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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

PROJETO DE CLIMATIZAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA


EM NATAL/RN

VICTOR GIOVANNI AVELINO ARAÚJO


NATAL- RN, 2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

PROJETO DE CLIMATIZAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA


EM NATAL/RN

VICTOR GIOVANNI AVELINO ARAÚJO

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de Engenharia
Mecânica da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte como parte dos requisitos
para a obtenção do título de Engenheiro
Mecânico, orientado pelo Prof. Dr. Kleiber
Lima de Bessa.

NATAL – RN
2018
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

PROJETO DE CLIMATIZAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA


EM NATAL/RN

VICTOR GIOVANNI AVELINO ARAÚJO

Banca Examinadora do Trabalho de Conclusão de Curso

Prof. Kleiber Lima de Bessa, Dr. Eng. ____________________________


Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Orientador

Prof. Gabriel Ivan Medina Tapia, Dr. Eng. ____________________________


Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Avaliador Interno

Eng. Willyam Brito de Almeida Santos ____________________________


Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Avaliador Externo

Natal - RN, 18 de agosto de 2018.


Araújo, Victor A. Projeto de climatização de uma residência em Natal/RN. 2018.
57 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Mecânica) -
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal-RN, 2018.

RESUMO

Numa época onde a sustentabilidade é uma questão de grande importância,


um dos grandes desafios da humanidade trata-se da diminuição do consumo de
energia elétrica, sendo a climatização por condicionadores de ar em residências um
dos pontos mais críticos. Entendendo, ainda, que o conforto térmico hoje é um
valioso aliado para a realização das mais diversas atividades humanas, faz-se
necessário o planejamento e execução de projetos eficientes para que se possa
fazer uma escolha dos equipamentos corretos para cada demanda. Neste contexto,
o objetivo principal deste trabalho é, portanto, a elaboração de um projeto de
climatização residencial. Com esta finalidade, foi realizado um cálculo da carga
térmica que leva em consideração a iluminação, quantidade de pessoas,
equipamentos, infiltração, insolação, condução e renovação do ar, bem como as
normas técnicas da ABNT NBR 16401. Por fim, diante dos resultados obtidos, foi
realizado um projeto de climatização com capacidade térmica que atende a
necessidade de 30.000 BTU/h calculada, individualizado para cada um dos cinco
ambientes da residência. Dos equipamentos escolhidos, quatro ambientes tiveram
como melhor opção o modelo janela, com capacidade térmica de 7.500 BTU/h. Para
o outro ambiente, o modelo Split inverter com capacidade térmica de 9.000 BTU/h
foi escolhido.

Palavras-chave: Climatização, Projeto, Conforto térmico

i
Araújo, Victor A. Climatization project of a residence in Natal/RN. 2018. 57 p.
Graduation Project (Graduate in Mechanical Engineering) - Federal University of Rio
Grande do Norte, Natal-RN, 2018.

ABSTRACT

In an age where sustainability is a matter of great importance, one of the


great challenges of humankind is the reduce electrical energy consumption, being
air conditioning in residencies one of the most critical points. Knowing, also, that
thermal comfort is a valuable ally for the accomplishment of the most diverse human
activities, it is necessary the planning and execution of efficient projects so that one
can make a choice of the correct equipment for each demand. In this context, the
main objective of this project is the elaboration of a residential air conditioning
project. For this purpose, a calculation of the thermal load was carried out, taking
into consideration the ilumination, quantity of people, equipment, infiltration,
insolation, conduction and air renewal, as well as the technical standards of ABNT
NBR 16401. Finally, obtained, an air conditioning project was carried out with thermal
capacity that meets the need of 30,000 BTU / h calculated, individualized for each of
the five environments of the residence. Of the chosen equipment, four environments
had the window model as the best option, with a thermal capacity of 7,500 BTU / h.
For the other environment, the Split inverter model with thermal capacity of 9,000
BTU / h was chosen.

Keywords: Climatization, Project, thermal comfort


ii
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 3.1 - Residência da qual foi feito o projeto de climatização ............................. 9


Figura 3.2 – Explicação da Vazão eficaz. ................................................................. 20
Figura 4.1 – Planta baixa da Suíte 01....................................................................... 25
Figura 4.2 – Janela “J1” ............................................................................................ 30
Figura 4.3 – Planta baixa da Suíte 02....................................................................... 42
Figura 4.4 – Planta baixa da Suíte 03....................................................................... 44
Figura 4.5 – Planta baixa da Cozinha ....................................................................... 47
Figura 4.6 – Planta baixa do Escritório ..................................................................... 49
Figura 4.7 – Ar Condicionado De Janela Springer Midea 7.500 BTU/h. ................... 51
Figura 4.8 – Ar Condicionado Split Springer Midea Inverter 9.000 BTU/h. ............... 51

iii
LISTA DE TABELAS

Tabela 3.1 – Dados da cidade Natal/RN. .................................................................. 10


Tabela 3.2 – Dados de área e potência instalada de cada ambiente estudado. ........11
Tabela 3.3 – Tipo, nível de iluminação e potência dissipada por local. ..................... 12
Tabela 3.4 – Dados de número de pessoas, nível de atividade e horário estudado. 13
Tabela 3.5 – Potência média de eletrodomésticos.................................................... 13
Tabela 3.6 – Infiltração por frestas de portas e janelas. ............................................ 14
Tabela 3.7 – Infiltração por frestas de portas e janelas............................................. 15
Tabela 3.8 – Valores de insolação em kcal/h para uma latitude de 10º sul............... 15
Tabela 3.9 – Coeficiente de sombreamento para diferentes configurações de vidros e
persianas. ................................................................................................................. 16
Tabela 3.10 – Coeficiente de sombreamento para diferentes tipos de cores de parede.
.................................................................................................................................. 17
Tabela 3.11 – Correção das diferenças de temperaturas equivalentes. ................... 18
Tabela 3.12 – Diferença equivalente de temperatura para orientação sombra......... 19
Tabela 3.13 – Diferença equivalente de temperatura para as diferentes orientações.20
Tabela 3.14 – Tabela de cálculo de Renovação de Ar. ............................................. 21
Tabela 3.15 – Eficiência de distribuição de ar nas zonas de ventilação. .................. 22
Tabela 3.16 – Eficiência da ventilação nas zonas..................................................... 23
Tabela 4.1 – Resumo das cargas térmicas sensíveis para a Suíte 01...................... 38
Tabela 4.2 – Tabela de cálculo de Renovação de Ar. ............................................... 40
Tabela 4.3 – Resumo total das cargas térmicas para a Suíte 01 .............................. 41
Tabela 4.4 – Resumo total das cargas térmicas para a Suíte 02 .............................. 43
Tabela 4.5 – Resumo total das cargas térmicas para a Suíte 03. ............................. 45
Tabela 4.6 – Resumo total das cargas térmicas para a Cozinha .............................. 48
Tabela 4.7 – Resumo total das cargas térmicas para o Escritório ............................ 50
Tabela 4.8 – Total de cargas e vazão mínima necessária em cada ambiente da casa a
ser refrigerado. ......................................................................................................... 50

iv
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


ASHRAE American Society of Heating, Refrigerating, and Air-Conditioning
Engineers
EUA Estados Unidos da América
HVAC Heating, Ventilation, and Air Conditioning
NBR Norma Brasileira Regulamentadora
UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte
TR Tonelada de refrigeração

v
LISTA DE SÍMBOLOS

a Constante de correção de temperatura -


A Área 𝑚2
b Coeficiente de cor da parede -
C Capacidade calorífica 𝑊⁄

CS Coeficiente de sombreamento -
Ez Eficiência de distribuição de ar por zona -
Npessoas Número de pessoas -
𝑄̇ Taxa de calor W
𝑄̇ equipamentos Taxa de calor emitido por equipamento W
𝑄̇ insolação Taxa de calor de insolação W
𝑄̇ sensível Taxa de calor sensível W
𝑄̇ latente Taxa de calor latente W
𝑄̇ condução Taxa de calor de condução W
Rm Insolação máxima teórica 𝑐𝑎𝑙⁄
ℎ𝑚2
Rs Insolação máxima do mês 𝑘𝑐𝑎𝑙⁄
ℎ𝑚2
T Temperatura ℃
Tinsuflada Temperatura insuflada ℃
Tfora Temperatura externa ℃
Tdentro Temperatura interna ℃
TBS Temperatura de bulbo seco ℃
TBU Temperatura de bulbo úmido ℃
U Coeficiente global de transferência de calor 𝑐𝑎𝑙⁄
ℎ𝑚2 ℃
V Vazão 𝑚3⁄
𝑠
Vef Vazão volumétrica eficaz 𝑚3⁄
𝑠
Vz Vazão de ar exterior a ser suprida na zona de ventilação 𝑚3⁄
𝑠
Zae Parcela de carga térmica referente à renovação de ar -
ΔT Variação de temperatura ℃
vi
𝑘𝑔𝑣
ωdentro Umidade Absoluta interna ⁄𝑘𝑔
𝑎𝑟

𝑘𝑔𝑣
ωfora Umidade Absoluta externa ⁄𝑘𝑔
𝑎𝑟

𝑘𝑔⁄
ρ Massa específica 𝑚3

vii
SUMÁRIO

RESUMO...................................................................................................................... i
ABSTRACT ................................................................................................................. ii
LISTA DE ILUSTRAÇÕES.......................................................................................... iii
LISTA DE TABELAS ................................................................................................... iv
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ....................................................................... v
LISTA DE SÍMBOLOS ................................................................................................ vi
SUMÁRIO................................................................................................................. viii
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 1
1.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 3
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................. 3
2 REFERENCIAL TEÓRICO ....................................................................................... 4
2.1 HISTÓRIA DO AR CONDICIONADO ................................................................. 4
2.2 CLIMATIZAÇÃO DE AMBIENTES ..................................................................... 6
2.3 CONFORTO TÉRMICO ..................................................................................... 7
3 METODOLOGIA ....................................................................................................... 9
3.1 DADOS E CONSIDERAÇÕES INICIAIS ......................................................... 10
3.2 CARGA DE ILUMINAÇÃO ............................................................................... 10
3.3 CARGA DEVIDO PESSOAS ........................................................................... 12
3.4 CARGA DEVIDO AOS EQUIPAMENTOS ........................................................ 13
3.5 CARGA DEVIDO INFILTRAÇÃO ..................................................................... 14
3.6 CARGA DEVIDO À INSOLAÇÃO .................................................................... 15
3.7 CARGA DEVIDO À CONDUÇÃO PELAS PAREDES E TETO ........................ 16
3.8 CÁLCULO DA VAZÃO DA MÁQUINA .............................................................. 20
3.9 CARGA DEVIDO RENOVAÇÃO DE AR .......................................................... 21
4 RESULTADOS........................................................................................................ 26
4.1 SUÍTE 01 ......................................................................................................... 26
4.1.1 CÁLCULO DA CARGA DE ILUMINAÇÃO .................................................... 27
4.1.2 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO ÀS PESSOAS ........................................... 28
4.1.3 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO AOS EQUIPAMENTOS ............................. 28

viii
4.1.4 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO INFILTRAÇÃO........................................... 28
4.1.4.1 FRESTAS DE PORTAS .......................................................................... 28

4.1.4.2 FRESTAS DE JANELA .......................................................................... 29

4.1.4.3 INFILTRAÇÃO POR PORTAS SOMADO A JANELA ............................. 31

4.1.4.4 ABRIR E FECHAR DE PORTAS ............................................................ 32

4.1.5 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO À INSOLAÇÃO .......................................... 32


4.1.5.1 INSOLAÇÃO NA FACE SUL .................................................................. 32

4.1.6 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO À CONDUÇÃO .......................................... 33


4.1.6.1 CONDUÇÃO NA FACE OESTE(tijolo)....................................................... 33

4.1.6.2 CONDUÇÃO NA FACE SUL(tijolo) ............................................................ 34

4.1.6.3 CONDUÇÃO NA FACE SUL(janela) .......................................................... 35

4.1.6.4 CONDUÇÃO NA FACE LESTE(Parede) ..................................................... 35

4.1.6.5 CONDUÇÃO NA FACE SUDESTE(Parede) ............................................... 36

4.1.6.6 CONDUÇÃO NAS FACES NORTE(tijolo) e NOROESTE(tijolo) ................... 37

4.1.6.7 CONDUÇÃO NO TETO.......................................................................... 37

4.1.7 RESUMO DAS CARGAS TÉRMICAS DE CALOR SENSÍVEL LOCAL ........ 38


4.1.8 CÁLCULO DA VAZÃO DA MÁQUINA ........................................................... 38
4.1.9 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO RENOVAÇÃO DE AR ................................ 39
4.1.10 RESUMO GERAL DAS CARGAS TÉRMICAS ........................................... 42
4.2 SUÍTE 02 ......................................................................................................... 43
4.3 SUÍTE 03 ......................................................................................................... 45
4.4 COZINHA......................................................................................................... 47
4.5 ESCRITÓRIO .................................................................................................. 49
4.6 CONSIDERAÇÕES ......................................................................................... 51
CONCLUSÃO............................................................................................................ 54
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 55
ANEXOS ................................................................................................................... 58

ix
1

1 INTRODUÇÃO

A industrialização teve início no século XVIII, sendo um processo originário da


primeira revolução industrial, caracterizando-se por originar novas definições
referentes à organização do trabalho. As diretrizes desta nova forma de produção são
utilizadas há mais de 250 anos e, com o decurso do tempo, passaram a destacar a
preocupação com a sustentabilidade, pautando os impasses alusivos à redução da
disponibilidade dos recursos naturais. Nesta realidade, uma preocupação destacável,
na sociedade atual, são os desafios referentes à utilização otimizada e racional dos
recursos energéticos.
O desenvolvimento histórico é marcado pela utilização de fontes de energia e
por alguns fatores relevantes, como o emprego do vapor e da energia dos ventos nas
idades Antiga e Média, a utilização dos combustíveis fósseis e a eletricidade, na Idade
Moderna, assim como o emprego das usinas nucleares, eólicas, da biomassa e dos
biocombustíveis. Dentre tais fontes, a eletricidade é uma forma de uso final elementar
e indispensável, sendo usada nos âmbitos industrial, comercial, residencial, entre
outros, constituindo-se como um formato energético de manipulação simples e fácil
aproveitamento.
Desta forma, a matriz energética trata-se do balanço detalhado da geração e
do consumo da energia elétrica de determinado país. No Brasil, a predominância da
energia elétrica é originária das usinas hidrelétricas, seguida por gás natural e
biomassa. No início dos anos de 2010, ocorreu a diminuição da geração hidráulica e,
naturalmente, a intensificação da geração eólica, dos derivados de petróleo, do carvão,
entre outros. Dessa maneira, tal redução ocorre devido à gradual diminuição dos
índices pluviométricos, implicando no aumento da geração das usinas térmicas para
compensar a diminuição da disponibilidade das usinas hidrelétricas.
O Brasil apresenta elevado potencial hidrelétrico. Entretanto, segundo Morales
(2015), há estimativas de que em 2020, a disponibilização de energia seja inferior a
demanda, considerando-se que 80% do potencial hidrelétrico já será utilizado e 20%
apresentação restrições de natureza ambiental. Nesta realidade, tem-se que um dos
impeditivos à geração da energia elétrica, proveniente das hidrelétricas, é que as

1
2

referidas usinas eram tidas como de reduzido impacto ambiental, ao passo que nos
dias atuais, é sabido que as áreas destinadas ao seu funcionamento ocasionam danos
sociais e ambientais, bem como alterações climáticas nas microrregiões, danos às
comunidades, alterações no fluxo migratório de peixes, liberação de gás metano e
desapropriação de áreas produtivas.
A ampliação do consumo e o potencial hidráulico com pouca previsão de
desenvolvimento proporciona a busca por maneiras diversas de suprir a demanda por
eletricidade, de modo que as usinas térmicas consistem em alternativas de curto prazo,
utilizando-se de combustíveis fósseis. Há, ainda, a opção das energias renováveis,
sendo essas, entretanto, a longo prazo.
A climatização de um ambiente tem o importante papel de proporcionar mais
conforto aos frequentadores de um ambiente, sejam casas, indústrias, escritórios,
hospitais, escolas, entre outros. Para garantir a qualidade do ar em ambientes
fechados é necessário controlar a temperatura, a umidade, e a renovação do ar.
Contudo, a climatização não é apenas acerca do controle da temperatura. A forma
como é feita a climatização pode variar em cada ambiente e exige um projeto
específico para atender cada demanda.
Segundo Morales (2015), 20% do consumo de energia elétrica comercial é
devido à necessidade de ar condicionado, ao passo que, no campo residencial,
enfatizado nesta pesquisa, o percentual é de 33%, bem como ambos os segmentos
manifestam 10% do consumo de energia elétrica do Brasil, sendo a refrigeração o
ponto crítico, devido ao elevado consumo do compressor.
Alguns esforços vêm sendo empreendidos, com vistas a reduzir o consumo dos
condicionadores de ar, como o caso de a tecnologia inverter e dos sistemas de volume
de refrigerante variável, apresentando economia de aproximadamente 40% de
energia (MORALES, 2015). Os sistemas de condicionadores de ar apresentam-se
como impasses no que diz respeito à diminuição do consumo de energia elétrica, de
forma que as alternativas capazes de reduzir o consumo são de grande relevância
social, econômica e ambiental, corroborando com o intuito desta pesquisa, que é a
materialização de um projeto para climatização residencial.

2
3

Isto posto, entende-se como um grande desafio a diminuição do consumo de


energia elétrica e entrarmos em um movimento que caminhe para este objetivo é
indispensável. Além disso, faz-se necessário escolher equipamentos adequados para
cada ambiente. Desta forma, é relevante para que este objetivo seja alcançado, o
planejamento e a execução de projetos eficientes do ponto de vista energético.
Diante do exposto, esta pesquisa tem o objetivo de desenvolver um projeto de
climatização para um imóvel residencial, realizando um estudo de caso de natureza
exploratória, descritiva e qualitativa. O estudo exploratório, de acordo com Yin (2015),
almeja ao desenvolvimento de hipóteses referentes à inquirições adicionais, de forma
que, considerando a abordagem da pesquisa exploratória a um estudo inédito, busca-
se aprimorar o entendimento e a compreensão a seu respeito.

1.1 OBJETIVO GERAL

Desenvolver um projeto de climatização para um imóvel residencial, através do


estudo dos cálculos da carga térmica, levando em consideração fatores como:
iluminação, quantidade de pessoas, equipamentos, infiltração, condução e renovação
de ar.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Coletar informações acerca da configuração de cada ambiente da residência em


relação a: projeto arquitetônico, materiais utilizados nas portas, janelas, paredes e
pisos, localização geográfica da residência e tipo de ocupação, tendo em vista as
normas ABNT NBR 16401: 2008, bem como condições internas e externas de cada
ambiente;
1. Realizar cálculos da carga térmica, da renovação e da vazão de ar, levando em
consideração as informações coletadas;
2. Definir os equipamentos mais indicados a serem utilizados no projeto, conforme
os resultados obtidos através dos cálculos de carga térmica, renovação e vazão
de ar, bem como as necessidades de cada ambiente analisado.

3
4

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 HISTÓRIA DO AR CONDICIONADO

Em 1902, o engenheiro norte-americano Willis H. Carrier inventou um processo


mecânico para condicionar o ar, a fim de resolver o problema de uma empresa de
impressão de Nova Iorque. Ele teorizou que, através do resfriamento do ar por dutos
artificialmente resfriados, poderia retirar a umidade do local. Tal mecanismo de
controle de temperatura e umidade foi o primeiro exemplo de condicionador de ar
através de um processo mecânico (CORREA, 1998).

Foi somente com Stuart Cramer, em 1906, que surgiu o termo “ar
condicionado”. Ele criou o seu próprio aparelho visando descobrir formas de adicionar
umidade ao ar em sua fábrica de tecidos. Carrier acabou por adotar também o termo
e incorporou-o ao nome da sua empresa. Os inventores, inicialmente, não perceberam
o potencial daquele aparelho e, dessa forma, a invenção demorou a se popularizar.
Foi somente em 1914 que foi feita a primeira aplicação residencial do ar condicionado.
Também neste ano, Carrier instalou o primeiro condicionador de ar hospitalar, no
Allegheny General Hospital de Pittsburgh.

Em 1922, o aparelho tornou-se fundamental para o crescimento da indústria


cinematográfica já que, no verão, havia uma redução considerável do público dos
cinemas, o que levava ao fechamento de várias salas. No ano de 1923, uma loja de
departamento em Detroit, nos EUA, instalou três condicionadores de ar. Isso atraiu
multidões de consumidores. Também nesse período, o ar condicionado começou a
ser instalado em locais públicos.

O cinema Tivoli, em Nova Iorque, ganhou em 1924 um ar condicionado, o que


o tornou famoso. As pessoas frequentavam o cinema mais para aproveitar o clima do
que para ver os filmes. Ainda nesse período, os aparelhos de ar condicionados
também chegaram aos escritórios. A Câmara dos Deputados dos EUA e o Senado
americano foram climatizados em 1928 e 1929, respectivamente.

4
5

No final da década, a Carrier já vendia um modelo caseiro. Contudo, a Grande


Depressão, período de recessão econômica, foi prejudicial para a empresa. Em 1930,
foram instalados aparelhos de ar condicionado em escritórios executivos da Casa
Branca. Ainda neste ano, os vagões da ferrovia B&O foram os primeiros veículos de
passageiros a contarem com condicionadores de ar.

Nessa época, Carrier desenvolveu um sistema que possibilitou a utilização de


ar condicionados em arranha céus. A distribuição do ar em alta velocidade através de
dutos “Weathermaster”, criada em 1939, economizava mais espaço do que os
sistemas utilizados na época. Também em 1939, os sistemas HVAC apareceram nos
automóveis. Mesmo diante da evolução no setor, a crise na economia e a Segunda
Guerra Mundial levaram à queda nas vendas do aparelho. E, somente depois desses
conflitos, foi que o ar condicionado doméstico passou a ser adotado em massa.
Teatros, bares e escritórios começaram a ser planejados como ambientes fechados.

Segundo Correa (1998), a primeira produção em série de unidades centrais de


ar condicionado para residências foi feita pela Carrier, em 1952, após a retomada do
crescimento do setor. Todo o estoque foi vendido em apenas duas semanas, o que
tornou mais comum o uso desse aparelho nas residências.

Em 1957, o primeiro compressor rotativo foi introduzido, diminuindo o tamanho do


aparelho e deixando-o mais leve e silencioso. Na década seguinte, o mercado iniciou
uma expansão que vai até os dias de hoje. E, devido ao boom na época anterior, o
custo dos aparelhos também foi ficando mais acessível. Ainda com uma estrutura
simples, os modelos de ar condicionado janela começaram a surgir no mercado.

Em 1977, novas bombas de calor começam a atuar com temperaturas


exteriores mais baixas, possibilitando a climatização no ciclo reverso. Dessa vez, os
favorecidos foram os automóveis. A partir da década de 1980, os sistemas de ar
condicionado automotivo tornaram-se mais acessíveis, de fácil instalação, o que tirou
o aparelho da lista de itens de luxo.

Na década de 1990, as ações sustentáveis começam a ganhar força. A partir


do Protocolo de Montreal (que determina a redução de substâncias nocivas à camada

5
6

de ozônio), assinado em 1987, o Freon, comumente utilizado nos ar condicionados


até então, passa a ser proibido em vários países.

A evolução constante das tecnologias permitiu o desenvolvimento dos modelos


Split, que conquistou seu espaço principalmente nas residências. Segundo dados da
Abrava, no ano de 2013, sessenta por cento (60%) dos aparelhos residenciais no
Brasil eram do modelo janela e quarenta por cento (40%) do modelo Split. Já em 2013,
o modelo Split estava presente em setenta e dois por cento (72%) das residências e
empreendimentos.

É possível perceber que a inovação nas tecnologias tem trazido muitos avanços
em relação aos modelos dos aparelhos de ar condicionado. A busca por equipamentos
cada vez mais potentes e econômicos indicam um futuro que visa eficiência e baixo
custo.

2.2 CLIMATIZAÇÃO DE AMBIENTES

Nos dias atuais, há condicionadores de características diversas, sendo sua


aplicação moldável às especificações das condições, de forma que a seleção do
aparelho ideal é vinculada a verificação de determinadas variáveis, como a demanda
térmica e o seu controle, os parâmetros da qualidade do ar, os limites da edificação e
o custo disponível, dentre outros fatores (ASHRAE, 2013).
Os sistemas de condicionadores de ar e de ventilação apresentam objetivos
diversos, tais quais ventilação especial, qualidade do ar no ambiente interno e conforto
térmico, de modo que a predominância dos equipamentos comuns é empregada para
conformo térmico, usando-se largamente os sistemas self-contained, split e chiller.
Tais sistemas evoluíram fortemente nas últimas décadas através da aplicação de
novos compressores, acionamentos aperfeiçoados, otimização da eficiência e
recuperação de calor, destacando-se que, nas circunstâncias críticas de carga térmica,
o consumo energético intensifica-se, de forma que as mínimas alterações no consumo
implicam em notável economia (CARRIER, 2014).
O desenvolvimento de sistemas geotérmicos economiza até 50% da energia
elétrica residencial, de forma que sua comparação com outros sistemas demonstra a

6
7

redução dos índices de emissão de dióxido de carbono, sendo notável a vantagem


dos sistemas geotérmicos diante dos sistemas tradicionais, no que concerne ao
consumo de energia elétrica. Todavia, devido a tratar-se de um sistema associado às
condições climáticas e geológicas da região, sua implementação demanda de estudos
avaliativos de sua viabilidade. No Brasil, é pouco sabido a respeito da performance e
da viabilidade (SILVA; BRESCANSIN, 2015).

2.3 CONFORTO TÉRMICO

A energia interna do ser humano é originária das transformações do alimento,


por vias do metabolismo, ocorrendo o consumo da energia nas funções fisiológicas
indispensáveis para a sobrevivência, de forma que a energia residual se transforma
em calor. O ser humano é homeotérmico, de forma que o sistema termorregulador
visa a manutenção do corpo na temperatura ideal de aproximadamente 37° C.
A intensificação do valor demanda de imediato controle, almejando-se redução
do desconforto térmico, de maneira que, no âmbito da física, a otimização da
sensação de conformo térmico se dá no momento no qual o teor de calor obtido é
equivalente ao calor cedido para o ambiente, não havendo esforços do sistema
termorregulador (RUAS, 2003).
O conforto térmico é associado a diversos fatores, os quais determinam
interferências nas funções do sistema termorregulador: são as variáveis pessoas e
ambientais. As primeiras consistem nos índices de metabolismo e no isolamento
térmico proporcionado pelas roupas. As segundas classificam-se em gerais e locais,
sendo aquelas a temperatura radiante, umidade, velocidade relativa do ar e
temperatura, ao passo que as variáveis ambientais locais são referentes ao
desconforto localizado, como a assimetria da temperatura radiante, a diferença
vertical da temperatura do ar e do piso e as correntes de ar. A associação satisfatória
das referidas variáveis, em determinado ambiente, proporcionam situação de conforto
e bem-estar, devido ao conforto de natureza térmica (PRADO; CARMO, 2003).

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8

2.4 CALOR E TEMPERATURA

Podemos definir como temperatura uma medida estatística do nível de agitação


entre moléculas, em relação ao deslocamento da energia cinética de um átomo ou
molécula (Schneider, 2000). Compreende-se como calor a energia térmica que
transita entre corpos, devido a diferença de temperatura entre eles. Chamamos o calor
fornecido a um corpo e que provoca apenas variação de temperatura de calor sensível
ou calor específico, o qual é avaliado da seguinte forma: cal/g. ºC. Essa relação
informa a quantidade de calor que um grama de substância necessita receber ou
ceder para que nela aconteça a variação de um grau de temperatura.
Já se houver mudança de estado físico quando uma unidade de massa de uma
substância perder ou receber energia térmica, sem que haja mudança de temperatura,
o calor será chamado de latente. O calor latente pode ser positivo ou negativo. Caso
seja indicado que o material está recebendo calor, será positivo. E negativo quando
estiver perdendo calor. De acordo com o Sistema Internacional de Unidades, a
unidade de calor latente é o joule por quilograma (J/kg). Contudo, na prática, a caloria
por grama (cal/g) é mais comumente utilizada (PIVA, MOSCATI, GAN, 2008).
Acerca do conceito das temperaturas de bulbo seco e bulbo úmido, segundo
Cortinovis, G. F e Song, T. W. (2014), a temperatura de bulbo seco (TBS) é a própria
temperatura do ar. A medição é feita utilizando um termômetro com o bulbo seco.
Enquanto que a temperatura de bulbo úmido (TBU) é medida com o bulbo do
termômetro envolvido por uma gaze umidificada com água. Devido ao fato de que
parte da água presente na gaze, quando exposta a uma corrente de ar não saturado,
evapora, fazendo com que a temperatura abaixe, a temperatura de bulbo úmido é
menor ou igual à temperatura de bulbo seco.

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3 METODOLOGIA

Para elaboração do projeto de climatização a residência foi dividida em cinco


ambientes: Suíte 01, Suíte 02, Suíte 03, Escritório e Cozinha. Nos tópicos abaixo estão
detalhadas as equações utilizadas no memorial de cálculo para a Suíte 01 e para os
demais ambientes é exposta uma abordagem resumida dos resultados encontrados
uma vez que o procedimento de cálculo é uma repetição do memorial descrito para a
Suíte 01.

Figura 3.1 - Residência da qual foi feito o projeto de climatização

Fonte: AUTOR, 2018

9
10

3.1 DADOS E CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O mês considerado para efeito de cálculo foi o mês de fevereiro, como visto na
Tabela 3.1, e segundo a norma ABNT NBR 16401-1:2008. As condições externas de
temperatura de bulbo seco (TBS) é de 32 °C, e temperatura de bulbo úmido (TBUc)
de 25,3 °C. A frequência anual de 1%. Com condições internas de TBS sendo 24 °C
e umidade relativa (ø) de 50%, conforme norma ISO 7730 (2005) para conforto térmico.
A residência é localizada na cidade de Natal-RN, aproximadamente 10° de latitude sul
(para efeitos de cálculos 10° graus de latitude sul).

Tabela 3.1 – Dados da cidade Natal/RN.

Latitude Longitude Altitude Pr. Atm Período


Natal – Rio Grande do
35,25 100,70
Norte 5,92 Sul 52 m 1983/2001
Oeste kPa
Mês Resfriamento e
Freq. Baixa umidade
Quente desumidificação
Anual
TBS TBUc TBU TBSc TPO ω TBSc
Fevereiro
0,4% 32,2 25,3 26,7 29,7 26,1 21,6 28,1
ΔTmd 1% 32,0 25,3 26,3 29,6 25,6 20,9 27,8
7,0 2% 31,6 25,1 26,1 29,5 25,1 20,4 27,5
Fonte: NBR 6401-1, 2008

3.2 CARGA DE ILUMINAÇÃO

Para o cálculo da carga de iluminação nos ambientes estudados foram


utilizados três métodos diferentes. O primeiro foi a análise de potência instalada, o
segundo foi através da norma NBR 16401-1 (Tabela 3.2) e o terceiro foi através da
norma NBR 5410 para instalações elétricas de baixa tensão.
A Tabela 3.2 contém a área, assim como a potência instalada, em cada
ambiente da residência. E através da leitura desses valores da tabela obtemos o
resultado pelo primeiro método.
Para o segundo método são necessárias a área (Tabela 3.2) e a potência
dissipada (Tabela 3.3), com esses valores basta realizar uma multiplicação para obter

10
11

o valor de potência (e multiplicar o resultado por um fator de 1,2 para considerar os


reatores, conforme norma NBR 5410).
O terceiro método utiliza a norma NBR 5410, a qual divide a área do ambiente
em unidades menores, e soma os valores de potência de cada unidade. Desse modo,
para os primeiros 6 m2 atribui-se o valor de 100 W e para cada 4 m2 adicionais inteiros
atribui-se o valor de 60 W (assumindo uma residência com nível de iluminação de 150
Lux, como mostrado na Tabela 3.3).
Realizado os cálculos pelos três diferentes métodos, é feita uma comparação,
e o valor mais crítico é escolhido, dessa maneira o resultado escolhido é o mais
conservador. Para todos os ambientes, o resultado mais conservador foi obtido pelo
terceiro método.

Tabela 3.2 – Dados de área e potência instalada de cada ambiente estudado.

Área e Potência de cada ambiente estudado


Área [m2] Potência instalada [W]
Suíte 01 15,5 180
Suíte 02 14 180
Suíte 03 19,9 240
Cozinha 18,35 120
Escritório 10,16 120
Fonte: AUTOR, 2018

11
12

Tabela 3.3 – Tipo, nível de iluminação e potência dissipada por local.

Nível de
Potência
Local Tipos de iluminação iluminação
dissipada W/m2
[Lux]
Escritórios e bancos Fluorescente 500 16
Fluorescente 17
Lojas Fluorescente compacta 750 23
Vapor metálico 28
Fluorescente compacta 150 9
Residências
Incandescente 30
Fluorescente 1000 21
Supermercados
Vapor metálico 30
Armazéns Fluorescente 100 2
climatizados Vapor metálico 3
Fluorescente compacta 50 6
Cinemas e teatros
Vapor metálico 4
Fluorescente 200 5
Museus
Fluorescente compacta 11
Fonte: NBR 6401-1, 2008

3.3 CARGA DEVIDO PESSOAS

A Tabela 3.4 fornece os seguintes dados: Número de pessoas, nível de


atividade que as mesmas estão exercendo (por ambiente), calor sensível devido a
atividade, calor latente devido a atividade, e o horário crítico. Esses dados são
colhidos diretamente com o cliente, após uma reunião. Como a norma tem uma
quantidade limitada de diferentes tipos de atividades, foi escolhido o nível o qual mais
se aproximaria do previsto. Para a cozinha, foi escolhido o nível “Atividade moderada
em trabalhos de escritório”, e para os demais ambientes, “Sentado no Teatro”.
Portanto os calores sensível e latente devido a quantidade de pessoas podem ser
calculados, respectivamente, pelas equações (3.1) e (3.2).

12
13

Tabela 3.4 – Dados de número de pessoas, nível de atividade e horário estudado.

Pessoas, nível de atividade e horário por ambiente estudado


Número de Calor sensível Calor latente
Nível de Atividade Horário
pessoas [W] [W]
Suíte 01 4 Sentada no Teatro 65 30 7:00
Suíte 02 3 Sentada no Teatro 65 30 10:00
Suíte 03 2 Sentada no Teatro 65 30 7:00
Atividade moderada em
Cozinha 5 75 55 12:00
trabalhos de escritório
Escritório 2 Sentada no Teatro 65 30 14:00
Fonte: AUTOR, 2018

𝑄̇ sensível = 𝑄̇ sensível_tabelado * Npessoas (3.1)


𝑄̇ latente = 𝑄̇ latente_tabelado * Npessoas (3.2)

3.4 CARGA DEVIDO AOS EQUIPAMENTOS

Com base na Tabela 3.5, o cálculo da carga total devido aos equipamentos é
feito a partir da soma das potências dos equipamentos.

Tabela 3.5 – Potência média de eletrodomésticos.

Equipamento Potência [W]

Aparelho de som pequeno 20


Computador/impressora/estabilizador 180
Lâmpada fluorescente compacta 11/15/23
Lâmpada incandescente 40/60/100
TV em cores - 14" 60
TV em cores - 18" 70
TV em cores - 20" 90
TV em cores - 29" 110
Fonte: AES ELETROPAULO, 2017

13
14

3.5 CARGA DEVIDO INFILTRAÇÃO

Paras os cálculos da Carga devido infiltração por frestas e abrir e fechar de


portas foi necessário o uso da norma NBR 6401 do ano de 1980, pois ao atualizarem
a norma para a versão do ano de 2008 essa parte foi completamente retirada.
Conforme visto nas Tabelas 3.6 e 3.7 abaixo, a vazão por frestas é calculada
pela multiplicação do comprimento de fresta pelo fator tabelado, correspondente ao
tipo de fresta. E a vazão devido a entrada e saída de pessoas do ambiente funciona
de maneira similar, sendo a multiplicação do fator tabelado com a quantidade de
pessoas no ambiente. Assim como visto nas Equações (3.3) e (3.4).

Vazãofrestas = Fator_Tabela_3.5 * Metro_de_fresta (3.3)


Vazãoportas = Fator_Tabela_3.6 * Npessoas (3.4)

A partir da Vazão calculada, podemos calcular o total de carga sensível e latente


através das Equações (3.5), (3.6), (3.7) e (3.8):

𝑄̇ sensível (infiltração frestas) = 0,29 * Vazãofrestas * (Tfora – Tdentro) (3.5)


𝑄̇ latente (infiltração frestas) = 0,71 * Vazão frestas * (ωfora – ωdentro) (3.6)

𝑄̇ sensível (infiltração portas) = 0,29 * Vazãoportas * (Tfora – Tdentro) (3.7)


𝑄̇ latente (infiltração portas) = 0,71 * Vazãoportas * (ωfora – ωdentro) (3.8)

Tabela 3.6 – Infiltração por frestas de portas e janelas.

m3/h por metro de


Tipo de abertura Observação
fresta
Janelas
comum 3.0
basculante 3.0
guilhotina com caixilho de madeira mal ajustada 6.5
bem ajustada 2.0
guilhotina com caixilho metálico sem vedação 4.5
com vedação 1.8
Portas mal ajustada 13.0
bem ajustada 6.5

14
15

Fonte: NBR 6401, 1980

Tabela 3.7 – Infiltração por frestas de portas e janelas

m3/h por pessoa


Local Porta giratória Porta de vai e vem
(1,80 m) (0,90 m)
Bancos 11 14
Barbearias 2 9
Drogarias e Farmácias 10 12
Escritórios de corretagem 9 9
Escritórios privados - 4
Escritórios em geral - 7
Lojas em geral 12 14
Restaurantes 3 4
Lanchonetes 7 9
Fonte: NBR 6401, 1980

3.6 CARGA DEVIDO À INSOLAÇÃO

Segundo Pita (1998), a carga de insolação pode ser obtida pela multiplicação
da área da parede, pela a insolação (como visto na Tabela 3.8), pelo o coeficiente de
sombreamento, (como visto na Tabela 3.9). Com isso chegamos na Equação 3.9.

𝑄̇ insolação = A * I * C (3.9)

Tabela 3.8 – Valores de insolação em kcal/h para uma latitude de 10º sul.

10º Latitude sul Hora Solar


Orientação 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
S 2 40 43 40 40 38 38 38 40 40 43 40 2
SE 46 306 352 301 217 92 38 38 38 35 29 19 2
E 67 374 442 404 282 124 38 38 38 35 29 19 2
NE 48 214 254 230 162 73 38 38 38 35 29 19 2
N 2 19 29 35 38 38 38 38 38 32 254 19 2
NO 2 19 29 35 38 38 38 73 162 230 442 214 48
O 2 19 29 35 38 38 38 124 284 404 352 374 67
SO 2 19 29 35 38 38 38 92 217 301 284 306 46
Horizontal 5 103 284 452 577 656 678 656 577 452 284 103 5

15
16

Fonte: CARRIER, 1990

Tabela 3.9 – Coeficiente de sombreamento para diferentes configurações de vidros e persianas.

Fonte: CARRIER, 1990

3.7 CARGA DEVIDO À CONDUÇÃO PELAS PAREDES E TETO

Os valores do coeficiente global de transmissão de calor usados nos cálculos


foram retirados das tabelas de Gerner. Como as paredes da residência são de
alvenaria de tijolos de barro comum (e = 15 cm, 100 Kg/m²), e argamassa nos dois lados,
o valor do coeficiente usado foi Utijolo = 2,18781 kcal/h.m².°C. Há algumas janelas com
vidro simples (e = 3 cm), nas quais o valor do coeficiente adotado foi Uvidro = 5,58189
kcal/h.m².°C. E, por fim, há elementos de madeira maciça (e = 4 cm) nos quais foi
considerado Umadeira = 2,24623 kcal/h.m².°C.
A carga devido à condução pelas paredes de teto pode ser obtida pela
multiplicação da área da parede/teto multiplicada pelo coeficiente global de

16
17

transmissão de calor multiplicado pela diferença de temperatura dos dois ambientes.


Assim como mostrado pela Equação 3.10.

𝑄̇ condução-parede/teto = Aparede/teto * Umaterial * ΔTe (3.10)

No entanto, se a parede/teto estudado estiver sob a influência do sol, se faz


necessária a substituição da forma de calcular o último termo da Equação 3.10, desse
modo a variação de temperatura é calculada a partir da Equação 3.11.

ΔTe = a + ΔTes + b * (RS/RM) * (ΔTem – ΔTes) (3.11)

Onde:
“a” Retirado da Tabela 3.11, são necessários os valores de variação da
temperatura exterior em um período de 24 horas e diferença da temperatura às 15
horas para mês considerado e temperatura interna.
“ΔTes” Retirado da Tabela 3.12 são necessários os valores de peso por trecho
de muro, horário. A orientação vai ser o lado de sombra.
“b” Retirado diretamente da Tabela 3.10.
“RS” Retirado da Tabela de insolação, são necessários os valores de latitude,
orientação (norte, nordeste, sul e etc), mês e horário.
“RM” Retirado da Tabela de insolação, como estamos no hemisfério sul,
devemos entrar com os valores de latitude 40°, mês de janeiro e retirar o maior valor
da tabela, variando apenas a orientação.
“ΔTem” Retirado de Tabela 3.13 são necessários os valores de peso por trecho
de muro, horário e orientação.

Tabela 3.10 – Coeficiente de sombreamento para diferentes tipos de cores de parede.

Cor b
Clara 0,55
Média 0,78
Escura 1,00
Fonte: CARRIER, 1990
17
18

Tabela 3.11 – Correção das diferenças de temperaturas equivalentes.

Fonte: CARRIER, 1990

18
19

Tabela 3.12 – Diferença equivalente de temperatura para orientação sombra.

Fonte: CARRIER, 1990

19
20

Tabela 3.13 – Diferença equivalente de temperatura para as diferentes orientações.

Fonte: CARRIER, 1990

3.8 CÁLCULO DA VAZÃO DA MÁQUINA

Com base na norma NBR 16401, através da carga térmica de calor sensível
local, podemos calcular a vazão mínima necessária para a máquina a ser utilizada.
Para isso, usamos a Equação 3.12 para obter o resultado em m3/h e em seguida

20
21

convertemos o valor para L/s para facilitar a etapa seguinte, que seria a Carga devido
a renovação de ar.

Vazãomáquina = 𝑄̇ sensível, local / [0,29 * (Tdesejada – Tinsuflada)] (3.12)

3.9 CARGA DEVIDO RENOVAÇÃO DE AR

Baseando-se na norma NBR 16401, a qual contém informações sobre a


qualidade do ar interior por meio de renovação através do ar exterior e filtragem do ar
insuflado. A renovação reduz a concentração de poluentes gasosos, biológicos e
químicos no ambiente.
A Figura 3.2, mostra trecho da norma no qual descreve o significado da Vazão
eficaz, também mostra a equação utilizada no cálculo, assim como explica o
significado de cada termo.
A norma engloba três níveis de vazão de ar exterior para ventilação, quanto
maior o nível mais conservador será o cálculo, no entanto também será maior o custo,
por isso deve ser considerado o nível de acordo com o ambiente e acordo com o
cliente.

Figura 3.2 – Explicação da Vazão eficaz.

Fonte: NBR 6401, 2008

21
22

Conforme evidenciado na Tabela 3.14, os valores de Fp e Fa para os três níveis


de vazão de ar exterior foram retirados de uma de aproximação de um apartamento
de hóspedes com o de uma residência, tendo em vista que a norma não abrange um
ambiente de residência.
A Tabela 3.15 mostra os diferentes valores de eficiência de distribuição de ar
nas zonas de ventilação, de acordo com o tipo de configuração. Foi considerada a
distribuição do tipo Insuflação de ar frio pelo forro, portanto: Ez = 1,0.
Em seguida encontra-se o valor da vazão eficaz dividido pela eficiência,
conforme Equação 3.13.

Vz = Vef / Ez (3.13)

Tabela 3.14 – Tabela de cálculo de Renovação de Ar.

Nível 1 Nível 2 Nível 3


Local D F p Fp Fp Fp Fp Fp
pessoas/100 L/s L/s L/s L/s L/s L/s
m2 pess. m2 pess. m2 pess. m2
Edifícios públicos
Local de culto 120 2.5 0.3 3.5 0.4 3.8 0.5
Legislativo - plenário 50 2.5 0.3 3.5 0.4 3.8 0.5
Teatro, cinema, auditório - lobby 150 2.5 0.3 3.5 0.4 3.8 0.5
Teatro, cinema, auditório e platéia 150 2.5 0.3 3.5 0.4 3.8 0.5
Teatro, cinema, auditório - palco 70 5 0.3 6.3 0.4 7.5 0.5
Tribunal - Sala de audiências 70 2.5 0.3 3.5 0.4 3.8 0.5
Esportes
Boliche - área do público 40 5 0.6 6.3 0.8 7.5 0.9
Ginásio coberto (área do público) 150 3.8 0.3 4.8 0.4 5.7 0.5
Fitness Center - aeróbico 40 10 0.3 12.5 0.4 15 0.5
Fitness Center - aparelhos 10 5 0.6 6.3 0.8 7.5 0.9
Estabelecimento de ensino
Sala de aula 35 5 0.6 6.3 0.8 7.5 0.9
Laboratório de informática 25 5 0.6 6.3 0.8 7.5 0.9
Laboratório de ciências 25 5 0.9 6.3 1.1 7.5 1.4
Hotéis
Apartamentos de hóspedes 5.5 6.9 10.3
Lobby, sala de estar 30 3.8 0.3 4.8 0.4 5.7 0.5
Sala de convenções 120 2.5 0.3 3.1 0.4 3.8 0.5
Dormitório coletivo 20 2.5 0.3 3.1 0.4 3.8 0.5
Restaurantes, bares, diversão

22
23

Restaurante - salão de refeições 70 3.8 0.9 4.8 1.1 5.7 1.4


Bar, salão de coquetel 100 3.8 0.9 4.8 1.1 5.7 1.4
Cafeteria, lanchonete, refeitório 100 3.8 0.9 4.8 1.1 5.7 1.4
Fonte: NBR 6401, 2008

Tabela 3.15 – Eficiência de distribuição de ar nas zonas de ventilação.

Configuração da distribuição de ar Ez
Insuflação de ar frio pelo forro 1.0
Insuflação de ar quente pelo forro e retorno pelo piso 1.0
Insuflação de ar quente pelo forro a menos de 8ºC ou mais acima
0.8
da temperatura do espaço e retorno pelo forro
Insuflação de ar quente pelo forro a menos de 8ºC ou mais acima
da temperatura do espaço pelo forro, desde que o jato de ar
1.0
insuflado alcance uma distância de 1,4m do piso à velocidade de
0,8 m/s

Insuflação de ar frio pelo piso e retorno pelo forro, desde que o jato
de ar insuflado alcance uma distância de 1,4m ou mais do piso à 1.0
velocidade de 0,8 m/s
Insuflação de ar frio pelo piso, com fluxo de deslocamento a baixa 1.2
velocidade e estratificação térmica, e retorno pelo forro
Insuflação de ar quente pelo piso e retorno pelo piso 1.0
Insuflação de ar quente pelo piso e retorno pelo forro 0.7
Ar de reposição suprido do lado oposto à exaustão ou ao retorno 0.8
Ar de reposição suprido à proximidade da exaustão ou do retorno 0.5
Fonte: NBR 6401, 2008

Dividindo o valor Vz encontrado anteriormente pela vazão da máquina,


calculada no item 3.8, encontra-se o valor de Zae.

Zae = Vz / Vazãomáquina (3.14)

Com esses valores calculados, podemos fazer uso da Tabela 3.16 para retirada
do valor de Ev e posteriormente podemos preencher a tabela de renovação.

23
24

Tabela 3.16 – Eficiência da ventilação nas zonas.

Zae máx. Ev
≤ 0,15 1.0
≤ 0,25 0.9
≤ 0,35 0.8
≤ 0,45 0.7
≤ 0,55 0.6
Fonte: NBR 6401, 2008
Caso a vazão calculada para cada um dos três diferentes níveis não supere o
valor adotado pela Portaria 3523 do Ministério da Saúde de 7,5 L/s para cada pessoa
no ambiente, é necessário a realização de um novo cálculo para renovação, assim
como previsto na Equação 3.15.

Vazãorenovação = 7,5 L/s * Npessoas (3.15)

Convertendo de “L/s” para “m³/h”:

Vazãorenovação = L/s * [(1m³ / 1.000 L) *(3.600s/1h)] = 3,6 / 1L/s

E independente se foi utilizado a vazão calculada para um dos níveis ou a vazão


calculada a partir da Portaria 3523, deve-se continuar com os cálculos a seguir, para
obtenção da vazão efetiva de renovação.

A correção pela normatização da densidade do ar é calculada a partir da


Equação 3.16.

Vazãorenovação normatizada = Vazãorenovação * (ρar,padrão / ρar local) (3.16)

O cálculo da vazão efetiva de renovação é feito a partar da Equação 3.17.

VazãoEfetiva de Renovação = Vazãorenovação normatizada – Vazãoinfiltração (3.17)

24
25

A partir do valor encontrado, caso ele seja positivo, faz-se necessário o cálculo
de uma tomada de renovação, e segundo a norma NBR 16401, a velocidade
recomendada para tomada de ar do ambiente exterior é de 2,5 m/s.

Áreatomada_renovação = VazãoEfetiva de Renovação / Velocidade (3.18)

Nesse caso, o valor encontrado estará em metros quadrados e deverá ser a


dimensão de área a ser disponibilizada no local para a entrada de ar para renovação.

25
26

4 RESULTADOS

Para elaboração do projeto de climatização dividimos a residência em cinco


ambientes: Suíte 01, Suíte 02, Suíte 03, Escritório e Cozinha. Nos tópicos abaixo estão
detalhados o memorial de cálculo para a Suíte 01 e para os demais ambientes é
exposta uma abordagem resumida dos resultados encontrados uma vez que o
procedimento de cálculo é uma repetição do memorial descrito para a Suíte 01.

4.1 SUÍTE 01

A Figura 4.1 mostra a planta baixa desse ambiente.

Figura 4.1 – Planta baixa da Suíte 01.

Fonte: AUTOR, 2018

26
27

4.1.1 CÁLCULO DA CARGA DE ILUMINAÇÃO

Através da planta baixa é possível retirar o valor da área da Suíte 01.

Área da Suíte 01 → A = 15,50 m²

Conforme analisado, há três lâmpadas com 60 W cada, resultando em uma


potência instalada de 180 W em lâmpadas fluorescentes, para iluminação.

Potência total = 180 W → Ptotal = 180 W

Convertendo de “W” para “kcal/h” e considerando a carga devido aos reatores, temos:

𝑄̇ iluminação = 0,86 * 180 * 1,2 = 185,76 kcal/h

Se adotarmos a norma NBR 16401-1 (Tabela 3.3), para Residências é


considerado nível de iluminação de 150 Lux, e potência dissipada de 9 W/m²
(Lâmpada Fluorescente compacta), para iluminação:

Potência total = 9 W/m² * 15,50 m² → Ptotal = 139,5 W

Para transformar de “W” para “kcal/h” e considerando a carga devido aos


reatores, temos:

𝑄̇ iluminação = 0,86 * 139,5 * 1,2 = 192,65 kcal/h

Se adotarmos a norma NBR 5410, é considerado uma potência de 100 W/6m 2


+ 60 W/4m2 adicionais inteiros, para residências com nível de iluminação de 150 Lux,
portanto temos:

27
28

Potência total = 100 + (2 * 60) → Ptotal = 220 W

Para transformar de “W” para “kcal/h” e considerando a carga devido aos reatores,
temos:
𝑄̇ iluminação = 0,86 * 220 * 1,2 = 227,04 kcal/h
𝑄̇ iluminação = 227,04 kcal/h (Esse será o valor considerado por ser o mais crítico
dos três).

4.1.2 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO ÀS PESSOAS

Considerando 4 pessoas dentro da suíte com nível de atividade é equivalente


ao de sentado no teatro assim como mostrado na Tabela 3.4. Tem-se:

𝑄̇ sensível = 65 * Npessoas
𝑄̇ latente = 30 * Npessoas
𝑄̇ sensível = 65 * 0,86 * 4 = 223,6 Kcal/h.
𝑄̇ latente = 30 * 0,86 * 4 = 103,2 Kcal/h.

4.1.3 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO AOS EQUIPAMENTOS

1 TV em cores de 14 polegadas = 60 W (Tabela 3.5).


𝑄̇ equipamentos = 0,86 * 60 = 51,6 Kcal/h.

4.1.4 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO INFILTRAÇÃO

4.1.4.1 FRESTAS DE PORTAS

Considerando a norma NBR 6401 para portas bem ajustadas, temos:


28
29

Vazãofrestas = 6,5 m3/h * metro de fresta

Considerando uma largura de 0,60m de fresta, e que nas portas do Quarto


temos infiltração somente por baixo, então temos:

Vazãofrestas_ Portas → V = 6,5m³/h * [0,60 * 2]


Vazãofresta_ Portas = 7,8 m³/h

Da carta psicométrica, temos ωE = 17,7 g/kg e ωS = 9,3 g/kg

𝑄̇ sensível (infiltração frestas Portas) = 0,29 * Vazão * (Tfora – Tdentro)


𝑄̇ latente (infiltração frestas Portas) = 0,71 * Vazão * (ωfora – ωdentro)
𝑄̇ sensível (infiltração frestas Portas) = 0,29 * 7,8 * (32 – 24) = 18,10 kcal/h
𝑄̇ latente (infiltração frestas Portas) = 0,71 * 7,8 * (17,7 – 9,3) = 46,52 kcal/h

𝑄̇ sensível (infiltração frestas_Portas) = 18,10 kcal/h


𝑄̇ latente (infiltração fresta_ Portas) = 46,52 kcal/h

4.1.4.2 FRESTAS DE JANELA

Como a janela tem uma configuração mista de basculante (representado em


laranja na Fig. 4.2) e deslizante (Representado em vermelho na Fig. 4.2), para efeitos
de cálculos foi aproximado para o tipo Guilhotina com caixilho de madeira, foi
considerando a norma NBR 6401 para janelas tipo Basculante e Guilhotina com
caixilho de madeira mal ajustada para os cálculos:

29
30

Figura 4.2 – Janela “J1”

Fonte: AUTOR, 2018

Vazãofrestas Basculante = 3 m3/h * metro de fresta


Vazãofrestas Guilhotina = 6,5 m3/h * metro de fresta

Para a parte Basculante, considerando uma largura de 0,6 m de fresta,


repetindo-se por dez vezes de cada lado, temos:

Vazãofrestas Basculante = 3 m³/h * [0,6 * 10 * 2]


Vazãofrestas Basculante = 36 m³/h

Da carta psicométrica, temos ωE = 17,7 g/kg e ωS = 9,3 g/kg

𝑄̇ sensível (infiltração frestas Basculante) = 0,29 * Vazão * (Tfora – Tdentro)


𝑄̇ latente (infiltração frestas Basculante) = 0,71 * Vazão * (ωfora – ωdentro)
𝑄̇ sensível (infiltração frestas Basculante) = 0,29 * 36 * (32 – 24) = 84,52 kcal/h
𝑄̇ latente (infiltração frestas Basculante) = 0,71 * 36 * (17,7 – 9,3) = 214,70 kcal/h

𝑄̇ sensível (infiltração frestas Basculante) = 84,52 kcal/h

30
31

𝑄̇ latente (infiltração fresta Basculante) = 214,70 kcal/h

Para a parte guilhotina com caixilho de madeira, considerando um comprimento


de 0,85 m de fresta, assim temos:

Vazãofrestas Guilhotina → V = 6,5 m³/h * [0,85]


Vazãofrestas Guilhotina = 5,525 m³/h

Da carta psicométrica, temos ωE = 17,7 g/kg e ωS = 9,3 g/kg


𝑄̇ sensível (infiltração frestas Guilhotina) = 0,29 * Vazão * (Tfora – Tdentro)
𝑄̇ latente (infiltração frestas Guilhotina) = 0,71 * Vazão * (ωfora – ωdentro)
𝑄̇ sensível (infiltração frestas Guilhotina) = 0,29 * 5,525 * (32 – 24) = 12,82 kcal/h
𝑄̇ latente (infiltração frestas Guilhotina) = 0,71 * 5,525 * (17,7 – 9,3) = 32,95 kcal/h

𝑄̇ sensível (infiltração frestas_Guilhotina) = 12,82 kcal/h


𝑄̇ latente (infiltração fresta_Guilhotina) = 32,95 kcal/h

4.1.4.3 INFILTRAÇÃO POR PORTAS SOMADO A JANELA

𝑄̇ sensível (infiltração) = 𝑄̇ sensível (infiltração frestas Portas) + 𝑄̇ sensível (infiltração frestas Basculante) +

𝑄̇ sensível (infiltração frestas Guilhotina)


𝑄̇ sensível (infiltração) = 18,10 + 84,52 + 12,82
𝑄̇ sensível (infiltração) = 115,44 kcal/h

𝑄̇ latente (infiltração) = 𝑄̇ latente (infiltração frestas Portas) + 𝑄̇ latente (infiltração frestas Basculante) + 𝑄̇ latente
(infiltração frestas Guilhotina)

𝑄̇ latente (infiltração) = 46,52 + 214,70 + 32,95


𝑄̇ latente (infiltração) = 294,17 kcal/h

31
32

4.1.4.4 ABRIR E FECHAR DE PORTAS

Considerando a norma NBR 6401 para porta vai-e-vem (0,90 m) e adotando


ambiente similar (nesse caso: escritório privado), para o abrir e fechar de portas,
temos:

Vazãoportas vai-e-vem = 4m³/h * pessoa

Um total de 4 pessoas no quarto, temos:

Vazãoporta vai-e-vem = 4 m³/h * 4


Vazãoporta vai-e-vem = 16 m³/h
𝑄̇ sensível (infiltração abrir e fechar/portas) = 0,29 * Vazão porta vai-e-vem * (Tfora – Tdentro)
𝑄̇ latente (infiltração abrir e fechar/portas) = 0,71 * Vazão porta vai-e-vem * (ωfora – ωdentro)
𝑄̇ sensível (infiltração abrir e fechar/portas) = 0,29 * 16 * (32 – 24) = 37,12 kcal/h
𝑄̇ latente (infiltração abrir e fechar/portas) = 0,71 * 16 * (17,7 – 9,3) = 95,42 kcal/h
𝑄̇ sensível (infiltração abrir e fechar/portas) = 37,12 kcal/h
𝑄̇ latente (infiltração abrir e fechar/portas) = 95,42 kcal/h

4.1.5 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO À INSOLAÇÃO

Apenas a face S do quarto está sujeito a insolação, por isso temos:

4.1.5.1 INSOLAÇÃO NA FACE SUL

Considerando que os vidros da janela são de 3 mm de espessura com cortina


interna e coeficiente de sombreamento C = 0,56 e considerando que nas tabelas de
insolação às 7:00 horas do mês de fevereiro encontra-se uma insolação de I = 40
kcal/h por m² de abertura, para esta face, temos:

32
33

Área da Face S → AS(janela) = 2 * (0,51 * 0,14) + 2 * (1,23 * 0,27) = 0,807 m²

Então:

𝑄̇ Sinsolação = A * I * C
𝑄̇ Sinsolação = 0,807 * 40 * 0,56 = 18.08 kcal/h
𝑄̇ S(insolação) = 18,08 kcal/h

4.1.6 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO À CONDUÇÃO

As paredes são de alvenaria de tijolos de barro comum (e = 15 cm, 100 kg/m²),


e argamassa nos dois lados com Utijolo = 2,18781 kcal/h.m².°C. Há uma janela com
vidro simples (e = 3 cm), na face S com Uvidro = 5,58189 kcal/h.m².°C. E, por fim, há
elementos de madeira maciça (e = 4 cm) que foi considerado Umadeira = 2,24623
kcal/h.m².°C.

4.1.6.1 CONDUÇÃO NA FACE OESTE(tijolo)

Área total da Face O → Atotal,O = 4,3 * 2,7m = 11,61 m²


Aparede = Atotal,O
Aparede = 11,61 m²
Considerando: ΔTe = a + ΔTes + b * (RS/RM) * (ΔTem – ΔTes)
Seguindo a norma e as tabelas de insolação, temos:
a = 1,7 °C; da Tabela 10 [(ΔTe – ΔTi) = 8°C; ΔTm = 7°C)]
ΔTes = -1,7 °C; da tabela 11 [Face sombra; 100 kgf/m²; 7:00 h]
b = 0,55; da Figura 05 [parede de cor clara]
RS = 19 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 10°; face O; fevereiro; 7:00 h]
RM = 444 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 40°; face O; janeiro; maior
valor]
ΔTem = -1,7 °C; da tabela 12 [100 kgf/m²; 7:00 h; face O]

33
34

ΔTe = 1,7 - 1,7 + 0,55 * (19/444) * (-1,7 – [-1,7])


ΔTe = 0 °C

𝑄̇ Ocondução-parede = Aparede * Utijolo * ΔTe


𝑄̇ Ocondução-parede = 11,61 * 2,18781 * 0
𝑄̇ Ocondução-parede = 0 kcal/h

4.1.6.2 CONDUÇÃO NA FACE SUL(tijolo)

Área total da Face S => Atotal,S = 3,2 m * 2,7 m = 8,64 m²


Área total da Janela da Face S => Ajanela,S = 1,32 * 2 = 2,64 m²
Aparede = Atotal,S – Ajanela,S
Aparede = 8,64 – 2,64 = 6 m²
Aparede = 6 m²

Considerando: ΔTe = a + ΔTes + b * (RS/RM) * (ΔTem – ΔTes)

Seguindo a norma e as tabelas de insolação, temos:

a = 1,7 °C; da tabela 10 [(ΔTe – ΔTi) = 8°C; ΔTm = 7°C)]


ΔTes = -1,7 °C; da tabela 11 [Face sombra; 100 kgf/m²; 7:00 h]
b = 0,55; da Figura 05 [parede de cor clara]
RS = 40 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 10°; face S; fevereiro; 7:00 h]
RM = 65 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 40°; face S; janeiro; maior valor]
ΔTem = -1,7 °C; da tabela 12 [100 kgf/m²; 7:00 h; face S]
ΔTe = 1,7 - 1,7 + 0,55 * (40/65) * (-1,7 – [-1,7])
ΔTe = 0 °C
𝑄̇ Scondução = Aparede * Utijolo * ΔTe
𝑄̇ Scondução = 6 * 2,18781 * 0
𝑄̇ Scondução = 0 kcal/h

34
35

4.1.6.3 CONDUÇÃO NA FACE SUL(janela)

Amadeira = 2,64 – [2 * {0,14 * 0,51 + 0,27 + 1,23}] = 1,833 m²


𝑄̇ Scondução-janela-madeira = Amadeira * Umadeira * ΔTe
𝑄̇ Scondução-janela-madeira = 1,833 * 2,24623 * 8
𝑄̇ Scondução-janela-madeira = 32,939 kcal/h

Avidro = 2,64 – 1,833 = 0,807 m²


𝑄̇ Scondução-janela-vidro = Avidro * Uvidro * ΔTe
𝑄̇ Scondução-janela-vidro = 0,807 * 5,58189 * 8
𝑄̇ Scondução-janela-vidro = 36,037 kcal/h

𝑄̇ Scondução-janela = 𝑄̇ Scondução-janela-madeira + 𝑄̇ Scondução-janela-vidro


𝑄̇ Scondução-janela = 32,939 + 36,037
𝑄̇ Scondução-janela = 68,976 kcal/h

4.1.6.4 CONDUÇÃO NA FACE LESTE(Parede)

Área da Face L(parede) => AL(parede) = 3,2 * 2,7m = 8,64 m²


Área Total L(total) => AL(parede) =8,64 m²

Considerando: ΔTe = a + ΔTes + b * (RS/RM) * (ΔTem – ΔTes)

Seguindo a norma e as tabelas de insolação, temos:

a = 1,7 °C; da tabela 10 [(ΔTe – ΔTi) = 8°C; ΔTm = 7°C)]


ΔTes = -1,7 °C; da tabela 11 [Face sombra; 100 kgf/m²; 7:00 h]
b = 0,55; da Figura 05 [parede de cor clara]
RS = 374 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 10°; face L; fevereiro; 7:00 h]
RM = 444 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 40°; face L; janeiro; maior
valor]
35
36

ΔTem = 9,4 °C; da tabela 12 [100 kgf/m²; 7:00 h; face L]


ΔTe = 1,7 - 1,7 + 0,55 * (374/444) * (9,4 – [-1,7])
ΔTe = 5,1425 °C
𝑄̇ Lcondução = Aparede * Utijolo * ΔTe
𝑄̇ Lcondução = 8,64 * 2,18781 * 5,1425
𝑄̇ Lcondução = 97,207 kcal/h

4.1.6.5 CONDUÇÃO NA FACE SUDESTE(Parede)

Área da Face SE(parede) → ASE(parede) = 1,6 * 2,7 m = 4,32 m²


Área Total SE(total) → ASE(parede) =4,32 m²

Considerando: ΔTe = a + ΔTes + b * (RS/RM) * (ΔTem – ΔTes)

Seguindo a norma e as tabelas de insolação, temos:

a = 1,7 °C; da tabela 10 [(ΔTe – ΔTi) = 8 °C; ΔTm = 7°C)]


ΔTes = -1,7 °C; da tabela 11 [Face sombra; 100 kgf/m²; 7:00 h]
b = 0,55; da Figura 05 [parede de cor clara]
RS = 306 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 10°; face SE; fevereiro; 7:00
h]
RM = 344 kcal/h; da tabela de insolação [latitude 40°; face SE; janeiro; maior
valor]
ΔTem = 8,3 °C; da tabela 12 [100 kgf/m²; 7:00 h; face SE]
ΔTe = 1,7 - 1,7 + 0,55 * (306/344) * (8,3 – [-1,7])
ΔTe = 4,8924 °C
𝑄̇ SEcondução = Aparede * Utijolo * ΔTe
𝑄̇ SEcondução = 4,32 * 2,18781 * 4,8924
𝑄̇ SEcondução = 46,240 kcal/h

36
37

4.1.6.6 CONDUÇÃO NAS FACES NORTE(tijolo) e NOROESTE(tijolo)

Considerando que o ambiente do banheiro tem temperatura média de 27 ºC durante


o funcionamento do equipamento de refrigeração temos:

Área da Face N(parede) → AN(parede) = 1,9 * 2,7 m = 5,13 m²


Área da Face NO(parede) → ANO(parede) = 1,8 * 2,7 m = 4,86 m²
Área Total N+NO(total) → AN(parede) + ANO(parede) = 9,99 m²

𝑄̇ N+NOtijolo(condução) = A * Uparede * (Tfora – Tdentro)


𝑄̇ N+NOtijolo(condução) = 9,99 * 2,18781 * (27 – 24) = 65,569 kcal/h
𝑄̇ N+NOtijolo(condução) = 65,569 kcal/h

4.1.6.7 CONDUÇÃO NO TETO

Considerando que o ambiente da suíte do primeiro andar tem temperatura


média de 27 ºC durante o funcionamento do equipamento de refrigeração e o material
do teto sendo de Fibrocimento com forro de 1 cm de espessura de PVC com 100
kg/m2 e Uteto = 1,43810 kcal/h.m².°C temos:

Área total do teto => Apiso = 15,50 m²

𝑄̇ Ttijolo(condução) = A * Uparede * (Tfora – Tdentro)


𝑄̇ Ttijolo(condução) = 15,50 * 1,43810 * (27 – 24) = 66,872 kcal/h
𝑄̇ Ttijolo(condução) = 66,872 kcal/h

37
38

4.1.7 RESUMO DAS CARGAS TÉRMICAS DE CALOR SENSÍVEL LOCAL

A Tabela 4.3 contém o resumo das cargas térmicas calculadas para a Suíte 01,
mostrando o total de calor sensível no ambiente.

Tabela 4.17 – Resumo das cargas térmicas sensíveis para a Suíte 01

Resumo de cargas sensíveis para a Suíte 01


Calor Sensível
Carga Térmica devido:
kcal/h
Iluminação 227,04
Pessoas 223,6
Equipamentos 51,6
Insolação na Face S 18,08
Condução na Face O (tijolo) 0
Condução na Face S (tijolo) 0
Condução na Face S (janela) 68,976
Condução na Face L (tijolo) 97,207
Condução na Face SE (tijolo) 46,24
Condução na Face N+NO (tijolo) 65,569
Condução no Teto 66,872

Qsensível, local 861,184 kcal/h

Fonte: AUTOR, 2018

4.1.8 CÁLCULO DA VAZÃO DA MÁQUINA

Considerando (norma NBR 16401) e a carga térmica de calor sensível local,


podemos agora calcular a vazão mínima necessária para a máquina:

Vazãomáquina = 𝑄̇ sensível, local / [0,29 * (Tdesejada – Tinsuflada)] = 861,184 / [0,29 * (24


– 10)]

Vazãomáquina = 212,11 m³/h


38
39

Convertendo de “m³/h” para “L/s”:

Vazãomáquina = 2 12,11 m³/h * [(1.000 L / 1 m³) *(1 h/3.600 s)] = 58,92 L/s

Vazãomáquina = 58,92 L/s

4.1.9 CÁLCULO DA CARGA DEVIDO RENOVAÇÃO DE AR

Como visto na Tabela 4.2, para os níveis 1 e 2 a vazão calculada pela norma
ABNT NBR 16401 é maior que o valor da portaria 3523 do Ministério da Saúde. Foi
adotado o valor do nível 2, uma vez que como o ambiente deve ser bastante
confortável e a norma não consegue abranger os resultados para o nível 3.

39
40

Tabela 4.2 – Tabela de cálculo de Renovação de Ar.

IDENTIFICAÇÃO DA
IDENTIFICAÇÃO DO RECINTO OU ZONA Z1 – RESIDÊNCIA
ZONA

DENSIDADE DO AR LOCAL 1,177

Ez (EFICIENCIA DE CONFIGURAÇÃO DIST AR_TAB) EZ 1


Az (ÁREA DA ZONA) Az 15,5
Pz (NÚMERO DE PESSOAS NA ZONA) Pz 4
Pzs (NÚMERO DE PESSOAS SIMULTANEAS NA ZONA) Pzs 4
Fp1 (FATOR DE PESSOAS NO NÍVEL 1 - TAB) Fp1 5,5
Fa1 (FATOR DE ÁREA NO NÍVEL 1 - TAB) Fa1 -
Fp2 (FATOR DE PESSOAS NO NÍVEL 2 - TAB) Fp2 6,9
Fa2 (FATOR DE ÁREA NO NÍVEL 2 - TAB) Fa2 -
Fp3 (FATOR DE PESSOAS NO NÍVEL 3 - TAB) Fp3 10,3
Fa3 (FATOR DE ÁREA NO NÍVEL 3 - TAB) Fa3 -
D (DENSIDADE DE OCUPAÇÃO-SIMULTANEIDADE) D 1
Vef1 (VAZÃO EFICAZ NO NÍVEL 1) Vef1 22
Vef2 (VAZÃO EFICAZ NO NÍVEL 2) Vef2 27,6
Vef3 (VAZÃO EFICAZ NO NÍVEL 3) Vef3 41,2
Vz1 (VAZÃO DIVIDIDA PELA EFICIÊNCIA_NÍVEL 1) Vz1 22
Vz2 (VAZÃO DIVIDIDA PELA EFICIÊNCIA_NÍVEL 2) Vz2 27,6
Vz3 (VAZÃO DIVIDIDA PELA EFICIÊNCIA_NÍVEL 3) Vz3 41,2
Vz1_ar (VAZÃO CORIGIDA PELA DENSIDADE DO AR_N1) Vz1_ar 22
Vz2_ar (VAZÃO CORIGIDA PELA DENSIDADE DO AR_N2) Vz2_ar 27,6
Vz3_ar (VAZÃO CORIGIDA PELA DENSIDADE DO AR_N3) Vz3_ar 41,2
VAZÃO DA MÁQUINA ESCOLHIDA PARA CADA ZONA - zonas INDEPENDENTES Vtmin 58,92
Vz1_ar / Vtmin Zae_1 0,373
Vz2_ar / Vtmin Zae_2 0,468
Vz3_ar / Vtmin Zae_3 0,699
(Eficiência de Ventilação) EV_independ_N1 em função de Zae-- zonas INDEPENDENTES EV_independ_N1 0,7
(Eficiência de Ventilação) EV_independ_N2 em função de Zae-- zonas INDEPENDENTES EV_independ_N2 0,6
(Eficiência de Ventilação) EV_independ_N3 em função de Zae-- zonas INDEPENDENTES EV_independ_N3 -
Vz1_VENT = Vz1_ar / EV (VAZÃO DA ZONA CORIGIDA PELA EFC VENT E DENSIDADE) Vz1_VENT 31,43
Vz2_VENT = Vz2_ar / EV (VAZÃO DA ZONA CORIGIDA PELA EFC VENT E DENSIDADE) Vz2_VENT 46
Vz3_VENT = Vz3_ar / EV (VAZÃO DA ZONA CORIGIDA PELA EFC VENT E DENSIDADE) Vz3_VENT -
COMP 1 (COMPARATIVO COM 7,5 L/s pessoa do MS_N1) COMP 1 7,858
COMP 2 (COMPARATIVO COM 7,5 L/s pessoa do MS_N2) COMP 2 11,5
COMP 3 (COMPARATIVO COM 7,5 L/s pessoa do MS_N3) COMP 3 -

Fonte: AUTOR, 2018

40
41

Vazãorenovação = 11,5 L/s * pessoas = 11,5 * 4


Vazãorenovação = 46 L/s

Convertendo de “L/s” para “m³/h”:

Vazãorenovação = 46 L/s * [(1 m³/1.000 L) * (3.600 s/1 h)] = 12,78 m³/h


Vazãorenovação = 12,78 m³/h

Corrigindo pela normatização da densidade do ar:

Vazãorenovação normatizada = Vazãorenovação * (ρar,padrão / ρar local)


Vazãorenovação normatizada = 12,78 m³/h * (1,2 kg/m³ / 1,177 kg/m³)
Vazãorenovação normatizada = 13,03 m³/h

E sabendo que:

Vazãoinfiltração = Vazãofresta + Vazãoporta


Vazãoinfiltração = 7,80 + 36 + 5,25 + 16 = 65,05 m3/h

Temos:

VazãoEfetiva de Renovação = Vazãoalém da infiltração


VazãoEfetiva de Renovação = Vazãorenovação normatizada – Vazãoinfiltração
VazãoEfetiva de Renovação = 13,03 m³/h – 65,05 m³/h = -52,02 m3/h
VazãoEfetiva de Renovação = -52,02 m3/h

Como o resultado foi um número negativo, não há necessidade de alguma


medida extra para uma tomada de renovação do ar.

41
42

4.1.10 RESUMO GERAL DAS CARGAS TÉRMICAS

A Tabela 4.3 contém os resultados dos dados calculados anteriormente.

Tabela 18 – Resumo total das cargas térmicas para a Suíte 01

Resumo de cargas para Suíte 01


Sensível Latente S+L TR BTU/h

Iluminação 227,04 0 227,04 0,075 900,95


Pessoas 223,6 103,2 326,8 0,108 1296,83
Equipamentos 51,6 0 51,6 0,017 204,76
Insolação na Face S 18,08 0 18,08 0,006 71,75
Condução na Face O (tijolo) 0 0 0 0 0,00
Condução na Face S (tijolo) 0 0 0 0 0,00
Condução na Face S (Janela) 68,976 0 68,976 0,023 273,71
Condução na Face L (tijolo) 97,207 0 97,207 0,032 385,74
Condução na Face SE (tijolo) 46,24 0 46,24 0,015 183,49
Condução na Face N+NO (tijolo) 65,569 0 65,569 0,022 260,19
Condução no Teto 66,872 0 66,872 0,022 265,37
Renovação 37,12 37,12 0,012 147,30
Infiltração frestas de portas e janelas 69,43 178,73 248,16 0,082 984,76
Infiltração abrir e fechar/portas 95,42 37,12 132,54 0,044 525,95

Total de carga Geral [kcal/h] 1.386,20

Total de carga Geral [BTU/h] 5.500,81

Total de carga Geral [TR] 0,4584008

Fonte: AUTOR, 2018

42
43

4.2 SUÍTE 02

Como apresentado na metodologia, para a Suíte 02, foram utilizadas as


mesmas condições de contorno da Suíte 01, com exceção do horário considerado que
para este ambiente foi às 10:00 horas da manhã. Também foi estimado a presença de
3 pessoas dentro da suíte com nível de atividade equivalente ao de Sentado no teatro,
pela norma NBR 16401-1, Tabela 3.4. A seguir, na Tabela 4.4, são apresentados, de
maneira resumida, os dados calculados. A Figura 4.3 mostra a planta baixa do
ambiente.

Figura 4.3 – Planta baixa da Suíte 02

Fonte: AUTOR, 2018

43
44

Tabela 4.4 – Resumo total das cargas térmicas para a Suíte 02

Resumo de cargas para Suíte 02


Latent
Sensível S+L TR BTU/h
e
Iluminação 227,04 0 227,04 0,075 900,95
Pessoas 167,7 83,85 251,55 0,083 998,21
Equipamentos 266,6 0 266,6 0,088 1057,94
Insolação na Face SE 175,12 0 175,12 0,058 694,92
Condução na Face NE (tijolo) 35,862 0 35,862 0,012 142,31
Condução na Face SE (tijolo) 83,28 0 83,28 0,028 330,48
Condução na Face SE (Janela) 68,976 0 68,976 0,023 273,71
Condução na Face SO+NO+NE (tijolo) 180,757 0 180,757 0,06 717,29
Condução no Teto 60,4 0 60,4 0,02 239,68
Renovação 0,00 0 0,00
Infiltração frestas de portas e janelas 69,43 178,73 248,16 0,082 984,76
Infiltração abrir e fechar/portas 71,57 27,84 99,41 0,033 394,48

Total de carga Geral [kcal/h] 1.697,16

Total de carga Geral [BTU/h] 6.734,74

Total de carga Geral [TR] 0,5612285

Fonte: AUTOR, 2018

Vazãomáquina = 𝑄̇ sensível, local / [0,29 * (Tdesejada – Tinsuflada)] = 1265,735 / [0,29 * (24 – 10)]
Vazãomáquina = 311,76 m³/h

Convertendo de “m³/h” para “L/s”:

Vazãomáquina = 311,76 m³/h * [(1.000 L / 1 m³) *(1 h/3.600 s)] = 86,60 L/s
Vazãomáquina = 86,60 L/s

44
45

4.3 SUÍTE 03

Também para a Suíte 03, como visto anteriormente na metodologia, foram


utilizadas as mesmas condições de contorno da Suíte 01, porém o quantitativo
estimado de pessoas foi de 2 pessoas dentro da suíte com nível de atividade
equivalente ao de Sentado no teatro, pela norma NBR 16401-1, Tabela 3.4. Na tabela
4.5, são apresentados, em resumos os dados. A Figura 4.4 mostra a planta baixa do
ambiente.

Figura 4.4 – Planta baixa da Suíte 03

Fonte: AUTOR, 2018

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Tabela 4.5 – Resumo total das cargas térmicas para a Suíte 03.

Resumo de cargas para Suíte 03


Sensível Latente S + L TR BTU/h

Iluminação 288,96 0 288,96 0,096 1146,67


Pessoas 111,8 51,6 163,4 0,054 648,41
Equipamentos 51,6 0 51,6 0,017 204,76
Insolação na Face NE 96,71 0 96,71 0,032 383,77
Condução na Face NE (tijolo) 65,288 0 65,288 0,022 259,08
Condução na Face NE (janela) 68,257 0 68,257 0,023 270,86
Condução na Face SE (tijolo) 50,446 0 50,446 0,017 200,18
Condução na Face SO (tijolo) -0,166 0 -0,166 -0 -0,66
Condução na Face Restante (tijolo) 198,478 0 198,478 0,066 787,61
Condução no Teto 36,345 0 36,345 0,012 144,23
Renovação 0,00 0 0,00
Infiltração frestas de portas e janelas 69,43 178,73 248,16 0,082 984,76
Infiltração abrir e fechar/portas 18,56 47,71 66,27 0,022 262,98

Total de carga Geral [kcal/h] 1.333,91

Total de carga Geral [BTU/h] 5.293,31

Total de carga Geral [TR] 0,4411091

Fonte: AUTOR, 2018

Vazãomáquina = 𝑄̇ sensível, local / [0,29 * (Tdesejada – Tinsuflada)] = 1053,913 / [0,29 * (24 – 10)]
Vazãomáquina = 259,58 m³/h

Convertendo de “m³/h” para “L/s”:

Vazãomáquina = 259,58 m³/h * [(1.000 L / 1 m³) *(1 h/3.600 s)] = 72,10 L/s
Vazãomáquina = 72,10 L/s

46
47

4.4 COZINHA

Como previsto na metodologia, considerando 5 pessoas dentro da cozinha, no


horário de 12:00 e pela norma NBR 16401-1 Tabela 3.4, o qual o nível de atividade é
equivalente ao de Atividade moderada em trabalhos de escritório. A Tabela 4.6
apresenta em resumo os dados calculados. A Figura 4.5 mostra a planta baixa do
ambiente.

Figura 4.5 – Planta baixa da Cozinha

Fonte: AUTOR, 2018

47
48

Tabela 19 – Resumo total das cargas térmicas para a Cozinha

Resumo de cargas para Cozinha


Sensível Latente S+L TR BTU/h

Iluminação 288,96 0 288,96 0,096 1146,67


Pessoas 279,5 129 408,5 0,135 1621,03
Equipamentos 0 0 0 0 0,00
Insolação na Face SE 28,36 0 28,36 0,009 112,54
Condução na Face SE (tijolo) 27,552 0 27,552 0,009 109,33
Condução na Face SE (janela) 68,976 0 68,976 0,023 273,71
Condução na Face NE (tijolo) 80,978 0 80,978 0,027 321,34
Condução na Face NO (tijolo) 82,758 0 82,758 0,027 328,40
Condução na Face NO+O+S+SO+SE (tijolo) 204,68 0 204,68 0,068 812,22
Condução no Teto 484,24 484,24 0,16 1921,59
Renovação 0,00 0,00 0,00 0 0,00
Infiltração frestas de portas e janelas 31,66 81,4 113,06 0,037 448,65
Infiltração abrir e fechar/portas 46,4 119,28 165,68 0,055 657,46

Total de carga Geral [kcal/h] 1.870,99

Total de carga Geral [BTU/h] 7.424,55

Total de carga Geral [TR] 0,6187123

Fonte: AUTOR, 2018

Vazãomáquina = 𝑄̇ sensível, local / [0,29 * (Tdesejada – Tinsuflada)] = 1546 / [0,29 * (24 – 10)]
Vazãomáquina = 380,79 m³/h

Convertendo de “m³/h” para “L/s”:

Vazãomáquina = 380,79 m³/h * [(1.000 L / 1 m³) *(1 h/3.600 s)] = 105,78 L/s
Vazãomáquina = 105,78 L/s

48
49

4.5 ESCRITÓRIO

Por fim, ainda levando em consideração os dados apresentados na


metodologia, considerando 2 pessoas dentro do escritório às 14:00, e pela norma NBR
16401-1, Tabela 3.4 – o qual o nível de atividade é equivalente ao de sentado no teatro.
Na Tabela 4.7 há o resumo dos dados cálculos. A Figura 4.6 mostra a planta baixa do
ambiente.

Figura 4.6 – Planta baixa do Escritório

Fonte: AUTOR, 2018

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Tabela 20 – Resumo total das cargas térmicas para o Escritório

Resumo de cargas para Escritório


Sensível Latente S+L TR BTU/h

Iluminação 165,12 51,6 216,72 0,072 860,00


Pessoas 124,8 0 124,8 0,041 495,24
Equipamentos 215 0 215 0,071 853,17
Condução na Face NE (tijolo) 74,854 0 74,854 0,025 297,04
Condução na Face NE (janela) 68,976 0 68,976 0,023 273,71
Condução na Face N (tijolo) 89,847 0 89,847 0,03 356,54
Condução na Face NO (tijolo) 70,434 0 70,434 0,023 279,50
Condução na Face O+S+SE (tijolo) 139,11 0 139,11 0,046 552,02
Condução no Teto 113,966 0 113,966 0,038 452,25
Renovação 0,00 0 0,00
Infiltração frestas de portas e janelas 55,27 142,09 197,36 0,065 783,17
Infiltração abrir e fechar/portas 18,56 47,71 66,27 0,022 262,98

Total de carga Geral [kcal/h] 1.377,34

Total de carga Geral [BTU/h] 5.465,62

Total de carga Geral [TR] 0,4554686

Fonte: AUTOR, 2018

Vazãomáquina = 𝑄̇ sensível, local / [0,29 * (Tdesejada – Tinsuflada)] = 1105,94 / [0,29 * (24 – 10)]
Vazãomáquina =272,40 m³/h

Convertendo de “m³/h” para “L/s”:

Vazãomáquina =272,40 m³/h * [(1.000 L / 1 m³) *(1 h/3.600 s)] = 75,67 L/s
Vazãomáquina = 75,67 L/s

50
51

4.6 CONSIDERAÇÕES

A Tabela 4.8 contém os dados mais relevantes do levantamento de carga e


vazão mínima necessária em cada ambiente da casa. Sendo a capacidade térmica
mínima necessária de aproximadamente 5300 BTU/h para o ambiente da Suíte 03 e
a máxima de 7500 BTU/h na cozinha. A vazão, por sua vez, oscila de 212 até 280
m3/s.

Tabela 21 – Total de cargas e vazão mínima necessária em cada ambiente da casa a ser refrigerado.

Vazão
Total de carga por ambiente
Ambiente necessária
kcal/h TR BTU/h kW m3/s L/s

Suíte 01 1386,2 0,4584008 5500,81 1,61 212,11 58,92


Suíte 02 1697,16 0,5612285 6734,74 1,97 311,76 86,6
Suíte 03 1333,91 0,4411091 5293,31 1,55 259,58 72,1
Cozinha 1870,99 0,6187123 7424,55 2,18 380,79 105,78
Escritório 1377,34 0,4554686 5465,62 1,60 272,4 75,67

Total de carga Geral [kcal/h] 7.665,60

Total de carga Geral [TR] 2,5349

Total de carga Geral [BTU/h] 30419,03

Total de carga Geral [kW] 8,92

Fonte: AUTOR, 2018

Como a capacidade térmica necessária para atender as necessidades de


refrigeração da residência é da ordem de aproximadamente 30.000 BTU/h, com
variação na ordem de 5300 a 7500 BTU/h. Fica mais interessante para o projeto que
cada ambiente seja tratado de maneira individual, visando reduzir os custos de
implementação do projeto.
Tendo isso em mente, e com o objetivo de encontrar o equipamento que atende
os requisitos de cada ambiente, foi escolhida a linha Springer Midea por facilidade de
obtenção dos dados técnicos e os custos de cada equipamento.

51
52

Considerando a capacidade térmica e vazão mínima necessária em cada


ambiente, há dois tipos de modelos diferentes os quais poderiam atender esses
requisitos. O primeiro seria o modelo Janela e o segundo seria Split com tecnologia
inverter.
O equipamento no modelo Janela, como visto na Figura 4.7, com as
especificações mínimas, as quais atendem os requisitos, tem capacidade térmica de
7.500 BTU/h, vazão de 350 m3/s, consumo de 774 W e valor de mercado de
R$ 1079,00.

Figura 4.7 – Ar Condicionado De Janela Springer Midea 7.500 BTU/h.

Fonte: MIDEA, 2018

Por outro lado, o equipamento no modelo Split com tecnologia inverter,


conforme Figura 4.8, com as especificações mínimas, as quais atendem os requisitos,
tem capacidade térmica de 9.000 BTU/h, vazão de 445 m 3/s, consumo de 787 W e
valor de mercado de R$ 1679,00 (fora os custos de instalação).

Figura 4.8 – Ar Condicionado Split Springer Midea Inverter 9.000 BTU/h.

Fonte: MIDEA, 2018


52
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Comparando os dois equipamentos citados anteriormente, nota-se que a


capacidade térmica e a vazão do modelo Janela são inferiores à do modelo Split com
tecnologia inverter, no entanto, para o modelo Janela, a carga térmica supre os
requisitos de todos os ambientes e a vazão só é inferior ao necessário para o ambiente
cozinha.
O consumo de ambos equipamentos é equivalente, apesar de a capacidade
térmica do modelo Split ser maior. Com relação ao preço, o modelo Janela é bem mais
barato, chegando a uma economia de no mínimo R$ 600 por equipamento, uma vez
que a instalação do modelo Split só pode ser feita por uma empresa especializada,
restrição que não é obrigatória para o modelo Janela. Há também algumas
características não citadas anteriormente, entre elas estão a ausência de controle
remoto no modelo Janela e o ruído de funcionamento que é maior no modelo Janela.
Como a capacidade térmica necessária para climatizar os ambientes Suíte 01,
Suíte 02, Suíte 03 e Escritório varia de 5300 a 6700 BTU/h e a vazão necessária varia
de 212 a 311 m3/s, além de que esses ambientes já possuem uma caixa protetora de
condicionador de ar instalada, foi escolhido o ar condicionado modelo Janela para
esses quatro ambientes, uma vez que o custo do equipamento é significativamente
inferior e as instalações podem ser feitas sem a necessidade da contratação de uma
empresa especializada.
Para o ambiente da cozinha, como a vazão necessária é de aproximadamente
380 m3/s, não possui caixa protetora de ar condicionado instalada e a configuração
de armários/prateleiras atrapalharia bastante a instalação do equipamento modelo
Janela, foi escolhido o Ar Condicionado modelo Split, com tecnologia inverter.

53
54

CONCLUSÃO

O desenvolvimento do presente estudo possibilitou a elaboração de um projeto


de climatização residencial buscando uma solução que levasse em consideração o
custo e benefício dos condicionadores de ar visando sempre a diminuição do consumo
de energia elétrica e sua grande relevância no âmbito social, econômico e ambiental.
Tendo analisado os resultados dos cálculos da carga térmica e renovação e
vazão de ar, bem como as necessidades de cada ambiente da residência, os
equipamentos disponíveis atualmente no mercado e o custo-benefício dos mesmos,
foi possível desenvolver o proposto projeto de climatização residencial.
Com base nos dados obtidos, sugeriu-se no projeto de climatização para cinco
ambientes distintos da residência a aquisição de quatro condicionadores de ar do
modelo Janela de capacidade térmica de 7500 BTU/h para os ambientes Suíte 01,
Suíte 02, Suíte 03 e Escritório e um do modelo Split com capacidade térmica de 9000
BTU/h para a Cozinha somando uma carga geral de 30000 BTU/h. Nesse sentido,
pode-se concluir que o objetivo geral do estudo de caso foi atingido.
É perceptível que, para assegurar o conforto térmico necessário aos habitantes
da residência, aliado ao menor consumo possível de energia e, por consequência, a
redução de custos, é necessária a realização de um projeto adequado de climatização
e escolha de equipamentos apropriados, a partir do levantamento de dados
consistentes e substanciais. Para estudos futuros sugere-se comparar projeto de
climatização e os parâmetros comumente utilizados para cálculo de capacidade
térmica.

54
55

REFERÊNCIAS

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16401-1: Instalações


de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários Parte:1 projetos das
instalações. Rio de Janeiro, 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16401-3: Instalações


de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários Parte:3 Qualidade do ar
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CORTINOVIS, G. F. e Song, T. W. Funcionamento de uma Torre de Resfriamento


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GERNER, V. R. Coeficiente Global de Transmissão de Calor (U): Materiais de


Construção Utilizados no Brasil. São Paulo, 2012.

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MIDEA, Loja Midea modelo Ar Condicionado De Janela Mecânico 7.500 Btus Frio
Disponível em: <mideastore.com.br/ar-condicionados/janela/ar-condicionado-de-
janela-mecanico-7-500-btus-frio/p> Acesso em: 31 Jul. 2018.

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Apoio à Gestão: Classificação por Prioridades de Atuação na Universidade de
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PITA, E. G. Acondicionamento de Aire – Principios y Sistemas. México. 1998.

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geotérmico. 2015. 131 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) –
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57

YIN, Robert K. Estudo de caso - Planejamento e métodos. 5ª Ed. São Paulo. 2015.

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ANEXOS

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ANEXO A

Tabela Coeficiente Global de Transmissão de Calor

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