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Curso: Jornalismo

Professor: João Batista

Aluna: Mayana Macedo Sobral Semestre:6º

Livro : Fundamentos da Economia

Direção e produção: Mark Achbar. Zeitgeist Films, 2004.

Referência:
VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de Fundamentos de economia /
Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos, Manuel Enriquez Garcia. – 5. Ed. –
São Paulo : Saraiva, 2014.

Capítulo 3: Introdução a Microeconomia

“Microeconomia estuda o funcionamento da oferta e da demanda na formação


do preço no mercado, isto é, o preço obtido pela interação do conjunto de
consumidores com o conjunto de empresas que fabricam um dado bem ou
serviço.”

A abordagem econômica se diferencia da contábil mesmo quando são tratados


os custos de produção, pois o economista analisa não só os custos
efetivamente incorridos, mas também aqueles decorrentes das oportunidades
sacrificadas, ou seja, os custos de oportunidade ou implícitos

Os agentes da demanda – os consumidores – são aqueles que se dirigem ao


Mercado com o intuito de adquirir um conjunto de bens ou serviços que lhes
maximize sua função utilidade, ou seja, seu grau de satisfação no consumo. A
empresa ou estabelecimento comercial é a combinação realizada pelo
empresário dos fatores de produção: capital, trabalho, terra e tecnologia, de tal
modo organizados para se obter o maior volume possível de produção ou de
serviços ao menor custo.

Para analisar um mercado específico, a Microeconomia se vale da hipótese de


que tudo o mais permanece constante (em latim, coeteris paribus). O foco de
estudo é dirigido apenas àquele mercado, analisando-se o papel que a oferta e
a demanda nele exercem, supondo que outras variáveis interfiram muito pouco,
ou que não interfiram de maneira absoluta.
A análise tradicional supõe o princípio da racionalidade, segundo o qual o
empresário sempre busca a maximização do lucro total, otimizando a utilização
dos recursos de que dispõe. Essa corrente enfatiza conceitos como receita
marginal, custo marginal e produtividade marginal em lugar de conceitos de
média (receita média, custo médio e produtividade média), daí ser chamada de
marginalista. [...] A maximização do lucro da empresa ocorre quando a receita
marginal iguala-se ao custo marginal.

A teoria microeconômica não é um manual de técnicas para a tomada de


decisões do dia a dia, mesmo assim ela representa uma ferramenta útil para
estabelecer políticas e estratégias, dentro de um horizonte de planejamento,
tanto para empresas como para políticas econômicas.

Para as empresas, a análise microeconômica pode subsidiar as seguintes


decisões:
previsões de demanda e faturamento; previsões de custos de produção;
decisões ótimas de produção; avaliação e elaboração de projetos de
investimentos [...]; política de propaganda e publicidade [...]; localização da
empresa [...]; diferenciação de mercados [...].

Em relação à política econômica, a teoria microeconômica pode contribuir na


análise e tomada de decisões das seguintes questões:
Avaliação de projetos de investimentos públicos; efeitos de impostos sobre
mercados específicos; política de subsídios [...] ; fixação de preços mínimos na
agricultura; fixação do salário mínimo; controle de preços; política salarial;
política de preços e tarifas públicas (água, luz e outras); fixação de tarifas
alfandegárias; leis antitruste (defesa da concorrência).

A partir da demanda e da oferta de mercado, são determinados o preço e a


quantidade de equilíbrio de um dado bem ou serviço. O preço e a quantidade,
entretanto, dependerão da particular forma ou estrutura desse mercado, ou
seja, se ele é competitivo, com muitas empresas produzindo um dado produto,
ou concentrado em poucas ou em uma única empresa.

Na análise das estruturas de mercado, avaliam-se os efeitos da oferta e da


demanda, tanto no mercado de bens e serviços como no mercado de fatores
de produção.
A análise do equilíbrio geral leva em conta as inter-relações entre todos os
mercados, diferentemente da análise de equilíbrio parcial, que analisa um
mercado isoladamente, sem considerar suas inter-relações com os demais.

A teoria do bem-estar, ou welfare economics, estuda como alcançar soluções


socialmente eficientes para o problema da alocação e distribuição dos
recursos, ou seja, encontrar a ―alocação ótima dos recursos.

Na análise das imperfeições de mercado, estudam-se situações nas quais o


mercado isoladamente não promove perfeita alocação de recursos. Por
exemplo, no caso da existência de externalidades, assimetria de informações e
fornecimento de bens públicos.

O verdadeiro papel do mecanismo de preços numa economia de mercado é


servir como um eficiente sistema de informação, pois os preços refletem
implicitamente os fatores que determinam a demanda (renda, gostos do
consumidor, preços de bens substitutos, preços de bens complementares,
taxas de juros, prazos de financiamento, expectativas do consumidor etc.) e a
oferta

Assim, quando os mercados funcionam adequadamente, não apresentando


―falhas, qualquer alteração desses fatores se refletirá nos preços, ajudando
milhões de consumidores e produtores a realizar suas análises de custo-
benefício.

Capítulo 4: Demanda, oferta e equilíbrio de mercado

A utilidade representa o grau de satisfação que os consumidores atribuem aos


bens e serviços que podem adquirir no mercado. Ou seja, a utilidade é a
qualidade que os bens econômicos possuem de satisfazer as necessidades
humanas. Como está baseada em aspectos psicológicos ou preferências
subjetivas, a utilidade difere de consumidor para consumidor (uns preferem
uísque, outros, cerveja).

A teoria do valor-utilidade pressupõe que o valor de um bem se forma por sua


demanda, isto é, pela satisfação que o bem representa para o consumidor. Ela
é, portanto, subjetiva e considera que o valor nasce da relação do homem com
os objetos. Representa a chamada visão utilitarista, em que prepondera a
soberania do consumidor, pilar do capitalismo.

A teoria do valor-trabalho considera que o valor de um bem se forma do lado


da oferta, por meio dos custos do trabalho incorporados ao bem. Os custos de
produção seriam representados basicamente pelo fator mão de obra, em que a
terra era praticamente gratuita (abundante) e o capital pouco significativo. Pela
teoria do valor-trabalho, o valor do bem surge da relação social entre homens,
dependendo do tempo produtivo (em horas) que eles incorporam na produção
de mercadorias. Nesse sentido, a teoria do valor-trabalho é objetiva (depende
de custos de produção).

A teoria do valor-utilidade permitiu distinguir o valor de uso do valor de troca de


um bem. O valor de uso é a utilidade que ele representa para o consumidor. O
valor de troca se forma pelo preço no mercado, pelo encontro da oferta e da
demanda do bem. [...] A teoria da demanda, objeto deste capítulo, baseia-se na
teoria do valor-utilidade.

A demanda ou procura pode ser definida como a quantidade de certo bem ou


serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de
tempo.

Há uma relação inversamente proporcional entre a quantidade procurada e o


preço do bem, coeteris paribus. É a chamada lei geral da demanda. Essa
relação quantidade procurada/preço do bem pode ser representada por uma
Escala de procura [...], curva de procura ou função demanda.
Outra forma de apresentar essas diversas alternativas é pela curva de
procura[...].

Os economistas supõem que a curva ou a escala de procura revela as


preferências dos consumidores, sob a hipótese de que estão maximizando sua
utilidade, ou grau de satisfação, no consumo daquele produto. Ou seja,
subjacente à curva há toda uma teoria de valor, que envolve, como vimos, os
fundamentos psicológicos do consumidor.

A curva de demanda é negativamente inclinada devido ao efeito conjunto de


dois fatores: o efeito substituição e o efeito renda. Se o preço de um bem
aumenta, a queda da quantidade demandada será provocada por esses dois
efeitos somados:
a) efeito substituição: se um bem X possui um bem substituto Y, ou seja,
outro bem similar que satisfaça a mesma necessidade, quando o preço
do bem X aumenta, coeteris paribus, o consumidor passa a adquirir o
bem substituto (o bem Y), reduzindo assim a demanda do bem X [...].
b) efeito renda: quando aumenta o preço de um bem X, tudo o mais
constante (renda do consumidor e preços de outros bens estando
constantes), o consumidor perde poder aquisitivo, e a demanda por esse
produto (X) diminui.

Efetivamente, a procura de uma mercadoria não é influenciada apenas por seu


preço. Existe uma série de outras variáveis que também afetam a procura.
Para a maioria dos produtos, a procura será também afetada pela renda dos
Consumidores, pelo preço dos bens substitutos (ou concorrentes), pelo preço
dos bens complementares e pelas preferências ou hábitos dos consumidores.

Por demanda entende-se toda a escala ou curva que relaciona os possíveis


preços a determinadas quantidades. Por quantidade demandada devemos
compreender um ponto específico da curva relacionando um preço a uma
quantidade.

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