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Professor(a)

O material desta seção pretende atender suas necessidades diárias e práticas da sala de aula.
Ao selecionar o material, considere o Projeto Pedagógico de sua escola.
Corte, recorte, monte, copie, cole... Enfim, adapte-o à sua realidade!

Fábulas para a educação moral

 A fábula é uma história cuja narrativa sustenta uma lição de moral, observada no
final do texto. As personagens são geralmente animais que possuem características
humanas e o fato narrado é algo fantástico e inusitado.
Ao explorar fábulas com a turma, construa um espaço para a conversa. Explore
aspectos humanos e provoque a reflexão de valores.
É importante destacar que esses textos representam a moralidade da época, ou
seja, há um modelo de comportamento que as histórias pretendem ensinar.
Problematize esse aspecto!
Dependendo da idade, proponha atividades plásticas de pintura, dobradura,
colagem etc. A oralidade é fundamental, por isso explore a comunicação, o teatro, a
contação de histórias.
Para iniciar as atividades, propomos alguns textos de Monteiro Lobato que
adaptamos a uma linguagem mais atual e interpretação que podem animar os estudos!
Bom trabalho!!!

Burrice – Fábula de Monteiro Lobato


Caminhavam dois burros, um com carga de açúcar, outro com carga de esponjas.
Dizia o primeiro:
- Caminhemos com cuidado, pois a estrada é perigosa.
O outro retorquiu:
- Onde está o perigo? Basta andarmos pelo rastro dos que hoje passaram por aqui.
- Nem sempre é assim! Onde passa um pode não passar outro.
- Que burrice! Eu sei viver, gabo-me disso, e minha ciência toda se resume em só imitar o
que os outros fazem.
- Nem sempre é assim - continuou a filosofar o primeiro.
Nisto alcançaram o rio cuja ponte caíra na véspera.

O burro do açúcar meteu-se na correnteza e, como a carga ia se dissolvendo ao contato


com água, logo passou.
O burro da esponja, fiel as suas ideias, pensou consigo:
-Se ele passou, passarei também e lançou-se ao rio, mas sua carga em vez de ser
esvaziar-se cresceu de peso a tal ponto que o pobre tolo foi ao fundo do rio.

Moral da história: não imite os outros.

1. Os burros da história têm pontos de vista diferentes. Reescreva um fragmento do


texto que justifique essa afirmação.   
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2. Qual a crença do burro que carregava as esponjas? A partir do que acreditava como
costumava agir?
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3. Você concorda com a moral da história? Por quê?


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A Rã e o Touro – Fábula de Monteiro Lobato
Uma tarde, um grande Touro passeava pela água e a Rã vendo-o tão grande, tocada de
inveja, começou a comer e a inchar-se com vento, e perguntava às outras rãs se já era
tão grande como parecia. Responderam elas:
- Não!!!
Pela segunda vez, a Rã põe mais força para inchar e, aborrecida por faltar muito para se
igualar ao Touro, inchou de novo, inchou muito e tanto que não aguentou e arrebentou!

Moral da história: não cobiçar as coisas alheias!

1. Na fábula, que características aproximam a Rã do ser humano?


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2. Como você agiria se fosse uma das rãs que assistiam ao inchaço da Rã?
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3. Em sua opinião, para que a situação apresentada virasse uma experiência boa, qual
deveria ser a conduta da Rã?
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O Gato Vaidoso - Fábula de Monteiro Lobato


Moravam na mesma casa dois gatos iguaizinhos na pelagem, mas desiguais na sorte.
Um, era mimado pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a
leite e comia em colo. O outro, por feliz, se dava com as espinhas de peixe do lixo.
Certa vez, cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo, dizendo:
- Passa longe, vagabundo! Não vê que você é pobre e eu sou rico? Que é um gato de
cozinha e eu sou gato de salão?
- Alto lá, senhor orgulhoso! Somos irmãos, criados no mesmo ninho.
- Sou nobre. Sou mais que você!
- Em quê? Não mias como eu!?
- Mio.
- Não tens rabo como eu!?
- Tenho.
- Não caças ratos como eu!?
- Caço.
- Não comes rato como eu!?
- Como.
- Então,não passas de um simples gato igual a mim. Abaixa a crista desse orgulho e
lembra que mais nobreza do que eu você não tem, o que você tem é apenas um bocado
de sorte...

1. Como você caracterizaria cada gato da história? Circule de azul as características


do gato de luxo e de vermelho, o gato sem sorte.

crítico esforçado arrogante antipático corajoso


hostil mandão sensato intolerante justo egoísta

2. Destaque do texto as razões que o gato de luxo usou para se considerar melhor
que o outro.
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3. Como eram as condições de vida do gato sem sorte?
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4. Em sua opinião, todos têm a mesma sorte e oportunidade? Cite um exemplo real
em que a falta de oportunidade é evidente.
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5. Sabemos que toda fábula transmite um ensinamento. O que você aprendeu com
essa história?
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O lobo velho - Fábula de Monteiro Lobato

Adoecera o lobo e, como não pudesse caçar, curtia na cama de palha a maior fome de
sua vida. Foi quando lhe apareceu a raposa.
– Bem-vinda, comadre! É o céu que a manda aqui. Estou morrendo de fome e se alguém
não me socorre, adeus, lobo!
– Pois espere aí que já arranjo algo para petiscar – respondeu a raposa com uma ideia na
cabeça.
Saiu e foi para a montanha onde costumavam pastar as ovelhas. Encontrou logo uma
desgarrada.
– Viva, anjinho! Que faz por aqui, tão inquieta?
– É que me perdi e tremo de medo do lobo.
– Medo do lobo? Que bobagem! Não sabe que o lobo já fez as pazes com o rebanho?
– Sério?
– Venho da casa dele, onde conversamos muito tempo. O pobre lobo está na agonia e
arrependido da maldade que fez às ovelhas. Pediu-me que dissesse isto a vocês e as
levassem lá a fim de selarem um pacto de reconciliação.
A ingênua ovelhinha pulou de alegria. Que sossego dali por diante, para ela e as demais
companheiras! Que bom viver assim, sem o terror do lobo no coração!
Muito animada, disse:
– Pois vou eu mesma selar o acordo.
Partiram. A raposa, à frente, conduziu a ovelhinha até a toca da fera. Entraram. A
ovelhinha por pouco não desmaiou de medo.
– Vamos – disse a raposa - beije a pata do magnânimo senhor! Abrace-o, menina!
A inocente, vencendo o medo, dirigiu-se para o lobo e abraçou-o. E foi-se a ovelha!

Moral da História: Muito padece quem confia num estranho cegamente .

1. O que fez a ovelha acreditar que o lobo não a comeria?


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2. Em sua opinião, quem agiu com maldade na história?


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3. Você concorda com a moral da história? Justifique sua reposta!


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4. Que outro final você daria para esta história?


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 Construa coletivamente uma fábula com a turma. Escreva a história no


quadro, enquanto as ideias vão surgindo.

 Monte um banco de fábulas. Encomende uma pesquisa de fábulas e


depois explore-as em rodas de leitura. Guarde os textos ou livros em um
canto em que as crianças possam ler novamente ou possam buscar toda
vez que forem solicitadas para alguma atividade.

 Recados de Amor. Estimule a turma a escrever um ensinamento, conselho


ou elogio aos colegas da sala. Cada dia da semana, um aluno é escolhido
para receber os bilhetes que ficarão num varal da sala. Ao longo do dia, ele
vai pegando e lendo. Organize os momentos em que os alunos possam
escrever, pregar o bilhete no varal e o aluno escolhido possa ler!

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