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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFACVEST

DISCIPLINA: OPERAÇÕES UNITÁRIAS


PROFESSORA: ROSANGELA LÚCIO

SEPARAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO:
Floculação, Separação centrífuga e Filtração

Ailson Rodrigues da Silva


Dielson Josemir Rodrigues
Dionei Klug
Edenilson Rodrigues
Felipe Batista
Jordy Marian Fagundes
Leonardo Bertuol
Thiago Niles
Stephan Pozza Soares

Lages - SC
Junho 2016
SUMÁRIO

1. FLOCULAÇÃO...........................................................................................................3
1.1 Tipos de floculadores.....................................................................................................3
1.1.1 Floculadores hidráulicos.......................................................................................3
1.1.2 Floculadores mecânicos........................................................................................4
2. SEPARAÇÃO CENTRÍFUGA...................................................................................6
2.1 Tipos de centrifugação...................................................................................................7
2.1.1 Centrifugações em laboratórios............................................................................7
2.1.2 Centrifugação na indústria....................................................................................7
2.1.3 Centrifugação em casa..........................................................................................7
3. FILTRAÇÃO................................................................................................................8
3.1 Tipos de filtração............................................................................................................8
3.1.1 Filtração natural....................................................................................................8
3.1.2 Filtração induzida.................................................................................................8
BIBLIOGRAFIA..................................................................................................................9
1. FLOCULAÇÃO

Floculação, no campo da química, é o processo onde colóides saem de


suspensão na forma de agregados, formando partículas maiores, ditos "flocos" ou
"flóculos". A ação difere da precipitação no que, antes de floculação, colóides são
meramente suspensos em um líquido e não realmente dissolvido em uma solução. No
sistema floculado não há a formação de um "bolo" (adensamento de material ao fundo
do recipiente) dado que todos os flocos estão na suspensão.
Uma das principais aplicações da floculação está em uma das primeiras etapas
do tratamento de água, onde há a adição do sulfato de alumínio com a finalidade de
agregar partículas, que são os materiais dissolvidos na água, ou seja, a sujeira.
Este processo é chamado de “mistura rápida”. Em seguida ocorre a coagulação e
a floculação, que consiste no processo de união destas partículas de sujeira, formando
flocos mais pesados e visíveis.
Em tratamento de água para consumo público e específico da indústria, como na
fabricação de cerveja, faz as partículas finas de areia, argila e matéria orgânica presentes
em suspensão na água se agreguem e formem flocos.
Tanto no tratamento de água para consumo como no tratamento de efluentes, a
floculação é uma etapa do processo na estação de tratamento de águas em que, após
adicionar os coagulantes Al2(SO4)3 (sulfato de alumínio) ou FeCl3 (cloreto férrico), as
partículas em suspensão se tornam pequenos flocos (flóculos), decantando em seguida.
Armazenado em um tanque aberto, o processo de floculação se dá quando pás
motorizadas promovem o giro da água, de forma muito lenta, propiciando que as
partículas se unam formando os flocos de impurezas. A formação destes flocos é
essencial para o processo de decantação, pois as partículas se tornarão mais densas que
os outros componentes do efluente.

1.1 Tipos de floculadores


1.1.1 Floculadores hidráulicos
Os floculadores hidráulicos funcionam sem mecanismos, apenas por fenômenos
hidráulicos (mistura), onde a mistura é feita por um ressalto hidráulico de grande
turbulência, geralmente a calha Parshall, que, além de fazê-la em tempo adequado,
possibilita medição da vazão máxima ou de pico. Depois, coloca-se o coagulante na
água por uma canaleta com furos. O ressalto fornece condições ideais à dispersão
homogênea e rápida do agente floculador.
As chicanas, horizontais ou verticais, são outro método de floculação hidráulica.
São compostas por um conjunto de cortinas que formam compartimentos em série:

1.1.2 Floculadores mecânicos


Os floculadores mecânicos mais empregados são os de movimento giratório com
paletas paralelas ou perpendiculares ao eixo. O eixo pode ser vertical ou horizontal,
sendo mais comum o primeiro, por facilitar o acoplamento do conjunto motor-redutor.
Misturadores de palhetas – A altura e a espessura, entre outros, influenciam na
velocidade das palhetas.

Tipo turbina axial:


• Impelidores eficientes, têm fluxo alto e servem para várias aplicações;
• Para grandes cisalhamentos e/ou alto grau de turbilhonamento;
• Agitadores de pás com lâminas curtas;
• Lâminas são retas, curvadas, inclinadas ou verticais;
• Eficazes para intervalo de viscosidade;
• Altas velocidades;
• Fluxos radiais e verticais.

Misturadores de eixo vertical - Para aplicações com mistura de soluções de


sulfato de alumínio, cal hidratada, hipoclorito de sódio, cloreto de cálcio ou carvão
ativado em tanques menores.

Tipo pá reta - Para tanques maiores, voltados ao preparo de suspensões de leite


de cal ebentonita.

 
Principais características destes dois tipos:
 Impelidores de fácil construção, mas com limitações de uso;
 Faixa de trabalho menor pelo pouco fluxo;
 De duas ou quatro lâminas;
 Em tanques profundos, necessitam de diversos conjuntos de pás;
 Velocidade de 20 a 150 rpm;
 Pás com 50% a 80% do diâmetro do tanque e largura de 1/6 a 1/10 do
comprimento;
 Se a velocidade for baixa, não é preciso usar chicanas. Senão, é
recomendado.
Agitadores tipo hélice:
• Impelidores são similares às hélices marinhas. Usados para líquidos de
baixa viscosidade, têm fluxo alto e baixa potência;
• Em geral, dispensam o uso de redutores;
• Para correntes verticais intensas;
• Fluxo axial;
• Pequenos de 1.150 ou 1.750 rpm e grandes de 400 a 800 rpm;
• Cisalha o líquido com força;
• Fluido com movimento helicoidal.

Tipo de fluxo em tanques agitados - O modo como o líquido se move dentro de


um vaso depende:
• Do tipo de lâmina, agitador;
• Das características do fluido;
• Do tamanho e proporções do tanque, chicanas e agitadores.

2. SEPARAÇÃO CENTRÍFUGA
A centrifugação é um processo de separação em que uma amostra fluida é
submetida a um aparelho centrifugador ou centrífuga a fim de se promover a separação
dos componentes via sedimentação dos líquidos imiscíveis de diferentes densidades. É
usada em diferentes maneiras laboratoriais, industriais e domésticas.
Geralmente, quando temos dispersões grosseiras de um sólido misturado a um
líquido, como no caso da areia misturada com água, basta deixar o recipiente em
repouso e esperar que, pela ação da gravidade, o sólido que é mais denso que o líquido
se deposite no fundo. Esse método de separação é chamado de sedimentação.
A centrifugação é usada para acelerar esse processo ou para separar soluções
coloidais, em que as partículas do sólido ficam dispersas no líquido e não se
sedimentam. Para tal é usado um equipamento chamado de centrífuga.
Na centrífuga, colocamos um tubo de ensaio contendo a mistura que se quer
separar e, então, ligamos o aparelho, que começa a rotacionar de forma bem acelerada.
A velocidade de ultracentrífugas, que são centrífugas bem mais potentes, pode chegar a
60 000 rpm (rotações por minuto), o que gera forças centrífugas até 750 000 vezes mais
intensas que a da gravidade. A força centrífuga empurra o sólido para o fundo do
recipiente, enquanto que a parte líquida fica límpida na parte de cima.

2.1 Tipos de centrifugação


2.1.1 Centrifugações em laboratórios
Essa é uma técnica muito usada em laboratórios para separar proteínas e ácidos
nucleicos (DNA, RNA) das soluções e até mesmo para separar frações do sangue. Nesse
fracionamento do sangue pela centrifugação são obtidos os seus principais
componentes, que são: concentrado de hemácias (parte do sangue que contém os
glóbulos vermelhos), concentrado de plaquetas (parte sólida do sangue) e plasma (parte
líquida do sangue).

2.1.2 Centrifugação na indústria


Em diversos tipos de indústria, é feita a concentração e secagem de sólidos que
se encontram suspensos em solventes ou pastas. O sólido seco é geralmente
denominado "torta". As centrífugas para este fim são normalmente construídas de modo
a ter uma alimentação contínua da pasta a separar.
Um exemplo encontra-se no tratamento de águas residuais: as lamas resultantes
do tratamento de águas residuais podem ser secas por centrifugação. Outras aplicações
são a secagem de sal para comercialização e a purificação de reagentes químicos em
larga escala.

2.1.3 Centrifugação em casa


A centrifugação é usada pelas máquinas de lavar roupa para retirar água em
excesso da roupa. É por isso usada como um dos últimos passos num programa normal
de lavagem. A água em excesso é escoada pelos orifícios do tambor da máquina, onde a
roupa é retida.
Este princípio é também explorado nos secadores de salada, em que
os legumes são colocados num cesto dentro de uma caixa, sendo o cesto girado
manualmente com recurso a uma manivela. A água é escoada para fora do cesto via
pequenos orifícios, assim como feito nas máquinas de lavar.

3. FILTRAÇÃO

Filtração ou filtragem é um método utilizado para separar sólido de líquido ou


fluido que está suspenso, pela passagem do líquido ou fluido através de um meio
permeável capaz de reter as partículas sólidas. Existem filtrações de escala laboratório e
filtrações de escala industrial.
Numa filtração qualitativa, é usado o papel de filtro qualitativo, mas,
dependendo do caso, o meio poroso poderá ser uma camada de algodão, tecido, polpa
de fibras quaisquer, que não contaminem os materiais.
Para as filtrações quantitativas, usa-se geralmente papel filtro quantitativo, ou
placas de vidro sinterizada ou de porcelana sinterizada.
Em qualquer dos casos indicados há uma grande gama de porosidades e esta
deverá ser selecionada dependendo da aplicação em questão.

3.1 Tipos de filtração


O processo de filtração pode ocorrer de maneira natural ou induzida. A filtração
natural é aquela que ocorre quando uma mistura líquido-sólido ou gás-sólido passa
naturalmente por um filtro, separando a fase líquida ou gasosa da fase sólida.
3.1.1 Filtração natural
Na filtração natural, ou simplesmente filtração, a força da gravidade é
responsável por puxar o líquido para baixo, enquanto o sólido fica retido no filtro, assim
como ocorre quando filtramos café.

3.1.2 Filtração induzida


A filtração induzida é uma maneira de forçar a separação de líquido-sólido ou
gás-sólido, de maneira acelerada. A filtração induzida pode ser a vácuo ou a pressão
positiva.
A filtração por pressão positiva é um processo no qual uma mistura de líquido +
sólido ou gás + sólido é forçado, através de pressão, a passar por um filtro que irá reter
as partículas sólidas e em alguns casos, adsorver algumas substâncias dissolvidas, como
íons metálicos ou compostos orgânicos solúveis. Esse tipo de filtração é comumente
empregado em filtração de água para o consumo humano em residências ou áreas
comerciais (filtros elétricos e/ou filtros de torneira).
É importante lembrar que os filtros utilizados na filtração, independente de qual
for à finalidade, tem uma vida útil, ou seja, ele consegue filtrar até certo volume, depois
disso ele satura e não consegue mais filtrar, perdendo a eficiência. Em alguns casos, o
filtro pode até entupir.

BIBLIOGRAFIA

Disponível em: http://www.samaegaspar.com.br/processo_tratamento.php.


Acesso em: 01/06/2016
Disponível em: http://www.revistatae.com.br/noticiaInt.asp?id=5464. Acesso
em: 01/06/2016
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coloide. Acesso em: 01/06/2016
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Floculação. Acesso em: 01/06/2016
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Centrifuga%C3%A7%C3%A3o.
Acesso em: 01/06/2016
Disponível em: http://alunosonline.uol.com.br/quimica/centrifugacao-metodo-
separacao-misturas.html. Acesso em: 01/06/2016
Disponível em: http://www.soq.com.br/conteudos/ef/misturas/p2.php. Acesso
em: 01/06/2016

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