Você está na página 1de 39

Princípios de Economia

1º Semestre – 2005/2006
Material de Apoio às Aulas Teóricas
CAPÍTULO I

•Conceitos Básicos
•Mercados e Intervenção do Governo
•Oferta e Procura

1 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Porquê estudar economia


 A vida é uma enorme e complexa colmeia
de actividades económicas, com as
pessoas a comprar, a vender, a negociar, a
investir, a poupar... o objectivo da
disciplina é contribuir para a compreensão
desta base complexa
 A escassez dos recursos e os desejos de
bem-estar conferem importância à
economia.
 Desde o berço até à sepultura cada um de
nós irá defrontar-se com as verdades
cruéis da economia (na tomada de
decisões)
2 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

1
Definição

Estudo da forma como as sociedades


utilizam recursos escassos, para produzir
bens e serviços que satisfazem
necessidades, e da forma como os
distribuem entre os indivíduos.

Os bens são escassos  A sociedade deve


usá-los de forma eficiente

3 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Conceitos Básicos

Economia - estudo de como as


sociedades decidem o que
produzir, como produzir e para
quem produzir. Decisão acerca da
afectação dos recursos.

4 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

2
As Três Tarefas de
Coordenação na Economia
1.Como Utilizar os Recursos Eficientemente
2. Que Combinações de Bens Produzir
3. Para Quem Produzir

O objectivo último da ciência económica é


melhorar as condições de vida em
sociedade (relação entre economia e bem-
estar
5 social) Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Âmbito de Análise
Microeconomia - estudo do comportamento de
agentes individuais (famílias, empresas, mercados).
Analisa detalhadamente as decisões individuais, sobre
o uso dos recursos. Podem dizer respeito, quer aos
consumidores quer aos produtores (empresas).
Macroeconomia - estudo do desempenho global da
economia. Enfatiza as relações na economia como um
todo, simplificando o comportamento dos indivíduos,
mantendo-o constante, de forma a concentrar-se nas
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
6
interacções globais.

3
Âmbito de Análise
Economia positiva: abordagem científica da
vida económica (teorias, modelos,
estatísticas...) que descreve os factos tal
como eles são.
Economia normativa: abordagem valorativa
(que envolve preceitos éticos e juízos de
valor) ou subjectiva da vida económica.

Decisão Política. Exemplos.
7 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Conceitos Básicos
Teoria – corpo de conhecimentos coeso e coerente entre si que
representa uma construção teórica da realidade
Modelo Económico - simplificação deliberada das relações reais
(abstracção), cujo propósito é explicar como essas relações
funcionam. Os modelos são simplificações, a escala reduzida,
do funcionamento da economia, o que implica a assumpção de
hipóteses ou pressupostos redutores da realidade, para
tornar modelável (operacional em termos teóricos).
Abstracção - necessidade de se ignorarem vários detalhes da
realidade, por forma a nos concentrarmos nos elementos
fundamentais de um fenómeno. O grau de abstracção
depende do objectivo de análise.
8 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

4
Armadilhas do Raciocínio Económico

• Esquecimento de manter o restante constante (ceteris


paribus) - é fundamental, de forma a desenvolvermos as conclusões
pretendidas, isolar o impacto de uma única variável. Ex. O impacto
do preço das chamadas telefónicas no acesso à Internet.
• Falácia de Post Hoc - a correlação entre duas variáveis não
implica um nexo de causalidade. Não é por A ocorrer antes de B
que podemos concluir que A é a causa de B.
• Falácia da Composição - verdadeiro para uma parte é verdadeiro
para o todo. Ex. Se todos os produtores de batata obtiverem uma
grande colheita, é provável que o rendimento agrícola diminua.
9 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Conceitos Básicos
Recursos - bens providenciados pela natureza ou
pelo Homem sobre os quais podem ser tomadas
decisões de afectação: usados para consumo ou
produção de outros bens ou serviços.
Os factores de produção tradicionais são a terra
(recursos naturais), o trabalho (tempo e
qualificações dos recursos humanos) e o capital
(financeiro, tecnologia e inovação).

10 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

5
Conceitos Básicos
Escassez e Escolha - um recurso é escasso quando a
procura, a um preço zero, excede a oferta disponível. Isto
significa que a Humanidade desejaria mais do que aquilo
que pode alcançar. Existe, assim, permanentemente, a
necessidade de escolha. Escolha essa, entre um conjunto
limitado de possibilidades, com a certeza, porém, que a
decisão de possuir mais de uma coisa implica possuir
menos de outra.
Decisão Racional - decisão que melhor serve os objectivos
do decisor, que pode ser um consumidor, uma empresa ou o
Governo. É uma decisão que analisa os custos e os
benefícios de cada decisão.
11 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Princípios Básicos
 Princípio da escassez: embora as necessidades/
desejos sejam ilimitados, os recursos são limitados, o
que sugere a existência de trade-offs
Escassez dos recursos  decisão (custos vs. benefícios)
 sacrifício de alternativas
 Principio da racionalidade: os agentes são racionais e
egoístas: têm objectivos bem definidos e decidem da
melhor maneira possível para os alcançar
 Princípio do custo-benefício: só se deve realizar uma
acção se os seus benefícios excederem os seus custos.
 Princípio da eficiência: o bem-estar económico de um
indivíduo não pode aumentar sem prejudicar o bem-
estar de outro indivíduo.
 Exemplos.
12 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

6
 Bens económicos: bens escassos ou
de oferta limitada vs. bens livres
(de oferta ilimitada)
 Necessidades: básicas e de luxo

13 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Conceitos Básicos
Racionalidade

Escolha

Afectação de Recursos

Custo de Oportunidade
14 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

7
Conceitos Básicos
Racionalidade – os agentes económicos só deverão tomar uma
decisão se o benefício esperado em que se incorre for
superior aos custos suportados (incluindo o custo de
oportunidade, isto é, sse da decisão resultar um excedente
económico positivo.
Afectação de Recursos - todas as decisões económicas se
referem a como afectar recursos, que são escassos. Estudar,
em vez de trabalhar; lançar o curso de sistemas de
informação em vez de comércio; comer saladas em prejuízo
de chocolates.
Custo de Oportunidade - valor da alternativa sacrificada
resultante
15
da escolha
Pedro(de consumo,Sardinha/Luisa
Dominguinhos/Boguslawa ou produção)
Carvalho/Rogériofeita
Silveira pelo

decisor.

Custo de Oportunidade

 “O custo de oportunidade de uma


actividade é o valor da melhor alternativa
que se tem de sacrificar para desenvolver
essa actividade” ( Frank: Bernamke, 2003, p.7)
 “Uma escolha pressupõe um custo de
oportunidade porque escolher uma coisa
num mundo de escassez significa
prescindir de outra qualquer. O custo de
oportunidade é o valor do bem ou serviço
de que se prescinde” ( Samuelson; Nordhaus, 1996, p. 32)

16 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

8
Fronteira de Possibilidades
de Produção
“Representa o total de produção máximo que pode ser obtido
por uma economia, dados o conhecimento tecnológico e a
quantidade de factores de produção disponíveis” ( Samuelson;
Nordhaus, 1996, p. 32)

Fronteira de Possibilidades de Produção - mostra as


combinações produtivas possíveis de dois bens, dados os recursos
disponíveis e a tecnologia existente.
Mostra, para cada nível de produção de um bem, o máximo que pode
ser alcançado na produção de outro bem.
Existe um trade-off (um custo de oportunidade).
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
17
Combinações produtivas eficientes, ineficientes e impossíveis.

FPP Linear
Vestuário (bem X) Alimentação (bem Y) COy,x
COx,y (da
(do vestuário alimentação
Emprego Produção Emprego Produção medido em medido em
(u.t. -horas) (u.f/u.t) (u.t. -horas) (u.f/u.t) termos da termos do
alimentação) vestuário )

4 80 0 0
3 60 1 10
2 40 2 20
1 20 3 30
18 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

0 0 4 40

9
FPP Linear
Fronteira de Possibilidades de Produção

45
40
Alimentação (uf./u.t)

35
30
25
20
15
10
5
0
0 20 40 60 80 100
Vestuário (uf./u.t)

19 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Deslocação (paralela) da FPP

FPP FPP’ FPP’’


Redução da quantidade de factor Aumento da quantidade de factor
Inicial ou das produtividades médias do ou das produtividades médias do
recurso na produção dos dois bens recurso na produção dos dois bens

Vestuário Alimentação Vestuário Alimentação Vestuário Alimentação

0 40 0 20 0 60
20 30 10 15 30 45
40 20 20 10 60 30
60 10 30 5 90 15
20 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
80 0 40 0 120 0

10
Deslocação (paralela) da FPP
Fronteira de Possibilidades de Produção

70

60
Alimentação (uf./u.t)

50

40
30
20

10

0
0 20 40 60 80 100 120 140
21 Vestuário (uf./u.t)
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Rotação da FPP (aumento da inclinação)

FPP FPP’ FPP’’


Aumento da produtividade média do
Redução da produtividade média do
Inicial recurso na produção de
recurso na produção de vestuário
alimentação

Vestuário Alimentação Vestuário Alimentação Vestuário Alimentação

0 40 0 56 0 40
20 30 20 42 12 30
40 20 40 28 24 20
60 10 60 14 36 10
22 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
80 0 80 0 48 0

11
Rotação da FPP (aumento da inclinação)
Fronteira de Possibilidades de Produção

60

50
Alimentação (uf./u.t)

40

30

20

10

0
0 20 40 60 80 100
23 Vestuário (uf./u.t)
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Rotação da FPP (redução da inclinação)

FPP FPP’ FPP’’


Redução da produtividade média do
Aumento da produtividade média do
Inicial recurso na produção de
recurso na produção de vestuário
alimentação

Vestuário Alimentação Vestuário Alimentação Vestuário Alimentação

0 40 0 24 0 40
20 30 20 18 28 30
40 20 40 12 56 20
60 10 60 6 84 10
24 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
80 0 80 0 112 0

12
Rotação da FPP (redução da inclinação)

Fronteira de Possibilidades de Produção

45
40
Alimentação (uf./u.t)

35
30
25
20
15
10
5
0
0 20 40 60 80 100 120
25 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
Vestuário (uf./u.t)

FPP Côncava
Vestuário (bem X) Alimentação (bem Y)
Emprego Produção Emprego Produção
(u.t. -horas) (u.f/u.t) (u.t. -horas) (u.f/u.t)

4 65 0 0
3 60 1 10
2 52 2 20
1 38 3 30
0 0 4 40
26 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

13
FPP Côncava
Fronteira de Possibilidades de Produção

45
40
Alimentação (uf./u.t)

35
30
25
20
15
10
5
0
0 10 20 30 40 50 60 70
27 Vestuário (uf./u.t)
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Conceitos Básicos
Eficiência - podemos defini-la como a ausência de
desperdício. Uma economia eficiente utiliza todos os seus
recursos disponíveis e produz a quantidade máxima de
bens e serviços que a tecnologia e a dotação de recursos
disponíveis permitem.

Analisando a Fronteira de Possibilidades de Produção (FPP),


todos os pontos situados sobre a fronteira são eficientes.
Os pontos situados acima da FPP são impossíveis, e os
pontos situados abaixo da fronteira são ineficientes.

28 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

14
Conceitos Básicos
Ineficiência - existe quando há desperdício ou sub-
aproveitamento dos recursos. As causas podem ser:
desemprego (pode-se produzir mais de ambos os bens);
utilização incorrecta de recursos; escala de produção
ineficiente; favoritismo; práticas restritivas;
Princípio de Custos de Oportunidade Crescentes - mostra
que à medida que cresce a produção de um bem, o custo de
oportunidade de produzir uma unidade adicional aumenta.
Este é um princípio que se aplica a algumas actividades
económicas, fundamentalmente quando os recursos são
especializados.
29 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Conceitos Básicos
Recursos não especializados – podem ser
indiferenciadamente afectos à produção de qualquer bem,
pois apresentam uma produtividade média na produção de
cada um deles constante;
Recursos especializados – apresentam uma vantagem relativa
na produção de um bem relativamente à produção do
outro, ou seja, estão mais vocacionados para a produção
de um bem do que do outro; recursos especializados
apresentam PMEs diferentes na produção dos bens.

30 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

15
Conceitos Básicos
Princípio de Custos de Oportunidade Crescentes - mostra que à
medida que cresce a produção de um bem, o custo de
oportunidade de produzir uma unidade adicional aumenta. Este é
um princípio que se aplica a algumas actividades económicas,
fundamentalmente quando os recursos são especializados.
Ou, Princípio da fruta ao alcance da mão - deve-se começar por
empregar os recursos com menores custos antes de se utilizarem
os que têm maiores custos de oportunidade.
Nota: um bem é transformado no outro, não fisicamente, mas pelo
desvio dos recursos produtivos da produção de um bem para a do
outro.
31 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Escassez e Escolha para a


Sociedade
As sociedades não podem ter tudo o que desejam: estão
limitadas pelos recursos e pela tecnologia disponíveis.
A FPP pode ser utilizada para representar as escolhas
disponíveis para a sociedade.
Bens de Consumo - item disponível para o uso imediato dos
consumidores,que satisfaz as necessidades das famílias,
sem contribuir directamente para a produção futura da
economia. Ex. Pão; CD’s.  Consumo Presente
Bens de Capital - item utilizado para a produção de outros
bens e serviços no futuro, em vez de ser consumido
actualmente. Ex. Fábricas, máquinas.  Consumo Futuro
32 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

16
A Escolha e o Futuro

FPP Actual
Bens de Capital
FPP Futura

Bens de Consumo
33 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

A Escolha e o Futuro

FPP Futura
Bens de Capital

FPP Actual

D’

Bens de Consumo
34 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

17
A Escolha e o Futuro
Crescimento Económico - existe quando uma economia pode
produzir mais bens e serviços para cada consumidor.

Fontes de Crescimento Económico


•Sacrifício do consumo presente (poupança e investimento)
•Crescimento das dotações dos factores produtivos
•Progresso Tecnológico (produtividade e inovação)

35 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Tipos de Economia
Fronteira entre o Estado e o Mercado
Direcção Central – O Governo dirige a Economia a partir do
planeamento Central. Neste tipo de economia, o Estado decide o
que será produzido, como será produzido e para quem será
produzido. São impostas directivas às famílias, empresas e
trabalhadores. São exemplos as ex-economias socialistas do
Leste da Europa.
Lassez-faire – o Governo deve interferir o menos possível nos
assuntos económicos e deixar as decisões para a interacção, no
mercado, entre a ofertaPedro
e Dominguinhos/Boguslawa
a procura. Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
36

18
Tipos de Economia
“Mão Invisível” – na prossecução egoísta exclusiva do seu benefício pessoal, todos os
indivíduos são levados, como que por uma mão invisível, a atingir o melhor benefício
comum. Em concorrência perfeita, e não existindo falhas de mercado, os mercados
maximizam o uso dos recursos. Nestes mercados os Governos não intervêm na
economia. Os indivíduos, perseguindo os seus interesses, decidem o que produzir,
como produzir e para quem produzir.
Economia Mista – nenhuma economia opera de acordo com o funcionamento contínuo da
mão invisível, sem intervenção do Estado. Os governos intervêm na economia
visando o aumento da eficiência, a promoção da equidade e o estímulo ao
cresciemnto e estabilidade macroeconómica.
Welfare State (Estado Providência) – os governos assumiram o papel de reguladores
do funcionamento dos mercados e provisores de bens públicos e segurança social.
Capitalismo e redução do papel na economia: hoje a máxima é “menos e melhor
37 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
Estado”.

Tipos de Economia
Economia Mista - o Governo e o sector privado
interagem de forma a resolverem os problemas
económicos. O Governo controla uma parte significativa da
produção através dos impostos, de transferências, e da
prestação de serviços, como a defesa, saúde, educação,
etc. Regula também a forma como os indivíduos podem
alcançar os seus objectivos.
China Hungria Hong-
RU Kong
Cuba Portugal EUA

Economia Mercado
Planeada Livre
38 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

19
Governos e Economia Mista
Despesa Pública em % do PIB
70
60
50
40
30
20
10
0
Japão EUA Alemanha Reino França Suécia
Unido
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
39

O Mercado
Troca - devido à especialização, as pessoas não produzem tudo aquilo que
necessitam para satisfazer as suas necessidades. Desta forma, torna-se
fundamental que exista troca entre aqueles que produzem bens distintos.
Mercado - mecanismo pelo qual compradores e vendedores determinam preços e
quantidades de bens e serviços a trocar.
Sistema de Mercado - forma de organização da economia na qual as decisões de
afectação dos recursos são deixadas ao cuidado dos consumidores e dos produtores
individuais, que agem de acordo com os seus interesses, sem uma direcção central.
Neste processo: as famílias decidem acerca do consumo de bens alternativos; as
empresas decidem o que produzir e como produzir; os trabalhadores decidem que
quantidade de trabalho e para quem trabalham, tudo isto sujeito a um mecanismo
que regula o funcionamento deste sistema: o preço.
40 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
Num sistema de mercado tudo tem preço (o mecanismo regulador).

20
Sistema de Mercado
•Empresas, consumidores e produtores envolvem-se,
voluntariamente, no comércio de bens e serviços, sendo
as suas acções e objectivos coordenados invisivelmente
por um sistema de preços (pêndulo do mercado)
•Numa economia de mercado pessoas actividades e
empresas são coordenados por um sistema de mercados e
preços.
•O sistema de mercado dá origem a lucros ou prejuízos
para induzir as empresas a produzirem eficientemente os
bens desejados
41 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Sistema de Mercado
Preços são sinais
 Se os consumidores (a procura) desejam mais de um
bem o preço aumentará  Preços mais elevados
incentivam as empresas a aumentar a produção e a
entrada de mais empresas na produção e provocam
uma diminuição nas intenções de procura.
 Se há excesso de um bem, os produtores tendem a
baixar o preço para diminuírem o excedente  com
um preço mais baixo, a procura do bem aumenta e a
oferta começa a reduzir-se.
Os mercados estabelecem um equilíbrio entre a
oferta e a procura
42 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

21
Sistema de Mercado
Os mercados resolvem os três problemas económicos básicos:
1. O que produzir é determinado pelos desejos dos consumidores
(expressos nas suas decisões de compra), sujeito à restrição dos
recursos e tecnologia disponíveis  movidas pelo desejo de lucro as
empresas são atraídas por bens de grande procura e abandonam
actividades com prejuízo.
 Maximização do Lucro - manter os custos tão baixos quanto possíveis e
as receitas tão elevadas quanto possível. Os produtores quererão cobrar
um preço que seja alto de forma a cobrir os custos, mas baixo de forma
a poderem vender a produção.
2. Como produzir é determinado pela busca dos métodos de produção mais
eficientes, visando maximizar o lucro e enfrentar a concorrência
2. Para quem produzir resulta da propriedade dos factores produtivos
(trabalho, terra e capital), remunerados pelos preços determinados pela
procura e oferta dos factores (salários, rendas, lucros e juros).  no
mercado as famílias vendem factores de produção e compram bens
finais; as empresas vendem bens finais e compram factores de produção.
43 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Teoria da Oferta e da Procura

 As preferências dos consumidores


determinam a procura de bens e serviços
 Os custos das empresas são a base da
oferta de bens e serviços
 Utilizando as curvas da procura e da
oferta determinam-se os preços de
mercado de equilíbrio (no ponto onde as
curvas se interceptam)  é o movimento
dos preços que leva ao equilíbrio entre
oferta e procura

44 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

22
Teoria da Oferta e da Procura

A análise da dinâmica da oferta e da procura


é a ferramenta essencial para compreender
os movimentos dos preços e das quantidades
nos mercados.

Actores - como todos nós temos necessidades,


necessitamos de comprar os bens e serviços que
satisfazem essas necessidades. Para as
satisfazer, deverá existir produção. Existe
assim, uma interacção entre Compradores
(consumidores ou clientes) e Vendedores
(empresas)
45 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Procura
Procura - quantidade de um bem que os compradores querem
comprar a cada nível de preço.
Existem várias determinantes:
Preço do bem (Pa)
Preço de outros bens (substitutos e complementares)
Rendimento (Y)
Gostos (T)
População (Pop.)
Expectativas (E)
Acções do governo (G)

46
Qa = f (Pa; Ps,c; Y; Pop; E; T; G)
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

23
Procura
Lei da procura – quanto maior for o preço de
um bem, mantendo-se o resto constante
(ceteris paribus), menor é a quantidade
procurada desse bem; quanto menor for o
preço do mercado, maior a quantidade
procurada.  quantidade procurada e preço
relacionam-se inversamente (inclinação
negativa).

47 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Lei da Procura com


Inclinação Negativa
Quando o preço de um produto aumenta a quantidade
procurada pelos consumidores diminui; quando o
preço baixa a quantidade procurada aumenta
 Efeito de substituição – o aumento do preço de um
bem torna-o relativamente mais caro e leva os
compradores a optarem pelo consumo de bens
substitutos
 Efeito rendimento – o aumento do preço de um
bem reduz o rendimento real/ líquido dos
compradores, levando-os a consumir uma
quantidade menor do bem cujo preço aumenta, bem
como48dos outros bens.
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

24
Procura
Tabela da Procura – associa a quantidade procurada de um bem
(intenções de procura) a cada nível de preço.
Função da Procura – relaciona algebricamente a quantidade
procurada de um bem (intenções de procura) para cada
nível de preço.
Curva da Procura - representação gráfica da função ou tabela
da procura. Mostra como a quantidade procurada de um
bem, durante um determinado período de tempo, irá
alterar-se à medida que o preço desse bem se altera,
ceteris paribus. Relação precisa entre o preço de
mercado e a quantidade procurada de um bem,
mantendo-se o resto constante.
49 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Procura
Tabela da Procura - tabela onde se mostra como a quantidade
procurada de um bem se altera à medida que o preço desse
bem muda, mantendo constantes os outros determinantes.
Procura de Chocolates
0 200
1 160
2 120
3 80
4 40
5 0

50 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

25
Curva da Procura de Chocolates

6
5
Preço em Euros

4
3 Q = 200 – 40P
2
1
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220
Quantidade Procurada
51 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Procura Individual e de
Mercado
A procura de mercado representa a soma de
todas as procuras individuais dos
compradores de um produto.
A curva da procura de mercado de um bem é
calculada pela soma, para cada nível de
preço, das quantidades procuradas por
todos os indivíduos que desejam consumir
o bem (soma horizontal das curvas de
procura individuais).

52 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

26
Procura Individual e de
Mercado
Procura individual e de mercado Procura individual e de mercado
Quantidade Procurada A Quantidade Procurada B Quantidade Procurada A Quantidade Procurada B
Quantidade Procurada Mercado
Quantidade Procurada Mercado 14
14
12
12
10
10

Preço (u.m./u.f.)
Preço (u.m./u.f.)

8 8

6 6

4 4

2 2

0 0
0 5 10 15 20 25 30 35 0 5 10 15 20 25 30

Quantidade Procurada (u.f./u.t.) Quantidade Procurada (u.f./u.t.)

53 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Procura de Mercado

Determinantes da Curva da Procura de Mercado:


 Dimensão do mercado

 Rendimento dos consumidores

 Preços e disponibilidade de bens relacionados


(substitutos e/ou complementares)
 Gostos, preferências, tendências da moda

 Influências específicas

54 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

27
Movimentos ao Longo da Curva e
Deslocações da Curva
 Quando acontece uma alteração no preço do
produto, estamos perante uma deslocação ao longo
da curva da procura.
 Quando se alteram alguns dos factores que
anteriormente postulámos constantes (por vezes,
existem alterações nas condições do mercado),
assistimos a uma deslocação da curva da procura,
passando a existir uma nova curva.
Variação na procura ≠ Variação na Quantidade
55 Procurada
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

FACTORES QUE DESLOCAM A


CURVA DA PROCURA
S S
S
D
D D

D´ D´ D´

Descida do preço dos Expectativa de diminuição Alteração provável dos


bens substitutos dos rendimentos gostos (vacas loucas)
S S
S

D´ D´

D D D

Aumento da população Descida do preço dos bens Expectativa de aumento


56 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
complementares dos preços

28
Oferta
Oferta - quantidade de um bem que os vendedores querem vender
para cada nível de preço.
Existem várias determinantes:
 Preço do bem (Pa)
 Oportunidades alternativas para aplicação dos recursos
 Custo dos factores de Produção (C)
 Preço dos bens relacionados (Pr)
 Tecnologia (T)
 Dimensão da Indústria (I)
 Orçamento da Empresa (O)
 Regulação do governo (G)

57 Sa = f (Pa; Pr; T; I; O; G)
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Oferta
Lei da oferta – quanto maior for o preço de
um bem, mantendo-se o resto constante,
maior é a quantidade oferecida desse bem
pelos produtores; quanto menor for o preço
do mercado, menor é a quantidade oferecida.
 quantidade oferecida e preço relacionam-
se positiva ou directamente (inclinação
positiva).

58 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

29
Lei da Oferta com
Inclinação Positiva
Quando o preço de um produto aumenta a quantidade
oferecida pelos produtores aumenta; quando o
preço baixa a quantidade oferecida baixa também.
 Os produtores oferecem produtos pelo lucro –
preços mais elevados conduzem ao aumento da
produção porque é mais lucrativo fazê-lo – desde
que não se verifiquem deseconomias de escala;
 Lei dos rendimentos decrescentes – devido à
presença de rendimentos marginais decrescentes
na utilização dos recursos, são necessários
aumentos do preço para a indução de uma produção
adicional.
59 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Oferta
Tabela da Oferta – associa a quantidade oferecida
de um bem a cada nível de preço.
Função da Oferta – relação algébrica entre a
quantidade oferecida (intenções de oferta) e o
preço de um bem, mantendo o resto constante.
Curva da Oferta - representação gráfica da tabela
ou função da oferta. Mostra, ceteris paribus
como a quantidade oferecida de um bem,
durante um determinado período de tempo, se
alterar à medida que o preço desse bem varia.
60 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

30
Oferta
Tabela da Oferta - tabela onde se mostra como a quantidade oferecida de
um bem, durante um certo período de tempo, se altera à medida que o
preço desse bem muda, mantendo constantes os outros determinantes.

Oferta de Chocolates
Preço Oferta
(euros/u.f.) (u.f./u.t.)
0 0
1 0
2 40
3 80
4 120
61 5 160
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Curva da Oferta de Chocolates


6
5
Preço em Euros

3
Q = -40 + 40P
2
1
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180
Quantidade Oferecida

62 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

31
Movimentos ao Longo da Curva e
Deslocações da Curva
 Quando acontece uma alteração no preço do produto,
estamos perante uma deslocação ao longo da curva da
oferta: quando os preços variam os produtores alteram a
quantidade oferecida mas a curva da oferta mantém-se.
 Quando se alteram alguns dos factores que parametrizados
no âmbito da hipótese ceteris paribus, assiste-se a uma
deslocação da curva da Oferta, passando a existir uma nova
curva.
 A curva da oferta altera-se quando se altera algum dos
outros factores que não o preço do próprio bem.
63 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Variação na Oferta ≠ Variação na Quantidade Oferecida

FACTORES QUE DESLOCAM


A CURVA DA OFERTA
S
S
S
da oferta
Aumento


S’ S’

D
D D

Melhoria tecnológica Taxas de juro mais baixas Aumento do número de


S’ empresas
S’ S’
Diminuição
da oferta

S
S S
D D D

Subida dos preços das Salários mais elevados Más condições


matérias-primas meteorológicas
64 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

32
Equilíbrio no Mercado
 Procura (consumidores) e oferta (produtores)
interagem no mercado, através do preço, para gerarem
um equilíbrio (de mercado) entre a quantidade
procurada (intenções de procura) e a quantidade
oferecida (intenções de oferta).
 Um preço diz-se de equilíbrio se iguala a quantidade
que os consumidores desejam adquirir à que os
produtores desejam produzir e vender (não existe
escassez nem excedente).
 Quando as intenções de procura e oferta se
compatibilizam, mantendo-se o resto constante, o preço
não se altera: no equilíbrio não há subidas ou descidas
de preço,
65
pois todasPedroasDominguinhos/Boguslawa
intençõesSardinha/Luisa
de compra e venda
Carvalho/Rogério Silveira

foram satisfeitas (quantidade de equilíbrio).

Equilíbrio no Mercado
Preço Procura Oferta
(euros/u.f.) (u.f./u.t.) (u.f./u.t.)
0 200 0
1 160 0
2 120 40
3 80 80
4 40 120
5 0 160

66 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

33
Equilíbrio no Mercado
6
5 Oferta
Preço em Euros

4
3
2
Procura
1
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220
Quantidade Procurada

67 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Lei da Oferta e da Procura

Num mercado livre, as forças da procura e da


oferta, geralmente, levam o preço para uma
situação de equilíbrio, preço esse onde a
quantidade procurada e oferecida se igualam.

68 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

34
Quantidade Quantidade Escassez Alteração
Preço
Procurada Oferecida Excedente do preço

0 200 0 Escassez Subida

1 160 0 Escassez Subida

2 120 40 Escassez Subida

3 80 80 Equilíbrio Mantém-se

4 40 120 Excedente Descida

5 69 0 160 Excedente Descida


Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Equilíbrio no Mercado
• Escassez no mercado acontece quando a quantidade
oferecida de um bem é insuficiente em relação à quantidade
procurada  O preço sobe, levando a oferta a aumentar e a
procurar a diminuir.
• Equilíbrio ocorre quando não existem forças a impulsionam
alterações no mercado, ou seja, quando a quantidade
procurada é igual à quantidade oferecida e os preços não se
alteram.
• Excedente no mercado acontece quando a quantidade
oferecida é maior que a quantidade procurada  O preço
desce, levando a oferta a diminuir e a procura a aumentar.
70 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

35
Equilíbrio no Mercado
Movimentos de uma das curvas e deslocações ao longo da outra
E fe ito s o b r e o
e q u ilíb r io
M o v im e n to s d a s c u r v a s E fe ito
E fe ito
sob re
sob re a
o
q u a n tid a d e
p reço
S
S e a A cu rva d a O A
p rocu ra D ´ p r o c u r a d e s lo c a - p reço q u a n tid a d e
a u m e n ta D
s e p a r a a d ir e ita sob e a u m e n ta

S
A cu rva d a
S e a O A
p r o c u r a d e s lo c a -
p rocu ra D p reço q u a n tid a d e
se p ara a
d im in u i d esce d im in u i
D ´
esq u erd a

S e a S ´ A c u r v a d a o fe r ta O A
o fe r ta d e s lo c a -s e p a r a a p reço q u a n tid a d e
a u m e n ta D d ir e ita d esce a u m e n ta

S ’
S e a A c u r v a d a o fe r ta O A
o fe r ta S d e s lo c a -s e p a r a a p reço q u a n tid a d e
d im in u i 71 D e s q u e r d a Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério
Pedro Dominguinhos/Boguslawa sob e d im in u i
Silveira

Preço Tecto
Preço Máximo Legal que pode Ser Cobrado por um Bem
P
r
D S • Persistência de escassez
e
ç no mercado.
o • Aparecimento de um
“mercado negro”, ou ilegal.
50
• Preço mais elevado no
“mercado negro”, que na
30
situação “normal”
S D
• Uma % elevada do preço
vai parar às mãos de
produtores ilícitos.
3000 5000 7000 • O investimento naquela
Quantidade indústria decresce.
72 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

36
Preço Garantido
Preço Mínimo Legal que Deve Ser Cobrado por um Bem

D S • Excedente no mercado,
fazendo com que os
70
produtores não encontrem

50 compradores.
• Problemas de
P armazenamento.
r S D
e • “Descontos
ç
encapotados”, para escoar
o
a produção.
3000 5000 7000 • Encorajará o sobre
Quantidade investimento na indústria.
73 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

Papel Económico do Governo,


para além da fixação administrativa de preços

 Aumentam a eficiência ao promover a


concorrência (a doutrina da mão invisível
aplica-se a economias onde todos os
mercados são perfeitamente
concorrenciais) e ao corrigir falhas de
mercado (externalidades)
 Promovem a equidade
 Estimulam o crescimento e a estabilidade
macroeconómica

74 Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

37
Papel Económico do Governo
Eficiência
 Evitar que os mercados se afastem da concorrência
 Corrigir falhas de mercado
 Concorrência imperfeita (produção demasiado baixa e preço
demasiado elevado)
 Externalidades (Quando o consumo ou a produção de um bem
afecta directamente agentes económicos não envolvidos na
compra ou na venda e quando esses efeitos externos não são
totalmente reflectidos no preço de mercado; ocorrem quando
empresas ou indivíduos impõem custos ou benefícios a agentes que
estão fora do mercado, isto é, que não participaram no acto
económico )
 Bens públicos (bens não rivais e de não exclusão no consumo, cuja
produção privada não ocorreria por nenhuma empresa ter
capacidade de cobrar o preço a todos os beneficiários, ou seja,
não há incentivo económico dada da inapropriabilidade dos
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
75
benefícios)

Papel Económico do Governo


Equidade
 Os mercados não produzem uma repartição do rendimento
justa (reproduzem a desigualdade na repartição dos factores
produtivos).
 A desigualdade na repartição do rendimento resultante do
livre funcionamento dos mercados pode ser ética ou
politicamente inaceitável (economia normativa)
 Os Governos tomam medidas para tornar a repartição do
rendimento mais justa (redistribuição do rendimento), através
do sistema fiscal e das transferências sociais.
 Segurança social
 Provisão de Bens de Mérito (bens que maximizam o bem-
estar social e que os Governos julgam que a população deve
consumir ou76
receber, independentemente do seu
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa rendimento).
Carvalho/Rogério Silveira

38
Papel Económico do Governo
Crescimento e Estabilidade Macroeconómicos
 Política orçamental (cobrança de impostos e gastos públicos)
 Política Monetária (UEM)

Através destas duas ferramentas essenciais da política


macroeconómica, os Governos podem influenciar o nível da
despesa total e do produto, a taxa de crescimento económico,
os níveis de emprego e desemprego, a taxa de juro e de
inflação, os níveis de investimento...

As falhas do Governo são tão perniciosas para a eficiência na


afectação dos recursos quanto as falhas de mercado
 os impostos distorcem a afectação de recursos
 a segurança social reduzPedro
a poupança e o incentivo ao trabalho
Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira
77
...

Papel Económico do Governo


 Criam leis, regras e regulamentos
 Compram e Vendem bens e serviços
 Cobram Impostos e Taxas
 Corrigem falhas de mercado (externalidades, informação
assimétrica, concorrência imperfeita)
 Produzem e fornecem bens públicos
 Redistribuem o rendimento
 Fazem transferências monetárias
 Tentam Estimular e Estabilizar a Economia (ciclo
económico)
 Influenciam
78 a Afectação de Recursos
Pedro Dominguinhos/Boguslawa Sardinha/Luisa Carvalho/Rogério Silveira

39