Você está na página 1de 85

Eletrotécnica 1 Módulo II

Eletrotécnica 1 Módulo II
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS
PREDIAIS
Introdução

O estudo das instalações elétricas em baixa tensão necessariamente passa pela


compatibilização entre a norma ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa
tensão, as normas de fornecimento editadas pelas concessionárias de energia elétrica,
o conhecimento dos materiais e dispositivos utilizados na execução das instalações
elétricas e os procedimentos que devem ser adotados nessa execução.

É de se admitir que a NBR 5410 seja o elemento norteador e com fins de


regulamentação para a execução das instalações elétricas em BT e os outros
elementos do nosso estudo levam em conta outras normativas sendo assim variáveis e
diferentes de uma concessionária para outra, e de um fabricante para outro.

A norma ABNT 5410 teve a seguinte cronologia:


 1914 – É publicado o Código de Instalações Elétricas da extinta inspetoria Geral de
Iluminação, situada no Rio de Janeiro, então Capital Federal;
 1941 – Com a contribuição de especialistas da época, o Código de Instalações
Elétricas após 27 anos, foi aperfeiçoado e transformado em uma norma publicada
pelo Departamento Nacional de Iluminação e Gás, sob o título de Norma Brasileira
para Execução de Instalações Elétricas com abrangência em todo opaís;
 1960 – O documento de 1941 foi substituído pela NB-3, baseada na norma NFPA-
70 – Nacional Electrical Code, dos Estados Unidos, tendo sido publicado neste ano
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);
 1980 – A NB-3 foi substituída pela primeira edição da NBR 5410 da ABNT, sendo
baseada na norma IEC 60364 e na norma francesa NF C 15-100;
 1990 – É publicada a 2ª Revisão da NBR 5410;
 1997 – É publicada a 3ª Revisão da NBR 5410;
 2004 – É publicada a 4ª revisão da NBR 5410.

A NBR 5410 é aplicada a todas as instalações elétricas cuja tensão nominal é igual ou
inferior a 1000V em corrente alternada ou a 1500V em corrente contínua.

A NBR 5410 fixa as condições a que as instalações elétricas de baixa tensão devem
atender, afim de garantir seu funcionamento adequado, a segurança de pessoas e
animais domésticos e a conservação de bens materiais.

A norma aplica-se às instalações novas e reformas em instalações existentes,


entendendo-se, em princípio, como reforma qualquer ampliação de instalação
existente ( como criação de novos circuitos e alimentação de novos equipamentos)

Eletrotécnica 218
bem como qualquer substituição de componentes que implique em alteração de
circuito.

A norma trata praticamente de todos os tipos de instalações de baixa tensão, entre


elas:

 Edificações residenciais e comerciais em geral;


 Estabelecimentos institucionais e de uso público;
 Estabelecimentos industriais;
 Estabelecimentos agropecuários e hortigranjeiros;
 Edificações pré-fabricadas;
 Reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings), marinas
e locais análogos;
 Canteiros de obras, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

A norma solidariamente aplica-se ainda:

 Aos circuitos internos de equipamentos que, embora alimentados por meio de


instalações com tensão igual ou inferior a 1000V em corrente alternada, funcionam
com tensão superior a 1000V, como por exemplo os circuitos de lâmpadas de
descarga, de precipitadores eletrostáticos, entre outros;
 A qualquer linha elétrica (ou fiação) que não seja especificamente coberta pelas
normas dos equipamentos de utilização;
 As linhas elétricas fixas de sinal, relacionadas exclusivamente à segurança (contra
choques elétricos e efeitos térmicos em geral) eà compatibilidade eletromagnética.

A norma NBR 5410 não se aplica:

 Instalações de tração elétrica;


 Instalações elétricas de veículos automotores;
 Instalações elétricas de embarcações e aeronaves
 Equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida em que
não comprometam a segurança das instalações;
 Instalações de iluminação pública;
 Redes públicas de distribuição de energia elétrica;
 Instalações de proteção contra quedas diretas de raios. No entanto, esta Norma
considera as conseqüências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações (por
exemplo, seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões);
 Instalações em minas;
 Instalações de cercas eletrificadas (ver IEC 60335-2-76).

Eletrotécnica 219 Módulo II


A NBR 5410 é complementada por normas voltadas às instalações específicas tais
como:

 A NBR 13570 – Instalações Elétricas em Locais de Afluência de Público: Requisitos


Específicos (por exemplo: cinemas, teatros, danceterias, escolas, lojas, restaurantes,
ginásios, circos e outros locais com capacidade de ocupação especificada);
 A NBR 13534 - Instalações Elétricas em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde:
Requisitos de Segurança (tais como: hospitais, ambulatórios, unidades sanitárias,
clinicas médicas, veterinárias e odontológicas visando a segurança dos pacientes e
acompanhantes);

Vamos ao estudo das Instalações Elétricas!!!

ETAPAS DE UM SISTEMA ELÉTRICO

Um sistema elétrico é entendido como sendo o conjunto de equipamentos, máquinas


e materiais necessários para o transporte da energia elétrica gerada a partir de uma
“fonte” até os pontos onde essa energia é utilizada.

As etapas que compreendem um sistema elétrico são assim definidas:

 GERAÇÃO – desenvolvida nas centrais de produção (usinas) e convertem uma


energia primária (fonte primária) em energia elétrica, e baseando-se nessa fonte
primária classificam-se em:
 Hidrelétricas – que a partir da energia mecânica das quedas d’água direcionada às
turbinas hidráulicas que acopladas ao eixo do rotor de um alternador, possibilitam o
surgimento da fem gerada (nas principais usinas do Brasil essas tensões são de 13,8
kV e 18 kV);
 Termoelétricas – que utilizam a energia térmica da queima de combustíveis (carvão,
óleo diesel, gasolina, etc.);
 Nucleares – que utilizam a energia térmica produzida pela fissão nuclear de
materiais (urânio, tório, etc.).

Os principais equipamentos nessa etapa são as turbinas, o alternador e o


transformador de potência que eleva a fem gerada a níveis de transmissão de energia (
no Brasil temos: 138 kV, 230 kV, 345 kV, 440 kV, 500 kV e 750 kV).

Eletrotécnica 220 Módulo II


 TRANSMISSÃO – consiste no transporte da energia em tensões elevadas (para
redução de perdas) desde a usina até os centros de produção e consumo.

É caracterizada por instalações com cabos nus (sem isolação) de alumínio com alma de
aço, que ficam suspensos por cadeias de isoladores fixados em torres metálicas.

Muitas vezes uma etapa intermediária, denominada SUBTRANSMISSÃO é necessária


para reduzir as tensões de transmissão para alimentação de grandes consumidores e
também para alimentar subestações de distribuição primária.

 DISTRIBUIÇÃO – etapa desenvolvida nos centros consumidores, a partir de


subestações abaixadoras (tais como 69 kV/13.8 kV) que dão origem às Redes
Primárias de Distribuição em nível de 15 kV que alimentam às indústrias,
comércios, instituições e condomínios residenciais de médio porte e ainda as
subestações públicas que alimentam as Redes de Distribuição Secundárias de Baixa
Tensão que servem aos consumidores monofásicos e trifásicos.
 UTILIZAÇÃO – a última etapa ocorre, via de regra, nas instalações elétricas de baixa
tensão, onde a energia elétrica é transformada, pelos equipamentos de utilização,
em energia mecânica (motores), térmica e luminosa entre outrasutilizações.

Eletrotécnica 221 Módulo II


SETORES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

De acordo com a NBR 5410 a norma aplica-se a partir do ponto de entrega (origem da
instalação) que é o ponto de conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de
energia com a instalação elétrica da unidade consumidora e que delimita as
responsabilidades das distribuidoras definidas pela ANEEL (Agencia Nacional de
Energia Elétrica).

A aplicação da NBR 5410 não dispensa o respeito a aos regulamentos de órgãos


públicos (Prefeituras, Corpo de Bombeiro) e às normas de fornecimento das
concessionárias, naquilo que for pertinente, sem causar conflitos, mas no intuito de
complementaridade e em alguns aspectos substituição.

A partir da origem da instalação seguem-se os quadros de Medição, os circuitos de


distribuição, os quadros terminais e os circuitos terminais, abaixo alguns esquemas
típicos dos setores de uma instalação.

Vamos a seguir apresentar algumas configurações para entrada de fornecimento de


energia que ilustra esses setores nas instalações em Baixa Tensão. Destacamos,
retirado da Norma de Fornecimento para consumidores Individuais, os limites de
fornecimento.

 O fornecimento de energia elétrica é em tensão secundária quando a unidade


consumidora tiver carga instalada igual ou inferior a 75 kW e não possua carga
especial que possa prejudicar o fornecimento de energia a outros consumidores
neste nível de tensão.

Tabela 01 – Classificação da unidade consumidora

Eletrotécnica 222 Módulo II


Outras topologias de entrada de fornecimento em Baixa Tensão podem ser
consultadas na Norma de Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de
Distribuição a Edificações Individuais e na Norma de Fornecimento de Energia Elétrica
a Edificações de Uso Coletivo.

Padrão CELPE – Entrada de Serviço Aérea sem Travessia de Rua – Monofásica –


Medição no Muro

Eletrotécnica 223 Módulo II


Padrão CELPE – Entrada de Serviço Aérea com Travessia de Rua – Monofásica –
Medição no Poste

Eletrotécnica 224 Módulo II


Padrão CELPE – Entrada de Serviço e Ponto de Entrega em BT – Múltiplas Unidades
Consumidoras

PREVISÃO DE CARGA

O Fornecimento de Energia Elétrica às unidades consumidoras pressupõe a


necessidade de se estabelecer uma Potência de alimentação e nesse aspecto a NBR

Eletrotécnica 225 Módulo II


5410 prescreve que na determinação dessa potência devem-se prever os
equipamentos a serem instalados, como transcrevemos abaixo:

Utilização e demanda – Potência de alimentação Generalidades

A determinação da potência de alimentação é essencial para a concepção econômica e


segura de uma instalação, dentro de limites adequados de elevação de temperatura e
de queda de tensão.

Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma


instalação devem ser computados os equipamentos de utilização a serem alimentadas,
com suas respectivas potências nominais e em seguida, consideradas as possibilidades
de não-simultaneidade de funcionamento destes equipamentos, bem como
capacidade de reserva para futuras ampliações.

Definem-se então os seguintes termos:

Ponto de Utilização – Ponto de uma linha elétrica destinado à conexão de um


equipamento de utilização (Ex.: Ponto de luz, ponto para aquecedor, ponto de tomada,
etc.).

Ponto de Tomada – Ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou


equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de corrente. Um ponto
de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente.

Ponto com 4 tomadas

Tomada Padrão Brasileiro – NBR 14136 Ponto com 1 tomada

Eletrotécnica 226 Módulo II


Previsão de carga

A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendo-se às prescrições de


4.2.1.2.1 a 4.2.1.2.3.

Geral:
a) a carga a considerar para um equipamento de utilização é a potência nominal por
ele absorvida, dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal, da
corrente nominal e do fator de potência;
b) nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento
(potência de saída), e não a absorvida, devem ser considerados o rendimento e o fator
de potência.

Iluminação:
a) as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da
ABNT NBR 5413;
b) para os aparelhos fixos de iluminação a descarga, a potência nominal a ser
considerada deve incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos
equipamentos auxiliares.
NOTA – Em 9.5.2.1 é fixados critérios mínimos para pontos de iluminação em locais de
habitação.

Pontos de tomada:
a) em locais de habitação, os pontos de tomada devem ser determinados e
dimensionados de acordo com 9.5.2.2;
b) em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais como casas
de máquinas, salas de bombas, barriletes e locais análogos, deve ser previsto no
mínimo um ponto de tomada de uso geral. Aos circuitos terminais respectivos deve ser
atribuída uma potência de no mínimo 1000 VA;
c) quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a ele
atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou
à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados. Quando
valores precisos não forem conhecidos, a potência atribuída ao ponto de tomada deve
seguir um dos dois seguintes critérios:
 Potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o pontopode
vir a alimentar, ou
 Potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito
respectivo;
d) os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no máximo a 1,5 m do
ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado;

Eletrotécnica 227 Módulo II


e) os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser
providos com a quantidade adequada de tomadas.

Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo
no teto, comandado por interruptor.

NOTAS
Nas acomodações de hotéis, motéis e similares pode-se substituir o ponto de luz fixo
no teto por tomada de corrente, com potência mínima de 100 VA, comandada por
interruptor de parede.

Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto na parede em
espaços sob escada, depósitos, despensas, lavabos e varandas, desde que de pequenas
dimensões e onde a colocação do ponto no teto seja de difícil execução ou não
conveniente.

Sobre interruptores para uso doméstico e análogo, ver ABNT NBR 6527.

Na determinação das cargas de iluminação, (como alternativa à aplicação da ABNT


NBR 5413), pode ser adotado o seguinte critério:

a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m 2, deve ser prevista


uma carga mínima de 100 VA;
b) em cômodo ou dependências com área superior a 6m2, deve ser prevista uma carga
mínima de 100 VA para os primeiros 6m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de
4m2 inteiros.

NOTA – Os valores apurados correspondem à potência destinada a iluminação para


efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal
das lâmpadas.

Eletrotécnica 228 Módulo II


Exemplos:

Sala de Estar com 12m2

Primeiros 6m2  100 VA


Acréscimo de 4m 2
 60 VA
Restante 2m 2
 X
Potencia de Iluminação Prevista = 160VA

Sala de Jantar com 21m2


Primeiros 6m2  100 VA
Acréscimo de 4m 2  60 VA
Acréscimo de 4m 2  60 VA
Acréscimo de 4m 2  60 VA
Restante 3m2  X
Potencia de Iluminação Prevista = 280VA

3 – Cozinha com 17,5m2


Primeiros 6m2  100 VA
Acréscimo de 4m2  60 VA
Acréscimo de 4m 2  60 VA
Restante de 3,5m 2
 X
Potencia de Iluminação Prevista = 220VA

Número de pontos de tomada

O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do


local e dos equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados, observando-se no
mínimo os seguintes critérios:

a) Em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao


lavatório, atendidas as restrições contidas na secção 9.1 dessanorma;
b) em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de serviço,
lavanderias e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada
para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, sendo que acima da bancada da pia
devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou
em pontos distintos;
c) Em varandas, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada;

Eletrotécnica 229 Módulo II


NOTA Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas
próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o
ponto de tomada, quando sua área for inferior a 2m 2 ou, ainda, quando sua
profundidade for inferior a 0,80 m.

d) Em salas e dormitórios deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada para
cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão
uniformemente quanto possível;

NOTA Particularmente no caso de salas de estar deve-se atentar para a possibilidade


de que um ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um
equipamento, sendo recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade de
tomadas que se julgar adequada.

CORRETO

e) Em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação devem ser previstos


pelo menos:

 Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a


2,25 m2. Admite-se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou
dependência, a até 0,80 m no máximo de sua porta de acesso;
 Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m2 e
igual ou inferior a 6 m2.
 Um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do cômodo
ou dependência for superior a 6 m2, devendo esses pontos ser espaçados tão
uniformemente quanto possível.

Potências atribuíveis aos pontos de tomada

A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele
poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos seguintes valoresmínimos:

Eletrotécnica 230 Módulo II


a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais
análogos, no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por
ponto para os excedentes, considerando-se cada um desses ambientes
separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto desses ambientes for
superior a seis pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja de no
mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e 100 VA por ponto para os
excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes separadamente;
b) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada.
Aquecimento elétrico de água. A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de
utilização deve ser direta, sem uso de tomada de corrente.

Exemplos:

1 - Sala de Estar com 12m2 e perímetro de 14m:


Perímetro  14m Potência
:5
2,8
Tomadas a serem Prevista = 3 Tomadas = 3 de 100 VA

2 - Sala de Jantar com 21m2 e perímetro de 18m:


Perímetro  21m Potência
:5
4,2
Tomadas a serem Prevista = 5 Tomadas = 5 de 100 VA

3 – Cozinha com 17,5m2 e perímetro de 17,5m


Perímetro  17,5m Potência
: 3,5
5
Tomadas a serem Prevista = 5 Tomadas 3 de 600 VA + 2 de 100 VA

CRITÉRIOS PARA DIVISÃO DE CIRCUITOS

Divisão da instalação

A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários, devendo cada
circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação
inadvertida através de outro circuito.

Eletrotécnica 231 Módulo II


A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender, entre outras, às
seguintes exigências:
a) segurança (por exemplo, evitando que a falha em um circuito prive de alimentação
toda uma área);

b) conservação de energia (por exemplo, possibilitando que cargas de iluminação e/ou


de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades);
c) funcionais (por exemplo, viabilizando a criação de diferentes ambientes, como os
necessários em auditórios, salas de reuniões, espaços de demonstração, recintos de
lazer, etc.);
d) de produção (por exemplo, minimizando as paralisações resultantes de uma
ocorrência);
e) de manutenção (por exemplo, facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de
reparo).

Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram
controle específico, de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de
outros (por exemplo, circuitos de supervisão predial).

Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras.


As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação, como
tratado em 4.2.1, mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de
distribuição.

Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de


utilização que alimentam. Em particular, devem ser previstos circuitos terminais
distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada.
NOTA Para locais de habitação, ver também 9.5.3.

As cargas devem ser distribuídas entre as fases, de modo a obter-se o maior equilíbrio
possível.

Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública, geração local,
etc.), a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposto
separadamente e de forma claramente diferenciada das demais. Em particular, não se
admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação
compartilhem, com elementos de outra alimentação, quadros de distribuição e linhas,
incluindo as caixas dessas linhas, salvo as seguintes exceções:
a) circuitos de sinalização e comando, no interior dequadros;

Eletrotécnica 232 Módulo II


b) conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das
fontes de alimentação;
c) linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra alimentação sejam
adequadamente identificados.

DIVISÃO DA INSTALAÇÃO

Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente


dedicado, equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir um
circuito independente.

Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias


e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à
alimentação de tomadas desses locais.

Em locais de habitação, admite-se, como exceção à regra geral de 4.2.5.5, que pontos
de tomada, exceto aqueles indicados em 9.5.3.2, e pontos de iluminação possam ser
alimentados por circuito comum, desde que as seguintes condições sejam
simultaneamente atendidas:
a) a corrente de projeto (IB) do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve
ser superior a 16 A;
b) os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só
circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação + tomadas); e
c) os pontos de tomadas, já excluídos os indicados em 9.5.3.2, não sejam alimentados,
em sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação +
tomadas).

Vamos então fazer um resumo dos pontos mais importantes???

EM RESUMO:

Eletrotécnica 233 Módulo II


OS CIRCUITOS DEVEM SER INDIVIDUALIZADOS POR FUNÇÃO (Luz, Tomadas, Chuveiro,
Ar condicionado) Iluminação e Tomadas em circuitos separados Circuito separado
(individual) para equipamentos com Inominal > 10ª.

Sugestão: Limitar as correntes dos circuitos em 10 A

Em locais de habitação, é permitido (como opção) juntar


circuitos de iluminação e tomadas, desde que a corrente
de projeto (IB) do circuito comum (iluminação +
tomadas) não seja superior a 16 A

ESTA REGRA NÃO VALE PARA PONTOS DE COZINHAS,


COPAS, COPAS-COZINHAS, ÁREAS DE SERVIÇO,
LAVANDERIAS E LOCAIS ANÁLOGOS ONDE ILUMINAÇÃO
E TOMADAS DEVEM OBRIGATORIAMENTE SER
EXECUTADO EM CIRCUITOS SEPARADOS.

QUESTÕES
1. Escreva três razões que validem a divisão das instalações em circuitos.
2. A partir de qual corrente deve-se ter circuito independente?
3. O que menciona a regra geral quanto aos circuitos de iluminação etomada?
4. Explique como deve ser feita a distribuição de cargas entre as fases.
5. Podemos ter circuito comum para iluminação e tomadas? Justifique.
6. Uma residência terá um alimentador trifásico 380/220V – para as seguintes
cargas:

16 lâmpadas incandescentes de 100 VA cada;


34 tomadas de 100 VA cada;
04 tomadas na cozinha;

Eletrotécnica 234 Módulo II


02 tomadas na área de serviço;
03 Ar condicionado de 10.000 BTU´s
02 chuveiros elétricos de 4400 VA
a) Quantos circuitos serão necessários?
b) Atendendo a norma, qual a potência por fase do alimentador?

LINHAS ELÉTRICAS

CONDUTORES ELÉTRICOS DE BAIXA TENSÃO E CONDUTOS

Considerações Iniciais:

O termo condutor elétrico é usado em referência a todo material que possui


propriedade de conduzir ou transportar a corrente elétrica ou transmitir sinais
elétricos.

As tensões de alimentação são classificadas de acordo com os padrões atuais estão


dados na Tabela 1:

Níveis de tensão
Classificação Corrente Alternada Corrente Contínua

Extra-Baixa Tensão Até 50 volts Até 120 volts


Baixa Tensão (BT) Acima de 50 e até 1000 volts Acima de 120 e até 1500 volts
Média Tensão (MT) Acima de 1000 volts e até 72,5 kV
Alta Tensão (AT) Acima de 72500 e até 242 kV Acima de 1500 volts
Extra-Alta Tensão Acima de 242 kV
Tabela 1 – Níveis de Tensões

Neste Módulo estudaremos os Condutores para Baixa Tensão (BT) e analisaremos


esses condutores nos seguintes aspectos:

1. Materiais utilizados na fabricação / 2. Forma geométrica do condutor


2. Seção Nominal / 4 . Capacidade de Condução / 5. Dimensionamento.

MATERIAIS UTILIZADOS NA FABRICAÇÃO DOS CONDUTORES


O Cobre e o Alumínio são os dois metais mais usados na fabricação dos condutores
elétricos. Ao longo dos anos, o Cobre tem sido o mais utilizado, sobretudo em

Eletrotécnica 235 Módulo II


condutores isolados, devido, principalmente as suas características elétricas e
mecânicas.

O Cobre para condutores é o cobre eletrolítico, com pureza de até 99,99%. Obtido em
lingotes é transformado em vergalhões cilíndricos através da laminação ou extrusão a
quente. Os dois tratamentos principais do cobre na fabricação de condutores são o
estiramento a frio, que dá o cobre duro, e o recozimento, que dá o cobre mole (ou
recozido). O recozimento é o processo mais utilizado nos condutores de Baixa Tensão.
O Alumínio para condutores com pureza de 99,5% é obtido normalmente por
laminação contínua, sofrendo processamentos análogos aos do Cobre; via de regra, é
utilizado o Alumínio meio-duro. Seu uso praticamente domina o campo dos
condutores para linhas de transmissão.

Comparações entre o Cobre e o Alumínio

a) O alumínio tem uma condutividade de cerca de 60% da do cobre. Assim, para se


transportar uma mesma corrente elétrica é necessário usar um condutor de
alumínio com uma seção de 1,6 vezes maior do que a seção necessária caso fosse
usado um condutor de cobre.
b) A densidade do Alumínio é de 2,7 g/cm3, contra 8,89 g/cm3 do Cobre. Por ser mais
leve, o Alumínio é mais fácil de ser transportado e suspenso.
c) A relação entre as densidades e as condutividades dos materiais (cobre e
Alumínio) mostra que 1 kg de Alumínio realiza o mesmo trabalho elétrico que
cerca de 2 kg de Cobre.

Considerando que o preço do Cobre é superior ao do Alumínio, tem-se que o emprego


de condutores de Alumínio conduz a uma economia apreciável, muito embora a
isolação (pela maior seção a isolar) absorva parte dessa vantagem.

d) Quando exposta ao ar, a superfície do Alumínio fica recoberta por uma camada
invisível de óxido com características altamente isolantes. Considerando que o
Alumínio é mais mole, implica na necessidade de se utilizar conectores de pressão
e aparafusados na execução de emendas e derivações (esses conectores devem
possuir superfícies de contato suficientes para distribuir as tensões mecânicas
evitando danos ao condutor).
e) O Alumínio e o Cobre estão separados eletroquimicamente por 2V (dois volts).
Essa Diferença de Potencial (D.D.P) é responsável pela predisposição à corrosão
galvânica. Por isso, devem-se adotar cuidados especiais na execução de emendas
entre condutores de Cobre e Alumínio.

Eletrotécnica 236 Módulo II


Isolação dos Condutores
Os materiais usados para isolação dos condutores elétricos podem ser orgânicos e
inorgânicos. Os mais utilizados são os orgânicos. Os isolantes sólidos dividem-se em
dois grupos: Os Termofixos (que não amolecem com a temperatura) e os
Termoplásticos (que amolecem com a temperatura)
Cloreto de Polivinila(PVC)
Polietileno (PE ou PET)
TERMOPLÁSTICOS Polipropileno
ISOLANTES Polivinil Antiflan
SÓLIDOS Polietileno Reticulado
(Extrudados) TERMOFIXOS (XLPE)
(vulcanizados) Borracha Etileno-
Tabela 2 –
Propileno (EPR)
Borracha de Silicone

Materiais Isolantes

A cada tipo de material de isolação correspondem três temperaturas características,


que são:

Temperatura Máxima de Serviço Contínuo (T1) é a maior temperatura que a isolação


pode atingir em serviço normal. É a principal característica na determinação da
capacidade de condução de corrente.

Temperatura de Sobrecarga (T2) é a temperatura máxima que a isolação pode atingir


em regime de sobrecarga que não deve exceder 100 horas durante doze meses, nem
500 horas durante a vida útil do cabo

Temperatura de curto-circuito (T3) é a temperatura máxima que a isolação pode


atingir em regime de curto-circuito. A duração desse regime não deve exceder 5
segundos.

ISOLAÇÃO T1 ( OC ) T2 ( OC ) T3 ( OC )
PVC 70 100 160
EPR 90 130 250
XLPE 90 130 250

Não se deve confundir Isolação com Isolamento.

Eletrotécnica 237 Módulo II


ISOLAÇÃO ISOLAMENTO
Refere-se à qualidade e espécie do Tem caráter quantitativo
material
Isolação de PVC, EPR, etc Tensão de Isolamento, Resistência de
Isolamento
A isolação de fios e cabos é sempre feita dentro de uma Classe de Isolamento,
relacionada com a espessura da isolação e características da Instalação. A Tensão de
Isolamento é indicada por dois valores Vo/V.

Vo indica a tensão FASE – TERRA e V indica a tensão FASE – FASE.


As tensões padronizadas para condutores de BT são: 300/300 - 300/500 - 450/750 -
0,6/1kV

Em instalações elétricas prediais de um modo geral, são utilizados condutores (fios e


cabos) com isolação de PVC 70ºC, do tipo BWF (resistentes a chama) – [NBR 6148,
NBR 6245 e NBR 6812].

FORMA GEOMÉTRICA DO CONDUTOR

Os condutores são construídos de diversas formas geométricas para atender a um


determinado tipo de aplicação e seguindo algumas alternativas possíveis podem ser:

Redondo Sólido (Fio):


Formado por um único fio de metal sólido, sendo sua construção
limitada até seções de até 16 mm2.
Conhecido comercialmente como Condutor Rígido (Fio).
Sua aplicação encontra-se nas instalações de iluminação e força até
6 mm2.

Redondo Normal também chamado de condutor de formação concêntrica ou de


formação regular. É composto basicamente de um fio longitudinal, em torno do qual é
colocada, em forma de espiral (encordoamento) uma ou mais coroas de fios redondos
sólidos de mesmo diâmetro do fio central.

Pode apresentar as seguintes formações:


7 fios = 1 + 6
19 fios = 1 + 6 + 12
37 fios = 1 + 6 + 12 + 18
É 61 fios = 1 + 6 + 12 + 18 + 24
91 fios = 1 + 6 + 12 + 18 + 24 + 30

Eletrotécnica 238 Módulo II


É aplicado em instalações elétricas industriais e prediais que exigem seções acima de
10 mm2 e pode ser unipolar ou multipolar.

É também utilizado como cabo multiplexado para MT BT e em redes


de distribuição aérea.
1. Mensageiro
2. Condutor de cobre eletrolítico nu, formação concêntrica,
compacto.

Isolação, Polietileno (PE) Termoplástico ou XLPE Termofixo


Redondo Compacto igual ao Redondo Normal, no entanto, após o
encordoamento, o conjunto é compactado através da passagem
do cabo por um perfil, reduzindo seu diâmetro.

Construção Geral
1. Condutor de cobre eletrolítico nú, têmpera mola encordoado com formação
concêntrica classe 2. (condutos compactado nas seções de 10 a 35mm2).
2. ISOLAÇÃO: Camada de composto de Cloreto de Polivinila (PVC/A) 70 ºC.
3. CAPA INTERNA: em composto de Cloreto de Polivinila (PVC) aplicável para cabos
com seção nominal acima 10mm2.
4. COBERTURA: Camada de composto de Cloreto de Polivinila (PVC ST1) na corpreta.

FLEXÍVEL E EXTRAFLEXÍVEL
São fabricados semelhantemente ao redondo
normal, porém, é obtido através de grande
número de fios redondos sólidos de diâmetro
reduzido. É aplicado em alimentadores de
máquinas móveis (escavadeiras, dragas, pontes
rolantes, etc.) aparelhos portáteis, e em
iluminação como pendentes.
Setorial Compacto – igual ao Redondo

Eletrotécnica 239 Módulo II


Compacto, sua formatação é obtida através da passagem desse cabo por jogos de
calandras. É utilizado na confecção de cabos multipolares (tripolares e tetrapolares).

DICAS DE INSTALAÇÃO:
Os cabos estão cada vez mais substituindo, com vantagens, os fios rígidos. Esse fato é
devido a um detalhe de construção dos condutores, normatizada pela ABNT na NBR
6880 define, para condutores de cobre e conhecida como encordoamento e esta
dividida em 6(seis) categorias, numeradas de 1 a 6 e com graus crescentes de
flexibilidade, sendo:

Classe 1 – fio sólido – um único fio.


Classe 2 – Cabo rígido – formada por 7 fios compactados.
Classe 3 – Cabos não compactados.
Classes 4 e 5 – Cabos flexíveis.
Classe 6 – Cabos extra-flexiveis – formada por no mínimo 72 fios.

Entenda melhor:
O termo condutor encordoado tem relação com a construção de uma corda, ou seja,
partindo-se de uma série de fios elementares, eles são reunidos (torcidos) entre si,
formando então o condutor. Essa construção apresenta uma melhor flexibilidade do
que o fio. As formações padronizadas de condutores encordoados (cordas) redondos
normais são: 7 fios (1+6), 19 fios (1+6+12), 37 fios (1+6+12+18) e assim
sucessivamente. Nessa formação, a camada mais externa possui o número de fios da
camada anterior mais seis.

Figura 4: Condutor encordoado redondo normal

Um condutor encordoado compactado é uma corda na qual foram reduzidos os


espaços entre os fios componentes. Essa redução é realizada por compressão
mecânica ou trefilação. O resultado desse processo é um condutor de menor diâmetro
em relação ao condutor encordoado redondo normal, porém com menosflexibilidade.

Eletrotécnica 240 Módulo II


Figura 5: Condutor encordoado compactado

Um condutor flexível é obtido a partir do encordoamento de um grande número de


fios de diâmetro reduzido.

Figura 6: Condutor flexível

SEÇÃO NOMINAL
Os condutores além das características anteriormente mencionadas são especificados
pela sua seção nominal referente a grandeza do condutor respectivo. Esta seção não
corresponde ao resultado da área da seção geométrica do condutor, e sim por uma
medida de resistência, denominada seção elétrica efetiva.
As seções estabelecidas em norma são:

Seções Métricas IEC


Seções Nominais em mm2
0,5 1,5 6 25 70 150 300 630
0,75 2,5 10 35 95 185 400 800
1 4 16 50 120 240 500 1000

Capacidade de Condução dos Condutores

A capacidade de condução de corrente de um condutor é a corrente máxima que um


condutor ou conjunto de condutores pode conduzir em regime contínuo, sem exceder
a uma temperatura máxima especificada, geralmente a Temperatura Máxima de
Serviço Contínuo (T1–ver características da isolação).

A Capacidade de Condução depende basicamente dos seguintesfatores:


 Material Condutor (cobre ou alumínio)
 Tipo de Circuito (Monofásico ou Trifásico)
 Agrupamento dos Condutores
 Material da Isolação (PVC, EPR, XLPE, etc.)
 Temperatura ambiente ou do solo (condutores diretamente enterrados)
 Maneira de Instalar (ver abaixo).

Eletrotécnica 241 Módulo II


Método de
Bandeja
escada Direto
Tipo de Diretamente Sobre
Eletroduto Moldura para Suporte Calha (sem
Cabo fixados Isoladores
cabos fixação)
prateleir
Cond.
+ + – – – + – +
Isolados
Cabos
+ + + + + + + +
Unipolares
Cabos
+ 0 + + + + + 0
Multipolares
Condutor
– – – – – – – +
Nu
Tabela 7: Escolha do tipo de linha elétrica adequada ao tipo de condutor

MANEIRAS DE INSTALAR

ELETRODUTO EMBUTIDO EM ALVENARIA

Eletrotécnica 242 Módulo II


Tabela 8: Maneiras de Instalar
DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES

Você já deve ter percebido que as variações de temperatura que os condutores podem
ser submetidos ao longo de sua vida útil é um fator muito importante na escolha
adequada dos condutores de um circuito.

A passagem da corrente elétrica (corrente nominal ou sobrecorrentes) somada a


outras condições de instalação e de funcionamento devem ser levadas em
consideração para determinação da seção dos condutores de umcircuito.

Entenda o que são sobrecorrentes:


1. É o valor de corrente que excede um valor definido como nominal.
2. As sobrecorrentes surgem devido a:
a. Sobrecargas
b. Curtos-circuitos

EFEITOS TÉRMICOS DAS SOBRECORRENTES

As sobrecargas são caracterizadas por:


 Uma sobrecorrente cuja causa não está associada à ocorrência de uma falta
elétrica.
 Possuir intensidade algumas vezes acima do valor nominal.
 As sobrecargas estão associadas às seguintes condições (causas ou ocorrências):
 Alimentação de cargas acima da capacidade de condução doscondutores.
 Má avaliação da simultaneidade das cargas de um alimentador, fazendo com que
surjam valores de correntes acima da capacidade de condução doscondutores.
 Motores sobrecarregados, acionando cargas acima dos valoresnominais.
 Durante a partida de motores elétricos ou lâmpadas de descarga de alta pressão.

Os curtos-circuitos são caracterizados por:

Eletrotécnica 243 Módulo II


 Uma falta elétrica proporcionada pelo contato entre os condutores vivos da
instalação (F+F/ F+N ou F+Terra).
 A falta de impedância significativa entre os condutores ativos postos em contato
causa o surgimento de uma corrente com valor muito acima da nominal, chamada
corrente de curto-circuito.
 A grande maioria das correntes de curto-circuito ocorre nas instalações elétricas por
falhas na isolação dos condutores e, geralmente, essas falhas surgem devido a
desgaste mecânico, sobrecargas contínuas (longa duração) ou ainda por corrosão
química da isolação.

Chamamos de dimensionamento técnico de um circuito à aplicação dos diversos itens


da NBR 5410/2004 relativos à escolha da seção de um condutor e do seu dispositivo de
proteção de maneira que possam funcionar adequadamente mesmo em condições de
sobrecorrentes previstas.

Os 06 (seis) critérios previstos na Norma NBR 5410/2004 são:


Seção Mínima (conforme item 6.2.6);
Capacidade de Condução de Corrente (conforme item 6.2.5);
Queda de Tensão (conforme item 6.2.7);
Sobrecarga (conforme item 5.3.4 e 6.3.4.2);
Curto-Circuito e solicitações térmicas (conforme item 5.3.5e 6.3.4.3);
Proteção contra Choques Elétricos (conforme item 5.1.2.2.4 – quando foraplicável);

Observação: Em instalações prediais aplicam-se os três primeiros critérios e escolhe-


se como resultado final o que indicar a maior seção.

CRITÉRIO DA SEÇÃO MÍNIMA (CONFORME ITEM 6.2.6);


A seção dos condutores de fase, não deve ser inferior ao valor pertinente da Tabela 9
abaixo com as seguintes observações:

Seção Seção mínima do


Seção dos
ilização do mínima condutor
Tipo de Instalação condutores
Circuito condutor Neutro Proteção
fase (mm2)
(mm2) (mm2) (mm2)

Eletrotécnica 244 Módulo II


A A
mesma mesma
Circuitos de ,5 seção seção
1,5 a 16
iluminação 6 do do
condutor condutor
Cabos fase fase
isolados Circuitos de ,5 25 16
força 6 35 25 16
Instalações
Circuitos de 50 25 25
Fixas em
sinalização e
geral 0,5
circuitos de 70 35 35
controle
Circuitos de 10 95 50 50
força 16 120 70 70
Condutores Circuitos de 150 70 70
Nus sinalização e
4
Circuitos de 185 95 95
controle
Circuitos a
240 16
extra-baixa 120
tensão 0,75
Ligações flexíveis feitas
para aplicações 300 150 16
com cabo isolado
especiais
Para qualquer
0,75 400 185 25
outra aplicação
Tabela 9: Seções Mínimas dos Condutores

 As seções mínimas são ditadas por razões mecânicas (trações ocorridas durante a
instalação dos condutores).
 Os circuitos de tomadas de corrente são considerados circuitos deforça.
 Em circuitos de sinalização e controle destinados a equipamentos eletrônicos
admite-se uma seção mínima de 0,1 mm2.
 Em cabos multipolares flexíveis contendo sete ou mais veias admitem-se uma seção
mínima de 0,1 mm2.

CRITÉRIODA CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE (CONFORME ITEM 6.2.5);

O critério de dimensionamento de condutores que iremos analisar agora objetiva


garantir uma vida satisfatória a condutores e isolações submetidos aos efeitos

Eletrotécnica 245 Módulo II


térmicos produzidos pela circulação de correntes equivalentes às suas capacidades de
condução de correntes durante períodos prolongados em serviço normal.

A corrente a ser transportada por qualquer condutor, durante períodos prolongados


de funcionamento normal, deve ser tal que a temperatura máxima para serviço
contínuo não seja ultrapassada (excedida).

Relembrando:

Capacidade de Condução

A capacidade de condução de corrente de um condutor é a corrente máxima que um


condutor ou conjunto de condutores pode conduzir em regime contínuo, sem exceder
a uma temperatura máxima especificada, geralmente a Temperatura Máxima de
Serviço Contínuo (T1 – ver características da isolação).

ISOLAÇÃO T1 ( OC ) T2 ( OC ) T3 ( OC )
PVC 70 100 160
EPR 90 130 250
XLPE 90 130 250

Vamos então estabelecer um roteiro Passo a passo:


Na questão do dimensionamento devem ser dadas:
 As Características elétricas do circuito (Potencia tensão, rendimento, fator de
potencia, número de fases)
 As características da instalação (maneira de instalar, temperatura ambiente (ou do
solo) e agrupamento de condutores)

1º Passo: Determine a Corrente Nominal ou Corrente de Projeto

Definição: É a corrente que os condutores de um circuito devem suportar, levando-se


em consideração as suas características nominais (funcionamento normal).

COMO CALCULAR ESSA CORRENTE NOMINAL OU DE PROJETO?

Eletrotécnica 246 Módulo II


Sendo:
 Ip – Corrente de projeto do circuito, em ampères, (A);
 Pn – Potencia elétrica Nominal do circuito, em watts (W);
 v – Tensão elétrica entre fase e neutro, em volts (V);
 V – Tensão elétrica entre fase e fase, em volts (V);
  – Rendimento;
 cos  – Fator de Potência (cosseno do ângulo de defasagem entre a corrente e a
tensão).

Com o valor da corrente já se pode determinar a seção dos condutores usando a


tabela abaixo, desde que estejam as outras condições de temperatura e agrupamento
de condutores atendidos.

Observe que a Tabela a seguir atende as seguintes condições:


 Condutor de cobre
 Isolação de PVC
 Temperatura no Condutor de 70OC
 Temperatura ambiente de 30OC ou do solo de 20OC
 Agrupamento de condutores (ver colunas)

B1 B2
Condutores isolados ou cabos unipolares em Cabo multipolar em eletroduto
eletroduto aparente, eletroduto embutido em aparente, eletroduto embutido em
alvenaria, eletrocalha ou perfilados. Cabos alvenaria, em eletrocalha ou
unipolares ou cabo multipolar canaleta. perfilado.

Eletrotécnica 247 Módulo II


2º Passo: Determine os Fatores de correção (Temperatura e Agrupamento de
condutores)

Esses fatores são determinantes, pois as tabelas de dimensionamento, como vimos,


são elaboradas com base em condições pré-estabelecidas.

Então se a temperatura ambiente for diferente de 30ºC e/ou existirem mais de 2 ou 3


condutores agrupados a Tabela 10 não atenderia essa novacondição.

Na Tabela 11 encontramos os fatores de correção de temperatura (FCT) e os fatores de


correção de agrupamento (FCA) para condutores com isolação de PVC.

Eletrotécnica 248 Módulo II


Tabela 11: Fatores de Correção de Agrupamento de Condutores

Tabela 12: Fatores de Correção de Temperatura

Assim para um dado circuito com corrente de projeto Ip, a capacidade de condução
que o condutor de fase deve possuir será dada por:

I  I PFCT
z FCA
Considerando a maneira de instalar B1 (por exemplo) e uma vez calculado, basta
procurar na Tabela 10 – coluna 6 o valor igual ou superior a I z .

Observação: Os fatores de correção devem ser aplicados sobre as capacidades de


condução indicadas na coluna de 2 condutores carregados.

CRITÉRIO DA QUEDA DE TENSÃO (CONFORME ITEM 6.2.7);

A queda de tensão considerada desde o ponto de entrega até o ponto de utilização


não deve ser superior aos limites máximos estabelecidos na NBR 5410/2004.

Eletrotécnica 249 Módulo II


Quedas de Tensão
Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada não deve
ser superior aos seguintes valores, dados em relação ao valor da tensão nominal da
instalação:
a) 7
% calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no caso de
transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s).
b) 7
% calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da empresa
distribuidora de eletricidade, quando o ponto de entrega for ai localizado.
c) 5
% calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de entrega com
fornecimento em tensão secundária de distribuição;
d) 7
% calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo gerador
próprio.

NOTAS
Estes limites de queda de tensão são válidos quando a tensão nominal dos
equipamentos de utilização previstos for coincidente com a tensão nominal da
instalação.

Ver definição de ‘ponto de entrega’ (3,4,3).

Nos casos das alíneas a) b) e d), quando as linhas principais da instalação tiverem um
comprimento superior a 100m, as quedas de tensão podem ser aumentadas de
0,005% de metro de linha superior a 100m, sem que, no entanto, essa suplementação
seja superior a 0,5%.
Para circuitos de motores, ver também 6.5.1.2.1; 6.5.1.3.2 e 6.5.1.3.3

Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 4%

O esquema abaixo nos fornece um melhor entendimento acerca da aplicação desses


percentuais nos setores de uma instalação elétrica de BT.

O esquema abaixo nos fornece um melhor entendimento acerca da aplicação desses


percentuais nos setores de uma instalação elétrica de BT.

Eletrotécnica 250 Módulo II


Nas questões de dimensionamento devem ser dadas:
 As Características elétricas do circuito (Potencia tensão, rendimento, fator de
potencia, número de fases)
 As características da instalação (maneira de instalar, Material do eletroduto
(magnético ou não), Material de isolação do condutor, comprimento ( ) do
circuito, identificação clara do trecho ou setor da instalação e o percentual de
queda (e%) admissível, temperatura ambiente (ou do solo) e agrupamento de
condutores)

1º Passo: Determine a Corrente Nominal ou Corrente de Projeto (Ip).

2º Passo: Calcule a queda de tensão unitária usando a expressão abaixo:

e% 
V no min al
V 
unit 
I p  km
Eletrotécnica 251 Módulo II
3º Passo: Escolha o condutor usando a Tabela 13 na coluna adequada à característica
de instalação.

RESPONDA AGORA AOS NOSSOS EXERCÍCIOS.


A. Qual a maneira mais usada dos condutores serem instalados nas residências?
B. Quando são usados os fatores de correção para o dimensionamento de
condutores?
C. Qual o fator de correção para 4 circuitos instalados em um mesmo eletroduto?
D. Qual o fator de correção para condutores com isolação de PVC, em um ambiente a
40º C?
E. Quais as seções mínimas dos condutores para circuitos de iluminação? e circuitos
de tomadas?
F. Pela maneira B1 quais são as correntes dos condutores de 1,5mm 2, 2,5 mm2, 4 mm2
e 10 mm2
G. Dimensione os condutores para as seguintes situações:

1) Uma instalação em eletroduto com três circuitos monofásicos e as seguintes


correntes: 15A, 19A e 25A.
2) Uma bomba de água de 1CV, 220V, monofásica, será instalada a 70m do quadro de
distribuição sendo o sistema monofásico.
3) O circuito para um condicionador de ar de 18000 BTU, 220V, que será instalado a
30m do quadro de distribuição sendo o eletroduto de PVC e a queda percentual
e%=2,5%.

4) Um circuito de distribuição instalado em eletroduto de PVC com os seguintes dados:


 Trifásico 380V; e%=1% ; I=62A e l=72m. cosφ = 0,8.

Eletrotécnica 252 Módulo II


5) Uma residência com 220V e as seguintes cargas instaladas:
 Lâmpadas incandescentes (10x40W, 8x60W e 3x100W);
 Tomadas de uso geral (20x100VA, cada uma);
 Condicionador de ar (3 de 10000BTU)

BTU’s 1000 1200 1500 1800 2100


0 0 0 0 0
Potencia 1200 1400 1800 2350 2500
(W)
Tabela 14 – Potencias Nominais de ACj’s (Fonte CELPE – Norma SM01.00-00.001)

6) Dimensione os condutores (unipolares) dos circuitos para as situações abaixo:


A) Num projeto de instalação elétrica residencial alimentada por uma Rede de
distribuição de Baixa Tensão com PDE próximo ao transformador, partem de um
quadro terminal, através do mesmo eletroduto de PVC, a queda de tensão
percentual admitida é de 4%, onde a temperatura ambiente de 38OC, os seguintes
circuitos:

Circuito de iluminação, monofásico 1F+1N, 1000 watts - 220 volts, com


Circuito 1 fator de potência de 0,95 e distante de 35 m do quadro.

Circuito de tomadas, monofásico 1F+1N+1T, 2500 watts – 220 volts, com


Circuito 2 fator de potência de 0,8 e distante de 35m do quadro.

Circuito de tomadas, monofásico 1F+1N+1T, 3100 watts - 220 volts, com


Circuito 3 fator de potência de 0,8 e distante de 30 m do quadro.

Circuito de tomadas, monofásico 1F+1N+1T, 3800 watts - 220 volts, com


Circuito 4 fator de potência de 0,8 e distante de 40 m do quadro.

AULA PRATICA 01 – Conexões com condutores


1) OLHAL

Eletrotécnica 253 Módulo II


2) PONTE

3) EMENDA ENTRE FIOS ONDE EXISTE TRAÇÃO MECÂNICA (verprocedimentos)

4) DERIVAÇÃO ENTRE CONDUTORES

5) EMENDA ENTRE CONDUTORES FLEXÍVEIS

6) TABELA
Fio Diâmetro X17 X69
1,0 mm2 1,11 mm 1,9 cm 7,7 cm
1,5 mm2 1,36 mm 2,4 cm 9,4 cm
2,5 mm2 1,74 mm 3,0 cm 12,0 cm

EMENDA ENTRE FIOS ONDE EXISTE TRAÇÃO MECÂNICA

INTRODUÇÃO
Comumente o eletricista se depara com um problema: o percurso da instalação em
linha é maior que o fio condutor disponível. Que fazer então? Ele deverá executar uma
ou mais emendas. Essas emendas, entretanto, poderão se transformar mais tarde

Eletrotécnica 254 Módulo II


fontes de mau contato, produzindo aquecimento e, portanto, perigos de incêndio ou
de falhas no funcionamento da instalação, se forem malexecutadas.

PROCEDIMENTOS:
1º Passo:
Desencape as pontas dos condutores, retirando com um canivete ou estilete a
cobertura isolante em PVC. Execute sempre cortando em direção à ponta, como se
estivesse apontando um lápis, com o cuidado de não “ferir” o condutor. O
procedimento correto pode ser visualizado na Figura 1(a). Obs.: o comprimento de
cada ponta deve ser suficiente para aproximadamente umas 06 (seis) voltas em torno
da ponta do outro condutor.

Figura 1, (a) e (b) - Desencapando as pontas dos condutores.

2º Passo:
Limpe os condutores, retirando os restos do isolamento. Caso o condutor apresente
oxidação na região da emenda, raspe o condutor com as costas da lâmina, a fim de
eliminar a oxidação. O procedimento que pode ser visualizado na Figura 1(b).
Obs.: Caso o condutor seja estanhado, não há necessidade da raspagem domesmo.

Figura 1, (c) e (d) - Emenda dos condutores.

3º Passo:
Emende os condutores, cruzando as pontas dos mesmos, conforme mostrado na
Figura 1(c) e em seguida torça uma sobre a outra em sentido oposto. Cada ponta deve
dar aproximadamente seis voltas sobre o condutor, no mínimo. Complete a torção das

Eletrotécnica 255 Módulo II


pontas com ajuda de um alicate, como mostrado na Figura 1(d). As pontas devem ficar
completamente enroladas e apertadas no condutor, evitando-se assim que estas
pontas perfurem o isolamento de acordo com a Figura 1(e).

Figura 1(e) - Emenda típica.

4º Passo:
O isolamento da emenda deve ser iniciado pela extremidade mais cômoda. Prenda a
ponta da fita e, em seguida, dê três ou mais voltas sobre a mesma, continue enrolando
a fita, de modo que cada volta se sobreponha à anterior. Continue enrolando a fita
isolante sobre a camada isolante de PVC do condutor. A execução de uma emenda
bem feita deve garantir que a camada isolante do condutor seja ultrapassada por uns
dois centímetros.
Corte a fita isolante, seguindo o procedimento de acordo com as Figura 1(f) e 1(g).

Figura 1, (f) e (g) – Isolando os condutores.

RELEMBRANDO:

Eletrotécnica 256 Módulo II


JÁ ESTUDAMOS OS CONDUTORES ELÉTRICOS VAMOS AO ESTUDO DOS CONDUTOS
CONDUTOS – São os elementos que constituem as linhas elétricas destinado a conter
os condutores.

Os poços (shafts) as galerias, os pisos técnicos, os condutos formados por blocos


alveolados, os forros falsos, os pisos elevados e os espaços internos existentes em
certos tipos de divisórias (como por exemplo: as paredes de gesso acartonado) são
considerados espaços de construção.

Eletrotécnica 257 Módulo II


Em instalações prediais residenciais o conduto mais utilizado é o ELETRODUTO, QUE
DESTACAMOS A SEGUIR:

ELETRODUTO

Definição. São tubos destinados a conter proteger


os condutores.

Tipos.
Quanto ao material: metálicos e plásticos;
Quanto à flexibilidade: rígidos e flexíveis;
Quanto à forma de conexão: rosqueáveis e
soldáveis;
Quanto à espessura da parede: leves e pesados.

Acessórios: bucha, arruela, luva, curva e caixas (retangulares, quadradas e octogonais).

Sua função é de ser o percurso onde os fios e cabos serão instalados para interligarem
os componentes elétricos da instalação. E tem a função principal de proteger os
condutores elétricos contra certas influências externas (ex. choques mecânicos,
agentes químicos, etc.) podendo também, em alguns casos, proteger o meio ambiente
contra perigos de incêndio e de explosão, resultantes de faltas envolvendo condutores
e, até mesmo, servir como condutor de proteção.

São encontrados em duas versões respectivamente: rígidos ou flexíveis, metálicos ou


plásticos. Os rígidos são mais indicados para lajes e superfícies concretadas. Na maior

Eletrotécnica 258 Módulo II


parte das instalações os mais usados são os flexíveis, por serem de mais fácil
instalação; porém, deve-se evitar executar curvas com ângulos muito fechados, pois
podem impedir a passagem dos fios ou cabos.

O PVC usado na fabricação de eletrodutos flexíveis e rígidos tem propriedades de


isolação térmica, elétrica e à umidade, como também, de ser um material antichama
quando formulado adequadamente.

Eletrodutos (ABNT NBR 5410/2004)

É vedado o uso, como eletroduto, de produtos que não sejam expressamente


apresentados e comercializados como tal.
NOTA Esta proibição inclui, por exemplo, produtos caracterizados por seus fabricantes
como ³mangueiras´.
Nas instalações elétricas abrangidas por esta Norma só são admitidos eletrodutos não-
propagantes de chama.
Só são admitidos em instalação embutida os eletrodutos que suportem os esforços de
deformação característicos da técnica construtiva utilizada.
Em qualquer situação, os eletrodutos devem suportar as solicitações mecânicas,
químicas, elétricas e térmicas a que forem submetidos nas condições dainstalação.
Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou
cabos multipolares.
NOTA Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção mecânica, por exemplo, de
condutores de aterramento.
Item 1 - As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir
que, após montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com
facilidade. Para tanto:
a) a taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das áreas das
seções transversais dos condutores previstos, calculadas com base no diâmetro
externo, e a área útil da seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a:
 53% no caso de um condutor;
 31% no caso de dois condutores;
 40% no caso de três ou mais condutores;
c) os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos,
não devem exceder 15m de comprimento para linhas internas às edificações e
30m para as linhas em áreas externas às edificações, se os trechos forem
retilíneos. Se os trechos incluírem curvas, o limite de 15m e o de 30m devem ser
reduzidos em 3m para cada curva de 90°.

Eletrotécnica 259 Módulo II


NOTA Quando não for possível evitar a passagem da linha por locais que impeçam, por
algum motivo, a colocação de caixa intermediária, o comprimento do trecho contínuo
pode ser aumentado, desde que seja utilizado um eletroduto de tamanho nominal
imediatamente superior para cada 6m, ou fração, de aumento da distância máxima
calculada segundo os critérios da alínea.

c). Assim, um aumento, por exemplo, de 9m implica um eletroduto com tamanho dois
degraus acima do inicialmente definido, (com base na taxa de ocupação máxima
indicada na alínea a). ABNT NBR 5410/2004

Item 2 - Em cada trecho de tubulação delimitado, de um lado e de outro, por caixa ou


extremidade de linha, qualquer que seja essa combinação (caixa+caixa,
caixa+extremidade ou extremidade+extremidade), podem ser instaladas no máximo
três curvas de 90° ou seu equivalente até no máximo 270°. Em nenhuma hipótese
devem ser instaladas curvas com deflexão superior a 90°.
Item 3 - As curvas, quando originadas do dobramento do eletroduto, sem o uso de
acessório específico, não devem resultar em redução das dimensões internas do
eletroduto.

Item 4 - Devem ser empregadas caixas:


a) em todos os pontos da tubulação onde houver
entrada ou saída de condutores, exceto nos pontos de
transição de uma linha aberta para a linha em
eletrodutos, os quais, nestes casos, devem ser
rematados com buchas;
b) em todos os pontos de emenda ou de derivação de condutores;
c) sempre que for necessário segmentar a tubulação, (para atendimento do disposto
em Item 1 - b).

Item 5 - A localização das caixas deve ser de modo a garantir que elas sejam
facilmente acessíveis. Elas devem ser providas de tampas ou, caso alojem
interruptores, tomadas de corrente e congêneres fechadas com os espelhos que
completam a instalação desses dispositivos. As caixas de saída para alimentação de
equipamentos podem ser fechadas com as placas destinadas à fixação desses
equipamentos.

NOTA Admite-se a ausência de tampa em caixas de derivação ou de passagem


instaladas em forros ou pisos falsos, desde que essas caixas efetivamente só se tornem
acessíveis com a remoção das placas do forro ou do piso falso e que se destinem

Eletrotécnica 260 Módulo II


exclusivamente a emenda e/ou derivação de condutores, sem acomodar nenhum
dispositivo ou equipamento.

Item 6 - Os condutores devem formar trechos contínuos entre as caixas, não se


admitindo emendas e derivações senão no interior das caixas. Condutores emendados
ou cuja isolação tenha sido danificada e recomposta com fita isolante ou outro
material não devem ser enfiados em eletrodutos.

Item 7 - Na montagem das linhas a serem embutidas em concreto armado, os


eletrodutos devem ser dispostos de modo a evitar sua deformação durante a
concretagem. As caixas, bem como as bocas dos eletrodutos, devem ser fechadas com
vedações apropriadas que impeçam a entrada de argamassas ou nata de concreto
durante a concretagem.

Item 8 - As junções dos eletrodutos embutidos devem ser efetuadas com auxílio de
acessórios estanques aos materiais de construção.

Item 9 - Os eletrodutos só devem ser cortados perpendicularmente a seu eixo. Deve


ser retirada toda rebarba suscetível de danificar a isolação doscondutores.

Item 10 - Nas juntas de dilatação, os eletrodutos rígidos devem ser seccionados, o que
pode exigir certas medidas compensatórias, como, por exemplo, o uso de luvas
flexíveis ou cordoalhas destinadas a garantir a continuidade elétrica de um eletroduto
metálico.

Item 11 - Quando necessário, os eletrodutos rígidos isolantes devem ser providos de


juntas de expansão para compensar as variações térmicas.

Item 12 - A enfiação dos condutores só deve ser iniciada depois que a montagem dos
eletrodutos for concluída, não restar nenhum serviço de construção suscetível de
danificá-los e a linha for submetida a uma limpeza completa.

Item 13 - Para facilitar a enfiação dos condutores, podem ser utilizados:


a) guias de puxamento; e/ou
b) talco, parafina ou outros lubrificantes que não prejudiquem a isolação dos
condutores sua execução.

Eletrotécnica 261 Módulo II


PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA ELETRODUTOS

DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO

É determinar o diâmetro nominal (Øn) do eletroduto para


cada trecho da instalação.
Procedimentos:
a) Com condutores de seções diferentes, obter a seção total
ocupada pelos condutores com a equação abaixo e
recorrer à tabela do eletroduto para a sua determinação.

St= ∑ (Se)

Eletrotécnica 262 Módulo II


b) Com condutores de mesma seção usar a tabela de NÚMERO DE CONDUTORES NO
ELETRODUTO VERSUS SEÇÃO NOMINAL DO CONDUTOR.

750V 1000 V
Pirastic-flex
Seção Pirastic Antiflan Energibrás
Antiflan
Nominal
Diâmetro Seção ou Diâmetro Área Diâmetr
do Diâmetr
Externo Área Total Externo Total o Área
Condutor o
(mm) (mm2) (mm) (mm2)
Condut Total
(mm2) Externo
or (mm2)
Fios Cabos Fios Cabos Fios Cabos (mm2)
Nu(mm)
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10)
1,5 2,8 3,0 6,2 7,1 3,0 7,1 1,57 5,17 21,0
2,5 3,4 3,7 9,1 10,7 3,6 10,2 2,02 5,62 24,8
4 3,9 4,2 11,9 13,8 4,2 13,8 2,56 6,56 33,8
6 4,4 4,8 15,2 18,1 4,7 17,3 3,14 7,14 40,0
10 5,6 5,9 24,3 27,3 6,1 29,2 4,05 8,25 53,4
16 6,5 6,9 33,2 37,4 7,8 47,8 5,13 9,33 68,3
25 8,5 56,7 9,6 72,4 6,4 11,2 98,5

Eletroduto de PVC rígido


Diâmetro Área Área Útil Área Útil Área
Diâmetro Espessura 2 2
Referência Externo Total (mm ) (mm ) Útil(mm2)
Interno Parede
de Rosca Nominal Aprox. 1 2 cabos (31
(mm) (mm)
(mm) (mm2) cabo(53%) %) 3cabos(40%:)
1/2" 20 16 2,2 201,1 106,6 62,3 80,4
3/4" 25 21 2,6 346,4 183,6 107,4 138,6
1" 32 26,8 3,2 564,1 299,0 174,9 225,15
1.1/4" 40 35,0 3,6 962,1 509,9 298,3 384,8
1. V2" 50 39,8 4,0 1244,1 659,4 385,7 497,15
2'' 60 50,2 4,6 1979,2 1049,0 613,6 791,7
2.1/2" 75 64,1 5,5 3227,0 1710,3 1000,4 1290,8
3'' 85 75,6 6,2 4488,8 2379,1 1391,5 1795,5

Eletrotécnica 263 Módulo II


Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por

Seção Número de Condutores no Eletroduto


Nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(mm2) Tamanho Nominal do Eletroduto
1,5 16
2,5 16
4 16
6 16 20
10 20
16 20
25 25

TOMADAS E DISPOSITIVOS PARA COMANDO DE ILUMINAÇÃO


Tomadas de corrente

Definição. Dispositivo elétrico com contatos ligados permanentemente a


uma fonte de energia elétrica, que alimenta um equipamento de utilização
por meio da conexão de um plugue.

Denominações da NBR-5410.
TUG, tomada de uso geral (100VA são as mais usadas, 600VA);
TUE, tomada de uso específico (terá a potência do aparelho que autilize).

 Tipos:
 Quanto à maneira de instalar (embutir, aparente, com suporte fixo emodular).
 Quanto às tensões e correntes nominais (110V, 220V, 10 A, 20 A.).
 Quanto à proteção (posição única de encaixe e retenção de plugue, com bloqueio
e alerta de tensão);
 Quanto ao número de pólos (2P, 2P+T, 3P, 3P+T, etc.);
 Quanto ao formato (redondas e retangulares)
 Quanto ao pino do plugue (redondo e chato).

Eletrotécnica 264 Módulo II


INTERRUPTORES

 Definição. Chave capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes sob


condições normais do circuito.
 Tipos:
 Quanto à maneira de instalar (embutir, aparente, com suporte fixo emodular);
 Quanto às tensões e correntes nominais (110V, 220V, 10 A, 25 A,);
 Quanto à proteção;
 Quanto ao número de pólos (1seção, 2 seções, 3 seções, paralelo e intermediário).

ESQUEMAS DE LIGAÇÕES DOS INTERRUPTORES MANUAIS

1 – Ponto de Luz comandado por interruptor de uma seção (interruptor simples)

Eletrotécnica 265 Módulo II


2 – Dois pontos de Luz acionadas por um interruptor de uma seção

3 – Dois Pontos de Luz – comandado por interruptor de duasseções

4 – Instalação de uma lâmpada incandescente acionada por interruptores paralelo ou


“tree-way”

Eletrotécnica 266 Módulo II


5 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada por interruptores tree-way e
four-way

6 – INSTALAÇÃO DE UMA CAMPAINHA OU CIGARRA

Eletrotécnica 267 Módulo II


7 - INSTALAÇÃO DE TOMADA COM CONDUTOR DE PROTEÇÃO

8 - INSTALAÇÃO DE LÂMPADA ACIONADA POR FOTOCÉLULA

9 - INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA FLUORESCENTE DE 40W COM REATOR DO TIPO


COMUM

Eletrotécnica 268 Módulo II


10 - INSTALAÇÃO DE DUAS LÂMPADAS FLUORESCENTES DE 40W COM REATORES DO
TIPO COMUM, ACIONADAS POR UM INTERRUPTOR DE UMA SEÇÃO

11 – INSTALAÇÃO DE DUAS LÂMPADAS FLUORESCENTES DE 40W COM REATOR


DUPLO DO TIPO PARTIDA RÁPIDA

Eletrotécnica 269 Módulo II


Eletrotécnica 270 Módulo II
Eletrotécnica 271 Módulo II
FAÇA AGORA OS DIAGRAMAS UNIFILARES DAS PLANTAS A SEGUIR:

Eletrotécnica 272 Módulo II


Eletrotécnica 273 Módulo II
Eletrotécnica 274 Módulo II
Eletrotécnica 275 Módulo II
FAÇA OS PROJETOS DE INSTALAÇÕES EL[ÉTRICAS RESIDENCIAIS PARA AS PLANTAS
BAIXAS DADAS.

Eletrotécnica 276 Módulo II


PLANTA BAIXA 01

Eletrotécnica 277 Módulo II


PLANTA BAIXA 02

Eletrotécnica 278 Módulo II


PLANTA BAIXA 03

Dados de placa dos motores elétricos

Eletrotécnica 279 Módulo II


1. kW- potência nominal é a potência mecânica obtida em seu eixo quando opera com as
características nominais.

Eletrotécnica 280 Módulo II


OU

2. F.S- fator de serviço, determina a sobrecarga admissível pelo motor Ps


= Pn . Fs

Is =In . Fs

3. ISOL.- isolamento, informa a sobre elevação de temperatura admissível

LAMENTO
AºC

4. COD- letra código, serve para cálculo da corrente de partida

LC.= Pa/ Pn= U.Ip/PnIp= LC.Pn/U Ip(A)= LC (kVA/CV) . Pn (CV)


1000/U(V)
Ip/In = x

Código de partida
COD A B C D
kVA/ CV 0- 3,14 3,15- 3,54 3,55- 3,99 4,0- 4,99

5. REG- regime, indica o comportamento do motor quando sujeito a carga.

Eletrotécnica 281 Módulo II


6. CAT- categoria, indica as características do conjugado em relação a velocidade e
corrente de partida.

CONJUGADO C/ROTOR CORRENTE C/ROTOR


CATEGORIA ESCORREGAMENTO
BLOQUEADO BLOQUEADO
N NORMAL NORMAL IXO
H ALTO NORMAL BAIXO
D ALTO NORMAL ALTO ( >5% )

7. IP- grau de proteção, indica a proteção contra a penetração de corpos sólidos e


líquidos
Ex. IP- 54

1º- Proteção contra corpos sólidos ( 5- proteção à penetração depoeira)


2º- Proteção contra corpos líquidos ( 4- proteção à penetração de respingos)

USUAIS (ABNT)
IP 11 12 13 21 22 23 Motores abertos
44 54 55 Motores fechados

ESQUEMAS DE LIGAÇÕES

MOTORES MONOFÁSICOS DE 6 TERMINAIS

Eletrotécnica 282 Módulo II


Ligação em rede monofásica de 110 V

Ligação em rede monofásica de 220 V

MOTOR TRIFÁSICO DE 6 TERMINAIS – Dupla Tensão

Menor Tensão de Placa

Eletrotécnica 283 Módulo II


Maior Tensão de Placa

MOTOR TRIFÁSICO DE 9 TERMINAIS (Triângulo)

Eletrotécnica 284 Módulo II


MOTOR TRIFÁSICO DE 9 TERMINAIS (Estrela)

Eletrotécnica 285 Módulo II


MOTOR TRIFÁSICO DE 12 TERMINAIS

Eletrotécnica 286 Módulo II


Eletrotécnica 287 Módulo II
IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS DOS MOTORES DE CORRENTE ALTERNADA

1. Verifique a continuidade.
2. Enumere os terminais pelo o padrão do motor.
3. Ligar o motor conforme a seqüência abaixo.
4. Corrigir a numeração pelo padrão, se necessário.

Eletrotécnica 288 Módulo II


Sequência de ligação:

Eletrotécnica 289 Módulo II


INSTALAÇÃO DE ELETROBOMBAS

As tensões monofásicas padronizadas no Brasil são 127 V (conhecida como 110 V) e


220 V. Ligar o motor em 127 V, ou em 220 V, conforme o esquema da sua placa de
identificação.

Utilize chave magnética de proteção (relé de sobrecarga).

Eletrotécnica 290 Módulo II


Para motores monofásicos de outras tensões (127/254 V, 254/508 V ou 220/440 V) e
motores trifásicos, efetue a ligação elétrica dos fios conforme placa de identificação do
motor e tensão da rede.

Para motores com potências a partir de 7,5 cv é necessário utilizar partida estrela-
triângulo (YΔ) ou conforme as normas da concessionária de energia local.

Sempre que houver dúvidas na instalação elétrica do motor ou na compreensão das


tabelas e esquemas apresentados, entre em contato com o Suporte Técnico da Fábrica.

Instale a bomba o mais próximo possível da fonte de captação, dentro de um abrigo


que a proteja das intempéries e com espaço suficiente para a ventilação do motor
elétrico.

Os diâmetros das tubulações de entrada (sucção) e saída (recalque) da bomba podem


ser ampliados sempre que necessário. Por outro lado, não é recomendado utilizar
tubulações de diâmetros menores do que os bocais da bomba.

Utilize válvula de pé (válvula fundo de poço) nas Bombas Centrífugas.

Nas Bombas Centrífugas, preencha toda a tubulação de sucção e o corpo da mesma


com água.

Eletrotécnica 291 Módulo II


.

INSTALAÇÃO HIDRAULICA DE BOMBAS CENTRÍFUGAS

Eletrotécnica 292 Módulo II


BOMBAS INJETORAS

Bomba para água limpa e de fácil instalação. Motor com termostato e capacitor
permanente. Bomba para poços com altura de sucção superior a 8 mc.a

Eletrotécnica 293 Módulo II


INSTALAÇÃO BOMBA INJETORA

INSTALAÇÃO HIDRAULICA DE BOMBA INJETORA

Eletrotécnica 294 Módulo II


CHAVES DE PARTIDA PARA ELETROBOMBAS:

As Chaves de partida direta 3RE – SIRIUS são


destinadas a manobra e proteção de
motores até 20 cv / 15 kW em 220 V e até 30
cv / 22 kW em 380 V na categoria AC-3, e
correntes de 0,7 até 50 A.

Disponíveis em 3 tamanhos de caixas.


São aplicáveis em motores trifásicos ou
monofásicos nas seguintes execuções:

3RE10 – Chaves de partida direta composta


de contator e relé de sobrecarga.
3RE11 – Chaves de partida direta composta de disjuntor e contator.
3RE17 – Chaves de partida direta composta de fusíveis, contator e relé de sobrecarga.
3RE18 – Chaves de partida direta comutadora (para dois motores em sistema de
bombas d’água) composta de disjuntor e contatores.

Eletrotécnica 295 Módulo II


ESQUEMAS DE LIGAÇÃO

ANOTAÇÕES:

Eletrotécnica 296 Módulo II


Eletrotécnica 297 Módulo II
01/04/2013 10:51:23

Você também pode gostar