Você está na página 1de 12

0

INSTITUTO SUPERIOR DE CIENCIAS E TECNOLOGIA ALBERTO CHIPANDE

FACULDADE DE DIREITO

Direito Constituicional e Garantia da Constituicao

Investigação Criminal

Discente: Bichehe Avelino


1

INSTITUTO SUPERIOR DE CIENCIAS E TECNOLOGIA ALBERTO CHIPANDE

FACULDADE DE DIREITO

Direito Constituicional e Garantia da Constituicao

Investigação Criminal

Trabalho de carácter Cientifico a entregar no curso de


Investigação criminal, na cadeira de Metodologia
Jurídica e Investigação Cientifica, recomendado pelo
docente da cadeira de Direito Constituicional.

Docente: Prof. Dr. Douglas Joseph Cawell

Discente: Bichehe Avelino


2

Índice
Resumo..............................................................................................................................3
Introdução..........................................................................................................................3
Justiça Constitucional e Garantia da Constituição............................................................4
O princípio da supremacia da constituição do Estado Democrático.................................7
Princípios da Constituição em sentido restrito..................................................................8
Valor Positivo do Jurídico Publico....................................................................................8
Inconstitucional dos Actos Jurídicos Públicos..................................................................9
Conclusão........................................................................................................................10
Referencias Bibliográficas...............................................................................................11
3

Justiça Constitucional e Garantia da Constituição

Bichehe Avelino1

Resumo

As s normas constitucionais ocupam uma posição de primariedade e supremacia em


relação a todas outras normas legais. Assim, sempre que estas não se conformam com
aquelas, está-se em presença do vício da inconstitucionalidade. Neste artigo far-se-á
uma breve reflexão sobre esta matéria. Assim o presente trabalho tem como tema:
Justiça Constitucional e Garantia da Constituição. Neste compasso importa sublinhar de
que a metodologia usada na elaboração deste trabalho foi a consulta bibliográfica, que
resultou na recolha, análise e interpretação de dados, onde as referências estão
devidamente citadas no texto deste trabalho. Nisso conclui-se que, A
inconstitucionalidade pode ser total ou parcial, originária (quando a norma é oposta à
Constituição vigente), ou superveniente, quando o acto normativo era constitucional,
mas a alteração da Constituição tornou aquela incompatível com esta. No que respeita
aos sistemas de controlo da constitucionalidade, normalmente há referência ao controlo
judicial, quando é feito pelo judiciário, controlo político e controlo misto.

Palavras-Chave: Supremacia, Democracia e constituição.

Introdução

As s normas constitucionais ocupam uma posição de primariedade e supremacia em


relação a todas outras normas legais. Assim, sempre que estas não se conformam com
aquelas, está-se em presença do vício da inconstitucionalidade. Neste artigo far-se-á
uma breve reflexão sobre esta matéria.

Assim o presente trabalho tem como tema: Justiça Constitucional e Garantia da


Constituição. O mesmo tem os seguintes objectivos: identificar os Princípios da
Constituição em sentido restrito; explicar o Valor Positivo do Jurídico Publico e
caracterizar a Inconstitucional dos Actos Jurídicos Públicos. (FEU ROSA, 1998).

1
Estudante do Curso de Licenciatura em Investigacao criminal.
4

Neste compasso importa sublinhar de que a metodologia usada na elaboração deste


trabalho foi a consulta bibliográfica, que resultou na recolha, análise e interpretação de
dados, onde as referências estão devidamente citadas no texto deste trabalho.

Justiça Constitucional e Garantia da Constituição

A justiça constitucional é, para os liberais, como Rawls e Dworkin, o princípio que


assegura a estabilidade dos regimes democráticos por meio da precedência dos direitos
individuais. Nessa assertiva, os liberais buscam revestir a democracia de um marco de
legitimidade construída por meio da lei, tendo em vista a produção de consensos
constitucionais que delineiam a institucionalidade democrática por meio da justa e
equitativa distribuição do poder político.

Ao se esvaecer o problema da legitimidade, porquanto o liberalismo seja desconfiado


em relação aos julgamentos políticos realizados pelos cidadãos, cria-se uma concepção
de justiça política altamente abstrata e formal, que reduz o papel da democracia e da
própria política na consolidação da justiça. Resgatar o problema da legitimidade
significa recuperar uma concepção política de justiça - e não de justiça política - para
sociedades marcadas pelo pluralismo. O fórum dos princípios demanda, sobretudo, uma
concepção de público que assegure a legitimidade dos princípios de justiça, tendo em
vista valores políticos fundamentais que configuram uma visão substantiva de
cidadania. (LACERDA, 1982).

A garantia jurisdicional da Constituição é um elemento do sistema de medidas


técnicas que visam assegurar o exercício regular das funções estatais. Tais funções
possuem caráter jurídico inerente: consistem em atos jurídicos. São eles atos de criação
de Direito, i.e., de normas jurídicas, ou atos de execução de Direito já criado, ou seja, de
normas jurídicas já estatuídas. Conseqüentemente, costuma-se distinguir duas classes de
funções do Estado: a legiferação e a execução. Esta distinção opõe a criação ou
produção de Direito à aplicação desse, considerada mera reprodução.

O fato de garantias constitucionais serem almejadas e de que essa questão seja


debatida cientificamente ainda hoje ou, melhor dito, apenas hoje – se deve a razões
teóricas e, também, a razões políticas. Por um lado, há pouco tempo que apareceu na
doutrina a idéia de estrutura hierárquica do Direito ou, o que vem a ser o mesmo, da
natureza jurídica de todas as funções estatais e de suas relações recíprocas. Por outro
5

lado, decorre de motivos políticos o fato de o Direito dos Estados modernos, que possui
numerosos institutos destinados a assegurar a legalidade da execução, só adotar medidas
muito limitadas para garantir a constitucionalidade das leis e a legalidade dos
regulamentos. Esses motivos, por sua vez, não deixam de influenciar a formação da
doutrina, doutrina essa que deveria ser a primeira a prestar esclarecimentos sobre a
possibilidade e a necessidade de tais garantias. Tal fenômeno ocorre, particularmente,
nas democracias parlamentares da Europa que se originaram de monarquias
constitucionais. (LACERDA, 1982).

A teoria jurídica da monarquia constitucional, neste momento em que essa forma de


Estado está passando para o segundo plano, ainda exerce forte influência. Seja de
maneira consciente nos casos em que se deseja organizar a República segundo o modelo
da monarquia, com um poder presidencial forte , seja de forma inconsciente, a doutrina
do constitucionalismo determina, em larga medida, a teoria do Estado.

Como a monarquia constitucional nasceu da monarquia absoluta, em muitos pontos


sua doutrina é norteada pelo desejo de apresentar a redução de poder imposta ao
monarca, outrora absoluto, como algo mínimo, tão insignificante quanto possível, ou até
de escamoteála por inteiro. Na monarquia absoluta, a distinção entre o nível da
Constituição e o da lei pode existir, em teoria; mas, na prática, ela não desempenha
qualquer função, pois a Constituição se limita ao preceito de que qualquer manifestação
da vontade do monarca é uma norma jurídica compulsória. Com isso, não existe forma
constitucional particular, i.e., normas jurídicas que sujeitem a regras diferentes a feitura
da lei e a revisão da Constituição. (CRETELLA JUNIOR, 1978, p, 32).

Nesse tipo de Estado, o problema da constitucionalidade das leis simplesmente


carece de sentido. A transição para a monarquia constitucional acarreta uma
modificação decisiva a esse respeito, expressa de forma muito característica na
designação “monarquia constitucional”. (LACERDA, 1982).

A nova e maior importância de que se reveste a noção de Constituição, a existência


de uma regra a própria Constituição – impondo certa maneira de fazer as leis – com a
colaboração dos representantes da Nação –, o fato de que essa regra não pode ser
alterada tão facilmente como outras regras gerais de direito – as leis –, havendo assim,
ao lado da forma legal ordinária, uma forma especial mais difícil – a forma
6

constitucional, com maioria qualificada, aprovação mediante múltiplas votações,


assembléia constituinte especial, tudo isso é manifestação de um deslocamento do poder
de decisão.

Poder-se-ia pensar, com isso, que a monarquia constitucional seria um terreno de


eleição para a afirmação enérgica do problema da constitucionalidade das leis e, daí, das
garantias da Constituição. O que se viu foi exatamente o oposto. A doutrina
constitucionalista jogou um véu sobre o novo estado de coisas que ameaçava o poder do
monarca. Em contraste com a realidade constitucional, essa doutrina apresenta o
monarca como o fator único ou, no mínimo, como o fator verdadeiro da legiferação,
declarando que a lei não é senão expressão de sua vontade e que a função do Parlamento
se reduz a uma adesão mais ou menos necessária, secundária, não essencial. Exemplo
disso é a famosa tese do “princípio monárquico” elaborada por essa doutrina, que não se
deduz da Constituição mas é, por assim dizer, introduzida nessa desde fora para permitir
que a Lei Suprema seja interpretada em certo sentido político ou, para ser mais exato,
para adulterar o Direito positivo graças a uma ideologia a ele alheia.

Outro exemplo é a famosa distinção entre o mandamento inerente à lei, que


emanaria apenas do monarca, e o conteúdo da lei, que resultaria de acordo entre o
monarca e os representantes da Nação. Em decorrência desse método, não se considera
imperfeição técnica da Constituição mas, ao contrário, interpretação correta de seu
sentido profundo o fato de que uma lei tenha que ser considerada eficaz apenas porque
foi publicada no Boletim das Leis com a assinatura do monarca, independentemente de
terem sido atendidas ou não as prescrições relativas a sua aprovação pelo Parlamento.
Assim fazendo, reduz-se para quase nada ao menos, em teoria o progresso capital que é
a passagem da monarquia absoluta para a monarquia constitucional e, em todo caso,
também se reduz o problema da constitucionalidade das leis e das garantias dessa
constitucionalidade.

A inconstitucionalidade de uma lei assinada pelo monarca ou, a fortiori, sua


anulação por esse motivo não podem absolutamente aparecer à consciência jurídica
como questões de interesse na prática. Além disso, a doutrina constitucionalista
apoiando-se muito menos no texto da Constituição do que na referida ideologia
reivindica para o monarca não só o poder de sancionar os diplomas legais como também
com esse poder e dentro desse poder a exclusividade da promulgação das leis. Ao
7

assinar a lei aprovada pelo Parlamento, estaria o monarca atestando a


constitucionalidade da feitura da lei. Existiria assim, segundo essa doutrina, certa
garantia, ao menos quanto a uma parte do processo legislativo; mas a função de controle
caberia, justamente, à instância que deveria ser controlada. A referenda aposta pelo
ministro, sem dúvida, acrescenta mais uma responsabilidade ao ato do monarca. Mas, na
monarquia constitucional, a responsabilidade ministerial, se dirigida contra atos do
monarca, carece de interesse prático; e um ministro não pode ser responsabilizado por
vícios do processo legislativo, que compete ao Parlamento, uma vez que foi esse mesmo
Parlamento que realizou o processo legislativo. (CRETELLA JUNIOR, 1978, p, 40).

A teoria, ainda muito difundida e defendida sob os mais diversos argumentos,


segundo a qual é preciso retirar dos órgãos de aplicação do Direito o exame da
constitucionalidade das leis, incumbindo os tribunais de verificar, quando muito, a
regularidade da publicação, teoria segundo a qual o poder de promulgação do chefe do
Estado é garantia suficiente da constitucionalidade da feitura das leis, essa teoria e a
consagração dessas idéias políticas pelo Direito positivo, nas próprias constituições das
Repúblicas de hoje, não se devem, por fim, à doutrina constitucionalista, cujas idéias
influenciaram, de forma mais ou menos consciente, a organização das democracias
modernas.

O princípio da supremacia da constituição do Estado Democrático

A Constituição também conhecida por Lei Maior, Carta Magna, Lei Fundamental,
entre outras denominações é representada por um conjunto de normas e de princípios
jurídicos a que todos devem submeter-se, inclusive o próprio Poder Público. Em outras
palavras, a Constituição é quem determina as regras do jogo a que todos devem seguir.

A expressão "Estado de Direito", muito utilizada no linguajar jurídico, significa, em


síntese, essa submissão obrigatória de todos aos ditames das normas jurídicas. As
Constituições podem se apresentar de forma rígida ou flexível. A diferença entre elas
está na forma de alteração do seu texto. (FEU ROSA, 1998).
Em relação às Constituições rígidas, os critérios para a alteração do seu texto são
diversos dos adoptado para a criação das normas ordinárias; enquanto em relação às
Constituições flexíveis não há essa distinção. Isso nos leva à seguinte conclusão: nas
Constituições rígidas há hierarquia formal entre norma constitucional e norma ordinária,
8

o que não existe nas Constituições flexíveis, logo, em relação a estas últimas, não há
que se falar em supremacia da Constituição.
No conjunto do ordenamento jurídico, a Constituição encontra-se no topo e, a partir
dela, todas as demais normas jurídicas existentes têm seu fundamento de validade,
decorrendo uma hierarquização vertical que dá unidade ao sistema normativo. É a
Constituição que distribui as linhas mestras para a convivência social e organiza a
estrutura normativa do Estado, sendo, por tudo isso, o elo entre essas normas, por onde
vai escoar as directrizes para elaboração e validação dessas mesmas normas, revelando-
se, aqui, o princípio da compatibilidade vertical das normas estabelecido pelo princípio
da supremacia da Constituição.

Princípios da Constituição em sentido restrito

Canotilho (2003), os princípios constitucionais são de natureza plúrima o qual possui


entendimentos variados, é o que vemos quando ele menciona: “princípios definidores da
forma de Estado, dos princípios definidores da estrutura do Estado, dos princípios
estruturantes do regime político e dos princípios caracterizadores da forma de governo e
da organização política em geral”. (CANTILHO, 2003, p. 178).

Nesta esteira, e corroborando com os ensinamentos de CANOTILHO (2003), vemos


que a Constituição Federal de 1988, logo no seu Titulo I, artigo 1º, demonstra a
pluralidade dos princípios, quando traz alguns dos mais importantes princípios
fundamentais.

Valor Positivo do Jurídico Publico

Chamada valor positivista, prega que as normas jurídicas são aquelas positivadas
pelo Estado e não dependem de critérios externos a elas, como a moral, o costume, a
religião ou o direito natural. Sempre que uma norma jurídica for criada de acordo com
os procedimentos previstos pelo Estado (normalmente na Constituição), é considerada
válida e deve ser obedecida.

Os positivistas apresentam sérias críticas ao direito natural, que, segundo eles,


inviabilizariam sua utilização prática. Se a busca por normas jurídicas naturais se
justifica pela necessidade de encontrarmos um direito permanente, universal e absoluto,
o resultado dessa busca seria frustrante. O direito natural encontrado padeceria de
muitos problemas:
9

Vagueza: as normas de direito natural seriam abstractas demais para resolver


problemas concretos de determinadas sociedade, não se prestando para o
funcionamento quotidiano do aparato judicial. Qual o significado concreto de
direitos como a liberdade ou a igualdade.
Subjectivismo: cada jurista que se aventura na busca das normas do direito
natural termina por encontrar um conjunto diferente, muitas vezes contraditórios
entre si. Juristas já encontraram normas naturais que afirmariam a diferença
fundamental entre os humanos, pretendendo a superioridade de alguns e a
inferioridade de outros, justificando estados como a escravidão (dos inferiores)
ou a restrição de direitos às mulheres (vistas como inferiores).
Conservadorismo: tendo-se em vista que as normas de direito natural são
consideradas permanentes, ou seja, eternas e imutáveis, uma vez “descobertas”,
não podem sofrer modificações. Como a sociedade é um conjunto de forças
contraditórias e está sempre se transformando, há a tendência a essas normas
jurídicas naturais tornarem-se ultrapassadas e preconizarem a defesa de
situações sob um ponto de vista conservador.
Impotência: talvez o mais grave de todos os argumentos seja aquele que aponta
nas normas derivadas do direito natural uma impotência decorrente da falta de
garantia estatal. As normas jurídicas positivas são coercivas e atributivas,
especificando uma sanção penal para o caso de descomprimindo. Não há
qualquer consequência organizada pela sociedade para o caso de
descomprimindo de uma norma jurídica natural. Menos ainda se o
descumprimento for praticado pelo próprio Estado. Essa impotência levaria o
direito natural ao descrédito e a um enfraquecimento ainda maior.

Não obstante o peso das críticas positivistas, já relatamos que, durante o século XX,
o direito natural renasceu quando parecia definitivamente condenado ao esquecimento
histórico. Por mais que a dicotomia direito positivo x natural esteja enfraquecida, dada a
aparente vitória do primeiro, não ousamos proclamar que esse estado seja eterno.

Inconstitucional dos Actos Jurídicos Públicos

Como a própria etimologia da palavra está a exprimir, inconstitucionalidade é o


estado de toda norma ou ato normativo que colide com outra ou outras normas da
Constituição.
10

A inconstitucionalidade pode também dividir-se em inconstitucionalidade por acção,


quando se pratica um acto contrário à Constituição e por omissão, quando o poder
político deixa de pôr em vigor uma norma exigida por aquela. (LACERDA, 1982).

A inconstitucionalidade pode ser total ou parcial, originária (quando a norma é


oposta à Constituição vigente), ou superveniente, quando o acto normativo era
constitucional, mas a alteração da Constituição tornou aquela incompatível com esta.
No que respeita aos sistemas de controlo da constitucionalidade, normalmente há
referência ao controlo judicial, quando é feito pelo judiciário, controlo político e
controlo misto.

O sistema moçambicano aproxima-se do controle judiciário. Nos sistemas de controlo


judiciário distinguem-se o controle difuso, em que vários órgãos realizam esse controlo
e o controlo concentrado, em que um ou poucos órgãos têm competências relativas à
constitucionalidade dos actos. (CRETELLA JUNIOR, 1978, p, 77).

Moçambique segue o modelo do controlo concentrado. Quanto ao momento de


controlo, este pode ser preventivo, quando se pretende evitar que determinada norma
inconstitucional entre para o ordenamento jurídico, e repressivo, quando se pretende
verificar se uma norma, já em vigor, está ou não de acordo com a Constituição.

Conclusão

Concluímos que, as Constituições podem se apresentar de forma rígida ou flexível.


A diferença entre elas está na forma de alteração do seu texto.

Em relação às Constituições rígidas, os critérios para a alteração do seu texto são


diversos dos adoptados para a criação das normas ordinárias; enquanto em relação às
Constituições flexíveis não há essa distinção. Isso nos leva à seguinte conclusão: nas
Constituições rígidas há hierarquia formal entre norma constitucional e norma ordinária,
o que não existe nas Constituições flexíveis, logo, em relação a estas últimas, não há
que se falar em supremacia da Constituição.

Chamada valor positivista, prega que as normas jurídicas são aquelas positivadas
pelo Estado e não dependem de critérios externos a elas, como a moral, o costume, a
religião ou o direito natural. Sempre que uma norma jurídica for criada de acordo com
os procedimentos previstos pelo Estado (normalmente na Constituição), é considerada
11

válida e deve ser obedecida. A inconstitucionalidade pode também dividir-se em


inconstitucionalidade por acção, quando se pratica um acto contrário à Constituição e
por omissão, quando o poder político deixa de pôr em vigor uma norma exigida por
aquela.

Referencias Bibliográficas

FEU ROSA, António José Miguel. Direito constitucional, Ed. Saraiva, São Paulo, 1998.

LACERDA, Belizário. Dos fatos jurídicos, Revista Lemi, Ed. Lemi, v. 179, Belo
Horizonte, 1982.

PLÁCIDO E SILVA. Vocabulário jurídico, v. III, Ed. Forense, Rio de Janeiro, 1967.

CRETELLA JUNIOR, José. Dicionário de direito administrativo, 3 ed., Ed. Forense,


Rio de Janeiro, 1978.

Você também pode gostar