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Lázaro António

Psicologia da Motivação Infantil (Fichas de Leitura sobre)

Universidade Pedagógica
Nampula
2017
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Lázaro António

Psicologia da Motivação Infantil (Fichas de Leitura sobre)

Trabalho Avaliativo da Cadeira de


Psicologia da Motivacao Infantil,
Departamento de Ciências Educativas e
Psicológicas, curso de Licenciatura em
Psicologia, 2º ano, leccionada pelo
docente:

MA. Ana Luísa F. Chiluvane

Universidade Pedagógica
Nampula
2017
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A MOTIVAÇÃO: NOTAS INTRODUTÓRIAS E BREVE HISTORIAL

Referências MURRAY, E. I. Motivação e emoção. Trad. Álvaro Cabral. 2.ed. Rio de


Janeiro, Zahar, 1971.
Bibliográfica
s STREY, Marlene Neves, et al. psicologia social contemporânea: livro-
texto; Petrópolis, RJ: Vozes, 2013

Breve A preocupaao em desevolver uma Psicologia da Motivação teve seu início


resumo nos séculos XX cotexto dos pedaagogos do período.

Por motivação, refere-se ao processo que mobiliza o organismo para a


Transcriçõe
acção a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, a
s de
necessidade e o objecto de satisfação. Com isso, na base da motivação,
citações
está sempre um organismo que apresenta uma necessidade, um desejo,
mais
uma intenção, um interesse, uma vontade ou uma predisposição para agir.
importantes
Na motivação está também incluído o ambiente que estimula o organismo
e que oferece o objecto de satisfação. E, por fim, na motivação está
incluído o objecto que aparece como a possibilidade de satisfação de uma
necessidade possível.
A motivação passa a ser um processo que relaciona necessidade,
ambiente e objecto, e que predispõe o organismo para a acção em busca
da satisfação da necessidade. E, quando esse objecto não é encontrado,
falamos em frustração. Uma possibilidade é que o trabalho educacional
parta sempre das necessidades que o aluno traz, introduzindo ou
associando a elas outros conteúdos ou motivos; outra possibilidade, não
excludente, é criar outros interesses no estudante.
Assim, o indivíduo procura ser bem-sucedido, realçar sua auto-estima e
aumentar a auto-realização. Por outro lado, os “eus” interdependentes
consideram mais importante demonstrar e desenvolver motivações
sociais, como é o caso de socorrer e proteger os outros, afiliar-se,
procurar ser modesto e agir segundo expectativas de seus pares. Pode-se
propor que motivos como auto-consistência, auto realização e auto
análise, terão suas formas e intensidades dependendo do tipo de “eu”.
Para auto consistência é menor em culturas que enfatizam o self inter
dependente; neste caso, os indivíduos valorizam mais os papéis e
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obrigações sociais que seus motivos privados de coerência.


O cientista britânico William McDougal inseriu enfaticamente a motivação
na psicologia, no início do séc. XX, considerando os motivos como
instintos com o entendimento de que se tratava de um processo biológico
inato. Esses instintos ganharam uma lista do autor, envolvendo desde a
reprodução, sociabilidade, agressão, curiosidade, fuga, fome, repulsa,
auto afirmação, entre outros, citando vários instintos literalmente. As
razões dos instintos deixarem de explicar o comportamento humano se
devem ao fato de que os comportamentos humanos mais importantes são
aprendidos, esse comportamento é flexível, mutável, encontrado em toda
a espécie e atribuído a todo comportamento humano.
Contudo, foi como termo da linguagem da psicologia, que a palavra
motivação ganhou curso a partir dos anos de 1940-1950 com o conceito
dado pela abordagem operacional de Edward J. Murray, como sendo uma
modificação na força das respostas, atribuível a alguma operação
executada natural ou experimentalmente, expressa em termos de privação
do estímulo ou de exposição prolongada do organismo a estimulo
aversivo.
Esse conceito adotou em termos de especificações tanto das condições
em que se pode afirmar que o impulso funciona, como dos meios, para
proceder a sua medição. A respeito, Morris os instintos como padrões de
comportamento específicos e inatos, característicos de toda uma espécie.
Atematica sobre a motivacao é nova no âmbito das ciências e para a
Comentário
psicologia no concreto. Mas a motivação está sempre presente como
pessoal
desencadeadora da acção, seja por necessidades fisiológicas, seja por
necessidades afectivas ou intelectuais.
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OS MODELOS DA MOTIVAÇÃO

Referência
DAVIDOFF, Linda. Introdução à Psicologia. São Paulo: Pearson

Bibliográfica Makron Books, 2001.

Breve Existem dois modelos de motivação: a Homeostatico e de incentivo.


resumo

A homeostase, descreve a tendência das funções corporais de manter


Transcrições
equilíbrio. O modelo homeostático, pressupõe que o corpo tem
de citações
padrões de referência, ou pontos estabelecidos para cada uma de
mais
suas necessidades. O padrão de referência aponta o estado óptimo,
importantes
ideal ou equilibrado. Assim, a necessidade activa o motivo. O motivo
acciona o comportamento e serve ao esquema maior do corpo voltado
à autor regulação ou homeostase. Esse modelo, surgiu com a teoria da
redução de impulsos, entendendo que o comportamento motivado é
uma tentativa de reduzir o desagradável estado de tensão do corpo e
fazer com que retorne ao estado de homeostase ou equilíbrio. Ainda
sobre esse  modelo, conforme compreende as motivações básicas,
como a fome, a sede e o sexo, ou seja envolve factores internos.
O modelo de incentivo por sua vez, é definido como evento, objecto ou
condições que incitam a acção. Esse modelo diz que experiências e
incentivos frequentemente alteram cognições e emoções, levando à
motivação. Além disso, incentivos, emoções e cognições
frequentemente se combinam com mecanismos homeostáticos para
moldar os impulsos básicos. As recompensas podem também ter um
aspecto de feedback, por traduzirem o merecimento. Esse modelo,
destaca o papel motivacional de eventos externos ou objectos de
desejo. Esses incentivos são os objectos da motivação e podem ser
instrumentos de reforços primários como recompensas.

Comentário O modelo homeostase, é mais cabal e é o culminnar do modelo de


pessoal incentivo.
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MOTIVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE

Referências
FONTAINE. Motivação e realização escolar. In B. Campos,

Bibliográficas Psicologia do desenvolvimento e educação de jovens. Lisboa:


Universidade Aberta. 1990.
GAZZANIGA, Michael; HEATHERTON, Todd. Ciência psicológica:
mente, cérebro e comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2005

Breve resumo A motivação é imprescindível para o homem em cada estagio do seu


desenvolvimento, pois que seu comportamento, é moldado por meio
dela.

Na aprendizagem, a motivação pode ser inferida por meio de


Transcrições
comportamentos observáveis dos alunos, os quais incluem o iniciar
de citações
rapidamente uma tarefa e empenhar-se nela com esforço,
mais
persistência e verbalizações. Seja qual for a perspectiva que se
importantes
adopte, o que sempre se verifica é a existência de dois tipos de
motivação: extrínseca e intrínseca.
Na motivação extrínseca, o controlo da conduta é decisivamente
influenciado pelo meio exterior, não sendo os factores motivacionais
inerentes nem ao sujeito nem à tarefa, mas simplesmente o resultado
da interacção entre ambos. Na motivação intrínseca, ao contrário, o
controlo da conduta depende sobretudo do sujeito em si, dos seus
próprios interesses e disposições.  
A motivação extrínseca está relacionada com metas externas, ou
seja, com situações em que a conduta se produz com a finalidade de
apenas se receber uma recompensa ou se evitar qualquer punição
ou castigo. Nessas situações, o sujeito preocupa-se sobretudo com a
sua imagem, com o seu “eu”. A motivação intrínseca corresponde,
por seu turno, a situações em que não há necessariamente
recompensa deliberada, ou seja, relaciona-se com tarefas que
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satisfazem por si só o sujeito; correspondem-lhe, por isso, metas


internas. Vários autores identificam as metas externas como metas
de rendimento e as metas internas como metas de aprendizagem.  
Os alunos com metas de aprendizagem envolvem-se mais facilmente
na própria aprendizagem, de forma a adquirir conhecimentos e
desenvolver competências, enquanto que os alunos com metas de
rendimento estão mais preocupados em demonstrar os seus níveis
de competência e com os juízos positivos que deles se possa fazer.
Os alunos movidos por motivação intrínseca têm, assim, face às
tarefas escolares, o objectivo de desenvolver as suas competências.
A teoria do psicólogo humanista Abraham Maslow defende que o ser
humano nasce com cinco sistemas de necessidades. A classificação,
envolve a necessidade fisiológica, como alimento, água, oxigénio,
sono, sexo, protecção contra temperaturas extremas, estimulação
sensorial e actividade. Também as necessidades de segurança. As
necessidades de amor compreendem os sentimentos de afiliação,
aceitação e de pertencer. O motivo de afiliação, é activado quando as
pessoas se sentem ameaçadas. As necessidades de estima
compreendem a realização, aprovação, competência e
reconhecimento. As necessidades de autorrealização compreendem
a possibilidade de uso das potencialidades individuais. A
autorrealização, é um estado atingido quando os sonhos e
aspirações da pessoa são realizados.

Comentário A forma como os indivíduos explicam os seus êxitos e fracassos


pessoal relaciona-se com a sua motivação, a qual denota geralmente um
factor ou factores que levam a pessoa a agir em determinada
direcção. A motivação escolar constitui, actualmente, uma área de
investigação que permite, com alguma relevância, explicar, prever e
orientar a conduta do aluno em contexto escolar. O professor deverá
optar sempre, em nosso entender, por uma diversidade de processos
pedagógicos, visando promover a motivação em todas formas que
possa se manifestar.
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TIPOS DE MOTIVAÇÃO

DAVIDOFF, Linda. Introdução à Psicologia. São Paulo: Pearson


Referências
Makron Books, 2001.

Bibliográficas MORRIS, Charles; MAISTO, Alberto. Introdução à Psicologia.  São


Paulo: Prentice Hall, 2004.

Breve resumo A motivação manifesta-se sob diferentes tipos: sensorial, sexual,


social, de realização e cognitiva.

MOTIVAÇÃO POR ESTIMULAÇÃO SENSORIAL - Davidoff assinala


Transcrições
que as pessoas são expostas constantemente à estimulação. As
de citações
preferências sensoriais estão relacionadas com o grau da resposta
mais
ao meio e a outras pessoas, ou seja, reactividade. A busca pela
importantes
estimulação possui base genética e ambiental. Assim, a estimulação
sensorial é denominada como sendo o resultado dos estímulos
internos ou externos dentro de um sistema excitável que provoca
respostas. Ela faz parte das necessidades motivacionais dos seres
humanos e de outros animais. Esse tipo de motivação pode ser
oriunda do meio, ou externa, ou da auto estimulação, ou interna.
Esses estímulos são oriundos das percepções visuais, auditivas ou
tácteis, utilizados cada um de cada vez ou reunidos em combinações
de forma confortável ou relaxada, ou, ainda são considerados como
experiências sensoriais que geram a auto estimulação e levam os
indivíduos à alucinação. Entre as necessidades de estimulação
sensorial estão a curiosidade que leva o individuo a explorar o
manipular o ambiente, atraídas pelo que é desconhecido e de novas
experiências. Tais estimulações desenvolvem a sensibilidade
perceptiva proporcionando aumento da competência de habilidades
que permitem adaptação diante de novas situações.
A MOTIVAÇÃO SEXUAL - O sexo, é um impulso primário que motiva
o comportamento reprodutivo. Para o desejo sexual é uma motivação
poderosa por ser o sexo um motivo social por envolver outra pessoa,
enquanto os motivos de sobrevivência preocupam apenas ao
indivíduo. A motivação sexual, pode ser influência por factores
fisiológicos, por estímulos externos, ou seja, o que ver, ler ou ouvir,
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como também, pela imaginação devido a origem na acção recíproca


entre a fisiologia e o meio ambiente. A resposta sexual humana, é
influenciada pela vivencia social e sexual, pela alimentação, pelas
emoções e pela idade.
MOTIVAÇÃO SOCIAL - A motivação social, reserva-se àqueles
motivos cuja satisfação depende do contacto com outros seres
humanos, na satisfação das necessidades de afiliação e de
realização. Assim, na condição de criaturas sociais, os seres
humanos são profundamente motivados para criar vínculo com
aqueles que lhes são importantes, tendo em vista que os laços
sociais elevaram a taxa de sobrevivência dos ancestrais e que a
cooperação em grupo melhora a sobrevivência.
MOTIVAÇÃO DE REALIZAÇÃO - A motivação de realização, provém
das necessidades de buscar excelência, atingir objectivos grandiosos
ou ser bem-sucedido em tarefas difíceis. Ela envolve competir com
os outros ou contra algum padrão interno ou externo.
MOTIVAÇÃO COGNITIVA - A motivação cognitiva possui sua base
na experiência passada e na informação disponível. A teoria social
cognitiva defende que o comportamento é influenciado pela
observação dos outros, quando as pessoas aprendem com a
recompensa ou punição da acção de outras pessoas. Segundo essa
teoria, para que haja a influência de outras pessoas não há
necessidade de interagir com elas, bastando a observação e
conclusões tiradas a respeito. São atribuídas às cognições pessoais
que são incoerentes com os padrões sociais.

Comentário A motivação é o estado que leva o ser humano a se comportar em


pessoal conformidade com as suas necessidades cognitivas ou fisiológicas,
tornando o motivo de um significado complexo e subjectivo, ligado à
personalidade de cada indivíduo e às experiências vividas
anteriormente.
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MOTIVAÇÃO E VÍNCULOS CULTURAIS - ESTEREÓTIPOS SOCIAIS:


ESTEREÓTIPOS SOCIAIS, GÉNERO E MOTIVAÇÃO

MORRIS, Charles G. e MAISTO, Albert A. Introdução à Psicologia. Ed.


Referências
Pearson e Prentice Hall. SP. 2004.

Bibliográfica VROOM, V. H. Work and Motivation. Nova Iorque: John Wiley, 1964.

Breve O comportamento individual para além de ser fruto biológico, é


resumo também fruto da sociedade onde muitas das vezes criam-se os
estereótipos.

Transcrições
O preconceito é o resultado das frustrações das pessoas, que, em
de citações
determinadas circunstâncias, podem se transformar em raiva e
mais
hostilidade. As pessoas que se sentem exploradas e oprimidas
importantes
frequentemente não podem manifestar sua raiva contra um alvo
identificável ou adequado; assim, deslocam sua hostilidade para
aqueles que estão ainda mais “baixo”na escala social. O resultado é o
preconceito e a discriminação.
O preconceito é um fenómeno histórico e difuso; a sua intensidade
leva a uma justificativa e legitimação de seus actos. Assim como as
atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças;
sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas
são sempre estereótipos negativos. A fonte do preconceito é uma
personalidade autoritária ou intolerante. Pessoas autoritárias tendem a
ser rigidamente convencionais. Partidárias do seguimento às normas e
do respeito à tradição, elas são hostis com aqueles que desafiam as
regras sociais. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela, bem
como se preocupam com o poder da resistência. Ao olhar para o
mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam
na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais
aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles.
Além disso, o preconceito e a discriminação podem ter suas origens
nas tentativas que as pessoas fazem para se conformar (conformidade
xi

social). Se nos relacionamos com pessoas que expressam


preconceitos, é mais provável que as aceitemos do que resistamos a
elas. As pressões para a conformidade social ajudam a explicar porque
as crianças absorvem de maneira rápida os preconceitos e seus pais e
colegas muito antes de formar suas próprias crenças e opiniões com
base na experiência. A pressão dos colegas muitas vezes torna “legal”
ou aceitável a expressão de determinadas visões tendenciosas – em
vez de mostrar tolerância aos membros de outros grupos sociais.
O estereotipo é um conjunto de características presumidamente
partilhadas por todos os membros de uma categoria social. É um
esquema simplista mas mantido de maneira muito intensa e que não
se baseia necessariamente em muita experiência directa. Pode
envolver praticamente qualquer aspecto distintivo de uma pessoa –
idade, raça, sexo, profissão, local de residência ou grupo ao qual é
associada.
Quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por
Comentário
um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira
pessoal
selectiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial.
Por género, refere-se à identidade adoptada por uma pessoa baseada
comummente em seus genitais, psicologia ou seu papel na sociedade.
Ainda que género seja usado como sinónimo de sexo pelo senso
comum, nas ciências sociais e na psicologia refere-se às diferenças
sociais, conhecidas nas ciências biológicas como papel de género.
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TEORIAS DA MOTIVAÇÃO

PENNA, António Gomes. Introdução a motivação e emoção. Rio de


Referências
Janeiro-RJ: Imago; 2001.

Bibliográfica REEVE, John Marshall. Motivação e emoção. Rio de Janeiro-RJ: LTC;

s 2006.

Breve Existem várias teorias da motivação defendidas entre psicólogos e


resumo biólogos

Skiner, um dos grandes expoentes do behaviorismo propôs um modelo


Transcrições
da motivação baseado somente no condicionamento, sem recurso ao
de citações
conceito de pulsão. Segundo ele, a frequência de um comportamento é
mais
determinada por suas consequências: um comportamento que traz
importantes
consequências positivas será repetido com mais frequência e outro
que traz consequências negativas será mostrado mais raramente.
Maiores detalhes sobre esses processos no artigo ‘condicionamento
operante’.
Henry Murray descreveu dois tipos de necessidades: as necessidades
primárias, fisiológicas, e as secundárias, aprendidas no decorrer da
vida, de acordo com estruturas físicas, sociais e culturais do ambiente.
As necessidades secundárias são definidas apenas pelo fim a que elas
se direccionam e não por características superficiais do
comportamento observável. Correspondente às necessidades, que são
internas, Murray postula a existência de uma pressão do lado do
ambiente ou da situação: é a atracão ou repulsa geradas pelo
ambiente no indivíduo. De uma maneira fenomenológica ele diferencia
dois tipos de pressão: a pressão alfa é a exercida objectivamente pela
situação, pressão beta é a exercida pela situação tal qual o indivíduo a
percebe. Por dar às necessidades secundárias (muitas vezes
chamadas de motivos) um carácter disposicional, a teoria de Murray
faz ponte entre a psicologia da personalidade e a motivação.
Segundo Lewin, o fim ou objectivo de um comportamento possui para
a pessoa uma determinada valência ou carácter de apelo, que
xiii

desenvolve a partir da tensão interna gerada por uma necessidade e


de qualidades do objecto ou da actividade ligadas a esse fim. Esse
sistema de forças pode ser representado por vectores correspondentes
à força de atracão ou repulsa que determinados objectos do ambiente
ou actividades têm para o indivíduo.
A teoria da expectativa ou também chamada de teoria da expectância
é uma ampla teoria da motivação desenvolvido primeiramente por
Victor Vroom. Essa teoria tenta explicar os determinantes das atitudes
e dos comportamentos no local de trabalho. É especificamente
estabelecido que a motivação depende então:  
 Do atractivo (valência) de certas recompensas ou "resultados"
que advêm de tal desempenho;  
 Das percepções que se tem da força que apresenta a relação
entre o desempenho e a ocorrência dos "resultados"
(instrumentalidade)
 Da percepção do vínculo que existe entre o esforço orientado
para o desempenho e o subsequente desempenho efectivo
(expectativa).
A teoria das expectativas baseia-se na premissa geral de que a
motivação para o desempenho que um indivíduo possui, apoia-se na
antecipação que ele faz de eventos futuros.
Ela apresenta que a expectativa de um resultado positivo orienta a
motivação. Em termos mais práticos, se uma pessoa apresentar
determinado comportamento e achar que receberá uma boa
recompensa por isso, a espera ou probabilidade de recompensa esta
associada ao comportamento. Essas recompensas organizacionais
tais como bonificação, aumento de salário ou promoção; e que estas
recompensas vão atender a suas metas pessoais.
Frederick Irving, foi o autor da "Teoria dos dois factores" que aborda a
situação de motivação e satisfação das pessoas. Herzberg, verificou e
evidenciou através de muitos estudos práticos a presença de que dois
factores distintos devem ser considerados na satisfação do cargo; são
eles: os Factores Higiénicos e os Motivacionais. Portanto, a satisfação
xiv

no cargo é função do conteúdo ou actividades desafiadoras e


estimulantes do cargo, são os chamados "factores motivadores.
A insatisfação no cargo é função do ambiente, da supervisão, dos
colegas e do contexto geral do cargo, enriquecimento do cargo
(ampliar as responsabilidades) são os chamados "factores higiénicos".
Bandurapor sua vez, procura concentrar-se na observação do
comportamento dos indivíduos em interacção. E ressalta o papel do
reforço na aquisição e modificação dos comportamentos. Para
Bandura, as respostas comportamentais não são automaticamente
"produzidas" por estímulos externos como a de um robô ou uma
máquina, mas sim, as reacções a estímulos são auto-ativadas.
Motivação: deve se ter uma razão para imitar o comportamento.
Bandura enumerou algumas motivações:
Reforço anterior: behaviorismo tradicional.
Reforço prometido: (incentivos) que podemos imaginar.
Reforço vicarial: vendo e recordando o modelo sendo reforçado.
Estes itens são tradicionalmente considerados causas de
aprendizagem.
Bandura diz que eles não só proporcionam aprendizagem, como
também demonstram o que é aprendido. Por isso, caracteriza estes
itens como motivos. Há também, as motivações negativas que levam a
pessoa a não imitar um comportamento:
Castigo anterior
Castigo prometido (ameaça)
Castigo vicarial Como grande behaviorista tradicional, Bandura
afirma que o castigo, em qualquer forma, não funciona tão bem
quanto uma recompensa, e ainda corre-se o risco de ser alvo de
uma vingança.

Comentário O estudo da motivação comporta a busca de princípios (gerais) que


pessoal nos auxiliem a compreender, por que seres humanos e animais em
determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém
determinadas acções.