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Manual de drenagem superficial BVP Engenharia

Introdução

Esse manual visa padronizar o dimensionamento hidrológico e hidráulico dos


projetos de drenagem da BVP Engenharia. Em projetos de drenagem de pilha,
barragens, plataformas e outras estruturas de engenharia usualmente utilizam-se
canaletas, descidas de água e canais periféricos. Nos itens que se segue será
descrito o roteiro de cálculo e as dimensões padrão adotadas pela BVP Engenharia.

Canaletas

As Canaletas podem são utilizadas para interceptar as águas que precipitam sobre
os taludes de corte e as plataformas. Em projetos de drenagem de pilhas as utiliza-
se canaletas Berma e Crista.

As canaletas de berma devem localizar-se em todos os cortes, sendo construídas às


margens dos taludes. Essas canaletas podem ser em argamassa concreto ou solo
laterítico. As canaletas em solo serão escavadas no terreno e revestidas com solo
laterítico.

Dimensionamento Hidráulico

O dimensionamento hidráulico consiste na determinação de uma seção transversal


com capacidade hidráulica suficiente para atender à vazão de projeto.
O cálculo de vazões de projeto deve atender aos critérios constantes na NBR
13029:2005, da ABNT, a qual recomenda tempos mínimos de recorrência para
precipitações de projeto nas bacias de:
• 100 anos para dispositivos de pequena vazão, tais como valetas de berma e
proteção e descidas de água entre taludes;
• 500 anos para os canais periféricos de coleta e condução de águas
superficiais.

Para o cálculo da vazão de projeto, calcula-se a contribuição pela aplicação do


método racional, uma vez que as áreas de contribuição, sendo pequenas, estão
dentro do limite de aplicabilidade desse método. A fórmula básica é:

Q = 0,287 CiA
Onde:
Q = vazão de cheia com período de retorno (m3/s);
C = coeficiente médio de escoamento superficial (adimensional);
C= 0,2 - solo natural;
C = 0,5 - pilha;
C = 0,4 - 0,95 área perturbada.
C = 0,075 - Florestas Densas
C = 0,135 - Campos Naturais pouco Cultivados
C = 0,210 - Gramas ou pastos ralos
C = 0,300 - Solos quase nus
C = 0,600 - Escoamento em lâmina sobre pavimentos ou em sarjetas e
calhas rasas
i = intensidade de precipitação para uma chuva com duração igual ao tempo de
concentração (mm/h);
A - área de contribuição, (km2);

Cálculo do tempo de concentração


O tempo de concentração pode ser calculado pelas fórmulas;
Kirpich
0 , 385
 L2 
t c = 0,39 
 S 

 
Onde:
tc = tempo de concentração (horas);
L = comprimento do talvegue principal (km);
S = declividade do talvegue (%).

G.B. Williams

0,61 ⋅ L
tC = ,
A 0,11 ⋅ S 0, 2
A = área de drenagem da bacia (km²).

Cálculo da capacidade de vazão


A capacidade hidráulica máxima é obtida pela equação de Manning
1
Q= AR h I 1 / 2
n
onde :
Rh = raio hidráulico, (m);
I = declividade, (m/m);
n = coeficiente de rugosidade, (adimensional) (Tabela ?? e Tabela ?);
=0,015 para concreto;
=0,022 para argamassa e solo laterítico;
=0,035 para enrocamento.
Q = vazão máxima admissível, (m3/s);
A = área molhada, (m2).

Tabela 1 - COEFICIENTE DE RUGOSIDADE PARA CANAIS ARTIFICIAIS


RUGOSIDADE
REVESTIMENTO MÍNIMA NORMAL MÁXIMA
Concreto pré-moldado 0,011 0,013 0,015
Concreto com acabamento 0,013 0,015 0,018
Concreto sem acabamento 0,014 0,017 0,02
Concreto Projetado 0,018 0,02 0,022
Gabiões 0,022 0,03 0,035
Espécies Vegetais 0,025 0,035 0,07
Aço 0,01 0,12 0,014
Ferro fundido 0,011 0,014 0,016
Aço corrugado 0,019 0,022 0,028
Solo sem revestimento 0,016 0,023 0,028
Rocha sem revestimento 0,025 0,035 0,04

Tabela 2 - COEFICIENTE DE RUGOSIDADE PARA CANAIS NATURAIS


RUGOSIDADE
TIPO CARACTERÍSTICA MÍNIMA NORMAL MÁXIMA
Canais de pequeno porte Limpos 0,025 0,033 0,045
em planície (B < 30m) Trechos lentos 0,050 0,070 0,080
Canais de pequeno porte Leito desobstruídos 0,030 0,040 0,050
em montanhas (B <
30m) Leito com matações 0,040 0,050 0,070
Canais de grande Seções regulares 0,025 - 0,060
porte (B > 30m) Seções irregulares 0,035 - 0,100
Pastagens 0,025 0,030 0,035
Planícies de
Culturas 0,020 0,040 0,050
inundação
Vegetação densa 0,045 0,070 0,160

Descidas de água

As descidas d'água têm como objetivo conduzir as águas captadas por outros
dispositivos de drenagem, pelos taludes.

As descidas d'água podem ser do tipo rápido ou em degraus. A escolha entre um e


outro tipo será função da velocidade limite do escoamento para que não provoque
erosão, das características geotécnicas dos taludes, do terreno natural, da
necessidade da quebra de energia do fluxo d'água e dos dispositivos de
amortecimento na saída.

As descidas d'agua podem ter a seção das seguintes formas:


– retangular, em calha tipo rápido ou em degraus;
– semicircular ou meia cana, de concreto ou metálica ;
– em tubos de concreto ou metálicos.
– em colchões Reno

Descidas em canal retangular em degrau


Quando a velocidade da água, na descida ultrapassar a velocidade limite do
concreto armado que é 7,5m/s, deve-se instalar descidas em degraus para dissipar
energia reduzindo a velocidade.

Dimensionamento Hidráulico
Para o dimensionamento de escada deve primeiramente determinar o tipo de
regime de fluxo que ocorre na escada. O escoamento sobre rampas com degrau –
escadas dividi-se em três tipos de regime: nappe flow, transition flow e skimming
flow.

O regime nappe flow ocorre quando a condição da equação 1 é atendida.


dc h
≤ 0,89 − 0,4
h l 1
Enquanto, a ocorrência do regime skimming flow é estimada por:
dc h
≥ 1,2 − 0,324
h l 2
onde
dc é a profundidade critica (m), dada pela equação:
q2
dc = 3
g 3
q é a vazão unitária (m3/s.m);
h é a altura do degrau, (m);
l é o comprimento do degrau, (m).

Com o aumento da vazão de escoamento no regime nappe flow e para uma dada
geometria de degrau, o regime de escoamento pode passar a ter uma posição
intermediária entre os dois tipos de regime de escoamento sobre o degrau.

Regime tipo Nappe flow


Nesse tipo de regime o escoamento se desenvolve em uma seqüência de quedas
livres e a dissipação de energia ocorre pela dispersão de ar na massa de água,
impacto da queda do jato, e alguns casos a formação de ressalto hidráulico em
cada degrau.

O regime nappe flow pode ser de três tipos: 1) com desenvolvimento completo de
ressalto hidráulico (sub-regime NA1); 2) com desenvolvimento parcial de ressalto
hidráulico (sub-regime NA2); 3) sem ressalto hidráulico ocorrendo geralmente
quando o canal possui o degrau inclinado (sub-regime NA3). O regime NA1 é o que
dissipa maior energia dessa forma será estudado com maiores detalhes.

Para degraus horizontais e que atendem a relação 0,2<h/l<6, o sub-regime NA1,


ocorre quando é atendida a condição:
−1, 276
yc h
≤ 0,0916  
h l 
4

O sub-regime NA1 é caracterizado pela ocorrência da condição crítica em cada


degrau. Considerando degrau horizontal, próximo ao fim do degrau o regime varia
de subcrítico a critico e a altura do fluxo, db, no ponto que queda é dada por:

db = 0,715 d c
5

onde dc é a profundidade crítica.

As condições hidráulicas do escoamento nos degraus podem ser dadas pelas


equações:
1, 275
d1 d 
= 0,545  c 
h  h  6
0,81
d2 d 
= 1,66 c 
h  h  7
0, 66
dp d 
= c 
h  h  8
0,81
Ld d 
= 4,3 c 
h  h  9
1, 275
d1 d 
= 0,545  c 
h  h  10
1, 483
di d 
= 0,687  c 
h  h  11
−0,586
d 
tan θ = 0,838  c 
 h  12
Lr  d  3/ 2 
= 8  c  − 1,5 
h   d1  
  13
−0, 483
Vi d 
= 1,455  c 
vc  h 
14
vc = gd c
15

onde,
dp é altura de água no degrau atrás da queda do jato;
d1 é a altura supercrítica antes do ressalto;
d2 é a altura subcrítica após o ressalto;
Ld é a distância do degrau à posição de d1;
di é a espessura do jato;
Ө é o ângulo do jato com a horizontal;
Lr é o comprimento do ressalto.

A energia dissipada na escada ΔH é a diferença entre a energia total Hmax


(Hmax=Hdam+1,5dc, onde Hdam e a altura da escada) e a energia no fim do canal H res,
e é dada pela equação:

 0, 275 −0,55 
 0,54 d c  +
3,43  d c 
  
∆H  h
  2 h
  
=1−  
H max 3 Hdam
 + 
 2 dc 
  16

Regime tipo Skimming flow


Nesse regime ocorre a formação de vórtices entre os degraus e sobre os vórtices
desenvolve uma camada de escoamento onde o fluxo transita – camada livre. A
dissipação de energia é mantida pela circulação dos vórtices.

O fluxo de água inicialmente se desenvolve sem entrada de ar até o ponto de


ligação (point inception) onde se inicia a turbulência do fluxo e a rápida aeração
caracterizando um regime de fluxo gradualmente variado. A diante o fluxo se
uniformiza, com altura, concentração de ar e distribuição de velocidade não se
alterando ao longo do canal. (Figura 3)
Figura 3 – Perfil típico do regime de fluxo skimming flow

Para desenvolver um fluxo aerado, o escoamento precisa atingir certa distância até
que o processo alcance equilíbrio uniforme. Se o canal não for suficientemente
grande, impedindo a ocorrência de fluxo aerado, a energia de dissipação da escada
será reduzida.

Determinação da localização do ponto de ligação


A posição do ponto de ligação LI e dI depende da vazão e da rugosidade causada
pelo degrau e é calculado em relação ao número de Froude:

q
F=
gsen α ( h cos α )
3
17
LI
= 9,719( senα ) 0,0796 F 0,713
h cos α 18
dI 0,4034
= F 0,592
h cos α ( senα ) 0,04
19

Verifica-se, pela equação 18, que o ponto de ligação move para a jusante com o
aumento da vazão.

Se o ponto de ligação não for alcançado a escada ainda é aceitável, entretanto a


capacidade de dissipação de energia é reduzida. Alternativamente, pode-se reduzir
o cumprimento do degrau ou aumentar o comprimento da escada para que o fluxo
se torne aerado.
Determinação da concentração média de ar
Abaixo do ponto de ligação ocorre a entrada de bolhas ar por meio da ação da
turbulência próxima a camada livre. A difusão das bolhas de ar, na região de fluxo
uniforme, pode ser aproximada por:

Ce = 0,9 sen α para 20° ≤ α ≤ 45°


20
ou
Ce = 0,3265 sen α + 0,4055 para 45° < α ≤ 65°
21

Onde
Ce é a concentração média de ar.

Recomendação de dimensionamento
A energia residual da escada é igual a:
q2
H res = d cos α +
2 gd 2 22
Onde a profundidade do fluxo no trecho sem entrada de ar d é dada por:
d 3 fe
=
dc 8senα 23
Onde fe é o fator de resistência de Darcy-Weisbach e é estimado por:
fe   0,514 − Ce  
= 0,51 + tanh 0,628  
f   C e ( 1 − C )
e 

25
Onde f é estimado por:
1 k
= 1,14 − 4,605 ln s
f DH
26
Onde
k s = h cos α ;
DH é o diâmetro hidráulico equivalente dados pela equação:
AM  dw 
DH = 4 RH = 4 = 4 
PM  2d + w  27
onde
AW é a área molhada para o fluxo não aerado
PW é o perímetro molhado para o fluxo não aerado.

A altura característica do fluxo aerado, Y90


Devido a entrada de ar, a altura do fluxo é significativamente maior que a altura do
fluxo sem entrada de ar, d.

A altura do fluxo na região do escoamento uniformemente aerado é definida como


a distância perpendicular do fundo da camada livre até a superfície do fluxo no
ponto onde a concentração de ar é de 90%.
fe
Y90 = d c 3
8(1 − Ce sen α )
28
onde
Y90 é a altura do fluxo correspondendo ao local com 90% de concentração de ar.
Para longos canais onde o fluxo atinge o escoamento uniforme a perda de energia é
dada por:
1/ 3 −2 / 3
 fe  1 f 
  cos α +  e 
∆H 8senα  2  8senα 
= 1− 
H max 3 H
+ dam
2 dc
29

Transition flow
O regime de escoamento situa-se entre o nappe flow e o skimming flow. Nesse tipo
de regime os degraus podem funcionar afogado ou livre dependo do nível de água a
jusante é segundo Chanson, 2001 deve ser evitado.

Para dimensionamento das escadas os parâmetros de entrada nas formulas acima


são:
Q, Vazão, m3/s
Α, angulo de inclinação com horizontal da escada, m
L, comprimento do canal, m
Hdam, altura total da escada, m
W, largura da escada, m
H, altura do degrau, m
L, comprimento do degrau, m

Descidas de água padrão


A BVP utilizará dimensões de descidas de água padrão cujas seções transversais
encontram-se na Tabela 9.

Tabela 9 – Dimensões das seções padrão das descidas de água


Tipo Largura Altura da Altura do
(m) parede (m) degrau (m)
1 1,5 1,0 1,0
2 1,0 1,0 1,0
3 1,0 0,5 0,5
4 0,6 0,6 0,5
5 0,5 0,5 0,5
6 3,7 1,5 1,0
7 3,4 1,5 1,0
8 2,4 1,5 1,0
9 1,8 1,5 1,0

Canal periférico

Os canais periféricos têm como objetivo interceptar as águas que escoam pelo
terreno a montante, impedindo-as de atingir o pé do talude de aterro. Além disso,
têm a finalidade de receber as águas oriundas das descidas de água e das
canaletas, conduzindo-as com segurança ao dispositivo de transposição de
talvegues.

Dimensionamento hidráulico
O dimensionamento hidráulico dos canais periféricos são os mesmos das canaletas.

Canais periféricos padrão


A BVP Engenharia adotará dimensões padronizadas dos canais periféricos. As
dimensões, a vazão e velocidade em cada canal padrão está indicada nas Tabelas
9, 10, 11, 12, 13....
Tabela 9 – Canal periférico em concreto armado seção retangular e
dimensões de 1,5 x 1,5m
B(m) y(m) n s(%) P(m) A(m2) Rh V (m/s) Q (m3/s)
1,5 1,5 0,015 0,01 4,5 2,25 0,5 4,2 9,43
1,5 1,5 0,015 0,02 4,5 2,25 0,5 5,92 13,4
1,5 1,5 0,015 0,03 4,5 2,25 0,5 7,3 16,4

Tabela11 – Canal periférico em concreto armado seção retangular e


dimensões de 1,5 x 1,0m
B(m) y(m) n s(%) P(m) A(m2) Rh V (m/s) Q (m3/s)
1,5 1,0 0,015 0,01 3,5 1,5 0,43 3,8 5,7
1,5 1,0 0,015 0,02 3,5 1,5 0,43 5,3 8,07
1,5 1,0 0,015 0,03 3,5 1,5 0,43 6,6 9,87
1,5 1,0 0,015 0,04 3,5 1,5 0,43 7,6 11,4

Tabela12 – Canal periférico em concreto armado seção retangular e


dimensões de 1,0 x 1,0m
B(m) y(m) n s(%) P(m) A(m2) Rh V (m/s) Q (m3/s)
1,0 1,0 0,015 0,01 3,0 1,0 0,33 3,2 3,2
1,0 1,0 0,015 0,02 3,0 1,0 0,33 4,5 4,5
1,0 1,0 0,015 0,03 3,0 1,0 0,33 5,5 5,5
1,0 1,0 0,015 0,04 3,0 1,0 0,33 6,4 6,4
1,0 1,0 0,015 0,05 3,0 1,0 0,33 7,2 7,2

Tabela13 – Canal periférico em concreto armado seção retangular e


dimensões de 1,0 x 0,5m
B(m) y(m) n s(%) P(m) A(m2) Rh V (m/s) Q (m3/s)
1,0 0,5 0,015 0,01 2,0 0,5 0,25 2,6 1,3
1,0 0,5 0,015 0,02 2,0 0,5 0,25 3,7 1,9
1,0 0,5 0,015 0,03 2,0 0,5 0,25 4,6 2,3
1,0 0,5 0,015 0,04 2,0 0,5 0,25 5,3 2,6
1,0 0,5 0,015 0,05 2,0 0,5 0,25 5,9 2,9
1,0 0,5 0,015 0,06 2,0 0,5 0,25 6,5 3,2
1,0 0,5 0,015 0,07 2,0 0,5 0,25 7,0 3,5
1,0 0,5 0,015 0,08 2,0 0,5 0,25 7,5 3,7

Tabela14 – Canal periférico em concreto armado seção retangular e


dimensões de 0,85 x 1,0m
B(m) y(m) n s(%) P(m) A(m2) Rh V (m/s) Q (m3/s)
0,85 1,0 0,015 0,01 2,85 0,85 0,3 2,97 2,53
0,85 1,0 0,015 0,02 2,85 0,85 0,3 4,20 3,58
0,85 1,0 0,015 0,03 2,85 0,85 0,3 5,15 4,388
0,85 1,0 0,015 0,04 2,85 0,85 0,3 5,95 5,06
0,85 1,0 0,015 0,05 2,85 0,85 0,3 6,65 5,66
0,85 1,0 0,015 0,06 2,85 0,85 0,3 7,29 6,2

Tabela15 – Canal periférico em concreto armado seção retangular e


dimensões de 0, 5 x 0,5m
B(m) y(m) n s(%) P(m) A(m2) Rh V (m/s) Q (m3/s)
0,5 0,5 0,015 0,01 1,5 0,25 0,16 2,02 0,50
0,5 0,5 0,015 0,02 1,5 0,25 0,16 2,85 0,71
0,5 0,5 0,015 0,03 1,5 0,25 0,16 3,49 0,87
0,5 0,5 0,015 0,04 1,5 0,25 0,16 4,03 1,0
0,5 0,5 0,015 0,05 1,5 0,25 0,16 4,51 1,13
0,5 0,5 0,015 0,06 1,5 0,25 0,16 4,94 1,24
0,5 0,5 0,015 0,07 1,5 0,25 0,16 5,34 1,33
0,5 0,5 0,015 0,08 1,5 0,25 0,16 5,71 1,43
0,5 0,5 0,015 0,09 1,5 0,25 0,16 6,06 1,51
0,5 0,5 0,015 0,1 1,5 0,25 0,16 6,38 1,6
0,5 0,5 0,015 0,11 1,5 0,25 0,16 6,69 1,67
0,5 0,5 0,015 0,12 1,5 0,25 0,16 6,99 1,75
0,5 0,5 0,015 0,13 1,5 0,25 0,16 7,28 1,82

Dissipadores de Energia

Dissipadores de energia, como o nome indica, são dispositivos destinados a dissipar


energia do fluxo d´água, reduzindo conseqüentemente sua velocidade, quer no
escoamento através do dispositivo de drenagem, quer no deságue para o terreno
natural.

Os dissipadores localizados são obras de drenagem destinadas, mediante a


dissipação de energia, a diminuir a velocidade da água quando esta passa de um
dispositivo de drenagem superficial qualquer para o terreno natural, de modo a
evitar o fenômeno da erosão.

CAIXAS DE PASSAGEM

OBJETIVO E CARACTERÍSTICAS
As caixas de passagem têm como objetivos principais:
– Coletar as águas provenientes das descidas d'água;
– Possibilitar a junção dos dispositivos de drenagem (canais periféricos, descidas de
águas e canaletas).

ELEMENTOS DE PROJETO
As caixas de passagem localizam-se:
– Nos lugares para os quais concorra mais de dois canais periféricos;
– No início e fim das decidas de águas.

DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO
Pode-se determinar a área transversal útil das caixas de passagem pela fórmula
dos orifícios:
Q
A = 0,226 ×
C H
Onde:
A = Área útil da caixa, em m 2 ;
Q = Vazão a captar, em m 3 / s ;
H = Altura do fluxo, em m;
C = Coeficiente de vazão, a ser tomado igual a 0,60.

A profundidade das caixas será determinada pelas cotas de instalação dos condutos
que delas partem ou chegam.

Literatura consultada
Chanson, H. (2001). The Hydraulic of Stepped chutes and splliways. A.A. Balkema,
Lisse, The Netherlands.

Fazer
Caixa de passagem
Bueiro
Rip rap Formulário para cálculo
Sump
Relacionar o texto com as planilha e programas utilizados