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Ensino clínico de Cuidados à

Pessoa Idosa
Enfermagem
Universidade de Guarulhos (UNG)
119 pag.

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ESCOLA SUPERIOR DE ENFERM AGEM S. FRANCISCO DAS M ISERICÓRDIAS

XVI CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERM AGEM

2º ANO 1º SEM ESTRE

Livro de estágio:

Ensino clínico de Cuidados à Pessoa Idosa

Elaborado por:

Andreia Batista

M arta Sousa

Lisboa

Janeiro de 2010

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ÍNDICE

1. Processo de Enfermagem___________________________________________________ 1
2. Sinais Vitais______________________________________________________________ 3
2.1. Tensao arterial_________________________________________________________3
2.2. Temperatura__________________________________________________________ 4
2.3. Frequência cardíaca_____________________________________________________7
2.4. Frequência respiratória__________________________________________________8
2.5. Dor_________________________________________________________________11
3. Valores Laboratoriais______________________________________________________ 13
4. Glicémia_________________________________________________________________16
5. Velhice/ Envelhecimento___________________________________________________ 16
6. Crenças / valores, atitudes/ comportamentos em relação à velhice_________________ 17
7. Alterações biológicas do processo de envelhecimento___________________________ 17
8. Fragilidade e vulnerabilidade da pessoa idosa__________________________________24
9. Institucionalização/ hospitalização do idoso____________________________________26
10. Hidratação_______________________________________________________________27
10.1. Hidratação no idoso______________________________________________28
10.2. Desidratação___________________________________________________ 29
10.3. Hiperhidratação_________________________________________________30
11. Alimentação no idoso______________________________________________________30
12. M obilidade da pessoa idosa_________________________________________________33
13. Quedas e a pessoa idosa___________________________________________________ 38
13.1. Escala de risco de quedas (J.H. Dow nton,1993)________________________ 41
14. Higiene e conforto no idoso_________________________________________________42
14.1. Cuidados de higiene e banho em utente acamado______________________46
14.1.1. Lavagem da cabeça______________________________________________46
14.1.2. Higiene oral____________________________________________________46
14.1.3. Higiene no leito_________________________________________________47
14.1.4. Higiene íntima__________________________________________________49
14.1.5. Banho parcial___________________________________________________49
15. Vestir e despir no idoso____________________________________________________49
16. Dormir e repousar no idoso_________________________________________________51
17. Eliminação vesical e intestinal no idoso_______________________________________54
18. Doenças no idoso_________________________________________________________ 55
18.1. Sistema cardiovascular____________________________________________56
18.1.1. Aterosclerose___________________________________________________56
18.1.2. Enfarte do miocárdio_____________________________________________57
18.1.3. Insuficiência cardíaca_____________________________________________60
18.2. Sistema digestivo________________________________________________63
18.2.1. Esfófago_______________________________________________________ 63
18.2.2. Estômago______________________________________________________ 64
18.2.3. Intestino_______________________________________________________64
18.2.4. Fígado_________________________________________________________64
18.3. Sistema respiratório______________________________________________65

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18.3.1. Afecções_______________________________________________________65
18.3.1.1. Pneumonia______________________________________________ 65
18.3.1.2. Edema agudo do pulmão___________________________________ 66
18.3.1.3. Asma___________________________________________________ 69
18.3.1.4. Doença pulmonar obstrutiva crónica__________________________ 70
18.3.2. Técnicas e exames complementares de diagnóstico_____________________70
18.3.2.1. Colheita de espectoração___________________________________ 70
18.3.2.2. Aspiração de secreções_____________________________________71
18.3.2.3. Reeducação funcional respiratória____________________________73
18.3.2.4. Nebulizadores____________________________________________ 76
18.3.2.5. Oxigenoterapia___________________________________________ 77
18.4. Sistema nervoso_________________________________________________81
18.4.1. Doença de Alzheimer_____________________________________________81
18.4.2. Doença de Parkinson_____________________________________________ 85
18.4.3. Exame neurológico_______________________________________________86
18.5. Sistema urinário_________________________________________________87
18.5.1. Incontinência urinária no idoso_____________________________________87
18.5.2. Infecção urinária no idoso_________________________________________90
19. Entubação_______________________________________________________________91
19.1. Entubação endotraqueal__________________________________________91
19.1.1. Doentes com afecções do sistema respiratório________________________92
19.1.2. Cuidados de enfermagem à traqueostomia___________________________93
19.2. Entubação nasogástrica___________________________________________93
19.2.1. Técninca de extubação nasogástrica_________________________________96
20. Gavagem________________________________________________________________96
21. Diagnósticos de Enfermagem_______________________________________________100
22. Registos________________________________________________________________116

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1. Processo de Enfermagem

a)Colheita de dados
1. Padrão percepção de saúde – manutenção e gestão de saúde
Como descreveria a sua saúde em geral?
 Faz consultas de rotina para avaliação contínua da saúde? (oftalmologista, check-
up,…)
Que cuidados tem com o dentes?
Que cuidados tem com a sua alimentação/ingestão de líquidos?
 Tem algum programa de exercício?
 Quais as suas actividades de lazer?
Tem hábitos tabágicos, alcoólicos, sal, açúcar…?
O qu e é que faz para se manter saudável? (cuidados com a alimentação,
exercício…)
Tem onhecimento de medidas de segurança (prevenção de incêndios,
quedas,automóveis, controlo de tóxicos)
Tem alguma patologia? qual?
Que tratamento tem prescrito?
Tem sido capaz de manter este tratamento?
Tem algum problema que o dificulte a cuidar de si mesmo?
Nutrição é adequada?
Exames
Controlo de peso?
Antecedentes pessoais/familiares
Aceita-se a si mesmo? Como está a ultrapassar esta fase da sua vida?
Tem ajudas económicas?
Acha que contribuiu para a sociedade em algo de importante? Gostou da sua
profissão?
Sente-se realizado?
Gosta de estar aqui nesta instituição?
Acha que contribuiu para que os seus filhos fossem felizes?
Sente necessidade de ter mais actividades ao longo do seu dia?
Existe alguma actividade que gostasse de fazer e nunca tenha feito?
Quais as razões que o levaram a vir para aqui?

2. Padrão Nutricional – Metabólico


 Que tipo de refeições faz, o que está habituado a comer?
 Refeições adequadas às necessidades?
 Descrição do pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia diários.
Quantidade de líquidos ingeridos diariamente.
Que tipo líquidos é que gosta mais de beber?
 Apetite em geral
 Problemas de saúde oral
Tem próteses?
 Despistar sinais de mal-nutriçao e obesidade
Quais são as suas preferências alimentares?
Nos últimos 6 meses tem variado muito o seu peso? Porquê?
Toma algum suplemento alimentar?
Tem algum problema que o impossibilite de comer?
Estado da pele (cor, temperatura, turgor, edemas, prurido, hidratada…)

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 Existe algum factor que contribuía para o desenvolvimento de úlceras de
pressão?

3. Padrão Eliminação
Características da urina normais?
 Tem algum problema de micção fora do padrão normal?
 Utiliza algum sistema de ajuda? (algália, sonda externa, cueca protectora)
 Características das fezes normais? (cor, consistência, cheiro…)
 Hábitos de eliminação normais? Qual a hora que costuma evacuar?
 Utilização de laxantes para facilitar a evacuação?

4. Padrão de Actividade – Exercício


Como se mobiliza?
Levanta-se da cama?
 Consegue cuidar-se sozinho? A que horas gosta de realizar a sua higiene?
 Como se alimenta? Ingere muitas proteínas? Reforço proteico?
Utiliza meios auxiliares de marcha? (andarilho, bengala, tripé, “parede”)
Tem alguma limitação que não lhe permita mover-se?
 Precisa de ajuda para que actividades? O que consegue fazer sozinho?
 O que costuma fazer durante os seus dias?
 Actividades de relaxamento? Quais?
 Actividades de divertimento?

5. Padrão Sono – Repouso


 Número de horas que dorme diariamente?
 Faz períodos de relaxamento ao longo do dia? Duração?
Tem sinais de privação de sono? (conjuntivas vermelhas, bocejos
frequentes,dificuldades de concentração)
 Observar as áreas onde dorme (temperatura adequada, área limpa, tranquila…)
 Tem dificuldade em adormecer?
Consegue dormir bem, ou existe algo que o incomode?

6. Padrão Sensorio – Perceptivo


 Problemas de visão? Usa óculos?
 Utiliza aparelhos auditivos?
Tem algum deficit sensorial?
É capaz de ler e escrever?

7. Padrão Cognitivo – Perceptivo


 Nível de escolaridade.
 De que forma é que a família gosta aprender? (ler, ver televisão, cursos)
Tem problemas de memória?

8. Padrão Auto – Percepção / Auto – Conceito


 O que é que o mais o preocupa?
 Descrição geral (triste, alegre, feliz, depressivo, ansioso, relaxado…)
Como se descreveria a si mesmo?

9. Padrão Participação – Relacionamento


 Como é a relação entre os membros da instituição?

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 Problemas de relacionamento?
 Descrição dos recursos (financeiros, suporte da família…)
 É costume receber visitas da sua família?
 Para si é muito importante a visita destes?
Sente-se bem com estas companheiras de quarto? Dão-se bem?

10. Padrão Sexualidade – Reprodução


 Utilização de métodos contraceptivos? Quais?
Tem sintomas de menopausa/andropausa?
 Em relação à sua sexualidade, sente que foi muito afectada pelo seu processo de
envelhecimento?

11. Padrão de Adaptação – Tolerância ao Stress


Como toma as suas decisões? (sozinho, com ajuda de quem?)
 Quais as principais fontes de stress?
 Estratégias de coping utilizadas?
 Sofreu alguma perda nos últimos tempos?
 Que membros exteriores (amigos, família, grupos de suporte…) o ajudam
aultrapassar situações de stress?
 O que é que gostaria de mudar na sua vida?
 Como se sente, gostaria de viver noutro sítio?
Que mudanças desejaria?

12. Padrão Crenças – Valores


 O que é que considera mais importante na sua vida?
 Tem alguma religião? Qual?
 Pratica actividades religiosas?
 Dá importância às épocas festivas? (Natal, Páscoa…)
 Têm artefactos e símbolos religiosos? Estes são muito pertinentes para si?

b)Diagnóstico de Enfermagem
c)Planeamento
d)Implementação
e)Avaliação

2. Sinais Vitais
Objectivos da avaliação dos sinais vitais:
 Conhecer as carcaterísticas, fisiológicas do utente;
 Conhecer alterações funcionais;
 Colaborar na concretização de um diagnóstico clínico;
 Estabelecer um plano de Cuidados de Enfermagem;
 Avaliar a evolução do estado de saúde/doença;
2.1. Tensão arterial
É a pressão ou força exercida pelo sangue, contra as paredes das artérias nas diferentes
fases da circulação.

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Depende de factores:
1- Força de contracção do ventrículo, transmitida ao sangue dirante a sístole
2- Resistência e característica dos vasos à passagem do sangue e aos
mecanismos de vasodilatação e vaso-constrição
3- Quantidade e características do sangue circulante, volume sanguíneo e
viscosidade ou fluidez do mesmo.

À medida que vamos envelhecendo, o sangue fica msi viscoso relacionado com a
falta de água devido à perda do paladar.

Recém-nascido M=60mm/Hg m=20mm/Hg


M=120mm/Hg m=70mm/Hg

 Em Portugal, sendo um de nós um país de obesos,diabéticos, a Associação


Portuguesa de Cardiologia, diz que a maioria do nosso população é de risco: M=
145mmHg; m=90 mmHg
 O.M.S. considera Hipertensão a partir de valores: M= 160 mmHg e m=95mmHg
Alterações dos valores da TA
Valores da T.A são menores Valores da T.A são elevados
< idade Hora do dia (á tarde)
Hora do dia (manhã) Sexo (masculino)
Refeições (em jejum) Refeição
Posição(decúbito dorsal e sentado) Medo
Excitação
Ira
Exercício físico
 A tensão sistólica corresponde ao ponto em que o sangue consegue passar pela
artéria, apesar da pressão exercida sobre ele pela braçadeira.
 A tensão diastólica corresponde à passagem livre do sangue na artéria braquial, e
equivale à pressão normal constantemente exercida sobre as paredes vasculares
quando o coração está em repouso.

2.2. Temperatura

Grau de calor mantido pelo corpo; é o equilíbrio entre o calor produzido e o calor
perdido.

Termólise: regulação física do calor perdido; Termogénese: regulação química da


produção de calor

Contra-indicações da avaliação da temperatura bucal:


 Dificuldade em respirar pelo nariz
 Crianças pequenas
 Adultos inconscientes ou com perturbações de comportamento
 Ingestão de alimentos e bebidas quentes ou frias
 Náuseas e vómitos
 Intervenção cirúrgica à face e boca

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Contra-indicações da avaliação da temperatura axilar e bucal:
 Banho total quente
Valores normais
Contra-indicações da avaliação da temperatura rectal: Axilar 35,5ºC – 36,8ºC
 Traumatismos rectais Bucal 36,2 ºC – 37,2 ºC
 Hemorróidas Rectal 36,7 ºC – 37,8 ºC
 Diarreias
 Pós-operatório de cirurgias rectais
 Uso de saco de gelo ou água quente na zona (região abdominal)

I. Aplicação do saco de água quente:

 Aquecer o doente
 Aliviar a dor
FINALIDADES:
 Descongestionar um órgão profundo
 Prevenir o choque
 Activar os processos químicos de supuração

CONTRA-  Apendicite
INDICAÇÕES:  Infecções dos dentes
 Todas as vezes que se queira retardar ou impedir a
supuração ou formação do abcesso
 Infecções do tórax

Princípios gerais:

 Temperatura da água deve ser sempre verificada com um termómetro antes de se


encher o saco
 Não de se deve ultrapassar os 70ºC para o adulto; para a criança e doentes
debilitados 60-65ºC
 Assegurar-se que o saco esteja intacto
 Encher o saco entre 1/3 e 2/3 para evitar um peso desnecessário sobre a região
 Nos doentes inconscientes e paralisados o saco é colocado sobre o cobertor de lã
porque a humidade do saco pode provocar queimaduras
 Se a região tratada apresenta uma coloração viva será necessário suspender
imediatamente a aplicação do saco
 A água deve ser renovada de tempos a tempos (todas as 3-4 horas) a fim de manter
na pele um calor igual e constante durante todo o período de aplicação
 A aplicação de um saco de água quente sobre uma região doente deve ser prescrita
pelo Médico excepto se se trata simplesmente de aquecer o doente
 O efeito do calor depende:
 Tamanho
 Espessura do saco
 Cobertura
 Calor húmido ou seco
 Duração do tratamento
 Região onde é aplicado
 Estado do doente
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 Diferença de temperatura entre a aplicação quente a e área cutânea
envolvida
 Se se utiliza simultaneamente vários sacos de água quente ter-se-á o cuidado de
mudar a água dos sacos, cada um de sua vez, com o intervalo de cerca de uma hora
entre cada um com o fim de manter quanto possível a mesma temperatura

Cuidados com a pele depois da aplicação:

 Verificar o estado da pele


 Se necessário colocar vaselina
 Hora e duração da
REGISTOS: aplicação
 Local
 Reacção do doente

II. Aplicação do saco de gelo:

 Aquecer o doente
 Aliviar a dor
FINALIDADES:  Descongestionar um órgão profundo
 Prevenir o choque
 Activar os processos químicos de
supuração

CONTRA-  Se se verifica sinais de estase circulatória


INDICAÇÕE  Se há tecidos danificados em qualquer circunstância em que
S: haja sinais de má nutrição dos tecidos
 Anemias
 Gravidez
 Bebés, crianças, velhos e inválidos – por serem muito
susceptíveis ao frio

Princípios gerais:
 Nunca se aplica um saco de gelo sem autorização médica
 O saco de gelo deve ser sempre coberto com uma cobertura de lã ou flanela
 Quando a aplicação é muito prolongada, para prevenir as queimaduras e macerações
e para proteger os tegumentos usa-se uma substância gorda o que não substitui a
cobertura do saco
 O saco de gelo estando a uma temperatura mais baixa que a temperatura ambiente, o
ar vem e condensa-se aí humedecendo a cobertura, pelo que será necessária a sua
mudança
 Aplicação e acção do gelo devem ser contínuas, por isso se deve mudar o gelo de
2/2 horas ou 3/3 horas
 O saco de gelo deve ser fixado para assegurar o contacto do frio com a região
doente, mas a desvantagem de derreter mais facilmente
 Se se aplica um saco de gelo durante vários dias como em casos de apendicite e
afecções cardíacas agudas, retirá-lo durante um certo tempo (2 ou 3 vezes ao dia) ou

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mais se necessário, para que se normalize a circulação nesta zona. A aplicação do
gelo prolongada pode originar casos de gangrena

 Hora e duração da
REGISTOS: aplicação
 Local
 Reacção do doente

2.3. Frequência cardíaca


 É a dilatação e contracção alternadas de uma artéria, quando a onda sanguínea é
impedida através dela, pela contracção do ventrículo Esquerdo.
 Avalia-se através da sensação táctil colhida, quando comprimimos a artéria. E
informa-nos sobre: actividade cardíaca;características das artérias volume do
sangue circulante.

Características do Pulso:

 Frequência nº de pulsações por minuto;  se esse valor estiver acima do


normal- Taquicárdia;  se estiver abaixo do normal-Braquicárdia.
 Ritmo intervalos regulares entre cada batimento- pulso rítmico; intervalos
irregulares- pulso arrítmico
 Volume ou amplitude- quantidade de sangue circulante e é designado por :
cheio, fino ou filiforme
 Tensão ou resistência-resistência dos vasos à passagem do sangue e é designado
por:
 Tenso#hipotenso
 Duro#elástico

Tabela de valores
RN e lactentes 130 a 140p/m
Crianças 90 a 140 p/m
Crianças escolar 75 a 100 p/m
Adolescente 60 a 90 p/m
Mulheres 70 a 80 p/m
Homens 60 a 80 p/m

Alterações dos valores da FC


Valores da F.C. são menores (mas dentro Valores da F.C. são maiores (mas dentro
dos valores normais) dos valores normais)
Sono Após o banho
Repouso Após as refeições copiosas
Pessoas altas e magras Após o exercício físico
Após as emoções
Perante situações dolorosas

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Hipertermia
Pessoas corpulentas

Artérias mais frequentes para a avaliação do pulso:


 Temporal
 Carótida
 Braquial
 Radial
 Cubital Auto-avaliação
 Femural(inguinal)
 Popliteia
 Dorsal do pé
 Tibial

Hetero-avaliaçãoradial e carótida

Caracterização das arritmias:


 Pulso intermitente- período de ritmo normal, com períodos de ritmo desigual
 Pulso Bigeminado- uma pulsação normal seguida de uma mais pequena a que se
dá a nome

Caracterização da variação da amplitude:


 Pulso fino ou filiforme- O volume é pequeno, a artéria oblitera-se com facilidade
e sente-se como um fio, às vezes apenas uma vibração

Caracterização da variação da tensão:


 Pulso elástico- á palpação as artérias são elásticas, lisas e arredondadas
 Pulso hipotenso- artérias moles ao serem comprimidas; são obstruídas com
facilidade de modo a não ser possível contar batimentos
 Pulso hipertenso- palpa-se a artéria rija, dura. Às vezes torturosa.

2.4. Frequência respiratória


É uma função vital, um fenómeno biológico que compreende a respiração
pulmonar

Os factores que regulam e mantém a respiração rítmica são:


 Centro respiratório(SNC)
 Fibras nervosas do sistema nervoso Autónomo
 Composição química do sangue
Estes factores respondem às necessidades das células em matéria de e
de eliminação de anarido carbónico

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Hiperventilação Hipoventilação Hipoxia

Ocorre quando a ventilação não é Consiste na oxigenação inadequada


Aumento da frequência
adequada para satisfazer as dos tecidos a nível celular. Resulta
respiratória, que resulta da
necessidades orgânicas do organismo de uma dificiencia de fornecimento
eleiminação excessiva de CO2.
e há acumulação de CO2 ou utilização de O2 a nível celular.

Factores desencadeantes Factores desencadeantes Factores desencadeantes

Ansiedade Hipertermia Atalectasias Hemoglobina baixa

Infecções DPCO Intoxicação por gás

Sinais e sintomas Sinais e sintomas Grandes altitudes

Taquicardia Tonturas Desorientação Obstrução das vias aéreas

Dor torácica Cefaleias Convulsões Choque

Tont uras Let argia Coma Atalectasias

Eupneico

16 -20 ciclos por min

Taquipneia

Sup a 35 cilos por min

Bradipneia

Inf a 10 ciclos por min

Apneia

Períodos sem respiraçao com


duração sup a 15 s

Hiperpneia

16 a 20 ciclos por minuto

Kussmaul

Geralmente sup a 35 ciclos

Cheyne-Strokes

variável
Briot

variável

Apnêusico

aumentada

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Características do Movimento Respiratório:
• Frequência
• nº de movimentos respiratórios por minuto; ao avaliar-se a respiração
apensa se conta num ciclo a inspiração e a expiração
• (1 ciclo-> conjunto de 1 expiração + 1 expiração)- 1 inspiração + 1 pausa
+ 1 expiração
• Adulto-> 16 a 24 ciclos por minuto: sexo feminino-> 20 a 24 c/m; sexo
masculino->16 a 20c/m
• Crianças->25 a 30/m
• Recém nascido-> 25 a 45 c/m
• Amplitude
• Maior ou menor capacidade de AR a movimentar em cada ciclo.
Depende das características dos músculos respiratórios e da superfície
pulmonar
• Pode ser Supercial ou Profunda
• Ritmo
• Espaço de tempo que medeia entre cada ciclo respiratório

Respiração externa troca de ao nível dos pulmões(alvéolos). É constituída por


fenómenos mecânicos, físicos e hormonais
Respiração interna diz respeito à troca ao nível das células de todo o organismo.
trasportado nos góbulos vermelhos- através do processo metabólico- forma o como
produto resudual.
Inspiração parte activa do movimento respiratório por contracção do diafragma e
músculos intercostais externos que alargam o tórax, expandindo os pulmões.

Variações fisiológicas da respiração:


 Alterações individuais
 Sexo
 Idade
 Actividade física
 Posição ortostéctica
 Clima
 Altitude

Situações de grande emoção:


 Trabalho muscular intenso
 Refeições copiosas

Tipos de respiração:
 Torácica-os movimentos respiratórios são feitos ao nível do tórax e aí podem ser
observados

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 Abdominal- os movimentos respiratórios fazem-se a partir do diafragma com o
auxílio soa músculos abdominais (respiração característica da infância)
 Toraco-abdominal- os movimentos respiratórios são executados com o auxílio
dos músculos torácicos e abdominais.

Quanto mais superficial for a respiração mais difícil é a sua avaliação.


Eupneia respiração em que a frequência e o ritmo estão dentro dos parametros
normais.
Apneia cessação dos movimentos respiratórios (paragem respiratória)
Dispneiadificuldade em respirar. O utente mostra esforço respiratório
Taquipneia ou Polipneia aumento da frequência geralmente com maior amplitude nos
movimentos respiratórios
Bradipneia diminuição da frequência geralmente com maior amplitude nos
movimentos respiratórios
Ortopneia incapacidade de respirar em posição horizontal.

2.5. Dor
 Dor é um sintoma complexo, subjectivo e individual. Com o envelhecimento,
assume grande importância devido à sua expressiva prevalência.

Definição:

- É uma experiência emocional e sensorial, geralmente desagradável associada


a lesão tecidular, real ou potencial descrita em termos dessa lesão.
- A dor é sempre subjetiva.

Ao avaliar a dor da pessoa idosa, deve-se ter em conta a/o:


- Origem;
- Tipo;
- Frequência;
- Meios utilizados pelo idoso para atenuar a dor.

Factores de risco de dor e dos idosos mais vulneráveis:


 Idosos que sofrem de doenças crónicas dolorosas (artrites, cancro, angina);
 Idosos com problemas de comunicação (afasia, demência, senilidade, barreira
linguística);
 Idosos com alterações neurológicas;
 Idosos sob medicamentos que modificam a percepção sensorial (analgésicos,
sedativos, hipnóticos);
 Idosos sujeitos a crises emocionais (ansiedade, luto, medo);
 Idosos impossibilitados de se deslocarem, mesmo que as suas capacidades o
permitam;
 Idosos submetidos a tratamento cirúrigicos ou médicos.

Dor total- é influenciada por sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais

Níveis de dor - da moderada à crónica:


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 Segundo a intensidade, a frequência, as dores podem classificar-se do seguinte
modo:
- Leve a moderada: são dores que ocorrem em períodos espaçados no tempo e
desaparecem normalmente após a toma de analgésicos simples
- Aguda: dor súbioita e temporária, actua como um sintoma de que algo pode
não estar bem no organismo. Esta , é a dor mais tratada;
- Neuropática: originada a partir de uma lesão no sistema nervoso;
- Crónica: a sua duração supera normalmente um mês e permanece, em regra,
após a cura da lesão que a provocou. Neste tipo de dor, distinguem-se dois
tipos:
- Somática: que afecta os ossos, músculos e ligamentos
- Visceral: que afecta sobre os órgãos internos

Intervenções de enfermagem no idoso com dor:


 Escutar atentamente quando o utente fala da sua dor;
 Favorecer a expressão de sentimentos;
 Permitir que fale da intensidade da dor e do modo como a tolera;
 Asseguar que as perguntas que lhe faz, são no sentido de compreender a sua dor,
e não porque duvide que não seja real;
 Explicar “se possível” as causas da dor que sente;
 Verbalizar compreensão e aceitação pela reacção à sua dor;
 Reconhecer o seu sofrimento;
 Proporcionar técnicas de relaxamento explicando que estas aumenam a eficácia
dos medicamentos;
 Atenuar ou eliminar os factores que aumentam a dor;
 Aliviar a dor antes do utente, a manifestar;
 Avaliar os sinais vitais antes da administração dos analgésicos;
 Administrar analgésicos prescritos;
 Informar se possível quanto tempo a dor vai durar ou quanto tempo o
medicamento leva a agir;
 Promover um ambiente calmo e relaxante e dar apoio;
 Observar o utente de 30 em 30’ após administração de um analgésico para
avaliar a sua eficácia;
 Explicar os efeitos secundários(sonolência) que o medicamento pode provocar
nos primeiros 2-3 dias;
 Se a sonolência se mantiver, comunicar ao médico, para diminuir um pouco a
posologia;
 Fornecer sempre informações exactas e precisas;
 Analisar com o utente as causas do seu medo;
 Fornecer informação para que cesse de ter medo;
 Explicar a diferença entre a tolerância medicamentosa e a depenências;
 Ajudar o utente a ultrapassar o medo e a dominar a dor;
 Dar a possibilidade de o utente ficar só e viver a dor à sua maneira, se esse for o
desejo;

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 Tomar medidas que permitam o repouso (durante as horas em que a dor é menos
forte);
 Perguntar ao médico se é conveniente aumentar a dose de analgésico ao deitar;
 Procurar com o mmédico intervenções que possam debelar a dor(mudar o
medicamento, aumentar a dose, diminuir o inetrvalo entre as tomas).
 Ajudar o utente a encontrar meios de alívio da dor;
 Relaxação:
o Ensinar técnicas que atenuem a dor e reduzam a tensão músculo-
esquelética;
o Explicar o efeito terapêutico da diversão de outros métodos de alívio da
dor;
o Utilizar a musicoterapia;
o Ensinar em situação de dor aguda a seguinte técnica: contar em voz
baixa, ou contar mentalmente os objectos representados numa imagem,
ou concentrar-se no ritmo da sua respiração, ou ouvir música e aumentar
o volume, quando a intensidade da música aumentar;
o Dizer ao utente que utilize uma só técnica de relaxação de cada vez
(repiração profunda);
o Proporcionar descontracção muscular quer através do banho quente, quer
através da massagem;
o Apoiar a região dolorosa com almofadas;
o Utilizar frio ou euente segundo o tipo de dor (tendo presente que o idoso
tem a sensibilidade diminuída, logo é necessário uma maior vigilância);
o Identificar com o utente activdiade que o distraiam;
o Ajudar a família a reagir de modo construtivo perante a dor do utente;
o Avaliar os conhecimentos da família sobre a dor e a sus reacção à dor do
familiar;
o Rectificar noções erradas e fornecer informações precisas e objectivas;
o Permitir que a família expresse os seus medos e angústias.
o Solicitar à família que aplique medidas de alívio da dor ao seu familiar
(massagem por ex.);
o Felicitar os membros da família pela sua implicação.

3. Valores Laboratoriais
Sódio 135-145 mmol/l Função: O elemento ↓Hiponatrémia- vómitos, diarreia,
mineral mais frequente no aspiração prolongada do suco
espaço extracelular; catião gástrico, insuficiência cardíaca,
determinante para a cirrose hepática, insuficiência renal,
pressão osmótica existente alguns diuréticos.
no espaço extracelular. ↑Hipernatremia- diarreia, febre ou
sudorese com aporte de líquidos
insuficiente, diabetes insípida
Potássio 3.6-4.8mmol/l Função: o elemento ↓Hipocaliémia- perdas renais,
mineral rpesente em maior diuréticos, corticóides, síndrome de
quantidade nas células; o Cushing, hiperaldosteronismo,
ião mais importante para perdas digestivas, diarreia, vómitos,

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desencadear os potenciais fístulas, laxantes.
de acção e de repouso ao ↑Hipercaliemia- redução da
nível das células nervosas; eliminação renal, insuficiência renal,
essencial para a absorção diuréticos poupadores de potássio,
da insulina nas células insuficiência do córtex supra-renal,
hemólise maciça-
Eritrócitos 4.6-6.2*10^12 ↓-6 horas após uma hemorragia
aguda e em todas as causas de
Hemograma anemia
↑- desidratação, insuficiência
respiratória crónica, doença da
altitude, alguns tratamentos
hormonais, poliglobulia e
trombocitémia
Leucócitos 4.5-11-0*10^9 Função: Defesa do organismo, contra
invasores
↑-em infecções
↓-pancitopénia, leucopénia,
radioterapia, quimioterapia, aplasia
medular.
Hematócrito+ M-36-46% Função: percentagem dos elementos
Hemoglobina H-42-52% sólidos do sangue em relação à
percentagem líquida(plasma)
↓-em anemias e hiperhidratação
↑- na desdratação,pologlobulia e
policitemia
Velocidade de M- 5-15mm/1ªh ↓-trombocitose e poliglobulia,
sedimentação H-3-10mm/1ªh insuficiência cardíaca, alergia
↑-infecções(sobretudo bacterianas),
inflamações, necroses, choque, pós-
operatório, anemia, tumores,
gravidez.
Muito aumentada- mieloma múltiplo,
insuficiência
Ureia 10-50mg/dl ou Função: produto da ↑Hiperuremia- todas as causas de
2-8 mmol/l degradação final do aumento da creatinina, aumento da
metabolismo proteico da degradação proteíca.
eliminação renal
Creatinina M-0.47-1.17 H-0.55-1.36 mg/dl ou ↑Hipercreatinémia- insuficiência
mg/dl ou 42- 49-120micromol/l renal crónica (mas apenas a partir de
103 micromol/l uma redução de 50% da capacidade
do rim), insuficiência renal aguda,
destruição muscular aguda.
Ácido úrico Sangue: M: 2.3- Urina: < 800mg/24h ↑Hiperuricemia- gota, leucemias
6.1mg/dl Função: produto da (aumento da destruição celular),
H:3.6-7.0 mg/dl degradação final do insuficiência renal, diabetes, jejum,
metabolismo das purinas álcool, alguns medicamentos.
Glicémia 60-120 mg/dl Função: afonte de energia ↓Hipoglicémia- fome, má absorção,
ou 3.0-5.6 mais importante do tumores, álcool, sobredosagem de
mmol/l organismo antidiabéticos ou insulina
↑Hiperglicemia- Diabetes, síndrome
de Cushing, feocromocitoma, enfarte
do miocárdio, alguns medicamentos,
diuréticos, corticóides e pilula.
Neutrófilos 59% Função: fagocitose e destruição de
microorganismos e outros corpos
Leucócitos estranhos ao organismo
↓- infecções virais e algumas
infecções bacterianas (tifo), alguns
medicamentos, aplasia medular,

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radioterapia e quimioterapia
↑- na maioria das infecções
bacterianas, septicémia, doenças
reumáticas, coma hepático,coma
diabético
Linfócitos 20-50% Função: imunidade específica,
Ex.Células helper, kiler
↓-tumores, infecção HIV,
radioterapia, quimioterapia e
corticoterapia
↑doenças infecciosas como a
tuberculose, hepatite viral e leucemia
Eosinófilos 2.4%
Basófilos <0.5%
Monócitos 4% Macrófagos teciduais, abandonam a
corrente sanguínea direcionando-se
ao local específico da infecção
Tempo de 80-100% Avaliação do sistema ↓ hepatopatias, défice de vitamina K,
Protombina exógeno da coagulação coagulação vascular disseminada,
medicação, lúpus
Plaquetas 150.000- Função: Iniciam a
400.000ưl coagulação no sistema
endógeno
Glicosúria <150 mg/dl ou Função: diagnóstico, ↑-acompanhada de hiperglicémia-
< 0.84mmol/l controlo do tratamento da diabetes
diabetes ↑-sem hiperglicemia-nefropatia,
gravidez
Proteínas Soro:66-83g/l Líquor: 120-500mg/l Urina total: depende do método
Totais utilizado, no máximo 150mg/24horas
Albumina Sangue:60.6- Líquor: menor que 0.7% Função: a proteína plasmática mais
68.6% das da albumina plasmática importante em quantidade,
proteínas Urina total: menor que responsável por 80% da pressão
plasmáticas, ou 16.6 mg/l colóido-osmótica no aparelho
vascular.
seja, 36-50 g/l
Hemoglobina M:12-16 g/dl Função: proteína dos ↑- Desidratação, poliglobulia e
H:14-18 g/dl eritrócitos que faz a policitemia
ligação e o transporte de ↓- Anemias, hiperhidratação
oxigénio

Prega cutânea: 11 a 12mm – H ; 19 a 22mm – M


Circunferência média do braço: 29 a 31cm – H; 26 a 29cm – M
IMC = Peso/(Altura) 2 - normal entre 20 a 25
Pré-obesidade: 25/29,9 Obesidade: 30

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Tipos de obesidade: Classe I: IMC 30,0/ 34,9; Classe II: IMC 35/39,9; Classe III: IMC
>40

4. Glicémia
Material:
- Tabuleiro de inox;
- Leitor de glicemia;
- Tira reagentes;
- Lancetas descartáveis com retracção automática da ponta ou agulhas
subcutâneas;
- Compressas limpas;
- Recipiente para picantes;
- Antisséptico não alcoólico ou água com sabão;
- 1 aparadeira riniforme e limpa;
- Luvas limpas de protecção.

Entende-se por Glicemia a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. As medições deste


parametro são importantes na detecção e prevenção da hiperglicemia (niveis excessivos
de açúcar no sangue) e da hipoglicemia (niveis de açúcar no sangue abaixo do normal).
Os sintomas de hiperglicemia mais comuns são: sede, urinar em excesso, cansaço. Um
estado de hipoglicemia dá sintomas como suores, fome, tremores, ansiedade.

Valores Normais:
Glicemia em jejum: inferior a 110 mg/ml
Glicemia pós prandial: inferior a 140 mg/dl
Diabetes: Considera-se diabetes quando em duas medições separadas surgem valores de
glicemia em jejum superiores a 126 mg/dl ou glicemias pós prandias superiores a 200
mg/dl

5. Velhice/Envelhecimento
Envelhecimento:
Processo complexo em que intervêm factores biológicos, socioeconómicos e culturais,
num sistema de relações entre o individuo, sociedade e meio ambiente. Trata-se de um
processo contínuo sem interrupção e de constante transformação que acontece a partir
do nascimento e culmina com a morte, sendo a sua marcha natural pela qual todo o ser
humano passa obrigatoriamente. (Bizzini. L, Richad. J.) Representa um período da vida
que cada um, atravessa á sua maneira. Por vezes bem, por vezes mal, mas geralmente
com altos e baixos, tendo isto tudo a ver com as vivências de cada um, pois podemos
superar as nossas vivências mais bem ou menos bem.

Velhice:
Representa o estado da última etapa da via, estado de ser velho. È o produto do
envelhecimento, o resultado do processo de envelhecer. Trata-se de uma noção
puramente cronológica, em que o princípio fixado pela organização Mundial de Saúde
começa aos 65 anos de idade (Costa, A. Richard. J.).

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6. Crenças/valores, atitudes/comportamentos em relação à velhice
As atitudes estão ligadas às crenças e parecem influenciar os comportamentos, se o
enfermeiro/a considerar os idosos todos iguais, é incapaz de estabelecer intervenções
especificas.
A gerontofobia é uma atitude particularmente negativa. É o medo irracional de tudo
quanto se relaciona com o envelhecimento e com a velhice. Medo dos velhos.
Manifesta-se por comportamentos desfavoráveis e negativos, pela recusa, apatia e
indiferença. Ex. :uma senhora que diz ter medo de peles flácidas, esquece-se que um dia
há-de lá chegar.
O Âgisme corresponde a todas as formas de discriminação com base na idade. Tudo o
que é posto sobre a idade.
A Infantilização (“Bebeísme”) – atitude discriminatória relativamente aos idosos,
sobretudo quando estes perdem a sua autonomia e a sua dependência é grande.
Manifesta-se pelo comportamento que as enfermeiras adoptam, ou seja, frases como “se
não vier a esta actividade zango-me”. é considerar os idosos como crianças. Muitas
vezes sem nos apercebermo-nos, falamos aos idosos como uma criança. Os idosos
muitas vezes sentem-se mal, e não tem voz activa causando repercussões.

7. Alterações biológicas do processo de envelhecimento


Envelhecimento normal:
O ser humano não envelhece de uma só vez, mas de forma gradual e a velhice
parece instalar-se sem que se dê por isso.
O processo de envelhecimento atinge todos os sistemas importantes do
organismo.
A deterioração das estruturas e das capacidades funcionais do organismo limita
progressivamente a actividade do ser humano.

Modificações fisiológicas trazidas pelo processo de senescência, ao nível de todos os


sistemas:
 Ao nível: das células, tecidos e órgãos;
 Estas alterações iniciam-se muito antes do aparecimento dos sinais externos.
Quando as rugas marcam já houve alterações nos tecidos. Estas alterações
culminam com a morte.
 Começam a aparecer progressivamente a partir dos 40 anos e continuam até á
morte.

Mudanças estruturais:
Surgem nomeadamente a nível metabólico e celular, e na repartição dos
componentes corporais

 Células e tecidos:
o As células têm uma longevidade precisa. Não se dividem
indefinidamente e a sua capacidade mitótica decresce com a idade;
o As células ao envelhecer perdem certos elementos como o ADN e
aumentam a percentagem de tecidos gordos e fibrosos em detrimento dos
tecidos magros (aparecem principalmente na anca e no abdómen. E
desaparece da face, braços e pernas);

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o As células são seres vivos que envelhecem e morrem, e nem sempre são
capazes de reparar os danos causados pelo seu próprio metabolismo ou
pelos efeitos do meio;
o As células especializadas perdem a pouco e pouco e com o avançar da
idade, a sua aptidão para desempenhar funções integradas e são
perturbadas na sua interacção com as outras células, devido à
deterioração do meio extra-celular;
o Nas células especializadas perdem a pouco e pouco e com o avançar da
idade, a sua aptidão para desempenhar funções integradas e são
perturbadas na sua interacção com as outras células, devido à
deterioração do meio extra-celular;
o Nas células nervosas, cardíacas e hepáticas acumulam-se pigmentos
como a lipofuscina e proteínas como a estatina. Estes pigmentos do
envelhecimento diminuem a capacidade funcional das células;
o Existe uma perda gradual de células que ocorre entre os 20 e 70 anos
numa percentagem de 30%;
o O número de glóbulos vermelhos e o seu conteúdo em hemoglobina
também diminui gradualmente e de forma significativa. Têm uma vida
mais curta e são muito facilmente destruídos pela hemólise;
o O número de linfócitos e de glóbulos brancos varia bastante, diminuindo
nos dois primeiros terços da vida e aumenta no último;
o Os neutrófilos aumentam na velhice e os linfócitos a partir dos 90 anos
diminuem de forma acelerada;
o Todas estas alterações contribuem para uma menor resistência às
infecções na pessoa idosa;
o As modificações celulares dificultam a homeostase (mecanismo que vela
pelo equilíbrio dos líquidos e electrólitos, pressão sanguínea, da
temperatura e da absorção dos alimentos) depende da integridade do
citoplasma e da estabilidade do meio interno;
o O envelhecimento também ocorre nos tecidos (aparecimento de rugas,
que está relacionado com a modificação das gorduras subcutâneas e a
perda da elasticidade da pele, devido ao aumento das proteínas fibrosas,
como a lipofuscina e o colagénio;
o São proteínas (lipofuscina e o colagénio) que aparecem também no
sistema nervoso, no músculo cardíaco;
o Há diminuição da produção de colagénio (elasticidade);
o O conjunto dos músculos e o tecido muscular atrofiam-se e tornam-se
menos elásticos com o aumento da idade, mesmo que as pessoas idosas
se mantenham activas.

 Pele e tecido subcutâneo:


o Pele, cabelos, pelos e unhas (ficam rijas, tipo ossificadas, por isso
devem-se aplicar vaselina nas unhas e nos calcanhos uma dia antes das
limar, para estas amolecerem), constituem o envelope externo do corpo e
são um verdadeiro barómetro na constatação do envelhecimento; os
cuidados á pele na pessoa idosa são muito importantes, porque estão
finas e o calibre dos vasos está diminuído, logo a pele fica pouco
oxigenada e susceptível a úlceras de pressão – estes cuidados consistem
em lavar a pele com sabão neutro, enxaguar muito bem, secar muito bem
e hidratar a pele com creme bem hidratante.

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o A pele é a primeira estrutura a modificar-se, a renovação da epiderme
faz-se lentamente, a derme adelgaça-se conferindo á pele característico
de papel de seda;
o A derme torna-se seca, perde a resistência, a elasticidade, e os capilares
atrofiam-se;
o A gordura subcutânea distribui-se de modo diferente, desaparece da face,
braços e das pernas e depositam-se nas ancas e no abdómen;
o O aparecimento das rugas ou seja as rugas permanentes, é o sinal exterior
mais revelador da velhice.

 Músculos, ossos e articulações:


o As alterações do sistema locomotor são as que aparecem mais
rapidamente;
o Atingem os músculos (devido á diminuição de cálcio), ossos,
articulações e o conjunto de tecidos de suporte; o desgaste vai
diminuindo a espessura e a altura, logo a pessoa vai diminuindo e
encurvando, provocando cifose;
o O envelhecimento é o resultado da atrofia das fibras musculares. Perdem
a força no dorso, antebraços, braços. Para ajudar a estas pessoas a não
perderem a força completamente, pode-se fazer uma leve massagem, e
pequenos movimentos de extensão e flexão, para diminuição desta
rigidez. E fazendo movimentos finos com as mãos;
o Esta perda, leva ao tremor das mãos, braços e da face, fenómeno corrente
na pessoa idosa;
o O peso total dos músculos diminui para metade entre os 30 e os 70 anos;
o Os músculos apresentam-se menos elásticos – rigidez muscular --»
menor tónus muscular - < mobilidade.

 Articulações:
o Os ligamentos calcificam-se, ossificam-se e as articulações tornam-se
mais pequenas e menos flexíveis;
o O estreitamento das vértebras dorso-lombares conduz a um encolhimento
da coluna (1,2-5 cm). O que cria um efeito de desproporção; os braços e
pernas mantêm o comprimento normal;
o Diminui a capacidade respiratória, a contractilidade dos músculos
inspiratórios, a elasticidade do tecido pulmonar e enfraquecimento do
diafragma e dos músculos intercostais;
o Alteração da estrutura do tórax, da capacidade muscular, o que dificulta a
expectoração por perda da eficácia da tosse;
o As articulações atrofiam e ficam rígidas pois há perda do líquido sinovial
nas articulações e, consequentemente, origina os processos artrósicos;
o As articulações ficam desgastadas e erodidas. Logo a estatura diminui
(ex:cifose).

 Sistema renal:
o Os rins atrofiam-se, a função renal deteriora-se com a idade;
o A arteriosclerose das artérias renais, diminui o aporte sanguíneo aos rins,
o que reduz assim a função renal;
o A filtração glomerular diminui 46% entre os 20 e 90 anos e o aporte
sanguíneo diminui 53%;

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o A eliminação dos detritos é menos eficaz e o controlo do equilíbrio
ácido-base e da homeostase é mais difícil.

 Bexiga:
o Apresenta sinais de envelhecimento, diminui a capacidade de retenção e
o tónus vesical. O esfíncter da uretra enfraquece, aparecem micções
involuntárias, incontinência e micções frequentes durante a noite.

 Glândulas sebáceas:
o Tornam-se menos activas, lubrificam menos a pele tornando-a seca;
o Há diminuição da função das glândulas sebáceas--» aparecimento das
rugas
o As proeminências ósseas tornam-se evidentes nomeadamente na parte
superior do corpo;
o O sinal mais evidente desta perda, é a prega cutânea permanente.

 Tegumentos:
o Cabelos, pelos, unhas sofrem alterações, estão relacionados com factores
como raça, sexo, genes;
o Esta involução é perceptível a partir dos 60 anos, na maioria das pessoas;
o As unhas ficam com estrias, secas e mais grossas (no 1º dedo);
o Por vezes, surgem onicogrifoses (unhas espessas e amarelas);
o Todos os sinais exteriores do envelhecimento são mal aceites, porque
modificam para sempre a imagem corporal.

 Sistema cardiovascular:
o O coração não sofre grandes alterações, diminuição do volume devido a
uma pequena atrofia das células musculares;
o Diminuição da capacidade de contractilidade, devido á presença de
catecolaminas e outras enzimas;
o A nível cardiovascular, as artérias ficam mais rígidas e os pulsos mais
perceptíveis e superficiais (nas artérias braquial, carótida, pediosa,
popliteia, temporal, radial, femural, tibial).

 Ritmo:
o Não sofre grandes alterações. O coração do idoso necessita de mais
tempo de recuperação quando sujeito a esforço;
o A degenerescência cálcica das válvulas do coração representa a patologia
mais frequente no idoso (37% dos idoso com mais de 75 anos);
o Os batimentos são mais lentos, há menos contractilidade cardíaca.

 Vasos sanguíneos:
o Artérias e arteríolas perdem a sua elasticidade, as fibras elásticas
vasculares tornam-se mais frágeis; por isto torna-se difícil pulsionar os
idosos.
o A circulação nas arteriais coronárias diminui cerca de 35% após os 60
anos;
o A resistência dos vasos periféricos, aumenta cerca de 1% por ano;

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o Ao nível das veias, há uma perda de tonicidade muscular, diminui a
eficácia das válvulas venosas, o que torna mais lento o retorno venoso ao
coração.
o Nos idosos muitas vezes encontramos as extremidades muito frias e
edemaciadas, logo deve-se lavar com água tépida (atenção, não usar saco
de água quente) e massajar levemente no sentido do retorno venoso (de
baixo par cima). Poderá pôr-se 2 almofadas debaixo dos pés, mas se não
houver contra-indicação.

 Sistema respiratório:
o Diminuição da capacidade pulmonar, e diminuição da eficácia pulmonar;
o Bronquíolos e alvéolos tornam-se menos numerosos mas maiores;
o A estrutura pulmonar torna-se mais rígida pela perda de elasticidade.
o Cuidados de enfermagem: ter os idosos em semi-fowler. Verificar a
respiração, ritmo, frequência e amplitude da caixa torácica.
o Sinais de má ventilação – fácies cansada, pele húmida tipa viscosa,
lábios secos e ligeiramente cianosados, a pessoa refere-se cansada,
dificuldade em respirar, cefaleias, tonturas, roncos, cibalos e cianose.

 Tecidos:
o O conjunto de músculos e o tecido muscular atrofiam-se e tornam-se
mais frágeis;
o A massa tecidular do fígado, pâncreas e rins também diminui;
o Surge o aparecimento de rugas devido á perda de elasticidade da pele, á
modificação das gorduras subcutâneas, e ao aumento de proteínas
fibrosas (ex. colagénio).

 Composição global do corpo:


o O corpo sofre quatro transformações:
 Dos 20 anos 80 anos a massa magra diminui 17%;
 Dos 20 anos 70 anos a proporção de gordura aumenta 25%;
 Entre os 20 e os 80 anos o volume plasmático aumenta 80%;
 Entre os 20 e os 80 anos a massa de água no corpo diminui 17.
o Estas transformações têm repercussões sobre a distribuição das
substâncias no organismo e provoca modificações na repartição do peso
corporal.
o Aspectos a considerar quer na prescrição de uma medicação quer na
elaboração de um regime.

 Sistema gastro-intestinal:
o Sofre muitas alterações no decurso do envelhecimento;
o Digestão e mastigação:
 Estado dos dentes, maxilares, próteses inadaptadas, doenças
periodontais;
 O paladar altera-se, as papilas gustativas e o olfacto diminuem, o
reflexo de deglutição funciona menos bem;
 Diminui a secreção das enzimas, dos sucos gástricos e a língua
torna-se atrófica. A saliva torna-se mais espessa o que conduz á
xerostomia;

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o O esvaziamento do esófago é mais lento devido ao enfraquecimento da
cárdia;
o A diminuição das lipases gástricas e intestinais torna mais difícil a
ingestão de grandes quantidades de alimentos contendo lípidos;
o O fígado atrofia-se, sofre alterações celulares, apesar de conservar a sua
capacidade de funcionamento;
o Refluxo gastro-esofágico--» pirose ( > produção de ácido gástrico)
o Diminuição das enzimas digestivas;
o Presença de aerofagia (gases no estômago) --» dilatação gástrica o que
influi na respiração: não deixa o pulmão expandir-se

 Capacidade de absorção intestinal:


o Sofre alterações durante o processo de envelhecimento;
o Diminuição da motilidade gastrointestinal;
o Deterioração das superfícies de absorção;
o Diminuição da eficácia das enzimas digestivas;

 Eliminação intestinal:
o A frequência da eliminação intestinal tende a eliminar;
o A tonicidade muscular do intestino grosso diminui;
o Problemas de incontinência fecal como fecalomas e obstipação são muito
frequentes no idoso (uma vez que não ingerem tantos líquidos nem fazer
exercício; a obstipação provoca flatulência e, consequentemente,
distensão abdominal);
o Estes problemas de eliminação podem estar relacionados com problemas
mentais (confusão).

 Sistema nervoso e sensorial:


o É muito afectado no processo de envelhecimento nomeadamente ao nível
das estruturas nervosas, encéfalo e espinal medula;
o Atrofia do cérebro (5 a 10%) e aumenta o tecido conjuntivo;
o A condução dos influxos nervosos diminui com a idade, evento que
começa por volta dos 45 anos.
o O número de receptores sensoriais diminuem, os mais atingidos são os
proprioeptores, ligados á dor e ao tacto, conduzem problemas de
equilíbrio e de orientação espacial;
o A marcha torna-se mais diminuta e as quedas são mais frequentes;
o Os movimentos da motricidade fina tornam-se menos precisos, os
movimentos globais tornam-se mais lentos, os músculos cansam-se mais
rapidamente;
o A maior parte dos idosos sofre grandes perdas ao nível do paladar,
olfacto, do ouvido, da visão como da percepção da dor e da temperatura;

 Paladar:
o Apesar da perda das papilas gustativas (ou atrofia das mesmas), o idoso
consegue identificar os sabores, mesmo numa idade avançada.
o Existe uma tendência para condimentar e adoçar os alimentos.

 Olfacto:
o Atrofia dos órgãos olfactivos

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o Capacidade deste sentido diminuída devido à atrofia do nervo olfactivo;
o Presença de pelosidade no nariz;

 Ouvido:
o O nervo auditivo fica mais espesso;
o A cera está presente em menor quantidade e mais espessa;
o O pavilhão auricular aumenta;
o Degenerescência da fibra nervosa;
o Espessamento do tímpano;
o Redução da produção do cerúmen;
o Aumento da rigidez dos ossículos – osteoporose;
o Atrofia do nervo auditivo;
o Estas alterações estão relacionadas com a exposição continua do ruído,
factores circulatórios, tóxicos e genéticos;
o Aparecem por volta dos 50 anos e agravam-se a partir dos 70 anos.

 Visão:
o Acuidade visual diminui devido à opacidade do cristalino (vêm mais
desfocado);
o Depósitos nas córneas, Cataratas;
o Diminuição lacrimal;
o Olhos encovados, descaimento das pálpebras;
o As perdas de visão são muito progressivas, começam cedo, e são
evidentes entre os 40 e os 50 anos;
o O campo visual reduz-se, e o idoso perde a visão panorâmica das coisas,
por vezes o campo periférico torna-se inexistente;
o Diminuição a acomodação aos clarões e á iluminação súbita;
o Diminuição da percepção das cores (o olho capta melhor as cores vivas).

 Sistema endócrino e metabólico:


o São ainda mal conhecidos os efeitos do envelhecimento sobre este
sistema;
o A diminuição das hormonas parece não afectar a estrutura e o
funcionamento do organismo.

 Actividade da tiróide:
o Diminuição da actividade tiroideia, não se encontra sinais de
hipotiroidismo nos idosos.

 Actividade corticosuprarenal:
o É pouco afectada pela idade, apesar da diminuição da cortisona, parece
não ter consequências no organismo.

 Hipófise:
o Diminui de volume de 25%, mas parece não afectar o organismo.

 Hormonas sexuais:
o Existem alterações ao nível do aparelho reprodutor feminino e
masculino;

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o Alterações que trazem alterações ao nível da pele, repartição de gorduras,
atrofia dos órgãos genitais internos e externos.
o As mudanças que se operam ao nível da sexualidade são difíceis de
avaliar, são subtis e variam de pessoa para pessoa;
o O envelhecimento desempenha um papel essencial na diminuição das
funções sexuais, por a expressão sexual ser parcialmente influenciada
pela integridade do sistema nervoso.

 Sistema imunitário:
o As funções imunitárias não envelhecem ao mesmo ritmo, a actividade
imunitária é muito intensa no nascimento e atinge o máximo na
adolescência e depois baixa gradualmente ate aos 85 anos, depois
estabiliza.

8. Fragilidade e vulnerabilidade da pessoa idosa


O envelhecimento do ser humano. Implica:
 Perdas; ex. perdas a nível social – reforma, pois quando se reformam á uma
perda de trabalho e do contacto social.
 Fragilidade;
 Vulnerabilidade.
Ambas provocadas pelas alterações.
O envelhecimento é um período da vida, em que o individuo destabiliza facilmente,
apresenta muitas vezes problemas de toda a natureza, afectando-o na sua globalidade.

O envelhecimento é acompanhado de numerosas perdas:


 Amigos;
 Conjugues; subitamente o conjugue desaparece.
 Familiares;
 Saúde; nem todos os idosos são doentes, mas nesta fase a saúde é menos estável.
 Papeis sociais.

As perdas, mais a dificuldade de se adaptarem ás mudanças, podem estar na origem


de doenças orgânicas e funcionais. Ex. artrite, demências, obstipação, reumatismo ....

A fragilidade do idoso perante:


 Mudanças fisiológicas;
 Doenças crónicas;
 Perda de capacidades funcionais; ex: higiene, comer...
 Perda de recursos pessoais;
 Problemas de saúde mental. Ex: luto, demências e depressão...

leva
 Perda de autonomia; deixa de conseguir gerar a sua vida pessoa, e isto representa
muito para a pessoa.
 Perda de controlo sobre a vida pessoal;
 Perda de controlo sobre as capacidades de controlar as suas necessidades
fundamentais;

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 Dependência em relação aos/às:
o Filhos;
o Amigos;
o Redes de suporte.

Prestar cuidados ao utente, idoso frágil e vulnerável significa:


(Não significa substituir o idoso em tudo e não ter compaixão em demasia).
 Estimular os recursos existentes;
 Respeitar a sua autonomia;
 Eliminar toda a ajuda excessiva; Ex. Se os idosos conseguem comer uma tigela
inteira de sopa, deixa-lo comer nem que isso implique 1 horas, podendo ajudar
nalguns movimentos.
 Conhecer bem o problema;
 Rejeitar todo o tipo de paternalismo;
 Ter uma abordagem individualizada; individualizada porque cada um é
diferente;
 Considerar o meio, a situação e a sua personalidade. Olhar para mesinha de
cabeceira e ver o que lá esta, como por exemplo fotografias e ver quem é esta
pessoas.

Centrar os cuidados na manutenção de um equilíbrio biopsicossocial que o satisfaça,


mas essencialmente que este se implique num processo concreto de auto-realização.
Ter presente que o idoso que não é capaz de fixar objectivos pessoais, perde a
esperança e vê a sua velhice cada vez mais como uma decadência e abandona-se.
Problemas anteriores, crises existenciais não resolvidas, vão agravar a perda da
integridade psicológica. Isto é uma das causas da instabilidade da pessoa idosa.

A presença de Crises doenças crónicas, depressão diminuem a auto-estima, levando:


 Sentem-se velhos, sem forças, sem recursos para lutar perante problemas
físicos, psicológicos, sociológicos e económicos;
 Perda de autonomia, o idoso tem pouca confiança em si próprio, tem medo e
vergonha do insucesso e desvalorizam-se;
 Logo que se apercebam da sua dependência, recolhem-se, isolam-se, tornam-
se impotentes, vulneráveis, por vezes menos agressivos.
 Avaliar as perdas sensoriais, identificar factores que influenciam a
comunicação e a compreender as modificações dos comportamentos
resultantes dessas perdas.

“... ser enfermeira de idosos é ser um profissional que aceita a deterioração física e
psíquica, mas que valoriza os aspectos positivos do homem. É aceitar o ritmo mi lento,
a necessidades de comunicação, o medo e a solidão, a necessidade de afecto e
companhia, a negação da proximidade da morte... “ (Nardiz 1989:115).

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9. Institucionalização/hospitalização do idoso
 Os idosos são aqueles que mais procuram os serviços de saúde, em particular os
serviços de internamento; devido á sua maior vulnerabilidade física, quedas,
abandono, solidão, intoxicação medicamentosa...
 Internamento do idoso corresponde a uma ruptura, logo tem de se gerir uma
crise;
 Mesmo os idosos muito funcionantes, podem tornar-se desorientados, agitados e
confusos quando estão doentes ou são transferidos para um novo ambiente;

Quer hospitalização quer institucionalização representam para o idoso um traumatismo


psicológico porque conduzem á/ao:
o Mudança de contexto;
o Mudança de hábitos;
o Desconhecido;
o Ansiedade;
o Medo.

Particularidades da hospitalização
 Produz-se uma ameaça no que respeita á vida, á saúde e á integridade física;
 Surgem:
 Sintomas desagradáveis;
o Dor, dispneia, ansiedade, desorientação, desconfiança, medo....;
o Incertezas em relação ao presente, ao futuro, perdem-se as esperanças;
o Alteração ao nível das relações familiares e o modo de vida da pessoa
modifica-se de forma considerável.

 O idoso que é hospitalizado ou institucionalizado entra num meio que lhe é


desconhecido
 As pessoas entram no seu quarto sem dar explicações;
 A sua intimidade é frequentemente violada (higiene, tratamentos, exames);
 É frequentemente considerado como inválida, dependente, demente;
 Os profissionais de saúde decidem sobre a sua vida e adoptam atitudes que
intensificam dependência;
 É comum utilizarem expressões de falsas tranquilização (não se preocupe, tudo
está bem);
 Manifestações de comunicação inadequadas (falta de contacto visual), posturas
que denotam pressa;
 Tendência a não permitir que o idoso expresse a sua dor, o seu sofrimento (o
desabafo) ou interromper o silêncio;

O enfermeiro ao relacionar-se com a pessoa idosa (ou com o utente) deve:


 Aceitar a pessoa como ela é, sem juízos de valor nem criticas;
 Actuar de forma calma e serena e profissional;
 Proporcionar uma forma de tratamento respeitosa, amável e humana, mas firme;
 Dirigir-se á pessoa sempre pelo seu nome e não utilizar você;
 Não utilizar linguagem infantil para comunicar com o idoso, (é humilhante) e
poderá menosprezar a sua auto-estima;
 Não dar provas excessiva confiança;

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 Apresentar-se pelo nome e ter em atenção os que têm visão diminuída;
 Estar disponível para escutar, dar apoio, informar e esclarecer;
 Responder ás perguntas de forma calma, simples, breve e lentamente;
 Manter o contacto visual e táctil (segurando-lhe a mão ao falar com ele);
 Não elevar a voz mesmo em situação de hipoacusia;
 Respeitar a individualidade de cada pessoa;
 Utilizar o humor contextualizado;
 Demonstrar optimismo e interesse pelo bem-estar da pessoa e da família;
 Estimular o idoso a intervir nos seus cuidados, dando-lhe o tempo necessário;
 Ajudar o idoso mas não o substituir.

10. Hidratação
• Necessidades de líquidos do adulto: 20-30cc/ Kg Peso = 2400-2500cc/24h
• Perda obrigatória nas 24h entre 800 a 100cc (perdas insensíveis)
• Em caso de hipertermia, as necessidades de líquidos aumentam cerca de 15%
por cada grau centígrado de elevação da temperatura corporal
• Deste modo, por cada 0,56 ºC de elevação de temperatura, deve ser feito um
reforço de líquidos de cerca de 100 cc.

Balanço hídrico (relação entre os líquidos entrados e saídos no organismo no


período de 24 horas):
• Total – 24 horas
• Parcial – 8/8 horas ou de h/h

Situações onde podem ocorrer maior perda de líquidos:


 Hiperventilação
 Diuréticos
 Diarreia
 Vómitos
 Drenagens/aspirações
 Febre
 Queimaduras
 Hemorragia
 Diaforese

B.H. equilibrado:
A quantidade de líquidos entrada no organismo, é igual à quantidade de líquidos
saídos, no período de 24 horas e geralmente é regulada pela função renal. Assim haverá
manutenção de peso corporal, mucosas húmidas e turgor normal.

Negativar:
O objectivo do tratamento da situação de hiperhidratação, será o de negativar o balanço:
-Restringindo administração de líquidos
-Aumentando as saídas de líquidos, até obter um estado normal de hidratação. (restrição
de líquidos, restrição de Na e K, administração de diuréticos ou hemodiálise, prevenir
convulsões)

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Positivar:
Na situação de desidratação, o objectivo do tratamento é o de positivar o balanço
hídrico, ou seja, aumentar as entradas de líquidos e reduzir as saídas, até obter um
estado de equilíbrio de hidratação. Repondo líquidos, prevenção do choque
hipovolémico, prevenção de IRA, repor Na se necessário.

Para controlar o BH, deve seguir os seguintes princípios:


• Distinguir entradas, saídas, vias e tipos
• Contabilizar perdas insensíveis
• O registo deve de ser total, correcto e exaustivo
• Iniciar-se a hora fixa e terminar a hora fixa
• Intervalos de balanço bem protocolados: 8/8 h; 24 h; h/h; 2/2h…

O BH normalmente é zero e excepcionalmente é positivo ou negativo

10.1. Hidratação no idoso

Causa da desidratação no idoso:


 Falta de aporte de líquidos;
 Imobilização total;
 Fadiga;
 Sindroma febril;
 Perturbações psíquicas;
 Calor;
 Perdas de líquidos:
o Perdas patológicas;
o Diarreias/vómitos;
o Abuso de diuréticos.

Intervenções de enfermagem:
Prevenir:
 O idoso internado é particularmente vulnerável á desidratação;
 O aporte de líquidos é essencial para a função renal e intestinal;
 Monitorizar frequentemente a ingestão de líquidos;
 Velar que o idoso tenha sempre á sua disposição agua, leite, sumo, chá, etc;
 Providenciar que o idoso acamado ingira as quantidades de líquidos
recomendados (sendo nesta situação o enfermeiro o ultimo responsável pela
hidratação).
Tratar:
 Rehidratar com precisão e agir rapidamente;
 Ter presente que é preferível “beber” quer perfundir;
 Rehidrtar a nível peros (aguas, sumos e chá) em pequenas quantidades e
frequentemente;
 Quantificar a ingestão de líquidos;
 A intubação nasogástrica só deve ser utilizada para ultrapassar o momento
critico;

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 A perfusão endovenosa é necessária em situações que o idoso não é capaz de
deglutir ou recusa a beber ou em situações que é necessário perfundir grandes
quantidades;
 A perfusão subcutânea é utilizada que o acesso venoso não é possível, e quando
apenas se pretende hidratar – utilizam-se apenas soluções isotónicas, os
electrólitos não são utilizados por esta via.

Intervenções de enfermagem perante um idoso vulnerável á desidratação:


• Avaliar a capacidade que o idoso tem de satisfazer a necessidade de beber;
• Conhecer os hábitos/preferências relativamente á ingestão de líquidos;
• Avaliar a disponibilidade destes na instituição/serviço;
• Explicar ao idoso e família a necessidade de ingestão de líquidos (afim de evitar
o esquecimento);
• Solicitar a colaboração da equipa na satisfação desta necessidade;
• Monitorizar a quantidade de líquidos ingeridos e eliminados.

Intervenções:
 Avaliar a capacidade que o idoso tem de satisfazer a necessidade de ingerir
líquidos;
 Oferecer líquidos que sejam do seu agrado (de preferência);
 Explicar ao idoso e família a necessidade de ingestão de 1500-2000ml por 24
horas;
 Estabelecer um horário;
 Com o idoso para a ingestão de líquidos;
 Monitorizar a quantidade de líquidos ingeridos e eliminados;
 Vigiar a ingestão de alimentos;
 Vigiar o transito intestinal;
 Verificar a temperatura ambiente;
 Vigiar sinais de sudorese, bem como a temperatura auxiliar e turgor da pela uma
vez por turno;
 Observar as características da urina;
 Verificar se o idoso utilizar roupa em excesso e inadvertidamente na cama;
 Fazer ensino sobre a necessidade de ingerir líquidos e seus riscos;
 Vigiar a toma de medicamentos (diuréticos e laxantes);
 Registar sempre a recusa ou a quantidade de líquidos ingeridos no diário de
enfermagem.

10.2. Desidratação
Desidratação- perda de líquidos e electrólitos pelo organismo, em grande quantidade

1- Hipotónica (A perda de sódio é relativamente maior do que a perda de água,


(Sódio sérico abaixo dos valores normais)). ;geralmente associada a etiologias
como: queimaduras, sudorese

2- Isotónica (A perda de sódio equivale à perda de água e deste modo o valor sérico
do sódio é normal); Etiologia geralmente está associada a vómitos, diarreia,
baixa ingesta de líquidos

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3- Hipertónica (A perda de sódio equivale à perda de água e deste modo o valor
sérico do sódio é normal). Utilizar soro hipotonico em q sai Na+ e entra H2O
nas células. ; A etiologia geralmente está associada à Diabetes descompensada.

Sinais e sintomas de desidratação:


 Sensação de sede
 Secura da pele e mucosas
 Hemoconcentração (hematócrito aumentado, aumento de proteinas, ureia
creatinina e sódio)
 Aumento da temperatura corporal
 Alteração do estado de consciência
 Baixa de peso
 Olhos fundos
 Fissura da língua e lábios
 Secrecções espessas
 Polipneia
 Hipotensão(baixa a volemia, logo diminui a pressão nas veias)
 Taquicardia (pulso filiforme)
 Oligúria/anúria
 Osmolaridade alta
 Obstipação porque diminui os movimentos peristálticos.
 Distensão abdominal (fezes retidas)
 Anorexia
 Náuseas
 Vómitos
 Íleos paralítico (não existe peristaltismo)

10.3. Hiperhidratação
Hiperhidratação- predomínio de entradas de líquidos sobre as perdas de líquidos, no
organismo.

Sinais e sintomas de hiperhidratação:


• Edema subcutâneo
• Ingurgitamento jugular
• Sinais de Edema Agudo
• Alteração do estado de consciência (alteração de comportamento, sonolência,
delírio, convulsões, coma
• Diarreia, pois o organismo tem necessidade de expulsar H2O.
• Salivação abundante
• Pele quente e húmida
• Edema de Godet
• Aumento de peso

11. Alimentação no idoso


Nutrição da pessoa idosa:
 Uma alimentação deficiente, desequilibrada pode acelerar o envelhecimento;
 Uma alimentação deficiente em proteínas, conduz a uma diminuição das defesas
imunitárias, da massa muscular e á osteoporose;

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 A solidez da estrutura óssea necessita de um aporte proteica suficiente, de
actividade regular, e de um correcto aporte em vitamina D e em cálcio (sendo
que sol ajuda a fixar a vitamina D);
 Um aporte deficiente em matérias gordas e tão prejudicial como um excesso;
 Um aporte deficiente em glúcidos pode implicar astenia e perturbações de sono
(ex: tomar um copo de leite adoçado com mel antes de dormir);
 Um aporte deficiente da vitamina do grupo B pode conduzir a alterações das
funções intelectuais (ex: levedura de cerveja, gérmen de trigo);
 Um deficiente aporte em zinco, acelera a alteração da pele, das mucosas e das
faculdades gustativas (zinco está presente em cereais como p.ex. arroz integral);
 Uma carência em vitamina C (laranja, morango, kiwi, tomate, couve - branca)
ou E, como em zinco, sélenium agrava a toxicidade dos radicais livres.

Défices alimentares Perturbações e riscos


Proteínas Afecta a mobilidade, a imunidade, o
capital ósseo, risco de escaras
Cálcio e vitamina D Fragilidade óssea, risco de fracturas
Ferro Perda de apetite, anemia e diminuição de
resistência às infecções
Zinco Perda de paladar, anorexia, cicatrização,
lenta de escaras, défice imunitário e
infecções
Magnésio Perturbações musculares cardíacas e a
nível do comportamento
Vitamina do grupo B Astenia, perturbações psíquicas,
neurológicas, anemia e défice imunitário
Vitamina A (cenoura) Perturbações visuais e cutâneas
Vitamina C Perturbações sanguíneas e imunitárias
Antioxidantes (zinco, selénio, vitamina C Risco de doenças relacionado com os
e D, betacarotenos) radicais livres e afectação dos sistemas
cardiovasculares, nervoso e cutâneo

Sugestões para melhorar o estado nutricional do idoso:


 Ter presente défices sensoriais visão, ouvido, olfacto, gosto e tacto;
 Ter em consideração os défices motores e ajudar se necessário;
 Suprimir os problemas de ordem mecânica (uso de próteses, textura de
alimentos);
 Estimular a hidratação com líquidos e assegurar a higiene oral;
 Respeitar o regime prescrito, se indicado e fazer ensino á família;
 Ter presente a interacção dos fármacos com os alimentos;
 Promover um ambiente e apresentação agradáveis e momentos de socialização;
 Verificar o peso periodicamente;
 Estimular a autonomia do idoso na escolha dos alimentos, dirigindo esta para
grupos de alimentos essenciais á manutenção do estado de saúde e necessidades
nutricionais especificas. (cálcio, por exemplo)

Hábitos de alimentação: significado religioso, cultural ou mesmo regional de diversos


alimentos

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Objectivos:
 Deve ser estético de acordo com os princípios do bom gosto
 Deve ser terapêutico, apoiando o tratamento e os cuidados de enfermagem
 Deve ser funcional. O acto de ajudar o doente a comer deve promover e manter a
independência do doente, promover e incrementar a relação enfermeiro/doente e
providenciar um processo de informação de dois sentidos

Princípios a aplicar na prática:


 Se é necessário proteger a roupa do doente, isto deve ser feito sem dar nas vistas
 As tigelas e colheres de plástico, copos de papel e babetes não aumentam a auto-
estima
 Entes que o doente comece a comer o enfermeiro deve ver se o doente está
confortavelmente instalado.

Cuidados de enfermagem a ter com a alimentação da pessoa idosa


 Para o idoso hospitalizado o momento da refeição é um dos momentos mais
importante do dia. Logo é de ter presente a funções dos órgãos dos sentidos.

O sentido da visão é estimulado pelo aspecto da/dos e pelas:


 Sala de refeições;
 Quarto;
 Apresentação da mesa;
 Apresentação dos alimentos (cor, aspecto);
 Apresentação do tabuleiro;
 Apresentação dos pratos;
 Louça, talheres;
 Outros utentes que estão ao seu lado e á sua frente;
 Pessoal;
 Atitudes dos utentes e do pessoal.

O sentido do odor é estimulado pelos odores da cozinha e pelo fumo dos alimentos
quando são servidos:
 Evitar os cheiros que venham ocultar os odores da comida (produtos de limpeza,
de eliminação) no momento em que é servida.

O sentido do gosto estimulado pelo/a:


 Gosto dos alimentos;
 Temperatura dos alimentos;
 Possibilidade de condimentar ele próprio o seu prato (especiarias, sal...).

O sentido do tacto é estimulado pela:


 Textura dos alimentos;
 Consistência dos alimentos;
 Cozedura dos alimentos;
 Possibilidade de pegar, de cortar, triturar os alimentos.

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Sentido do ouvido é estimulado pela/s:
 Possibilidade de falar e de ouvir outra pessoa;
 Conversas á volta da mesa;
 Preparação da mesa;
 Conversas dos outros.

 Considerar os seus comportamentos/hábitos de vida;


 Proporcionar alimentos em que acredita que são bons para si;
 Proporcionar alimentos que gosta de comer;
 Proporcionar a possibilidade de comer como pensa que deve comer;
 Proporcionar refeições pouco abundantes e repartidas;
 Atractivas e moderadamente condimentadas;
 Adaptar a textura dos alimentos á situação 8cozedura suficiente, fraccionamento
picado, ralado ou raspado);
 Moderados em gordura;
 Ricas em vitaminas e minerais;
 Ricas em fibras;
 Evitar que o jejum nocturno exceda 10 horas;
 A digestibilidade é outro aspecto a considerar (cozidos, grelhados, estufados);
 Evitar mudanças muito bruscas.

12. Mobilidade da pessoa idosa


A mobilidade da pessoa idosa faz parte do padrão 4: actividade/exercício.
Descreve as capacidades para a mobilidade autónoma, para actividade e realização de
exercício, e os hábitos de lazer.
Procura conhecer o nível de autonomia do indivíduo para as actividades de vida diária,
que exigem um certo grau de consumo de energia.
Como todas as outras necessidades fundamentais, a de se mover e manter uma boa
postura comporta 4 dimensões. Cada uma delas compreende diferentes factores que
influenciam a satisfação desta necessidade:
 Dimensão biofisiológica:
Coordenação da actividade tónica dos diferentes músculos
Integridade do sistema cardiovascular
Integridade do aparelho vestibular
Processo de envelhecimento
Doenças
Dor
Medicamentos
Deterioração sensorial
Perdas de memoria
 Dimensão psicológica:
Rigidez de pensamento
Ansiedade
 Dimensão sociológica:

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Factores ambientais: cadeiras geriátricas ou cadeiras de rodas, camas e
equipamento auxiliar para subir para as camas
Politica dos estabelecimentos de saúde em matéria de prevenção de
quedas
Disponibilidade da rede social de suporte
Conselhos dos vizinhos
 Dimensão cultural:
Tradições
Costumes
Modas

 Metodologia dos cuidados:


Colheita de dados:
 Estado da função motora
 Massa muscular
 Mobilidade das articulações
 Postura e marcha
 Coordenação neuromuscular
Avaliação dos dados:
 Onde há défice;
 Intolerância de actividades

O enfermeiro deve avaliar as capacidades do idoso no desempenho das actividades


de vida diária:
 Alimentação
 Vestir-se e despir-se
 Controlo urinário
 Actividades de eliminação
 Locomoção
 Higiene

 Causas da imobilidade:
 Relacionadas com a idade (fisiológicas)
Alterações musculares
Alterações cardiovasculares
Alterações respiratórias
Pele
Problemas psicológicos
Dificuldades arquitectónicas
 Associados a factores patológicos
Alterações músculo-esqueléticas
Alterações neurológicas
Alterações cardiovasculares
Alterações pulmonares
Alterações dos orgãos dos sentidos
Alterações psicológicas

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 Problemas que afectam a mobilidade:
 Falta de motivação devido a uma imobilização prolongada ou devido a doença
crónica
 Eliminação ineficaz, secundaria a insuficiência renal ou hepática, provoca
muitas vezes fadiga e acumulação de líquidos nos tecidos
 Problemas ligados à artrite e ao reumatismo que afectam 50% da população
idosa, são uma fonte importante de sofrimento, de restrição de actividade e
utilização dos serviços de saúde
 Artrite – inflamação e destruição das articulações especialmente do seu
revestimento
 Artrose ou osteoartrite hipertrófica degenerativa – desgaste prolongado das
superfícies articulares
 Poliartrite reumatóide – inflamação repetida das membranas sinoviais
 Artrite gotosa – episódios de artrite aguda
 Alterações do metabolismo ósseo
 Osteoporose – desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea
 Osteomalácia – perturbação do metabolismo do cálcio e do fósforo devido à
carência de vitamina D
 Doença de Paget – alteração crónica, caracterizada por hipertrofia dos ossos
longos
 Reumatismo – dor, rigidez ou deformação das articulações, dos músculos e das
estruturas vizinhas
 Reumatismo muscular
 Cãibras musculares
 AVC;doenças cardíacas,défices

 As consequências da imobilidade nos diferentes sistemas anatómicos:


 Músculo-esquelético:
o Atrofia muscular (diminuição da força e da resistência);
o Rigidez muscular;
o Contracturas;
o Perda da densidade óssea.

 Cardiovascular:
o Diminuição da função cardíaca;
o Hipotensão ortostática;
o Trombose venosa (aumento da estase venosa).

 Repiratório:
o Hipoventilação (debilidade dos músculos respiratórios);
o Diminuição da actividade ciliar:
 Acumulação de secreções;
 Diminuição do reflexo da tosse;
 Desidratação- aumento da viscosidade das secreções.

 Gastro-intestinal:
o Anorexia e alterações de deglutição;
o Desnutrição e desidratação;

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o Obstipação:
 Posição para defecar;
 Dietas pobres em fibras;
 Fármacos (antidepressivos; neurolépticos; antiparkinsónicos).
o Incontinência fecal;
o Alteração da consciência;
o Demência;
o Alterações ano-rectais, motoras e sensitivas.

 Genito-urinárias:
o Incontinência (diminuição do tónus muscular vesical):
 Alterações afectivas (perda de auto-estima);
 Alterações sociais(isolamento);
 Elevado custo económico.
o Retenção urinária;
o Infecções urinárias.

 Metabólicas:
o Hiperglicémia(intolerância aos hidratos de carbono);
o Hipoproteinemia;
o Balanço negativo de cálcio e ferro;
o Perdas de Mg, Na e K.

 Neuro-psicológicas:
o Ansiedade/depressão;
o Demência e delírio;
o Privação sensorial;
o Comprometimento do equilíbrio e coordenação;
o Diminuição da capacidade intelectual.

 Cutâneas:
o Úlceras de decúbito:
 Alta incidência;
 Elevados custos (materiais e humanos).

Intervenções de enfermagem:
Em gerontologia o enfermeiro não dispõe de qualquer poder em relação ao
envelhecimento fisiológico, mas pode agir sobre o envelhecimento funcional. Prevenir
imobilização desnecessária. Reduzir o repouso e a imobilização ao essencial.
Induzir a mobilização precoce (promover a actividade e prevenir contracturas).
Estimular o idoso a fazer exercícios de amplitude de movimento (promove a circulação
sanguínea). Estabelecer um horário para posicionamentos (se acamado). Colocar esse
horário à cabeceira do idoso para que todos sigam rigorosamente.
Promover a prevenção de escaras:
 Colchão anti-escaras
 Massagens nos locais de maior pressão
 Cuidados de higiene (+++)

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Não “maternizar” o idoso, mais orientá-lo para a autonomia. Tratar as escaras já
instaladas. Mobilização pelo fisioterapeuta. Dar apoio psicológico. Não colar etiqueta
de “acamado” mas agir positivamente com técnicas acima referenciadas.

Mover-se e manter uma boa postura:


A saúde e bem-estar de um indivíduo depende da sua capacidade para se mover
e mobilizar os membros. A mobilização de todas as partes do corpo através de
movimentos coordenados e a manutenção de um bom alinhamento corporal permitem
ao organismo desempenhar eficazmente todas as suas funções.

Intervenções preventivas devem apoiar-se:


 Na motivação do enfermeiro e do utente
 Na força “endurance” muscular
 Flexibilidade das articulações

Exercícios isotónicos e isométricos:


- Princípios:
 Mobilizar uma articulação de cada vez
 Efectuar os exercícios um de cada vez e de preferência 3 vezes por dia
 Realizar lentamente, sem movimentos bruscos
- Isotónicos: destinam-se a fazer contrair os músculos para reforço muscular,
alterando o seu comprimento, mas não a sua tensão
- Isométricos: destinam-se a fazer aumentar a tensão muscular sem alterar o
comprimento do músculo ou mobilizar as articulações

A marcha:
Esta pode estar dificultada no idoso por razões várias: doenças físicas, psíquicas,
envelhecimento ou razões de ordem social. Frequentemente, o idoso necessita de
dispositivos de ajuda na marcha : bengalas de 3 a 4 pés, muletas ajustáveis ao cotovelo e
andador, tripé, andadores/andarilhos, todos eles de altura regulável.
- No interior: é importante manter a capacidade de andar. Determinar a distancia a
percorrer diariamente, a tentar percorrer 3 quartos, a fim de aumentar a sua
resistência. Usar calçado confortável e, se necessário, utilizar uma bengala.

- No exterior: usar sapatos confortáveis, com solas maleáveis e um bom suporte


(sapatos para andar). Iniciar com uma marcha de 10 minutos e, em seguida,
aumentar progressivamente até 20 a 30 minutos. Andar com um passo vivo e
ritmado.

- Subir escadas exige grande esforço. Colocar o pé bem assente no primeiro


degrau, empurrar com o outro pé e fazer a transferência do peso para o primeiro.
Apoiar-se sobre o corrimão, para manter o equilíbrio, se necessário.

Movimentos posturais:
Após os factores de risco terem sido indentificados , deve ser iniciado um plano de
cuidados específicos orientado para a prevenção. A posição de um utente idoso que não
consegue movimentar-se por si, deve ser modificada de 2 o máximo 3/3h segundo uma
rotatividade programada.

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A protecção das seguintes proeminências ósseas requer especial cuidado no utente,
nomeadamente acamado,
Quando o idoso se encontra sentado na cadeira, deve-se ter em atenção as seguintes
proeminências ósseas: omoplata, cotovelo, sacro, tuberosidade isquiática, região
poplítea.
Se o idoso não precisar de ajuda e conseguir caminhar de maneira independete,
deverá ser orientado para que mantenha uma postura erecta e relaxada, acompanhada do
balançar dos braços.
Caso seja necessário ajudar o idoso a caminhar, deverá fazê-lo de forma correcta,
caso contrário o utente terá tendência a cair para trás: andar lado a lado com o utente
com os braços cruzados com este.

13. Quedas e a pessoa idosa


Definição de queda:
A queda é um tipo de acidente, muitas vezes banalizado e por conseguinte
negligenciado. As quedas nomeadamente nas pessoas muito idosas, estão relacionadas
com doenças e com défices sensoriais, e não propriamente com imprudência.

Causas das quedas:


 Causas intrínsecas:
Praticamente qualquer patologia do idoso pode provocar quedas, mas as mais
frequentes são:
- Doenças neurológicas:
Afectando o nível de consciência (epilepsia ou acidente cerebrovascular);
Por alteração da marcha e do equilíbrio (doença de Parkinson,
demências).
- Doenças reumatologicas:
Doenças como a artrose ou a artrite reumatóide provocam quedas pela
alteração da marcha, a dor ou a rigidez que as acompanham.
- Doenças cardiovasculares:
Arritmias;
Insuficiência cardíaca;
Hipotensão ortostática podem provocar quedas por perda de consciência
ou pela debilidade que geram.
- Doenças dos sentidos:
Os transtornos da audição e, sobretudo, da visão originam,
frequentemente, quedas nos idosos.
- Fármacos:
Efeitos secundários dos fármacos;
Interacções entre fármacos;
Os fármacos podem provocar quedas por alteração da consciência, do
equilíbrio e da atenção, assim como por rigidez muscular ou hipotensão
postural. Os que mais frequentemente se associam com a ocorrência de
quedas são os anti-hipertensivos, os sedativos em geral e os anti-
diabéticos.
 Causas extrínsecas: São os factos que dependem de circunstâncias sociais e
ambientais.
- No domicilio:
Pisos escorregadios;

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Iluminação insuficiente;
Mobiliário pouco apropriado;
Obstáculos nos locais de passagem;
Escadas demasiado altas;
Ausência de maçanetas e corrimões.
- No exterior:
Calçadas em mau estado;
Tráfego excessivo;
Sinalização deficiente,
Falta de adaptação dos meios de transporte e acessos a edifícios a
pessoas com deficiências.
- Nos hospitais e instituições:
Ausência de mobiliário adaptado;
Uso de meios de restrição física quando não estão indicados.
- Ambientais:
Domicílio desahustado;
Objectos dispostos em altura;
Dificuldade em ir ao w.c.;
Distâncias entre as divisões muito grandes;
Tapetes não fixos e chão encerado;
Luminosidade insuficiente;
Escadas sem corrimões.
- Outras causas:
Mudança de hábitos;
Mudança de contexto;
Roupas e calçado inadequado;
Marcha cambaleante;
Apoio de marcha desaptados ou mau estado de conservação;
Dificuldades ou recusa a utilização do uso de bengalas, andarilhos,
canadianas.

É indispensável conhecer a etiologia que está na base da queda.


Avaliar:
 Através de interrogatório;
 Exame clínico;
 Fazer exames clínicos se for necessário.
Após a queda avaliar:
 Frequência cardíaca;
 Tensão arterial;
 Perda de conhecimento;
 Convulsões/morder da língua;
 Estava em jejum;
 Fez algum esforço;
 Medicação.

Consequências das quedas no idoso:


As consequências mais graves de uma queda é, obviamente, a morte, que
acontece num número vergonhoso de casos.As consequências podem ser muito
problemáticas quer ao nível físico quer psicológico. As consequências dividem-se em:
 Consequências físicas:
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Fracturas: são lesões graves mais frequentes, relacionadas às quedas. As
de maior importância são as do colo do fémur e das costelas;
Contusões e feridas: ocorrem com muita frequência e a sua importância
está principalmente na dor que produzem, que pode desencadear uma
situação de imobilidade;
Lesões neurológicas:traumatismo craniano,hematoma subdural, comoção
e contusão cerebrais;
Lesões associadas a longas permanências no chão;
Sequelas de imobilização.
 Consequências psicológicas:
Medo de voltar a cair;
Perda de autonomia pessoal e da auto-estima;
Modificação de hábitos de vida anteriores;
Atitude superprotetora de familiares e cuidadores, que provoca uma
maior perda de autonomia;
Frequentemente, aparecem depressão e ansiedade associadas.
 Consequências sociais-económicos:
Necessidade de ajuda social para as actividades quotidianas;
Mudança de domicilio, diante a impossibilidade de viverem sós;
Internameno;
Hospitalização: ocorre quando as lesões físicas são importantes

Factores de risco:
 Idade;
 Sexo;
 Drogas;
 Terapêutica;
 Actividade física;
 Nutrição.

Prevenção de quedas:
 Níveis de prevenção:
 Primário: manutenção da actividade física adaptada cada idoso. De forma a
melhorar o trofismo muscular e as amplitudes articulares
 Secundário: despistar precocemente os factores de risco relacionados ao
meio ambiente e à instabilidade da marcha
 Terciário: redução da instabilidade da marcha com exercícios e treino de
equilíbrio

 Actuação na habitação em geral:


 Dimensões adequadas de corredores, portas, tentando que a distribuição
do mobiliário não seja obstáculo;
 Iluminação adequada;
 Pisos: não devem ser deslizantes. Convém evitar os tapetes ou, pelo
menos fixá-los ao chão;
 Escadas: devem ter corrimão, pintar ou revestir o primeiro e ultimo
degraus, com cores contrastantes para chamar atenção;
 Puxadores de porta com cabo, em vez de puxadores redondos;

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 Poltronas com braços, de encosto alto, que permitam pôr-se em pé sem
esforço;
 Adequada fixação ao solo dos móveis que possam servir de apoio,
sobretudo nos locais de passagem.

 Outras:
 Evitar estampas, quadros e desenhos de cores contrastantes ou
tridimensionais;
 Vigiar de perto os efeitos secundários do medicamento;
 Incentivar para actividades independentes;
 Elogiar pequenos progressos;
 Observar o comportamento do idoso e permitir que expresse os seus
medos e inseguranças;
 Evitar todo o tipo de obstáculos;
 Manter o chão bem limpo e seco;
 Ter calçado bem adaptado à morfologia do pé e com sola anti-derrapante
com saltos baixos;
 Evitar roupas compridas e largas;
 Aconselhar o idoso a sentar-se enquanto se veste e se calça.

Intervenções de enfermagem:
- Remover passadeiras, tapetes não fixados e incorrecções do piso;
- Revestor os degraus com material rugoso antiderrapante;
- Nunca encerar escadas e piso;
- Pintar ou revestir o primeiro e último degrau com cores contrastantes para
chamar à atenção;
- Instalar corrimões, à altura adequada;
- Evitar estampas, quadros e desenhos de cores constrastantes ou
tridimensionais (podem distrair o idoso e favorecer as quedas);
- Evitar tapetes não fixos à beira da cama;
- Vigiar de perto os efeitos secundários dos medicamentos;
- Apoiar o idoso, se solicitado, ou se for necessário;
- Incentivar para actividades independentes;
- Elogiar pequenos progressos;
- Observar o comportamento do idoso e permitir que expresse seus medos e
seuas inseguranças;
- Evitar todo o tipo de obstáculos.

13.1. Escala de risco de quedas (J.H.Downton,1993)


(Somar um ponto por cada item com asterisco)

Quedas anteriores Não


Sim *
Nenhum
Tranquilizantes – sedativos *
Diuréticos *
Medicamentos Hipotensores (não diuréticos) *
Antiparkinsonianos *
Antidepressivos *

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Outros medicamentos
Nenhum
Deficit sensorial Alterações visuais *
Alterações auditivas *
Nos membros *
Estado mental Orientado
Confuso *
Normal
Marcha Segura, com ajudas
Insegura com/sem ajudas *
Imposível

Nota:Três ou mais pontos indicam risco elevado de quedas

14. Higiene e conforto no idoso


Higiene: conjunto de praticas que conduz à preservação de saúde assim como à
limpeza.
Conforto: acto ao efeito de confortar. Estado de quem é confortado, modo de
amparar, bem-estar.
Avaliação deverá assentar em 3 aspectos:
 História: A enfermeira deve iniciar a sua avaliação perguntando ao idoso se é
capaz de executar sozinho os cuidados de higiene.
o Quando o idoso declarar que tem dificuldade em executar os cuidados de
higiene sozinho, a enfermeira deverá pedir-lhe para detalhar a natureza
dos problemas, perguntando-lhe:
 O que é que o impede de o fazer sozinho?
 Qual o tipo de ajuda que necessita?
 Que precauções toma em relação à higiene corporal?
 Que emoções ou situações afectam os seus hábitos de higiene?

 Exame físico: A enfermeira deve avaliar o estado da pele, boca, cabelos, unhas e
pés:
o Pele:
- Cor (pálida, avermelhada, amarelada…);
- Textura (doce, rugosa…);
- Aspecto (gordurosa, seca, húmida…);
- Alterações (rubor, equimoses, erosões, cicatrizes, úlceras de decúbito…).

o Boca:
- Estado dos dentes (limpos, depósitos alimentares, próteses…);
- Cor;
- Lábios e mucosas (secas, espessadas);
- Hálito (forte, cetónico…).

o Cabelos:
- Estado do couro cabeludo (seco, oleoso, com películas…);
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- Aspecto dos cabelos (curtos, longos, limpos, sujos, embaraçados…);

o As unhas das mãos e dos pés:


- Estado das unhas (compridas, duras, quebradiças, regulares, lisas,
limpas, sujas…);
- Presença de lesões.

o Estado dos pés:


- Deformações;
- Calosidades;
- Córnea;
- Edema.
O enfermeiro deve descrever de forma precisa e especificar a sua localização,
distribuição, dimensão, forma e consistência.

 Exame das funções mentais: Quando a higiene corporal não está de acordo com
as normas de higiene habitualmente aceitáveis e as respostas da pessoa idosa são
incoerentes, a enfermeira deverá efectuar um exame das funções mentais.

Avaliação deverá assentar em 3 aspectos:


 História: A enfermeira deve iniciar a sua avaliação perguntando ao idoso se é
capaz de executar sozinho os cuidados de higiene.
o Quando o idoso declarar que tem dificuldade em executar os cuidados de
higiene sozinho, a enfermeira deverá pedir-lhe para detalhar a natureza
dos problemas, perguntando-lhe:
 O que é que o impede de o fazer sozinho?
 Qual o tipo de ajuda que necessita?
 Que precauções toma em relação à higiene corporal?
 Que emoções ou situações afectam os seus hábitos de higiene?
 Exame físico: A enfermeira deve avaliar o estado da pele, boca, cabelos, unhas e
pés:
o Pele:
- Cor (pálida, avermelhada, amarelada…);
- Textura (doce, rugosa…);
- Aspecto (gordurosa, seca, húmida…);
- Alterações (rubor, equimoses, erosões, cicatrizes, úlceras de decúbito…).

o Boca:
- Estado dos dentes (limpos, depósitos alimentares, próteses…);
- Cor;
- Lábios e mucosas (secas, espessadas);
- Hálito (forte, cetónico…).

o Cabelos:
- Estado do couro cabeludo (seco, oleoso, com películas…);
- Aspecto dos cabelos (curtos, longos, limpos, sujos, embaraçados…);

o As unhas das mãos e dos pés:


- Estado das unhas (compridas, duras, quebradiças, regulares, lisas,
limpas, sujas…);

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- Presença de lesões.

o Estado dos pés:


- Deformações;
- Calosidades;
- Córnea;
- Edema.
O enfermeiro deve descrever de forma precisa e especificar a sua localização,
distribuição, dimensão, forma e consistência.

 Exame das funções mentais: Quando a higiene corporal não está de acordo com
as normas de higiene habitualmente aceitáveis e as respostas da pessoa idosa são
incoerentes, a enfermeira deverá efectuar um exame das funções mentais.

Factores associados às dimensões da necessidade de estar limpo, cuidado e de proteger


os tegumentos

Necessidade Dimensão

Cultural
Descrição Biofisiológica Psicológica Sociológica e/ou
espiritual

 Modificações
Estar limpo, produzidas
cuidado e pelo
proteger os envelhecime
tegumentos: nto ao nível
da pele,
 Irritantes
tegumentos e  Imagem corporal Significado
externos
Necessidade sistema  Hábitos pessoais da higiene e
 Instalações
que o ser músculo- de limpeza do limpeza na
sanitárias
humano tem esquelético corpo e vestuário família e
(banheiras)
de cuidados  Doenças  Constrangimento cultura
 Corrente
de higiene crónicas ou e pudor
social
corporal e de agudas
cuidar do  Défices
seu arranjo visuais e
pessoal cognitivos
 Estado
nutricional

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Intervenções de enfermagem:
- Avaliar o grau de dependência/independência do idoso para a realização da
sua higiene pessoal;
- Identificar junto do idoso os seus hábitos de higiene pessoal;
- Ter flexibilidade no que respeita aos horários do banho afim de encorajar um
maior grau de independência;
- Proporcionar privacidade durante a higiene pessoal/banho;
- Manter uma temperatura ambiente agradável no momento do banho/higiene
verificando com o utente a temperatura da água preferida;
- Proporcionar alívio da dor, que possa afectar a capacidade para realizar a sua
higiene (pode requerer indicação médica);
- Idoso independente para a sua higiene;
- Estimular para um banho de chuveiro ou banheira;
- Providenciar a segurança da casa de banho e equipamento conforme
necessário;
- Manter ambiente livre de obstáculos;
- Facilitar o alcance do equipamento para a higiene pessoal do idoso;
- Observar as condições da pele durante o banho;
- Providenciar um local de fácil alcance para a roupa limpa;
- Avaliar se o idoso não é capaz de lavar o corpo inteiro, incentivá-lo a lavar o
que puder, dar reforço positivo para o sucesso;
- Vigiar e ajudar na actividade até que o idoso seja capaz de realizar com
sucesso e segurança;
- Se o idoso não for capaz de realizar a sua higiene pessoal/banho:
o Questionar o idoso em relação à sua higiene naquele dia (horário,
banho parcial ou total);
o Preparar previamente o material necessário para a sua higiene
pessoal, assim como a roupa para vestir-se;
o Proceder à higiene pessoal do idoso de modo a proporcionar-lhe
conforto;
o Aplicar uma pressão firme sobre a pele ao dar o banho (tem menos
probabilidades de ser mal interpretado do que o toque delicado).
 Cuidados a ter com a mucosa oral: A higiene oral é essencial e influencia a
alimentação, hidratação e a imagem corporal. O enfermeiro deve explicar à
pessoa idosa os princípios da higiene oral. Quando a pessoa idosa se
encontra incapaz de assumir pessoalmente os seus cuidados, o enfermeiro
deve providenciar para que estes sejam realizados.
o Dentes naturais:
 Escovar os dentes após as refeições e antes de deitar;
 Utilizar uma escova macia, a fim de evitar lesar as gengivas
que estão secas e menos elásticas;
 Utilizar um dentífrico não abrasivo ou bicarbonato de sódio ;
 Escovar um ou dois dentes de cada vez, com um movimento
de vaivém ou efectuando pequenos círculos, começando pelos
molares;
 Escovar ligeiramente a língua e mucosa oral;
 Examinar a boca a fim de detectar lesões
o Próteses dentarias:
 Escovar as próteses por cima e por baixo, com ajuda de uma
escova para próteses ou escova de cerdas rígidas;

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 Passar por água fria, antes de recolocar;
 Remover os depósitos sobre as próteses, mergulhando-as
durante a noite em vinagre branco;
 Escovar regularmente as próteses, mesmo que se recorra a um
produto de limpeza de próteses dentárias;
 Providenciar para que bocheche frequentemente;
 Examinar a mucosa oral, afim de detectar lesões.

14.1. Cuidados de higiene e banho em utente acamado


14.1.1. Lavagem da cabeça

 1 resguardo impermeavel ou 1 toalha


 2 toalhas
 Shampoo
 Jarro com água
 Saco de sujos
 1 Bacia
 Luvas caso seja necessários
 Pente ou escova
 Secador

Procedimento:
- Combinar com o utente, pedir o seu consentimento;
- Promover privacidade;
- Trazer para junto do utente todo o material necessário;
- Pedir ajuda a um colega ou auxiliar de enfermagem;
- Lavar as mãos;
- Saber se o doente tem frio ou calor e retirar roupa (colcha e cobertor) conforme
as preferências da pessoa;
- Retirar cabeceira da cama, se não for possível colocar o doente na diagonal;
- Colocar sob o doente resguardo enrolado nas pontas de modo a que a água não
escorra para o chão;
- Colocar uma toalha sobre o peito e ombros da pessoa;
- Enquanto um dos intervenientes coloca a cabeça na bacia vazia quem está
ajudar, despeja lentamente a água sobre os cabelos tendo o cuidado de tapar ora
um ora outro ouvido;
- Lavar a cabeça até ficar bem lavada;
- Ter o cuidado quando enxaguar novamente, retirar todo o shampoo;
- Envolver o cabelo numa toalha, retirando o resguardo e deixando o doente
confortável com almofada;
- Pentear e secar.

14.1.2. Higiene oral

 Escova de dentes ou espátula montada;


 Elixir;
 Tina reniforme;
 Saco de sujos;
 Copo com água;
 Pasta de dentes;

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 Toalha;
 Celulose.

14.1.3. Higiene no leito

 Duas bacias com água


 2 manapulas
 2 toalhas
 Sabonete
 Luvas
 Roupa necessária para fazer a cama de
 lavado: 2 lençóis, um resguardo, uma
 fronha
 1 salva camas
 Pijama
 Tabuleiro de massagens: óleo de amêndoas doces ou outro
 Pomadas cremes ou loções
 Saco de roupa suja.
 Cueca protectora
 Material para fazer a barba se necessário
 Compressas
 Material para cortar as unhas e espatula se necessários
 Saco de sujos

Normas:
- Promova sempre a privacidade e autonomia do doente.
- Lave sempre: - da zona mais limpa para a zona mais suja, o membro mais
afastado e só a seguir o que se encontra junto a si.
- Se a cueca protectora se encontrar suja (urina ou fezes), comece pela higiene dos
genitais e deixe o doente com uma cueca protectora limpa e seca.
- Mude a água das bacias tantas vezes quanto forem necessárias.

Procedimento:
 Peça o consentimento e negoceie a melhor altura para proceder os cuidados de
higiene ao utente;
 Posicione a pessoa o mais perto de si em decúbito dorsal, confortávelmente;
 Coloque o material para o banho ao seu alcance;
 Promova privacidade do utente (coloque um biombo, corra as cortinas);
 Numa cadeira aos pés da cama coloque por ordem, a roupa necessária para
efectuar a cama e vestir o doente;
 Lave as mãos;
 Retire a roupa da cama (colcha e cobertor) caso o utente verbalize não ter frio;
 Deixar o cobertor ou edredon, se necessário;
 Proceda conforme a técnica da cama ocupada (desentalar somente a roupa de
cima, deixando a base feita e esticada;
 Efectue uma dobra aos pés da cama, mantendo os pés cobertos;
 Coloque a toalha sobre o peito e em redor do queixo e rosto do doente que fica
voltado para si;
 Se por indicação clínica não puder subir a cabeceira da cama, coloque a cabeça
do doente na extremidade da almofada;
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 Lave os dentes com escova de dentes ou espátula montada conforme o doente
consiga expelir a espuma ou não;
 Peça ao doente para dar um golo, ou aspirar com uma palhinha, o elixir diluído
ou simplesmente água, bochechar e deitar fora. (Só se o utente for capaz de
efectuar tal procedimento);
 Posicione a cabeça confortavelmente e inicie a higiene da cara;
 Coloque a toalha sobre o tórax e em redor da cara;
 Pergunte ao utente se costuma usar sabão na face;
 Limpe os olhos com água simples (ou soro fisiológico e compressas esterilizadas
se houver secreções purulentas ou inflamação ocular);
 Sempre do canto mais limpo para o mais sujo, de maneira a que cada olho seja
limpo com uma parte limpa do toalhete;
 Siga para a orelha mais distante, face terminando no lado da face junto a si;
 Seque bem;
 Dispa a camisa ou parte de cima do pijama;
 Se estiver seca deixe-a em cima do tronco;
 Faça uma dobra no sentido longitudinal do lençol de modo a que o Membro
superior que estiver mais afastado de si fique descoberto. Coloque a toalha por
baixo;
 Lave com suaves movimentos circulares, da face externa do braço terminando
na axila e colocando a mão na bacia com água ,tendo atenção aos espaços
interdigitais e unhas;
 Seque bem;
 Proceda de igual modo para o MS junto a si;
 Retire o pijama de cima do tórax coloque-o no saco de roupa suja e coloque a
toalha em leque em cima do tórax descendo-a à medida que o lençol é puxado
para baixo;
 Enquanto que uma mão levanta a toalha, com a outra lave o pescoço, tórax e
seque bem tendo atenção à região infra mamária;
 Lave o tórax, observando qualquer alteração;
 Proceda de igual modo para a região abdominal, tendo atenção ao umbigo e
aproveite para observar qualquer alteração ao nível do abdómen (distendido,
doloroso à palpação, timpanizado);
 Seque bem, e cubra o tronco com a camisa nova ou lençol caso esteja limpo;
 Retire as calças do pijama, que caso fossem subidas já deveriam ter sido tiradas
quando se lavou o abdómen;
 Faça a higiene do MI que se encontra mais longe de si tendo os mesmos
princípios da zona mais limpa para a mais suja ,terminando colocando o pé
dentro da bacia;
 Seque bem, tendo especial cuidado aos espaços interdigitais e unhas;
 Proceda a higiene do MI que está mais perto de si;
 Troque de toalha, bacia e manápula, calce as luvas e lave os genitais,. Nas
utentes do sexo feminino coloque uma arrastadeira e lave de cima para baixo,
com bastante água;
 No sexo masculino arregace o prepúcio e lave a glande não esquecendo de
cobrir a glande no final de secar, pois há o risco de garrotar o pénis;
 Peça ao doente que se volte para o lado oposto onde se encontra. Peça ajuda a
uma colega caso o doente não seja capaz de se voltar. Se a cama tiver grades de
segurança não se esqueça que têm que estar bem colocadas e seguras;

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 Acabe de lavar a região nadegueira e sulco nadegueiro. Seque bem e deite as
luvas no saco de sujos;
 Com a outra bacia, toalha e manápula lave e seque bem as costas;
 Massaje as costas tendo especial atenção às zonas de maior pressão;
 Esta massagem pode ser feita com um creme hidratante (ex: Dermisan,
Decubal), com óleo de amêndoas doces com uma essência por exemplo de
lavanda, ou com um creme rico em vit.A e zinco (ex: Halibut, Lauroderme,
Madécasol);
 Massaje e hidrate todas as zonas do corpo que veja que necessite.;
 Faça a cama conforme norma da cama ocupada, vista o pijama ou roupa do
utente;
 Posicione o doente confortavelmente;
 Não se esqueça de o pentear;
 Deixe a unidade do utente impecável.

14.1.4. Higiene íntima


 1 bacia com água
 Luvas
 1 salva camas
 Saco de sujos
 1 manapula
 1 toalhas
 Sabonete
 Creme
 Cueca protectora
14.1.5. Banho parcial

 Duas bacias com água


 2 manapulas
 2 toalhas
 Sabonete
 Luvas
 Roupa necessária para fazer a cama de lavado: 2 lençóis, um resguardo, uma
fronha
 1 salva camas
 Pijama
 Saco de roupa suja.
 Cueca protectora
 Compressas
 Saco de sujos
 Creme

15. Vestir e despir no idoso


O vestuário desempenha um papel primordial no bem-estar psicológico dos indivíduos.
Estar bem arranjado e vestido, proporciona segurança e auto-confiança. No entanto o
envelhecimento e os problemas e doenças que lhe estão associados, tal como a
importância que os idosos atribuem ao vestuário, afectam em graus diversos, a
necessidade de vestir e despir.

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A necessidade de se vestir e despir é muito complexa e exige da parte do que
cuida uma metodologia precisa.
Vestir-se e despir-se exige:
 Força muscular
 Amplitude de movimentos
 Auto-estima
 Auto-valoração

A escolha do vestuário: É através do seu vestuário que a pessoa idosa exprime o seu
desejo de ser reconhecido, e de reconhecer-se a si mesma.

Função humanística do vestuário:


 Valoriza a auto-estima;
 O vestuário é a casa corporal, habitamos o nosso vestuário como habitamos a
nossa casa;
 Representa a segunda pele, envelope ecológico do homem.

O vestuário e a identidade: A identidade representa para uma pessoa, o sentido de ser


ela mesma, única, distinta dos outros. Implica também a noção de pertença a um grupo,
conservando a sua individualidade.

O vestuário e a imagem corporal: A imagem corporal é a imagem mental e psicológica


que um indivíduo faz do seu corpo. Imagem criada a partir do modo como ele
percepcionou as suas características e capacidades.

Vestuário e auto-estima:
 A auto-estima é a percepção que um ser humano tem acerca do seu valor
pessoal
 A auto-estima está também relacionada com as perspectivas pessoais

O vestuário e a função/papel de cada fato: Papel um conjunto de competências pelos


quais uma pessoa participa num grupo

A escolha do vestuário:
 A escolha da sua roupa não é desprovida de sentido, está relacionada
com a personalidade profunda da pessoa e com a imagem que ela quer
enviar;
 As cores em harmonia com a cor dos cabelos, dos olhos. Com o humor
do momento, ou com certos eventos marcantes;
 A pessoa idosa deseja transmitir uma imagem corporal agradável e
aceitável, deseja agradar e tenta mascarar alterações físicas relacionadas
com o envelhecimento;
 A escolha da roupa no idoso está muito relacionada com a função/papel
que exerceu na sociedade;
 É primordial que a pessoa idosa possa escolher e vestir-se de acordo com
o lugar que ocupou no grupo social;
 A escolha da sua roupa confere ao idoso uma certa autonomia no que
concerne ao vestuário;
 Dá-lhe o sentimento de existir e de ter o controlo e a gestão de um
domínio que lhe é muito pessoal;

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 O idoso precisa de manter a auto-estima e a dignidade elevadas, sentir-se
importante para alguém, geralmente para com a família.

16. Dormir e repousar no idoso


A necessidade de dormir e repousar constitui uma necessidade de todo o ser humano, a
fim de permitir a recuperação e o funcionamento óptimo do organismo. A capacidade de
conservar a independência na satisfação desta necessidade varia, no entanto, em cada
indivíduo.

Sono:
No idoso é subjectiva e objectivamente mais leve e portanto menos reparador.
- As fases do sono profundo e reparador, diminuem à medida que se envelhece;
- Os períodos de sono não se concentram unicamente durante a noite, mas distribuem-
se ao longo do dia.

Efeitos da alteração do sono e repouso:


 Respiração: mais superficial, não relaxa logo não ventila adequadamente;
 Alimentação: recusa a alimentação, não tem apetite, encontra-se cansado;
 Eliminação: pode haver perda do controlo dos esfíncteres;
 Actividade/exercício físico: sem vontade de se distrair/recriar;
 Higiene pessoal e vestuário: desprezado, negligenciado, não há vontade para
estes aspectos;
 Regulação da temperatura corporal;
 Ambiente seguro: risco de quedas;
 Comunicação: diminuída, discurso lentificado, recusa de falar;
 Trabalho/divertir-se.

Sinais de uma perturbação do sono:


- Dificuldade em adormecer;
- Despertar matinal tardio;
- Sono interrompido;
- Queixas relacionadas com a necessidade de repouso;
- Alterações a nível comportamental;
- Alterações físicas.

Situações médicas e problemas do sono: A maior parte dos idosos com mais de 65 anos
sofrem de uma doença crónica. Estas doenças são muitas vezes fonte de desconforto
físico, de dor, de ansiedade ou de depressão e perturbam o sono.
 Doenças cardíacas: os idosos com angina do peito ou arrtimia cardíaca têm
frequentemente medo de se deitar, com receio de ter uma crise durante a
noite. Nos idosos com insuficiência cardíaca congestiva, a acumulação de
líquidos ao nível dos pulmões provoca sintomas semelhantes aos da asma,
produzindo assim insónia. As queixas relacionadas com o acordar matinal ou
sono não reparador estão por vezes associadas à hipertensão.
 Problemas respiratórios: o aumento anormal da tensão alveolar e a
diminuição da saturação em oxigénio, que se produz numa pessoa com
enfisema, provoca dispneia quando deitada de costas. O enfisematoso pode
igualmente evidenciar apneia, durante o sono. A síndrome de apneia do sono

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é um distúrbio que se pode identificar quando se produzem breves paragens
respiratórias repetitivas.
 Problemas gástricos: as secreções gástricas aumentam durante o sono
paradoxal e podem exacerbar uma úlcera duodenal ou refluxo esofágico,
produzir dor e, assim, acordar o indivíduo.
 Problemas endócrinos: os distúrbios da glândula tiróide prejudicam o sono,
especialmente o hipertiroidismo que tende a produzir um aumento do
período de adormecimento. A nicturia e a poliúria, dois sintomas frequentes
nos diabéticos, perturbam igualmente o sono.
 Problemas emocionais e psicológicos: a depressão e ansiedade podem
produzir insónia nos idosos. Deve ser-se prudente quando se atribui a insónia
a um problema emocional ou psicológico. Certos problemas de depressão tal
como o acordar matinal são semelhantes ao ciclo de sono normal dos idosos.
A dificuldade em adormecer está habitualmente associada a um stress
situacional, à ansiedade ou à dor.
 Problemas neurológicos: determinadas doenças neurológicas podem
perturbar o sono. Por exemplo, os AVC e a doença de Alzheimer
fragmentam o sono. A doença de Parkinson impede que o indivíduo se volte
na cama, provocando o seu acordar, quando sente necessidade de se voltar.
O sindroma das pernas inquietas nocturno dos membros inferiores é uma
causa importante da insónia. Epilepsia, cefaleias, tromboses e tumores.
 Desordens alimentares;
 Pirose;
 Doença renal;
 Menopausa;
 Doença mental;
 Desordens músculo-esqueléticas.

Medicamentos que afectam o sono:


 Antidepressivos;
 Antiarritmicos;
 Antihistaminicos;
 Corticosteroides;
 Diuréticos;
 Estimulantes simpatométicos.

Elementos para a avaliação da necessidade de dormir e repousar:


- Diário do sono:
Tempo consagrado às sestas e a actividades;
Horário das refeições;
Quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos;
Actividade intelectual;
Rituais.

 Descrição do problema pelo idoso:


Fase do sono em que se manifesta o problema;
O padrão de sono actual difere do anterior? ;
Quando surgiu o problema? ;
Que métodos utiliza para adormecer? ;
A que horas se levanta? ;
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O seu problema de sono impede-o de desempenhar as suas actividades
quotidianas?;
O problema afecta as suas relações interpessoais? ;
Actualmente sente-se fatigado, irritável? .

 Informações obtidas da família do idoso:


Apneia durante o sono;
Movimentos descontrolados;
Sonambolismo nocturno;
Pesadelos.

Intervenções de enfermagem:
1. Colheita de dados:
Realização de uma minuciosa colheita de dados com o intuito de avaliar as
necessidades do idoso relativamente à actividade de vida sono e repouso.
2. Observação da enfermeira:
 Frequência e duração dos períodos de sono e do despertar nocturno
 Anotar todos os sinais de privação do sono (conjuntivas vermelhas, bocejos
frequentes e dificuldade de concentração)
 Qualidade do ambiente envolvente (intimidade, barulhos, cheiros, luz,
temperatura do quarto)

3. Análise e interpretação dos dados:


 Revela os problemas actuais ou potenciais associados à necessidade de
dormir e repousar, assim como as causas que impedem a satisfação desta
necessidade.
 Diagnóstico: alteração do padrão de sono. Esta alteração provoca efeitos nas
outras necessidades fundamentais.

Estratégias de intervenção de enfermagem:


- Assegurar o conforto físico:
o Dor crónica (administração de um analgésico 30 minutos antes da
hora de deitar, aplicação de calor ou frio na região dorida,
posicionamento confortável com ausência de pontos de pressão,
massagem ou fricção da região dorsal);
o Problemas respiratórios (aconselhar a utilização de broncodilatador
antes de se deitar, recomendar que se deite em posição semi-sentada,
apoiando-se em duas almofadas, a fim de diminuir o esforço
respiratório).
- Diminuir o stress psicológico:
o Promover a actividade mental;
o Proporcionar um ambiente terapêutico;
o Efectuar exercícios de relaxamento.
- Planear um horário de repouso e actividades diárias:
o Actividades como a marcha, o artesanato, a leitura, a fim de utilizar
as horas livres do dia;
o Levantar e deitar todos os dias à mesma hora a fim de regularizar o
relógio biológico.
- Assegurar um ambiente seguro;
- Privilegiar os hábitos e rituais da pessoa.

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Regras para uma melhor higiene do sono
1. Dormir o tempo necessário para se sentir fresco e bem disposto no dia seguinte
2. Acordar a hora fixa, de manha, a fim de reforçar o ciclo circadiano do sono e estabelecer
horas regulares para adormecer
3. Fazer regularmente exercício, para a promoção da qualidade do sono
4. Insonorizar o quarto
5. Manter o quarto a uma temperatura adequada, nem muito quente nem muito frio
6. Tomar uma pequena refeição, antes de se deitar (leite e biscoitos) a fim de prevenir
espasmos do estômago
7. Evitar a cafeína após as 18h
8. Evitar o álcool pois, embora favoreça um rápido relaxamento, pode fragmentar o sono
9. Levantar-se quando o sono tardar e ocupar-se (leitura, musica…) a fim de prevenir a
ansiedade e a frustração
10. Só tomar um sonífero quando as outras medidas não forem eficazes, tendo presente que
o uso prolongado dos soníferos acentua a insónia

17. Eliminação vesical e intestinal no idoso

Eliminação vesical:
 Caracteristicas da urina: amarelo pálido, cheiro “sui generis”, aspecto limpido à
emissão;
 Alterações:
- Quantidade:
 poliúria – diurese>2 l
 polaquiúria – > n.º de micções podendo a diurese ser normal
 oligúria – < 1 litro de diurese
 anúria – não há urina
- Micção:
 disúria – desconforto à micção
 retenção – incapacidade de eliminar a urina retida na bexiga (globo
vesical)
 incontinência – incapacidade de controlar a emissão de urina
 nictúria – urina durante a noite
 enurece – incontinência nocturna
- Cor:
 pouca coloração = incolor (ex:diabéticos)
 muito escura = urina concentrada (ex:oligúria febril)
 “vinho de porto” = castanha avermelhada (ex: hepatite)
 hematúria = presença de sangue vivo, urina avermelhada (pode ser lesão)
- Aspecto:
 Turva – presença de pús – piúria
 Espomosa – presença de albumina ou alteração de pH
 Residuo ou depósito – presença de sais em forma de cristais

Eliminação intestinal:
 caracteristicas das fezes: castanha, pastosa e moldada, cheiro“sui generis”
 Alterações:
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 Cor:
 Acólicas (esbranquiçadas) – ex. Obstrução dos canais biliares
 Melenas (pretas) - por sangue digerido – hemorragia na parte
superior do trato gainstrointestinal ou por medicamentos
 Rectorragias (vermelhas) – sangue vivo
 Consistência:
 Diarreicas – fezes liquidas ou semi- liquida
 Cíbalos – duras, tipo caganita de cabra
 Fecalomas – duras por obstipação
 Cheiro:
 Fétido (por enterítes)

18. Doenças no idoso


Com o decorrer da idade aparece uma multiplicidade de distúrbios/deficiências
acompanhadas por vezes de muitas queixas orgânicas, razão pela qual se diz que esta
etapa de vida é caracterizada por polipatologia.
Segundo algumas estatísticas os idosos (80%) apresentam patologias com
frequência muito elevada. Frequentemente coexistem mais de uma patologia
(polipatologia).
O idoso vê-se confrontado a vários problemas de saúde que o limita no seu dia-
a-dia.
A peculiaridade das doenças geriátricas apoia-se no peso da deterioraçãi que tem
nos seguintes aspectos:
- Funcional: incapacidade que pode surgir para as actividades de vida
básica.
- Mental: doenças que podem afectar a nível cognitivo, reduzindo a
memória e a capacidade de raciocínio e abstracção, predispondo à
depressão.
- Social: o aparecimento de uma doença pode condicionar o internamento
numa instituição de acolhimento pela impossibilidade de viver só.

Doenças mais frequentes nos idosos:


 Cardiovasculares:
- Insuficiência cardíaca;
- Hipertensão arterial;
- Enfarte do miocárdio e angina de peito;
- Arteriopatias periféricas;
- Distúrbios venosos.

 Respiratórias:
- Bronquite crónica;
- Pneumonia;
- Tuberculose;
- Cancro do pulmão.

 Digestivas:
- Úlceras duodenais e gástricas;
- Candro de estômago e do cólon;

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- Hepatopatias crónicas, cirrose;
- Prisão de ventre.

 Urinárias:
- Infecção urinária;
- Hipertrofia e neoplasia da próstata.

 Hematológicas:
- Anemia;
- Leucemias e linfomas. Mieloma múltiplo.

 Sistema nervoso:
- Demências: doença de Alzheimer, demência vascular.

 Órgãos dos sentidos:


- Visão: Cataratas, glaucoma;
- Audição:Presbiacusia.

Doenças mais incapacitantes em geriatria:


 Acidentes vasculares cerebrais;
 Doenças cardíacas;
 Doenças respiratórias;
 Tumores malignos;
 Alterações dos sentidos;
 Doenças osteo-articulares.

Grandes síndromes geriátricos:


(têm grande prevalência e relevância)
 Instabilidade e quedas;
 Imobilidade;
 Incontinência;
 Deterioração mental;
 Déficit dos sentidos;
 Úlceras por pressão (escaras de decúbito);
 Desidratação e subnutrição.

18.1. Sistema Cardiovascular


18.1.1. Aterosclerose

Definição:
Doença nas quais se verifica espessamento e perda da elasticidade da parede arterial
(cérebro, coração, rins e outros orgãos vitais), sendo a acumulação de placas de ateroma
(gordura) nas artérias.

Causas:
Espasmos, trombos arteriais, êmbolos, estreitamento por inflamação e anomalias
congénitas.

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Fisiopatogenia:
Inicia-se quando os monócitos migram do sangue para o interior da parede da artéria e
transformam-se em substancias gordas (placa de ateroma)

Sintomas:
Dor, cãibra nos momentos em que o fluxo de sangue é insuficiente para satisfazer as
necessidades de oxigénio.
Factores de risco:
HTA, aumento de colesterol (LDL), tabaco, obesidade, falta de exercício, diabetes,
genética, ser homem.

18.1.2. Enfarte do Miocárdio

 Padrão 4-Actividade- Exercício: Este padrão procura conhecer o nível de autonomia


do indivíduo para as actividades de vida diária que exigem algum grau de consumo
de energia.

Doença coronária:
 Doença das artérias coronárias;
 É progressiva e insidiosa;
 Conduz ao estreitamento ou à oclusão completa do vaso.

EAM: Destruição de uma zona do musculo miocárdico, por insuficiência do fluxo


sanguíneo, levando à necrose das células por falta de aporte nutritivo.

Angina Pectoris: Síndrome clínico caracterizado por dor opressiva na parte anterior do
tórax que surge em consequência de um fluxo sanguíneo coronário insuficiente e
hipoxia do miocárdio.

Factores que influenciam:


 Idade (aumenta depois dos 50 anos);
 Sexo (os estrogéneos parecem ter efeito protector. Após a menopausa aumenta
consideravelmente incidência de enfarte);
 Colesterol (quanto maior a quantidade no sangue maior a incidência de enfarte);
 Diabetes;
 Hipertensão;
 Obesidade;
 Stress;
 Inactividade física;
 Tabagismo.

Sinais e Sintomas:
 Dor torácica persistente, início súbito, intensidade variável, geralmente violenta
e constritiva, localizada na região inferior do esterno e abdómen superior,
duração de mais de trinta minutos, não alivia com repouso nem com
nitroglicerina.
 Por vezes dor com irradiação:

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- para o ombro e braços, geralmente à esquerda
e para a mandíbula e pescoço.
 aumento da frequência respiratória;
 palidez, cor acinzentada;
 sudorese intensa, fria, pegajosa;
 vertigem;
 confusão mental;
 ansiedade, inquietação, (o utente move-se para encontrar posição confortável);
 sensação de morte iminente;

 Por vezes pode surgir:


- reflexo vagal, náuseas e vómito
 Enfartes silenciosos:
- O utente não refere ter sentido dor nem mal estar;
- Não há sinais nem sintomas sem importância …

Diagnóstico:
• Baseia-se na história actual do utente;
• No electrocardiograma;
• Níveis séricos das enzimas ( CPK- MB, LDH,,Troponinas).

Complicações:
- Arritmias;
- insuficiência cardíaca;
- choque cardiogénico;
- morte .

Intervenções de enfermagem em situação de Emergência:


 Chamar o médico;
 Instalar o utente com o tórax elevado;
 Retirar o vestuário;
 Vigiar as funções vitais;
 Administrar Oxigénio,
 Monitorizar os sinais vitais;
 Preparar material para punção venosa

Intervenções de enfermagem em fase aguda:


 Chamar o médico;
 Repouso absoluto;
 Controlar a dor e a ansiedade com analgesia (MORFINA);
 Administrar Oxigénio por mascara ou por cateter nasal nas primeiras 24 horas;
 Monitorizar o utente e avaliar e/ou visualizar continuamente a frequência e o
ritmo cardíaco;
 Observar e comunicar imediatamente o aparecimento de dor torácica, dispneia,
palpitações, desmaio, transpiração excessiva.

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 Registar a hora, duração e se há factores precipitantes e atenuantes;
 Avaliar níveis de consciência, orientação no tempo e espaço (efeitos fármacos,
choque cardiogénico iminente, má perfusão cerebral);
 Comunicar imediatamente qualquer alteração;
 Verificar pulso periférico, frequência, ritmo, volume e comunicar toda a
alteração ( os distúrbios cardiovasculares reflectem-se nos valores dos
parâmetros);
 Verificar e anotar o volume urinário (< 40ml/hora), é um sinal precoce de
choque cardiogénico);
 Fazer balanço hídrico, registando líquidos infundidos, ingeridos e perdidos
(diarreia, suor, sangue, urina e vómitos) evitar a sobrecarga cardíaca;
 Administrar medicamentos prescritos e observar e comunicar efeitos colaterais
(hipotensão, depressão respiratória, e diminuição da acuidade mental);
 Oferecer dieta de acordo com a prescrição médica (leve, hipossódica e
hipocalórica) nas primeiras 12 horas o utente permanece em jejum;
 Assegurar repouso absoluto no leito ( o repouso diminui o consumo de
oxigénio pelo miocárdio);
 Proporcionar ambiente repousante e tranquilizante, limitando o nº de visitas ( o
estresse aumenta o consumo de oxigénio pelo miocárdio);
 Promover conforto físico dispensando ao utente cuidados individualizados.

Fase de reabilitação- objectivos:


 Prevenir complicações do enfarte e da imobilidade; (não fazer esforços)
 Reduzir o tempo de hospitalização; (devido ao risco de infecção)
 Ajudar o utente no regresso ao domicilio e às suas actividades de vida.

Intervenções: (ter em conta as causas, a anamnese de enfermagem, história clínica)


Fazer ensino sobre: (no sentido de mudar estilos de vida e a necessidade de
alterar alguns deles)
o Retomar gradualmente as suas actividades;
o Retorno à vida profissional;
o Prevenir o reaparecimento de doença coronária; (vigilância da
medicação)
o Actividade sexual normal;
o Evitar o stress;
o Alternar actividades ao longo do dia;
o Descansar sempre que se sentir cansado;
o Realizar actividades ao ar livre e de preferência de manhã cedo e ao
fim dia; (manhã cedo no verão porque o calor provoca uma
vasodilatação, fresco da manhã)
o Seguir uma alimentação saudável e equilibrada; (pouco peixe, pouca
carne, legumes, evitar alimentos ricos em gorduras, restrição calórica-
pouca quantidade de cada vez)
o Evitar refeições copiosas, o álcool e o tabaco;
o Vigilância médica periódica;
o Adesão à terapêutica prescrita; (ter em conta os factores económicos
do utente)

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o Englobar a família no ensino e na preparação para o retorno ao
domicilio;
o Identificar problemas familiares e comunicá-los sempre que a solução
não esteja ao seu alcance.

18.1.3. Insuficiência cardíaca

• Incapacidade do coração em bombear para a circulação um volume de sangue


suficiente para suprir as necessidades do organismo. ( SCHAFFLER ,A.
MENCHE, N. 2004,);
• Um coração que durante meses ou anos é submetido a um grande esforço acaba
por se dilatar …
Insuf. Card. Esquerda:
• Tem como manifestações congestão pulmonar (dispneia e polipneia), sendo que
o sangue que o sangue que não é convenientemente bombeado pelo coração
insuficiente, acumula-se a montante (atrás) do coração esquerdo portanto no
ventrículo direito provocando congestão do pulmão (edema pulmonar),
ortopneia, dispneia paroxística nocturna, hemoptises, sibilância, nictúria, dor
pré-cordial, como há diminuição do débito cardíaco dá fadiga, confusão e
síncope e oligúria. No exame objectivo, avalia-se a FC, FR, T.A., débito
urinário, pele (pálida, fria, suada), pulsos, caquexia cardíaca (anorexia), tórax
(percurssão para ver derrame pleural, palpação se houver dilatação do coração,
auscultação e fervores crepitantes se houver edema pulmonar.

Insuf. Cardíaca Direita:


• Tem como causas a Insuf. Cardíaca esqierda, obstrução pré-capilar, falência
ventricular direita primitiva e cor pulmonar (hipóxia). Tem como manifestações
e exame objectivo o ingurgitamento jugular, ascite, edema, anasarca, refluzo
hepato-jugular, dor abdominal, náuseas, vómitos, sintomas de ICE (dispneia),
hepatomegália, esplenomegália, icterícia, exame do tórax (auscultação e
palpação).

Nota: Métodos de oxigénio:


- Baixo débito - sonda nasal dupla (óculos nasais), catéter nasal;
- Alto débito – máscara.

Zonas de hipirémia--»zona vermelha (pode causar em breve úlceras de pressão -


massajar apenas à volta

Factores desencadeantes agudos:


Ingestão aumentada de Na;
Não adesão à terapêutica;
Enfarte agudo do miocárdio;
Arritmias agudas;
Embolismo pulmonar; (os embolos podem ser deslocados após o levante; deve
ter meias de descanso ou meias de contenção ou ligaduras elásticas quando não
há muitas possibilidades económicas)
Infecções e/ou febre;
Anemia;
Miocardite aguda ou endocardite infecciosa;
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Exacerbações da hipertensão. ( KASPER, D. et al 2006)

Sintomas:
 Fadiga;
 Dispneia;
 Ortopneia;
 Dispneia paroxística nocturna; (situação pré-edémica)
 Edema periférico; (elevar o plano inferior da cama se a ins. Cardíaca for
direita; se a insuficiência cardíaca for toral ou esquerda não se deve elevar o
plano inferior da cama)
 Distensão das veias jugulares;
 Derrame pleural;
 Hepatomegália e ascite;
 Tosse seca irritante; (relacionada com edema agudo do pulmão)
 Fervores; (verificar a sua existência com o estetoscópio)
 Aumento do peso diário sem aumento da ingestão de alimentos;
 Distensão abdominal; (obstipação, flatulência)
 Extremidades frias e diminuição dos pulsos periféricos;
 Alterações do estado de consciência; (pela baixa de oxigénio e baixa de
nutrientes)
 Diminuição do débito urinário.

Intervenções de enfermagem
 Posicionar o utente em semi-Fowler; (porque facilita a respiração)
 Promover um ambiente calmo, sossegado e confortável; (se possível ter música
calma)
 Avaliação dos parâmetros hemodinâmicos; (TA,Tº,Dor, FC,FR)
 Monitorização cardíaca, respiratória; (ligar à corrente, pôr os eléctrodos e avaliar
a saturação de oxigénio)
 Monitorizar estado de consciência; (fazer uma avaliação neurológica de manhã
do utente)
 Monitorar edemas e medir diâmetros; (fazer 2 traços e ir medindo no abdómen e
nos membros inferiores)
 Comunicar ao médico todas a alterações observadas; (pode vir uma visita e
alterar o seu estado hemodinâmico)
 Monitorizar débito urinário; (pode estar a perder líquidos-medição dos edemas)
 Monitorizar oximetria de pulso; (ver a saturação de oxigénio, saber como é que
o utente ficou quando se aumentou o oxigénio)
 Monitorizar a temperatura periférica e a perfusão tecidular; (ver a cor das unhas,
o peso assim que se levante)
 Monitorar peso;
 Monitorar integridade cutânea (risco de lesões cutâneas); (colocação de colchão
anti-escaras, alternância de decúbitos; para mudar de colchão são 6 pessoas-3 em
bloco a segurar a pessoa e 3 a mudar o colchão)
 Vigiar região sagrada (risco de edema); (massajar, edema pela força da
gravidade)
 Colocar colchão anti-escaras;
 Administrar oxigénio por sonda nasal (2-6/m segundo a dispneia e a prescrição
médica) sat:> 90%;

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 Ajudar a conservar energias e planear actividades que evitem a fadiga; (para
manter a estabilidade hemodinâmica)
 Encorajar a realizar actividades dentro das restrições prescritas; (levantar para a
cadeira num dia, no dia a seguir ir para a casa de banho na cadeira higiénica-
actividades progressivas)
 Realizar balanço hídrico;
 Vigiar se existe intolerância à actividade (dispneia, fadiga, aumento da freq.
cardíaca e que não estabiliza; (ver se provocou cansaço e, se sim, fazemos nóis a
seguir e se não estabiliza chamamos de imediato o médico)
 Ajudar nas actividades da vida diária e se necessário estimular para a autonomia
dentro das limitações do utente; (elogiar sempre a pessoa e encorajar para
sempre mais um bocadinho)
 Proporcionar actividades lúdicas que ajudem a conservar a energia;
 Fazer uma avaliação geral /turno ( valores laboratoriais – anemia, ferro,ureia,
tropominas, glicémia glicosada (açúcar agregado à hemoglobina dos glóbulos
vermelhos e dá-nos a informação como a utente se alimentou), pesos diários,
ingestão e eliminação – laxantes para não provocar esforço ao coração ao
evacuar;
 Prestar cuidados à pele nomeadamente em áreas edemaciadas; ( creme
suavemente pois relaxa o utente- nas áreas edemaciada, a pele estica, fica
brilhante, abre e sai líquido e sempre que acontece as pernas não podem estar em
contacto com o lençol mas sim com campos esterilizados em voltas das pernas
para diminuir o risco de infecção)
 Ajudar a manter uma ingesta de alimentos adequada ( equilibrada, diversificada,
fraccionada) ou suplementos;
 Proporcionar ao utente e família a oportunidade de expressarem as suas
preocupações e dar-lhes tempo (raciocinar, dar tempo ao utente para que este se
sinta bem) para aprendam o que o enfermeiro tem para lhes ensinar sobre o
plano de cuidados.(ensino sobre défice de conhecimentos, preparação alta,
curiosidades do utente)

Ensinos ao utente e família:


 Despistar sinais e sintomas de agravamento de insuficiência cardíaca:
- preparação para a alta (começa no 1ºdia)
Aumento do peso de 1-1.5 Kg;
Perda de apetite;
Polipneia;
Ortopneia;
Edema ao nível da região maleolar, pés ou abdómen;
Tosse persistente; (tosse seca irritativa)
Nictúria.
 Evitar a fadiga a programar actividade de modo a ter períodos de repouso
 Incluir actividades da vida diária, actividade profissional e actividade sexual na
rotina diária
 Optar por estilos de vida saudáveis rotina diária, fomentar grupos de apoio (no
que respeita ao cessar de fumar)
 Reduzir ao mínimo o risco de infecções
 Manter vigilância médica e de enfermagem ( não faltar ás consultas);
 Programar refeições e implementá-las, fazendo atenção ás restrições de sódio
(retém água e pode evoluir para edema agudo do pulmão):

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Evitar alimentos salgados; (dieta hiposódica ou de preferência sem sal)
Evitar fármacos de alto teor em sal (ler os rótulos) alguns laxantes e
antiácidos; (fármacos prescritos pelo médico ou auto-medicação;
laxantes contém açúcar logo aumenta o nível de glicémia no sangue e
torna-o mais espesso, ter atensão especial nos diabéticos)
Ter uma alimentação fraccionada e diversificada ( vinho tinto às
refeições em pequena quantidade poderá ser prescrito). (pequenas
quantidades, 6 refeições diárias ou 3 refeiçoes principais e uma a meio da
manhã e uma a meio da tarde; vinho entre 11 e 12º de densidade
alcoólica e ter atenão que os vinhos caseiros têm > densidade alcoólica)
 Medicação prescrita:
Digitálicos:
- Explicar quais os sinais e sintomas de toxicidade; (explicar o que são e
para que servem; reduzir/diminuir o ritmo cardíaco, reforçar o ritmo
cardíaco, regularizar o ritmo cardíaco; os sinais e sintomas podem ser a
pessoa ver manchas amarelas, ter bradicárdia)
- Verificar o pulso diariamente e se for inferior a 50p/m, informar o
médico assistente, e informar sobre sinais e sintomas de toxicidade.
(digitálicos reduzem o ritmo-bradicárdia e abaixo de 60 p/min, não
administrar)
Diuréticos:
- Verificar o peso diariamente e à mesma hora do dia, com a mesma roupa
e sempre antes das refeições; (ver se há aumento de peso pois não há
risco de diminuição de peso)
- Ingerir alimentos ricos em potássio e de baixo teor em sódio, caso tenha
prescrito diuréticos espoliadores de potássio. (sódio abaixo de 3.6-4.8
tem de ser reposto, sob risco de uma arritmia; alimentos ricos em
sódio:banana, espinafres, agrião, couve-coração(a mais digestiva) ;
alimentos com baixo teor em sódio:carnes brancas; Furosemida-efeito
rápido, diurético espoliador de potássio; espiralactona- poupador de
potássio)
 Vasodilatadores: (aumentam o calibre das artérias)
- Informar o médico (porque é vasodilatador) de sinais de hipotensão (
vertigens, pulso rápido…);
- Evitar a ingesta de bebidas alcoólicas. (produto maléfico nos vasos)

18.2. Sistema digestivo


18.2.1. Esofágo

Refluxo Gastro-Esofágico:
Envolve: - Barreiras ao refluxo gastro-esofágico (1) - Clerance esofágico (2) -
Factores gastro-duodenais (3) - Resistência da mucosa (4)

1- Esfíncter esofágico superior, inferior, mecanismos externos (diafragma, ângulo


esófago-gástrico), pressão intraabdominal (hérnia abdominal).
2- Motilidade esofágica (ondas primárias, secundárias e terciárias; na qual se houver
alterações há um maior contacto ácido/mucosa que leva a lesão), saliva;

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3- Esvaziameto gástrico (elevação da P intragástrica, incapacidade de propulsão de
alimentos para o duodeno no caso de neoplasias, úlcera péptidica), refluzo duodeno-
gástrico (lesão do piloro).
4- Capacidade de resistir à agressividade do refluzo varia. A pirose (há um refluxo --
» lesão das células superficiais --» descamação celular --» penetração de ácido
abaixo da mucosa --» estimulação de receptores--» dor).

Sintomas: Odinofagia, sintomas respiratórios, alterações estomatológicas,


hemorragia digestiva e hipersalivação, disfagia (ligada a estenose), esófago de
barrett (susbtituição do epitélio estratificado do esófago por colunar aumentando o
risco de carcinoma). Complicações: estenose

18.2.2. Estômago

Gastrite: Lesão do estômago limitada à mucosa.

A gastrite aguda caracteriza-se pela irritação da mucosa gástrica por agentes lesivos
como o álcool, agentes corrosivos e bactérias. Sintomas: Náuseas, vómitos,
anorexia, hemorragia. Diagnóstico: Clínica, endoscopia (mucosa edemaciada e
eritema), biópsia.

Úlcera Gástrica: lesão que se extende até à submucosa, é uma secreção ácida
normal+mucosa lesada e com permeabilidade exagerada de iões de H+, devido a
refluzo de sais biliares, álcool e antifinlamatórios, stress, obstrução gástrica, barreira
de muco diminuída, HP. Há difusão do ácido, o pepsinogénio é activado em
pepsina, havendo digestão celular que leva a uma úlcera. Os sintomas são dor
epigástrica, náuseas, vómitos, anorexia, saciedade preococe. O diagnóstico faz-se
através dos sintomas e da radiologia, endoscopia com biópsia.

18.2.3. Intestino

Úlcera duodenal: Ocorre devido à produção aumentada de ácido + diminuição das


defesas da mucosa + velocidade de passagem de ácido e existência de HP. Tem como
sintomas dor epigástrica, diagnostica-se através de Rx e endoscopia, complicações
como hemorragia, perfuração e estenose, o tratamento faz-se através de antiácidos,
erradicação do HP e protectores da mucosa e cirurgia.

18.2.4. Fígado

Doença hepática alcoólica: O alcool produz doenças como a esteatose hepática (fígado
gordo, é a acumulação de triglicéridos em macrovesículas, assintomático, dá dor no HC
dto, anorexia, náuseas e o tratamento é a abstinência alcoólica), hepatite alcoolica
(necrose celular com reacção inflamatória, dá perda de peso, fadiga, anorexia, febre
<40ºC, icterícia, hepatomegália, encefalopatia, hipoglicémia, hipoalbuminémia, coma) e
cirrose hepática (doença difusa e irreversível que resulta da necrose dos hepatócitos
seguida de formação de nódulos regeneradores, tem 3 caracteristicas fundamentais:
necrose crónica do hepatócito, lesão inflamatória crónica que conduz à fibrose, nódulos
causados pela regeneração dos hepatócitos).

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18.3. Sistema respiratório
18.3.1. Afecções
18.3.1.1. Pneumonia

Definição:
Infecção do parênquima pulmunar que condiciona acumulação de exsudado
inflamatório nos bronquiolos e alvéolos.

Quando é que se contrai pneumonia:


Diminuição das defesas naturais do apareho respiratório e exposição a microorganismos
potencialmente patogénicos.

Mecanismos de defesa pulmonares:


Físicos: Espirro, tosse, encerramento da glote Mecanismos inespecíficos Clearance
mucociliar (que fica inibida por exposição pelo fumo do tabaco ou frio, anestésicos)
e macrófagos.
Humoral: Peptidos antimic., surfactante ( diminui a tensão e evita que o pulmão
colapse)
Celular: Macrófagos alveolares e neutrófilos para uma resposta inflamatória aguda

Prevenção :
Lavar as mãos, luvas, vacinas (MenC, Gripe, VAS, Hib), da tuberculose (isoniazida)
e no caso de pneumocytis cerini (cotrimoxatol) e para prevenir a aspiração levantar
a cabeceira.

Complicações da pneumonia:
Força pulmonar (insuficiencia respiratoria, atelectasia, broncospasmo), derrame
pleural, empiema, necrose, pericerdite.

Intervenções de enfermagem:
 Acalmar a pessoa, dar-lhe apoio necessário;
 Proporcionar medidas que reduzam a dor;
 Manter o utente em posição de fowler elevada;
 Colocar almofadas de forma que o utente se sinta confortado e possa expandir a
caixa torácica;
 Ajudar a tossir eficazmente;
 Estimular para respirar lenta e de forma ritmada;
 Encorajar o utente a respirar pelo nariz e a expirar pela boca com os lábios semi-
cerrados;
 Monitorizar os gases sanguíneos (gasometria) e a saturação através do oximetro
de pulso;
 Administrar oxigénio como prescrito, atendendo a sintomatologia da pessoa;
 Realizar drenagem postural, percursão e vibração;
 Realizar atmosfera húmida ou aerossóis de soro fisiológico;
 Proporcionar cuidados de higiene oral frequentemente;
 Estimular o utente a mudar frequentemente de posição;
 Avaliar Sinais vitais de 4/4 horas;
 Promover a ingesta de líquidos e realizar balanço hídrico;
 Oferecer dieta líquida durante a fase aguda;
 Diminuir a temperatura promovendo o arrefecimento corporal;

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 Manter o utente quente, evitando que arrefeça (a tendência é transpirar muito);
 Mudar o pijama/ camisa e roupa da cama sempre que necessário;
 Monitorizar a resposta do utente à terapêutica;
 Promover o repouso e conservar a energia;
 Realizar colheita de sangue, expectoração para fins de diagnóstico segundo
indicação médica;
 Preparar e explicar ao utente outros exames a realizar (Rx.Torax);
 Administrar terapêutica, soros e fazer monitorização necessária;
 Comunicar ao médico toda e qualquer alteração clínica;
 Consultar resultados dos exames;
 Ter presente a necessidade que o utente tem de ter junto a si familiares
significativos;
 Fazer ensino

18.3.1.2. Edema agudo do pulmão

Definição:
 Consiste numa acumulação anormal de líquidos dentro dos espaços
alveolares e nos intersticiais;
 O que pode levar a uma congestão pulmonar e que ocorre quando o leito
vascular pulmonar, recebeu mais sangue do ventrículo direito, do que o
ventrículo esquerdo pode comportar e remover;
 É o último estado da congestão pulmonar, na qual os líquidos passam
através dos capilares e penetram nas vias respiratórias;
 “acumulação de líquido intersticial e/ou alveolar pulmonar, que ocorre
quando as forças que deslocam o líquido para fora do capilar pulmonar
excedem as forças que contêm este líquido.” GRIFFITH (!997:376).

Etiologia:
 Doença cardíaca; (história de insuficiência cardíaca, miocárdio lesado)
 Sobrecarga circulatória; (hipervolémia)
 Hipersensibilidade medicamentosa;
 Infecções, sépsis; (infecções devido a agentes externos-metais)
 Lesões pulmonares; (derrame pleural p.e)
 Lesões do sistema nervoso central ( traumatismos craneo-encefálicos).

Manifestações clínicas:
 Sensação de asfixia;
 Tosse e agitação;
 Tosse com quantidade variável de secreções brancas ou rosadas;
 Dispneia grave e ortopneia;
 Ansiedade e pânico;
 Cianose com sudorese intensa;
 Aumento de peso;
 Oligúria;
 Jugulares ingurgitadas;
 Extremidades frias e húmidas;
 Respiração ruidosa (sibilos inspiratórios e expiratórios);
 Edemas periféricos; (membros inferiores)

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 Confusão.
Medidas terapêuticas:
 Melhorar a ventilação (sentando o utente) e a oxigenação;(oxigenar o utente)
 Reduzir a congestão pulmonar;(administração de Furosemida)
 Posicionar o utente em posição de sentado com cabeça e ombros levantados, pés
e pernas pendentes;
 Administrar O2 por mascara facial e com concentrações entre 40 - 60%, ou por
cateter nasal; (100% de 02 poderá ser necessário);
 Monitorizar parâmetros vitais;
 Colocar oximetro e vigiar oximetria de pulso;
 Administração de fármacos.

Fármacos utilizados em situações de Excesso de Volume de Líquidos tais como no


edema agudo do pulmão:
Diuréticos: efeito muito rápido; - Espiralactoma, Furosemida
Digitálicos: melhora a força de contracção e aumenta o débito do ventrículo
esquerdo;
Opiácios: diminui a ansiedade, a dispneia e a resistência periférica; (p.e
morfina)
Broncodilatadores: Diminui os broncoespasmos, aumenta o fluxo renal e
aumentam o débito urinário; -Brometo de ipatrópio, Ventilan
Albumina: (hipoproteinemia).

Dopamina- droga vasoactiva, dose renal (aumenta o débito urinário, porque não
respondeu á Furosemoda) ou a nível cardíaco(eficaz na contractilidade cardíaca)

Exames complementares:
 Radiografia do tórax;
 E. C.G;
 Gasometria; (dá a saturação de pCO2 e pO2 e o bicarbonato- faz tampão na
acidez)
 Hemograma;
 Bioquímica (ureia, creatinima, proteínas totais…)
Cuidados de Enfermagem:
 Chamar o médico; (porque é uma situação de urgência e como estudante de
enfermagem, não posso resolver este problema complexo pois não
capacidade nem competência uma vez que é um problema colaborativo)
 Dar apoio emocional; (porque a pessoa tem a sensação de morte eminente,
dispneia e precisa de conforto)
 Actuação rápida e segura; (porque é urgente e, por isso, provoca hipóxia e
cianose)
 Posicionar o utente em posição de fowler com pernas pendentes; (as pernas
pendentes ajudam no retorno venoso)
 Administrar oxigenoterapia (ter presente se pessoa tem DPCO); (sendo que
em utente com DPOC apenas se pode administrar 30% de O2)
 Restringir administração de líquidos; (porque líquidos já tem a utente em
excesso nos pulmões e corre o risco de agravar o estado de edema agudo do

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pulmão; vigiar também o débito do soro, respeitando o que está prescrito
pelo médico)
 Vigiar estado de consciência; (os seus neurónios não são suficientemente
oxigenados e pode ser observado através de confusão, delírio, sonolência e
agressividade)
 Monitorizar o utente e vigiar sinais vitais continuamente; (ritmo cardíaco,
frequência cardíaca, temperatura, tensão arterial, débito urinário e saturação
de oxigéio)
 Repouso absoluto; (porque todo o esforço que o utente vai fazer, vai
aumentar a sua dispneia, vai agravar a sua função respiratória pois recebe
menos oxigénio--»maior confusão, agitação e ansiedade--»agrava o estado
global do utente)
 Aspirar secreções se o utente não conseguir expeli-las; (o edema agudo do
pulmão caracteriza-se por secreções serosas e rosadas e, em excesso,
provoca cansaço e dispneia e e por isso o utente tem dificuldade em expeli-
las e, apesar de ser um métodos invasivo, eu vou aspirá-lo para aliviar a sua
função respiratória e ansiedade do utente-se o seu estado de consciência o
permitir)
 Oferecer lenços de papel;
 Colocar oximetro e vigiar oximetria; (porque o utente com EAP des-satura
facilmente e deve-se ter presente que a saturação de pO2 é importante para o
estado geral do utente)
 Vigiar debito urinário (poderá ser necessário fazer algaliação); (apesar da
restrição hídirca, tem que se avaliar a resposta dos diuréticos)
 Vigiar efeitos terapêuticos dos fármacos administrados; (afim de vigiar a
dose e ver se o efeito terapêutico está a ser eficaz)
 Observar continuamente facies do utente; (sudação, postação [devido à
dispneia e cansaço], e extremidades quentes ou frias, perceber se o utente se
encontra consciente, orientado, calmo, avaliando características e frequência
da respiração)
 Preparar material para venoclise; (a qualquer momento pode ser necessário
puncionar uma veia de grande calibre)
 Fazer balanço hidrico; (controlando as entradas e saídas de líquidos do
organismo, negativar o balanço)
 Vigiar valores de gasometria; (saber se está em alcalose ou acidose
respiratória, quanto está a receber de oxigénio, valores de pCO2 e pO2)
 Manter o utente em dieta zero. (pode fazer uma paragem de ter o estômago
cheio, o que dificulta a entubação e o conteúdo gástrico pode vir para a
árvore traqueobrônquica; sempre que um utente vomita pela boca, o
estômago está cheio , está em estase).

Profilaxia do volume excessivo de líquidos em utentes com potencial de risco para


desenvolver edema pulmonar:
Equilibrar repouso e actividade; (a actividade é importante mas não pode ser em
excesso, daí o repouso)
Explicar as vantagens do repouso e da actividade; ( o repouso em ecesso pode
piorar a situação--» edema nos m.i)
Planear com o utente as actividades que gosta e que tolera; (deitar o utente
quando há intolerância à actividade, preparar o utente)
Aconselhar a intercalar as suas actividades com períodos de repouso;

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Explicar a necessidade de uma alimentação adequada; (alimentação saudável e
nada de alimentos salgados pois faz retenção hídrica)
Aconselhar a fazer refeições leves e frequentes; ( não encher o estômago, só
ocupar 2/3 e de 2 em 2h)
Aconselhar a evitar o sal na comida e alimentos ricos em sódio (queijo,
salsichas, presunto bacon, pizza, mostarda); (de forma a sentir o sabor dos
alimentos)
Avaliar os sinais vitais, queixas manifestadas;
Medição de diurese; (quantidade de urina nas 24h)
Aconselhar a fazer vigilância períodica médica;
Avaliar o peso 2Xsemana; (olhar para os pés, pernas e abdómen)
Despiste de edemas; (através do sinal de Godet nos membros inferiores)
Adesão à terapêutica prescrita; (uma vez que os utentes por vezes têm
comprimido para a tensão arterial, um comprimido para o coração, um
comprimido para urinar, etc)
Comunicar ao médico qualquer alteração;

18.3.1.3. Asma

Definição :
É uma doença das vias respiratórias inflamatória e crónica caracterizada por hiper-
reactividade brônquica, manifestando-se clinicamente po sibilos, dispneia e tosse.

Causa:
Estreitamento das vias respiratórias, visto haver um alergeno que sensibilza
(proveniente do meio ambiente) que induz um mastócito (linf.B), causando uma
inflamação e edema da mucosa.

Factores Etiológicos Heterogéneos:


Genéticos (atopia) e ambientais (virus, exposições ocupacionais, alergeneos –
insectos, ácaro, alimentos, pólen, que em contacto com estas os linfócitos ficam
diferentes e forma-se IgE, derivados fosfolipidicos e citoquinas, estimulos
farmacolgógicos, mãe fumadora na gestação, infecções e tabagismo.

Classificações :
Extínseca:Hipersensibilidade por produção de IgE, atopica, associada a história
pessoal e/ou familiar de rinite, urticária, eczema, testes de estimulação cutânea com
reacção de eritema e prurido à ingestão intradérmica de extractos de antigénios.
Intrínseca:Tem inicio numa idade mais avançada, estímulos (com ACC), infecções
pulmonares virais, frio, stress psicológico, exercício, os testes cutâneos são
negativos, sem associação a história pessoal e/ou familiar de rinite, urticária,
eczema, niveis de IgE normais.

Sintomas :
Tosse, sibilos (devido ao fluxo turbulento de ar nas vias respiratórias), dispneia (por
hipóxia diminuição da O2 em circulação por Hipercápnia, aumento de CO2 em
circulação, opressão toráxica (devido ao aumento do esforço dos musculos
respiratórios).

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Tratamento:
Educação do utente, medição diária do débito expiratório máximo instantâneo
(DEMI), medicação (broncodilatadores (sabutamol) e corticóides (inalado/oral/EV -
os corticóides são potentes anti-inflamatórios com alguns efeitos negativos como
ulceras, obesidade, osteoporose), Imunoterapia (admin. Sub. do extrato do
alergeneo).

18.3.1.4. Doença pulmonar obstrutiva crónica

Definição :
Caracteriza-se pela obstrução das vias aéreas com progressão lenta mas
inrreversível, acompanhada de resposta inflamatória do pulmão.

Causa:
Somatório de doenças das pequenas vias aéreas (bronquiolite obstrutiva) e de
destruição do parênquima pulmonar (efisema).

Exames complementares de diagnóstico:


RX Tórax (aumento do coração, aumento do volume pulmonar e diafragma
horizontal)
Provas de Força Respiratória ( Diminuição FEV1, Diminuição Ciclos Ventilatorios,
Diminuiçao da Frequência Respiratoria)
Gasimetria ( quanse faz, ver se o utente está acidótico sendo que o valore normal é
de 7,4.)
Hemograma (Policitémia)

Com manifestação de dispneia, há um aumento do esforço, tóraz em barril, aquando da


auscultação pulmonar (aumento FEV1) taquicárdia e sinais de insificiência cardiaca
direita.

Factores de Risco:
Tabaco, poluição, exposição ocupacional, hipereactividade brônquica e défice
genético (da α anti-tripsina que se diminui associada ao tabaco causa efisema).

Manifestações Comuns da DPOC:


Tosse produtiva, hemoptises, blue-bloomer (cianótico e congestionado), taquicardia,
infecções respiratórias recorrentes, se houver retenção de CO2 causa encefalopatia,
se houver insuficiência cardiaca direita causa Col Pumonale (vê-se palidez do rosto,
ascite, edema dos membros inferiores), ingurgitamento jugular, hepatomegalia e
edemas periféricos. Fisiopatologia O tabaco vai activar as células inflamatórias, vai
destruir os macrófagos, células epiteliais e neutrófilos causando expectoração e os
alvéolos fundem-se.

18.3.2. Técnicas e exames complementares de diagnóstico


18.3.2.1. Colheita de expectoração

Toda a colheita de produto é sempre realizado de acordo com a patologia do utente.

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Objectivo: Identificar microrganismos patogénicos e determinar se existem células
malignas, ou para avaliação dos estados de hipersensibilidade. (em que se verifica um
aumento de eosinófilos).

A colheita de expectoração pode necessitar ser feita periodicamente em utentes


medicados com esteróides, imunossupressores, antibióticos, por longos períodos . (em
utentes medicados pois o seu sistema imunológico está debilitado)

Procedimento :
 A colheita de expectoração pode ser obtida por:
- Expectoração espontânea; (o utente é capaz de colher, para um frasco
esterilizado a sua expectoração;deve abrir o invólucro com cuidado,
virar a tampa para cima e não tocar com os lábios no
frasco;identifica-se o frasco e vai para análise; faz-se registos de
enfermagem) – é necesssário dizer ao utente para bochechar a boca
com água limpa e nunca usar elixirs nem pastar pois eliminam as
bactérias que necessitamos para análise;fazer exercícios de inspiração
e expiração, tossir.
- Aspiração endotraqueal ( utente entubado ou não);
- Broncoscopia – lavado brônquico;

Cuidados de Enfermagem:
 A colheita deve ser feita de manhã em jejum (pois há maior acumulação de
secreções);
 Pedir ao utente em função do seu estado para:
- Limpar o nariz;
- Lavar a boca ( com água simples);
- Respirar profundamente algumas vezes e tossir ( em vez de cuspir)
apoiando o diafragma;
- Expectorar num recipiente próprio estéril sem o conspurcar.
 Identificar o recipiente com:
o Nome do utente, nº da cama, data e hora de colheita e nome do
serviço;
 Preencher ficha (segundo normas do serviço);
Nota:
 Enviar para o laboratório imediatamente;
 Após,oferecer água ao utente para lavar a boca; Fazer aerossol de Nacl o,9% se o utente não
 Fazer registos. conseguir expectorar e se as secreções
 forem espessas.
18.3.2.2. Aspiração de secreções

Complicações da aspiração de secreções:


 Paragem respiratória;
 Cefaleias e vómitos; - devido à estimulação do nervo vago
 Arritmias; - devido à estimulação vagal
 Aumento da tensão arterial;

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 Dispneia; - leva à hipoxémia
 Hemoptises; - por traumatismo tecidular
 Tosse proxística;
 Ansiedade:
o Ambiente calmo;
o Abrir as janelas- promover um ambiente arejado;
o Acalmar a pessoa;
o Respirar calmamente com a pessoa;
o Se necessário tirar a sonda por momentos.

Princípios da aspiração de secreções:


 Técnica asséptica ; (porque é invasiva)
 Eficácia; (tem de ser eficaz)
 Suavidade. (porque o interior das nossas narinas é sensível e
vascularizado [pode provocar hemorragias])
Aspiração de secreçoes: orofaringea-boca; nasofaringea- nariz
Nariz- técnica limpa; Boca- nao é necessário
Aspiração de secreçoes- sonda nasofaríngea:
 Lavar as mãos;
 Limpar a mesa e o tabuleiro;
 Saber como se sente o utente;
 Pedir consentimento informado e informar / explicar o procedimento ao
utente de modo a diminuir a ansiedade;
 Preparar o material:
o Luvas esterilizadas;
o Compressas;
o Tabuleiro;
o Tubo em y ou t;
o Sondas (3)- uma de reserva, uma para lavar a tubuladura e uma para
o utente;
o Embalagem para lavar a tubuladura-» água destilada;
o Soro fisiológico;
o Máscara;
o Adesivo;
o Lubrificante-lidocaína;
o Saco de sujos;
o Avental(se necessário);
o Aparelho de sucção e aparelho de oxigenoterapia funcionante
 Individualizar a unidade;
 Elevar ligeiramente o plano superior da cama;
 Colocar o campo de celulose;
 Assoar o nariz do utente ou apenas auxiliando-o;
 Colocar a sonda na embalagem da água destilada para depois lavar a tubuladura;
 Colocar a conexão em t ou y na tubuladura;
 Abrir os invólucros;
 Colocar a máscara e se necessário o avental;
 Colocar a luva na mão direita;
 Retirar a sonda do invólucro, enrolando-a na mão, com o cone para cima;

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 Ligar a sonda á tubuladura;
 Medir a distância de Tragus sem tocar no utente;
 Lubrificar a sonda sem tocar nos bordos da embalagem de soro fisiológico;
 No momento da inspiraçao, introduzir a sonda na narina;
 Ligar o aspirador;
 Pedir ao utente para tossir;
 Lavar a sonda no SF com o aspirador ligado;
 Desligar o aspirador;
 Introduzir a sonda na outra narina;
 Ligar o aspirador e voltar a aspirar com o dedo sempre intermitente;
 Enrolar a sonda nao mão;
 Desconectar a sonda, enrolá-la na luva e deitar fora;
 Pegar na sonda que está na água destilada e conectar ao aspirador e lavar a
tubuladura;
 Voltar a tapar o invólucro;
 Assoar o nariz do utente com uma compressa;
 Lavar as mãos;
 Saber como se sente o utente, observando o seu fácies;
 Arrumar o material;
 Lavar a mesa;
 Efectuar registo:
o x horas por apresentar secreções e dificuldade em expelir;
o dizer as características das secreções;
o quantidade: pequena, média ou grande quantidade;
o intercorrência
Aspiração de secreções-sonda orofaringea:
 Passamos para a boca e utilizamos outro lubrificante;
 Abrir os involucros;
 Colocar a adaptaçao do aparelho de sucçao no tubo e sonda;
 Colocar luva;
 Aspirar as secreções na boca de lado (nunca no meio para nao estimular o nervo
vago);
 Colocar uma seringa com água para para lavar a boca;
 Tocar o utente;
 Estabelecer a conexao da sonda que está na água destilada com a tubuladura e
lavar a tubuladura por sucção;
 Pôr a data na sonda que está na água destilada(mudar de 8 em 8 h ou todos os
dias de manha, tapar com uma compressa);
 Arrumar o material;
 Efectuar os registos de enfermagem.

18.3.2.3. Reeducação funcional respiratória

Os exercícios respiratórios são:


A) - Respiração diagramática
A respiração diagramática tem como objectivo fortalecer o diafragma durante a
respiração.
Procedimento:
– Colocar o utente numa posição confortável ( sentado ou deitado)
– Encorajar o utente a relaxar os ombros

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– Colocar uma mão sobre o abdómen e outra sobre a porção media do
esterno.
– Pedir para inspirar lentamente e profundamente pelo nariz, fazendo subir
o abdómen, tanto quanto possível.
– Expirar pela boca, contraindo os músculos abdominais durante a
expiração, e a mão que se encontra sobre o estômago exerce uma pressão
firme e acompanha o movimento expiratório.
– Repetir durante um minuto, seguido de um período de repouso de 2
minutos.
– Realizar o exercício por períodos de 5 minutos varias vezes ao dia.

B) - Respiração com lábios entreabertos


Este tipo de respiração melhora o transporte de oxigénio, ajuda a controlar a ansiedade e
evita a atalectasia alveolar, secundária à perda de elasticidade pulmonar.
Este tipo de respiração pode ser realizada com o paciente sentado, deitado ou de pé.
Procedimento:
o Inspirar pelo nariz, enquanto conta até três (cheirar rosas)
o Expirar lentamente com os lábios entreabertos, enquanto conta até sete (
pagar velas).

Avaliação do Sistema Respiratório:


• História (antecedentes)
• Avaliação física
– Expressão facial
– Postura
– Respiração
• Tipo de respiração
– Torácica
– Abdominal
– Toraco-abdominal
• Frequência – numero de ciclos por minuto
– Bradipneico
– Eupneico
– Polipneico
• Ritmo
– Rítmico
– Arrítmico
• Amplitude
– Superficial
– Profunda
– Coloração da pele
– Expectoração
• Alteração da frequência cardíaca
• Alteração da pressão arterial

As Alterações da Função Respiratória e/ou Défices de Oxigénio manifestam-se


através de:
• Dispneia
• Tosse
• Expectoração

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• Ortopneia
• Cianose
• Ansiedade
• Adejo nasal
• Coronagem
• Ruído auscultatório intenso que se ouve sobre o tórax mesmo à
distancia, quando existe estreitamento da laringe, da traqueia e dos
brônquios.
• Tiragem
• Fenómeno observável quando um obstáculo se opõe à entrada do ar nas
vias aéreas durante a inspiração. Consiste numa depressão supra ou
infra-esternal da parede torácica produzida a cada inspiração.
• Toráx em tonel
• Dedos em bagueta de tambor

As Técnicas utilizadas tem como objectivo:


A) Fluidificar as secreções brônquicas
A humidificação realiza-se através de aerossol, vapores de água, aplicação de atmosfera
húmida.
B) Mobilizar as secreções brônquicas
Consiste em tentar mobilizar (soltar) as secreções de modo a permitir a sua eliminação,
através de:
1. Progressão das secreções
Vibração - Consiste na aplicação de uma pressão manual e estremecimento sobre o
tórax durante a fase de expiração da respiração.
Percussões - Após 3 ou 4 vibrações o utente é encorajado a tossir.
Esta técnica consiste no batimento delicado e rítmico na parede do tórax que
corresponde ao segmento pulmonar afectado. A mão deve formar uma concha, os dedos
devem estar estendidos e apertados uns contra os outros. A articulação do pulso deve
flectir e distender de modo a efectuar uma percussão eficaz e sem dor. O som emitido
deve ser oco.

Contra indicações:
• Não deve ser realizada sobre:
• esterno e coluna vertebral
• fígado, rins, baço
• tecido mamário
• não realizar em situações de osteoporose grave
Drenagem postural – Serve para prevenir e tratar a obstrução brônquica. Para tal
utiliza diferentes posições para facilitar a expulsão das secreções por efeito da
gravidade.
Contra-indicações para a drenagem postural:
- Pós-operatório imediato - Cirurgia medular ou lesão medular
- Edema agudo do pulmão aguda
- Insuficiência cardíaca - Instabilidade hemodinâmica
- Enfarte agudo do miocárdio - Traumatismos cranianos e torácicos
- Embolia pulmonar - Derrames pleurais
- Hemoptise activa - Intolerância à posição
- Hemorragia activa - Situações de osteoporose ou
metástases ósseas

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C) Eliminar as secreções brônquicas

Tipos de tosse:
• Seca e irritativa – característica de infecção respiratória alta
• Irritativa aguda – lesões na laringe
• Metálica – lesões na traqueia
• Intensa – presença de carcinoma
• Nocturna – característica de insuficiência cardíaca ou asma brônquica
• Matutina com secreções – bronquite
• Matutina - fumador
• Agrava com o decúbito dorsal - sinusite
• Surge com a ingestão dos alimentos – presença de alimentos para a arvore
brônquica

• Deve avaliar-se e registar:


– O horário da tosse
– Características

Em caso de tosse produtiva - Encorajar o utente a tossir e a expelir as secreções, de


modo a que a passagem do ar até aos pulmões se mantenha desobstruída.
Técnica da Tosse - Realizar uma inspiração profunda, contracção do diafragma e dos
músculos intercostais seguindo-se uma expiração com força. A posição ideal para
tossir é sentado porque facilita a contracção dos músculos abdominais.

Tipos de Secrecções:
Mucosa – Aspecto transparente ou esbranquiçado, tipo clara de ovo, não aderente às
vias respiratórias. È facilmente expelida. Está associada a processos inflamatórios como
a Asma.
Purulenta – aspecto esverdeado de consistência espessa. De modo geral está associada a
processos infecciosos. Ex. Abcessos Pulmonares.
Muco – purulenta – Aspecto amarelo-esbranquiçado e mais espessa do que a mucosa.
Hemoptóica – expectoração com sangue. A sua cor pode ir desde o rosado até ao
vermelho vivo. É de modo geral arejada e mucosa. Pode estar associada a patologia
infecciosa (pneumonia, tuberculose ou carcinoma brônquico).
Serosa – Assemelha-se as plasma humano, está geralmente associada ao edema agudo
do pulmão.
Vómica – Existe a saída de substâncias da arvore respiratória, sem tosse. De modo geral
está associada a abcessos pulmonares e ruptura de quisto hidático.

18.3.2.4. Nebulizadores
Dispositivos para administrar medicamentos em solução sob a forma de pulverização
fina susceptível de se infiltrarem no aparelho respiratório e penetrarem profundamente
no parênquima pulmonar.
• Nebulizadores de pequeno volume – são utilizados para administrar a curto
prazo medicamentos.
• Nebulizadores de grande volume ou de reservatório – fornecem um grande e
denso volume de àgua. Utilizado em situações que necessitam de
administração de oxigénio com elevada concentração de humidade (35% e
100%)

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Riscos destes métodos:
• Contaminação;
• Hiper-hidratação

Cuidados a ter com estes aparelhos:


• Limpeza diária com mudança das tubagens e filtros bacteriológicos;
• Nunca passar o aparelho para outro utente sem estar previamente
desinfectado.

18.3.2.5. Oxigenoterapia
Definição: Consiste num tratamento que tem por objectivo administrar Oxigénio em
concentrações de pressão superiores a 21% (concentração do ar ambiente).

Objectivo:Tratar a hipoxémia, diminuindo o trabalho do sistema respiratório e o stress


do musculo cardíaco.
Não é permitido fumar ou usar combustíveis num ambiente rico em Oxigénio.
Indicações:
 Afecções das vias respiratórias ( broncopneumonias, asma brônquica,
enfisema);
 Insuficiência cardíaca;
 Edema agudo do pulmão;
 Enfarte do miocárdio;
 Insuficiência circulatória (choque);
 Anemias (em algumas situações);
 Intoxicação (em certos casos).

Contra indicações:
• Não tem contra indicações formais, no entanto pode ter efeitos
tóxicos se a sua administração for prolongada e com concentrações
elevadas.
• Apenas deve ser administrado quando prescrito, e a quantidade não deve ser
colocada ao acaso.
Equipamento necessário para a administração de Oxigénio:
 Para a administração de Oxigénio o mais comum é utilizar-se rampas de
oxigénio de fornecimento central, ou balas de Oxigénio.
 Em ambos os sistemas o Oxigénio encontra-se sobre pressão, o que
explica a necessidade de utilização de instrumentos específicos.
 Nos dois sistemas são utilizados debitómetros, que permitem regular a
quantidade de oxigénio a administrar expressa em litros por minuto.
 As balas são munidas de manómetros que permitem verificar a quantidade de
Oxigénio, que a bala contém expresso em atmosferas.

Métodos de administração de Oxigénio mais utilizados:


 Catéter nasal;
 Sonda nasal dupla;
 Máscaras.

Antes de administrar O2 o enfermeiro deve:

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- Verificar os valores do sangue arterial (gasimetria);
- Verificar a prescrição medica (método e quantidade);
- Consultar a história do utente;
- Observar os sinais físicos de alterações respiratórias crónicas;
- Observar os sinais clínicos de hipoxémia;
- Explicar e preparar psicologicamente o utente e família;
- Providenciar previamente todo o material necessário;
- Administrar a concentração de O2 adequada ou prescrita;
- Prevenir acidentes (incêndios ou explosões);
- Vigiar o estado do utente e as suas reacções.

Administração de Oxigénio por Cateter Nasal: Cateter nasal consiste num tubo com
orifícios na extremidade, que é colocado por via nasal até à orofaringe.
• Vantagens
– Permitir a alimentação e a comunicação em simultâneo;
– Permitir um melhor aproveitamento de Oxigénio;
– Permitir um fluxo uniforme;
– È bem tolerado pelo utente;
– É rápido e económico.
• Desvantagens
– Irrita a mucosa nasal (se tratamento prolongado);
– Exige humidificador;
– Não fornece CO2;
– Não permite um fluxo superior a 5 – 6 L/m.

Administração de Oxigénio por óculos nasais: Os óculos nasais consistem num


cateter com duas saliências que se adaptam às narinas do utente.
• Vantagens
– É confortável para o utente;
– Permite uma grande liberdade de movimentos;
– Permite a alimentação e a comunicação em simultâneo.
• Desvantagens
– È um sistema de fluxo reduzido;
– Velocidade máxima é de 6l/min (o excedente perde-se na atmosfera,
ultrapassa a quantidade necessária ao enchimento do nariz e seios
nasais);
– Exige boa abertura nasal;
– Provoca irritação da mucosa (se uso prolongado);
– Não permite alta percentagem .

Administração de Oxigénio por Máscaras Faciais: As máscaras empregam-se


especialmente para administrar maiores concentrações de Oxigénio
• As mascaras podem ser válvulas inspiratórias os dispositivos com orifícios
que abrem ou fecham controlando assim a entrada de ar.
• Dispõem de válvulas expiratórias ou simples orifícios através dos quais se
faz a saída do ar expirado para o exterior.
• Desvantagens da utilização da máscara:
- Mal aceite pelo utente;
- Interfere com a comunicação e com a alimentação;
- Por vezes difícil adaptação;

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- Exige maior vigilância do utente
• Sinais de Má Técnica:
- Irritação da face e nariz (compressão excessiva);
Ulceração da córnea (má adaptação)
• Existem 3 tipos de máscaras:
– Mascaras simples:
• É uma mascara standart que acompanha as cavidades oral e nasal
e cria uma área suplementar de acumulação do oxigénio de
reservatório;
• Tem um fluxo mínimo de 5l/min. (para eliminar o CO2 da
mascara);
• É um método utilizado em utentes com um padrão respiratório
regular (frequência e profundidade);
• Para tratamentos prolongados não é muito adequado.

– Mascaras de ventúri:
• Trata-se de uma máscara concebida para a utilização de alto
debito de Oxigénio;
• Permite que um grande volume de Oxigénio e de ar ambiente
se misturem e entre nas vias aéreas e satisfaçam as
necessidades da pessoa;
• É indicado quando o utente apresenta volumes e padrões
respiratórios irregulares;
• O fluxo é o indicado pelo fabricante, tem adaptadores com
cores codificadas e orifícios específicos, que indicam as
concentrações obtidas em função dos débitos neles indicados.
- Mascaras com reservatório:
• Trata-se de uma máscara concebida para a utilização de alto
debito de Oxigénio;
• Permite que um grande volume de Oxigénio e de ar ambiente
se misturem e entre nas vias aéreas e satisfaçam as
necessidades da pessoa;
• É indicado quando o utente apresenta volumes e padrões
respiratórios irregulares;
• O fluxo é o indicado pelo fabricante, tem adaptadores com
cores codificadas e orifícios específicos, que indicam as
concentrações obtidas em função dos débitos neles indicados.

Administração de Oxigénio por Câmara Hiperbárica: Consiste na inalação de


Oxigénio puro, em que o utente fica submetido a uma pressão maior do que a
atmosférica, no interior de uma câmara hiperbárica; a sua indicação é
exclusivamente competência médica e a sua aplicação deve ser realizada pelo
médico ou sob sua supervisão.
• As câmaras hiperbáricas são equipamentos resistentes a pressão e podem ser
de dois tipos:
- Colectiva;
- Individual.

O Enfermeiro antes de administrar O2 deve:


• Verificar os valores do sangue arterial (gasimetria)

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• Verificar a prescrição medica (método e quantidade)
• Consultar a história do utente
• Observar os sinais físicos de alterações respiratórias crónicas
• Observar os sinais clínicos de hipoxémia
• Explicar e preparar psicologicamente o utente e família
• Providenciar previamente todo o material necessário
• Administrar a concentração de O2 adequada ou prescrita
• Prevenir acidentes (incêndios ou explosões)
• Vigiar o estado do utente e as suas reacções

Concentrações de Oxigénio Fornecidas por cada Método:


Cateter nasal e Óculos nasais
Débito % de O2
2 l/min 23 – 28 %
3 l/min 28 – 30 %
4 l/min 32 – 36%
5 l/min 40 %
Máx. 6l/min 44 %
Máscara Simples
Débito % de O2
Min. 5 l/min 40 %
6 l/min 45 – 50 %
Máx. 8 l/min 55 – 60 %

Máscara de Venturi
Débito % de O2
6l/min 55 – 60 %
8 l/min 60 -80 %
10 l/min 80 - 90%
Máx. 12 l/min 90 %
Tendas de Oxigénio
Débito % de O2
Min. 10 l/min 30 – 40 %
12 l/min 40 – 50 %
15 l/min 50%

Procedimento - Administração de O2
 Material Necessário:
1. Aparadeira pequena
2. Celulose
3. Saco de sujos
4. Pacote de Compressas 10/10
5. Luvas
6. Cateter de Oxigénio/mascara/oculos nasais
7. Lubrificante hidrossolúvel (água destilada)
8. Adesivo

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9. Espátula
10. Alfinete
11. Lampada de bolso

Notas. Verificar se a fonte de O2 funciona e se tem quantidade suficiente (no caso de


bala). Abrir a torneira da bala e fazer passar uma corrente de O2 para libertar de poeiras
que possam estar contidas no circuito.

18.4. Sistema nervoso


18.4.1. Doença de Alzheimer
A pessoa afectada pela doença de Alzheimer terá consciência das suas capacidades?
Tem muitas vezes consciência das suas capacidades perdidas. E pode expressá-lo
através de sentimentos de: Frustração, choro, raiva, vergonha, humilhação, depressão.
Perante estas, não esquecer que são reacções causadas por uma doença neurológica
responsáveis por:
- Perda de memória;
- Raciocínio lento;
- Vaguear;
- Medos;
- Problemas nocturnos;
- Comportamentos repetitivos;
- Comportamento agressivo.

Manifestações da doença:
 Sintomas:
- São progressivos e apresentam uma grande variedade no grau de
alterações de pessoa para pessoa.
- No início são imperceptíveis.
- O declínio pode ser rápido (o que raramente acontece) ou levar
meses.
- A falta de memória acentua-se com a progressão da doença, aparece
irritabilidade, agitação, intranquilidade, alterações da
personalidade/comportamento.
- A capacidade de concentração, de orientação, avaliação e a
linguagem começam a ser afectadas.
- Por fim torna as suas vítimas totalmente incapazes de se auto-
cuidarem.
- Os doentes com D.A. deambulam/vagueiam /andam sem rumo e não
se sabe porquê.
- Têm um raciocício lento, dificuldade de concentração, o que “pode
levar a mudança de comportamento e tornarem-se agressivos”.
- Não conseguem encontrar as palavras necessárias para se
expressarem e sentem-se muito angustiados.
- Têm comportamentos repetitivos.
- As suas manifestações são mais acentuadas durante a noite.
- São doentes que necessitam de muita compressão, respeito,
paciência, calma, carinho e amor por parte de quem lhes presta
cuidados.

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Como é diagnosticada a doença de D.A?:
- Não existe qualquer teste que permita determinar se alguém tem a doença.
- É feito o teste para o gene ApoE4 (gene encontrado no cromossoma 10
responsável pelo aparecimento da proteína apolipoproteína E (ApoE4) que
aumenta a probabilidade da doença de Alzheimer ocorrer. Não constitui a
causa da doença mas aumenta as hipóteses.
- O diagnóstico é feito por um processo de exclusão, bem como uma
observação cuidadosa do estado físico e mental da pessoa, mais do que por a
doença parecer evidente no momento.
- Existem três diagnósticos:
 Diagnóstico possível- baseia-se na observação dos sintomas clínicos
e na deterioração de duas ou mais funções cognitivas (a memória, a
linguagem ou o pensamento). Poderá estar presente uma segunda
doença.
 Diagnóstico provável- baseia-se nos critérios anteriores e na ausência
de uma segunda doença.
 Diagnóstico certo- quando existe a identificação das características
placas e tranças no cérebro; a certeza de o indivíduo ter tido a D.A. só
pode ser feita por biópsia cerebral ou após ter sido efectuada uma
autópsia
- Avaliação laboratorial: são feitos muitos exames (sangue e urina) para
excluir a hipótese de outras doenças que possam explicar o síndrome
demencial. Ou que possam agravar a D.A.
- Avaliação radiológica: os meios radiológicos desenvolvidos que transmitem
imagens do cérebro vivo, capazes de revelar possíveis diferenças entre os
cérebros de pessoas com D.A. e os de pessoas não afectadas pela doença são
muito poucos; a avaliação radiológicas não leva ao diagn+ostico certo de
D.A., mas dá peso a um diagnóstico possível ou provável.
 Ressonância magnética: permite uma imagem com extremo detalhe
da estrtura cerebral; realizada numa fase precoce e sobreposta mais
tarde a uma outra imagem, é possível ver alterações numa
determinada região cerebral.
 Tomografia computarizada(TAC):mede a espessura de uma parte do
cérebro, espessura essa que nos doentes com D.A. se torna
rapidamente mais fina.
 Tomografia computarizada por emissão de fotões simples (SPECT):
permite medir o fluxo do sangue no cérebro que se achou estar
alterado.
 Tomografia por emissão de positrões(PET): método muito limitado à
investigação. Pode detectar alterações do funcionamento do cérebro
do doente com D.A. Ex.padrões anormais da utilização de glucose
pelo cérebro.

Fases da doença de Alzheimer:


- Fase inicial: Aparece perda da memória, dificuldade na linguagem,
dificuldade visual do tipo espacial (não encontra o caminho para ir para
casa);
- Fase intermédia: Manifesta-se anos após o seu início. O doente mostra-se
cada vez mais apático e menos interessado pelo que o rodeia. Descuida a

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sua aparência, dialoga de forma pausada e menos expontânea a
locomoção é mais lenta.
- Fase avançada: O doente já não é capaz de realizar as actividades de vida
diária, mesmo as mais simples. Necessita de todo o apoio, carinho, ajuda.
- Fase terminal: O doente fica em mutismo, acamado e surgem muitos
outros problemas que poderão conduzir à morte.

Como apoiar o cuidador de um doente com D.A?:


 Compreender a doença e seus efeitos:
- Conhecer o mais possível sobre a doença e estratégias de prestação
de cuidados;
- Compreender o modo como a doença afecta o indivíduo;
- Partilhar a informação.
 Ser realista no que respeita à doença:
- Sendo a doença de Alzheimer uma doença progressiva, a pessoa
afectada vai piorando, isso exige que o cuidador seja realista e vai se
adaptando às mudanças.
 Ser realista no que respeita a si próprio:
- Compreender que cuidar de alguém com Alzheimer gasta tempo e
energia. Por conseguinte há escolhas e limites.
- É importante que o cuidador saiba até onde pode ir e quando precisa
de ajuda.
 Aceitar os seus próprios sentimentos:
- Cuidar de algém com Alzheimer pode levar a que se experiencie uma
mistura de sentimentos num único dia. (contente,zangado, culpado,
feliz, triste, atrapalhado, receoso e desamparado).
 Partilhar sentimentos:
- É importante procurar alguém com que se possa partilhar o que nos
atormenta.
 Procurar o sentido positivo das coisas:
- A atitude de quem cuida pode estabelecer uma grande diferença no
modo como se sente, deve procurar ver na pessoa aquilo que ela
ainda pode fazer, e tentar que cada dia seja importante.
 Planear o futuro:
- Fazer planos para o futuro pode ajudar a diminuir o stress. Se o
doente tiver ainda alguma autonomia, deve-se analisar com ele a
situação. (económica, saúde, cuidadores alternados).
 Cuidar de si próprio:
- A saúde de quem cuida é muito importante,não ser ignorada. (comer
refeições adequadas, procurar fazer exercício regularmente, repousar
o suficiente, marcar consultas regularmente). Investir em coisas que
são importantes para si mesmo.
 Procurar ter humor:
- Apesar da D.A. ser grave, não é necessário estarmos sérios
continuamente. Ver com humor algumas situações, não faz com que
a honestidade dos cuidados seja menor.
 Procurar /aceitar ajuda:
- Pode ser difícil pedir ou aceitar ajuda, é preciso estar consciente que
pedir ajuda, não significa prestação de cuidados deficiente. Não é
possível “tomar conta” de um doente de Alzheimer sozinho.

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Intervenções de Enfermagem no doente com doença de Alzheimer:
As incapacidades do doente aumentam à medida que a doença progride, por conseguinte
deve-se:
- Avaliar o que a pessoa ainda pode fazer;
- Reconhecer as tarefas que o doente não é capaz de realizar;
- Ter presente que o doente (numa fase não muito avançada) apercebe-
se das falhas de memóra e tenta esconder, sente-se incomodado,
humilhado pela dificuldade em realizar as actividades tais como:
o Lavar-se;
o Vestir-se;
o Ir à casa de banho.
- Estar atento/a a estes sentimentos e ajudar o doente e a família;
- Ajudar /informar a família onde poderá encontrar ajuda;
- Manter uma atitude positiva e fomentar a tranquilidade;
- Assegurar-se de que nãio existem problemas físicos que afectam a
comunicação (o doente com doença de Alzheimer tem os mesmos
problemas que qualquer outro idoso- dor);
- Não dar mensagens confusas;
- Fazer a leitura da linguagem corporal;
- Transmitir segurança/apoio através do contacto físico;
- Verificar regularmente se o doente ainda consegue ler e se percebe o
conteúdo;
- Usar símbolos que não sejam demasiados abstractos e combinar
(fuguras ou fotos com a palavra escrita) afim de facilitar a
compreensão;
- Utilizar estratégias que facilitam a pessoa compreender o tempo: ano,
mês, dia, hora;
- Adaptar o ambiente às necessidades da pessoa com demência;
- Eviatr chamar a atençãi (em “demasiado”) para erros e problemas;
- Permanecer calmo;
- Sentar-se em frente á pessoa e tentar encorajá-la a falar;
- Compreender o sentimento que a pessoa exprime;
- Dar apoio;
- Adaptar o estilo de linguagem, o tom de voz (sem parecer artificial).
-
Os 10 mandamentos para aproximação e comunicação com alguém que tem demência:

Abordagem da pessoa com demência Comunicação com a pessoa com


demência
Permanecerás próximo da pessoa Falarás devagar com clareza
Usarás o nome da pessoa com Usarás frases simpels, curtas e concretas
regularidade
Tocarás o corpo da pessoa Completarás as tuas palavras com gestos e
carinho
Ficarás à altura da pessoa frente a frente Dirás uma mensagem de cada vez
Deverás estabelecer contacto com os Usarás frases afirmativas
olhos

Fonte: Manual do Cuidador Alzheimer Europe


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Tratamento da doença de Alzheimer:
O tratamento é paliativo e sintomático.
TACRINA comercializado sob a marca de COGNEX foi provado especificamente
para a D.A. era o primeiro dos inibidores da acetilcolinesterase está praticamente
posto de parte em virtude dos efeitos secundários e nefastos a nível hepático.
E porque surgiram:
- DONEPAZIL comercializado sob o nome comercial de ARICEPT
tem a mesma acção e está desprovido de efeitos secundários.
- RIVASTIGMINA com o nome comercial de EXELON igualmente
pobre em efeitos secundários.
- Outro medicamento já em venda, mas não ainda em Portigal é a
GALANTAMINA (REMINYL), é derivado dos narcisos e parece ser
desprovido de efeitos secundários.

18.4.2. Doença de Parkinson


Doença de Parkinson ≠ Parkinsonismo

Fisiopatologia e Neuropatologia:
• Degenerescência dos neurónios contendo melanina da substância negra do
tronco cerebral
• Aparecimento dos corpos de Lewy nos neurónios sobreviventes
• Envolvimento das vias dopaminérgicas nigro-estriadas

Genética e Parkinson:
• Mutações genéticas conhecidas
• Transmissão autossómica dominante ou recessiva
• Parkinson juvenil e familiar

Quadro Clínico:
• Início insidioso, gradual e frequentemente uinlateral
• Tremor de repouso (primeiro a manifestar-se em 70%)
• Bradicinésia
• Rigidez, freezing, marcha parkinsónica
• Alterações na atenção, comportamento, discurso, funções superiores
• Distúrbios autonómicos
• Depressão

Tratamento:
• Precursor da dopamina: levodopa/carbidopa
• Agonistas da dopamina: bromocriptina, pergolide, ropinirole
• Inibidores da COMT: entacapone
• Inibidores da MAO-B: selegilina
• Libertador da dopamina: amantadina
• Anticolinérgicos

Tratamento Cirúrgico:
• Cirurgia ablativa: talamotomia, palidotomia
• Transplante de células dopaminérgicas embrionárias
• Estimulação talâmica, palidal e subtalâmica

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18.4.3. Exame neurológico

Avaliação do estado de consciência:


Finalidade:  Identificar mudanças subtis da consciência das respostas
 Permitir intervenções precoces e evitar catástrofes neurológicas

 Se fala ou não, e neste caso, se chegou ao serviço a falar


 Se está orientado ou confuso
 Deve-se tentar saber se houve amnésia mesmo num espaço de minutos, já que a
amnésia pós-traumática é evidência de lesão cerebral difusa

Componentes fundamentais da consciência:


 Vigilidade ou estado de vigília
 Conteúdo ou conhecimento da consciência

Tipos de alterações da consciência:


Vigil: o utentes responde imediatamente ao mínimo estímulo externo
Letárgico: estado de sonolência ou inacção em que o utente ptrecisa de um
estímulos mais intenso para acordar
Obnubilado: existe uma indiferença aos estímulos externos e a resposta é
minimamente mantida
Estuporoso: o utente só é acordado por estímulos exteriores vigorosos e contínuos
Comatoso: nem uma estimulação vigorosa consegue produzir qualquer resposta
voluntária
Coma carus: (situação muito grave) não há nenhuma reacção. Por vezes reage em
descerebração (espontânea ou provocada)
Coma depassé: (é irreversível e corresponde à morte cerebral) todos os reflexos
estão abolidos. Há ausência de respiração espontânea

Escala de comas de Glasgow


Baseia-se em 3 parâmetros de observação:
 Abrir os olhos
 Resposta verbal
 Melhor resposta motora

Minimo=3
Coma≤7
Estrupor:8-12
Obnilbulação:13-14
Normal (máximo)=15
Lobos:
Frontal- movimentos voluntários, funções complexas.
Parietal- capacidade de visualizar, fazer calculo, falar.
Temporal- memória e audição.

Conceitos:
Parestesia: Qualquer sensação anormal de picadas, formigueiro, impressão de
pele empergaminhada, etc. em geral associada a lesões dos nervos periféricos ou da
medula espinal. 2) Perturbação da sensibilidade revelada durante o exame clínico,

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diferente de uma hipoestesia ou de uma hiperestesia (ex.: um erro de localização ou um
atraso da percepção de uma excitação táctil, térmica, dolorosa, etc.).
Hemiparésia: Paralisia ligeira que afecta um lado do corpo.
Apraxia: incapacidade para fazer algo ; a pessoa consegue reconhecer a coisa,
mas não sabe utilizar-la.
Gnosia: capacidade de reconhecer ou saber. Vê mas não sabe identificar, mas
através do tacto consegue dizer o que é.
Anosognosia: não consegue reconhecer-se a si próprio.

18.5. Sistema urinário


18.5.1. Incontinência urinária no idoso
Conceito:“O organismo para se manter saudável, deve eliminar os produtos resultantes
do metabolismo processo denominado Eliminação.” (Berger, 1995).”A necessidade de
eliminar é simultaneamente:mecânica,química,hormonal e nervosa, variando com a
idade e de pessoa para pessoa” (Berger, 1995)
Continência urinária: O funcionamento normal da bexiga é regulado por um reflexo
involuntário da espinal-medula, o nível de enchumento é transmitido ao cérebro através
do centro nervoso localizado na parte inferior da espinal-medula, de onde é ordenado o
esvaziamento da bexiga.A urina produzida nos rins é transportada através dos utentes
até à bexiga. Aí é armazenada até atingir um certo grau de enchimento, sendo esvaziada
através das vias urinárias.

Padrão 3- eliminação: Descreve o padrão da função excretora (intestinal, urinária e da


pele) e todos os aspectos relacionados com esta função.

Alterações urinárias:
1. A função renal altera-se, o rim envelhecido perde a capacidade de
diluir e concentrar a urina.
O rim vai aumentar o volume de urina para conseguir excretar os produtos
tóxicos do metabolismo.
Sendo frequente no idoso:
- Polaquiúria;
- Urgência em urinar;
2. Obstrução ao fluxo de urina aparece no idoso:
- Jacto fraco;
- Falsa vontade;
- Esvaziamento incompleto da bexiga.
3. Obstipação;
4. Depressão e letargia;
5. Regimes terapêuticos.

Disfunção urinária: “Termo utilizado para qualificar a insuficiência da bexiga (quer para
armazenar quer para eliminar urina” (Rice, R ;2004)
Manifestações:
 Retenção urinária: incapacidade de esvaziar a bexiga de forma espontânea;
 Incontinência: perda involuntária da urina que pode ser medida/avaliada
objectivamente (quantidade e frequência). Relativamente á sua prevalência, a
incontinência aumental com a idade, é mais comum nas mulehres , e muito
mais frequente em sujeitos com problemas funcionais ou cognitivos,
 Ou ambas.

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No idoso, a função vesical apresnta duas particularidades:
- Diminuição da capacidade da bexiga e aumento da urina residual;
- Ocorrem contracções durante o enchimento que podem produzir o esvaziamento
da bexiga.
Urinar involuntariamente pode ocorrer quando o esfíncter perder as suas
capacidades ou quando os sistemas nervosos que emitem informações entre a bexiga e o
cérebro estão parcial ou totalmente interrompidos.
A incontinência urinária ou a perda de urina involuntária representa um problema
social e higiénico(Associação Internacional para a Continência).
“A incontinência por si só não representa uma ameaça para a vida, mas o embaraço,
a humilhação e a incoveniência que causa, fazem desta alteração um verdadeiro cancro
social.” (S. Raz)
A incontinência urinária situa-se entre as doenças que mais vergonha provoca, e
constitui um dos maiores tabus quando é necessário falar ou reconhecer o problema. A
incontinência urinária é um sintoma, e as suas causas são numerosas. O termo
incontinência é uma palavra lata que não ofere informações pertinentes acerca dos
problemas relacionados com o controlo urinário do idoso. A incontinência urinária
requer uma abordagem multidisciplinar. Saber que o idoso é incontinente tem muito
pouco significado, pois não informa da sua frequência(noite, dia ou ambos), nem da
gravidade do problema, ou da quantidade de urina emitida, nem se tem consciência
deste alteração. O idoso incontinente tem a sensação que não consegue dominar o seu
corpo e perde a auto-confiança; ressente a situação como uma regressão e sentimento de
cupla. O olhar dos outros incomoda-o e evita falar do assunto.
A incontinência urinária é um assunto tabu que confronta a pessoa às suas angústias,
e progressivamente leva-a ao um isolamento. Em Portugal, estimaa-se que entre 400 e
500 milhares de pessoas, tenham incontinência urinária. A incontinência urinária tem
um grande impacto na qualidade de vida social e económica. Incontinência urinária é
um problema de saúde pública, agudizado pelo estigma do embaraço que provoca.

A incontinência urinária na mulher:


Estudos realizados apontam que as mulheres são mais afectadas que os homens.
Vários estudos relatam que mulheres com incontinência urinária alteraram o seu
comportamento social, evitando contactos e certas actividades de vida(passeios ea
pé, correr,ou ginástica).

Causas:
 Factores:
- Físicos;
- Psíquicos;
- Sociais;
- Outros.

Consequências:
 Físicas;
 Psicológicas;
 Socio-económicas.

A eliminação na pessoa idosa pode estar afectada por:


- Alteração fisiológica relacionada com processo de envelhecimento;

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- Alteração do sistema músculo-esquelético que reduz a mobilidade;
- Diminuição do aporte de líquidos.

Diminuição da produção de urina diminuir a estimulação


nervosa sensitiva ao nível
da bexiga

Como consequência temos a incontinência

Tipos de incontinência:
 Incontinência de esforço;
 Incontinência de stress ou de urgência;
 Incontinência reflexiva ou reflexa;
 Incontinência por super abundância ou por enchimento excessivo;
 Incontinência pós-miccional.

Tratamento e controlo da incontinência:


 Tratamento etiológico: Procurar soluccionar a causa(obstipação, infecção
urinária) ou tratamentos cirúrgicos farmacológicos.
 Tratamento funcional: Existem medidas que podem ajuda a soluccionar ou
melhorar o problema (reeducação dos esfíncteres ou treino vesical).

Intervenções de Enfermagem: Ao cuidar de uma pessoa idosa que sofre de incontinência


urinária reversível ter que o objectivo é:
 Reduzir, eliminar ou neutralizar os factores responsáveis pela incontinência;
 Os idosos não são a única pessoa visada mas toda a equipa e família;
 A equipa deve adoptar a mesma metodologia;
 Colheita de dados(história do problema);
 Elaborar um programa de cuidados (i.u.r.) com a participaçao de todos os
membros da equipa multidisciplinar;
 Utilizar o humor de “bom gosto” e devidamente contextualizado o que
poderá ser um importante instrumento;
 Não utilizar frases do tipo “não se aborreça...deixe lá”;
 Ser empático, compreender o bloqueio psicológicos e os sentimentos do
utente idoso na incontinência;
 Aumentar o consumo de líquidos até 2l/dia se a sua situação clínica o
permitir;
 Evitar bebidas diuréticas (café, chá, cacau, álcool, sumo de toranja);
 Estabelecer uma rotina de eliminação intestinal;
 Oferecer a arrastadeira ou conduzir o utente idoso aos sanitários de 30
minutos após ter ingerido líquidos, ao acordar, antes ou após as refeições, ao
deitar e de acordo com o horário estabelecido para as micções (grelha);
 Estimular o idoso a participar em actividades para prevenir o isolamente;
 Assegurar-se se o idoso tem mudas de roupa suficientes;
 Utilizar pensos higiénicos, cuecas protectoras ou dispositivos urinários
segundo a situação de incontinência;
 Insistir sobre os recursos pessoais do idoso;
 Aceitar a mudança de humor da pessoa (trocar opiniões, ajudá-lo a expressar
os seus sentimentos);
 Admitir e aceitar a sua revolta e ser empático;

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 Explicar à família e à equipa de cuidados as reacções do idoso e ajudá-los e
conciliarem-se com essas reacções;
 Fazer, propor reuniões de equipa e partilhar snetimentos e diminuir a tensão;
 Realizar os cuidados de higiene ou vigiar como são realizados;
 Vigiar muito bem a integridade cutânea;
 Colocar no quarto um desodorizante que atenue o cheiro da urina.

18.5.2. Infecção urinária no idoso


Sintomas: poliúria, prurido, disúria, hematúria, fácil vontade de urinar, piúria, urina
turva, cheiro fétido, sedimentos

A frequência das infecções urinárias aumenta com a idade. É a infecção mais frequente
nos seres humanos, somente ultrapassadas pelas do sistema respiratório no que se refere
à morbilidade devido à infecção.
As infecções do sistema urinário abrange vários tipos diferentes segundo o local:
- Pielonefrite(rim)
- Cistite(bexiga)
- Prostatite(glândula prostática)
- Uretrite(uretra)

Existe infecção urinária quando o exame bacteriológico revela mais de 100.000


germes/ml de urina. A Escherichia coli é a responsável por cerca de 80% das infecções
urinárias mais complicadas. A klebsiela, o enterobacter, o proteus mirabilis e a
pseudomonas aeruginosa são os microorganismos mais frequentes nas infecções
urinárias.
A causa da infecção urinária deve ser sempre investigada (insuf. Renal,
incontinência, litíase urinária, adenoma da próstata, diabetes, HTA, imobilização,
úlceras de pressão).Pelo que a informação que o enfermeiro obtém através da avaliação
dos sinais e sintomas clínicos do utente é fundamental para o diagnóstico médico, e para
avaliação do tratamento prescrito:
- História dos sintomas urinários;
- História dos sintomas actuais;
- História medicamentosa;
- História nutricional;
- Estudos laboratoriais e de diagnóstico.

Intervenções de enfermagem:
- Estimular para a ingestção de líquidos, desde que não haja contra-indicação;
- Fazer ensino sobre a necessidade de higiene íntima;
- Efectuar avaliação direccionada dos sintomas (por ex:retenção, frequência
urinária e dor);
- Monitorizar o nível de dor, proporcionando apoio e as intervenções
farmacológicas adequadas;
- Administrar os medicamentos prescritos e monitorizar a resposta e os efeitos
colaterais;
- Manter um aporte adequado de líquidos e um registo preciso de balanço hídrico;
- Ensinar ao utente a evitar alimentos irritantes para a mucosa vesical
(condimentos, sumos ou frutos ácidos, álcool e cafeína);

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- Se incapacidade para urinar, ensinar técnincas para estimular a micção
(posicionamento adequado para a micção, pôr água morna sobre o períneo, abrir
uma torneira);
- Se existir incontinência urinária, estabelecer um programa regular de eliminação
e iniciar treino vesical se adequado e se prescrito;
- Manter urinol ou a arrastadeira sempre acessíveis;
- Aplicar um dispositivo urinário “externo” se for necessário (penrose);
- Utilizar cuecas protectoras para a incontinência;
- Evitar o contacto com a cueca molhada e efectuar higiene íntima após cada
muda de cueca;
- Implementar medidas para manter a dignidade e privacidade da pessoa e para
evitar o embaraço quando existe incontinência;
- Manter o nível de actividade e exercício prescrito.

19. Entubação
19.1. Entubação endotraqueal
Objectivos:
 Manter e estabelecer uma via respiratória
 Impedir a aspiração
 Permitir a remoção das secreções traqueo-brônquicas
 Proporcionar conforto
Contra-indicações:
 Queimaduras graves
 Obstrução da laringe (tumor da laringe)
 Infecção/paralisia das cordas vocais

Nota:
 Se um doente com um tubo endotraqueal ou traqueostomia não conseguir manter
uma ventilação eficaz,utilizar ventilador mecânico e tubo de cuff
 Juntamente com o tubo endotraqueal utiliza-se o tubo de Guedell para impedir o
doente de morder o tubo e obstruir a passagem de ar. Se for expulso pela tosse a
abertura fecha impedindo o doente de respirar
 Numa emergência o utente deve ter junto de si o dilatador traqueal e/ou pinça
hemostática curva, com o objectivo de conservar a abertura

Tipo de intervenção depende:


1. Nível de consciência
2. Estado respiratório
3. Causa de obstrução das vias aéreas

Tipo de vias aéreas artificais


1. Tubo orofaríngeo
2. Máscara facial
3. Tubo endotraqueal (até 10-14 dias)
4. Tubo de traqueostomia (até 2-3 semanas)

Nota:
1 – Tubo Orofaríngeo: utiliza-se nos indivíduos inconscientes impedindo a
queda da glote

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2 – Máscara facial: usa-se em pessoas inconsciente evitando o refluxo gástrico e
permitindo a ventilação
3 e 4 – Tubo endotraqueal e de traqueostomia: destina-se a manter a ventilação,
sendo o primeiro utilizado em curtos períodos de tempo

Cuidados gerais ao doente com um tubo endotraqueal ou de traqueostomia:


Um tubo endotraqueal constitui uma porta aberta a diversos microorganismos,
aumentando o risco de infecção nas vias respiratórias inferiores.
Medidas preventivas:
 Reduzir o risco de infecção
 Quando o tubo está inserido na traqueia provoca irritação e produção de
muco, é por isso necessário observar o doente regularmente, fazendo a
aspiração necessária para manter as vias aéreas permeáveis
 Manter a humidificação das vias aéreas
 Mudar o equipamento de terapia respiratória todas as 24 horas
 Proporcionar frequentes cuidados à boca, porque as secreções têm tendência
a acumular-se nesta
 Manter o equilíbrio nutricional

Assegurar adequada ventilação e oxigenação:


 Auscultar regularmente os sons pulmonares
 Alternar decúbitos de 2/2horas
 Avaliar frequência respiratória, volume corrente e capacidade vital
 Fazer: drenagem postural, percussões e vibrações

Proporcionar segurança e conforto:


 Verificar a posição do tubo regularmente
 Mudar os adesivos em SOS
 Minimizar as dificuldades resultantes da privação da fala

Após a extracção do tubo:


 Avaliar:
 Eficácia da tosse e do reflexo de vómito
 Fuga de ar temporária no local de incisão

19.1.1. Doentes com afecções do sistema respiratório


Traqueotomia – é uma operação na qual se faz uma abertura na traqueia

Traqueostomia – inserção de uma cânula na traqueia com carácter temporário ou


permanente
N OTA:
Causas da realização desta operação:
 Via aérea superior inadequada: Rigorosa
 Tumores técnica
 Corpos estranhos asséptica
 Edema
 Paralesia nervosa ou vocal
 Necessidade de remoção eficiente das secreções traqueobrônquicas excessivas

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 Respiração fraca resultante de inconsciência ou de paresia respiratória
 Problemas resultantes do transporte gasosa deficiente através da membrana
capilar dos alvéolos
 Necessidade de reduzir o espaço morto – Enfisema grave

19.1.2. Cuidados de enfermagem à traqueostomia


Material:
Sonda de aspiração Pensos para traqueostomia
Solutos de limpeza (solução salina + H2O) Fita de nastro
2 taças esterilizadas Saco de sujos
Aplicadores esterilizados Pomada antibiótica
Luvas esterilizadas

Procedimento:
 Lavar as mãos e calçar luvas não esterilizadas
 Explicar a técnica ao utente
 Individualizar a unidade
 Aspirar a boca e/ou orofaringe
 Preparar o campo esterilizado
 Retirar o penso da traqueostomia sujo
 Calçar luvas esterilizadas
 Se a traqueostomia tiver cânula, deve-se retirá-la, lavá-la na solução de H2O2 e
depois passar por solução salina
 Substituir as fitas da traqueostomia se estiverem sujos
 Atar as fitas com nó direito a um dos lados do pescoço
 Usar técnica asséptica para limpar a incisão da traqueostomia
 Aplicar a pomada antibiótica
 Aplicar um penso esterilizado

19.2. Entubação nasogástrica


Finalidades de uma ENG:
1- Descompressão do estômago (estase gástrica, íleos paralítico…)
2- Alimentação (gavagem)
3- Exames do suco gástrico
4- Lavagem gástrica (hemorragia digestiva e algumas intoxicações por ingestão de
tóxicos
5- Drenagem activa ou passiva do conteúdo gástrico

Tipos de sondas:
1-Sonda/tubo de Levin - É a mais utilizada e possui apenas um único lúmen.
Geralmente é de poliuretano; Têm uma duração de cerca de 8 dias no interior do
estômago ou duodeno. Este tipo de sonda é a mais utilizada e para várias finalidades.
Pode ser de silicone, o que permite uma longa duração .
2-Sonda de Salem - Sonda de duplo lúmen que é utilizada em situações de drenagem
activa do conteúdo gástrico.
3-Sonda de Faucher - Sonda de grande calibre, de borracha, geralmente utilizada para
lavagem gástrica.
4-Sonda de Blackmore - Sonda de silicone de vários lúmens (3 a 4), que permitem a
drenagem, lavagem e insuflação de balões hemostáticos (compressão do esófago,no

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caso de hemorragia digestiva por varizes esofágicas)
5-Sonda Freka - Sonda de silicone, com condutor metálico que a pode tornar mais rígida
e por isso utilizada em situação de dificuldade de ENG
6- Sonda de Cantor - Sonda com ponta pesada e flexível, geralmente utilizada na
entubação nasoduodenal, com comprimento superior a 50 cm, utilizada na
descompressão gastrointestinal
7- Sonda de Gastrostomima (PEG – Gastrostomia Percutânea Endoscópica)

Nota: Antes da colocação da ENG:


-Colocar o utente em fowler ou semi-fowler
-Realizar cuidados de higiene oral
-Avaliar Sinais Vitais

Material:
- Tabuleiro
- Saco de sujos
- Resguardo
- Aparadeira
- Papel Tornesol ou Litmo
- Lenços de papel (para o utente se poder assoar)
- Luvas (não necessitam de ser esterilizadas)
- Sonda gástrica com calibre apropriado
- Compressas
- Viscogel
- Espátula (envolta por uma compressa)
- Copo com água (tapado)
- Seringa de 50cc com adaptação própria para SNG
- Estetoscópio
- Adesivo (estreito) ou próprio para adaptar a sonda ao nariz
- Estetoscópio
- Clamp
- Tampa de SNG ou saco colector ou aspirador
- Adaptação bicónica para adaptar a sonda ao aspirador

Procedimento:
 Isolar a unidade do utente, no sentido de respeitar a sua privacidade e a dos outros
utentes
 Explicar-lhe o tratamento em linguagem acessível e solicitar a sua colaboração
 Colocar o utente em Semi-Fowler, com a cabeça ligeiramente flectida
 Preparar material de aspirção e aspirador previamente
 Colocar tabuleiro na mesa de refeições, previamente limpa
 Lavar as mãos
 Proteger as roupas com resguardo e fornecer lenços de papel ao utente
 Colocar uma celulose ou sobre o doente ou lateralmente
 Preparar aparadeira, colocando-a sob a celulose, com uma tira de papel de tornesol
no seu interior
 Colocar saco de sujos
 Abrir pacote de compressas
 Tirar uma tira de adesivo para fixar a sonda, colocando-a na mesa
 Se utente colaborante dar-lhe o copo de água, explicando-lhe a sua utilidade

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 Abrir pacote da sonda
 Abrir Viscogel
 Lavar as mãos e calçar luvas
 Medir a distância do lóbulo da orelha à asa do nariz (distância de Tragus) e ao
apêndice xifóideu e marcar
 Poder-se-á colocar a SNG em gelo durante 5-10 minutos, antes de iniciar a sua
introdução
 Lubrificar a extremidade da sonda
 Inserir a sonda lentamente e com firmeza através do nariz até à faringe
 Solicitar ao utente que degluta repetida vezes, enquanto a sonda avança até ao ponto
marcado. Se estiver consciente, colaborante e com reflexo de deglutição
presente, solicitar que degluta pequenos golos de água, durante a introdução da
sonda. Confirmar a sua localização na orofaringe através da sua visualização
pela cavidade bucal com o auxílio da espátula
 Se o utente tossir ou se engasgar deve-se exteriorizar ou mesmo retirar a sonda e
repetir a introdução. Explicar o sucedido pedindo novamente a sua colaboração
 Certificar-se da localização da SNG no final da introdução (CLAMPAR SONDA),
através das seguintes metodologias:
 Através de Rx (mais correcta)
 Teste de acidez com papel reagente (Tornesol ou Litmo):
Aspirar através da seringa conectada à sonda, uma pequena
quantidade de conteúdo
Clampar a sonda
Colocar o conteúdo sobre uma tira de papel reagente, que se deve
encontrar dentro duma aparadeira
Avaliar o resultado
Arrumar a seringa no invólucro depois de a lavar
 Instilação de 20cc de ar (método menos eficaz)
Introduzir 20cc de ar numa seringa
Colocar o estetoscópio na região epigástrica
Conectar a seringa à SNG, instilando cerca de 10cc, auscultando
concomitantemente com o estetoscópio, a existência ou não do
ruído específico do fluxo de ar instilado a entrar no estômago
Avaliar o resultado
 Promover a correcta colocação da SNG evitando acidentes que possam criar riscos
 Fixar a sonda ao nariz do utente com adesivo, de forma a produzir o mínimo de
incómodo.
 Consoante a finalidade da ENG:
Tapar a extremidade da sonda com tampa própria
Conectar a extremidade da sonda à tubuladura do aspirador de baixa
pressão
Conectar a extremidade da sonda ao saco colector
 Deixar o utente confortável e a unidade arrumada

Registos:
o Reacções do utente
o Observações específicas segundo objectivo da ENG

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Atenção:
A sonda deve ser mudada entre 8-10 dias qualquer que seja a finalidade
Introduzir na narina que provocar menos desconforto e que possuir um trajecto mais
fácil
Nunca esquecer limpeza das vias aéreas superiores

19.2.1. Técnica de extubação nasogástrica


Material:
Tabuleiro
Clamp
Saco de sujos
Compressas
Resguardo
Lenços de papel ou papel higiénico
Luvas (disposable)

Procedimento:
 Informar o utente e solicitar a sua colaboração
 Proteger o utente com um resguardo
 Retirar os adesivos
 Lavar as mãos
 Calçar luvas
 Clampar a sonda
 Colocar uma compressa por baixo do queixo porque podem sair secreções
 Retirar lentamente, segurando a extremidade entre uma compressa, enquanto o
utente respira fundo
 Limpar o nariz do utente, nomeadamente as marcas de adesivo
 Fornecer os lenços de papel para que o utente possa proceder à limpeza das fossas
nasais
 Observar as reacções do utente
 Deixar o utente confortável
 Arrumar a unidade e guardar e arrumar o material
 Elaborar registos, segundo o objectivo da ENG
o Hora do procedimento
o Níveis do saco colector
o Características do líquido drenado
o Reacções e observações

20. Gavagem
Administração através da SNG, duma solução concentrada em nutrientes, necessários à
manutenção ou restauração do equilíbrio nutricional do utente
Em que situações é utilizado:
Quando o utente está incapacitado de deglutir os alimentos
Quando a ingestão de alimentos ou de líquidos é insuficiente para as
necessidades nutricionais/hídricas do utente

Objectivos:
 Obter/manter o equilíbrio nutricional do utente
 Evitar a ocorrência de complicações relacionadas com a gavagem
 Adequar a dieta e o esquema de refeições diárias às necessidades do utente

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Tipos de alimentos:
 Alimentos inteiros liquefeitos
 Dietas líquidas sintéticas/ modulares

Alguns sinais e sintomas de intolerância alimentar:


 Náuseas;
 Vómitos;
 Aerofagia;
 Flatulência;
 Timpanismo;
 Estase gástrica;
 Sensação de plenitude gástrica;
 Diarreia. (pode induzir um desiquilibrio electrólitico ao utente)

Devemos ver todos os dias: avaliação da glicemia capilar (pois assim vimos se as
necessidades calóricas estão a ser suficientes), ionograma (para ver se os iões estão
bem), peso e medidas antropomédicas (todas as semanas).

Tipos de dietas:
Total Parcial Completa Específica
Quando a dieta Quando a dieta Quando a dieta Quando a dieta
fornecida através da fornecida através da administrada fornece administrada fornece
SNG é o único meio SNG está associada todos os nutrientes apenas alguns dos
de entrada de a outra entrada de necessários ao nutrientes
nutrientes nutrientes equilíbrio nutricional necessários
do utente

Metodologias de administração de alimentos através de SNG:

 Bólus:
Administração através de seringa de alimentação/ cifão, duma quantidade maciça de
alimentação específica, entre 250 a 300 cc, num espaço de tempo entre 5 a 15 minutos,
em intervalos de aproximadamente 2 a 3horas – 4 a 6 tomas/dia
Dá-se 250cc de alimento e 50cc de H2O nos intervalos.

 Gotejamento intermitente:
A alimentação vem acondicionada num frasco lacrado (sintética), ao qual é adaptado
um sistema de gotejamento, ou é colocada num saco colector que já tem adaptado um
sistema de gota. Esta metodologia está indicada para utentes com dificuldades de
digestão e assimilação dos nutrientes e deste modo é reduzida a velocidade de
administração (cerca de 2 a 6 horas/cada dose de 500 cc - cerca de 3 a 4 tomas/dia),
facilitando a digestão e a assimilação dos nutrientes, reduzindo a intolerância alimentar.
As desvantagens são essencialmente a pouca regularidade de fluxo e possibilidade de
obstrução da SNG

Nota: Volume total = n.º de gotas/min n.º de gotas/min x 3 = n.º µgotas/min


3x n.º de horas

 Cifão:

100

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Consiste na administração duma quantidade maciça entre 250 a 300 cc de
alimentação específica para SNG, num espaço de tempo entre 5 a 15 minutos, em
intervalos de 3 horas utilizando sistema de cifão (preenchendo a sonda com conteúdo
aspirado ou injectando água até ao preenchimento da sonda. Clampar posteriormente e
mergulhar a extremidade da sonda no recipiente de alimentação, elevando-o acima do
nível do estômago. Em seguida desclampa-se a sonda sem deixar entrar ar, deixando
fluir a alimentação suavemente durante 5 a 15 minutos, de acordo com a tolerância do
utente).

 Gotejamento continuo (bomba infusora):


Consiste na administração de alimentação, através dum sistema de gota adaptado a
uma bomba infusora injectando (geralmente no duodeno) lenta e continuamente uma
pequena quantidade de alimentação sintética ao longo dum espaço de tempo
determinado. A velocidade de injecção é controlada em ml/hora. Em geral, esta
metodologia , permite que a alimentação possa ser tolerada pelos utentes em estado
grave ou com problemas gastrointestinais. Pode administrada continuamente, por
períodos longos de16 ou 24 horas, interrompendo-se o circuito a cada 4 horas, para
verificar posição e permeabilidade de sonda, tolerância alimentar do utente e para
mudar sistema de alimentação, pois é utilizada uma porção de alimentação para correr
em cada 4 horas, prevenindo os riscos de contaminação/infecção e de intolerância
alimentar

Notas: Antes da administração de alimentação por SNG não esquecer de avaliar a


presença de algum desconforto e eliminá-lo ou reduzi-lo e de realizar a higiene, oral
antes e depois das refeições e observação do estado da boca.
Estase Gástrica:é quando tem mais de 100cc de conteúdo alimentar, logo não se faz
nova alimentação e devemos repensar no tipo de dieta, metodologia e o estado do
utente. Colocar em drenagem passiva.

Material para alimentação por SNG:


Preparar tabuleiro com: Estetoscópio
Celulose Copo com água
Aparadeira
Saco de sujos Recipiente com alimentação
Papel reagente (tornezol) Ou
Compressas Frasco de alimentação entérica / sistema
Seringa de 50/60 cc com de alimentação entérica
adaptação cónica Suporte
Clampe Bomba infusora
Notas: não administrar se o liquido for mais de 100cc
se utilizar a tecnica de injecção de ar são 20cc de ar
lavar a sonda com 30 a 50cc de água
deixar sempre o utente em semi-fower ou de decubito lateral durante 30min

Avaliar características da alimentação:


 Temperatura – morna ou à temperatura ambiente. Mexer o alimento para
garantir uma temperatura homogénea. Avaliar a temperatura, colocando algumas
gotas sobre o dorso da mão
 Consistência
 Cheiro

101

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 Apresentação/Aspecto
 Validade

Elaborar resgistos:
 Características do conteúdo
 Hora da administração da dieta
 Tipo de dieta
 Metodologia de administração
 Quantidade administrada
 Tolerância do utente
 Intercorrências e respectiva actuação face ás mesmas
 Indicações/tratamentos prescritos
 Reacções do utente
 Como fica o utente

Complicações inerentes à gavagem:


 Complicações metabólicas: - hipo/hiperglicemia e desequilíbrio hidroelectolítico
Cuidados específicos: Controlo de glicemias, glicosúria e cetonúria;
Administração de terapêutica específica (Insulina) e compensação de perdas
hidroelectrolíticas.BH, monitorização de parâmetros de avaliação nutricional.
 Complicações gastrointestinais - Diarreia, náuseas, vómitos, flatulência e estase
gástrica.
Cuidados específicos: Verificar a quantidade e características do conteúdo
gástrico, antes de proceder à gavagem; despistar intolerância a algum nutriente;
reduzir a osmolaridade da solução; reduzir a velocidade de administração; controlar
possíveis riscos de contaminação da dieta, controlar temperatura da dieta antes da
sua administração reduzir o volume da toma; alterar metodologia de administração;
hidratar o utente de acordo com as suas necessidades, tendo presente o BH.
 Complicações mecânicas:
 Aspiração- Verificar a posição da SNG e a quantidade de conteúdo gástrico,
antes de proceder à gavagem; manter cabeceira da cama elevada 30-60
minutos após a gavagem; não administrar mais de 300cc em bólus;vigiar. O
estado do utente após a administração.
 Ulceração- Cuidados de higiene à boca e fossas nasais; usar sondas de
calibre adequado a cada situação; mudar a SNG de 8/8 dias se possível
alternando a narina de inserção.
 Obstrução- Conferir homogenidade ás soluções de alimentos; lavar a SNG,
após a gavagem; deixar a SNG preenchida com água, após a gavagem.
 Complicações infecciosas:
a) Contaminação de dietas – Guardar os recipientes com alimentação liquefeita no
frigorífico; respeitar prazos de validade, preparar as soluções, só antes das administrar;
verificar as características da alimentação (aspecto, cheiro, consistência, cor e
temperatura) antes de administrar, utilizar princípios de assépsia na
preparação/administração da alimentação; não ultrapassar o tempo de perfusão
recomendado.
b) Hipertermia – monitorização dos sinais vitais; reforço hídrico; controlo laboratorial;
elaboração de registos, informação ao médico, administração de terapêutica específica.

Procedimento:

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 Esclarecer o utente sobre os vários tipos de procedimentos a desenvolver e pedir a
sua colaboração
 Fornecer privacidade/preparar a unidade – isolar a unidade do utente
 Verificar:
 Prescrição do tipo de dieta
 Quantidade
 Horário
 Temperatura
 Apresentação/aspecto/modo de conservação
 Metodologia de administração prescrita
 Lavar as mãos
 Prepara o material necessário
 Lavar as mãos
 Posicionar o utente em semi-fowler
 Verificar o posicionamento da SNG através da aspiração do conteúdo gástrico e
consequente colocação duma quantidade do mesmo, sobre uma tira de papel reagente
 Verificar a quantidade e as características do conteúdo gástrico
 Se a quantidade de conteúdo for > 100-150cc (estase gástrica), não se
administra a alimentação e se necessário colocamos o utente em drenagem
passiva e informamos o médico assistente
 Verificar a temperatura da alimentação que deve estar morna ou à temperatura
ambiente; deve ser administrada lentamente pelo fluxo de gravidade (bólus,
sifão, ou gotejamento intermitente), ou através da bomba infusora em
gotejamento contínuo (24 horas), de acordo com o ritmo prescrito e tolerância
do utente
 Administrar cerca de 30-50cc de água através da SNG, após a administração da
cada toma.
 Fechar a SNG. Remover o recipiente de alimentação, e arrumar a unidade
deixando-a preparada para a próxima toma
 Manter o utente em semi-fowler, cerca de 30-60 minutos, após a alimentação,
tendo em conta o seu conforto
 Lavar as mãos

21. Diagnósticos de Enfermagem


Eliminação Urinária prejudicada, relacionado com… (2. diminuição da capacidade a
bexiga, 1. esvaziamento incompleto; tratamento – efeitos de cirurgia; 3. diminuição do
tônus muscular da bexiga; incapacidade de comunicar as necessidades; 4. diminuição da
ateção às indicações da bexiga, 5. barreiras ambientais e outras), secundário a… (1.
anomalias congénitas, 2. infecção, traumatismo, uretrite, carcinoma, glicosúria, AVC,
doença neurológica como Parkinson, esclerose múltipla, neuropatia diabética, 3.
anestesia geral, terapia medicamentosa; desidratação, 4. depressão, confusão, supressão,
5. sanitários longes, pouca iluminação, mobilidade prejudicada, etc), manifestada por…
(nictúria, enurese, incontinência, gotejamento, urgência, distensão da bexiga, grandes
volumes de urina residual, etc).
Objectivo: A pessoa deverá mostrar/comunicar uma redução/ausência da incontinência
ou períodos desta (esforço, urgência). A pessoa deverá ficar continente.
Intervenções: determinar causa do problema, encaminhar a um urologista, determinar
tipo de incontinência (história de incontinência, começo e duração, frequência, factores
incidentes – ao tossir, rir, ficar de pé, virar-se na cama; capacidade para reter urina,

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sensação de alivio pós micção, percepção da necessidade de urinar – presente, ausente,
diminuída ou normal).

Incontinência por esforço, relacionada com… (1. orifício de saída incompetente; 2.


mudança degenerativa muscular; 3. pressão intra-abdominal; 4. fraqueza muscular; 5.
perda do tônus muscular ), secundário a… (1. anomalia congénita; 2. deficiência de
estrogénio; 3. obesidade, má higiene; 4. perda de peso substancial, 5. processo de
envelhecimento) manifestada por… (perda de urina involuntária)
Intervenções: conhecer o padrão de micção e ingesta de líquidos da pessoa, ensinar a
pessoa a fortalecer a musculatura com exercícios de Kegel (interromper a passagem
contraindo os esfíncteres e outros músculos, +/- durante 4 segundos e depois relaxar,
repetir o exercício +/- 10 vezes, 4 vezes ao dia), explicar a contribuição de factores
como a obesidade, a diminuição de estrogénio, para a incontinência.

Incontinência de Urgência, relacionada com… (1. diminuição da capacidade da bexiga;


2. tratamento, 3. anomalia/irritação receptores que distendem a bexiga), secundária a…
(1. infecção, traumatismo, uretrite, parkinsonismo, AVC, neuropatia diabética; 2.
cirurgia, 3. álcool, cafeína, ingesta excessiva de líquidos), manifestada por (perda
involuntária de urina associada a forte/súbito desejo de urinar).

Intolerância à Actividade, (redução na capacidade fisiológica da pessoa para tolerar


actividades no grau desejado), manifestado por… (fraqueza, tonturas e dispneia; fadiga
ao esforço, frequência respiratória aumentada, taquicardia, palidez, cianose, vertigem),
relacionado com… (1. sistema de transporte de O2 comprometido; 2. aumento das
necessidades; fontes inadequadas de energia; diminuição do O2 disponível; inactividade
secundária a Depressão/falta motivação/estilo de vida sedentário), secundária a… (1.
nsuficiência cardíaca, arritmias, angina, EAM, Doença vascular, Estenose, DPOC,
Atelectasia, Anemia, Hipovolémia, Doença arterial periférica; 2. Infecção viral, Doença
Renal Crónica, Tumor, Doença Hepática, Doença Infamatória, Doença Neurológica,
Cirurgia, Tratamento, Stress; Obesidade, Desnutrição).
Intervenções: Verificar pulso, respiração em repouso (ver frequência, ritmo…);
Verificar SV imediatamente após a actividade; promover o repouso; interromper a
actividade se o utente manifestar uma resposta inadequada; reduzir a intensidade,
frequência ou duração da actividade; Ir aumentando gradualmente a actividade (numa
pessoa com repouso no leito prolongado: iniciar primeiro os exercícios no leito, planejar
períodos de repouso e intercalar com períodos de actividade, mostrar ao utente que
acreditamos na sua capacidade de melhoramento, reconhecer o progresso, estabelecer
metas de actividade funcional, ir aumentando gradualmente a tolerância a actividade
(estimular/motivá-lo), incentivar a pessoa a usar calçado confortável para caminhar,
ensinar métodos de conservação de energia como o de alternar períodos de
repouso/actividade, fazer actividades sentado, repousar sempre após a realização de uma
tarefa, interromper a actividade caso manifeste sinais de fadiga; - Numa pessoa com
problemas pulmonares: estimular técnicas de respiração controlada, lábios semi-
cerrados e respiração diafragmática)

Mobilidade Física (ou no leito) Prejudicada, relacionado com… (1. diminuição da


força/resistência muscular; perdas sensoriais – auditivas, etc; presença de edema;
equipamentos externos – gesos, talas, cateteres; equipamentos auxiliares de marcha –
próteses, muletas, andarilho; fadiga; falta de motivação; dor; agilidade motora
diminuída ou fraqueza muscular), secundário a… (1. fractura - ex. coxo-femural,

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alterações auto-imunes – ex. esclerose múltipla ou artrite, doenças do sistema nervoso –
ex. Parkinson, distrofia muscular, paralisia total ou hemiparésia de hemicorpo – devido
a sequelas do AVC, tumor no SNC, PIC aumentada, deficits sensoriais, lúpus),
manifestado por… (relutância em movimentar-se, limitação na amplitude de
movimentos, restrição imposta de movimentos, incapacidade de deambular sem
auxiliares de marcha).
Objectivo: A pessoa deve manifestar um aumento de força/resistência dos membros
(melhora na capacidade de movimentação). Por ex: Que consiga dar pequenos passos
(sem apoio dos auxiliares de marcha). Que verbalize uma sensação de conforto e que
colabore nas actividades e estratégias propostas. O utente não deverá apresentar
complicações da imobilidade.
Intervenções: Prevenir complicações da imobilidade, realizar exercícios passivos,
estimular o utente/motivá-lo, apoiar a pessoa. No caso de historial de queda acidental,
diminuir o medo da pessoa, etc. promover autonomia do utente. Ensinar como usar
adequadamente os auxiliares de marcha, auxiliar o utente na deambulação. Levar o
utente a expressar os deus sentimentos face á sua incapacidade de marcha. Observar a
utilização por parte do utente dos auxiliares de marcha para verificar se este os utiliza
correctamente. ANDARILHO: a força deve ser exercida sobretudo ao nível dos
membros superiores e distribuída de igual forma em ambos, de modo a que a utente
mantenha o corpo em equilíbrio, alertar o utente para a existência de perigos externos
(chão molhado, etc), calçado adaptado à morfologia do pé (ajustado ao pé, sola anti-
derrapante), verificar as borrachas do andarilho se se apresentam em condições.
CADEIRA DE RODAS ELECTRICA: incentivar o utente a manter uma velocidade
reduzida, essencialmente quando este se movimenta em rampas; aconselhar a usar o
cinto de segurança sempre que se desloque ao exterior. Acompanhar o utente á
fisioterapia para a realização dos exercícios prescritos pela fisioterapeuta e observar;
estimular a utente na escolha do auxiliar de marcha consoante a situação específica. No
caso de AVC: Realizar exercícios activos de amplitude de movimentos nos membros
não afectados. Realizar exercícios passivos de amplitude de movimentos nos membros
afectados. Realizar lentamente. Realizar alternância de decúbitos, de 2 em 2h. Vigiar e
registar características da pele e mucosa monitorizando alterações que possam ocorrer.
Promover uma maior ingestão de líquidos para a hidratação adequada, verificar os
líquidos eliminados (BH).

Comunicação Prejudicada, relacionado com… (transtorno psicológico ex.


esquizofrenia; alteração na função motora ex. músculos da fala; 1. isquémia do lobo
temporal ou frontal; 2. incapacidade de produzir a fala; deficiência auditiva; barreira
psicológica; falta de intérprete, etc), secundária a… (1. afasia, AVC, traumatismo
oral/facial, doença de Alzheimer, traumatismo cerebral, tumor, PIC, hipoxia – cerebral,
paralisia das cordas vocais; 2. edema, infecção laringe, anomalias, fenda palatina,
dentição incompleta, entubação endotraqueal, cirurgia, dor, etc).
Intervenções: repetir, reformular, usar o toque e gestos para incentivar comunicação,
falar clara e lentamente, usar métodos alternativos de comunicação (papel, sinais,
gestos, usar figuras), proporcionar ambiente tranquilo, escutar atentamente a pessoa
quando estiver a falar para uma melhor compreensão, etc.

Conforto Prejudicado, relacionado com… (1. traumatismo dos tecidos/espasmos


musculares reflexos; 2. Inflamação; pontos de pressão; etc), secundário a… (1.
fracturas, artrite, distúrbios viscerais, vasodilatação, flebite, oclusão de um vaso, tumor;
2. nervo, tendão, articulação, músculo; tumores/quimioterapia, etc), manifestado por…

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(verbalização de desconforto, aumento da pressão sanguínea, sudorese, aumento de
pulso, aumento da FR).

Dor Aguda, relacionada com… (ir a conforto prejudicado), manifestada por…


(maxilares/punhos contraídos, agitação, ansiedade, irritabilidade, gemidos, postura
incomum, inactividade/imobilidade física, problemas de concentração, mudanças de
padrão de sono, medo de uma nova lesão, retrai-se ao ser tocado, feições contraídas,
náuseas/vómitos).
Objectivo: O indivíduo deve manifestar alívio de dor.
Intervenções: Explicar à pessoa as causas da dor e por quanto tempo esta se prolongará.
Explicar (se necessário realizar) os testes de diagnóstico, procedimentos, etc.
Proporcionar informação correcta e clara para reduzir as dúvidas/medos da pessoa (face
ao tratamento, problema, intervenções, etc). Certificar a aceitação da pessoa da resposta
à dor. Explicar as razões pelas quais a pessoa pode apresentar mais ou menos dor.
Estimular a família a participar e compartilhar as suas preocupações, e a apoia a pessoa.
Proporcionar à pessoa oportunidade para repousar (bom ambiente, ruídos reduzidos).
Avaliar junto da família o uso de terapêuticos juntamente com outros métodos de alívio
da dor. Ensinar alguns métodos não-invasivos que possam causar
distracção/relaxamento à pessoa durante a dor aguda (massagem, banho morno, música,
técnicas de respiração). Estimulação Cutânea (bolsa de agua quente/gelo, banho morno,
toalhas frias, lençol eléctrico). Proporcionar o alivio da dor com analgésicos se
prescritos (retomar passado 30 minutos depois de administrar para avaliar a eficiência).
Proporcionar ao indivíduo oportunidade de expressar medos, raiva, frustrações.

Dor Crónica, relacionado com… (ver no conforto prejudicado, por ex. traumatismo
tecidular), secundário a… (distúrbios músculo-esqueléticos como artrites e fracturas
como a coxo-femural) de manifestada por… (verbalização de dor devido à permanência
prolongada numa posição, agitação, fadiga, ansiedade, depressão, irritabilidade,
inactividade/imobilidade física, aparência abatida, esfregar a parte dolorosa,
inquietação, auto-concentração, tensão muscular/esquelética, diminuição da libido).
Objectivo: O indivíduo deve relatar uma melhoria da dor (regressão ou mesmo
ausência) e aumento da actividade diária.
Intervenções: (ver também na dor aguda). Avaliar SV antes de qualquer mobilização ou
transferência. Avaliar as características da dor verbalizadas pelo utente (localização,
intensidade, duração). Proporcionar momentos de repouso e descanso durante o dia (de
modo a atenuar a dor). Levar o utente a expressar os seus sentimentos face à dor que
sente. Averiguar os efeitos da dor crónica sobre a vida da pessoa (trabalho, desempenho
de responsabilidades, interacções sociais, finanças, unidade familiar, cognição/humor,
actividade de vida diária – sono, apetite, mobilidade, sexo). Proporcionar o alivio da dor
com analgésicos se prescritos (retomar passado 30 minutos depois de administrar para
avaliar a eficiência), estar atento a efeitos secundários. Esclarecer o utente acerca da
complexidade da sua dor (causas, possíveis tratamentos, efeitos secundários), de acordo
com o estado de espírito do utente. Dispor ao utente/família as varias modalidades de
tratamentos possíveis (terapia de grupo, terapia familiar, hipnose, acunpultura,
estratégias cognitivas). Tentar abstrair o utente da dor, de acordo com as actividades de
lazer que mais o agradam. Averiguar junto do utente o sofrimento causado pela
experiência de dor (perda de apetite, sono interrompido, menor resistência, medo,
ansiedade, dificuldade de concentração, diminuição dos relacionamentos sociais e
sexuais). Averiguar a eficácia da combinação das técnicas físicas, psicológicas e

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farmacológicas. Promover técnicas de relaxe que promovam o conforto do utente
(massagens, banhos, exercícios de amplitude, exercícios de fortalecimento muscular).

--» No caso de Fractura Coxo-Femural: Colocar o colete lombar de estabilização da


coluna lombar, ajustando-o de acordo com a preferência e conforto do utente. Utente em
pé, o colete posicionado abaixo da região das omoplatas ficando exposta a região
mamária. Se conseguir a utente aperta o colete, ou os colchetes que conseguir, na
posição mais ajustada. Deitamos o utente em decúbito dorsal e apertamos os restantes
colchetes. Ao levantar o utente verbaliza se se sente confortável ou não. No final do
turno coloca-se algodão na parte superior do colete de forma a proporcionar maior
conforto possível ao utente.

Confusão (aguda), relacionado com… (1. hipoxia cerebral ou distúrbio no metabolismo


cerebral; 2. tratamentos), secundário a…(1. desidratação, acidose/alcalose, hiper ou
hipocaliémia, hiper ou hiponatremia, deficiência de vitamina B, Anemia, deficiência de
magnésio, arritmias, EAM, Insuficiência Cardíaca, artrite temporal, DPOC,
Tuberculose, Pneumonia, Embolia Pulmonar, Meningite, Infecção Urinária,
Hipotireoidismo, Insuficiência Hepática/renal, Alzheimer, Tumor, Traumatismo
Craniano, Parkinson; 2. Cirurgia, anestesia geral, diuréticos, digitálicos, opiáceos,
abstinência do álcool/sedativos/drogas) manifestado por.. (distúrbios: consciência,
atenção/concentração, percepção, memória, orientação, raciocínio; agitação,
incoerência, episódios de delírio, etc)
Objectivo: episódios diminuídos de delírio.
Intervenções: Identificar a causa/contribuintes, estudo diagnóstico completo
(hemograma, analise urina, vitaminas, ionograma, ECG, Raio X crânio e tórax,
tomografia, avaliação psiquiátrica); promover a comunicação para a contribuição do
senso de integridade da pessoa, educar familiares e prestadores de cuidados em relação
à situação, falar lentamente com tom baixo, prestar atenção ao que a pessoa verbaliza,
estimulo sensorial (mater a pessoa orientado no tempo e espaço, estimular a família a
trazer objectos significativos).

Confusão Crónica, relacionado com… (1. degeneração progressiva do cortéx cerebral;


2. Distúrbio metabólico cerebral) secundária a… (1. doença de Alzheimer, DMI; 2.
doença neurológica degenerativa, HIV, Tumor, Insuficiência cardíaca, cirrose,
Insuficiência renal, DPOC, etc), manifestada por… (perdas de memória, perdas de
sentido de tempo/espaço, incapacidade de tomar decisões/fazer escolhas, percepção
alterada, perda de capacidade de linguagem, julgamento deficiene, comportamento
violento/agitado, etc)
Objectivo: participar no nível máximo de independência.
Intervenções: promover o sentido de integridade adaptar a comunicação ao nível de
capacidade da pessoa, evitar tom condescendente, repetição para melhor compreensão,
usar o toque, usar contacto visual(expressões; estimular o utente (terapia musical,
sensorial, recreacional – artes e trabalhos manuais…)…

Isolamento Social, relacionado com… (1. medo de rejeição; relacionado com


tratamento, com morte de pessoa significativa, divórcio aparência, mudança para outra
cultura, etc), secundário a… (1. obesidade, cancro, deficiências físicas, deficiências
emocionais, doenças contagiosas, doenças psiquiátricas, pobreza…), manifestado por…
(sentimentos de inutilidade, de rejeição, diminuição da actividade, aparência deprimida,
falta de relações significativas…).

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Nutrição desequilibrada (mais que as necessidades corporais), relacionado com…
(padrões de saciedade alterados; diminuição da sensação de paladar/olfacto, 1.
tratamento; falta de conhecimento; padrão de actividades diminuído/sedentário),
secundário a… (1. medicação, radiação), manifestado por… (excesso de peso,
obesidade, sedentarismo, etc).
Objectivo: a pessoa deve saber reconhecer/descrever porque se encontra em risco de
ganhar pessoa (manifestar compreensão).
Intervenções: consciencializar a pessoa a respeito da quantidade/tipo de alimentos
ingeridos, estabelecer metas realistas, técnicas de modificação de comportamento
(comer em casa só, alimentos confeccionados por si; beber água antes de comer; comer
varias vezes ao dia, pequenas quantidades; alimentação saudável poli fraccionada);
programar caminhadas diárias (progredir lentamente, parar quando necessário);
encaminhar para grupos de apoio.

Nutrição desequilibrada (menos que as necessidades corporais), relacionada com…


(aumento das necessidades calorias, 1. dificuldade na ingesta de alimentos – ex.
disfagia; fadiga; 2. diminuição da absorção de nutrientes, 3. diminuição de apetite – ex.
comida do refeitório não agrada o utente, 4. vómito, 5. aumento das exigências de
proteínas/vitaminas; incapacidade de obter alimentos; incapacidade de mastigar –
dentição; má absorção), secundário a… (queimaduras, infecção, tumor, traumatismo; 1.
AVC, paralisia cerebral, doença de Parkinson, distúrbios neuromusculares, 2. doença de
Crohn, fibrose cística, intolerância à lactose; 3. nível de consciência alterado, 4.
anorexia, 5. cirurgia, medicamentos, fractura maxilar) manifestada por… (peso abaixo
do ideal, fraqueza muscular, irritabilidade/confusão mental, etc).
Objectivo: Que o utente se conscienlize da importância da nutrição adequada. Que o
idoso deve ingerir as exigências nutricionais diárias, de acordo com o seu nível de
actividade e necessidades metabólicas.
Intervenções: Explicar a importância da nutrição adequada (alimentos saudáveis, pobres
em gordura, realizar varias refeições por dia, pequenas quantidades). Negociar com o
utente as metas de ingestão em cada refeição. Ensinar e proporcionar ao utente temperos
para ajudar a melhorara o sabor e o aroma dos alimentos. (Reduzindo/eliminando os
odores nauseantes). Pesar-se diariamente. Manter a boa higiene oral antes e depois da
ingestão de alimentos. Avaliar a capacidade do utente para obter e preparar os alimentos
(dar a conhecer os recursos comunitários disponíveis). Avaliar as características da pele
e mucosas. Monitorar resultados laboratoriais.

No caso de SNG, também…: Verificar se a alimentação está adequadamente passada e


validar o seu estado. Validar a localização da SNG. Verificando se o utente não
apresenta estase e se está a tolerar a alimentação. Consultar o nutricionista. Oferecer
pequenas refeições frequentes, para reduzir a sensação de estômago vazio.

Deglutição prejudicada, relacionada com… (1. diminuição/ausência do reflexo de


regurgitação, dificuldade de mastigação; tumores traqueoesofágicos, edema; tratamento;
esofagite, diminuição de consciência, diminuição de saliva, fadiga, distração, etc),
secundária a… (1. distúrbio neurológico/muscular, AVC, paralisia cerebral, distrofia
muscular, Parkinson; radioterapia, anestesia), manifestada por… (sufocamento,
observação de dificuldade em deglutir, tosse pós ingesta de alimentos, etc.). Objectivo:
O utente deve manifestar uma melhoria na capacidade de deglutição.

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Intervenções: verificar estado de alerta/consciência de pessoa antes de proceder à
alimentação, verificar se tem reflexos de tosse/regurgitação/deglutição (com a própria
saliva), ter equipamento de aspiração/oxigenação disponível e funcionante, sentar a
pessoa em fowler ou semi-fowler (15 minutos antes da alimentação pa ver a tolerância,
e após), iniciar com pequenas quantidades de alimento e evoluir lentamente (colher de
café, depois chá, etc.), prevenir secreções espessas; para pessoas com cognição
prejudicada manter estímulos externos durante a alimentação, estimular a pessoa a
concentrar-se na tarefa de deglutição, observar a deglutição e o esvaziamento da boca,
dar sólidos e líquidos separadamente, fazer ensinos à família.

Dentição prejudicada, manifestada por… (cáries, próteses desajustadas, perda de dentes,


dores, desalinhamento dos dentes, estado dos dentes/próteses, fracturas, erosão, etc).

Padrão de Sono Alterado, relacionado com… (1. despertar frequente; 2. tratamento; 3.


sono excessivo durante o dia; 4. hiperactividade; depressão, dor, rupturas de estilo de
vida, medos, etc; distúrbios respiratórios), secundário a… (1. angina, diarreia,
obstipação, incontinência, retenção, disúria, distúrbios hepáticos, distúrbios
respiratórios, distúrbios circulatórios; 2. gesso, dor, terapia endovenosa; 3. medicação –
tranquilizante, sedativos, antidepressivos, corticoides, etc; 4. transtorno bipolar,
ansiedade, deficit de atenção), manifestado por… (dificuldade em adormecer, ou em
permanecer a dormir, sonolência durante o dia, alterações de humor, tosse produtiva,
fadiga durante o dia/ao acordar, agitação, etc)
Objectivo: O utente deve manifestar/verbalizar equilíbrio entre o repouso e actividade.
O utente deve mostrar-se consciência da importância do sono.
Intervenções: Proporcionar momentos de descanso durante o dia, reduzindo os ruídos.
Manter um ambiente agradável no quarto. Limitar os líquidos nocturnos. Manter um
horário regular para dormir e acordar. Urinar antes do recolher. Estabelecer actividades
diurnas. Limitar horário de sono durante o dia se excessivo, averiguar junto à família os
hábitos de descanso. Limitar bebidas com cafeína, evitar álcool (explicar os efeitos
deste sobre o sono – pesadelos, despertares frequentes), manter horário regular
(deitar/levantar). Ensinar ao utente que pode elevar o plano superior da cama para se
sentir mais confortável.

Memória Prejudicada, relacionada com… (1. mudança do SNC; 2. redução da


qualidade/quantidade info processada; deficiências nutricionais, tratamento, consumo de
álcool, falta de motivação, 3. dificuldade de concentração), secundária a… (1. lesão,
doença cerebral degenerativa, traumatismo craniano, AVC; 2. deficits visuais, deficit
auditivo, fadiga, nível educacional; depressão; 3. stress, distração, falta de estimulação
intelectual, dor, transtorno de sono), manifestada por… (incapacidade de: lembrar
informações factuais, eventos recentes ou passados, desempenhar habilidades antes
aprendidas, etc).
Objectivo: o indivíduo deve comunicar aumento da satisfação com a memória.
Intervenções: corrigir informações erradas, auxiliares de memória (escrever o necessário
para lembrar), usar alarmes, lugares específicos para objectos específicos (chaves no
chaveiro), colocar lembretes, fazer associações de nomes e respectivas imagens mentais,
não ter pressa, encorajar a pessoa a compartilhar preocupações (quanto aos problemas
de memória), explicar que a memória recente pode declinar com o envelhecimento,
explicar que os auxiliares de memória podem melhorar a memorização.

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Integridade da Pele Prejudicada, relacionado com… (1. inflamação/alterações
dermatológicas; 2. diminuição da perfusão de sangues e nutrientes; Tratamento;
Imobilidade prejudicada; Trauma mecânico; 3. Irritantes mecânicos; Trauma químico;
4. Irritantes ambientais; cueca protectora 5. hábitos pessoais inadequados; estrutura
corporal frágil), secundário a… (1. alterações auto-imunes -» lúpus, escleroderma;
alterações metabólicas/endócrinas -» diabetes, hepatite, icterícia, cancro, cirrose,
insuficiência renal, disfunção da tiróide; bacteriana, viral ou fúngica; 2. envelhecimento,
sequelas de AVC, diabetes, anemia, obesidade, desidratação, alterações vasculares
periféricas, edema, distúrbios cardiopulmonares, desnutrição, alterações alimentares,
arteriosclerose, hipertermia, etc; 3. imobilizadores, almofadas, adesivos, sondas,
cateteres urinários próteses, etc; 4. temperatura, parasitas, picadas, queimaduras solares,
inalantes, etc; 5. higiene geral/oral, alimentação, sono), manifestada por… (manchas,
eczema, eritema, edema, prurido, úlceras de pressão, mucosa seca, lesão
primária/secundaria, rupturas de tecidos epidérmicos e dérmicos)

--» Idoso: Associado a pele seca e fina e/ou vascularização diminuída da pele,
secundário ao processo de envelhecimento (e sequelas de AVC), manifestado por
alterações da pele (úlceras de pressão).
Objectivos: A pessoa deverá apresentar cicatrização progressiva do tecido. (Risco para
Integridade da Pele alterada: A pessoa deve manifestar uma boa integridade cutânea,
pele livre de úlceras de pressão). Que o utente se conscientalize da importância da
hidratação dos membros inferiores.
Intervenções: Identificar o estádio do desenvolvimento da úlcera de pressão (I – Eritema
com pele íntegra sem despigmentação; II – Ulceração da epiderme ou derme; III –
Ulceração envolvendo a gordura subcutânea; IV – Ulceração extensa atingindo a
estrutura músculo-esquelética ou e apoio). Vigiar e registar características da pele e
mucosa monitorizando alterações que possam ocorrer. Avaliar a situação da úlcera
(tamanho, profundidade, etc). Lavar a área avermelhada com sabonete simples e
enxugar/secar muito bem. Massajar a pele saudável em torno da área lesada para
estimular a circulação. Colocar calcanheiras de prevenção, ou gaiola na região dos
membros inferiores, para aliviar a pressão exercida pelos cobertores. Proteger a
superfície saudável. Aumentar ingesta de proteínas (ver nível da albumina sérica).
Promover uma maior ingestão de líquidos para a hidratação adequada, verificar os
líquidos eliminados (BH). Elaborar um plano para o controle de úlceras de pressão,
manter ingesta de líquidos suficiente para um hidratação adequada, encorajar a fazer
exercícios (mesmo no leito). Alternar decúbitos de 2 em 2h. Fazer ensinos aos
cuidadores. Proporcionar momentos de descanso com elevação dos MI (se não estiver
contra-indicado). Estimular a deambulação em caminhadas curtas e frequentes pela
instituição.
- Aplicar Halibut® na região inguinal, escroto, sulco intra-nadegueiro e na região da
face externa do 1/3 da tíbia direita, onde apresentava perda da espessura da pele.
Aplicar creme hidratante ATL® nos membros inferiores e massajar delicadamente para
estimular a circulação.

EXEMPLO: Risco de Integridade da Pele Prejudicada, relacionada com o uso da cueca


protectora. Intervenções: Fazer ensinos à utente da importância da lavagem das mãos
(antes e após a realização de cada cuidado de higiene). Validar que o utente compreende
a importância dos ensinos e que os coloca em prática. Demonstrar à utente como deve
realizar a sua higiene perineal: - lavar com água à temperatura ambiente ou morno; -

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higiene no WC usar água corrente; - utilizar sabão com pH neutro (para não destruir a
flora vaginal); - realizar a higiene sempre da frente para trás (de modo a evitar a
proliferação de microrganismos); - secar muito bem; - após a higiene, hidratar a região
perineal com vitamina A (para prevenir a maceração); - realçar a importância de se
realizar esta higiene ao mudar a cueca protectora com urina/fezes; - evitar o contacto da
pele com a urina (para evitar o desenvolvimento de possíveis infecções); - monitorizar
sinais e sintomas de infecção (calor, turgor, rubor, dor, febre, calafrios); - vigiar a
integridade da pele.

Mucosa Oral Prejudicada, relacionada com… (1. Inflamação; 2. tratamento; 3. Irritação


mecânica; 4. Irritantes Químicos; 5. Traumatismos mecânicos; desnutrição;
desidratação; higiene oral inadequada, salivação diminuída), secundária a… (1.
diabetes, tumor oral, infecção, doença periodontal; 2. radiação, esteróides,
medicamentos antineoplásico; 3. entubação endotraqueal ou SNG; 4. alimentos ácidos,
drogas, tabaco, álcool, agentes nocivos; 5. Dentes/prótese partida, próteses dentárias
mal ajustadas), manifestada por… (xerostomia, tumor oral, lesão oral, edema, gengivite
hemorrágica, secreção purulenta, mudança no paladar, mucosa oral lesionada)
Objectivo: Que o utente se mostre consciente da importância da realização da higiene
oral. O utente deve apresentar integridade da cavidade/mucosa oral.
Intervenções: Explicar a importância da higiene oral diária. Avaliar habilidades do
utente para realizar a higiene oral. Cuidados orais correctos (remover e limpar
diariamente as próteses dentárias. Escovar os dentes após as refeições, ao levantar e ao
deitar. Observar a cavidade oral, verificando o estado da mesma. Explicar a importância
de realizar uma vigilância dentária periódica, avaliar os métodos da pessoa e/ou
habilidade para realizar a sua higiene oral (realizar ensinos se necessário). observar a
boca para despistar possíveis lesões, inflamações e sangramentos excessivos), realizar
higiene oral na pessoa inconsciente, identificar as pessoas com maior risco de alteração
das mucosas (para prevenir), evitar soluções de limpeza com álcool, ensinar ao
utente/família os factores que contribuem par o desenvolvimento e protecção da
estomatite, explicar factores de risco relacionados com a idade, explicar o efeito de
alguns medicamentos, determinar a existência de alguma barreira aos cuidados de
higiene oral (financeiros, etc.).

Volume de Líquidos Deficiente, relacionado com… (1. eliminação urinária excessiva;


2. aumento da permeabilidade capilar; 3. perdas; vómitos/náuseas; 4. falta de motivação
para ingestão de líquidos; dieta; calor; 5. dificuldade em deglutir; perdas excessivas por
drenos ou cateteres; ingesta insuficiente de acordo com o clima ou actividade da pessoa,
uso excessivo de laxantes, 6. aumento da vulnerabilidade), secundário a… (1. diabetes;
2. queimaduras; 3. febre, aumento do metabolismo, secreão anormal, diarreia; 4.
depressão, fadiga; 5. dor ou fadiga; 6. diminuição da reserva de líquidos e da sensação
de sede), manifestado por… (urina concentrada, sede, náuseas, anorexia, sódio
aumentado, oligúria ou poliúria, pele e mucosas secas, ingestão insuficiente, BH
negativo)
Objectivo: O indivíduo
Intervenções: aumentar a ingesta de líquidos até satisfazer as necessidades metabólicas;
identificar factores de risco; identificar preferências/gostos do utente; planear objectivos
de ingestão diários; certificar que o utente compreendeu a importância de manter uma
hidratação adequada; fazer registo de líquidos ingeridos, eliminação urinária e peso
diário; monitorizar; ver os níveis de electrólitos séricos; ensinar a monitorizar o grau da
hidratação através da coloração da urina.

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EXEMPLO: Risco de Desequilíbrio do Volume de Líquidos, relacionado com possíveis
efeitos secundários da terapêutica medicamentosa (nomeadamente um diurético, Lásix).
Intervenções: Controlar o BH vigiar as características da urina (cheiro, quantidade, cor,
presença de sedimentos) e fezes (cheiro, quantidade, cor e consistência). Aumentar o
aporte de líquidos de acordo com os gostos do utente (chá, água e sumo de laranja)
tendo em conta a restrição médica. Esclarecer o utente sobre os efeitos secundários do
Lásix, pois este pode produzir desidratação. Observar a existência de possíveis sinais de
desidratação (pele seca, mucosas desidratadas, xerostomia, diminuição da sensação de
sede). Explicar ao utente que com o processo de envelhecimento é normal existir uma
diminuição da sensação de sede.

Volume de Líquidos Excessivo, relacionado com… (1. comprometimento dos


mecanismos reguladores; 2. aumento da pré-carga, diminuição do débito cardíaco; 3.
hipertensão, diminuição da pressão oncótica, retenção de sódio; 4. retorno venoso
prejudicado; 5. Tratamento da retenção de sódio; ingesta excessiva de sódio/líquidos;
baixa ingesta de proteínas; 6. estase venosa; 7. retorno venoso prejudicado; Aumento da
vulnerabilidade), secundário a… (1. insuficiência renal aguda/crónica; 2. EAM,
Insuficiência Cardíaca, Arritmias/Taquicardia; 3. doença hepática, cirrose hepática,
cancro ou ascite; 4. trombose, veias varicosas, doença vascular periférica, imobilidade,
flebite; 5. terapia de corticosteróides; 6. imobilidade, permanência excessiva de pé ou
sentado; 7. resistência periférica aumentada e diminuição da eficiência das válvulas),
manifestado por… (falta de ar, aumento de peso, edema, pele distendida e brilhante, BH
positivo, sinal de Godé)
Objectivo: O utente deve referir estar elucidado sobre a importância do seu estado. O
indivíduo deverá apresentar redução de edema (especificar local).
Intervenções: No caso de edema – monitorizar a pele quanto a sinais de ulceração.
Lavar dobras da pele e secar com cuidado (ensinar o utente a lavar essa área e a
enxaguar/secar completamente). Alternar decúbitos. Elevar o plano inferior da cama
caso não haja contra-indicação (de modo que os MI fiquem acima do nível do coração).
Evitar usar meias apertadas e cruzar as pernas (devido aos problemas circulatórios).
Proteger a pele edemaciada contra lesões, aplicando cremes hidratantes e massajando
(para estimular a circulação de retorno). Estimular a deambulação em caminhadas curtas
e frequentes pela instituição. Vigiar e registar características da pele e mucosa
monitorizando alterações que possam ocorrer. Averiguar a ingesta/hábitos alimentares e
de ingesta de líquidos. Promover uma maior ingestão de líquidos para a hidratação
adequada, verificar os líquidos eliminados (BH). Averiguar histórico do utente (doenças
circulatórias, etc). Fazer ensinos (atenção ao níveis de sódio presentes nos alimentos –
ver rótulos; evitar enlatados e congelados; alimentos pobres em sal).

Risco de Função Respiratória Prejudicada, relacionado com… (1. presença de secreções


excessivas/espessas; 2. imobilidade, estase de secreções e tosse ineficaz; 3. Tratamento
à imobilidade; Tratamento à inexistência do reflexo de tosse; diminuição do O2
inspirado; 4. Imobilidade, exposição a fumo, frio), secundário a… (1. infecção, fibrose
cística, Influenza; 2. doença do sistema nervoso, depressão do SNC, AVC, quadriplegia;
3. anestesia geral, ou espinal; 4. cirurgia, trauma, dor, medo, ansiedade, fadiga,
deficiência cognitiva/perceptiva).
Objectivo: A pessoa deve manifestar função pulmonar máxima.

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Intervenções: ensino de exercícios respiratórios, encorajar o utente a realizá-los,
incentivar a deambulação, aumentar a actividade gradualmente, auxiliar o utente a
posicionar-se, estar atento aos sinas de fadiga, dispneia (SV, sons respiratórios).

Desobstrução ineficaz das Vias Aéreas, manifestado por… (sons respiratórios anormais,
frequência, ritmo, profundidade, incapacidade de remover as secreções, tosse ineficaz
ou ausente).

Padrão Respiratório Ineficaz, relacionado com… (mesma que no risco de função


respiratória prejudicada), manifestado por… (ortopnéia, taquipneia, hiperventilação,
respiração disrítmica, hiperpneia) Objectivo: O utente manifeste uma frequência
respiratória eficaz e melhore as trocas gasosas. Intervenções: diminuir a ansiedade
(apoiar a pessoa, acalmá-la, permanecer junto dela), incentivar a pessoa a respirar lenta
e calmamente, explicar à pessoa que pode aprender a superar a hiperventilação por meio
de controlo da respiração.

Troca de Gases Prejudicada, relacionada com… (ver no risco de respiração


prejudicada), manifestado por… (confusão/agitação, dispneia por esforço, cianose,
fadiga, etc).

Risco de Infecção, relacionado com… (1. comprometimento das defesas do hospedeiro;


2. circulação comprometida; 3. Tratamento ao local de invasão; 4. maior
vulnerabilidade do idoso), secundário a… (1. HIV, cancro, diabetes, Insuficiência
Renal, Artrite, Imunodeficiência, Alccolismo, Distúrbios Hepáticos, Distúrbios
respiratórios, Distúrbios hereditários, Imunosupressão, distúrbios hematológico,
radioterapia, transplante de órgãos, terapia medicamentosa, higiene inadequada,
imobilidade, stress, desnutrição, fumo, permanência prolongada em hospital, historia de
infecção 2. linfedema, obesidade, doença vascular periférico; 3. cirurgia, diálise,
entubação, traumatismo, picadas/mordidas , lesões térmicas; 4. condição debilitada,
resposta imunológicas diminuída e doenças crónicas múltiplas ).
Intervenções: Avaliar os SV (nomeadamente a temperatura). Despistar sinais e sintomas
de infecção (dor, rubor, turgor, febre). Reforçar a importância da lavagem das mãos.
Validar se o utente compreendeu o ensino anterior. Observar as características e o
estado da pele do utente, bem como os níveis de hidrataçao. Verificar a existência do
aparecimento de possíveis sinais e sintomas de infecção urinária, sudorese intensa,
febres súbitas e altas, existência de secreções purulentas, urina turva ou com
sedimentos. Monitorizar a pele e o sistema urinário (quanto a sinais de presença de
fungos, bactérias). Incentivar o utente a verbalizar no caso de sentir alguma alteração.
Incentivar uma dieta rica em vitaminas e proteínas (para reduzir o risco de infecção).
Ter em atenção os critérios para a realização de higiene perineal. Mudar a roupa de
cama e do utente sempre que necessário. Avaliar possíveis sinais de diminuição da força
muscular, bem como alterações do estado mental (como confusão, delírio, alucinações,
agressividade, alteração de consciência). Identificar os indivíduos com maior risco de
infecção (idosos, hospitalizados). Reduzir a susceptibilidade do indivíduo à infecção
(encorajar o utente a fazer uma boa alimentação, minimizar o tempo de permanência no
hospital). O enfermeiro deve estar a tento a qualquer manifestação clínica de infecção,
fazer ensinos à família/utente quanta ás causas/riscos de contágio, comunicar no
departamento de saúde pública (no caso de doenças contagiosas). Averiguar história de
antecedentes (infecções, cirurgias, anestesias, etc), factores agravantes (obesidade,
fumo, idade superior a 65 anos, doenças subjacentes, estado nutricional, abuso de

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substâncias, medicação, etc). Reduzir a entrada de microrganismos (lavar as mãos,
realizar técnicas assépticas, medidas de isolamento). Proteger os indivíduos
imunodeficiências (limitar o numero de visitas, todos os visitantes/funcionários devem
proceder à lavagem rigorosa das mãos, restringir procedimentos invasivos, fazer ensinos
ao utente/família sobre os sinais de alerta de infecção).

Risco para Lesão, relacionado com… (1. alterações da função cerebral; 2. alteração da
mobilidade; função sensorial prejudicada – visão, audição; fadiga; hipotensão
ortostática; 3. falta de atenção a riscos ambientais; 4. Tratamento; gesso/muletas,
bengala, andarilhos; diminuição/perda de memória; reflexo vagal, 5. perigos
domésticos; uso inapropriado de equipamentos auxiliares; história de acidentes),
secundário a… (1. hipoxia, vertigem; 2. amputação, Parkinson, AVC, perda de membro,
deambulação instável; 3. confusão, hipoglicémia, depressão, desequilíbrio electrolítico;
4. sedativos, vasodilatadores, hipertensores, diuréticos; 5. iluminação inadequada, piso
derrapante, escadas, calçado inapropriada, más acessos a sanitários/banheira).
Objectivo: O indivíduo deve verbalizar diminuição do número lesões, e do medo de
sofre-las.
Intervenções: incentivar a pessoa a solicitar auxílio, fazer ensinos acerca do uso
apropriado de auxiliares de marcha, usar calçado adequado (bem ajustados), manter os
espaços iluminados, manter a cama mais baixa durante a noite, eliminar potenciais
causas de acidentes (tapetes soltos, pisos encerados,), providenciar superfícies aderentes
na banheira/chuveiro, providenciar barras de apoio (nos sanitários), providenciar
corrimões nos corredores/escadas, grades laterais na cama se necessário, disponibilizar
urinol, medir regularmente a tensão, ensinar técnicas para redução da hipotensão
ortostática (mudar lentamente de posição, repousar inclinado não deitado, evitar
permanecer de pé longos períodos), evitar desidratação e vasodilatação (banhos
quentes), ensinar a realizar exercícios que aumentem a força e flexibilidade, fazer
exercícios para fortalecer os tornozelos, fazer caminhadas com alguém a acompanhar
(10 minutos), ir ajustando os exercícios à capacidade da pessoa.

Risco para Desequilíbrio da Temperatura Corporal, relacionada com… (1. controlo da


temperatura prejudicado; 2. diminuição da circulação; capacidade se transpiração
diminuída; 3. Tratamento/efeitos de resfriamento; 4. Ambiente/efeitos de resfriamento;
5. regulação ineficaz da temperatura), secundária a… (1. coma, PIC, tumor
cerebral/encefálico/hipotalamico acidente vascular encefálico, infecção/inflamação; 2.
anemia, doença vascular periférica, doença neurovascular; 3. diálise, sala cirúrgica,
cobertor de resfriamento; 4. roupa inapropriada, consumo de álcool,
desidratação/desnutrição, exposição a frio, chuva, neve; 5. extremos de idade – idoso,
recém-nascido).

Termorregulação Ineficaz, relacionado com… (factores ambientais – oscilações de


temperatura, metabolismo basal diminuído, actividade diminuída, artigos quentes/frios,
habitação inadequada, superfícies do corpo molhadas, roupa inadequada para o clima; 1.
regulação compensatória metabólica limitada), secundária a… (1. idade).
Objectivo: A pessoa deverá apresentar uma temperatura dentro dos parâmetros normais.
Intervenções: Avaliar SV (principalmente a temperatura, que deve ser avaliada duas
vezes, no inicio e fim do turno). Controlar a temperatura ambiental (manter
portas/janelas fechadas). Adequar o vestuário e roupa de cama à estação do ano a às
necessidades da pessoa. Estar alerta a possíveis existências de sinais e sintomas de
Hipertermia (sudorese intensa, perdas de apetite, cefaleias, pele quente ao toque,

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fraqueza, fadiga, taquicardia) e de Hipotermia (palidez, sonolência, confusão,
bradicardia, agitação). Aumentar o aporte de líquidos (de forma a hidratar o utente).
Explicar as mudanças relacionadas com a idade que interferem na termorregulação (frio
– causa vasoconstrição, diminuição do débito cardíaco, diminuição do tecido
subcutâneo, demora e diminuí os tremores; calor – demora e diminui a transpiração);
explicar que essas mudanças podem distorcer a percepção da temperatura ambiental;
verificar até mínimas elevações de temperatura (nos idosos).

Hipertermia, relacionada com… (1. Tratamento da capacidade reduzida de transpirar; 2.


situação ambiental - exposição ao sol/calor, roupa inapropriada para o clima, falta de
condições para comprar aparelhos refrigerantes – ar condicionado; 3. diminuição da
circulação; hidratação insuficiente em momentos de actividade; 4. regulação ineficaz da
temperatura), secundária a… (1. medicamento; 3. extremos de peso, desidratação; 4.
idade) manifestada por… (sudorese, temperatura oral superior a 37,8 º C, mal-estar,
fadiga, fraqueza, pele ruborizada, tremores, taquicardia, pele quente ao toque, dores
especificas ou generalizadas -cefaleias, perda de apetite).
Objectivo: O utente deverá manter a temperatura corporal.
Intervenções: explicar à pessoa a importância de manter uma ingesta de líquidos
adequada de modo a prevenir a desidratação; monitorizar as entras e saídas; verificar se
a roupa se adequa ao ambiente/clima ou actividade planejada; explicar a necessidade de
aumentar de ingesta de líquidos em períodos de exercício ou em altas temperaturas;
recomendar a reposição de líquidos para actividades moderadas no verão; explicar a
necessidade de evitar o álcool, cafeínas a refeições pesadas em climas quentes; ensinar a
pessoa a proteger-se usando roupas mais folgadas, chapéu ou guarda-sol; evitar
actividades entre as 11h e as 14h; tomar banhos frios várias vezes durante o dia nesses
períodos de maior calor (sem sabão); alertar a pessoa para sinas precoces de hipertermia
ou insolação (pele ruborizada, cefaleia, fadiga e perda de apetite).

Hipotermia, relacionado com… (exposição ao frio, à chuva, à neve ou vento, uso de


roupas inapropriadas para o clima, incapacidade de pagar um abrigo ou calefação; 1.
diminuição da circulação; 2. regulação ineficaz da temperatura), secundário a… (1.
extremos de peso, consumo de álcool, desidratação, inactividade; 2. idade), manifestada
por… (pele fria, temperatura rectal abaixo de 35,5ªC, palidez moderada, tremores leves,
confusão mental, sonolência, agitação, pulso e FR diminuídos, desnutrição, caquexia)
Objectivo: O indivíduo deve manter a temperatura corporal dentro dos parâmetros
normais.
Intervenções: ensinar o utente a evitar a exposição prolongada a ambiente frio; explicar
a importância de utilizar chapéu, luvas, meias e sapatos quentes, para prevenir a perda
de calor; aconselhar a pessoa a limitar as saídas quando se verificarem temperaturas
muito baixas; adquirir cobertas quentes/acolchoado para a cama; aconselhar a pessoa a
usar roupa justa por baixo para prevenir a perda de calor; consultar junto da assistente
social fontes de ajuda financeira/roupas quentes e cobertores; alertar a pessoa quando ao
aparecimento de sinas precoce de hipotermia (pele fria, palidez, despigmentação,
vermelhidão); explicar a necessidade de ingerir 8 a 10 copos de água por dia; explicar a
necessidade de evitar o álcool; aconselhar a usar mais roupas pela manhã, quando o
metabolismo se encontra no ponto mais baixo; explicar á família que os idosos são mais
vulneráveis à perda de calor).

Risco de Disfunção NeuroVascular Periférica, relacionada com… (1. volume


aumentado de uma das extremidades; 2. aumento da filtragem capilar; 3. atadura

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restritiva; 4. Tratamento de aumento do volume; 5. Tratamento do aumento da filtração
capilar; 6. Tratamento d atadura restritiva), secundário a… (1. sangramento – ex.
lesão/fractura, distúrbios na coagulação, obstrução/acumulação venosa, obstrução
arterial; 2. traumatismo, queimaduras graves, hipotermia, reacção alérgica, picadas
venenosas, síndrome nefrótica; 3. queimaduras circunferenciais das extremidades,
pressão excessiva; 4. infiltração da infusão endovenosa, movimentação excessiva,
prótese deslocada, obstrução do sistema de drenagem do ferimento; 5. substituição total
do joelho ou quadril; 6. torniquete, gesso, aparelho, contenção, calças antichoque,
tracção excessiva, talas com ar, fecho prematuro ou apertado).
Objectivo: O indivíduo deve verbalizar melhoria na sensibilidade periférica ou no
movimento.
Intervenções: avaliar o estado neurovascular a cada hora (nas primeiras 24h,
comparando o membro afectado com o não afectado), verificar pulsos periféricos,
temperatura e cor da pele. No caso de ser um membro superior lesado: ver a capacidade
de hiperextensão dos polegares, pulsos e restantes dedos; abdução dos dedos; verificar a
sensibilidade (aplicar pressão). No caso dos membros inferiores lesionados: ver a
capacidade de dorsiflexão do tornozelo e extensão dos dedos; flexão plantar do
tornozelo e dedos dos pés; averiguar a sensibilidade. Pedir ao utente que verbalize
qualquer sensação incomum (como formigueiro, dormência, dor ao estender o membro,
capacidade de mobilidade diminuída); reduzir o edema (elevar o membro se possível,
aplicar saco de gelo, monitorizar a secreção dos ferimentos, manter o sistema de
drenagem do ferimento desobstruído; notificar o médico quando necessário; promover a
cicatrização do membro (hidratar para maximizar a circulação, monitorizar aparelho de
tracção, talas ou ligaduras/meias de contenção quanto á pressão sobre vasos/nervos,
estimular exercícios de amplitude de movimento das partes não afectadas); alertar a
família/utente para comunicarem caso se observe alguns sintomas (dor, dormência,
edema, despigmentação da pele, paralisia ou movimento reduzido, extremidades pálidas
e frias, cheiro fétido).

Actividade de Recreação Deficiente, relacionado com… (1. dificuldade em


aceder/participar das actividades de lazer; 2. Tratamento; comportamentos sociais
insatisfatórios, falta de companheiro/amigos, ambiente monótono, confinamento, falta
de motivação; 3. Factor ambiental que dificulta a participação nas actividades; 4. Idosos
- dificuldade em aceder/participar das actividade), secundário a… (1. doença
contagiosa, dor; 2. imobilidade, isolamento; 3. horas excessivas de trabalho, falta de
tempo, mudança de carreira, filhos, incapacitação, percepção sensorial diminuída,
múltiplos papeis; 4. deficits sensoriais, falta de transporte, medo, falta de grupos sociais,
confusão, finanças limitadas), manifestado por… (hostilidade, baixa afectividade,
bocejos/desatenção, linguagem corporal, inquietação, perda ou aumento de peso,
expressão de sentimentos/pensamentos desagradáveis, falta de paciência).
Objectivo: O utente deve verbalizar ter participado em pelo menos uma actividade de
lazer por dia.
Intervenções: Estimular a motivação, mostrando interesse e incentivando-o a partilhar
sentimentos e experiências. Escutar activamente o utente, mostrando-se disponível e dar
apoio. Variar a rotina diária (adequar às vontade do utente), se possível incluir o
indivíduo no planeamento do horário/rotina diária. Proporcionar material de leitura
(jornal), rádio, livros – planear com a pessoa a actividade diária. Incentivar a pessoa na
participação na terapia recreacional. Concentrar-se nas capacidades não nos deficits.

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Obstipação, relacionado com… (1. estimulação nervosa defeituosa, fraqueza muscular,
imobilidade; 2. diminuição do metabolismo; 3. resposta diminuída à urgência de
defecar; dor – hemorróidas, traumatismo; 4. diminuição do peristaltismo; 5. falência de
relaxamento do esfíncter anal; Tratamento/efeitos colaterais -» ferro, aspirina, bário,
antiácidos, alumínio, fenotiazinas, anestésicos, diuréticos, cálcio, anticolinérgicos,
narcóticos, agente anti-parkinson; efeitos da anestesia sobre o peristaltismo; uso
habitual de laxantes; 6. mucosite; 7. diminuição do peristaltismo; padrões irregulares de
evacuação; crenças culturais ou de saúde; falta de privacidade; dieta inadequada; medo
de dor rectal ou cardíaca; desvalorização; ingesta inadequada de líquidos; incapacidade
de perceber as indicações intestinais), secundário a… (1. lesão da medula, traumatismo
da medula, espinha bífida, demência, acidente vascular encefálico, derrame, doenças
neurológicas – Parkinson, esclerose múltipla; 2. obesidade, neuropatia diabética,
feocromocitoma, hipotireoidismo e hiper, urémia; 3. distúrbios afectivos; 4. hipoxia; 5.
múltiplos partos, esforço crónico; 6. radiação, 7. gravidez, imobilidade, stress,
inactividade), manifestado por… (ruídos intestinais diminuídos, esforço e dor ao
defecar, sensação de esvaziamento inadequado, sensação de pressão sobre o recto, fezes
duras e bem formadas, defecação prolongada e difícil, defecação menos de 3 vezes por
semana.
Objectivo: O indivíduo deve revelar movimentos intestinais (contínuos e satisfatórios)
pelo menos a cada 2/3 dias. Que o utente refira estar elucidado sobre a importância da
eliminação intestinal
Intervenções: Ensinar a importância de uma dieta equilibrada (estimular a ingestão de
alimentos ricos em fibras - fruta, verduras cozidas, nozes, pão e cereais integrais, frutas
secas com pele, grãos secos). Estimular ao aumento da ingestão diária de líquidos (2L
senao houver contra-indicação). Discutir as variações dos padrões intestinais
individuais. Ver junto do utente se este faz alguma medicação que possa contribuir para
o estado de obstipação. Recomendar um copo de água morna 30 minutos antes do café
da manha (estimula a evacuação). Estabelecer um horário regular para a eliminação.
Massajar a parte inferior do abdómen delicadamente (ensinar o utente a fazer o mesmo).
Explicar a importância de responder ao impulso para defecar. Monitorizar a estimulação
vagal. Explicar os perigos dos enemas e do uso de laxantes que não produzem bolo.
Explicar como utilizar laxantes produtores de bolo. Enfatizar as necessidades de
exercícios regulares (caminhar). Reduzir a dor rectal (aplicar lubrificante no ânus para
reduzir dor ao defecar, aplicar compressas frias na região com prurido, banhos,
amaciantes de fezes e óleos minerais, consultar o médico para o uso de anestésico local
e agente anti-séptico). Proteger a pele de contaminação (limpar, usar papel macio,
banho de assento após a defecação, aplicar protector ou lubrificantes). Iniciar a
instrução de saúde (métodos de prevenção, amaciar fezes, não ficar sentado muito
tempo, estimular a mobilizar-se frequentemente). Vigiar as características das fezes.
Registar as eliminações efectuadas. Verificar o que se encontra prescrito em S.O.S.,
comunicando ao Sr. Enfermeiro do Serviço caso não elimine a mais de três dias.

Risco do deficit no auto cuidado, relacionado com… (falta de coordenação; flacidez;


fraqueza muscular; paralisia parcial/total; atrofia; distúrbios visuais; falta ou não
funcionamento de um membro, etc; Tratamento – equipamentos externos com gesso,
talas; fadiga pós-operatório; dor; diminuição de motivação; confusão; ansiedade;
diminuição das capacidades visuais e motoras e à fraqueza muscular), manifestado
por… (Deficits ALIMENTAÇÃO: incapacidade de cortar alimentos ou abrir
embalagens, incapacidade de levar alimentos à boca. Deficits BANHO/HIGIENE:
Incapacidade ou falta de motivação para lavar-se, incapaz de obter o fornecimento de

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água, incapaz de perceber a necessidade de higiene. Deficits VESTIR: habilidade
prejudicada para colocar retirar roupa, incapaz de fechar fechos/botões, incapaz de
substituir artigos de vestuário. Deficits AUTOCUIDADO: usar telefone, aceder a
transportes, lavar e passar roupa, preparar refeições, fazer compras, controlar o €,
administrar medicamentos).
Objectivo: O indivíduo deve participar física ou verbalmente na alimentação, vestuário,
uso dos sanitários, e banho.
Intervenções: Identificar factores que causam ou contribuem (deficits visuais, cognição
prejudicada, motivação diminuída, mobilidade prejudicada, falta de conhecimento,
apoio social inadequado, regressão. Promover a participação. Promover a auto-estima e
auto-determinação. Avaliar a capacidade do utente em cada actividade de autocuidado.
Incentivar a expressão de sentimentos relacionados com os deficits no autocuidado. Em
caso de transtornos mentais – estimular a independência e participação, elogiar, auxiliar,
não substituir.

Deficit no Autocuidado Alimentação


Objectivo: O indivíduo deve demonstrar aumento na capacidade de se alimentar.
Intervenções: Respeitar a dignidade, privacidade e intimidade da pessoa.
Neutralizar/diminuir a dor, uma vez que esta vai influenciar as suas actividades diárias
(30 minutos antes da actividade), pois esta vai alterar a sensação de apetite bem como a
habilidade do utente de se alimentar. Avaliar o tipo de dificuldade que a utente
demonstra. Avaliar os seus sentimentos face a estas dificuldades. Promover a
socialização durante a refeição. Auxiliar a utente a cortar alimentos mais rígidos.
Averiguar com a pessoa/família que alimentos mais aprecia. Fazer refeições em
ambiente agradável e sem distracções. Manter a temperatura correcta dos alimentos.
Promover boa higiene oral antes e depois das refeições.

Deficit no Banho/Higiene
Objectivo: Deve desempenhar a actividade no nível ideal esperado. Comunicar a
satisfação, apesar das limitações.
Intervenções: Negociar com o utente a hora do banho, a localização (no leito, no WC) e
sua participação. Supervisionar a higiene realizada pela utente. Auxiliar na lavagem e
secagem dos MI e cabeça. Adequar a temperatura da água no gosto do utente, e manter
o banheiro aquecido. Proporcionar privacidade ao utente. Assegurar que a cadeira
higiénica se encontra travada. Providenciar todas as medidas de segurança, também
como equipamento de adaptação, conforme a necessidade. Reunir todo o material
necessário para o banho. Manter janelas e portas fechadas para evitar correntes de ar.
Acompanhar o utente na sua deslocação ao lavatório, sempre que este for realizar
higiene oral após as refeições. Verificaras instalações domésticas para o banho e em
reunir todas as adaptações necessárias.

Deficit Vestir/Despir
Intervenções: Permitir que o utente escolha uma roupa do seu agrado. Promover a
independência no vestir por meio da prática continua e sem auxilio. Auxiliar o utente a
vestir-se. Escolher roupas folgadas, com mangas e pernas largas. Permitir que o utente
se vista a seu tempo, pois pode ser uma tarefa fatigante para ele. Incentivar o utente a
vestir-se sentado. Providenciar dispositivos auxiliares para o utente se vesti.
Proporcionar privacidade ao utente.

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22. Registos
 Como encontrou o doente (relação com o dia anterior):
 Pele e mucosas
 Fácies: corada - hidratada
 Olhos/pupilas: reflexo – tamanho
 Extremidades
 Sinais vitais
 Colaborante, calmo, desorientado
 Dormiu ou não – duração, horário, dependência de fármacos
 Avaliação dos SV
 Avaliação psicomotora – comportamento e percepção do utente
 Higiene e conforto:
 Posicionamentos – limitações, restrições, equilíbrio e postura
 Banho: colaborante/não colaborante
 Respiração: dispneia/ortopneia...
 Oxigenoterapia
 Aspiração: reacções, tipo de expectoração, tipo de secreções
 Dor: tipo, local, fármacos, intervenção
 Penso: região, características, tratamento
 BM teste – hora e valores
 Colheitas de sangue e urina (para laboratório e urgência)
 Outros ECD:
 SV antes e depois
 Exame – Angiografia, TAC, Ecografia...
 Reacções
 Alimentação/hidratação:
 Frequência, variedade, restrições
 Refeições – quantidade de comida e de água
 Sonda – quantidade de líquido, tolerância, funcionante ou não, activa,
passiva, objectivo
 Soro – via, funcionante ou não, quantidade
 Terapêutica SOS (insulina, heparina...) - tipo, hora, via, surtiu efeito ou não
 Eliminação/drenagens:
 Características, frequência, depende ou não de fármacos
 Vesical: aspecto/características, cheiro, n.º micções, quantidade, retenção
ou não
 Intestinal: quantidade, características
 Algália: quantidade/débito, características, funcionante ou não
 Drenagens: passiva/activa, quantidade, características
 Enema: quantidade de água, tipo de enema, surtiu efeito ou não,
características
 Avaliação psicomotora
 Como fica o utente no final do turno

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