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MINISTRANDO LOUVOR COM CRIATIVIDADE

Pr. Marcílio de Oliveira Filho – nivembro de 2001


Para o LOUVARIO – São José dos Campos

1.OBJETIVOS DO CURSO

Levar o líder de ministração coletiva a:

• Conscientizar-se da importância do seu papel na condução da celebração comunitária.


• Reconhecer a necessidade do planejamento do programa, possibilitando a
racionalização do tempo e uma linha de ação que cooperem para um bom resultado
final.
• Identificar novas estratégias de comunicação através da música, de forma a atingir as
diversas faixas etárias e gostos distintos.
• Compreender que não existe uma forma batista de louvar, visto que os batistas
surgiram do movimento espiritual que ocorreu em oposição ao uso forçado do “Livro
de Oração Comum” que impunha uma forma fixa de culto na Inglaterra do século
XVII. (Joel Sierra – México).

2. OBJETIVOS DO CULTO *

• Proporcionar atos pelos quais o adorador, juntamente com outros irmãos, poderá
expressar adoração a Deus.
• Proclamar as Boas Novas de salvação aos que não são crentes.
• Promover a comunhão entre os irmãos em Cristo e entre o adorador e o Senhor.
• Conduzir o crescimento espiritual do crente através da edificação e do ensino.
• Confortar e consolar o adorador abalado espiritual ou emocionalmente.

* David William Hodges - apostila Um Modelo Para o Culto Evangelístico – Seminário


Teológico Batista do Norte do Brasil – Recife – 2001)
3. REFLEXÕES IMPORTANTES PARA O LÍDER
• POR QUÊ cantar no culto?
1. A música é um grande veículo de integração entre as pessoas.
2. Com ela podemos expressar a Deus e aos homens nossos sentimentos. As estrelas
da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam. (Jó
38.7)
3. Porque através do Espírito Santo a música é usada para a glória de Deus e para a
edificação das pessoas.
• QUANDO cantar no culto?
1. Nos diversos momentos do programa. O programa básico do culto deve conter
momentos de adoração, contrição, comunhão, consagração, pregação e oração.
• O QUE cantar no culto?
1. Músicas dirigidas a Deus, como acontecia na Igreja Primitiva, que usava os
cânticos tão somente para louvar e engrandecer a Deus. Não havia preocupação
com o ser humano.
2. Músicas que falem ao homem, lembrando suas necessidades e anseios, ajudando-o
a entregar a Deus suas preocupações e alegrias, possibilitando que o adorador
cresça espiritualmente.
3. Hinos e canções de diferentes estilos: alegres, sóbrios, contritos, contagiantes,
observando o propósito de sua inserção e sua adequação ao momento específico do
programa.
Neste aspecto, é importante salientar que:
• Deve haver coerência na seleção do repertório musical, observando que o
estilo precisa estar adequado a intenção do momento no qual é inserida
determinada peça musical.
• É preciso bom senso no planejamento do programa, tomando cuidado para
que a música não ocupe tempo demais na programação.
• As fontes determinantes do repertório disponível precisam ser muito
variadas. Além de conhecimento de muitos lançamentos no mercado
fonográfico, é fundamental o conhecimento de hinários e coletâneas
diversas nacionais e internacionais.
• É fundamental o estudo teológico doutrinário do que se pretende ensinar,
observando se as letras são coerentes com aquilo que cremos e
professsamos. Joel Sierra, do México nos diz sobre isto que “um bom
conteúdo teológico não pode ser de nenhuma maneira linguagem
incompreensível. Tudo o que se canta, fala, lê e ora no culto público
devem ser palavras compreensivas para todos. O culto é pleno de
teologia."
• Ao selecionar hinos e canções deve-se tomar cuidado para que suas letras
não sejam vulgares, simplórias ou muito elaborados, impedindo as pessoas
experimentar o verdadeiro louvor.
• O critério para seleção do repertório musical deve levar em conta:
- a aprendizagem rápida da congregação;
- sua acessibilidade ao público-alvo;
- o envolvimento da congregação na celebração do culto.
Portanto:
O líder de ministração coletiva precisa conhecer a congregação, observando as diversas
faixas etárias, culturas, costumes, cuidando para que o repertório musical esteja
sintonizado com essa diversidade. Concordamos com Joel Sierra quando diz que "as
diversas gerações na congregação não devem impor-se egoisticamente, mas deve haver
riqueza na diversidade".
• COMO cantar no culto?
1. Começando as reuniões com ações de graças e louvores de temas gerais. “entrai
por suas portas com ações de graças e nos seus átrios com hinos de louvor.
Rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome." (Salmos 100.4)
2. Lembrando a todos os adoradores (congregação e músicos) que o cântico é para o
Senhor. Muitas vezes cantamos apenas por tradição histórica, sem consciência da
importância da música no culto e do ato de adoração.
3. Fugindo da pressa, mas tomando cuidado para não errar pelo excesso. Neste
aspecto, o equilíbrio é fundamental, evitando tanto o mecanicismo, que caracteriza
a pressa, quanto o alongamento, prejudicando outros itens do programa.
4. Usando livros de cânticos e hinetos, hinários oficiais e músicas avulsas, buscando
sempre uma variedade saudável, preocupando-se em estabelecer uma boa dosagem
entre músicas novas (desconhecidas) e repertório mais antigo, que já é de domínio
congregacional e ajuda muito na adoração consciente.
5. Buscando um equilibrio entre formalidade, informalidade, técnica e improvisação.
Todos esses 4 fatores são importantes para um bom programa de culto e devem ser
analisados pelos dirigentes de louvor.

• COM QUEM louvar no culto?


1. Com a congregação inteira, levando-a a participação consciente, de forma que
compreendam que o alvo do culto é exaltar Jesus.
2. Com os instrumentistas e cantores, que desde os ensaios até o final do culto devem
estar afinados musicalmente, mas, acima de tudo, afetiva e espiritualmente.
3. Com o pregador que, muitas vezes, está bastante preocupado com sua parte difícil
e espinhosa e acaba não participando do culto como um todo.

4. O PLANEJAMENTO
• ANTES do culto:
1. Determinar o tempo de duração.
2. Dividir o tempo entre as diversas partes do culto.
3. Estabelecer os alvos a serem alcançados até o final do culto, tendo como base o
tema do sermão a ser pregado.
4. Escolher músicas cujo estilo sejam coerentes com os diversos momentos a serem
vividos durante o culto.
5. Ajudar a todos os músicos, equipe de som e outros líderes do culto a entenderem a
importância do preparo do corpo, alma e espírito para a hora do culto.
6. Passar o som com os microfones ligados, testando cada um em separado,
processando uma boa equalização entre vozes e instrumentos. A passagem de som
é fundamental para o êxito do culto.
• DURANTE o culto:
1. Os dirigentes e participantes não devem mostrar insegurança, nervosismo ou
cansaço. O líder deve estar consciente de que seu papel é ministrar.
2. Buscar a unção do Espírito Santo para a verdadeira adoração. Não pode haver
triunfalismo nem auto-suficiência.
3. A função principal dos dirigentes é conduzir o povo à presença de Deus e não a de
agir como animador do auditório.
4. O dirigente deve estar atento ao comportamento congregacional, observando sua
reação durante o louvor, buscando envolvimento sincero do corpo de Cristo. Isso
não significa manipulação de massas ou indução emocional.
5. O dirigente do programa deve buscar coerência para promover o momento
propício para o sermão, evitando assim, que o pregador dirija-se a um auditório
frio, que não foi devidamente preparado para ouvir a Palavra, mas, também, que
encontre um povo demasiadamente cansado.
• DEPOIS do culto
1. Ter disposição para avaliar o trabalho desenvolvido durante o culto.
2. Possibilitar que haja momentos para avaliação individual e coletiva, tendo alguns
valores estabelecidos, como:
Quanto tempo foi gasto em avisos, cânticos, orações, músicas especiais, sermão,
apelo, etc?
A divisão desse tempo foi suficiente para atingir as metas propostas para cada item
do programa?
As metas do programa foram atingidas? O que facilitou ou o que dificultou para se
atingir essa meta?

5. DEUS – MÚSICA E MÚSICOS

• Toda a adoração deve ser dirigida a Deus:


Não terás outros deuses diante de mim. (Ex.20.3)
• Deus se revela ao homem de diversas maneiras e em diversos momentos. Não depende
de um momento formal, embora o culto que Lhe prestamos seja o principal momento
para isto acontecer. No culto Deus fala com os adoradores mostrando-lhes Sua
vontade, despertando sentimentos de obediência, consagração, santificação e respeito
diante do Seu poder.
• Motivos de gratidão, respeito e adoração devem ser lembrados.
Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem ao Alto, descendo do Pai das luzes, em
quem não há mudança nem sombra de variação. (Tiago 1.17)
• A música deve engrandecer o nome de Deus.
Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na
minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se
alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o seu nome.
(Salmos 34.1-3).
• Os músicos precisam entender seu papel no ato de adoração a Deus. O líder da
adoração e todos os cooperadores são os levitas hoje. Depois da vinda de Jesus os
cristãos não precisam mais de um mediador para os atos de adoração, mas os músicos
como também os pastores são os líderes que ajudam na condução espiritual do culto.
... foram contados os filhos de Levi da idade de 20 anos e daí para cima. Porque o
seu cargo era estar ao mandado dos filhos de Arão no ministério da casa do
Senhor, nos átrios, e nas câmaras, e na purificação de todas as coisas sagradas, e
na obra do ministério da casa de Deus. (I Crôn. 23.27-28).

6. CONDUZINDO ENSAIOS

• A importância dos ensaios.


Ramon Tessmann diz que “os ensaios em grupo são considerados fundamentais dentro
de um ministério musical. Muita gente tem dado bastante importância a este ponto em
especial e outros não têm levado o assunto tão a sério. A estes últimos deixo um alerta: é
hora de mudar”.
• Estratégias para bom aproveitamento do tempo:
1. Planejar com antecedência a distribuição do tempo total.
2. Trabalhar em separado com instrumentistas e cantores, fazendo a junção ao final
do ensaio.
3. Fazer todos os arranjos antes do ensaio, explicando com clareza todo o processo
para facilitar o trabalho dos executantes.
4. Separar um tempo para oração, comunhão e ministração da Palavra aos músicos.
• Instrumentistas, equipe de som, backs vocais e regente:
1. Lembrar a cada participante sua função como levita na ministração durante o culto.
2. Valorizar o trabalho dos técnicos de som e iluminação, pois são parte importante neste
processo. É preciso investir tempo em sua vida espiritual e crescimento cristão, para
que não cumpram suas tarefas mecanicamente.
3. Os backs vocais são responsáveis pelo apoio ao líder na direção e pelo incentivo aos
adoradores a participarem de maneira mais efetiva. Não podem expressar apatia nem
indiferença durante o culto.
4. O regente é o líder da adoração. Precisa comunicar-se com facilidade, ter vocabulário
acessível à congregação e, principalmente, não pregar um sermão antes de cada
música. É importante que entenda seu papel de ministrante e não de pregador durante
o tempo da celebração.
5. O regente nem sempre é o arranjador, mas precisa conhecer perfeitamente todo o
arranjo a ser executado no culto, ensinando-o com facilidade aos músicos.
• Buscando o equilíbrio:
1. cuidado para não determinar com radicalismo quais os instrumentos que poderão ser
utilizados no programa do culto. O critério para esta definição deve ser o da análise de
timbres e características peculiares de cada instrumento, observando quais os
resultados que cada um pode determinar na impressão e percepção do ouvinte. O
instrumento é um apoio ao objetivo proposto na inserção de determinada música no
programa do culto.
2. O instrumento deve auxiliar a atingir o alvo estabelecido para o momento determinado
do programa. Exemplo: se quisermos um momento que provoque bastante alegria, não
podemos usar um instrumento que ajude na emoção e sensibilização para contrição,
choro e introspecção. O inverso também é verdade.
3. A equipe de som precisa estar informada e atenta aos objetivos de cada etapa do
programa do culto, que se dará durante o período de ensaio, possibilitando o
equilíbrio de volume e abertura de som para cada instrumento ou cantor no momento
certo.

7. PLANEJANDO UMA LITURGIA MISTURADA

• É importante que não se determine um único estilo para o programa do culto. “A


adoração correta deve ser misturada porque o corpo de Cristo é em si mesmo
misturado, conforme mostra I Cor. 12). Por definição, a igreja une, num mesmo
organismo vivo, pessoas de todas as origens e estilos de vida diferentes.” (Ron Man –
Pastor de Adoração e Música – USA).
• Utilizando uma diversidade cada vez maior no conteúdo das fontes de repertório para
o culto, o dirigente deve procurar utilizar todos os recursos musicais disponíveis para
o programa, sempre observando que a música está à serviço dos alvos propostos para
o culto como um todo.
• Não precisamos obrigatoriamente separar salmos, hinos e cânticos durante o programa
do culto. Pode-se planejar uma seqüência natural, progressiva, ajudando a
congregação a vivenciar os alvos propostos através de suas emoções.
• A mistura saudável no programa deve contemplar idades, gostos e estilos diferentes,
podendo perfeitamente inserir esTa variedade para que no culto todos participem,
cada um se identificando em algum momento com suas preferências emocionais e
físicas, determinadas por culturas, idades e histórico espiritual.
• Ao planejar o repertório para o culto temos que analisar também se existe um público
alvo específico ou se temos uma congregação heterogênea.

Exemplos:
1. Se o culto é exclusivamente com pessoas da terceira idade, o repertório deve
conter os hinos históricos, melodias mais lentas, ritmos não muito acentuados e
que sejam familiares para os mais idosos.
2. Se o culto é com adolescentes ou jovens, o repertório deve conter hinos ou
canções com ritmos mais definidos, evidenciando o estímulo sensorial e podem
se desconhecidos pelos participantes, que poderão aprender com mais rapidez.
3. Se o culto é exclusivamente com crianças, o repertório deve conter canções
mais curtas, extensão melódica média e vocabulário acessível à criança. A
criança aprende pela repetição, por isso alguns temas devem ser muito repetidos
durante a canção.
4. Se o culto é com pessoas de diversas idades precisa haver esse equilíbrio entre
as tendências acima. Esta é a missão mais difícil para os líderes de adoração,
visto que precisam ajudar a todos para que prestem um culto em espírito e em
verdade e com entendimento, como exorta a Bíblia.
• O culto contemporâneo mundial recebe influência forte dos cultos carismáticos, cujo
aspecto fundamental está na participação congregacional, pois segundo estes "as
músicas para o louvor não são para serem ouvidas, mas para serem cantadas. Esta
tendência atual tem contribuído para a diminuição gradual e até desaparecimento dos
corais e conjuntos vocais nas igrejas. Ao decidirmos que queremos adotar uma liturgia
misturada não podemos esquecer da inclusão dos coros e conjuntos vocais nos
programas, ainda que precisem eventualmente uma revisão em suas formas de
apresentação e participação no culto".

8. SUGESTÕES PARA UM REPERTÓRIO CONGREGACIONAL VARIADO

• Determinar um tema específico, como por exemplo:


1 - ALEGRIA.
Use a canção “Alegrar-me-ei” de Jorge Camargo e Guilherme Kerr, unindo ao final
com os temas dos hinos tradicionais “Eu Alegre Vou na Sua Luz” e “Sou Feliz com
Jesus” (Cantor Cristão, Hinário Para o Culto Cristão e outros denominacionais).

2 - NOME DE JESUS
Use a canção “O Nome de Jesus” (compositor desconhecido) com o refrão do hino
“Nome Bom, Doce a Fé” (Cantor Cristão, HCC e outros).

3 - DOCE NOME DE JESUS


Use o hino “Que Doce Voz Tem Meu Senhor” (Cantor Cristão) com o refrão da
canção “Doce Nome” de Gláucia Carvalho.

4 – O PODER DE JESUS
Use a canção “Só Há Poder no Nome” (compositor desconhecido) com o refrão do
hino “Do Teu Pecado Te Queres Livrar” (Cantor Cristão número 89).

5 – MISSÕES NACIONAIS
Use o hino “Minha Pátria Para Cristo” (Cantor Cristão e HCC) com o final da
canção de João Alexandre, a partir da frase “Brasil, olha pra cima, existe uma
chance de ser novamente feliz”. Para esta fusão dar certo é importante que o hino não
seja cantado de forma marcial e rápida. A interpretação precisa ser mais contemplativa
e ao final ainda pode repetir a expressão “Salve Deus a minha terra, esta terra do
Brasil”.

6 – CANÇÕES NATALINAS
Pode-se fazer uma série de seqüências natalinas. Basta que se escolha canções com
tonalidades iguais ou vizinhas e também com estilos rítmicos e melódicos mais
próximos. Sugestão: comece cantando o estribilho de “Surgem Anjos Proclamando”,
repetindo apenas a palavra “glória”, seguindo da 1a. estrofe do hino “Adeste Fidelis”,
retornando à palavra “glória” e modulando para Dó Maior e cantando a música
“Noite Feliz”. Se desejar pode encerrar repetindo a palavra “glória” saindo da
tonalidade de Do Maior através dos acordes de Do M – baixo Ré ( C/D ) e depois Ré
7.

7 – FIDELIDADE DE DEUS
Use a canção de Asaph Borba “Deus é Fiel” na íntegra e depois use a estrofe e refrão
do hino “Tu és Fiel, Senhor” podendo manter o andamento quaternário ou alterando
na entrada do hino para o compasso ternário original. Termine o refrão do hino
reforçando por 3 vezes a expressão chave “Tu És Fiel, Senhor” e em seguida volte ao
tema da canção “Deus é Fiel”.
8 – HINOS ANTIGOS COM MELODIAS CONTEMPORÂNEAS
NATAL – Use o hino “Alerta, ó Terra, Entoa” (Cantor Cristão 28) com a melodia
brasileira de Marcílio de Oliveira Filho.
COMPANHIA DIVINA – Use o hino “Quero o Salvador Comigo” (Cantor Cristão)
conforme nova melodia de Zelda C.S. de Oliveira no HCC 347.

9 – JUNÇÃO ENTRE CORO E CONGREGAÇÃO


Pode-se fazer diversas combinações temáticas utilizando o coro com seus hinos e as
canções ou mesmo hinos tradicionais da congregação. O critério para esta seqüência
pode ser observando os mesmos temas (junção temática) ou o mesmo estilo (junção
estilística) ou ainda as tonalidades iguais ou vizinhas (junção tonal).

CONCLUSÃO

1. Somos seres humanos, fracos, falíveis, passíveis de erros, e só pela graça maravilhosa
de Jesus é que chegamos ao Pai em nossos cultos de adoração. Somos muito pequenos
quando pensamos que aquilo de que gostamos é o que Deus tem que gostar. (Joel
Sierra – México).
2. Cresçamos em nosso propósito de cultuar a Deus, fazendo de nossos momentos de
celebração um ato que não reflita apenas planejamento e organização, mas também
uma experiência transcendente, que nos aproxime realmente do Senhor e que nos leve
a viver todo o tempo na Sua presença.
3. Joel Sierra nos diz que “se ao término do culto, por mais música harmoniosa que
tenha tido, sairmos sozinhos em nosso pensar ou em nossa alegria, bem poderíamos
ter ido ao teatro, ou ter ficado em casa assistindo um desses programas religiosos
pela televisão. No culto público deve haver encontro. Jesus Cristo nos espera para
interceder, para agradecer, para confessar, para proclamar, para louvor na
congregação. No culto nos encontramos com Jesus Cristo e com seu corpo, que é a
igreja.”

Pr. Marcílio de Oliveira Filho


Curitiba – setembro de 2001