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PROFESSOR: MARCOS ANTONIO MELLO ESTEVÃO.

ASSUNTO: ANÁLISE DO GRÁFICO EXPONENCIAL, EQUAÇÃO EXPONENCIAL,


FUNÇÃO EXPONENCIAL.

FUNÇÃO EXPONENCIAL

ANÁLISE DO GRÁFICO EXPONENCIAL

Vimos que uma função exponencial é aquela retratada como potência, isto é, uma função onde a
variável (incógnita) aparece no expoente. Sendo a função do tipo exponencial, esta é figurada desta
forma y=ax ou f (x)=a x . Vamos analisar as representações gráficas das funções exponenciais por
meio dos exemplos que veremos a seguir e as representações da base a na reta real, a ∈ℝ .

Exemplo 1:
Temos uma função definida assim, y=f (x)=3 x . Na reta real ao lado, vemos
que em y=3 x , a base é
ℝ a >1
a=3 , ou seja, a>1 .

Vamos construir uma tabela de pontos pertencentes ao gráfico cartesiano da função, atribuindo
valores arbitrários a x e, em seguida, calculando o valor de f(x) para cada um desses valores.

x y= f ( x)=3 x y (x,y) Sendo x∈{−2;−1 ; 0 ;1 ; 2 } , temos:


-2 y=f (−2)=3−2 1 1 1
(−2 ; ) x=−2 ⇒ y=3−2 ⇒ y=
9 9 9
-1 y=f (−1)=3−1 1 1 1
(−1 ; ) x=−1 ⇒ y=3−1 ⇒ y=
3 3 3
0 y=f (0)=3 0 1 (0 ; 1) x=0 ⇒ y =30 ⇒ y=1
1 y=f (1)=31 3 (1 ;3) x=1⇒ y=31 ⇒ y =3
2 y=f (2)=32 9 (2 ; 9) x=2⇒ y=3 2 ⇒ y =9

y=3 x

Observe que a função é crescente, isto é, quanto


menor for o valor de x, mais os pontos do gráfico
da função se aproximam da reta suporte do eixo x
(abscissa), sem no entanto atingi-la. Quando isso
ocorre, a reta é chamada de assíntota a curva. Por
outro lado, quanto maior o valor de x mais os
pontos se afastam do eixo das abscissas.

ASSÍNTOTA
Obedecendo ao mesmo conjunto de valores arbitrários no qual é atribuído a x no exemplo anterior,
vamos montar uma nova tabela tendo agora na função uma potência de base de valor entre 0 e 1.

Exemplo 2:
1 x
Neste caso a função fica definida assim: y=f (x)=( )
3
1 Na reta real ao lado vemos
Podemos ver que a base a é a= ou a=0,333. .. em decimal.
3 1 x
0< a < 1 que em y=( ) , a base é
ℝ 3
1
a= , ou seja 0< a<1 .
3

x y= f ( x)=3 x y (x,y) Sendo x∈{−2;−1 ; 0 ;1 ; 2 } , temos:


-2 1 −2 1 (−2 ; 9) 1 −2
y=f (−2)=( ) x=−2 ⇒ y=( ) ⇒ y=9
3 9 3
-1 1 −1 1 (−1 ; 3) 1 −1
y=f (−1)=( ) x=−1 ⇒ y=( ) ⇒ y=3
3 3 3
0 1 0 1 (0 ; 1) 1 0
y=f (0)=( ) x=0 ⇒ y =( ) ⇒ y =1
3 3
1 1 1 3 1 1 1 1
y=f (1)=( ) (1 ; ) x=1⇒ y=( ) ⇒ y=
3 3 3 3
2 1 2 9 1 1 2 1
y=f (2)=( ) (2 ; ) x=2⇒ y=( ) ⇒ y=
3 9 3 9

Observe que a função é decrescente, pois 1 x


quanto maior for o valor de x, mais os pontos y=( )
3
do gráfico da função se aproximam da reta
suporte do eixo x (abscissa), sem no entanto
atingi-la e, sendo assim assintota a curva. E
quanto menor o valor de x mais se afasta do
eixo das abscissas.

Podemos concluir que uma função y de base a


e expoente x, ou y=ax é:

CRESCENTE: Se a>1.
a>1.

DECRESCENTE: Se 0<a<1.
0<a<1. ASSÍNTOTA

Conclusão:

No estudo do gráfico das funções exponenciais dos exemplos utilizados representadas sob a forma
de função y=ax , podemos concluir que:
• O domínio da função é real ( ℝ ), isto é: D( f )=ℝ .
• O conjunto imagem da função é ℝ*+ (real positivo), isto é: Im(f )=ℝ*+ – note que para
∀ x ∈ℝ (qualquer que seja x real) ternos a x > 0 . Então o gráfico da função fica todo
acima do eixo x.
• Em qualquer um dos dois exemplos usados (crescente ou decrescente), o ponto P(0, 1)
pertence ao gráfico da função.
• A função é injetora, pois se x 1≠x 2 , entao a x ≠a x .
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• A função é sobrejetora, pois para ∀ y ∈ℝ*+ (qualquer que seja y real positivo) existe
x∈ℝ tal que y=ax .
• A função é bijetora, pois é injetora e sobrejetora.
• No caso de a>1 , a função é crescente, pois vimos que se x l> x 2 , então a x > a x .
1 2

• No caso de 0< a<1 , a função é decrescente, pois se x l> x 2 , então a x < a x .


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Bom estudo!