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ANÁLISE DE CIRCUITOS

ELÉTRICOS
AULA 4

Profª Priscila Ertmann Bolzan


CONVERSA INICIAL

Vamos começar os estudos sobre transformada de Laplace!


Assim como na aula passada, analisaremos o circuito no domínio da
frequência a fim de facilitar a análise e, após, será feita a transformada do
domínio da frequência para o domínio do tempo novamente.
Nesta aula, vamos estudar a transformada de Laplace, os princípios, as
propriedades, a tabela com as transformadas mais usuais, a transformada
inversa e como utilizar expansão em frações parciais para simplificar a
conversão. Além disso, veremos como fazer a transformação dos elementos de
circuitos, como fontes, resistor, capacitor e indutor para o domínio da frequência
e, por fim, alguns exemplos de resolução de circuitos elétricos com o uso desta
técnica.

TEMA 1 – INTRODUÇÃO À TRANSFORMADA DE LAPLACE

A transformada de Laplace é utilizada para transformar o circuito para o


domínio da frequência, fazer os cálculos necessários utilizando ferramentas de
circuitos elétricos já conhecidas e, após, transformar a resposta para o domínio
do tempo novamente através da transformada de Laplace inversa.
O uso dessa técnica é justificado por facilitar os cálculos, uma vez que
equações diferenciais são convertidas em equações algébricas, de solução mais
fácil. Além disso, a análise para elementos com condições iniciais será mais
simples. Por fim, através deste método pode-se encontrar o valor final do circuito,
já considerando a resposta natural e a resposta forçada.
A sequência de conversões pode ser vista graficamente na Figura.
Figura 1 – Resolução de circuitos utilizando a transformada de Laplace

A transformada de Laplace de uma função 𝑓(𝑡) é 𝐹(𝑠) ou ℒ[𝑓(𝑡)],


conforme apresentado em (1).

ℒ[𝑓(𝑡)] = 𝐹(𝑠) = ∫ 𝑓(𝑡) ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡 (1)
0−

Sendo que 𝑠 é uma variável complexa que simboliza a frequência.


Uma vez que será utilizada a transformada de Laplace e a transformada
de Laplace inversa, é importante saber que esta relação se dá de forma bilateral,
ou seja, conforme mostrado em (2).

𝑓(𝑡) ⇔ 𝐹(𝑠) (2)

Sempre que for necessário saber a transformada de Laplace de uma


função, pode-se apenas verificar na tabela predefinida da transformada, porém
é importante entender com base em que a tabela foi concebida, por isso são
apresentadas algumas das transformadas mais importantes na sequência.
Para começar, pode-se calcular a transformada de Laplace da função
degrau (𝑢(𝑡)). O cálculo é apresentado em (3).


ℒ[𝑢(𝑡)] = ∫ 1 ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡
0−
(3)
1 −𝑠∙𝑡 ∞
ℒ[𝑢(𝑡)] = − ∙ 𝑒 |
𝑠 0

3
1 1
ℒ[𝑢(𝑡)] = − ∙ (0) + ∙ (1)
𝑠 𝑠
1
ℒ[𝑢(𝑡)] =
𝑠

Na sequência, em (4) apresenta-se a transformada da função 𝑒 −𝑎∙𝑡 ∙ 𝑢(𝑡).


ℒ[𝑒 −𝑎∙𝑡 ∙ 𝑢(𝑡)] = ∫ 𝑒 −𝑎∙𝑡 ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡
0−

ℒ[𝑒 −𝑎∙𝑡 ] = ∫ 𝑒 −(𝑠+𝑎)∙𝑡 𝑑𝑡
0−

1 ∞
−𝑎∙𝑡 ] −(𝑠+𝑎)∙𝑡 (4)
ℒ[𝑒 =− ∙𝑒 |
𝑠+𝑎 0
1 1
ℒ[𝑒 −𝑎∙𝑡 ] = − ∙ (0) + ∙ (1)
𝑠+𝑎 𝑠+𝑎
1
ℒ[𝑒 −𝑎∙𝑡 ] =
𝑠+𝑎

Para a transformada da função seno 𝑓(𝑡) = 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ∙ 𝑢(𝑡), a transformada


de Laplace é calculada como mostrado em (5).


ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ∙ 𝑢(𝑡)] = ∫ 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡 (5)
0−

Sabe-se que 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 pode ser reescrito conforme mostrado em (6).

𝑒 𝑗𝜔𝑡 − 𝑒 −𝑗𝜔𝑡
𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 = (6)
2𝑗

Então, pode-se substituir (6) em (5) e continuar o cálculo, conforme


apresentado em (7).

𝑒 𝑗𝜔𝑡 − 𝑒 −𝑗𝜔𝑡
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = ∫ ( ) ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡
0− 2𝑗

1
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = ∙ ∫ 𝑒 −(𝑠−𝑗𝜔)∙𝑡 − 𝑒 −(𝑠+𝑗𝜔)∙𝑡 𝑑𝑡
2𝑗 0−
1 1 ∞ 1 ∞
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = ∙ [− ∙ 𝑒 −(𝑠−𝑗𝜔)∙𝑡 | + ∙ 𝑒 −(𝑠+𝑗𝜔)∙𝑡 | ]
2𝑗 𝑠 − 𝑗𝜔 0 𝑠 + 𝑗𝜔 0 (7)
1 1 1 1 1
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = ∙ [− ∙ (0) + ∙ (1) + ∙ (0) − ∙ (1)]
2𝑗 𝑠 − 𝑗𝜔 𝑠 − 𝑗𝜔 𝑠 + 𝑗𝜔 𝑠 + 𝑗𝜔
1 1 1
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = ∙[ − ]
2𝑗 𝑠 − 𝑗𝜔 𝑠 + 𝑗𝜔
1 1
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = [ − ]
2𝑗 ∙ 𝑠 − 2𝑗 𝜔 2𝑗 ∙ 𝑠 + 2𝑗 2 𝜔
2

4
Sabendo que 𝑗 = √−1, então pode-se substituir em (7), resultando em (8).

1 1
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = [ − ] (8)
2𝑗 ∙ 𝑠 + 2𝜔 2𝑗 ∙ 𝑠 − 2𝜔

Aplicando o mínimo múltiplo comum a fim de realizar a adição entre as


duas partes, tem-se (9).

(2𝑗 ∙ 𝑠 − 2𝜔) − (2𝑗 ∙ 𝑠 + 2𝜔)


ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = [ ]
(2𝑗 ∙ 𝑠 + 2𝜔) ∙ (2𝑗 ∙ 𝑠 − 2𝜔)
−4𝜔
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = [ ] (9)
4𝑗 2 𝑠 2
− 4𝜔 2
𝜔
ℒ[𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡] = 2
𝑠 + 𝜔2

De acordo com (2), pode-se concluir que a transformada de Laplace


inversa destas mesmas funções fica como mostrado em (10).

1
ℒ −1 [ ] = 𝑢(𝑡)
𝑠
1
ℒ −1 [ ] = 𝑒 −𝑎∙𝑡 ∙ 𝑢(𝑡) (10)
𝑠+𝑎
𝜔
ℒ −1 [ 2 ] = 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ∙ 𝑢(𝑡)
𝑠 + 𝜔2

A fim de não ser necessário o cálculo das transformadas de Laplace mais


usuais toda vez que for preciso, a Tabela 1 mostra a transformada das funções
mais utilizadas.

Tabela 1 – Transformadas de Laplace

𝒇(𝒕) 𝑭(𝒔)
𝜹(𝒕) 1
1
𝒖(𝒕)
𝑠
1
𝒆−𝒂𝒕
𝑠+𝑎
1
𝒕
𝑠2
𝑛!
𝒕𝒏 𝑛+1
𝑠
1
𝒕 ∙ 𝒆−𝒂𝒕
(𝑠 + 𝑎)2
𝑛!
𝒕𝒏 ∙ 𝒆−𝒂𝒕
(𝑠 + 𝑎)𝑛+1
𝜔
𝒔𝒆𝒏𝝎𝒕
𝑠 + 𝜔2
2

5
𝑠
𝒄𝒐𝒔𝝎𝒕
𝑠2 + 𝜔2
𝑠 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝜃 + 𝜔 ∙ 𝑐𝑜𝑠𝜃
𝒔𝒆𝒏(𝝎𝒕 + 𝜽)
𝑠2 + 𝜔2
𝑠 ∙ 𝑐𝑜𝑠𝜃 − 𝜔 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝜃
𝒄𝒐𝒔(𝝎𝒕 + 𝜽)
𝑠2 + 𝜔2
𝜔
𝒆−𝒂𝒕 ∙ 𝒔𝒆𝒏𝝎𝒕
(𝑠 + 𝑎)2 + 𝜔 2
𝑠+𝑎
𝒆−𝒂𝒕 ∙ 𝒄𝒐𝒔𝝎𝒕
(𝑠 + 𝑎)2 + 𝜔 2

TEMA 2 – PROPRIEDADES DA TRANSFORMADA DE LAPLACE

As propriedades da transformada de Laplace são importantes para casos


em que não é possível aplicar a definição apenas. As principais propriedades
são mostradas nos tópicos a seguir:

2.1 Linearidade

A transformada de Laplace de uma soma é igual à soma das


transformadas, conforme exposto em (11).
ℒ[𝑎1 ∙ 𝑓1 (𝑡) + 𝑎2 ∙ 𝑓2 (𝑡)] = 𝑎1 ∙ 𝐹1 (𝑠) + 𝑎2 ∙ 𝐹2 (𝑠) (11)
Um exemplo do uso desta propriedade pode ser visto em (12).

1
ℒ[𝑐𝑜𝑠𝜔𝑡 ∙ 𝑢(𝑡)] = ℒ [ ∙ (𝑒 𝑗𝜔𝑡 + 𝑒 −𝑗𝜔𝑡 )]
2
(12)
1 1
ℒ[𝑐𝑜𝑠𝜔𝑡] = ∙ ℒ[𝑒 𝑗𝜔𝑡 ] + ∙ ℒ[𝑒 −𝑗𝜔𝑡 ]
2 2

Seguindo os mesmos passos já expostos anteriormente, pode-se concluir


que (12) irá resultar em (13).
𝑠
ℒ[𝑐𝑜𝑠𝜔𝑡] = (13)
𝑠2 + 𝜔2

2.2 Deslocamento no tempo

A transformada de Laplace para uma função deslocada no tempo é


mostrada em (14).


ℒ[𝑓(𝑡 − 𝑎) ∙ 𝑢(𝑡 − 𝑎)] = ∫ 𝑓(𝑡 − 𝑎) ∙ 𝑢(𝑡 − 𝑎) ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡 (14)
0−

6
Neste caso, a resposta da transformada de Laplace para uma função
deslocada será como mostrado em (15).
ℒ[𝑓(𝑡 − 𝑎) ∙ 𝑢(𝑡 − 𝑎)] = 𝑒 −𝑎𝑠 ∙ 𝐹(𝑠) (15)

Isto é, deve-se multiplicar a resposta da função sem o deslocamento por


𝑒 −𝑎𝑠 .

2.3 Diferenciação no tempo

No caso de aplicação da transformada de Laplace em derivadas, a


resposta ficará conforme apresentado em (16).


𝑑𝑓 𝑑𝑓 −𝑠∙𝑡
ℒ[ 𝑢(𝑡)] = ∫ 𝑒 𝑑𝑡 (16)
𝑑𝑡 0− 𝑑𝑡

Nesse caso, tem-se a integral de uma multiplicação e se faz necessário


integrar por partes. Para isso, é necessário definir 𝑢 = 𝑒 −𝑠∙𝑡 , 𝑑𝑢 = −𝑠 ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡,
𝑑𝑓(𝑡)
𝑣 = 𝑓(𝑡), 𝑑𝑣 = 𝑑𝑡 = 𝑑𝑓(𝑡). Assim, pode-se finalizar a integral apresentada
𝑑𝑡

em (16) como é mostrado em (17).

𝑑𝑓 ∞ ∞
ℒ[ 𝑢(𝑡)] = 𝑓(𝑡) ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 | − ∫ 𝑓(𝑡) ∙ [−𝑠 ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 ]𝑑𝑡
𝑑𝑡 0 0−

𝑑𝑓
ℒ[ 𝑢(𝑡)] = 0 − 𝑓(0− ) + 𝑠 ∙ ∫ 𝑓(𝑡) ∙ 𝑒 −𝑠∙𝑡 𝑑𝑡 (17)
𝑑𝑡 0−
𝑑𝑓
ℒ[ 𝑢(𝑡)] = 𝑠 ∙ 𝐹(𝑠) − 𝑓(0− )
𝑑𝑡

Da mesma maneira, pode-se estender a análise para derivadas de ordem


maior, como é apresentado em (18).

ℒ[𝑓′′(𝑡)] = 𝑠 2 ∙ 𝐹(𝑠) − 𝑠 ∙ 𝑓(0− ) − 𝑓′(0− )


(18)
ℒ[𝑓′′′(𝑡)] = 𝑠 3 ∙ 𝐹(𝑠) − 𝑠 2 ∙ 𝑓(0− ) − 𝑠 ∙ 𝑓 ′ (0− ) − 𝑓′′(0− )

E continua da mesma maneira para derivadas de ordem n.

2.4 Tabela geral de propriedades da transformada de Laplace

Um resumo das propriedades mais importantes é apresentado na Tabela


2.

7
Tabela 2 – Propriedades da transformada de Laplace

Propriedade 𝒇(𝒕) 𝑭(𝒔)


Linearidade 𝑎1 ∙ 𝑓1 (𝑡) + 𝑎2 ∙ 𝑓2 (𝑡) 𝑎1 ∙ 𝐹1 (𝑠) + 𝑎2 ∙ 𝐹2 (𝑠)
1 𝑠
Fator de escala 𝑓(a𝑡) ∙ F( )
𝑎 𝑎
Deslocamento no tempo 𝑓(𝑡 − 𝑎) ∙ 𝑢(𝑡 − 𝑎) 𝑒 −𝑎𝑠 ∙ 𝐹(𝑠)
Deslocamento na frequência 𝑒 −𝑎𝑡 ∙ 𝑓(𝑡) 𝐹(𝑠 − 𝑎)
𝑑𝑓
𝑠 ∙ 𝐹(𝑠) − 𝑓(0− )
𝑑𝑡
𝑑2 𝑓
Diferenciação no tempo 𝑠 2 ∙ 𝐹(𝑠) − 𝑠 ∙ 𝑓(0− ) − 𝑓′(0− )
𝑑𝑡 2
𝑑3 𝑓 𝑠 3 ∙ 𝐹(𝑠) − 𝑠 2 ∙ 𝑓(0− ) −
𝑑𝑡 3 𝑠 ∙ 𝑓 ′ (0− ) − 𝑓′′(0− )
t
1
Integração no tempo ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 ∙ F(𝑠)
0 𝑠
𝑑
Diferenciação em frequência 𝑡 ∙ 𝑓(𝑡) − 𝐹(𝑠)
𝑑𝑠

𝑓(𝑡)
Integração em frequência ∫ 𝐹(𝑠)𝑑𝑠
𝑡 𝑠
𝐹1 (𝑠)
Periodicidade no tempo 𝑓(𝑡) = 𝑓(𝑡 + 𝑛𝑇)
1 − 𝑒 −𝑠𝑇
Valor inicial 𝑓(0) lim 𝑠 ∙ 𝐹(𝑠)
𝑠→∞

Valor final 𝑓(∞) lim 𝑠 ∙ 𝐹(𝑠)


𝑠→0

Convolução 𝑓1 (𝑡) ∗ 𝑓2 (𝑡) 𝐹1 (𝑠)𝐹2 (𝑠)

TEMA 3 – TRANSFORMADA DE LAPLACE INVERSA

Após transformar o circuito para o domínio da frequência utilizando a


transformada de Laplace e resolvê-lo, chega-se ao resultado final, mas ainda no
domínio da frequência. Para encontrar a função no domínio do tempo, faz-se
necessário utilizar a transformada de Laplace inversa.
Basicamente, uma equação no domínio da frequência genérica é
mostrada em (19).

𝑁(𝑠)
𝐹(𝑠) = (19)
𝐷(𝑠)

Em que 𝑁(𝑠) é o polinômio numerador e 𝐷(𝑠) é o polinômio denominador.


As raízes de 𝑁(𝑠) denominam-se zeros de 𝐹(𝑠) enquanto as raízes de 𝐷(𝑠)
denominam-se polos de 𝐹(𝑠).
8
Para a transformada de Laplace inversa, pode-se utilizar a Tabela 1. Em
caso de funções simples, que são compreendidas pela tabela, a transformada
inversa é fácil, conforme mostrado em (20).

1
ℒ −1 [ ] = 𝑢(𝑡) (20)
𝑠

No entanto, algumas funções não possuem uma correspondendo direta


na tabela, por isso é preciso dividi-las em expressões menores. Para isso, será
utilizado o método de expansão em frações parciais.
Serão estudados três casos principais de expansão em frações parciais:

3.1 Polos simples

É o caso em que o denominador é composto por polos reais (raízes da


função). Em (21) tem-se um exemplo dessa função, onde 𝑁(𝑠) simboliza o
numerador.
𝑁(𝑠)
𝐹(𝑠) = (21)
(𝑠 + 𝑝1 ) ∙ (𝑠 + 𝑝2 ) ∙ … ∙ (𝑠 + 𝑝𝑛 )
Neste caso, pode-se dividir em n funções, cada uma assume como
denominador um dos termos da multiplicação, ou seja, ficará conforme mostrado
em (22).
𝐴 𝐵 𝐶 𝑋
𝐹(𝑠) = + + + ⋯+ (22)
(𝑠 + 𝑝1 ) (𝑠 + 𝑝2 ) (𝑠 + 𝑝3 ) (𝑠 + 𝑝𝑛 )
Sendo que os termos 𝐴, 𝐵, 𝐶 e 𝑋 são constantes a serem calculadas. A
fim de exemplificar como devem ser feitos esses cálculos, observe o exemplo
mostrado em (23).
𝑠2 + 3 ∙ 𝑠 − 4
𝐹(𝑠) =
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 − 2)
(23)
𝑠2 + 3 ∙ 𝑠 − 4 𝐴 𝐵 𝐶
= + +
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 − 2) (𝑠 + 3) (𝑠 + 2) (𝑠 − 2)
Aplicando o mínimo múltiplo comum (MMC), pode-se igualar o
denominador dos dois lados da equação, conforme mostrado em (24).

𝐴 ∙ (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 − 2) + 𝐵 ∙ (𝑠 + 3) ∙ (𝑠 − 2) + 𝐶 ∙ (𝑠 + 3) ∙ (𝑠 + 2)
𝐹(𝑠) = (24)
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 − 2)

Fazendo a distributiva no numerador e colocando os termos em evidência,


chega-se à equação mostrada em (25). Além disso, sabendo-se que o

9
numerador dos dois lados da igualdade é o mesmo, ele pode ser
desconsiderado.

𝑠2 + 3 ∙ 𝑠 − 4 𝐴 ∙ (𝑠 2 − 4) + 𝐵 ∙ (𝑠 2 + 𝑠 − 6) + 𝐶 ∙ (𝑠 2 + 5 ∙ 𝑠 + 6)
=
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 − 2) (𝑠 + 3) ∙ (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 − 2) (25)
2 2
𝑠 + 3 ∙ 𝑠 − 4 = 𝑠 ∙ (𝐴 + 𝐵 + 𝐶) + 𝑠 ∙ (𝐵 + 5 ∙ 𝐶) − 4 ∙ 𝐴 − 6 ∙ 𝐵 + 6 ∙ 𝐶

Com base em (25), pode-se perceber que tudo que está multiplicando 𝑠 2
na primeira parte deve ser igual a tudo o que está multiplicando 𝑠 2 na segunda
parte da equação e o mesmo vale para os outros termos, assim pode-se concluir
o mostrado em (26).
1= 𝐴+𝐵+𝐶
3=𝐵+5∙𝐶 (26)
−4 = −4 ∙ 𝐴 − 6 ∙ 𝐵 + 6 ∙ 𝐶

Aplicando substituição ou qualquer ferramenta para solucionar um


sistema de equações, conclui-se que 𝐴 = −4/5, 𝐵 = 3/2 e 𝐶 = 3/10. Assim,
substituindo estes valores em (23), a equação 𝐹(𝑠) pode ser reescrita como (27).

−4⁄ 3 3
𝐹(𝑠) = 5 + ⁄2 + ⁄10 (27)
(𝑠 + 3) (𝑠 + 2) (𝑠 − 2)

Dessa maneira, para calcular a transformada de Laplace inversa de 𝐹(𝑠),


podem-se calcular as três partes separadamente e somar, conforme mostrado
em (28).
−4⁄ 3 3
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = ℒ −1 [ 5 ] + ℒ −1 [ ⁄2 ] + ℒ −1 [ ⁄10 ]
(𝑠 + 3) (𝑠 + 2) (𝑠 − 2)
−4 −1 1 3 1 3 1 (28)
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = ∙ℒ [ ] + ∙ ℒ −1 [ ]+ ∙ ℒ −1 [ ]
5 (𝑠 + 3) 2 (𝑠 + 2) 10 (𝑠 − 2)
−4 −3∙𝑡 3 −2∙𝑡 3
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = ∙𝑒 + ∙𝑒 + ∙ 𝑒 2∙𝑡
5 2 10

Assim, resolveu-se a transformada inversa de Laplace utilizando apenas


uma transformação simples encontrada diretamente na tabela das
transformadas.
Outro exemplo é mostrado em (29).

25 ∙ 𝑠 + 35
𝐹(𝑠) = (29)
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2)

10
25 ∙ 𝑠 + 35 𝐴 𝐵
= +
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)

Primeiramente, aplica-se o MMC no denominador no segundo lado da


equação, a fim de ficar com os dois lados da equação com o mesmo
denominador, sendo possível simplificá-los. Após, podem-se colocar os termos
em evidência, como em (30).

25 ∙ 𝑠 + 35 𝐴 ∙ (𝑠 + 2) + 𝐵 ∙ (𝑠 + 1)
=
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (30)
25 ∙ 𝑠 + 35 = 𝑠 ∙ (𝐴 + 𝐵) + 2 ∙ 𝐴 + 𝐵

Comparando os dois lados da equação, pode-se concluir o que é


mostrado em (31).

25 = 𝐴 + 𝐵
(31)
35 = 2 ∙ 𝐴 + 𝐵

Com duas incógnitas e duas equações, sabe-se que 𝐴 = 10 e 𝐵 = 15.


Desta maneira, pode-se reescrever (29) como (32).

25 ∙ 𝑠 + 35 10 15
= + (32)
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)

Após simplificar a equação em duas partes mais simples, pode-se aplicar


a transformada de Laplace inversa em cada uma das partes, conforme feito em
(33).

25 ∙ 𝑠 + 35 10 15
ℒ −1 [ ] = ℒ −1 [ ] + ℒ −1 [ ]
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)
25 ∙ 𝑠 + 35 1 1
ℒ −1 [ ] = 10 ∙ ℒ −1 [ ] + 15 ∙ ℒ −1 [ ] (33)
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)
25 ∙ 𝑠 + 35
ℒ −1 [ ] = 10 ∙ 𝑒 −𝑡 + 15 ∙ 𝑒 −2∙𝑡
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2)

3.2 Polos repetidos

É quando os polos reais se repetem, como mostrado em (34).


𝑁(𝑠)
𝐹(𝑠) = (34)
(𝑠 + 𝑝1 )𝑛

11
Para o numerador, segue-se a mesma regra, porém o denominador ficará
diferente e, em vez de dividir cada termo com um dos polos, deve-se dividir como
mostrado em (35).
𝐴 𝐵 𝐶 𝑥
𝐹(𝑠) = + 2
+ 3
∙∙∙ + (35)
(𝑠 + 𝑝1 ) (𝑠 + 𝑝1 ) (𝑠 + 𝑝1 ) (𝑠 + 𝑝1 )𝑛

Um exemplo para este caso pode ser visto em (36).

8 ∙ 𝑠 + 24
𝐹(𝑠) =
(𝑠 + 1)2
(36)
𝐴 𝐵
𝐹(𝑠) = 1
+
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1)2

Inicialmente, da mesma maneira que anteriormente, deve-se calcular o


MMC, conforme mostrado em (37).

8 ∙ 𝑠 + 24 𝐴 ∙ (𝑠 + 1)1 + 𝐵
= (37)
(𝑠 + 1)2 (𝑠 + 1)2

Reorganizando os termos e eliminando o denominador, uma vez que é o


mesmo nos dois lados da igualdade, chega-se a (38).

8 ∙ 𝑠 + 24 = 𝑠 ∙ (𝐴) + 𝐴 + 𝐵 (38)

Analisando os dois lados, pode-se concluir o que é apresentado em (39).

8=𝐴
(39)
24 = 𝐴 + 𝐵

Assim, calcula-se que 𝐴 = 8 e 𝐵 = 16, portanto pode-se reescrever (36)


como (40).

8 ∙ 𝑠 + 24 8 16
2
= 1
+ (40)
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1)2

Portanto, para calcular a transformada de Laplace inversa, basta utilizar a


tabela das transformadas para cada um dos termos, como em (41).

8 ∙ 𝑠 + 24 8 16
ℒ −1 [ 2 ] = ℒ −1 [ ] + ℒ −1 [ ]
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1)2
(41)
−1
8 ∙ 𝑠 + 24 1 1
ℒ [ ] = 8 ∙ ℒ −1 [ ] + 16 ∙ ℒ −1 [ ]
(𝑠 + 1)2 (𝑠 + 1) (𝑠 + 1)2

12
8 ∙ 𝑠 + 24
ℒ −1 [ ] = 8 ∙ 𝑒 −𝑡 + 16 ∙ 𝑡 ∙ 𝑒 −𝑡
(𝑠 + 1)2

Outro exemplo desse mesmo caso é mostrado em (42), onde o


denominador possui grau 4 no expoente.

𝑠3 − 1
𝐹(𝑠) = (42)
(𝑠 + 1)4

Nesse caso, na expansão em frações parciais, o número de termos será


igual a 𝑛, sabendo-se que 𝑛 é o grau do expoente do denominador, ou seja, para
este caso, 𝑛 = 4. Por isso 𝐹(𝑠) será expandida em 4 partes, conforme mostrado
em (43).

𝑠3 − 1 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷
𝐹(𝑠) = 4
= + 2
+ 3
+ (43)
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1)4

Seguindo a sequência já apresentada, faz-se o MMC do denominador e


igualam-se os denominadores dos dois lados da igualdade, como em (44).

𝑠3 − 1 𝐴 ∙ (𝑠 + 1)3 + 𝐵 ∙ (𝑠 + 1)2 + 𝐶 ∙ (𝑠 + 1) + 𝐷
= (44)
(𝑠 + 1)4 (𝑠 + 1)4

Reestruturando os termos e eliminando os denominadores, a equação


(44) se torna (45).

𝑠3 − 1 𝐴 ∙ (𝑠 3 + 3 ∙ 𝑠 2 + 3 ∙ 𝑠 + 1) + 𝐵 ∙ (𝑠 2 + 2 ∙ 𝑠 + 1) + 𝐶 ∙ (𝑠 + 1) + 𝐷
=
(𝑠 + 1)4 (𝑠 + 1)4 (45)
3 3 2
𝑠 − 1 = 𝑠 ∙ (𝐴) + 𝑠 ∙ (3 ∙ 𝐴 + 𝐵) + 𝑠 ∙ (3 ∙ 𝐴 + 2 ∙ 𝐵 + 𝐶) + 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 + 𝐷

Assim, podem-se igualar os valores que multiplicam os termos, conforme


apresentado em (46).

1=𝐴
0=3∙𝐴+𝐵
(46)
0=3∙𝐴+2∙𝐵+𝐶
−1 = 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 + 𝐷

Dessa maneira, pode-se concluir que 𝐴 = 1, 𝐵 = −3, 𝐶 = 3 e 𝐷 = −2.


Logo, (43) pode ser reescrita como (47).

13
𝑠3 − 1 1 −3 3 −2
𝐹(𝑠) = 4
= + 2
+ 3
+ (47)
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1)4

Após ter a função expandida, pode-se fazer a transformada de Laplace


inversa de todos os termos, conforme mostrado em (48).

1 −3 3 −2
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = ℒ −1 [ ] + ℒ −1 [ ] + ℒ −1 [ ] + ℒ −1 [ ]
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1)2 (𝑠 + 1)3 (𝑠 + 1)4
1 1 3 2 2 6
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = ℒ −1 [ ] − 3 ∙ ℒ −1 [ 2 ] + ∙ ℒ −1 [ 3 ] − ∙ ℒ −1 [ ] (48)
(𝑠 + 1) (𝑠 + 1) 2 (𝑠 + 1) 6 (𝑠 + 1)4
𝑠3 − 1 3 2
ℒ −1 [ ] = 𝑒 −𝑡 − 3 ∙ 𝑡 ∙ 𝑒 −𝑡 + ∙ 𝑡 2 ∙ 𝑒 −𝑡 − ∙ 𝑡 3 ∙ 𝑒 −𝑡
(𝑠 + 1)4 2 6

3.3 Polos complexos

Nesse caso, o denominador não possui polos reais, e sim polos


complexos, conforme mostrado em (49).

𝑁(𝑠)
𝐹(𝑠) = (49)
𝑠2 +𝑎∙𝑠+𝑏

Para esse caso, a parte superior não deve ser apenas uma constante e
sim como apresentado em (50).

𝐴∙𝑠+𝐵
𝐹(𝑠) = (50)
𝑠2 +𝑎∙𝑠+𝑏

Para exemplificar este caso, será utilizada a função mostrada em (51).

20
𝐹(𝑠) = (51)
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2+ 8 ∙ 𝑠 + 25)

Nesse caso, para fazer a expansão é necessário dividir a equação em


termos conforme (52).

20 𝐴 𝐵∙𝑠+𝐶
= + 2 (52)
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2+ 8 ∙ 𝑠 + 25) (𝑠 + 3) (𝑠 + 8 ∙ 𝑠 + 25)

Primeiramente deve ser feito o MMC e, após, organizar o numerador,


como em (53).

20 𝐴 ∙ (𝑠 2 + 8 ∙ 𝑠 + 25) + (𝐵 ∙ 𝑠 + 𝐶) ∙ (𝑠 + 3)
=
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2 + 8 ∙ 𝑠 + 25) (𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2 + 8 ∙ 𝑠 + 25) (53)
20 = 𝐴 ∙ 𝑠 2 + 𝐴 ∙ 8 ∙ 𝑠 + 𝐴 ∙ 25 + 𝐵 ∙ 𝑠 2 + 𝐵 ∙ 𝑠 ∙ 3 + 𝐶 ∙ 𝑠 + 𝐶 ∙ 3

14
20 = 𝑠 2 ∙ (𝐴 + 𝐵) + 𝑠 ∙ (8 ∙ 𝐴 + 3 ∙ 𝐵 + 𝐶) + 𝐴 ∙ 25 + 𝐶 ∙ 3

De (53) podem-se estabelecer as relações apresentadas em (54).

0=𝐴+𝐵
0=8∙𝐴+3∙𝐵+𝐶 (54)
20 = 𝐴 ∙ 25 + 𝐶 ∙ 3

Com base nesse sistema de equações, sabe-se que 𝐴 = 2, 𝐵 = −2 e 𝐶 =


−10. Portanto, (52) pode ser reescrita como (55).

20 2 2 ∙ 𝑠 + 10
= − 2 (55)
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2+ 8 ∙ 𝑠 + 25) (𝑠 + 3) (𝑠 + 8 ∙ 𝑠 + 25)

Esta equação ainda não está de acordo com nenhuma das tabelas de
forma direta, por isso é necessário reorganizar alguns termos a fim de alinhar a
equação com a da tabela, como mostrado em (56).

20 2 2 ∙ (𝑠 + 4) + 2
= −
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2 + 8 ∙ 𝑠 + 25) (𝑠 + 3) (𝑠 + 4)2 + 9
(56)
20 2 2 ∙ (𝑠 + 4) 2 3
= − − ∙
(𝑠 + 3) ∙ (𝑠 2 + 8 ∙ 𝑠 + 25) (𝑠 + 3) (𝑠 + 4)2 + 9 3 (𝑠 + 4)2 + 9

Para resolver, basta aplicar a transformada inversa em cada um dos


termos, conforme (57).

2 2 ∙ (𝑠 + 4) 2 3
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = ℒ −1 [ ] − ℒ −1 [ ] − ℒ −1
[ ∙ ]
(𝑠 + 3) (𝑠 + 4)2 + 9 3 (𝑠 + 4)2 + 9
(57)
−1 [𝐹(𝑠)] −1
1 (𝑠 + 4) 2 −1 3
ℒ =2∙ℒ [ ] − 2 ∙ ℒ −1 [ ] − ∙ ℒ [ ]
(𝑠 + 3) (𝑠 + 4)2 + 9 3 (𝑠 + 4)2 + 9

Para concluir o cálculo, primeiramente é necessário saber qual das


funções da tabela deve-se utilizar. As duas que serão utilizadas para o segundo
e o terceiro termo de (57) são vistas em (58).

𝜔
𝑒 −𝑎𝑡 ∙ 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ↔
(𝑠+𝑎)2 +𝜔2
(58)
𝑠+𝑎
𝑒 −𝑎𝑡 ∙ 𝑐𝑜𝑠𝜔𝑡 ↔
(𝑠+𝑎)2 +𝜔2

Com base em (58), pode-se então aplicar a transformada inversa em (57),


conforme apresentado em (59).

15
2
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = 2 ∙ 𝑒 −3∙𝑡 − 2 ∙ 𝑒 −4∙𝑡 ∙ cos(3 ∙ 𝑡) − ∙ 𝑒 −4∙𝑡 ∙ 𝑠𝑒𝑛(3 ∙ 𝑡) (59)
3

Outro exemplo de funções com polos complexos é mostrado em (60).

10 ∙ 𝑠
𝐹(𝑠) = (60)
(𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2)
Neste caso, para expandir em frações parciais, deve-se fazer como
mostrado em (61).
10 ∙ 𝑠 𝐴∙𝑠+𝐵 𝐶
= 2 + (61)
(𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)

A partir daí, aplicando o MMC e removendo o denominador, tem-se (62).

10 ∙ 𝑠 𝐴∙𝑠+𝐵 𝐶
= 2 +
(𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)
10 ∙ 𝑠 (𝐴 ∙ 𝑠 + 𝐵) ∙ (𝑠 + 2) + 𝐶 ∙ (𝑠 2 + 1)
= (62)
(𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2)
10 ∙ 𝑠 = 𝐴 ∙ 𝑠 2 + 2 ∙ 𝐴 ∙ 𝑠 + 𝐵 ∙ 𝑠 + 2 ∙ 𝐵 + 𝐶 ∙ 𝑠 2 + 𝐶
10 ∙ 𝑠 = 𝑠 2 ∙ (𝐴 + 𝐶) + 𝑠 ∙ (2 ∙ 𝐴 + 𝐵) + 2 ∙ 𝐵 + 𝐶

Agora, pode-se criar um sistema de equações, com base nas igualdades,


conforme (63).

0=𝐴+𝐶
10 = 2 ∙ 𝐴 + 𝐵 (63)
0=2∙𝐵+𝐶

Resolvendo o sistema, chega-se à conclusão de que 𝐴 = 4, 𝐵 = 2 e 𝐶 =


−4, por isso pode-se reescrever (61) como (64). Dividiu-se o primeiro termo da
equação a fim de ficar compatível com a tabela de transformadas.

10 ∙ 𝑠 4∙𝑠+2 4
= −
(𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 2 + 1) (𝑠 + 2)
(64)
10 ∙ 𝑠 4∙𝑠 2 4
2
= 2 + 2 −
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)

Depois disso, basta aplicar a transformada inversa em todos os termos,


conforme (65).

10 ∙ 𝑠 4∙𝑠 2 4
ℒ −1 [ ] = ℒ −1 [ 2 ] + ℒ −1 [ 2 ] − ℒ −1 [ ] (65)
(𝑠 2 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)

16
𝑠 1 1
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = 4 ∙ ℒ −1 [ ] + 2 ∙ ℒ −1 [ 2 ] − 4 ∙ ℒ −1 [ ]
(𝑠 2 + 1) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)
ℒ −1 [𝐹(𝑠)] = 4 ∙ cos(𝑡) + 2 ∙ 𝑠𝑒𝑛(𝑡) − 4 ∙ 𝑒 −2∙𝑡

TEMA 4 – ELEMENTOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS NO DOMÍNIO DA


FREQUÊNCIA

A primeira etapa para resolver um circuito elétrico com o auxílio da


transformada de Laplace é mudar o circuito do domínio do tempo para o domínio
da frequência. Para isso, é necessário alterar as fontes e todos os elementos
(resistores, capacitores e indutores). Como fazer essa modificação é o que é
estudado a seguir.

Inicialmente, vê-se em (66) a equação de tensão no resistor, tanto no


domínio do tempo quanto no domínio da frequência, ou seja, após ter sido
aplicada a transformada de Laplace.

𝑣(𝑡) = 𝑅 ∙ 𝑖(𝑡)
(66)
𝑉(𝑠) = 𝑅 ∙ 𝐼(𝑠)

Fazendo o mesmo para um indutor, tem-se (67).

𝑑𝑖(𝑡)
𝑣(𝑡) = 𝐿 ∙
𝑑𝑡 (67)
− )] −)
𝑉(𝑠) = 𝐿 ∙ [𝑠 ∙ 𝐼(𝑠) − 𝑖(0 = 𝑠 ∙ 𝐿 ∙ 𝐼(𝑠) − 𝐿 ∙ 𝑖(0
Sendo que 𝑖(0− ) é a corrente inicial do indutor. Ainda, com base em (67),
pode-se reescrever a equação de forma que a corrente no indutor seja isolada,
conforme mostrado em (68).
1 𝑖(0− )
𝐼(𝑠) = ∙ 𝑉(𝑠) + (68)
𝑠∙𝐿 𝑠

Com base nas equações, pode-se concluir que um indutor carregado ao


ser transformado para o domínio da frequência vai ficar conforme mostrado na
Figura.

17
Figura 2 – Indutor no (a) domínio do tempo (b) domínio da frequência com fonte
de tensão em série e (c) domínio da frequência com fonte de corrente em
paralelo

(a) (b) (c)


Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

No caso de capacitores, a equação que descreve a corrente no capacitor


é vista em (69).
𝑑𝑣(𝑡)
𝑖(𝑡) = 𝐶 ∙
𝑑𝑡 (69)
− )] −)
𝐼(𝑠) = 𝐶 ∙ [𝑠 ∙ 𝑉(𝑠) − 𝑣(0 = 𝑠 ∙ 𝐶 ∙ 𝑉(𝑠) − 𝐶 ∙ 𝑣(0

Reescrevendo (69), chega-se a (70).

1 𝑣(0− )
𝑉(𝑠) = ∙ 𝐼(𝑠) + (70)
𝑠∙𝐶 𝑠

Assim, ao transformar o capacitor carregado para o domínio da


frequência, o resultado é mostrado na Figura.

18
Figura 3 – Capacitor no (a) domínio do tempo (b) domínio da frequência com
fonte de tensão em série e (c) domínio da frequência com fonte de corrente em
paralelo

(a) (b) (c)


Fonte: Alexander; Sadiku. 2013.

Ao transformar um capacitor carregado para o domínio da frequência,


pode-se utilizar qualquer uma das duas opções mostradas na Figura, de acordo
com o que facilitar a resolução do circuito.
No caso de resistores, conforme já demonstrado em (66), a transformação
é direta e a representação do resistor continua como no domínio do tempo,
conforme demonstrado na Figura 4.

Figura 4 – Resistores no domínio da frequência

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

Para indutores sem carga inicial, basta zerar a fonte de tensão ou a fonte
de corrente, chegando-se à representação apresentada na Figura 5.

19
Figura 5 – Indutores no domínio da frequência

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

No caso de capacitores sem tensão inicial, basta zerar a fonte de tensão


ou de corrente demonstradas na Figura e chega-se à representação conforme
Figura 6.

Figura 6 – Capacitores no domínio da frequência

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

A fim de demonstrar como fazer a conversão de um circuito no domínio


do tempo para o domínio da frequência, no circuito da Figura 7, tem-se um
circuito no domínio do tempo.

Figura 7 – Exemplo 1 – Circuito no domínio do tempo

𝟏𝛀 +
𝟐𝑯 𝟐𝛀 𝒗𝒐 (𝒕)
𝟕𝟓 ∙ 𝒆−𝟐𝒕 ∙ 𝒖(𝒕) 𝑽

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

20
Sabendo que os valores dos resistores se mantêm os mesmos, o valor da
fonte de tensão e do indutor são calculados no domínio da frequência conforme
apresentado em (71).
75
75 ∙ 𝑒 −2𝑡 ∙ 𝑢(𝑡) ⟶
𝑠+2 (71)
2𝐻 ⟶ 𝑠∙𝐿 =𝑠∙2

Na Figura 8 –,Figura mostra-se o mesmo circuito da Figura 7, mas com os


elementos no domínio da frequência.

Figura 8 – Exemplo 1 – Circuito no domínio da frequência

𝟏𝛀 +
𝒔∙𝟐 𝟐𝛀 𝑽𝒐 (𝒔)
𝟕𝟓
𝒔+𝟐 −

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

Da mesma maneira que no exemplo anterior, a Figura apresenta um


circuito no domínio do tempo onde deseja-se passa-la para o domínio da
frequência. A tensão inicial do capacitor é de 𝑣𝑐(0) = 5 𝑉.

Figura 9 – Exemplo 2 – Circuito no domínio do tempo

𝟏𝟎 𝛀 +
𝒗𝒄(𝒕)
𝟏𝟎 𝛀 𝟐∙𝜹𝑨
𝟏𝟎 ∙ 𝒆−𝒕 ∙ 𝒖(𝒕) 𝑽 𝟎, 𝟏 𝑭 −

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

A conversão de cada um dos elementos para o domínio da frequência é


vista em (72). Lembrando que o capacitor possui condição inicial de tensão, por
isso também é calculado o valor da fonte de corrente em paralelo com o
capacitor.
10
10 ∙ 𝑒 −𝑡 ∙ 𝑢(𝑡) ⟶ (72)
𝑠+1

21
1 1 10
0,1 𝐹 ⟶ = =
𝑠 ∙ 𝐶 𝑠 ∙ 0,1 𝑠
𝑣𝑐(0) ⟶ 𝐶. 𝑣𝑐(0) = 0,1 ∙ 5 = 0,5 𝐴
2∙𝛿 ⟶ 2𝐴

Sabendo todos os valores, pode-se redesenhar o circuito da Figura


conforme mostrado na Figura, já com os elementos no domínio da frequência.

Figura 10 – Exemplo 2 – Circuito no domínio da frequência

𝟏𝟎 𝛀
𝟏𝟎
𝟏𝟎 𝟏𝟎 𝛀 𝒔
𝒔+𝟏 𝟎, 𝟓 𝑨 𝟐𝑨

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

TEMA 5 – TRANSFORMADA DE LAPLACE APLICADA EM CIRCUITOS


ELÉTRICOS

Neste tema serão apresentados exemplos do uso da transformada de


Laplace para a resolução de circuitos elétricos.
Na Figura 11 é apresentado o circuito já no domínio da frequência
(conforme calculado no tema anterior) e deseja-se calcular a tensão no resistor
de 2 Ω, chamada 𝑉𝑜 (𝑠).

Figura 11 – Exemplo 1 – Circuito no domínio da frequência – resolução

𝟏𝛀 +
𝒔∙𝟐 𝟐𝛀 𝑽𝒐 (𝒔)
𝟕𝟓
𝒔+𝟐 −

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

Utilizando a Lei das Correntes de Kirchhoff, pode-se concluir o que é


apresentado em (73).

22
75
𝑠 + 2 − 𝑉𝑜 (𝑠) = 𝑉𝑜 (𝑠) + 𝑉𝑜 (𝑠)
1 𝑠∙2 2
75 𝑉𝑜 (𝑠) 𝑉𝑜 (𝑠)
− 𝑉𝑜 (𝑠) = +
𝑠+2 𝑠∙2 2
75 𝑉𝑜 (𝑠) 𝑉𝑜 (𝑠)
= + + 𝑉𝑜 (𝑠)
𝑠+2 𝑠∙2 2
75 𝑉𝑜 (𝑠) + 𝑉𝑜 (𝑠) ∙ 𝑠 + 𝑉𝑜 (𝑠) ∙ 𝑠 ∙ 2
=
𝑠+2 𝑠∙2 (73)
75 𝑉𝑜 (𝑠) ∙ (3 ∙ 𝑠 + 1)
=
𝑠+2 𝑠∙2
150 ∙ 𝑠
= 𝑉𝑜 (𝑠) ∙ (3 ∙ 𝑠 + 1)
𝑠+2
150 ∙ 𝑠
𝑉𝑜 (𝑠) =
(𝑠 + 2) ∙ (3𝑠 + 1)
150 ∙ 𝑠 50 ∙ 𝑠
𝑉𝑜 (𝑠) = =
(𝑠 + 2) ∙ 3 ∙ (𝑠 + 1/3) (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 + 1/3)

A fim calcular a transformada de Laplace inversa, deve-se primeiramente


utilizar a expansão em frações parciais em (73), conforme demonstrado em (74).

50 ∙ 𝑠 𝐴 𝐵
= +
(𝑠 + 2) ∙ (𝑠 + 1/3) (𝑠 + 2) (𝑠 + 1/3)
50 ∙ 𝑠 𝐴 ∙ (𝑠 + 1/3) + 𝐵 ∙ (𝑠 + 2)
=
(𝑠 + 2) ∙ (𝑠 + 1/3) (𝑠 + 2) ∙ (𝑠 + 1/3)
(74)
1
50 ∙ 𝑠 = 𝐴 ∙ 𝑠 + 𝐴 ∙ + 𝐵 ∙ 𝑠 + 𝐵 ∙ 2
3
𝐴
50 ∙ 𝑠 = 𝑠 ∙ (𝐴 + 𝐵) + + 𝐵 ∙ 2
3

Igualando os dois lados, sabe-se que o termo que multiplica 𝑠 vale 50 e o


resto da equação deve ser zerado, como apresentado em (75).

𝐴 + 𝐵 = 50
𝐴 (75)
+𝐵∙2=0
3

Resolvendo o sistema linear, chega-se à conclusão que 𝐴 = 60 e 𝐵 =


−10, assim, reescrevendo (74), tem-se (76).

50 ∙ 𝑠 60 10
= − (76)
(𝑠 + 2) ∙ (𝑠 + 1/3) (𝑠 + 2) (𝑠 + 1/3)

23
Para encontrar 𝑣𝑜 (𝑡), basta aplicar a transformada de Laplace inversa de
acordo com a tabela das transformadas, como mostrado em (77).

50 ∙ 𝑠 60 10
ℒ −1 [𝑉𝑜 (𝑠)] = ℒ −1 [ ] = ℒ −1 [ − ]
(𝑠 + 2) ∙ (𝑠 + 1/3) (𝑠 + 2) (𝑠 + 1/3)
1 1 (77)
ℒ −1 [𝑉𝑜 (𝑠)] = 60 ∙ ℒ −1 [ ] − 10 ∙ ℒ −1 [ ]
(𝑠 + 2) (𝑠 + 1/3)
𝑡
𝑣𝑜 (𝑡) = 60 ∙ 𝑒 −2𝑡 − 10 ∙ 𝑒 −3 𝑉

Para o circuito da Figura 12 (que já está no domínio da frequência


conforme demonstrado anteriormente no Tema 4), deseja-se calcular a equação
que descreve a tensão no capacitor, ou seja, 𝑉𝑐(𝑠).

Figura 12 – Exemplo 2 – Circuito no domínio da frequência – resolução

𝟏𝟎 𝛀
+
𝟏𝟎
𝑽𝒄(𝒔)
𝟏𝟎 𝟏𝟎 𝛀 𝒔 −
𝒔+𝟏 𝟎, 𝟓 𝑨 𝟐𝑨

Fonte: Alexander; Sadiku, 2013.

Aplicando a Lei das Correntes de Kirchhoff no nó superior, pode-se


concluir o que é mostrado em (78).

10
− 𝑉𝑐(𝑠) 𝑉𝑐(𝑠) 𝑉𝑐(𝑠)
𝑠+1 + 0,5 + 2 = + (78)
10 10 10
𝑠

Reorganizando os termos, tem-se (79).

1 𝑉𝑐(𝑠) 𝑉𝑐(𝑠) 𝑉𝑐(𝑠) ∙ 𝑠


− + 2,5 = +
𝑠+1 10 10 10
1 𝑉𝑐(𝑠) 𝑉𝑐(𝑠) ∙ 𝑠 𝑉𝑐(𝑠)
+ 2,5 = + +
𝑠+1 10 10 10
10
+ 25 = 𝑉𝑐(𝑠) ∙ (𝑠 + 2) (79)
𝑠+1
10 25
𝑉𝑐(𝑠) = +
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 2)
25 ∙ 𝑠 + 35
𝑉𝑐(𝑠) =
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2)

24
Para passar a resposta da tensão no capacitor do domínio da frequência
para o domínio do tempo, é necessário utilizar a transformada de Laplace
inversa. Inicialmente deve-se procurar por uma função correspondente na
tabela, porém esta função não tem uma transformação direta, por isso
primeiramente será realizada a expansão em frações parciais. Esse caso já foi
demonstrado no tema 3 desta aula, de (29) a (33) e irá resultar em (80).

25 ∙ 𝑠 + 35 10 15
ℒ −1 [𝑉𝑐(𝑠)] = ℒ −1 [ ] = ℒ −1 [ + ]
(𝑠 + 1) ∙ (𝑠 + 2) (𝑠 + 1) (𝑠 + 2)
1 1 (80)
ℒ −1 [𝑉𝑐(𝑠)] = 10 ∙ ℒ −1 [ ] + 15 ∙ ℒ −1 [ ]
(𝑠 + 1) (𝑠 + 2)
𝑣𝑐(𝑡) = 10 ∙ 𝑒 −𝑡 + 15 ∙ 𝑒 −2𝑡 𝑉

Dessa maneira, os dois circuitos foram resolvidos com o uso de


transformada de Laplace. A lógica é sempre a mesma: inicialmente transformar
todo o circuito para a frequência, então resolver o circuito com base em qualquer
ferramenta de circuitos elétricos (já estudadas em Eletricidade) e, após encontrar
o resultado, transformar novamente para o domínio do tempo.

FINALIZANDO

Circuitos elétricos podem ser resolvidos de inúmeras maneiras, desde as


mais simples às mais complexas, e a ferramenta a ser utilizada para resolver um
circuito irá depender da análise do circuito. Para casos mais complexos, com
fontes de tensão ou corrente como as apresentadas nesta aula ou para circuitos
de segundo grau, uma das ferramentas que poderá facilitar os cálculos é a
transformada de Laplace. Conforme foi estudado, ela facilita a análise de
componentes como indutores e capacitores e sua resposta já considera a
resposta natural e a forçada, uma vez que considera a condição inicial de tensão
e corrente dos elementos.
Após esta aula, você já possui mais uma ferramenta disponível sempre
que precisar analisar um circuito elétrico. Além disso, você pode resolver
utilizando ferramentas diferentes a fim de verificar se os resultados serão os
mesmos, confirmando que a resolução está correta.

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REFERÊNCIAS

ALEXANDER, C. K.; SADIKU, M, N. O. Fundamentos de circuitos elétricos.


5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 12. ed. São Paulo:


Pearson Prentice Hall, 2012.

NILSSON J. W.; RIEDEL, S.A. Circuitos elétricos. 10. ed. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2015.

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