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ATIVIDADE 2

LEFFA, V. J. ​O ensino de línguas estrangeiras no contexto naciona​l. Contexturas, APLIESP,


n 4, p. 13-24.
1. Como você analisa a afirmação de Leffa, 1999, de que “o grande desafio como professores:
preparar os alunos não para o mundo em que nós vivemos hoje, mas para o mundo em que eles
vão viver amanhã”.
Prever as inovações de um futuro próximo ou não, parece algo um tanto quanto intangível.
Entretanto, devemos considerar que a geração de professores que se forma, deverá lidar com uma
outra geração posterior à sua, o que incute espanto nos futuros docentes frente à essa realidade.
Dessa forma, explorar o panorama histórico, nesse caso específico, do ensino de línguas
estrangeiras, faz-se extremamente necessário, para que possamos traçar todos os caminhos
percorridos até aqui, e explorar novos possíveis caminhos que estejam de acordo com a leitura de
mundo de nossos alunos, ou futuros alunos, a fim de que o conhecimento possa fazer sentido na
vida do aluno, considerando seu contexto e lugar na história.
2. Como os PCN complementam o que propõe a LDB 9394/96 no tocante ao ensino de línguas
estrangeiras na Educação Básica?
No que se diz respeito ao ensino de línguas estrangeiras na Educação Básica, os PCN
complementam o que propõe a LDB 9394/96 na medida em que eles baseiam-se no princípio da
transversalidade, pois é destacado o contexto maior em que as línguas estrangeiras e o seu ensino
devem estar inseridos, considerando questões atuais, e dando destaque para a contextualização
do ensino com a vida indivíduo em formação que requer uma postura cidadã. Portanto, a
complementação se faz na abordagem sociointeracional, com ênfase no desenvolvimento da
leitura.
3. Qual a relação estabelecida pelo autor entre a tecnologia e o papel do professor?
A relação estabelecida pelo autor entre a tecnologia e o papel do professor aparece numa
perspectiva desafiadora aos docentes, porém, jamais de substituição de um em função de outro:
ambos devem trabalhar juntos por um mesmo propósito, que é o ensino-aprendizagem crítico e
interativo. Dessa forma, os instrumentos digitais, deverão servir como ferramenta que colabora
para realçar a ação do professor, quem deve usá-los com eficiência, criatividade e
comprometimento.
4. Leffa apresenta em seu texto uma síntese histórica do ensino de línguas estrangeiras no Brasil.
Resumidamente, pontue informações essenciais características de cada um dos períodos abaixo:

ANTES E DURANTE O IMPÉRIO


Levando em conta o português como uma língua estrangeira no contexto remoto,
considera-se que a tradição brasileira é de uma grande ênfase no ensino das línguas. Este
ensino, começando com as primeiras escolas fundadas pelos jesuítas, se deu subsequentemente
das línguas clássicas (grego e latim - línguas dominantes no período colonial), e
posteriormente das línguas modernas (francês, inglês, italiano e alemão - que passaram a ter
maior importância em relação às línguas clássicas durante o império). Todavia, havia nesse
ensino, deficiências metodológica e administrativa. Por isso, durante o império, iniciou-se a
decadência de línguas.

PRIMEIRA REPÚBLICA
Houve uma redução ainda mais acentuada (de 76 horas semanais/anuais em 1892, passa
para 29 horas em 1925) em relação à carga horária semanal dedicada ao ensino de línguas
estrangeiras. Além disso, o ensino perdeu sua oficialidade, pois a frequência livre, já instituída,
permaneceu.

REFORMA DE 1931
A fim de soerguer a educação, houve a reforma de Francisco de Campos, na qual
consistia na extinção da frequência livre instituída durante o Império, não visando apenas a
preparação discente para a entrada nas universidades, mas objetivava-se a formação integral do
aluno. Tal reforma de 1931, redirecionou aspectos conteudísticos e metodológicos (que leva
destaque do professor Carneiro Leão, através da publicação de ​O ensino das línguas vivas​, em
1935), além de dar uma atenção especial às línguas estrangeiras modernas através do
acréscimo de sua carga horária.

REFORMA CAPANEMA
Em 1942, através da Reforma, todas as modalidades de ensino foram equiparadas.
Capanema, o ministro, reforçou a ideia de desinstrumentalizar o ensino; para isso, era preciso
que a formação dos alunos fosse voltada integralmente ao aspecto cultural e patriótico. Quanto
ao método, empregou-se o direto, onde o ensino deveria ser pronunciadamente prático. Para o
ensino de línguas, deu grande importância, e o ensino destas, deveriam ser orientados por
objetos educativos e culturais. Todavia, o método direto não foi implantado devidamente na
sala de aula, pois foi substituído por uma versão simplificada de leitura.

LDB DE 1961
Inicia-se a descentralização do ensino e mantém os sete anos do ensino médio, dividido
entre ginásio e colégio. Além disso, instituiu-se até cinco disciplinas obrigatórias; conselhos
estaduais de educação tomavam a frente de decisões, a exemplo do ensino de língua
estrangeira: o latim foi retirado do currículo, o francês foi retirado ou reduzido na carga
horária, e o inglês permaneceu. Dessa forma, tal LDB reduziu o ensino de línguas a menos de
⅔ do que foi durante a Reforma Capanema.

LDB DE 1971
Reduzido de 12 para 11 anos, o ensino era constituído de 8 anos do primeiro grau, e 3
anos do segundo. Neste momento, enfatizou-se a formação focalizada na habilitação
profissional. As condições do ensino de língua estrangeira se tornaram mais precárias, pois
agora, mediante tal contexto, o Conselho Federal as concebe como optativas, dadas por
acréscimo dentro das condições de cada estabelecimento.

LDB DE 1996
O que antes nomeava-se primeiro e segundo graus, agora passa a chamar-se o ensino de
fundamental e médio. Contando com a existência de uma base nacional comum (completo
abandono da ideia de único método certo e afirmação de pluralismo de ideias e de concepções
pedagógicas), nela está clara a importância e necessidade da língua estrangeira nos ensinos
fundamental e médio.