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INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL

ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS

Departamento de Economia e Gestão


ce.deg@esce.ips.pt

Contabilidade e Finanças
Gestão da Distribuição da Logística
Gestão de Recursos Humanos
Gestão dos Sistemas de Informação
Marketing

Princípios de Economia

Dossiê de Apoio ao Estudo

Capítulo I
Conceitos Básicos
Economia Mista e Governo

Equipa docente:
Angela Nobre
Boguslawa Sardinha
Luísa Carvalho
Raquel Pereira
Rogério Silveira
Ano lectivo 2006/2007
Instituto Politécnico de Setúbal - Escola Superior de Ciências Empresariais
Dossiê de Apoio ao Estudo de Princípios de Economia
Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

Dossiê de Apoio ao Estudo como estratégia pedagógica para a


promoção da Aprendizagem

Cara(o) Aluna(o),

O dossiê de apoio ao estudo de Princípios de Economia, é um conjunto de


documentos orientadores e facilitadores da vossa aprendizagem.
Constituindo-se como um meio auxiliar no vosso processo de estudo, dando-
vos pistas e encaminhando-vos na organização das vossas leituras e na
resolução dos exercícios e discussão de questões sobre os vários pontos do
programa curricular. Nesse sentido, em momento algum deverá ser tomado
como um substituto quer da presença nas aulas quer da leitura completa da
bibliografia apontada ou como um Manual.

Cada documento do dossiê tem uma estrutura organizativa que se divide


em: Glossário de conceitos chave, referências bibliográficas com indicação
das páginas a ler e enumeração dos exercícios da Sebenta de Princípios de
Economia resolvidos e por resolver que se enquadram no capítulo abordado.
Neste primeiro capítulo, a título de exemplo, os conceitos enumerados no
Glossário são brevemente definidos e explicados, mas em futuras entradas
do dossiê enumerar-se-ão apenas os conceitos devendo o esforço de
definição ser vosso, pois só assim lograrão uma aprendizagem profunda.

A equipa de Princípios de Economia espera que este instrumento pedagógico


vos seja útil, mas também que seja um incentivo para novas pesquisas e
leituras que possibilitem uma viagem fascinante pelo mundo da Economia.

Boas leituras,

P’la equipa de Princípios de Economia

Setúbal, 25 de Setembro de 2006

Carvalho, Luísa; Nobre; Angela; Pereira, Raquel; Sardinha, Boguslawa; Silveira, Rogério

Edição 2006/2007
Instituto Politécnico de Setúbal - Escola Superior de Ciências Empresariais
Dossiê de Apoio ao Estudo de Princípios de Economia
Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

I- Introdução

Porquê estudar economia

• A vida é uma enorme e complexa colmeia de actividades económicas,


com as pessoas a comprar, a vender, a negociar, a poupar, a investir...

• A escassez dos recursos e os desejos de bem-estar conferem


importância à economia;

• Desde o berço até à sepultura todos nos defrontamos com as


verdades cruéis da economia (na tomada de decisões);

• Enquanto futuros profissionais na área das ciências empresariais, a


compreensão da racionalidade económica subjacente à actuação dos
actores, num referencial micro, e dos contextos macro, revela-se uma
competência de base essencial.

O objectivo da disciplina em geral, e do primeiro capítulo em particular, é


contribuir para a compreensão da base complexa de decisões económicas
com as quais os indivíduos e sociedades se defrontam. Pretende-se, assim,
neste capítulo introdutório, sensibilizar para a forte presença de decisões
económicas no quotidiano de qualquer indivíduo e desenvolver competências
de compreensão e análise da racionalidade económica subjacente a essas
decisões.

1.1 – Conceitos Básicos

Conceitos Chave

Economia – estudo da forma como as sociedades utilizam e combinam


recursos escassos, para produzir bens e serviços que satisfazem
necessidades, e da forma como os distribuem entre os indivíduos. Isto é,
estudo de como as sociedades decidem o que produzir, como produzir e para
quem produzir. O objectivo último da ciência económica é melhorar as
condições de vida em sociedade.

Microeconomia – estudo do comportamento de agentes económicos


individuais (indivíduos, famílias, empresas, mercados). Analisa

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Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

detalhadamente as decisões individuais, sobre o uso dos recursos. Podem


dizer respeito, quer aos consumidores quer aos produtores (empresas).

Macroeconomia – estudo do desempenho global da economia. Enfatiza as


relações na economia como um todo, , agregando variáveis e simplificando o
comportamento dos indivíduos mantendo-o constante, de forma a concentrar-
se nas interacções globais.

Economia Positiva – abordagem científica da vida económica que descreve


os factos tal como eles são (teorias, modelos, estatísticas...) e suporta
decisões técnicas objectivas.

Economia Normativa: abordagem valorativa ou subjectiva da vida


económica, que envolve preceitos éticos e juízos de valor e, logo, decisão
política.

Recursos – bens providenciados pela natureza ou pelo Homem sobre os


quais podem ser tomadas decisões de afectação: usados para consumo ou
produção de outros bens ou serviços.

Factores de produção tradicionais – a terra (recursos naturais), o trabalho


(tempo e qualificações dos recursos humanos) e o capital (financeiro,
tecnologia e inovação).

Escassez – um recurso é escasso quando a procura, a um preço zero,


excede a oferta disponível.

Bens escassos – recursos usados para a satisfação de necessidades de


oferta limitada

Bens livres – bens de oferta ilimitada

Bens de Consumo - item disponível para o uso imediato dos consumidores,


que satisfaz directamente as necessidades dos indivíduos e das famílias.

Bens de Capital - item directamente utilizado para a produção futura de


outros bens e serviços, em vez de ser consumido actualmente.

Hipótese ceteris paribus – quando se procura analisar o efeito de uma


variável sobre outra é preciso isolar esse efeito e anular o efeito explicativo

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Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

de outras variáveis, pelo que estas últimas são mantidas constantes, isto é,
não são permitas variações simultâneas de várias variáveis explicativas.
Assim, ceteris paribus, corresponde a isolar o impacto de uma única variável,
para o que é fundamental manter todos os outros factores constantes. Esta
hipótese é fundamental para desenvolver as conclusões pretendidas. O
esquecimento de manter tudo o resto constante é um dos principais erros em
análise económica.

Falácia de Post Hoc - a correlação entre duas variáveis não implica um


nexo de causalidade. Não é por A ocorrer antes de B que podemos concluir
que A é a causa de B. A falácia de post hoc é outro dos erros comuns em
economia.

Falácia da Composição – Uma falácia é um argumento logicamente


inconsistente, inválido, ou que falhe de outro modo no suporte eficiente do
que pretende provar. É importante reconhecer a existência de falácias para
evitar armadilhas lógicas. A falácia da composição ocorre quando se conclui
que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo. Assumir que o
que é verdadeiro para uma parte é verdadeiro para o todo está incorrecto e
outro erro comum. O oposto da falácia de composição é a falácia da divisão
em que se assume que uma propriedade do todo é aplicada a cada um das
partes – o que é também errado.

Decisão Racional - decisão que, analisando os custos e os benefícios de


cada escolha, entre um conjunto limitado de possibilidades, melhor serve os
objectivos do decisor.

Princípio da escassez – embora as necessidades/ desejos sejam ilimitados,


os recursos são limitados, o que sugere a existência de trade-offs (a certeza,
de que possuir mais de uma coisa implica possuir menos de outra.)

Principio da racionalidade – os agentes são racionais e egoístas, isto é,


têm objectivos bem definidos e decidem da melhor maneira possível para os
alcançar, maximizando o benefício individual.

Princípio do custo-benefício – no processo de tomada de decisão, os


agentes económicos confrontam o benefício esperado em que se incorre com
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os custos a suportar, só realizando a acção se os benefícios excederem os


custos (isto é, se o excedente económico da decisão for positivo).
Analogamente, entre um conjunto de possibilidades, os agentes económicos
racionais escolhendo a que maximiza o excedente económico positivo.

Custo de Oportunidade – valor da melhor alternativa sacrificada resultante


da escolha (de consumo ou produção) feita por um decisor. O custo de
oportunidade de uma actividade é o valor da melhor alternativa de que se tem
de abdicar para desenvolver essa actividade.

Princípio da Eficiência – refere-se à maximização da produção de bens e


serviços que a tecnologia e a dotação de recursos disponíveis permitem e à
ausência de desperdício (uso completo dos recursos e segundo a melhor
tecnologia disponível). Em termos macro-económicos, a eficiência refere-se à
maximização do bem-estar social, o que implica uma situação em que o bem
estar económico de um indivíduo não pode aumentar sem que se reduza o
bem-estar de outro – o que corresponde a uma transferência de bem-estar, já
que globalmente não é possível aumentar o nível de bem-estar social.

Fronteira de Possibilidades de Produção – A nível macro, representa o


total de produção máximo que pode ser obtido por uma economia, dados o
conhecimento tecnológico e a quantidade de factores de produção
disponíveis. A nível micro, é o conjunto das máximas combinações produtivas
possíveis de dois bens, dados os recursos disponíveis e a tecnologia
existente; mostra, para cada nível de produção de um bem, o máximo que
pode ser alcançado na produção de outro bem.

Produtividade – A produtividade é basicamente definida como a relação


entre os inputs (em termos de custo económico, tempo, trabalho executado,
factores de produção afectados, etc...) para se produzir algo, e os resultados
obtidos (outputs). Quanto menor é o input e maior o output, maior é a
produtividade. O grau de produtividade de um agente económico (pessoa,
empresa, país) é, regra geral, um dos melhores indicadores para a medição
do nível de eficiência do mesmo.

Carvalho, Luísa; Nobre; Angela; Pereira, Raquel; Sardinha, Boguslawa; Silveira, Rogério

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Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

Eficácia- é a capacidade de um sistema em cumprir a finalidade para a qual


foi concebido. É a comparação entre o que se pretendia fazer (objectivos/
metas) e o que foi realmente feito.

Recursos especializados – apresentam uma vantagem relativa na produção


de um bem relativamente à produção do outro, ou seja, estão mais
vocacionados para a produção de um bem do que do outro, devido à maior
produtividade que revelam na produção do bem para o qual são
especializados.

Recursos não especializados ou indiferenciados – podem ser


indiferenciadamente afectos à produção de qualquer bem, pois apresentam
uma produtividade média na produção de cada um deles constante.

Princípio de Custos de Oportunidade Crescentes - mostra que à medida


que cresce a produção de um bem, o custo de oportunidade de produzir cada
unidade adicional aumenta. Isto é, por cada aumento unitário na produção de
um bem, sacrifica-se/ reduz-se cada vez mais a produção do outro. Este é
um princípio que se aplica a algumas actividades económicas,
fundamentalmente quando os recursos são especializados.

Referências bibliográficas

 Samuelson e Nordhaus (2005) “Microeconomia”, McGrawHill, pp. 3-7,


9-24.

 Frank, Robert e Bernanke, Ben (2003), Princípios de Economia,


McGrawHill, pp. 3-47, 50-64, .

Exercício tipo

Exercícios 1, 5 e 6 da Sebenta.

Exercícios a resolver

Exercícios 2, 3, 4 e 7 a 15 da Sebenta e os da Bibliografia correspondentes


aos capítulos indicados.

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Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

Questões de revisão

 Explique como “a cabeça fria poderá possibilitar a análise económica


positiva, essencial para implementar os normativos juízos de valor dos
corações ardentes”.

 Explique porque razão qualquer decisão de afectação dos seus


recursos monetários e de tempo implicam um custo de oportunidade.
Diga em que consiste este custo.

 Perante escolhas alternativas (de afectação do tempo, de dinheiro, de


opções de trabalho...) que tipo de raciocínio económico deve ser
desenvolvido, assumindo que os indivíduos são racionais.

 Partindo de uma qualquer fronteira de possibilidades de produção de


dois bens a partir de um único recurso não especializado, analise
todas as possíveis alterações da FPP (deslocamentos paralelos, para
cima e para baixo, e rotações nos dois sentidos, a partir da ordenada
na origem e da abcissa na origem, isto é, aumento e diminuição do
declive ou inclinação), dando exemplos de possíveis explicações e
compreendendo os efeitos no custo de oportunidade dos bens
envolvidos.

1.2 – Economia Mista e Governo

Conceitos Chave

Troca – processo segundo o qual se entrega uma riqueza económica (bem


ou dinheiro) para receber outra como contrapartida. Devido à especialização,
as pessoas não produzem tudo aquilo que necessitam para satisfazer as
suas necessidades, pelo que se torna fundamental que exista troca entre os
indivíduos para a satisfação das suas múltiplas necessidades.

Mercado - mecanismo pelo qual compradores e vendedores (procura e


oferta, respectivamente) determinam preços e quantidades de bens e
serviços a trocar. Um mercado é um mecanismo que permite às pessoas
realizarem trocas, normalmente reguladas pela lei da oferta e da procura.
Existem tantos mercados quanto o número de bens e serviços trocados numa

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Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

economia.. Os mercados funcionam ao agrupar agentes vendedores e


compradores (oferta e procura), facilitando as trocas. Uma economia que
depende primariamente das interacções entre compradores e vendedores
para afectar recursos é conhecida como economia de mercado.

Preço – quantidade de moeda exigida como contrapartida da entrega de um


bem ou serviço (troca). Em economia, o preço é o valor monetário, expresso
numericamente, associado a uma mercadoria, serviço ou património.

Sistema de Mercado - forma de organização da economia na qual as


decisões de afectação dos recursos são deixadas ao cuidado dos
consumidores e dos produtores individuais, que agem de acordo com os seus
interesses, sem uma direcção central. Neste processo: as famílias decidem
acerca do consumo de bens alternativos; as empresas decidem o que
produzir e como produzir; os trabalhadores decidem que quantidade de
trabalho e para quem trabalham, tudo isto sujeito a um mecanismo que
regula o funcionamento deste sistema: o preço.

Economia de Direcção Central – economias em que o Governo dirige a


actividade económica a partir do planeamento Central. Neste tipo de
economia, o Estado decide o que será produzido, como será produzido e
para quem será produzido. São impostas directivas às famílias, empresas e
trabalhadores.

Economia Liberal ou de Lassez-faire – economias em que o Governo


interfere o menos possível nos assuntos económicos e deixa as decisões
para os agentes no âmbito da interacção, no mercado, entre a oferta e a
procura.

Mão Invisível – na prossecução egoísta e exclusiva do seu benefício


pessoal, todos os indivíduos são levados, como que por uma mão invisível, a
atingir o melhor benefício comum. Em concorrência perfeita, e não existindo
falhas de mercado, os mercados maximizam o uso dos recursos. Nestes
mercados os Governos não intervêm na economia. Os indivíduos,
perseguindo os seus interesses, decidem o que produzir, como produzir e
para quem produzir.

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Falha do mercado – ocorre quando os mecanismos de mercado, deixados


ao seu livre funcionamento (não regulados), falham em conseguir um
resultado eficiente ou socialmente desejável, devido a imperfeições do
mercado, tais como a ausência de alguns mercados socialmente desejáveis,
informação incompleta, custos de transacção elevados, ocorrência de
externalidades, etc.

Economia Mista – economias em que o Governo e o sector privado


interagem de forma a resolverem os problemas económicos. O Governo
controla uma parte da produção através da imposição de impostos, de
transferências e da prestação de serviços, como a defesa, saúde, educação,
etc. Regula também a forma como os indivíduos podem alcançar os seus
objectivos. Nenhuma economia opera exclusivamente de acordo com o
funcionamento contínuo da mão invisível, isto é, sem intervenção do Estado.
Os Governos intervêm na economia, assumindo um papel regulador, visando
o aumento da eficiência, a promoção da equidade e o estímulo ao
crescimento e estabilidade macro-económica.

Estado Providência (Welfare State) – os Governos assumem o papel de


reguladores do funcionamento dos mercados e de provisores de bens
públicos e segurança social.

Falha do Governo - descreve uma situação em que, visando a correcção de


uma falha de mercado, a intervenção do Governo na economia falha por ser
inadequada, insuficiente ou excessiva ou provocar distorções em mercados
que, deixados livremente funcionariam de forma eficiente.

Bem privado – bem relativamente ao qual se pode facilmente excluir o


consumo por parte de outros indivíduos através do pagamento dos direitos de
propriedade/ utilização ( o preço garante a exclusão dos que não pagam), e
que ao ser consumido por um indivíduo deixa de estar disponível para outros
(rivalidade no consumo).

Bem público – bem ou serviço que obedece aos princípios da não exclusão
e da não rivalidade no seu consumo, isto é, nenhum indivíduo consegue

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Capítulo I – Conceitos Básicos. Governo e Economia Mista

excluir outros do acesso ao bem e pelo facto de ele o consumir não deixa de
estar disponível, na mesma quantidade, para os outros.

Externalidade - efeitos externos/ colaterais decorrentes de decisões de


consumo ou produção de um agente sobre outros. Ocorre quando o consumo
ou a produção de um bem afecta directamente agentes económicos não
envolvidos na compra ou na venda e quando esses não são totalmente
reflectidos no preço de mercado. Isto é, quando empresas ou indivíduos
impõem custos ou benefícios a agentes que estão fora do mercado (que não
participaram no acto económico). Podem ser positivas ou negativas, caso o
efeito externo seja, respectivamente, um benefício ou um malefício para
terceiros.

Referências bibliográficas

 Samuelson e Nordhaus (2005) “Microeconomia”, McGrawHill, pp. 8,


25-41, 209-212, 281-287.

 Frank, Robert e Bernanke, Ben (2003), Princípios de Economia,


McGrawHill, pp. 75-76, 86-88, 104, 166, 196, 203-207, 377-393.

Questões de revisão

 O que distingue um bem privado de um bem público? Dê exemplos.

 Uma ida ao cinema poderá ser considerada um bem público?


Justifique.

 Qual o mecanismo regulador dos mercados numa economia de laissez


faire?

 Faz sentido actualmente falar de economias de direcção central ou


liberais puras? Justifique.

 Quais as principais funções desempenhadas pelo Governo numa


economia mista?

 Questões de revisão da bibliografia indicada.

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