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FICHA FORMATIVA 4

NOME: N.O: TURMA: DATA:

Grupo I
Parte A

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1 Completa o texto, fazendo corresponder a cada uma das alíneas uma palavra ou uma data,
de modo a obteres afirmações corretas.

Luís de Camões terá nascido no ano de a) , vindo a falecer no dia b) de


junho de c) . Além de uma extensa obra lírica, escreveu Os Lusíadas, publicados no ano
de d) . Apesar de ser uma obra escrita em e) , pertence ao modo f) .
Quanto ao género literário a que pertence, classifica-se como sendo uma g) , dado que
relata os h) grandiosos de um i) ou de um j) .

2 Classifica como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações que se seguem.


(A) Quanto à estrutura externa, Os Lusíadas são constituídos por 1102 versos.
(B) As estâncias d’Os Lusíadas apresentam sempre o mesmo esquema rimático: abababab.
(C) Em relação ao número de sílabas métricas, todos os versos têm oito sílabas (decassílabos).
(D) Os Lusíadas dividem-se em quatro cantos: Proposição; Invocação; Dedicação; Narração.
(E) A Proposição, a Invocação, a Dedicação e a narração constituem a estrutura interna da obra.
(F) A Invocação diz respeito às estâncias 3 e 4 do Canto II.
(G) A narração inicia-se na estância 19 e estende-se até ao fim do Canto I.
(H) Os planos de organização da narrativa são: o da viagem de Camões à Índia; o da História de Portugal;
o Mitológico e o das Considerações acerca do «peito ilustre lusitano».
(I) O plano da viagem é denominado «plano central».
(J) O plano da História de Portugal é denominado «plano encaixado».
(K) O plano Mitológico é denominado «plano ocasional».
(L) O plano das Considerações Pessoais do Poeta é denominado «plano paralelo».
2.1 Corrige as afirmações que consideraste falsas.

Parte B
Lê o excerto d’Os Lusíadas.
19 Já no largo Oceano1 navegavam, 20 Quando os Deuses no Olimpo5 luminoso,
As inquietas ondas apartando; Onde o governo está da humana gente,
Os ventos brandamente respiravam, Se ajuntam em consílio glorioso,
Das naus as velas côncavas inchando; Sobre as cousas futuras do Oriente.
Da branca escuma os mares se mostravam Pisando o cristalino Céu fermoso6,
Cobertos, onde as proas vão cortando Vêm pela via Láctea7 juntamente,
As marítimas águas consagradas2, Convocados, da parte de tonante8,
Que do gado de Próteu3 são cortadas4, Pelo neto gentil do velho atlante9. […]
1 4 7
Oceano Índico. Cruzadas; sulcadas. estrada de Santiago.
2 5 8
Sagradas; santificadas. Morada dos deuses. Júpiter, deus dos raios e trovões.
3 6 9
Filho de neptuno, guardador dos seres marinhos. Céu estrelado. Mercúrio, mensageiro dos deuses.
Que vibra os feros raios de vulcano11,
10
22 Estava o Padre ali, sublime e dino, Num assento de estrelas cristalino,
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Com gesto alto, severo e soberano;
Do rosto respirava um ar divino, 30 Estas palavras Júpiter dizia,
Que divino tornara um corpo humano; Quando os Deuses, por ordem respondendo,
Com ûa coroa e ceptro12 rutilante, Na sentença19 um do outro diferia,
De outra pedra mais clara que diamante. Razões diversas dando e recebendo.
O padre baco20 ali não consentia
23 Em luzentes assentos, marchetados 13 No que Júpiter disse, conhecendo
De ouro e de perlas, mais abaixo estavam Que esquecerão seus feitos no Oriente
Os outros Deuses, todos assentados Se lá passar a Lusitana gente. […]
Como a razão e a Ordem concertavam14
(Precedem os antigos, mais honrados, 33 Sustentava contra ele vénus21 bela,
Mais abaixo os menores se assentavam); Afeiçoada à gente Lusitana
Quando Júpiter alto, assi dizendo, Por quantas qualidades via nela
Cum tom de voz começa grave e horrendo: […] Da antiga, tão amada, sua romana;
Nos fortes corações, na grande estrela
25 «Já lhe foi (bem o vistes) concedido, Que mostraram na terra tingitana22,
Cum poder tão singelo e tão pequeno, E na língua, na qual quando imagina,
Tomar ao Mouro forte e guarnecido Com pouca corrupção crê que é a Latina.
Toda a terra15 que rega o tejo ameno.
Pois contra o Castelhano tão temido 34 Estas causas moviam Citereia23,
Sempre alcançou favor do Céu sereno: E mais, porque das Parcas24 claro entende
Assi que sempre, enfim, com fama e glória, Que há de ser celebrada a clara Deia25
Teve os troféus16 pendentes da vitória. […] Onde a gente belígera26 se estende.
Assi que, um27, pela infâmia que arreceia,
29 «E porque, como vistes, têm passados E o outro28, pelas honras que pretende,
Na viagem tão ásperos perigos, Debatem, e na perfia permanecem;
Tantos climas e céus experimentados, A qualquer seus amigos favorecem. […]
Tanto furor de ventos inimigos,
Que sejam, determino, agasalhados17 36 Mas Marte29, que da Deusa sustentava
Nesta costa africana como amigos; Entre todos as partes em porfia,
E, tendo guarnecido a lassa18 frota, Ou porque o amor antigo o obrigava,
Tornarão a seguir sua longa rota.» Ou porque a gente forte o merecia,
De antre os Deuses em pé se levantava:
Merencório30 no gesto parecia;
O forte escudo, ao colo31 pendurado,
Deitando pera trás, medonho e irado;
LUÍS DE CAMÕES, Os Lusíadas, edição de Álvaro Júlio da Costa Pimpão e apresentação de Aníbal Pinto de Castro,
2.ª ed., Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1989.

O Nascimento de Vénus, Sandro Botticelli (1483).


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10 21

3
Júpiter, pai dos deuses. Deusa da beleza e do amor.
11 22
Filho de Júpiter e de Juno, deus do fogo. Tânger, por extensão, o norte de África.
12 23
Bastão régio, símbolo da autoridade. Epíteto (alcunha) atribuído a vénus.
13 24
Esmaltados. As três divindades que presidiam aos destinos do homem.
14 25
Determinavam. Vénus.
15 26
Alusão à conquista de Lisboa da estremadura. Guerreira.
16 27
Despojos das batalhas. Baco.
17 28
Acolhidos. Vénus.
18 29
Fatigada. Filho de Júpiter, deus da guerra. Amou vénus, de quem
19
Opinião. teve um filho: Cupido.
20
Filho de Júpiter, deus do vinho: era Senhor da Índia 30
Zangado.
31
e adorado no Oriente. Pescoço.

Responde, de forma completa e estruturada, aos itens que se seguem.

3 Situa o excerto apresentado na estrutura interna e externa d'Os Lusíadas.

4 O narrador inicia o seu relato quando a ação já está a decorrer (estância 19).
4.1 Como se designa este processo de narração característica da epopeia? Justifica a tua resposta com
elementos textuais.
4.2 Refere o plano narrativo presente na estância 19 e a sua importância para o desenvolvimento
da epopeia camoniana.

5 A partir da estância 20, tem lugar um importante acontecimento. Identifica-o, inserindo-o


no respetivo plano narrativo.
5.1 Explicita o objetivo da sua realização. Justifica a tua resposta.

6 Identifica a personagem que mais se destaca nas estâncias 22 e 23 e procede à sua


caracterização, socorrendo-te de elementos textuais.
6.1 Tal como entre os homens, também entre os deuses há uma hierarquia. Justifica esta afirmação.

7 Tendo em conta as estâncias 25 e 26, apresenta a decisão previamente tomada pelo «Padre […]
sublime e dino» bem como os fundamentos que a apoiam.

8 Relê as restantes estâncias apresentadas e identifica os oponentes e os adjuvantes à empresa


dos portugueses, apresentando as razões que os movem.

Parte C

9 Lê o comentário de António José Saraiva a respeito de Camões e d’Os Lusíadas.


«O caminho que o levou à epopeia, ou melhor, ao género épico, foi o caminho dos humanistas.
Camões propôs-se realizar a empresa 1 desejada por Poliziano, por João de Barros e por António
Ferreira: dotar o mundo moderno com uma réplica dos poemas épicos antigos; dar aos feitos
portugueses uma categoria universal; enobrecer a língua com a realização nela do género literário
considerado máximo.»
1
Ação ousada; projeto grandioso.

9.1 Comenta a afirmação proferida, tendo em conta o contexto em que a obra-prima camoniana se
insere, a intenção do seu autor e as características da epopeia.
Num texto de 70-120 palavras, prova a veracidade da afirmação. O teu texto deve incluir:
• uma parte inicial, em que abordes a contextualização d'Os Lusíadas;
• uma parte de desenvolvimento, em que definas o conceito de epopeia e as suas características;
• uma parte final, em que refiras a intenção do autor.

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Grupo II

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1 Substitui cada alínea por uma palavra adequada, de modo a obteres três famílias de palavras
constituídas por um nome, um verbo e um adjetivo.

Nome Verbo Adjetivo


corpo a) b)
c) permanecer d)
e) f) medonho

2 Considerando o excerto d’Os Lusíadas, na parte B do grupo I, seleciona, para responderes a cada
item (2.1 a 2.3), a única opção que permite obter uma afirmação correta.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1 Nos versos «Com ûa coroa e ceptro rutilante, / De outra pedra mais clara que diamante.» (estância 22),
está presente uma
(A) sinédoque.
(B) antonomásia.
(C) personificação.
(D) apóstrofe.
2.2 Na passagem «Estas palavras Júpiter dizia, / Quando os Deuses, por ordem respondendo, /
Na sentença um do outro diferia» (estância 30), o segmento sublinhado inicia uma oração
(A) subordinada adverbial temporal.
(B) subordinada adverbial final.
(C) subordinada adverbial consecutiva.
(D) subordinada adverbial causal.
2.3 Na passagem «Assi que, um, pela infâmia que arreceia, / E o outro, pelas honras que
pretende, / Debatem, e na perfia permanecem;» (estância 34), os segmentos sublinhados
desempenham a função sintática de
(A) sujeito composto.
(B) sujeito nulo expletivo.
(C) modificador do nome apositivo.
(D) agente da passiva.

Grupo III

1 Redige um texto, de 180-240 palavras, em que comentes a seguinte frase de Einstein:


«O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.»
O teu texto deve apresentar a seguinte estrutura:
• uma parte inicial, em que exponhas o teu ponto de vista sobre a importância do trabalho, do esforço
e do empenho pessoal;
• uma parte de desenvolvimento, em que comentes a relação trabalho/sucesso;
• uma parte final, em que sensibilizes os jovens da tua idade para o valor da perseverança e persistência
quando se pretende atingir determinados objetivos.

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