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Docência emLivro

Título do EaD:
Planejamento
Autores do Livro Pedagógico
de Disciplinas

Maria Angélica C. Zanotto


Docência em EaD: Planejamento Pedagógico de Disciplinas

Referenciais para o Planejamento.

Neste texto, apresentamos alguns referenciais e materiais para apoiá-los no


planejamento de sua disciplina ou atividade curricular, seja ela ministrada na modalidade a
distância (EaD) ou na modalidade presencial quando há o interesse de integrar atividades
presenciais e a distância, utilizando recursos da EaD. Estes referenciais e materiais de apoio
ao planejamento pedagógico foram organizados em torno de perguntas. Procuramos
abordar o que consideramos ser mais relevante para o planejamento das referidas
disciplinas, de forma sintética e visual.

Para visualizar os conteúdos, você poderá acessar o MENU abaixo, para leitura de
um material específico, ou seguir pelo material:

Por que planejar o ensino?

Por onde inicio o planejamento?

O que é um Mapa de Atividades?

Como elaborar um mapa de atividades?

O que são Plano de Ensino, Guia da Disciplina e Guia de Unidades?

O que são e como redigir objetivos educacionais?

Como propor atividades?

Como definir os materiais de estudo?

Que tempo considerar para o planejamento pedagógico?

Como calculo a carga horária?

Como definir critérios de avaliação?

Checklist para o planejamento pedagógico


Por que planejar o ensino?

Num sentido amplo, planejar é ação inerente a todo e qualquer aspecto da vida
humana, desde os mais simples aos mais complexos, de modo a que tenhamos condições de
lidar com situações vindouras ou vislumbrar algo que ainda não aconteceu, mas que se fazem
necessárias ou desejadas, num determinado período. Traz o sentido de preparação,
antecipação, organização de recursos e tempo, para consecução de metas e objetivos.

Da mesma forma, ações educativas de toda natureza, sejam formais ou informais, em


todos os níveis e modalidades de ensino, podem e devem ser planejadas, atentando-se, no
entanto, para a especificidade destas ações: ensinar e aprender (CLEMENTINO, 2015, p. 132).

A maioria dos professores universitários reconhece a importância do


planejamento de ensino. Mas nem todos planejam seus cursos de maneira
criativa. Muitos simplesmente seguem os capítulos de um livro-texto, sem
considerar o que é realmente necessário que os alunos aprendam (GIL,
2010, p. 94).

Na figura abaixo, vemos os níveis de planejamento para a educação formal e as ações


que são realizadas em cada um deles.

Figura 1: Níveis de planejamento.

Fonte: Autoria própria.


Por onde inicio o planejamento?

Em qualquer forma de planejamento há uma etapa inicial de reflexão para tomada de


decisões que podemos denominar de análise de contexto. Esta fase permite o levantamento
de uma série de aspectos para a realização do planejamento e delineamento da disciplina.
Elaboramos um pequeno roteiro que pensamos ser útil para a tarefa.

Este infográfico, baseado em Kenski (2005), está disponível no Portal Educapes, com
licença CC-BY-SA e pode ser acessado pelo link
https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/206094

Figura 2: Análise de contexto.

Fonte: Autoria própria.


O que é um Mapa de Atividades?

O Mapa de Atividades (ZANOTTO e BIANCHI, 2018) dispõe, no formato de quadro,


os componentes didáticos relacionados ao processo de ensino e aprendizagem de uma
disciplina, de forma que após o preenchimento das informações, é possível a visualização
do planejamento pedagógico da disciplina como um todo: unidades de aprendizagem
(semanas, etapas ou módulos), prazos, objetivos específicos, conteúdos programáticos,
materiais de estudo, atividades dos alunos e critérios de avaliação. Permite que o professor
visualize a relação entre esses componentes, nos seguintes aspectos:

 se a distribuição da carga horária entre elas está equilibrada e de acordo com a


carga horária total prevista para a disciplina;
 se o conteúdo previsto para a disciplina (conteúdo programático) foi todo
contemplado;
 se há diversificação, excesso ou falta de materiais de estudo;
 se há diversificação, excesso ou falta de atividades e se estas são coerentes com os
objetivos e conteúdos propostos;
 se os critérios de avaliação das atividades estão coerentes com os objetivos
propostos.

Figura 3: Características de um mapa de atividades.

Fonte: Autoria própria.


Como elaborar um Mapa de Atividades?

Criamos um quadro editável que pode ser acessado nos links indicados. No próprio
quadro há orientações para o preenchimento, mas damos um passo a passo abaixo.

Tabela 1: Orientações para preenchimento do Mapa de Atividades.

Máscara Mapa de Atividades Máscara do Mapa de Atividades

Baixe a Máscara do Mapa de Atividades na extensão de


sua preferência (docx ou odt). Clique no ícone à esquerda
para acessar as máscaras.

Alguns exemplos
Banco de Mapas
Reunimos no Banco de Mapas, um conjunto de Mapas de
Atividades. Não são modelos, mas permitem a
visualização global do planejamento de disciplinas,
elaboradas por participantes em ofertas anteriores de um
curso de formação, como parte das atividades do
Planejamento de Ensino.

Clique no ícone à esquerda para acessar.


Passo a passo
1. Veja a seção Por onde inicio o planejamento? para
Relações entre os componentes do levantar elementos importantes para o planejamento da
Mapa de Atividades disciplina.

2. Se necessário, consulte o Banco de Mapas.


3. Baixe a Máscara do Mapa de Atividades, na versão
desejada. Salve o documento na sua máquina para editá-
lo.
4. Faça o planejamento pedagógico da disciplina,
preenchendo as colunas e linhas do Mapa com as
informações pertinentes. Consulte também o conteúdo
das outras seções.
5. Acesse o PDF com dicas sobre as relações entre os
componentes do mapa de atividades. Clique no ícone à
esquerda.
Questionário para autoavaliação do Autoavaliação do Mapa de Atividades
Mapa de Atividades Para realizar a autoavaliação, tenha o seu mapa
preenchido em mãos ou num arquivo aberto. Você pode
usar os resultados da autoavaliação para melhorar o seu
próprio mapa. Clique no ícone à esquerda para acessar o
questionário.

Fonte: Autoria Própria.


O que são Plano de Ensino, Guia de Disciplina e Guia de Unidades?

Após a análise prévia do contexto, o professor planeja sua disciplina considerando


os elementos do processo de ensino e aprendizagem. Este planejamento orienta não só o
trabalho do próprio professor, como também as atividades do aluno e, no caso dos cursos a
distância, os tutores e, se for o caso, as equipes de apoio (por exemplo: pedagógica,
audiovisual, Moodle).

Para atender às normas das Instituições de Ensino Superior (IES), este planejamento
deve ser redigido numa linguagem técnica e encaminhada para o sistema de gerenciamento
acadêmico (na UFSCar, o SIGA - Sistema Integrado de Gestão Acadêmica), passando a ser
denominado Plano de Ensino.

O Guia da Disciplina contém os principais componentes didáticos do Plano de


Ensino, porém é apresentado no ambiente virtual da disciplina, redigido numa linguagem
clara e voltada para os alunos. Podemos dizer que o Guia da Disciplina é o Plano de Ensino
"explicado" para o aluno, apresentado no ambiente virtual e revisto a cada nova oferta da
disciplina. Pode ser nomeado também como Guia do Curso ou Guia do Participante.

O Guia de Unidade (Semana, Etapa ou Módulo) apresenta, a exemplo do Guia da


Disciplina, o detalhamento do que está previsto para cada unidade de aprendizagem1, já
delineadas no Mapa de Atividades. Também é editado no recurso Livro do Moodle, numa
linguagem clara e voltada para o aluno. São numerados sequencialmente de forma que
cada Unidade de Aprendizagem (Semana, Etapa ou Módulo) disponha do seu próprio livro.
Podem ser nomeados de outra maneira, porém a ideia é que contenham as informações
referentes àquela Unidade (Semana, Etapa ou Módulo).

1
Uma Unidade de Aprendizagem pode ter duração variada e ser denominada de várias formas –
Semana, Etapa, Módulo – e prevê o tempo suficiente para o início e o término de cada um dos
conteúdos programáticos previstos.
Figura 4: Plano de Ensino e Guia da Disciplina.

Fonte: Autoria Própria.


O que são e como redigir objetivos educacionais?

Figura 5: Objetivos educacionais.

Fonte: Autoria Própria.


A elaboração e redação de objetivos educacionais é relativamente fácil se recorremos
a um quadro conceitual como a Taxonomia de Bloom.

Abaixo apresentamos um exercício de demonstração. Se você deseja se aprofundar na


temática, sugerimos o curso A importância da elaboração de objetivos educacionais no Ensino
Superior2, disponível no Portal de Cursos Abertos da UFSCar (PoCA-UFSCar).

Figura 6: Objetivos e habilidades de pensamento de ordem inferior e superior.

Fonte: Adaptado de Ayala, 2005; Bloom et al., 1983; Anderson et al., 2001.

Exercício de demonstração, a partir da Taxonomia de Bloom, tomando como exemplo os


seguintes objetivos específicos possíveis de serem elencados para o tema terrorismo, em
uma disciplina de História Contemporânea (AYALA, 2005):

A. Definir o conceito de terrorismo segundo a Organização das Nações Unidas.

B. Definir em suas próprias palavras o conceito de terrorismo a partir de uma série de


exemplos.

C. Usando a definição oficial de terrorismo das Nações Unidas, explicar as situações


apresentadas e classificá-las como situações de terrorismo ou não-terrorismo.

2
Para acessar o curso, utilize o link: https://cursos.poca.ufscar.br/course/view.php?id=7
D. Tomando como base a definição oficial de terrorismo das Nações Unidas e outras
organizações internacionais, redigir um documento, posicionando-se a respeito da legalidade
das intervenções de algumas nações em outras nações. Tome como exemplo os casos de EUA
vs. Chile, China vs. Tibete, EUA vs. Iraque, Iraque vs. Iran, EUA vs. Puerto Rico.

Como propor atividades?

Tabela 2: Orientações para proposição de atividades.

Para o contexto do planejamento pedagógico, atividades referem-se ao


conjunto de ações que o aluno precisa realizar na disciplina, para avançar
no seu processo de aprendizagem. Embora as interações do estudante
com os materiais de estudo definidos para a disciplina sejam um tipo de
atividade (atividades teóricas), é usual considerar sob esta nomenclatura
apenas as produções dos estudantes, individuais e coletivas, em diferentes
mídias e em diferentes linguagens (textual, audiovisual, plástica etc.).

Estas atividades podem ser virtuais e presenciais (realizadas no polo de


apoio presencial ou em sala de aula, no caso de disciplinas presenciais), se
assim for previsto pelo professor no seu Guia da Disciplina (ou Curso).

Na modalidade EaD, sobre estas atividades é que incide o cômputo da nota


e frequência: a realização e entrega de tarefas (das mais variadas
naturezas), a participação em dinâmicas de grupo, a manifestação em
fórum ou execução de procedimentos (experimentos, por exemplo)
indicam a atuação do aluno e é, portanto, passível de ser avaliada.
O ambiente Moodle permite a criação de várias atividades, individuais e
coletivas (ou colaborativas): tarefa, fórum, chat, wiki, questionário, lição,
enquete, glossário, base de dados, diário, laboratório de avaliação,
pesquisa. Consulte o Guia para as Atividades do Moodle e visualize as
possibilidades de atividades da plataforma.
Consulte também as informações adicionais disponíveis no site INOVAEH -
https://inovaeh.sead.ufscar.br/material-de-apoio/tutoriais/utilizacao-do-
moodle/
Vale destacar a importância da clareza na redação dos enunciados das
atividades, em cada ferramenta: os materiais teóricos de apoio (materiais
de estudo) e/ou unidade a que se refere a atividade, as orientações (passo
a passo), os prazos e datas de entrega, os critérios de avaliação, a nota (em
caso de atividade avaliativa), a frequência e o prazo de devolutiva do
professor ou tutor.
É imprescindível que cada atividade proposta esteja em consonância com
os objetivos específicos da unidade (etapa ou módulo) e da disciplina.

No material abaixo, apresentamos uma relação de possíveis atividades


virtuais e presenciais a serem propostas numa disciplina, de acordo com os
níveis de resultados de aprendizagem desejados, apresentados na
Taxonomia de Bloom.3
Propondo atividades a partir da Taxonomia de Bloom - PDF
Fonte: Autoria Própria.

Como definir os materiais de estudo?

Para que os estudantes participem da disciplina é importante que sejam


disponibilizados materiais de estudo, isto é, materiais de diversos tipos, em diferentes mídias e
linguagens (textual, audiovisual, plástica etc.), com as informações relacionadas ao conteúdo
programático definido para a disciplina. Ao professor compete tanto a elaboração quanto a
curadoria, isto é, a seleção cuidadosa destes materiais nas fontes disponíveis (Internet, base de
dados, bibliotecas etc.).

A elaboração e seleção dos materiais de estudo podem ser feitas logo após a
finalização do Mapa de Atividades. Veja estas informações no item Que tempo considerar para
o planejamento pedagógico?

Cada um destes materiais tem etapas e tempos de produção diferentes, alguns mais
fáceis, outros mais complexos. O importante é que tenham relação com o conteúdo
programático, os objetivos e as atividades previstas na disciplina.

3
Sobre a Taxonomia de Bloom, o curso no Portal de Cursos Abertos da UFSCar (PoCA-UFSCar) - A
importância da elaboração de objetivos educacionais no Ensino Superior - traz mais informações.
Acesse: https://cursos.poca.ufscar.br/course/view.php?id=7
Figura 7: Materiais de estudo.

Fonte: Autoria Própria.

Que tempo considerar para o planejamento pedagógico?

Figura 8: Linha temporal.

Fonte: Autoria Própria.


Figura 8: Etapas do planejamento.

Fonte: Autoria Própria.

Planejamento e Elaboração dos Materiais de Estudo

Para disciplina nova ou reoferta, com elaboração de material de estudos: o planejamento


pedagógico deve ter início de 8 a 7 meses de antecedência da data de abertura. A elaboração
dos materiais de estudo fica a cargo do professor ou equipe especializada. Recomenda-se o
cuidado na revisão ortográfica, gramatical e conceitual na sua preparação.

DICA: A elaboração dos materiais de estudo, e também a seleção destes nas fontes
disponíveis, é feito logo após à finalização do Mapa de Atividades, pois demandam tempo e
têm etapas de preparação diferentes. Veja os principais Tipos de Materiais de Estudo, em
Como definir os materiais de estudo?

Para disciplinas nova ou reoferta, sem elaboração de materiais de estudo: o planejamento


pedagógico pode ser iniciado mais próximo a data da oferta (3 a 4 meses de antecedência). Os
materiais de estudo podem ser selecionados em fontes disponíveis (Internet, bibliotecas, bases
de dados etc.)

Para reoferta: a cada nova oferta (reoferta), é preciso realizar novo planejamento pedagógico,
considerando os pontos fortes e fracos da oferta anterior e realizando ajustes. Recomenda-se
especial atenção à revisão e alteração das atividades, pois pode haver estudantes cursando
pela segunda vez. Recomenda-se o início do (re)planejamento pedagógico de 1-2 meses de
antecedência ao seu início.

Edição da Sala Virtual

Para ambas as situações, disciplinas novas ou reofertas, deve ser previsto o tempo de
configuração da sala virtual da disciplina no Moodle, tanto para a inserção dos materiais de
estudo, quanto para a edição dos Guias da Disciplina e os Guias de Unidade, as configurações
das atividades e seus enunciados e a configuração do Livro de Notas (frequência e
aproveitamento). O Mapa de Atividades é grande auxiliar nesta fase.

Consulte as etapas no Checklist para o planejamento Pedagógico.

Abertura da Sala Virtual

É importante destacar que uma disciplina só deve ser disponibilizada aos estudantes
quando estiver pronta, isto é, quando todas as atividades e materiais de estudo estiverem
configurados e inseridos no ambiente virtual. Este procedimento é fundamental para evitar-se
problemas técnicos relacionados a acesso e navegação no AVA. As exceções referem-se à
aplicação de metodologias que requerem a construção de conteúdos e atividades em
processo, isto é, a definição das atividades e conteúdo de cada unidade depende dos
resultados unidades anteriores.

Se for previsto tutoria, é importante que os tutores tenham acesso ao ambiente com
antecedência a data de abertura para que possam familiarizar-se com o conteúdo e
metodologia, e apoiar o professor na correção ou ajuste de alguma atividade ou material
didático, que poderia vir a prejudicar o desenvolvimento da disciplina ou o desempenho dos
alunos.

Como calculo a carga horária?

Este é um dos aspectos mais cruciais do planejamento de ensino, particularmente para


a modalidade EaD e destacamos os principais pontos:
Tabela 3: Cálculo da carga horária.

TEMPO
Geralmente calculado em horas, refere‐se a uma estimativa da
duração da disciplina de modo a cumprir seus objetivos. Deve ser
distribuído pelas Unidades de Aprendizagem (Semanas, Etapas ou
Módulos).
ATIVIDADES
Deve‐se atentar que todas as atividades previstas para a
disciplina, distribuídas pelas Unidades (Semana, Etapa ou Módulo)
idealmente devem acontecer nesta carga horária determinada,
incluindo-se a interação com os materiais de estudo, que subsidia
as demais atividades do aluno (avaliativas ou não).
PLANEJAMENTO
No planejamento da carga horária de cada Unidade (Semana,
Etapa ou Módulo), os tempos despendidos pelo aluno:
 na leitura do material escrito,
 na visualização de um filme ou animação,
 na consulta a um link externo,
 no estudo de um texto em PDF,
 na audição de um podcast,
 na participação em webconferências etc.
devem ser considerados, juntamente com os tempos previstos
para o aluno realizar as atividades (avaliativas, não avaliativas, de
interação em fóruns, presenciais)1, de modo que a soma total
destes tempos seja equivalente à carga horária prevista para a
Unidade (Semana, Etapa ou Módulo).
HORAS POR SEMANA
Este é um aspecto bastante delicado e não há normativas para isto,
mas tão somente recomendações. No modelo pedagógico de EaD
da UFSCar, para os cursos na modalidade a distância,
consideramos que o aluno tem uma disponibilidade em torno
de 24 horas/semana para se dedicar ao curso (graduação) - o
equivalente a um curso noturno. Para as especializações (a
distância e/ou presencial), recomenda-se considerar uma
disponibilidade em torno de 5 a 8 horas/semana.
Fonte: Autoria Própria.

Como definir critérios de avaliação?

Para uma visão mais detalhada sobre a avaliação do processo de ensino e


aprendizagem, recomendamos o seguinte Docência em EaD: Desafios da Avaliação4,
disponível no Portal de Cursos Abertos da UFSCar (PoCA-UFSCar).

4
Disponível em https://cursos.poca.ufscar.br/course/view.php?id=54
Checklist para o planejamento pedagógico

Listas de checagem ou checklist é sempre uma forma eficaz de administrar a execução


de muitas tarefas como é o caso do planejamento e produção de uma disciplina em um AVA. A
facilidade dos dias atuais é que existem muitos recursos tecnológicos disponíveis para a
realização deste tipo de checagem, acessados também por smartphones. Abaixo sugerimos um
formato de checagem, no recurso Trello.

Orientações para a utilização:

O Trello é uma plataforma de gerenciamento de projetos em que você pode criar


gratuitamente até 5 quadros. É preciso criar uma conta para poder utilizá-la. Na própria
plataforma, há vários tutoriais e dicas para sua utilização.

Após a criação da conta, acesse o quadro Checklist para o planejamento pedagógico,


criado por mim e de acesso público. Você poderá criar uma cópia do mesmo para a sua área de
trabalho e customizá-lo de acordo com seus interesses.

Espero que seja útil!

Para acessar o quadro no Trello, clique aqui!

Referências.

AYALA, R. A. O. Redacción de objetivos de enseñanza para módulos de instrucción. Centro de


Competencias de la Comunicación. Universidad de Puerto Rico. Recinto de Humacao. 2005.

BLOOM, B. S. et al. Taxonomia de objetivos educacionais 1: domínio cognitivo. 8. ed. Trad. de


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Como citar este material:

ZANOTTO, M. A. C. Docência em EaD: Planejamento Pedagógico de Disciplinas. São


Carlos: Portal de Cursos Abertos da Universidade Federal de São Carlos - PoCA-
UFSCar, 2020.

O material Docência em EaD: Planejamento Pedagógico de Disciplinas de Maria


Angélica C. Zanotto está licenciado com uma Licença Creative Commons -
Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

pelo link https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/206094