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SÍNTESE

O funcionamento de um ano letivo implica toda a


sociedade e só em cooperação com os diferentes
parceiros poderemos Con(Viver).

O Agrupamento de Escolas Escultor António


Fernandes de Sá estará ... On para o novo ano
letivo, presencial, misto e não presencial!
2020-2021
Índice

I- INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 2

II - PRINCÍPIOS ORIENTADORES.............................................................................................. 4

III – DEFINIÇÕES..................................................................................................................... 5

IV – GESTÃO DOS ESPAÇOS .................................................................................................... 6

V- PLANO A – REGIME PRESENCIAL ........................................................................................ 7

VI - PLANO B – REGIME MISTO ............................................................................................. 11

VII -PLANO C – REGIME NÃO PRESENCIAL............................................................................. 13

VIII – EPÍLOGO ..................................................................................................................... 16

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I- INTRODUÇÃO

Este será o ano escolar mais difícil que alguma vez encontramos pela frente. Os desafios
serão muitos. O funcionamento de um ano letivo implica toda a sociedade e só em
cooperação com os diferentes parceiros poderemos Con(Viver). A tranquilidade será
necessária para monitorizar, avaliar e decidir as condições de funcionamento de cada
escola.

O arranque do próximo ano letivo, 2020-2021, deverá acontecer entre 14 e 17 de


setembro, com alunos, professores e pessoal não docente a partilhar espaços e tempos,
num novo ambiente em que as normas da Direção-Geral de Saúde para as escolas serão
cumpridas.

Partindo do princípio de que no próximo ano letivo as aulas serão uma conjugação entre
ensino presencial e à distância, consideramos que estamos perante novos desafios
organizacionais relativos não só à componente pedagógica da escola como também a
toda a logística ao nível dos recursos humanos, materiais e gestão de espaços.

Algumas questões:
- Como assegurar a restrição à circulação de alunos? Mantendo-os nas salas?
- Como alocar áreas da escola a Grupos/Turma?
- Como assegurar a cobertura da escola, em horário desdobrado, com o número de
Assistentes Operacionais e tantas tarefas de limpeza, desinfeção e higienização?
- O funcionamento do Bufete, sendo uma estrutura de ação social escolar provocará
riscos. Deverá funcionar?
- As aulas de Educação Física, como implementá-las? E os balneários?
- Nas escolas promoveremos o distanciamento social, físico, contudo os alunos podem
estar lado a lado em mesas duplas.
As soluções ideais vão ser sempre confrontadas com a necessidade de resolução de
questões passo a passo. A Educação não vai regressar às condições que existiam em
março ... teremos que planificar, com a devida antecedência, face aos problemas e às
necessidades elencadas. A matriz da nossa ação deverá ser proativa e preventiva. A

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Escola é um lugar de compromissos. O primeiro é para com os alunos e as famílias,
pessoal docente e não docente. O segundo é para os professores organizarem-se à
medida de cada aluno para que cada um e todos aprendam, proporcionando boa
educação e conhecimento. A Escola é lugar com uma ética – procura atenuar as
condições de desigualdade.

Para além de turnos presenciais alternados, criaremos horários desfasados para os


recreios e cantinas bem como fixar arranques desencontrados das manhãs e das tardes.
Estas serão medidas básicas para assegurar a saúde pública. O distanciamento, o uso de
máscara e tantas outras medidas preventivas, desde circuitos de entrada e saída ao
arejamento dos espaços, têm de ser olhados de forma conjunta e aplicados, escola a
escola, ajustando a intervenção às características e contextos de cada escola do AEEAFS.

“A assunção do papel das escolas, muito para além da aprendizagem de conteúdos, foi
também uma das aprendizagens deste período de isolamento. A sociedade reconheceu a
qualidade do trabalho global que as escolas desenvolvem, tendo, a sua maioria,
convocado uma Whole School Approach como resposta para algumas das dificuldades
sentidas.” (Ana Cohen. A Escola Presente… No Futuro! in Observador, 3/7/2020)

Para que a Escola mude é preciso intencionalidade, ou seja, uma estratégia interna,
horizontal, de coerência na e para a ação conjunta em cada escola.

Há ainda que debater e encontrar as respostas possíveis para o que devemos ensinar,
como ensinar e quando ensinar, no futuro próximo. E também como articular, ligar o
emocional com o digital. E teremos ainda de debater e refletir que competências para a
vida deve a Escola estimular.

O Agrupamento de Escolas Escultor António Fernandes de Sá estará ...

On para um novo ano letivo, presencial, misto e não presencial!

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II - PRINCÍPIOS ORIENTADORES

Os diferentes regimes de funcionamento devem ter em conta os seguintes princípios:

a) O reforço dos mecanismos de promoção da igualdade e equidade, concebendo


respostas escolares específicas que mitiguem as desigualdades, com vista a que
todos os alunos alcancem as competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída
da Escolaridade Obrigatória;
b) A flexibilização na transição entre os regimes presencial, misto e não presencial;
c) A prioridade na frequência de aulas presenciais pelos alunos até ao final do 2.º
ciclo e àqueles a quem não seja possível assegurar o acompanhamento pelos
professores quando se encontrem em regime não presencial;
d) A valorização da experiência adquirida em contexto de emergência de saúde
pública, na planificação e concretização de ensino em regime não presencial e na
preparação dos espaços escolares;
e) O reconhecimento da importância da escola, enquanto suporte e condição para
o funcionamento normal da vida familiar, profissional e económica do país.

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III – DEFINIÇÕES

a) «Regime presencial», aquele em que o processo de ensino e aprendizagem é


desenvolvido num contexto em que alunos e docentes estão em contacto direto,
encontrando-se fisicamente no mesmo local;

b) «Regime misto», aquele em que o processo de ensino e aprendizagem combina


atividades presenciais com sessões síncronas e com trabalho autónomo;

c) «Regime não presencial», aquele em que o processo de ensino e aprendizagem


ocorre em ambiente virtual, com separação física entre os intervenientes,
designadamente docentes e alunos;

d) «Trabalho autónomo», aquele que é definido pelo docente e realizado pelo aluno
sem a presença ou intervenção daquele;

e) «Sessão assíncrona», aquela que é desenvolvida em tempo não real, em que os


alunos trabalham autonomamente, acedendo a recursos educativos e formativos e a
outros materiais curriculares disponibilizados numa plataforma de aprendizagem
online, bem como a ferramentas de comunicação que lhes permitem estabelecer
interação com os seus pares e docentes, em torno das temáticas em estudo;

f) «Sessão síncrona», aquela que é desenvolvida em tempo real e que permite aos
alunos interagirem online com os seus docentes e com os seus pares para
participarem nas atividades letivas, esclarecerem as suas dúvidas ou questões e
apresentarem trabalhos.

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IV – GESTÃO DOS ESPAÇOS

A gestão dos espaços assegura o cumprimento das orientações das autoridades de saúde,
designadamente através:

a) Da implementação de uma gestão flexível dos seus espaços, procedendo a


adaptações funcionais que permitam maximizar os espaços em que os alunos
possam realizar atividades letivas presenciais e trabalho autónomo;

b) Horário e funcionamento dos refeitórios;

c) Da organização dos seus próprios espaços, sempre que possível, através da


atribuição de uma única sala ou espaço por turma.

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V- PLANO A – REGIME PRESENCIAL

Todas as atividades letivas e formativas são desenvolvidas nos termos da legislação em


vigor.

- Este regime determinará a reorganização dos horários escolares, designadamente o


funcionamento das turmas em turnos de meio dia, de forma a acomodar a carga horária
da matriz curricular.

Distribuição das turmas:

Manhã Tarde
2.º Ciclo do ensino básico 3.º Ciclo do ensino básico

No entanto, esta distribuição poderá ser alterada, face à necessidade de responder à


formação vocacional dos nossos alunos.

- Organização do espaço:

- As aulas de cada turma devem decorrer, sempre que possível, na mesma sala e com
lugar/secretária fixo por aluno;

- Privilegiar a utilização de salas amplas e arejadas, sendo que as salas devem ser
utilizadas de acordo com a sua dimensão e características da escola, em função do
número de alunos por turma;

- Nas salas, devem ser mantidas as medidas de distanciamento, garantindo a


maximização do espaço entre pessoas. Assim:

- As mesas devem ser dispostas, sempre que possível, junto das paredes e janelas, de
acordo com a estrutura física das salas;

- As mesas devem estar dispostas, preferencialmente, com a mesma orientação, evitando


uma disposição que implique ter alunos virados de frente uns para os outros;

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- Sempre que possível, deve garantir-se um distanciamento físico entre os alunos e
alunos/docentes de, pelo menos, 1 metro, sem comprometer o normal funcionamento
das atividades letivas;

- A disciplina de Educação Física deve ser abordada de forma presencial e prática, sendo
privilegiadas as atividades que minimizem o contato físico e, se possível praticadas ao ar
livre (como atletismo, condição física, voleibol, ginástica, etc.). Suprimir os banhos e ou
reduzir o número de alunos pelos balneários (tal como as recomendações da DGS para
os ginásios).

- A mesma abordagem acima descrita para o Desporto Escolar, mas com o cancelamento
de todos encontros/ competições interescolas, pelo menos até à data que a DGS
considere que já não há riscos de transmissão.

- Os intervalos entre as aulas devem ter a menor duração possível, devendo os alunos
permanecer, tanto quanto possível, em zonas específicas, definidas pela escola;

- O acesso à biblioteca e à secretaria está sujeito a agendamento e por marcação,


utilizando para tal o correio eletrónio: biblioteca@escultorfsa.pt e
secretaria@escultorfsa.pt

- Definir e identificar circuitos e procedimentos no interior da escola, que promovam o


distanciamento físico, nomeadamente no percurso desde a entrada da escola até à sala
de aula e no acesso ao refeitório, papelaria, salas de apoio, polivalente, entradas de
pavilhões e casas de banho. Estes devem ser divulgados a toda a comunidade escolar, no
início das atividades letivas;

- O acesso ao bufete poderá ser condicionado, face à avaliação do seu funcionamento.


Deveremos regressar à merenda. No caso da necessidade de reforço alimentar para
situações identificadas, a Escola procederá à entrega de um pack (pacote de leite e pão
ou iogurte e pão);

- O funcionamento do refeitório deverá cumprir dois turnos – 12:30H e 13:30H. O


segundo turno poderá promover o take away. A capacidade máxima do refeitório será

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diminuída, por forma a assegurar o distanciamento físico recomendado entre as pessoas
nas instalações e garantir o cumprimento da legislação em vigor. Dispondo, sempre que
possível, as cadeiras e as mesas por forma a garantir uma distância de, pelo menos, 2
metros entre as pessoas - A disposição dos lugares em diagonal pode facilitar a
manutenção da distância de segurança.

O refeitório funcionará de acordo com as normas de funcionamento:

a. Períodos de almoço, sempre que possível, desfasados entre turmas, de forma


a respeitar as regras de distanciamento e evitando a concentração de alunos;
b. Prever a possibilidade de recurso a refeição na modalidade de take-away;
c. Lavagem/desinfeção das mãos antes e após o consumo de qualquer refeição
por parte de qualquer utente;

d. Utilização obrigatória de máscara, exceto no período de refeição;

e. Talheres e guardanapos devem ser fornecidos dentro de embalagem;

f. Higienização e desinfeção de mesas e cadeiras, após cada utilização;

g. Cumprir medidas de etiqueta respiratória;

h. Assegurar uma boa ventilação e renovação do ar.

O regime presencial será o modelo a aplicar já, em setembro de 2020, aquando do


arranque do novo ano letivo.

Os regimes misto e não presencial aplicam-se quando necessário, e preferencialmente,


aos alunos a frequentar o 3.º ciclo do ensino básico, podendo alargar-se excecionalmente
aos restantes ciclos de ensino, em função do agravamento da situação epidemiológica da
doença COVID-19.

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As atividades a realizar no âmbito dos regimes misto e não presencial são efetuadas na
própria escola para os alunos:

- Beneficiários da Acão Social Escolar identificados pela escola;

- Em risco ou perigo sinalizados pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens;

- Em que a escola considere ineficaz a aplicação dos regimes misto e não


presencial.

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VI - PLANO B – REGIME MISTO

1. Há lugar à adoção do regime misto quando se verifique, devido à situação


epidemiológica causada pela doença COVID-19, a impossibilidade de as escolas
manterem as turmas em regime presencial e não seja possível ou suficiente a adoção das
medidas relativas ao horário de funcionamento, à reorganização dos horários escolares
e à gestão dos espaços escolares.

2. Quanto à organização e funcionamento das atividades letivas e formativas no regime


misto:

a) As atividades letivas e formativas são realizadas com recurso às metodologias


mais adequadas, de acordo com as orientações da área governativa da
educação, tendo por referência o disposto no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de
julho, na sua redação atual, no Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, bem
como o disposto no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e as
Aprendizagens Essenciais;
b) O processo de ensino e aprendizagem desenvolver-se-á através da combinação
entre atividades presenciais, sessões síncronas e trabalho autónomo;
c) Proceder à revisão e ajustamento do planeamento curricular, a que se refere o
artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho;
d) Adequar a organização e funcionamento do regime misto à carga horária
semanal de cada disciplina tendo por base, na definição dos horários dos alunos,
designadamente, os seguintes pressupostos:

i. Privilegiar a interação direta entre os alunos e o professor;

ii. Repartir a carga horária de cada disciplina entre atividades presenciais,


sessões síncronas e trabalho autónomo;

iii. Alternar as atividades presenciais com o trabalho autónomo.

e) O trabalho autónomo deve ser desenvolvido mediante orientações dos


docentes das respetivas disciplinas, podendo eventualmente ser coadjuvado por

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uma equipa de docentes constituída para esse efeito, sendo realizado com recurso,
entre outros, a ferramentas e recursos digitais.

3. A matriz curricular é materializada na conjugação da redução da carga letiva presencial


com o trabalho autónomo, síncrono e assíncrono a todas as disciplinas, de acordo com a
regra seguinte:
1. Disciplinas com carga horária de 2 a 4 horas – 1 hora não presencial;
2. Disciplinas com 5 ou mais horas – 2 horas não presenciais.

4. O professor titular de turma ou os docentes da turma, sob coordenação do respetivo


diretor, devem adaptar o planeamento e execução das atividades letivas e formativas,
incluindo, com as necessárias adaptações, as medidas de apoio definidas para cada aluno,
garantindo as aprendizagens de todos;

5. Os docentes devem fazer o registo semanal das aprendizagens desenvolvidas e das


tarefas realizadas no âmbito das sessões síncronas e do trabalho autónomo, recolhendo
evidências da participação dos alunos tendo em conta as estratégias, os recursos e as
ferramentas utilizadas pela escola e por cada aluno;

6. O diretor de turma deve garantir a articulação eficaz entre os docentes da turma, tendo
em vista o acompanhamento e a coordenação do trabalho a realizar pelos alunos,
promovendo a utilização proficiente dos recursos e ferramentas digitais, bem como o
acesso equitativo às aprendizagens.

7. Manter-se-á a organização do espaço estipulada no regime presencial.

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VII -PLANO C – REGIME NÃO PRESENCIAL

1. Nas situações de suspensão das atividades letivas e formativas presenciais nas escolas,
as aprendizagens são desenvolvidas em regime não presencial, através de sessões
síncronas e assíncronas, devendo cada escola adotar as metodologias que considere mais
adequadas, tendo por referência o disposto no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho,
na sua redação atual, no Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, bem como o disposto no
Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, nas Aprendizagens Essenciais e no
Plano de E@A.

2. A Escola Digital "Numa primeira fase prevê-se ao nível infraestrutural adquirir


computadores, conetividade, licenças e software para as escolas públicas, de modo a
disponibilizarem estes recursos a alunos e docentes, dando prioridade aos alunos
abrangidos pela ação escolar, até alcançar a paulatina a utilização universal" (Conselho
de Ministros: 16 de julho)

3. Quanto à organização e funcionamento das atividades letivas e formativas no regime


não presencial:

a) Elaboração e implementação, sob orientação e apoio dos serviços competentes


da área governativa da educação, um plano de ensino a distância, adequado ao
contexto de cada comunidade educativa, podendo ainda articular-se com
entidades que se constituam como parceiras;

b) A implementação, acompanhamento e monitorização do plano de ensino a


distância deve ser assegurado pelo conselho pedagógico;

c) Adequar a organização e funcionamento do regime não presencial, fazendo


repercutir a carga horária semanal da matriz curricular no planeamento semanal
das sessões síncronas e assíncronas;

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d) As sessões síncronas e assíncronas devem respeitar os diferentes ritmos de
aprendizagem dos alunos, promovendo a flexibilidade na execução das tarefas a
realizar;

e) O conselho de turma deve adequar as opções curriculares, as estratégias de


trabalho, o trabalho interdisciplinar e de articulação curricular, desenvolvidos
com a turma ou grupo de alunos, às especificidades do regime não presencial.

4. O professor titular de turma ou os docentes da turma, sob coordenação do diretor de


turma, adaptam o planeamento e execução das atividades letivas e formativas ao regime
não presencial, incluindo, com as devidas adaptações, as medidas de apoio definidas para
cada aluno, garantindo as aprendizagens de todos.

5. Os docentes devem proceder ao registo semanal das aprendizagens desenvolvidas e


das tarefas realizadas nas sessões síncronas e assíncronas, recolhendo evidências da
participação dos alunos tendo em conta as estratégias, os recursos e as ferramentas
utilizadas pela escola e por cada aluno.

6. O diretor de turma deve promover a articulação entre os docentes da turma, tendo


em vista o acompanhamento e a coordenação do trabalho a realizar pelos alunos, visando
uma utilização proficiente dos recursos e ferramentas digitais, bem como o acesso
equitativo às aprendizagens.

Apoio aos alunos para quem foram mobilizadas medidas seletivas e adicionais

1. No âmbito dos regimes misto e não presencial, o apoio aos alunos para quem foram
mobilizadas medidas seletivas e adicionais, de acordo com plano de trabalho a
estabelecer pela Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), em
articulação com o diretor de turma ou o professor titular de turma do aluno, deve ser
assegurado em regime presencial, salvaguardando-se as orientações das autoridades de
saúde.

2. Devem também ser assegurados presencialmente os apoios prestados por técnicos,


relativamente aos alunos para os quais foram mobilizadas medidas adicionais.

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3. Devem ainda assegurar-se em regime presencial os apoios prestados no âmbito do
Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância.

4. A EMAEI assegura, em articulação com o Centro de Recursos TIC (CRTIC), o


acompanhamento aos docentes, com vista a uma adequada utilização pelos alunos das
ferramentas e recursos digitais necessários à operacionalização das adaptações
curriculares e ao desenvolvimento das competências e aprendizagens identificadas no
Relatório Técnico Pedagógico.

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VIII – EPÍLOGO

Independentemente dos regimes de funcionamento, as mudanças na Escola não se


fazem sem os professores, desempenhando um papel insubstituível na construção de
uma Escola mais democrática e inclusiva. Mas para esta construção são necessários mais
elos – alunos, famílias, pessoal não docente, parceiros estratégicos da comunidade.

Uma visão de escola mais humanista, solidária e tolerante. Que faz da ética de
responsabilidade e de solidariedade o objeto e o sentido da sua ação.

O enquadramento legal permite a construção de (novas) respostas pedagógicas


diferenciadas, com base na valorização das diferenças, na alteração de práticas
pedagógicas, na negação de um currículo rígido, invariável, na alteração do trabalho
pedagógico e autonomia profissional dos docentes, na articulação estreita entre o
currículo e avaliação e na assunção de novos papéis para os alunos. Procura-se assim dar
resposta mais adequada aos desafios colocados pelo Perfil dos Alunos, à garantia de mais
inclusão e equidade, num compromisso claro com o desígnio de preparar alunos que
serão jovens e adultos em 2030.

“Assim, os professores não são meros funcionários ou burocratas do currículo, nem meros
utilizadores acríticos de manuais escolares e de toda a panóplia de produtos prontos a
usar que lhe está associada. Não! São intelectuais, artistas, homens e mulheres da
educação e da cultura, que pensam e se interrogam acerca das suas práticas, que
alimentam relações pedagógicas fortes e significativas com os seus alunos e que suscitam
a sua participação ativa e autónoma nas atividades das aulas. Ensinar é assim um
exigente e complexo processo de utilização do sofisticado conjunto de conhecimentos e
competências dos professores.” (Domingos Fernandes. Visões de Ensino e Gente
de Palavra(s): 1 de maio 2020)

Emitido parecer favorável na reunião de Conselho Pedagógico de 21 de julho de 2020

Apreciado em reunião de Conselho Geral, realizada no dia ____ de julho de 2020

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