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Instituto Superior Politécnico Tundavala

Huíla-Lubango

FÍSICA III
ENGENHARIA CIVIL

Docente: Eduardo Eliseu


(Assistente)

LUBANGO
2020
Objectivos da Cadeira de Física III

1. Pretende-se que os alunos se familiarizem


com a Mecânica e suas aplicações no domínio
da Engenharia Civil.

2. Estudar os conteúdos da estática e aplica - los


em construção de diversos edifícios.
Programa da Cadeira de Física III
1. Tensão e Deformação, Carregamento axial.
2. Sistemas articulados e sua determinação. Tração,
Compressão e esforço(corte).
3. Dimensões de peças à tração e à compressão
simples(pelo conceito da tensão (admissível). Contração
latera. Coeficiente de Poisson. Lei de Hooke
Generalizada.
4. Problemas estaticamente indeterminados em tração e
compressão simples. Trabalho de deformação.
5. Energia potencial elástica. Peças lineares de peso não
desprezável.
6. Equilíbrio de fios suspensos em cantenaria.
Noções de Momento Flector e de Momento Torsor. Diagrama
de esforços simples em estruturas isostáticas.
Algumas regras
1.Deve obrigatoriamente assistir todas as
aulas durante o semestre;
2. Devem desligar os telefones durante a aulas;
3. Após a entrada do professor na sala de aulas
não é permitido nenhum aluno entrar;
4. Só é avaliado o aluno que
assiste todas as aulas ;
5. Não é permitido o aluno contactar o professor
fora do local de Serviço;
6. Todos os alunos são obrigados fazer todas
as avaliações .
7. No acto da prova parcelar, exames deve os
alunos apresentar todo material necessário
CAPITULO I: TENSÃO E DEFORMAÇÃO
- CARREGAMENTO AXIAL
Considera – se uma barra BC , de comprimento L e secção
transversal de ária A, suspensa na extremidade B.
- Possuem mesma área
de seção transversal,
porém comprimentos
iniciais diferentes
-Muito embora as
Forças (P) aplicadas
sejam iguais, elas
provocam deformações
(𝛿) diferentes nas duas
barras
Ao aplicar – se uma carga P a extremidade C a barra aumenta
de comprimento.
- Pode se observar – se que se a carga P da origem a um
alongamento 𝛿 na barra BC, é necessário introduzir uma carga
2P para causar o mesmo alongamento numa barra com
mesmo comprimento L mas com área de secção transversal.

𝑃 𝛿
𝛿= 𝜀=
𝐴 𝐿

𝛿
Define - Extensão longitudinal numa barra submetida a esforço
normal como alongamento por unidade de comprimento da
barra.
No caso em que a área de secção transversal da barra ser
variável ao longo da barra ser variável, a tensão normal
também será variável ao longo da barra.
𝑃
𝜎=
𝐴

Torna – se por isso necessário definir a extensão num dado


ponto
Q , considerando um elemento não deformado de comprimento
∆𝑥

∆𝛿 𝑑𝛿
𝜀= lim =
∆𝑥→0 ∆𝑥 𝑑𝑥
QUESTÃO RESOLVIDA
Dado que o alongamento e o comprimento tem as mesmas
dimensões e extensão longitudinal 𝜀 , obtida dividindo 𝛿 por L
(ou d𝛿 por dx ), é uma extensão longitudinal num dado
elemento qualquer , que seja o sistema de unidades utilizado
internacional ou americano. Considere –se, por exemplo, uma
barra de comprimento L = 0,600 m e de secção transversal
uniforme submetida a um alongamento 𝛿 = 150 x 10−6 m.
𝛿
𝜀=
𝐿
150 x 10−6m
𝜀= = 250 x 10−6
0,600𝑚

Note – se que o alongamento pode ser expresso em


micrometros 𝛿 = 150 𝜇m
𝜀 = 250𝜇
DIAGRAMA DE TENSÃO - DEFORMAÇÃO
Uma medida normalizada da ductilidade de um material é a
extensão na rotura, definida por

𝐿𝑟 −𝐿𝑜
𝐸𝑥𝑡𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑛𝑎 𝑟𝑜𝑡𝑢𝑟𝑎 = 100x
𝐿𝑜

𝐴𝑜 −𝐴𝑟
𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑟𝑖çã𝑜 = 100x
𝐴𝑜
Cada material possui características próprias: o ferro fundido é
duro e frágil, o aço é bastante resistente, o vidro é transparente e
frágil, o plástico é impermeável, a borracha é elástica, o tecido é
bom isolante térmico, etc. Dureza, fragilidade, resistência,
impermeabilidade, elasticidade, condução de calor, são exemplos
propriedades próprias de cada material.
Materiais frágeis: São
materiais que rompem
com pouca ou nenhuma
deformação.
Materiais dúcteis: São
materiais que suportam
grandes deformações até
a ruptura.
Lei de Hooke ; Modulo de Elasticidade
A Figura mostra uma mola de comprimento 𝑙𝑜 , suspensa por
uma das suas extremidades. Quando penduramos na outra
extremidade da mola um corpo de massa m, a mola passa a ter
um comprimento 𝑙. A mola produzirá uma força elástica (ou força
restauradora) que tende fazer com quem a mola retorne ao seu
estado inicial. Esta força é proporcional ao alongamento da
mola, ∆𝑙 = 𝑙 - 𝑙𝑜 , e corresponde à força elástica

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