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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS – CCH


CURSO DE GEOGRAFIA

Aspectos humanos em iguaíba

SÃO LUÍS – MA
2003
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS – CCH
CURSO DE GEOGRAFIA

Gilckson Lamounier Pinto Mourão


&
Rodrigo Tadeu Chaves de Aragão

Aspectos humanos em iguaíba.

Relatório do trabalho de campo na disciplina


de Geografia Humana II, apresentado a
professora Roberta como forma de obtenção
da 3º nota na disciplina referente ao mês de
Fevereiro.

SÃO LUÍS – MA
2003
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS – CCH
CURSO DE GEOGRAFIA

1. IDENTIFICAÇÃO

Assunto: Trabalho de Campo realizado em Iguaíba, Paço do Lumiar, Maranhão

Local: Assentamentos no logradouro de Iguaíba

Data: 13 de fevereiro de 2003

Disciplina: Geografia Humana II

Professor Responsável: Roberta

2. INTRODUÇÃO

Levando-se em conta o que foi visto em sala de aula, resolveu-se colocar em


pratica os conhecimentos a respeito de agricultura familiar, modo de produção e venda das
populações satélites, especificamente a população de Iguaíba, logradouro do interior de
Paço do Lumiar.
É importante observar os aspectos socioeconômicos “IN LOCO”, descrevendo-
o e relacionando-o aos conhecimentos obtidos em sala de aula, buscando assim uma
melhor e mais detalhada compreensão por parte dos alunos.

3. OBJETIVO

O objetivo geral e principal é caracterizar e fornecer uma compreensão


adequada e sistemática sobre o modo de produção familiar dos moradores de um
assentamento localizado no logradouro de Iguaíba, mostrando as formas de
comercialização da produção e as diferenças relacionadas aos fatores socioeconômicos
dentro de um mesmo espaço geográfico.

4. JUSTIFICATIVA

A realização deste trabalho de campo tem como justificativa proporcionar uma


atividade de campo de conhecimentos em agricultura familiar, relacionando-o com o
comercio da Grande São Luis, mais especificamente no bairro do João Paulo e Feiras
Livres distribuídas em diversos bairros da mesma, mostrando as diferentes formas de
comercio informal, que estabelece uma relação da teoria com o estudo “IN LOCO”.

5. METODOLOGIA
A metodologia utilizada para a realização do presente trabalho de campo foi o
método explicativo e expositivo, feito pela professora Roberta, com base na analise dos
questionários aplicado nos moradores de Iguaíba, relacionado aos aspectos sociais e de
comercialização da produção, bem como os fatores econômicos de renda e modo de
produção.
O material utilizado para a obtenção das informações necessárias no trabalho
de campo, foi um questionário elaborado pelos alunos do curso de geografia da UFMA,
contando com a colaboração da professora Roberta, aplicado diretamente aos moradores.

6. DESENVOLVIMENTO

Na aplicação dos questionários, foi possível observar a forma de produção e


saber sobre a comercialização dos produtos cultivados naquela área, com destaque para o
cultivo da acerola, machiche, quiabo, melancia, banana e hortaliças. Também pode se
observar que a maioria dos moradores são naturais de Iguaíba, possuindo terreno próprio
e residem no local a mais de 30 anos.
A produção é destinada ao consumo próprio, mas na maioria das vezes é
comercializada em feiras livres (João Paulo, Paço do Lumiar e no local), e a renda é
baseada inteiramente na produção, sendo esta sendo sua única fonte de renda.
Sendo assim, o lucro é obtido principalmente pela comercialização da acerola,
devido ao seu baixo custo de produção, mas, percebe-se uma dependência dos fatores que
influenciam as épocas de produção, ou seja, o produto apresenta determinada demanda em
diferentes períodos do ano, alternando entre acerola e banana.
A terra é trabalhada de forma manual, sem a utilização de fertilizantes químicos
ou qualquer tipo de maquinaria pesada ou especializada (tratores ou colheitadeira). O
único insumo agrícola utilizado pelos moradores é o adubo orgânico (esterco),
principalmente os baseados em fezes de animais.
A maioria dos entrevistados não eram alfabetizados, salvo algumas exceções
onde possuíam o ensino fundamental incompleto (6º série na maioria dos casos), e em
raríssimas exceções o Ensino Médio completo.
Visto que a renda baseia-se exclusivamente na produção, percebe-se uma renda
que varia de R$ 200,00 a R$ 300,00 por mês,e totalmente dependente do escoamento do
produto, havendo meses em que o lucro é bem menor.
Outra questão abordada com bastante ênfase e indignação pelos moradores é a
falta de auxilio por parte do município, que apresentava uma Secretária de Agricultura nas
proximidades de Iguaíba, e que era completamente omissa no que diz respeito a qualquer
tipo de auxilio à agricultura.
Ainda relação à falta de auxilio à agricultura e a população, temos o fato de
que o fornecimento de água da região é dependente da construção de poços artesianos
pelos próprios moradores.
Não podemos deixar de citar um fato curioso que nos chamou a atenção:
Percebemos que as famílias (tio, tia, avô, irmão, cunhados...) moravam todos muitos
próximos uns dos outros, mas a produção era individual, e não se dividia o lucro e nem a
produção, por exemplo, você podia ter em uma mesma rua varias casas e uma única
família, mas cada casa com sua própria produção.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho de campo realizado no logradouro de Iguaíba teve grande


importância para os alunos do 4º período do curso de geografia por ter proporcionado a
estes a aplicação do conhecimento que tinham sobre geografia humana e agricultura
alternativa, dando ênfase à utilização de questionários, o que forneceu dados sobre a forma
de vida agrícola dos moradores da região, ou seja, com esses dados tornou-se possível a
compreensão das formas de comercialização e técnicas rudimentares de cultivo que ainda
são utilizados.
A realização deste trabalho de campo mostra a importância da realização de
trabalhos desse gênero para despertar o interesse dos estudantes de geografia em
atividades praticas e de contato direto com a população para que possa ser posto em
pratica o que se aprende na sala de aula.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Não há bibliografia consultada.

As conclusões foram tiradas pelos alunos da equipe com base no que já aprenderam sobre
Agricultura Alternativa e Comércio.
anexos