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A música no

Jardim de
Infância
Uma proposta de
desenho curricular

NO ÂMBITO DO PROJETO “CRESCER COM A MÚSICA“


DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO
CONTRA A COMPRESSÃO DO TEMPO
E CONTRA A SUPERFICIALIDADE DO CONHECIMENTO
DOS DIAS QUE CORREM
Guilhermina Rego
Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto

PREFÁCIO
A música na educação assume um pa- A educação, um dos eixos prioritários do
pel de grande importância na construção Município do Porto, pode, quando direcio-
de um futuro sustentável ao promover a nada para o conhecimento, para a cidadania
criatividade, inovação e pensamento críti- e para os valores, transformar o currícu-
co, capacidades estas fundamentais para lo e recriar a escola por meio de projetos
uma cultura emancipadora, de igualdade e transdisciplinares, quebrando as barreiras
responsabilidade social. Nesse sentido, o entre as áreas do saber e proporcionando
Pelouro da Educação, Organização e Pla- espaços únicos de aprendizagem. No en-
neamento da Câmara Municipal do Porto, tanto, para que tal aconteça é preciso rever
e o Programa Porto de Apoio à Família, e reformular os paradigmas da educação e
promovem a edição do guião metodológico apostar na formação de educadores e pro-
“A Música no Jardim de Infância: uma pro- fessores nas diferentes áreas do saber: sa-
posta de desenho curricular”, resultante da ber-estar, saber-fazer e saber-ser.
parceria estabelecida com a Escola Supe- Este documento de organização curricular
rior de Educação Paula Frassinetti. pretende assim refletir uma das respostas
A parceria estabelecida com a Escola Supe- dos serviços municipais, das suas ativida-
rior de Educação Paula Frassinetti tornou des, programas e projetos que envolvem
possível, através de um trabalho de ines- entidades participadas. Corporiza o objeti-
gotável colaboração, ao longo dos últimos vo estratégico do Porto Cidade Educadora.
três anos, a elaboração de um documento
inspirador, de apoio pedagógico e artístico
aos profissionais a fim da contextualização
e atualização teórico-prática da sua inter-
venção educativa.
Acredita-se que as crianças rico quanto mais música ouvirem
começam a aprender música mesmo e quanto mais ricos forem os sons
antes de nascerem. Fazem-no que puderem ouvir, quanto mais
também, posteriormente, quando cedo e melhor desenvolverem as
ouvem, vêem, fazem experiências suas habilidades musicais. Este
com sons e movimento, quando fenómeno é muito semelhante ao
palram e depois cantam e se movem que tem lugar quando as crianças
ao ritmo de canções de embalar, aprendem a língua. As crianças
batem palmas e movimentam o enriquecem-se musicalmente
corpo quando estão a fruir de de uma forma idêntica ao que
qualquer experiência musical. ocorre no processo de aquisição
Este processo será tanto mais da língua materna.
A MÚSICA COMO
MEIO NATURAL DE A vivência artística
COMUNICAÇÃO Segundo Bardi (1990), inves-
tigações eletroencefalográ-
ficas preliminares parecem influencia o modo como se
indicar que o pensamento
A música é assim um meio natural de co- musilingual se relaciona com uma parte do aprende, como se comunica
municação humana, um meio específico de cérebro diferente da que é usada para o
expressão que não pode ser substituído pensamento linguístico, matemático, pictó- e como se interpretam os
por qualquer outro. Podemo-nos questio- rico, tridimensional ou musical e que, pro-
nar em que é que as palavras se distinguem vavelmente, pode mesmo ser considerada significados do quotidiano.
da música. Numa tentativa de definição, uma atividade intelectual mais elevada.
Schafer defende que a “linguagem é comu- Neste sentido, Schafer completa: “Para que Desta forma, contribui
nicação através de organizações simbólicas a língua funcione como música, é necessá-
de fonemas”, enquanto “música é comuni- rio, primeiramente, fazê-la soar e, então, para o desenvolvimento de
cação através de organizações de sons e fazer desses sons algo festivo e importante.
objetos sonoros” (1992, pp. 239-240). O À medida que o som ganha vida, o sentido diferentes competências e
conceito de Musilingua (Bardi,1990) surge definha e morre, quando a fala se torna
como importante no sentido de perceber canção, o significado verbal deve morrer” reflete-se no modo como
melhor a relação entre os sons e a lingua- (1992 pp. 239-240).
gem. Este conceito (que tem como base o A importância das vivências artísticas é se pensa, no que se pensa
estudo da relação que existe entre a con- reconhecida institucionalmente como se
figuração do som e a do espaço) exprime pode verificar no próprio texto do Currícu- e no que se produz com o
que as formas de pensar e comunicar ba- lo Nacional do Ensino Básico.
seadas no som, que não são consideradas pensamento
como língua no sentido convencional, são
possíveis e podem permitir atingir estados
de consciência até então desconhecidos. (ABRANTES, P. 2001, P. 149)
Até porque, hoje em dia, se reconhece, a que não se está aqui a defender que o ensino
importância – e mesmo a necessidade – de
oferecer, desde cedo, às crianças uma for-
geral e obrigatório se proponha formar mú-
sicos. Pretende-se antes defender que a mú- A MÚSICA E
mação educacional de que faz parte a edu-
cação artística, completa e integrada pois
sica pode e deve ajudar no desenvolvimento
global das crianças e portanto na melhoria O DESENVOLVIMENTO
acredita-se que se está numa altura em que
é urgente refletir sobre esta questão. De
facto, as propostas curriculares mais con-
do ser humano.
A extraordinária importância que a mú-
sica tem nas situações de comunicação é
DA CRIANÇA
servadoras que se aproximam da visão do reconhecida por muitos. É assim que o seu
ensino com caráter meramente instrutivo e papel é apontado e valorizado por vários M. Azevedo acrescenta “Por causa da Mú- Como é bem sabido, o prazer e a brincadei-
que se preocupam com o domínio de técni- autores, em diferentes épocas e diferen- sica, mas sobretudo pelo que fazemos dela, ra fazem parte e contribuem, claramente,
cas básicas de comunicação verbal e escrita, tes circunstâncias. podemos dizer que o som contém em si para o desenvolvimento das crianças. Ora,
foram sendo substituídas por uma aborda- Swanwick, por exemplo, afirma que “A mú- mesmo, e quanto baste, partículas orgâni- para além de tudo, elas sentem-se natural-
gem muito mais estimulante que visa equi- sica é uma forma de discurso tão antiga cas e semânticas com elevado potencial de mente atraídas para este tipo de ofertas
librar e contribuir para o desenvolvimento quanto a raça humana, um meio no qual as comunicação” (2008, p.2). educativas. Sentem prazer ao desenvolvê-
completo do sujeito da educação. Este en- ideias acerca de nós mesmos e dos outros As atividades artísticas, de um modo geral, -las uma vez que vão ao seu encontro e dos
quadramento, dado às atividades artísti- são articuladas em formas sonoras. É uma desenvolvem-se a partir de raciocínios di- seus próprios interesses. Isto porque estas
cas, evidencia a preocupação de que não se forma de pensamento, de conhecimento.” vergentes. Exercitam, portanto, potenciais atividades se baseiam no que as crianças
pode negligenciar a importância do sentido (1999, p.18). Entendendo-se portanto a que nem sempre são estimulados ao longo valorizam espontaneamente, oferecendo
estético como área de desenvolvimento hu- música como um meio “natural” de comuni- das aprendizagens escolares mais tradicio- espaços para a autoexpressão, apoiam es-
mano. O desenvolvimento da sensibilidade cação, acredita-se também que a educação nais. As artes (e aqui está a ser referida, em tratégias complexas de aprendizagem e
e a estimulação da capacidade criativa das geral tem a obrigação ética de oferecê-la particular a música) podem contribuir para contribuem para a construção de relações
crianças são, assim, considerados aspetos, como uma experiência de sala de aula para a procura de soluções criativas para diferen- positivas com os seus pares e com a comu-
pelo menos, tão importantes quanto o de- todos os alunos (Frega,2001, p.8). tes problemas. Assim sendo, para uma crian- nidade. Esta posição é defendida também
senvolvimento das suas habilidades cogni- ça, fatores como a experiência da emoção da por President’s Committee on Arts and the
tivas. No entanto será, importante clarificar expressão criativa e artística, o reconheci- Humanities (Reinvesting Arts Education,
mento comunitário das suas produções, ex- Winning America’s Future Through Creati-
posições ou arte pública, a aprendizagem de ve Schools, 2011) .
novas habilidades e, não menos importante,
a capacidade de usar as artes para comuni-
car emoções e pensamentos difíceis e com-
plexos, são realmente cruciais.
A MÚSICA
COMO FORMA
Acredita-se assim que a experiência artística
surge como um meio incomparável de de-
cultura não unívoca e discursos não hegemó-
nicos. (Hall,1990, pp.401-402). De acordo DE EXPRESSÃO O que se pretende da expres-
são musical é que esta seja vis-
senvolvimento das crianças, através da qual
é possível estimular inúmeras competências
e saberes. Não se defende aqui um olhar so-
com Frega, a principal função do proces-
so de ensino-aprendizagem da música, no
contexto da educação geral, reside prin-
CULTURAL. ta como um processo que não
se desenrola de forma indivi-
dual, mas sim como atividade
bre o desenvolvimento das crianças como cipalmente no papel que desempenha no envolvida numa complexa teia
um acontecimento de natureza individual processo de sensibilização a esta forma de Todas as pessoas tiveram e têm experiências de relações sociais. Toda a música nasce num
mas sim como algo que ocorre em relação arte. Acredita-se, então, que a palavra-cha- musicais de acordo com as práticas culturais contexto social e acontece ao longo da vida,
com o meio, implicando a articulação das ve neste processo é “musicalidade” (Frega, vividas  nos seus ambientes sociais, ligadas intercalando-se com outras atividades cul-
condutas individuais com as práticas sociais. 2001, pp.8-9), vista aqui como sendo uma aos seus valores, crenças, tradições e origens turais. (Swanwick, 1999). Defende-se tam-
As crianças são influenciadas por caraterís- forma de expressão humana caraterística e, também, aos materiais sonoros existentes bém que, para que a experiência musical seja
ticas socioculturais do meio em que vivem e (semelhante à linguagem falada), que só em cada cultura. Estas sonoridades, estas es- realmente significativa, é essencial que este
agem ao mesmo tempo que também influen- poderá ser “entendida como uma produção truturas musicais são plenas de significado e processo seja realizado em harmonia com o
ciam esse meio através das suas ações. De- das práticas sociais do homem” (Schroeder, devem, por isso, ser consideradas como parte equilíbrio do ambiente do qual emerge, man-
fende-se, portanto, um conceito de cultura 2005, p.156). Assim sendo, pensa-se que integrante do ensino da música. tendo contacto com sons e com música mais
não unívoco. Será um conceito que permite, os seres humanos utilizariam para comu- Segundo Pederiva, é precisamente, a base familiar às crianças e com a busca constante
simultaneamente, uma identidade como sen- nicar, além da linguagem falada, sons que biológica que a atividade musical tem, que de articulação com reconhecidos valores téc-
do (que oferece uma sensação de unidade e culturalmente consideram musicais. Logo, a permite pensar que esta é universal: nicos e artísticos a nível musical. Isto porque,
comunidade) e identidade como tornando-se capacidade de se expressar através dessas como defende Swanwick, a música não está
(ou um processo de identificação que mos- ideias ou desses gestos musicais seria, tam- Isto é, se depender das possibili- separada da vida.
tra a descontinuidade na formação da nossa bém, uma das ferramentas de comunicação dades enquanto animais humanos,
identidade), favorecendo o aparecimento de da espécie humana. todos somos capazes de nos expres-
sar musicalmente, de expressar
nossas emoções por meio de sons,
do mesmo modo como, de modo
geral, se depender da anatomia e
fisiologia humana, todos somos ca-
pazes de nos expressar por meio
da fala. Isso é dado ao ser huma-
no, independentemente das formas
que possa assumir. Não se tra-
ta de um dom para alguns. É um dom
para todos (2009, p. 185)
• A música é um meio fundamental no a exclusão dos verdadeiros elementos do

PRINCÍPIOS
desenvolvimento da capacidade de jogo imaginativo (criação, improvisação
compreensão e comunicação humanas. e composição), privilegiando o domínio

BÁSICOS
Neste sentido, e valorizando os princípios da execução, da audição, e da execução
de uma educação ativa e significativa, de- de música em público” (Swanwick, 1991,

ORIENTADORES
fende-se que um currículo de música para p.49). Assim, para Swanwick, existem funda-
crianças em idade pré-escolar deve incluir mentalmente duas formas de ensinar, uma

DA EXPRESSÃO
muitas oportunidades para explorar ludi- direcionada para a criatividade, e a outra,
camente o som através do canto, do mo- direcionada para a domesticação. Situamo-

MUSICAL
vimento, da audição e da exploração de -nos aqui, claramente, na forma de ensinar
instrumentos, assim como experiências direcionada para a criatividade.
introdutórias com verbalização e visualiza- É neste sentido que Mário Azevedo acrescenta:
ção de ideias musicais.
Fazer música em grupo permite a liberta- Brincar é a condição principal para o cres- Por isso, propomos a todos os agentes Acredita-se também que para que o processo
ção de uma energia que pode ser canalizada cimento e desenvolvimento saudável de educativos um encontro sério com a de ensino-aprendizagem da música seja bem
para uma experiência criativa e produtiva. crianças pequenas, nomeadamente, de- Música em que ela seja validada como conseguido, a relação de criança-educador
Através da música, as crianças partem de senvolvendo experiências apropriadas de um universo de ordem ética e estética de música deve também obedecer a uma con-
uma experiência interna e movem-na para música que devem ocorrer em ambien- a que todos devem ter acesso. Pro- textualização teórico-prática da organização
uma experiência criativa externa. As crian- tes lúdicos, do interesse da criança, sob a pomos a cada professor/ educador curricular e a uma cuidadosa planificação do
ças têm prazer, são felizes e aprendem so- orientação de um educador responsável. que faça música com os seus alunos ambiente educativo: as sessões devem ser
bre si mesmas e sobre os outros ao tocarem No campo da música, o papel do educador ouvindo-a, interpretando-a e inven- bem preparadas, o material bem selecionado
música juntas e ouvindo-se uns aos outros. consiste em criar um ambiente musical- tando-a. Propomos a transformação e o educador deve procurar promover um flu-
Assim, admitem-se alguns princípios bási- mente cativante, facilitando o interesse das do professor/ educador/ trovador xo musical espontâneo, natural e expressivo,
cos como sendo orientadores da expressão crianças pela música, através de materiais e num facilitador de atitudes expres- moldado aos diferentes contextos educativos
musical para crianças em idade pré-escolar: atividades estimulantes, fazendo sugestões sivas que a ele próprio exige apura- (Frega,2001, p.13).
que estimulem as crianças a pensar e a de- da sensibilidade. Propomos que cada Uma educação na área da música, com a
• A música é parte do comportamento senvolver a sua capacidade de exploração e professor sinta a Música “à primeira qual se consigam estimular todas as po-
humano; de criação. vista” como um factor de aperfeiçoa- tencialidades de crescimento, pode assim
• A música é uma forma especial de ex- Swanwick chama a atenção para três pontos mento humano, como marca de uma contribuir ativamente para o crescimento
pressão, uma linguagem com diferentes que considera fundamentais em qualquer aula civilização, como matriz identitária físico, emocional, social e cognitivo glo-
significados; ou projeto curricular. Esses pontos constituem da cultura dos povos. Propomos que bal da criança. A abordagem da educação
• É fundamental que o trabalho com a os elementos do jogo que são o domínio, a cada professor encontre na cultura artística promove o processo de ensino-
música proporcione às crianças um imitação e o jogo imaginativo. De facto, esta musical um acto-de-consciência–de- -aprendizagem podendo contribuir para
largo espectro de experimentação de relação que Swanwick estabelece entre o -si ao permitir a estimulação de sen- a integração dos conteúdos, evitando a
diferentes capacidades individuais, ensino e os elementos lúdicos da arte e do sibilidades, do incentivar de atitudes compartimentação da aprendizagem das
constituindo um bom meio de experi- jogo, é observável tanto nos objetivos como de abertura, de preservar memórias crianças. “Como a música é um meio de co-
mentação de interações sociais; nas atividades das sessões de expressão mu- e de contactar com outros “mundos”. municação que aborda todo o ser humano,
• A música é um instrumento privilegiado sical. Grande parte dos problemas do ensino (Azevedo, 2008, p.5) deve chegar a todo o potencial expressivo
no desenvolvimento da criatividade. Esta da música, na sua opinião, decorre do modo da criança em cada uma dessas ocasiões”
é um dos ingredientes fundamentais do como se estabelece a relação entre o ensino (Frega,2001, p.13).
crescimento pelo que deve ser valorizada e os elementos lúdicos da arte e do jogo. “O
e encorajada; ensino da música tem tido a tendência para
to das crianças, propondo que as La música es, por encima de
A MÚSICA NA diversas atividades respeitem
uma sequência natural que deve todo, un arte social en el que
EDUCAÇÃO começar por expressões mais
simples, passando de forma pau- la interpretación con otros
DE INFÂNCIA: latina e sequenciada a outros
planos de dificuldade. y la escucha de otros es la
PRÁTICAS DE Tem-se aqui então, como pre-
missa, a convicção de que a motivación, la experiencia y
DIFERENCIAÇÃO aprendizagem musical, assim
como qualquer outro campo do el proceso de aprendizaje. A
PEDAGÓGICA conhecimento, deve articular-se
em etapas sucessivas, de acordo
com o nível de amadurecimento
eso se llama educación musical
sociopsicológico do indivíduo. por el encuentro. La música no
Será importante reconhecer que, em con- Segundo Swanwick, para que o ensino da
texto pré-escolar, existem diferentes níveis música aconteça da melhor forma possí- queda fragmentada en pequeñas
de desenvolvimento das crianças, existindo vel, o essencial é respeitar o estádio em
a necessidade de diferenciar as diferentes que cada criança se encontra. Tendo isso parcelas para fines prácticos o
aprendizagens respeitando esses diferen- em mente é preciso seguir três princípios.
tes estados de desenvolvimento. Primeiro, preocupar-se com a capacida- de análisis, sino que se presenta
Também, como já foi referido, é fundamen- de da criança se entusiasmar com o que é
tal reconhecer que a música se desenvolve proposto. Depois, observar o que ela traz y acoge como un todo dentro de
articulando-se com uma complexa teia de da sua realidade, as experiências com que
relações sociais que envolvem as crianças. também pode contribuir. Por fim, tornar un contexto social global. Por
Não se pode deixar de ter em conta que, o ensino fluente como se fosse uma con-
através da interação ativa com adultos e ou- versa entre estudantes e educador. Isso eso la experiencia musical de
tras crianças, bem como com materiais so- faz-se muito mais experimentando dife-
noros e atividades variadas, se promovem rentes formas de produzir os sons e de los participantes es polivalente,
situações de aprendizagem que são reais, os escutar do que com o uso de notações
concretas e relevantes para a vida de crian- musicais (Swanwick, 2010). rica en posibilidades y desde
ças pequenas. Porque é possível escolher
entre uma variedade de atividades de músi- luego no está organizada
ca, materiais e equipamentos de diferentes
graus de dificuldade, pode conseguir-se que secuencialmente por orden de
as crianças, através do envolvimento ativo,
desenvolvam as suas capacidades da forma dificultad.
mais interessante possível. Assim, uma pro-
posta de organização curricular da música
no jardim-de-infância deve respeitar os di- (SWANWICK, 1991, P.143)
ferentes níveis e ritmos de desenvolvimen-
Nesta linha de pensamento, admite-se que o O modelo proposto por Swanwick surgiu Este modelo representa um importante apoio Schafer propõe que o educador procure
desenvolvimento musical de cada indivíduo como resultado de uma extensa pesqui- teórico à compreensão do processo de desen- mostrar às crianças que a música é uma des-
se processa numa sequência que depende sa qualitativa durante a qual o autor se foi volvimento musical, uma vez que se acredita coberta diária dos sons (ou do silêncio) que
das oportunidades de interação com os ele- apercebendo de padrões analíticos que que poderá contribuir para que crianças e o meio ambiente produz e que se faça tam-
mentos da música, da qualidade do ambiente começaram a emergir revelando uma se- educadores estabeleçam um diálogo apoia- bém aprendiz, deixando que a curiosidade
musical que o cerca, das interações estabele- quência de mudanças qualitativas corres- do em bases musicais mais concretas, mais musical surja nos alunos. Como ele afirma
cidas com o meio circundante e qualidade da pondentes a uma progressiva consciência próximas da realidade de cada um. É um dos numa bela e interessantíssima conceção de
sua educação em geral. O desenvolvimento em relação aos elementos do discurso mu- apoios que pode ser importante para a prática educação “numa classe programada para a
das competências musicais surge como uma sical: materiais, caráter expressivo, forma da música. Não pode, no entanto, ser olhado criação não há professores: há somente uma
concretização do processo geral de desen- e valor. Swanwick foi desenvolvendo este como um único caminho a seguir. A criação, comunidade de aprendizes.” (ibid.,p.286)
volvimento das capacidades cognitivas com modelo, articulando com a perspetiva de a auto expressão, a descoberta, a capacidade Quanto mais livre for o espaço de didático,
algumas restrições críticas que são decorren- Jean Piaget (1978) sobre o Jogo, tendo-se de escolha, a autonomia não podem nunca ser mais rico ele vai ser. O mundo da música é
tes da especificidade da música. apercebido de que a aprendizagem é resul- desligadas do fazer música nos espaços edu- uma montagem livre que não pode ficar fe-
Defende-se, portanto, que o ensino da mú- tante de um processo de “equilibração”. A cativos. A música deve, assim, entrar nas salas chada nos compartimentos de um currículo
sica, de acordo com o que é afirmado por assimilação de elementos externos, de sa- do jardim-de-infância aberta a novas aven- estanque. Neste sentido conhecer é mais o
Keith Swanwick no seu Modelo Espiral de beres novos só é possível pelo processo de turas onde se criam espaços e tempos para a “fazer” do que o “ser”.
Desenvolvimento Musical: acomodação que modifica internamente a criação, para a invenção e para a descoberta Reconhecemos, portanto, que para além
estrutura mental, possibilitando novas assi- da música com e pelas crianças e os adultos. deste espaço imprescindível de liberdade, no
Aprendi que o desenvolvimento mu- milações e acomodações (Montoya, 2005). Com Schafer, propomos que se pense que “A contexto da educação de infância, ao nível
sical de cada indivíduo se dá numa Este processo gradativo e ascendente está aula de música é sempre uma sociedade em da expressão musical, surgem como muito
sequência, dependendo das opor- representado no Modelo Espiral de Swan- microcosmo... Nela deve haver um lugar, no importantes cinco atividades: o canto, a per-
tunidades de interação com os ele- wick (1986), onde cada curva da espiral currículo, para a expressão individual; porém cussão corporal, a atividade instrumental, o
mentos da música, do ambiente representa este processo de formação de currículos organizados previamente não con- movimento e a audição.
musical que o cerca e de sua Edu- esquemas mentais. Os estádios represen- cedem oportunidade para isso.” Isto acontece
cação. Com base nessas variáveis, tam um movimento na direção de uma nova porque nestes currículos tradicionais o obje-
posso dizer que a aprendizagem maneira de organização da experiência tivo consiste, geralmente, no treino de com-
musical guarda uma relação com a musical. Swanwick (1991) defende ainda petências técnicas. E Schafer acrescenta: “O
faixa etária. Cada uma correspon- que a música é uma forma de jogo amplia- principal objetivo de meu trabalho tem sido o
deria a um estádio de desenvolvi- do, um triângulo constituído pelos concei- fazer musical criativo, e embora seja distinto
mento (Swanwick, 2010, p.1) . tos piagetianos de domínio (controlo dos das principais vertentes da educação, concen-
materiais musicais), imitação (um ato de tradas sobretudo nas habilidades de execução
acomodação) e jogo imitativo (cria-se um de jovens músicos, nenhuma dessas ativida-
1
mundo de novas relações). des pode ser considerada substituta da outra”
— Os processos cognitivos, sociais e afetivos (1992, pp. 279-280).
Modelo Psicológico do
Desenvolvimento Musical surgem assim, neste contexto, fortemente
(Swanwick, 1994,pp. 86-
articulados com a compreensão musical, cuja
87): a natureza dialética
do desenvolvimento da evolução é gradativa. Neste sentido, a espiral
compreensão musical, apresenta
uma polaridade entre tendências indica que, para todo processo de crescimen-
assimilativas e acomodativas, to, deve haver espaço para a reorganização e
identificando-se oito níveis
qualitativamente diferentes, reflexão1 (Reis, Oliveira, F. N. 2011).
sequenciados hierárquica e
cumulativamente: Sensorial e
Manipulativo (em relação aos
Materiais Sonoros), Pessoal
e Vernacular (Caracterização
Expressiva), Especulativo e
Idiomático (Forma), Simbólico
e Sistemático (Valor), estes dois
últimos representando o ápice
da compreensão da música como
uma forma de discurso simbólico.
O CANTO O MOVIMENTO uma certa realidade. (…) Se a au-
A voz é o primeiro elemento de Nas crianças dição for excelente diremos que o
comunicação que o bebé usa, pequenas, a música e o sujeito está apto a ouvir. O que em
quando chora nos primeiros tem- movimento estão intrinsecamente nada significa que queira escutar
po de vida, chora porque tem fome, ligados: ouvir música significa (…) nada garante que se mani-
porque lhe dói a barriga, porque movimento. A capacidade de festa um desejo deliberado: o
quer mimo. É um elemento de interpretação da música através do desejo de apreender os sons,
comunicação que, paulati- corpo e do seu movimento vai sendo de os reunir, de os amalgamar,
namente, vai aprendendo cada vez mais aperfeiçoada e é de os memorizar, de os in-
a controlar, tornando esta esta articulação que nas crianças tegrar. É esta dimensão
comunicação cada vez mais é natural, que vai permitir, que caracteriza a facul-
percetível para os pais (o paulatinamente, trabalhar com dade de escuta na qual
choro vai sendo diferente elas a sua capacidade de se a volição tem uma im-
conforme a necessidade que exprimir corporalmente, portância primordial
quer exprimir), depois o palrar, a aprendendo a interpretar (Tomatis, 1999, p.140).
imitação da linguagem que progressiva- de forma física o que os
mente vai conseguindo controlar até que seus ouvidos vão captando. Se a capacidade de escutar música, como
imita os sons que vai escutando para falar e afirma Tomatis, é passível de ser estimula-
para cantar. A voz vai adquirindo, assim, um da, então ela deve ser progressivamente
caráter expressivo, afetivo e social. trabalhada, através de uma escuta ativa
(movimento do corpo, manipulação de
A ATIVIDADE objetos, representação gráfica dos
INSTRUMENTAL sons). Esta prática irá permitir
Com a capacidade de utilização à criança ir adquirindo formas
A PERCUSSÃO CORPORAL do corpo como primeiro instrumento de escuta e de interpretação,
Logo depois da voz, o corpo surge como im- de percussão, o bebé vai procurando primeiro dos sons que a rodeiam,
portante instrumento de criação de sons, de produzir sons com elementos ex- depois dos trechos musicais, até con-
experimentação da percussão: ternos. Pega em objetos e expe- seguir fazer uma audição crítica e es-
o bater “palminhas”, o bati- rimenta os sons que produzem. tética da música que ouve.
mento das mãos no corpo Progressivamente, a criança vai
e o progressivo sendo capaz de utilizar objetos
aperfeiçoamen- estranhos a si para a produção A AUDIÇÃO
to da capacida- de sons, a manipulação de objetos A “capacidade de ouvir” não tem o
de de produzir sonoros e posteriormente a manipulação e mesmo significado que a “capacida- No quadro das cinco áreas de
sons através da utilização consciente de instrumentos. Isto de de escutar”: atividades que atrás se fez
manipulação irá permitir a atividade instrumental com A escuta é uma faculdade de alto referência, preconiza-se,
do próprio corpo. instrumentos cada vez mais complexos. nível que se insere eletivamen- portanto, que os conteúdos
te e em primeiro lugar no apa- trabalhados respeitem uma
relho auditivo. Quanto melhor sequencialização de competências que
for a qualidade deste, mais oportuni- permita tomar em linha de conta a evolu-
dade teremos de ver instalar-se uma ção das capacidades musicais das crianças
perceção do mundo sonoro próxima de (Frega, 1997).
O PROJETO DE
FORMAÇÃO DE
EDUCADORES
“CRESCER COM
A MÚSICA”
Acreditando-se na necessidade de pro- Assim, trabalhou-se sequencialmente o canto,
mover uma efetiva melhoria educativa no a percussão corporal, a atividade instrumen-
campo da expressão musical, no contexto Trabalharam-se conceitos considerados bási- tal, o movimento e a audição.
da Educação de Infância, defende-se que a cos no sentido de preparar o grupo de educa- Procurou-se que esta contextualização teórica
formação dos educadores de música deve doras que possuíam já uma formação musical respeitasse, como já foi defendido, os princípios
ser alvo de uma particular atenção. Esta Pretendeu-se desde o início desenvolver, integrada no contexto da sua formação em de uma educação ativa, centrada na criança que
proposta destaca a necessidade de gerar com os educadores, um plano de formação Educação de Infância/ Educação Básica na propusesse o trabalho dos conteúdos respeitan-
um constante apoio pedagógico-artístico que constituísse um espaço de reflexão e Escola Superior de Educação de Paula Frassi- do uma sequencialização e permitisse tomar em
aos profissionais, no sentido de os sensibili- de trabalho no terreno, numa lógica de in- netti. Pretendia-se desenvolver uma prática linha de conta a evolução gradual das capacida-
zar para a importância da contextualização vestigação-ação, no sentido de se procurar da música, no contexto pré-escolar, que mo- des musicais das crianças.
e atualização teórico-prática da sua inter- construir e sistematizar uma organização bilizasse e valorizasse os princípios teóricos
venção educativa. curricular para a Expressão Musical no con- anteriormente defendidos. Procurava-se
Foi neste contexto e decorrente de uma texto da educação de Infância. Foram estas desta forma ir ao encontro das identifica-
pareceria estabelecida entre a Escola Su- circunstâncias que permitiram a elabora- das necessidades de aprofundamento de
perior de Educação Paula Frassinetti e a ção deste projeto. Isto porque se procurou conhecimentos a nível técnico e artístico e
Câmara Municipal do Porto que surgiu uma sempre que o trabalho desenvolvido assen- de educação artística no âmbito específico
proposta de formação musical de educa- tasse na problematização e contextualiza- da didática da expressão musical, que se
dores de infância no contexto do Projeto ção das práticas educativas dos diferentes acredita podem contribuir para uma visão
“Crescer com a Música”. 2 intervenientes e na construção coletiva de inovadora, criativa e dinâmica do papel da
um plano de intervenção da expressão mu- música no Jardim de Infância.
2 sical no contexto da educação de Infância. De acordo com os princípios defendidos por

“O projeto “Crescer com a Inicialmente, foi proposta aos educadores uma Frega (2001), trabalharam-se propostas de
Música” faz parte integrante do
Programa Municipal Porto de
“Oficina de Formação” designada “Oficina de Es- mobilização das atividades musicais, res-
Apoio à Família para os Jardins pecialização em Didática da Musica no Contex- peitando sempre uma sequencialização dos
de Infância da rede pública,
diversificando e enriquecendo to de Jardim de Infância”, durante a qual foram conteúdos abordados, do mais simples para
a atividade de animação e de
apoio à família. Este projeto tem
discutidos e mobilizados alguns modelos peda- o mais complexo.
como principal objetivo promover gógicos, conceitos e técnicas musicais. Entende-se “sequências de conteúdo por
a inserção social e o combate à
exclusão através do desenvolvimento atividade” como um processo criativo musi-
de um conjunto de ações que criam
cal contemporâneo que permite que o aluno
oportunidades de valorização
pessoal através de diferentes possa fazer distintos tipos de atividades ao
instrumentos de carácter cívico e de
promoção da cidadania de caráter longo das suas experiências de aprendiza-
cultural, social e de animação. gem. Cada atividade implica uma série de
Deste modo, esta oferta educativa,
promove o enriquecimento conteúdos/ competências a adquirir pelas
curricular no domínio da música em
tempo pós letivo.”
crianças. As atividades permitem momentos
In https://atividade-peop.cm- de imitação, exercício e de criação, condutas
porto.pt/node/567.
O projeto abrange as crianças que se alternam no decurso do processo da
que frequentam a AAAF em todos
os Jardins de Infância da rede
aprendizagem (Frega, 1997, p.25).
pública da cidade do Porto.
Por outro lado, outro dos princípios defen-
didos foi o de que existe a necessidade de
promover uma adequação constante das
propostas educativas aos diferentes con- Esta formação pretendia criar um espaço
textos pedagógicos. Assim, desde logo, se de contínua discussão, mobilização e refle-
admitiu como sendo fundamental construir xão de princípios teóricos e técnicos da ex-
com a equipa uma caracterização dos dife- pressão musical, com diferentes contextos
rentes contextos em que se iria trabalhar. práticos ao nível da intervenção musical
Numa lógica de investigação participante, as no Jardim-de-infância. Pretendia-se assim,
formandas foram observando os diferentes com os educadores conseguir desenhar
contextos, refletindo e avaliando as inter- currículos da expressão musical adaptados
venções realizadas, redesenhando as suas à realidade dos contextos em que estão in-
propostas, adaptando às exigências, neces- seridos os Jardins-de-Infância, no sentido
sidades e interesses dos grupos envolvidos. de promover um ensino na área da música
As sessões de formação foram acontecendo que contribua ativamente para o desenvol-
com uma periodicidade de uma vez por mês. vimento físico, emocional, social e cognitivo
Nesses momentos, a equipa discutia os pro- global da criança. Neste sentido, procurou-
gressos e retrocessos da intervenção, dis- -se trabalhar tendo como premissas os prin-
cutia obstáculos e formas de os ultrapassar, cípios já defendidos: fazer música em grupo,
desenhava novas formas de intervenção e permitindo a libertação de uma energia que
descobria novas necessidades de formação. possa ser canalizada para uma experiência
Desta forma, com base na experiência diá- criativa e produtiva. Pretendeu-se também
ria dos educadores e na constante reflexão que as crianças, ao fazerem música juntas,
individual, e em equipa, foi-se desenhando ouvindo-se, aprendessem a conhecer-se e si
uma proposta de orientação para a organi- e aos outros.
zação curricular da Expressão Musical no Procurou-se desenvolver também, ao nível
jardim-de-infância. da expressão musical, no contexto da edu-
No seguimento do trabalho realizado e res- cação pré-escolar, como fundamentais os
pondendo às necessidades sentidas durante cinco tipos de atividades já anteriormente
a intervenção dos educadores, percebeu-se referidas: o canto, a percussão corporal, a
que seria importante contextualizar o traba- atividade instrumental, o movimento e a
lho numa nova Oficina de Formação. Surgiu audição. No contexto destas cinco áreas de
então a “Oficina de Didática da Expressão atividades, pensou-se ser importante que os
Musical no Jardim de Infância”. conteúdos trabalhados respeitassem uma
sequencialização que permitisse tomar em
linha de conta a evolução progressiva das
capacidades musicais das crianças
Queria-se finalmente mobilizar princípios
da pedagogia musical que contribuam
para um ensino ativo e para o desenvolvi-
mento da criatividade e do gosto pela mú-
sica nas crianças.
UMA PROPOSTA DE
DESENHO CURRICULAR
PARA A EXPRESSÃO
MUSICAL NO JARDIM
DE INFÂNCIA
Um currículo, como já foi sendo dito, não é Tendo como linhas orientadoras todos os ENQUADRAMENTO TEÓRICO CONTEÚDOS
um guia, não é um conjunto de receitas que princípios atrás defendidos e com base na DA PROPOSTA Propõe-se que se comece pelo trabalho
os educadores devem seguir na sua prática experiência vivida em jardins-de-infância Desenvolvida de acordo com uma abor- da atividade do Canto (a utilização das
educativa. Um currículo é um conjunto de da rede pública da cidade do Porto, perce- dagem sociocultural construtivista, esta cordas vocais é o primeiro instrumento
ideias que são pensadas para determina- beu-se realmente que a abordagem do cur- proposta de currículo defende a hipótese utilizado para comunicar e para fazer
das etapas do processo educativo, ideias rículo da música no jardim-de-infância deve de que “ensinando a música musicalmen- música na vida das crianças). Seguir-se-á
que são sugestões de organização de prá- ser feita sempre partindo do que é mais fa- te” (Swanwick), se está a contribuir para o a Percussão Corporal (o corpo entendido
ticas que, em princípio, podem ser segui- miliar, mais confortável e divertido para as desenvolvimento global da criança, tendo como primeiro e mais familiar instrumento
das pelos atores sociais que trabalham no crianças, evoluindo em dificuldade, à medi- sempre a preocupação de valorizar as ca- de percussão). Irá depois desenvolver-se a
terreno. Mas, porque os educadores são da que estas vão conseguindo progredir e racterísticas socioculturais do contexto em atividade instrumental (depois da utilização
atores sociais que têm de ser respeitados adquirindo competências. que a criança vive. rítmica do corpo, as crianças estarão aptas
pela forma como trabalham, as circunstân- Assim, o que agora se apresenta é uma pro- para começar a utilizar instrumentos para
cias que rodeiam as suas práticas educa- posta de desenho curricular para trabalhar FINALIDADES fazer música). O Movimento surge aqui
tivas, espera-se que eles saibam ler estas “musica musicalmente” (Swanwick) no jar- Pretende-se que, através da música, do como a primeira atividade que procura
indicações como sugestões que saberão dim-de-infância. prazer de fruir e fazer música, as crianças uma interdisciplina das expressões (aqui
adequar às crianças com quem trabalham, cresçam num processo que estimule o seu defendida como que natural para as
às circunstâncias em que vivem, nos con- desenvolvimento global respeitando as crianças) e por fim a Audição, vista aqui
tributos que trazem para o que pode, cria- suas características, bem como as do meio como a atividade que mais preparação e
tivamente, acontecer na sala em que todos sociocultural de origem. orientação por parte do educador requer,
se encontram. por ser menos imediata e mais distante das
atividades livres das crianças.
METODOLOGIAS 1. Canto: 4. Movimento:
Porque, como atrás se referiu, esta proposta As planificações que se seguem constituem 1.1. Inspiração/Expiração 4.1. Esquema corporal: conhecer
de currículo está construída com a preocu- exemplos de estratégias para trabalhar os 1.2. Controlo de sopro 4.2. Expressão em cantigas
pação de respeitar e valorizar características conteúdos apresentados. Não são exem- 1.3. Emissão entoada 4.3. Expressão por pares
individuais das crianças e do seu meio socio- plos de planificações de sessões. No caso 1.4. Canto em uníssono 4.4. Expressão de elementos formais
cultural de origem, a preocupação com a flexi- das sessões de música, a planificação não 1.5. Respiração segundo frases 4.5. Expressão segundo timbres
bilidade terá de estruturar todo este trabalho. deve seguir uma estrutura rígida e deve 1.6. Pronunciamento dinâmico 4.6. Expressão em grupos
Assim, sublinha-se que as metodologias que mobilizar estratégias relativas a diferentes 1.7. Melhoramento 4.7. Dramatizações
agora se apresentam sejam encaradas como conteúdos, sobretudo sempre com a preo- 1.8. Enriquecimento sonoro
sugestões de possíveis atividades. Neste qua- cupação de ter um olhar atento às crianças 1.9. Obra terminada 5. Audição:
dro, estas deverão ser o mais adaptadas pos- com que se está a trabalhar, adaptando o 5.1. Em educação auditiva
sível ao grupo com que se trabalha para que trabalho a acontecimentos ocorridos, sa- 2. Percussão corporal: 5.2. Em temas
lhes sejam realmente significativas. Deverão, beres e interesses revelados e a cada situa- 2.1. Laleios 5.3. Em texturas
assim, ser vistas como exemplos de estraté- ção específica. Neste sentido, e para que se 2.2. Palmas 5.4. Em formas
gias utilizadas para trabalhar cada uma das consiga uma mais evidente clarificação da 2.3. Mãos - pernas 5.5. Em géneros
competências atrás elencadas. Estas devem proposta que aqui se faz, ficam agora alguns 2.4. Mãos - joelhos 5.6. Em estilos
ser vistas como exemplos que foram experi- exemplos de planificação de atividades. 2.5. Golpes de pé 5.7. Em épocas
mentados e ajustados a grupos de crianças de 2.6. Combinações de 2
jardins-de-infância da rede pública do Porto. RECURSOS 2.7. Combinações de 3
Não devem ser vistas como receitas, como Da mesma forma, os recursos a utilizar nas 2.8. Combinações de 4
algo estático, mas sim como uma fonte de diferentes atividades devem estar sempre
ideias, uma forma de inspirar educadores a contextualizados nos interesses, necessi- 3. Atividade instrumental:
criarem as suas próprias estratégias, segundo dades e práticas culturais de cada grupo de 3.1. Percussão corporal prévia
o grupo com que estão a trabalhar, os seus in- crianças com que se trabalha. 3.2. Pequena percussão
teresses, as suas necessidades, os seus sabe- 3.3. Percussão melódica
res e as suas competências. 3.4. Introdução aos instrumentos
musicais: Jogos de exploração
3.5. Instrumentos simples de sopro
3.6. Instrumentos de cordas
3.7. Fabricação de instrumentos
3.8. Recursos técnicos e tecnológicos
contemporâneos
BIBLIOGRAFIA:

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frega.pdf figurativos e operativos na formação
de conceitos musicais. Disponível em
http://www.abrapee.psc.br/xconpe/
trabalhos/1/181.pdf
FICHA A Música no Jardim de infância:
uma proposta de desenho curricular

TÉCNICA Editora
ESEPF – Escola Superior de Educação
de Paula Frassinetti

Âmbito Imagens
Projeto “Crescer com a Música” Abertura oficial do projeto
Câmara Municipal do Porto “Crescer com a Música”, 2015

Coordenação Científica Ilustrações


Irene Cortesão Costa Walter Almeida

Equipa de Investigação Design


Liliana Teixeira da Silva Edgar Sprecher
Mafalda Bessa 
Maria Teresa Palmares
e-ISBN
978-989-98940-5-1
Equipa técnica
Catarina Martinho
1ª Edição
Inês Moreira Ribeiro
Lídia Rosa
© 2016
Liliana Teixeira da Silva
Mafalda Bessa 
Mafalda Pereira 
Maria Melo Corrêa
Maria Teresa Palmares
Mónica Cunha
Vera Pinto 
Virgínia Perez 
A música no
Jardim de
Infância
PLANIFICAÇÕES
Atividade

1. Canto

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
1.1
As crianças deitam-se no chão com as mãos na barriga.
Inspiram, enchendo os pulmões de ar, expiram expelindo o ar,
tomando consciência da respiração, através do movimento
da barriga e consequentemente da mão. As crianças realizam Grande
Mão na barriga o mesmo exercício colocando a mão na barriga do colega e grupo, 5’
sentindo, assim, a sua respiração. Adulto
Nota: Esta atividade pode, em alternativa ou como
complemento, ser realizada com um livro ou com uma
almofada em cima da barriga de cada criança.

As crianças deitam-se no chão em pares, uma com a cabeça na


Grande
Cabeça na barriga da outra. Sob a orientação do adulto, devem inspirar
grupo, 5’
barriga e expirar, percebendo através do movimento da barriga e da
Inspiração/expiração

Adulto
cabeça o processo de respiração.

A criança deve As crianças, depois de terem a noção do efeito da respiração,


ser capaz de irão descobrir se a postura de meditação (sentados no chão
compreender e com as pernas cruzadas) será a mais adequada para efetuar a Grande
Meditação ou
controlar a sua respiração. Sentam-se na forma de meditar e experimentam grupo, 5’
ação?
respiração. a inspiração e a expiração. Para poder haver um termo de Adulto
comparação efetuarão o mesmo exercício sentados numa
cadeira e posteriormente em pé, com o corpo esticado.

Estando o grupo de pé e em roda, fazem de conta que enchem


o balão, esticam-no bem e enchem-no até rebentar, não
Grande
chegando a amarrá-lo. Batem uma palma para simular que
Jogo do Balão grupo 5’
rebenta, no momento em que acaba o ar dos seus pulmões.
Adulto
Como motivação, pode-se dizer que vamos ver quem
consegue encher mais o balão.

A cada criança é distribuída uma palhinha. As crianças terão Grande


que inspirar e expirar, fazendo com que o ar saia, através grupo
Jogo das
da palhinha. Quando expiram, uma das mãos terá que estar Adulto 5’
Palhinhas 1
colocada à frente da palhinha, para que sintam o ar que é Palhi-
expelido. nhas
1.2
Grande
As crianças colocam-se em roda, no centro, estará uma mesa grupo,
com uma bacia de água. As crianças terão que fazer o exercício Adulto/
Jogo das realizado no Jogo das Palhinhas 1 mas realizando bolhas de Palhi-
15’
Palhinhas 2 água dentro da bacia. nhas,
Duas a duas, as crianças tentam ver quem aguenta mais tempo Bacia
a fazer as bolhas. Quem aguentar mais tempo ganha. com
Controlo de sopro

A criança deve
água
ser capaz de:
· compreender Em círculo, todas as crianças enchem a barriga com ar e
e controlar a Sou uma expelem-no ar pronunciando “sssss”, até permanecer uma Grande
sua respiração; Serpente única criança a pronunciar o som. À medida que as crianças grupo, 5’
· controlar a Malvada vão parando, vão se sentando no chão. Ganha a “serpente” que Adulto
intensidade da controlar mais tempo a saída do ar.
sua respiração.
Distribui-se um catavento a cada criança.
Em círculo, todas as crianças enchem a barriga com ar e
devem procurar que a sua expiração dure o mais tempo Grande
Cataventos possível, fazendo rodar o catavento. Quem conseguir expirar grupo, 5’
durante mais tempo ganha. Adulto
Nota 1: os cataventos podem ser realizados pelas crianças,
com a ajuda das assistentes em tempo de AAAF.
Atividade

1. Canto

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
1.3
Em círculo, de pé, reproduz-se o zumbido de uma abelha/
mosquito o máximo de tempo possível por expiração. À
medida que se vai repetindo a atividade, explica-se às crianças
Somos a necessidade de “soprar” (expirar) devagar para que o som Grande
abelhas, somos dure mais tempo. Podem-se utilizar diversos sons de animais, grupo, 5’
A criança deve mosquitos onomatopeias, notas musicais ou outros. Adulto
ser capaz de:
Emissão entoada

Nota: no desenvolvimento desta atividade, seguindo as ins-


· compreender truções do adulto, o som pode ir aumentando ou diminuin-
e controlar a do de intensidade.
sua respiração;
· controlar a Com as crianças de pé, pede-se que façam, inicialmente, o som
intensidade da de uma abelha, controlando o sopro, durante o máximo tempo
sua respiração, possível. De seguida, pede-se que façam o rugido de um leão,
utilizando as também durante o máximo tempo possível. Depois deve-se
Grande
cordas vocais. Abelhas e questionar as crianças porque é que o rugido do leão dura menos
grupo, 7’
Leões tempo que o zumbido da abelha, isto é, porque é que gastam o ar
Adulto
mais rapidamente no rugido do que no zumbido. Após as crianças
terem concluído que isto está relacionado com a abertura da
boca, deverão testar novamente e tentar fazer a abelha contro-
lando melhor o sopro, com o intuito de aguentarem mais tempo.
1.4
A criança deve
Antes de cantarem a música, o adulto deve ouvi-la com as
Canto em uníssono

ser capaz de:


crianças, as vezes necessárias, até que o grupo se aproprie da
· cantar can- Grande
melodia e da letra.
ções, utilizando grupo,
De seguida, as crianças cantam. Inicialmente, com acompa-
a memória, con- Adulto/
Canção nhamento da música gravada e mais tarde sem apoio instru- 20’
trolando pro- Suporte
mental.
gressivamente de
Nota: no caso de ser uma música sem apoio instrumental, o
a melodia, es- áudio
adulto deve cantá-la até que o grupo se aproprie da mesma e
trutura rítmica
o acompanhe.
e a respiração.
1.5
Respiração segundo frases

A criança deve Após o adulto fazer a experiência de cantar com as crianças


ser capaz de: sem respirar entre frases e de o grupo compreender a Grande
· saber onde Saber Respirar necessidade de respirar no tempo certo, este canta com as grupo, 15’
respirar en- crianças utilizando um gesto, por exemplo elevar os braços, Adulto
quanto canta. para que as crianças saibam onde respirar.

1.6
A criança deve
Pronunciamento dinâmico

ser capaz de:


Antes de cantarem a música, o adulto deve ouvi-la com as
· fazer uma
crianças fazendo as pausas que considerar necessárias para
interpretação Grande
que as crianças compreendam todas as palavras e o sentido da
dinâmica grupo,
letra da música, podendo assim, interpretá-la melhor.
da música Interpretar a Adulto/
O adulto deve trabalhar a dinâmica da música, explicando 15’
(perceber os Música Suporte
às crianças as diferentes intensidades da música (fortes e
conceitos de de
fracos; crescendos e diminuendos;), assim como as diferenças
fraco e forte, áudio
de andamentos (rápido e lento), no sentido de fazerem uma
diminuendo e
interpretação mais rica da música.
crescendo, lento
e acelerando).
Atividade

1. Canto

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
1.7
A criança deve
ser capaz de:
· interpretar
canções
de caráter
Melhoramento

Grande
diferente e em Ao cantarem, o adulto ajuda as crianças a melhorarem/
grupo,
estilos diversos, corrigirem a sua prestação individual. Nesta fase, as crianças
Canto Adulto/
controlando poderão cantar sem o acompanhamento musical, podendo 15’
mesmo bem! Suporte
elementos verificar as diferentes vozes e adaptar os tempos a cada
de
expressivos de criança.
áudio
intensidade e
de andamento
(rápido, lento,
em acelerando e
em rallentando).
1.8
A criança deve Grande
O adulto depois de verificar que todas as crianças já sabem a
ser capaz de: grupo,
cantiga, introduz a percussão corporal.
· acompanhar Percussão Adulto/
Nota1: Ver planificação da atividade de percussão corporal. 20’
a canção com Corporal Suporte
Nota2: Em alguns casos, pode-se acrescentar gestos para
percussão de
enriquecer a canção.
corporal e gestos. áudio

Grande
Enriquecimento sonoro

A criança deve
grupo,
ser capaz de:
Adulto/
· acompanhar
Percussão Supor-
a canção com
corporal e As crianças acompanham a canção com percussão corporal. te de
percussão
instrumentos Posteriormente, podem utilizar instrumentos de percussão áudio, 20’
corporal, gestos
de percussão simples para acompanhar a canção. Instru-
e instrumentos
simples mentos
de percussão
de per-
corporal
cussão
simples.
simples

A criança deve
Grande
ser capaz de: No caso dos cânones, o grupo divide-se em dois pequenos
Cânone grupo, 20’
· cantar a duas grupos e canta em cânone.
Adulto
vozes.

1.9
A criança deve Grande
Obra terminada

ser capaz de: grupo,


· interpretar Adulto,
As crianças estão prontas a apresentar a canção.
a canção, Público/
Nota: A canção deve ser apresentada a outro grupo, a alguém
respeitando as Em palco Instru- 20’
da escola ou aos pais, contribuindo para dar mais sentido ao
aprendizagens mentos
trabalho das crianças.
adquiridas de per-
nas etapas cussão
anteriores. simples
Atividade

2. Percussão corporal

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
2.1
Colocando as crianças de pé, em círculo, pede-se a estas que, Grande
ao som da música, reproduzam o movimento de laleio, tendo grupo,
Balanço da em atenção os movimentos do adulto. Com a progressão Adulto/
10’
Música das sessões, quando o adulto sentir que todas as crianças Suporte
perceberam a pulsação da música e a saibam interpretar com de
os laleios, as crianças deverão realizar o movimento sozinhas. áudio

Para dar início à atividade, as crianças devem ver um vídeo


sobre uma banda de música a tocar para descobrirem a
Grande
sintonia com que tocam e se movimentam. Após um pequeno
grupo,
A criança deve debate sobre este assunto, o adulto deve pedir ao grupo que
Adulto/
ser capaz de: Ritmo dos se coloque em fila e sigam os movimentos de laleio do adulto,
Suporte 20’
· Sincronizar o músicos sugeridos pelo compasso de marcha. Em seguida, devem
Laleios

de
movimento (ba- mover-se pela linha do adulto ao ritmo sugerido pela marcha,
áudio e
lanço) do corpo imitando os músicos da banda filarmónica. Para perceberem
vídeo
com a pulsação que existem diferenças de pulsação, devem existir músicas
regular da que tenham diferentes pulsações, rápidas e lentas.
música.
O adulto deverá levar as crianças a experimentar a marcha
compassada. Esta atividade pode surgir com uma história,
por exemplo sobre reis e rainhas e que eram protegidos Grande
por soldados. Pede-se, inicialmente, que as crianças grupo,
Ritmos da exemplifiquem os soldados do reino livremente e depois sobre Adulto/
20’
tropa uma forma orientada. As crianças posicionam-se em três filas Suporte
e tentam marchar ao ritmo da música, fazendo um movimento de
de compasso em bloco. Para isso, o adulto coloca uma música áudio
ritmada, por exemplo a música de José Barata Moura “A
cantiga da lagarta” e pede que efetuem os ritmos em conjunto.
2.2
A criança deve
As crianças colocam-se numa roda. O adulto realiza
ser capaz de:
sequências de ritmos simples com as mãos com diversas Grande
· Sincronizar Vamos fazer
intensidades e pede ao grupo que repita. grupo, 10’
o movimento ritmos I
De seguida, as crianças têm a oportunidade de assumir o papel Adulto
(balanço) do
do adulto e liderar as sequências.
corpo com
a pulsação
Grande
regular da De pé, com as crianças em círculo, o adulto deve pedir ao
grupo,
música; grupo que, ao som da música, reproduzam o movimento de
As palmas da Adulto/
· Utilizar laleio, batendo uma palma, respeitando a pulsação, tendo 10’
canção Suporte
percussão em atenção os movimentos do adulto. Com a progressão das
Palmas

de
corporal sessões as crianças deverão realizar o movimento sozinhas.
áudio
para marcar
a pulsação, As crianças depois de viverem as aventuras de serem
a divisão e a soldados, podem agora descobrir como serão os marinheiros.
acentuação do Pede-se que se imaginem num barco e remem ao ritmo das
Grande
primeiro tempo ondas pela sala. O adulto lembra que há correntes mais fortes
grupo,
do compasso e ondas mais altas (apelando à libertação do corpo e fruição
Vamos ser Adulto/
(métricas do espaço). De seguida, em círculo, pede-se que obedeçam ao 15’
marinheiros Suporte
binária e comandante do navio (adulto), usando as mãos para marcar o
de
ternária) de ritmo do barco no mar.
áudio
canções e de Para terminar esta atividade, poderão, por exemplo, escutar a
obras musicais música de José Barata Moura “As grandes histórias do capitão
gravadas. Tão Balão” e bater as palmas conforme a música sugere.
Atividade

2. Percussão corporal

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
2.3
Em círculo e de pé, ao som da música, as crianças devem Grande
bater com as mãos nas pernas, respeitando a pulsação da grupo,
Bater as mãos música, tendo em atenção os movimentos do adulto. Adulto/
10’
nas pernas Com a progressão das sessões, as crianças deverão repro- Suporte
Mãos-pernas

duzir a pulsação sozinhas. de


Nota: a música selecionada deverá ser uma música ritmada. áudio

As crianças colocam-se numa roda. O adulto realiza sequências


de ritmos simples com as mãos nas pernas com diversas intensi- Grande
Vamos fazer
dades e pede ao grupo que repita. grupo, 10’
ritmos II
De seguida, as crianças têm a oportunidade de assumir o papel Adulto
do adulto e liderar as sequências.
2.4
Grande
Mãos-joelhos

As crianças colocam-se numa roda. O adulto realiza sequên-


grupo,
cias de ritmos simples com as mãos nos joelhos, com diversas
Vamos fazer Adulto/
intensidades e pede ao grupo que repita. 10’
A criança deve ritmos III Suporte
De seguida, as crianças têm a oportunidade de assumir o papel
ser capaz de: de
do adulto e liderar as sequências.
· Sincronizar áudio
2.5 o movimento Grande
Golpes de pé

(balanço) do Em círculo, de pé, ao som da música, as crianças devem


grupo,
corpo com reproduzir o movimento de laleio e depois, interrompendo
Adulto/
a pulsação Bate o pé os laleios, devem bater o pé nos tempos corretos, tendo em 10’
Suporte
regular da atenção os movimentos do adulto. Com a progressão das
de
música; sessões, as crianças deverão realizar o movimento sozinhas.
áudio
2.6
· Utilizar
Combinações de 2

percussão Em círculo, de pé, ao som da música, as crianças devem


Grande
corporal reproduzir o movimento de laleio e de seguida, alternar
grupo,
para marcar as palmas com o batimento nas pernas, ou qualquer outra
Combinando Adulto/
a pulsação, combinação de dois movimentos, entre palmas, mãos-pernas, 15’
ritmos I Suporte
a divisão e a mãos-joelhos e golpes de pé.
de
acentuação do Com a progressão das sessões, as crianças deverão realizar os
áudio
primeiro tempo movimentos sozinhas.
2.7 do compasso
Em círculo, de pé, ao som da música, as crianças devem
(métricas Grande
reproduzir o movimento de laleio e de seguida, alternar as
binária e grupo,
palmas com o batimento nas pernas e golpe de pé, ou qualquer
ternária) de Combinando Adulto/
outra combinação de três movimentos, entre palmas, mãos- 15’
Combinações de 3

canções e de ritmos II Suporte


pernas, mãos-joelhos e golpes de pé.
obras musicais de
Com a progressão das sessões, as crianças deverão realizar os
gravadas. áudio
movimentos sozinhas.

O adulto mostra imagens do corpo humano: palmas; mãos-


pernas; pés. As crianças lêem cada uma das sequências (com Grande
Cartões palavras) e reproduzem-nas depois com os respetivos sons do grupo,
15’
sonoros corpo. Adulto/
Variação: podem ser organizadas várias sequências rítmicas Imagens
para serem interpretadas.
2.8
Combinações de 4

Em círculo, de pé, ao som da música, as crianças devem


Grande
reproduzir o movimento de laleio e de seguida, alternar as
grupo,
palmas com o batimento nas pernas, golpe de pé e mãos
Jogo dos Adulto/
joelhos ou qualquer outra combinação de quatro movimentos, 15’
ritmos Suporte
entre palmas, mãos-pernas, mãos-joelhos e golpes de pé.
de
Com a progressão das sessões, as crianças deverão ser
áudio
capazes de realizar os movimentos sozinhas.
Atividade

3. Atividade Instrumental

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
3.1

A criança deve Grande


O adulto apresenta ao grupo uma partitura rítmica que
ser capaz de: Ritmos com grupo,
deve ser lida segundo a linguagem Kodaly. As crianças,
· Sincronizar símbolos – A Adulto/
utilizando a percussão corporal, devem recriar o ritmo correto 20’
o movimento linguagem Par-
correspondente ao que o adulto vai mostrando.
(balanço) do Kodaly titura
Nota: ver “Exemplos de Sequências Rítmicas”, em anexo.
corpo com a rítmica
pulsação regular
da música;
· Utilizar per- O adulto questiona as crianças sobre como se escreve e onde
cussão corporal se pode escrever. As respostas das crianças podem variar.
Grande
Percussão corporal prévia

para marcar O adulto, em seguida, mostra a imagem de um cão para as


grupo,
a pulsação, crianças identificarem. Então esclarece que nem sempre
Adulto/
a divisão e a precisamos de letras para poder ler, tal como na música, não é
Vamos Par-
acentuação do com letras que se escreve mas sim com símbolos. Apresentam-
aprender a ler titura 20’
primeiro tempo se os símbolos da notação musical e a linguagem Kodaly
música rítmica,
do compasso (forma de os ler). Pede-se às crianças para, usando sons de
Imagens
(métricas binária animais façam a mesma leitura, variando a altura do som, bem
de ani-
e ternária) de como a intensidade. Mais tarde, dividem-se as crianças em
mais
canções e de dois grupos, uns devem fazer percussão com as mãos, outros
obras musicais com os pés, seguindo a leitura rítmica.
gravadas;
· utilizar
grafismos não
convencionais As crianças ficam sentadas em roda, colocando-se no centro
para identificar, imagens que correspondem à legenda de cada ritmo. Por Grande
ler ou registar exemplo: Tá ; TiTi ; Táia; grupo,
sequências de Atividade de O adulto constrói diferentes sequências com as imagens para Adulto/
intensidade, mo- 20’
Ritmos que as crianças realizem a sua leitura com partes diferentes Imagens
vimentos sono- do corpo. dos
ros e sequências Nota: Posteriormente, pode-se realizar esta atividade com ritmos
de sons curtos e instrumentos.
longos.
Atividade

3. Atividade Instrumental

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
3.2
A criança deve Grande
ser capaz de: grupo,
· Utilizar percus- Adulto/
As crianças acompanham uma canção já trabalhada na
são corporal para Suporte
Instrumentos atividade de canto e na percussão corporal, agora com
marcar a pulsa- de áudio,
de percussão instrumentos de percussão simples.
ção, a divisão e a Instru-
simples Nota: esta atividade pode ser o desenvolvimento da atividade
acentuação do mentos
de canto, no enriquecimento sonoro.
primeiro tempo de per-
do compasso cussão
(métricas binária simples
Pequena percussão

e ternária) de
O adulto sugere alguns ritmos. As crianças realizam-nos Grande
canções e de
com diferentes instrumentos de percussão simples (clavas, grupo,
obras musicais
maracas e pandeireta). Adulto/
gravadas; Somos uma
Inicialmente, tocam apenas as clavas. Quando as crianças Instru-
· utilizar grande 20’
memorizarem o ritmo, será mais fácil tocarem todos os mentos
grafismos não orquestra
instrumentos juntos. O grupo toca todo em conjunto, de per-
convencionais
formando uma grande “orquestra”. cussão
para identificar,
Nota: ver “Exemplos de Sequências Rítmicas”, em anexo. simples
ler ou registar
sequências de
intensidade, mo- Grande
O adulto apresenta ao grupo uma partitura rítmica que
vimentos sono- grupo,
deve ser lida segundo a linguagem Kodaly. As crianças,
ros e sequências Os Adulto/
utilizando a percussão corporal, devem recriar o ritmo correto
de sons curtos e instrumentos Instru-
correspondente ao que o adulto vai mostrando. 30’
longos; e a linguagem mentos
De seguida, distribuem-se instrumentos de percussão simples
· tocar e manipu- Kodaly de per-
e pede-se ao grupo que reproduza a sequência rítmica.
lar instrumentos cussão
Nota: ver “Exemplos de Sequências Rítmicas”, em anexo.
de percussão simples
simples.
3.3
A criança deve Grande
ser capaz de: Como introdução à percussão melódica, o adulto prepara os grupo,
· utilizar instrumentos de percussão melódica, retirando lâminas. Adulto/
grafismos não Ritmos e Por exemplo: de acordo com o acorde de Dó Maior, deixar só Instru-
20’
Percussão melódica

convencionais melodia as lâminas de Dó, Mi e Sol. mentos


para identificar, As crianças exploram o instrumento, tocando como se este de per-
ler ou registar fosse de percussão simples. cussão
sequências de melódica
intensidade, mo-
vimentos sono- Grande
ros e sequências grupo,
Após terem aprendido a leitura melódica de uma partitura, as
de sons curtos e Adulto/
crianças identificam as notas nos instrumentos de percussão
longos; Ritmos e Instru-
melódica. 30’
· tocar e manipu- melodia II mentos
Posteriormente, devem reproduzir a melodia utilizando estes
lar instrumentos de per-
instrumentos.
de percussão cussão
melódica. melódica
Atividade

3. Atividade Instrumental

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
3.4
Peque-
nos
A criança deve A sala é dividida em dois ou três grupos. É dado um dominó grupos,
ser capaz de: a cada grupo. Cada criança retira as suas 7 peças e prepara- Adulto/
· reconhecer os -se para jogar. Cada vez que for colocada uma peça no jogo, Dominó
instrumentos Dominó dos o jogador terá de dizer o nome do instrumento. dos
20’
musicais; instrumentos Nota: este jogo também pode ser realizado com o dominó instru-
· interpretar da linguagem Kodaly, no qual as crianças têm que dizer mentos,
a linguagem como se lêem os símbolos de linguagem Kodaly que saem Dominó
Kodaly. na sua peça e lerem a sequência criada pelo dominó. da Lin-
guagem
Kodaly

O adulto elabora cartas com instrumentos musicais variados,


Introdução aos instrumentos musicais: Jogos de exploração

anteriormente explorados e experimentados/ouvidos na aula. As


crianças sentam-se todas numa roda e preparam-se para jogar. É
Grande
dado a cada criança um conjunto de 4 cartas de forma aleatória.
grupo,
Uma das crianças observará as cartas que tem e pedirá uma igual
Adulto/
Cartas a um colega, no entanto, não poderá dizer o nome do instrumen-
Cartas 20’
A criança deve instrumentais to, terá de imitar o som e fazer gestos de como se toca. Caso não
com
ser capaz de: consigam adivinhar é pedido que digam o nome para ajudar. Se o
instru-
· conhecer os colega lhe devolver a carta pedida poderá jogar novamente, caso
mentos
instrumentos contrário terá de ir buscar uma ao baralho restante. Assim que,
musicais. cada criança juntar quatro cartas iguais, ganha um ponto. Quem
tiver mais pontos, ganha.

As crianças estão sentadas em semicírculo.


À vez, as crianças devem recriar uma situação em que tocam um Grande
Instrumentos
instrumento musical específico à sua escolha, com o respetivo som. grupo, 10’
imaginários
As outras tentam adivinhar qual é. Adulto
Quem adivinhar terá a sua vez de jogar e assim sucessivamente.

Grande
As crianças sentam-se em semicírculo. grupo,
Os instrumentos musicais são apresentados ao grupo e explo- Adulto/
rados informalmente. São então dispostos em frente ao grupo. Instru-
Qual é o
Uma criança é vendada enquanto outra toca um dos instrumen- mentos 15’
instrumento?
tos musicais à sua escolha. de per-
A criança deve A que está vendada deve reconhecer o instrumento que foi toca- cussão
ser capaz de: do. Escolhe-se outra criança para jogar e assim sucessivamente. simples,
· escutar e Venda
reconhecer
sons e As crianças estão sentadas em semicírculo. Grande
sequências de Escolhe-se uma criança para jogar. Esta será vendada. grupo,
sons. O adulto toca uma sequência com dois instrumentos e Adulto/
a criança deve nomear os instrumentos pela ordem que Instru-
Sequências
foram tocados. Escolhe-se outra criança e o jogo repete-se mentos 20’
instrumentais
sucessivamente. de per-
Posteriormente, serão apenas as crianças a dinamizar o jogo. cussão
Também se poderá aumentar ao número de instrumentos simples,
tocados. Venda
Atividade

3. Atividade Instrumental
Grande

Introdução aos instrumentos musicais: Jogos de exploração


grupo,
A criança deve As crianças sentam-se numa roda. O adulto apresenta Adulto/
ser capaz de: diversos instrumentos e coloca-as no centro da roda. O gru- Instru-
Formar
· escutar e po explora os instrumentos e tenta perceber a que família mentos
famílias de 20’
identificar sons pertencem. de per-
instrumentos
de diferentes Nota: Posteriormente, pode-se formar conjuntos relativos cussão
instrumentos. às famílias dos instrumentos, com diagramas de Venn. simples,
Cartoli-
nas

O adulto divide o grupo em subgrupos de, no máximo, 10 Grande


crianças cada. Cada subgrupo deve ser acompanhado por grupo,
A criança deve um adulto. Adulto/
ser capaz de: Posto isto, deve distribuir pelos grupos cartas com instru- Instru-
Lembras-te do
· conhecer mentos. Estas devem ser colocadas viradas para baixo, sem mentos
instrumento?
diferentes que as crianças vejam as suas posições. Assim, darão início de per-
instrumentos. ao jogo da memória em cada grupo. As crianças só podem cussão
tentar tirar o par do primeiro instrumento se conseguirem simples,
dizer o nome deste. Cartas

3.5
A criança deve
ser capaz de:
· utilizar
grafismos não
Instrumentos simples de sopro

convencionais
para identificar,
Grande
ler ou registar
grupo,
sequências de Após terem aprendido a leitura melódica de uma partitura,
Adulto/
intensidade, as crianças identificam as notas nos instrumentos simples
Instru-
movimentos Flauta Mágica de sopro. 30’
mentos
sonoros e Posteriormente, devem reproduzir a melodia utilizando
simples
sequências de estes instrumentos.
de
sons curtos e
sopro
longos;
· tocar e
manipular
instrumentos
simples de
sopro.
3.6
Instrumentos de cordas

A criança deve Grande


ser capaz de: Apresentação de instrumentos de cordas (ex.: guitarra acús- grupo,
- conhecer e tica). Diálogo sobre as caraterísticas do instrumento (nº de Adulto/
O Dó da minha
reconhecer cordas, som). Cada criança deve explorar o instrumento. Instru-
viola
características Nota: Caso não seja possível a exploração direta, devem mentos
de instrumentos observar e ouvir os instrumentos através de um vídeo. de
de cordas. cordas
Atividade

3. Atividade Instrumental

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
3.7
Fabricação de instrumentos

A criança deve
ser capaz de: Grande
· conhecer e grupo,
reproduzir as Construção de As crianças constroem instrumentos musicais de percussão Adulto/
60’
caraterísticas dos instrumentos simples que já experimentaram, em formato tridimensional. Material
instrumentos de des-
de percussão perdício
simples.

3.8
Grande
A criança deve grupo,
ser capaz de: Utilização de jogos de correspondência entre imagem e sons Adulto/
Que som é
· reconhecer sons com recurso a áudio e imagem. Como por exemplo imagens e Re-
Recursos técnicos e tecnológico contemporâneos

este?
de diferentes sons de: animais; instrumentos; natureza; … cursos
origens. áudio e
vídeo

Grande
O adulto grava com o grupo, escolhendo criticamente sons do
grupo,
meio ambiente.
Adulto/
Posteriormente, em grupo realizam uma edição do som básica
Recur-
Os sons que (recurso a programa de edição simples de som).
sos de
andam lá fora Nota 1: Através desta edição destes sons, o adulto pode escre-
grava-
A criança deve ver e, posteriormente, gravar uma história com as crianças.
ção e
ser capaz de: Nota 2: esta atividade deve ser vista como desenvolvimento da
edição
· manipular atividade de audição para o conteúdo de educação auditiva.
de áudio
instrumentos
de captação e Grande
edição básica de grupo,
sons. Adulto/
A banda O adulto escolhe com o grupo trechos musicais/sons isolados/ Recur-
sonora de uma efeitos sonoros que devem ser editados para servirem para a sos de
história sonoplastia de uma história. grava-
ção e
edição
de áudio
Atividade

3. Atividade Instrumental
Exemplos de Sequências Rítmicas
Atividade

4. Movimento

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
4.1
As crianças devem manter-se em equilíbrio sobre um pé
durante um segundo quando a educadora dá um batimento de Grande
A criança deve um instrumento. grupo,
ser capaz de: Aquando a instrução do adulto, as crianças trocam de pé e Adulto/
· Reconhecer e Pé em voltam a manter o equilíbrio durante mais um segundo. Instru-
5’
dominar as dife- equilíbrio Progressivamente, pode ir-se aumentando a duração da mento
rentes partes posição de equilíbrio em dois, três, quatro segundos. de per-
do corpo. Nota: Uma vez dominado o jogo, as crianças podem realizar o cussão
jogo com os olhos fechados (sendo conveniente para crianças simples
de 4 e 5 anos).

O adulto põe a música a tocar, as crianças movimentam-se


livremente, conforme o estilo musical. Quando a música pára,
as crianças param imediatamente, obedecendo às orientações
do adulto que diz, por exemplo “mãos na cabeça”, “mãos nos
joelhos”, etc.. A música recomeça e as crianças recomeçam os
seus movimentos.
Nota 1: Este jogo pode ser realizado substituindo as Grande
indicações do adulto por números, por exemplo: grupo,
Jogo das Individualmente: 1 – Deitados; 2 – Pernas cruzadas; 3 – De Adulto/
10’
estátuas joelhos; 4 – Cabeça no chão. Suporte
A pares: 1 – juntar as mãos; 2 – juntar os pés; 3 – juntar de
Esquema corporal: conhecer

cotovelos; 4 – juntar rabinho; 5 – juntar joelhos. áudio


Nota: Quando as crianças já associarem os números às
posições, o adulto pode, em vez de dizer os números
dizê-los através de somas ou diferenças.
Nota 2: Para trabalhar o equilíbrio também se pode fazer o
jogo das estátuas, com a variante de quando pára a música as
A criança deve crianças terem de ficar estátuas com o pé “cochinho”.
ser capaz de: As crianças marcam com os pés e com as mãos a pulsação.
· Reconhecer e Grande
Jogo mãos ou Quando o adulto diz mãos, as mãos deixam de bater. Se o
dominar as dife- grupo, 10’
pés adulto volta a dizer mãos, batem palmas de novo. Se diz pés, os
rentes partes Adulto
pés param e se volta a dizer pés, marcham de novo.
do corpo;
· Discriminar As crianças espalham-se livremente pela sala mas de forma a
sons; visualizarem o adulto.
· Desenvolver Este realiza diversos sinais pela ordem que entender, por
Grande
a coordenação exemplo, bater duas palmas: o grupo terá que abrir os braços;
Sim Capitão! grupo, 10’
áudio/ motora. bater uma vez com o pé: o grupo terá colocar as mãos na
Adulto
cintura; mãos no joelho: o grupo terá que saltar.
Nota: Os gestos e movimentos realizados podem ser
alterados.

O adulto pede ao grupo que faça uma roda – bem pequenina – e


que se vão sentando todos virados para o mesmo lado, como se
fosse um comboio.
Com os meninos já sentados, o educador pede-lhes que façam
uma massagem nas orelhas, costas ou ombros (se conseguirem lá
chegar) tão boa como a que querem receber e, de seguida, coloca
Grande
Massagem em uma música com sons relaxantes.
grupo, 15’
Círculo Nota: É importante que as crianças consigam tocar nos colegas,
Adulto
consigam se relacionar e oferecer “miminhos”.
No final da música, o adulto deve questionar as crianças sobre como
se sentiram e tentar que elas verbalizem as emoções que sentirem
Nota: Se não for possível colocar as crianças em círculo, deverá
ficar um adulto em cada ponta da fila para que todas as crianças
possam usufruir da atividade.
Atividade

4. Movimento
As crianças formam um semicírculo, de pé, completamente imóveis.
A música, que deve ser ritmada (por exemplo, Me Gustas Tu de Grande
Manu Chao), começa a tocar e o adulto vai dando instruções para grupo,
irem libertando algumas partes do corpo, de cada vez. Sempre ao Adulto/
Dança imóvel 10’
som da música, as crianças devem mexer-se, até todo o corpo estar Suporte
a mexer. A partir do meio da canção, o adulto vai dando instruções de
para que se comece a parar de mexer certas partes do corpo até áudio
ficarem imóveis, novamente no final da canção.
Grande
grupo,
Adulto/
Pede-se às crianças que se sentem em semicírculo para
Livro “Eu
poderem escutar uma história “Eu me mexo”. Ao longo da
me mexo”
história, são sugeridas diversas partes do corpo. Nestas
de Mandy
Eu mexo-me ocasiões é pedido às crianças que se levantem e efetuem os 30’
Suhr e
movimentos com as partes do corpo sugeridas. Com esta
Mike
atividade, as crianças começam a ter consciência corporal e
Gordon,
percebem os movimentos do corpo.
Música
“Eu mexo
um dedo”
As crianças devem deitar-se e fechar os olhos para que possam
escutar melhor os sons que as rodeiam.
(O adulto deve, previamente, realizar a experiência dos sons que
conseguem ouvir quando estão sentados normalmente e quando
Esquema corporal: conhecer

relaxam e fecham os olhos, conversando sobre os resultados da mesma.)


A criança deve Posto isto, o adulto deve colocar uma música com sons da natureza
ser capaz de: Grande
e alguns instrumentos – músicas próprias para relaxamento e
· Reconhecer e grupo,
pedir às crianças que tentem identificar onde se passa a música
dominar as dife- Adulto/
Relaxamento (campo, floresta, cidade, praia, etc.) e quais os instrumentos que 30’
rentes partes Suporte
nela estão presentes.
do corpo; de
Normalmente, estas músicas começam apenas com os sons da
· Discriminar áudio
natureza, introduzindo depois os instrumentos (por vezes um de
sons; cada vez) tornando-se de fácil identificação.
· Desenvolver No final da atividade devem, então, conversar sobre o que lhes foi
a coordenação pedido no início da atividade.
áudio/ motora. Como alternativa, as crianças poderão desenhar aquilo que
ouviram e sentiram em vez de falarem.

O adulto pede ao grupo que se coloquem a pares (o adulto entra ou


não no jogo consoante o grupo estiver em número ímpar ou par).
Quando eles já estiverem a pares, o adulto explica que uma
das crianças se deverá sentar de “pernas cruzadas” e que o seu Grande
respetivo par deverá deitar-se com a cabeça nas suas pernas. grupo,
Relaxamento
Já nas respetivas posições, o educador deverá explicar que Adulto/
– Miminhos e 20’
quem está sentado deve fazer miminhos e festinhas na cara do Suporte
festinhas
colega, devendo demonstrar numa das crianças deitadas. Posto de
isto, deverá colocar uma música relaxante e pedir à criança que áudio
está deitada para tentar relaxar e à que está sentada para fazer
as festinhas mais relaxantes do mundo. A meio da música, as
crianças devem inverter as posições.

Pondo as crianças deitadas e recorrendo a uma história própria para


este fim, coloca-se uma música com sons da natureza que remeta
as crianças para um local calmo. Pede-se às crianças que sigam
Grande
o texto com a imaginação. Este texto deverá ser construído pelo
grupo,
Relaxamento adulto e deverá orientar as crianças no relaxamento progressivo
Adulto/
– meditação das diferentes partes do corpo. Por exemplo: imaginarem que estão 20’
Suporte
para crianças numa cama fofa e que vão relaxando os pés, depois as pernas, etc.,
de
afundando-se na cama fofa.
áudio
Nota 1: Podem ser utilizadas outras histórias que relaxem o corpo e
a mente.
Nota 2: Existem muitos livros com suporte de áudio para estes textos.
Atividade

4. Movimento

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
4.2
As crianças ouvem uma música com letra que dê indicações
sobre movimentos, ações ou partes do corpo. Seguindo as
indicações dadas pela letra da música, as crianças associam
o gesto/ação às palavras da música.
Exemplos de músicas: “Cabeça, ombros, joelhos e pés”, Grande
“A Casa do Zé”, “Dança das Caveiras”, Oh Ram Sam Sam”, grupo,
Ouve o que te “Shake, shake”, “Chuchuá”, “Se és feliz e sabes disso, bate Adulto/
15’
diz a cantiga! palmas”, “Aprende as cores”, “Rei Folião”, entre outras. Suporte
Nota 1: O adulto deve cantar e realizar todos os movimen- de
tos da música com o grupo, servindo de exemplo para quem áudio
possa ainda não estar muito familiarizado com a mesma.
Nota 2: Algumas destas músicas encontram-se em versões
de outros idiomas, o que poderá ser interessante trabalhar
com as crianças.

O adulto deve mostrar a música e explicar às crianças que deve-


rão cantar e fazer os gestos correspondentes ao mesmo tempo.
Seguindo as indicações da música, devem deixar de dizer cada
A crianças deve parte do corpo mantendo, inicialmente, os gestos.
ser capaz de: Quando já todo o grupo conhecer bem a música, o educador deve
Expressão em cantigas

· dominar, pro- pedir que deixem de cantar as partes pedidas e, a par destas, deixem
gressivamente, também de fazer os gestos, começando a cantar e a fazer os gestos
a coordenação só quando chegar a parte certa da música. Assim, os alunos ficarão
áudio-motora; mais atentos e desenvolverão a capacidade de escuta.
· associar gesto/ Nota1: O educador deve cantar e realizar todos os movimentos Grande
movimento/ da música com o grupo, servindo de exemplo para quem possa grupo,
“Cabeça,
ação à palavra; ainda não estar muito familiarizado com a mesma. Adulto/
ombros, 30’
· desenvolver a Nota 2: Para esta atividade, deverá ser utilizada a música “Ca- Suporte
joelhos e pés”
capacidade de beça, Ombros, Joelhos e Pés” do Panda Vai À Escola que já está de
concentração. preparada para esta atividade. áudio
Nota 3: Quando esta música estiver interiorizada, o adulto pode
conversar com o grupo, explicando-lhes que também há uma
música parecida em inglês mas que é ligeiramente diferente –
que na música inglesa é pedido que as crianças toquem mesmo
nos dedos dos pés (toes) e não só nos pés, e que em vez de porem
os dedos nos ouvidos, deverão agarrar nas orelhas (ears). Assim,
depois de dizerem, em grupo, várias vezes as palavras da música
inglesa, deverão cantar a música inglesa, o que lhes ajudará a
decorar as novas palavras inglesas que aprenderam.

As crianças estão sentadas em roda. O adulto explica que, para se


conseguir cantar esta música, é preciso estar muito atento. Grande
Ouvem a música duas a três vezes para que as crianças ouçam grupo,
O meu chapéu e se vão familiarizando com a mesma. Adulto/
10’
tem três bicos O adulto coloca novamente a música e canta com os gestos do Suporte
início ao fim. Quando as crianças já conseguem acompanhar de
a música com os gestos, vão-se omitindo progressivamente áudio
palavras, mantendo os gestos correspondentes.
Atividade

4. Movimento

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
4.3
Grande
grupo,
As crianças, em pares, dançam com um balão. Este não pode
Adulto/
Bailando com cair. Segundo a indicação do adulto, as crianças deverão
Suporte 10’
balões segurar o balão, por exemplo, na cabeça, na barriga, etc.. Se
de
deixarem cair o balão ou se este rebentar, o par perde.
áudio,
Balões

Grande
Expressão por pares

A criança deve As crianças colocam-se em pares, frente a frente. grupo,


ser capaz de: Jogo das Ao som da música, dançam e passam o balão sem o deixar cair, Adulto/
· reconhecer o estátuas com nem o deixar parar. Suporte 10’
gesto/ação do balões Quando a música pára, o adulto indica a parte com que os pares de
outro e imitá-lo; devem segurar o balão, por exemplo, barrigas, cabeças, mãos, etc. áudio,
· ter consciência Balões
do seu esquema
As crianças colocam-se em pares. A uma das crianças é atribuído
corporal.
o papel de espelho e à outra o da pessoa que usa o espelho.
Ao som da música, cada criança “pessoa” faz movimentos que a Grande
criança “espelho” deve imitar. grupo,
Jogo do Ao fim de algum tempo, trocam de papéis. Adulto/
10’
espelho Inicialmente, o educador deve ir dando algumas indicações de Suporte
movimentos a realizar. de
Nota: Inicialmente o exercício pode ser feito em frente a um áudio
espelho, para que as crianças possam ir observando os seus próprios
movimentos e expressões. Só depois fazem o exercício em pares.
4.4
Os jogadores escolhem um elemento para ser o rei e os outros
Expressão de elementos formais

são os soldados.
A criança deve O rei dá ordens ao grupo, por exemplo: “O rei manda imitar Grande
ser capaz de: O Rei manda um piano” ou “O rei manda tocar flauta”, etc.. grupo, 10’
· expressar-se Nota: este jogo pode também ser feito com recurso a Adulto
de acordo com expressões e movimentos específicos (frio, calor, zangado,
indicações triste, apaixonado, …)
formais Grande
(movimentos, O adulto constrói um texto no qual descreve ações/expressões/
grupo,
emoções, emoções, etc., que as crianças deverão interpretar. Por exemplo:
Atenção à Adulto/
atitudes, etc.). a menina está perdida na floresta e tem muito medo. 15’
História Suporte
Nota: O suporte musical deve apoiar a interpretação destes
de
elementos formais.
áudio
4.5
Antes de começar a atividade, o adulto explora a interpretação
da música com as crianças, procurando perceber as diferentes Grande
emoções que a música vai despertando. grupo,
De seguida, pondo as crianças de pé e espalhadas pelo espaço, Adulto/
Expressão segundo timbres

Emoções 30’
ouvem a canção (p. e. A Tragédia de Rodrigo Leão) e devem reagir Suporte
A criança deve fisicamente a estas, demostrando as diferentes emoções nas de
ser capaz de: variações da canção. áudio
· reconhecer Nota: Esta atividade deve-se realizar com crianças de 4/5 anos.
e interpretar O adulto deve selecionar músicas que as crianças gostem para
diferentes que estas se envolvam mais facilmente na atividade.
timbres de Grande
O adulto coloca a música e as crianças deverão interpretar as
música. grupo,
Mostra-me a emoções/papéis/atitudes que a música sugere.
Adulto/
música que Por exemplo: ao ouvirem a música do Capuchinho Vermelho 30’
Suporte
estás a ouvir (“Pela estrada fora…”) o grupo interpretará o capuchinho que
de
anda feliz pela estrada da floresta. Ao ouvirem a música do
áudio
Lobo (Eu sou o Lobo Mau), as crianças transformam-se em
lobos ferozes, movimentando-se como tal.
Atividade

4. Movimento

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
4.6
O adulto leva imagens de crianças de diferentes culturas.
Em pequenos grupos, as crianças escolhem uma imagem. Grande
O adulto apresenta músicas que caraterizam cada imagem grupo,
apresentada. Exemplo: músicas indianas, africanas, japonesas, Adulto/
Um sonho
entre outras. Depois de ouvidas as músicas, as crianças Suporte
A criança deve tornado real 1
tentarão dramatizar a personagem que escolheram em de
ser capaz de,
Expressão em grupos

pequenos grupos. áudio,


individualmente Por fim, vão imitando/dramatizando as personagens de Imagem
ou em acordo com as musicas que vão escutando.
pequenos
grupos, Grande
reconhecer As crianças escolhem personagem/heróis de que gostam grupo,
e interpretar muito. Com o adulto escolhem músicas que correspondam às Adulto/
diferentes personagens que escolheram. Supor-
timbres de O meu Herói O adulto edita uma banda sonora para a atividade, com estas te de
música. e a minha músicas. áudio,
Princesa As crianças devem interpretar a sua personagem/herói Ferra-
sempre que sua música soar. mentas
Nota: esta atividade está ligada à atividade instrumental de de edi-
recursos a técnicas contemporâneas. ção de
áudio
4.7
Grande
Como continuação da atividade “Um sonho tornado real grupo,
1”, o adulto elabora um guião da peça de teatro com as Adulto/
Dramatizações

personagens da atividade anterior, assim como a sonoplastia Supor-


A criança é
com as músicas escolhidas com as crianças. te de
capaz de: Um sonho
O adulto narra a história e as crianças vão seguindo a narração áudio, 45’
· dramatizar tornado real 2
e as músicas, interpretando as diferentes personagens. Ferra-
palavras e sons.
Nota: esta atividade deverá ser apresentada à comunidade mentas
educativa no sentido de dar mais significado ao trabalho de edi-
das crianças. ção de
áudio
Atividade

5. Audição

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
5.1
Grande
As crianças distribuem-se pela sala, andando livremente ao
grupo,
som de uma música, assim que o adulto disser “2”, têm de
Agora Adulto/
se juntar 2 a 2, se disse “5” têm de se juntar 5 crianças num 10’
somos… 2, 4 Suporte
grupo. Posteriormente, pode fazer-se o mesmo com as partes
de
do corpo: “2 mãos no ar”, “1 mão no pé”…
áudio

Grande
O adulto apresenta uma sequência de sons de animais.
grupo,
De seguida, as crianças identificam os sons ouvidos,
Adulto/
Que animal é? associando as onomatopeias aos animais. 10’
Suporte
De seguida, reproduzem os sons dos animais, identificando-
de
os nas imagens.
áudio

Num pequeno grupo de crianças ou selecionando


apenas algumas de cada vez, cada criança deverá ter um
instrumento musical. Os instrumentos devem ser explorados, Grande
nomeadamente o seu nome, como se pega neles e como grupo,
devem ser tocados. Adulto/
Qual foi o
Escolhe-se uma criança para a função de escuta. Esta deve Instru-
instrumento
A criança deve tapar os olhos, enquanto cada colega, menos um toca o seu mentos 15’
que não foi
ser capaz de: instrumento. No final, já de olhos abertos, a criança deverá de Per-
Em educação auditiva

tocado?
· discriminar e ser capaz de dizer qual foi o instrumento que não foi tocado. cussão
identificar sons; Nota: Se as crianças forem ainda muito pequenas este Simples
· desenvolver jogo deve ser realizado ao contrário, isto é, “Qual foi o Venda
a capacidade instrumento que foi tocado?” e ir aumentando o número de
de atenção instrumentos tocados até se chegar a esta atividade.
auditiva;
O adulto esconde-se com um instrumento. Grande
· ouvir critica-
É escolhida uma criança para descobrir de onde vem o som grupo,
mente o am-
do instrumento, tendo os olhos vendados. Adulto/
biente sonoro,
A criança com os olhos vendados terá que ir na direção do Instru-
músicas e sons De onde vem o
som e identificar qual o instrumento que está a ser tocado. mentos 10’
isolados. som?
Nota 1: Mais tarde, pode ser uma criança a tomar o papel de Per-
do adulto. cussão
Nota 2: Em vez do instrumento, pode ser utilizada a voz de Simples
uma criança. Venda

O adulto pede às crianças que se sentem em roda.


À vez, venda-se os olhos a uma criança e o adulto faz um
Grande
som com um material existente na sala (exemplo: abrir a
Explorar os grupo,
torneira, abrir a porta, fechar uma gaveta, etc.). 15’
sons da sala Adulto/
A criança terá de identificar qual o som reproduzido.
Venda
Pode-se repetir o jogo com todas as crianças do grupo,
recorrendo a diferentes materiais.

As crianças estão sentadas em círculo. Uma criança é


selecionada para ser o Leão/Leoa, ficando deitado no meio do Grande
círculo, com os olhos vendados. O adulto coloca a “chave” – grupo,
Não acordem o jogo de guizos perto do corpo do “Leão”. Este terá de guardar Adulto/
15’
Leão a chave (jogo de guizos) para ela não ser roubada. As outras Venda,
crianças ficarão em silêncio, enquanto uma delas tenta Jogo de
roubar a chave sem que seja descoberta. Se o Leão ouvir o guizos
barulho da “chave”, deve rugir ferozmente.
Atividade

5. Audição
As crianças sentam-se em semicírculo. Formam-se grupos de
três elementos. Grande
Distribuem-se as peças do jogo pelos grupos, explicando as grupo,
regras do mesmo. Adulto/
À medida que se vão ouvindo os sons, as crianças devem Cartões
Bingo Sonoro 30’
marcar os que estão nos seus cartões com peças. com
O grupo que conseguir completar primeiro o cartão ganha, imagens,
tendo que dizer bingo. Suporte
Nota: Se o jogo não tiver peões, pode-se substituir por de áudio
tampas de garrafas PET.

As crianças estão sentadas em roda. Uma criança fica com os


olhos vendados;
Grande
Ao sinal da educadora, uma das crianças do grupo deverá
grupo,
Quem sou eu? aproximar-se daquela que está com os olhos vendados e 10’
Adulto/
imitar o som de um animal.
Venda
A criança que está com os olhos vendados deverá reconhecer
o colega pela sua voz, dizendo o seu nome.

Grande
grupo,
O adulto distribui, a cada criança, um cartão com a imagem de um Adulto/
Levanta o
A criança deve instrumento musical (que já devem ser conhecidos pelas crianças). Instru-
cartão do
ser capaz de: O adulto toca os instrumentos escondendo-os e à medida que mentos, 20’
instrumento
Em educação auditiva

· discriminar e toca. A criança tem que levantar a imagem do instrumento tocado. imagens
que ouves
identificar sons; Uma vez que descobrem qual é o instrumento, referem o seu nome. corres-
· desenvolver ponden-
a capacidade tes
de atenção As crianças distribuem-se pelo espaço e têm de efetuar um
auditiva; movimento de acordo com o instrumento tocado (sem ver
· ouvir critica- Grande
o instrumento, apenas têm de identificar o som). Ao tocar,
mente o am- grupo,
Toca o por exemplo, as clavas têm de bater palmas, o triângulo têm
biente sonoro, Adulto/
instrumento, de imitar tocar à campainha, o tamborim têm de bater nas
músicas e sons Instru- 15’
muda o pernas, as castanholas têm de dar saltos de coelho, etc.. Todos
isolados. mentos
movimento os movimentos são efetuados em andamento, sendo que
musi-
enquanto o instrumento tocar, têm de repetir o movimento
cais
associado. Vão se acrescentando mais instrumentos à medida
que as crianças mostrarem facilidade na execução da tarefa.

Grande
Coloca-se a música “Aquarela” de Toquinho e as crianças grupo,
devem ouvi-la e representar o que a canção descreve. A Adulto/
O que ouves na música tocará enquanto as crianças desenham. De seguida, Suporte
35’
canção? em diálogo, os desenhos são mostrados em grande grupo e de áudio,
cada criança terá oportunidade de mostrar o que desenhou Mate-
tentando dizê-lo pela ordem que apareceu na música. riais de
desenho

Grande
grupo,
Adulto/
As crianças ouvem diversos sons isolados (humanizados, da
Suporte
Identificar sons natureza, humanos, etc.). Após ouvirem o som duas ou três
de áudio, 20’
isolados vezes e, com o auxílio de imagens, identificam o som que foi
Imagens
ouvido.
corres-
ponden-
tes
Atividade

5. Audição

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
5.2
Grande
Depois de ouvirem atentamente a música, as crianças grupo,
Onde está o identificam o seu tema/assunto. Por exemplo, num cânone Adulto/
A criança deve 10’
tema sempre que o tema (re)começa as crianças identificam, Suporte
ser capaz de: levantando a mão. de
· identificar o áudio
Em temas

tema/assunto
de uma música; Grande
· ouvir critica- grupo,
mente o am- Adulto/
A educadora distribui uma folha branca e lápis de cor.
biente sonoro, Suporte
Desenha o que As crianças, ao som de músicas de épocas festivas (por exemplo
músicas e sons de áudio, 15’
sentes de Natal, Santos populares, …), desenham o que lhes sugere a
isolados. folhas
canção, representando o seu tema.
brancas,
lápis de
cor
5.3
Grande
Distribuir os materiais pelas crianças que se espalham senta-
grupo,
das em volta do papel de cenário.
Adulto/
Ao som de uma música clássica (p.e. Nocturnos de Chopin de
Suporte
Maria João Pires), as crianças devem desenhar o que “ouvem”,
Desenhar a de áudio,
respeitando as texturas da música, representando-as através 20’
música Papel de
dos desenhos (cores/movimentos). Permitir que possam
cenário,
desenhar livremente, em silêncio, sem muita interferência
Material
dos adultos.
de dese-
No final refletir sobre o que registaram e o que sentiram.
nho

Inicialmente as crianças são convidadas a participar num diálogo


sobre as cores da noite, o tipo de sons que se escuta à noite, se
A criança deve o ruído é maior ou menor do que de dia, que tipo de cores que Grande
ser capaz de: caracterizam o dia e a noite. Depois deste diálogo, será notório grupo,
· identificar que existem diferenças e é mostrada uma imagem do quadro de Adulto/
as diferentes Van Gogh “A noite estrelada”. De seguida, as crianças escutam Suporte
texturas de uma atentamente a música “Noturnos de Chopin”. Aqui é pedido de áudio,
Em texturas

música; que as crianças se coloquem de olhos fechados e tentem “voar” Car-


· representar A noite e o dia para onde a música os levar. Posteriormente, será distribuída tolina 45’
graficamente uma folha de cartolina preta (cor da noite) e terão de desenhar preta,
as texturas da o local para onde voaram com o giz ou lápis branco. Para realizar Folhas
música; a atividade sobre o dia, será mostrado o quadro de Van Gogh brancas,
· ouvir, critica- “Sol nascente”. O adulto pede, de seguida, que as crianças, após Lápis de
mente, o am- escutarem, de olhos fechados, a melodia de Edvard Grieg “Ama- cor, Giz
biente sonoro, nhecer”, ilustrem numa folha branca o sonho que conseguiram branco
músicas e sons visualizar. Desta vez, a folha branca irá voar tal como as crianças,
isolados. pois o desenho deles irá transformar-se num vira-vento.

Grande
grupo,
Adulto/
Distribuir os materiais pelas crianças que se sentam na mesa.
Supor-
Ao som de uma música, (por exemplo, Dança do Sabre de Kha-
te de
chaturian) as crianças devem desenhar a “dança” a acompanhar
Mãos áudio,
a música, usando apenas o lápis de carvão. De seguida e com 20’
dançarinas Folhas
uma canção mais calma (p. e. músicas com sons da Natureza),
de papel,
devem colorir as linhas ou preencher os espaços entre as linhas
Lápis de
com cores, de que resultarão desenhos abstratos.
carvão,
Canetas
de feltro
Atividade

5. Audição

pedagógicas
Conteúdos

humanos /
Descrição
Intenções

Materiais
Recursos
Nome
5.4
A criança deve
ser capaz de:
· ouvir e identifi-
car as diferentes O adulto ouve, atentamente, com as crianças uma peça
Grande
partes da músi- musical, identificando a sua estrutura, isto é, as partes que a
Em formas

grupo,
ca, compreen- Que formas constituem.
Adulto/
dendo a sua tem esta Posteriormente, as crianças deverão ser capazes de, 15’
Suporte
estrutura; música autonomamente, perceberem e descreverem a forma
de
· ouvir critica- da música escutada. Por exemplo, identificar o tema, o
áudio
mente o am- desenvolvimento do tema, o refrão, etc..
biente sonoro,
músicas e sons
isolados.
5.5
Grande
A criança deve
grupo,
ser capaz de:
Adulto/
· identificar Inicialmente, com o grupo o adulto pesquisa diferentes géneros
Suporte
diferentes musicais.
Em géneros

Vamos de áudio,
géneros De seguida, constrói/organiza uma sequência de músicas,
descobrir Ferra-
musicais; ouvindo-a com as crianças. 45’
os géneros menta
· ouvir, Posteriormente, as crianças deverão identificar e caracterizar os
musicais de edição
criticamente, diferentes géneros da sequência. Por exemplo: jazz, eletrónica,
de áudio,
o ambiente música do mundo, rock, clássica, pop, etc..
Acesso à
sonoro, músicas
internet,
e sons isolados.
Livros
5.6
A criança deve
ser capaz de:
Após terem percebido o que são os géneros musicais, as crianças, Grande
· identificar
juntamente com o adulto, identificam estilos musicais dentro de grupo,
diferentes
Em estilos

cada género. Por exemplo: música do Mundo – indiana, fado, bossa Adulto/
géneros e Sabes o que
nova; Rock – hard rock, metal, …; entre outros. Suporte
estilos musicais; são estilos 45’
Posteriormente, pede-se às crianças que efetuem um pequeno de áudio,
- ouvir, musicais
trabalho de grupo, pesquisando juntos, fora da sessão e tragam uma Acesso à
criticamente,
pequena amostra de diferentes estilos. internet,
o ambiente
Nota: as crianças devem ser divididas em grupos por géneros. Livros
sonoro, músicas
e sons isolados.
5.7
A criança deve
ser capaz de:
· associar músi-
cas a diferentes
épocas da
Grande
história;
Com as crianças, o adulto investiga sobre características grupo,
· ouvir, critica-
de diferentes épocas, associando cada tempo à produção Adulto/
Em épocas

mente, o am-
musical da época. Suporte
biente sonoro, A música tem
Será importante que as crianças vivenciem todo o ambiente de áudio, 45’
músicas e sons idade?
cultural que rodeia essa produção musical. Por exemplo, Acesso à
isolados;
podem organizar um baile medieval, uma festa flower-power, internet,
· compreender
ou outra. Livros,
e representar
Outros
as característi-
cas de épocas
da história e
da história da
música.

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