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REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL ESQUEMATIZADO

Módulo VI – Professor Gabriel Dezen

Sumário

TÍTULO III – DA MESA........................................................................................................3

CAPÍTULO I – DA COMPOSIÇÃO......................................................................................5

CAPÍTULO II – DAS ATRIBUIÇÕES...................................................................................9

CAPÍTULO III – DA ELEIÇÃO...........................................................................................31

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REGIMENTO INTERNO DO SENADO FEDERAL ESQUEMATIZADO
Módulo VI – Professor Gabriel Dezen

Gabriel Dezen
Gabriel Dezen Junior é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista
em Direito Constitucional, é, atualmente, Consultor Legislativo do Senado Federal, concursado. Foi,
sempre por concurso público, Delegado de Polícia Federal e Analista de Jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal. É professor de Direito Constitucional e, também, conferencista e parecerista nessa
área jurídica. É autor de diversas obras sobre esse ramo do Direito Público, a principal delas sendo a
Constituição Federal Interpretada (Ed. Impetus, 1.520 pág, 1ª edição 2010). Professor do Gran Cursos
Online nas disciplinas: Regimento Interno do Senado Federal; Regimento Comum; Regimento Interno
da Câmara dos Deputados; Processo Legislativo; Técnica Legislativa; e Direito Constitucional.

TÍTULO III
DA MESA

A Mesa do Senado é o órgão de direção da Casa. Suas atribuições, em termos gerais,


compreendem:
– a organização dos serviços, servidores e órgãos internos da estrutura do Senado;
– a condução dos trabalhos políticos e administrativos;
– a atuação institucional nas hipóteses previstas pela Constituição Federal;
– a organização e a condução dos processos legislativos.

A Constituição Federal vigente consagra diversas previsões relativas à Mesa do


Senado Federal.
Veja em quadro esquemático:

Formação da Mesa do Senado Federal Art. 57. ........................................................

§ 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em


sessões preparatórias, a partir de 1º de feve-
reiro, no primeiro ano da legislatura, para a
posse de seus membros e eleição das res-
pectivas Mesas, para mandato de 2 (dois)
anos, vedada a recondução para o mesmo
cargo na eleição imediatamente subsequen-
te.

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Competência da Mesa do Senado Fede- Art. 50. ........................................................


ral para encaminhar pedidos escritos
de informação para Ministros de Estado § 2º As Mesas da Câmara dos Deputados
e do Senado Federal poderão encaminhar
pedidos escritos de informações a Minis-
tros de Estado ou a qualquer das pessoas
referidas no caput deste artigo, importando
em crime de responsabilidade a recusa, ou
o não atendimento, no prazo de trinta dias,
bem como a prestação de informações fal-
sas.

Competência da Mesa do Senado Fede- Art. 53. ........................................................


ral para colocar em votação pedido de
sustação de processo criminal contra § 4º O pedido de sustação será apreciado
Senador pela Casa respectiva no prazo improrrogá-
vel de quarenta e cinco dias do seu recebi-
mento pela Mesa Diretora.

Competências da Mesa do Senado Fede- Art. 55. ........................................................


ral para provocar início de processo de
perda de mandato por decisão do Ple- § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda
nário do mandato será decidida pela Câmara dos
Deputados ou pelo Senado Federal, por
maioria absoluta, mediante provocação da
respectiva Mesa ou de partido político re-
presentado no Congresso Nacional, assegu-
rada ampla defesa.

Competência da Mesa do Senado Fede- Art. 55. ........................................................


ral para decidir sobre a perda de man-
dato de Senador § 3º Nos casos previstos nos incisos III a V,
a perda será declarada pela Mesa da Casa
respectiva, de ofício ou mediante provoca-
ção de qualquer de seus membros, ou de
partido político representado no Congresso
Nacional, assegurada ampla defesa.

Competência da Mesa do Senado Fede- Art. 60. ........................................................


ral para, junto com a Mesa da Câmara
dos Deputados, promulgar Emendas § 3º A emenda à Constituição será promul-
Constitucionais gada pelas Mesas da Câmara dos Depu-
tados e do Senado Federal, com o respec-
tivo número de ordem.

Competência da Mesa do Senado Fede- Art. 103. Podem propor a ação direta de in-
ral para ajuizar ação direta de inconsti- constitucionalidade e a ação declaratória de
tucionalidade – ADI e ação declaratória constitucionalidade:
de constitucionalidade – ADC
II – a Mesa do Senado Federal;

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CAPÍTULO I
DA COMPOSIÇÃO

Art. 46. A Mesa se compõe de Presidente, dois Vice-Presidentes e quatro Secretários.


Veja em quadro esquemático:
Composição da Mesa do – Presidente;
Senado Federal – Primeiro Vice-Presidente;
– Segundo Vice-Presidente;
– Primeiro Secretário;
– Segundo Secretário;
– Terceiro Secretário;
– Quarto Secretário;
– Primeiro Suplente;
– Segundo Suplente;
– Terceiro Suplente;
– Quarto Suplente.

Composição titular da Mesa – Presidente;


do Senado Federal – Primeiro Vice-Presidente;
– Segundo Vice-Presidente;
– Primeiro Secretário;
– Segundo Secretário;
– Terceiro Secretário;
– Quarto Secretário.

A composição da Mesa, relativamente a todos os cargos, é eletiva. Têm direito de voto


todos os Senadores em exercício do mandato e os Suplentes de Senadores em exer-
cício do mandato.

ATENÇÃO

Exceto para o cargo de Presidente do Senado Federal, todos os Senadores são elegíveis
para compor a Mesa.

O cargo de Presidente do Senado Federal é, nos termos da Constituição Federal, priva-


tivo de brasileiro nato:

Art. 12, § 3º São privativos de brasileiros natos os cargos:


III – de Presidente do Senado Federal;

A distribuição das 11 vagas na Mesa entre partidos políticos e blocos parlamentares re-
presentados no Senado Federal será feita pelo critério da proporcionalidade das respec-
tivas bancadas em plenário, também segundo a Constituição Federal:

Art. 58, § 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão é assegurado, tanto


quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parla-
mentares que participam da respectiva Casa.

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Em termos regimentais, não é clara a conclusão sobre se os quatro Suplentes de Secre-


tários integram conceitualmente a Mesa. Tecnicamente, contudo, como são substitutos
dos membros da Mesa, inclusive do Presidente, é aceitável a conclusão de que a inte-
gram, havendo inclusive precedente jurisprudencial no Supremo Tribunal Federal
nesse sentido.

Ponto importante! Veja, por isso, que os quatro Suplentes de Secretário da Mesa
SÃO membros da Mesa, mas membros Suplentes desta.

Outro elemento que sustenta essa conclusão é a definição conceitual de Comissão Dire-
tora, no art. 77, na qual se lê que esta é formada apenas pelos membros titulares da Mesa,
assentando a diferença de que, se não houvesse, tornaria ocioso designar regimentalmente
dois órgãos com a mesma composição: se a Comissão Diretora é formada pelos “membros
titulares” da Mesa, é porque os membros Suplentes da Mesa não a integram.

ATENÇÃO

Mesa e Comissão Diretora são conceitos que não são sinônimos.


Conforme o art. 77, a Comissão Diretora é formada pelos “membros titulares” da
Mesa, excluindo, assim, os quatro membros Suplentes.
Dispõe esse art. 77:

Art. 77. A Comissão Diretora é constituída dos titulares da Mesa, tendo as demais
comissões permanentes o seguinte número de membros:

Além disso, o art. 48, XXXIV, também frisa a diferença:

Art. 48, XXXIV – presidir as reuniões da Mesa e da Comissão Diretora, podendo


discutir e votar;

Matéria conexa O processo de eleição da Mesa é regulado principalmente pelo


art. 60 deste Regimento Interno:

Art. 60. A eleição dos membros da Mesa será feita em escrutínio


secreto, exigida maioria de votos, presente a maioria da compo-
sição do Senado e assegurada, tanto quanto possível, a participa-
ção proporcional das representações partidárias ou dos blocos
parlamentares com atuação no Senado.

§ 1º Os Secretários substituir-se-ão conforme a numeração ordinal e, nesta ordem,


substituirão o Presidente, na falta dos Vice-Presidentes.

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De forma esquemática:

Primeiro Vice-Presidente Substitui o Presidente.

Segundo Vice-Presidente Substitui o Presidente, na ausência do Primeiro Vice-


-Presidente.

Primeiro Secretário Substitui o Presidente, na falta dos dois Vice-Presidentes.

Segundo Secretário Substitui o Primeiro Secretário.


Substitui o Presidente, na falta dos dois Vice-Presidentes
e do Primeiro Secretário.

Terceiro Secretário Substitui o Segundo Secretário e, na falta deste, o Pri-


meiro Secretário.
Substitui o Presidente, na falta dos dois Vice-Presidentes
e do Primeiro e do Segundo Secretários.

Quarto Secretário Substitui o Terceiro Secretário, e na falta deste, o Segun-


do Secretário, e, na falta deste, o Primeiro Secretário.
Substitui o Presidente, na falta dos dois Vice-Presidentes
e dos Primeiro, Segundo e Terceiro Secretários.

Primeiro Suplente Substituem, nessa ordem, os Secretários, na ausência


Segundo Suplente destes.
Terceiro Suplente Substituem, nessa ordem, o Presidente, na ausência dos
Quarto Suplente Vice-Presidentes e dos Secretários.

§ 2º Os Secretários serão substituídos, em seus impedimentos, por Suplentes em


número de quatro.

Esquematicamente:

Primeiro Suplente Substitui qualquer dos Secretários ausen-


tes.

Segundo Suplente Substitui qualquer dos Secretários ausen-


tes, se também estiver ausente o Primeiro
Suplente.

Terceiro Suplente Substitui qualquer dos Secretários ausentes,


se também estiverem ausentes o Primeiro e
o Segundo Suplentes.

Quarto Suplente Substitui qualquer dos Secretários ausentes,


se também estiverem ausentes o Primeiro,
o Segundo e o Terceiro Suplentes.

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§ 3º O Presidente convidará quaisquer Senadores para substituírem, em sessão, os


Secretários, na ausência destes e dos Suplentes.
Nessa hipótese, o Presidente está presente, mas todo o restante da Mesa, inclusive os
Suplentes, estão ausentes.

ATENÇÃO

Veja que o RISF, neste ponto, autoriza o Presidente a convidar quaisquer Senadores, de
quaisquer partidos políticos ou blocos parlamentares, para as funções dos quatro
Secretários.

Ponto importante! O Presidente deverá convidar quatro Senadores para as fun-


ções de Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto Secretários.

Obviamente, o Presidente não convidará Senadores para as


funções de Suplentes.

§ 4º Não se achando presentes o Presidente e seus substitutos legais, inclusive os


Suplentes, assumirá a Presidência o Senador mais idoso.
Nessa hipótese, nenhum dos 11 membros da Mesa está presente à sessão.
O RISF determina, assim, que assuma automaticamente a presidência da Sessão o
Senador mais idoso entre os presentes, independentemente do número de mandatos
que tenha.

ATENÇÃO

Combinados os dispositivos acima, temos como resultado que se, em determinada ses-
são:
a) não estiverem presentes nenhum dos quatro Secretários e nenhum dos quatro
suplentes, o Presidente convidará quaisquer Senadores para os substituírem;
b) não estiverem presentes nenhum dos membros da Mesa, presidirá a sessão o Se-
nador mais idoso, e este convidará para as quatro posições de Secretários quaisquer
Senadores.

Art. 47. A assunção a cargo de Ministro de Estado, de Governador de Território e


de Secretário de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de Capital, ou
de chefe de missão diplomática temporária, implica renúncia ao cargo que o Senador
exerça na Mesa.
As vagas na Mesa, que serão estudadas mais detidamente adiante, decorrem de:
– falecimento do Senador;
– renúncia ao mandato ou à vaga na Mesa;
– assunção de um dos cargos indicados no art. 39, II, como Ministro de Estado;
– desligamento do partido.

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Matéria conexa Sobre a forma de preenchimento de vaga nos cargos da Mesa:

Art. 59, § 3º No caso de vaga definitiva, o preenchimento far-se-


-á, dentro de cinco dias úteis, pela forma estabelecida no art. 60,
salvo se faltarem menos de cento e vinte dias para o término do
mandato da Mesa.

Neste art. 47 consta renúncia tácita à vaga na Mesa.

Essa renúncia implica vaga definitiva e, por incidência do art. 59, § 3º, será preenchida
por nova eleição, se faltarem 120 dias ou mais para o término do mandato da Mesa, ou
terá as respectivas funções assumidas por substituto, nos demais casos.

Ponto importante! Ocorrendo vaga na Mesa, por falecimento, renúncia ao cargo


na Mesa, renúncia ao mandato, cassação do mandato ou assun-
ção de um dos cargos executivos referidos:
– se faltarem 120 dias ou mais para o fim do biênio do man-
dato da Mesa, será feita nova eleição para preenchimento
da vaga aberta, e o eleito apenas completará o mandato em
curso (“mandato-tampão”).
– se faltarem 119 dias ou menos para o fim do biênio de
mandato da Mesa, a posição vacante será ocupada, até o
fim desse mandato, pelo substituto regimental.

CAPÍTULO II
DAS ATRIBUIÇÕES

Art. 48. Ao Presidente compete:


Este art. 48 lista as principais atribuição do Presidente. O RISF, no entanto, estabelece
outras, distribuídas ao longo do seu texto, e estas serão vistas quando da análise de cada um
dos dispositivos regimentais que as contém.

ATENÇÃO

Nesta relação do art. 48, há atribuições privativas do Presidente do Senado, e outras


que poderão ser desempenhadas por qualquer que seja o Senador que esteja presi-
dindo a sessão.
Dessa forma, há competências:
– do Presidente do Senado Federal;
– do Presidente da sessão.
Ao longo da análise dos dispositivos, cada uma delas será qualificada.

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I – exercer as atribuições previstas nos arts. 57, § 6º, I e II, 66, § 7º, e 80 da Constituição;
Os dispositivos constitucionais referidos tratam de:
– convocação extraordinária do Congresso Nacional (art. 57, § 6º, I e II);

Ponto importante! No caso do inciso I do art. 57, § 6º, da Constituição Federal, o


Presidente do Senado age como Presidente da Mesa do Con-
gresso Nacional;
No do inciso II desse mesmo dispositivo, age na condição de
Presidente do Senado.

– promulgação de leis, no caso de sanção tácita e de veto rejeitado, o que será feito
pelo Presidente do Senado Federal, caso o Presidente da República não o faça (art.
66, § 7º);
– possibilidade de o Presidente do Senado Federal assumir, de forma temporária, em
substituição, a Presidência da República (art. 80).

II – velar pelo respeito às prerrogativas do Senado e às imunidades dos Senadores;


As prerrogativas do Senado constam principalmente nos arts. 52 e 155 da Constitui-
ção Federal.
As imunidades dos Senadores são matéria do art. 53 da Constituição Federal.

ATENÇÃO

Para um estudo mais aprofundado das competências constitucionais do Senado e das


imunidades dos Senadores, veja o meu Curso PODER LEGISLATIVO NA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL, disponível aqui no GRAN CURSOS ONLINE.

III – convocar e presidir as sessões do Senado e as sessões conjuntas do Con-


gresso Nacional;
A presidência das sessões do Senado pode ser exercida pelo Presidente titular do Senado
Federal, ou por qualquer dos seus substitutos regimentais.
Na última hipótese – a presidência das sessões conjuntas do Congresso –, o Presidente
do Senado Federal não age nessa condição, mas como Presidente da Mesa do Con-
gresso Nacional, exercendo, assim, competências próprias e peculiares que, a rigor, não
devem e não podem ser tratadas no Regimento Interno do Senado.
IV – propor a transformação de sessão pública em secreta;
Essa realização de sessão secreta por proposta do Presidente está referida no art. 197,
II, que transcrevo a seguir.
Nos termos do art. 190, caput, a sessão secreta pode ser convocada pelo Presidente do
Senado, de ofício, ou mediante requerimento.

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Matéria conexa Sobre essas possibilidades:

Art. 190. A sessão secreta será convocada pelo Presidente,


de ofício ou mediante requerimento.
Parágrafo único. A finalidade da sessão secreta deverá figu-
rar expressamente no requerimento, mas não será divulga-
da, assim como o nome do requerente.

A transformação referida está regulada pelo art. 190 e seguintes deste Regimento.
O art. 197 elenca, no inciso I, os casos nos quais é obrigatória a transformação da sessão
em secreta, e no inciso II, a realização de sessão secreta por deliberação do Plenário.

Matéria conexa Sobre essas sessões secretas obrigatórias:

Art. 197. Transformar-se-á em secreta a sessão:


I – obrigatoriamente, quando o Senado tiver de se manifes-
tar sobre:
a) declaração de guerra (Const., art. 49, II);
b) acordo sobre a paz (Const., art. 49, II);
c) (Revogado);
d) escolha de chefe de missão diplomática de caráter permanente
(Const., art. 52, IV);
e) requerimento para realização de sessão secreta (art. 191);
II – por deliberação do Plenário, mediante proposta da Pre-
sidência ou a requerimento de qualquer Senador.

V – propor a prorrogação da sessão;


Segundo o caput do art. 180, a decisão sobre a prorrogação proposta é do Plenário do
Senado. A deliberação pode ser feita sobre proposta do Presidente do Senado (art. 180, I) ou
a requerimento de qualquer Senador (art. 180, II).

Matéria conexa Sobre a prorrogação de sessão, consta no art. 180:

Art. 180. A prorrogação da sessão poderá ser concedida pelo Ple-


nário, em votação simbólica, antes do término do tempo regimental:
I – por proposta do Presidente;
II – a requerimento de qualquer Senador.
§ 1º A prorrogação será sempre por prazo fixo, que não poderá
ser restringido, salvo por falta de matéria a tratar ou de número
para o prosseguimento da sessão.
§ 2º Se houver orador na tribuna, o Presidente o interromperá
para consulta ao Plenário sobre a prorrogação.
§ 3º Não será permitido encaminhamento da votação do requerimento.
§ 4º Antes de terminada uma prorrogação, poderá ser requerida
outra.

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ATENÇÃO

Veja que:
– o Presidente PROPÕE, não requer;
– os demais Senadores REQUEREM, não propõem.

VI – designar a Ordem do Dia das sessões deliberativas e retirar matéria da pauta


para cumprimento de despacho, correção de erro ou omissão no avulso eletrônico e
para sanar falhas da instrução;
Este dispositivo veicula duas competências distintas:
– a designação (montagem) da Ordem do Dia;
– a retirada de proposição da Ordem do Dia.
Em quadro:

Designação da Ordem do Dia É do Presidente do Senado a competência para decidir


quantas e quais proposições serão incluídas na Ordem
do Dia de cada sessão de plenário.

Retirada de proposição Destina-se à reparação de erro formal ou equívoco na


tramitação.

Os critérios para a montagem da Ordem do Dia estão elencados no art. 163 deste Regi-
mento, e serão minuciosamente estudados quando do exame desse dispositivo regimental.

ATENÇÃO

O Presidente, ao designar a Ordem do Dia, não tem competência para decidir em que
posição cada proposição contará na pauta.
Pode apenas decidir quantas e quais proposições constarão, pois a ordem da pauta
é dada pelos critérios do art. 163.

VII – fazer ao Plenário, em qualquer momento, comunicação de interesse do Senado


e do País;
A comunicação referida é hipótese regimental de interrupção do orador pelo Presidente,
como consta no art. 18, I, c.

Essa hipótese de uso da palavra pelo Presidente (que será sempre


Matéria conexa
o Presidente da sessão, quer o titular do Senado, quer seu substi-
tuto regimental) está prevista desta maneira:

Art. 18. O Senador, no uso da palavra, poderá ser interrompido:


I – pelo Presidente:
c) para comunicação importante;

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Ponto importante! Sob essa hipótese de uso da palavra, o Presidente da sessão


usará a palavra pelo tempo que entender necessário.
Se houver orador na tribuna, este será interrompido, mas o tem-
po da interrupção será a ele devolvido.

VIII – fazer observar na sessão a Constituição, as leis e este Regimento;


No desempenho dessas funções, no que toca à observância do Regimento Interno, este
permite a qualquer Senador usar a palavra em plenário para reclamar ao Presidente o des-
cumprimento de norma regimental.

Matéria conexa Sobre essa hipótese de uso da palavra:

Art. 14. O Senador poderá fazer uso da palavra:


X – em qualquer fase da sessão, por cinco minutos:
a) pela ordem, para indagação sobre andamento dos trabalhos,
reclamação quanto à observância do Regimento, indicação
de falha ou equívoco em relação à matéria da Ordem do Dia,
vedado, porém, abordar assunto já resolvido pela Presidência;

Em complementação a essa prescrição, o inciso XI deste artigo permite ao Presidente


do Senado “impugnar as proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição, às leis ou
a este Regimento”.

IX – assinar as atas das sessões secretas, uma vez aprovadas;


A votação da ata da sessão secreta é feita pelo Plenário, pelo processo simbólico.

Matéria conexa Sobre a ata de sessão secreta:

Art. 208. A ata de sessão secreta será redigida pelo Segundo-Se-


cretário, aprovada com qualquer número, antes de levantada a
sessão, assinada pelo Presidente, Primeiro e Segundo Secretários,
encerrada em sobrecarta lacrada, datada e rubricada pelos Secre-
tários, e recolhida ao arquivo.
§ 1º O discurso a que se refere o art. 195 será arquivado com a
ata e os documentos referentes à sessão, em segunda sobrecarta,
igualmente lacrada.
§ 2º O desarquivamento dos documentos referidos no § 1º só po-
derá ser feito mediante requisição da Presidência.

X – determinar o destino do expediente lido e distribuir as matérias às comissões;


Essa distribuição é feita por despacho.

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As comissões competentes serão identificadas pela natureza da matéria.


XI – impugnar as proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição, às leis,
ou a este Regimento, ressalvado ao autor recurso para o Plenário, que decidirá após
audiência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania;
Cuida-se aqui de uma competência presidencial de grande importância.
Ela prevê a possibilidade de o Presidente do Senado impugnar a tramitação de proposi-
ção por questões de inconstitucionalidade, injuridicidade ou não regimentalidade.

Em fluxograma:

Despacha às
comissões
Sem
Proposição Pres. SF
recurso

impugna

Com
Pres.
Pres. SF
SF
recurso

1 2

Nota 1 – O recurso é privativo do autor da proposição impugnada.


Nota 2 – O recurso deve ser apresentado por escrito e de maneira fundamentada, com
as razões pelas quais o autor se opõe à decisão do Presidente.

CCJ parecer À Mesa Pres. SF Ao Plenário decisão

3 4

Nota 3 – O parecer analisará as razões do Presidente e do autor recorrente.


Nota 4 – O Plenário decidirá por maioria simples, dando razão ao Presidente (e determi-
nando o arquivamento da proposição) ou ao autor recorrente (determinando o envio da pro-
posição de volta ao Presidente, para este a despache às comissões).

Ponto importante! Quanto aos aspectos constitucionais, essa previsão atribui ao


Presidente do Senado competência para controle político pre-
ventivo de constitucionalidade das proposições.
Havendo o recurso e vindo a ser este provido pelo Plenário,
caberá ao Presidente despachar a matéria às comissões.

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ATENÇÃO

Quanto à legalidade, consideram-se principalmente as leis que disciplinam o processo de


elaboração e alterações de leis e as regras de técnica legislativa, como a Lei Complemen-
tar n. 95/1998, com suas alterações posteriores.

O recurso pode ser apresentado oralmente, quando conhecida a decisão do Presidente


do Senado, ou escrito, após o despacho de impugnação.
XII – declarar prejudicada proposição que assim deva ser considerada, na confor-
midade regimental;
Em síntese, a prejudicialidade ocorre quando o Plenário, na deliberação de outra propo-
sição, já se posicionou sobre a matéria da proposição prejudicada, ou por haver mais efeito
útil na deliberação.
As questões relativas à prejudicialidade estão reguladas no art. 334.

Matéria conexa Veja esse regramento da prejudicialidade:

Art. 334. O Presidente, de ofício ou mediante consulta de


qualquer Senador, declarará prejudicada matéria dependente
de deliberação do Senado:
I – por haver perdido a oportunidade;
II – em virtude de seu prejulgamento pelo Plenário em ou-
tra deliberação.
§ 1º Em qualquer caso, a declaração de prejudicialidade será feita
em plenário, incluída a matéria em Ordem do Dia, se nela não fi-
gurar quando se der o fato que a prejudique.
§ 2º Da declaração de prejudicialidade poderá ser interposto re-
curso ao Plenário, que deliberará ouvida a Comissão de Constitui-
ção, Justiça e Cidadania.
§ 3º Se a prejudicialidade, declarada no curso da votação, disser
respeito a emenda ou dispositivo de matéria em apreciação, o pa-
recer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania será pro-
ferido oralmente.
§ 4º A proposição prejudicada será definitivamente arquivada.

XIII – decidir as questões de ordem;


Questão de ordem é hipótese de uso da palavra, por cinco minutos, usada por qual-
quer Senador, tantas vezes quantas necessárias, para obter esclarecimentos da Presidência
sobre a interpretação de dispositivo regimental.

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Matéria conexa Sobre essa hipótese de uso da palavra:

Art. 14. O Senador poderá fazer uso da palavra:


X – em qualquer fase da sessão, por cinco minutos:
b) para suscitar questão de ordem, nos termos do art. 403;
c) para contraditar questão de ordem, limitada a palavra a um só
Senador;

A competência para decidir a questão de ordem, prestando os esclarecimentos inter-


pretativos demandados, é de quem esteja presidindo a sessão, quer o Presidente titular do
Senador, quer qualquer dos seus substitutos regimentais.

Matéria conexa Sobre o processamento da questão de ordem:

Art. 403. Constituirá questão de ordem, suscitável em qualquer


fase da sessão, pelo prazo de cinco minutos, qualquer dúvida
sobre interpretação ou aplicação deste Regimento.
Parágrafo único. Para contraditar questão de ordem é permitido
o uso da palavra a um só Senador, por prazo não excedente ao
fixado neste artigo.
Art. 404. A questão de ordem deve ser objetiva, indicar o dispo-
sitivo regimental em que se baseia, referir-se a caso concreto re-
lacionado com a matéria tratada na ocasião, não podendo versar
sobre tese de natureza doutrinária ou especulativa.
Art. 405. A questão de ordem será decidida pelo Presidente,
com recurso para o Plenário, de ofício ou mediante requeri-
mento, que só será aceito se formulado ou apoiado por líder.

XIV – orientar as discussões e fixar os pontos sobre que devam versar, podendo,
quando conveniente, dividir as proposições para fins de votação;
Essa divisão da proposição ocorre principalmente no caso de proposições com grande
número de dispositivos, e tem por objetivo evitar que o debate perca o foco das questões a
que se refira.

Ponto importante! A competência para “dividir as proposições para fins de votação”,


que consta na parte final desse inciso XIV, significa as opções
para votação da proposição:
– artigo por artigo;
– em grupos de dispositivos.

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XV – dar posse aos Senadores;


Essa competência tanto abrange a posse ao longo da sessão legislativa ordinária, em
Plenário, quanto aquelas que eventualmente ocorram durante o recesso parlamentar, nos
termos do art. 4º, § 4º.
É de se salientar, contudo, que a posse conjunta dos novos Senadores, que ocorre no
início da legislatura, é conduzida por um Presidente temporário, nos termos do art. 3º.
XVI – convocar Suplente de Senador;
Essa competência é exercitada na forma do art. 45, e tanto se refere ao Primeiro quanto
ao Segundo Suplente.

Matéria conexa Veja como esse art. 45 cuida do tema:

Art. 45. Dar-se-á a convocação de Suplente nos casos de vaga, de


afastamento do exercício do mandato para investidura nos cargos
referidos no art. 39, II, ou de licença por prazo superior a cento e
vinte dias (Const., art. 56, § 1º).

XVII – comunicar ao Tribunal Superior Eleitoral a ocorrência de vaga de Senador,


quando não haja Suplente a convocar e faltarem mais de quinze meses para o término
do mandato (Const., art. 56, II, § 2º);
Quanto a não haver Suplentes, isso pode acontecer quando:
a) o Senador titular do mandato abriu vaga (por falecimento, renúncia ou perda do man-
dato), o 1º Suplente assumiu como titular e também abriu vaga, e o 2º Suplente não toma
posse, por qualquer razão;
b) toda a chapa (Senador e os dois Suplentes) foi impugnada pela Justiça Eleitoral;
c) houve vaga do Senador titular do mandato, e ambos os Suplentes recusam-se a assu-
mir, ou não o podem fazer.
No caso de faltarem menos de 15 meses para o final do mandato, a vaga fica aberta,
como determina a Constituição Federal, no dispositivo citado, e o Estado terá um represen-
tante a menos no Senado até a posse dos novos eleitos. Se faltarem mais de 15 meses para
o término do mandato, será realizada nova eleição para Senador e dois Suplentes, e o eleito
apenas concluirá o mandato em curso, exercendo o chamado mandato-tampão.

XVIII – propor ao Plenário a indicação de Senador para desempenhar missão tem-


porária no País ou no exterior;
A matéria está regulada pelo art. 40.
Essa competência não é privativa do Presidente do Senado, como se colhe do § 1º do
referido dispositivo, pois a representação do Senado pode, ainda, ser solicitada pelo interes-
sado ou proposta por Comissão ou por Líder de Partido ou Bloco.

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Matéria conexa Veja como a matéria consta no art. 40:

Art. 40. A ausência do Senador, quando incumbido de represen-


tação da Casa ou, ainda, no desempenho de missão no País ou no
exterior, deverá ser autorizada mediante deliberação do Plenário,
se houver ônus para o Senado.
§ 1º A autorização poderá ser:
I – solicitada pelo interessado;
II – proposta:
a) pela Presidência, quando de sua autoria a indicação;
b) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, no
caso de missão a realizar-se no estrangeiro;
c) pela comissão que tiver maior pertinência, no caso de missão a
realizar-se no País;
d) pelo líder do bloco parlamentar ou do partido a que pertença
o interessado.

XIX – propor ao Plenário a constituição de comissão para a representação externa


do Senado;
A representação externa ocorre quando o Senado Federal é oficialmente convidado a
participar de evento no Brasil ou no estrangeiro.

Matéria conexa Veja como o RISF trata o tema:

Art. 67. O Senado, atendendo a convite, poderá se fazer repre-


sentar em ato ou solenidade de cunho internacional, nacional ou
regional, mediante deliberação do Plenário por proposta do Presi-
dente ou a requerimento de qualquer Senador ou comissão.
Art. 68. A representação externa far-se-á por comissão ou por
um Senador.
Art. 69. É lícito ao Presidente avocar a representação do Senado
quando se trate de ato de excepcional relevo.

XX – designar oradores para as sessões especiais do Senado e sessões solenes


do Congresso Nacional;
A sessão especial, referida no art. 154, III e § 5º, e regulada pelos arts. 199 e 200, é des-
tinada exclusivamente para comemoração, homenagem ou recepção de altas autoridades.

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Matéria conexa Sobre as sessões especiais do Senado Federal:

Art. 199. O Senado poderá interromper a sessão ou realizar ses-


são especial para comemoração ou recepção de altas personali-
dades, a juízo do Presidente ou por deliberação do Plenário, me-
diante requerimento de 6 (seis) senadores.

E também:
Art. 200. A sessão especial, que independe de número, será con-
vocada em sessão, através do Diário do Senado Federal, ou por
outro meio oficial de comunicação, e nela somente usarão da pa-
lavra os senadores previamente designados pelo Presidente ou
por líder de partido ou bloco parlamentar.
Parágrafo único. Não serão concedidos apartes nas sessões es-
peciais.

ATENÇÃO

A referência às sessões solenes do Congresso é imprópria ao Regimento do Senado, por


ser matéria congressual, do Regimento Comum, portanto.
A única maneira tecnicamente admissível de ser interpretada essa prescrição é no sentido
de que essa competência versa sobre a escolha dos Senadores que atuarão em sessão
solene do Congresso Nacional.
XXI – designar substitutos de membros das comissões e nomear relator em plenário;
A competência do Presidente do Senado alcança tanto a designação das composições das
diversas comissões da Casa (art. 78) quanto as substituições em caso de impedimento (art. 85).

Matéria conexa Sobre os dois dispositivos referidos:

Art. 78. Os membros das comissões serão designados pelo Pre-


sidente, por indicação escrita dos respectivos líderes, assegurada,
tanto quanto possível, a participação proporcional das represen-
tações partidárias ou dos blocos parlamentares com atuação no
Senado Federal (Const., art. 58, § 1º).
Parágrafo único. Para fins de proporcionalidade, as representações
partidárias são fixadas pelos seus quantitativos à data da diploma-
ção, salvo nos casos de posterior criação, fusão ou incorporação de
partidos.
Art. 85. Em caso de impedimento temporário de membro da co-
missão e não havendo suplente a convocar, o Presidente desta so-
licitará à Presidência da Mesa a designação de substituto, devendo
a escolha recair em Senador do mesmo partido ou bloco parla-
mentar do substituído, salvo se os demais representantes do par-
tido ou bloco não puderem ou não quiserem aceitar a designação.

A designação de relator em Plenário, ad hoc, pode ocorrer, por exemplo, no caso de


matéria urgente, como referida no art. 346.

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XXII – convidar, se necessário, o relator ou o Presidente da comissão a explicar as


conclusões de seu parecer;
Essa providência somente pode ser exercitada quando a matéria chegar ao Plenário
para deliberação, e sobre o argumento de que há dúvida, omissão ou contradição no parecer
da Comissão.
XXIII – desempatar as votações, quando ostensivas;
Essa previsão é repetida pelo art. 51 e pelo art. 294, V.

Matéria conexa Veja esses dispositivos:

Art. 51. O Presidente terá apenas voto de desempate nas


votações ostensivas, contando-se, porém, a sua presença para
efeito de quorum e podendo, em escrutínio secreto, votar como
qualquer Senador.
Art. 294. O processo nominal, que se utilizará nos casos em que
seja exigido quorum especial de votação ou por deliberação do
Plenário, a requerimento de qualquer Senador, ou ainda, quando
houver pedido de verificação, far-se-á pelo registro eletrônico dos
votos, obedecidas as seguintes normas:
V – verificado, pelo registro no painel de controle localizado na
mesa, que houve empate na votação, o Presidente comu-
nicará o fato ao Plenário e a desempatará, transferindo, em
seguida, o resultado aos apregoadores;

No caso de empate em votação secreta, na qual o Presidente vota normalmente (art. 51),
o processo deverá ser repetido até que ocorra a decisão.
XXIV – proclamar o resultado das votações;
A proclamação do resultado da votação significa anunciar ao plenário, de forma oficial, se
a votação resultou em aprovação ou rejeição.
Essa competência está repetida e especificada pelo art. 298.
XXV – despachar, de acordo com o disposto no art. 41, requerimento de licença
de Senador;
Essa competência só é exercitável quando não for possível a decisão do Plenário sobre
o requerimento, por falta de quórum.

Matéria conexa Veja como o art. 41 trata a matéria:

Art. 41. Nos casos do art. 40, se não for possível, por falta de
número, realizar-se a votação em duas sessões deliberativas ordi-
nárias consecutivas, ou se o Senado estiver em recesso, o pedido
será despachado pelo Presidente, retroagindo os efeitos da
licença à data do requerimento.

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XXVI – despachar os requerimentos constantes do parágrafo único do art. 214 e do


inciso II do art. 215;
Os requerimentos referidos no art. 214 são orais.

Matéria conexa Veja esse art. 214:

Art. 214. O requerimento poderá ser oral ou escrito.


Parágrafo único. É oral e despachado pelo Presidente o requeri-
mento:
I – de leitura de qualquer matéria sujeita ao conhecimento do Ple-
nário;
II – de retificação da ata;
III – de inclusão em Ordem do Dia de matéria em condições regi-
mentais de nela figurar;
IV – de permissão para falar sentado.

O art. 215, II, elenca requerimentos escritos sujeitos à decisão do Presidente, por despacho.

Matéria conexa Consta no art. 215, II, referido:

Art. 215. São escritos os requerimentos não referidos no art. 214


e dependem de votação por maioria simples, presente a maioria
da composição do Senado, salvo os abaixo especificados:
II – dependentes de despacho do Presidente:
a) de publicação de informações oficiais no Diário do Senado Fe-
deral;
b) de esclarecimentos sobre atos da administração interna do Se-
nado;
c) de retirada de indicação ou requerimento;
d) de reconstituição de proposição;
e) de retirada de proposição, desde que não tenha recebido pa-
recer de comissão e não conste de Ordem do Dia (art. 256, § 2º);
f) de publicação de documentos no Diário do Senado Federal para
transcrição nos Anais (art. 210, II);
g) de conversão de proposição em indicação, nos termos do art.
227-A, inciso I; (Incluído pela Resolução n. 14, de 2019)

XXVII – assinar os autógrafos dos projetos e emendas a serem remetidos à Câmara


dos Deputados, e dos projetos destinados à sanção;
Tratados nos arts. 328 a 331, os autógrafos representam a última versão do texto de
proposição aprovada pelo Senado e reproduzem a redação final da proposição na Casa.
Essa remessa tanto pode ser de proposição originada no Senado ou revisada pelo
Senado e aprovada com alteração de mérito.

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ATENÇÃO

Os “projetos destinados à sanção” são necessariamente projetos de lei ordinária ou pro-


jetos de lei complementar.

XXVIII – promulgar as resoluções do Senado e os decretos legislativos;


As resoluções do Senado são atos normativos primários equiparados a lei ordinária,
e cuidam das matérias referidas nos arts. 52 e 155 da Constituição Federal, além de todas as
matérias administrativas e institucionais internas do Senado.

Ponto importante! A referência a decreto legislativo é equivocada.


A promulgação de decretos legislativos do Congresso Nacional
é da competência do Presidente da Mesa do Congresso Na-
cional, que é o mesmo Senador o qual preside o Senado, mas
dotado de competências específicas e diferidas.
De toda forma, decreto legislativo do Congresso Nacional é ato
normativo primário equiparado a lei ordinária e direcionado a
cuidar das matérias do art. 49 da Constituição Federal.

XXIX – assinar a correspondência dirigida pelo Senado às seguintes autoridades:


a) Presidente da República;
b) Vice-Presidente da República;
c) Presidente da Câmara dos Deputados;
d) Presidentes do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores do País e do
Tribunal de Contas da União;
e) Chefes de Governos estrangeiros e seus representantes no Brasil;
f) Presidentes das Casas de Parlamento estrangeiro;
g) Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios Federais;
h) Presidentes das Assembleias Legislativas dos Estados;
i) Autoridades judiciárias, em resposta a pedidos de informações sobre assuntos
pertinentes ao Senado, no curso de feitos judiciais;
No caso da alínea i, é pressuposto necessário a existência de processo judicial em
curso, e que tenha havido demanda, em seus autos, de informação institucional de parte do
Senado Federal, seja esta Casa parte na lide ou não.

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Ponto importante! Veja que outras correspondências que não as citadas nesse in-
ciso do art. 48 serão assinadas necessariamente pelo Primeiro-
-Secretário:

Art. 54. Ao Primeiro-Secretário compete:


III – assinar a correspondência do Senado Federal, salvo nas
hipóteses do art. 48, inciso XXIX, e fornecer certidões;

XXX – autorizar a divulgação das sessões, nos termos do disposto no art. 186;
Essa divulgação é feita por transmissão sonora, de sons e imagens ou mesmo por foto-
grafias ou qualquer outra espécie de registro que permita a difusão externa das sessões
do Senado.

Matéria conexa O artigo referido determina:

Art. 186. A reportagem fotográfica no recinto, a irradiação sonora,


a filmagem e a transmissão em televisão das sessões dependem
de autorização do Presidente do Senado.

XXXI – promover a publicação dos debates e de todos os trabalhos e atos do


Senado, impedindo a de expressões vedadas por este Regimento, inclusive quando
constantes de documento lido pelo orador;
Essa divulgação abrange não apenas as estruturas de mídia do próprio Senado, como
o Diário do Senado Federal e a Rádio e Televisão do Senado, como também qualquer outro
veículo de imprensa ou de difusão.

XXXII – avocar a representação do Senado quando se trate de atos públicos de


especial relevância, e não seja possível designar comissão ou Senador para esse fim;
Essa avocação da representação do Senado pelo Presidente prende-se à decisão dessa
autoridade sobre a “especial relevância” do evento, associando-se à impossibilidade de cons-
tituição de comissão ou designação de Senador para esse fim.

Sobre a avocação da representação pelo Presidente:


Matéria conexa
Art. 69. É lícito ao Presidente avocar a representação do Senado
quando se trate de ato de excepcional relevo.

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XXXIII – resolver, ouvido o Plenário, qualquer caso não previsto neste Regimento;
Simetricamente com o que acontece com as decisões do Presidente em questão de
ordem (art. 406), as decisões proferidas com base nesse inciso não são detentoras de força
regulamentar ou normativa, valendo exclusivamente para os casos aos quais endereçadas,
configurando simples precedentes.

Matéria conexa É princípio do processo legislativo consagrado pelo RISF:

Art. 412. A legitimidade na elaboração de norma legal é assegu-


rada pela observância rigorosa das disposições regimentais, me-
diante os seguintes princípios básicos:
VI – decisão dos casos omissos de acordo com a analogia e
os princípios gerais de Direito;

XXXIV – presidir as reuniões da Mesa e da Comissão Diretora, podendo discu-


tir e votar;
O Presidente do Senado pode participar da discussão de qualquer matéria de competên-
cia da Mesa sem afastar-se do cargo de Presidente.
O direito de voto do Presidente ocorre tanto nas votações ostensivas quanto nas secretas.

ATENÇÃO

Como visto anteriormente neste artigo, o Presidente, nas deliberações ostensivas de Ple-
nário, só vota para desempatar.
Nas reuniões da Mesa e da Comissão Diretora, no entanto, discute e vota normalmente.

Ponto importante! É fácil perceber, da leitura do inciso em comento, que, para o


Regimento Interno do Senado Federal, “Mesa” e “Comissão Dire-
tora” não são sinônimos.
Por isso a redação consagra “presidir as reuniões da Mesa e
da Comissão Diretora”.

XXXV – exercer a competência fixada no Regulamento Administrativo do


Senado Federal.
O Regulamento Administrativo do Senado Federal é veiculado por Ato da Comissão Dire-
tora e tem por objeto a disciplina normativa da estrutura orgânica da Casa e dos seus cargos,
funções e serviços.
§ 1º Após a leitura da proposição, o Presidente verificará a existência de matéria
análoga ou conexa em tramitação na Casa, hipótese em que determinará a tramitação
conjunta dessas matérias.

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A tramitação conjunta ocorre quando duas ou mais proposições, de mesmo tipo e sobre a
mesma matéria, são fisicamente unidas (apensadas) e tramitarão como uma unidade, rece-
bendo de cada comissão que examine o grupo um único parecer, o qual, no entanto, deverá
oferecer conclusão a todos os projetos apensados.

Ponto importante! A tramitação conjunta por despacho do Presidente não pode


ocorrer se a proposição que se quer apensar a outra ou a ou-
tras já tiver parecer ou já estiver incluída na Ordem do Dia (§ 2º
deste artigo).
Esse despacho do Presidente, no sentido da tramitação conjun-
ta, admite recurso ao Plenário (§ 3º deste artigo).

ATENÇÃO

A tramitação conjunta exige, necessariamente:


– proposições de mesmo tipo (dois ou mais projetos de lei; dois ou mais projetos de
resolução; dois ou mais projetos de decretos legislativos; duas ou mais propostas de
emenda à Constituição);
– proposições que regulem a mesma matéria, mesmo que em sentidos divergentes.

A tramitação conjunta por despacho do Presidente, no início da tramitação, não é a única


hipótese de isso acontecer, podendo também se dar por decisão da Mesa ou por decisão do
Plenário, o que examinarei com você quando da análise do art. 258.
Em síntese, para este ponto do curso, então, a tramitação conjunta poderá:
– ser determinada pelo Presidente do Senado, quando do despacho da proposição
às comissões;
– ser decidida pela Mesa do Senado, quando requerida por Senador ou Comissão,
SE a proposição não tiver parecer ou não estiver na Ordem do Dia;
– ser decidida pelo Plenário do Senado, se a proposição já tiver parecer ou já estiver
incluída na Ordem do Dia.

Matéria conexa Sobre a tramitação conjunta:

Art. 258. Havendo em curso no Senado duas ou mais proposições


regulando a mesma matéria, é lícito promover sua tramitação em
conjunto a partir de requerimento de comissão ou de Senador,
mediante deliberação da Mesa, salvo as que já foram objeto de
parecer aprovado em comissão ou que constem da Ordem do Dia.
Parágrafo único. Os requerimentos de tramitação conjunta de maté-
rias que já constem da Ordem do Dia ou que tenham parecer apro-
vado em comissão serão submetidos à deliberação do Plenário.

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§ 2º O disposto no § 1º não se aplica à proposição sobre a qual já exista parecer


aprovado em comissão ou que conste da Ordem do Dia (art. 258).
Essa ressalva, que se refere ao despacho do Presidente para tramitação conjunta, se
explica pelo conteúdo do art. 258, parágrafo único (reproduzido acima), pois, nesses casos,
a decisão será do Plenário, por maioria simples.
§ 3º Da decisão do Presidente, prevista no § 1º, caberá recurso para a Mesa, no
prazo de cinco dias úteis, contado da sua publicação.
Esse recurso, que deverá ser interposto no prazo de cinco dias contados da publica-
ção do despacho de tramitação conjunta no Diário do Senado Federal, obviamente, tentará
impugnar o apensamento.
A decisão será do Plenário, por maioria simples.
As decisões possíveis são:

Plenário APROVA o recurso O projeto não terá tramitação conjunta.

Será devolvido ao Presidente para despachar para a tra-


mitação ordinária.

Plenário REJEITA o recurso O projeto será apensado aos demais, para tramitação
conjunta.

ATENÇÃO

Veja que o RISF não identifica o AUTOR desse recurso.

Art. 49. Na distribuição das matérias subordinadas, na forma do art. 91, à aprecia-
ção terminativa das comissões, o Presidente do Senado, quando a proposição tiver
seu mérito vinculado a mais de uma comissão, poderá:
I – definir qual a comissão de maior pertinência que deva sobre ela decidir;
II – determinar que o seu estudo seja feito em reunião conjunta das comissões,
observado, no que couber, o disposto no art. 113.
A tramitação terminativa, tecnicamente designada como procedimento legislativo abre-
viado, ocorre quando o RISF, autorizado pela Constituição Federal (CF, art. 58, § 2º, I) indica
quais as proposições que, ao invés de receberem parecer em comissões e serem votadas
em Plenário, serão votadas em Comissão.

ATENÇÃO

Na tramitação terminativa, portanto, a comissão, ao invés de votar apenas parecer e


enviar o projeto à decisão do Plenário, votará o projeto, substituindo o Plenário.
Tecnicamente, esse poder de comissão de votar projeto qualifica-se como procedimen-
to legislativo abreviado.

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O art. 91 deste Regimento elenca as proposições que necessariamente tramitarão no


Senado sendo votadas por Comissão (art. 91, de I a III) e aquelas que poderão tramitar
de forma terminativa por decisão do Presidente do Senado, ouvidas as Lideranças
(art. 91, § 1º).
Dessa forma:

Proposições com tramitação Constam nos incisos de I a III do art. 91, e no art. 393-F.
terminativa obrigatória
Nesses casos, a competência decisória da comissão é
automaticamente fixada pelo RISF.

Proposições com tramitação A tramitação facultativa depende de despacho do Pre-


terminativa facultativa sidente do Senado.

Como ainda será visto, a comissão terminativa – a que votará o projeto – será sempre a
última a se manifestar, e sempre a que tiver maior afinidade com o mérito da proposição.
Assim, se mais de uma comissão tiver competência para a análise de mérito, incumbe
ao Presidente do Senado, conforme esse artigo que estou examinando, no seu despa-
cho, definir quais emitirão apenas parecer, e qual será a que votará o projeto, de forma
terminativa.
O inciso II apenas autoriza o Presidente, no caso de tramitação terminativa, ordenar, em
despacho, análise do projeto em reunião conjunta.
Da decisão da Comissão, aprovando ou rejeitando a proposição, cabe recurso ao Ple-
nário, de autoria de um décimo da Casa, e dirigido ao Presidente desta (art. 91, §§ 3º e 4º).
Esse tema será objeto exame aprofundado neste material quando eu examinar com você
o art. 91.
Art. 50. O Presidente somente se dirigirá ao Plenário da cadeira presidencial, não
lhe sendo lícito dialogar com os Senadores nem os apartear, podendo, entretanto,
interrompê-los nos casos previstos no art. 18, I.
Essa previsão determina que o Presidente (da sessão) somente poderá manifestar-se
em sessão a partir da condição de Presidente se estiver na poltrona destinada ao Presi-
dente, na Mesa.
O art. 18, I, elenca as situações nas quais o Presidente se dirigirá ao Plenário, interrom-
pendo o orador.

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Matéria conexa Sobre o uso da palavra pelo Presidente, nesta condição, interrom-
pendo o orador:

Art. 18. O Senador, no uso da palavra, poderá ser interrompido:


I – pelo Presidente:
a) para leitura e votação de requerimento de urgência, no caso do
art. 336, I, e deliberação sobre a matéria correspondente;
b) para votação não realizada no momento oportuno, por falta de
número (arts. 304 e 305);
c) para comunicação importante;
d) para recepção de visitante (art. 199);
e) para votação de requerimento de prorrogação da sessão;
f) para suspender a sessão, em caso de tumulto no recinto ou
ocorrência grave no edifício do Senado;
g) para adverti-lo quanto à observância do Regimento;
h) para prestar esclarecimentos que interessem à boa ordem dos
trabalhos;

Parágrafo único. O Presidente deixará a cadeira presidencial sempre que, como


Senador, quiser participar ativamente dos trabalhos da sessão.
Se o Presidente do Senado ou da sessão quiser usar a palavra de forma ordinária, como
qualquer Senador, deverá passar a Presidência da sessão a substituto regimental.
Com essa providência, poderá discutir proposições e usar as outras possibilidades aber-
tas pelo art. 14 a qualquer Senador.
Art. 51. O Presidente terá apenas voto de desempate nas votações ostensivas,
contando-se, porém, a sua presença para efeito de quorum e podendo, em escrutínio
secreto, votar como qualquer Senador.
De forma resumida:

Presença do Presidente É considerada normalmente para fins de quórum delibera-


tivo (maioria absoluta).

Votações ostensivas O Presidente, em regra, não vota.

Se ocorrer empate, no entanto, vota para desempatar.

Votações secretas O Presidente vota normalmente.

Se houver empate, o RISF determina que a votação seja re-


petida até ser decidida.

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Art. 52. Ao Primeiro Vice-Presidente compete:


I – substituir o Presidente nas suas faltas ou impedimentos;
II – exercer as atribuições estabelecidas no art. 66, § 7º, da Constituição, quando
não as tenha exercido o Presidente.
O inciso I determina apenas a condição de substituto do Presidente.
O inciso II remete à Constituição Federal. O dispositivo constitucional citado determina
que compete ao Vice-Presidente do Senado promulgar e publicar leis, em 48 horas, se isso
não for feito pelo Presidente da República e pelo Presidente do Senado, no mesmo prazo.
Art. 53. Ao Segundo Vice-Presidente compete substituir o Primeiro Vice-Presidente
nas suas faltas ou impedimentos.
A previsão apenas coloca o Segundo Vice-Presidente como o próximo, após o Primeiro
Vice-Presidente, na substituição do Presidente.

ATENÇÃO

Veja que o Segundo Vice-Presidente também substitui o Primeiro Vice-Presidente, e


não apenas o Presidente.

Art. 54. Ao Primeiro-Secretário compete:


I – ler em plenário, na íntegra ou em resumo, a correspondência oficial recebida
pelo Senado, os pareceres das comissões, as proposições apresentadas quando os
seus autores não as tiverem lido, e quaisquer outros documentos que devam constar
do expediente da sessão;
Essas leituras são feitas a comando do Presidente da sessão.
Sobre o que deve ser lido, em quadro:

Correspondência oficial ao – na íntegra.


Senado
– em resumo.

Pareceres das comissões – na íntegra.

Proposições apresentadas – em regra, em resumo.

Somente serão lidas se o respectivo autor não o tiver feito.

Documentos – em resumo.

II – despachar a matéria do expediente que lhe for distribuída pelo Presidente;

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A regra impõe que a competência para o despacho de matéria é do Presidente da sessão.


Por esse dispositivo, é possível a delegação dessa competência pelo Presidente ao Primeiro
Secretário.

III – assinar a correspondência do Senado Federal, salvo nas hipóteses do art. 48,
inciso XXIX, e fornecer certidões;
As correspondências identificadas no art. 48, XXIX, são assinadas pelo Presidente do
Senado. Todas as demais, pelo Primeiro-Secretário.
IV – receber a correspondência dirigida ao Senado e tomar as providências dela
decorrentes;
As “providências decorrentes” são as ordenadas pelo Presidente, em despacho, como a
remessa às comissões ou ao arquivo.
V – assinar, depois do Presidente, as atas das sessões secretas;
O primeiro a assinar tais atas é o Presidente que atuou na sessão.
VI – rubricar a listagem especial com o resultado da votação realizada através do
sistema eletrônico, e determinar sua anexação ao processo da matéria respectiva;
Essa listagem é gerada pelo sistema do painel eletrônico, após a conclusão da votação
e da proclamação do resultado pelo Presidente.
VII – promover a guarda das proposições em curso;
A guarda não é feita diretamente pelo Primeiro-Secretário, mas pelos servidores e órgãos
designados.
VIII – determinar a entrega aos Senadores dos avulsos eletrônicos relativos à maté-
ria da Ordem do Dia;
Esses avulsos eletrônicos contêm diversas informações importantes sobre recursos e
prazos, e indicam quantas e quais matérias estão pautadas para a sessão específica.
IX – encaminhar os papéis distribuídos às comissões;
Esse encaminhamento ocorre após o despacho do Presidente.
X – expedir as carteiras de identidade dos Senadores (art. 11).

Matéria conexa Sobre a carteira de identidade:

Art. 10. O Senador ou Suplente, por ocasião da posse, inscreverá,


em livro específico, de próprio punho, seu nome, o nome parla-
mentar, a respectiva rubrica, filiação partidária, idade, estado civil
e outras declarações que julgue conveniente fazer.
Art. 11. Com base nos dados referidos no art. 10, o Primeiro-Se-
cretário expedirá as respectivas carteiras de identidade.

Art. 55. Ao Segundo-Secretário compete lavrar as atas das sessões secretas, pro-
ceder-lhes a leitura e assiná-las depois do Primeiro-Secretário.

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A assinatura das atas das sessões secretas, assim, obedece a seguinte sequência:
– o Segundo-Secretário lavra a ata;
– assina o Presidente da sessão;
– assina o Primeiro-Secretário;
– assina o Segundo-Secretário.
Art. 56. Ao Terceiro e Quarto-Secretários compete:
I – fazer a chamada dos Senadores, nos casos determinados neste Regimento;
A chamada deve ser feita com o Secretário sentado, como determina o art. 57, a seguir.
II – contar os votos, em verificação de votação;
Essa contagem de votos ocorre em votações, como a de formação da Mesa.
III – auxiliar o Presidente na apuração das eleições, anotando os nomes dos vota-
dos e organizando as listas respectivas.
Essa competência também se relaciona com os processos de votação para formação da
Mesa, como o previsto no art. 59 a seguir.
Art. 57. Os Secretários, ao lerem qualquer documento, conservar-se-ão de pé e per-
manecerão sentados ao procederem à chamada dos Senadores.
Como se vê no art. 58, a seguir, essas são as duas únicas hipóteses de uso da palavra
por Secretário, enquanto membro da Mesa.
Em quadro:

Leitura de documento Secretário deve estar em pé.

Chamada dos Senadores Secretário deve estar sentado.

Art. 58. Ao integrarem a Mesa, os Secretários não poderão usar da palavra senão
para a chamada dos Senadores ou para a leitura de documentos, ordenada pelo
Presidente.
Dessa forma, para participar da discussão de proposições, o Secretário deverá transferir
sua função na Mesa ao substituto regimental.

CAPÍTULO III
DA ELEIÇÃO

Art. 59. Os membros da Mesa serão eleitos para mandato de dois anos, vedada a
reeleição para o período imediatamente subsequente (Const., art. 57, § 4º).
Ao longo da legislatura, assim, serão duas as Mesas a comandar o Senado:
– a primeira, eleita na 2ª e na 3ª sessões preparatórias anteriores à 1ª SLO, com man-
dato de dois anos;
– a segunda, eleita na 1ª e na 2ª sessões preparatórias anteriores à 3ª SLO.

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Quanto à vedação de reeleição:


– ela não vale da Mesa do segundo biênio de uma legislatura para a do primeiro
biênio da seguinte. Assim, como exemplo, o Senador eleito Presidente do Senado
na Mesa do segundo biênio pode se eleger novamente Presidente na Mesa do
primeiro biênio da legislatura seguinte. Essa possibilidade decorre do princípio da
unidade da legislatura, já visto nas aulas iniciais deste curso.
– dentro da legislatura, essa vedação não impede o Senador que ocupe um cargo
na Mesa do primeiro biênio volte a compor a Mesa do segundo biênio, desde
que não no mesmo cargo. Como exemplo: o Senador eleito Primeiro-Secretário
da Mesa do primeiro biênio poderá ocupar qualquer cargo na Mesa do segundo
biênio, exceto o de Primeiro-Secretário.

§ 1º Na constituição da Mesa é assegurada, tanto quanto possível, a represen-


tação proporcional dos partidos e blocos parlamentares que participam do Senado
(Const., art. 58, § 1º).
Dessa forma, os 11 cargos na Mesa deverão ser ocupados por partidos políticos e blocos
parlamentares na proporção de sua representação numérica no Plenário do Senado.

ATENÇÃO

O Supremo Tribunal Federal tinha decidido que a expressão “tanto quanto possível”
significava tanto quanto matematicamente possível.
Por conta disso, se determinado Partido tiver direito a uma vaga na Mesa, deverá, ao final
do processo de eleição, necessariamente ocupá-la, sob pena de inconstitucionalidade da
composição, e, portanto, de sua nulidade.
O mesmo STF deixou julgado que nada na Constituição Federal garante a todos os
partidos e blocos o direito de se verem representados na composição da Mesa.
A existência, ou não, dessa representação dependerá da possibilidade matemática, con-
siderados o número de vagas e o número de Senadores diplomados pelo Partido. Essa
regra está repetida no art. 60.
Mais recentemente, todavia, o STF vem se posicionando pela condição de matéria in-
terna corporis dessa previsão, deixando aos membros do Senado Federal a tarefa de
garantir a eficácia da prescrição constitucional.

§ 2º Para os fins do cálculo de proporcionalidade, as bancadas partidárias são con-


sideradas pelos seus quantitativos à data da diplomação.
A restrição contida no § 2º determina que o número de Senadores que serão conside-
rados como ligados a determinado partido será o da data da diplomação dos eleitos pela
Justiça Eleitoral.
Essa prescrição tem como objetivo teórico desestimular as trocas de partidos ao longo da
Legislatura que objetivem inflar o tamanho das bancadas partidárias e, com isso, conseguir
um maior número de cargos à Mesa e nas comissões.

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Dessa forma, se determinado partido elege dez Senadores, todos os cálculos serão feitos
considerando-se essa bancada de dez membros, sendo irrelevante que ocorram desliga-
mentos ou novas filiações.

Ponto importante! Há uma importante previsão que permite o recálculo desse nú-
mero de vagas:

Art. 78. Os membros das comissões serão designados pelo


Presidente, por indicação escrita dos respectivos líderes, asse-
gurada, tanto quanto possível, a participação proporcional das
representações partidárias ou dos blocos parlamentares com
atuação no Senado Federal (Const., art. 58, § 1º).
Parágrafo único. Para fins de proporcionalidade, as representa-
ções partidárias são fixadas pelos seus quantitativos à data da
diplomação, salvo nos casos de posterior criação, fusão ou
incorporação de partidos.

§ 3º No caso de vaga definitiva, o preenchimento far-se-á, dentro de cinco dias


úteis, pela forma estabelecida no art. 60, salvo se faltarem menos de cento e vinte dias
para o término do mandato da Mesa.
Quanto ao tipo da vaga:

Vaga definitiva – renúncia ao cargo da Mesa;


– renúncia ao mandato;
– falecimento;
– cassação do mandato;
– afastamento para assumir cargo referido
no art. 39, II.

Vaga não definitiva – licença;


– afastamento para representação do Sena-
do.

Quanto ao procedimento para a ocupação da “vaga definitiva”:

Ocorrência de vaga faltando 120 dias ou Nova eleição para a função vacante.
mais para o fim do mandato bienal da Mesa

Ocorrência de vaga faltando 119 dias ou me- As funções do cargo vacante serão
nos para o fim do mandato bienal da Mesa exercidas pelo substituto regimental.

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ATENÇÃO

Pelas regras do RISF, somente são elegíveis para a vaga na Mesa Senadores ou Senadoras
do mesmo partido ou bloco parlamentar a que pertencia o antigo detentor do cargo
vacante.
§ 4º Enquanto não eleito o novo Presidente, os trabalhos do Senado serão dirigidos
pela Mesa do período anterior.
Como você já viu na análise do art. 3º, relativo às sessões preparatórias, a Mesa é eleita
em duas dessas sessões:
– na 2ª e na 3ª das três que antecedem a 1ª Sessão Legislativa Ordinária;
– na 1ª e na 2ª das duas que antecedem a 3ª Sessão Legislativa Ordinária.
A primeira de cada um desses conjuntos de sessões preparatórias destinadas à com-
posição da Mesa do Senado para o biênio é destinada exclusivamente para a eleição do
Presidente.

Ponto importante! Veja que, no início da Legislatura, as sessões preparatórias se-


rão dirigidas, como manda este art. 59, § 4º, pelos “membros da
Mesa anterior” APENAS se estes ainda tiverem mandado como
Senadores.
Se não houver nenhum membro remanescente da Mesa com
mandato como Senador, a presidência caberá ao mais idoso dos
Senadores que ainda tenham 4 anos de mandato:

Art. 3º A primeira e a terceira sessões legislativas ordinárias de


cada legislatura serão precedidas de reuniões preparatórias,
que obedecerão às seguintes normas:
II – a direção dos trabalhos caberá à Mesa anterior, dela excluí-
dos, no início de legislatura, aqueles cujos mandatos com
ela houverem terminado, ainda que reeleitos;
III – na falta dos membros da Mesa anterior, assumirá a Presi-
dência o mais idoso dentre os presentes, o qual convidará,
para os quatro lugares de Secretários, Senadores pertencentes
às representações partidárias mais numerosas;

Art. 60. A eleição dos membros da Mesa será feita em escrutínio secreto, exigida
maioria de votos, presente a maioria da composição do Senado e assegurada, tanto
quanto possível, a participação proporcional das representações partidárias ou dos
blocos parlamentares com atuação no Senado.
A maioria necessária à eleição dos membros da Mesa é, portanto, simples ou relativa.

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Matéria conexa Sobre o tipo de votação:

Art. 296. A votação por meio de cédulas far-se-á nas eleições.

§ 1º A eleição far-se-á em quatro escrutínios, na seguinte ordem, para:


I – o Presidente;
II – os Vice-Presidentes;
III – os Secretários;
IV – os Suplentes de Secretários.
A regra, portanto, é de quatro escrutínios para a composição da Mesa.
Esquematicamente:

Eleição do Presidente Sessão preparatória exclusiva.


do Senado Federal
Escrutínio exclusivo.

Eleição para os demais Sessão preparatória exclusiva para a eleição de todos os


membros da Mesa demais membros da Mesa (Vice-Presidentes, Secretários e
Suplentes).
Escrutínios próprios:
– um para os dois Vice-Presidentes.
– um para os quatro Secretários.
– um para os quatro Suplentes.

§ 2º A eleição, para os cargos constantes dos incisos II a IV do § 1º, far-se-á com


cédulas uninominais, contendo a indicação do cargo a preencher, e colocadas, as refe-
rentes a cada escrutínio, na mesma sobrecarta.
Pela regra, portanto, a eleição para cada um dos demais cargos da Mesa será feita por
cédula uninominal (o nome do único candidato votado para cada cargo).
As cédulas de cada escrutínio serão colocadas na mesma sobrecarta.
Dessa forma, haverá um envelope para as cédulas da eleição de Vice-Presidentes; um
segundo para as cédulas da eleição dos quatro Secretários, e um terceiro para a eleição dos
quatro Suplentes.

§ 3º Na apuração, o Presidente fará, preliminarmente, a separação das cédulas refe-


rentes ao mesmo cargo, lendo-as, em seguida, uma a uma, e passando-as ao Segundo-
-Secretário, que anotará o resultado.

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Em quadros esquemáticos:

1. 2. 3. 4.
Cada Senador As cédulas corres- Os envelopes são O Presidente separa
preenche as cédulas pondentes a cada entregues à Mesa, os três envelopes.
para cada uma das escrutínio (Vice-Pre- ao Presidente.
votações. sidentes, Secretários
e Suplentes) são
colocadas em três
envelopes próprios.

5. 6. 7. 8.
O Presidente, em O Presidente lê os O Segundo-Secretá- São proclamados os
cada envelope, votos para cada rio anota cada voto resultados de cada
separa as cédulas cargo, um a um. para cada cargo. uma das votações e
para cada cargo anunciados os ven-
(por exemplo, no cedores.
primeiro envelope,
as cédulas para o
cargo de Primeiro
Vice-Presidente e as
cédulas para Segun-
do Vice-Presidente).

§ 4º Por proposta de um terço dos Senadores ou de líder que represente este


número, a eleição para o preenchimento dos cargos constantes do § 1º, II e III, poderá
ser feita em um único escrutínio, obedecido o disposto nos §§ 2º e 3º.
A regra deste artigo – de quatro escrutínios para compor a Mesa – admite a exceção pre-
vista neste parágrafo.
Por este § 4º, poderão ser fundidas em um único escrutínio as eleições para os dois Vice-
-Presidentes e para os quatro Secretários.
Essa fusão dos dois escrutínios depende de:
– proposta de um terço dos Senadores (27), ou de Líderes que representem um terço
do Senado;
– aprovação da proposta pela maioria simples do Plenário.

ATENÇÃO

Veja que, com isso, serão necessariamente realizadas em escrutínios próprios:


– a eleição do Presidente do Senado;
– a eleição dos quatro Suplentes.

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