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Processo Penal I. 2º bimestre.

Prof. Leandro Lara


Deve ser entregue APENAS as respostas do exercício com a devida fundamentação, não apenas
com dispositivo legal.
Será atribuída nota no valor de até 1,0 ponto.

GRUPO OBJETIVO

01) Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PR Prova: Auditor


A respeito dos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta.
a) Do princípio da individualização da pena decorre a exigência de que a dosimetria obedeça ao
perfil do sentenciado, não havendo correlação do referido princípio com a atividade legislativa
incriminadora, isto é, com a feitura de normas penais incriminadoras.
b) Conforme o entendimento doutrinário dominante relativamente ao princípio da intervenção
mínima, o direito penal somente deve ser aplicado quando as demais esferas de controle não se
revelarem eficazes para garantir a paz social. Decorrem de tal princípio a fragmentariedade e o
caráter subsidiário do direito penal.
c) Ao se referir ao princípio da lesividade ou ofensividade, a doutrina majoritária aponta que
somente haverá infração penal se houver efetiva lesão ao bem jurídico tutelado.
d) Em decorrência do princípio da confiança, há presunção de legitimidade e legalidade dos atos
dos órgãos oficiais de persecução penal, razão pela qual a coletividade deve guardar confiança em
relação a eles.
e) Dado o princípio da intranscendência da pena, o condenado não pode permanecer mais tempo
preso do que aquele estipulado pela sentença transitada em julgado.

02) Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: Prefeitura de Salvador - BA Prova: Procurador do Município
– 2ª Classe
Acerca dos princípios aplicáveis ao direito penal, assinale a opção correta à luz do entendimento do
STF e do STJ.
a) Conforme entendimento do STF, os dois únicos requisitos necessários para a aplicação do
princípio da insignificância são nenhuma periculosidade social da ação e inexpressividade da lesão
jurídica provocada.
b) A aplicação do princípio da insignificância implica reconhecimento da atipicidade formal de
perturbações jurídicas mínimas ou leves, as quais devem ser consideradas não só em seu sentido
econômico, mas também em relação ao grau de afetação à ordem social.
c) O princípio da adequação social surgiu como uma regra de hermenêutica, ou seja, possibilita a
exclusão de condutas que, embora se ajustem formalmente a um tipo penal — tipicidade formal —,
não são mais consideradas objeto de reprovação social e, por essa razão, se tornaram socialmente
aceitas e adequadas.
d) O princípio da insignificância propõe ao ordenamento jurídico uma redução dos mecanismos
punitivos do Estado ao mínimo necessário, de modo que a intervenção penal somente se justificaria
nas situações em que fosse definitivamente indispensável à proteção do cidadão.
e) O agente que pratica constantemente infrações penais que tenham deixado de ser consideradas
perniciosas pela sociedade poderá alegar que, em conformidade com o princípio da adequação
social, o qual tem o condão de revogar tipos penais incriminadores, sua conduta deverá ser
considerada adequada socialmente.

03) Henrique, não aceitando o fim do relacionamento, decide matar Paola, sua ex-namorada. Para
tanto, aguardou na rua a saída da vítima do trabalho e, após, desferiu-lhe diversas facadas na barriga,
sendo estas lesões a causa eficiente de sua morte. Foi identificado por câmeras de segurança, porém,
e denunciado pela prática de homicídio consumado. Em relação ao crime de lesão corporal, é
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correto afirmar que Henrique não foi denunciado com base no princípio da:
a) especialidade;
b) subsidiariedade expressa;
c) alternatividade;
d) subsidiariedade tácita;
e) consunção.

04) Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: DPE-MA Prova: Defensor Público
Para o Direito Penal no Estado Social e Democrático de Direito, modelo de atuação do poder
previsto na Constituição Federal, é correto afirmar que
a) o poder do Estado é ilimitado e os direitos fundamentais têm concretização discricionária.
b) o poder do Estado é limitado pelo princípio da legalidade e, aos cidadãos, está assegurada a plena
garantia e juridicidade dos direitos fundamentais.
c) o poder do Estado é limitado pela legalidade formal, mas não exerce a posição de garante dos
direitos fundamentais muito embora haja sua juridicidade.
d) o poder do Estado é ilimitado e os direitos fundamentais têm natureza cogente.
e) o poder do Estado é limitado pelo princípio da legalidade e os direitos fundamentais têm
efetividade condicionada.

05) Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: DPE-MA Prova: Defensor Público
A proscrição de penas cruéis e infamantes, a proibição de tortura e maus-tratos nos interrogatórios
policiais e a obrigação imposta ao Estado de dotar sua infraestrutura carcerária de meios e recursos
que impeçam a degradação e a dessocialização dos condenados são desdobramentos do princípio da
a) proporcionalidade.
b) intervenção mínima do Estado.
c) fragmentariedade do Direito Penal.
d) humanidade.
e) adequação social.

06) Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCM-RJ Prova: Auditor-Substituto de Conselheiro
Determinada lei dispõe: ―Subtrair objetos de arte. Pena: a ser fixada livremente pelo juiz de acordo
com as circunstâncias do fato". Para um fato cometido após a sua vigência, é correto afirmar que a
referida lei

a) fere o princípio da legalidade.


b) fere o princípio da anterioridade.
c) fere os princípios da legalidade e da anterioridade.
d) não fere os princípios da legalidade e da anterioridade.
e) é uma norma penal em branco.

07) Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: PC-CE Prova: Inspetor de Polícia Civil de 1a Classe
Nos termos do Código Penal considera-se causa do crime
a) a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
b) a ação ou omissão praticada pelo autor, independentemente da sua relação com o resultado.
c) exclusivamente a ação ou omissão que mais se relaciona com a intenção do autor.
d) a ação ou omissão praticada pelo autor, independentemente de qualquer causa superveniente.
e) exclusivamente a ação ou omissão que mais contribui para o resultado.

08) Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: PROCEMPA Prova: Analista Administrativo - Advogado
Majoritariamente, a doutrina conceitua crime como sendo um fato típico, ilícito e culpável. Como
elementos do fato típico estão a conduta, o resultado, o nexo de causalidade e a tipicidade.
Com relação a tais elementos, assinale a afirmativa correta.
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a) Não há crime sem resultado jurídico.
b) Na teoria finalista da ação, o dolo e a culpa devem ser analisados na antijuridicidade.
c) A coação moral irresistível, diferentemente da resistível, afasta a própria conduta e, assim, a
tipicidade.
d) Para que seja reconhecida a tipicidade material, basta a simples adequação da conduta ao tipo
penal.
e) A superveniência de causa relativamente independente que, por si só, produza o resultado, faz
com que o agente apenas responda pelo resultado a título de culpa.

09) Ano: 2014 Banca: FUNDATEC Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual
No que diz respeito à aplicação da lei penal, analise as assertivas a abaixo:

I. Ultratividade da lei penal significa que quando a lei revogada for mais benéfica, ela será aplicada
ao fato cometido durante a sua vigência.

II. Abolitio criminis significa que a nova lei deixa de considerar crime um fato anteriormente
tipificado como ilícito penal, fazendo desaparecer todos os efeitos penais e civis das condenações
proferidas com base na lei anterior.

III. O Código Penal Brasileiro adotou a teoria da ubiquidade, também conhecida por mista ou
unitária, considerando o lugar do crime tanto o local onde ocorreu a ação ou a omissão, no todo ou
em parte, como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

Quais estão corretas?


a) Apenas II.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

10) Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCM-GO Prova: Auditor Conselheiro Substituto
A respeito do dolo e da culpa, é correto afirmar que
a) na culpa consciente o agente prevê o resultado e admite a sua ocorrência como consequência
provável da sua conduta.
b) no dolo eventual o agente prevê a ocorrência do resultado, mas espera sinceramente que ele não
aconteça.
c) a imprudência é a ausência de precaução, a falta de adoção das cautelas exigíveis por parte do
agente.
d) a imperícia é a prática de conduta arriscada ou perigosa, aferida pelo comportamento do homem
médio.
e) é previsível o fato cujo possível superveniência não escapa à perspicácia comum.

11) Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: DPE-MS Prova: Defensor Público
Assinale a alternativa correta.
a) A compensação de culpa deve ser aplicada para efeito de responsabilização do resultado lesivo
causado no direito penal pátrio.
b) A culpa inconsciente ocorre quando o agente prevê o resultado, mas espera que ele não ocorra.
c) Para caracterização da conduta típica culposa basta a inobservância do dever de cuidado do
agente.
d) O dolo alternativo consiste na vontade e consentimento do agente a produzir um ou outro
resultado.
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12) Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: Técnico Judiciário
No dia 25 de fevereiro de 2014, na cidade de Ariquemes, Felipe, nascido em 03 de março de 1996,
encontra seu inimigo Fernando na rua e desfere diversos disparos de arma de fogo em seu peito com
intenção de matá-lo. Populares que presenciaram os fatos, avisaram sobre o ocorrido a familiares de
Fernando, que optaram por transferi-lo de helicóptero para Porto Velho, onde foi operado. No dia 05
de março de 2014, porém, Fernando não resistiu aos ferimentos causados pelos disparos e veio a
falecer ainda no hospital de Porto Velho. Considerando a situação hipotética narrada e as previsões
do Código Penal sobre tempo e lugar do crime, é correto afirmar que, em relação a estes fatos,
Felipe será considerado:
a) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o tempo do crime,
enquanto que o lugar do crime é definido pela Teoria da Ubiquidade;
b) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o tempo do crime,
enquanto que o lugar é definido pela Teoria do Resultado;
c) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria do Resultado para definir tanto o tempo quanto o
lugar do crime;
d) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para definir o momento do crime,
enquanto que a Teoria da Atividade determina o lugar;
e) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir tanto o tempo quanto o
local do crime.

13) Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: Câmara Municipal de Itatiba - SP Prova: Advogado
Acerca da aplicação da lei penal, assinale a alternativa correta.
a) A lei excepcional ou temporária aplica-se ao fato praticado durante sua vigência, ainda que
decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.
b) A lei posterior, que de alguma forma favorecer o agente, será aplicada aos fatos anteriores, desde
que não decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
c) Considera-se praticado o crime no momento do resultado.
d) Um crime praticado contra a vida ou a liberdade do Presidente da República, se cometido no
estrangeiro, ficará sujeito à legislação do país em que tenha ocorrido.
e) Ao crime cometido no território nacional aplica-se a lei brasileira, sem possibilidade de aplicação
de qualquer tratado ou regra de direito internacional.

14) Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: MPE-SP Prova: Analista de Promotoria
Sobre a aplicação da lei penal, é correto afirmar que
a) em relação ao tempo do crime, o Código Penal, no artigo 4° , adotou a teoria da ubiquidade.
b) para os crimes permanentes, aplica-se a lei nova, ainda que mais severa, pois é considerado
tempo do crime todo o período em que se desenvolver a atividade criminosa.
c) em relação ao lugar do crime, o Código Penal, no artigo 6° , adotou a teoria da atividade.
d) a nova lei, que deixa de considerar criminoso determinado fato, cessa, em favor do agente, todos
os efeitos penais e civis.
e) o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica é absoluto, previsto constitucionalmente,
sobrepondo-se até mesmo à ultratividade das leis excepcionais ou temporárias.

15) Ano: 2015 Órgão: Prefeitura de Caieiras - SP Prova: Assessor Jurídico/Procurador Geral
De acordo com a teoria da aplicação da lei penal, pode-se afirmar:
a) A lei penal, em razão das suas consequências, não retroage
b) A analogia, uma das fontes do direito, é vetada, no direito penal, em razão do princípio da
legalidade.
c) Considera-se o crime praticado no momento do resultado, e não da ação ou omissão (artigo 4 o ,
CP).
d) Considera-se o crime praticado no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, bem como onde se
produziu ou deveria produzir-se o resultado.
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e) No Brasil, os efeitos da lei penal não podem ultrapassar seus limites territoriais para regular fatos
ocorridos além da sua soberania.

16) Ano: 2015 Órgão: PC-CE Prova: Escrivão de Polícia Civil de 1a Classe
O indivíduo B provocou aborto com o consentimento da gestante, em 01 de fevereiro de 2010, e foi
condenado, em 20 de fevereiro de 2013, pela prática de tal crime à pena de oito anos de reclusão. A
condenação já transitou em julgado. Na hipótese do crime de aborto, com o consentimento da
gestante, deixar de ser considerado crime por força de uma lei que passe a vigorar a partir de 02 de
fevereiro de 2015, assinale a alternativa correta no tocante à consequência dessa nova lei à
condenação imposta ao indivíduo B.
a) A nova lei será aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B, cessando em virtude dela a
execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
b) A nova lei só irá gerar algum efeito sobre a condenação do indivíduo B se prever expressamente
que se aplica a fatos anteriores.
c) A nova lei só seria aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B se a sua entrada em
vigência ocorresse antes de 01 de fevereiro de 2015
d) Não haverá consequência à condenação imposta ao indivíduo B visto que já houve o trânsito em
julgado da condenação.
e) A nova lei será aplicada para os fatos praticados pelo indivíduo B, contudo só fará cessar a
execução persistindo os efeitos penais da sentença condenatória, tendo em vista que esta já havia
transitado em julgado.

17) Ano: 2014 Banca: IBFC Órgão: PC-RJ Prova: Papiloscopista Policial de 3ª Classe
Suponha que um indivíduo primário, de bons antecedentes e não dedicado a atividades criminosas
tenha praticado um tráfico ilícito de entorpecentes no mês de julho de 2006, quando estava em vigor
a Lei nº 6.368/76, que previa a pena de reclusão de 3 (três) a 15 (quinze) anos para o referido delito.
Na data de seu julgamento já vigora a Lei nº 11.343/06, que prevê, para o referido crime, pena de
reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e uma causa de diminuição de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois
terços) para o agente primário, de bons antecedentes, que não se dedique a atividades criminosas e
que não integre organização criminosa. Levando em consideração a situação hipotética narrada e o
entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta em relação
à aplicação da lei penal neste caso:
a) É incabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/06, mesmo que mais benéfica ao réu, pois o
fato ocorreu quando estava em vigor a Lei nº 6.368/76.
b) É cabível a aplicação da pena prevista na Lei nº 6.368/76, com incidência da causa de diminuição
prevista na Lei nº 11.343/06, pois o julgador deve alcançar o maior benefício para o réu.
c) É cabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/06, desde que o resultado da incidência das suas
disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei nº 6.368/76,
sendo vedada a combinação de leis penais.
d) É cabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/06, desde que o réu não possua contra si
inquéritos policiais e ações penais em curso, pois isso lhe retiraria a primariedade e os bons
antecedentes.
e) É cabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/06, ainda que mais prejudicial ao réu, pois a
função do Direito Penal é conferir maior rigor punitivo naquelas infrações que a Constituição
Federal considera equiparadas às hediondas.

18) Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCM-RJ Prova: Auditor-Substituto de Conselheiro
A respeito da relação de causalidade, é INCORRETO afirmar que
a) o resultado, de que depende a existência do crime, só é imputável a quem lhe deu causa.
b) não há fato típico decorrente de caso fortuito.
c) não há crime sem resultado.
d) a omissão também pode ser causa do resultado.
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e) o Código Penal adotou a teoria da equivalência das condições.

19) Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCE-CE Prova: Conselheiro Substituto (Auditor)
O Código Penal adota no seu art. 13 a teoria conditio sine qua non (condição sem a qual não). Por
ela,
a) imputa-se o resultado a quem também não deu causa.
b) a causa dispensa a adequação para o resultado.
c) a ação e a omissão são desconsideradas para o resultado.
d) tudo que contribui para o resultado é causa, não se distinguindo entre causa e condição ou
concausa.
e) a omissão é penalmente irrelevante.

20) Ano: 2013 Banca: FCC Órgão: TCE-SP Prova: Auditor do Tribunal de Contas
A respeito da relação de causalidade, é INCORRETO afirmar:

a) Se o evento resultou de causa absolutamente independente, o agente por ele responde a título de
culpa.
b) Concausa é a confluência de uma causa na produção de um mesmo resultado, estando lado a lado
com a ação do agente.
c) A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só,
produziu o resultado, imputando-se, porém, os fatos anteriores a quem os praticou.
d) O Código Penal brasileiro considera causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria
ocorrido.
e) O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa.

21. Assinale a alternativa correta quanto ao adequado entendimento sobre a lei penal no tempo.

a) De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, a lei penal mais grave é aplicada
ao crime continuado ou ao crime permanente se sua vigência é anterior à cessação da continuidade
ou da permanência.
b) O princípio da retroatividade da lei benéfica, esculpido no art. 2.º, parágrafo único, do CP, não se
aplica às medidas de segurança aplicadas por sentença penal transitada em julgado e em fase de
execução da medida, por força do reconhecimento da semi ou total imputabilidade do agente.
c) A abolitio criminis resulta no desaparecimento do delito e todos os seus reflexos penais e civis da
sentença condenatória transitada em julgado
d) Dada a impossibilidade de reconhecimento de ofício de lei mais benéfica em favor do agente,
pelo juízo de conhecimento após o trânsito em julgado da sentença condenatória, a parte deve
formular requerimento para o reconhecimento da lei mais benéfica ao referido Juízo.

22. Marque V ou F, fundamentando.


( ) De acordo com entendimento doutrinário dominante, a lei excepcional ou temporária aplica-se
ao fato praticado durante sua vigência, ainda que, no momento da condenação do réu, não mais vija,
ou ainda, que tenham cessado as condições que determinaram sua aplicação.
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( ) Tendo o Código Penal adotado sem exceção o princípio da territorialidade, a lei penal brasileira
aplica-se somente aos crimes praticados no território nacional.
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( ) Lei superveniente que abrande a penalidade referente a determinado crime somente beneficiará
réu processado na vigência da lei anterior se não houver trânsito em julgado da sentença
condenatória quando de sua entrada em
vigor.___________________________________________________________________________
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( ) Se, no curso do cumprimento de pena por determinado réu condenado por sentença transitada
em julgado, lei nova deixar de considerar crime o ato por ele praticado, cessará a execução da pena,
mas não os efeitos civis da condenação.
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( ) Não ficarão sujeitos à lei brasileira, quando cometidos no estrangeiro, os delitos praticados
contra a administração pública por quem está a seu serviço.
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( ) Consideram-se como extensão do território brasileiro as embarcações e aeronaves brasileiras de
natureza pública ou a serviço do governo brasileiro, bem como as aeronaves e as embarcações
brasileiras mercantes ou de propriedade privada, onde quer que se encontrem.
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( ) A lei posterior que, de qualquer modo, favorecer o agente se aplicará aos fatos anteriores, desde
que estes não sejam abarcados por sentença condenatória transitada em julgado.
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( ) No caso do crime de extorsão mediante sequestro, se, durante o período em que a vítima se
encontre sob o poder dos sequestradores, passar a viger norma penal que preveja majoração da pena,
será aplicada a lei penal anterior, mais favorável aos autores.
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( ) Considerar-se-á praticado o crime no lugar em que ocorrer a ação ou omissão, no todo ou em
parte, bem como onde se produzir ou deveria se produzir o
resultado.________________________________________________________________________
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( ) Considera-se crime toda ação ou omissão típica, antijurídica e culpável.
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23. Quanto às normas que disciplinam a aplicação territorial da lei penal, é correto afirmar que:
a) somente é possível a homologação da sentença estrangeira quando a aplicação da lei brasileira
produz na espécie as mesmas consequências, para sujeitar o condenado à medida de segurança.
b) considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte,
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bem como onde se produziu ou deveria produzir- se o resultado.
c) a única hipótese em que é dispensável o requerimento dos interessados para homologação de
sentença estrangeira no Brasil é quando envolve condenação em obrigação de reparação de danos.
d) as normas contidas no Código Penal Brasileiro se sobrepõem às normas legais de caráter especial,
quando divergirem entre si, no que se refere aos fatos incriminados por lei específica.
e) de acordo com as regras que disciplinam a contagem do prazo penal, exclui-se no cômputo, dia
do começo, desprezando-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações
de dia.
24. De acordo com doutrina majoritária no mundo, o conceito analítico de crime o define como um
fato típico, antijurídico e culpável, sendo que, ao analisarmos um fato supostamente criminoso,
devemos investigar seus requisitos nessa sequência. Por causa disso, é correto afirmar que:
a) um fato praticado sob coação moral irresistível não é crime porque lhe falta culpabilidade, porém
ele continua sendo antijurídico.
b) um fato praticado sob legítima defesa não é crime porque lhe falta antijuridicidade, porém ele
continua sendo culpável.
c) um fato praticado sob estado de necessidade não é crime porque lhe falta tipicidade e, por
consequência, faltam-lhe também antijuridicidade e culpabilidade.
d) um fato praticado por menor de 18 anos não é crime porque lhe falta tipicidade, já que os atos
atribuídos a adolescentes não podem ser alcançados pelo Código Penal.
25. Diz-se crime tentado quando
a) ele não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente, após iniciada a execução.
b) impossível de se consumar em razão da ineficácia absoluta do meio ou da absoluta
impropriedade do objeto.
c) o agente, por ato voluntário, até o recebimento da denúncia ou da queixa, repara o dano ou
restitui a coisa.
d) o agente desiste, de forma voluntária, de prosseguir na execução ou impede que o resultado se
produza.
e) o agente dá causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.

26. Em dificuldades financeiras, Ana ingressa, com autorização da proprietária do imóvel, na


residência vizinha àquela em que trabalhava com o objetivo de subtrair uma quantia de dinheiro em
espécie, simulando para tanto que precisava de uma quantidade de açúcar que estaria em falta. Após
ingressar no imóvel e mexer na gaveta do quarto, vê pela janela aquela que é sua chefe e pensa na
decepção que lhe causaria, razão pela qual decide deixar o local sem nada subtrair. Ocorre que as
câmeras de segurança flagraram o comportamento de Ana, sendo as imagens encaminhadas para a
Delegacia de Polícia.
Nesse caso, a conduta de Ana:
a) configura crime de tentativa de furto em razão do arrependimento posterior;
b) configura crime de tentativa de furto em razão do arrependimento eficaz;
c) configura crime de tentativa de furto em razão da desistência voluntária;
d) não configura crime em razão da desistência voluntária;
e) não configura crime em razão do arrependimento eficaz.

27. Com relação ao iter criminis, é CORRETO afirmar:


a) No crime falho ou na tentativa imperfeita, o processo de execução é integralmente realizado pelo
agente e o resultado é atingido.
b) Não existe desistência voluntária no caso de agente que desiste de prosseguir com os atos de
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execução por conselho de seu advogado, já que ausente a voluntariedade.
c) Com relação à tentativa, o Código Penal adota, como regra, a teoria objetiva e aplica ao agente a
pena correspondente ao crime consumado, reduzida de um a dois terços, conforme maior ou menor
tenha sido a proximidade do resultado almejado.
d) O arrependimento posterior tem natureza jurídica de causa de exclusão da tipicidade, desde que
restituída a coisa ou reparado o dano nos crimes praticados sem violência ou grave ameaça até o
recebimento da denúncia ou queixa.

28. Quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é
impraticável consumar-se o crime, configura-se o instituto
a) da tentativa.
b) do arrependimento eficaz.
c) da desistência voluntária.
d) do arrependimento posterior.
e) do crime impossível.

29. Analise os itens quanto à aplicação da Lei Penal no Tempo:


I. Ocorre quando lei posterior surge e de qualquer modo agrava a situação do sujeito, certo de que
neste caso não irá retroagir (art. 5º, XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu).
II. Ocorre quando a lei nova deixa de considerar crime, um fato anteriormente tipificado como
ilícito penal. A nova lei faz desaparecer todos os efeitos penais, permanecendo os civis.
III. Ocorre quando lei nova, mesmo sem descriminalizar, dá tratamento mais favorável ao sujeito.
Nesse caso a lei posterior, por favorecer o agente, aplica- se aos fatos anteriores, ainda que
decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
IV. Ocorre quando se considera crime fato anteriormente não incriminado. É irretroativa e não pode
ser aplicada a fatos praticados antes da sua vigência.
Marque a alternativa que apresenta a ordem CORRETA dos institutos acima conceituados:
a) Abolitio criminis, Novatio legis in pejus, Novatio legisincriminadora, Novatio legis in mellius.
b) Novatio legis in pejus, Abolitio criminis, Novatio legis inmellius, Novatio legis incriminadora.
c) Novatio legis in mellius, Novatio legis incriminadora, Novatio legis in pejus, Abolitio criminis.
d) Novatio legis in pejus, Novatio legis in mellius, Novatio legis incriminadora, Abolitio criminis.
e) Abolitio criminis, Novatio legis in mellius, Novatio legis incriminadora, Novatio legis in pejus.

30. Analise os itens abaixo quanto à classificação dos crimes:


I. É aquele em que uma omissão inicial do agente dá causa a um resultado posterior, o qual o agente
tinha o dever jurídico de evitá-lo.
II. Consiste na realização de uma ação positiva visando um resultado tipicamente ilícito, ou seja, no
fazer o que a lei proíbe.
III. É aquele em que o tipo penal descreve que a inação do agente é um comportamento proibido.
Marque a alternativa que apresenta a ordem CORRETA dos institutos acima conceituados:
Prova Institucional 2º semestre de 2015 Núcleo da Prova Institucional- NPI
a) Crime omissivo impróprio, Crime comissivo e Crime omissivo próprio;
b) Crime preterdoloso, Crime culposo e Crime doloso;
c) Crime omissivo próprio, crime omissivo impróprio e Crime comum;
d) Crime doloso, Crime preterdoloso e Crime culposo;
e) Crime comissivo, Crime omissivo próprio e Crime omissivo impróprio.

31. Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: Câmara Municipal de Itatiba - SP Prova: Advogado
De acordo com o Código Penal,
a) considera-se lugar do crime aquele em que o resultado se produziu.
b) no cômputo do prazo, não se inclui o dia do começo, mas sim o do vencimento.
Processo Penal I. 2º bimestre.
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c) aplica-se a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de embarcações estrangeiras, de
propriedade privada, que estejam em porto ou mar territorial do Brasil.
d) a sentença estrangeira não pode ser homologada no Brasil para obrigar o condenado à reparação
do dano.
e) em se tratando de pena cumprida no estrangeiro pelo mesmo crime, caso sejam diferentes as
penas impostas, aquela cumprida no estrangeiro não atenuará a imposta no Brasil.

32. Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCM-GO Prova: Auditor Conselheiro Substituto
No tipo do crime descrito no art. 319 do Código Penal ―Retardar, ou deixar de praticar,
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer
interesse ou sentimento pessoal‖, a expressão ―para satisfazer interesse ou sentimento pessoal‖
constitui
a) elemento normativo do tipo.
b) elemento subjetivo do tipo.
c) circunstância qualificadora.
d) elemento objetivo do tipo.
e) elemento descritivo do tipo.

33. Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Caieiras - SP Prova: Assessor
Jurídico/Procurador Geral
De acordo com a teoria da aplicação da lei penal, pode-se afirmar:
a) A lei penal, em razão das suas consequências, não retroage
b) A analogia, uma das fontes do direito, é vetada, no direito penal, em razão do princípio da
legalidade.
c) Considera-se o crime praticado no momento do resultado, e não da ação ou omissão (artigo 4 o ,
CP).
d) Considera-se o crime praticado no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, bem como onde se
produziu ou deveria produzir-se o resultado.
e) No Brasil, os efeitos da lei penal não podem ultrapassar seus limites territoriais para regular fatos
ocorridos além da sua soberania.

34. Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: PC-RJ Prova: Oficial de Cartório
O princípio da reserva legal constitui-se na garantia individual de que o poder de punir do
Estado em matéria penal será exercido nos limites da norma positivada, permitindo a criação de
tipos penais incriminadores e a instituição de penas por intermédio de:
a) Qualquer espécie normativa, desde que elaborada em observância ao regular processo
administrativo ou legislativo.
b) Lei ordinária e medida provisória, já que esta última também possui força de lei até que
seja submetida a regular processo legislativo.
c) Decreto legislativo, já que são funções exclusivas do Poder Legislativo a criação de
direito novo, a imposição de obrigações de caráter geral e a definição de sanções jurídicas.
d) Decreto-lei, regularmente elaborado no exercício do poder administrativo-normativo do
chefe do Poder Executivo, já que o ato de legislar encontra-se no feixe de atribuições típicas deste
Poder.
e) Lei em sentido estrito, entendida esta como a espécie normativa aprovada em regular
processo legislativo levado a efeito no âmbito do Poder Legislativo.

35. Ano: 2012 Banca: FGV Órgão: PC-MA Prova: Escrivão de Polícia
Para que haja relevância penal a conduta típica deve ser exteriorizada seja de ordem
comissiva seja de ordem omissiva. Com outras palavras, faz-se o que é proibido ou não se faz o que
era devido.
Com relação ao tema, indique a afirmativa correta.
Processo Penal I. 2º bimestre.
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a) O movimento reflexo, a hipnose e o sonambulismo não afastam a conduta.
b) Os crimes omissivos não admitem a forma tentada.
c) Os crimes omissivos exigem para a sua consumação resultado naturalístico.
d) O Art. 13, § 2º, do Código Penal ostenta a natureza de norma de extensão.
e) O crime omissivo impróprio não admite participação ou coautoria.

36. Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: Técnico Judiciário - Administrativa
Acerca do crime e da aplicação da lei penal no tempo e no espaço, julgue o item que se segue.

Sob o prisma formal, crime corresponde à concepção do direito acerca do delito, em uma visão
legislativa do fenômeno; sob o prisma material, o conceito de crime é pré-jurídico, ou seja, é a
concepção da sociedade a respeito do que pode e deve ser proibido.
( ) Certo ( ) Errado

37. Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: AGU Prova: Advogado da União
Acerca da aplicação da lei penal, do conceito analítico de crime, da exclusão de ilicitude e da
imputabilidade penal, julgue o item que se segue.

O direito penal brasileiro não admite a punição de atos meramente preparatórios anteriores à fase
executória de um crime, uma vez que a criminalização de atos anteriores à execução de delito é uma
violação ao princípio da lesividade.

( ) Certo ( ) Errado

38. Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: PC-CE Prova: Inspetor de Polícia Civil de 1a Classe
Nos termos do Código Penal considera-se causa do crime
a) a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
b) a ação ou omissão praticada pelo autor, independentemente da sua relação com o resultado.
c) exclusivamente a ação ou omissão que mais se relaciona com a intenção do autor.
d) a ação ou omissão praticada pelo autor, independentemente de qualquer causa superveniente.
e) exclusivamente a ação ou omissão que mais contribui para o resultado.

39. Ano: 2014 Banca: FGV Órgão: PROCEMPA Prova: Analista Administrativo -
Advogado
Majoritariamente, a doutrina conceitua crime como sendo um fato típico, ilícito e culpável.
Como elementos do fato típico estão a conduta, o resultado, o nexo de causalidade e a tipicidade.
Com relação a tais elementos, assinale a afirmativa correta.
a) Não há crime sem resultado jurídico.
b) Na teoria finalista da ação, o dolo e a culpa devem ser analisados na antijuridicidade.
c) A coação moral irresistível, diferentemente da resistível, afasta a própria conduta e, assim,
a tipicidade.
d) Para que seja reconhecida a tipicidade material, basta a simples adequação da conduta ao
tipo penal.
e) A superveniência de causa relativamente independente que, por si só, produza o resultado,
faz com que o agente apenas responda pelo resultado a título de culpa.

40. Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: AL-MA Prova: Técnico de Gestão Administrativa -
Advogado
Com relação ao estudo da teoria do crime, assinale a afirmativa incorreta.
a) A conduta pode se manifestar por meio de um comportamento positivo (ação) ou de um
comportamento negativo (omissão), quando não atua o agente de acordo com o comportamento
esperado pela norma.
Processo Penal I. 2º bimestre.
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b) Os crimes omissivos se dividem em próprio e impróprio, não se admitindo a tentativa em
qualquer deles.
c) Os delitos omissivos impróprios são crimes próprios, já que se exige do autor uma
qualidade especial.
d) Admite-se a coautoria nos crimes omissivos impróprios.

41. Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: Investigador de Polícia
No que diz respeito ao conceito do crime, é correto afirmar que
a) é considerada como causa do crime a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria
ocorrido, sendo que a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação do
crime quando, por si só, produziu o resultado.
b) ao agente que tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância, não será
imputado o crime se apenas omitiu-se, ainda que pudesse agir para evitar o resultado.
c) se considera o crime tentado quando iniciada a preparação; este não se consuma por
circunstâncias alheias à vontade do agente.
d) para a caracterização da omissão penalmente relevante é suficiente que o agente tivesse o
poder de agir para evitar o resultado do crime.
e) se pune a tentativa se, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do
objeto, é impossível consumar-se o crime.

42. Ano: 2013 Banca: FCC Órgão: DPE-AM Prova: Defensor Público
No que se refere aos elementos do crime, é correto afirmar que
a) o estrito cumprimento do dever legal exclui a imputabilidade.
b) o dolo e a culpa integram a tipicidade e a culpabilidade, respectivamente.
c) a coação física irresistível afasta a culpabilidade.
d) a exigibilidade de conduta diversa é pressuposto da culpabilidade.
e) a coação moral irresistível afasta a tipicidade.

43. Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: TJ-RO Prova: Analista - Processual
A respeito do iter criminis e do momento de consumação do delito, assinale a opção correta.
a) A tentativa, uma norma de extensão temporal, não se enquadra diretamente no tipo
incriminador; faz-se necessária uma norma que amplie a figura típica até alcançar o fato material.
b) A tentativa perfeita ou crime falho é aquela na qual o agente interrompe a atividade
executória e não consuma o crime por circunstâncias alheias à sua vontade.
c) Não há previsão de punição para os atos preparatórios de conduta criminosa, em
nenhuma hipótese.
e) O crime tentado é punido da mesma forma que o crime consumado, pois o que vale é a
intenção do agente.

44. Ano: 2012 Banca: IESES Órgão: TJ-RO Prova: Titular de Serviços de Notas e de
Registros
É certo afirmar:
I. Crime é um fato típico, antijurídico e culpável.
II. O resultado, de que depende a existência do crime, é imputável tanto a quem deu quanto
a quem não lhe deu causa.
III. A Lei penal brasileira por ser soberana se sobrepõe aos tratados e convenções
internacionais, sendo de aplicação absoluta.
IV. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou
em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

Analisando as proposições, pode-se afirmar:


Processo Penal I. 2º bimestre.
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a) Somente as proposições II e IV estão corretas.
b) Somente as proposições I e III estão corretas.
c) Somente as proposições I e IV estão corretas.
d) Somente as proposições II e III estão corretas.

45. Ano: 2016 Banca: UFMT Órgão: TJ-MT Prova: Técnico Judiciário
Sobre a aplicação da lei penal, de acordo com o Decreto Lei n.º 2.848, de 7 de dezembro de
1940, Código Penal, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Não há crime sem lei posterior que o defina.
( ) Considera-se praticado o crime no momento da omissão, ainda que outro seja o momento
do resultado.
( ) Considera-se como extensão do território nacional, para efeitos penais, a aeronave de
propriedade privada, que se ache no espaço aéreo correspondente.
( ) Não fica sujeito à lei brasileira, embora cometido no estrangeiro, o crime contra a
liberdade do Presidente da República.
Assinale a sequência correta.
a) V, F, F, V
b) F, V, V, F
c) V, V, F, F
d) F, F, V, V

46. Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: CODEBA Prova: Analista Portuário - Advogado
Em uma embarcação pública estrangeira, em mar localizado no território do Uruguai, o presidente
do Brasil sofre um atentado contra sua vida pela conduta de João, argentino residente no Brasil, que
conseguiu se infiltrar no navio passando-se por funcionário da cozinha, já planejando o
cometimento do delito. O presidente do Brasil, porém, é socorrido e se recupera, enquanto João é
identificado e preso na Bahia, um mês após os fatos.
Considerando a situação narrada, sobre a aplicação da lei penal no espaço, é correto afirmar que a
João
a) não pode ser aplicada a lei brasileira, já que o crime foi cometido no estrangeiro.
b)poderá ser aplicada a lei brasileira, com base no princípio da territorialidade.
c) poderá ser aplicada a lei brasileira, ainda que o autor do crime tenha sido absolvido ou condenado
no estrangeiro.
d) poderá ser aplicada a lei brasileira, desde que o autor do crime não seja julgado no estrangeiro.
e) não poderá ser aplicada a lei brasileira, já que o autor do crime é estrangeiro.

47. Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: Juiz


Com relação à aplicação da lei penal, assinale a opção correta.
a) As frações de dia são computadas como um dia integral de pena nas penas privativas de
liberdade e nas restritivas de direitos.
b) O direito penal, quanto ao tempo do crime, considera praticado o crime no momento do seu
resultado.
c) A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz as mesmas consequências,
poderá ser homologada no Brasil para todos os efeitos, exceto para obrigar o condenado à
reparação do dano.
d) Ficam sujeitos à lei brasileira os crimes contra o patrimônio ou a fé pública do DF, de Estado, de
município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo
poder público, embora cometidos no estrangeiro, sendo o agente punido segundo a lei brasileira,
ainda que absolvido no estrangeiro.
e) Não é aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações
estrangeiras de propriedade privada, ainda que achando-se aquelas em pouso no território nacional
ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.
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48. Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TJ-SE Prova: Juiz Substituto
João, brasileiro, é vítima de um furto na cidade de Paris, na França. O autor do delito foi
identificado na ocasião, José, um colega brasileiro que residia no mesmo edifício que João. A
Justiça francesa realizou o processo e ao final José foi definitivamente condenado a uma pena de 2
anos de prisão. Ambos retornaram ao país e José o fez antes mesmo de cumprir a sua condenação.
Neste caso, conforme o Código Penal brasileiro,
a) não se aplica a lei penal brasileira, pois José já foi condenado pela justiça francesa.
b) aplica-se a lei penal brasileira por ser o furto um delito submetido à extraterritorialidade
incondicionada.
c) aplica-se a lei penal brasileira, desde que haja requisição do Ministro da Justiça.
d) para efeitos civis, necessita de pedido de João, para que aqui surta os efeitos legais.
e) não se aplica a lei penal brasileira por ter sido o crime cometido em outro país.

49. Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: Técnico Judiciário
No dia 25 de fevereiro de 2014, na cidade de Ariquemes, Felipe, nascido em 03 de março de 1996,
encontra seu inimigo Fernando na rua e desfere diversos disparos de arma de fogo em seu peito
com intenção de matá-lo. Populares que presenciaram os fatos, avisaram sobre o ocorrido a
familiares de Fernando, que optaram por transferi-lo de helicóptero para Porto Velho, onde foi
operado. No dia 05 de março de 2014, porém, Fernando não resistiu aos ferimentos causados pelos
disparos e veio a falecer ainda no hospital de Porto Velho. Considerando a situação hipotética
narrada e as previsões do Código Penal sobre tempo e lugar do crime, é correto afirmar que, em
relação a estes fatos, Felipe será considerado:
a) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o tempo do crime,
enquanto que o lugar do crime é definido pela Teoria da Ubiquidade;
b) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir o tempo do crime,
enquanto que o lugar é definido pela Teoria do Resultado;
c) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria do Resultado para definir tanto o tempo quanto o
lugar do crime;
d) imputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Ubiquidade para definir o momento do crime,
enquanto que a Teoria da Atividade determina o lugar;
e) inimputável, pois o Código Penal adota a Teoria da Atividade para definir tanto o tempo quanto
o local do crime.

50. Ano: 2015 Banca: CAIP-IMES Órgão: Consórcio Intermunicipal Grande ABC Prova:
Procurador
Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes:
a) contra a honra do Presidente da República.
b) de genocídio, quando o agente for estrangeiro, qualquer que seja o seu domicílio.
c) cometidos por particulares contra a administração pública.
d) contra a fé pública de sociedade de economia mista federal.

51. Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TJ-SC Prova: Juiz Substituto
O elemento subjetivo derivado por extensão ou assimilação decorrente do erro de tipo evitável nas
descriminantes putativas ou do excesso nas causas de justificação amolda-se ao conceito de
a) culpa imprópria.
b) dolo eventual.
c) culpa inconsciente.
d) culpa consciente.
e) dolo direto.

52. Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCM-GO Prova: Auditor Conselheiro Substituto
Processo Penal I. 2º bimestre.
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A respeito do dolo e da culpa, é correto afirmar que
a) na culpa consciente o agente prevê o resultado e admite a sua ocorrência como consequência
provável da sua conduta.
b) no dolo eventual o agente prevê a ocorrência do resultado, mas espera sinceramente que ele não
aconteça.
c) a imprudência é a ausência de precaução, a falta de adoção das cautelas exigíveis por parte do
agente.
d) a imperícia é a prática de conduta arriscada ou perigosa, aferida pelo comportamento do homem
médio.
e) é previsível o fato cujo possível superveniência não escapa à perspicácia comum.
53. Ano: 2014 Banca: FEPESE Órgão: MPE-SC Prova: Procurador do Estado
Gisele trafegava em velocidade compatível com a via quando teve seu veículo abalroado pelo carro
de Luiz. Como ele estava embriagado, evadiu-se do local deixando Gisele com ferimentos
insignificantes. Esta chamou a polícia rodoviária que atendeu à ocorrência indo ao local do
acidente. Chegando lá os oficiais entenderam por bem colocar a jovem na viatura e levá-la até o
pronto-socorro mais próximo a fim de afastar qualquer suspeita de ferimentos internos. No trajeto
até o pronto-socorro foram atingidos pela caminhonete de Bernardo, que vinha em alta velocidade
e furou um sinal vermelho. Pela intensidade do choque Gisele veio a óbito no local do acidente em
razão de traumatismo craniano provocado pela segunda batida.

Sabendo que não foi feita prova que pudesse atestar a alcoolemia de Luiz, assinale a alternativa
correta.
a) Bernardo vai responder por homicídio culposo.
b) Luiz vai responder por homicídio doloso, porque estava embriagado.
c) Luiz vai responder por homicídio culposo e por dirigir embriagado.
d) Luiz vai responder pela evasão do local do sinistro e pela lesão corporal leve sofrida por Gisele.
e) Luiz vai responder por homicídio culposo já que a primeira batida possui nexo de causalidade
com o resultado final.

54. Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: DPE-MS Prova: Defensor Público
Assinale a alternativa correta.
a) A compensação de culpa deve ser aplicada para efeito de responsabilização do resultado lesivo
causado no direito penal pátrio.
b) A culpa inconsciente ocorre quando o agente prevê o resultado, mas espera que ele não ocorra.
c) Para caracterização da conduta típica culposa basta a inobservância do dever de cuidado do
agente.
d) O dolo alternativo consiste na vontade e consentimento do agente a produzir um ou outro
resultado.

55. Ano: 2014 Banca: FUNDATEC Órgão: SEFAZ-RS Prova: Auditor Fiscal da Receita Estadual
Sobre o crime doloso e o crime culposo, é incorreto afirmar que:
a) Dolo é a consciência e a vontade na realização da conduta descrita em um tipo penal.
b) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição
por crime culposo, se previsto em lei.
c) Haverá dolo eventual quando o agente não quiser diretamente a realização do tipo, mas aceitá-la
como possível ou até provável, assumindo o risco da produção do resultado.
d) Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao
menos culposamente.
e) A coação moral irresistível exclui o dolo.

56. Ano: 2014 Banca: TRF - 4ª REGIÃO Órgão: TRF - 4ª REGIÃO Prova: Juiz Federal Substituto
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta.
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Segundo a doutrina, é correto afirmar:
I. No dolo eventual, une-se o assentimento à assunção do risco, a partir da posição do agente que
tem consciência de que pode ocorrer o resultado e assim mesmo age. Na culpa consciente, assoma
ao espírito do agente a possibilidade de causação do resultado, mas confia ele que esse resultado
não sucederá. A distinção é relevante, por exemplo, nos casos de homicídio.
II. No crime material ou de ação e evento, o fato praticado tem relevância penal se, à ação praticada,
une-se, por nexo de causalidade, um resultado exterior destacado da ação e considerado
consequência essencial à configuração típica.
III. Nos crimes em que o dano se destaca da ação, e esta se desenrola por uma trilha conduzente à
produção do resultado danoso, o legislador pune essa ação, mesmo que não venha a efetivamente
atingir o resultado, criando-se, todavia, uma situação perigosa ao bem jurídico, que não foi lesado
apenas por razões independentes da vontade do agente, pois a ação era potencialmente lesiva. Eis a
definição do crime de perigo abstrato.
IV. Em síntese, o tipo penal reproduz, de forma paradigmática, a ação tal como é na realidade, ou
seja, caracterizada por um significado axiológico como menosprezo a um valor digno de tutela.
Havendo plena congruência entre ação, nos seus elementos objetivos, subjetivos e valorativos, e o
que se descreve no modo abstrato no tipo penal, dá-se a adequação típica.
a) Está incorreta apenas a assertiva I.
b) Está incorreta apenas a assertiva II.
c) Está incorreta apenas a assertiva III.
d) Estão incorretas todas as assertivas.
e) Estão corretas todas as assertivas

57. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou denúncia oferecida no Inquérito nº
3393/PB. Em seu voto o relator, Ministro Luiz Fux , declarou que: ―A verificação acerca da
narração de fato típico, antijurídico e culpável, da inexistência de causa de extinção da punibilidade
nas condições exigidas pela lei para o exercício da ação penal (aí incluída a justa causa), revelam -
se fundamental para o juízo de admissibilidade de deflagração da ação penal, máxime em se
tratando de crimes de competência originária do Supremo Tribunal Federal‖. Considerando o
trecho do referido acórdão pode- se afirmar que o conceito de crime utilizado neste julgado foi o
conceito:
a) Analítico.
b) Sociológico.
c) Material.
d) Formal.
e) Filosófico.
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58. Ano: 201 6 Banca: CESPE Órgão: TRT - 8ª Região (PA e AP) Prova: Analista judiciário -
Oficial de Justiça Avaliador Federal
Com base no que dispõe a Constituição Federal de 1988 quanto ao direito penal, assinale a opção
correta.
a) Não se permitem penas de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento, cruéis ou de
morte, salvo esta última em caso de guerra declarada.
b) Por ser uma pena pecuniária, a multa pode ser, nos termos da lei, estendida aos sucessores e
contra eles executada, até o limite do valor do patrimônio transferido.
c) A escolha do estabelecimento onde o agente cumprirá pena restritiva de liberdade depende de
aspectos como periculosidade do delito, aptidão para o trabalho, idade, escolaridade e sexo do
apenado.
d) É permitida a extradição do brasileiro naturalizado que pratique, após a naturalização, crime
comum ou crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.
e) Constituem crimes inafiançáveis e imprescritíveis o racismo, a tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos.

59. Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: TJ-MS Prova: Juiz Substituto
Assinale a alternativa correta.
a) Norma penal em branco é aquela cujo preceito secundário do tipo penal é estabelecido por outra
norma legal, regulamentar ou administrativa.
b) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.
c) Da Constituição Federal de 1988 pode-se extrair a garantia à sociedade pela aplicação do
princípio da não fragmentariedade, consistente na proteção de todos os bens jurídicos e proteção
dos interesses jurídicos.
d) O Código Penal Brasileiro adotou a teoria do resultado para aferição do tempo do crime,
conforme se depreende do art. 4o do mencionado Código.
e) A tipicidade conglobante é um corretivo da tipicidade legal, posto que pode excluir do âmbito do
típico aquelas condutas que apenas aparentemente estão proibidas.

60. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do Recurso Extraordinário
(RE) 635659, no qual se discute a constitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei
11.343/2006), o qual tipifica como crime o porte de drogas para consumo pessoal. A Defensoria
Pública do Estado de São Paulo, que representa o recorrente, sustenta no recurso, dentre outros
argumentos, que não há lesividade na hipótese do porte de drogas para uso próprio, uma vez que tal
conduta não afronta a saúde pública (objeto jurídico do delito de tráfico), ―mas apenas, e quando
muito, a saúde do próprio usuário‖. (Fonte: www.stf.jus.br)
Indique qual dos princípios abaixo melhor representa os fundamentos da Defensoria Pública no
Recurso Extraordinário em destaque:
a) Princípio da culpabilidade.
b) Princípio da anterioridade.
c) Princípio da ofensividade.
d) Princípio da humanidade.
e) Princípio da reserva legal

61. De acordo com o Código Penal, ―o resultado, de que depende a existência do crime, somente é
imputável a quem lhe deu causa‖. Ainda de acordo com o Código Penal, considera-se causa:
a) A ação ou omissão, mesmo que incapaz de causar o resultado previsto no tipo penal.
b) A ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
c) A ação ou omissão imaginada pelo sujeito, mesmo que sem efetiva materialização ou
exteriorização.
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d) Apenas a ação pode ser considerada causa, pois a omissão não pode gerar resultado penalmente
punível.

62. De acordo com o Código Penal, ―o resultado, de que depende a existência do crime, somente é
imputável a quem lhe deu causa‖. Ainda de acordo com o Código Penal, considera-se causa:
a) A ação ou omissão, mesmo que incapaz de causar o resultado previsto no tipo penal.
b) A ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
c) A ação ou omissão imaginada pelo sujeito, mesmo que sem efetiva materialização ou
exteriorização.
d) Apenas a ação pode ser considerada causa, pois a omissão não pode gerar resultado penalmente
punível.

63. ―Existe_________ quando o agente prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que não
ocorrerá; configura- se _________ quando a vontade do agente não está dirigida para a obtenção do
resultado, pois ele quer algo diverso, mas, prevendo que o evento possa ocorrer, assume assim
mesmo a possibilidade de sua produção.‖

Assinale a alternativa que correta e respectivamente completa as lacunas.


a) dolo indireto ... dolo alternativo
b) dolo eventual ... culpa consciente
c) culpa inconsciente ... culpa consciente
d) culpa consciente ... dolo eventual
e) culpa inconsciente ... dolo eventual

64. Quado o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo, ele comete o crime de forma:
a) agravada.
b) culposa.
c) punível.
d) dolosa.
e) tentada.

65. Após discussão em uma casa noturna, Jonas, com a intenção de causar lesão, aplicou um golpe
de arte marcial em Leonardo, causando fratura em seu braço. Leonardo, então, foi encaminhado ao
hospital, onde constatou-se a desnecessidade de intervenção cirúrgica e optou-se por um tratamento
mais conservador com analgésicos para dor, o que permitiria que ele retornasse às suas atividades
normais em 15 dias.
A equipe médica, sem observar os devidos cuidados exigidos, ministrou o remédio a Leonardo sem
observar que era composto por substância à qual o paciente informara ser alérgico em sua ficha de
internação. Em razão da medicação aplicada, Leonardo sofreu choque anafilático, evoluindo a
óbito, conforme demonstrado em seu laudo de exame cadavérico.
Recebidos os autos do inquérito, o Ministério Público ofereceu denúncia em face de Jonas,
imputando-lhe o crime de homicídio doloso.
Diante dos fatos acima narrados e considerando o estudo da teoria da equivalência, o(a)
advogado(a) de Jonas deverá alegar que a morte de Leonardo decorreu de causa superveniente:
A) absolutamente independente, devendo ocorrer desclassificação para que Jonas responda pelo
crime de lesão corporal seguida de morte.
B) relativamente independente, devendo ocorrer desclassificação para o crime de lesão corporal
seguida de morte, já que a morte teve relação com sua conduta inicial.
C) relativamente independente, que, por si só, causou o resultado, devendo haver desclassificação
para o crime de homicídio culposo.
D) relativamente independente, que, por si só, produziu o resultado, devendo haver desclassificação
para o crime de lesão corporal, não podendo ser imputado o resultado morte.
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66. Sandra, mãe de Enrico, de 4 anos de idade, fruto de relacionamento anterior, namorava Fábio.
Após conturbado término do relacionamento, cujas discussões tinham como principal motivo a
criança e a relação de Sandra com o ex-companheiro, Fábio comparece à residência de Sandra,
enquanto esta trabalhava, para buscar seus pertences. Na ocasião, ele encontrou Enrico e uma irmã
de Sandra, que cuidava da criança.
Com raiva pelo término da relação, Fábio, aproveitando-se da distração da tia, conversa com a
criança sobre como seria legal voar do 8o andar apenas com uma pequena toalha funcionando como
paraquedas. Diante do incentivo de Fábio, Enrico pula da varanda do apartamento com a toalha e
vem a sofrer lesões corporais de natureza grave, já que cai em cima de uma árvore.
Descobertos os fatos, a família de Fábio procura advogado para esclarecimentos sobre as
consequências jurídicas do ato.
Considerando as informações narradas, sob o ponto de vista técnico, deverá o advogado esclarecer
que a conduta de Fábio configura:
A) conduta atípica, já que não houve resultado de morte a partir da instigação ao suicídio.
B) crime de instigação ao suicídio consumado, com pena inferior àquela prevista para quando há
efetiva morte.
C) crime de instigação ao suicídio na modalidade tentada.
D) crime de homicídio na modalidade tentada.

67. Ao final das comemorações da noite de Natal com sua família, Paulo, quando deixava o local,
acabou por levar consigo o presente do seu primo Caio, acreditando ser o seu, tendo em vista que as
caixas dos presentes eram idênticas. Após perceber o sumiço do seu presente e acreditando ter sido
vítima de crime patrimonial, Caio compareceu à Delegacia para registrar o ocorrido, ocasião em que
foram ouvidas testemunhas presenciais, que afirmaram ter visto Paulo sair com aquele objeto. Paulo,
ao tomar conhecimento da investigação, compareceu em sede policial e indicou onde o objeto
estava, sendo o bem apreendido no dia seguinte em sua residência. Preocupado com sua situação
jurídica, Paulo procurou a Defensoria Pública. Sob o ponto de vista jurídico, sua conduta impõe o
reconhecimento de que:
a) ocorreu erro de proibição, afastando a culpabilidade ou gerando causa de redução de pena, a
depender de ser considerado vencível ou invencível;
b) foi praticado crime de furto, mas deverá ser reconhecida a causa de diminuição de pena do
arrependimento posterior;
c) houve erro sobre a pessoa, devendo ser consideradas as características daquele que se pretendia
atingir;
d) ocorreu erro de tipo, o que faz com que, no caso concreto, sua conduta seja considerada atípica;
e) houve erro na execução (aberratio ictus), logo a conduta deverá ser considerada atípica.

68. Defensoria Pública. 2019. SP.


Daniel, com 18 anos de idade, conhece Rebeca, com 13 anos de idade, em uma festa e a convida
para sair. Os dois começam a namorar e, cerca de 6 meses depois, Rebeca decide perder a
virgindade com Daniel. O rapaz, mesmo sabendo da idade da jovem e da proibição legal de praticar
conjunção carnal ou outro ato libidinoso com menor de 14 anos, ainda que com seu consentimento,
mantém relação sexual com Rebeca, acreditando que o fato de namorarem seria uma causa de
justificação que tornaria a sua conduta permitida, causa essa que, na verdade, não existe. Ocorre que
os pais de Rebeca, ao descobrirem sobre o relacionamento de sua filha com Daniel, comunicaram
os fatos à polícia. Daniel é denunciado pelo delito de estupro de vulnerável e a defesa alega que ele
agiu em erro. De acordo com a teoria limitada da culpabilidade, Daniel incorreu em erro
a) de tipo.
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b) sobre a pessoa.
c) de proibição direto.
d) de proibição indireto.
e) de tipo permissivo.

GRUPO SUBJETIVO

1. Qual a fonte forma imediata do direito penal?

2. Qual a fonte material do direito penal?

Defina:
3. Lei penal incriminadora.

4. Lei penal não incriminadora permissiva.

5. Lei penal não incriminadora exculpante.

6. Lei penal não incriminadora interpretativa.

7. Lei penal em branco heterogênea.

8. O que é interpretação analógica?

9. O que é analogia? Pode haver a criação de situação jurídica em que crie situação mais gravosa ao
réu?

10. Em que consiste o princípio da adequação social?

11. Em que consiste o princípio da insignificância? Quais são os vetores utilizados para
fundamentá-lo?

12. Qual a principal consequência jurídica da ―abolitio criminis‖? Defina o instituto.

13. O Governo Federal propôs e aprovou lei que criminaliza, temporariamente, com pena de
detenção de 2 a 4 anos, a venda de água acima de determinando valor, que foi definido na referida
lei, em razão da escassez do produto. Assim, criou-se um crime para os comerciantes durante o
verão de 2013/2014 (entre dezembro/2013 a março 2014). Pergunta-se, Antônio, comerciante, em
junho de 2014, foi acusado de ter praticado o crime em janeiro/2013. Em razão da vigência
temporária, é possível que Antônio seja processado e condenado, em razão desta lei, em junho/2014,
embora ela não tivesse mais validade? Explique e fundamente.

13. Em que consiste o princípio da nacionalidade/personalidade, no que se refere à


extraterritorialidade da lei penal?

14. Em que consiste o princípio da personalidade ativa?


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15. Em que consiste o princípio da personalidade passiva?

16. Qual o conceito de território nacional, para fins de aplicação da lei penal?

17. Defina crime, sob o critério formal.

18. Defina crime, sob o critério analítico.

19. Quem é o sujeito passivo do crime?

20. Qual o conceito de objeto do crime?

Defina:
22. Crime próprio.

23. Crime de mão própria.

24. Crime complexo.

25. Crime material.

26. Crime formal.

27. Crime de mera conduta.

28. Crime permanente.

29. Crime instantâneo de efeitos permanentes.

30. Crime a prazo e Crime Vago.

31. Crime de perigo abstrato.

32. Crime de perigo concreto.

34. Crime comissivo.

35. Crime omissivo.

36. Crime comissivo por omissão.

37. Disserte sobre os elementos que compões o fato típico, elemento do conceito analítico de crime.

38. Para o elemento conduta, núcleo do fato típico, quais são suas principais características?

39. A coação física irresistível (vis absoluta) exclui a conduta?

40. Qual o conceito de tipicidade, elemento do fato típico?

41. Em que consiste o conceito de adequação típica de subordinação mediata?


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42. Qual o conceito de concausa?

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