 45 – Caixa

B. 10.000,0 A. 10.000,00

B. ABATE PELA AVARIA OU ACIDENTES SEM RECUPERAÇÃO DO


IMOBILIZADO.

Os imobilizados corpóreos, podem ganhar avaria ou acidente sem recuperação


nestes casos, a contabilidade deve fazer o abate do imobilizado.

Exemplo.

Nota de regularização referente ao abate de um viatura, pelo acidente sem


recuperação de marca Toyota, cuja a amortização acumulada é de 8.000,00 e o
valor de aquisição é de 10.000,00.

Valor de aquisição= 10.00,00

Amortização acumulada = 8.000,00

Valor real do imobilizado = valor de aquisição - amortização acumulada

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= 10.000,00 – 8.000,00 = 2.000,00.

Prejuízo= 2.000,00.

Contabilização:

A . Pelo valor de aquisição = 10.000,00

Debita-se: a conta 11.4 – equipamento de carga e transporte

Credita-se: a conta 45 – Caixa.

B. Pelo valor de amortização acumulada = 8.000,00

Debita-se: a conta 73. 4 - Equipamento de carga e transporte

Credita-se: a conta 18.4 - equipamento de carga e transporte.

C. Pelo prejuízo= 2.000,00

Debita-se: a conta 78 – outros custos e perdas não operacionais

Credita-se: 11.4 – equipamento de carga e transporte.

D. Pelo abate do imobilizado = 8.000,00

Para o abate do imobilizado deve-se saldar a conta 18 – amortização


acumulada.
Debita-se: a conta 18 – amortizações acumuladas
Credita-se: a conta 11 – imobilizações corpóreas

11.4 – equipamento de carga e transporte 18.4 – equipamento de carga e transporte

A. 10.000,00 C. 2.000,00 D. 8.000,00 B. 8.000,00


D. 8.000,00

73.4 – equipamento de carga e transporte 45 – Caixa

B. 8. 000,0 A. 10.000,00

78 – Outros custos e perdas não operacionais

C. 2.000,0

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C. ABATE PELO ROUBO DO IMOBILIZADO CORPÓREO.

Os imobilizados corpóreos, podem sofrer abate, por motivos de roubo.


Exemplo:

Nota de regularização, referente ao abate de uma viatura roubada de marca


Toyota, cuja a amortização acumulada é de 6.000,00 e o valor de aquisição é
de 14.000,00.

Valor de aquisição = 14.000,00

Amortização acumulada = 6.000,00

Valor real do imobilizado = valor de aquisição - amortização acumulada.

= 14.000,00 – 6.000,00 = 8.000,00.

Prejuízo = 8.000,00.

A. Pelo valor de aquisição = 14.000,00.


Debita-se: a conta 11 – imobilizações corpórea.
Credita-se: a conta 45 -Caixa.
B. Pelo valor de amortização acumulada = 6.000,00.

Debita-se: a conta 73 – Amortização do Exercício.

Credita-se: a conta 18 – amortização acumulada.

C. Pelo prejuízo = 8.000,00.


Debita-se: a conta 78 – outros custos e perdas não operacionais
Credita-se: a conta 11 – imobilizações corpórea.
D. Pelo abate do imobilizado = 6.000,00
Debita-se: a conta 18 – amortização acumulada.
Credita-se: a conta 11 – imobilizações corpórea.

11.4 – equipamento de carga e transporte 18.4 – equipamento de carga e transporte

A. 14.000,00 C. 8.000,00 D. 6.000,00 B. 6.000,00


D. 6.000,00

73.4 – equipamento de carga e transporte 45 – Caixa

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B. 6. 000,00 A. 14.000,00

78 – Outros custos e perdas não operacionais

C. 8.000,0

D. ABATE PELA VENDA DO IMOBILIZADO CORPÓREO.

Os imobilizados corpóreos, podem ser vendidos e estas vendas podem provocar


lucros ou prejuízo.

Exemplo.

Pela venda do imobilizado com prejuízo

Exemplo:

Nota de regularização, referente ao abate de uma viatura vendida de marca


Toyota, cuja amortização acumulada é de 6.000,00, o valor de aquisição é de
14.000,00 é o valor de venda é 5.000,00.

Valor de aquisição = 14.000,00

Amortização acumulada = 6.000,00

Valor real do imobilizado = 14.000,00 – 6.000,00 = 8.000,00.

Valor de venda = 5.000,00

Prejuízo = valor real – valor de venda

Prejuízo = 8.000,00 – 5.000,00 = 3.000,00

Obs: quando o valor de venda > valor real = lucro

Quando o valor de venda < valor real = Prejuizo.

A. Pelo valor de aquisição = 14.000,00


Debita-se: a conta 11- imobilizações corpórea.
Credita-se: a conta 45 – caixa.
B. Pela valor da amortização acumulada = 6.000,00.
Debita-se: a conta 73 – amortização do exercício.
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Credita-se: a conta 18 – amortização acumulada.
C. Pelo valor de venda = 5.000,00.
Debita-se: a conta 45 – caixa.
Credita-se: a conta 11 – imobilizações corpórea.
D. Pela prejuízo = 3.000,00.
Debita-se: a conta 78 – outros custos e perdas não operacionais.
Credita-se: 11 – imobilizações corpórea.
E. Pela abate do imobilizado = 6.000,00
Debita-se: a conta 18 – amortização acumulada.
Credita-se: 11 – imobilizações corpórea.

11.4 – equipamento de carga e transporte 18.4 – equipamento de carga e transporte

A. 14.000,00 C. 5.000,00 E. 6.000,00 B. 6.000,00


D. 3.000,00

E. 6.000,00

73.4 – equipamento de carga e transporte 45 – Caixa

B. 6. 000,00 C. 5. 000,00 A. 14.000,00

78 – Outros custos e perdas não operacionais


D. 3.000,00

Pela venda do imobilizado com lucro.

Exemplo: nota de regularização, referente ao abate de uma viatura vendida de


marca Toyota, cuja amortização acumulada é de 6.000,00 o valor de aquisição é
de 14.000,00 e o valor de venda é 10.000,00

Valor de aquisição = 14.000,00

Amortização acumulada = 6.000,00

Valor real do imobilizado = valor de aquisição – amortização acumulada.

Valor real do imobilizado = 14.000,00 – 6.000,00 = 8.000,00.

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Valor de venda = 10.000,00

Lucro = valor de venda – valor real

Lucro = 10.000,00 – 8.000,00 = 2.000,00.

A. Pelo valor de aquisição = 14.000,00


Debita-se: a conta 11 – imobilizações corpórea.
Credita-se: a conta 45 – caixa.
B. Pelo valor da amortização acumulada = 6.000,00
Debita-se: a conta 73 – amortização do exercício.
Credita-se: a conta 18 – amortização acumulada.
C. Pelo valor real = 8.000,00.
Debita-se: a conta 45 – caixa.
Credita-se: a conta 11 – Imobilizações corpórea.

D. Lucro= 2.000,00
Debita-se: a conta 45 – Caixa.
Credita-se: a conta 68 – Outros proveitos e ganhos não operacionais.
E. Pelo abate do imobilizado = 6.000,00
Para o abate do imobilizado deve-se saldar a conta 18 – amortização
acumulada.
Debita-se: a conta 18 – amortização acumulada.
Credita-se: a conta 11 – imobilizações corpóreas.

11.4 – Equipamento de carga e transporte 18.4 – equipamento de carga e transporte

A. 14.000,00 C. 8.000,00 E. 6.000,00 B. 6.000,00


E. 6.000,00

73.4 – equipamento de carga e transporte 45 – Caixa

B. 6. 000,00 C. 8. 000,00 A. 14.000,00

68 M– Outros custos e perdas não operacionais D. 2.000,00


D. 2.000,00

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5.1.1.2 - Amortização do exercício

A medida que o tempo passa e na maioria dos casos, os imobilizados corpóreos


e incorpóreos, tende a perder o seu valor original; isto é, os imobilizados
corpóreos sofrem depreciação no tempo e no espaço.

A perda do valor dos imobilizados pode ser motivada por variados factores,
nomeadamente:

De ordem física – desgaste provocado pela utilização pelo decurso do tempo


(corrosão), por sinistro (colisões, inundações, curtos-circuitos,..) de natureza
espontânea ou devido a negligência;

De ordem económica - o progresso e as inovações tecnológicas, bem como as


alterações nas necessidades e gostos dos consumidores, levam à obsolescência
dos bens e à respectiva depreciação (acelerada).

Amortização: decrescimento de valor que o bem pertencente ao imobilizado vai


perdendo em todos os exercícios devido as várias situações.

Obs: na maioria das vezes, a amortização do exercício é efectuado no fim de


cada ano, depois da elaboração do balancete de verificação do mês de
Dezembro.

5.1.1.2.1 - DETERMINAÇÃO DA AMORTIZAÇÃO DO EXERCÍCIO

Para determinar a amortização do exercício é necessário conhecer o valor de


aquisição, a data de aquisição e o tempo de amortização. Para o efeito:

Amortização do exercício = valor de aquisição x taxa de amortização x tempo de


amortizações

Para determinar o valor de amortização, deve-se se definir o seguinte:

Se a taxa for anual, o tempo também tem que ser anual.

Se a taxa for mensal o tempo também tem que ser anual.

Se a data de aquisição for inferior ao dia 15, então o mês da data de aquisição
do imobilizado é contado.

5.1.1.2.2 – DETERMINAÇÃO DO VALOR CONTABILÍSTICO


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Valor contabilístico é o valor real do imobilizado corpóreo ou incorpóreos, num
determinado horizonte temporal.

Para determinar o valor contabilístico é necessário conhecer o valor de aquisição


e o valor da amortização acumulada. Para o efeito:

Valor contabilístico = valor de aquisição - amortização acumulada.

Exemplo: Supondo que, comprou-se no dia 12-06-2011, uma viatura de marca


Toyota LD – 45-54-AN, cujo valor de aquisição é de 10.000,00.

a. Determine o valor da amortização acumulada.


b. Determine o valor contabilístico

Resolução

A. Determine o valor da amortização acumulada


Amort. Exercício = Valor de aquisição x taxa amort. X tempo de amort.
= 10.000,00 x (33,33%/12)x 7 meses

= 1944,25.

5.1.1.2.3 – MAPA DE AMORTIZAÇÃO DO E EXERCÍCIO

O mapa de amortização do exercício permite determinar a amortização


acumulada, bem como o valor contabilístico dos imobilizados corpóreos e
incorpóreos.

BIBLIOGRAFIA

 AIRES LOUSÃ, Manual de contabilidade da 10* classe. Pag 68,2009).

12
 Aprovados pelo decreto nº 82/2001, de 16 de Novembro. Plano Geral de
contabilidade. Paginas 176. Pp1 6; 68-69.
 LOUSÂ, Aires. SALGUEIRINHO, Cristalina. A contabilidade e a gestão
diária. 2005. Angola. Paginas 288. Pp 25-28.
 Lopes Carlo da Rosa, Oliveira Daniel, Pires João Rui, Malaquias Rui,
Covane Samuel, Rabaça Brasileiro. Manual de contabilidade. Teoria e
prática. Escola editora. 2013
 Campos Ana Paula, Cardadeiro Filomena, Esteves Maria João.
Contabilidade. 11º e 12º .
 Rodrigues Rolando. Cálculo Financeiro. 2005/2006.
 DA SILVA João Edson. Contabilidade Geral.2º Edição.2008

6.1 – EXISTÊNCIAS

As existências são constituídas por bens que as empresas adquirem para posterior
venda no caso das empresas comerciais, ou por bens que as empresas adquirem
para serem incorporadas nos processos produtivos da empresa, só sendo vendido
apos transformação.

Assim, da classe das existências fazem parte várias contas e subcontas que visam a
melhorar o stocks da empresa.

Toda a movimentação das contas tem em vista quatro objectivos essenciais:

 Conhecer o valor das existências de que a empresa é detentora;

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 Determinar o custo das existências que vendeu em determinado período;
 Apurar o resultado que obteve com a transação das existências.

Este resultado é calculado pela seguinte fórmula:

RBV = VL – CEV

Onde:

RBV: Resultado bruto das vendas;

VL: Vendas líquidas;

CEV: Custo das existências vendidas.

O tratamento do tema existência por parte das empresas pode ser feito de acordo
com dois métodos de registo (método de inventario permanente e método de
inventario intermitente ou período).

6.1.1 - Sistema de inventário permanente e inventário intermitente

6.1.2 Sistema de inventário permanente

Neste sistema é possível determinar com caracter de permanência o valor das


existências em armazém e o resultado que se obtêm após se ter efectuado uma
venda.

Tratando-se de uma empresa comercial, conta mercadoria é debitada pelas


entradas em armazém a preço de custo e creditada pelas saídas de armazém,
igualmente a preço de custo o que implica:

A transferência do valor das compras efectuadas para mercadorias;

O registo pelo preço de custo das mercadorias vendidas sempre que se proceda a
uma venda.

6.1.3 - Sistema de inventário intermitente ou periódico

Nem sempre as empresas tem possibilidade de conhecer o custo da existência


vendida a pós cada venda pelo que o valor das existências só é determinada após
a inventariação directa dos bens da empresa em armazém, o que, como é lógico,
só poderá ser feito de tempo a tempos.

Assim, a conta mercadorias funciona como uma conta de repouso só sendo


debitada apois a inventariação física das existências e respectiva valorização e só
será creditada, geralmente, pelo custo das mercadorias vendidas apurado extra
contabilisticamente, no fim do exercício económico através das seguintes fórmula:

Custo as mercadorias vendidas = existências inicial + compras – existência


final.

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6.2 - Compra

a) A conta 43 Deposito a ordem/ 45 – Caixa.

Bens adquiridos

A factura ou factura/recibo contem todos os elementos referentes à compra.


Como se disse, ao fazer uma compra, a empresa terá de registar o preço de
compra dos bens, adicionados das despesas inerentes à compra (frente, seguro,
direitos alfandegários ) e diminuído dos descontos de natureza comercial.
Portanto, as compras são registadas pelo seu custo de aquisição que será igual ao
valor da factura, no caso de seta conter todos os elementos relativos a compra.

Custo de aquisição = valor da factura

O valor da factura recebida pela empresa e resultante da compra efectuada é


registado a débito da conta compra, creditando-se em contrapartida a conta Caixa,
Deposito a ordem ou Fornecedores, consoante a compra tenha sido realizada a
pronto ou a prazo.

Para se efectuar o registo contabilístico deve-se:

A pronto pagamento

Debita-se : a conta 21 - compra

Credita-se: a conta 43 - Depósito a ordem/45 – caixa

A prazo

Debita-se: a conta 21 – compra

Credita-se: a conta 32 – Fornecedores.

Transferência da conta compra para conta mercadoria

Registo a efectuar:

Debita-se: a conta mercadoria

Credita – se: a conta 21 – compra

b) Das despesas com as compras


Por vezes surgem casos em que a factura não contém todos os elementos
inerentes a compra.
Neste caso, o custo de aquisição passará a ser igual a:
Custo de aquisição = valor da factura + despesas compra – descontos e
abatimento comerciais.
As existências que se adquirem estão, muitas vezes, sujeitas a despesas
adicionais de compra tais como: Transporte, seguro, despesas alfandegárias.

Existem vários tipos de descontos de que a empresa pode beneficiar quando


efectuar as suas compras. Fundamentalmente, podem revestir a forma de:
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Descontos comerciais: são os que estão relacionados directamente com a
quantidade ou qualidade dos bens adquiridos.

Os principais tipos de descontos comerciais são:

- Revenda

Descontos comerciais - Abatimento

Bónus

Desconto - Bom peso

- Rappel

Pronto pagamento

Descontos Financeiro Antecipação de pagamento

Revenda: este tipo de desconto é concedido aos revendedores.

Abatimento: é concedido quando os bens chegados ao armazém do comprador são


de menor qualidade que os encomendado.

Bónus: também é concedido quando as existências têm menor qualidade que


negociada, mas também quando são entregue fora do prazo inicialmente acordado.

Bom peso: tem a ver com quantidade das existências, isto é, quando o vendedor
entregue ao comprador maior quantidade de bens que a apresentada na factura. É a
situação ocorrida quando os bens estão facilmente sujeitos a quebras.

Rappel: é concedido aos compradores que ultrapassam determinado nível de compra


estabelecidos pelo vendedor.

Desconto financeiro: como o nome indica, estes descontos estão relacionados com
pagamento das existências encomendadas.

Existem dois tipos de descontos financeiros:

Pronto pagamento: é concedido aos compradores que pagam o valor da sua factura
no momento de entrega dos bens encomendados ou dentro de 8 dias após o
momento de entrega.

Antecipação de pagamento: é concedido aos compradores que pagam a sua factura


antes do momento inicialmente acordado.

Registo contabilístico dos desconto de natureza comercial

21 Compras 32 fornecedores

16
21. desconto e abatimento em compra

_______________________________________

Registo contabilístico de natureza financeira

21 Compra

21.2 – Mercadoria

45 Caixa/43 Deposito a ordem

_____________________________________

66 Proveito e ganho financeiro gerais 21 Compra

66.3 desconto de pronto pagamento obtido 21.1 – Mercadoria

valor do desconto

Um desconto por antecipação de pagamento obriga-se a emissão de uma Nota de


crédito pelo fornecedor.

Por este documento o comprado debita a conta Fornecedor pelo total da Nota de
crédito e credita Desconto de pronto pagamento obtido pelo valor do desconto.

66 Proveito e ganho financeiro gerais 32 Fornecedor

66.3 desconto de pronto pagamento obtido

Nota de crédito fornecedor

6.2.1 - Devolução de compra

Poderá ainda acontecer que os bens comprados não chegam em boas condições ou
não se encontram de acordo com a amostra, o que leva o comprador a proceder à
sua devolução total ou parcial após ter registado a respectiva factura.

21 – Compra 32 Fornecedor

21.7 – Devolução de compra

17
O movimento esquemático da conta compras, destinado ao apuramento do custo de
aquisiçao das mercadorias, é:

21 – Compra 26 Mercadoria

Valor líquido Existência inicial

da Factura

Despesas de

Compra

De notar que o saldo da conta compra deverá ser transferido para a conta
Mercadorias após a determinação do custo de aquisição da compra efectuada.

6.3 - Venda

As vendas e prestações de serviços representam os «proveitos» mais importantes


para as empresas, na medida em que é a partir deles que se geram os meios
monetários necessários para fazer as despesas correntes. Para o seu registo,
utilizam-se as seguintes contas: vendas e prestações de serviços.

6.3.1 - Desconto e abatimento em venda

O estudo dos descontos e abatimento ocorrido nas vendas podem revestir a forma de
descontos comerciais e financeiro.

Quando o desconto é concedido após a emissão a factura torna-se necessário emitir


uma nota de crédito, dando origem aos seguintes registos:

 O valor dos descontos e abatimento são registados a débito da subconta;


desconto e abatimento em venda, indicando deste modo a redução do valor
inicial da venda.
 Em contrapartida, o valore registado a creditado da subconta respectiva
"cliente”, traduzindo na redução da divida do cliente.
Registo contabilístico
Debita-se: a conta venda na subconta 61.8 - Descontos e abatimento.
Credita-se: a conta 31 – Cliente.

6.3.2 - Devoluções de venda

Neste caso haverá lugar à emissão de uma Nota de devolução por parte do vendedor
(nota de credito) e da qual consta o valor da mercadoria devolvida. A sua
contabilização implica:
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a) Pela diminuição do proveito

Debita – se a conta 61 venda na sua subconta 61.7 Devoluções

Debita-se a conta 34 – estado na sua subconta 34.2 imposto de produção e consumo.

Credita-se: a conta 31 – Cliente

b) Pelo custo das existências devolvidas

A mercadoria devolvida volta a entrar no armazém da empresa vendedora pelo


valor do custo registado no momento da sua saída para venda.

Debita-se: a conta 26 - mercadoria

Credita-se: a conta 71 custo das existências vendidas

Custo da mercadorias vendidas apenas é apurada no final do exercício pelo que


os registo no razão de acordo com o Sistema de inventario intermitente ou
periódico.

 A conta “Mercadoria “ apenas possui existência inicial.


 As subcontas “compra” evidenciam o valor das compras realizadas durante
o ano, assim como o das devoluções e os descontos e abatimentos em
compras;
 As contas das mercadorias vendidas não foi movimentada ao longo do ano,
visto o referido custo determinado e registado somente no final do exercício
económico.

6.4 - Inventariação

A inventariação é o processo de determinação dos custos de cada produto, existente


no armazém.

Importância da Inventariação

O processo de inventariação, permite:

- Determinar os custos unitários de cada produto existente no armazém;

- Determinar as existências iniciais e finais de cada período;

- Facilitar o controlo dos produtos existente no armazém;

- Facilitar a determinação dos custos das existências vendidas.

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6.4.1 - Método de inventariação

Existem os seguintes métodos de inventariação:

a) LIFO
b) FIFO

Método FIFO é o processo de determinação dos custos unitários de cada produto


existente no armazém, segundo o critério de entrada e saída dos produtos no
armazém. Assim, este método, assenta no principio de que a primeira mercadoria a
entrar, será a primeira a sair.

Método LIFO é o processo de determinação dos custos unitário de cada produto


existente no armazém, segundo o critério de entrada e saída dos produtos no
armazém. Assim, este método, assenta no princípio de que a ultima mercadoria a
entrar, será a primeira a sair.

7.1 - Classe 3: Terceiro

7.1.1 - Conta 36 – Pessoal

Esta conta regista, todos os valores referentes as despesas com pessoal. As


despesas com o pessoal, estão, directamente ligado aos salários líquidos IRT
(imposto de rendimento de trabalho) e segurança social. Assim, o lançamento das
despesas com pessoal, é efectuado:

- Pelo processamento dos salários

- Pelo pagamento dos salários.

Pelo processamento dos salários

Antes de efectuar o pagamento dos salários, deve-se fazer o processamento dos


salários, isto é deve-se elaborar a folha de salário. Assim:

Pelo processamento do salário líquido, deve-se:

Debita-se: 72 – Custo com o pessoal

Credita-se: 36 – Pessoal

Pelo processamento de segurança social e IRT, deve-se:

Debitar: 72 – Custo com o pessoal

Credita-se: 34 – Estado nas suas respectivas subcontas.

Pelo pagamento dos salários

Depois de efectuar o processamento dos salários, deve-se fazer liquidação ou


pagamento dos salários. Assim:

a) Pelo pagamento do salário líquido deve-se

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Debita-se: 36 – Pessoal

Credita-se: a conta 43 Deposito a ordem/ 45 – Caixa.

b) Pelo pagamento de segurança social e IRT, deve-se:

Debitar: 34 – Estado

Creditar: a conta 43 Deposito a ordem/ 45 – Caixa.

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