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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

Faculdade Mineira de Direito


Unidade São Gabriel

Direito Constitucional Trabalho III

Arthur Guilherme Araujo Neves

Professor: José Adércio

Turma: 5º Periodo

Turno: Noite

Belo Horizonte

2014
Processo: RE 567985 MT
Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO
Julgamento
17/05/2008
:
Publicação: DJe-106 DIVULG 11/06/2008 PUBLIC 12/06/2008
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
JOSÉ ALVES DE SOUZA
Parte(s): ALZIRA MARIA DE OLIVEIRA SOUZA
GISELDA NATALIA DE SOUZA WINCK ROCHA E OUTRO(A/S)
DEFENSORIA PÚBLICA-GERAL DA UNIÃO

Decisão

Petição/STF nº 67.074/2008RECURSO EXTRAORDINÁRIO - REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA -


INTERVENÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA - VIABILIDADE EM RAZÃO DA MATÉRIA.1. Eis as
informações prestadas pelo Gabinete:O Defensor Público-Geral da União requer a respectiva inclusão no processo
como amicus curiae. Alega ser atribuição principal da Defensoria Pública da União a assistência jurídica à população
carente e sustenta estar atuando em vários processos sobrestados em razão do recurso extraordinário acima
identificado. Entende superada a decisão proferida no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.232,
na qual, há quase dez anos, considerou-se o valor de um quarto do salário mínimo per capita como o único critério
válido para demonstrar-se a miserabilidade do requerente do amparo assistencial.Em 11 de abril de 2008, foi
publicada a decisão em que o Tribunal assentou a existência de repercussão geral da questão suscitada no referido
extraordinário.Está pendente de publicação o mediante o qual Vossa Excelência determinou a remessa do processo ao
Procurador-Geral da República - cópia anexa.2. Está-se diante de questão que diz respeito ao menos afortunado.
AConstituição Federal prevê a atuação da Defensoria Pública, no tocante a ele, na assistência jurídica e judiciária.3.
Admito a participação do Defensor Público-Geral da União, apanhando o processo no estágio em que se encontra.4.
Publiquem.Brasília, 17 de maio de 2008.Ministro MARÇO AURÉLIO Relator
Processo: RE 486825 RJ
Relator(a): Min. AYRES BRITTO
Julgamento: 06/09/2011
Órgão
Primeira Turma
Julgador:
Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-025 DIVULG 03-02-2012 PUBLIC 06-02-2012
ADELANGELA CARVALHO SAGGIORO
MAURO JOSÉ FERRAZ LOPES
Parte(s): ARISTIDES JUNQUEIRA ALVARENGA
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Ementa

RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. DIREITO À RESTITUIÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES.


FUNDO DE PENSÃO FACULTATIVO, EXTINTO UNILATERALMENTE PELA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º E AO § 6º DO ART. 37 DA MAGNA
CARTA. OCORRÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.

1. Plano de pensão complementar facultativo, disponibilizado aos membros do Ministério Público do Estado do Rio
de Janeiro que optassem pela sua filiação. Plano autônomo, esse, internamente desvinculado do regime obrigatório de
contribuição mensal.

2. Caso em que a Administração Pública editou uma lei para dar fim a plano especial de pensão, quando ainda vivos
os supridores estipendiais desse plano. Situação em que lei posterior fez retroagir a sua eficácia temporal para
impedir a produção dos efeitos futuros de ato jurídico anteriormente consolidado, com violação à garantia
constitucional do inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal.
3. O dano suportado pelos servidores, derivado do rompimento unilateral pela Administração do plano de pensão,
consubstancia direito à indenização, na forma do § 6º do art. 37 da Constituição Federal. Com o que se faz imperioso
o reconhecimento da situação jurídica subjetiva dos recorrentes ante o Poder Público, sob pena de se chancelar o
enriquecimento estatal sem causa.

4. Recurso extraordinário provido para determinar a devolução aos recorrentes das contribuições pagas ao fundo de
reserva em tela.
Processo: RE 627334 SC
Relator(a): Min. AYRES BRITTO
Julgamento: 09/08/2011
Órgão Julgador: Segunda Turma
Publicação: DJe-182 DIVULG 21-09-2011 PUBLIC 22-09-2011
MIN. AYRES BRITTO
JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM E OUTRO(A/S)
Parte(s): KATIA REGINA MICHELS BONETTI
ESTADO DE SANTA CATARINA
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Ementa

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.


RECONHECIMENTO JUDICIAL DO DIREITO À VANTAGEM DENOMINADA “PRÊMIO EDUCAR”.
VEDAÇÃO LEGAL DE EXTENSÃO A SERVIDORES EM HIPÓTESES DESCRITAS. AFRONTA À
CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. SÚMULA VINCULANTE 10. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PROVIDO.

1. O Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, ao conceder à autora,
ora agravante, a vantagem denominada “Prêmio Educar”, mesmo diante a vedação expressa no art. 5º da Lei
estadual14.406/2008, afrontou a interpretação conferida pelo Supremo Tribunal Federal ao
art. 97 da Constituição Republicana e cristalizada por enunciado vinculante.

2. Agravo regimental desprovido.


Processo: RE 768494 GO
Relator(a): Min. LUIZ FUX
Julgamento: 19/09/2013
Órgão
Tribunal Pleno
Julgador:
Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-069 DIVULG 07-04-2014 PUBLIC 08-04-2014
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Parte(s): CLESIO ELIANDRO DE ASSIS
ELIO DIVINO SOARES
JOSÉ AGUIMAR NATIVIDADE

Ementa

Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 543-B DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL. ART. 5º, XL,


DA CONSTITUIÇÃO. ESTATUTO DO DESARMAMENTO (LEI Nº 10.826/03). CRIME DE POSSE DE ARMA
DE FOGO DE USO PERMITIDO. PRAZO PARA REGULARIZAÇÃO. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 417/2008.
NATUREZA JURÍDICA. APLICABILIDADE AOS FATOS PRATICADOS NO PERÍODO EM QUE VEDADO O
REGISTRO DA ARMA DE FOGO. ABOLITIO CRIMINIS TEMPORÁRIA. NÃO CONFIGURAÇÃO.
IRRETROATIVIDADE. PRECEDENTES. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.
1. O Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/03) favoreceu os possuidores e proprietários de arma de fogo com
duas medidas: (i) permitiu o registro da arma de fogo (art. 30) ou a sua renovação (art. 5º, § 3º); e (ii) facultou a
entrega espontânea da arma de fogo à autoridade competente (art. 32).
2. A sucessão legislativa prorrogou diversas vezes o prazo para as referidas medidas, a saber: (i) o Estatuto do
Desarmamento, cuja publicação ocorreu em 23 de dezembro de 2003, permitiu aos proprietários e possuidores de
armas de fogo tanto a solicitação do registro quanto a entrega das armas no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, após a
publicação do diploma; (ii) após a edição das leis10.884/2004, 11.119/2005 e 11.191/2005, o prazo final para
solicitação do registro de arma de fogo foi prorrogado para 23 de junho de 2005, enquanto o termo final para entrega
das armas foi fixado em 23 de outubro de 2005; (iii) a Medida Provisória nº 417 (convertida, posteriormente, na Lei
nº 11.706/08), cuja publicação ocorreu em 31 de janeiro de 2008, alargou o prazo para registro da arma de fogo até a
data de 31 de dezembro de 2008, bem como permitiu, sine die, a entrega espontânea da arma de fogo como causa de
extinção da punibilidade; (iv) por fim, a Lei nº 11.922/2009, cuja vigência se deu a partir de 14 de abril de 2009,
tornou a prolongar o prazo para registro, até 31 de dezembro de 2009.
3. A construção jurisprudencial e doutrinária, conquanto inexistente previsão explícita de abolitio criminis, ou mesmo
de que a eficácia do delito previsto no art. 12 do Estatuto do Desarmamento estaria suspensa temporariamente,
formou-se no sentido de que, durante o prazo assinalado em lei, haveria presunção de que o possuidor de arma de
fogo irregular providenciaria a normalização do seu registro (art. 30).
4. O art. 12 do Estatuto do Desarmamento, que prevê o crime de posse de arma de fogo de uso permitido, passou a ter
plena vigência ao encerrar-se o interstício no qual o legislador permitiu a regularização das armas (até 23 de junho de
2005, conforme disposto na Medida Provisória nº 253, convertida na Lei nº11.191/2005), mas a Medida Provisória
nº 417, em 31 de janeiro de 2008, reabriu o prazo para regularização até 31 de dezembro do mesmo ano.
5. No caso sub judice, a vexata quaestio gira em torno da aplicabilidade retroativa da Medida Provisória nº 417 aos
fatos anteriores a 31 de janeiro de 2008, à luz do art. 5º, XL, da Constituição, que consagra a retroatividade da lex
mitior, cabendo idêntico questionamento sobre a retroeficácia da Lei nº11.922/2009 em relação aos fatos ocorridos
entre 1º de janeiro de 2009 e 13 de abril do mesmo ano.
6. Consectariamente, é preciso definir se a novel legislação deve ser considerada abolitio criminis temporária do
delito previsto no art. 12 da Lei nº10.826/03, caso em que impor-se-ia a sua eficácia retro-operante.
7. O possuidor de arma de fogo, no período em que vedada a regularização do registro desta, pratica conduta típica,
ilícita e culpável, porquanto cogitável a atipicidade apenas quando possível presumir que o agente providenciaria em
tempo hábil a referida regularização, à míngua de referência expressa, noEstatuto do Desarmamento e nas normas
que o alteraram, da configuração de abolitio criminis.
8. A jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que, verbis: “I - A vacatio legis de 180 dias prevista nos
artigos 30 e 32 da Lei 10.826/2003, com a redação conferida pela Lei 11.706/2008, não tornou atípica a conduta de
posse ilegal de arma de uso restrito. II – Assim, não há falar em abolitio criminis, pois a nova lei apenas estabeleceu
um período de vacatio legis para que os possuidores de armas de fogo de uso permitido pudessem proceder à sua
regularização ou à sua entrega mediante indenização. III – Ainda que assim não fosse, a referida vacatio legis não tem
o condão de retroagir, justamente por conta de sua eficácia temporária” (RHC 111637, Relator (a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 05/06/2012). Em idêntico sentido: HC 96168, Relator (a): Min.
EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 09/12/2008.
9. O Pretório Excelso, pelos mesmos fundamentos, também fixou entendimento pela irretroatividade do Estatuto do
Desarmamento em relação aos delitos de posse de arma de fogo cometidos antes da sua vigência (HC 98180, Relator
(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, julgado em 29/06/2010; HC 90995, Relator (a): Min.
MENEZES DIREITO, Primeira Turma, julgado em 12/02/2008). 10. In casu: (i) o Recorrido foi preso em flagrante,
na data de 27 de dezembro de 2007, pela posse de arma de fogo e munição (um revólver Taurus, calibre 22, nº 97592,
com seis munições intactas do mesmo calibre; uma cartucheira Rossi, calibre 28, nº 510619; um Rifle CBC, calibre
22, nº 00772; uma espingarda de fabricação caseira, sem marca visível; uma espingarda Henrique Laport, cano longo;
uma espingarda de marca Rossi, calibre 36, nº 525854; nove cartuchos, sendo cinco de metal e cheios, calibre 28, e
quatro de plástico, calibre 20, intactos), bem como por ocultar motocicletas com chassis adulterados; (ii) o ora
Recorrido foi condenado, em primeira instância, à pena de 08 (oito) anos de reclusão pela prática dos crimes
previstos no art. 12 da Lei nº10.826/03, no art. 180, §§ 1º e 2º, e no art. 311, ambos do Código Penal; (iii) o Tribunal
de Justiça de Goiás reformou em parte a sentença para absolver o Recorrido das imputações do art. 12 da Lei
nº 10.826/03, com base no art. 386,V, do CPP. 11. Ex positis, dou provimento ao Recurso Extraordinário do
Ministério Público para restabelecer a sentença condenatória de primeira instância, ante a irretroatividade da norma
inserida no art. 30 da Lei nº 10.826/03 pela Medida Provisória nº 417/2008, considerando penalmente típicas as
condutas de posse de arma de fogo de uso permitido ocorridas após 23 de junho de 2005 e anteriores a 31 de janeiro
de 2008.

Decisão

O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, deu provimento ao recurso extraordinário. Votou o
Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Falou pelo recorrente o Dr.Christiano Mota e Silva, Promotor de Justiça. Plenário, 19.09.2013.
Processo: RE 398041 PA
Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA
Julgamento: 30/11/2006
Órgão
Tribunal Pleno
Julgador:
Publicação: DJe-241 DIVULG 18-12-2008 PUBLIC 19-12-2008 EMENT VOL-02346-09 PP-02007
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Parte(s): SÍLVIO CAETANO DE ALMEIDA
JOÃO AGRIPINO DE VASCONCELOS MAIA E OUTRO(A/S)

Ementa

DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. ART. 149 DO CÓDIGO PENAL. REDUÇÃO Á CONDIÇÃO


ANÁLOGA À DE ESCRAVO. TRABALHO ESCRAVO. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. DIREITOS
FUNDAMENTAIS. CRIME CONTRA A COLETIVIDADE DOS TRABALHADORES.
ART. 109, VI DACONSTITUIÇÃO FEDERAL. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA FEDERAL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.
A Constituição de 1988 traz um robusto conjunto normativo que visa à proteção e efetivação dos direitos
fundamentais do ser humano. A existência de trabalhadores a laborar sob escolta, alguns acorrentados, em situação de
total violação da liberdade e da autodeterminação de cada um, configura crime contra a organização do trabalho.
Quaisquer condutas que possam ser tidas como violadoras não somente do sistema de órgãos e instituições com
atribuições para proteger os direitos e deveres dos trabalhadores, mas também dos próprios trabalhadores, atingindo-
os em esferas que lhes são mais caras, em que aConstituição lhes confere proteção máxima, são enquadráveis na
categoria dos crimes contra a organização do trabalho, se praticadas no contexto das relações de trabalho. Nesses
casos, a prática do crime prevista no art. 149 do Código Penal (Redução à condição análoga a de escravo) se
caracteriza como crime contra a organização do trabalho, de modo a atrair a competência da Justiça federal
(art. 109, VI da Constituição) para processá-lo e julgá-lo. Recurso extraordinário conhecido e provido.

Decisão

A Turma, acolhendo proposta do Relator, afetou o julgamento da causa ao Plenário do Supremo Tribunal Federal.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Carlos Velloso. 2ª Turma, 14.12.2004. Decisão: Após
o voto do Senhor Ministro Joaquim Barbosa (relator), que conhecia e dava provimento ao recurso para anular o
acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, devolvendo, para o julgamento final da apelação, no que foi
acompanhado pelos votos dos Senhores Ministros Eros Grau, Carlos Britto e Sepúlveda Pertence, e dos votos dos
Senhores Ministros Cezar Peluso e Carlos Velloso, que negavam provimento ao recurso, pediu vista dos autos o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Falou pelo Ministério Público Federal o Dr. Cláudio Lemos Fonteles, Procurador-
Geral da República. Presidência do Senhor Ministro Nelson Jobim. Plenário, 03.03.2005.Decisão: Renovado o pedido
de vista do Senhor Ministro Gilmar Mendes, justificadamente, nos termos do § 1º do artigo 1º da Resolução nº 278,
de 15 de dezembro de 2003. Presidência do Senhor Ministro Nelson Jobim. Plenário, 13.4.2005. Decisão: O Tribunal,
por maioria, deu provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, vencidos os Senhores Ministros Cezar
Peluso, Carlos Velloso e Março Aurélio, que negavam provimento. Não participou da votação o Senhor Ministro
Ricardo Lewandowski por suceder ao Senhor Ministro Carlos Velloso que proferira voto. Ausentes, justificadamente,
a Senhora Ministra Ellen Gracie (Presidente), o Senhor Ministro Sepúlveda Pertence e, neste julgamento, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Gilmar Mendes (Vice-Presidente). Plenário,
30.11.2006.
Processo: RE 228177 MG
Relator(a): Min. GILMAR MENDES
Julgamento: 17/11/2009
Órgão
Segunda Turma
Julgador:
Publicação: DJe-040 DIVULG 04-03-2010 PUBLIC 05-03-2010 EMENT VOL-02392-03 PP-00593
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Parte(s): TRANSETE - TRANSPORTE COLETIVO SETE LAGOAS LTDA E OUTRO
GERALDO JOSÉ DE BARROS E SILVA E OUTRO

Ementa

Recurso extraordinário.

2. Ação Civil Pública. Ministério Público. 3.Tarifa de transporte público. Cálculo. Precedentes da 1a Turma.

4. Recurso extraordinário provido.

Decisão

Após o voto do Ministro-Relator, que conhecia do recurso extraordinário e lhe dava provimento, pediu vista o Senhor
Ministro Eros Grau. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidiu, este
julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 01.04.2008.Decisão: Recurso extraordinário provido, nos
termos do voto do Relator. Decisão unânime. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma,
17.11.2009.

Resumo Estruturado

- VIDE EMENTA E INDEXAÇÃO PARCIAL: PROVIMENTO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO,


DETERMINAÇÃO, PROSSEGUIMENTO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA, DISCUSSÃO. LEGITIMIDADE,
MINISTÉRIO PÚBLICO, PROPOSITURA, AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEFESA, INTERESSE DIFUSO,
IMPUGNAÇÃO, REAJUSTE, PREÇO, TARIFA, TRANSPORTE COLETIVO, EXISTÊNCIA, PRESTAÇÃO DE
SERVIÇO, SUBMISSÃO, CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
Processo: RE 562045 RS
Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI
Julgamento: 06/02/2013
Órgão
Tribunal Pleno
Julgador:
Publicação: DJe-233 DIVULG 26-11-2013 PUBLIC 27-11-2013 EMENT VOL-02712-01 PP-00001
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Parte(s):
ESPÓLIO DE EMÍLIA LOPES DE LEON
ANTONIO JOSÉ DIDONET

Ementa

RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. LEI ESTADUAL: PROGRESSIVIDADE


DE ALÍQUOTA DE IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS.
CONSTITUCIONALIDADE. ART.

145, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRINCÍPIO DA IGUALDADE MATERIAL TRIBUTÁRIA.


OBSERVÂNCIA DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.

Decisão

Após o voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (relator), desprovendo o recurso, pediu vista dos autos o
Senhor Ministro Eros Grau. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presidência do Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Plenário,12.06.2008. Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski
(Relator), desprovendo o recurso, e os votos dos Senhores Ministros Eros Grau, Menezes Direito, Cármen Lúcia e
Joaquim Barbosa, provendo-o, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Carlos Britto. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Ellen Gracie. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 17.09.2008. Decisão: Após
o voto-vista do Senhor Ministro Ayres Britto, dando provimento ao recurso, no que foi acompanhado pela Senhora
Ministra Ellen Gracie, pediu vista dos autos o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, neste julgamento, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes e, licenciado, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presidência do Senhor Ministro Cezar
Peluso. Plenário, 04.08.2011. Decisão: Colhidos o voto-vista do Ministro Marco Aurélio e os votos dos Ministros
Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello, o Tribunal, por maioria, deu provimento ao recurso extraordinário,
vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski (Relator) e Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim
Barbosa. Redigirá o acórdão a Ministra Cármen Lúcia. Não participaram da votação os Ministros Rosa Weber, Luiz
Fux e Dias Toffoli por sucederem, respectivamente, aos Ministros Ellen Gracie, Eros Grau e Menezes Direito, todos
com voto em assentada anterior. Plenário, 06.02.2013.Decisão: Colhidos o voto-vista do Ministro Marco Aurélio e os
votos dos Ministros Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello, o Tribunal, por maioria, deu provimento ao
recurso extraordinário, vencidos os Ministros Ricardo Lewandowski (Relator) e Marco Aurélio. Votou o Presidente,
Ministro Joaquim Barbosa. Redigirá o acórdão a Ministra Cármen Lúcia. Não participaram da votação os Ministros
Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli por sucederem, respectivamente, aos Ministros Ellen Gracie, Eros Grau e
Menezes Direito, todos com voto em assentada anterior. Plenário, 06.02.2013.
Processo: RE 592619 RS
Relator(a): Min. GILMAR MENDES
Julgamento: 08/09/2010
Órgão
Tribunal Pleno
Julgador:
Publicação: DJe-218 DIVULG 12-11-2010 PUBLIC 16-11-2010 EMENT VOL-02431-01 PP-00179
INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS
PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S)
Parte(s):
DÁRCIA RAQUEL DE MATOS ÁVILA
ANDRIZE LEITE CALDEIRA E OUTRO(A/S)

Ementa

Recurso Extraordinário.

2. Alegação de ofensa ao art. 87 do ADCT e ao § 4º do art. 100 da Constituição Federal. Ocorrência.

3. Fracionamento do valor de precatório em execução de sentença, com o objetivo de efetuar o pagamento das custas
processuais por meio de requisição de pequeno valor (RPV). Impossibilidade.

4. Recurso extraordinário provido.

Decisão

O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário.
Votou o Presidente, Ministro Cezar Peluso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Ellen Gracie. Plenário,
08.09.2010.
Processo: RE 470520 SP
Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI
Julgamento: 17/09/2013
Órgão
Primeira Turma
Julgador:
Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-229 DIVULG 20-11-2013 PUBLIC 21-11-2013
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC
ÂNGELA PAES DE BARROS DI FRANCO E OUTRO(A/S)
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Parte(s): PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
CHEFE DA SUBDIVISÃO DE IMUNIDADE E INSENÇÕES DO DEPARTAMENTO DE
RENDAS IMOBILIÁRIAS DA SECRETÁRIA DAS FINANÇAS DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO

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EMENTA Imunidade. Entidade educacional. Artigo 150, inciso VI, alínea c, daConstituição Federal. ITBI. Aquisição
de terreno sem edificação. Fato gerador. Momento da aquisição. Destinação às finalidades essenciais da entidade.
Presunção. Ônus da prova. Precedentes.

1. No caso do ITBI, a destinação do imóvel às finalidades essenciais da entidade deve ser pressuposta, sob pena de
não haver imunidade para esse tributo.

2. A condição de um imóvel estar vago ou sem edificação não é suficiente, por si só, para destituir a garantia
constitucional da imunidade.

3. A regra da imunidade se traduz numa negativa de competência, limitando, a priori, o poder impositivo do Estado.

4. Na regra imunizante, como a garantia decorre diretamente da Carta Política, mediante decote de competência
legislativa, as presunções sobre o enquadramento originalmente conferido devem militar a favor das pessoas ou das
entidades que apontam a norma constitucional.
5. Quanto à imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal, o ônus de elidir a presunção
de vinculação às atividades essenciais é do Fisco.

6. Recurso extraordinário provido.

Decisão

A Turma deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. José
Arnaldo da Fonseca Filho, pelo Recorrente, e a Dra. Simone Andréa Barcelos Coutinho, Procuradora do Município
de São Paulo, pelo Recorrido.Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 17.9.2013.
Processo: RE 279469 RS
Relator(a): Min. MAURÍCIO CORRÊA
Julgamento: 16/03/2011
Órgão
Tribunal Pleno
Julgador:
Publicação: DJe-117 DIVULG 17-06-2011 PUBLIC 20-06-2011 EMENT VOL-02547-01 PP-00045
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PGE-RS - YASSODARA CAMOZZATO E OUTROS
Parte(s):
JOALDO AFONSO NERY
FRANCISCO DE PAULA BERMÚDEZ GUEDES

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E MENTA: SERVIDOR PÚBLICO.

Militar alistável. Elegibilidade. Policial da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, com menos de 10 (dez) anos de
serviço. Candidatura a mandato eletivo. Demissão oficial por conveniência do serviço. Necessidade de afastamento
definitivo, ou exclusão do serviço ativo. Pretensão de reintegração no posto de que foi exonerado. Inadmissibilidade.
Situação diversa daquela ostentada por militar com mais de 10 (dez) anos de efetivo exercício. Mandado de
segurança indeferido. Recurso extraordinário provido para esse fim. Interpretação das disposições do art. 14, § 8º,
incs. I e II, da CF. Voto vencido. Diversamente do que sucede ao militar com mais de dez anos de serviço, deve
afastar-se definitivamente da atividade, o servidor militar que, contando menos de dez anos de serviço, pretenda
candidatar-se a cargo eletivo.

Decisão

Decisão: Após o voto do Senhor Ministro-Relator, que não conhece do recurso extraordinário, o julgamento foi
suspenso, em virtude do pedido de vista formulado pelo Senhor Ministro Carlos Velloso. Ausentes, justificadamente,
neste julgamento, os Senhores Ministros Néri da Silveira e Nelson Jobim. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2a. Turma, 28.08.2001.Decisão: A Turma, por unanimidade, acolhendo proposta do
Ministro-Relator, afetou o julgamento da causa ao Plenário. 2ª Turma, 14.05.2002.Decisão: Após o voto do Relator,
Ministro Maurício Corrêa, Presidente, que conhecia do recurso extraordinário, mas o desprovia, e do voto do Senhor
Ministro Carlos Velloso, que o conhecia igualmente, mas lhe dava provimento, pediu vista dos autos o Senhor
Ministro Cezar Peluso. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Nelson Jobim. Plenário, 14.04.2004. Decisão:
Renovado o pedido de vista do Senhor Ministro Cezar Peluso, justificadamente, nos termos do § 1º do artigo 1º da
Resolução nº 278, de 15 de dezembro de 2003. Presidência, em exercício, do Senhor Ministro Nelson Jobim, Vice-
Presidente.Plenário, 13.05.2004.Decisão: Colhido o voto-vista do Presidente, Ministro Cezar Peluso, o Tribunal, por
maioria, deu provimento ao recurso, contra o voto do Senhor Ministro Maurício Corrêa (Relator). Redigirá o acórdão
o Presidente. Não participaram da votação os Senhores Ministros Luiz Fux e Ricardo Lewandowski. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Ayres Britto. Plenário, 16.03.2011.
Processo: REsp 1294681 PE 2011/0289955-3
Relator(a): Ministra LAURITA VAZ
Julgamento: 24/09/2013
Órgão
T5 - QUINTA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 02/10/2013

Ementa

RECURSO ESPECIAL. PENAL. SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ELEMENTO


SUBJETIVO DO CRIME. DOLO ESPECÍFICO. COMPROVAÇÃO DESNECESSÁRIA. PRECEDENTE DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.

1. O elemento subjetivo do crime de sonegação de contribuição previdenciária é o dolo genérico, consistente na


evasão tributária, sendo dispensável, para a subsunção típica, demonstrar o animus específico de fraudar a
Previdência Social. Precedente.

2. Recurso especial provido.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar
provimento, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Jorge Mussi, Marco Aurélio Bellizze,
Moura Ribeiro e Regina Helena Costa votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Processo: REsp 1354162 MG 2012/0244453-0
Relator(a): Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR)
Julgamento: 16/04/2013
Órgão
T5 - QUINTA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 22/04/2013

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PENAL. TENTATIVA DE FURTO QUALIFICADO PELO CONCURSO DE PESSOAS. RÉUREINCIDENTE.


INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.RECURSO ESPECIAL PROVIDO.

1- Não é possível a aplicação do princípio da insignificância nahipótese de tentativa de furto, quando o réu for
reincidente.

2 - Recurso Especial provido, para restabelecer a sentença deprimeiro grau.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Senhores Ministros da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, em conhecer do recurso e lhe dar provimento, nos
termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Laurita Vaz, Jorge Mussi e Marco Aurélio Bellizze
votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, a Sra. Ministra Marilza Maynard (Desembargadora
convocada do TJ/SE).
Processo: REsp 1379213 TO 2013/0101363-4
Relator(a): Ministro SIDNEI BENETI
Julgamento: 13/08/2013
Órgão
T3 - TERCEIRA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 26/08/2013

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RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS DO DEVEDOR. EXECUÇÃO FUNDADA EM CÉDULA RURAL


PIGNORATÍCIA. DIREITO À SECURITIZAÇÃO RECONHECIDO JUDICIALMENTE. INEXIGIBILIDADE DO
TÍTULO. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. RECURSO ESPECIAL PROVIDO.

1.- Conforme a orientação jurisprudencial pacífica desta Corte, sendo reconhecido judicialmente o direito à
securitização da dívida rural, a respectiva execução deve ser extinta, uma vez que o título deixa de ser líquido, certo e
exigível.

2.- Recurso Especial provido.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Terceira Turma
do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, dar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.Os Srs. Ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Nancy Andrighi votaram com o Sr. Ministro
Relator. Impedidos os Srs. Ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e João Otávio de Noronha. Dr (a). RUBEN
RITTER, pela parte RECORRENTE: RUBEN RITTER
Processo: REsp 1284978 RJ 2011/0224875-2
Relator(a): Ministro SIDNEI BENETI
Julgamento: 26/06/2012
Órgão
T3 - TERCEIRA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 29/06/2012

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INDENIZAÇÃO. INDEVIDA A DEDUÇÃO DE VALOR RECEBIDO DO INSS A TÍTULOPREVIDENCIÁRIO.


RECURSO ESPECIAL PROVIDO.

1.- Não se deduzem de indenização por danos sofridos no trabalho osvalores recebidos do INSS a título de benefícios
previdenciários.

2.- Recurso Especial provido.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Terceira Turma
do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, dar provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator. Os Srs. Ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Nancy Andrighi e
Massami Uyeda votaram com o Sr. Ministro Relator. Dr (a). MARCOS TABET, pela parte RECORRENTE: CARLA
ALVES DOS SANTOS
Processo: REsp 1340450 RJ 2012/0179013-4
Relator(a): Ministra MARILZA MAYNARD (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/SE)
Julgamento: 05/12/2013
Órgão
T6 - SEXTA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 16/12/2013

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RECURSO ESPECIAL. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE


LIBERDADE ASSISTIDA. SUPERVENIÊNCIA DA MAIORIDADE DURANTE O CUMPRIMENTO DA
MEDIDA IMPOSTA. IRRELEVÂNCIA. INADMISSIBILIDADE DA SUA EXTINÇÃO. RECURSO ESPECIAL
PROVIDO.
- Esta Corte Superior possui o entendimento pacífico de que o Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu
art. 121, § 5º, admite a possibilidade da extensão do cumprimento da medida socioeducativa até os 21 anos de idade,
abarcando qualquer que seja a medida imposta ao adolescente.

- Tendo em conta que o recorrente, nascido em 07/02/1993, ainda não completou 21 (vinte e um) anos, não há falar
em extinção da medida socioeducativa imposta. Recurso especial provido para cassar o acórdão que julgou extinta a
punibilidade do menor infrator, restabelecendo a decisão do Juízo da Vara da Infância e Juventude.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, dar
provimento ao recurso especial, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Maria Thereza de
Assis Moura, Sebastião Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com a Sra. Ministra Relatora. Ausente,
justificadamente, a Sra. Ministra Assusete Magalhães.
Processo: REsp 1256093 SC 2011/0120631-0
Relator(a): Ministro CASTRO MEIRA
Julgamento: 14/02/2012
Órgão
T2 - SEGUNDA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 05/03/2012

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TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. PARCELAMENTO.PRESCRIÇÃO


DECLARADA ANTES DO TRANSCURSO DO PRAZO PRESCRICIONAL.RECURSO ESPECIAL PROVIDO.

1. Nos termos do art. 40, § 4º, da Lei 6.830/80 e da Súmula 314desta Corte, o prazo da prescrição quinquenal
intercorrente teminício após o arquivamento do processo, o qual ocorreautomaticamente findo o período da
suspensão.

2. Mostra-se equivocada a declaração da prescrição quando nãodecorreu o lustro prescricional entre o arquivamento
do feito e oparcelamento do débito tributário.

3. Recurso especial provido.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda
Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, dar provimento ao recurso nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator. Os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin (Presidente), Mauro Campbell Marques e
Cesar Asfor Rocha votaram com o Sr. Ministro Relator.
Processo: REsp 1279619 RJ 2011/0155512-8
Relator(a): Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA
Julgamento: 04/12/2012
Órgão
T1 - PRIMEIRA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 10/12/2012

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ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CONCURSO PÚBLICO. EXAMEPSICOTÉCNICO. PERFIL


PROFISSIOGRÁFICO. CRITÉRIOS SUBJETIVOS.EXISTÊNCIA. ILEGALIDADE. RECURSO ESPECIAL
PROVIDO.

1. "Consoante reiterada jurisprudência desta Corte Superior, alegalidade do exame psicotécnico em provas de
concurso público estásubmetida a previsão legal e não deve ostentar caráter subjetivo esigiloso" (AgRg no AREsp
111.010/DF, Rel. Min. MAURO CAMPBELLMARQUES, Segunda Turma, DJe 26/3/12).

2. Hipótese em que o edital que regulou o certame em momento nenhumseguiu as diretrizes previstas no art. 6º, c e f,
do Decreto-Lei2.321/87, uma vez que deixou de apontar de forma clara e objetivaquais seriam as "condições de
sanidade psíquica" exigidas doscandidatos e, em especial, quais técnicas psicológicas seriamaplicáveis.

3. Considerando-se que o concurso ora impugnado é regido pelo Editalde 11/5/93, é de rigor reconhecer que a
publicação do Decreto 6.944,de 21/8/09, importa em fato superveniente que veio ao encontro dapretensão deduzida
pelo recorrente, na medida em que tornou ilegal aexigência editalícia de adequação a um perfil
profissiográficopreestabelecido (art. 14, § 2º, sendo irrelevante que o referidodispositivo tenha sido alterado pelo
Decreto 7.308, de 22/9/10, umavez que este não pode retroagir para prejudicar a pretensão dorecorrente.3. Recurso
especial provido para, reformando o acórdão recorrido,restabelecer os efeitos da sentença que julgou
parcialmenteprocedente o pedido formulado na inicial.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA
TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, dar provimento ao recurso especial para, reformando o
acórdão recorrido, restabelecer os efeitos da sentença que julgar parcialmente procedente o pedido formulado na
inicial, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Benedito
Gonçalves e Ari Pargendler votaram com o Sr. Ministro Relator.
Processo: REsp 1372370 RS 2013/0062144-8
Relator(a): Ministra LAURITA VAZ
Julgamento: 27/08/2013
Órgão
T5 - QUINTA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 04/09/2013

Ementa

RECURSO ESPECIAL. PENAL. CRIME AMBIENTAL. ART. 34, CAPUT, DA LEI N.º 9.605/98. PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA. ANÁLISE DO CASO CONCRETO. APLICABILIDADE. PRECEDENTES DO STJ E STF.
RECURSO ESPECIAL PROVIDO.

1. A aplicabilidade do princípio da insignificância deve observar as peculiaridades do caso concreto, de forma a aferir
o potencial grau de reprovabilidade da conduta, valendo ressaltar que delitos contra o meio ambiente, a depender da
extensão das agressões, têm potencial capacidade de afetar ecossistemas inteiros, podendo gerar dano ambiental
irrecuperável, bem como a destruição e até a extinção de espécies da flora e da fauna, a merecer especial atenção do
julgador.

2. Na hipótese dos autos, a conduta dos Acusados, consubstanciada na prática de pesca em local interditado pelo
órgão competente, não ocasionou expressiva lesão ao bem jurídico tutelado, já que foram apreendidos apenas
petrechos, sem, contudo, nenhum espécime ter sido retirado do rio, o que afasta a incidência da norma penal.

3. Recurso especial provido para absolver o Recorrente em face da atipicidade da conduta pela incidência do
princípio da insignificância.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar
provimento, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Jorge Mussi, Marco Aurélio Bellizze,
Campos Marques (Desembargador convocado do TJ/PR) e Marilza Maynard (Desembargadora convocada do TJ/SE)
votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Processo: REsp 476680 SP 2002/0151090-2
Relator(a): Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA
Julgamento: 18/12/2012
Órgão
T4 - QUARTA TURMA
Julgador:
Publicação: DJe 18/06/2013

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PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL NA AÇÃO RESCISÓRIA. DOCUMENTO NOVO QUE


DEMONSTRA A INSUBSISTÊNCIA DA BASE DE CÁLCULO ADOTADA EM PROCESSO DE LIQUIDAÇÃO.
APTIDÃO PARA RESCINDIR A DECISÃO PROFERIDA NA LIQUIDAÇÃO. RECURSO ESPECIAL
PROVIDO.

1. Para fins do art. 485, VII, do CPC, deve ser considerado documento novo decisão judicial pretérita, até então
desconhecida da parte, que influi diretamente no valor de bem imóvel que foi adotado como base de cálculo em
perícia levada a efeito em processo de liquidação.

2. No caso, a apresentação de documento novo, em ação rescisória, é apta a rescindir a decisão proferida na
liquidação, devendo outra ser proferida em seu lugar.

3. Recurso especial a que se dá provimento.

Acórdão

Prosseguindo no julgamento, após o voto-vista do Ministro Luis Felipe Salomão, negando provimento ao recuso
especial, divergindo do relator, e o voto do Ministro Março Buzzi, no sentido da divergência, e os votos dos Ministros
Raul Araújo e Maria Isabel Gallotti acompanhando o relator, a Quarta Turma, por maioria, deu provimento ao
recurso especial, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Ministros Luis Felipe Salomão e Março Buzzi. Os Srs.
Ministros Raul Araújo e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr. Ministro Relator.

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