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ESCOPO DO CURSO

• Formação da descarga atmosférica;


• Acidentes;
• Gerenciamento de risco;
• Métodos de dimensionamentos: captação, descidas,
aterramento e equipotencialização;
• Condutores e locais de aplicação;
• Distância de segurança;
• Proteção contra tensão de passo e toque;
• Medição de continuidade elétrica;
• SPDA Estrutural;
• Inspeção e laudos;
• Exercícios.

Formação da Descarga Atmosférica

1
2
3
4
5
6
7
ACIDENTES NO BRASIL

Twitter: @pararaios

8
Mansão em Campos do Jordão (SP)

Prédio Praia Grande (SP)

Casa Mineiros (GO)

9
Descarga Direta e Lateral

Tensão de passo e toque

LINHA DO TEMPO 5419

• 1950 – NB165: Documentos Belgas, 6 páginas


• 1970 – NB165: Documentos Americanos, 7 páginas
• 1977 – NBR5419: NB165:1970, 16 páginas
• 1993 – NBR5419: IEC 1024:1990, 27 páginas
• 2001 – NBR5419: IEC 61024:1998, 33 páginas
• 2005 – NBR5419: IEC 61024:1998, 42 páginas
• 2015 – NBR5419: IEC 62305:2010, 353 páginas

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NBR5419:2015

• NBR5419:2015 – 1: Princípios Gerais


• NBR5419:2015 – 2: Gerenciamento de Risco
• NBR5419:2015 – 3: Danos físicos a estruturas
e perigos à vida
• NBR5419:2015 – 4: Sistemas elétricos e
eletrônicos internos na estrutura

ESTRUTURA DA NBR5419:2015
A ameaça da descarga atmosférica NBR 5419-1

Riscos associados à descarga NBR 5419-2

Proteção contra descargas atmosféricas PDA

SPDA MPS

Medidas de proteção NBR 5419-3 NBR 5419-4

FONTE DE DANO
Ponto de impacto

Na
estrutura

Na linha
de serviço

Próximo à
estrutura

Próximo à
linha de
serviço

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DANOS

• D1: danos a vida humana;

• D2: danos materiais;

• D3: danos aos serviços (equipamentos);

PERDAS

L1: perda de vida humana (incluindo ferimentos


permanentes);
L2: perda de serviço essencial ao público;
L3: perda de patrimônio cultural;
L4: perda de valores econômicos (estrutura, conteúdo,
e perdas de atividades).

RISCOS

R1: risco de perda de vida humana (incluindo


ferimentos permanentes)
R2: risco de perda de serviço essencial ao público

R3: risco de perda de patrimônio cultural

R4: risco de perda de valores econômicos

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RELAÇÃO ENTRE RISCO, DANO E PERDA

CHOQUE INCÊNDIO DANO NO


CHOQUE INCÊNDIO DANO NO RA+RB+RC EQUIPAMENTO
EQUIPAMENTO
RU+RV+RW S1
S3

S2
S4
DANO NO 2 RM
EQUIPAMENTO R DANO NO
Z
EQUIPAMENTO

COMPOSIÇÃO DOS RISCOS


Descarga em
Descarga perto Descarga perto de
Descarga na uma linha
da uma linha conectada
Fonte de estrutura conectada
estrutura a estrutura
danos S1 a estrutura
S2 S4
S3
Componente de risco RA RB RC RM RU RV RW RZ
Risco para cada tipo
de perda
R1 * * *a *a * * *a *a
R2 * * * * * *
R3 * *
R4 *b * * * *b * * *

a Somente para estruturas com risco de explosão e para hospitais ou outras estruturas quando a falha dos
sistemas internos imediatamente possam por em perigo a vida humana.
b Somente para propriedades onde animais possam ser perdidos.

CÁLCULO DO RISCO

RX = Ny · PX · LX
R → risco associado
N → numero de eventos perigosos
P → probabilidade do dano (medida de proteção)
L → consequência da perda
x → A, B, C, U, V, W, Z ou M
y → D, L, I ou M

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NÚMERO DE EVENTOS PERIGOSOS

Ny = NG · Ay · 10-6
N → número de eventos perigosos
NG → densidade de descargas para o solo
A → área de exposição
y → D, L, I ou M

DENSIDADE DE DESCARGAS (NG)

http://www.inpe.br/webelat/ABNT_NBR5419_Ng

ÁREA DE EXPOSIÇÃO

3H
AD AI
40 m 4 000 m ADJ
H HJ
L AL LJ

WJ
W

AM
500 m
LL

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PA e PB
PA = PTA × PB

Medida de contra choque PTA Classe do SPDA PB


Nenhuma medida 1 Sem SPDA _ 1
Avisos de alerta 0,1 IV 0,2
Isolação elétrica 0,01 III 0,1
Com SPDA
Malha reticulada no solo 0,01 II 0,05
Restrições físicas 0 I 0,02
SPDA Estrutural 0,01
SPDA Estrutural e cobertura metálica 0,001

PROBABILIDADE DO DANO
PSPD = DPS coordenado
PC = PSPD × CLD CLD = Blindagem da linha externa
PU = PTU × PEB × PLD × CLD PTU = Medida contra tensão de choque
PV = PEB × PLD × CLD PEB = DPS na entrada das linhas
PLD = Resistência da blindagem
PW = PSPD × PLD × CLD
PLI = Suportabilidade do equipamento
PZ = PSPD × PLI × CLI
CLI = Blindagem e aterramento da linha
PM = PSPD × PMS PMS = Blindagem espacial

CONSEQUÊNCIA DA PERDA
n t
LA = LU = rt ∙ LT ∙ nZ ∙ Z
t 8760

n t
LB = LV = rp ∙ rf ∙ hz ∙ LF ∙ nZ ∙ Z
t 8760

n t
LC = LM = LW = LZ = LO ∙ nZ ∙ Z
t 8760
LT Se há pessoas na zona; rf Carga de incêndio;
LF Ocupação da zona; hz Risco de pânico;
LO Se há equipamentos mantendo uma vida; nz Número de pessoas na zona;
rt Resistividade do solo ou piso; nt Número total de pessoas na estrutura;
rp Sistema de combate à incêndio; tz Tempo de permanência na zona.

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GERENCIAMENTO DE RISCO

Risco de perda RT
R1 Risco de perda de vida humana ou ferimentos permanentes 10 –5
R2 Risco de perda de serviço ao público 10 –3
R3 Risco de perda de patrimônio cultural 10 –4
R4 Risco de perda de valor econômico 10–3

Se R  RT, a proteção contra a descarga atmosférica não é necessária.

Se R > RT, medidas de proteção devem ser adotadas no sentido de


reduzir R  RT para todos os riscos aos quais a estrutura está sujeita.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO
Medidas de proteção RA RB RC RM RU RV RW RZ
Resistividade do piso X X
Restrições físicas, isolamento, avisos X X
SPDA X X X X X X
DPS nas entradas das linhas X X X X
Interfaces isolantes X X X X X X
DPS nos quadros e/ou equipamentos X X X X
Blindagem externo e/ou externa X X
Blindagem de linhas do lado de fora X X X X
Blindagem de linhas do lado de dentro X X
Não criar laços / loops nas instalações X X
Equipotencialização entre equipamentos X
Sistema de combate a incêndio X X

NÍVEL E CLASSE

PDA
NÍVEL

SPDA MPS
CLASSE CLASSE

16
PDA - NÍVEIS DE PROTEÇÃO

NÍVEL 1 98%
3kA 200kA
1% 1%
NÍVEL 2 95%
5kA 150kA
3% 2%
NÍVEL 3 86%
10kA 100kA
9% 5%
NÍVEL 4 79%
16kA 100kA
16% 5%

NÍVEL E CLASSE

PDA SPDA
NÍVEL I CLASSE I
NÍVEL II CLASSE II
NÍVEL III CLASSE III
NÍVEL IV CLASSE IV

SPDA

FINALIDADE SUBSISTEMA MÉTODO


Ângulo de proteção
Captar a descarga Captação Esfera rolante
Malhas
SPDA EXTERNO
Conduzir a descarga até o solo Descida

Dispersar a descarga no solo Aterramento

SPDA INTERNO Evitar choques e incêndio Equipotencialização

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MÉTODO DA ESFERA ROLANTE
Classe de Raio da
proteção esfera (m)
I 20
II 30 R
III 45
IV 60

R R

MÉTODO DA ESFERA ROLANTE


Classe de Raio da
proteção esfera (m)
I 20
II 30
III 45 R
IV 60 R
R

R
R

Dimensionamento esfera rolante


 
2· ·

 

 
2· ·

Onde, Rc - o raio de centro


R - o raio da esfera rolante Dm - distância máxima
H - distância da ponto do captor ao solo Ri - raio de interação
A - altura da edificação Rp - raio de proteção individual

18
 
2· ·
 

 
2· ·

19
20
 
2· ·
 

 
2· ·

 
2· ·
 

 
2· ·

21
 
2· ·
 

 
2· ·

 
2· ·
 

 
2· ·

22
23
24
25
26
MÉTODO DO ÂNGULO DE PROTEÇÃO

h H

h h

H
A

MÉTODO DO ÂNGULO DE PROTEÇÃO


 (°) 80

70

60

50
Classe do
SPDA
40

30
IV
I II III
20

10

0
0 2 10 20 30 40 50 60

H ou h (m)

1 2

27
MÉTODO DO ÂNGULO DE PROTEÇÃO

h H

h h

H
A

MÉTODO DO ÂNGULO DE PROTEÇÃO


· tan ∝
 ° 80

70

60

50
Cla sse do
SPDA
40

30
IV
I II III
20

10

0
0 2 10 20 30 40 50 60

H m

∝ 

MÉTODO DO ÂNGULO DE PROTEÇÃO


· tan ∝

 ° 80

70

60

50
Cla sse do
SPDA
40

30
IV
I II III
20

10

0
0 2 10 20 30 40 50 60

H m

28
MÉTODO DO ÂNGULO DE PROTEÇÃO

Encontro acima
da cobertura
h h h
Plano de
referência (h)

H H H

Captor Captor
2

MÉTODO DAS MALHAS

b
a

Classe Largura Comprimento


“a” (m) “b” (m)
I 5 5
II 10 10
III 15 15
IV 20 20

29
ESPESSURA CAPTOR NATURAL
Classe do Espessura t Espessura t
Material
SPDA mm mm

Chumbo – 2,0

Aço 4 0,5

I a IV Titânio 4 0,5
Cobre 5 0,5
Alumínio 7 0,65
Zinco – 0,7

TELHA COMO CAPTOR NATURAL

Captor Captor

TELHA ISOLAMENTO TÉRMICO E


ACÚSTICO
Exemplo de dimensões de telha de um fabricante:

Exemplo de isolamentos de um fabricante de telha:

30
GUARDA CORPO

FIXAÇÃO DOS CONDUTORES


Na horizontal não superior à 1 metros
Na vertical não superior à 1,5 metro

FIXAÇÃO ATRAVÉS DE COLA

31
FIXAÇÃO EM TELHA CERÂMICA

FIXAÇÃO DE CAPTOR

FIXAÇÃO DE CAPTOR

32
DESCIDAS
 Independem do método usado;  Verificar distância de segurança
 Preferência para as quinas; para proximidade com tubulações
 Mínimo de duas descidas, exceto de gás, aberturas e demais
sistema isolado; instalações.
 Não são permitidas emendas nos cabos;
Espaçamento Espaçamento
Classe Médio Máximo Máximo
(m) (m)

I 10 12

II 10 12

III 15 18

IV 20 24
D
Não ultrapassar 20% do valor médio

CONEXÃO DE ENSAIO

CABO DE
DESCIDA

CONEXÃO DE
ENSAIO

ANEL DE
ATERRAMENTO

CONEXÃO DESCIDA
COM ANEL

DESCIDAS NATURAIS

33
DESCIDAS NATURAIS

ANÉIS DE CINTAMENTO

Classe D (m)
D

I 10
D
II 10

III 15
D
IV 20

ESTRUTURAS >60 METROS

h > 60 m
0,8 h

34
DISTÂNCIA DE SEGURANÇA

DESCIDA
l
l

d
>2,5 m
>2,5 m

DISTÂNCIA DE SEGURANÇA
l1

s l2

l3

l = l1 + l2 + l3

DISTÂNCIA DE SEGURANÇA
s

l
1
2

4
5
6

7 8

35
DISTÂNCIA DE SEGURANÇA

DISTÂNCIA DE SEGURANÇA
ki
S=
km
× kc × l
Onde,
ki depende do nível de proteção escolhido para o SPDA;
kc depende da corrente de descarga pelos condutores de descida;
km depende do material isolante;
l é o comprimento do ponto onde a distância de segurança deve
ser considerada até a equipotencialização mais próxima.

DISTÂNCIA DE SEGURANÇA

ki
S=
km
× kc × l

Classe Ki Material Km Nº descidas kc


I 0,08 Ar 1 1 1
2 0,66
II 0,06 Concreto, tijolos 0,5
3 ou mais 0,44
III e IV 0,04 Método Simplificado

36
Abordagem completa - Kc

c
h

1 c
kc   0,1  0,2  3
2n h

CENTELHAMENTO PARA A ARMADURA


DE AÇO

CONDUTORES CAPTOR E DESCIDA


Seção mínima
Material Configuração Comentários
mm2
Fita maciça 35 Espessura 1,75 mm
Arredondado maciço 35 Diâmetro 6 mm
Cobre
Encordoado 35 Diâmetro de cada fio 2,5 mm

Arredondado maciço (1m) 200 Diâmetro 16 mm

Fita maciça 70 Espessura 3 mm


Arredondado maciço 70 Diâmetro 9,5 mm
Alumínio
Encordoado 70 Diâmetro de cada fio 3,5 mm

Arredondado maciço (1m) 200 Diâmetro 16 mm


Arredondado maciço 50 Diâmetro 8 mm
Aço cobreado IACS 30%
Encordoado 50 Diâmetro de cada fio 3 mm

Arredondado maciço 50 Diâmetro 8 mm


Alumínio cobreado IACS 64%
Encordoado 70 Diâmetro de cada fio 3,6 mm

37
CONTINUAÇÃO...

Material Configuração Seção mínima Comentários


mm2
Fita maciça 50 Espessura mínima 2,5 mm
Aço galvanizado a Arredondado maciço 50 Diâmetro 8 mm
quente Encordoado 50 Diâmetro de cada fio 1,7 mm
Arredondado maciço 200 Diâmetro 16 mm
Fita maciça 50 Espessura 2 mm
Arredondado maciço 50 Diâmetro 8 mm
Aço inoxidável
Encordoado 70 Diâmetro de cada fio 1,7 mm
Arredondado maciço 200 Diâmetro 16 mm

Tolerância de 5% para espessuras, comprimento e diâmetro, exceto para o diâmetro dos fios
das cordoalhas que é 2%.

ATERRAMENTO
Única configuração - Anel enterrado a no mínimo 50 cm de
profundidade e afastado em aproximadamente de 1 metro das
paredes.
Critérios:
- O anel deve ser continuo.
- No mínimo 80% enterrado.
- Pode ser interno se impossível
externamente.

ANEL DE
ATERRAMENTO

COMPRIMENTO MÍNIMO
100
l1 (m)

90

80 Classe I

70

60

50
Classe II
40

30

20

10
Classe III-IV
0

0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000


 (·m)

38
RAIO MÉDIO

A1 re

COMPENSAÇÃO
100
l1 (m)

90

80 Classe I

70

60

50
Classe II
40

30

20

10
Classe III-IV
0

0 500 1 000 1 500 2 000 2 500 3 000


 (·m)

(l1 – re)
lr = l1 – re lv =

ROMPIMENTO DE PISOS

39
ROMPIMENTO DE PISOS

ROMPIMENTO DE PISOS

CONEXÕES NO ATERRAMENTO

Não necessita caixa Não necessita caixa


de inspeção no solo de inspeção no solo

40
CONDUTORES NO ATERRAMENTO

Dimensões mínimas
Eletrodo
Material Configuração Eletrodo Comentários
cravado
não cravado
(Diâmetro)

Encordoado ‒ 50 mm2 Diâmetro de cada fio


cordoalha 3 mm

Arredondado Diâmetro 8 mm
maciço ‒ 50 mm2

Cobre Espessura 2 mm
Fita maciça ‒ 50 mm2

Arredondado 15 mm ‒
maciço
Tubo 20 mm ‒ Espessura da parede 2 mm

CONTINUAÇÃO...
Dimensões mínimas

Eletrodo
Material Configuração Eletrodo Comentários
cravado
não cravado
(Diâmetro)

Arredondado maciço 16 mm Diâmetro 10 mm ‒

Aço galvanizado à Tubo 25 mm ‒ Espessura da parede 2 mm


quente
Fita maciça ‒ 90 mm2 Espessura 3 mm
Encordoado ‒ 70 mm2 ‒

Arredondado Maciço Diâmetro de cada fio da


Aço cobreado 30% 12,7 mm 70 mm2 cordoalha 3,45 mm
Encordoado

Arredondado maciço Diâmetro 10 mm


Aço inoxidável 15 mm Espessura mínima 2 mm
Fita maciça 100 mm2

Tolerância de 5% para espessuras, comprimento e diâmetro, exceto para o diâmetro dos fios
das cordoalhas que é 2%.

SPDA INTERNO
Pode ocorrer centelhamentos perigosos entre o SPDA
externo e outros componentes, como:
• as instalações metálicas;
• os sistemas internos;
• as partes condutivas externas e linhas conectadas à
estrutura.

O centelhamento perigoso entre diferentes partes pode


ser evitado por meio de:
• ligações equipotenciais, ou
• isolação elétrica entre as partes.

41
EQUIPOTENCIALIZAÇÃO
Os meios de interligação podem ser:
• direto: condutores de ligação, onde
a continuidade elétrica não seja
garantida pelas ligações naturais;
• indireto: dispositivos de proteção
contra surtos (DPS), onde a conexão
direta através de condutores de
ligação não possa ser realizada;
• indireto: centelhadores, onde a
conexão direta através de
condutores ligação não seja
permitida.

B.E.P - BARRAMENTO DE
EQUIPOTENCIALIZAÇÃO PRINCIPAL

BEL – BARRAMENTO DE
EQUIPOTENCIALIZAÇÃO LOCAL

42
BEL – BARRAMENTO DE
EQUIPOTENCIALIZAÇÃO LOCAL

20
BEL

20
BEL

20

BEP

CONDUTORES EQUIPOTENCIALIZAÇÃO
Seção mínima de condutores para alta corrente
Área da seção reta
Classe do SPDA Modo de instalação Material
mm²
Cobre 16
Não enterrado Alumínio 25
Aço galvanizado a fogo 50
I a IV
Cobre 50
Enterrado Alumínio Não aplicável
Aço galvanizado a fogo 80

Seção mínima de condutores para baixa corrente


Área da seção reta
Classe do SPDA Material
mm2
Cobre 6

I a IV Alumínio 16
Aço galvanizado a 22
fogo

PROTEÇÃO TENSÃO DE TOQUE E PASSO

Os riscos são toleráveis para uma das condições:


a) A aproximação, ou a duração da presença
fora da estrutura e próximo à descida, for
pequena;
b) Mínimo de 10 descidas naturais contínuas
(aço das armaduras, pilares de aço etc.);
c) Resistividade do piso (3m da descida) for
≥100kΩ.m (5cm de asfalto, ou 15 cm de
cascalho, ou 20 cm de brita).

43
PROTEÇÃO TENSÃO DE TOQUE
Se as medidas não forem possíveis:
• Isolação das descidas com material com
isolação de 100 kV à 1,2/50 µs (camada
de 3mm de polietileno reticulado);

• Restrições físicas (barreiras) ou


sinalização.

PROTEÇÃO TENSÃO DE PASSO

Se as medidas a, b ou c não forem possíveis:


• Barreira ou sinalização (3m da descida);
• Aterramento reticulado no entorno da
descida.

MATERIAS E CONDIÇÕES DE APLICAÇÃO


Utilização Corrosão
Podem ser
Material No concreto No concreto destruídos
Ao ar livre Na terra ou reboco armado Resistência Aumentado por por
acoplamento
galvânico
Compostos
Maciço Maciço Maciço sulfurados

Cobre Encordoado Encordoado Encordoado Não permitido Bom em muitos


ambientes
Materiais
orgânicos –
Como Como Como
cobertura cobertura cobertura Altos conteúdos
de cloretos
Aço Maciço Maciço Maciço Maciço Aceitável no ar,
galvanizado em concreto e Altos conteúdos Cobre
a quente Encordoado Encordoado Encordoado Encordoado em solos de cloretos
salubres
Aço Maciço Maciço Maciço Maciço Bom em muitos Altos conteúdos
inoxidável ambientes de cloretos –
Encordoado Encordoado Encordoado Encordoado
Aço Maciço Maciço Maciço
revestido Não permitido Bom em muitos
ambientes
Compostos
sulfurados –
por cobre Encordoado Encordoado Encordoado
Bom em
atmosferas
Maciço Não Não contendo Soluções
Alumínio permitido permitido Não permitido baixas alcalinas Cobre
Encordoado concentrações
de sulfurados e
cloretos

44
UTILIZAÇÃO DAS ARMADURAS DE AÇO

ESTRUTURA EXISTENTE:
– MEDIÇÃO DE CONTINUIDADE ELÉTRICA

ESTRUTURA NOVA:
– PREPARAR AS ARMADURAS DE AÇO PARA QUE
TENHA CONTINUIDADE ELÉTRICA

MEDIÇÃO DE CONTINUIDADE DAS


ARMADURAS DE AÇO

ELEMENTO ADICIONAL

45
FUNDAÇÃO

EMENDAS

ENCONTRO DE LAJE COM PILAR

46
AMARRAÇÕES

ATERRINSERT

ATERRINSET

47
DERIVAÇÕES DO ATERRINSERT

DERIVAÇÕES DO ATERRINSERT

DOCUMENTAÇÃO DO SPDA

• Análise de risco e medidas de proteção;


• Projetos;
• Resistividade do solo (exceto estrutural);
• Registro dos ensaios e inspeções periódicas.

48
OBJETIVO DAS INSPEÇÕES

• Verificar conformidade dos projetos e


documentos;
• Verificar se a instalação está conforme aos
projetos adequados;
• Verificar se os componentes do SPDA estão
livres de corrosão, firmes e robustos;
• Ampliações, instalações, estruturas metálicas
instaladas após a instalação do SPDA;

QUANDO INSPECIONAR?

• Durante a construção da estrutura,


• Após a instalação do SPDA, no momento da
emissão do documento “as built”,
• Após alterações ou reparos, ou quando a
estrutura foi atingida por uma descarga
atmosférica;
• Inspeções periódicas;

PERIODICIDADE

• Inspeção visual semestral;


• Periodicamente, realizada por profissional
habilitado e capacitado, nos intervalos:
– 1 ano, para munição ou explosivos, ou locais de
corrosão atmosférica severa (regiões litorâneas,
ambientes industriais com atmosfera agressiva
etc.), ou fornecedoras de serviços essenciais
(energia, água, telecomunicações etc.);
– 3 anos, para as demais estruturas.

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ENSAIOS NAS INSPEÇÕES

• Verificação da continuidade elétrica da


armadura de aço em caso de SPDA estrutural;
• Verificação da continuidade elétrica das
descidas e equipotencializações;
• Verificação da continuidade elétrica dos
eletrodos de aterramento.

HASTE DE ATERRAMENTO

VERIFICAÇÃO DA SEÇÃO DOS


CONDUTORES

50
CORROSÃO GALVÂNICA

Evitar principalmente: Ligas de cobre:

Cobre com Alumínio Cobre + Zinco = Latão


Cobre com Aço Cobre + Estanho = Bronze

ALTERNATIVA PARA A CORROÇÃO


GALVÂNICA

EXERCÍCIO

• Prédio residencial;
• Nível 2;
• ρ=950·m
• Sistema convencional, não estrutural;

51
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