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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES


HOSPITAL DAS CLÍNICAS

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA
NUTRIÇÃO PARENTERAL

COMISSÃO DE SUPORTE NUTRICIONAL

Enfermeiras Thais Vilela de Sousa


e
Georlúcya Kátia da Silva Ferreira
Compete ao Enfermeiro...
• Orientar o paciente, a família ou o responsável legal quanto
à utilização e controle da NP;

• Proceder punção venosa periférica


de cateter intravenoso ou cateter
periférico central (PICC), quando habilitado;

• Participar com a equipe médica na inserção do cateter


venoso central;

• Assegurar a manutenção e permeabilidade da via de


administração;

• Receber a solução parenteral da farmácia e


assegurar a sua conservação até a completa
administração;
Compete ao Enfermeiro...
• Proceder a inspeção visual da solução parenteral antes da sua infusão;

• Avaliar e assegurar a instalação da NP observando as recomendações do


rótulo e confrontando-as com a prescrição;

• Assegurar que qualquer outra droga, solução ou nutrientes prescritos, não


sejam infundidos na mesma via de administração da solução parenteral, sem
autorização formal da equipe Multiprofissional de Nutrição Parenteral;

• Participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação


continuada, garantindo a atualização de seus colaboradores;

• Elaborar e padronizar os procedimentos de enfermagem relacionadas à TN;


Compete ao Enfermeiro...
• Prescrever os cuidados de enfermagem inerentes a essa terapia em
níveis hospitalar, ambulatorial e domiciliar;

• Detectar, registrar e comunicar Equipe Multi de Terapia Nutricional ou


médico responsável pelo paciente as intercorrências de qualquer
ordem técnica/administrativa;

• Garantir o registro claro e preciso de informações relacionadas à


administração e a evolução do paciente, quanto aos dados
antropométricos, peso, sinais vitais, balanço hídrico, glicemia,
tolerância digestiva entre outros;
Compete ao Enfermeiro...
• Garantir a troca do curativo , com base em procedimentos preestabelecidos;

• Efetuar e/ou supervisionar a troca do curativo do cateter venoso, com base em


procedimentos preestabelecidos;

• O enfermeiro deve participar da seleção, padronização, licitação e aquisição de


equipamentos e materiais utilizados na administração e controle da TN;

• Zelar pelo perfeito funcionamento das bombas de infusão;

• Discutir casos clínicos com a equipe multidisciplinar.


Cuidados antes da
instalação da NP...
• Garantir o acesso:

Periférico – indicado para soluções com osmolaridade até 800-900mOsm/L

Central – Osmolaridade superior a 700mOsm/L

• Certificar-se do recebimento em tempo hábil para administração;

• A bolsa deve ser mantida em sua embalagem plástica até o momento da


manipulação e sua aclimatação deve ser feita no posto de enfermagem;

• O sítio de inserção do cateter deverá ser inspecionado para detecção


precoce de complicações relacionadas (a depender da cobertura).
Cuidados na
instalação da NP...
No posto de enfermagem:

• Limpeza da superfície de preparo;

• Higiene de mãos e paramentação;

• Inspeção da bolsa;

• Confecção do rótulo com nome do paciente, volume total de infusão, data e hora,

gotejamento de acordo com prescrição e nome do profissional que instalou;

• Diluição de forma correta (de acordo com o fabricante e sem danificar a bolsa);

• Colocação do equipo de forma asséptica e preenchimento do mesmo pela solução

parenteral;
Cuidados na
instalação da NP...
Com o paciente:

• Higienizar as mãos, paramentar-se;

• Parar a infusão em curso, se houver;

• Fechar/clampear a via, se não houver clamp proximal solicitar ao paciente que

realize a manobra de Valsalva;

• Realizar desinfecção da conexão do acesso com álcool;

• Mantendo a cadeia asséptica, desconectar o equipo usado;

• Mantendo a cadeia asséptica, injetar 20ml de soro fisiológico;

• Mantendo a cadeia asséptica, conectar novo equipo;

• Realizar desinfecção com álcool à 70% da bomba de infusão, programa-la e iniciar

a infusão.
Lembrando que...
• A infusão é contínua, não interromper a mesma na realização de exames,
procedimentos e outros;
• Dentro do serviço de enfermagem, a administração é privativa do
enfermeiro;
• A administração deve durar 24h e deve-se fazer o controle de trocas;
• Deve se eleger uma via para a infusão exclusiva da solução parenteral;
• A solução parenteral deve ser infundida por fluxo controlado (em bomba
de infusão) de acordo com a prescrição médica (conferência diária da
vazão prescrita).
REFERÊNCIAS
• BRASIL, COFEN. Decreto nº. 94.406, de 08 de junho de 1987. Regulamenta
a Lei nº. 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da
enfermagem, e dá outras providências. Disponível em:
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-94406-
8-junho-1987-444430-norma-pe.html . Acesso em: 10/04/2016.
• SMELTZER, S.C; HINKLE, J.L, BARE, B.G, CHEEVER, K. H (Org). Bunner e
Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Ed. Guanabara
Koogan, São Paulo, 2012, 2404p.
• MATSUDA, C.S.T; SEPRA, L.F; CIOSAK, S.I (Org). Terapia nutricional enteral e
parenteral. Consenso de boas práticas de enfermagem. Ed. Martinari, São
Paulo, 2013, 359p.
• BRASIL, COFEN. Resolução COFEN N° 453, de 16 de janeiro de 2014.
Aprova a norma técnica que dispõem sobre a atuação da equipe de
enfermagem em terapia nutricional. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-04532014_23430.html.
Acesso em: 10/04/2016.