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1. A evolução da auditoria de gestão, não se pode afirmar que as actividades que hoje são vistas
como próprias desta auditoria sejam novas. Um dos objectivos desta auditoria estão na
modalidade de resultados de examinar a efectividade da actuação do auditado, principalmente
quando a auditoria se concentra em programas e projectos nas entidades públicas e privadas.
Faça uma abordagem sobre a importância e abrangência da Auditoria de gestão em relação aos
controlos internos implantados pelas organizações.

R: A auditoria de gestão é o exame de planos, programas, projectos e operações ou melhor


actividades de uma organização ou entidade, normalmente viradas para o sector público, com a
finalidade de medir e informar sobre o grau de cumprimento dos objectivos previstos, a
utilização dos recursos públicos segundo critérios de economicidade, eficiência e eficácia e ao
cumprimento das normas jurídicas, técnicas e outras aplicáveis em cada caso.

As auditorias de gestão evidenciam a conformidade da gestão na sua actuação nas entidades


tendo em conta os aspectos de economicidade, eficiência, eficácia, legalidade e tecnicidade.

No entanto, tratando se de auditoria de gestão, virada para o Sector Público, virada para a
detecção e perseguição de fraudes ou desvios, mediante a comprovação da legalidade, o que faz
com que os objectivos desta tornem se mais ambiciosos na verificação da utilização dos recursos
públicos materiais, financeiros e patrimoniais, sobretudo na análise das actividades de gestão
pública em geral, de modo a comprovar o grau de sua eficiência e eficácia mediante técnicas de
auditoria operacional.

O controlo tem uma perspectiva dinâmica na organização, valorizadora, permitindo-lhe manter o


domínio enquanto que a auditoria de gestão avalia esse grau de domínio atingido.

A organização forma um todo sistema, organização, função, operações, activos e passivos, que
deverá estar sob controlo interno e potencialmente sujeitos a auditoria. A actividade de auditoria
de gestão deve auxiliar a organização a manter controlo efectivos através da avaliação da sua
eficácia e eficiência e promover a melhor contínua. (PINHEIRO, 2014:43)

A auditoria de gestão tem como objectivo primordial avaliar e rever o desempenho da


organização, identificando as respectivas recomendações numa óptica de triplo: Economia,
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Eficácia e Eficiência – maximizar os benefícios com o mínimo de recursos aplicados, no


desenvolvimento da actividade/negócio, com observância das leis e regulamentos.

2. O controlo e a avaliação dos resultados da actuação por parte do auditado, é uma das mais
importantes actividades de gestão, pois deles depende a consistência do processo de tomada
de decisões gerenciais e estratégicas. Por essa razão, os sistemas de controlo e avaliação
devem basear-se em padrões de desempenho preciso e bem definidos que reflictam
adequadamente os propósitos e objectivos da actuação do auditado. Faça uma breve
abordagem.

R: A actuação da auditoria de gestão implica resultados e designa-se de auditoria de resultados


(examina a efectividade da actuação do auditado quando a auditoria se concentra em programas e
projectos governamentais)

O controlo consiste no monitoramento de processos, com o objectivo de verificar a conformidade


dos padrões estabelecidos e de detectar situações de alarme que requeiram uma acção avaliativa
detelhada e profunda.

Dentro das organizações as decisões são tomadas quase a todo o momento, e as informações
geradas pela auditoria de gestão tornam-se necessárias, fidedignas, relevantes e tempestivas, para
que os resultados elaborados pelos gestores sejam alcançados, visto que a informação é hoje uma
ferramenta essencial para o processo de tomada de decisão das organizações. (cf. Gil, 1999:21)

A auditoria de gestão promove novos padrões e técnicas de excelência empresarial na utilização


de seus métodos de avaliação. Esse processo ocorre na parte do planeamento, execução e
controle que estão voltados para a mensuração dos resultados da administração, proporcionando
aos gestores recomendações que colaboram para tomada de decisão.

Dessa forma, o controlo deve ser elaborado de acordo com as necessidades da empresa que está
sendo auditada, buscando o auditor através dos conhecimentos específicos, tomar as devidas
medidas para os procedimentos e testes que serão aplicados, como essencial para as providencias
indispensáveis para os controlos da entidade (ibid)

3. Os indicadores são importantes instrumentos da gestão em todas as áreas dentro de uma


organização. Por outro lado, as normas de qualidade também relevantes pois um sistema de
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qualidade consiste num subsistema da gestão concebido para fornecer a máxima confiança de
que a qualidade desejada seja alcançada ao mínimo custo. Faça uma abordagem da
necessidade da actuação da auditoria de qualidade, e indica qual a necessidade da adequada
gestão de programa de auditoria.

R: os indicadores alem de serem fundamentais para medição dos resultados, são excelentes
veículos de comunicação, pois permitem que uma organização comunique suas metas e
resultados a toda a equipe, demonstrando de forma directa e objectiva o quão eficiente um
processo está e como tem sido seu desempenho ao longo de um período definido.

E por outro lado temos a auditoria de qualidade, que é uma avaliação planeada, programada e
executada por indivíduos independentes da área auditada, a fim de verificar a eficácia do sistema
de qualidade implantado, através da constatação de evidências objectivas e da identificação de
não conformidade, servindo como mecanismo e aperfeiçoamento do sistema de qualidade

Uma empresa portadora do certificado ISO 9000 evidencia aos seus clientes e ao mercado, que
está qualificada conforme requisitos de reconhecimento internacional, praticando e mantendo
critérios da qualidade adequados ao seu negócio, com foco na satisfação de seus clientes e na
melhoria contínua de seus processos. Essa norma, ISO 9000, apresentada vários benefícios,
como: definição da responsabilidade; maior competitividade no mercado; padronização de
processos; maior produtividade; redução dos custos; acções preventiva e correctivas; maior
credibilidade junto aos clientes e fornecedores; satisfação de clientes internos e externos etc.
(MORAIS & MARTINS, 2013:66)

Para a gestão de programa de auditoria é necessário a nomeação de alguém com autoridade de


direcção para assumir responsabilidade global pelo sistema da qualidade, e deve também
executar outros deveres, mas deve ter a autoridade suficiente dentro da empresa para garantir que
o sistema da qualidade está a funcionar adequadamente. Para assegurar que todo o sistema da
qualidade seja abrangido, deve seguir-se um procedimento ou ordem de trabalhos normalizados.
(SÁ,2007:44)

Segundo ALMEIDA (2012:44) de qualquer forma, os benefícios da utilização de indicadores


para avaliar a gestão pública superam as limitações apresentadas. Apesar das dificuldades, os
produtos ou outputs devem ser medidos e confrontados: a) com outros de similares
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características; b) com eles mesmo no transcorrer do tempo; c) com os outputs esperados; d) com
outputs preestabelecidos como padrões de referência. Ë preciso, também, confrontar estes
outputs com o custo, qualidade, benefício, inputs utilizados, etc., relacionados ao serviço. Esta
informação servirá de banco de dados no desenho dos indicadores adequados para avaliar a
gestão em qualquer perspectiva (eficiência, eficácia, economia, etc)

4. Os procedimentos adoptados em uma auditoria de gestão assemelham se com os


praticados em auditorias tradicionais, por essa razão devem ser destacados em razão da
sua importância dentro desta auditoria. Genericamente, qualquer auditoria (de gestão,
financeira, de conformidade, de legalidade etc) caracteriza-se pela realização de
verificações e análises, objectivas e sistemáticas, das operações de um determinado ente,
cujos resultados são posteriormente consubstanciados em um relatório. Faça uma
abordagem profunda.

R: os procedimentos das auditorias tradicionais constituem exames e investigações, incluindo


testes de observância e teste substantivos, que permitem ao auditor de gestão obtenha subsídios
suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendar à administração da entidade.

Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os controlos internos


estabelecidos pela administração estão em efectivo funcionamento, inclusive quanto ao seu
cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. Na sua aplicação devem ser
considerados os seguintes procedimentos: confrontar o realizado com o planeamento;
procedimentos comuns das outras auditoras quanto ao grau de efectividade e eficiência dos
processos administrativos; conferencia de cálculos; Inspecção física; Exames de documentos
originais; montar cenários futuros (estimular inovações e tecnologia); Entrevistas. Etc (PINHO,
2007:37)

O relatório é o documento pelo qual a auditoria apresenta o resultado dos seus


trabalhos, devendo ser redigidos com objectividade e imparcialidade, de forma a
expressar, claramente, sua conclusões, recomendações e providências aa serem tomadas
pela administração da entidade. (ibid)
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A auditoria deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial na hipótese de constatar


impropriedades ou irregularidade que necessitem providências imediatas da administração da
entidade, e que não possam aguardar o final dos exames.

A Auditoria de Gestão pode orientar a realizar uma avaliação da economia e eficiência das
entidades auditadas ou a avaliar a eficácia e efetividade dos programas específicos de governo;
ou seja, o objeto da Auditoria de Gestão pode ser uma instituição pública ou um programa em
particular.

5. O conceito de accountability como uma obrigação e responsabilidade de prestar contas,


aliado ao desempenho das organizações é o resultado obtido dos principais indicadores
de avaliação dos processos, produtos e programas bem como o desempenho dos gestores
que permitem avaliar e compara-lo em relação aos objectivos traçados, as metas, padrões,
referenciais pertinentes entre outros. Comente

R: A auditoria surgiu como função independente de avaliação, criação dentro da organização


para examinar e avaliar as actividades, da qual se propõe que esta deva auxiliar os membros da
administração a cumprirem eficazmente suas responsabilidades, através do fornecimento de
analises, avaliações, recomendações, assessoria e informações relativas às actividades.
(CASTRO,2007:24)

a utilização eficiente e a prestação de contas dos recursos colocados à disposição dos gestores,
precisam passar pela transparência da informação, pela justificação de seu uso e finalidade para
que, caso os recursos não sejam usados conforme fora planeado, tais gestores devem ser punidos.

Para que as prestações de contas dos recursos da instituição sejam aprovadas torna-se necessário
que os gestores utilizem de forma eficiente, transparente e adequada os recursos colocados a sua
disposição. Nesse sentido, o accountability é preconizado como um instrumento de gestão eficaz,
pois atua com um eficiente sistema de controlo, obrigado que o exercício dos gestores seja
transparente e que os actos praticados sejam devidamente justificados, sujeitando o gestor à
ameaça de sofrer sanções (SCHLEDER, 1999 apud MOTA, 2006)

A acção de prestação de contas é o acto do conhecimento, de procedimento especial de jurisdição


contenciosa, em que se busca a realização do direito de exigir ou de prestar contas a alguém.
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A accountability é, portanto, a associação de todos os meios de controlo, aliadas a necessidade


da transparência da administração, como utilização de instrumentos de divulgação acessíveis e
de fácil compreensão pela sociedade.

Referências bibliográficas

 GIL, António de Loureiro. Auditoria Operacional e de Gestão. 4ª edição. São paulo,


Atlas, 1999
 ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 3ª edição.
São paulo, Atlas. 1996
 CASTRO, R.P.A. Sistema de controlo interno: uma perspectiva do modelo de gestão
pública gerencial. Belo Horizonte: Fórum, 2007
 SÁ, António Lopes, Curso de Auditoria, 9a edição, São Paulo: atlas, 2000
 PINHEIRO, Joaquim Leite, Auditoria Interna (manual práctico para auditoria interna),
3a edição, setembro de 2014
 PINHO, Ruth Carvalho de Santana, Fundamentos de Auditoria, São Paulo, editora atlas
S.A, 2007
 ATTE, William, Auditoria (conceitos e aplicações), 6a edição, São Paulo, 2011
 MOTTA, João Maurício, AuditoriaI: Princípios e Técnicas, 5a edição, São Paulo: editora
atlas S.A, 2006
 MORAIS, Georgina & MARTINS, Isabel, Auditoria Interna (função e processo), 4a
edição, 2013

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