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FACULDADE ESTÁCIO DE BELÉM

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

DENISE RAMOS MONTEIRO

REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA OLAVO BILAC NO BAIRRO DA


TERRA FIRME

BELÉM – PA
2018
FACULDADE ESTÁCIO DE BELÉM
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA OLAVO BILAC NO BAIRRO DA


TERRA FIRME

Monografia apresentada ao curso de


Arquitetura e Urbanismo para a obtenção do
Grau de Bacharel em Arquitetura e
Urbanismo.

Orientado por: Prof.ª MSc.ª Monique Bentes


M. S. Leão

BELÉM - PA
2018
FACULDADE ESTÁCIO DE BELÉM
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

DENISE RAMOS MONTEIRO

REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA OLAVO BILAC NO BAIRRO DA


TERRA FIRME

Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Arquitetura e Urbanismo, e
aprovada na sua forma final pela Faculdade Estácio de Belém

Data: / /

Nota:

Prof.ª MSc.ª Monique Bentes M. S. Leão


Orientadora – Estácio

Prof.ª MSc.ª Thaís Zumero Toscano


Avaliador - Estácio

Prof.º MSc.º
Avaliador - Estácio

BELÉM - PA
2018
Para meu amado filho Daniel Toshiharu, meu
maior tesouro...
AGRADECIMENTOS

A agradeço primeiramente a Deus, por ter dado determinação e força para chegar até
aqui.

Aos meus pais Manoel Monteiro e Ana Lúcia Ramos, por guiarem os meus primeiros
passos rumo ao que sou hoje e por não medirem esforços para agradar e dar o melhor.

Ao meu marido Hauro, por sua dedicação e paciência nesses últimos anos, cuidando do
nosso amado filho Daniel.

A minha família por sempre oferecer ajuda, em especial a minha irmã Sandra e meu
cunhado Eduardo por ajudarem quando mais precisei, para continuar nessa jornada.

A minha orientadora Monique Bentes M. S Leão por ter dedicado seu tempo e paciência.

A todos os professores da instituição que de alguma forma ajudaram nessa caminhada.

Aos amigos Ivan, Marina, Maísa, Kémylle, Nikoli, Laila, Letícia, Renara e Luan que
tornaram esse período menos difícil.

A todos aqueles que de alguma forma ajudaram a cultivar e colher os frutos durante esses
anos de curso.
" O insucesso é apenas uma
oportunidade para recomeçar com mais
inteligência ".

Henry Ford
RESUMO

O presente trabalho trata sobre a requalificação da Praça Olavo Bilac, no bairro Terra
Firme, município de Belém, Pará. Esse estudo é baseado na necessidade de implantar um
espaço mais urbanizado, menos violento e com melhor infraestrutura para o comércio
existente no local, além de uma área de lazer melhor estruturada através da inserção de
mobiliário urbano para o convívio das pessoas, fortalecendo sua representatividade com o
objetivo de favorecer a população local.

Palavras-chave: Requalificação urbana, praça, convívio de pessoas.


ABSTRACT

This study is based on the need to implement a more urbanized, less violent space with better
infrastructure for existing commerce in the area, besides of a better structured leisure area
through the insertion of urban furniture for the conviviality of the people, strengthening its
representativeness with the aim of favoring the local population.

Keywords: Urban requalification, square, people's conviviality.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Praça Olavo Bilac .................................................................................................... 16


Figura 2 - Ágora ....................................................................................................................... 19
Figura 3 - Fórum romano ......................................................................................................... 19
Figura 4 - Praça medieval ......................................................................................................... 20
Figura 5 - Praça Maior de Madrid ............................................................................................ 20
Figura 6 - Praça do Capitólio, Roma ........................................................................................ 21
Figura 7 - Praça de São Pedro, Vaticano .................................................................................. 21
Figura 8 – Localização de Belém, PA ...................................................................................... 23
Figura 9 - Localização do bairro Terra Firme .......................................................................... 23
Figura 10 – Divisão político-administrativa da cidade de Belém ............................................ 24
Figura 11 – Distrito Administrativo do Guamá ........................................................................ 24
Figura 12 - Vista aérea do Bairro Terra Firme ......................................................................... 26
Figura 13 - Bairro Terra Firme - 1960 ...................................................................................... 27
Figura 14 - Palafitas à beira do Igarapé Tucunduba ................................................................. 28
Figura 15 - Localização da Praça Olavo Bilac ......................................................................... 29
Figura 16 - Praça Olavo Bilac e Paróquia São Domingos de Gusmão ..................................... 29
Figura 17 - Localização das praças no bairro Terra Firme ....................................................... 30
Figura 18 - Vistas da Praça Olavo Bilac .................................................................................. 30
Figura 19 - Praça Olavo Bilac em 1987 ................................................................................... 31
Figura 20 - Praça Olavo Bilac em 2000 ................................................................................... 31
Figura 21 - Pechinchas e bazares .............................................................................................. 32
Figura 22 - Festividade na Praça Olavo Bilac .......................................................................... 33
Figura 23 - Shopping Chão ....................................................................................................... 34
Figura 24 - Croquis de usos da Praça Olavo Bilac ................................................................... 35
Figura 25 - Mapa de Uso do Solo ............................................................................................. 35
Figura 26 - Mapa de arborização .............................................................................................. 36
Figura 27 - Mapa da iluminação pública .................................................................................. 37
Figura 28 - Mapa da circulação do transporte coletivo ............................................................ 37
Figura 29 - Base das árvores utilizadas como bancos .............................................................. 40
Figura 30 - Praça da Matriz e Praça Nove de Julho ................................................................. 41
Figura 31 - Implantação............................................................................................................ 42
Figura 32 - Corte AA mostrando a Rua Cuiabá ao centro........................................................ 42
Figura 33 - Estacionamento no entorno da praça ..................................................................... 43
Figura 34 - Praça Nove de Julho .............................................................................................. 43
Figura 35 - Mural em baixo relevo ........................................................................................... 44
Figura 36 - Preservação da arborização existente .................................................................... 44
Figura 37 - Corte Praça nove de Julho ..................................................................................... 45
Figura 38 - Edificação com sanitários e lojas ........................................................................... 45
Figura 39 - Espelho d'água ....................................................................................................... 45
Figura 40 - Praça da Matriz ...................................................................................................... 46
Figura 41 - Acessibilidade na praça da Matriz ......................................................................... 46
Figura 42 - Valorização da vegetação ...................................................................................... 47
Figura 43 - Estátua símbolo da praça ....................................................................................... 47
Figura 44 - Corte Praça da Matriz ............................................................................................ 47
Figura 45 - Praça Victor Civita................................................................................................. 48
Figura 46 - Localização do terreno ........................................................................................... 49
Figura 47 - Praça implantada no local ...................................................................................... 49
Figura 48 - Implantação............................................................................................................ 50
Figura 49 - Deck de madeira .................................................................................................... 51
Figura 50 - Casca protetora do deck ......................................................................................... 51
Figura 51 - Estrutura do deck de madeira................................................................................. 52
Figura 52 - Deck de madeira elevado ....................................................................................... 52
Figura 53 - Corte transversal do deck de madeira .................................................................... 52
Figura 54 - Arena e arquibancada ............................................................................................ 53
Figura 55 - Museu da Reabilitação ........................................................................................... 53
Figura 56 - Praça dos Paralelepípedos ...................................................................................... 54
Figura 57 - Praça Fonte Nova ................................................................................................... 54
Figura 58 - Segunda circular e praça Fonte Nova .................................................................... 55
Figura 59 - Ciclovia .................................................................................................................. 56
Figura 60 - Tipuanas-tipu ......................................................................................................... 56
Figura 61 - Implantação............................................................................................................ 57
Figura 62 - Área de estacionamento ......................................................................................... 57
Figura 63 - Ilha com quiosque e esplanada .............................................................................. 58
Figura 64 - Ilha da Fonte Nova................................................................................................. 58
Figura 65 – Ilha da Fonte Nova ................................................................................................ 59
Figura 66 - Fonte Nova que dá nome a praça ........................................................................... 59
Figura 67 - Ilha do parque infantil ............................................................................................ 59
Figura 68 - Ilha do parque canino............................................................................................. 60
Figura 69 - Ilha com jardim ...................................................................................................... 60
Figura 70 - Banco - módulo reto .............................................................................................. 61
Figura 71 - Banco - módulo curvo............................................................................................ 61
Figura 72 - Banco - módulos individuais ................................................................................. 61
Figura 73 - Inclinação encosto do banco .................................................................................. 62
Figura 74 - Iluminação em LED............................................................................................... 62
Figura 75 - Esquema de setorização ......................................................................................... 64
Figura 76 - layout humanizado ................................................................................................. 65
Figura 77 - Piso intertravado cinza ........................................................................................... 66
Figura 78 - Modelos construtivos de pavimentos intertravados ............................................... 66
Figura 79 - Piso e tátil .............................................................................................................. 67
Figura 80 – Proposta para distribuição espacial da praça ......................................................... 67
Figura 81 - Playground ............................................................................................................. 68
Figura 82 - Academia ao ar livre .............................................................................................. 69
Figura 83 - Área destinada ao bazar ......................................................................................... 69
Figura 84 - Área do estacionamento ......................................................................................... 70
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - População residente por sexo................................................................................... 25


Gráfico 2 - Faixa etária da população de Terra Firme ............................................................... 25
Gráfico 3 - Sexo dos frequentadores e frequência semanal da praça..........................................38
Gráfico 4 - Frequência semanal da praça....................................................................................38
Gráfico 5 - Dia mais seguro para frequentar a praça...................................................................38
Gráfico 6 - Período mais frequentado..........................................................................................38
Gráfico 7 – Retirada do gradil da praça ......................................................................................39
Gráfico 8 – Clima da praça..........................................................................................................39
LISTA DE ABREVIATURAS

DAGUA - Distrito Administrativo do Guamá


IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
UFPA - Universidade Federal do Pará
UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................................15
1.2 METODOLOGIA E MÉTODO DA PESQUISA .................................................................17
2 ESPAÇOS PÚBLICOS: AS PRAÇAS..................................................................................18
3 TERRA FIRME E A PRAÇA OLAVO BILAC ..................................................................23
3.1 PRAÇA OLAVO BILAC ......................................................................................................28
3.1.1 Criação e reformas da Praça .........................................................................................30
3.1.2 Os diversos usos da Praça .............................................................................................33
3.1.3 O entorno da Praça ........................................................................................................35
3.1.4 Apropriação social da praça ..........................................................................................38
3.1.5 Os equipamentos da Praça ............................................................................................39
4 REFERÊNCIAS PROJETUAIS ...........................................................................................41
4.1 PRAÇA VICTOR CIVITA ...................................................................................................48
4.2 PRAÇA FONTE NOVA .......................................................................................................54
5 PARTIDO DO PROJETO ..........................................................................................................63
5.1 PROPOSTA DE REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA OLAVO BILAC ...............................63
5.2 SETORIZAÇÃO ...................................................................................................................64
5.3 PROJETO ..............................................................................................................................65
5.4 ESPECIFICAÇÃO DO MOBILIÁRIO ................................................................................70
5.5 VEGETAÇÃO .......................................................................................................................72
6- CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................................74
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................75
APÊNDICES ..............................................................................................................................77
APÊNDICE A .............................................................................................................................77
APÊNDICE B ..............................................................................................................................77
.
15

1 INTRODUÇÃO

As praças têm um uso cultural, pois antigamente, elas eram consideradas a extensão
das casas, onde as pessoas conviviam socialmente com seus vizinhos (DE ANGELIS, 2005).
Geralmente, essas praças, se localizavam próximas as áreas residenciais, no interior dos
bairros e com um raio pequeno de abrangência, sendo voltadas aos usuários situados mais
próximos e, às vezes, com pouco vínculo com a cidade ao redor.
Segundo Alex (2008, p. 23), “a praça não é apenas um espaço físico aberto, mas
também um centro social integrado ao tecido urbano. Sua importância refere-se a seu valor
histórico, bem como a sua participação contínua na vida da cidade”.
Atualmente, as praças de Belém sofrem com problemas que as deixam com aspectos
de abandono. Observa-se, ao caminhar pela cidade, que as condições de muitas praças não são
adequadas aos usuários, existem mobiliários quebrados ou em estado de conservação precário,
a acessibilidade inexiste ou tem falhas, muitas vezes a iluminação é insuficiente o que gera a
violência e a falta de segurança para os usuários.

De uma maneira geral, as praças deixaram de ter a função primordial de lazer


coletivo devido ao surgimento de novos lugares de encontro e reunião, como o
shopping center, que funciona como grande concorrente da praça pública na cidade
moderna, uma vez que oferece segurança, por ser um em espaço fechado, além de
contar com estruturas de lazer e de sociabilidade.
Outro fator de abandono destes espaços diz respeito aos novos tipos de apropriação
que com o tempo resultaram na perda do referencial histórico e cultural, acarretando
uma desfiguração da paisagem urbana (SILVA et al., 2009, p. 60).

De acordo com o exposto, esse trabalho trata sobre a requalificação da Praça Olavo
Bilac, no bairro Terra Firme, município de Belém, Pará. “O bairro da Terra Firme é um dos
mais populosos de Belém e é também onde existem índices de criminalidade e intenso tráfico
de drogas” (Silva, 2011, p. 77).
Conforme Silva (2011, p. 81), Terra Firme “era considerado [...] um bairro calmo e
com muitas árvores presentes na área. As famílias tinham como hábito sentar na frente de
suas casas, conversar com os vizinhos, ou seja, estabeleciam um bom convívio social”.
O bairro possui apenas duas praças, sendo considerada como praça principal a Olavo
Bilac, que possui uma vegetação arbórea pontual, espalhada pelas suas áreas. Além da
utilização do seu espaço para o comércio de roupas, produtos eletrônicos usados, alimentação,
entre outros (BARROS et al., 2017).
.
16
Figura 1 - Praça Olavo Bilac

Fonte: IBGE, 2018

O uso comercial na praça é considerado positivo, pois, segundo Alex (2008, p. 27),
“atividades comerciais podem estimular o uso do espaço público e aumentar a percepção do
caráter aberto dos lugares. Ambulantes [...] também animam praças da cidade”.
O objetivo principal desse trabalho é desenvolver uma proposta projetual de
requalificação da Praça Olavo Bilac, proporcionando um espaço mais urbanizado, menos
violento e com melhor infraestrutura para o comércio existente no local, além de uma área de
lazer melhor estruturada através da inserção de mobiliário urbano para o convívio das
pessoas, e de vegetação para melhorar a qualidade ambiental, fortalecendo sua
representatividade com o objetivo de favorecer a população local. Ainda, objetiva-se
especificamente:
• Descrever as condições morfológicas atuais da praça;
• Inserir atividades na praça, com base nas necessidades dos seus usuários que auxilie
na diminuição da violência local;
• Colaborar para a reflexão da importância dos espaços públicos, as praças, para a
convivência social das pessoas.
O trabalho será estruturado da seguinte forma: a Introdução apresentará o trabalho,
seus objetivos e a metodologia que será empregada para alcançar os objetivos propostos. O
segundo capítulo tratará das praças e sua relação com o espaço urbano e evolução ao longo
.
17

dos anos. O terceiro capítulo será dedicado ao bairro Terra Firme e a importância da praça
Olavo Bilac para o contexto urbano, identificando suas características morfológicas,
informações gerais apresentará a área de estudo, os padrões de comportamento dos usuários, e
as condicionantes para o projeto. O quarto capítulo tratará sobre o referencial projetual com
estudos de algumas praças urbanas. O quinto capítulo e a proposta projetual demonstrada por
meio de suas peças gráficas.

1.2 METODOLOGIA E MÉTODO DA PESQUISA

Para alcançar os objetivos propostos para este trabalho serão realizados os


procedimentos:
• Revisão bibliográfica, a fim de fundamentar a base teórica para o aprofundamento no
tema;
• Estudo do entorno da Praça Olavo Bilac para analisar os aspectos morfológicos em
relação ao uso e ocupação do solo, gabaritos das edificações e outras características;
• Aplicar questionários aos usuários da praça em questão, com o intuito de definir
alguns parâmetros, como faixa etária, horário de uso, frequência de visitas a praça e
quais as demandas necessárias para o espaço, em relação ao mobiliário, equipamentos
e usos.
• Elaboração de projeto de requalificação da Praça Olavo Bilac.
.
18

2 ESPAÇOS PÚBLICOS: AS PRAÇAS

A praça é um espaço que permite inúmeros usos, sua forma, geralmente, se dá pela
convergência de várias ruas e circulações de pedestres, além do conjunto de edificações do
seu entorno.
Muitas das praças urbanas não possuem o devido uso, umas são utilizadas apenas
como passagem, outras como um local para descanso e rápida permanência, e algumas como
extensões das casas e jardins dos moradores vizinhos que usam seus espaços para benefícios
próprios.
Os usos dos arredores das praças são bem variados, como igrejas, comércios, escolas e
serviços que fazem com que as pessoas circulem por entre as praças, resultando em lugares
com movimento.

2.1 LINHA DO TEMPO

As praças atuais têm suas raízes na história, assim a linha do tempo mostra como
surgiram as primeiras praças e suas funções.

[...] as praças desempenharam – e desempenham – papel de fundamental


importância na vida citadina. Ora como local de comércio, de encontro e
sociabilização, de espetáculos ou testemunho de religiosidade, esse espaço público
tem sofrido alterações, sobretudo física, ao longo da História (DE ALGELIS, 2005,
p. 03).

• Ágora
A ágora era o local de reunião dos cidadãos para falarem de política, um espaço aberto
público e dinâmico, sem forma definida ou regular, numa área privilegiada na cidade. Em
algumas o centro estava ocupado por um lago artificial; ao redor encontravam-se as câmaras
de deliberação, o teatro, sala de música, o ginásio, a pista de corrida e, por vezes, situava-se
próximo a praça de mercado (DE ANGELIS et al., 2005).
.
19

Figura 2 - Ágora

Fonte: DE ANGELIS et al., 2005

• Fórum romano

O fórum romano possuía um traçado desordenado, onde se agregavam os edifícios


destinados a basílica, praça central, mercado, os templos e o teatro. O fórum se originou da
fundação de um mercado comum onde aconteciam assembleias e, também usado
anteriormente para disputas atléticas e gladiatóricas. O fórum romano cessou sua atividade de
mercado, se tornando uma praça, com estátuas, templos, monumentos, onde as edificações
suntuosas formavam uma estrutura que cresceu por recintos sucessivos (DE ANGELIS et al.,
2005).

Figura 3 - Fórum romano

Fonte: DE ANGELIS et al., 2005

• Praça medieval
A praça medieval é um espaço irregular, podendo ser dividida ou separada conforme
sua função em: praça religiosa, praça cívica, praça de mercado. Assim, sua localização na
estrutura urbana também era diferente (DE ANGELIS et al., 2005).
.
20

Figura 4 - Praça medieval

Fonte: DE ANGELIS et al., 2005

• Praça Maior
A praça maior é um elemento central do urbanismo e remete às cidades hispânicas e
hispano-americanas. Originou-se no século XIII nos mercados realizados em zona extramuros
dos castelos, atraindo pessoas proporcionando, em seu entorno, o aparecimento de
edificações. No século XV passou a ser utilizada como local de reuniões públicas e prática da
justiça. No Renascimento, o traçado da praça maior passou a ser retangular com edificações
de mesmo estilo, altura e disposição simétrica de volumes em suas quatro fachadas (DE
ANGELIS et al., 2005).

Figura 5 - Praça Maior de Madrid

Fonte: CITY LIFE MADRID, 2002

• Praça de Armas
A praça de armas tem características parecidas com a praça maior, com duas formas
diferentes: a praça urbana como centro da cidade fortificada, utilizadas para festas, mercados
.
21

e feiras; a esplanada com uma área descampada, situada extramuros, próxima aos alojamentos
e campos militares (DE ANGELIS et al., 2005).

• Praça Renascentista
A praça do Renascimento passa a ser um dos principais elementos urbanísticos para
transformação e embelezamento das cidades, através dos pórticos, das fontes, das colunas, dos
obeliscos e da pavimentação acentuaram sua forma axial (DE ANGELIS et al., 2005).

Figura 6 - Praça do Capitólio, Roma

Fonte: WIKIPÉDIA, 2012

• Praça Barroca
A praça barroca caracteriza-se pela grandiosidade e pela monumentalidade. A
esplanada central com jardins, árvores, bancos e pérgulas, além dos espaços abertos serem
valorizados pela arquitetura (DE ANGELIS et al., 2005).

Figura 7 - Praça de São Pedro, Vaticano

Fonte: ROMEGUIDE, 2013


.
22

• Praças no Brasil
As praças no Brasil datam dos primeiros séculos da colonização e durante cada século,
aconteceram interpretações e características ligadas ao pensamento paisagístico do período. A
partir do século XVIII, ocorrem as praças adaptadas às particularidades do país, com a
integração dos elementos da flora no próprio traçado da cidade, como reação e ao mesmo
tempo solução ao problema do adensamento urbano (DE ANGELIS et al., 2005).

2.2 CONCEITO DE PRAÇA E SUA IMPORTÂNCIA.

A cidade é formada por espaços edificados e não edificados, que podem ser terrenos,
pátios, parques e praças. A praça promove a convivência e o lazer aos seus usuários, conforme
a cultura de cada local. Desse modo, é importante a organização e planejamento de sua
estrutura.
Para Alex (2008, p.10), “a praça em sua origem latina, caracteriza-se como espaço de
encontro e convívio, urbano por natureza. Espaço este que se conforma por várias aberturas
no tecido urbano que direcionam naturalmente os mais diversos fluxos em busca dos,
também, mais diversos usos, que imprimem a esse espaço o caráter de lugar e ponto central de
manifestação da vida púbica”.
A praça teria importância no tecido urbano, pois além do convívio social que,
promove, seriam espaços verdes responsáveis pela melhoria da qualidade ambiental do espaço
urbano. Para Barros et al. (2017, p. 69), em uma cidade, “as áreas verdes são importantes por
uma série de fatores, tais como a regulação do clima urbano que influencia diretamente no
conforto térmico dos indivíduos que dessas áreas se utilizam para fins lúdicos, recreativos,
esportivos entre outros”. Para os autores, as áreas verdes têm “influência na qualidade
ambiental da cidade, que, por sua vez, exerce um papel fundamental na qualidade de vida da
população citadina” (BARROS et al., 2017, p. 72).
De Angelis et al. (2005) explica que as praças auxiliam na melhoria da ventilação e
aeração urbana, pois permitem a circulação de ar e facilitam a dispersão dos poluentes;
melhoram a insolação de áreas muito adensadas; ajuda no controle da temperatura, através do
sombreamento que proporcionam; contribuem na drenagem das águas pluviais, evitando as
enchentes. Além de possibilitarem lazer aos habitantes das cidades.
.
23

3 TERRA FIRME E A PRAÇA OLAVO BILAC

O Bairro Terra Firme está localizado no município de Belém, no Estado do Pará,


região Norte do país, surgindo na década de 1940. “Terra Firme situa-se em uma área de
baixada da cidade de Belém sobre a Bacia do Tucunduba” (DIAS et al., 2013, p. 107). Sua
área é de 2,4366 Km² e pertence ao 8º Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA), situado
ao sul de Belém (Anuário Estatístico do Município de Belém, 2012).
O Distrito Administrativo do Guamá tem a extensão de 14,40 Km², sendo composto
pelos bairros: Terra Firme, Condor e parte dos bairros do Jurunas, Batista Campos, Cidade
Velha, Cremação, Guamá, Canudos, São Brás, Marco e Curió Utinga (Anuário Estatístico do
Município de Belém, 2012). Terra Firme faz divisa com os bairros do Guamá, Canudos,
Marco, Curió Utinga e Universitário.

Figura 8 – Localização de Belém, PA

Fonte: PEGADO et al., 2014

Figura 9 - Localização do bairro Terra Firme

Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM, 2014


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24

Figura 10 – Divisão político-administrativa da cidade de Belém

Fonte: Elaborado pela autora a partir do Anuário Estatístico de Belém, 2018

Figura 11 – Distrito Administrativo do Guamá

Fonte: Elaborado pela autora a partir do Anuário Estatístico de Belém, 2018


.
25

Segundo o Censo 2010 (Anuário Estatístico do Município de Belém, 2012), a


população residente no bairro Terra Firme é de 61.439 habitantes, dos quais 29.518 são
homens (48,04%) e 31.921 são mulheres (51,96%). Larrat (2013) explica que esta pequena
diferença entre mulheres e homens em Terra Firme, se dá devido a vulnerabilidade dos jovens
masculinos em confronto com a lei.

Gráfico 1 - População residente por sexo

Fonte: Anuário Estatístico de Belém, 2012

O gráfico 2 mostra a faixa etária dos 61.439 habitantes, associados por grupos de 0 a 4
anos (7,5%), 0 a 14 anos (23,9%), 15 a 64 anos (64,6%) e mais de 65 anos (4,1%). Observa-se
que a população do bairro é composta por um número maior de jovens.

Gráfico 2 - Faixa etária da população de Terra Firme

Fonte: Anuário Estatístico de Belém, 2012

Segundo Barros et al. (2017), a localização do bairro é privilegiada porque está


próximo ao centro da cidade, via transporte urbano coletivo, e das instituições educacionais,
Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade Federal do Pará (UFPA),
apesar de ser uma “área periférica e bastante precária do ponto de vista socioeconômico”
(BARROS et al., 2017, p. 69).
.
26

Figura 12 - Vista aérea do Bairro Terra Firme

Fonte: NOVAES, 2011

Dias et al. (2013, p. 107) relatam que “a Terra Firme se localiza em área de baixa
topografia e abrange igarapés e braços de rio; características que tiveram grande influência
sobre seu traçado viário e disposição das residências, exceto em áreas que fazem limite com
os bairros do Marco e de Canudos”.
Conforme o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE,
2013), Terra Firme é classificado como aglomerado subnormal, caracterizado por
assentamentos irregulares. As famílias se instalam no local por não terem acesso a outra terra
para morar, ocasionando uma grande concentração demográfica (SILVA, 2011).
De acordo com Silva (2011), os terrenos do local ficavam alagados, durante boa parte
do ano, devido a proximidade com um dos afluentes do Rio Guamá, sendo ocupados pela
população, inicialmente, apenas uma faixa estreita de terra que não sofria os alagamentos. “O
nome do bairro da Terra Firme decorre do fato deste ter surgido na pequena porção de terra
firme, dentre inúmeras áreas alagadas, que caracterizava, e ainda hoje caracteriza este bairro,
sendo atribuído por aqueles que lhe deram origem (NOVAES, 2011, p. 62).

O bairro da Terra Firme [...], por volta dos anos cinqüenta, [...] apresentava uma
organização espacial marcada pela habitação provisória, ou seja, as pessoas que no
bairro habitavam objetivavam apenas fazer uma ocupação temporária para
dirigirem-se para outro lugar mais tarde, ou seja, não correspondia ocupação
permanente, o que limitava o crescimento do bairro (COUTO, 2008, p. 58).

Penteado (1968) apud Silva (2011) retrata que nos anos de 1960, Terra Firme era o
segundo bairro menos populoso e com tendência a desaparecer, por causa da construção da
.
27

cidade universitária. Era “um bairro calmo e com muitas árvores presentes na área. As
famílias tinham como hábito sentar na frente de suas casas, conversar com os vizinhos, ou
seja, estabeleciam um bom convívio social” (Penteado apud SILVA, 2011, p. 81).

Figura 13 - Bairro Terra Firme - 1960

Fonte: SILVA, 2011

Conforme Couto (2008, p. 60), “a característica do bairro de espaço provisório pouco


a pouco foi desaparecendo, pois a Terra Firme passou a ser uma das poucas áreas para a
sobrevivência da população carente dentro da primeira légua patrimonial da cidade”. Assim, a
partir de 1970, com o aumento do fluxo populacional, os terrenos alagados ou alagáveis,
foram ocupados e o crescimento se deu de forma desordenada e, consequentemente, sem
arborização.
O adensamento populacional do bairro ocorreu por causa da valorização do solo no
centro da cidade aumentando seu custo; da maior disponibilidade de terras nas baixadas,
atraindo as famílias de baixa renda; da proximidade com as áreas centrais de Belém, na qual
se encontram os equipamentos e serviços básicos (COUTO, 2008).
A partir de 1990, aumentou a concentração demográfica no bairro, através de ocupações
irregulares e precárias, acarretando a insuficiência ou falta de infraestrutura, o que levou Terra
Firme “a ser identificado como um bairro de pessoas pobres e de altos níveis de violência”
(SILVA, 2011, p. 77).
.
28

Figura 14 - Palafitas à beira do Igarapé Tuncuduba

Fonte: DIAS et al., 2013

Segundo Larrat (2013), as palafitas - moradias típicas de ribeirinhos da região norte -


predominam no bairro e suportam as cheias dos rios nos meses de janeiro a abril, quando
ocorre o aumento do volume pluvial. Essas moradias também contribuem para a
discriminação dos seus habitantes.
“Na atualidade, o bairro da Terra Firme é um dos mais populosos de Belém e é
também onde existem índices de criminalidade e intenso tráfico de drogas (SILVA, 2011, p.
77). O bairro tem concentração de população de baixa renda, existem ruas com pavimentação
inadequada, sem rede de esgoto, coleta de lixo regular, segurança pública, transporte coletivo
e áreas de lazer (SILVA, 2011).
De acordo com Novaes (2011), no bairro predomina o trabalho informal concentrado
nas ruas principais, a Avenida Celso Malcher e a Rua São Domingos, organizado nas calçadas
e também nas ruas, o que atrai várias pessoas para este local, considerado a área central do
bairro. As pessoas frequentam a área para passear e também fazer compras no mercado
informal, da Praça Olavo Bilac que ocorre nos três turnos.

3.1 PRAÇA OLAVO BILAC

A Praça Olavo Bilac está localizada na Avenida Celso Malcher em frente à Paróquia
de São Domingos de Gusmão, fazendo divisa também com a Rua São Domingos e a
passagem Rui Barbosa (figuras 15 e 16), e “tem sua data de criação estimada como sendo o
ano de 1964” (NOVAES, 2011, p. 73), com uma área de 1.395 m².
A praça tem como homenageado, Olavo Bilac (Olavo Braz Martins dos Guimarães
Bilac), jornalista, poeta, inspetor de ensino, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16 de dezembro
de 1865, e faleceu, na mesma cidade, em 28 de dezembro de 1918. Um dos fundadores da
Academia Brasileira de Letras, criou a cadeira nº. 15, que tem como patrono Gonçalves Dias.
.
29

Figura 15 - Localização da Praça Olavo Bilac

Fonte: IBGE, 2018

Figura 16 - Praça Olavo Bilac e Paróquia São Domingos de Gusmão

Fonte: Elaborado pela autora, 2018

O bairro Terra Firme é carente de espaços para o lazer e áreas verdes, existindo apenas
duas praças (figura 17), a Dois de Junho e a Olavo Bilac, considerada a praça principal do
bairro. A praça possui vegetação arbórea pontual, espalhadas pela sua área, e quase toda
pavimentada.
.
30

Figura 17 - Localização das praças no bairro Terra Firme

Fonte: BARROS et al., 2017

Figura 18 - Vistas da Praça Olavo Bilac

Fonte: Elaborado pela autora, 2018

3.1.1 Criação e reformas da Praça

A Praça Olavo Bilac, segundo Novaes (2011, p. 74), “surge desde a sua construção em
terreno de propriedade da Igreja. No local onde se encontra hoje, existia uma capela, que se
localizava em um dos poucos terrenos não alagados no Bairro da Terra Firme. Mais tarde esta
capela seria transformada na Igreja de São Domingos Gusmão”.
.
31

De acordo com Novaes (2011), a praça passou por diversas reformas após sua criação
em 1964 e da transformação da capela em paróquia, no ano de 1969. No início dos anos 1970,
a Prefeitura Municipal de Belém fez uma reforma na praça equipando-a com bancos,
brinquedos, arborização e grama. No ano de 1975, um grupo de jovens da Paróquia, cujo
nome era Alegria-Alegria, revitalizou a praça, através do calçamento e arborização com
acácias, ficando responsável pelos seus cuidados. Em 1987, inicia a construção da atual
Paróquia de São Domingos de Gusmão, estando a praça deteriorada.

Figura 19 - Praça Olavo Bilac em 1987

Fonte: NOVAES, 2011

Entre os anos de 1999 e 2000, outra reforma acontece na praça, sendo custeada por
uma rede de farmácias (Big Bem), onde o espaço estava totalmente ocupado por vendedores.
Esta reforma demarca um novo momento na dinâmica de uso da praça. “Além da alteração do
desenho e dotação de novos equipamentos como bancos, calçamento, árvores e novas lixeiras.
[...] a Paróquia tenta reorganizar seu uso” (NOVAES, 2011, p. 82).

Figura 20 - Praça Olavo Bilac em 2000

Fonte: NOVAES, 2011


.
32

Segundo Novaes (2011, p. 85), em 2004, houve nova reforma realizada pela Ação
Social do Governo do Estado do Pará, que foi a instalação de grades de ferro e portão
circundando toda a área da praça. Com isso, seu uso passou a ser regido por um conjunto de
regras sob controle da Paróquia São Domingos de Gusmão, como a existência de “horário de
abertura e fechamento dos portões, limitando tanto a circulação, o lazer e venda a
determinados horários”.

Após o cercamento, a Paróquia, então, assume o que define como organização da


praça através do controle do seu uso. Antes, a praça não estava submetida nem ao
controle da Paróquia, e nem de nenhum outro agente, privado ou público. O seu uso
era de livre arbítrio de vendedores e de qualquer morador para qualquer fim. Com o
cercamento, houve alterações para além da chamada organização das atividades de
comercialização (NOVAES, 2011, p. 85).

No período da manhã, “a praça é usada para venda de roupas em “pechinchas” e


“bazares”, bem como à venda de produtos eletrônicos usados, alimentação, ponto de táxi e
outras atividades relacionadas ao comércio em geral” (BARROS et al., 2017, p. 77).

Figura 21 - Pechinchas e bazares

Fonte: Autora, 2018

“No início da tarde a mesma é fechada pela administração da Igreja, na tentativa de


inibir os vandalismos e atos ilícitos que frequentemente ocorriam no local, em um período
considerado [...] sem movimentos intensos, propiciando a ocorrência de assaltos e outros tipos
de delitos” (BARROS et al., 2017, p. 77).
A partir das 16 horas, a praça é reaberta para “venda de comidas em geral; lugar de
encontro entre pessoas, apreciação do ambiente, atividades culturais em algumas ocasiões
.
33

(lazer); lugar apenas de passagem de pessoas seguindo ao seu destino e outras atividades que
permeiam o cotidiano do bairro” (BARROS et al., 2017, p. 77).
Novaes (2011, p. 88) relata que para as pessoas “que utilizam a praça para o lazer ou
apenas como local de passagem, a praça ficou mais segura. [...] sendo uma referência de lazer
no bairro, e para muitos moradores representa a única alternativa de lazer”.

3.1.2 Os diversos usos da Praça

Segundo Novaes (2011), os diversos usos da Praça Olavo Bilac, se subordinam as


regras existentes sob o controle da Paróquia São Domingos de Gusmão. A autora explica que
existe uma definição de horários por tipo de atividade exercida no interior da praça e também
para a circulação ou permanência na mesma, além das taxas mensais para permissão de uso
do espaço. Alguns usos podem ocorrer simultaneamente, como o lazer, a venda de produtos e
a passagem ou convivência, que estão relacionados às estratégias de sobrevivência. “Há assim
distintas dimensões relativas à relação dos moradores do bairro com a praça, como o
sentimento de pertencimento e da sua importância no decorrer de sua vida”, tornando-a um
espaço uma referência para o bairro (NOVAES, 2011, p. 91).
Alguns usos têm destaque na praça, como o bazar da pechincha conhecido como
Shopping Chão, é referência em venda de roupas usadas, como também os eventos culturais
mais importantes do bairro, como por exemplo, a festa da Paróquia São Domingos de
Gusmão, que atrai muitos frequentadores (NOVAES, 2011).

Figura 22 - Festividade na Praça Olavo Bilac

Fonte: Autora, 2018

O Shopping Chão (figura 23) é uma atividade de comercialização de roupas usadas,


vendidas diretamente no chão da Praça Olavo Bilac, sobre lona plástica, e em caso
específico de
.
34

pequenas peças, em uma barraca. As mulheres que vendem estas roupas usadas são
conhecidas como pechincheiras, sendo presença marcante na praça no período da manhã,
ocupando praticamente todo o espaço.
Segundo Novaes (2011, p. 1008), “grande parte das pechincheiras, mantém certa
clientela na praça, o que conforma este espaço como preferencial de circulação para muitos
moradores do bairro, e também para moradores de outros bairros”.
O Shopping Chão é uma alternativa de sobrevivência para as pessoas que trabalham
nesta praça, constituindo como referência para o bairro da Terra Firme e, também, para outros
bairros de Belém (NOVAES, 2011).

Figura 23 - Shopping Chão

Fonte: Autora, 2018

A Paróquia São Domingos de Gusmão, administradora do comércio no interior da


praça, não permite uso de barracas, por dificultar a visibilidade da Igreja, mas existem
algumas barracas que não vendem roupas usadas, permanecendo montadas somente no
horário em que estão sendo utilizadas.
.
35

Figura 24 - Croquis de usos da Praça Olavo Bilac

Fonte: NOVAES, 2011

3.1.3 O entorno da Praça

Observa-se no entorno da praça, em um raio de 200 m, que existe escola estadual,


posto de saúde, mercado, delegacia do bairro, igrejas, empresa de transporte coletivo,
residências, comércios em geral, como redes de farmácias, lojas de roupas, lojas de material
de construção, entre outros. Sendo assim, um local com movimento intenso e central do bairro
Terra Firme.

Figura 25 - Mapa de Uso do Solo

Fonte: Autora, 2018


.
36

Desde o começo do século XX, em Belém, a arborização cabia tanto à esfera


municipal quanto ao governo estadual, com isso houve plantio de espécies em novas vias
públicas, substituição de árvores em vias já consolidadas, mas os bairros periféricos não
tinham uniformidade em relação às árvores plantadas e à distância entre elas, e alguns locais
eram inexistentes (PORTO et al., 2013). Para Porto et al. (2013, p. 11), “a arborização deve
ser incorporada à prática de planejamento urbano, levando-se em consideração os benefícios
que esta proporciona à cidade e à população que nela habita”.
Verifica-se que o entorno da Praça Olavo Bilac, bem como a mesma, existe poucas
árvores, e conforme Porto et al. (2013),

A arborização deve ser entendida como elemento essencial para proteção do meio
urbano, principalmente em cidades localizadas na zona tropical. Em função dos
efeitos na absorção da radiação solar, através de folhas e ramos, a árvore minimiza
as condições do microclima local. [...] A arborização colabora de forma significativa
para a melhoria do conforto urbano (PORTO et al., 2013, p. 10).

Figura 26 - Mapa de arborização

Fonte: Autora, 2018

O entorno da Praça Olavo Bilac possui iluminação pública, o que auxilia para na
circulação dos pedestres, além do convívio das pessoas no local, no período noturno.
.
37

Figura 27 - Mapa da iluminação pública

Fonte: Autora, 2018

O acesso ao local é facilitado porque os ônibus trafegam pela Rua São Domingos e
pela Avenida Celso Malcher.
Figura 28 - Mapa da circulação do transporte coletivo

Fonte: Autora, 2018


.
38
3.1.4 Apropriação social da praça

Foi realizada uma pesquisa com uma amostra de 30 pessoas, sendo 10 homens e 20
mulheres com idades variadas entre 16 e 50 anos (gráfico 3). Foram aplicadas 13 perguntas
relacionadas a praça Olavo Bilac, dentre os assuntos abordados estão: clima, frequência,
segurança etc. A pesquisa aponta que os dias mais frequentados pelos usuários da praça são:
sexta, sábado e domingo, sendo domingo o dia mais frequentado (gráfico 4).

Gráfico 3 – Sexo dos frequentadores Gráfico 4- Frequência semanal da praça

SEXO DOS FREQUÊNCIA SEMANAL


FREQUENTADORES DA PRAÇA

Domingo
20% 21%
Segunda
33%
FEMININO Terça
10%
67% 21%
MASCULINO Quarta
9%
7% Quinta
12%
Sexta

Fonte: Autora, 2018 Fonte: Autora, 2018

Em relação à segurança, 40% das as pessoas dizem sentir-se mais seguras frequentando
a praça pelo período da manhã (gráfico 5), porém de acordo com a pesquisa, 60% dos
entrevistados frequentam o local no período da noite. Atualmente, na praça há um gradil, onde
foi questionada sobre a retirada do mesmo, 73% dos usuários responderam que prefeririam que a
praça mantivesse o gradil pois se sentiam mais seguros (gráfico 7).

Gráfico 5- Dia mais seguro para frequentar a praça. Gráfico 6 – Período mais frequentado

DIA MAIS SEGURO PARA PERÍODO MAIS


FREQUENTAR A PRAÇA FREQUENTADO

3% DOMINGO
17% MANHÃ
97% SEGUNDA- 23%
60% TARDE
FEIRA
NOITE
TERÇA-FEIRA

Fonte: Autora, 2018 Fonte: Autora, 2018


.
39
Gráfico 7- Retirada do gradil da praça.

RETIRADA DO GRADIL DA PRAÇA

27%
SIM
73% NÃO

Fonte: Autora, 2018

Quase 80% dos entrevistados acham a praça quente, por possuir pouca vegetação e
quase 100% sente falta de mobiliário na praça, como bancos, parquinhos, academia ao ar livre,
bicicletário etc., a maioria diz frequentar a praça para encontrar com os amigos e comer nas
barraquinhas de lanches.
Junto a pesquisa foi realizada uma entrevista informal com duas ‘’pechincheiras’’ -
senhoras que fazem venda de roupas no chão da praça - onde elas diziam que o maior problema
são as altas temperaturas depois das 10:00 da manhã, o chão fica muito quente e não tem
sombreamento suficiente, ficando muito expostas ao sol.

Gráfico 8 -Clima da praça

CLIMA DA PRAÇA

20% 0% AGRADÁVEL

QUENTE
80%

Fonte: Autora, 2018

3.1.5 Os equipamentos da Praça

A Praça Olavo Bilac não possui bancos, os usuários sentam em bancos improvisados
na base das árvores, além das pessoas que ficam em pé, o que faz desta apenas um local de
.
40

passagem. Novaes (2011) explica que existiam bancos, mas foram retirados devido à
utilização pelos vendedores como apoio para acomodar os produtos a serem comercializados,
além de serem depredados. O banco proporciona conforto aos usuários da praça, além de ter
seu caráter social.

Figura 29 - Base das árvores utilizadas como bancos

Fonte: Autora, 2018

Também não há lixeiras na praça, a retirada se deu por causa de serem utilizadas como
lixeiras comunitárias públicas, pois as pessoas colocavam o lixo doméstico em seu interior
(NOVAES, 2011).
A partir da análise histórica e urbana, observa-se que a Praça Olavo Bilac é uma
referência para a Terra Firme, por ter seu uso como lazer, local de passagem e de trabalho
para seus usuários, necessitando atender esses usos da melhor forma possível. Por tanto, o
objetivo deste trabalho será a proposta de requalificação da praça
.
41

4 REFERÊNCIAS PROJETUAIS

As referências projetuais proporcionam subsídios para embasar a proposta de


requalificação da Praça Olavo Bilac, através das análises efetuadas nos projetos apresentados.

4.2 REQUALIFICAÇÃO DE PRAÇAS EM CATANDUVA

Figura 30 - Praça da Matriz e Praça Nove de Julho

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Local: Catanduva, SP
Arquitetos: Rosa Grena Kliass, Maria Cecília Barbieri Gorski, Michel Todel Gorski
Ano do projeto: 2014
Área de paisagismo: 6.800 m²

As quadras das Praças da Matriz e Nove de Julho, anteriormente compunham somente


a Praça São Domingos. A Praça Nove de Julho passou a ter uma função mais cívica
(Revolução Constitucionalista de 1932) e a Praça da Matriz continuou com seu uso sempre
associado à igreja Matriz.
.
42

Figura 31 - Implantação

Fonte: ARCHDAILY, 2017

A Praça foi tratada em dois grandes compartimentos, sendo um deles como uma
grande esplanada sombreada por vegetação arbórea de grande porte, e o outro de caráter
simbólico. A Rua Cuiabá, divide as duas praças, e seu leito carroçável foi elevado ao nível do
piso das praças para permitir a ligação entre ambas.

Figura 32 - Corte AA mostrando a Rua Cuiabá ao centro

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Para a organização dos programas foi estabelecida uma metodologia que objetivou à
reorganização dos espaços urbanos para atender às novas funções, com prioridade nos espaços
para circulação e estacionamento veicular, nas áreas dos seus entornos, e também nas áreas
destinadas aos pedestres.
.
43

Figura 33 - Estacionamento no entorno da praça

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Figura 34 - Praça Nove de Julho

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Segundo os arquitetos Barbieri e Gorski (2015, on-line), “a Praça Nove de Julho


representa um marco simbólico em Catanduva. Evoca a Revolução Constitucionalista de 1932
através de dois elementos iconográficos – o momento ao Soldado Constitucionalista e o
Mural em baixo relevo “A Despedida” ou “A Partida”.
.
44

Figura 35 - Mural em baixo relevo

Fonte: ARCHDAILY, 2017

A arborização foi pensada de forma que preservasse as árvores existentes e em relação


a implantação de novos conjuntos e também criando agradáveis áreas de estar sob suas
sombras (BARBIERI; GORSKI, 2015, on-line).

Figura 36 - Preservação da arborização existente

Fonte: ARCHDAILY, 2017

A Praça Nove de Julho tem caráter simbólico, assim abriga o anfiteatro para
festividades culturais e cívicas e o pequeno espelho d’água. Junto a Rua Cuiabá tem uma
edificação para lojas de artesanato, ponto de informações turísticas para atendimento aos
.
45

usuários, além de sanitários e depósitos. Em sua laje de cobertura está o palco de


apresentações voltado para o anfiteatro, cuja função é a celebração da data de Nove de Julho.

Figura 37 - Corte Praça nove de Julho

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Figura 38 - Edificação com sanitários e lojas

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Figura 39 - Espelho d'água

Fonte: ARCHDAILY, 2017


.
46

Figura 40 - Praça da Matriz

Fonte: ARCHDAILY, 2017

A Praça da Matriz é frequentada pelos municípios como ponto de encontro, logo sua
recuperação priorizou a acessibilidade, a valorização da vegetação existente e a criação de um
espaço de qualidade estética e ambiental.

Figura 41 - Acessibilidade na praça da Matriz

Fonte: ARCHDAILY, 2017


.
47

Figura 42 - Valorização da vegetação

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Um elemento simbólico da praça, Padre Albino, feito em bronze, está sentado em um


dos extensos bancos existentes.

Figura 43 - Estátua símbolo da praça

Fonte: ARCHDAILY, 2017

Figura 44 - Corte Praça da Matriz

Fonte: ARCHDAILY, 2017


.
48

A requalificação das praças na cidade de Catanduva contribuirá para esse trabalho


porque reorganizou o espaço urbano, priorizando a circulação de pedestres, a acessibilidade,
além de valorizar a vegetação, o que criou um espaço com qualidade ambiental.

4.1 PRAÇA VICTOR CIVITA

Figura 45 - Praça Victor Civita

Fonte: ARCHDAILY, 2011

Local: São Paulo, SP


Arquitetos: Levisky Arquitetos Associados e Anna Julia Dietzsch
Ano do projeto: 2007
Área do terreno: 13.648 m²

O projeto desta praça resgatou uma área contaminada do município de São Paulo, sem
condição de acesso e em enorme estado de degradação, representando um desafio urbanístico,
social, político e cultural.
A praça se localiza no bairro de Pinheiros, com uma área pública de quase 15 mil m²,
sendo recuperada através da parceria público-privada entre a Prefeitura da Cidade de São
Paulo e a Editora Abril, que se uniram para resgatar e devolver o espaço à sociedade. No local
funcionava o Incinerador Pinheiros, conhecido como Sumidouro, desativado em 1989, que
deixou o solo profundamente contaminado e impróprio para a vida humana. Após sua
desativação, uma associação de catadores de lixo passou a ocupar o local.
.
49

Figura 46 - Localização do terreno

Fonte: ARCHDAILY, 2011

Figura 47 - Praça implantada no local

Fonte: ARCHDAILY, 2011

A ideia de projetar uma praça sustentável desde a construção partiu da existência de


uma grande quantidade de terrenos desocupados ou abandonados e a necessidade de recuperá-
los.
A Praça localizada em uma área recuperada da degradação e contaminação oportuniza
a população a aprender e refletir sobre processos de construção sustentáveis, economia
.
50

energética, e responsabilidade sócio-ambiental, porque o projeto foi elaborado visando a


sustentabilidade através da redução de entulho, baixo consumo de energia, utilização de
materiais reciclados, legalizados e certificados, reuso de água, aquecimento solar, manutenção
da permeabilidade do solo.

Figura 48 - Implantação

Fonte: ARCHDAILY, 2011

Como não era possível pisar no solo contaminado, a praça é, em sua maior parte,
construída sobre um deck elevado de madeira certificada, fabricado com três espécies
diferentes de madeira brasileira, o ipê, a garapa e a sucupira. O deck está suspenso a um metro
do chão, por uma estrutura metálica e segue pelo terreno na diagonal, se desdobrando do
plano horizontal para o vertical, o que forma uma casca protetora com formas curvas, que
.
51

impossibilita os usuários da praça, acessar as áreas permeáveis e formam ambientes


convidativos à exploração, devido a diversificação e incentivo ao uso público do espaço.

Figura 49 - Deck de madeira

Fonte: ARCHDAILY, 2011

Figura 50 - Casca protetora do deck

Fonte: ARCHDAILY, 2011


.
52

Figura 51 - Estrutura do deck de madeira

Fonte: ARCHDAILY, 2011

Figura 52 - Deck de madeira elevado

Fonte: ARCHDAILY, 2011

O deck direciona o usuário a passear e adquirir conhecimento através de displays


informativos que descrevem os materiais utilizados na obra, a certificação da madeira, o
laboratório de plantas, a hidroponia, a renovação de solos, fitoterapia e o paisagismo. Além do
reaproveitamento da água da chuva para as plantas e, após tratamento, para a limpeza e
sanitários. A praça também possui uma horta circular, um jardim suspenso, iluminação com
LED, além de ser um ponto de coleta de reciclagem.

Figura 53 - Corte transversal do deck de madeira

Fonte: ARCHDAILY, 2011


.
53

O percurso dá acesso ao Laboratório de Plantas, Museu da Reabilitação instalado no


edifício do Incinerador, ao Centro da Terceira Idade, à Oficina de Educação Ambiental, ao
Núcleo de Investigação de Águas e Solos subterrâneos, à Praça de Paralelepípedos e à Arena
com arquibancada para 400 pessoas. Segundo a arquiteta Adriana Levisky, a praça “virou
palco de grandes eventos e pesquisas musicais e está ganhando público e personalidade
diferentes” (GALERIA DE ARQUITETURA, 2012, on-line).

Figura 54 - Arena e arquibancada

Fonte: ARCHDAILY, 2011

Figura 55 - Museu da Reabilitação

Fonte: ARCHDAILY, 2011


.
54

Figura 56 - Praça dos Paralelepípedos

Fonte: ARCHDAILY, 2011

A Praça Victor Civita auxiliará nesse trabalho por utilizar a sustentabilidade como
tema principal conscientizando a população a aprender e refletir sobre a responsabilidade
sócio-ambiental, através do uso de materiais reciclados e o baixo consumo de energia, além
dos equipamentos da academia ao ar livre.

4.2 PRAÇA FONTE NOVA

Figura 57 - Praça Fonte Nova

Fonte: ARCHDAILY, 2018


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55

Local: Lisboa, Portugal


Arquitetos: José Adrião Arquitetos
Ano do projeto: 2017
Área do projeto: 35.000 m²

Até a primeira metade do século XX, a área da praça era uma zona rural de produção
agrícola, com terrenos férteis, devido à proximidade da Ribeira de Alcântara e a água era
abundante, devido a presença de fontes que conferiram o nome ao local, Fonte Nova. Esta
área era cortada pela Estrada de Benfica, um eixo de grande importância em relação a Lisboa.
Na década de sessenta do século XX, com a construção da via expressa Segunda
Circular de Lisboa e do viaduto sobre a Estrada de Benfica, este local sofreu grandes
alterações, ocorrendo a destruição das propriedades rurais e também a interrupção dos eixos
viários e de circulação de pedestres existentes, sendo a área ocupada por um estacionamento
de veículos que cobriu toda a sua extensão.

Figura 58 - Segunda circular e praça Fonte Nova

Fonte: ARCHDAILY, 2018


.
56

Esta situação manteve-se por quase cinquenta anos, quando em 2015, a Câmara
Municipal de Lisboa lançou o programa “Uma Praça em Cada Bairro” com o objetivo de
melhorar o espaço público em vários bairros da cidade.
Os perfis de vias e de passeios foram redefinidos, com o alargamento dos passeios,
garantindo mais segurança e conforto para os pedestres, além da integração da ciclovia que
articula com o eixo norte-sul da praça, possibilitando uma mobilidade funcional.

Figura 59 - Ciclovia

Fonte: ARCHDAILY, 2018

A construção da praça tira partido das árvores existentes, as Tipuanas-tipu,


conservando, mantendo e dignificando todos os exemplares, além de plantar novas árvores
para proporcionar um ambiente qualificado pelas sombras das mesmas.

Figura 60 - Tipuanas-tipu

Fonte: ARCHDAILY, 2018

No projeto para a área foi criada uma grande superfície pavimentada, em betão, que
procura formar uma unidade no local que foi fragmentada com a construção do viaduto, além
.
57

da redução do espaço para estacionamento em 50%, beneficiando a mobilidade dos pedestres


e criando espaços, denominados de “ilhas” para o descanso e o lazer em pontos específicos.

Figura 61 - Implantação

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 62 - Área de estacionamento

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Nestas ilhas estão os quiosques com esplanadas, uma fonte, um parque infantil e um
parque canino e jardins, e são delimitadas por bancos contínuos em todo o seu perímetro.
.
58

Figura 63 - Ilha com quiosque e esplanada

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 64 - Ilha da Fonte Nova

Fonte: ARCHDAILY, 2018


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59

Figura 65 – Ilha da Fonte Nova

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 66 - Fonte Nova que dá nome a praça

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 67 - Ilha do parque infantil

Fonte: ARCHDAILY, 2018


.
60

Figura 68 - Ilha do parque canino

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 69 - Ilha com jardim

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Os bancos retos e curvos são pré-fabricados e determinados por 4 módulos diferentes:


um módulo reto de comprimento, um módulo curvo e dois módulos de bancos individuais
com 2 inclinações de costas distintas.
.
61

Figura 70 - Banco - módulo reto

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 71 - Banco - módulo curvo

Fonte: ARCHDAILY, 2018

Figura 72 - Banco - módulos individuais

Fonte: ARCHDAILY, 2018


.
62

Figura 73 - Inclinação encosto do banco

Fonte: ARCHDAILY, 2018

A área da praça sob o viaduto é iluminada a noite, permitindo sua utilização 24 horas
por dia para diferentes atividades. A iluminação em LED, direciona a luz para o pavimento
com uma tonalidade quente e para a copa das árvores com uma tonalidade fria.

Figura 74 - Iluminação em LED

Fonte: ARCHDAILY, 2018

A Praça Fonte Nova também possui uma superfície toda pavimentada, mas a criação
das ilhas para lazer e descanso, rodeadas por bancos é uma proposta que poderá ajudar nesse
projeto, além da iluminação noturna em LED
.
63

5 PARTIDO DO PROJETO

O partido do projeto deu-se a partir de observações de referências de intervenções de


duas praças: Victor Civita e Fonte Nova. Foi feita uma interpretação dos resultados dos seus
projetos, e identificou-se alguns itens:

• Projeto bem resolvido


• Vários usos propostos: atividade física, estar, recreação etc.
• Soluções inovadoras quanto o uso de materiais.
• Implantação de equipamentos urbanos e mobiliários: bancos, playground, academia ao ar
livre etc.

O partido adotado pelo projeto vai considerar todos esses itens listados procurando
modificar a praça por meio de sua requalificação, com consequente revitalização.

5.1 PROPOSTA DE REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA OLAVO BILAC

A partir de estudos de conceitos e soluções de projetos de praças, são consideradas


algumas diretrizes para um bom projeto. O foco do projeto é criar um espaço que estimule o
uso e permanência das pessoas, de todas as faixas etárias em diferentes horários.
Foi feita uma pesquisa diretamente com os moradores do bairro através da aplicação
um questionário, onde eles sugeriram ideias para a melhoria da praça. Equipamentos mobiliários
como: bancos, playground, bebedouro, bicicletário e academia ao livre, foram bastantes citados,
porém, o mais enfatizado foi necessidade de mais áreas verdes e arvores de grande porte para o
sombreamento da praça, principalmente por quererem frequentar mais a praça pelo período da
tarde.
A partir da pesquisa feita em campo foi desenvolvida uma proposta de projeto para o
local, com base nas principais necessidades dos moradores do bairro, setorizando a praça para
seus diferentes usos.
.
64

5.2 SETORIZAÇÃO

A setorização da praça deu-se da seguinte forma, nas áreas vermelha, verde e roxa
teremos áreas arborizadas com bancos para descanso dos usuários, na área amarela teremos uma
academia ao ar livre, a área em azul claro será uma área livre onde as mulheres do bazar fariam
suas vendas durante o período da manhã, a área em azul escuro será destinada ao
estacionamento, com 10 vagas sendo 2 destinadas a deficientes, a parte cinza será área de
circulação e por fim a área em laranja será um espaço destinado as crianças. As barraquinhas de
comida que funcionam pelo período da noite no local foram mantidas, porém foi feita uma nova
redistribuição na praça.

Figura 75- Esquema de Setorização

Fonte: Autora, 2018


.
65

5.3 PROJETO

Atualmente a praça possui um gradil ao seu redor, onde optou-se pela permanência
deste, com dois acessos pela passagem Rui Barbosa, 2 pela Rua São Domingos, e dois pela
avenida Celso Malcher, totalizando 6 acessos. Foram projetadas 2 rampas para cadeirantes em
ambas as laterais. Uma questão sustentável deste projeto, foi a criação de mais áreas verdes para
controlar a temperatura do local.
Foi usado em toda área de circulação da praça pisos intertravados na cor cinza como
mostra a figura 76.

Figura 76 – Layout humanizado

Fonte: Autora, 2018


.
66

O piso intertravado é um produto de baixo custo que oferece economia e praticidade


durante a execução da obra, é uma peça pré-moldada de concreto, bastante permeável e
antiderrapante, muito utilizada nos projetos de praças, por oferecer diversos recursos ecológicos
e sustentáveis. A colocação do piso intertravado de concreto é realizada manualmente, pois as
peças travam entre si e permitem diferentes tipos de paginações.

Figura 77 – Piso intertravado cinza

Fonte: www.hometeka.com.br acesso em: 15/11/2108

Figura 78 – Modelos construtivos de pavimento intertravado

Fonte: www.fazfacil.com.br Acesso em: 15/11/2018

Foi implantado a sinalização tátil (figura 79) em toda área de circulação da praça, para
transmitir segurança, orientação e mobilidade a todas as pessoas, principalmente àquelas com
deficiência visual. Foi escolhido o modelo tátil de alerta – formado por um conjunto de relevos
tronco-cônicos que tem como propósito informar o deficiente visual a existência de desníveis ou
situações de risco, além de orientar o posicionamento adequado para o uso de equipamentos e
mudanças de direção ou opções de percursos.
.
67

Figura 79- Piso tátil

Fonte: Autora,2018

Através de estudos e de pesquisa feita em campo, foi formulada uma proposta para a
distribuição espacial da praça, inserindo algumas atividades na mesma, como mostra a figura 80.

Figura 80: Proposta para distribuição espacial da praça

Fonte: Autora ,2008


.
68

Playground construído com madeira de reflorestamento tratada (figura 80), tinta


atóxica, pregos e parafusos galvanizados. A madeira é resistente ao sol, chuva, poeira e
intempéries de uma forma geral, dentre os brinquedos escolhidos, há escorregadores, gangorras e
balanços.
Foi usada uma areia própria para playground, que é diferente dos demais tipos de
areias, ela é feita à base de sílica, recebe um tratamento, totalmente antialérgica, não desbota e é
atóxica. A areia escolhida foi com granulometria média, o que é ideal para esse tipo de espaço,
segundo ABNT – NBR 6502/95, a areia média é aquela que tem entre 0,2 e 0,6 mm.

Figura 81– playground

Fonte: Autora, 2018

A academia ao ar livre (figura 82) foi instalada na parte frontal da praça, equipada com
5 aparelhos em aço galvanizado e pintura a pó eletrostática. Os equipamentos da academia serão
generalistas, ou seja, fáceis de serem utilizados e flexíveis o suficiente para que sejam feitos
mais de um exercício neles.
Além de se exercitar fazer bem para saúde, esse espaço servirá também para integrar as
pessoas de diferentes faixas etária.
.
69

Figura 82: Academia ao ar livre

Fonte: Autora,2018

A área destinada ao bazar será localizada próximo ao estacionamento, este ponto foi
escolhido estrategicamente, além de ser a área mais sombreada da praça, as “pechincheiras’’
recebem suas mercadorias através de doações feitas por moradores do bairro e bairros vizinhos e
geralmente essas entregas são feitas de carro.

Figura 83: Área destinada ao bazar

Fonte: Autora,2018
.
70

O estacionamento permanecerá na mesma área, mudando apenas a pavimentação para


concreto pré-fabricado, vazado tipo pisograma (concregrama).
A escolha deste piso foi feita por ser bastante utilizada na pavimentação de
estacionamentos em áreas externas, assentamento simples e além disso, complementa o piso
intertravado. Para instalação do mesmo, não há necessidade de grandes obras é um piso
considerado ecologicamente correto, possui uma simples estrutura, porém de alta resistência e de
baixo custo.

Figura 84: Área do estacionamento

Fonte: Autora, 2008

5.4 ESPECIFICAÇÃO DO MOBILIÁRIO

No interior da praça serão colocados 19 bancos em estrutura em ferro, assento e encosto


em madeira. Estarão dispostos por toda a extensão da praça, permitindo o uso para descanso e
contemplação do espaço. Serão instalados 12 postes com iluminação em LED por toda a praça.
Os postes estarão postos de maneira que todos os ambientes tenham uma boa iluminação.
.
71

Em pontos estratégicos da praça serão usadas 12 Lixeiras com fechamentos em ferro e


estrutura em madeira, será feito também a instalação de 1 bebedouro em concreto com altura
suficiente para adultos, crianças e PNE. A praça contará ainda com 2 bicicletários em ferro
pintado, com esmalte sintético na cor preta.
A área destinada as crianças, contará com um playground feito em madeira de
reflorestamento, o espaço ao lado terá uma academia ao ar livre com equipamentos em aço
galvanizado.

Tabela 1 - Tabela com mobiliário usado na proposta para a praça Olavo Bilac

Mobiliário Fabricante Material Nº de Modelo


unidades

Madeira
Banco The holk maciça - 19
ou similar Angelim de
demolição
e ferro fundido

12

Lixeira Madeira e ferro


The holk fundido
ou similar

12
FMB Aço carbono
Fibrometal galvanizado e
Poste do Brasil pintado de
ou branco
similar

Metálico 02
Londrina pintado com
Bike esmalte
Bicicletário shopping sintético na cor
ou similar preta
.
72

Bebedouro Arica Concreto e 01


ou similar alumínio

01 kit

Madeira de
reflorestamento
Playground Kaska
ou similar (Eucalipto)

Ziober Aço
Academia ou similar galvanizado 01 kit

Fonte: Disponível em: www.theholk.com.br; www.fibrometal.com.br; www.americanas.com.br; www.arica.com.br;


www.kaska.com.br; www.ziober.com.br Acesso em: 15/11/2018

5.5 VEGETAÇÃO

A principal proposta do paisagismo, é caracterizar a praça, com arborização de pequeno,


médio e grande porte, compondo os espaços de forma harmoniosa com vegetações ornamentais,
deixando a praça mais atrativa para a população. O objetivo do projeto é não poluir o visual com
bosque denso e sim propiciar um ambiente arejado, visualmente suave e com sombreamento.
Como sugestão foram selecionadas as seguintes espécies como mostra a tabela abaixo:
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73

Tabela 2 - Tabela com a vegetação usada na proposta para a praça Olavo Bilac.

Nome Nome Altura Copa Imagem Cultivo


Popular Científica
-----------------

Grama Zoysia 0,15 m Pleno


esmeralda japonica Sol

1.2 a 1.8
Heliconia metros, 1.8 a Meia
Helicônia rostrata 2.4 3,00m sombra
metros, 2.4 a e sol
3.0 pleno
metros, 3.0 a
3.6 metros
-------------
0,60m a
zantedeschia 0,90m Meia
Copo de aethiopica Sombra
leite e
Sol
Pleno

Sibipiruna caesalpina 18,00m 20,00m


peltophoroides

Sol
pleno

6.0 a 9.0
Ipê branco tabebuia metros, 9.0 a 6,00m a
róseo-alba 12 8,00m Sol
metros, acima pleno
de 12 metros

mangifera
Mangueira indica l 30,00m 10,00m Sol
pleno

Fonte: Disponível em: www.jardimnet.com.br. Acesso em: 04/11/2018.


.
74

6- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho teve como elemento norteador o interesse pessoal por praças em
bairros periféricos, em especial a praça Olavo Bilac, lugar de importante dinâmica no bairro da
Terra Firme.
A praça Olavo Bilac conta com uma área com pouco mais de 1.300 m², uma pequena
extensão de área verde, calçadas totalmente quebradas, pouca iluminação e quase nada de
mobiliário urbano, o projeto teve como motivação a reorganização dos usos da praça, pois
atualmente ela possui um arranjo espacial aleatório, não havendo a existência por exemplo de
uma área destinada a crianças
A maioria dos estudiosos da área de urbanismo, definem o espaço público como local
de encontros e socialização. No entanto, por conta da insegurança em relação a violência e
degradação, esses espaços estão cada vez sendo menos frequentados e desvalorizados frente a
novos locais privados, como shoppings por exemplo, que oferecem segurança para seus
usuários.
É importante destacar que durante todo o processo deste estudo, houve a preocupação
em manter a identidade do local, como a permanência do bazar no chão da praça que ocorre
todos os dias pela parte da manhã e as barraquinhas de comida que ficam durante o período da
noite.
Foi realizada uma pesquisa através de aplicação de questionários diretamente com a
população local, onde relataram os principais problemas da praça, que também contribuíram
com ideias para a proposta do projeto.
Pode-se dizer que este trabalho tem como resultado final a requalificação da praça com
uma proposta preliminar de projeto paisagístico e mobiliário urbano.
Por fim, acredita-se que o presente trabalho atingiu os objetivos esperados.
.
75

REFERÊNCIAS

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br/01-10294/praca-victor-civita-levisky-arquitetos-e-anna-julia-dietzsch>. Acesso em 21 set.
2018.

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https://www.archdaily.com.br/br/867162/requalificacao-de-pracas-em-catanduva-rosa-grena-
kliass-arquiteta-plus-barbieri-plus-gorski-arquitetos-associados>. Acesso em 21 set. 2018.

BARBIERI + GORSKI. Praça 9 de julho. 2015. Disponível em:<http://www.barbieri


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análise comparativa entre os bairros Terra Firme e Cidade Velha – Belém/PA. 2017. In:
Revista Eletrônica Geoaraguaia. v. 7, n. 2, p. 68 – 85, jul.- dez. 2017. Disponível em:<
http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/geo/article/view/6971>. Acesso em 21 set.
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territorialização perversa em uma área de baixada de Belém. 2008. Belém: Universidade
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76

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Belém. 2011. Dissertação de Mestrado. Belém: Universidade Federal do Pará, 2011.
Disponível em:<http://ppgss.ufpa.br/arquivos/dissertacoes/2009/raquel_santos_de_novaes.
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PEGADO, R. S. et al. Risco de Cheia e Vulnerabilidade: Uma abordagem às Inundações


Urbanas de Belém/Pará/Brasil. 2014. In: Revista Territorium. n. 21, p. 71 – 76, mai. 2014.
Disponível em:<http://www.uc.pt/fluc/nicif/riscos/Documentacao/Territorium/T21_artg/T21
_artg06.pdf>. Acesso em 30 out. 2018.

PORTO, L. P. M. et al. Manual de orientação técnica da arborização urbana de Belém:


guia para planejamento, implantação e manutenção da arborização em logradouros públicos.
Belém: UFRA, 2013. Disponível em:<http://ww3.belem.pa.gov.br/www/wp-content/uploads/
Manual-de-Arboriza%C3%A7%C3%A3o-de-Bel%C3%A9m.pdf>. Acesso em 31 out. 2018.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM. Anuário Estatístico de Belém. 2012. Disponível


em:<http://www.belem.pa.gov.br/transparencia/?page_id=1510>. Acesso em 21 set. 2018.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM. Mapa de Localização do Bairro da Terra


Firme. 2014. Disponível em:<http://www.belem.pa.gov.br/codem_mapas/Mapas_PDF/
Bairros/019_Terra%20Firme.pdf>. Acesso em 21 set. 2018.

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Belém/PA. 2011. Dissertação de Mestrado. Belém: Universidade Federal do Pará, 2011.
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WIKIPÉDIA. Monte Capitolino. 2012. Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Monte


_Capitolino>. Acesso em 01 nov. 2018.
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APÊNDICES

APÊNDICE A

Questionário

APÊNDICE B

Prancha A-01/03 – Planta baixa, planta de localização, corte AA e Corte BB.


Prancha A-02/03 – Layout humanizado, setorização, corte humanizado AA e BB.
Prancha A-03/03 – Perspectiva 01, perspectiva 02, perspectiva 03.
Prancha D-01/03 – Detalhamento bicicletário.
Prancha D-02/03 – Detalhamento bebedouro e banco.
Prancha D-03/03 – Detalhamento Poste.
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QUESTIONÁRIO

1- Sexo
Masculino ( ) Feminino ( )
2- Idade
Menos de 18 anos ( ) Entre 18 e 25 ( ) Entre 26 e 30 ( ) Entre 31 e 35 ( ) Acima dos 40 anos ( )
3- Quais os dias da semana você frequenta a praça?
Domingo ( ) Segunda-feira ( ) Terça-feira ( ) Quarta-feira ( ) Quinta-feira ( ) Sexta-feira ( )
Sábado ( )
4- Qual período do dia você frequenta a praça?
Manha ( ) Tarde ( ) Noite ( )
5- Que tipo de atividade você realiza
Compras ( ) Passeio ( ) Passagem ( ) Igreja ( ) Ponto de encontro com os amigos ( )
6- O que você mudaria na praça?

7- O que você gosta?

8- Gostaria que a praça não tivesse o gradil?


Sim ( ) Não ( )
9- Qual o dia da semana você acha mais seguro para frequentar a praça?
Domingo ( ) Segunda-feira ( ) Terça-feira ( ) Quarta-feira ( ) Quinta-feira ( ) Sexta-feira ( )
Sábado ( )
10- Qual o período mais seguro que você acha para frequentar a praça?
Manhã ( ) Tarde ( ) Noite ( )
11- Qual o dia da semana você acha menos seguro para frequentar a praça?
Domingo ( ) Segunda-feira ( ) Terça-feira ( ) Quarta-feira ( ) Quinta-feira ( ) Sexta-feira ( )
Sábado ( )
12- Qual o período mais seguro que você acha para frequentar a praça?
Manhã ( ) Tarde ( ) Noite ( )
13- Qual o período menos seguro que você acha para frequentar a praça?
Manhã ( ) Tarde ( ) Noite ( )

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