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GUIÃO

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O movimento pelo sufrágio feminino é um movimento social, político e económico de reforma,
com o objetivo de estender o sufrágio (o direito de votar) às mulheres. Participaram no
sufrágio feminino, mulheres e homens, denominados sufragistas.

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Os ideais iluministas de filósofos forneceram bases intelectuais para a onda democrática que
começava a crescer no mundo ocidental a partir do século XVIII. No entanto, apesar da
aparente democracia, vários grupos minoritários (não em volume, mas por serem minorias
sociais – aquelas que não têm amplo acesso aos seus direitos) ficaram de fora da possibilidade
de sufrágio. Entre esses grupos, estavam as mulheres e os analfabetos. Foi em meio a essa
injustiça que algumas mulheres começaram a se revoltar e reivindicar o seu direito ao voto.

O primeiro país democrático a reconhecer o direito ao sufrágio feminino foi a Nova Zelândia,
no ano de 1893. Esse direito somente foi reconhecido após uma intensa luta liderada pela
feminista neozelandesa Kate Sheppard. Seguindo o caminho de Sheppard e da conquista das
mulheres neozelandesas, iniciou-se um intenso movimento pelo sufrágio feminino na
Inglaterra no ano de 1897, que, após radical intensificação e anos de luta, conquistou o direito
ao voto feminino no ano de 1918. A partir daí, mulheres de todo o mundo passaram a
reivindicar o seu direito ao voto em seus países.

A partir do ano de 1903, a luta feminista sufragista intensificou-se com a adesão de mulheres
trabalhadoras e representantes das classes mais baixas. Foi nesse ano que a ativista
política Emmeline Pankhurst, que já militava pelo sufrágio desde o século XIX, fundou a WSPU
(Women’s Social and Political Union – União Social e Política das Mulheres). A luta sufragista
saiu, a partir de então, da luta estritamente judicial e passou para uma luta direta, composta
por campanhas publicitárias, greves, manifestações não violentas e manifestações violentas.

Emmeline foi uma das principais lideranças do movimento sufragista britânico.


Foi em Londres, onde tirava o curso de professora do ensino secundário, que
Emmeline, aderiu á causa feminista, apoiando o voto feminino.

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Em 1906, a Finlândia aprovou o sufrágio feminino, e as britânicas estavam mais fortes e unidas
do que nunca. Na Inglaterra, as prisões tornaram-se rotineiras na vida das sufragistas mais
ativas. Emmeline Pankhurst foi presa repetidas vezes. Outro nome de destaque da WSPU, a
sufragista Anne Kenney, também foi presa diversas vezes.
A Primeira Guerra Mundial ajudou as mulheres americanas a vencer a batalha em curso há
décadas: garantir o direito ao voto. Durante a Primeira Guerra Mundial, as mulheres foram
para a Europa a fim de apoiar o esforço humanitário — administrando cantinas, entretendo
soldados e dando assistência a civis que estavam sofrendo as consequências da guerra na
Europa.

De volta aos Estados Unidos, elas ingressaram na força de trabalho de novas maneiras:
fabricando peças de aeronaves e vagões ferroviários, operando guindastes e trabalhando
como condutoras de bondes.

Assim que a guerra terminou, algumas mulheres foram sumariamente demitidas quando os
soldados dispensados voltaram para reaver seus empregos. No entanto, a essa altura, a
mudança na sociedade foi inevitável. O presidente Woodrow Wilson, outrora alvo de protestos
dos sufragistas, tornou-se um defensor, e disse ao Congresso que estender o sufrágio às
mulheres é “vitalmente essencial”.

Somaram-se os anos de luta feminista e o fim da Primeira Guerra Mundial, na qual grande
parte dos homens ingleses entre 18 e 50 anos morreu ou ficou incapacitada, para que o direito
das mulheres fosse reconhecido. A Inglaterra precisava da força de suas mulheres para
reerguer-se economicamente e esse fator foi decisivo para que o voto feminino e o direito de
participação ativa em cargo político fossem atendidos.

Após o sucesso das sufragistas inglesas, várias mulheres lideraram movimentos sufragistas
pelo mundo. No Brasil, o direito ao voto feminino foi reconhecido em 1932. A última das
grandes potências modernas liberais europeias a reconhecer tal direito foi a França, no ano de
1945.

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A partir da criação da União Social e Política das Mulheres, em 1903, as ações das sufragistas
ficaram mais radicais e intensas. Elas tinham quatro frentes de ação: campanhas publicitárias,
manifestações não violentas, manifestações violentas e greves.

As sufragistas reuniam-se e traçavam planos de manifestação, como a introdução de piquetes


nas ruas para bloquear o trânsito de pedestres e carruagens, incêndios e, em quase todas as
vezes, havia confrontos com a polícia. Também faziam manifestações não violentas, como
greve de fome.

A entrada de mulheres mais radicais no movimento, muitas delas trabalhadoras sem educação
formal, mas com consciência política causou a intensificação que o movimento precisava para
gerar resultados.

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Carolina Beatriz Ângelo, médica, republicana e sufragista, foi a primeira mulher a votar em
Portugal, nas eleições realizadas para a Assembleia Nacional Constituinte, no dia 28 de maio
de 1911

A primeira lei eleitoral dava o direito de voto a todos os cidadãos que fossem “maiores de 21
anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”. Excluía, por lapso, qualquer
menção ao género do votante. Carolina Beatriz Ângelo aproveitou essa lacuna, e uma vez que
era viúva com uma filha, preenchia todos os requisitos pautados pela lei. Ainda assim, o
pedido de inclusão no recenseamento eleitoral foi recusado pela comissão recenseadora, o
que a levou a recorrer ao tribunal. O juiz decidiu a favor de Carolina que, a 28 de maio de
1911, foi a primeira mulher portuguesa a votar.

Em 1913, a lei foi corrigida. A ambiguidade que permitiu a Carolina Beatriz Ângelo votar, foi
corrigida. Ficou então determinado que os eleitores seriam “são eleitores de cargos legislativos
os cidadãos portugueses do sexo masculino maiores de 21 anos”. A lei foi mudando ao longo
dos anos, mas só em 1975, depois do 25 de abril, foram abolidas restrições ao voto com base
no género.

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A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (LRMP) foi uma organização e associação
política e feminista criada em 1908, por ideia de Ana de Castro Osório e António José de
Almeida, apoiada pelo Partido Republicano Português. O voto, o direito à instrução, ao
trabalho e à administração dos bens, o combate à prostituição e à mendicidade infantil
constituíram-se como temas que rumaram a sua ação.

Criaram uma revista” A Mulher e a Criança “ era distribuída mensalmente de forma gratuita
para todas as suas associadas, abordando diversos temas como a filosofia da sua própria
organização, as relações com o ideário republicano, o direito ao voto, a importância da
autonomia económica, de uma instrução e de um trabalho qualificado, ou até mesmo sobre a
protecção das crianças e sua educação.

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